VISTOS, relatados e discutidos os autos do Pedido de Providências 0.970,

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1 1 Pedid de Prvidências n" 970 Requerente: Escla Nacinal da Magistratura e Assciaçã ds Magistrads d Brasil. Assunt:Resluçã n 11/2006 CNJ - Atividade jurídica - Curss de Pósgraduaçã - Ediçã de nrma de transiçã. Requerid: Cnselh Nacinal de Justiça - CNJ. EMENTA: 1. PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS 2. Cômput d temp de atividade jurídica. 3. Ediçã de regra de transiçã para artig 3 da Resluçã CNJ n Temp de atividade jurídica e curss de pós-graduaçã e preparaçã para a carreira da magistratura fertads pelas Esclas federais e estaduais da Magistratura. 4. Pssibilidade transitória em face da inexistência das Esclas da Magistratura previstas n art, 105 e Efetividade plena d art. 3 da citada resluçã, em face da existência de diverss curss de pós-graduaçã recnhecids inclusive pels Cnselhs Estaduais de Educaçã 6. Pedid deferid para inclusã de regra transitória n artig 3 da Resluçã CNJ n 11/06 7. Pedid de participaçã brigatória das Esclas Reginais e Setriais nas Bancas de Cncurs. 8. Ausência de pertinência temática. 9 Pedid nã cnhecid. VISTOS, relatads e discutids s auts d Pedid de Prvidências 0.970, ACORDAM s Cnselheirs que cmpõem Cnselh Nacinal de Justiça, pr unanimidade, em CONHECER PARCIALMENTE d presente pedid e julgá-l PROCEDENTE, ns terms d vt d Cnselheir-relatr.

2 RELATÓRIO O presente prcediment versa sbre representaçã apresentada pel Diretr- Presidente da Escla Nacinal da Magistratura, Exm. Desembargadr Luis Felipe Salmã e pel Presidente da AMB, Juiz Rdrig Claç, nde se requer a ediçã de nrma de transiçã para cmplementaçã da Resluçã CNJ n", 11/06, que regulamentu critéri de atividade jurídica para a inscriçã na carreira da magistratura nacinal. Especificamente, Diretr-Presidente da Escla Nacinal da Magistratura, a partir de ATA de Reuniã ds Diretres das Esclas de Magistratura, realizada em 7 de O abril de 2006, pretende que CNJ determine cmpetência às Esclas da Magistratura já existentes para recnheciment ds curss de pós-graduaçã e fixaçã ds critéris para indicá-ls, para fins de cntagem de temp de atividade jurídica; além de determinar que as Esclas de Magistratura, setriais e reginais, passem a integrar as cmissões de cncurs para seleções de magistrads. N dia 25 de setembr de 2006, realizu-se reuniã n Cnselh Nacinal de Justiça cm s representantes da Escla Nacinal da Magistratura e diverss Presidentes das Esclas estaduais. É breve relat d essencial.

3 3 VOTO presente pedid de prvidências tem pr finalidade a ediçã de nrma de transiçã para regulamentar a Resluçã CNJ n" 11/06, editada para regulamentar incis 1, d art. 93 da Cnstituiçã Federal, em especial, cnfrme destaca seu requerente, requisit - atividade jurídica -, previst cnstitucinalmente para ingress na carreira da Magistratura. Dis sã s pedids, send que, desde lg, NÃO CONHEÇO d segund pedid, qual seja, a determinaçã pr parte d Cnselh Nacinal de Justiça, de que as Esclas de Magistratura, setriais e reginais, devam integrar as cmissões de cncurs O para seleções de magistrads; e faç pr dis mtivs: (I) A Resluçã CNJ n 11/06 nã tratu d Cncurs de Ingress à Magistratura, mas sim ds requisits cnstitucinais para que s candidats pssam ter acess à carreira; (2) O Cnselh Nacinal de Justiça deliberu, na Sessã passada, pela criaçã de Cmissã para elabraçã de minuta de prjet de Resluçã para regulamentar Cncurs de Ingress à Carreira da Magistratura. Ii17 Em face desses dis mtivs, nã há pertinência temática entre pedid de ediçã de nrma transitória para regulamenta a Resluçã CNJ n"

4 4 regulamentaçã parcial d Cncurs de Ingress à Carreira da Magistratura, que será discutida em sede própria. Em relaçã a primeir pedid, alega requerente, que a ausência de criaçã das Esclas Nacinais de Frmaçã e Aperfeiçament de Magistrads, previstas ns artigs 105, parágraf únic, I e III-A, parágraf 2, I, da Cnstituiçã tmará sem efeit a previsã d artig 3 da citada resluçã, uma vez que, enquant nã frem criadas nã haverá órgã cmpetente para atestar a validade ds curss de pósgraduaçã. Nesse sentid, requer que - temprariamente - esse encarg seja delegad às Esclas da magistratura já existentes, sb pena de "nã haver sluçã de cntinuidade ds cncurss públics de seleçã de magistrads". Nã me parece crreta a alegaçã d requerente, pis a Resluçã CNJ n? 11/06 fi muit clara a estabelecer critéris para definiçã de temp de "atividade jurídica ", send um deles, n artig 3, "s curss de pós-graduaçã na área jurídica recnhecids pelas Esclas Nacinais de Frmaçã e Aperfeiçament de Magistrads" e "s curss de pós-graduaçã na área juridica recnhecids pel Ministéri da Educaçã", desde que integralmente cncluíds. Assim agínd, pretendeu Cnselh Nacinal de Justiça unifrmizar naclnalment 00 curss de pós-graduaçã na áreajuridica que serã reoooh"0

5 5 fins de cntagem de temp de atividade jurídica, impedind, dessa frma, eventuais favreciments reginais e lcais. O critéri adtad pel Cnselh Nacinal de Justiça de maneira alguma bsta u prejudica a cntinuidade da realizaçã de cncurss públics, uma vez que, a cnclusã de curs de pós-graduaçã devidamente recnhecid é uma de várias frmas pssíveis de se cncretizar praz cnstitucinalmente exigid de 3 ans de atividade jurídica, cm bem detalha a citada resluçã, nã send exigência brigatória à inscriçã para cncurs de ingress à carreira da Magistratura. Além diss, artig 3 da Resluçã CNJ n 11/06 traz duas hipóteses alternativas: (l) curss de pós-graduaçã na área jurídica recnhecids pelas Esclas Nacinais de Frmaçã e Aperfeiçament de Magistrads; (2) curss de pós-graduaçã na área jurídica recnhecids pel Ministéri da Educaçã. Dessa maneira, artig 3 cntinua cm plena eficácia, pis, mesm enquant nã frem criadas as Esclas de magistratura previstas ns artigs 105 e 111, cntinuarã a ser recnhecids, para fins de cntagem de temp de atividade jurídica, s curss de pós-graduaçã devidamente cncluíds, e, que sejam recnhecids pel Ministéri da Educaçã, cm crre cm diverss Curss de Especializaçã já realizads pr Esclas da Magistratura existentes. Pr utr lad, nã se pde ignrar séri e bm trabalh que vem send realizad pr diversas Esclas da Magistratura, bem cm a tentativa de padrnizaçã de Ü"'''' de Especializaçã, de Aperfeiçament, a partir da E"l,N'0

6 Magistratura. Smente a títul exemplificativ, cit s Curss de Especializaçã realizads pela Escla Paulista da Magistratura, cm recnheciment pel Cnselh Estadual de Educaçã, btid durante a gestã d hje Ministr d Suprem Tribunal Federal, César Pelus, e que, até iníci desse an cntava entre seus crdenadres cm s Ministrs Enrique Lewandwisk, d Suprem Tribunal Federal e Massami Ueda, d Superir Tribunal de Justiça. Cnfrme se verifica na REUNIÃO DE D1RETORES DE ESCOLAS DA MAGISTRATURA, realizada n dia 27 de junh de 2002, em Fz d Iguaçu, Paraná, ficu ressaltada a necessidade da "vinculaçã das Esclas a Ministéri da Educaçã" preservar "a liberdade e autnmia d Pder Judiciári". Além diss, estabeleceram-se critéris mínims para "curs de preparaçã à carreira da magistratura" a ser ministrad pelas Esclas da Justiça Estadual u Federal. Esses curss deverã cnter uma carga hrária mínima de 720 (setecentas e vinte) hras-aula, durante, n mínim um an, cm freqüência mínima de 75% e média mínima 6,0 (seis). Além diss, serã brigatórias as matérias: Direit Cnstitucinal, Direit Administrativ, Direit Penal, Direit Civil, Direit Cmercial, Direit Prcessual Penal e Civil, Direit Tributári, Teria Geral d Direit (Hermenêutica) e Técnica de Decisões e de sentenças. Estipulu-se, ainda, que cada escla deverá incluir n curs matérias disciplinares, adequadas à realidade de cada regiã, dentr da carga hrária mínima de 720 hras-aula.

7 7 Ressalte-se, ainda, que acess as curss ferecids pelas Esclas da Justiça Estadual u Federal é realizad mediante acess públic de prvas e tituls, garantind a necessária transparência e igualdade. A análise ds curss ferecids pelas Esclas federais e estaduais da Magistratura demnstra um acess igualitári e transparente, bem cm uma carga hrária igualu superir à mairia ds curss de especializaçã ferecids pelas diversas Universidades, que, em média, exigem 360 hras-aula. Além diss, descnsiderar-se pedid slicitad pela Escla Nacinal da Magistratura equivaleria a exigir que tdas as Esclas federais e estaduais da Magistratura passassem a realizar cnvênis cm entidades privadas u particulares para que seus curss fssem recnhecids cm pós-graduaçã latu-sensu, desvirtuand caráter eminentemente públic dessas esclas da magistratura, bem cm desvalrizand própri Pder Judiciári. Entend, prtant, ser necessári aditar a Resluçã CNJ n" 11106, cm acréscim de um parágraf únic a artig 3, cm a seguinte redaçã: Art. 3 Serã admitids n cômput d períd de atividade jurídica s curss de pós-graduaçã na área jurídica recnhecids pelas Esclas Nacinais de Frmaçã e Aperfeiçament de Magistrads de que tratam artig 105, parágraf únic, I, e artig I II-A, parágraf 2, I, da

8 8 Cnstituiçã Federal, u pel Ministéri da Educaçã, desde que integralmente cncluíds cm aprvaçã. Parágraf únic: Enquant nã frem criadas as Esclas Nacinais de Frmaçã e Aperfeiçament de Magistrads referidas n caput, serã admitids n cômput d períd de atividade jurídica: I) curss de especializaçã rganizads pelas Esclas de Magistratura e recnhecids pel Ministéri da Educaçã u pelas Secretarias estaduais de Educaçã; II) curss de preparaçã à carreira da magistratura rganizads pelas Esclas de Magistratura federais u estaduais, desde que apresentem s seguintes requisits mínims: a) Carga hrária mínima de 720 hras-aula; b) Duraçã mínima de I (um) an; c) Freqüência mínima de 75% e média mínima 6,0 (seis); d) Matérías brigatórias: Direit Cnstitucinal, Direit Administrativ, Direit Penal, Direit Civil, Direit Cmercial, Direit Prcessual Penal e Civil, Direit Tributári, Teria Geral d Direit (Hermenêutica) e Técnica de Decisões e de sentenças. Diante de td expst, VOTO n sentid de NÃO CONHECER d presente Pedid de Prvidências, em relaçã a requeriment de participaçã das Esclas de Magistratura nas cmissões de cncurs, e pel DEFERIMENTO d pedid de delegaçã às Esclas de magistratura já existentes, para recnheciment ds curss de

9 9 especializaçã e de preparaçã à carreira da magistratura, cm a ediçã de parágraf únic n art. 3 da Resluçã CNJ n 11106, cnfrme descrit acima.. Brasília, IOde utubr de 2006 Cnselheir

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