DIRECÇÃO DO PROCESSO DE TREINO EM FUTSAL. Francisco Batista

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1 DIRECÇÃO DO PROCESSO DE TREINO EM FUTSAL Francisco Batista

2 A ESSÊNCIA DO PROCESSO DE TREINO ANÁLISE DO PROBLEMA Fundamentado em métodos de treino científico, mais que intuitivos, o processo de treino aumenta a eficácia do papel do treinador. Isto supõe no treinador uma capacidade de analisar, de tomar decisões e de actuar a partir de determinados conhecimentos e a partir do treino. Resumindo, esta é uma técnica intelectual, essencial para estabelecer uma base de treino teórica e prática.

3 EM QUE CONSISTE O TRABALHO DO TREINADOR? Os treinadores modernos interessam-se muito sobre os seus atletas, devido a diversas razões. Por exemplo, no caso de uma equipa, o treinador, como chefe de equipa, planifica, organiza e dirige do ponto de vista técnico, sendo igualmente responsável pela avaliação e pelo ensino dos membros da equipa, para além de ocupar-se da planificação e da direcção das sessões de treino. Através da instrução e das demonstrações, o treinador no seu papel de docente, ajuda os jogadores a adquirir as habilidades biomecânicas necessárias ao desempenho.

4 Tendo em atenção o seu papel docente, o treinador apresenta informações para que o atleta seja capaz de estabelecer um compromisso entre a segurança e os riscos que há que assumir e actuar de acordo com percentagens. O treinador ajuda os atletas a avaliar, a aplicar e a apreciar as estratégias e as tácticas no contexto da competição. Em alguns âmbitos desportivos, chega a designar-se um treinador, que traga no seu trabalho, aspectos particulares do desenvolvimento da equipa. É exemplo disto os designados treinadores de guarda-redes. A função do treinador especializado é levar o atleta a um grau elevado de conhecimentos e de destreza, com o objectivo de ajudá-los a obter resultados de alto nível.

5 Na qualidade de psicólogo, o treinador deve ser capaz de dar conselhos que permitam aos competidores, enfrentar situações de pressão; criar uma motivação positiva para a competição, dando segurança e manifestando todo o seu interesse nos atletas. A sua tarefa é fundamentalmente motivar os atletas, conhecendo-os um a um e conferindo o estímulo apropriado a cada um deles.

6 É claro que graças ao seu método de treino, o treinador pode ajudar os seus atletas a satisfazer as suas necessidades específicas e a resolver os seus problemas durante o decorrer da competição. Antes que o treinador possa ajudar os competidores e a resolver os seus problemas, é necessário em primeiro lugar que os identifique. Daqui deduz-se que o treino significa tanto definir e analisar os problemas, como resolvê-los. É evidente que treinar atletas não é um assunto que se realize ao sabor dos ventos e das vontades, pelo método do ensaio-erro (os êxitos e os fracassos); treinar implica uma serie de etapas ordenadas e unidas entre si. É necessário seguir um processo de treino específico para organizar acções de treino.

7 QUAL É O PROCESSO DE TREINO? O treino pode ir desde o simples acto consistente em ajustar a forma de como um principiante deve colocar-se para receber uma bola, às medidas extremamente complexas, dirigidas a ajudar um jogador durante um jogo internacional, ou ainda ajudar os avançados a marcar um golo. Sem embargo, o processo de treino é o mesmo, seja a ajuda que um treinador aporte ao treino sobre uma técnica fundamental, ou uma sucessão de actividades complexas.

8 O termo processo de treino designa a serie de etapas adoptadas pelo treinador para determinar, planificar e aplicar as acções escolhidas pelo técnico. É um esforço deliberado por parte dos treinadores para resolver o problema que pode encontrar um jogador. O processo de treino necessita de capacidade para avaliar as situações, aplicar os princípios do treino e apreciar as acções para determinar a sua eficácia. Esta progressão, etapa por etapa, permite e facilita as acções sistemáticas do treino.

9 O processo compreende cinco etapas: Recolha de dados, Diagnóstico, Prescrição de um plano de acção, Aplicação, Avaliação.

10 As etapas do processo seguem-se de uma forma lógica. Antes de tomar decisões a respeito da sua acção, o treinador deve em primeiro lugar apreciar a necessidade de actuar. Este passo supõe a recolha de dados objectivos e subjectivos que permitam ao treinador identificar o problema dos jogadores / equipa.

11 De seguida, fixam-se os objectivos e estabelece-se um plano de acção com o fim de ajudar o jogador a alcançar esses objectivos. Uma vez que se pôs em funcionamento o plano de acção, a última etapa consiste em avaliar os resultados da dita acção para que exista uma retroacção ao nível dos resultados e da eficácia da ajuda do treinador.

12 Quatro elementos permitem caracterizar o processo de treino: 1. O seu carácter dinâmico: As acções do processo de treino mudam, influenciam-se umas às outras, e estão continuamente ligadas entre si. 2. O seu carácter organizado: Uma etapa segue-se a outra.

13 3. O seu carácter sistemático: As etapas do processo estão constituídas umas atrás das outras, etapa atrás de etapa, de uma forma ordenada. 4. O seu carácter deliberado: Cada etapa é examinada cuidadosamente e é considerada em função das necessidades e problemas do competidor / equipa. O processo apresenta-se na figura seguinte, demonstrando que a natureza do processo está continuamente em evolução.

14 MODELO DO PROCESSO DE TREINO EM CINCO ETAPAS Figura 1 5ª ETAPA Reavaliação Avaliação Resultados?? 1ªETAPA Observação Recolha de Dados Procura de Objectivos REAVALIAÇÃO 2ª ETAPA Avaliação Diagnóstico Leitura do Jogo REVISÃO DO PLANO 4ª ETAPA Pôr em Funcionamento Execução do Plano Acção do Treinador 3ª ETAPA Fixar Objectivos Plano de Acção Que deve Fazer-se??

15 PRIMEIRA ETAPA: Recolha de Dados O objectivo da recolha de dados é acumular as informações necessárias sobre o jogo e sobre os competidores com o fim de identificar e de resolver o seu problema, qualquer que seja. A recolha de dados é a etapa mais importante, na medida em que todas as demais derivam dela. Se a recolha de dados falha na precisão ou resulta incompleta, o diagnóstico e o plano correspondente serão inadequados ou incompletos. Como se pode proceder à recolha de dados? Que é o que se denomina de boas fontes de dados? Os dados são objectivos ou subjectivos? Os dados subjectivos são os recolhidos directamente a partir dos jogadores. Por exemplo, no futebol, quando os avançados têm problemas para marcar golos, o treinador deve perguntar a opinião dos jogadores sobre o problema, para recolher informações que permitam resolver os problemas que existem.

16 No entanto, se nos conformamos com o interrogar dos jogadores, geralmente não se obtêm todas as informações necessárias para a identificação do problema. Graças à observação dos jogadores por parte do treinador, pode este último obter outras informações. As informações próprias do competidor, mas que não se devem a ele, constituem dados objectivos. Por exemplo, já é muito utilizado no futebol, recolherem-se numerosas informações por parte do treinador e pela sua equipa de ajudantes, a partir da diferente colocação no terreno ou do estudo de cassetes de vídeo, filmadas a partir de treinos ou competições.

17 Por outro lado ao nível da equipa a recolha de dados objectivos têm a ver por exemplo com o número de jornadas de competição ao longo da época, número de dias prévios à competição, número de dias disponíveis para treinar, número de dias para recuperação após um jogo, tempo disponível desde o início da época até ao primeiro jogo oficial, o que permite ao treinador, diagnosticar e planear o trabalho do ano.

18 Torna-se importante verificar o número de dias utilizados em treinos, viagens e recuperações, para sabermos o tempo útil de trabalho. MESES Nº JOGOS PERCENTAGEM Fevereiro % Março % Abril 4 80 % Maio 4 80 % PERCENTAGEM BASEADA EM 5 JOGOS POR MÊS/MÉDIA DE UMA EQUIPA

19 A recolha de dados é uma etapa que consiste em procurar alguns fins e objectivos do processo de treino. No decurso desta etapa, o treinador descreve a maneira de jogar ou o comportamento que conseguiu observar, sem retirar conclusões, nem fazer interpretações.

20 SEGUNDA ETAPA: O Diagnóstico Esta etapa compreende a avaliação ou análise do jogo do competidor e da equipa. Depois da avaliação, o treinador utiliza os dados para fazer um diagnóstico e põe em evidência o problema do jogador que necessita de uma intervenção específica. Esta etapa é essencial porque uma conclusão equivocada provoca que as duas etapas seguintes resultem ineficazes.

21 FACTORES QUE INFLUENCIAM O RENDIMENTO EM FUTSAL Técnica Capacidades de Coordenação Destrezas Motrizes Capacidades Físicas RENDIMENTO NO FUTSAL Capacidades Cognitivotácticas Condições Básicas Condição Física Resistência Aer/Anaer Velocidade Força Resist./Máx./Explosiva Flexibilidade Agilidade Condições Externas (família/sociedade, treinador, etc...)

22 A avaliação é uma sub-etapa do diagnóstico do treinador. Trata-se de avaliar a situação dos atletas e da equipa para tentar saber se tem necessidades ou problemas. Os dados recolhidos não são todos pertinentes. A avaliação é um processo selectivo e discriminatório pelo qual o treinador julga a pertinência dos dados. Numerosos treinadores consideram a avaliação como uma leitura do jogo que traduz a capacidade do treinador para observar, recolher metodicamente e analisar objectivamente as informações. Um treinador que não seja capaz de ler um jogo, não pode reconhecer o problema com que se enfrentam os seus jogadores e equipa, nem fazer diagnósticos.

23 TERCEIRA ETAPA: O Plano de Acção Uma vez que o treinador identificou o problema de um jogador ou da equipa, deve elaborar um plano de acção para resolvê-lo. Esta é a fase da planificação. Esta planificação está destinada a determinar outras possibilidades de acção com o fim de resolver os problemas dos atletas e da equipa. Igualmente pretende fixar objectivos que, uma vez obtidos, simplifiquem o problema identificado. Uma vez que se conhece o resultado desejado, o treinador pode avaliar a sua contribuição e adoptar um plano de acção para realizála. Pode avaliar-se a ajuda que traz um treinador, observando-se as modificações que realiza na maneira de jogar dos seus jogadores e equipa.

24 Sem as etapas precedentes de recolha de dados e de diagnóstico, o treinador está obrigado a apelar à sua intuição, a recorrer ao método de ensaio e erro e a pôr-se a adivinhar. QUARTA ETAPA: A Execução A fase de execução compreende a aplicação de um plano de acção. A planificação da acção do treinador não é suficiente para resolver o problema dos jogadores e da equipa, é necessário actuar. Um plano que não pode pôr-se em prática é inútil. Ao formular um plano de acção, o treinador deve ter em conta a capacidade dos jogadores em quem se vai aplicar e as condições materiais e logísticas que existem.

25 QUINTA ETAPA: A Avaliação Nesta etapa, o treinador avalia de maneira crítica a eficácia da sua própria acção. Funcionou o programa de correcção aconselhado? A avaliação, a planificação e a aplicação recomendadas não serão produtivas, senão permitem aos jogadores e à equipa alcançar os objectivos do plano. Também os objectivos servem de critérios com respeito aos quais deve avaliar-se a ajuda que o treinador conseguiu trazer para o grupo. A avaliação dirigida a determinar os progressos realizados, serve para avaliar a acção do treinador.

26 A avaliação permite determinar se foram alcançados os objectivos. Se não foram, há que procurar a causa. As razões podem ser por exemplo: Ø Deficiente identificação do problema; Ø Um programa de correcção inapropriado; Ø Objectivos irreais. Com o fim de delimitar os problemas, geralmente há que recolher dados suplementares para efectuar uma reavaliação. Os dados assim obtidos podem afirmar os juízos emitidos durante a primeira avaliação, o que significa que será necessário modificar o diagnóstico do treino precedente. Como consequência, dados novos podem conduzir à revisão do programa de correcções.

27 Ainda que a avaliação, como segunda etapa da progressão do treino, forme a base do diagnóstico do treinador e do plano de treino, a reavaliação continua a realizar-se em todas as etapas do processo. Aporta informações que confirmam ou modificam a acção do treinador, à medida que muda a situação dos jogadores e/ou da equipa. A avaliação é a etapa final do processo de treino, desempenhando duas importantes funções: Ø Avaliação dos objectivos esperados; Ø Reavaliação das etapas do processo de treino.

28 VANTAGENS DO PROCESSO DE TREINO O processo de treino beneficia tanto os jogadores como o treinador e como natural consequência a equipa. Os seus benefícios são: Ø Ø Ø Ø Aperfeiçoamento da qualidade do treino; Uma melhor comunicação; Um pensamento positivo e uma acção planificada; Uma interacção sã e um meio de avaliação.

29 1. Aperfeiçoamento da qualidade do treino. O processo de treino aporta um método sistemático que permite a planificação da instrução e do treino que garanta aos jogadores um treino de qualidade. O processo de treino aumenta consideravelmente as possibilidades de melhorar o nível de resultados do jogador e da equipa, e sem este enfoque sistemático do treino, é fácil descuidar os pontos débeis e repetir os erros. Utilizando o processo de treino com o fim de desenvolver os planos para resolver os problemas do jogador e da equipa, da mesma forma que uma enfermeira utiliza o processo ligado aos cuidados para ajudar os doentes. Nas duas situações, a utilização de um processo significa que as acções estão dirigidas para um objectivo e planificadas com vista a um nível óptimo de funcionamento individual que representa um objectivo.

30 2. A Comunicação. O papel do treinador, a qualidade de homem de comunicação, é central em relação a todos os demais papéis do treinador. É impossível transmitir informações, ensinar, corrigir, coordenar ou motivar, sem que exista uma comunicação eficaz. Para pôr em prática esta competência, o treinador deve estabelecer laços de comunicação com os jogadores individualmente e com a equipa no seu conjunto. 3. O Pensamento positivo e a planificação da acção. A não utilização do processo de treino, provoca que se produza um abandono na forma de abordar o treino, na medida que faltam os planos de acção que marcam a orientação do trabalho. O treinador actua muitas vezes por impulsos, parece ir à deriva e o método de êxitos e fracassos, substitui a acção racional. Quanto a avaliação normalmente não existe. Pelo contrário, o processo de treino significa que a reflexão precede a acção. O problema dos jogadores e da equipa, identificam-se e analisam-se.

31 A análise do problema permite fixar-se um objectivo, e a partir desse momento, formula-se um plano de acções deliberadas que permitam alcançar este objectivo. Um treinador não pode dar conselhos reflectidos e bem planificados antes de ter determinado a natureza dos problemas dos jogadores e da equipa. Num marco bem definido do processo de treino, o jogador é objecto de atenção personalizada, organizada e meditada pelo treinador, o que produz geralmente uma melhora rápida dos resultados individuais e colectivos. O treino desta maneira, é fonte de mútua satisfação, tanto para os jogadores, como para o treinador.

32 4. A Participação dos jogadores. A interacção entre jogador e treinador é a marca de fábrica do processo de treino. O jogador deve participar na tomada de decisões que influenciam o plano de treino concebido para satisfazer as suas necessidades. A participação do jogador na planificação do processo de treino é um meio importante de motivação. Quando o jogador está implicado num projecto de um plano de treino, sente-se muito mais motivado levá-lo à prática até ao final. Uma boa compreensão do processo de resolução dos problemas, cria um aumento de confiança na capacidade dos jogadores para resolver os problemas da competição.

33 5. Os Meios de avaliação. O processo de treino aporta ao treinador um mecanismo de avaliação precioso. Pode proceder-se facilmente à comprovação mental dos componentes para determinar a maneira com que um treinador realizou eficazmente cada uma das fases do processo. Definiram-se com precisão os objectivos e as necessidades dos jogadores? As acções planificadas para a sua realização eram eficazes? Funcionou o processo de uma forma coordenada? Alcançaram-se os objectivos fixados?. Ao treinador incumbe assegurar um treino de qualidade. Para alcançar este objectivo, o plano de treino deve avaliar-se continuamente e readaptar-se para introduzir as modificações desejadas em relação à evolução dos jogadores e ao rendimento da equipa.

34 RESUMO Por tradição, a prática do treino descansa sobretudo no hábito, na intuição e no senso comum. Ainda que os treinadores tenham muita experiência e sejam muito razoáveis intelectualmente, os seus actos nem sempre se baseiam sobre intervenções pertinentes, ou num treino fundamentado em conhecimentos científicos. Actualmente o treinador luta pelo reconhecimento do seu estatuto e profissão. Nesta óptica, deve efectuar-se um esforço comum para dar ao treinador bases mais sistemáticas e mais científicas. O processo de treino está destinado a satisfazer também esta necessidade. Há uma serie de acções ou de etapas que são essenciais para toda a prática do treino, seja qual for o seu nível.

35 Estas etapas são as seguintes: 1ª etapa - Recolher os dados necessários para a identificação dos problemas dos jogadores e da equipa; 2ª etapa - Analisar as informações recolhidas e identificar o problema por cuja causa os jogadores ou a equipa, têm necessidade da ajuda do treinador; 3ª etapa - Estabelecer um programa de correcções que, a prazo, permitirá resolver os problemas identificados; 4ª etapa - Aplicar as medidas descritas no programa de correcções; 5ª etapa - Avaliar a eficácia do plano.

36 O processo de treino como conjunto de acções está representado na figura 1. Nela mostra-se que as etapas do processo de treino desenvolvem-se sucessivamente devido a estarem estreitamente ligadas e apresentarem um carácter dinâmico. A marcha do processo de treino parece ser muito prometedora, mas os treinadores consideram que lhes leva demasiado tempo e que é bastante complicado para que se possa utilizar na prática. A aplicação do processo de treino leva bastante menos tempo do que se precisa para descrevê-lo. Pensem nas dificuldades do principiante que aprende a rematar à baliza, ou a fazer uma recepção de bola. Uma vez que se aprende o movimento, pode realizar-se facilmente sem ser consciente de cada etapa da realização do movimento técnico.

37 Da mesma forma, quando o processo de treino está completamente adquirido e compreendido, pode utilizar-se sem estarmos obrigados a tomar consciência das etapas que engloba. Fundamentado em métodos de treino científicos mais que intuitivos, o processo de treino aumenta a eficácia do papel do treinador. Isto implica a capacidade do treinador para analisar, tomar decisões e actuar a partir de conhecimentos e a partir do treino. Em resumo, é uma técnica intelectual, essencial para estabelecer uma base de treino teórico e prático. Aparentemente, se aplicamos correctamente o processo de treino, dá-se um grande passo para o êxito do trabalho do treinador.

38 PLANIFICAÇÃO DO TREINO DESPORTIVO Planificar o treino é organizar a combinação: - de várias épocas ou macrociclos no seio de um "plano de carreira"; - de vários grandes períodos ou mesociclos no seio de cada época; - de vários grupos de sessões ou microciclos no seio dos mesociclos; - de várias sessões em cada microciclo: - de vários exercícios no seio de cada sessão, cujo objectivo final é o desenvolvimento óptimo, no momento oportuno, de todas as potencialidades requeridos pela competição visada.

39 Organização de uma época desportiva ou macrociclo Fisiologicamente, o organismo só consegue atingir o seu mais alto nível funcional duas, excepcionalmente três, vezes por época. O treinador, qualquer que seja a actividade desportiva, deve escolher em função das competições calendarizadas, os períodos que lhe parecem mais importantes e desenvolver as diferentes etapas que se seguem em função disso.

40 a. Preparação do "terreno psicológico - PP Esta etapa corresponde ao retomar da actividade, após um período de interrupção, e inclui: um trabalho de resistência aeróbia cuja intensidade aumenta progressivamente para atingir valores próximos ou iguais ao VO 2 máximo, um programa de musculação e de flexibilização generalizado, um aperfeiçoamento técnico, um treino indispensável das qualidades de velocidade. Esta primeira etapa é muito importante porque permite, em seis a oito semanas, preparar o organismo para o treino e fixar os objectivos para a época.

41 b. Etapa de pré-competição Pode escalonar-se num período de duas a quatro semanas. Numa primeira fase, ao grande volume de trabalho generalizado que caracteriza a etapa precedente, junta-se a intensidade. É a fase mais crítica da época e deve ser rigorosamente controlada. Depois, progressivamente, a quantidade de trabalho diminui, e o treino toma-se mais específico e mais intenso, conduzindo à etapa das grandes competições.

42 c. Etapa da competição Esta etapa pode ser dividida em duas sub-etapas: "a afinação", aperfeiçoamento; o período competitivo propriamente dito. - A "afinação" constitui a transição entre a etapa pré-competitiva e a competição propriamente dita, traduzindo-se por: uma importante diminuição do volume de trabalho; a manutenção ou aumento da intensidade; a organização de tempos de repouso mais longos; uma grande especificidade dos exercícios propostos; e por uma preparação psicológica melhor adaptada à situação. e psicológica mais favorável, nas competições.

43 A duração desta etapa varia segundo: a actividade. É geralmente mais longa (duas semanas em média) para as actividades que requerem esforços breves de alta intensidade, é reduzida ou por vezes nem existe, para as actividades de longa duração. a concepção do treino. A diminuição progressiva do volume de trabalho da etapa anterior, em certos casos, não necessita da organização de um período destinado ao aperfeiçoamento, sendo este um prolongamento natural do processo de treino.

44 De um modo geral. o princípio que suporta a "afinação" é o aumento de todas as potencialidades psicofisiológicas requeridos pela prova pretendida. Esta supercompensação é induzida pela organização de um repouso relativo, situado após um período de grande stress específico. Como uma supercompensação mal dominada pode conduzir a efeitos contrários, o treinador deve saber estar alerta para as impressões do atleta, e atento aos resultados dos últimos testes de controlo, para escolher a conduta a seguir. Para além da importância da preparação psicológica, este derradeiro período é principalmente consagrado aos últimos ajustamentos técnicos e tácticos realizados em condições o mais próximo possível das de competição.

45 - Período de competição propriamente dita Durante este período, os jogadores devem atingir e manter o seu mais alto nível de "forma física". Esta não se manifesta a não ser durante um período privilegiado, de alto rendimento específico de curta duração. Entretanto, quando o período de competição é escalonado em vários jogos deve acompanhar-se de regras de higiene de vida o mais possível favoráveis ao melhor equilíbrio entre o sono, a dietética, o treino, e as actividades culturais diversificadas que permitem evitar um eventual bloqueio psicológico. No futsal o nível de forma desportiva deve manter-se entre os 80 e os 90%, encontrando-se apenas dois ou três períodos da época para atingir o máximo rendimento.

46 - Etapa de transição O fim do período de competição é frequentemente marcado por um brutal abaixamento de forma do indivíduo. A transição entre este período e o recomeço do treino deve permitir uma recuperação tanto física como psíquica. Apenas deve ser encarada a manutenção das qualidades funcionais, através da prática das habituais actividades desportivas. Este período, com uma duração máxima de quinze dias, três semanas, conduz progressivamente, seja a um primeiro período de tempo, seja a uma nova época desportiva. Em ambos os casos, a intensidade e o volume dos exercícios devem ser aumentados, em relação ao período ou época precedente (princípio da progressividade).

47 1. Aspectos condicionantes do planeamento São inúmeros os factores intervenientes e condicionantes no momento em que nos preparamos para planear uma época desportiva. Entre eles destacamos :

48 Estruturais Logísticos Calendário Competitivo CONDICIONANTES DO PLANEAMENTO Calendário Escolar ou Actividade Profissional Quadro Humano Objectivos Individuais e Colectivos

49 Desde logo devemos começar por efectuar um levantamento das estruturas que temos ao nosso dispor para realizar a actividade. Neste campo a relação entre os espaços de treino disponíveis e o número de jogadores a preparar, as suas especialidades, o número de anos de prática, o seu nível de prestação, etc., revelam-se como uma condicionante primária do planeamento. Depois temos de equacionar o tipo de equipamento de que as instalações dispõem, dado que a cada vez maior especialização do treino requer equipamentos cada vez mais sofisticados, quer ao nível da realização, quer ao nível do controlo do treino.

50 O quadro humano com que vamos trabalhar é também um factor primordial a avaliar na fase de planeamento, quer no que respeita aos atletas, quer no que respeita aos restantes elementos da equipa de trabalho. O planeamento deve envolver todos eles e, para além de ser motivador, deve responsabilizar cada elemento da equipa. Aliado ao quadro humano temos a definição de objectivos, que deve ser de molde suficientemente exigente, para se tornar motivadora, e ao mesmo tempo realista e adaptada às condições existentes e ao nível de prestação colectiva e de cada indivíduo.

51 Muitos outros factores podem interferir nas nossas escolhas em termos de programação e quantas mais consigamos abarcar e controlar, maior será a probabilidade de traçarmos um plano de sucesso para a nossa equipa. Atendendo a tudo quanto atrás foi referido, Manso et al (1996b) propõem que sejam dados os seguintes passos no planeamento: 1º) Realização de um estudo prévio. 2º) Definição dos objectivos. 3º) Calendarização das competições. 4º) Racionalização das estruturas intermédias. 5º) Escolha dos meios de trabalho. 6º) Distribuição das cargas de treino. 7º) Colocação do plano em acção.

52 Finalmente não devemos esquecer a necessidade de avaliar regularmente o modo como o plano está a ser executado, o sucesso obtido em etapas intermédias e, eventualmente, introduzir as alterações que se possam justificar ao mesmo. Como dissemos anteriormente "... a programação e a organização do treino requerem conhecimentos profundos e variados acerca da natureza do processo de treino. A este propósito é conveniente considerá-lo sempre sob o ponto de vista do controle." (Verjoshanski, 1990)

53 2. Aspectos temporais do planeamento Poderemos considerar, em termos temporais, três grandes tipos de planeamento: Planeamento a curto prazo (época desportiva); Planeamento a médio prazo (ciclo olímpico); Planeamento a longo prazo (carreira do atleta). Cada um deles reveste-se de enorme importância, sendo interactivos entre si. A sua interligação é fundamental para respeitar a continuidade do processo de treino.

54 É pois necessário que o processo de treino decorra ao longo dos anos com objectivos que garantam um constante aperfeiçoamento dado que a sua interrupção irá conduzir a oscilações de rendimento e mesmo ao seu decréscimo, ao longo dos anos. Deste modo, o plano de carreira é o primeiro passo no que respeita à procura do rendimento máximo do atleta e à sua ascensão ao alto nível internacional. Segundo Platonov (1993) podemos dividir um ciclo plurianual de treino em cinco grandes etapas: preparação inicial; preparação prévia de base; preparação específica de base; realização máxima das possibilidades do atleta; manutenção dos resultados.

55 Outros autores, como Grosser (1989), defendem mesmo que "...só uma planificação do rendimento a largo prazo, organizada cuidadosamente ao longo de muitos anos (seis a oito) tem sentido e êxito, é eficaz e humana ". Em cada uma destas etapas o atleta deve desenvolver capacidades adequadas à sua idade cronológica, bem como ao número de anos de prática que leva. Em linhas gerais, o treino, inicialmente com percentagens muito elevadas de trabalho de carácter geral, torna-se progressivamente cada vez mais específico e, mais tarde, ainda mais específico dentro da própria modalidade escolhida.

56 As Etapas segundo Navarro (1990)

57 Podemos dizer que na fase de preparação inicial o jovem deve experimentar uma actividade multifacetada, recorrendo a várias experiências em distintos desportos, depois terá uma preparação já mais orientada para a modalidade escolhida embora de carácter muito generalizado. Segue-se a preparação específica de base, na qual vão ser criados os alicerces para a fase seguinte, onde o atleta vai procurar atingir o seu nível máximo de prestação dentro da modalidade escolhida, para, finalmente, entrar numa fase onde a evolução é diminuta mas na qual o atleta continua a competir ao mais alto nível.

58 3. Diferentes opções de planeamento duma época desportiva Tendo em consideração os diferentes factores atrás mencionados, principalmente aqueles que respeitam ao tipo de jogadores com que trabalhamos (idade, nível desportivo, anos de treino, etc.) e ao calendário competitivo de que dispomos, podemos optar por diferentes tipos de planeamento. Ao longo dos tempos foi-se evoluindo do planeamento clássico de Matveiev (1964) - com dois macrociclos semestrais compostos, cada um deles, por período preparatório, período competitivo e período transitório - para diferentes formas organizativas da época que podem ir, segundo Platonov (1993), de "planeamentos bi-anuais a pentaanuais".

59 Figura 2: Correlação entre as fases de desenvolvimento da forma desportiva e os períodos de treino segundo Matveiev (1990).

60 Com base em todos estes pressupostos Raposo (1998) propõe as seguintes opções em termos de planeamento anual: periodização simples; periodização dupla; periodização tripla; periodização pendular; periodização em blocos; variantes à periodização em blocos. Cada uma daquelas opções está relacionada com os factores que mencionamos anteriormente. Um tipo de periodização adequado para jogadores de alto nível não servirá para os jovens, assim como se revelará inadequado para atletas dum patamar competitivo de baixa ou média qualidade.

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