Sumário. Manual de Reprodutores - 3

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1 Manual Reprodutores

2 Sumário PREFÁCIO LEITOAS GENETIPORC EM CRESCIMENTO Objetivos de desempenho Figura 1 - Curva de crescimento Tabela 1 - Crescimento e consumo de ração Programa de Alimentação QUARENTENA E ACLIMATAÇÃO Leitoas Tabela 3 - Quantidade de ração de acordo com o peso corporal Machos GESTAÇÃO Especificações Nutricionais Tabela 5 - Gestação Características Físicas da Ração Programa de Alimentação Importância da Distribuição das Matrizes em Categorias Guia de Alimentação de Rações com Densidade Moderada Guia de Alimentação de Rações de Alta Densidade (Baixa Fibra) Adaptação e Monitoramento da Alimentação Monitoramento do Consumo de Ração Monitoramento da Condição Corporal do Plantel de Reprodutores Leitoas Tabela 6 - Impacto do consumo de ração no final da gestação (dias ) Multíparas Tabela 7 - Programa de alimentação LACTAÇÃO Especificações da Ração Níveis nutricionais Tabela 8 - Lactação Tabela 9 - Maternidade e creche Formas físicas da ração Alimentação na lactação Guia de alimentação Tabela 10 - Consumo de ração na lactação por ordem de parto Estímulos para incremento de consumo INTERVALO DESMAME COBERTURA Manual de Reprodutores - 3

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4 PREFÁCIO Este manual é uma ferramenta essencial para os produtores, técnicos e responsáveis pela nutrição e pelo manejo de animais Genetiporc, que descreve as especificações nutricionais e os princípios gerais do manejo alimentar de cada uma das seguintes fases: reprodutores em crescimento, animais em quarentena e aclimatação, matrizes em gestação, matrizes em lactação, matrizes no intervalo desmame-cobertura e machos. Salientamos também que este manual contém apenas regras gerais. Cada granja, instalação e rebanho têm características específicas adicionais e está sujeito às suas próprias restrições. Assim sendo, as decisões finais quanto aos programas de alimentação e as práticas de manejo a serem implantadas em cada unidade de produção devem estar embasadas pelas orientações de técnicos, consultores, veterinários e outros especialistas que conhecem a estrutura e fluxo de produção da granja. As diretrizes e recomendações descritas neste manual também estão sujeitas a modificações obedecendo a pesquisas e avanços técnicos avaliados continuamente pela equipe da Genetiporc. Manual de Reprodutores - 5

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6 1 - LEITOAS GENETIPORC EM CRESCIMENTO As leitoas Genetiporc possuem um potencial para atingir 100 kg de peso em 145 dias ou menos. Se esse rápido crescimento não for controlado, pode levar a uma menor longevidade especialmente por problemas de sustentação. Daí a importância de estabelecermos objetivos bem claros em relação a velocidade de crescimento e ganho de peso das futuras matrizes. 1.1 Objetivos de desempenho A estratégia ideal de alimentação deve promover o crescimento contínuo, mas controlado, das leitoas. Animais criados com esta estratégia devem chegar a um peso vivo de 90 a 100 kg com uma idade mínima média de 145 a 155 dias. Isto pressupõe um ganho de peso de 620 a 645 g por dia de vida. A curva de crescimento ilustrada a seguir (Figura 1), pode ser usada como referência para acompanhar o desenvolvimento dos animais através de pesagens periódicas de algumas baias (amostras) da granja. FIGURA 1 Curva de crescimento HIPÓTESE: RAÇÃO COM 3150 KCAL EM/KG, PELETIZADA, OFERECIDA À VONTADE GRANJA N. LOTE N. BAIA DATA DE CHEGADA PESO NA CHEGADA Peso vivo Idade (dias) DATA DA PESAGEM PESO VIVO Manual de Reprodutores - 7

7 A Tabela 1, abaixo, mostra a título de exemplo os valores semanais de crescimento recomendados. Observação: Para calcular as quantidades de ração necessárias utilize as tabelas que se encontram neste manual TABELA 1 Crescimento e consumo de ração DIA HIPÓTESE: RAÇÃO OFERECIDA SECA, PELETIZADA, À VONTADE; NÍVEL DE ENERGIA: 3150 KCAL EM/KG PESO VIVO (KG) CONSUMO DIÁRIO DE RAÇÃO (KG) GMD (KG) CONVERSÃO ALIMENTAR (CONSUMO/ GANHO DE PESO) CONSUMO TOTAL/ CABEÇA (KG) 0 1, ,5 1,6-0, ,5 3,1-0, ,5 4,4-0, ,5 6,1 0,30 0,232 1,29 2,1 31,5 8,5 0,53 0,349 1,51 5,8 38,5 11,6 0,71 0,445 1,59 10,7 45,5 15,3 0,87 0,525 1,66 16,9 52,5 19,5 1,01 0,598 1,69 23,9 59,5 24,1 1,14 0,660 1,73 31,9 66,5 28,8 1,21 0,668 1,81 40,4 73,5 33,6 1,33 0,689 1,93 49,7 80,5 38,5 1,45 0,703 2,06 59,8 87,5 43,6 1,58 0,719 2,20 70,9 94,5 48,7 1,70 0,733 2,32 82,8 101,5 53,9 1,82 0,749 2,43 95,5 108,5 59,2 1,93 0,760 2,54 109,0 115,5 64,6 2,03 0,768 2,64 123,2 122,5 70,0 2,13 0,775 2,75 138,2 129,5 75,5 2,21 0,780 2,83 153,6 136,5 81,0 2,28 0,782 2,91 169,6 143,5 86,5 2,34 0,782 2,99 186,0 150,5 91,9 2,39 0,780 3,06 202,7 157,5 97,3 2,43 0,776 3,13 219,7 164,5 102,7 2,47 0,771 3,20 237,0 171,5 108,1 2,49 0,761 3,27 254,4 178,5 113,3 2,51 0,748 3,36 272,0 185,5 118,4 2,53 0,734 3,45 289,7 192,5 123,4 2,56 0,711 3,60 307,6 8 - Manual de Reprodutores

8 TABELA 1 RESUMO DE DESEMPENHO PESO VIVO INICIAL (KG) IDADE INICIAL (D) PESO VIVO FINAL (KG) IDADE FINAL (D) PESO VIVO FINAL (KG) IDADE FINAL (D) GMD (KG) CONSUMO DIÁRIO DE RAÇÃO (KG) GMD (KG) CONSUMO DIÁRIO DE RAÇÃO (KG) 0,750 1,97 0,754 2,07 RAÇÃO/ANIMAL (KG) CONVERSÃO ALIMENTAR (CONSUMO/GANHO DE PESO) RAÇÃO/ANIMAL (KG) CONVERSÃO ALIMENTAR (CONSUMO/GANHO DE PESO) 197,0 2,63 260,0 2, Programa de Alimentação Quanto à nutrição, o programa recomendado não deve estimular excessivamente a deposição máxima de proteína, nem tampouco comprometer o crescimento muscular da fêmea. Especialmente no início, o consumo de proteína e de aminoácidos é um pouco mais limitado em comparação aos animais destinados à terminação bem como os níveis de energia. Isto faz com que o crescimento da fêmea Genetiporc seja mais lento, o que promove membros mais fortes e maior longevidade. A Tabela 2 mostra o programa de alimentação e as principais especificações da ração de leitoas Genetiporc em crescimento. TABELA 2 Leitoas FASE 1 FASE 2 FASE 3 FASE 4 NUTRIENTE PESO VIVO ( KG / SUÍNO ) NUTRIENTES Energia Metabolizável kcal/kg Energia Líquida kcal/kg Proteína Bruta % 17,0 16,0 16,0 15,0 Cálcio % 0,65 0,60 0,55 0,50 Fósforo Disponível % 0,35 0,28 0,25 0,22 Lisina Total % 1,25 1,05 0,95 0,80 Lisina Digestível % 1,10 0,90 0,80 0,65 Níveis de vitaminas e minerais presentes nas tabelas devem ser suplementados na dieta Manual de Reprodutores - 9

9 TABELA 2 FASE 1 FASE 2 FASE 3 FASE 4 NUTRIENTE PESO VIVO ( KG / SUÍNO ) NÍVEIS DE AMINOÁCIDOS Lisina % Metionina % Metionina + Cistina % Treonina % Triptofano % Vitamina A UI/kg Vitamina D3 UI/kg Vitamina E UI/kg Vitamina K mg/kg Tiamina mg/kg 1 1 0,5 0,5 Riboflavina mg/kg Vitamina B12 mg/kg 0,03 0,03 0,02 0,02 Niacina mg/kg Ácido Pantotênico mg/kg Piridoxina mg/kg Biotina mg/kg 0,15 0,15 0,1 0,1 Ácido Fólico mg/kg 0,5 0,5 0,25 0,25 Colina mg/kg Zinco (Óxido de Zinco) mg/kg Cobre mg/kg Manganês mg/kg Ferro mg/kg Iodo mg/kg 0,5 0,5 0,4 0,4 Selênio mg/kg 0,3 0,3 0,3 0,3 Níveis de vitaminas e minerais presentes nas tabelas devem ser suplementados na dieta Para leitoas em crescimento, a ração sempre que possível deve ser seca e fornecida à vontade. O consumo diário da ração seca é 5 a 6% menor quando comparado com o uso de rações úmidas, o que permite um controle mais eficaz do ganho de peso médio diário das fêmeas. É importante validar o programa de alimentação implementado em cada granja através do monitoramento dos valores de ganho de peso obtidos pelas leitoas Genetiporc Manual de Reprodutores

10 2 - QUARENTENA E ACLIMATAÇÃO 2.1 Leitoas O programa de alimentação durante os períodos de quarentena e aclimatação é projetado para preparar as fêmeas para a reprodução. O peso das leitoas na entrada da quarentena e aclimatação pode variar, dependendo da situação, mas deve estar entre 90 e 100 kg de peso. A partir deste estágio, é necessário que todas as práticas de manejo sejam asseguradas a fim de garantir os índices de produtividade almejados para as fêmeas tanto para o primeiro parto como para os partos subsequentes. Após a finalização dos períodos de quarentena e aclimatação, as leitoas Genetiporc devem ser cobertas respeitando os seguintes critérios: O peso corporal individual deve ser de pelo menos 140 kg, com a média do grupo variando entre 135 a 145 kg; A idade deve estar entre 230 e 240 dias. A espessura de toucinho, usando ultra-som (modo B) no ponto P2 deve ser de 13 a 15mm As leitoas devem ser cobertas no terceiro cio desde a entrada na granja. Nota: O peso individual mínimo para cobertura de avós puras deve ser de 145 kg. Durante o intervalo entre a entrada na granja e a cobertura das fêmeas, as metas são: Aumento constante do peso corporal músculos, ossos, tecido adiposo de aproximadamente 0,7 kg/dia para garantir um peso médio de 140 kg aos dias de idade; Deposição de gordura para garantir as reservas corporais e alcançar a longevidade desejada das fêmeas Crescimento estável para não perturbar o equilíbrio hormonal e reprodutivo das fêmeas. As metas mencionadas acima podem ser atingidas através da adoção das seguintes medidas: - Fornecimento adequado de ração; - Condições adequadas de alojamento; - Especificações precisas da ração. A interação entre estes três fatores determina o consumo diário total de energia e, consequentemente, a deposição corporal de proteína e gordura. Manual de Reprodutores - 11

11 Se não for possível utilizar uma ração específica para marrãs, pode se usada uma das seguintes alternativas: - ração crescimento da fase anterior - ração de lactação, que tem a densidade adequada de energia, mas contém excesso de proteína. Tipos de comedouros encontrados com maior freqüência nos setores de quarentena e aclimatação das granjas. Comedouros lineares em baias coletivas: Os comedouros são apropriados para distribuição de ração seca ou úmida e a vontade. Nestas condições é bastante difícil controlar a quantidade de ração oferecida. Por isso cresce a importância do ajuste dos níveis de energia da ração para garantir que os objetivos finais possam ser alcançados. Matrizes em celas com comedouros individuais: A ração geralmente é fornecida duas vezes por dia, automática ou manualmente. Sob estas condições, é importante garantir que as fêmeas consumam a quantidade de ração suficiente para atingir as metas de crescimento preconizadas. A Tabela 3 fornece as orientações levando em consideração o peso corporal, as quantidades diárias de ração e as necessidades de energia (Kcal/dia). Compensa o desperdício usual de ração aumentando a quantidade de ração fornecida por cabeça por dia em aproximadamente 5%; Pressupõe um valor de densidade de energia na ração de 3250 kcal EM/kg. Se a ração tiver menor densidade energética, maiores quantidades devem ser fornecidas. TABELA 3 Quantidade de ração de acordo com o peso corporal PESO CORPORAL (KG) QUANTIDADE (KG/CABEÇA/DIA) ENERGIA METABOLIZÁVEL (KCAL/DIA) , , , , ,5 = flushing Níveis de vitaminas e minerais presentes nas tabelas devem ser suplementados na dieta Depois da cobertura, o flushing deve ser interrompido e a quantidade de ração deve ser reajustada para os níveis recomendados para o primeiro mês de gestação Manual de Reprodutores

12 2.2 Machos Os machos devem atingir 120 kg de peso com a idade de 180 dias. As exigências nutricionais de machos em crescimento são semelhantes às das leitoas e, portanto, os machos jovens devem seguir o mesmo programa de alimentação recomendado para leitoas. TABELA 4 Machos FASE 1 FASE 2 FASE 3 FASE 4 NUTRIENTE PESO VIVO ( KG / SUÍNO ) NUTRIENTES Energia Metabolizável kcal/kg Energia Líquida kcal/kg Proteína Bruta % 17,0 16,0 15,0 14,0 Cálcio % 0,65 0,60 0,55 0,50 Fósforo Disponível % 0,35 0,28 0,25 0,22 Lisina Total % 1,10 1,00 0,90 0,75 Lisina Digestível % 1,00 0,85 0,75 0,60 NÍVEIS DE AMINOÁCIDOS Lisina % Metionina % Metionina + Cistina % Treonina % Triptofano % Vitamina A UI/kg Vitamina D3 UI/kg Vitamina E UI/kg Vitamina K mg/kg Tiamina mg/kg 1 1 0,5 0,5 Riboflavina mg/kg Vitamina B12 mg/kg 0,03 0,03 0,02 0,02 Niacina mg/kg Ácido Pantotênico mg/kg Piridoxina mg/kg Biotina mg/kg 0,15 0,15 0,1 0,1 Ácido Fólico mg/kg 0,5 0,5 0,25 0,25 Colina mg/kg Zinco (Óxido de Zinco) mg/kg Cobre mg/kg Níveis de vitaminas e minerais presentes nas tabelas devem ser suplementados na dieta Manual de Reprodutores - 13

13 TABELA 4 FASE 1 FASE 2 FASE 3 FASE 4 NUTRIENTE PESO VIVO ( KG / SUÍNO ) NÍVEIS DE AMINOÁCIDOS Manganês mg/kg Ferro mg/kg Iodo mg/kg 0,5 0,5 0,4 0,4 Selênio mg/kg 0,3 0,3 0,3 0,3 Níveis de vitaminas e minerais presentes nas tabelas devem ser suplementados na dieta De 100 a 120 kg, os machos devem consumir 8000 kcal EM/dia, o que corresponde a 2,46 kg de ração de crescimento por cabeça por dia ( 3250 Kcal X 2,46 kgs= 8000). Ao atingir 120 kg de peso corporal, a ração deve ser aumentada para 8400 kcal EM/cabeça/dia. O sistema recomendado para o fornecimento de ração é um comedouro equipado que permita controlar da quantidade de ração fornecida. Depois do período de quarentena e aclimatação, os machos podem passar a receber ração de gestação. As quantias diárias dependem do regime de trabalho a que os machos serão submetidos e do escore corporal desejado. 3 - GESTAÇÃO As fêmeas Genetiporc têm um excelente potencial de produtividade. Para que ocorra a expressão plena do potencial genético e o produtor possa usufruir ao máximo dessas vantagens, é fundamental possuir um programa de alimentação que esteja bem ajustado as necessidades das fêmeas As metas para alimentação e manejo das matrizes Genetiporc em gestação são: Garantir condição corporal ideal para preparar as matrizes para o parto. A espessura de toucinho da matriz na época do parto deve ser de 18 a 20 mm. Maximizar o consumo de ração das matrizes durante o período de lactação tendo em vista a estratégia de manter as reservas corporais durante toda a sua vida produtiva. Maximizar o tamanho da leitegada e o peso ao nascer dos leitões. Garantir aumento adequado do peso corporal da matriz ao longo de sua vida produtiva (270 kg depois de cinco e seis ciclos). Estas metas são os elementos básicos das diretrizes a serem adotadas para estabelecer um bom programa de alimentação para matrizes em gestação Manual de Reprodutores

14 3.1 Especificações Nutricionais Recomenda-se utilizar uma ração com densidade moderada de energia, com 2900 a 3000 kcal EM/ kg, correspondendo a aproximadamente 5% de fibra bruta (7% de FDA). Este tipo de ração apresenta diversas vantagens: - Aumenta o bem-estar das matrizes por satisfazer seu apetite e promover conforto intestinal - Previne a constipação - Limita o consumo de energia, minimizando assim o risco de ganho excessivo de peso e seu impacto negativo sobre o consumo voluntário de ração durante a lactação. Estudos com rebanhos de matrizes Genetiporc indicaram que as matrizes com espessura de toucinho maior que 22 mm ao parto reduzem o consumo de ração durante a lactação. Acima de 25 mm, o consumo diário de ração é significativamente afetado. Os níveis de aminoácidos fornecidos na ração têm por objetivo satisfazer as exigências de mantença e de crescimento da matriz e dos fetos e por isso as leitoas têm exigências mais altas, de 2 g de lisina total/mcal ED (Pettigrew & Yang, 1997). O nível típico de lisina é 0,60%, o que demanda um nível dietético de proteína bruta de 13 a 14,5%. TABELA 5 Gestação NUTRIENTES GESTAÇÃO Pós Cobertura NUTRIENTES Energia Metabolizável kcal/kg 2900 Energia Líquida kcal/kg 2200 Proteína Bruta % 13,0 Cálcio % 0,95 Fósforo Disponível % 0,40 Lisina Total % 0,69 Lisina Digestível % 0,55 Níveis de vitaminas e minerais presentes nas tabelas devem ser suplementados na dieta Manual de Reprodutores - 15

15 TABELA 5 NUTRIENTES GESTAÇÃO Pós Cobertura NÍVEIS DE AMINOÁCIDOS Lisina % 100 Metionina % 28 Metionina + Cistina % 60 Treonina % 65 Triptofano % 19 Vitamina A UI/kg Vitamina D3 UI/kg 1500 Vitamina E UI/kg 60 Vitamina K mg/kg 4 Tiamina mg/kg 2 Riboflavina mg/kg 8 Vitamina B12 mg/kg 40 Niacina mg/kg 40 Ácido Pantotênico mg/kg 25 Piridoxina mg/kg 4 Biotina mg/kg 0,4 Ácido Fólico mg/kg 7,5 Colina mg/kg 450 Zinco (Óxido de Zinco) mg/kg 150 Cobre mg/kg 20 Manganês mg/kg 50 Ferro mg/kg 150 Iodo mg/kg 2 Selênio mg/kg 0,3 Níveis de vitaminas e minerais presentes nas tabelas devem ser suplementados na dieta Características Físicas da Ração É importante monitorar a granulometria média da ração de gestação. Para estimular o trânsito intestinal e para maximizar a sensação de saciedade da ração farelada de alta fibra, recomenda-se: Diâmetro médio maior que 700 micra (máximo: aproximadamente 900) Diâmetro médio menor que 1 mm para um máximo de 55% das partículas Quanto à forma física da ração, foi observado que o desempenho das matrizes em gestação é o mesmo, independente se a ração é fornecida farelada ou peletizada Manual de Reprodutores

16 3.2 Programa de Alimentação Níveis de Alimentação A diretriz mais importante a ser seguida na alimentação de matrizes em gestação é: Não alimentar a matriz em excesso durante a gestação. O excesso de ração provoca: - Aumento desnecessário dos custos de alimentação, pois as matrizes ficam pesadas demais e, portanto, as exigências de mantença aumentam; - Redução do consumo de ração durante a lactação; - Subdesenvolvimento das glândulas mamárias (especialmente no período de 75 e 90 dias) Importância da Distribuição das Matrizes em Categorias As matrizes precisam ser manejadas em dois grupos etários: primíparas (leitoas de primeira gestação) e multíparas (matrizes na segunda gestação ou mais). No entanto, os mesmos princípios básicos se aplicam aos dois grupos. As matrizes devem ser classificadas ao desmame em três categorias de acordo com a condição corporal: magras, adequadas, e gordas. Estas categorias determinam as exigências de energia e, consequentemente, as quantidades adequadas de ração a fornecer. Além do uso das categorias acima, pode-se eventualmente diferenciar as matrizes mais pesadas do rebanho: suas exigências de mantença são mais altas e, portanto, a quantidade de ração a ser fornecida é maior. Além disso, estas matrizes devem ser submetidas a uma restrição alimentar mais severa a fim de restabelecer seu peso em função dos objetivos almejados Guia de Alimentação de Rações com Densidade Moderada As Tabelas abaixo mostram as quantidades de ração geralmente recomendadas para matrizes Genetiporc em gestação. As quantidades são calculadas para ração farelada com teor energético classificado como moderado, isto é, com 2900 a 3000 kcal EM/kg. Portanto, deve ser destacado que o controle sobre o consumo de energia é um fator-chave para o sucesso da gestação. Manual de Reprodutores - 17

17 3.2.3 Guia de Alimentação de Rações de Alta Densidade (Baixa Fibra) Certos contextos de produção envolvem o uso de rações de gestação com níveis de energia mais altos do que os geralmente recomendados. Nestas regiões, matérias primas ricas em fibra e com baixo teor de energia são raras e de alto custo e, por isso, as rações de gestação contêm uma alta proporção de grãos ricos em energia (milho, trigo, sorgo) e uma densidade energética igual ou maior que 3200 kcal EM/kg. Assim, rações com densidade moderada de energia e ricas em fibra vegetal são mais difíceis de justificar do ponto de vista econômico. Outras tabelas mostram as quantidades de ração ajustadas para garantir o mesmo consumo diário de energia que a obtida com a ração de energia moderada A utilização desta tabela permite um controle mais eficaz do ganho de peso corporal durante a gestação. Devemos considerar ainda, que as rações de alta densidade apresentam alguns inconvenientes tais como: - O apetite das matrizes não é satisfeito, causando potencial prejuízo ao seu bem-estar; - A apresentação de problemas comportamentais tais como: estereotipias, maior agitação, excesso de consumo de água provocado por tédio, o que aumenta a produção de excreta; - Constipação mais frequente devido à falta de parede vegetal, o que deve ser compensado com a adição de laxantes; - Potencial diminuição do tamanho da leitegada em 0,5 leitões por leitegada. Quando a temperatura ambiental cai abaixo de 20 C, faixa considerada como termo-neutro, é necessário ajustar a quantidade de ração em resposta ao aumento das exigências de mantença. Como regra, devemos aumentar o consumo diário de ração em 80 a 100 g para cada grau centígrado abaixo da temperatura de conforto. Ás vezes, apenas as matrizes localizadas em áreas específicas do galpão de gestação ficam expostas a temperaturas mais frias. Este é o caso, por exemplo, de galpões de gestação com ventilação natural, onde a temperatura na linha de baias mais próxima da abertura do galpão geralmente é mais baixa do que no centro do galpão. Portanto, pode ser necessário ajustar a quantidade de ração a ser fornecida para este grupo de matrizes. 3.3 Adaptação e Monitoramento da Alimentação É importante destacar que, mesmo com o mesmo peso inicial e consumo de ração, algumas matrizes ganham mais peso que outras. Esta diferença se deve a variações individuais relativas a temperamento, atividade e composição corporal Manual de Reprodutores

18 Conseqüentemente, é essencial adaptar a quantidade de ração ao nível de gordura (condição corporal) de cada matriz. O excesso de peso reflete abundância de gordura corporal, mas apenas em termos gerais. Este manual de alimentação deve ser considerado como uma série de recomendações que deverão ser adaptadas a cada rebanho, com base em observações do real consumo de ração da matriz e de sua condição corporal Monitoramento do Consumo de Ração Deve-se realizar periodicamente o monitoramento do consumo de ração em cada granja. Isto é feito calculando o consumo médio diário de ração de gestação por matriz durante um período específico, como por exemplo, quatro meses. A quantidade de ração fornecida pode ser ajustada, se necessário. Em algumas regiões, especialmente quando o isolamento térmico dos galpões é inadequado, o inverno pode fazer com que a temperatura dentro galpão caia, o que demanda compensação através do aumento da quantidade de ração fornecida a cada categoria de matrizes em gestação Monitoramento da Condição Corporal do Plantel de Reprodutores A condição corporal individual de todas as matrizes deve ser avaliada pelo menos quatro vezes por ano. Há dois métodos para avaliar a condição corporal: A primeira envolve simplesmente dar um escore de condição corporal por avaliação visual e palpação. Este método é bastante eficaz, mas ainda assim é subjetivo, já que o escore depende da percepção da pessoa que avalia. Também não tem boa correlação (R² = 0,33) com a espessura de toucinho medida por ultra-som. O segundo método é uma alternativa interessante para reduzir os erros. Portanto, acrescentamos no guia de alimentação de matrizes Genetiporc em gestação um sistema que divide as matrizes de acordo com a espessura de toucinho em três categorias (magra, adequada e gorda). Embora estas categorias sejam arbitrárias, podem ser usadas como referência para os produtores que quiserem utilizar uma medida mais precisa de espessura de toucinho. Este sistema fornece uma estimativa direta e confiável das massas de tecido adiposo e magro da matriz, e consequentemente, do seu nível de adiposidade. Nota: As medidas e as metas de espessura de toucinho indicadas neste guia pressupõem que as medidas foram feitas no ponto P2 (a 6,5 cm da linha mediana na última costela) com um sistema de ultra-som UltraScan 50 em modo B (tempo real). Devem ser incorporados fatores de correção quando as medições utilizarem métodos ou equipamentos diferentes. Manual de Reprodutores - 19

19 3.4 Leitoas Com um peso à cobertura de 140 kg, o programa apresentado nas Tabelas 3 e 4 promove o crescimento estável das leitoas e permite prepará-las adequadamente para a sua primeira lactação. O impacto da alimentação sobre a mortalidade embrionária em primíparas tem sido exagerado na literatura. Estudos recentes indicam que este efeito é limitado aos primeiros dias após a cobertura. Sem minimizar a importância de ser prudente nos primeiros dias, hoje se considera suficiente utilizar os níveis de energia e as quantidades de ração recomendadas neste manual. O objetivo de aumentar o fornecimento de ração é satisfazer as exigências de mantença da matriz e, sobretudo as exigências de mantença dos leitões, que aumentam drasticamente durante esta fase. O alto peso da leitegada e a alta taxa metabólica dos leitões estão associados, o que justifica grande gasto energético, que deve ser compensado. Sem aumento do fornecimento de energia, há risco que a matriz comece a utilizar suas reservas corporais, criando desequilíbrio energético mesmo antes do parto, como mostra a Tabela 6 TABELA 6 Impacto do consumo de ração no final da gestação (dias ) QUANTIDADE DE RAÇÃO (KG/DIA) 2,3 KG/DIA 3,9 KG/DIA Mudança de peso corporal (kg) -3,90 3,90 Mudança na espessura de toucinho (mm) -1,60 0,20 Consumo durante a lactação (kg/d) 6,61 6,63 Ganho médio do leitão (g/d) IDC (dias) 6,20 5,40 Total de nascidos na próxima leitegada 12,0 12,4 Miller et al., (1997) 3.5 Multíparas As recomendações de alimentação de matrizes com condição corporal adequada (escore de condição corporal entre 3 e 4 ou espessura de toucinho entre 13 a 17 mm no desmame) são semelhantes às das leitoas. Para as matrizes magras (escore de condição corporal 3 ou menor ou menos de 14 mm de espessura de toucinho), deve-se aproveitar o primeiro terço da gestação para tentar recuperar sua condição corporal. Recomenda-se um aumento de fornecimento de ração (+0.70 kg/d) nos primeiros 35 dias da gestação. Depois disso, reduzir novamente a quantidade de ração para o consumo típico 20 - Manual de Reprodutores

20 de uma matriz em condição corporal adequada. No final da gestação, a quantidade de ração deve ser novamente aumentada (+1 kg/d) tanto para multíparas, quanto para leitoas. As matrizes gordas (escore de condição corporal de 4 ou maior ou espessura de toucinho maior que 21 mm) precisam ser submetidas a uma restrição alimentar mais rigorosa para controlar sua condição corporal. Como forma de contemplar tudo que foi relatado no texto acima a Tabela 7 abaixo funciona como um guia de alimentação para gestação: TABELA 7 Programa de alimentação TIPO RAÇÃO Gestação Lactação Pré-Lactação ENERGIA METAB. 2,900 kcal 3,275 kcal 3,150 kcal CATEGORIA DE FÊMEAS PERÍODO GESTAÇÃO (DIAS) CONDIÇÃO CORPORAL (ET)* TIPO RAÇÃO QUANTIDADE RAÇÃO (KG/DIA) ENERG. MET. (KCAL/DIA) 0 a 10 Gestação 2,00 5,800 LEITOAS* 11 a a 85 Padrão (13-15mm) Gestação 2,29 6,638 Gestação 2,29 6, a 110 Pré-lactação 3,04 9,588 0 a a a 112 Padrão (15-20mm) Gestação 2,41 7,000 Gestação 2,76 8 Pré-lactação 3,33 10,5 0 a 10 Gestação 2,41 7,000 MULTÍPARAS* (2 OU + PARTOS) 11 a a a a a ao acerto escore Magra (<15mm) Gorda (>20mm) Gestação 3,1 9 Gestação 2,59 7,5 Pré-lactação 3,33 10,5 Gestação 2,59 7,500 Gestação 2,49 7,228 Gestação 2,00 Retorno ao Padrão * Condição Corporal (ET) medida no momento da cobertura para as leitoas e no desmame para as multíparas * Dados de EM fornecidos pela unidade. Evitar restrição para acerto de escore antes dos 35 dias. Manual de Reprodutores - 21

21 4 - LACTAÇÃO Além de sua excelente prolificidade, as matrizes Genetiporc têm excelente habilidade leiteira, que sustenta um número significativo de leitões de alto peso. As metas da alimentação nesta fase são: - maximizar a produção de leite e o ganho de peso diário dos leitões - atingir uma espessura de toucinho de 17 a 19 mm ao parto; - minimizar a perda de condição corporal da matriz; - limitar perda de espessura de toucinho em 2 mm ou menos; - limitar a perda de peso a um máximo de 20 a 25 kg (10% do peso total); - limitar ao máximo a perda de massa protéica da matriz. O alto consumo de energia e de aminoácidos, especialmente de lisina, aumenta a produção de leite e também minimiza a perda de massa protéica e lipídica de matrizes em lactação. Os animais Genetiporc têm excelente apetite, mas isto não é suficiente para assegurar que a exigência de energia seja plenamente suprida. A diferença entre a exigência e o consumo de energia irá determinar se a matriz estará sujeita ao anabolismo (ganho de peso), que é raro, ou catabolismo (perda de peso), que é mais comum. Para que o pleno potencial genético dos animais Genetiporc seja expresso, é necessário limitar o déficit de energia e, ao mesmo tempo, satisfazer as exigências de todos os outros nutrientes, como proteína (aminoácidos) e minerais. Isto demanda: - uma ração de lactação adaptada à situação específica do rebanho; - práticas para maximizar o consumo de ração durante a lactação, controlando assim o consumo de energia, utilizando vários métodos, em vez de simplesmente controlar a densidade energética da ração. 4.1 Especificações da Ração Níveis nutricionais A ração de lactação fornecida a fêmeas Genetiporc deve ser rica em nutrientes. Para maximizar o consumo diário de energia, os produtores devem usar uma ração que contenha aproximadamente 22 - Manual de Reprodutores

22 3300 a 3375 kcal EM/kg. Estes valores de energia não devem ser excedidos, porque o consumo voluntário pode diminuir até o ponto em que o consumo de energia pára de aumentar e até mesmo o consumo de aminoácidos começa a deteriorar. No entanto, em situações em que o consumo de ração é restringido por fatores fisiológicos, ambientais (por exemplo, temperatura excessiva e estresse por calor) ou relacionados à saúde, pode ser necessário aumentar ainda mais a densidade energética da ração. Os níveis ideais de lisina para maximizar a produção de leite são menores do que necessários para minimizar a perda de proteína (massa muscular). Em termos gerais, as matrizes têm hoje capacidade de utilizar suas reservas corporais de proteína para manter a produção de leite. Entretanto, se a perda de proteína durante a lactação for maior que 9 a 12% do peso corporal, a matriz demorará mais para entrar novamente em cio. O consumo de aminoácidos (lisina) necessário para matrizes Genetiporc em lactação depende: Do número de partos, especialmente em leitoas, para as quais o crescimento muscular constante é prioridade e que requerem uma relação lisina/calorias muito mais alta que das multíparas a fim de minimizar a perda de proteína corporal e o intervalo desmame-cobertura. Do consumo voluntário de ração e ganho de peso da leitegada durante a lactação. TABELA 8 Lactação LACTAÇÃO NUTRIENTES LEITOA BAIXO APETITE <5.5 KG/DIA APETITE NORMAL 6.0+ KG/DIA Energia Metabolizável kcal/kg Energia Líquida kcal/kg Proteína Bruta % 19,0 19,0 17,0 Cálcio % 0,95 0,95 0,95 Fósforo Disponível % 0,40 0,40 0,40 Lisina Total % 1,30 1,20 1,10 Lisina Digestível % 1,16 1,07 0,98 Níveis de vitaminas e minerais presentes nas tabelas devem ser suplementados na dieta Manual de Reprodutores - 23

23 TABELA 8 LACTAÇÃO NUTRIENTES LEITOA BAIXO APETITE <5.5 KG/DIA APETITE NORMAL 6.0+ KG/DIA NÍVEIS DE AMINOÁCIDOS Lisina % Metionina % Metionina + Cistina % Treonina % Triptofano % Vitamina A UI/kg Vitamina D3 UI/kg Vitamina E UI/kg Vitamina K mg/kg Tiamina mg/kg Riboflavina mg/kg Vitamina B12 mg/kg Niacina mg/kg Ácido Pantotênico mg/kg Piridoxina mg/kg Biotina mg/kg 0,4 0,4 0,4 Ácido Fólico mg/kg 7,5 7,5 7,5 Colina mg/kg Zinco (Óxido de Zinco) mg/kg Cobre mg/kg Manganês mg/kg Ferro mg/kg Iodo mg/kg Selênio mg/kg 0,3 0,3 0,3 Níveis de vitaminas e minerais presentes nas tabelas devem ser suplementados na dieta Com o objetivo de fornecer uma diretriz geral, os níveis de aminoácidos são baseados na matriz média. Portanto, os valores de consumo de aminoácidos de multíparas em lactação são, com frequência, inadequados para leitoas em lactação. As suas exigências diárias também devem ser aumentadas, pois seu consumo diário de ração é menor que o de multíparas do mesmo rebanho. Por isso, recomenda-se enfaticamente o uso de ração específica para leitoas em lactação. Se isto não for possível, deve ser considerado o uso de suplemento On Top na ração de primíparas. Os níveis de cálcio e fósforo devem ser equivalentes aos da ração de gestação, ou seja, aproximadamente 0,95 % de cálcio total e entre 0,40 e 0,45% de fósforo disponível Manual de Reprodutores

24 TABELA 9 Maternidade e creche NUTRIENTES PRÉ-INICIAL FASE 1 FASE 2 FASE 3 FASE 4 NUTRIENTES PESO VIVO ( KG / SUÍNO ) Energia Metabolizável kcal/kg Energia Líquida kcal/kg n/a n/a n/a Proteína Bruta % ,0 19,0 18,0 Cálcio % 0,75 0,75 0,75 0,75 0,75 Fósforo Total % 0,70 0,63 0,63 0,58 0,58 Fósforo Disponível % 0,50 0,50 0,45 0,43 0,37 Lisina Total % 1,75 1,60 1,50 1,40 1,35 Lisina Digestível % 1,60 1,50 1,40 1,30 1,10 NÍVEIS DE AMINOÁCIDOS Lisina % Metionina % Metionina + Cistina % Treonina % Triptofano % Vitamina A UI/kg Vitamina D3 UI/kg Vitamina E UI/kg Vitamina K mg/kg Tiamina mg/kg Riboflavina mg/kg Vitamina B12 mg/kg 0,04 0,04 0,04 0,04 0,04 Niacina mg/kg Ácido Pantotênico mg/kg Piridoxina mg/kg ,5 Biotina mg/kg 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25 Ácido Fólico mg/kg Colina mg/kg Zinco (Óxido de Zinco) mg/kg Cobre mg/kg Manganês mg/kg Ferro mg/kg Iodo mg/kg Selênio mg/kg 0,3 0,3 0,3 0,3 0,3 Níveis de vitaminas e minerais presentes nas tabelas devem ser suplementados na dieta Manual de Reprodutores - 25

25 TABELA 9 INGREDIENTES Proteína do leite % 20 a a 25 12,5 6,0 n/a Lactose % ,0 8 n/a Plasma % 8 5,0 1,0 n/a n/a Sangue desidratado ou células verm. % 1,5 1,5 1,5 1,5 n/a Farelo de Soja % ilimitado Proteínas Marinhas % 0 a 10% 0 a 10% 0 a 7% 0 a 5% n/a Acidificante Recomendado Recomendado Recomendado Recomendado n/a MOS Recomendado Recomendado Recomendado Recomendado n/a Probiótico Recomendado Recomendado Recomendado Recomendado n/a Enzima Recomendado Recomendado Recomendado Recomendado Recomendado Fitase n/a Recomendado Recom endado Recomendado Recomendado Adoçante Recomendado Recomendado Recomendado Recomendado Recomendado Flavorizante Recomendado Recomendado Recomendado Recomendado Recomendado Textura Pellet pequeno Pellet pequeno Pellet pequeno Pellet pequeno Pellet ou triturado ou triturado Níveis de vitaminas e minerais presentes nas tabelas devem ser suplementados na dieta Formas Físicas da ração A granulometria também deve ser considerada: o tamanho médio de partícula deve ser de 600 a 700 micra, com aproximadamente 60% das partículas menor que 1 mm e não mais de 30% maior que 1,6 mm. Uma granulometria muito alta (>1000 micra) piora a digestibilidade, a produção de leite e o ganho de peso da leitegada. Com relação à forma física da ração, é preferível fornecer ração peletizada para matrizes em lactação, pois esta aumenta o consumo voluntário de ração. Porém, também podem ser obtidos excelentes resultados com ração farelada. 4.2 Alimentação na Lactação Guia de Alimentação Deve-se fazer o possível para maximizar o consumo de ração durante a lactação Manual de Reprodutores

26 Metas relativas ao consumo diário de ração durante um período de lactação de 16 a 19 dias: TABELA 10 Consumo de ração na lactação por ordem de parto LACTAÇÃO P1 P2 P3+ Consumo (kg) D D1 1,8 2,2 2,5 D2 2,6 3,2 4,0 D3 3,3 4,1 4,7 D4 3,7 4,7 5,3 D5 4,2 5,3 5,9 D6 4,6 5,8 6,5 D7 4,9 6,3 6,9 D8 5,2 6,8 7,4 D9 5,5 7,1 7,7 D10 5,9 7,5 8,1 D11 6,3 7,8 8,4 D12 6,5 7,9 8,6 D13 6,7 8,0 8,7 D14 6,9 8,1 8,9 D15 7,2 8,2 9,0 D16 7,3 8,3 9,0 D17 7,3 8,3 9,0 D18 7,3 8,3 9,0 D19 7,3 8,3 9,0 D20 7,3 8,3 9,0 D21 7,3 8,3 9,0 Total 119,0 142,7 156,6 21 d 5,67 6,80 7,45 18 d 5,40 6,55 7,20 0,00 J0 J2 J4 J6 J8 J10 J12 J14 J16 J18 J20 Lactação (dias) P1 P2 P3+ Manual de Reprodutores - 27

27 4.2.2 Estímulos para incremento de consumo É muito possível que alguns rebanhos demandem quantidades de ração diferentes das ilustradas no gráfico acima. As causas disto são múltiplas e podem somar-se: Temperatura ambiental excessiva (acima de 20º C); Gordura corporal excessiva ao parto; Uso de ração deteriorada (sobras deixadas no comedouro por muito tempo); Presença de microorganismos, comprometendo o sistema imune e, consequentemente, restringindo o potencial de produção de leite e o consumo de ração; Febre, inçando doenças ou infecções; Excesso de variação na quantidade de ração, levando à perda temporária de apetite; Ração com teor inadequado de energia ou de fibra, menor palatabilidade da ração por contaminação por fungos ou micotoxinas. A seguir, apresentamos algumas técnicas e métodos que podem ser utilizados para melhorar o consumo de ração durante a lactação e reduzir os efeitos prejudiciais do consumo inadequado de energia e de proteína: Usar ração com teor mais alto de aminoácidos (lisina) ou maior densidade energética; Administrar suplemento energético ou protéico On Top para leitoas e matrizes com escore corporal abaixo do desejado; Aumentar a freqüência das refeições (3 a 4 refeições por dia); Garantir fluxo adequado de água no bebedouro (mínimo de 1,5-2,0 L/min); Umedecer a ração sem usar água em excesso; Manter a temperatura ambiente em C, pois o apetite diminui com temperatura acima de 20º C (0,15 kg/dia a menos para cada grau acima de 20º C); Ajustar as horas das refeições em períodos de temperaturas ambientais amenas (de preferência, no início da manhã e à noite); Manter a ração sempre fresca e minimizar a contaminação (fungos, toxinas, etc.); Fazer as matrizes levantarem para comer; Identificar rapidamente matrizes com queda no consumo de ração e perda de peso corporal; Um fator crítico para o sucesso de um programa de alimentação de matrizes em lactação é usar fichas de alimentação para documentar a quantidade fornecida e a ocorrência de sobras. As razões para o uso de fichas de alimentação incluem: 28 - Manual de Reprodutores

28 Estímulo mais eficaz do apetite das matrizes; Possibilidade de controlar a alimentação individualmente; Acompanhamento mais fácil se houver troca de funcionários; Rápida identificação de matrizes com problemas pelos funcionários da granja, supervisores ou qualquer outra pessoa que tenha contato com a granja; Redução do desperdício e dos custos; Possibilidade de compilar dados de alimentação de matrizes individuais. No entanto, o uso desta ferramenta demanda certa disciplina para medir a quantidade da ração. O método mais eficaz para garantir a precisão no fornecimento de ração é: Usar dois recipientes de tamanho diferentes ou um recipiente marcado com medidas graduadas; Calibrar os recipientes regularmente para verificar a capacidade de cada um. 5 - INTERVALO DESMAME - COBERTURA O período após o desmame é muito importante para interromper a perda de condição corporal das matrizes e obter máximo desempenho reprodutivo no ciclo seguinte. A meta é assegurar que o maior número possível de matrizes entre no cio nos sete dias seguintes ao desmame. Fornecer 1 1,4 kg de ração de lactação na noite depois que o desmame foi realizado. Nos dias seguintes, alimentar à vontade as matrizes desmamadas. Idealmente, fornecer ração de lactação em duas refeições por dia. Voltar a alimentar as matrizes segundo o guia de alimentação para matrizes Genetiporc em gestação depois da primeira cobertura. Não se recomenda o uso sistemático de suplementos nutricionais durante este intervalo. Entretanto, seu uso pode trazer benefícios em situações específicas, como no caso de fertilidade inadequada ou nutrição anterior deficiente. Em rebanhos estabelecidos, com baixa proporção de primíparas, a ração de desenvolvimento de leitoas pode ser usada em substituição a ração de lactação no período pré-cobertura. No entanto, o nível de vitaminas e microminerais podem ser reforçados. Manual de Reprodutores - 29

29 ANOTAÇÕES 30 - Manual de Reprodutores

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