A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO TÉCNICO NA CONSTRUÇÃO CIVIL, EM ATIVIDADES COM RISCOS DE QUEDAS DE ALTURA

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1 UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO MARIANA PELEGRIN ROVARIS ROSSO SAMIRA CORAL FÉLIX DE OLIVEIRA A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO TÉCNICO NA CONSTRUÇÃO CIVIL, EM ATIVIDADES COM RISCOS DE QUEDAS DE ALTURA CRICIÚMA, JULHO/2005

2 MARIANA PELEGRIN ROVARIS ROSSO SAMIRA CORAL FÉLIX DE OLIVEIRA A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO TÉCNICO NA CONSTRUÇÃO CIVIL, EM ATIVIDADES COM RISCOS DE QUEDAS DE ALTURA Monografia apresentada à Diretoria de Pósgraduação da Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC, para a obtenção do título de especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho. Orientadora: Profª.(MSc). Sybele Maria Segala da Cruz CRICIÚMA, JULHO/2005

3 AGRADECIMENTOS A todos os meios de fé, que nos incentivaram e motivaram para que superássemos os desafios encontrados nesta etapa da vida. A nossa família pelo amor, carinho, dedicação e compreensão por nossa ausência nos fins de semana. A minha mãe Sonia, aos meus avós Fermo (in memorian) e Maria e ao meu esposo Eugênio pela dedicação e apoio para conclusão deste trabalho (Mariana). Aos meus pais Marilene e Mauro que sempre me incentivaram na busca do conhecimento e ao meu filho Lucas por ser a razão da minha vida. Aos professores do curso e profissionais que muito contribuíram em nossa formação e na conclusão deste trabalho, em especial à orientadora e professora Sybele pela paciência, carinho e respeito com que tratou este trabalho, sempre demonstrando grande interesse, para que o resultado obtivesse o êxito proposto. A Construtora Elo, que abriu suas portas e nos permitiu realizar esta pesquisa e, aos trabalhadores dessa empresa que colaboraram para a realização do treinamento e dividiram conosco suas experiências. Aos companheiros de turma, que foram e continuam sempre grandes amigos e que conosco enfrentaram firme as adversidades. E a todos que de uma forma ou de outra participaram para a finalização deste trabalho. Nosso carinho e muito obrigada.

4 Que o direito sirva à pessoa humana, à construção de uma sociedade mais justa, ao resgate do humanismo num mundo que, sem a nossa consciência e a nossa vigilância, seria cada dia mais insípido, frio e desumano. João Batista Herkenhoff

5 RESUMO A segurança do trabalho tornou-se uma ferramenta indispensável para o desenvolvimento das indústrias e mesmo da sociedade, a construção civil não difere desta realidade. A maneira, porém, de alcançar esta segurança é o que difere nos distintos setores industriais. Este trabalho tem por objetivo demonstrar a importância do treinamento aos trabalhadores da indústria da construção civil, expostos à riscos de quedas de altura, como forma de aumentar o conhecimento destes quanto ao uso adequado dos equipamentos de proteção. Para tanto, a primeira etapa do trabalho apresenta a ciência utilizada para o desenvolvimento das ações relativas ao treinamento, além de dados sobre a prevenção na construção civil. O desenvolvimento prático é realizado através de um estudo de caso aplicado em numa empresa da construção civil do município de Tubarão-SC. Contando com um questionário para a identificação das necessidades de melhoria na percepção dos trabalhadores quanto a prevenção de acidentes ocasionados por queda em altura. Este questionário possibilita a preparação do treinamento, o qual é aplicado na obra possibilitando, através de uma verificação posterior a conclusão do objetivo.. Palavras-chave: treinamento, percepção dos trabalhadores e equipamentos de proteção individual EPI e coletiva EPC..

6 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 Consequência dos Acidentes...25 Figura 2 Plataforma e Tela...28 Figura 3 Sistema de Proteção por Tela Metálica...29 Figura 4 Capacete...30 Figura 5 Sapatão de Proteção e Bota...31 Figura 6 Cinto de Segurança com Trava-queda...32

7 LISTA DE QUADRO Quadro 1 - Acidentes do Trabalho...23

8 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Distribuição da faixa etária dos trabalhadores...47 Gráfico 2 - Grau de escolaridade...48 Gráfico 3 - Tempo de trabalho na empresa...49 Gráfico 4 - Em quantas empresas da construção civil você já trabalhou...50 Gráfico 5 - Tempo de trabalho na construção civil...51 Gráfico 6 - Como você aprendeu a profissão...52 Gráfico 7 - Teve treinamento de segurança...53 Gráfico 8 - Fez curso de aperfeiçoamento...54 Gráfico 9 - Gosta da função...55 Gráfico 10 - Gosta do local de trabalho...56 Gráfico 11 - Você utiliza os equipamentos de proteção...57 Gráfico 12 - Já sofreu algum acidente de trabalho...58 Gráfico 13 - No acidente que sofreu, acredita que a culpa foi...59 Gráfico 14 - Qualidade de segurança...60 Gráfico 15 - Você acha que todos os acidentes podem ser evitados...61 Gráfico 16 - Considera que as questões de segurança na obrapodem ser melhoradas...62 Gráfico 17 - Presenciou situação de risco nos últimos 15 dias...63 Gráfico 18 - Quem utiliza os equipamentos de proteção e cumpre as regras de segurança é...64 Gráfico 19 - Assinale os equipamentos que você considera importante para a sua segurança...65

9 Gráfico 20 - Sabe quais as conseqüências pelo NÃO uso de equipamento de proteção...66 Gráfico 21 - Na falta de algum colega de trabalho você é capaz de substituí-lo...67 Gráfico 22 - Onde você conserva os equipamentos de proteção utilizado...68 Gráfico 23 - Está disposto a participar de algum programa de segurança...69 Gráfico 24 - Ao ser contratado por esta empresa respondeu algum questionário...70 Gráfico 25 - O fechamento provisório nas aberturas de piso você considera...71 Gráfico 26 - A instalação de proteção de (tela) junto as plataformas...72 Gráfico 27 - O guarda-corpo e os sistemas de fechamento (cancela ou similar)...73 Gráfico 28 - O fechamento provisório nos vãos de acesso ao elevador você considera...74 Gráfico 29 - As proteções contra quedas que possuem altura de 1,20m, travessão superior e no meio, rodapé e telas na abertura você acredita que...75 Gráfico 30 - Considera importante equipamentos de proteção (cinto de segurança) para trabalhos realizados acima de uma altura de 1,5m?...76 Gráfico 31 - Você acredita que o treinamento foi...79 Gráfico 32 - Você considera que os equipamentos de proteção coletiva são importantes para...80 Gráfico 33 - Você considera que os equipamentos de proteção individual são importantes para...81 Gráfico 34 - O fechamento provisório nas aberturas de piso você considera...82 Gráfico 35 - As proteções contra quedas que possuem altura de 1,20m, travessão superior e no meio, rodapé e telas na abertura você acredita que...83

10 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CA Certificado de Aprovação CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CNAE Classificação Nacional de Atividades Econômicas EPC Equipamento de Proteção Coletiva EPI Equipamento de Proteção Individual FUNDACENTRO Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho LER Lesão por Esforço Repetitivo MTb Ministério do Trabalho NR Norma Regulamentadora PAIC Pesquisa Anual da Indústria da Construção Civil PCMAT Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção PCMSO Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais RS Rio Grande do Sul RTP Recomendações Técnicas de Procedimentos SESMT Serviço Especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho SINDUSCON Sindicato da Indústria da Construção Civil SIPAT Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho SC Santa Catarina PAIC Pesquisa Anual da Indústria da Construção

11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Tema Objetivo Geral Objetivos Específicos Justificativas Limitações do Trabalho Estrutura do Trabalho REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Importância da Indústria da Construção Segurança do Trabalho na Construção Civil Acidentes na Construção Civil Medidas de Prevenção na Construção Civil Equipamento de Proteção Coletiva - EPC Equipamento de Proteção Individual - EPI Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA (NR-5) Programa de Condições de Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção PCMAT (NR-18) Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PCMSO (NR-7) Treinamento A Importância e a Necessidade do Treinamento Planejamento de um Programa de Treinamento Elaboração de um Programa de Treinamento Execução de um Programa de Treinamento Convocação dos Treinandos Os Instrutores Conclusão PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Estudo de Caso APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS...47

12 4.1 Resultado do Questionário Programação de Treinamento Resultado da Avaliação Resultado Geral CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES...85 REFERÊNCIAS...88 ANEXOS...92

13 1 INTRODUÇÃO A construção civil é uma das atividades que nas últimas décadas, obteve um desenvolvimento bastante acentuado. O desenvolvimento das cidades e o crescimento da população fizeram com que surgisse uma maior demanda por habitações e instalações de empresas. Mas, devido ao crescente número de obras, surgiram também alguns problemas, não somente as construções desordenadas nos morros e periferias das grandes cidades, mas pela falta da mão-de-obra especializada, os acidentes de trabalho vêm aumentando, sendo que os acidentes que ocorrem na indústria da construção civil ultrapassam, em números, os da indústria em geral. Um dos fatores que contribuem para o elevado número de acidentes, além da falta do serviço preventivo, é que a construção civil não é um processo homogêneo, existe uma diversificação de obras que envolvem um grande número de atividades. Enquanto na indústria em geral, o trabalho setorial é dividido, geralmente os trabalhadores executam praticamente sempre as mesmas atividades, onde as máquinas, ferramentas e material em geral, estão sempre disponíveis nos locais de fácil acesso, contribuindo para a redução de riscos de acidentes. Em trabalhos na construção civil, ocorre o contrário, o trabalho e as atividades se modificam com o decorrer do tempo e da obra, agravando a ocorrência de situação de risco. Pode-se citar a construção de um edifício, que, conforme o avanço da obra, aumentam os riscos de acidentes por quedas de altura. Esta situação mostra a necessidade de um maior investimento na segurança dos

14 trabalhadores que executam suas atividades em situação de riscos de quedas de altura, propondo-se para tanto o treinamento como uma maneira eficaz de transmitir informações ao trabalhador programado através de questionário aplicado antes do treinamento, para identificar o grau de conhecimento dos trabalhadores dos riscos de acidentes por quedas de altura. 1.1 Tema A presente pesquisa trata da importância do treinamento, para segurança no trabalho da Construção Civil. 1.2 Objetivo Geral Mostrar que o treinamento técnico, de prevenção a quedas de altura, aumenta o conhecimento para os riscos de acidentes, aos quais os trabalhadores estão expostos na construção civil, gerando uma modificação na percepção para o uso adequado do Equipamento de Proteção Individual EPI e Equipamento de Proteção Coletiva EPC. 1.3 Objetivos Específicos 1. Buscar através da revisão bibliográfica referente ao assunto, subsídios para a realização deste trabalho; 2. Verificar o conhecimento e a percepção dos trabalhadores quanto aos riscos em atividades com risco de quedas de altura, através da

15 elaboração e aplicação de um questionário em uma empresa de construção civil da cidade de Tubarão; 3. Treinar trabalhadores expostos a risco de quedas de altura de uma empresa; e, 4. Verificar a reação dos trabalhadores após o treinamento, através da aplicação de questionário. 1.4 Justificativa É incontestável a importância do treinamento técnico para trabalhadores que executam serviços com o risco de quedas de altura. Principalmente, sendo este, no Brasil, o tipo de acidente que ocorre com mais freqüência e com maior índice de fatalidade. As ações deletérias da falta de segurança são conhecidas e debatidas em quase todos os paises do mundo, porém, somente uma ação conjunta do Estado, trabalhadores e empregadores, fará com que o Brasil saia da incomoda condição de um dos recordistas mundiais em acidentes e doenças profissionais; para tal, a elaboração e execução de programas integrados de prevenção a riscos, bem como o máximo investimento no desenvolvimento de novos instrumentos de proteção de ordem geral e métodos laborais, são de suma importância e até emergentes (VIEIRA, 2000, p. 286). Desenvolver a conscientização para a segurança do trabalho, nos dias atuais, é mais que uma necessidade. Costa (2002) fala que o treinamento educa os trabalhadores, proporcionando-lhe um ambiente de trabalho mais saudável e elevando a auto-estima dos profissionais da construção. Ganhos serão compartilhados entre empresas, profissionais e a sociedade brasileira. O treinamento e a formação técnica de profissionais, somados à observância dos fatores humanos relacionados com a segurança, não podem ser esquecidos, já que contribuem de forma efetiva para a antecipação e controle dos riscos e agentes agressores ao homem e ao meio ambiente (VIEIRA, 2000, p. 286).

16 Novos treinamentos devem ser realizados sempre que necessário e a cada nova fase da obra. Nesses cursos, o envolvimento do trabalhador faz com que o mesmo se motive e execute suas tarefas com maior segurança, contribuindo para a melhoria da qualidade e produtividade da empresa. Para isto, é necessário que os empresários e toda sociedade estejam conscientes da importância em investimento na segurança, como fator primordial para o desenvolvimento do trabalhador e da obra. Além disso, atualmente os acidentes em atividades com risco de quedas de altura são os que mais preocupam a segurança na construção civil. Medidas de proteção adequadas devem ser implantadas para estes trabalhadores, podendo ser o treinamento, uma fonte geradora de sensibilização para mudança de atitude. 1.5 Limitações A abrangência deste trabalho está focada no treinamento como forma de prevenção a acidentes de trabalho causados por risco de queda em alturas, em indústrias da construção civil, na região Sul de Santa Catarina. Devido ao contexto, no qual está inserido, este estudo apresenta as seguintes limitações: A revisão bibliográfica abordada não visa esgotar o assunto e sim situar o trabalho no contexto teórico, pois há muito material bibliográfico sobre este assunto que ainda para ser explorado; Esta pesquisa foi realizada, como estudo de caso, em uma empresa de construção civil, situada no município de Tubarão. Por referir-se às condições geográficas e de cultura local, bem como questões da política adotada para segurança do trabalho da empresa, não deve ter

17 seus resultados generalizados e aplicados em outras regiões, sem avaliação e verificação da região e empresa a ser considerada e suas variáveis. 1.6 Estrutura do Trabalho O presente trabalho está estruturado em 05 (cinco) capítulos. No primeiro capítulo será apresentada a introdução, onde constam o tema, os objetivo geral e específicos, a justificativa para a elaboração do mesmo, suas limitações e uma breve descrição de como o trabalho está estruturado. No segundo capítulo, serão abordados temas importantes, referentes a segurança na indústria da construção civil, focando atividades desenvolvidas por trabalhadores expostos a riscos de quedas de altura. Serão citados alguns programas da segurança, as estatísticas de acidentes em atividades com riscos de quedas de altura, CIPA, PCMAT, PCMSO e a importância de treinamento para o uso dos equipamentos de proteção. No terceiro será discutida a metodologia utilizada para a elaboração do trabalho, abordando o tipo de pesquisa escolhida, de que forma foi determinado o universo de pesquisa, o estudo de caso e de que maneira foi elaborado o instrumento de pesquisa nesta obra. No quarto, serão apresentados os dados resultantes da pesquisa realizada na Construtora Elo, empresa da construção civil no município de Tubarão, localizado no sul do Estado de Santa Catarina, buscando dados com a finalidade de melhor conhecer os trabalhadores da empresa. Seguindo, serão apresentados os gráficos referentes à pesquisa e à análise dos resultados obtidos.

18 No quinto capítulo, serão apresentadas as conclusões obtidas com este trabalho, e também sugestões para elaboração de futuros trabalhos a partir deste mesmo tema, possibilitando um maior entendimento dos fenômenos envolvidos.

19 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 Importância da Indústria da Construção Civil A indústria da construção civil desempenha um papel fundamental para o desenvolvimento do país, com o uso de mão de obra barata é um dos setores que mais emprega no Brasil. Pessoas com baixo nível de qualificação estão inseridas neste contexto e é por isto, que a cada ano, o setor vem preocupando a sociedade com elevados índices de acidentes. Atualmente, a indústria da construção civil sofreu modificações devido fatores econômicos. Conforme dados do IBGE (2005), o cenário macroeconômico foi marcado por um conjunto de fatores, tais como: racionamento de energia, taxa de câmbio e a elevação da inflação fizeram com que o setor apresentasse saldo negativo. Em 2001, a atividade da construção civil já havia acumulado perdas desde o terceiro trimestre e, em 2002, encerrou o ano com taxa 2,5% negativa, conforme dados do IBGE (2005). Na última pesquisa realizada pela Pesquisa Anual da Indústria da Construção PAIC (2005), do total de 123 mil empresas de construção, empregaram 1,5 milhões de pessoas e obtiveram receita total de R$ 86 bilhões, mostrando a queda do setor da construção. Em contrapartida, de 1996 a 2002, as empresas de médio porte que empregavam de 100 a 499 pessoas aumentaram sua participação no faturamento de 24,8% para 38,7%, segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção Civil, IBGE (2005), o perfil da construção apresentou entre 1996 e 2002, evidenciando os

20 resultados com a grande empresa, cedendo espaço para a média e pequena empresa. A construção para entidades públicas perdeu participação no valor total das obras executadas pela construção civil, passando de 60,0% do total, em 1996, para 52,4% em A informação é da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) 2002, do IBGE. O segmento da Construção Pesada, analisado em detalhe na pesquisa deste ano, também perdeu espaço, passando de 51,4% do valor total das obras para 42,8% entre 1996 e (IBGE, 2005). A sociedade brasileira perdeu com esta transformação na indústria da construção, desacelerando o processo de desenvolvimento, já que deixou de construir obras de grande porte, como pontes, estradas, viadutos, saneamento básico, etc. Este ano, o Presidente do Brasil Luis Inácio Lula da Silva liberou verbas para que obras deste montante venham a ser construídas, como por exemplo, a duplicação da BR-101, no trecho Sul de Palhoça (SC) a Osório (RS), que teve seu início no começo de Com as indústrias de pequeno e médio porte dominando o mercado da construção civil, surge a terceirização da mão de obra e com isto uma dificuldade de prevenção de acidentes. Os empregados não estão vinculados às empresas, por isto não recebem treinamento e não tem responsabilidade com a empresa que os contrata. O grande problema de algumas etapas da obra serem terceirizadas acaba criando uma confusão na cabeça do próprio funcionário. Estes funcionários acabam se perguntando, quem será responsável pela segurança? A responsabilidade deveria ser de todas as empresas presentes na obra, mas cada empresa acaba responsabilizando a outra, para não haver caracterização da mesma caso aconteça algum acidente. (SILVÉRIO,1982) É evidente que o trabalhador sente-se inseguro no seu trabalho, pois desconhece o seu chefe e até mesmo as regras da empresa em que trabalha, não possui vinculo, já que é contratado quando surge trabalho. Além disso, a própria empresa assume um alto risco ao contratá-lo, por isto, muitas empresas não querem ter responsabilidade caso haja algum acidente.

21 Segundo Webster (1996) o trabalhador sofre agressões constantes no meio ambiente, assim a falta de um ambiente de trabalho planejado deixa muitas vezes os trabalhadores a mercê da sorte no que se refere à segurança e à saúde ocupacional. A partir deste contexto surgem leis e programas que visam proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. Também, o gerenciamento da segurança na indústria da construção civil tornou-se inevitável para as empresas que zelam pelo seu nome e querem crescer dentro da sociedade brasileira. 2.2 Segurança do Trabalho na Construção Civil Cruz (1998) cita o art. 196, da Constituição Federal, que o direito a saúde é garantido a todos os cidadãos por meio de medidas que visem a redução do risco de doenças e outros agravos, além de acesso a ações para sua proteção e recuperação. A Segurança do Trabalho é então definida como, o conjunto de medidas que versam sobre condições específicas de instalação do estabelecimento e de suas máquinas, visando à garantia do trabalhador contra a natural exposição aos riscos inerentes à prática da atividade profissional (Constituição da República Federativa do Brasil, 1988). Essas medidas, citadas acima, são de exclusiva responsabilidade da empresa, pois somente é possível garantir a segurança no trabalho, eliminando ou minimizando condições inseguras do ambiente de trabalho e ensinando os trabalhadores a terem mais cuidado com a sua segurança e saúde. O trabalhador deve se comportar de acordo com as normas de segurança no ambiente e da situação, sendo assim, exercendo o trabalho de forma mais

22 correta pode-se evitar atos que possam comprometer a sua segurança e a de seu colega.como isto nem sempre acontece, ocorrem os acidentes, que poderiam ser evitados com simples medidas de prevenção Acidentes na Construção Civil Para Cruz (2004), continuamos convivendo no Brasil com uma alarmante quantidade de acidentes de trabalho. Em algumas áreas, como por exemplo, na indústria da construção civil, um dos mais importantes setores da economia nacional, a questão é ainda mais grave que a média das demais indústrias. Esta situação preocupa engenheiros e arquitetos porque todos podem ser vítimas, diretas ou indiretas, de acidentes graves, estejam ou não eles trabalhando diretamente no canteiro de obras. Informação e conscientização não são problemas individuais unicamente, sobretudo são problemas coletivos. A situação tem causado grandes prejuízos econômicos e sociais. Os problemas econômicos decorrem dos altos custos das indenizações, diminuição da produtividade, perdas de equipamentos, de horas de trabalho e materiais, entre outros. Já os problemas sociais decorrem das seqüelas, deixadas pelos acidentes que causam incapacidade temporária ou permanente, parcial ou total, quando não ocorre a situação mais grave, o óbito do trabalhador, uma tragédia para milhares de famílias, para os companheiros de trabalho e para as construtoras. Estas não podem negar que o impacto psicológico de um acidente fatal no canteiro de obras é devastador para o ânimo e a motivação dos trabalhadores, e não raro para a imagem que a empresa levou anos para consolidar.

23 Apesar de tantas inconveniências, os acidentes continuam acontecendo, conforme podem ser constatados nos números e nos noticiários. Esses acidentes, seguidos de óbitos podem até se tornado menos freqüentes, mas os acidentes de menor gravidade são uma rotina nos canteiros de obras que merecem atenção individual e responsabilidade coletiva. Quadro 1 Acidentes do Trabalho registrados em 2000, 2001 e 2002, segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas em Santa Catarina. QUANTIDADE DE ACIDENTES DO TRABALHO REGISTRADOS CNAE Motivo Total Doença do Típico Trajeto Trabalho Total Fonte: Previdência Social (2005) Os números de CNAE, conforme o quadro 1, são atividades da construção civil, observando-se, portanto, os números de acidentes elevados e

24 principalmente os acidentes típicos acontecem em maior proporção em comparação, com acidentes de trajeto e doença ocupacional. Ou seja, são acidentes que podem ser evitados com investimentos na segurança, como o acidente em atividades com risco de quedas de altura que é um acidente grave e muitas vezes fatal. Além disso, o número de acidentes vem aumentando, em 2000 foram acidentes, em 2001 foram e em 2002 foram 1.525, conforme a quadro 1. Sendo que dentre os acidentes em 2000/2001/2002 estão em primeiro lugar o acidente típico, em segundo o de trajeto e por último a doença ocupacional. O acidente de trabalho segundo o conceito legal do Artigo 2º, Lei nº 6.367, de 10/10/76, é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal, perturbação funcional ou doença que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. Também deve ser considerado acidente do trabalho aquele que ocorrer fora do ambiente da empresa, como nos seguintes casos: na execução de serviço; em viagem a serviço da empresa; no trajeto da residência a empresa e vice-versa e no intervalo do almoço. Os acidentes mais freqüentes são os chamados típicos, que ocorrem no exercício do trabalho, estes possuem causas que podem estar ligadas aos atos inseguros e/ou condições inseguras, ou desconhecimento dos riscos de acidente, por isto a importância do treinamento para a construção civil como prevenção de acidentes. Os dados relativos aos trabalhadores acidentados influenciam no comportamento, atividade exercida naquele momento, condições de trabalho, interferência, hora do acidente, equipamentos, materiais utilizados no momento,

25 experiência e habilidade da função exercida do acidentado, entre outros itens que identificam as causas. Pacheco Junior (2003, p. 12), afirma que as causas do acidentes de trabalho estão relacionadas diretamente com: Fator pessoal de insegurança: problemas pessoais (saúde, problemas familiares, desmotivação, uso de substâncias tóxicas e etc.); Condição ambiental de insegurança: máquinas, proteção, construção e instalação, matérias-primas, horários de trabalho, etc; Ato inseguro: ação do trabalhador, voluntária ou não, que pode provocar um acidente de trabalho. Os três itens citados acima estão agrupados como atos inseguros e como condições inseguras. Geralmente, os acidentes são classificados por uma destas ocorrências, o que de certa forma acaba afastando o conhecimento real das causas. De acordo com o Manual de Segurança das Empresas Rio Deserto (sem data, p. 07), é possível considerar que 98% dos acidentes poderiam ser evitados. Os acidentes geralmente ocorrem na seguinte proporção: Condições inseguras 18% Atos inseguros 40% Condições e atos inseguros 40% Atos incontroláveis 02% Conforme citado pelo Sinduscon-PR (Sindicato da Indústria da Construção Civil) na Revista Construção (2005), o custo da implantação de sistemas de saúde e segurança nos canteiros de obras costumam girar em torno de 1,5 a 2,5% sobre o valor total da obra. Um custo muito reduzido para um benefício tão significativo. Como a questão parece ser mais de iniciativa, o trabalhador deve reivindicar, além de empregos e salários, melhores condições de trabalho, sem as quais, é impossível melhorar a qualidade do produto da indústria da construção civil e os riscos inerentes à sua produção.

26 De acordo com o site (sem autor, 2005), pior que o acidente em si são as suas conseqüências, na figura 1 estas são apresentadas de forma resumida: Figura 1- Conseqüências dos acidentes A vítima, que fica incapacitada, de forma total ou parcial, temporária ou permanente para o trabalho e nunca mais poderá trabalhar para o sustento da família; A família, que tem seu padrão de vida afetado pela falta dos ganhos normais, correndo o risco de seus filhos cair na marginalidade; As empresas, com a falta de mão-de-obra, de material, de equipamentos, tempo e etc, e, conseqüentemente, elevação dos custos operacionais; A sociedade com o número crescente de inválidos e dependentes da Previdência Social. Fonte: site: (sem autor, 2005) Além das conseqüências citadas na figura 1, o acidente pode levar a vítima a se afastar da empresa por algumas horas ou também para o resto de sua vida. A seguir serão classificados os tipos de acidentes: Acidentes sem afastamento: é aquele que o trabalhador se ausenta da empresa por apenas algumas horas. Exemplo: pequeno corte no dedo; Acidentes com afastamento: é aquele em que o funcionário se afasta da empresa por dias, meses, anos ou definitivamente, ficando impedido de realizar suas atividades. (Revista Construção, 2005) A realidade da ocorrência de acidentes desperta a indignação de toda a sociedade. Mas, enquanto prevalecerem os interesses imediatos, os índices de acidentes até poderão diminuir, mas só atingirão os níveis aceitáveis num período de anos muito dilatado, o que não é aceitável.

27 2.2.2 Medidas de Prevenção na Construção Civil As medidas de prevenção de riscos de acidentes fazem parte do gerenciamento da segurança dentro da indústria da construção civil. Pacheco Junior (2003), cita que: Risco expressa uma probabilidade de possíveis danos dentro de um período específico de tempo ou número de ciclos operacionais:. Incerteza quanto à ocorrência de um determinado evento;. Chance ou perda por causa de um acidente ou série de acidentes. Ou seja, risco é uma condição em um determinado tempo, que possa tornar-se acidente. Por isto existe a preocupação com trabalhadores expostos a quedas de altura, pois correm riscos de sofrerem acidentes a qualquer momento do dia. Devido as atividades que executam dentro da obra, como levantar paredes, pintura, cobertura da laje, telhados e colocação de revestimentos, as atividades com riscos de quedas de altura, requerem cuidados extras para não ocasionarem acidentes. O objetivo das medidas de prevenção é a eliminação ou minimização dos riscos de acidentes ou doenças ocupacionais; seja na elaboração do Mapa de Riscos pela CIPA, na elaboração do PCMAT ou do PCMSO, no uso adequado de EPI ou de EPC e no treinamento dos trabalhadores Equipamento de Proteção Coletiva EPC Os Equipamentos de Proteção Coletiva são de extrema importância para as atividades com risco em quedas de altura, visto que esta atividade é ampla e atinge a todos os trabalhadores dentro da obra.

28 Conforme Webster (1996), pesquisas recentes apontam para o fato de que Equipamento de Proteção Individual não são eficazes contra riscos de acidentes fatais; como é o caso de quedas de altura. Equipamentos de Proteção Coletiva EPC, estes dispositivos atuam diretamente no controle das fontes geradoras de agentes agressores ao homem e ao meio ambiente, e, como tal, devem ser prioridade de qualquer profissional da área de segurança. São equipamentos para proteção em grupo e normalmente exigem, antes de serem instalados, mudanças em nível de projetos e/ou processos produtivos. (WEBSTER, 1996, p. 261) A segurança nos canteiros de obras muitas vezes é precária e insuficiente devido à falta de plataformas de proteção, do guarda corpo e da sinalização junto à periferia de lajes que ainda não foram desformadas. Também não se pode esquecer as proteções de aberturas no piso como, vãos de elevadores e de poços de ventilação, entre outras, que levarão à imagem de falta de segurança. Ou seja, a falta de Proteções Coletivas contra quedas. Monticuco (1991) classifica como proteção coletiva contra quedas de altura os itens descritos abaixo: Guarda corpo: o item da NR 18 diz que é obrigatória a instalação de proteção coletiva onde houver risco de queda de trabalhadores ou de projeção de materiais. No item , a proteção contra quedas, quando constituída de anteparos rígidos, em sistema de guarda-corpo e rodapé (figura 3), deve atender aos seguintes requisitos: ser construída com altura de 1,20m para o travessão superior e 0,70m para o travessão intermediário; ter rodapé com altura de 0,20m; ter vãos entre travessas preenchidos com tela ou outro dispositivo que garanta o fechamento seguro da abertura.

29 Barreiras e telas: Tela (figura 2) serve como sinalização de advertência e/ou como fechamento entre peças rígidas integrantes de um guarda corpo. A tela tem previsto seu uso como sistema de barreira, conforme item 4.1.2, da RTP 01 Recomendação Técnica de Procedimentos - Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura. O uso da tela colorida, está servindo como sinalização, alerta visual ou de fechamento de vão verticais construídos de forma rígida. A tela plástica veio em benefício dos empregados que antes eram obrigados a trabalhar com telas metálicas e todos os seus inconvenientes como, por exemplo, dificuldade de colocação e fixação, possibilidade de cortes e arranhões e dificuldade em sua retirada. Hoje a tela plástica é mais fácil para manusear, fixar e retirar. (MONTICUCO,1991) Figura 2 Plataforma e Tela Fonte: RTP Recomendações Técnicas de Procedimentos Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura (2005)

30 Figura 3 Sistema de Proteção por Tela Metálica Fonte: RTP Recomendações Técnicas de Procedimentos Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura (2005) Equipamento de Proteção Individual EPI Segundo a Norma Regulamentadora n 6 do Ministério do Trabalho e Emprego (Manual de Legislação Atlas, 2002, p. 80) EPI é todo dispositivo ou produto, de uso individual pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e preservar a saúde do trabalhador no exercício de suas funções. Afirma ainda, que a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco com CA (Certificado de Aprovação) em perfeito estado de conservação e funcionamento, cabendo aos trabalhadores cuidar da manutenção, limpeza e higiene para mantê-los em perfeito estado de conservação e uso. Sendo que o CA somente deve ser expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

31 De acordo com Fiocruz (2004), a escolha do EPI a ser utilizado deve obedecer os seguintes critérios para definir qual o tipo correto de equipamento que poderá ser utilizado: O risco que o serviço oferece; Condições de trabalho; Parte a ser protegida; Qual o trabalhador que irá utilizar o EPI. Todos os trabalhadores que executam atividades com risco em quedas de altura devem usar EPI para realizar suas atividades com segurança. Segue abaixo, alguns EPI indispensáveis: Proteção para cabeça: são os protetores usados para proteger o Formatados: Marcadores e numeração crânio contra quedas de objetos provenientes de níveis elevados, impactos e partículas projetadas. Exemplo: capacetes (figura 4) e capuz. Figura 4 Capacete Fonte: Ussan (2005) O capacete é um dispositivo básico de segurança em qualquer obra. O casco é feito de material plástico rígido, de alta resistência à penetração e impacto. É desenhado para rebater o material em queda para o lado, evitando lesões no pescoço do trabalhador. É utilizado com suspensão, que permite o ajuste mais exato à cabeça e amortece os impactos.

32 Proteção para membros inferiores: as pernas e os pés, estão Formatados: Marcadores e numeração sujeitos à acidentes, são as partes que mantém o equilíbrio do nosso corpo, por isso devem ser protegidas, para que não haja uma conseqüência gravíssima. Exemplo: sapatos de segurança com biqueiras ou palmilha de aço, botas de borracha. Conforme mostra a figura 5. Figura 5 Sapatão de proteção e bota de borracha Fonte: Ussan (2005) Proteção contra quedas com diferença de nível: são equipamentos Formatados: Marcadores e numeração que não tem a finalidade de proteger esta ou aquela parte do corpo, mas protege o trabalhador na atividade de quedas em altura, prevenindo quedas por desequilíbrio. Exemplo: dispositivo trava-queda, cinturão, conforme figura 6.

33 Figura 6 Cinto de Segurança com trava-queda Fonte: (2005) Evitam quedas de trabalhadores, acidentes muitas vezes fatais. Feitos de couro ou náilon, possuem argolas que se engancham em um cabo preso à estrutura da construção. O cinto de segurança limitador de espaço tem como função reduzir a área de atuação do usuário, não substituindo o cinturão pára-quedas. Monticuco (1991, p.1) afirma que o uso de dispositivo de proteção individual contra quedas só é aconselhável quando for impossível assegurar a proteção coletiva contra quedas de altura. Atualmente o uso do cinturão deve ser obrigatório, uma vez que os equipamentos de proteção coletiva não sustentam a segurança do trabalhador com risco de quedas de altura e somente podem minimizar este risco. Porém, o uso do equipamento de proteção coletiva também é obrigatório. Conforme dados da Revista Construção (2005), os EPI costumam ser, entretanto, um dos bons indicadores das condições de segurança de uma obra. Claro que, se não houver o desenvolvimento de um programa de segurança do trabalho ou se a empresa preferir, ao invés de eliminar os riscos na fonte geradora, apenas proteger os operários com esse tipo de equipamento, os resultados práticos serão nulos. Dispensar os EPI, porém, seria impossível.

34 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPA (NR 5) A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPA de acordo com o dimensionamento previsto no quadro I da NR-5, da Portaria nº 3214/78, do Ministério do Trabalho que é composta de representantes e empregador e dos empregados, treinados para colaborar na prevenção de acidentes e doenças do trabalho, tendo objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a prevenção da vida e a promoção da saúde do trabalhador. (Manual de Legislação, 2003, p.59) A CIPA com apoio do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho SESMT, tem também atividade de elaborar o mapa de riscos dentro da obra e assim identificar os riscos de acidentes. Por isto também, desempenha uma função na prevenção e conscientização dos riscos de quedas de altura. Contribui para a redução de riscos de acidentes Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Industria da Construção PCMAT (NR-18) Objetivo principal: definir medidas de controle, sistemas preventivos de segurança e treinamento dos trabalhadores para a redução de acidentes e diminuição das suas conseqüências no ambientes nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria de Construção. (Manual de Legislação, 2003, p.229) Para tanto, é necessário colocar em prática o programa de segurança e saúde, que atenderá as normas de segurança, inclusive a NR-18, podendo interagir entre a segurança, o projeto e a execução de obras. Pode prevenir acidentes em quedas de altura, avaliando os riscos e colocando em prática ações cotidianas que evitem este tipo de risco, é para isto que serve o PCMAT na obra,é um PPRA mas dentro da indústria da construção civil. De acordo com o item 18.3 da NR-18, o PCMAT: É obrigatória sua elaboração e cumprimento nos estabelecimentos com vinte trabalhadores ou mais, contemplando os aspectos desta NR e outros dispositivos complementares de segurança;

35 Deverá contemplar as exigências contidas na NR 9 Programa de Prevenção e Riscos Ambientais PPRA; Deve ser mantido no estabelecimento a disposição do órgão regional do Ministério do Trabalho MTb; Deve ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado na área de Segurança no Trabalho; Sua implementação é de responsabilidade do empregador ou condomínio.(manual de Legislação, 2003, p. 230) O PCMAT tem como base a NR-18, e é de grande importância na segurança da construção civil, uma vez que analisa os riscos, controla e determina ações corretivas a serem implantadas para evitar acidentes e doenças ocupacionais do trabalho. O PCMAT deve ser um programa de ação contínua e não apenas um documento que obedece às exigências legais. O PCMAT deve ser único para cada obra e atualizado periodicamente, certificando-se que melhoria previstas no documento sendo realizadas.todos devem participar da elaboração do PCMAT, membros da CIPA, pedreiros, mestres de obra, Engenheiro e Técnicos de Segurança, que devem implantá-lo e colocá-lo em prática. Ussan (2005) diz em seu artigo: A criação do PCMAT foi um avanço nas melhorias de condições de melhoria do meio ambiente de trabalhado na construção, devendo ser obedecido e exigido em todas as obras, lembrando sempre que segurança não é custo e sim investimento.nada é pior que o PCMAT de gaveta aquele feito só para atender a legislação e a fiscalização Programa de Controle Medico de Saúde Ocupacional PCMSO (NR-7) Conforme Manual de Legislação (2003) o objetivo principal do PCMSO é a promoção e preservação da saúde dos trabalhadores. De acordo com o item da NR-7 da Portaria nº 3214/78 do Mtb, todos os funcionários devem ser submetidos aos exames médicos admissional, periódico, de mudança de função e de retorno ao trabalho demissional, por conta da empresa. Exemplo:

36 Admissional: na admissão do trabalhador, deverá ser realizado o exame médico admissional; Periódico: Os exames médicos devem ser renovados periodicamente, considerando-se a natureza das atividades e/ou operações, podendo ser anual para trabalhadores com idade inferior a 18 (dezoito) anos e superior a 45 (quarenta e cinco) anos, para trabalhadores entre esta faixa de idade poderá ser realizado de 2 (dois) em 2 (dois) anos; Mudança de função: O exame médico de mudança de função deverá se realizado antes da data de mudança de função do funcionário; Retorno ao trabalho: O exame medico de retorno ao trabalho deverá ser realizado no primeiro dia de volta ao trabalho de funcionário ausente por período igual ou superior a 30 dias por motivo de doença ou acidente de natureza ocupacional ou não; Demissional: Por ocasião da dispensa ou desligamento do funcionário, deverá ser realizado o exame médico demissional. (Manual de Legislação, 2003, p.89) O PCMSO, também como os outros exames, tem sua importância, no exame admissional para a prevenção de acidentes em quedas de altura, uma vez constatada doenças como labirintite, tonturas e transtornos psicológicos não devem estes trabalhadores executar tarefas em altura. O médico do trabalho pode evitar assim que acidentes fatais ocorram. 2.3 Treinamento Para Boog (1980), o treinamento é tão importante para a realização das atividades de uma empresa que acaba sendo, de um lado, a grande preocupação para a preparação dos treinadores e de outro lado a necessidade de verificar os objetivos das atividades com a realidade. Com a escassez da mão de obra qualificada no mercado da construção civil, constata-se, cada vez mais, a baixa qualidade dos resultados. Este fato, gera retrabalho para consertar defeitos de construção. Estes, que muitas vezes não chegam a ser visíveis no produto final, causam grande desperdício de material de construção e pouca eficiência no emprego da mão de obra. Cresce, assim, a motivação de um treinamento de mão de obra direcionado a construção civil. (MUTTI,1995) O treinamento é uma das responsabilidades gerenciais de maior importância, pois se o objetivo de toda a empresa é ter lucro, para alcançar este

37 objetivo uma empresa precisa ter clientes satisfeitos que comprem seus produtos e/ou serviços e divulguem a sua satisfação para outras pessoas, garantido assim uma penetração de mercado mais elevada. Para ter clientes satisfeitos, a empresa deve produzir e/ou fazer algo com qualidade que venha a saciar os desejos e as necessidades do consumidor. Para ter qualidade em tudo o que se faz, deve-se ter pessoas qualificadas produzindo, e para ter estas pessoas, a empresa deve investir na preparação das mesmas através de treinamentos. Deve-se considerar o treinamento não somente como um aperfeiçoamento na execução de tarefas, mas como apoio na prevenção de acidentes, capacitando os trabalhadores a conscientizarem-se da importância do EPC e do EPI no ambiente trabalho, desenvolvendo habilidades técnicas e profissionais na prevenção de acidentes A Importância e a Necessidade do Treinamento O treinamento ocupa o máximo de importância dentro da indústria da construção civil, no momento em que os objetivos foram traçados pela alta administração, e compartilhados com seus trabalhadores através de reuniões, para que todos realmente estejam preparados a atingir estes mesmos objetivos. Para Mutti (1995), trazer o operário da obra para o treinamento é importante porque além de motivar quanto ao aprendizado, conscientiza-o quanto aos riscos que antes não eram percebidos. Boog, (1980, p. 18), cita que treinar empregados custa dinheiro, mas não treinar custa muito mais. Esta citação, feita pelo autor consegue definir em poucas palavras a necessidade e a importância do treinamento. Significa dizer que,

38 empregados bem treinados produzem mais e que o investimento aplicado possui um retorno garantido. Os resultados obtidos através de treinamento variam de indivíduo para indivíduo, depende muito da capacidade e interesse de cada trabalhador. Na verdade examinando o funcionamento da indústria constatamos a existência de uma infinidade de tipos diferentes de trabalho, a requerem aptidões e capacidades, que só podem ser formadas, desenvolvidas e apuradas, mediante a educação e o treinamento. A isso acresce que uma mesmo atividade ou tipo de trabalho varia, muitas vezes, consideravelmente, de uma organização para outra, revestindo-se de características próprias e inconfundíveis, que requerem a adaptação e, não raro, até mesmo uma certa preparação ou reeducação, inclusive de profissionais antigos e experimentados. (BOOG, 1980, p. 20 e 21). Conforme o autor, citado acima, muitos funcionários mudam de empresa com seus hábitos e costumes diferentes da cultura organizacional da nova empresa, trazendo assim vícios, para isso os trabalhadores são submetidos a treinamento capaz de preparar o profissional conforme deseja a empresa, esquecendo os antigos hábitos e aderindo a novas culturas. Identifica-se a necessidade de treinamento numa empresa quando se pensa em corrigir processo, melhorar métodos, impedir acidentes, reduzir gastos, melhorar a assiduidade, aumentar a produtividade, eliminar áreas de atritos nas relações interpessoais, reduzir custos de operação, etc. (MELO apud MUTTI, 1995). O setor da construção civil está preparando-se dentro do novo cenário econômico, soluções que possam desempenhar bem suas atividades, uma delas é a capacitação de seus trabalhadores através de um treinamento realizado na maioria das vezes no próprio ambiente de trabalho, incentivando-os a aumentar a produtividade com segurança e o menor esforço. Para Jerris (1995), o treinamento possibilita o início de uma nova postura profissional, permitindo ao treinando construir uma maior autoconfiança, tornando-o mais crítico e participativo no seu ambiente de trabalho. Além disso, os trabalhadores sentem-se valorizados com o treinamento, devido à preocupação da administração com a segurança.

39 2.3.2 Planejamento de um Programa de Treinamento Para Vasconcellos (2005), um programa de treinamento deve se guiar por determinados pontos imprescindíveis para o seu sucesso: 1º - Identificar o cliente: este é o ponto de partida para a elaboração do programa. Se a identificação do cliente estiver errada, todo o programa perderá o seu sentido. Para a identificação, deve ser questionado: Qual é o problema a ser solucionado? Quais são as suas necessidades? E que resultados deverão ser alcançados? Somente o cliente terá as respostas para estas perguntas. Logo, o cliente em questão é uma construtora com trabalhadores em atividades com risco em quedas de altura. 2º- Levantamento de Necessidades: Para que um programa de treinamento tenha o resultado esperado, é necessário ajustar as ações da área de treinamento com as necessidades da empresa. Ao realizar um levantamento da necessidade toma-se o cuidado para não cair na tentação do resultado imediato cobrado pelos empregadores. Então, será implantado um questionário antes do treinamento para saber as necessidades de conhecimento dos trabalhadores. O levantamento de necessidade trará a tona a carência observada no indivíduo ou no grupo, diante do padrão de qualificação necessário para a boa execução das tarefas de uma função. Os resultados traçados definirão as ações a serem tomadas posteriormente. Para realizar o levantamento de necessidade pode-se utilizar os seguintes instrumentos: questionário; avaliação de desempenho; discussão em grupo; reuniões entre os departamentos da empresa; entrevista; pesquisa de satisfação. Seja qual for o instrumento utilizado não se pode abrir mão da criatividade, tendo sempre em mente os objetivos da empresa. (TOLEDO & MILIONI, 2005) 3º- Diagnosticar o problema: nesta etapa o profissional de treinamento irá analisar o desvio encontrado e assim verificar se o

40 problema é solucionável através de um programa de treinamento. No caso do treinamento para trabalhadores expostos a quedas de altura é capaz de informá-los quanto ao risco existente Elaboração de um Programa de Treinamento A elaboração de um programa de treinamento sempre será realizado com base em uma perfeita identificação e interpretação das necessidades reais de treinamento. Para definir com exatidão o que se fará no treinamento, será fundamental identificar os seguintes pontos para Vasconcellos (2005): Público-alvo: a correta identificação e análise dos trabalhadores que serão atingidos pelo programa, garantirá um percentual do sucesso do treinamento. O questionário pode ser um instrumento para determinar o público alvo, como por exemplo, o nível de escolaridade, idade, tempo de trabalho na empresa e em construtoras, se possui treinamento, etc. Objetivos: É o que se pretende alcançar com um programa de treinamento. Hoje, quando as empresas passam por dificuldades financeiras o primeiro corte de verbas é realizado na área de treinamento. O objetivo é o de informar os trabalhadores da indústria da construção civil, quanto aos riscos provocados por quedas de altura e desta forma os objetivos serão facilmente atingidos com a realização do treinamento. Definição dos temas: ao se estabelecer os objetivos a serem alcançados, podemos definir quais temas serão abordados e quais

41 assuntos serão levantados dentro deste tema, para melhor atingir os resultados. Neste caso o tema será treinamento para trabalhadores expostos a quedas de altura. Metodologia: é a forma utilizada para o desenvolvimento do programa de treinamento. Levando em consideração as necessidades estabelecidas pelo cliente, será possível escolher a metodologia a ser utilizada. Os métodos mais utilizados são a sala de aula e o treinamento no local de trabalho, sendo o último utilizado quando o treinamento é aplicado a um público-alvo onde haja a necessidade de utilização de instrumentos e máquinas existentes somente no local de trabalho. Por isto esta é a melhor metodologia para treinar os trabalhadores expostos a quedas de altura, devido os riscos estarem presentes na obra. Processos e técnicas: conferências ou palestras: exposição oral sobre um assunto para um grande número de participantes, sendo mínima a interação com o palestrante. Estudos de caso e dramatizações também fazem parte dos processos e técnicas. A dinâmica de grupo é importante após a palestra porque é uma atividade que conduz o grupo a um debate sobre o tema central, bem como, leva ao grupo a um processo de reflexão. Tendo escolhido a metodologia a ser desenvolvida e as técnicas a serem utilizadas, o instrutor poderá contar com recursos didáticos que servem para esclarecer a demonstração, motivar o grupo para uma reflexão e favorecer a memorização dos assuntos apresentados. Os recursos mais conhecidos como: vídeo cassete, televisor: gravador/aparelho de som, cartazes, retroprojetor/transparência, apostilas, quadro-negro, computador. O flip-chart: serve para que o treinador destaque

42 os pontos essenciais do assunto a ser tratado. O fato de rever os pontos a qualquer hora o diferencia totalmente do quadro negro, que ao ter a mensagem apagada, se torna impossível mostrá-la sem escrevê-la novamente. (FEULLETE,1991) Tempo e custo: Deve-se levar em consideração estes dois fatores antes de terminar a elaboração de um programa de treinamento. O tempo deve ser determinado a partir das necessidades e características do cliente e do público-alvo, assim como a importância do tema a ser abordado. O mau planejamento do tempo pode causar a perda de informações essenciais no término do programa. Para Vasconcelos (2005), o custo deve ser levado em consideração, e este deve ser confrontado com os benefícios que o treinamento irá proporcionar ao cliente. Pode-se identificar como custo os seguintes pontos: salários dos instrutores ou consultores externos, despesa com local, refeições, passagens, estadas, materiais, entre outros. Para um treinamento em segurança na indústria da construção civil, o próprio Engenheiro de Segurança do Trabalho da empresa pode aplicar o treinamento, dentro das necessidades da obra, conhecendo os trabalhadores, isentando a empresa dos custos adicionais Execução de um Programa de Treinamento Terminada a fase de elaboração do programa de treinamento, entra-se na fase de execução, que envolve a convocação dos treinandos e a execução do treinamento propriamente dito.

43 Convocação dos Treinandos Para Vasconcelos (2005), é muito comum o instrutor se defrontar com treinandos desmotivados e desinteressados, onde o instrutor terá que desfazer toda esta resistência. Isto acontece, porque os treinandos não estão cientes da real importância do aprendizado. Procurar conhecer os pontos fortes dos treinandos fazendo uma rápida reunião com seus superiores. Atitudes como, iniciar um programa de treinamento dizendo coisas agradáveis sobre o grupo, fortifica o treinamento. Procurar conhecer os pontos fortes dos treinandos fazendo uma rápida reunião com seus superiores. Quando iniciar um programa de treinamento dizer coisas agradáveis sobre o grupo. Esta atitude fortifica os treinandos. No início do programa deixar bem claro quais são os ganhos que os treinandos terão com a realização deste treinamento Os Instrutores Segundo Toledo & Milioni (2005) os instrutores precisam ter algumas características: personalidade, conhecimento do assunto, motivação, liderança e empatia. São pessoas que irão atuar na transmissão do conteúdo teórico e prático do programa de treinamento Conclusão É muito importante que se implante treinamento de mão-de-obra nas empresas para seus trabalhadores e que, esse treinamento, não seja apenas para

44 cumprir as exigências legais, mas sim para o incentivo aos seus colaboradores. Para que o trabalhador sinta-se motivado é importante que o treinador participe de cursos de aperfeiçoamento, inovando conhecimentos podendo, assim, elaborar novos métodos de treinamento para os trabalhadores. Outro ponto muito importante é a preparação e a aplicação de um questionário, após a realização do treinamento, para verificar os pontos fortes e fracos, podendo, o treinador, introduzir um método mais eficaz.

45 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS O trabalho em questão foi baseado em uma pesquisa do tipo exploratória, que para Gil (1995, p. 44), tem como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e idéias, com vistas à formulação de programas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores. Este tipo de pesquisa é uma pesquisa aplicada com objetivos explicativos e abordagem qualitativa. O presente estudo de caso foi realizado numa empresa do ramo de construção civil de pequeno porte, na cidade de Tubarão, SC. A escolha desta empresa para a realização do treinamento ocorreu devido ao interesse manifestado pelo proprietário, frente a necessidade de melhoria na segurança dos trabalhadores que executam atividades com risco em quedas de altura. O primeiro contato feito com a empresa foi em fevereiro de Houve interesse por parte da mesma em realizar um programa de treinamento para seus trabalhadores, já que poucos treinamentos em segurança foram realizados e possuíam interesse em inovações. A primeira providência a tomar foi visitar o canteiro de obras onde seria feito o treinamento, estabelecer contato com os futuros treinandos e assim melhorar o vínculo para o desenvolvimento do treinamento. Em seguida, foi elaborado um questionário (piloto) pelas autoras, com trinta e três perguntas fechadas (anexo 1), com quatro trabalhadores para verificar se as perguntas estavam claras e objetivas. O questionário utilizado no piloto e na aplicação para obtenção dos dados foi o mesmo.

46 A próxima etapa, foi a aplicação de um questionário de marcar com trinta e três perguntas fechadas e uma aberta, para os treze funcionários da empresa, os quais pertenciam a uma obra que apresentou riscos de quedas. O objetivo do questionário foi o de conhecer os trabalhadores para que, a partir dele, fosse possível elaborar o treinamento com as informações coletadas. Os dados obtidos através do questionário serviram de base para o treinamento. Perguntas fechadas são aquelas para as quais todas as respostas possíveis são fixadas de antemão. Há casos em que são previstas apenas as respostas sim ou não (dicotômicas). Mas há também casos em que as perguntas admitem número relativamente grande de respostas possíveis (múltipla escolha). (GIL,1995, p.127) Dispondo-se de todo material base, coletado no questionário, foi realizada uma análise de dados em forma de gráficos. Em seguida uma análise das respostas detectando as deficiências que apresentaram maior freqüência na obra que apresentou riscos de queda e assim, partiu-se para a elaboração do treinamento. O treinamento demonstra conceitos de segurança e acidente do trabalho, a importância dos equipamentos de proteção coletiva e individual para trabalhadores expostos ao risco de quedas de altura e terminando com algumas recomendações importantes no que se refere a prevenção de acidentes. O material didático utilizado nesta etapa foi o Flip-Chart, já que o treinamento seria feito na própria obra e com assuntos pequenos. Este deveria ser acessível, simples e com ilustrações já que os treinandos possuem baixa escolaridade, até a quinta série. O grau de escolaridade dos treinandos é descrito no gráfico 2. Previu-se um tempo de 50 min para o treinamento, considerando os temas propostos e a dificuldade dos trabalhadores no aprendizado.

47 3.1 Estudo de Caso Conhecido os dados dos treinandos, partimos para a elaboração do treinamento. O treinamento foi realizado na sexta-feira a tarde pela maior disponibilidade dos operários. O treinamento foi elaborado para informá-los quanto aos acidentes de trabalho e os EPIS para quedas em altura, abordando os seguintes conceitos: O que é segurança do trabalho,atos inseguros e condições inseguras; Acidente do trabalho,causas e conseqüências do acidente do trabalho; Riscos, EPI e EPC; Programas de Segurança CIPA e PCMAT; Levantamento dos fatos, responsabilidades e recomendações gerais; Em seguida foi realizada uma dinâmica de grupo sobre os assuntos do treinamento com o objetivo de discutir e refletir sobre os temas abordados no treinamento. Para finalizar, foi aplicado outro questionário (anexo 3) imediatamente após o treinamento, contendo cinco perguntas, procurando avaliar se de alguma forma contribuiu para o uso de EPC e EPI para atividades com riscos de quedas de altura.

48 4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 4.1 Resultado do Questionário Neste item serão apresentados os resultados da pesquisa de campo, que por meio de gráficos permite observar, quais foram as respostas obtidas dos pesquisados, com isso buscando observar qual a conscientização que o trabalhador tem com relação aos riscos de quedas de altura. A quarta questão do questionário refere-se a idade dos trabalhadores. O Gráfico 1 apresenta a distribuição percentual da faixa etária dos trabalhadores, mostrando que dos 13 trabalhadores que responderam os questionários a maior parte, 63,64% possui acima de 40 anos e nenhum é menor de 18 anos. Gráfico 1 Distribuição da faixa etário dos trabalhadores inferior a 18 anos de 18 a 24 anos de 25 a 29 anos de 30 a 34 anos de 35 a 39 anos acima de 40 anos 10 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

49 A quinta questão do questionário refere-se ao grau de escolaridade dos trabalhadores. O Gráfico 2 apresenta a distribuição percentual escolaridade dos trabalhadores, mostrando que dos 13 trabalhadores que responderam os questionários, 92,31% possui 1 grau incompleto e neste canteiro não há nenhum trabalhador analfabeto. Isso mostra que as pessoas que trabalham nos canteiros desta empresa possuem um nível de escolaridade baixo. Gráfico 2 Grau de escolaridade analfabeto 1 grau incompleto 1 grau completo 2 grau incompleto 2 grau completo 3 grau incompleto 3 grau completo 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

50 A pergunta da sexta questão refere-se ao tempo do trabalhador nesta empresa. O Gráfico 3, apresenta a distribuição de que 30,77% trabalham de 1 a 3 anos, isto demonstra que a empresa vem contratando novos funcionários e renovando seu quadro, este fato ocorre na medida em que a empresa é contratada para a realização de novas obras. A cada 6 (seis) meses é realizado uma avaliação com os trabalhadores para verificar se os mesmos tem condições de progredir na execução das atividades, isto acaba incentivando o trabalhadores a executar suas atividades com melhor desempenho. Gráfico 3 Tempo de trabalho na empresa menos de 1 ano de 1 a 3 anos de 4 a 6 anos de 7 a 9 anos mais de 10 anos 10 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

51 Na pergunta em quantas empresas da construção já trabalhou, gráfico 4, verificou-se que a maioria dos trabalhadores entrevistados trabalharam na faixa de 1 a 3 e de 4 a 6 com 30,77% em cada faixa. Gráfico 4 Em quantas empresas de construção civil já trabalhou? somente uma de 1 a 3 de 4 a 6 de 7 a 9 mais de Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

52 A oitava questão do questionário refere-se ao tempo de trabalho na construção civil. O Gráfico 5 permite visualizar que 46,15% trabalham a mais de 10 anos na construção civil, com esse dados pode-se verificar a que os mesmos possuem experiência adequada para assumir determinadas tarefas, mas não se pode esquecer que estes trabalhadores acostumados na execução de suas atividades já tornou-se rotineira, por isso, destaca-se a necessidade da realização de treinamentos periódicos em temas relacionados a segurança do trabalho. Gráfico 5 Tempo de trabalho na construção civil? menos de 1 ano de 1 a 3 anos de 4 a 6 anos de 7 a 9 anos mais de 10 anos 10 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

53 O gráfico 6, refere-se a aprendizagem da profissão, demonstra que 92,31%, sendo a maioria dos trabalhadores aprenderam a profissão no próprio ambiente de trabalho, isto é, na prática. Este índice mostra uma certa deficiência em relação à segurança, pois a grande maioria preocupa-se apenas em aprender a profissão. Grandi (1985), afirma que a formação profissional ocorre durante a execução das obras, em decorrência das relações de trabalho entre operários mais qualificados como mestres e encarregados menos qualificados como serventes e ajudantes. Por isso, sugere-se que a empresa possa implantar programas de treinamentos técnicos, principalmente no que se refere à segurança dos funcionários, para que os ensinamentos teóricos possam interagir com a prática. Gráfico 6 Como você aprendeu a profissão? na prática em cursos por esta empresa em cursos por outra empresa 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

54 Como é possível verificar no gráfico 7, que se refere ao treinamento de segurança, pode-se perceber que 46,15% dos funcionários da empresa responderam que obtiveram treinamento de segurança, mas este treinamento foi realizado no próprio ambiente de trabalho, no momento da execução das tarefas. Já 15,38% obtiveram treinamento em outra empresa. Enquanto que 38,46% não obtiveram nenhum tipo de treinamento de segurança. Seria importante que a empresa realizasse treinamentos periódicos com todos os trabalhadores antes da execução das atividades dentro da obra. Gráfico 7 Teve treinamento de segurança? sim, nesta empresa sim, em outra empresa não 10 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

55 A décima primeira questão do questionário refere-se ao curso de aperfeiçoamento. O gráfico 8 mostra que 84,62% dos trabalhadores nunca fizeram curso de aperfeiçoamento, isto reforça a necessidade de implantação de treinamento técnico, conforme dados do gráfico 7. O percentual de trabalhadores que obtiveram curso de aperfeiçoamento nesta ou em outra empresa é ainda muito pequeno. Gráfico 8 Fez curso de aperfeiçoamento? sim, nesta empresa sim, em outra empresa não 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

56 A pergunta sobre se o trabalhador gosta da sua função, conforme gráfico 9, apresenta uma distribuição que 76,92% dos trabalhadores gostam das atividades que realizam. Alguns dos 23,08% que responderam que não estavam satisfeitos com a sua função, destacaram que eram obrigados a trabalhar, pois não havia outra coisa para fazer. Gráfico 9 Gosta da sua função? sim não 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

57 A décima terceira questão do questionário refere-se ambiente de trabalho dos trabalhadores. O gráfico 10 apresenta uma porcentagem de 100% dos 13 trabalhadores entrevistados que estão satisfeitos com seu local de trabalho. Gráfico 10 Gosta do seu local de trabalho? sim não Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

58 Conforme a pergunta se os trabalhadores utilizam os equipamentos de proteção, de acordo com o gráfico 11, percebe-se que 100% dos trabalhadores dizem que utilizam os equipamentos de proteção. Alguns alegaram que usam por serem obrigados a utilizar, uma vez que a empresa exige, este fato demonstra a importância de ressaltar as questões de segurança no treinamento, pois mostra que alguns trabalhadores ainda não estão convencidos da importância destes equipamentos. Gráfico11 Você utiliza equipamento de proteção? sim não Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

59 A pergunta sobre se o trabalhador já sofreu algum acidente de trabalho detectou que a maioria dos trabalhadores entrevistados, 76,92% nunca sofreram acidentes. O Gráfico 12 apresenta a distribuição da ocorrência destes acidentes onde pode ser observado que 7,69% dos trabalhadores já sofreram acidentes nesta empresa. Este resultado reforça a necessidade da realização de treinamentos periódicos pela segurança do trabalho. Gráfico 12 Já sofreu algum acidente de trabalho? sim, nesta empresa sim, em outra empresa não 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

60 A décima sexta questão do questionário refere-se a culpa da ocorrência do acidente dos trabalhadores. O gráfico 13 mostra uma distribuição percentual que dos 03 trabalhadores que sofreram acidente, 02 trabalhadores, ou seja, 66,67% alegam que a culpa não foi deles e nem da empresa, pois não teve como prever o acidente, mas 33,33% dos entrevistados, diz que a empresa não fornecia condições de trabalho. Este resultado mostra que a ocorrência de acidentes é tida ainda por muitos como fatalidade, o que demonstra a necessidade de conhecimento dos trabalhadores. Gráfico 13 No acidente que sofreu, acredita que a culpa foi? equipamento de proteção condições inseguras de trabalho aconteceu um imprevisto 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

61 A décima sétima questão do questionário refere-se a qualidade de segurança. O gráfico 14 mostra uma distribuição percentual que dos trabalhadores entrevistados 53,85% consideram que a qualidade é boa, e para 15,38% a qualidade é razoável. Mas é importante que com a colaboração de todos, possam contribuir para que ela torne-se ótima, e que a busca constante pela sua eficiência seja sempre exigida. Gráfico 14 Qualidade de segurança ótima boa razoável ruim péssima não sei responder 10 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

62 A pergunta sobre se todos os acidentes podem ser evitados, apresentou que a maioria dos trabalhadores entrevistados, 69,23%, consideraram que sim. O gráfico 15 apresenta um percentual de que 30,77% dos trabalhadores acreditam que todos os acidentes não possam ser evitados. Realmente é uma tarefa difícil impedir que todos os acidentes sejam evitados, mas deve-se sempre esforçar-se para que possa reduzir este índice, que ainda é consideravelmente alto. Gráfico 15 Você acha que todos os acidentes podem ser evitados? sim não 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

63 O décima nona questão do questionário refere-se as questões de segurança na obra, se elas podem ser melhoradas. O gráfico 16 demonstra que a maioria dos trabalhadores, 84,62% preocupa-se com a segurança no trabalho. Cabe a participação de todos sugerir opiniões ou idéias que possam contribuir para a melhoria da segurança e condições de trabalho. Gráfico 16 Considera que as questões de segurança na obra podem ser melhoradas? sim não não sei responder 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

64 A pergunta sobre se o trabalhador presenciou alguma situação de risco nos últimos quinze dias, detectou que 23,08% dos trabalhadores presenciaram situações de risco. O gráfico 17 apresenta uma porcentagem de que 76,92% dos trabalhadores não presenciaram situações de risco. É importante que no momento, os mesmos comuniquem ao responsável pela segurança, para que medidas sejam efetivamente tomadas, para que as situações de risco sejam eliminadas. Gráfico 17 Presenciou situações de risco nos últimos 15 dias? sim não 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

65 A vigésima primeira questão do questionário refere-se à percepção dos trabalhadores com relação à utilização dos equipamentos de proteção. No gráfico 18 pode-se observar que 84,62% dos trabalhadores entrevistados consideram que quem utiliza os equipamentos de proteção é considerada uma pessoa esperta e inteligente e nenhum dos trabalhadores consideraram que o trabalhador que cumpre as regras de segurança é medroso e fraco. Ainda, 15,38% consideram as regras de segurança como cumprimento de uma obrigação. É importante relevar neste momento que alguns trabalhadores não estejam preparados suficientemente para executar tarefas que envolvam alto grau de risco, como é o caso da construção civil. Com isso deve-se adotar treinamentos periódicos. Gráfico 18 Quem utiliza os equipamentos de proteção e cumpre as regras de segurança é? medroso/fraco está cumprindo uma obrigação esperto/inteligente 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

66 A pergunta sobre quais equipamentos de segurança que o trabalhador utiliza para a sua segurança mostrou que a maioria dos trabalhadores entrevistados, 100%, acha importante a utilização do capacete. O gráfico 19 apresenta uma distribuição em que 76,92% acha importante a utilização do cinto de segurança e 7,69% consideram que o chapéu/boné é importante para a sua segurança. Gráfico 19 Assinale os equipamentos que você acha importante para a sua segurança: capacete sapatão luva óculos chinelo perneira uniforme bota de borracha trava-quedas capa de chuva chapéu/boné cinto de segurança 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

67 A pergunta sobre se o trabalhador sabe quais as conseqüências pelo não uso do equipamento de proteção, detectou que 76,92% supõem que sabem das conseqüências. O gráfico 20 apresenta que 23,08% não sabem sobre as conseqüências, é preciso que todos tenham consciência, da gravidade dos acidentes com trabalhadores que não utilizam os equipamentos de segurança adequadamente. Também é importante ressaltar a necessidade e prioridade da realização de treinamentos periódico de segurança do trabalho, buscando corrigir esta falta de informação. Gráfico 20 Sabe quais as conseqüências pelo NÃO uso de equipamento de proteção? sim não 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

68 Na pergunta, a qual refere o trabalhador tem condições de substituir seu colega ele faltar ao trabalho, é possível perceber através do gráfico 21 que a maioria dos trabalhadores, 84,62%, acha capaz de substituir na ausência, o seu colega de trabalho. Alguns alegaram que são capazes de substituir o colega que exerce apenas a mesma atividade. É importante neste determinado momento, a empresa avaliar as aptidões de cada trabalhador, e se o mesmo está em condições e possui treinamento e conhecimento técnico operacional adequado para substituí-lo. Com o intuito de evitar acidentes e expor trabalhadores não habilitados é importante que nos treinamentos, os riscos de todas as atividades no ambiente de trabalho sejam abordados. Gráfico 21 Na falta de algum colega de trabalho, você é capaz de substituí-lo? sim não 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

69 A vigésima quinta questão do questionário trata da conservação dos equipamentos segurança. Conforme gráfico 22 pode-se observar que 53,85% dos trabalhadores entrevistados dizem que conservam em armários pessoais, mas 15,38% dizem que conservam com outras ferramentas. Verifica-se a importância de informá-los sobre os equipamentos de segurança, principalmente o de uso individual que devem ser conservados em lugares próprios, evitando o contato com outras ferramentas que possam danificá-los ou contaminá-los. Gráfico 22 Onde você conserva os equipamentos de proteção utilizado? na empresa em casa armários pessoais com outras ferramentas 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

70 A pergunta sobre se o trabalhador está disposto a participar de algum programa de segurança, apresentou dados bastante elevados, como 84,62% dos entrevistados que tem interesse em participar destes programas. É de importância vital após a coleta destes dados, que os responsáveis pela segurança da empresa mobilizem-se em tempo hábil, afim de transmitir a todos os trabalhadores a importância pela segurança, bem com, promover eventos e treinamentos que possam servir de reflexão, conscientização e capacitação dos mesmos. Gráfico 23 Está disposto a participar de algum programa de segurança? sim já participo não 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

71 A vigésima sétima questão do questionário, refere-se a contratação do trabalhador, se este respondeu as seguintes perguntas: Possui tonturas ao subir em lugares altos?; Se tem dificuldade de locomover-se em lugares altos?; Tem medo de altura?; Possui labirintite?; Possui alguma doença que possa perder o equilíbrio?. O gráfico 24 mostra que dos 13 trabalhadores entrevistados, apenas 15,38% passaram pelo processo de seleção da empresa, com isso demonstra que a empresa apresentou falhas na contratação de funcionários. Há necessidade que a empresa implante um sistema mais eficaz na admissão, a fim de identificar nas informações se o contratado está realmente apto a exercer determinadas tarefas, devido ao alto grau de risco da ocupação, o que fica claro nesta questão. Gráfico 24 Ao ser contratado por esta empresa respondeu algum questionário? sim não 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

72 A pergunta se o trabalhador considera importante o fechamento provisório nas aberturas de piso, conforme gráfico 25, apresentou que 92,31% dos trabalhadores entrevistados consideram que melhora a segurança, mas o gráfico apresentou que 7,69% não consideram importante para a segurança. Gráfico 25 O fechamento provisório nas aberturas do piso você considera? dificulta a produtividade melhora a segurança não contribui, nem atrapalha 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

73 Conforme gráfico 26 ao qual refere-se a pergunta sobre a instalação de proteções (tela) junto as plataformas de proteção, detectou que 100% dos trabalhadores consideraram a proteção de telas junto as plataformas como eficientes para a segurança. Podemos considerar estas, como um dos equipamentos de proteção coletiva mais importantes na construção civil, pois ela possui finalidade de proteger a queda de ferramentas e materiais utilizados na obra. Mesmo com este resultado positivo é importante que se faça treinamentos periódicos pela segurança do trabalho. Gráfico 26 A instalação de proteção (tela) junto as plataformas? dificulta a produtividade são eficientes para a segurança não contribuem, nem atrapalha 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

74 A trigésima pergunta do questionário refere-se ao guarda-corpo. O gráfico 27 demonstra que, 100% dos trabalhadores entrevistados consideraram o guardacorpo como eficientes para a segurança. Gráfico 27 O guarda-corpo e os sistemas de fechamento (cancela ou similar): dificulta a produtividade são eficientes para a segurança não contribuem, nem atrapalham 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

75 A pergunta: O fechamento provisório nos vãos de acesso ao elevador você considera, conforme gráfico 28, 100% dos trabalhadores entrevistados consideram o fechamento provisório do elevador, como eficiente para a segurança. É importante o fechamento para evitar quedas de objetos, bem como para a proteção dos trabalhadores. Gráfico 28 O fechamento provisório nos vãos de acesso ao elevador você considera? dificulta a produtividade é eficiente para a segurança não contribui, nem atrapalha 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

76 A trigésima segunda questão do questionário refere-se as proteções contra quedas de altura. O gráfico 29 apresenta que 84,62% dos trabalhadores consideram importantes os equipamentos de proteção coletiva para atividades com risco em quedas de altura. Gráfico 29 As proteções contra quedas que possuem altura de 1,20m, travessão superior e no meio, rodapé e telas na abertura você acredita que: todos os itens são importantes não precisa de todos os itens quanto mais melhora a segurança não faz tanta diferença 20 0 Fonte: Pesquisa de Campos das Autoras

77 A última questão, número 33, da pesquisa refere-se sobre a importância do uso de cinto de segurança em altura a partir de 1,5 m. O gráfico 30 demonstra, que os entrevistados sendo 84,62% consideram o cinto de segurança como importante para trabalhos em altura acima de 1,5m. E que 15,38% dos trabalhadores não consideram como importante para a sua segurança, pois acham que atrapalha na atividade que está sendo realizada. Apesar do resultado positivo é importante a implantação de um sistema de segurança eficaz, capaz de conscientizar todos os funcionários, sobre a importância da segurança. Gráfico 30 Considera importante equipamento de proteção (cinto de segurança) para trabalhos realizados a uma altura acima de 1,5m? sim não Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

78 4.2 Programação do Treinamento Primeiramente buscou-se contato com uma empresa do ramo da construção civil, em seguida entrou-se em contato com o setor de engenharia da empresa, para verificar a possibilidade da realização de um treinamento aos trabalhadores expostos as atividades com riscos de quedas de altura, pelo fato de ocorrerem, nestas atividades índices elevado de acidentes de trabalho. Logo a seguir foi elaborado um questionário (ver anexo 1), para verificar qual a percepção dos trabalhadores da empresa. Este questionário foi aplicado aos trabalhadores, e a partir dos resultados pode-se identificar quais temas poderiam ser abordados no treinamento. Quanto à elaboração do treinamento (ver anexo 2), houve uma grande preocupação em elaborar o material que deveria ser o mais adequado ao grupo para qual seria realizado no treinamento. O material apresentado foi simples, colorido e com muitas ilustrações, já que estes trabalhadores possuem grau de escolaridade baixo, sendo que a maioria não havia completado a 5ª série do primeiro grau. Diante desta situação, optou-se pelo flip-chart, no qual procurou-se através das ilustrações uma maneira de simplificar o entendimento de cada assunto exposto no treinamento. A metodologia utilizada no treinamento foi aplicação de aulas expositivas, que, segundo Silva apud Mutti (p. 63, 1995), consiste na apresentação oral de um determinado assunto pelo instrutor de treinamento, com base numa exposição programada e estruturada. O treinamento foi realizado no refeitório da obra, com o intuito de permanecer no ambiente de trabalho, assim eles ficariam mais interativos com o treinamento. O flip-chart foi fixado em um cavalete para que todos pudessem

79 visualizar melhor. Não houve uma seleção de trabalhadores para participarem do treinamento, todos participaram. No desenvolvimento do treinamento alguns trabalhadores fizeram perguntas, mas quando passou-se para a realização da dinâmica de grupo os trabalhadores não se propuseram a realizar, talvez o baixo nível de escolaridade os deixou com receio de debater sobre o assunto. Após o treinamento, aplicou-se outro questionário contendo cinco perguntas (anexo 3), procurando avaliar se, de alguma forma, contribuiu na percepção quanto o uso de EPC e EPI para atividades com riscos em quedas de altura e se investimentos em treinamentos são importantes. O horário escolhido do treinamento foi as três e meia da tarde, após o intervalo do café, numa sexta-feira, pois os trabalhadores após o treinamento estariam dispensados de suas tarefas e voltariam a trabalhar somente na segundafeira. O treinamento teve duração de uma hora. 4.3 Resultado da Avaliação Neste sub-item serão apresentados os resultados por meio de gráficos, avaliando os resultados, obtidos após o treinamento com trabalhadores de atividades com risco de quedas de altura, permitindo verificar qual a percepção dos mesmos através das respostas do questionário.

80 A primeira questão refere-se a avaliação que os trabalhadores realizaram referente ao treinamento. No Gráfico 31 apresenta o seguinte resultado: dos trabalhadores que responderam o questionário a maior parte 84,62% consideraram que o treinamento foi ótimo. Isso demonstra, que, a maioria dos trabalhadores que participaram do treinamento obtiveram interesse pelo assunto. Gráfico 31 Você acredita que o treinamento foi: Ótimo Bom Razoável Ruim 20 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

81 Na pergunta sobre, a importância dos equipamentos de proteção coletivas (EPC) foram constatados os seguintes dados: 53,85% dos trabalhadores entrevistados consideram que os EPC são importantes para prevenção de acidentes. O gráfico 32 também nos demonstra que 46,15% consideram que os EPC melhoram a segurança do trabalhador. Gráfico 32 Você considera que os equipamentos de proteção coletiva são importantes para: preveção de acidentes a empresa melhora a segurança do trabalhador Fonte: Pesquisa de Campo do Autor

82 A pergunta sobre se o trabalhador considera que os equipamentos de proteção individual são importantes, apresentou dados bastante elevado, como 76,92% dos entrevistados acreditam que os EPI são importantes para protegê-los contra lesões que poderiam ser causadas por possíveis acidentes. O gráfico 33 nos mostra que apesar da realização do treinamento, apresentou que 15,38% ainda consideram que o EPI é importante para a empresa. Com esse resultado é de importância vital que os responsáveis pela segurança do trabalho da empresa realizem treinamentos periódicos sobre a importância do uso de EPI. Gráfico 33 Você considera que os equipamentos de proteção individual são importantes para: proteger contra lesões que poderiam ser causadas por acidentes a empresa 20 usar coletivamente 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

83 A pergunta se os trabalhadores consideram importante o fechamento provisório nas aberturas de piso, conforme gráfico 34 apresentou que após a realização do treinamento, 100% dos trabalhadores entrevistados consideram que melhora a segurança, mas anteriormente o gráfico apresentava que 7,69% não consideravam importante para a segurança, demonstrando uma mudança na percepção anterior. Gráfico 34 O fechamento provisório nas aberturas do piso você considera? dificulta a produtividade melhora a segurança não contribui, nem atrapalha 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras

84 A quinta questão da avaliação refere-se as proteções contra quedas de altura. O gráfico 35 apresenta que após a realização do treinamento, 69,23% dos trabalhadores entrevistados consideram que todos os itens são importantes para a segurança e 30,77% demonstram que quanto mais itens melhoram a segurança, com esse resultado o risco também diminui, contribuindo para que os trabalhos sejam realizados com maior segurança. Gráfico 35 As proteções contra quedas que possuem altura de 1,20m, travessão superior e no meio, rodapé e telas na abertura você acredita que: todos os itens são importantes não precisa de todos os itens quanto mais melhora a segurança não faz tanta diferença 0 Fonte: Pesquisa de Campo das Autoras Após a realização do treinamento técnico pode-se verificar, através dos resultados obtidos pelo questionário de avaliação, que aumentou o conhecimento dos trabalhadores expostos aos riscos de quedas de altura, sobre os riscos de acidentes. Com esse resultado obtido conseguiu chegar aos objetivos propostos no presente trabalho. Como exemplo, pode-se verificar, comparando o gráfico de n 25 com o de n 34, anteriormente apenas 92,31% dos trabalhadores acreditava que o

85 fechamento provisório nas aberturas de piso melhorava a segurança, após o treinamento verificou-se que 100% dos trabalhadores consideram importante. 4.4 Resultado Geral Por meio da pesquisa de campo realizada, surgiu a oportunidade de conhecer melhor os trabalhadores de uma empresa da construção civil no seu dia-adia, conseguindo buscar informações sobre as atividades que envolvem riscos de quedas de altura, merecendo ser analisadas, e se possível melhorar as informações, para que possam ser úteis à empresa e aos trabalhadores. Todavia, muitas empresas estão investindo no fator segurança para prevenir e evitar a ocorrência de muitos acidentes. Mas a iniciativa não deve apenas partir da empresa, é necessário a cooperação de todos, principalmente de seus trabalhadores, que estão mais expostos aos riscos de queda de altura, os mesmos devem estar preparados suficientemente para compreender que os EPI e EPC, não são somente importantes para a empresa, que usam como obrigação, mas sim, para sua própria segurança, para que ambos possam obter resultados satisfatórios. O treinamento contribuiu para que os trabalhadores desta empresa pesquisada, modificassem a percepção sobre a importância do uso adequado dos equipamentos de proteção, buscando melhor o desempenho de suas atividades, refletindo mais sobre suas atitudes frente as atividades desenvolvidas. Com os resultados do segundo questionário e visitas na obra,foi possível observar que houve mudança na percepção dos trabalhadores, tornaram-se mais participativos e mais cuidadosos com seus materiais e equipamentos de segurança, após o treinamento.

86 5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES A realização deste trabalho teve como propósito ajudar os empresários da empresa pesquisada, a incentivar a implantação do treinamento técnico no canteiro de obras, objetivando principalmente prevenir os trabalhadores expostos a quedas de altura, quanto aos riscos de acidentes. O treinamento deve ser considerado parte da estratégia da empresa. Primeiramente por informar aos trabalhadores, da importância dos equipamentos de proteção individual e coletivo e, em segundo, prevenir e evitar que muitos acidentes sejam causados pelo despreparo e descuido dos trabalhadores. A utilização dos equipamentos de proteção voltado para a segurança dos trabalhadores, foi considerado no início, de difícil adaptação pelo incômodo e desconforto com que os equipamentos provocavam, mas com o passar do tempo, as empresas fabricantes de equipamentos foram expandindo e aperfeiçoando seus equipamentos de segurança, trazendo resultados positivos, o qual incentivou muitos trabalhadores a optar pelo uso dos mesmos. Para muitos trabalhadores, que consideravam o treinamento como importante somente para a empresa, mudaram sua percepção, conseguindo visualizar a importância do treinamento para sua segurança pessoal, bem como, o melhoramento no ambiente de trabalho, impedindo que muitos objetos, como ferramentas e materiais, ficassem expostos em lugares que impedissem a realização de suas tarefas e aumento na produtividade. Foi possível verificar que nos trabalhadores, durante o treinamento técnico realizado na própria empresa, o interesse em colaborar e adquirir novos

87 conhecimentos, aperfeiçoando suas técnicas e no desempenho de suas atividades. Porém, alguns fatores devem ser destacados: alguns trabalhadores sentiram-se amedrontados e ansiosos na realização de algumas tarefas como a dinâmica de grupos. Este fato pode estar relacionado à insegurança de expor seus pensamentos, idéias, ocasionando certo constrangimento em relação ao grupo. Através do estudo realizado conseguiu-se atingir os objetivos deste trabalho, ou seja, percebeu-se através da avaliação, que o treinamento técnico modifica a percepção dos trabalhadores expostos a quedas de altura, prevenindo futuros riscos de acidentes. O treinamento serviu como facilitador da informação com intuito de aproximar os trabalhadores da realidade no seu cotidiano. Conclui-se que a maioria dos trabalhadores entrevistados, preocupam-se com a segurança pessoal e da empresa, muitos demonstram-se dispostos em participar de cursos de treinamento técnico realizado pela empresa, colaborando com suas idéias, contribuindo assim para que o objetivo e o comprometimento pela sua segurança não seja apenas da empresa, mas sim de todos os seus colaboradores. Recomenda-se à empresa pesquisada ou empresas interessadas acerca do assunto: Implantar treinamento técnico periódico, incentivando a participação de todos os trabalhadores; Oportunizar a participação pessoal ou em grupo com o intuito de trazer melhorias, aumento da segurança e motivação pelo interesse do ensino;

88 Interagir o conteúdo teórico com a prática demonstrando através de simulações que o treinamento é uma ferramenta eficaz e viável para os objetivos propostos; Avaliar se os resultados obtidos são satisfatórios, como está a empresa antes e após o treinamento técnico, bem como o comportamento de seus trabalhadores. Todavia, para futuras pesquisas, pode-se aplicar o questionário elaborado em um número maior de empresas para verificar se estes resultados representam a realidade da empresa pesquisada ou de empresas da região. Este poderá ser aplicado também à outros setores da indústria da construção e, certamente, na retomada de estudos desta natureza. Porém, para a implantação do treinamento serão necessárias adaptação da estrutura deste à realidade da empresa.

89 REFERÊNCIAS BOOG, Gustavo G. Manual de Treinamento e Desenvolvimento/ABTD, Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento. São Paulo: McGraw- Hill do Brasil, CARVALHO, Antônio Vieira de. Manual de Gerência de Treinamento. São Paulo: Management Center do Brasil, CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando pessoas. 2ª edição. São Paulo: Makron Books, COSTA, Maria Lívia da Silva; ROSA, Vera Lúcia do Nascimento. 5s no Canteiro. São Paulo: O Nome da Rosa, CRUZ, Cláudio. Prevenção de Acidentes do Trabalho. <<http://www.carlota.cesar.org.br>>. Acessado em 25 set CRUZ, Sybele Maria Segala. Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional nas Empresas de Construção Civil. Florianópolis, SC, UFSC, Dissertação. Curso de Pós-Graduação em Engenharia da Produção. DE CICCO, Francesco M.G.A.F. et alli. Segurança e Medicina do Trabalho na Construção Civil nível superior. São Paulo: Editora FUNDACENTRO, ESPINOZA, Juan Wilder Moore. Implementação de um Programa de Condições e Meio Ambiente no Trabalho na Indústria da Construção para os Canteiros de Obras no Sub Setor de Edificações Utilizando um Sistema Informatizado. Florianópolis p <<http://www.teses.eps.ufsc.br>>. Acessado em 19 dez FEULLETTE, Isolde. Recursos Humanos, o novo perfil do treinador. São Paulo: Nobel, FIOCRUZ. Segurança na Construção Civil. <<http://www.fiocruz.br>>. Acessado em: 21 nov

90 FONTES, Lauro Barreto. Manual de Treinamento na empresa. São Paulo: Atlas, GABRIEL, Miguel Antônio de Almeida. A organização do Treinamento. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, GALEÃO, Rozana Cristina Fagundes de L. <<http://www.prt21.gov.br>>. Acessado em 23 jan GIL, Antonio C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Atlas, GRANDI, S.L. Desenvolvimento da Indústria de Construção no Brasil: mobilidade e acumulação do capital e força de trabalho. São Paulo, SP, USP, GUIMARÃES, Lia Buarque de Macedo; SAURNIN, Tarcísio Abreu; LANTELME, Elvira; FORMOSO, Carlos Torres. Contribuições para revisão da NR-18: condições e meio ambiente de trabalho na indústria da Construção. Disponível em: <<http://www.habitare.org.br>>. Acessado em: 28 nov HAMBLIN, Anthony Crandell. Avaliação e Controle do Treinamento. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, JERRY, Linda A. Como orientar com eficácia seus funcionários. Rio de Janeiro: Ed. Campus, LHULLIER, Marcelo Dias. Apostila de Treinamento do Curso de Especialização de Engenharia de Segurança do Trabalho. UFSC, LIMA, Fernanda Giannasi de Albuquerque. Manual sobre Condições de Trabalho na Construção Civil; Segurança e Saúde do Trabalhador. São Paulo, FUNDACENTRO, Manual de Legislação Atlas Segurança e Medicina do Trabalho Lei n 6.514, de 22 de dezembro de São Paulo: Editora Atlas S.A., Manual de Segurança das Empresas Rio Deserto.

91 MONTICUCO, Deogledes. Medidas de Proteção Coletiva Contra Quedas de Altura. São Paulo. FUNDACENTRO, MORAES JUNIOR, Cosmo Palasio. Disponível em: <<http://www.fepi.br>>. Acessado em: 28 nov MUTTI, Cristine do Nascimento. Treinamento de Mão de Obra na Construção Civil: um Estudo de Caso. UFSC PACHECO JUNIOR. Waldemar, Apostila de Aspectos Gerais do Curso de Especialização de Engenharia de Segurança do Trabalho. UFSC, PACHECO JUNIOR. Waldemar, Apostila de Conceitos Gerais do Curso de Especialização de Engenharia de Segurança do Trabalho. UFSC, PAIC Pesquisa Anual da Indústria da Construção. <<http://www.ibge.gov.br>>. Acessado em 20 jan PIMENTEL, A. Fonseca. Alguns Aspectos de Treinamento. GB Brasil Rio de Janeiro Previdência Social DATAPREV.CAT. <<http://www.dataprev.gov.br>>. Acessado em 12 fev Regulamentos Técnicos de Procedimentos, RTP. Comissão Permanente Nacional. <<http://www.mtb.gov.br>>. Acessado em 17 mar Revista Construção. <<http://www.geranegocio.com.br>>. Acessado em 23 jan SAMPAIO, José Carlos de Arruda. PCMAT: Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. São Paulo: Editora Pini/SindusCon-SP, SANTOS, Néri. Capítulo VIII: Saúde e Segurança no Trabalho. <<http://www.eps.ufsc.br/ergon/disciplinas/eps5225/aulas/cap8neri.doc>> Acessado em 31 out SILVERIO, Maria Cristina Espósito. Manual de Segurança para Mestre-de-Obras. São Paulo: FUNDACENTRO, 1982.

92 TOLEDO, Flávio e MILIONI, B. <<http://www.treinopla.com>>. Acessado em 11 mar USSAN, Sérgio. Artigos. <<http://www.slconsultor.com.br>>. Acessado em 08 de fev VALE, Adriane. Construir com Segurança. Revista CIPA. Edição n 268. Prol Editora Gráfica. Ano XXIII março de VASCONCELLOS. Jorge Eduardo. Treinamento: do planejamento à execução. <<http://www.geocites.com>>. Acessado em 13 mar VIEIRA, Ivone Sebastião. Manual de Saúde e Segurança do Trabalho. Volume 2. Florianópolis: MESTRA, WEBSTER, Marcelo Fontanella, Programas de Prevenção de Riscos Ambientais. Curitiba: Editora Gênesis, <<http://www.bibvirt.futuri.usp.br>> Acessado em 22 jan <<http://www.incep.com.br>>. Acessado em 06 mar

93 ANEXOS

94 Anexo 1 Questionário Monografia de Pós Graduação Mariana P. R. Rosso Samira C. F. de Oliveira Instrumento de Pesquisa 1. Nome da Ocupação 2. Tempo de trabalho na função 3. Outras funções que exerceu nesta empresa 4. Qual a sua idade? ( ) inferior a 18 anos ( ) de 18 a 24 anos ( ) de 25 a 29 anos ( ) de 30 a 34 anos ( ) de 35 a 39 anos ( ) acima de 40 anos 5. Escolaridade. ( ) Analfabeto 1 grau ( ) incompleto ( ) completo 2 grau ( ) incompleto ( ) completo Se técnico qual? 3 grau ( ) incompleto ( ) completo Qual? 6. Tempo de trabalho na Empresa: ( ) menos de 1 ano ( ) de 1 a 3 anos ( ) de 4 a 6 anos ( ) de 7 a 9 anos ( ) mais de 10 anos 7. Em quantas empresas de construção civil já trabalhou? ( ) somente uma ( ) de 1 a 3 ( ) de 4 a 6 ( ) de 7 a 9 ( ) mais de Tempo de trabalho na construção civil? ( ) menos de 1 ano ( ) de 1 a 3 anos ( ) de 4 a 6 anos ( ) de 7 a 9 anos ( ) mais de 10 anos 9. Como você aprendeu a profissão? ( ) na prática ( ) em cursos por esta empresa ( ) em cursos por outra empresa 10. Teve treinamento de segurança: ( ) Sim, nesta empresa ( ) Sim, em outra empresa ( ) Não 11. Fez curso de aperfeiçoamento? ( ) Sim, nesta empresa ( ) Sim, em outra empresa ( ) Não 12. Gosta da sua função? ( ) Sim ( ) Não 13. Gosta do seu local de trabalho? ( ) Sim ( ) Não 14. Você utiliza equipamento de proteção? ( ) Sim ( ) Não. Por quê? ( ) Incomodo ( ) Deveria ser por tamanho ( ) Atrapalha na produtividade 15. Já sofreu algum acidentes de trabalho? ( ) Sim, nesta empresa ( ) Sim, em outra empresa ( ) Não 16. No acidente que sofreu, acredita que a culpa foi: ( ) Sua, por não estar utilizando equipamento de proteção ( ) Da empresa, por não disponibilizar condições segura de trabalho ( ) De nenhuma das partes, aconteceu um imprevisto. 17. Você considera que a qualidade de segurança nesta empresa é? ( ) Ótima ( ) Boa ( ) Razoável ( ) Ruim ( ) Péssima ( ) Não sei responder 18. Você acha que todos os acidentes podem ser evitados? ( ) Sim ( ) Não 19. Considera que as questões de segurança na obra podem ser melhoradas? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei responder

95 20. Presenciou situações de risco nos últimos 15 dias? ( ) Sim. Qual ( ) Não 21. Quem utiliza os equipamento de proteção e cumpre as regras de segurança é? ( ) Medroso/ fraco ( ) Está cumprindo uma obrigação ( ) Esperto/ inteligente 22. Assinale os equipamentos que você acha importante para a sua segurança. ( ) capacete ( ) uniforme ( ) sapatão ( ) bota de borracha ( ) luva ( ) trava-queda ( ) óculos ( ) capa de chuva ( ) chinelo ( ) chapéu/ boné ( ) perneira ( ) cinto de segurança 23. Sabe quais as conseqüências pelo NÃO uso de equipamento de proteção? ( ) Sim ( ) Não 24. Na falta de algum colega de trabalho você é capaz de substituí-lo? ( ) Sim ( ) Não 25. Onde você conserva os equipamentos de proteção utilizado? ( ) Na empresa coletivamente ( ) Em casa ( ) Armários pessoais ( ) Com outras ferramentas 26. Está disposto a participar de algum programa de segurança? ( ) Sim. Quais? ( ) Já participa. Quais ( )Não 27. Ao ser contratado por esta você respondeu algum questionário? ( ) Não ( ) Sim. Assinale abaixo as perguntas. ( ) Possui tonturas ao subir em lugares altos? ( ) Tem dificuldade de se locomover em lugares altos? ( ) Tem medo de altura? ( ) Possui labirintite? ( ) Possui alguma doença que possa perder o equilíbrio? 28. O fechamento provisório nas aberturas do piso você considera? ( ) Dificulta a produtividade ( ) Melhora a segurança ( ) Não contribui nem atrapalha 29. A instalação de proteção (tela) junto as plataformas: ( ) Dificultam a produtividade ( ) São eficientes para a segurança ( ) Não contribuem nem atrapalha 30. O guarda-corpo e os sistemas de fechamento (cancela ou similar): ( ) Dificulta a produtividade ( ) São eficientes para a segurança ( ) Não contribuem nem atrapalha 31. O fechamento provisório nos vão de acesso ao elevador você considera? ( ) Dificultam a produtividade ( ) São eficientes para a segurança ( ) Não contribuem nem atrapalha 32. As proteções contra quedas que possuem altura de 1,20m, travessão superior e no meio, rodapé e telas na abertura você acredita todos: ( ) Todos os itens são importantes ( ) Não precisa de todos os itens ( ) Quanto mais melhora a segurança ( ) Não faz tanta diferença 33. Considera importante equipamento de proteção (cinto de segurança) para trabalhos realizados a uma altura acima de 1,5m? ( ) Sim ( ) Não

96 Anexo 2 Treinamento

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Elaboração de propostas para minimizar o risco de acidentes em altura na fase final de uma obra: estudo de caso em uma empresa da construção civil

Elaboração de propostas para minimizar o risco de acidentes em altura na fase final de uma obra: estudo de caso em uma empresa da construção civil Elaboração de propostas para minimizar o risco de acidentes em altura na fase final de uma obra: estudo de caso em uma empresa da construção civil ADRIANO AZEVEDO MOURA (FEAMIG) adriano.moura85@hotmail.com

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