PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (PPA)

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1 MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL FORÇA AÉREA CENTRO DE TREINO DE SOBREVIVÊNCIA PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (PPA) JANEIRO 2015

2 MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL FORÇA AÉREA CENTRO DE TREINO DE SOBREVIVÊNCIA PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (PPA) JANEIRO 2015 EP: CTSFA EPR: GPA DIST.: X I

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4 MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL FORÇA AÉREA CENTRO DE TREINO DE SOBREVIVÊNCIA CARTA DE PROMULGAÇÃO JANEIRO O PPA 2015 (PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES) é uma publicação NÃO CLASSIFICADA, tendo a intenção de refletir toda a programação de atividades relacionadas com a prevenção de acidentes, no âmbito da Segurança em Terra e Proteção Ambiental e Segurança de Armamento e Mísseis, a desenvolver pelo Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea (CTSFA), em O PPA 2015 entra em vigor ao ser recebido. 3. É permitido copiar ou fazer extratos desta publicação, sem autorização da entidade promulgadora, desde que o seu propósito se insira no âmbito da prevenção de acidentes. 4. O PPA 2015 está disponível em suporte informático, na RIBA6/CTSFA/GPA. O COMANDANTE Natalino José Rodrigues Pereira TCOR/PILAV III

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6 REGISTO DE ALTERAÇÕES E ERRATAS Identificação da Alteração ou Errata (N.º; N.º de Registo se tiver e data) Data da introdução Data de Entrada em vigor Assinatura e posto de quem a introduz V

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8 ÍNDICE Página de Título. Carta de Promulgação Registo de Alterações Índice. I III V VII CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO 101. Generalidades Âmbito Responsabilidades Principais objetivos Execução Administração e Logística Comando, Controlo e Comunicações Comunicação de ocorrências Organização Orientações temáticas para Conclusão CAPÍTULO 2 SEGURANÇA EM TERRA E AMBIENTE 201. Prevenção rodoviária Redução da sinistralidade na FA Prevenção de acidentes da atividade despostiva Acidentes ocupacionais versus Utilização correta dos EPI Prevenção da contaminação dos solos Calendarização de atividades CAPÍTULO 3 SEGURANÇA DE ARMAMENTO E MÍSSEIS 301. Manutenção, manuseamento e supervisão durante a utilização de armamento 3-1 terrestre Armazenagem de explosivos VII

9 303. Calendarização de atividades ANEXOS ANEXO A Mapa de atividades de Segurança em Terra e Ambiente. A-1 ANEXO B Mapa de atividades de Segurança de Armamento e Mísseis.. B-1 ANEXO C Prevenção Rodoviária Redução da sinistralidade na Força Aérea C-1 ANEXO D Prevenção de acidentes na atividade desportiva D-1 ANEXO E Acidentes ocupacionais versus utilização correta do EPI E-1 ANEXO F Prevenção da contaminação dos solos F-1 ANEXO G Manutenção, manuseamento e supervisão do armamento terrestre G-1 ANEXO H Armazenamento de explosivos H-1 GLOSSÁRIO.. GLO-1 LISTA DE DISTRIBUIÇÃO..... LDIST-1 LISTA DE PÁGINAS EM VIGOR... LPV-1 VIII

10 CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO 101. Generalidades. O objetivo da prevenção deve ser sempre zero acidentes. Desta forma, importa encarar o ano de 2015 como uma oportunidade para empenhar os recursos disponíveis de forma eficaz, com o objetivo de encetar ações de prevenção eficientes. Errare humanum est (Marcus Tullius Cícero). Esta citação caracteriza o ser humano enquanto tal. O erro é um desacerto constituído por uma variável ou por um conjunto de variáveis que dificilmente são controláveis. Porém, a sua identificação e prevenção é extremamente importante para a sua mitigação. No entanto, dada a complexidade dos seres humanos enquanto indivíduos singulares e heterogéneos, facilmente se conclui que, sendo o erro um ato involuntário, é impossível eliminá-lo. Este programa pretende contribuir para a prevenção de acidentes, no intuito de minimizar e/ou eliminar as ocorrências por erro. Os métodos mais eficazes são o treino frequente e a partilha de experiência. Torna-se por isso extremamente importante providenciar o treino continuado e a troca de experiência, informação e conhecimento, que se constituirá como algo valoroso para todos os militares do CTSFA. Como tal, este programa pretende contribuir para uma prevenção de acidentes consciente, eficiente e envolvente Âmbito. Possibilitar à Inspeção-Geral da Força Aérea (IGFA) identificar desvios e tendências para situações de risco, bem como outras vulnerabilidades que possam comprometer a segurança. Da mesma forma, identificar as situações mais preocupantes para o CTSFA e que devem ser desenvolvidas e abordadas nas áreas de Segurança em Terra e Ambiente (STA) e Segurança de Armamento e Mísseis (SAM). 1-1

11 103. Responsabilidades. Quando tratamos de Prevenção de Acidentes, a responsabilidade é universal e transversal de uma forma envolvente no que diz respeito a todas as áreas de atividade, aos diferentes níveis de competência e de autoridade. O envolvimento nos assuntos de prevenção do Comandante do CTSFA, 2º Comandante, Comandantes de Esquadrilha e Chefes das várias sub-unidades, motiva e influencia a atitude dos militares para esta temática, constituindo-se como uma referência positiva no comportamento e motivação de todos os militares do CTSFA. Desta forma: a. O Comandante é o responsável máximo pela Prevenção de Acidentes no CTSFA. Na área da prevenção e segurança, compete-lhe especificamente aprovar, fomentar e conduzir o Programa Anual de Prevenção de Acidentes, garantindo a sua eficácia. b. Ao Gabinete de Prevenção de Acidentes (GPA), Oficial e Delegados de Segurança em Terra e Ambiente (OSTA e DSTA) e Oficial e Delegados de Segurança de Armamento e Mísseis (OSAM e DSAM) incumbe elaborar e propor os Programas de Prevenção de Acidentes (PPA). Depois dos PPA aprovados, proceder à sua divulgação, execução e coordenação, imprimindo-lhe o dinamismo necessário. Numa fase posterior, elaborar a análise dos resultados obtidos. Compete-lhes ainda exercer vigilância constante sobre todas as atividades do CTSFA, no sentido de detetar, analisar e corrigir todas as ações e/ou condições potenciadoras de originar acidentes; bem como fomentar a sensibilização para as questões relacionadas com a Segurança, Saúde e Ambiente. c. Independentemente da função que exercem, todos os militares devem contribuir ativamente para a criação de um bom ambiente de trabalho, propiciador ao exercício das suas funções em condições de menor risco possível Principais objetivos. O objetivo da Prevenção de Acidentes é zero acidentes. É intolerável admitir que este objetivo é irrealista porque estaríamos a admitir que alguns acidentes seriam aceitáveis. 1-2

12 Nas áreas da Segurança em Terra e Ambiente e Segurança de Armamento e Mísseis existe a necessidade de se focarem os esforços de prevenção nos temas enunciados em Execução. Para a execução deste Programa, conta-se com o empenho de todos os militares do CTSFA, especialmente da estrutura do GPA e respetivos Delegados de Segurança. As Esquadrilhas deverão providenciar todo o apoio necessário, conforme solicitado ou proposto pelos próprios, de forma a contribuírem para a total concretização do PPA a. Calendarização de atividades. De acordo com os mapas de atividades constantes nos Anexos A e B. b. Instruções de coordenação. O PPA 2015 entra em vigor a partir da data da sua distribuição. Quaisquer alterações ao PPA 2015 serão elaboradas sob a forma de Ordens Complementares, as quais, após aprovadas superiormente, passarão a fazer parte integrante do PPA original. c. Todas as dúvidas referentes à sua execução devem ser colocadas ao GPA do CTSFA. As Esquadrilhas envolvidas coordenarão todas as atividades a desenvolver coletivamente Administração e Logística. As Esquadrilhas deverão dar prioridade às tarefas, disponibilizando todos os meios considerados indispensáveis para a correção de situações, no que diz respeito à Segurança em Terra e Ambiente e à Segurança de Armamento e Mísseis. O GPA, baseando-se na estrutura de Prevenção de Acidentes da Força Aérea, fornecerá o apoio necessário para o normal cumprimento do programa. Todos os Comandantes de Esquadrilha deverão dar apoio à ação dos OSTA, OSAM e também dos Delegados de Segurança Comando, Controlo e Comunicações. Mantém-se a cadeia de comando em vigor. Nas comunicações utilizar-se-ão os canais de comunicação existentes, formal ou informalmente. 1-3

13 A principal ação de controlo de atividades contidas neste Programa recai sobre os Oficiais de Segurança. No entanto, ao seu nível, as Esquadrilhas são igualmente responsáveis por controlar o curso de ações desenvolvidas, no âmbito deste Programa 108. Comunicação de ocorrências. Poderão ser utilizados os impressos para reporte, previstos para as áreas de Segurança em Terra e Ambiente e Segurança de Armamento e Mísseis. Em alternativa poderão ser usados os modelos disponíveis em RIBA6/CTSFA/GPA Organização. O PPA 2015 engloba os programas identificados pelas áreas específicas. O programa da Segurança em Terra e Ambiente é exposto no Capítulo 2 e o programa da área de Segurança de Armamento e Mísseis no capítulo Orientações Temáticas. Os temas específicos de cada área, sem caráter de exclusividade, para desenvolvimento em 2015, são os seguintes: a. Segurança em Terra e Ambiente: (1) Prevenção rodoviária redução da sinistralidade na FA. (2) Prevenção de acidentes na atividade desportiva. (3) Acidentes Ocupacionais versus utilização correta do EPI. (4) Prevenção da contaminação dos solos. b. Segurança de Armamento e Mísseis: (1) Manutenção, manuseamento e supervisão do armamento terrestre. (2) Armazenagem de explosivos Conclusão. A existência de um bom Programa de Prevenção de Acidentes e o seu escrupuloso cumprimento, por todos aqueles que têm responsabilidade acrescida nesta área, é fundamental para a prevenção de acidentes. Sensibilizar todos os militares do CTSFA, independentemente da função que exerçam, para a sua responsabilidade na criação de ambientes seguros e saudáveis é uma das principais funções do GPA 1-4

14 e de todos os militares que lhes tenha sido atribuída responsabilidade direta nas áreas de Segurança em Terra e Ambiente e Segurança de Armamento e Mísseis. 1-5

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16 CAPÍTULO 2 SEGURANÇA EM TERRA E AMBIENTE 201. Prevenção rodoviária Redução da sinistralidade na FA. Os acidentes rodoviários que envolveram militares da Força Aérea, pela gravidade das consequências, tornaram obrigatória a inclusão deste tema no Programa de Prevenção de Acidentes a desenvolver durante o ano de A sinistralidade rodoviária é um fenómeno civilizacional, fruto da existência e da circulação de um elevado número de veículos. As suas causas assentam numa dinâmica em que intervêm quatro fatores inter-relacionados: humano, veículo, via e ambiente. O primeiro fator é, indubitavelmente o mais importante. É aquele que mais influência tem no desempenho diário nas vias de circulação. De facto, a maioria dos sinistros graves ocorre devido a erro humano. Porém, importa lembrar que, contrariamente ao que se possa pensar, a velocidade não é uma causa da sinistralidade, mas antes um fator potenciador. Outros fatores potenciadores são a chuva, o estado das vias, o álcool e o desrespeito do Código da Estrada. A velocidade potencia erros do condutor ou de outros elementos dinâmicos da infraestrutura rodoviária, como por exemplo veículos terceiros, peões e objetos diversos. Tal como é importante respeitar os limites de velocidade e não circular a uma velocidade excessiva para as condições das vias, também é importante garantir que os condutores legalmente habilitados a conduzir tenham uma formação prática mais eficaz, de forma a estarem preparados para controlar os veículos em caso de instabilidade ou perda de aderência, situação frequente em condução automóvel. A sinistralidade rodoviária terá de ser combatida através da prevenção e da mudança de mentalidades. Cumprir os limites do Código da Estrada não garante ausência de sinistralidade. Em 2015, as ações de sensibilização desenvolvidas no CTSFA irão enfatizar os seguintes assuntos: a. Condução defensiva. 2-1

17 b. Desenvolvimento de automatismos de reação à execução segura de manobras simples. c. Promoção de medidas contra o consumo de álcool. O GPA recomenda aos comandantes e chefes de serviço o reforço da sua intervenção, em três níveis de atuação: a. Controlo/Supervisão progressivamente mais ativo e eficaz, de modo a combater as deficiências que surgem com a prática de estilos de condução agressivos. b. Informação, através de campanhas criativas que alertem as pessoas para diversas situações obre as quais não estão suficientemente informadas. c. Educação e Formação fundamental para que se consigam alterações de comportamento, através de ações de formação de condução defensiva Prevenção de acidentes na atividade desportiva. A atividade física e desportiva em Portugal é enquadrada pela Lei Nº5/2007, de 16 de Janeiro Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto que define as bases das políticas de desenvolvimento da atividade física e do desporto. No contexto militar, a atividade física e desportiva é enquadrada pelo Despacho n.º 21/2013, do CEMFA, de 2 de abril, onde estão definidos os vetores de ação que constituem o Sistema de Preparação Física e Desportos da Força Aérea. O atual sistema visa garantir a disponibilidade física necessária à exigência funcional dos serviços através de sessões de Treino Físico de Manutenção e da aplicação de Testes de Controlo e Avaliação da Condição Física. O Despacho em referência incentiva a prática de atividade física regular, possibilitando a realização de duas sessões de treino físico semanais, garantindo a existência de pessoal qualificado nas Secções de Aptidão Física e Desportos e nos Departamentos de Educação Física, promovendo cursos de formação aos recursos humanos e garantindo o acesso às infraestruturas disponíveis e adequadas ao desenvolvimento de atividades físicas e desportivas. Trata-se portanto, de um instrumento importante e incontornável ao cumprimento da missão da Força Aérea, visto que contribui para a melhoria da condição física e desenvolvimento de hábitos saudáveis e, por consequência, promoção da saúde. 2-2

18 Recentemente foram desenvolvidos estudos que demonstram a existência de uma relação inversa entre a prática de atividade física e o risco de acidentes cardiovasculares, hipertensão, osteoporose, diabetes, obesidade, cancro, ansiedade, depressão, etc. São, portanto, doenças que poderão implicar extensos períodos de incapacidade para o serviço ou, em casos mais graves, de incapacidade vitalícia. Para além do prejuízo para os serviços, acresce ainda o elevado custo associado a frequentes consultas médicas e a tratamentos. No entanto e apesar da indiscutível importância da atividade física e desportiva na prevenção de doenças, é sabido que a mesma pode provocar danos se não existirem alguns cuidados na sua prática. Apesar de globalmente os danos poderem ser considerados reduzidos face aos benefícios, temos que ter em conta que, mesmo com cuidados na prática de atividade físicas e desportivas, a possibilidade de ocorrência de acidentes está sempre presente. Para praticar a atividade física e desportiva em segurança e reduzir o risco de lesões ou outras ocorrências desfavoráveis, os praticantes devem: a. Ter consciência dos riscos de acidente associados à prática; b. Procurar acompanhamento presencial por parte de pessoal especializado ou, quando tal não for possível, tentar seguir um plano de treino regular e programado; c. Escolher os tipos de atividade física e desportivas apropriadas, tendo em conta o nível de condição física e os objetivos de saúde a atingir; d. Aumentar os níveis de atividade física de forma gradual ao longo do tempo. A prática desportiva deverá iniciar-se com atividades de baixa intensidade, aumentando lentamente a frequência semanal e a duração da atividade; e. Proteger-se a si próprio, dando importância ao equipamento desportivo utilizado (nomeadamente o calçado); f. Assegurar-se de que possui a aptidão médica adequada à prática de atividade física e desportiva. 2-3

19 203. Acidentes ocupacionais versus Utilização correta dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). O desenvolvimento de uma cultura de segurança, em geral, e da cultura de prevenção de riscos profissionais, em particular, exige o esforço de todos e assenta num conjunto alargado de instrumentos, nos domínios da formação, saúde e organização do trabalho. Neste âmbito insere-se a utilização de EPI como meio preventivo dos acidentes ocupacionais, dando ao executante uma garantia acrescida no cumprimento da tarefa. A realidade da FA tem vindo a melhorar, apesar de ainda apresentar dados algo preocupantes, uma vez que têm ocorrido diversos acidentes em consequência da não utilização ou da utilização incorreta dos EPI. A proteção inadequada, ou a sua falta, durante o desempenho de tarefas e atividades que envolvem risco acrescido, potencia o acidente e as respetivas consequências, sendo que em regra os danos provenientes de acidentes que ocorrem quando se usam EPI são significativamente menos graves do que aqueles que ocorrem sem o seu uso. Na perspetiva de melhorar as condições de trabalho e minimizar acidentes, compete à nossa organização o fornecimento e distribuição dos EPI adequados a cada tarefa, aliada à sensibilização e supervisão, junto dos utilizadores, para o seu uso adequado e respetiva preservação. No entanto, recai sobre os utilizadores a responsabilidade pelas consequências de eventuais acidentes que ocorram pela não utilização ou utilização indevida dos EPI. A proteção dos riscos deve incidir prioritariamente sobre as medidas de proteção coletiva, com recurso aos EPI de forma alternativa. A realidade demonstra, no entanto, que este instrumento preventivo, é garantidamente o mais utilizado contra os riscos profissionais. Neste caso, as Esquadrilhas e outros Serviços do CTSFA devem ter em conta as seguintes necessidades: a. Identificar os locais e as atividades em que é necessário utilizar os EPI; b. Adquirir EPI mediante seleção adequada ou submeter a aprovação superior a sua aquisição nos casos em que, da relação entre o número de utilizadores e o custo de aquisição, resulte a necessidade de enquadramento mais abrangente; c. Sensibilizar os utilizadores dos EPI para os riscos a que estão expostos e sobre a necessidade de os usarem. 2-4

20 A criação e manutenção de locais de trabalho seguros é uma responsabilidade de todos e visa evitar ou reduzir os acidentes ocupacionais e proteger a saúde das pessoas, evitando o desperdício de recursos e a preservação dos recursos humanos Prevenção da contaminação dos solos. A contaminação dos solos pode decorrer da atividade normal (deposição descontrolada de resíduos, armazenamento inadequado de líquidos perigosos, libertação de efluentes não tratados, etc.) ou de situações de emergência como por exemplo o derrame acidental de substâncias líquidas (combustíveis, lubrificantes, solventes, etc.). Para além da degradação da qualidade do solo que é visível à superfície e que inviabiliza, na maior parte dos casos, o desenvolvimento do coberto vegetal, este tipo de contaminação tem outro tipo de consequências, nomeadamente ao nível da contaminação dos lençóis freáticos. O CTSFA possui a sua Base Tática em Penamacor, perto da Reserva Natural da Serra da Malcata, e neste sentido, importa reforçar as medidas de prevenção da poluição dos solos adotando procedimentos que evitem a deposição de resíduos ou líquidos perigosos de forma descontrolada em áreas de solo desprotegido e a existência de dispositivos de prevenção de derrames em áreas de armazenamento/manuseamento, bem como procedimentos e meios para fazer face a situações de emergência, nomeadamente derrame de líquidos perigosos (combustíveis, lubrificantes, solventes, etc.). Neste campo assume particular importância a existência de procedimentos de emergência que cubram os diferentes cenários possíveis, meios de contenção e absorção, treino específico do pessoal para este tipo de situações e procedimentos para encaminhamento adequado do material contaminado para destino final. Para além das medidas enunciadas, todos os militares do CTSFA têm obrigação de trabalhar em segurança, de modo a evitar que sejam criadas condições para a ocorrência de derrames. A estrutura da Prevenção de Acidentes desta Unidade irá promover ações de sensibilização sobre este tema e estará no terreno, avaliando os riscos e atuando em conformidade, através do Delegado de Segurança em Terra da Esquadrilha de Sobrevivência, Evasão, Resistência e Extração (SERE). As Esquadrilhas do CTSFA, durante as formações que ministram, executam exercícios de campo onde são utilizados diversos materiais (ex. munições, granadas, produtos descontaminantes, etc.). Este fato impõe que os formadores e formandos tenham a obrigação de deixar o terreno do 2-5

21 exercício tal como foi encontrado antes da sua utilização, obrigando à sua recolha, mesmo quando se trate de material biodegradável Calendarização de atividades. A calendarização das atividades de STA está descrita no Anexo A. 2-6

22 CAPÍTULO 3 SEGURANÇA DE ARMAMENTO E MÍSSEIS 301. Manutenção, manuseamento e supervisão durante a utilização de armamento terrestre. As principais razões das ocorrências com armamento terrestre são a falência de material e o incorreto posicionamento da arma em relação ao corpo. O CTSFA utiliza armamento terrestre durante os cursos SERE, COC-IED e ICCS (tiro ICCS). Neste particular, os militares do CTSFA deverão dar especial relevância à manutenção e consequente verificação do estado das armas. Os instrutores de tiro (Curso ICCS módulo Tática e Tiro Individual TTI) devem potenciar a supervisão da execução do tiro nas carreiras. Detalhando, este objetivo compreende os seguintes fatores: a. Os utilizadores devem ter um conhecimento global das características fundamentais das armas, em termos de operação e segurança; b. Possíveis consequências devidas a erros de procedimentos e/ou incúria; c. Verificações rigorosas das armas na receção, distribuição e antes de dar início a qualquer operação de utilização; d. Rigoroso cumprimento das normas de segurança superiormente determinadas; e. Supervisão constante da posição do corpo em relação à arma nas diversas modalidades de tiro; f. Procedimentos de desmuniciamento; g. Medidas claras de responsabilização dos utilizadores, reprimindo claramente a utilização indevida; h. Seleção criteriosa de pessoal destinado a assumir funções de responsabilidade nesta matéria. 3-1

23 302. Armazenagem de explosivos. Os explosivos são misturas ou compostos químicos que apresentam estabilidade e sensibilidades diferenciadas. A passagem do tempo pode provocar alterações dessas sensibilidades, aumentando-as ou diminuindo-as, o que por si só pode conduzir a graves acidentes. Assumem particular importância os explosivos e munições que já atingiram o seu limite de vida útil e que carecem de ações que visam avaliar o seu estado com vista à possível extensão do seu tempo de vida ou da tomada de ações para a sua alienação ou destruição. Este tema deve incluir, entre outros, os seguintes critérios: a. Características essenciais das munições e/ou explosivos em causa; b. Fatores que possam influenciar a sua estabilidade; c. Cuidados primários de armazenagem, conservação e manuseamento, de acordo com a doutrina em vigor; d. Utilização de ferramentas adequadas na abertura das embalagens com munições e/ou explosivos; e. Sinalética adequada; f. Existência das publicações técnicas adequadas e com distribuição devidamente controlada; g. A priorização da expedição, para consumo, pela idade real de cada lote; h. Adequabilidade da instalação de terra, sistemas de pára-raios e da instalação elétrica; i. Limites máximos de pessoal e de massa líquida de explosivo estabelecidos; j. A armazenagem por Grupos de Compatibilidade; k. Em casos de armazenagem, em comum, de várias Divisões de Risco, seja determinada a correta Divisão de Risco resultante Calendarização de atividades. A calendarização de atividades de SAM está descrita no Anexo B. 3-2

24 ANEXOS ANEXO A MAPA DE ATIVIDADES DE SEGURANÇA EM TERRA ANEXO B MAPA DE ATIVIDADES DE SEGURANÇA DE ARMAMENTO E MÍSSEIS ANEXO C PREVENÇÃO RODOVIÁRIA REDUÇÃO DA SINISTRALIDADE NA FA ANEXO D PREVENÇÃO DE ACIDENTES NA ATIVIDADE DESPORTIVA ANEXO E ACIDENTES OCUPACIONAIS VERSUS UTILIZAÇÃO CORRETA DO EPI ANEXO F PREVENÇÃO DA CONTAMINAÇÃO DOS SOLOS ANEXO G MANUTENÇÃO, MANUSEAMENTO E SUPERVISÃO DO ARMAMENTO TERRESTRE ANEXO H ARMAZENAGEM DE EXPLOSIVOS SEPARADOR 1

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26 ANEXO A MAPA DE ATIVIDADES DE SEGURANÇA EM TERRA SEPARADOR A

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28 ANEXO A MAPA DE ATIVIDADES DE SEGURANÇA EM TERRA E AMBIENTE A-1

29 PÁGINA INTENCIONALMENTE DEIXADA EM BRANCO

30 ANEXO B MAPA DE ATIVIDADES DE SEGURANÇA DE ARMAMENTO E MÍSSEIS SEPARADOR B

31 PÁGINA INTENCIONALMENTE DEIXADA EM BRANCO

32 ANEXO B MAPA DE ATIVIDADES DE SEGURANÇA EM ARMAMENTO E MÍSSEIS B-1

33 PÁGINA INTENCIONALMENTE DEIXADA EM BRANCO

34 ANEXO C PREVENÇÃO RODOVIÁRIA REDUÇÃO DA SINISTRALIDADE NA FA SEPARADOR C

35 PÁGINA INTENCIONALMENTE DEIXADA EM BRANCO

36 ANEXO C PREVENÇÃO RODOVIÁRIA REDUÇÃO DA SINISTRALIDADE NA FA Sensibilização relativa ao condutor As consequências dos acidentes de viação ocorridos em Portugal têm mantido um alto índice de gravidade. É reconhecido que o homem, a máquina e a estrada formam um sistema de cujo equilíbrio e bom funcionamento das partes depende fundamentalmente a segurança de qualquer viagem. Assim, é importante ter em atenção as seguintes medidas: - Verificar as condições de segurança do veículo, especialmente o estado de: - Pneus. - Travões. - Direção. - Suspensão. - Dispositivos de sinalização. - Focagem de faróis. - Estado de funcionamento dos limpa pára-brisas. - Acondicione corretamente a bagagem a transportar no veículo. A carga mal acondicionada pode alterar a estabilidade e o controlo da direção, podendo provocar acidentes, enquanto o sistema de travagem se torna menos eficiente. - Tenha presente que a fadiga, a doença, refeições pesadas, medicamentos, álcool, entre outros fatores, prejudicam a aptidão para conduzir. C-1

37 ANEXO C Assunção de compromisso para consigo próprio de que vai respeitar as regras e evitar os excessos, atendendo a determinados aspetos - Não faça ingestão de bebidas alcoólicas. A condução sob influência do álcool, além de punida por lei, é um enorme fator de risco de acidente. - Regule a velocidade do seu veículo, tendo em conta as condições de segurança do mesmo, a intensidade de tráfego e as condições da via. - Se o pavimento estiver escorregadio, conduza com prudência, para que possa parar o seu veículo sem perigo de acidente. - Mantenha uma distância segura em relação ao veículo que circula à sua frente. - Antes de ultrapassar, certifique-se de que o pode fazer com segurança. - Como condição de circulação segura em auto-estrada, utilize a via da esquerda apenas para ultrapassar ou quando a via da direita não estiver livre. - Evite as manobras perigosas. Seja prudente e conduza com segurança. - Em caso de avaria, estacione sobre a berma, acenda os intermitentes e coloque o triângulo de sinalização a uma distância de 30m. - Use corretamente o sistema de luzes, particularmente no cruzamento de veículos. - Use o cinto de segurança ou o dispositivo de retenção e faça questão de verificar se os seus acompanhantes seguem o seu exemplo. Condução (ao volante) - Sempre que conduzir deve evitar travagens e manobras bruscas, e deve sempre sinalizar os movimentos, como por exemplo, mudanças de direção ou de faixa. Parece óbvio, mas muitos condutores esquecem-se de ligar o pisca-pisca e correm o risco de sofrerem um embate na traseira. C-2

38 ANEXO C - Ver e ser visto é uma das frases mais utilizadas na condução. Logo, quanto mais se consegue ver em volta do veículo, menor é o perigo. Os três retrovisores devem estar em posição que o condutor não tenha que virar muito a cabeça para vê-los, devendo mostrar a área posterior ao veículo e alguma área lateral junto à traseira do mesmo. - Todos sabemos que para sermos bons em algo temos que treinar, fazendo com que sejam dadas respostas automáticas a determinadas situações. Por exemplo, muitas vezes desviarmo-nos de um obstáculo é melhor que travar diante dele. Racionalize estas situações e treine para reagir assim. - A 100 Km/h um veículo percorre 30 metros por segundo. Este é o tempo e o espaço para percebermos um problema, identificá-lo e reagir. A solução é manter uma maior distância dos outros veículos. Usar a regra dos dois segundos pode ser uma boa sugestão. Deverá deixar estes dois segundos como tempo mínimo entre a passagem do veículo que vai à sua frente e a do seu veículo, para manter alguma margem de manobra no caso de algum imprevisto acontecer ao veículo que o precede. Limites de velocidade Rogério Pedrosa 1CAB/MMT C-3

39 ANEXO C PÁGINA INTENCIONALMENTE DEIXADA EM BRANCO C-4

40 ANEXO D PREVENÇÃO DE ACIDENTES NA ATIVIDADE DESPORTIVA SEPARADOR D

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42 ANEXO D PREVENÇÃO DE ACIDENTES NA ATIVIDADE DESPORTIVA Boas práticas desportivas Nos dias de hoje, o desporto engloba um conjunto diversificado de níveis de prática que vão desde as áreas que estão voltadas para a recreação e manutenção, até às áreas dirigidas para a alta competição. Um estilo de vida ativo, inclui uma prática regular de exercício físico, permite melhorar a qualidade de vida de várias formas, sendo frequentemente salientados benefícios físicos e psicológicos associados à prática de exercício físico: - Na manutenção ou desenvolvimento das estruturas ósseas e musculares. - Na prevenção ou redução da tensão arterial. - Aumento da capacidade de resposta do organismo para combater o stress. - Alívio da tensão muscular. - Redução da dor. - Melhor percepção de bem-estar. - Uma maior percepção de eficácia e controlo pessoal. - Período de actividade que possibilita um tempo de afastamento e distração face aos problemas do quotidiano. Seja qual for o nível de prática desportiva e as suas exigências, nuns mais do que outros, as lesões surgem com alguma frequência. É por isso objectivo alertar para meios e formas de prevenção das lesões no desporto. De acordo com o Relatório de Prevenções de Acidentes de 2013 da IGFA, existem casos de lesões ou acidentes provenientes das más práticas desportivas. D-1

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