Instalando e configurando o SAMBA no Debian 6.0

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1 Instalando e configurando o SAMBA no Debian 6.0 Julio Cesar Vitoria Moraes, Rafael de Figueiredo Rodrigues Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC PELOTAS (FATEC PELOTAS) Rua Gonçalves Chaves, Pelotas RS Brasil Resumo: Compartilhamento de arquivos de impressoras de estações rodando Windows tendo como servidor uma máquina que roda Linux. Este artigo tem como objetivo demonstrar como é feita a instalação e a configuração do SAMBA no sistema operacional Debian 6.0, documentando os passos. Abstract: File Sharing printers with Windows workstations running as a server machine that runs Linux. Este article aims to demonstrate how it is done installing and configuring Samba in Debian 6.0 operating system, documenting the steps. 1.0 Introdução Com o inicio da proliferação das redes de computadores, nos meados da década de 70, uma das necessidades prementes e causadoras de muitas dores de cabeça para os primeiros administradores de redes, era como compartilhar arquivos remotamente ou mesmo dentro de redes privadas. Surgiram então algumas soluções para este problema, com o surgimento, por exemplo, dos protocolos NFS (Network File System), FTP (File Transfer Protocol) e SFTP (Secure File Transfer Protocol). No entando apartir do surgimento do Windows 2000, um protocolo de compartilhamento criado pela Microsoft passou a ser utilizado este protocolo chama-se SMB (Server Message Block), mais tarde com algumas melhorias passou a ser chamado de CIFIS ( Common Internet File System). A principal função destes protocolos é gerenciar o compartilhamento de arquivos e impressoras dentro de uma rede Microsoft. O NetBios é utilizado pelo SMB para troca de mensagens entre os hosts da rede. O trecho a seguir encontra-se no site e faz uma explanação sobre a evolução dos protocolos de compartilhamento entre redes. A desvantagem do NetBIOS é que o mesmo depende do uso intenso de pacotes de broadcast e de pacotes UDP. O CIFIS é a evolução do SMB, que inclui diversos recursos, e sendo assim abandona o uso de NetBIOS passando a utilizar uma única porta TCP (445), ao invés das três portas anteriores a saber 137 e 138 para UDP e 139 pra TCP, utilizadas pelo protocolo SMB.

2 Então o Samba veio justamente para fazer a implementação destas mesmas funcionalidades nos sistemas Unix, dentre elas o Linux bem como o BSD, Solaris, OS X dentre outros. No inicio era uma implementação do protocolo SMB, então com decorrer do tempo foi expandindo sucessivamente e sendo atualizado até incorporar o suporte ao CIFS e se mantendo atualizado em relação aos recursos oferecidos nas versões recentes do Windows. O projeto SAMBA nasceu no final de 1991, de forma acidental, Andrew Tridgell, um estudante australiano do curso de PhD em ciência da computação da Universidade Nacional da Austrália, ele precisava rodar um programa da DEC (na época era uma das maiores empresas do ramo de tecnologia) chamado excursion, que trabalhava conjuntamente com o Patchworks, um software usado para compartilhar arquivos, o problema é que este software era proprietário e não haviam informações disponíveis sobre seu funcionamento. Então Andrew começou a estudar o protocolo e assim um programa chamado clockspy, que era capaz de examinar o tráfego de rede, capturando as mensagens enviadas pelo cliente e as respostas do servidor. Com isso ele foi capaz de implementar o suporte às principais chamadas e a desenvolver um programa servidor capaz de conversar com os clientes rodando o Patchworks. Esta primeira versão teve como objetivo era apenas resolver um problema doméstico, interligar um micro que rodava o MS-DOS a um servidor rodando Soalaris. Algum tempo depois Andrew ficou sabendo que seu programa também funcionava em conjunto com o LanManager da Microsoft, permitindo assim que arquivos fossem compartilhados com servidores Unix tendo máquinas rodando MS-DOS. Logo de pois em janeiro de 1992, foi disponibilizado por Andrew o Server 0.1, que em seguida foi substituído por uma nova versão mais robusta, o Server 0.5. Estas versões iniciais rodavam sobre o MS-DOS, mas depois de um longo período, o software foi portado para o Linux, dando origem à versão 1.5, que foi lançada em dezembro de 1993 com o nome de smbserver. Este nome continuou sendo utilizado até abril de 2004, quando finalmente foi adotado o nome definitivo. O nome SAMBA teve seu surgimento apartir de uma pesquisa de busca dentro do dicionário Ispell por palavras que possuíssem as letras S,M e B de Server Message Blocks, posicionadas nesta ordem. A busca retornou apenas as palavras salmonberry, samba, sawtimber e scramble, de forma que a escolha mais óbvia foi samba. Outra curiosidade é que não existiu uma versão Samba 1.0, pois a primeira versão a utilizar o nome Samba foi a , que foi a sucessora do smbserver O projeto começou a ficar mais conhecido tornando-se popular apartir da versão (lançada pouco depois), esta versão foi a primeira a trazer suporte ao controle de acesso com base nos logins de usuário (como no Windows NT), enquanto as versões anteriores apenas suportavam o controle de acesso com base no compartilhamento (assim como no Windows 3.11 e 95), onde a única opção de segurança era usar uma senha de acesso para os compartilhamentos. Apartir daí, o projeto não parou mais de crescer, atraindo um número crescente de usuários e desenvolvedores, até se transformar no que é hoje, ou seja, o aplicativo open-source mais importante da atualidade. Além de ser quase 100% compatível com os recursos de rede do Windows 98, NT, 2000, XP e Seven, o Samba é reconhecido por ser mais rápido que o próprio Windows na tarefa de servidor de arquivos.

3 Outro ponto forte do Samba é que seu projeto foi todo desenvolvido sem precisar incorrer em qualquer violação de patentes. Todas as chamadas (com exceção das que a Microsoft tornou publicas em 1994) foram implementadas monitorando as transferências de dados através de rede, processo este que os desenvolvedores chamam de French Café Technique. Dentro da analogia seria como aprender francês sentandose em um café e passando a prestar atenção nas conversas, aprendendo e a partir daí novas palavras, expressões e situações onde elas podem ou não serem utilizadas. Este trabalho é bastante detalhista e tedioso, que demanda um grande esforço e obtém avanços graduais muitas vezes quase imperceptíveis, mas que executado por anos a fio, como no caso do Samba (que teve seu inicio em 1991), resulta em conquistas surpreendentes. Outro fato importante para salientar é que o Samba permitiu que a Microsoft conseguisse colocar PCs rodando Windows em muitos lugares onde só entravam Workstations Unix, já que com o Samba os servidores Unix existentes passaram a ser compatível com maquinas Windows. Quase tudo que se pode fazer usando um servidor Windows, pode ser feito também através do Samba, com uma excelente segurança, confiabilidade e com um desempenho em muitas vezes superior ao de um servidor Windows com a mesma configuração. Este artigo tem como finalidade demonstrar como é feita a instalação e configuração do Samba pare este fim será utilizado o software VmWare Player e duas máquinas virtuais o servidor que roda a versão 6.0 do sistema operacional Debian e o Windows XP como cliente. 2. Software s Utilizados Este artigo tem como finalidade demonstrar como é feita a instalação e configuração do Samba pare este fim será utilizado o software VmWare Player e duas máquinas virtuais o servidor que roda a versão 6.0 do sistema operacional Debian e o Windows XP como cliente. 2.1 VMware Player O VMware é um software que permite a instalação e utilização de um sistema operacional dentro de outro dando suporte real a softwares de outros sistemas operacionais. Através do uso de softwares de virtualização como o VMware é possível executar um ou mais sistemas operacionais simultaneamente num ambiente isolado, criando computadores completos (virtuais) sendo executado dentro de um computador físico que pode ter um sistema operacional totalmente distinto.

4 2.1.2 Debian 6.0 O projeto Debian é uma associação de indivíduos que tem como objetivo principal criar um sistema operacional livre, foi criado em agosto de 1993 por Ian Murdock, hoje esta associação que cuida de novas versões conta com aproximadamente mil colaboradores. O Debian possui sempre pelo menos três versões ativas que são: instável, teste e estável. A versão estável que esta sendo utilizada neste projeto é a também chamada de squeeze Putty Putty é um programa cliente para protocolos de rede SSH, Telnet e Rlogin, onde podese acessar um computador remotamente. Ou seja apartir de um computador Windows pode-se acessar um servidor Linux remotamente. 3.0 Instalando o SAMBA O acesso ao sistema operacional se dará via putty, instalado na máquina física cuja o sistema operacional é Windows 7 e como já vimos o servidor com o Debian 6.0 esta instalado no VMware Player. Antes porém é necessário instalar o protrocolo SSH no Debian, como mostra a linha de comando abaixo: apt-get install openssh-server Também via putty a instalação do Samba é bem simples, podem haver variações de comandos dependendo da distribuição Linux, mas no geral os comando são sempre bem semelhantes. install samba smbclient swat sambadoc Após a instalação do SAMBA serão feitas algumas alterações no arquivo smb.conf, é importante salientar que estas modificações são para que o SAMBA preencha as necessidades da rede, este arquivo de configuração define como será feito o compartilhamento e o acesso a pastas, arquivos e impressoras se for o caso.

5 Figura 1 Configuração do arquivo smb.conf Com o arquivo smb.conf, editado com as configurações necessárias para o compartilhamento o próximo passo é a criação de usuários, com o comando adduser, logo em seguida o sistema pedirá o password(senha), outras informações opcionais serão pedidas tais como; nome completo, telefone de casa, telefone do trabalho e outros, na figura 1, pode-se observar como funciona o comando. Figura 2 Adição de usuários

6 Após o cadastro de usuários no Debian é preciso fazer o cadastro das máquinas, para que se possa fazer o logon a partir das mesmas o comando é mostrado na figura 3. Figura 3 Adição de máquinas Com os usuários e as máquinas cadastrados, o próximo passo é criar um arquivo de logon e uma seção de logon do smb.conf, é importante lembrar que o arquivo deve ter a extensão.bat, a seguir as figures 4 e 5 mostram as alterações feitas. Figura 4 netlogon.bat

7 Figura 5 Adição da seção profile 5.0 Swat Nota-se que as configurações feitas para a implementação do SAMBA, foram feitas através de linhas de comando, mas para aqueles que preferem um layout mais amigável tem-se a opção de através de um browser, fazer as devidas modificações no arquivo, esta opção é a ferramenta de configuração chamada de SWAT. 5.1 Habilitando o Swat O Swat poderá ser instalado juntamente com o samba ou ainda optar-se por instalar posteriormente, pode-se observar na Seção 3 deste artigo que a opção de instalação já inclui o Swat. Através do comando grep, verifica-se a situação da porta 901 se a mesma esta cadastrada no etc/services, como mostra a figura 6, esta porta é através desta porta que o Swat se comunica. Figura 6 Verificação da porta 901

8 Logo após edita-se o arquivo etc/inetd.conf e inclui-se duas linhas como mostrado na figura 7. Figura 7 Edição do inetd.conf É importante depois da edição do inedt.conf, fazer a reinicialização do serviço conforme a linha de comando abaixo: restart Agora com a parte gráfica de configuração do Samba habilitada, pode-se abri-la através de um browser, neste caso utilizamos o Crhomium, o acesso é simples digita-se o sistema irá solicitar seu login e senha, definidos anteriormente como root para ambos, na figura 8 pode-se ver o resultado.

9 Figura 8 Layout do Swat 6.0 WINDOWS Depois de configurar o arquivo smb.conf no Debian via linha de comando ou através do Swat, e criar as configurações necessárias para o SAMBA, pode-se então voltar à atenção para o Windows, neste caso a maquina em questão esta configurada com o Windows XP, também instalado no VMware player. 6.1 Ingressando o Windows XP O ingresso da máquina com o Windows XP no SAMBA, é semelhante ao ingresso num domínio do Windows Server. Clica-se com o botão direito do mouse no ícone do Meu Computador e seleciona-se a opção Propriedades como mostra a figura 9.

10 Figura 9 Janela do xp Na próxima janela seleciona-se a aba Nome do Computador e em seguida a opção Alterar, como na a figura 10. : Figura 10 Definindo dominio

11 Para finalizar a inclusão, definimos o domínio colocando o mesmo que setamos no arquivo smb.conf e clica-se em ok, logo em seguida aparecerá à tela de logon, onde em Nome de Usuário digita-se o que foi definido como usuário administrador no smb.conf, caso não tenhamos definido um usuário administrador, pode-se entrar com usuário e senha de root. Figura 11 Finalizando ingresso no domínio 6.0 Conclusão Pode-se concluir que a maior dificuldade que envolveu o trabalho foi no que se refere ao próprio domínio da plataforma Linux, já que a ferramenta em si mostrou-se de certa forma descomplicada e de fácil configuração. Observou-se durante os estudos, implementação e testes práticos que o SAMBA facilita muito no sentido de permitir que mais de uma plataforma seja utilizada dentro uma rede, sem que haja prejuízo no que se refere ao compartilhamento de arquivos e impressoras, o desempenho não fica comprometido por conta da velocidade. Outra grande vantagem é a forma de implementação que se apresenta sem maiores complicações e com vastas possibilidades de configuração, podendo-se utilizar linha de comando ou a forma gráfica Swat que facilita por apresentar um layout amigável.

12 7.0 Referências: <http://www.infowester.com/linuxsamba. Php> Acesso em 27 abril 2012 <http://pt.wikipedia.org/wiki/vmware#vmware_workstation> 2012 Acesso em 27 abril <http://www.samba.org/samba/docs/sambaintro.htm > Acesso em 08 maio 2012 <http://www.hardware.com.br/artigos/origem-samba/ >Acesso em 15 maio 2012 <http://www.vivaolinux.com.br/artigo/instalando-um-pdc-samba-no-debian?pagina=1 >Acesso em 29 maio 2012 <http://www.hardware.com.br/artigos/origem-samba/> Acesso em 29 maio 2012 <http://www.infowester.com/linuxsamba.php> Acesso em 8 junho 2012 <http://www.debian.org/distrib/> Acesso em 8 junho 2012 <http://www.youtube.com/watch?v=koupm68s5r4> Acesso em 8 junho 2012 Torres, G. (2009). 805p. Computadores, Redes de. Nova Terra, 1ª edição. <http://www.vivaolinux.com.br/dica/habilitando-o-swat-para-configurar-o-samba/> Acesso em 03 julho 2012 Ferrari, Sandro Roberto (2009). 111p. Linux, Sambando com. Alta books, 2ª edição Marimoto, Carlos Eduardo. (2008).735p. Servidores Linux, Guia Prático. Sul editores

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