MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MMA SECRETARIA DE RECURSOS HÍDRICOS E AMBIENTE URBANO MELHORIA DA GESTÃO AMBIENTAL URBANA NO BRASIL BRA/OEA/08/001

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1 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MMA SECRETARIA DE RECURSOS HÍDRICOS E AMBIENTE URBANO MELHORIA DA GESTÃO AMBIENTAL URBANA NO BRASIL BRA/OEA/08/00 Relatório Técnico 02 RT - 02 ELABORAÇÃO DE DOCUMENTOS DE APOIO À IM- PLEMENTAÇÃO DOS CONSÓRCIOS PÚBLICOS DE RE- SÍDUOS SÓLIDOS - ESTUDO DE REPARTIÇÃO DOS CUSTOS ENTRE OS ENTES FEDERADOS INTEGRAN- TES DO CONSÓRCIO PRIORITÁRIO E CONTRATO DE RATEIO NO ESTADO DE GOIÁS E ÁREAS DO ESTADO DE SÃO PAULO: ARARAQUARA, CAMPINAS, BAIXADA SANTISTA E NO MUNICÍPIO DE ARIQUEMES/RO Brasília DF

2 MELHORIA DA GESTÃO AMBIENTAL URBANA NO BRASIL BRA/OEA/08/00 Relatório Técnico 02 ELABORAÇÃO DE DOCUMENTOS DE APOIO À IM- PLEMENTAÇÃO DOS CONSÓRCIOS PÚBLICOS DE RE- SÍDUOS SÓLIDOS - ESTUDO DE REPARTIÇÃO DOS CUSTOS ENTRE OS ENTES FEDERADOS INTEGRAN- TES DO CONSÓRCIO PRIORITÁRIO E CONTRATO DE RATEIO NO ESTADO DE GOIÁS E ÁREAS DO ESTADO DE SÃO PAULO: ARARAQUARA, CAMPINAS, BAIXADA SANTISTA E NO MUNICÍPIO DE ARIQUEMES/RO Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano Silvano Silvério da Costa Diretor de Departamento de Ambiente Urbano Sérgio Antonio Gonçalves Gerente de Projeto do Dep. de Ambiente Urbano Saburo Takahashi Coordenador Nacional do Projeto Ronaldo Hipólito Soares Consultor Técnico Tarcísio de Paula Pinto Contrato Nº novembro/200

3 ELABORAÇÃO DE DOCUMENTOS DE APOIO À IM- PLEMENTAÇÃO DOS CONSÓRCIOS PÚBLICOS DE RE- SÍDUOS SÓLIDOS - ESTUDO DE REPARTIÇÃO DOS CUSTOS ENTRE OS ENTES FEDERADOS INTEGRAN- TES DO CONSÓRCIO PRIORITÁRIO E CONTRATO DE RATEIO NO ESTADO DE GOIÁS E ÁREAS DO ESTADO DE SÃO PAULO: ARARAQUARA, CAMPINAS, BAIXADA SANTISTA E NO MUNICÍPIO DE ARIQUEMES/RO RESUMO EXECUTIVO O presente Relatório Técnico estudo de repartição dos custos entre os entes federados integrantes do consórcio prioritário e contrato de rateio no Estado de Goiás e áreas do Estado de São Paulo: Araraquara, Campinas, Baixada Santista e no município de Ariquemes/RO corresponde ao Produto 02 relativo ao contrato firmado entre o Governo da República Federativa do Brasil, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente/MMA e o consultor Tarcísio de Paula Pinto, no âmbito do Programa Melhoria da Gestão Ambiental Urbana no Brasil BRA/OEA/08/00, de acordo com o contrato CPR nº 84853, de 09 de março de 200. Este Relatório Técnico contém as contribuições do consultor para a análise dos fatores de diferenciação dos custos e conseqüentes contratos de rateio para a operação e gestão de consórcios públicos de resíduos sólidos urbanos nas regiões com acompanhamento sob sua responsabilidade. Após a Introdução e a apresentação dos Objetivos do Relatório, no Item 2 são apresentadas as diretrizes iniciais para a discussão dos fatores diferenciadores dos custos, decorrentes de preocupações como a compensação dos entes por algum aspecto específico, subsídio aos entes mais frágeis, numa perspectiva de solidariedade regional e indução ao avanço de práticas sustentáveis na questão dos resíduos sólidos, privilegiando ações pela redução de resíduos. Os fatores diferenciadores dos custos são referentes aos serviços prestados pelo consórcio público, focados na temática da disposição final, do manejo em instalações locais, no transporte dos resíduos e na administração e regulação necessárias. São apresentadas também informações sobre os contratos de rateio e a expressão dos fatores diferenciadores no contrato de cada ente participante. O Item 3 apresenta a análise dos fatores diferenciadores de custo no consórcio público que está sendo formado no Estado de São Paulo, na região do Circuito das Águas. Os fatores são analisados em detalhe, tanto para aspectos referentes à disposição final de resíduos, como os referentes ao seu transporte, ao gerenciamento de iniciativas e instalações locais e aos custos administrativos, financeiros e de regulação. Apresenta-se ao final uma consolidação de análise que permite avanço na discussão das taxas necessárias à sustentação dos serviços. i

4 O Item 4 e o Item 5 apresentam os potenciais fatores diferenciadores dos custos referentes ao Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos que já está formado na região de Sumaré, no Estado de São Paulo e referentes à região do entorno do DF e ao pretendido Consórcio Público de Manejo dos Resíduos Sólidos e das Águas Pluviais da Região Integrada do Distrito Federal e Goiás. Os fatores diferenciadores dos custos não puderam ser detalhados, em função do estágio da discussão sobre a gestão associada nestas duas regiões. São apresentadas informações gerais sobre cada ente participante da articulação, com a tendência à redução ou ampliação dos custos. Na última das abordagens dos processos desenvolvidos nas várias regiões, Item 6, são apresentados os fatores alteradores de custos referentes às propostas apresentadas ao Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico da Região Central de Rondônia. Os fatores são apresentados em detalhes, a partir dos cenários traçados com a equipe técnica local, concentrando-se nos aspectos referentes à disposição final de resíduos, seu transporte, gerenciamento de iniciativas e instalações locais e aspectos referentes aos custos administrativos, financeiros e de regulação. Foi possível apresentar uma consolidação de análise que permitirá avanço na discussão dos próprios objetivos do Consórcio e das taxas necessárias à sustentação dos serviços. O Item 7 apresenta as conclusões do consultor sobre as análises realizadas e é seguido pelas Referências Bibliográficas lançadas no Item 8 deste Relatório Técnico. ii

5 ELABORAÇÃO DE DOCUMENTOS DE APOIO À IM- PLEMENTAÇÃO DOS CONSÓRCIOS PÚBLICOS DE RE- SÍDUOS SÓLIDOS - ESTUDO DE REPARTIÇÃO DOS CUSTOS ENTRE OS ENTES FEDERADOS INTEGRAN- TES DO CONSÓRCIO PRIORITÁRIO E CONTRATO DE RATEIO NO ESTADO DE GOIÁS E ÁREAS DO ESTADO DE SÃO PAULO: ARARAQUARA, CAMPINAS, BAIXADA SANTISTA E NO MUNICÍPIO DE ARIQUEMES/RO SUMÁRIO INTRODUÇÃO. OBJETIVO DO RELATÓRIO 2. FATORES DIFERENCIADORES DO CUSTO PARA OS ENTES CON- SORCIADOS E O CONTRATO DE RATEIO 2. Características das atividades exercidas pelo consórcio e características dos serviços prestados 2.2 Mecanismos de compensação e de subsídio Mecanismos de indução a práticas sustentáveis Fatores referentes às unidades de disposição final de rejeitos domiciliares, de uso compartilhado Fatores referentes às operações locais e às unidades locais de uso exclusivo Fatores referentes ao transporte de resíduos entre localidades Fatores referentes às atividades administrativas e de regulação Aspectos dos contratos de rateio 4 3. ANÁLISE DOS FATORES DIFERENCIADORES DE CUSTO EM CON- SÓRCIO PÚBLICO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO ESTADO DE SÃO PAULO REGIÃO DO CIRCUITO DAS ÁGUAS 5 3. Características do Consórcio Público do Circuito das Águas e investimentos previstos Fatores referentes às unidades de disposição final de rejeitos domiciliares, de uso compartilhado Fatores referentes às operações locais e às unidades locais de uso exclusivo Fatores referentes ao transporte de resíduos entre localidades Fatores referentes às atividades administrativas e de regulação Análise final dos fatores diferenciadores de custo no Circuito das Águas 9 4. ANÁLISE DOS FATORES DIFERENCIADORES DE CUSTO EM CON- SÓRCIO PÚBLICO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO ESTADO DE SÃO PAULO REGIÃO DE SUMARÉ 2 4. Características do Consórcio Intermunicipal de Manejo dos Resíduos Sólidos e investimentos previstos 2 ii

6 4.2 Análise dos fatores diferenciadores de custo no Consórcio Público da Região de Sumaré 3 5. ANÁLISE DOS FATORES DIFERENCIADORES DE CUSTO EM CON- SÓRCIO PÚBLICO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO ESTADO DE GOIÁS REGIÃO DO ENTORNO DO DF 4 5. Características do Consórcio Público proposto para a Região do Entorno do DF e investimentos previstos Análise dos fatores diferenciadores de custo na Região do Entorno do DF 6 6. ANÁLISE DOS FATORES DIFERENCIADORES DE CUSTO EM CON- SÓRCIO PÚBLICO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NA REGIÃO DO MUNI- CÍPIO DE ARIQUEMES / RO 7 6. Características do Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico da Região Central de Rondônia CISAN-CENTRAL e investimentos previstos Fatores referentes às unidades de disposição final de rejeitos domiciliares, de uso compartilhado Fatores referentes às operações locais e às unidades locais de uso exclusivo Fatores referentes ao transporte de resíduos entre localidades Fatores referentes às atividades administrativas e de regulação Análise final dos fatores diferenciadores de custo no CISAN-CENTRAL 2 7. CONCLUSÕES ANEXO (MINUTA DE CONTRATO DE RATEIO) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 29 LISTA DE FIGURAS Localização de Aterros Sanitários e Áreas de Transbordo previstas para o Consórcio Público da região do Circuito das Águas 7 2 Comparativo entre os custos estimados per capita e o porte dos municípios vinculados ao Consórcio Público da região do Circuito das Águas 3 Faixas de distinção dos custos per capita após aplicação de fatores de diferenciação na região do Circuito das Águas 4 Distribuição dos empreendimentos pelos municípios do Consórcio 3 5 Agrupamentos previstos para o Consórcio Público de Manejo dos Resíduos Sólidos e das Águas Pluviais da Região Integrada do Distrito Federal e Goiás 5 6 Localização de Aterros Sanitários e Áreas de Transbordo previstos para o Consórcio Público da região de Ariquemes 9 7 Comparativo entre os custos estimados per capita e o porte dos municípios vinculados ao CISAN CENTRAL 23 8 Faixas de distinção dos custos per capita após aplicação de fatores de diferenciação no CISAN CENTRAL 23 iii

7 LISTA DE QUADROS Componentes do custo de disposição final de rejeitos em aterros sanitários 3 2 Empreendimentos previstos para os municípios da região do Circuito das Águas 5 3 Empreendimentos previstos para cada município da região do Circuito das Águas 6 4 Custo das etapas de viabilização de aterros de pequeno porte 6 5 Custos de referência adotados para a disposição final no Circuito das Águas 8 6 Diferenciação dos custos para a disposição final no Circuito das Águas (R$/t) 8 7 Custos de referência adotados para operações locais e manejo nas unidades locais de uso exclusivo 8 8 Diferenciação dos custos para o transporte de rejeitos no Circuito das Águas 9 9 Custos estimados por município e per capita individualizados, após aplicação de fatores de diferenciação 0 0 Comparativo entre os custos estimados per capita antes e após aplicação de fatores de diferenciação 0 Empreendimentos previstos para os municípios da região do Consórcio Intermunicipal 2 2 Empreendimentos previstos para cada município da região do Consórcio Intermunicipal 2 3 Fatores de diferenciação do custo potencialmente analisáveis no Consórcio Intermunicipal de Manejo dos Resíduos Sólidos 4 4 Empreendimentos previstos para o Entorno do DF 5 5 Empreendimentos previstos para cada localidade do Entorno do DF 6 6 Fatores de diferenciação do custo potencialmente analisáveis no Consórcio Intermunicipal de Manejo dos Resíduos Sólidos 7 7 Empreendimentos previstos para os municípios da região deariquemes 8 8 Empreendimentos previstos para cada município da região de Ariquemes 8 9 Custo das etapas de viabilização de aterros de pequeno porte 9 20 Custos de referência adotados para a disposição final no Circuito das Águas 20 2 Diferenciação dos custos para a disposição final nos aterros do Consórcio Intermunicipal (R$/t) Custos de referência adotados para operações locais e manejo nas unidades locais de uso exclusivo Diferenciação dos custos para o transporte de rejeitos no CISAN CENTRAL 2 24 Custos estimados por município e per capita individualizados, após aplicação de fatores de diferenciação Comparativo entre os custos estimados per capita antes e após aplicação de fatores de diferenciação 22 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ASPP Aterros Sanitários de Pequeno Porte ATT Áreas de Triagem e Transbordo CISAN CENTRAL - Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico da Região Central de Rondônia DAU Departamento de Ambiente Urbano DF Distrito Federal FGV Fundação Getúlio Vargas FUNASA Fundação Nacional de Saúde MMA Ministério do Meio Ambiente iv

8 OEA Organização dos Estados Americanos OGU Orçamento Geral da União PAC Programa de Aceleração do Crescimento PEV Ponto de Entrega Voluntária PGIRS Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos PNRS Política Nacional de Resíduos Sólidos PNSB Pesquisa Nacional de Saneamento Básico RCD Resíduos de Construção e Demolição RIDE-DF Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal RSD Resíduos Sólidos Domiciliares RSS Resíduos de Serviços de Saúde RT Relatório Técnico SNIS-RS Sistema Nacional de Informações em Saneamento " Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos SRHU Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano VOL Resíduos Volumosos v

9 INTRODUÇÃO Os conteúdos deste relatório técnico inserem-se no âmbito do Programa Melhoria da Gestão Ambiental Urbana no Brasil (BRA/OEA/08/00) desenvolvido pela Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, com ênfase nas regiões localizadas nas Bacias dos Rios São Francisco e Parnaíba e em algumas outras regiões brasileiras. O programa vem se corporificando em convênios com várias unidades e regiões da Federação, entre elas o Estado de Goiás, o município de Ariquemes/RO e algumas regiões paulistas no entorno dos municípios de Amparo e Sumaré. As regiões de Araraquara e Baixada Santista, também do Estado de S. Paulo, não são tratadas, por não ter se estabelecido uma continuidade de interesse das administrações locais no processo de consorciamento para a gestão dos resíduos. conforme entendimento estabelecido com a SRHU e documento anexado, O objetivo central do convênio firmado com o Estado de Goiás é o desenvolvimento do PGIRS Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos em Goiás e Distrito Federal, focado, no período do convênio, na RIDE-DF Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal. Este convênio está estabelecido com a Secretaria das Cidades do Estado. Já o convênio estabelecido com o Município de Ariquemes, representando outros 3 da região, tem por objetivo também o desenvolvimento do PGIRS Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Região Central de Rondônia. O convênio estabelecido com o Município de Amparo, representando também outros 3 da região do Circuito das Águas, no Estado de São Paulo, tem o mesmo objetivo de desenvolvimento do PGIRS Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Regional. Além desses, estará sendo abordado também o caso dos municípios da região de Sumaré, próximos à Região Metropolitana de Campinas. Este relatório, em função do escopo estabelecido no Contrato de Consultoria CPR n o 84853, apresenta um estudo de repartição dos custos de operação e administração dos consórcios objetivados para estas regiões, e as decorrências no equacionamento dos contratos de rateio. Não foi detectada, no desenvolvimento da abordagem, a necessidade de legislação complementar no âmbito municipal de forma a permitir arranjos mais complexos de rateio dos custos, além dos expressos no próprio contrato de rateio a ser firmado.. OBJETIVO DO RELATÓRIO Este relatório, preparado pelo consultor Tarcísio de Paula Pinto em decorrência do Contrato de Consultoria n o 84853, objetiva apresentar os diversos fatores diferenciadores do custo de operação e administração de consórcios públicos que vendo discutidos e construídos nestas regiões brasileiras. Estas informações visam apoiar o preparo de contratos de rateio necessários e instrumentar os esforços pelos Consórcios Públicos nas seguintes regiões : RIDE DF e municípios do Estado de Goiás, na região do município de Ariquemes, Estado de Rondônia, e nas regiões dos municípios de Sumaré e Amparo, ambos no Estado de São Paulo. 2. FATORES DIFERENCIADORES DO CUSTO PARA OS ENTES CONSORCIADOS E O CONTRATO DE RATEIO 2. Características das atividades exercidas pelo consórcio e características dos serviços prestados Os fatores de diferenciação dos custos entre os entes consorciados têm que ser estabelecidos sobre as atividades transferidas para a gestão associada. Assim, é imprescindível o reconhecimento de quais atividades serão exercidas pela autarquia interfederativa em construção: pla-

10 nejamento, regulação e fiscalização, prestação ou delegação dos serviços de saneamento e outras. É imprescindível ainda o reconhecimento das modalidades do saneamento básico que terão gestão associada: abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais e limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Mais adiante, é necessário ainda o reconhecimento da extensão dos serviços prestados nas modalidades de saneamento básico. Em cada um destes quesitos, no estabelecimento das atividades conduzidas à gestão associada, é de suma importância a definição de um núcleo de atividades comum a todos os entes consorciados. É este núcleo comum que possibilitará a conquista dos ganhos de escala e a estabilização do processo de gestão. O desrespeito a esta diretriz pode implicar em impossibilidade de avanço, quer pela pulverização de atividades a serem exercidas pelo consórcio, quer pelo reflexo nos custos elevados resultantes, contrariando a finalidade em si do esforço de associação sob a égide da Lei.07/2005. Logicamente, ao núcleo comum de atividades definido para o consórcio público podem ser agregadas outras atividades não inteiramente comuns, de interesse dos entes consorciados, mas que permitam um mínimo de ganho de escala que justifique seu desenvolvimento pela autarquia intermunicipal. 2.2 Mecanismos de compensação e de subsídio São grandes as probabilidades de que, na articulação dos entes que buscam a gestão associada, ocorram situações de desequilíbrio que requeiram soluções para a compensação, por exemplo, de investimentos anteriormente realizados, da assumpção de impactos ambientais ou outros episódios. Da mesma forma, é também grande a possibilidade de que, no conjunto dos entes que buscam a associação, alguns deles convivam com situações históricas definidoras de baixa capacidade de investimento e suporte de custeio, para as quais se torne necessário construir soluções de subsídio que viabilizem a presença dos menos capacitados e ainda permitam custos menores para os entes líderes, em relação ao custo de soluções próprias isoladas. No âmbito dos próprios municípios, em decorrência da significativa desigualdade social, é imprescindível a análise de subsídios para os extratos sociais de menor renda, concomitantemente com a definição de compensações que considerem ocorrências como a existência de lotes vagos, imóveis subutilizados, grandes atividades comerciais ou industriais e outras. 2.3 Mecanismos de indução a práticas sustentáveis As novas exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos, da Política Nacional de Saneamento Básico e o próprio avanço técnico dos processos de gestão impõem a definição de metas claras de sustentabilidade. Metas e limites, por exemplo, para duas atividades que tem uma presença muito significativa na matriz de custos da gestão o aterramento de resíduos e o seu transporte. Estabelecer mecanismos de indução à redução do transporte e aterramento de resíduos significa amplificar as formas de valorização local de resíduos como bem econômico e, consequentemente, reduzir a categoria de rejeitos aterráveis. 2

11 Uma das primeiras formas com que pode ser implementada esta indução é a diferenciação dos valores referentes ao transporte e disposição final de resíduos acima de um determinado limite. Este limite pode ser arbitrado, como exemplo, em 0,40 quilogramas diários por habitante, após o qual os municípios pagariam valores mais elevados para a disposição de rejeitos, possibilitando a redução dos valores para aqueles que não atinjam o limite fixado. Da mesma forma, os custos de transporte das quantidades geradas além da meta fixada, seriam arcados exclusivamente pelo município, de forma diferenciada do custo de transporte das quantidades prévias ao limite, que deverá ser distribuído entre todos os entes federados participantes da gestão associada. Os limites a serem adotados para a indução de práticas mais sustentáveis nos municípios (meta para a disposição final, acréscimo cobrado para o transporte e disposição de excedentes) podem e devem ser alterados conforme avança o processo de gestão associada, de forma a permitir uma indução constante das boas práticas. Nos próximos itens são analisados fatores que intervem na definição dos custos referentes à modalidade de saneamento limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. 2.4 Fatores referentes às unidades de disposição final de rejeitos domiciliares, de uso compartilhado Em relação ao uso compartilhado de unidades de disposição final de rejeitos domiciliares, pode ser considerada a diferenciação dos custos em quatro componentes, conforme indicações do Quadro. Quadro Componentes do custo de disposição final de rejeitos em aterros sanitários custos componente investimentos realizados componente 2 operação componente 3 fundo de reserva componente 4 pós operação descrição custos referentes aos investimentos realizados para a implantação da unidade custos relativos à operação da unidade custos relativos à constituição de reserva para investimento em unidades futuras custos relativos ao monitoramento após o encerramento da unidade A aplicação destes componentes permite diferenciar os custos para os participantes da gestão associada, contemplando a ocorrência de investimentos preliminares de algum dos participantes do consórcio, a previsão da participação ou não dos entes em unidades de futura implantação e o rateio dos custos operacionais. Logicamente, aplicando-se estes conceitos, um município detentor de um aterro previamente ao estabelecimento da gestão associada, arcaria com custo unitário menor para a disposição de seus resíduos, em relação aos demais participantes. Há ainda outro aspecto a ser abordado, em relação ao estabelecimento do mecanismo de indução à redução do aterramento de resíduos, com a fixação de limite acima do qual os municípios pagariam valores mais elevados para a disposição de rejeitos, possibilitando a redução dos valores para aqueles que não atinjam o limite fixado. 2.5 Fatores referentes às operações locais e às unidades locais de uso exclusivo 3

12 Operações locais como as de coleta de resíduos, quer as realizadas de forma indiferenciada ou de forma diferenciada, devem ser equacionadas com a fixação de seu custo padrão, diferenciando-se a participação dos municípios no custo total por meio das quantidades coletadas em cada um deles. Deverão ser fixados os custos padrão para a coleta convencional de RSD, coleta seletiva de RSD seco, de RSD orgânico, de RSS e outros que se façam necessários. Também a operação de unidades locais como galpões de triagem, pátios de compostagem, PEVs, ATTs e Aterros de RCD classe A, devem ter seu custo de operação diferenciado pelas quantidades geridas em cada município, fixando-se os custos padrão para cada uma das atividades. 2.6 Fatores referentes ao transporte de resíduos entre localidades O processo de associação para a gestão acarretará deslocamentos diferenciados de cargas entre os entes consorciados, ou mesmo para fora do território de gestão. Em muitas das situações, os municípios com maiores distâncias de deslocamento são os menores e menos capazes, em decorrência da locação das unidades de disposição final na proximidade dos municípios maiores geradores. Em função destas considerações, coloca-se como diretriz a uniformização dos custos de transporte, rateando-os igualitariamente pelos municípios, como expressão mesma da postura de associação para a gestão. No entanto, com a preocupação de induzir posturas comprometidas com a redução na geração de resíduos e com a sua retenção nas localidades geradoras, é aconselhável a limitação deste procedimento até determinada taxa de geração como exemplo, 0,4 kg diários por habitante. A partir deste limite os custos excedentes seriam arcados exclusivamente pelos municípios geradores, pagando pela distância de transporte. 2.7 Fatores referentes às atividades administrativas e de regulação Os custos administrativos e da regulação e fiscalização devem ser divididos diferenciadamente entre os municípios, referenciados nas quantidades de resíduos geridas em cada um deles. O rateio poderá ser equacionado pela divisão simples do total dos custos administrativos e de regulação e fiscalização pela totalidade de resíduos gerida. Deverão ser agregados ainda aos custos individuais dos municípios os custos resultantes dos serviços a eles especificamente prestados pelo consórcio público. Com o rateio dos custos pela totalidade de resíduos gerida torna-se possível contornar o problema gerado pela ocorrência de população flutuante em municípios com atividade turística. Sendo o rateio realizado por quantidades de resíduos, caberá a estes municípios estabelecerem mecanismos locais que compensem o custo da geração de resíduos pelos turistas. Logicamente, no processo de gestão associada, o custo per capita para estes municípios será mais elevado. 2.8 Aspectos dos contratos de rateio Estabelecidos os custos padrão e os fatores de diferenciação que deverão ser contemplados, os contratos de rateio deverão ser firmados entre os entes consorciados e o consórcio público, sendo esta a única forma de repasse de recursos ao consórcio. 4

13 Alguns aspectos são importantes de serem ressaltados: a) salvo nos casos em que os serviços públicos sejam custeados por taxas ou outros preços públicos e nos casos em que as ações estejam previstas em plano plurianual, o contrato de rateio será firmado a cada exercício financeiro; b) os recursos oriundos dos contratos de rateio não podem ser utilizados em despesas genéricas, transferências ou operações de crédito; c) poderá ser excluído do consórcio o ente que não prever em lei orçamentária ou em crédito adicional as despesas assumidas por meio de contrato de rateio. Estes são aspectos importantes para a definição mesma do instrumento contratual entre os entes. Adquire, neste sentido, importância fundamental, a iniciativa de estabelecer-se um a- cordo preliminar entre os entes em consorciamento, com a definição dos desembolsos necessários no exercício seguinte, de forma a alimentar o processo de preparo das leis orçamentárias. Está apresentada, em anexo a este Relatório, uma Minuta de Contrato de Rateio, preparada a partir de sugestões apresentadas pela FUNASA aos Consórcios que estão articulados na região de Ariquemes/RO e região de Jussara/PR (CISMAE). 3. ANÁLISE DOS FATORES DIFERENCIADORES DE CUSTO EM CONSÓRCIO PÚBLICO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO ESTADO DE SÃO PAULO REGIÃO DO CIRCUITO DAS ÁGUAS 3. Características do Consórcio Público do Circuito das Águas e investimentos previstos Os municípios da região do Circuito das Águas Paulistas, em total de 4, vêm avançando na direção de um consórcio público para a gestão dos resíduos sólidos. Ao futuro consórcio serão transferidas as competências de planejamento, regulação, fiscalização dos serviços públicos de saneamento básico e a referente à prestação de serviços de saneamento, focadas, em um primeiro esforço, na limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Estão sendo buscados recursos para a implantação de uma proposta coletiva de intervenção, com uma série extensa de empreendimentos, apresentados no Quadro 2, que dêem condição de exercício do manejo diferenciado e gestão adequada dos diversos resíduos gerados nas cidades. municípios Quadro 2 Empreendimentos previstos para os municípios da região do Circuito das Águas população urb (hab) galpões de triagem pátio compos tagem empreendimentos previstos área de aterro transbor sanitário PEVs do ATTs PEV central A distribuição dos empreendimentos pelos diversos municípios se dará como anunciada no Quadro 3, a seguir, que já permite observar o compartilhamento entre eles de diversas das unidades. 5

14 Quadro 3 Empreendimentos previstos para cada município da região do Circuito das Águas municípios população urbana 2009 (hab) galpões de triagem pátio compos -tagem empreendimentos previstos área de aterro transbor sanitário PEVs do ATTs PEV central Jaguariúna gdes + (*) Pedreira gdes + (*) Sto Ant. de Posse med Águas de Lindóia med Lindóia pqno Serra Negra gde Itapira gdes 2 Amparo gdes 2 Morungaba.030 med Monte A. do Sul no PEV Socorro gde Pedra Bela.390 no PEV Pinhalzinho pqno Tuiutí no PEV totais (*) PEV Central e PEV Simplificado em cada um dos municípios As articulações regionais prevêem, em um primeiro momento, o compartilhamento do uso de 4 aterros locais, de pequeno e médio porte, até a definição de um único, no futuro, a ser operado pelo consórcio em formação. Este fato, e mais as características diversificadas dos municípios em articulação, com vários deles muito pequenos e situados nas franjas da região em articulação, impõem a necessidade de consideração de mecanismos de compensação e de subsídio para definição do rateio dos custos da gestão associada. É o que será tratado nos próximos itens. 3.2 Fatores referentes às unidades de disposição final de rejeitos domiciliares, de uso compartilhado A perspectiva traçada para a região do Circuito das Águas é a de uso compartilhado de três aterros atualmente existentes, enquanto não se equaciona a implantação de um único aterro regional. A Figura adiante apresentada indica a posição destes aterros situados em Socorro, Amparo e Pedreira, que devem, portanto, ter esta excepcionalidade tratada no rateio dos custos. Na figura estão indicadas também as unidades de transbordo a serem utilizadas visando uma melhor logística de transporte. Para a visualização dos custos referentes às unidades de disposição final, estudo recente da Fundação Getúlio Vargas FGV onde são apresentadas estimativas para as diversas fases de custo das unidades, pode oferecer informações importantes como as apresentadas no Quadro 4. Quadro 4 Custo das etapas de viabilização de aterros de pequeno porte etapas participação sobre o total pré implantação e implantação 6,24 % operação 86,70 % encerramento e pós encerramento 7,06 % adaptado de FGV, 2008, referentes à operação por 20 anos 6

15 Figura Localização de Aterros Sanitários e Áreas de Transbordo previstas para o Consórcio Público da região do Circuito das Águas Na região do Circuito das Águas, a perspectiva é de que aconteçam investimentos federais, com recursos não retornáveis do OGU Orçamento Geral da União, inscritos no PAC. De acordo com a demanda já apresentada ao Governo Federal, o aterro previsto contaria com células para 3 anos de disposição de resíduos, demandando, após este prazo, novos investimentos. A constituição de reservas para a retomada dos investimentos, portanto, deveria prover os recursos necessários à contrapartida de um futuro financiamento, contrapartida esta que dificilmente seria superior a 20% do investimento. Informações compiladas recentemente em trabalhos do MMA informam sobre os custos de implantação de aterros sanitários para populações de diversos portes. Para a população de referência no Circuito das Águas, 370 mil habitantes, o investimento necessário seria na ordem de R$ 4,2 milhões (R$,2 por habitante), implicando em uma reserva, para contrapartida, de R$ 823 mil, a ser constituída no período de aproximadamente 4 anos (um ano de operação compartilhada dos aterros já existentes, seguido de 3 anos de operação em aterro possibilitado por investimento do PAC). Desta previsão decorrerá, em função da taxa média de geração de RSD na região (0,7 quilos diários), o aporte de R$ 2,55 a cada tonelada manejada no aterro, neste período. A partir destas informações é possível definir-se os custos de referência, como apresentados no Quadro 5 e observar o resultado da análise de diferenciação dos custos para os municípios, no Quadro 6 a seguir, que incorpora a elevação, em 0%, dos valores de disposição para os municípios com taxas de disposição superiores a 0,40 quilogramas por habitante. Este quadro apresenta a tendência em relação à elevação ou rebaixamento dos custos. 7

16 Quadro 5 Custos de referência adotados para a disposição final no Circuito das Águas (por tonelada disposta) itens custo unitário estimado para a disposição custo dos investimentos pré operacionais custo operacional custo encerramento e pós encerramento valor para constituição do fundo de reserva valor 33,36 R$/t 2,08 R$/t 28,92 R$/t 2,36 R$/t 2,55 R$/t Quadro 6 Diferenciação dos custos para a disposição final no Circuito das Águas (R$/t) município investimentos operação pós operação fundo reserva total tendência Jaguariúna 2,2 29,44 2,40 2,55 36,5 Pedreira 29,44 2,40 2,55 34,39 S. Antonio de Posse 2,2 29,44 2,40 2,55 36,5 Águas de Lindóia 2,2 29,44 2,40 2,55 36,5 Lindóia 2,0 29,3 2,37 2,55 36,4 Serra Negra 2,2 29,44 2,40 2,55 36,5 Itapira 2,3 29,59 2,4 2,55 36,68 Amparo 29,44 2,40 2,55 34,39 Morungaba 2,0 29,3 2,37 2,55 36,4 M. Alegre do Sul 2,0 29,3 2,37 2,55 36,4 Socorro 29,44 2,40 2,55 34,39 Pedra Bela 2,0 29,3 2,37 2,55 36,4 Pinhalzinho 2,0 29,3 2,37 2,55 36,4 Tuiutí 2,0 29,3 2,37 2,55 36,4 médias 33,36 2,55 35,9 3.3 Fatores referentes às operações locais e às unidades locais de uso exclusivo Valores oriundos de relatórios técnicos anteriores deste consultor, da consultora Maria Stella Magalhães Gomes e do consultor Dan Moshe Schneider, agregados a dados do SNIS-RS e alguns dados de mercado informam sobre os custos padrão de referência das operações locais, conforme indicados no Quadro 7. Quadro 7 Custos de referência adotados para operações locais e manejo nas unidades locais de uso exclusivo atividade manejo do RSD valor unidade Custo de coleta convencional 56,56 R$/t Custo de coleta diferenciada de RSD orgânicos 56,56 R$/t Custo de coleta diferenciada de RSD secos 88,80 R$/t Custo de varrição 0,04 R$/hab Custo de manutenção de galpões de triagem 38,45 R$/t Custo de compostagem 52,50 R$/t atividade manejo do RCD e VOL Custo da coleta corretiva em deposições irregulares 49,50 R$/t Custo da coleta por meio de PEVs 29,0 R$/t Custo de operação em ATTs 6,2 R$/t Custo de aterramento de RCD classe A,3 R$/t A diferenciação dos custos para os diversos municípios participantes da gestão associada será feita na consideração dos totais manejados. 8

17 3.4 Fatores referentes ao transporte de resíduos entre localidades Aplicando-se as diretrizes definidas no item 2.6, para a região do Circuito das Águas serão uniformizados os custos de transporte de resíduos entre municípios, até a taxa de geração de 0,4 kg diários por habitante, de forma a não prejudicar os municípios com maiores distâncias de deslocamento, menores e menos capazes. A partir deste limite os custos excedentes serão arcados exclusivamente pelos municípios geradores, pagando pela distância de transporte. O Quadro 8 apresenta os valores referentes a este item, os municípios que geram resíduos além do valor estipulado e o valor final do rateio para cada município, com a tendência em relação elevação ou redução dos custos. Quadro 8 Diferenciação dos custos para o transporte de rejeitos no Circuito das Águas município RSD a transportar (t/dia) geração excedente (kg diário/hab) custo transp. individual. (R$/dia) custo final transporte rateado (R$/dia) tendência Jaguariúna 7,9 0,05 4,94 79,76 Pedreira 7,87 0,05 7,32 S. Antonio de Posse 7,64 0,05 9,97 83,26 Águas de Lindóia 7,28 0,05 7,92 87,69 Lindóia 2,35 22,53 Serra Negra 0,05 0,05 0,20 06,60 Itapira 32,8 0,08 77,3 39,96 Amparo 22,2 0,05 22,44 234,55 Morungaba 4,34 4,60 M. Alegre do Sul,5 4,48 Socorro 0,8 0,05 9,59 07,20 Pedra Bela 0,55 5,24 Pinhalzinho 2,46 23,57 Tuiutí,7,2 médias 37,5-62,37.480, Fatores referentes às atividades administrativas e de regulação No Circuito das Águas, o rateio dos custos administrativos e da regulação e fiscalização será equacionado pela divisão simples do total dos custos pela totalidade de resíduos gerida. A quantidade gerida será o fator de diferenciação dos custos. Custos individuais, decorrentes de serviços específicos a eles prestados pelo consórcio público serão agregados aos custos individuais. Caberá aos municípios com atividade turística estabelecer mecanismos locais que compensem o custo da geração de resíduos por população flutuante. 3.6 Análise final dos fatores diferenciadores de custo no Circuito das Águas Tendo sido feita a análise constante dos itens anteriores, é possível proceder a uma sistematização final, agregando, como observável no Quadro 9, os diversos custos resultantes da aplicação dos critérios propostos. 9

18 Quadro 9 Custos estimados por município e per capita individualizados, após aplicação de fatores de diferenciação municípios custos operacionais custos adm. e fin. consórcio custos adm. e fin. câm. regul totais per capita Jaguariúna , , , ,95 4,7 Pedreira.377.0, , , ,86 4,04 Sto Antonio de Posse , , , ,0 4,0 Aguas de Lindóia , , , ,64 4,2 Lindóia 9.745, ,6 7.62, ,66 3,75 Serra Negra , , ,40.0.0,68 4,09 Itapira , , , ,94 4,54 Amparo , , , , 4,32 Morungaba ,72 2.9, , ,8 3,79 Monte Alegre do Sul , ,29.40, ,72 3,79 Socorro , , , ,27 4,06 Pedra Bela 44.62, , , ,4 3,75 Pinhalzinho , , , ,97 3,75 Tuiutí , , , ,36 3,75 totais , , , , 4,20 Pelas informações constantes do Quadro 0 torna-se possível um comparativo entre as situações individuais estabelecidas, com registro das alterações mais significativas que, no conjunto, possibilitam maior equilíbrio à gestão associada. Quadro 0 Comparativo entre os custos estimados per capita antes e após aplicação de fatores de diferenciação municípios custos per capita sem compensações e subsídios custos per capita com compensações e subsídios alteração Jaguariúna 4,2 4,7 Pedreira 3,9 4,04 Sto Antonio de Posse 4, 4,0 = Aguas de Lindóia 4,28 4,2 Lindóia 3,88 3,75 Serra Negra 4,06 4,09 = Itapira 4,57 4,54 = Amparo 4,32 4,32 = Morungaba 4,0 3,79 Monte Alegre do Sul 3,74 3,79 Socorro 4,05 4,06 = Pedra Bela 3,77 3,75 = Pinhalzinho 3,74 3,75 = Tuiutí 3,84 3,75 médias 4,20 4,20 No Circuito das Águas deve ser ressaltado que os valores que se elevaram em 3 municípios o fizeram muito discretamente, enquanto as reduções, para 4 outros, foram bastante significativas. A Figura 2, a seguir, apresenta bem a relação estabelecida entre o porte populacional do município e os custos per capita decorrentes dos critérios de diferenciação. É nítida, na corre- 0

19 lação estabelecida, a excepcionalidade dos casos de Pedreira, Socorro, Serra Negra e Santo Antonio de Posse, debitável ao fato de serem municípios com taxas de geração de RSD mais elevadas. Figura 2 Comparativo entre os custos estimados per capita e o porte dos municípios vinculados ao Consórcio Público da região do Circuito das Águas 5,00 80,0 4,50 70,0 R$ mensais / hab... 4,00 3,50 3,00 2,50 2,00,50,00 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 000 hab. 0,50 0,0 0,00 Tuiutí Pedra Bela Lindóia Pinhalzinho Monte Alegre do Su Morungaba Pedreira Socorro Serra Negra Sto Antonio de Posse Aguas de Lindóia Jaguariúna Amparo Itapira 0,0 rateio per capita população A Figura 3 permite observar a relação estabelecida entre a posição geográfica do município, seu porte e os custos per capita decorrentes dos critérios de diferenciação. Figura 3 Faixas de distinção dos custos per capita após aplicação de fatores de diferenciação na região do Circuito das Águas

20 Será, portanto, com a aplicação destas diretrizes de compensação, subsídio e indução, expressa nos fatores de diferenciação propostos para o início da discussão da questão, que será possível avançar na formulação final dos critérios de rateio e, finalmente, na definição de taxas de manejo e destinação de resíduos adequadas. 4. ANÁLISE DOS FATORES DIFERENCIADORES DE CUSTO EM CONSÓRCIO PÚBLICO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO ESTADO DE SÃO PAULO REGIÃO DE SUMARÉ 4. Características do Consórcio Intermunicipal de Manejo dos Resíduos Sólidos e investimentos previstos Seis municípios do Estado de São Paulo organizaram um consórcio público - Consórcio Intermunicipal de Manejo dos Resíduos Sólidos - para a gestão dos resíduos sólidos na região metropolitana de Campinas e estabeleceram convênio com o Ministério do Meio Ambiente, por meio do município de Sumaré. Em função de edital publicado pelo Ministério das Cidades, os municípios organizaram propostas de instalações em conformidade com o modelo tecnológico defendido pelo DAU - Departamento de Ambiente Urbano, inscrevendo solicitação de apoio da União à execução dos projetos locais. O conjunto de instalações indicadas consta do Quadro a seguir. municípios Quadro Empreendimentos previstos para os municípios da região do Consórcio Intermunicipal população urb (hab) galpões de triagem pátio composta gem empreendimentos previstos aterro sanitário PEVs ATTs Aterros RCD A distribuição dos empreendimentos pelos diversos municípios se dará como anunciada no Quadro 2 e na Figura 4 a seguir. Quadro 2 Empreendimentos previstos para cada município da região do Consórcio Intermunicipal municípios população urbana 2009 (hab) galpões de triagem pátio compostagem empreendimentos previstos aterro sanitário PEVs ATTs Americana gdes 6 Sta Bárb. D'Oeste gdes 5 Nova Odessa gde e med 2 Sumaré gde e med 8 Hortolândia pqno 6 Monte Mor med 2 totais aterros RCD 2

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