RELATÓRIO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO TC /2011-2

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1 GRUPO I CLASSE V Plenário TC / Natureza: Levantamento de Auditoria Interessado: Tribunal de Contas da União Entidade: Caixa Econômica Federal (Caixa) Advogado constituído nos autos: não há. SUMÁRIO: LEVANTAMENTO DE AUDITORIA. IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS ASSOCIADOS E CONTROLES INTERNOS EXISTENTES NOS PROCESSOS DE CONCESSÃO E MANUTENÇÃO DO CRÉDITO HABITACIONAL. OPORTUNIDADES DE MELHORIAS. RECOMENDAÇÕES. SIGILO DE PEÇAS. CIÊNCIA. ARQUIVAMENTO. RELATÓRIO Adoto como relatório os excertos adiante transcritos do relatório de auditoria produzido pela 2ª Secex (peça 27), cuja proposta contou com a anuência do Secretário (peça 29): INTRODUÇÃO Deliberação 1. Trata-se de levantamento na área de concessão e manutenção do crédito habitacional na Caixa Econômica Federal, autorizado pelo Acórdão 1.758/2011-TCU-Plenário, de 29/6/2011, tendo em vista proposta formulada por esta Secretaria no TC / Essa proposta teve como motivação o trabalho realizado por esta Unidade TC /2010-5, no período entre 5/7/2010 a 15/9/2010, em que foi feito levantamento com o objetivo de conhecer a composição da carteira de crédito habitacional da Caixa, a estrutura de concessão de crédito, as diversas linhas de crédito e respectivas fontes de recursos, os limites de alçadas, a inadimplência e as normas gerais de regência do processo, para verificar possíveis objetos de fiscalização. Como resultado do trabalho, a equipe de auditoria identificou a área de controles internos da carteira habitacional como passível de fiscalização pelo TCU. Objetivo e escopo 3. O objetivo deste levantamento é identificar os riscos associados e os controles internos existentes nos processos de concessão e manutenção do crédito habitacional, no âmbito da Caixa Econômica Federal. PRINCIPAIS PROCESSOS A. Realização de pesquisas cadastrais A.1. Objetivo: 17. Verificar a existência de registros nos cadastros restritivos ao crédito e nos cadastros internos da Caixa sobre os proponentes e vendedores, visando obter informações que subsidiem a decisão de concessão de crédito. A.6. Riscos: 24. No caso dos proponentes, o risco existente é o de não realização da pesquisa nos cadastros do SIACI e SICDM. As pesquisas do SIRIC são automáticas e não há possibilidade de contratação do financiamento sem que sejam realizadas. 25. A falta das pesquisas dos proponentes nos cadastros internos pode acarretar a contratação de financiamento com utilização do FGTS por proponente que já possua imóvel no 1

2 mesmo município, o que é vedado pelas normas do Fundo, ou a contratação de financiamento com cliente que possua outro financiamento com histórico recente de inadimplência, o que é vedado pelo item do normativo HH No caso dos vendedores, a falta das pesquisas pode acarretar o financiamento de imóvel sobre o qual haja problemas jurídicos ou construtivos e a contratação com vendedores impedidos de operar com a Caixa. 27. Como possíveis consequências, em relação aos proponentes, destaca-se a possibilidade de liberação de recursos do FGTS em financiamento em desacordo com as regras do fundo, o aumento do risco de inadimplência, nos casos em que houver a contratação de financiamento por mutuário com histórico de inadimplência junto a Caixa. Em relação aos vendedores, pode ocorrer a precarização da garantia, nos casos em que houver falhas nas pesquisas cadastrais. 28. Na análise qualitativa de risco efetuada pela equipe (peça 26), a ocorrência destes eventos de risco foi classificada como possível, atribuindo-se o nível de risco médio. Para mitigar o risco da não realização das pesquisas, sugere-se a adoção de verificação de conformidade das pesquisas cadastrais nas operações contratadas pelo SBPE, a exemplo do que já ocorre nas contratações para operações de crédito comercial. B. Cobrança de taxas B.1. Objetivo: 29. Prover o ressarcimento de despesas administrativas decorrentes da contratação do crédito imobiliário. B.6. Riscos: 34. O risco identificado com relação a este processo é o de contratação do financiamento sem a cobrança das taxas de cadastro do comprador, do vendedor e de avaliação. 35. Segundo relatado pela Caixa, não há a possibilidade de a segunda parte da taxa de avaliação dos bens recebidos em garantia não ser cobrada, pois se não houver o recebimento antes da assinatura do contrato, a taxa será cobrada com as prestações. 36. Em consequência, vislumbra-se a possibilidade de prejuízo financeiro à instituição em relação à primeira parte da taxa de avaliação, de menor valor, e das taxas de cadastro dos proponentes e vendedores, que usualmente são dispensadas. 37. Na análise qualitativa de risco efetuada pela equipe, a ocorrência deste evento de risco foi classificada como provável, atribuindo-se o nível de risco baixo. Entende-se que, neste caso, é recomendável a adoção de procedimento de verificação de conformidade, para atestar a cobrança da primeira parte da tarifa de avaliação e, quando cabível, das taxas de cadastro de proponente e vendedor. C. Enquadramento e manutenção da taxa de juros do contrato C.1. Objetivos: 38. Concessão e manutenção de taxas diferenciadas para clientes detentores de produtos/serviços da Caixa. C.6. Riscos: 45. O principal risco associado a este processo é o de o mutuário deixar de possuir os produtos/serviços que geraram o benefício em algum momento da fase de amortização do contrato, permanecendo com o benefício da taxa reduzida sem a contrapartida acordada. Como a rotina de verificação não é automática e não tem periodicidade definida, nos intervalos entre as atualizações sempre haverá a possibilidade de existir mutuários que deixaram de cumprir as condições e, mesmo assim, continuem usufruindo o benefício até a próxima atualização. 46. A consequência seria o menor ganho financeiro decorrente da redução da taxa de juros cobrada, sem o benefício pretendido pela Caixa com a redução. 2

3 47. Na análise qualitativa de risco efetuada pela equipe, a ocorrência deste evento de risco foi classificada como provável, atribuindo-se o nível de risco baixo, motivo pelo qual não se recomenda a adoção de controles adicionais. D. Avaliação do risco de crédito D.1. Objetivo: 48. Avaliar a capacidade de pagamento do cliente, estabelecer os limites de financiamento e estabelecer o conceito (rating) do cliente e da operação. D.6. Riscos: 53. O principal risco identificado com relação à avaliação de risco de crédito reside no incorreto cadastramento da renda, que é o principal parâmetro para a definição da capacidade de pagamento do cliente. 54. O sistema SIRIC mitiga este risco a partir da utilização da renda presumida do cliente nas avaliações, o que ocorre sempre que as informações de atributos associados ao perfil socioeconômico do cliente não são coerentes com a informação de renda cadastrada. 55. A renda presumida do cliente é inferida a partir de informações de seu perfil, tais como fonte pagadora, ocupação ou atividade, entre outros. 56. A utilização deste controle é um fator positivo e mitiga o risco de erros e fraudes, além de facilitar a análise de crédito de proponentes que não exercem atividades formais, cuja comprovação de renda é mais difícil. 57. No entanto, a utilização da renda presumida não evita que o sistema considere a renda cadastrada de forma incorreta, sobretudo em casos de fraude ou de erro, em que tanto a atividade profissional quanto as demais informações socioeconômicas sejam informadas de forma incorreta. 58. Outro risco identificado diz respeito à possibilidade de apuração e cadastramento incorreto no SIRIC das despesas mensais e demais obrigações financeiras dos proponentes. Este risco é agravado pelo fato de que essas informações são fornecidas pelos proponentes, e muitas vezes não há mecanismos disponíveis para agência para verificação de sua veracidade. 59. Quanto às despesas familiares, a Caixa informou, por meio de entrevista, que o sistema SIRIC leva em conta, além das informações prestadas pelos proponentes, dados estatísticos obtidos nas pesquisas de orçamentos familiares, do IBGE. Dessa forma, o sistema está preparado para avaliar de forma mais eficiente os proponentes cujas despesas não sejam informadas ou sejam declaradas propositalmente em valores inferiores à realidade. 60. Quanto às obrigações junto às demais instituições financeiras, no entanto, não há qualquer procedimento de verificação, apesar da existência do Sistema de Informações de Crédito do Banco Central do Brasil - SCR, cadastro que reúne informações sobre os créditos concedidos no Sistema financeiro Nacional de valor superior a R$ 5 mil. 61. Como consequência desses eventos de risco, pode-se indicar o aumento na inadimplência, em decorrência da concessão de crédito para clientes sem capacidade de pagamento. 62. Na análise qualitativa de risco efetuada pela equipe, a ocorrência destes eventos de risco foi classificada como possível, atribuindo-se o nível de risco médio. Dessa forma, tendo em vista os riscos apurados, sugere-se a adoção da pesquisa no SCR do Banco Central, que reúne informações sobre operações de crédito de valores superiores a R$ 5 mil, a fim de evitar a concessão de crédito a clientes com a capacidade de pagamento comprometida por endividamento excessivo ou com créditos em situação de inadimplência junto ao sistema financeiro. 63. Além disso, considera-se pertinente a adoção de procedimento de verificação de conformidade, que possa atestar que os dados inseridos no sistema de avaliação de crédito, 3

4 sobretudo a renda, foram embasados em documentação válida e regular, conforme os normativos da Caixa. E. Contratação de seguro DFI/MIP E.1. Objetivos: 64. Assegurar o retorno dos financiamentos em caso de sinistros com o imóvel ou com o mutuário. E.6 Riscos: 69. O principal risco identificado é o de que o financiamento seja contratado sem a cobertura dos seguros MIP e DFI, ou que o seguro seja contratado com falhas que acarretem a negativa de cobertura em caso de sinistro. 70. Em razão dos controles adotados, não há a possibilidade de contratação de financiamento sem seguro. 71. Quanto aos procedimentos de contratação, vislumbra-se o risco de que a declaração pessoal de saúde não seja assinada pelo cliente, o que, em tese, pode acarretar a negativa de cobertura de sinistro, sobretudo nos casos em que houver algum risco relacionado ao mutuário que tenha sido omitido na declaração. Esclarece-se que a declaração de saúde deve ser preenchida eletronicamente no sistema, diante do proponente e com informações por ele prestadas, devendo ser impressa e assinada na forma do item do normativo HH 125. Em tese, pode ocorrer de o seguro ser contratado sem a assinatura do cliente, em especial quando o capital segurado estiver dentro do limite de aceitação automática, pois nesse caso a contratação do seguro não depende do envio imediato da declaração à seguradora. 72. A consequência deste evento de risco seria, em caso de sinistro, a possibilidade de prejuízos financeiros à Caixa, diante da negativa dos mutuários ou herdeiros em manter o pagamento dos financiamentos após a negativa dos sinistros. 73. Na análise qualitativa de risco efetuada pela equipe, a ocorrência deste evento de risco foi classificada como possível, atribuindo-se o nível de risco médio. Neste caso recomendase, em vista dos riscos apurados, a conferência da assinatura na declaração de pessoal de saúde, como procedimento de verificação de conformidade. F. Aprovação do financiamento F.1. Objetivos: 74. Aprovação da concessão do financiamento pela alçada competente, definida em razão do valor do financiamento proposto, somado a qualquer outra operação de crédito imobiliário que o proponente eventualmente possua. F.6. Riscos: 82. O principal risco identificado com relação ao processo de aprovação da operação seria a contratação da operação sem a aprovação da alçada competente. 83. A principal consequência da ocorrência desse evento de risco seria a aprovação da operação em desacordo com as normas e sem a adoção das devidas cautelas requeridas na concessão do crédito. 84. Tendo em vista a existência do procedimento de bloqueio de alçadas, e considerando ainda que atualmente a maioria das operações é aprovada no âmbito da agência, na análise qualitativa de risco efetuada pela equipe, a ocorrência destes eventos de risco foi classificada como improvável. Atribui-se o nível de risco médio. Neste caso, não se recomenda a adoção de controles adicionais. G. Liberação de recursos ao vendedor G.1.Objetivo: 85. Verificar o correto registro do instrumento de crédito e liberar os recursos ao vendedor. 4

5 G.6. Riscos: 90. O principal risco identificado é o de haver a liberação dos recursos ao vendedor sem o respectivo registro do instrumento de crédito. Como a liberação depende da informação dos dados do registro no SIACI, tal ocorrência somente poderia ocorrer em decorrência de fraude. 91. A consequência da falta de registro do contrato seria a impossibilidade ou dificuldade de execução da garantia, na hipótese de inadimplência. Como a transferência da propriedade só se efetiva com o registro no Cartório de Registro de Imóveis, existe a possibilidade de o imóvel financiado ser vendido a outra pessoa, que em tese não seria afetada pela garantia constituída no contrato ou escritura. 92. Na análise qualitativa de risco efetuada pela equipe, a ocorrência destes eventos de risco foi classificada como possível, atribuindo-se o nível de risco alto. Neste caso, tendo em vista os riscos identificados, recomenda-se a adoção de procedimento de verificação de conformidade do registro. H. Avaliação do imóvel H.1. Objetivo: 93. Avaliar o imóvel a ser financiado, de forma a garantir o correto enquadramento do financiamento nas linhas de crédito disponíveis, bem como definir as condições do financiamento e garantir o retorno dos valores em caso de inadimplência do mutuário. H.6. Riscos: 98. O principal risco associado a este processo é o de avaliação incorreta do bem a ser financiado, em decorrência de fraude ou erro da empresa avaliadora. 99. Como consequência desse risco, pode haver, no caso avaliação acima do valor de mercado, a concessão de financiamento maior do que o estabelecido, uma vez que a cota de financiamento máxima é de 70%, 90% ou 100% do valor do imóvel, ou até mesmo a concessão de financiamento superior ao próprio valor do imóvel em si. Essas ocorrências podem acarretar, em caso de inadimplência, dificuldades de recuperação dos valores financiados No caso de avaliação inferior ao valor de mercado, poderia haver o enquadramento incorreto da linha de crédito e da taxa de juros, que é diferenciada em razão do valor do imóvel. Além disso, também pode ser descumprido o limite de utilização do FGTS, que pode ser liberado junto ao financiamento se o valor do imóvel for inferior a R$ 500 mil Na análise qualitativa de risco efetuada pela equipe, a ocorrência destes eventos de risco foi classificada como possível, atribuindo-se o nível de risco médio. No entanto, considerou-se que os procedimentos normatizados pela Caixa são suficientes e não se identificou a necessidade de adoção de controles adicionais. I. Execução Extrajudicial dos contratos inadimplidos Alienação Fiduciária I.1. Objetivos: 102. Adotar os procedimentos necessários para consolidação da propriedade dos imóveis alienados fiduciariamente, garantido o retorno dos valores financiados pela Caixa em caso de inadimplência. I.5. Riscos: 108. O principal risco relacionado a este processo é a ocorrência de demora no processo de execução extrajudicial, decorrente de erros no processo de notificação e consolidação da propriedade, bem como a falta de acompanhamento dos atos a serem praticados pelo CRI. 5

6 109. Como consequência desse evento de risco, destaca-se o prejuízo financeiro à Caixa, pelo atraso na cobrança dos valores inadimplidos, sobretudo nos casos em que o acúmulo dos encargos mensais tornem o valor da dívida superior ao valor do bem Na análise qualitativa de risco efetuada pela equipe, a ocorrência destes eventos de risco foi classificada como possível, atribuindo-se o nível de risco baixo. Neste caso, tendo em vista os riscos identificados, não se recomenda a adoção de controles adicionais Na análise de risco qualitativa realizada pela equipe, consolidada na matriz de risco (peça 26), foi estimado que a ocorrência da maioria dos riscos identificados é meramente possível ou improvável, e que o nível de risco é majoritariamente baixo ou médio Em decorrência dessa análise, e considerando ainda a existência dos mecanismos de controle interno mencionados, entende-se não haver necessidade de novas ações de controle sobre a matéria por parte do Tribunal. PROPOSTA DE ENCAMINHAMENTO 149. Diante do exposto, submetem-se os autos à consideração superior, propondo: recomendar à Caixa Econômica Federal, com fulcro no art. 250, inciso III, do Regimento Interno do TCU, que: a) realize pesquisa dos dados dos proponentes de financiamentos na linha Carta de Crédito SBPE no SCR Sistema de Informações de Crédito do Banco Central do Brasil, com a finalidade de evitar a concessão de crédito a clientes com a capacidade de pagamento comprometida por endividamento excessivo ou com créditos em situação de inadimplência junto ao sistema financeiro (item D); b) adote procedimento de verificação de conformidade das operações contratadas na linha Carta de Crédito SBPE, visando atestar a aderência dos procedimentos adotados na contratação aos normativos da Caixa sob os seguintes aspectos: b.1) realização das pesquisas cadastrais (item A); b.2) cobrança da primeira parte da tarifa de avaliação e, quando cabível, das taxas de cadastro de proponente e vendedor (item B); b.3) inserção no sistema SIRIC dos dados que embasaram a análise de crédito (item D); b.4) assinatura da declaração pessoal de saúde, relacionada à contratação de seguro MIP Morte e Invalidez Permanente (item E); b.5) registro do instrumento de crédito previamente à liberação dos recursos ao vendedor (item G) apor chancela de sigilo nas peças 14 e 17 a 24 do presente processo, nos termos do art. 9º da Resolução TCU 191/2006, tendo em vista a natureza das informações apresentadas Arquivar os presentes autos, nos termos do art. 169, IV, do Regimento Interno/TCU. É o relatório. 6

7 VOTO Em apreciação levantamento de auditoria realizado pela 2ª Secex, que teve por objetivo identificar os riscos associados e os controles internos existentes nos processos de concessão e manutenção do crédito habitacional, no âmbito da Caixa Econômica Federal. 2. O escopo do trabalho se restringiu às fases de contratação e de execução extrajudicial dos financiamentos garantidos por alienação fiduciária do maior produto da carteira de crédito imobiliário da Caixa, CCSBPE SFH Aquisição Novo. Foram avaliados os seguintes processos: i) fase de contratação - realização das pesquisas cadastrais, cobrança de taxas, enquadramento e manutenção da taxa de juros do contrato, avaliação de risco de crédito, contratação de seguro, aprovação da operação, liberação de recursos ao vendedor, registro do contrato no Cartório de Registro de Imóveis e avaliação do imóvel objeto do financiamento; ii) fase de execução extrajudicial - acompanhamentos dos prazos para cobrança e acompanhamento do processo de cobrança no Cartório de Registro de Imóveis (CRI). 3. Os principais riscos identificados se referem a: a) contratação de financiamento sem a realização das pesquisas cadastrais, sem a cobrança das taxas e sem seguros ou sem assinatura da declaração pessoal de saúde; b) concessão e manutenção indevida de taxa de juros reduzida; c) avaliação de crédito deficiente; d) liberação dos recursos ao vendedor sem o registro do instrumento de crédito; e) avaliação incorreta do bem financiado; f) demora no processo de execução extrajudicial. 4. Não houve recomendação de adoção de controles adicionais no que se refere à concessão e manutenção indevida de taxa de juros reduzida para clientes detentores de produtos/serviços da Caixa, à avaliação incorreta do bem financiado e à demora no processo de execução extrajudicial, uma vez atribuído o nível de risco baixo ou médio a essas situações. Os procedimentos normatizados pela Caixa e os mecanismos de controle interno existentes foram considerados suficientes. 5. Em relação aos demais riscos, identificadas oportunidades de melhoria, a Unidade Técnica propôs expedir recomendações à Caixa, com vistas à adoção de procedimento de verificação de conformidade das operações, e à realização de pesquisa dos dados dos proponentes de financiamentos no Sistema de Informações de Crédito SCR do Banco Central do Brasil. 6. Por fim, foi sugerido apor chancela de sigilo nas peças 14 e 17 a 24 do processo ora em análise, nos termos do art. 9º da Resolução TCU 191/2006, tendo em vista a natureza das informações apresentadas. 7. Manifesto minha adesão à proposta de encaminhamento formulada pela 2ª Secex, no sentido de se expedir recomendações à Caixa, de modo a prevenir a ocorrência de erros e fraudes no processo de concessão e manutenção do crédito habitacional e à aprimorar os procedimentos da entidade financeira 8. Destaco a identificação de mecanismos adequados de controle interno, bem como a estimativa de que a ocorrência da maioria dos mencionados riscos é apenas possível ou improvável, com nível de risco baixo ou médio, o que dispensa novas ações de controle por parte do Tribunal. Ante o exposto, VOTO no sentido de que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à deliberação deste Colegiado. TCU, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 14 de março de VALMIR CAMPELO Ministro-Relator 1 Para verificar as assinaturas, acesse informando o código

8 ACÓRDÃO Nº 565/2012 TCU Plenário 1. Processo nº TC / Grupo I Classe de Assunto V: Relatório de Auditoria 3. Interessado: Tribunal de Contas da União. 4. Entidade: Caixa Econômica Federal (Caixa). 5. Relator: Ministro Valmir Campelo. 6. Representante do Ministério Público: não atuou. 7. Unidade: 2ª Secex. 8. Advogado constituído nos autos: não há. 9. Acórdão: VISTOS, relatados e discutidos estes autos de levantamento de auditoria realizada pela 2ª Secex, que teve por objetivo identificar os riscos associados e os controles internos existentes nos processos de concessão e manutenção do crédito habitacional, no âmbito da Caixa Econômica Federal. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário, ante as razões expostas pelo relator, em: 9.1. recomendar à Caixa Econômica Federal, com fulcro no art. 250, inciso III, do Regimento Interno do TCU, que: realize pesquisa dos dados dos proponentes de financiamentos na linha Carta de Crédito SBPE no Sistema de Informações de Crédito SCR do Banco Central do Brasil, com a finalidade de evitar a concessão de crédito a clientes com a capacidade de pagamento comprometida por endividamento excessivo ou com créditos em situação de inadimplência junto ao sistema financeiro; nas operações contratadas na linha Carta de Crédito SBPE, visando atestar a aderência dos procedimentos adotados na contratação aos normativos da Caixa, adote procedimento de verificação de conformidade: das pesquisas cadastrais; da cobrança da primeira parte da tarifa de avaliação e, quando cabível, das taxas de cadastro de proponente e vendedor; dos dados que embasaram a análise de crédito no Sistema de Risco de Crédito SIRIC; da assinatura da declaração pessoal de saúde, relacionada à contratação de seguro MIP Morte e Invalidez Permanente; do registro do instrumento de crédito no Cartório de Registro de Imóveis previamente à liberação dos recursos ao vendedor; 9.2. apor chancela de sigilo nas peças 14 e 17 a 24 do presente processo, nos termos do art. 9º da Resolução TCU 191/2006, tendo em vista a natureza das informações apresentadas; 9.3. dar ciência desta deliberação à Caixa Econômica Federal; e 9.4. arquivar os presentes autos. 10. Ata n 8/2012 Plenário. 11. Data da Sessão: 14/3/2012 Ordinária. 12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC /12-P. 13. Especificação do quorum: Ministros presentes: Benjamin Zymler (Presidente), Valmir Campelo (Relator), Walton Alencar Rodrigues, Augusto Nardes, Raimundo Carreiro, José Jorge, José Múcio Monteiro e Ana Arraes Ministro-Substituto convocado: Augusto Sherman Cavalcanti. 1 Para verificar as assinaturas, acesse informando o código

9 13.3. Ministro-Substituto presente: Marcos Bemquerer Costa. (Assinado Eletronicamente) BENJAMIN ZYMLER Presidente (Assinado Eletronicamente) VALMIR CAMPELO Relator Fui presente: (Assinado Eletronicamente) LUCAS ROCHA FURTADO Procurador-Geral 2 Para verificar as assinaturas, acesse informando o código

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