FACESI EM REVISTA. Ano 4 Volume 4, edição especial ISSN

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "FACESI EM REVISTA. Ano 4 Volume 4, edição especial 2012 - ISSN 2177-6636"

Transcrição

1 UM ESTUDO SOBRE A DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO NO SETOR DE TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRO MAYRA ORLANDI FADEL Universidade Estadual de Londrina - UEL LUCIANO GOMES DOS REIS Professor Adjunto Universidade Estadual de Londrina e Universidade Norte do Paraná - UNOPAR RESUMO A evolução da Contabilidade nas questões sociais, através da obrigatoriedade da Demonstração do Valor Adicionado com a edição da Lei faz com que haja a necessidade de estudos referentes a estes temas. O presente trabalho foi elaborado com o intuito de observar como ocorre a distribuição de riqueza no setor de telecomunicações brasileiro. Foi realizada uma pesquisa com empresas do setor que publicaram em 2009 e 2010 a DVA no sitio da BM&FBOVESPA para analisar como é feita a distribuição da riqueza e se havia uma padronização. Houve uma comparação com um estudo anterior para observar quais mudanças ocorreram de 2007 até a presente data. Constatou-se que não há um padrão na distribuição da riqueza para o setor. Também observou-se que a distribuição do valor adicionado se dá principalmente para o Governo (em média 54%) e, apesar de alta, teve uma redução, se comparado com o estudo de INTRODUÇÃO Cada vez mais o usuário da informação contábil está se baseando em informações de âmbito social e ambiental para o processo de tomada de decisão. Segundo Tinoco (citado por Corrêa, 2010) a responsabilidade social corporativa pode ser entendida como o dever de comunicar com exatidão os dados da entidade para que a comunidade que se relaciona com a entidade possa avaliá-la, compreendê-la, e talvez, se necessário, criticá-la. A respeito desse tema, Santos (2007) afirma que a Contabilidade tem demonstrado que sua base de dados para a prestação de informações deve passar a ser um dos principais instrumentos de balizamento nas relações do homem e das empresas que estejam inseridas em um mesmo contexto social. Partindo-se dessa premissa, o presente trabalho tem o objetivo de realizar uma análise sobre a distribuição da riqueza do setor de telecomunicações no Brasil. Para cumprir esse objetivo, foi determinado como objeto de estudo a Demonstração do Valor Adicionado das empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo, BOVESPA, no setor de telecomunicações. Justifica-se o presente estudo pelo fato da Demonstração do Valor Adicionado, que demonstra a riqueza gerada e distribuída pela entidade, ser uma demonstração relativamente nova no mercado acionário, uma vez que sua obrigatoriedade para as Sociedades Anônimas ocorreu somente a partir do exercício de 2008, com o advento da alteração da Lei das Sociedades Anônimas, promovida pela Lei nº /07. Além disso, como constata Santos (2007), se duas ou mais empresas obtiverem o mesmo lucro, após um investimento do mesmo capital, terão as mesmas taxas de rentabilidade, porém não será observado o quanto de benefício essa empresa proporciona à sociedade através da distribuição do valor adicionado gerado, via salários, impostos e diversos outros benefícios.

2 O estudo busca, dessa forma, responder as seguintes questões: como é distribuída a riqueza no setor de telecomunicações no Brasil? Há um padrão na distribuição dessa riqueza nesse setor? As hipóteses adotadas são de que a distribuição do valor adicionado está concentrada em maior parte ao governo, visto que a carga tributária brasileira é uma das maiores do mundo, em torno de 43% para o setor, segundo a Associação Brasileira de Telecomunicações. Para a segunda questão, parte-se do pressuposto de que por ser do mesmo setor de atuação haverá um padrão na distribuição da riqueza das empresas desse setor. A escolha do setor de telecomunicações se deu pelo fato de ser um dos serviços que são mais utilizados pelos brasileiros, que saltou de 30 milhões em 1998 para 240 milhões de linhas ativas em 2010, apresentando um crescimento de mais de 700% em 13 anos de privatização, segundo a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). O presente artigo apresenta-se dividido em cinco seções: essa introdução, sendo apresentada posteriormente a fundamentação teórica. Na sequência, é apresentada a metodologia de pesquisa utilizada, para posteriormente ser realizada a análise e discussão dos resultados encontrados. Finalizando o trabalho, são apresentadas as conclusões e perspectivas para estudos futuros. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A relevância da informação contábil se dá a partir do momento em que ela tem alguma influência na decisão do usuário. Fadlalah, Martinez e Nossa (2011) afirmam que o valor da informação para o usuário é a diferença entre o nível de utilidade esperada anterior e posterior à evidenciação contábil. Sendo assim, a utilidade das demonstrações financeiras depende, fundamentalmente, da relevância das informações que produz e divulga aos usuários, de forma a auxiliá-los em suas decisões. Além de ser relevante, a informação contábil deve demonstrar a realidade da entidade de maneira mais fidedigna possível. Com base na teoria contratual da firma, que é uma extensão da teoria econômica clássica, deve-se entender que as empresas são compostas por um conjunto de contratos expressos ou tácitos entre seus diversos tipos de participantes, de forma que cada tipo de participante tenha suas obrigações e direitos na empresa, razão pela qual devem contribuir de alguma forma para com a empresa e desta receber sua parcela como contrapartida (GALLO, 2007). Em suma, pode-se dizer que assim como o ambiente em que a entidade está inserida lhe fornece recursos para a sua continuidade, a mesma entidade deverá retornar parte desses recursos à sociedade que a apoia, e é através da informação contábil que essa sociedade poderá acompanhar como será feita essa retribuição. Serão abordados, nesta seção, os temas específicos sobre Balanço Social, do qual a Demonstração do Valor Adicionado é uma vertente; a própria DVA, considerando sua estrutura, função, características, sua diferença com a Demonstração do Resultado do Exercício, a qual é uma base para a elaboração da primeira, assim como sobre o setor de telecomunicação no Brasil, para assim entender o ambiente em que está inserida a pesquisa. Na Europa, movimentos sociais iniciados nos anos 60 na Alemanha, Inglaterra e França passaram a exigir uma maior responsabilidade social das empresas de seus países, fazendo com que surgisse na França, em 1977, o Balanço Social, o qual apresenta não somente aspectos econômico-financeiros da empresa, como também os aspectos sociais. Na América, devido ao repúdio da população à guerra do Vietnã, nos anos 60, houve uma exigência de um relatório da postura ética, ações e objetivos sociais das empresas para que, assim, a população tivesse conhecimento não somente dos resultados econômicos, mas

3 também da posição social das organizações. No Brasil, a ideia surgiu nos anos 70, mas só foi colocada em prática nos anos 80, e as publicações só começaram a ser difundidas a partir dos anos 90. O Balanço Social possui quatro vertentes: a) Balanço Ambiental: reflete a postura da empresa em relação aos recursos naturais; b) Balanço de Recursos Humanos: visa evidenciar o perfil da força de trabalho, remuneração e benefícios concedidos, gastos com treinamentos, e ainda gastos em benefícios à sociedade circunvizinha; c) Demonstração do Valor Adicionado: evidencia a contribuição da empresa para agregar riqueza à economia local e a forma como é distribuída; d) Evidenciação das ações da empresa em relação à benefícios sociais como contribuições a entidades filantrópicas e assistenciais, preservação de bens culturais, etc. Apesar de não ser obrigatória sua divulgação, muitas empresas vêm sendo pressionadas em relação à publicação de relatórios ambientais, e há um crescente número de empresas que divulgam essas informações, buscando muitas vezes uma ação de marketing da empresa, além de contribuir com um maior nível de informação social e ambiental. Conforme citado, a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) é parte do Balanço Social, a qual se refere à riqueza criada pela empresa e o modo como foi distribuída. Segundo Morley (1979), a Demonstração do Valor Adicionado já era divulgada, de forma voluntária, no Reino Unido, no ano anterior de 1978, por cerca de um quarto das empresas de capital aberto. Na visão do autor, a apresentação dessa demonstração traria mais vantagens do que desvantagens, ao permitir a visualização, por parte dos usuários, de onde estão sendo originados os valores que a organização cria e para quem são destinados. Burchell, Clubb e Hopwood (1985) destacam a importância social da contabilidade, em especial da demonstração do valor adicionado, que permitiu a visualização do aumento da participação dos juros no valor adicionado, na década de 1970, no Reino Unido, o que acabou tendo impacto nas políticas governamentais sobre o tema. De acordo com Santos (2007) a DVA deve ser entendida como a forma mais competente criada pela contabilidade para auxiliar na medição e demonstração da capacidade de geração, bem como de distribuição da riqueza de uma entidade. Antes de ser obrigatória no Brasil, a publicação e divulgação da DVA era incentivada e apoiada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Sua obrigatoriedade ocorreu a partir da Lei nº /07, que introduziu alterações na Lei nº 6.404/76, com elaboração e divulgação por parte das companhias abertas. A obrigatoriedade da Demonstração do Valor Adicionado veio preencher uma lacuna na Contabilidade, uma vez que esta apresentava apenas informações de natureza econômica e financeira, sendo que a vertente social não era abordada de forma direta. As diretrizes para elaboração e divulgação da Demonstração do Valor Adicionado estão presentes no Pronunciamento Contábil 09 Demonstração do Valor Adicionado expedido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, o CPC. O CPC 09 define valor adicionado como a riqueza criada pela empresa, de forma geral medida pela diferença entre o valor das vendas e os insumos adquiridos de terceiros. Inclui também o valor adicionado recebido em transferência, ou seja, produzido por terceiros e transferido à entidade. (CPC 09 Item 9) Por riqueza criada pode-se entender que é o valor agregado pela empresa pelo seu esforço produtivo. De acordo com Fadlalah, Martinez e Nossa (2011) a riqueza criada, tratada na DVA, deve ser entendida como o incremento de valor que a empresa atribui aos insumos

4 de produção que foram pagos a terceiros durante o processo produtivo, que pode ser calculado pela diferença aritmética entre o valor das vendas e os insumos pagos a terceiros, acrescida a depreciação. Importante é ressaltar que existem duas maneiras de cálculo do valor adicionado: o econômico e o contábil. No econômico a base para o cálculo é a produção, enquanto que no contábil é a realização da receita, baseando-se no regime de competência. Sendo assim, há uma diferença apenas no espaço de tempo. Enquanto na visão econômica todo o valor adicionado da produção já foi calculado, na visão contábil o valor adicionado apenas será calculado a partir da venda, sendo assim o que ficar para estoque ainda não teve seu valor agregado calculado na DVA. Iudícibus et al. (2010) explicitam a importância da DVA devido à possibilidade de analisar a capacidade de geração de valor e a forma de distribuição das riquezas de cada empresa, o desempenho econômico da empresa, auxilia no cálculo do PIB e de indicadores sociais e fornecer informações sobre os benefícios obtidos por cada parte envolvida direta ou indiretamente nos fatores de produção. Entretanto, na visão Aruwa (2008), em levantamento realizado na Nigéria, o nível de utilização de tais indicadores pode ser baixo, especialmente quanto há dúvidas sobre a confiabilidade e objetividade dos valores apresentados. O autor salienta a importância da DVA como uma ferramenta para diagnóstico empresarial, bem como a sua capacidade preditiva, ao possibilitar a realização de comparação entre empresas do mesmo ramo de atividade,como apresentado neste trabalho. Sua estrutura possui duas partes distintas: a formação da riqueza (valor adicionado) da entidade e a distribuição dessa riqueza. Na primeira evidenciam-se as receitas da entidade deduzindo os insumos adquiridos de terceiros, e ainda adiciona-se a riqueza recebida em transferência, como juros, royalties, etc. Na segunda parte, evidencia-se a distribuição da riqueza entre empregados, governo, remuneração de capital de terceiros e remuneração de capital próprio. É apresentado a seguir o modelo da Demonstração do Valor Adicionado, constante do CPC 09: Descrição 20X1 20X0 1- RECEITAS 2- INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui valores do impostos) 3- VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) 4- DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO 5- VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) 6- VALOR ADICIONADO RECEBIDO POR TRANSFERÊNCIA 7- VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6) 8- DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO 8.1) Pessoal 8.2) Impostos, taxas e contribuições 8.3) Remuneração de capitais de terceiros 8.4) Remuneração de capitais próprios Fonte: CPC 09 Modelo 1 Demonstração do Valor Adicionado Empresas em Geral Como se pode observar, segundo o CPC 09, o valor adicionado distribuído deve ser demonstrado de forma detalhada entre:

5 a) Pessoal abrangendo remuneração direta (salários, 13º salário, honorários da administração, férias, comissões, horas extras, participação de empregados nos resultados, etc), benefícios (assistência médica, alimentação, transporte, planos de aposentadoria etc.) e FGTS (valores depositados em conta vinculada dos empregados.); b) Impostos, taxas e contribuições valores relativos aos impostos (federais, estaduais e municipais) efetivamente pagos pela empresa, inclusive contribuições aos INSS (incluídos aqui os valores do Seguro de Acidentes do Trabalho) que sejam ônus do empregador, bem como os demais impostos e contribuições a que a empresa esteja sujeita. Para os impostos compensáveis, devem ser considerados apenas os valores devidos ou já recolhidos; c) Remuneração de capitais de terceiros valores pagos ou creditados aos financiadores externos de capital como juros, aluguéis e transferência de riqueza a terceiros (mesmo que originadas em capital intelectual, tais como royalties, franquia, direitos autorais, etc.); d) Remuneração de capitais próprios valores relativos à remuneração atribuída aos sócios e acionistas (juros sobre o capital próprio e dividendos, lucros retidos e prejuízos do exercício); É na forma de distribuição do valor adicionado que está o foco da presente pesquisa, uma vez que será realizada uma análise de como essa distribuição ocorre, bem como se há um padrão no setor de telecomunicações. Outro fator a ser considerado é que, devido à Demonstração do Valor Adicionado ser elaborada a partir da Demonstração do Resultado do Exercício, torna-se necessário explicitar algumas diferenças entre as duas. Elas são complementares, porém diferentes entre si. Segundo o Pronunciamento Conceitual Básico Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, emitido pelo CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis), a DRE fornece informações sobre o desempenho econômico da entidade, porém de maneira incompleta, sendo necessário a utilização de outras demonstrações para complementar uma análise sobre o desempenho da entidade. Fadlalah, Martinez e Nossa (2011) afirmam que a DRE tem por prioridade enfatizar o lucro líquido, que, na DVA, corresponde à parcela do valor adicionado destinada aos detentores do capital. Quanto às demais parcelas do valor adicionado destinadas a empregados, governo e financiadores externos, na DRE, aparecem como despesas. Assim, pode-se citar Martins (apud SANTOS, 2007, pg. 40) que observou que A demonstração de resultado é uma visão particular, pode-se dizer, no extremo, até egoísta, de apenas um dos interessados na empresa, os seus proprietários. A demonstração do valor adicionado é de uma visão muito mais geral, dando a mesma importância a todos os fatores de produção: trabalho, demais capitais na forma de crédito e também o governo. Em suma, a DRE utiliza o critério de natureza (receita/despesa/custo), enquanto que a DVA utiliza o critério de benefício (quais recursos ficarão na entidade, quais e de que forma serão os recursos distribuídos). Vale ressaltar que Fadlalah, Martinez e Nossa (2011) em seu estudo concluíram que a riqueza criada por ação (informação gerada pela DVA) tem maior impacto nas decisões dos investidores que o lucro líquido por ação, informação gerada pela DRE. Sendo assim, um estudo mais aprofundado sobre a DVA é de grande valia.

6 Considerando-se as informações fornecidas pela Demonstração do Valor Adicionado, optou-se por realizar o estudo no setor de telecomunicações, dada a sua relevância, sua evolução e as suas características no país. Historicamente, o Brasil acompanhou de perto a evolução inicial da telefonia. Em 1887, D.Pedro II instalou uma linha do Palácio da Quinta da Boa Vista, onde hoje funciona o Museu Nacional, até as residências de seus ministros, o que, segundo Vieira (2005), resultou em um decreto, de 1881, que concedeu à Telephone Company of Brazil, aqui chamada Companhia Telefônica do Brazil (CTB), autorização para construir linhas telefônicas no Rio de Janeiro, subúrbios, cidade de Niterói, postas em comunicação inclusive por cabo submarino. O monopólio foi o primeiro modelo de organização das telecomunicações em todo o mundo, tanto estatal, quanto privado. Segundo a empresa de consultoria em telecomunicações Teleco, os anos de 1960 o sistema telefônico brasileiro estava absolutamente estagnado. A falta de investimentos, decorrência em parte das baixas tarifas impostas pelo governo, em parte devido às baixas importações, reflexo da 2ª Guerra Mundial, fizeram com que a demanda por telefones não fosse atendida durante um longo período. Como Maculan (apud Pessini, 1986) observou, no início da década de sessenta, o país possuía menos de 1,3 milhões de telefones, frente a uma população de 74 milhões de habitantes, uma média de 1,7 telefones a cada 100 habitantes. A situação era insustentável, pois a falta desse recurso e infraestrutura essencial estrangulava o desenvolvimento dos negócios das empresas e não propiciavam um mínimo de conforto para os cidadãos. Diante desse quadro, e na conjuntura política favorável da época, as companhias telefônicas que operavam no Brasil começaram a ser desapropriadas e estatizadas. A nacionalização mais relevante foi a compra compulsória da Companhia Telefônica Brasileira (CBT), resquício dos primórdios da telefonia no Brasil. A partir dos anos de 1960, ocorreu a modernização do Sistema Brasileiro de Telecomunicações e foi criado o Ministério das Comunicações, advento da Lei nº 4.117/62, conhecida como Código Brasileiro de Telecomunicações. O programa inicial contou com a criação da Embratel, empresa à qual foi atribuída a instalação de um sistema de comunicações interurbanas da alta capacidade, cobrindo todo o território nacional. O Sistema Brasileiro de Telecomunicações estruturou-se em 1970 a partir de uma nova empresa, a Telebrás, holding que passou então a controlar, a disciplinar e a expandir as empresas estaduais, praticamente todas elas já estatizadas, graças a Lei 5.792/72, que criou a Telebrás. As redes telefônicas foram ampliadas e grande parte da demanda reprimida foi atendida. Na década de 80, ocorreram grandes mudanças na ordem internacional econômica, com o Estado perdendo sua capacidade de investimento, principalmente no setor de infraestrutura, consequências da redução da carga tributária, da queda do crescimento interno da economia e do superávit do comércio exterior em relação ao PIB (JESUS, 2000). O Brasil também foi envolvido pela onda liberal, com a desregulamentação de quase todos os setores da atividade, a fim de não ocorrer um retrocesso tecnológico. Na prática, levou à privatização dos sistemas estatais de telecomunicações. Com a ascensão de Fernando Collor na Presidência da República, foi dado início, entre outras metas prioritárias, aos processos de privatizações, com a criação do Programa Nacional de Desestatização (PND), através da lei 8.031/90, com o principal objetivo de modernizar a economia brasileira. Dando sequência a esse processo, a Lei Geral das Telecomunicações, sancionada em julho de 1997, acabou com o monopólio estatal e privado. Em 29 de julho de 1998, o Sistema TELEBRÁS foi privatizado por R$22,0579 bilhões, com ágio de 63,74% sobre o preço mínimo, a segunda maior privatização no setor de telecomunicações no mundo.

7 Em 1998, antes da privatização, o Brasil tinha 12 milhões de linhas fixas em serviço e 7,5 milhões de telefones celulares, segundo números da Anatel. Na época, a população brasileira era de cerca de 160 milhões de habitantes. Em 2010, 12 anos após a privatização, com uma população de mais de 190 milhões de habitantes, o Brasil possui 179 milhões de usuários de telefonia móvel, e quase 50 milhões de usuários de telefonia fixa, segundo a Associação Brasileira de Telefonia. Atrelado a esse crescimento substancial após a privatização, o setor de telecomunicações aumenta a produtividade da economia, principalmente quando considerado como setor independente da atividade econômica e meio fundamental em outras atividades. É tão expressiva sua participação na economia global que a iniciativa privada investe no Brasil, anualmente, uma média de R$ 15 bilhões, com ênfase, nos dias atuais, em banda larga e em tecnologia de terceira geração (3G) para o serviço celular. Considerando-se a relevância do setor de telecomunicações para a sociedade, de forma geral, a presente pesquisa abordará a forma pela qual é realizada a distribuição da riqueza por esse tipo de empresa, verificando-se quais seus principais beneficiários, bem como se há alguma padronização no setor. 3 METODOLOGIA A pesquisa tem caráter descritivo, pois visa descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis, (GIL, 1991). Inicialmente, a metodologia utilizada na pesquisa se caracterizou por um estudo bibliográfico sobre o setor de telecomunicações, sobre a Demonstração do Valor Adicionado e o meio no qual estão inseridos. Após uma reflexão sobre o tema foi feita uma pesquisa documental, apoiando-se também em dados encontrados pela pesquisa de Santos e Silva (2009) referente ao mesmo tema, embora com uma abordagem diversa, considerando-se inclusive o fato de que à época da coleta de dados dessa outra pesquisa a publicação da DVA era voluntária. Partindo-se da premissa de que ocorreu uma alteração na forma do disclosure das informações sobre o valor adicionado, buscou-se realizar uma análise das mudanças ocorridas desde então. A pesquisa bibliográfica se deu através de artigos sobre o tema, livros e a própria legislação. A pesquisa bibliográfica se caracteriza pelo contato direto com o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto, (MARCONI e LAKATOS, 2010). Ou seja, a pesquisa bibliográfica tem por finalidade conhecer as diferentes formas de contribuição científica que se realizaram sobre determinado assunto, como afirma Oliveira (2004). Já a pesquisa documental se deu através da análise das Demonstrações do Valor Adicionado dos anos de 2009 e 2010, publicadas e disponíveis no site da Bolsa de Valores de São Paulo - Bovespa. Por pesquisa documental, segundo Marconi e Lakatos (1996, pg 73), entende-se que a fonte de coleta de dados está restrita a documentos, escritos ou não, constituindo o que se denomina de fontes primárias. Estas podem ser feitas no momento em o fato ou fenômeno ocorre, ou depois. Em uma análise inicial, foram detectadas 17 empresas de capital aberto do setor de telecomunicações, das quais 2 não apresentaram Demonstração do Valor Adicionado (Telefônica S.A. e Inepar Telecomunicações S.A.). Destaca-se que ocorreu um acréscimo de quase de 100% no número de empresas que publicaram esse demonstrativo no setor, em relação ao número de 2008 encontrado no trabalho de Santos e Silva (2009), que à época eram 8 empresas, que realizam a divulgação de forma voluntária, pois não havia legislação específica sobre o tema. Com as informações coletadas nas DVAs encontrou-se a porcentagem da distribuição do valor adicionado de cada empresa e uma média entre todas, para que, assim, haja a comparação dos resultados com a média.

8 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Após a coleta de dados na Demonstração do Valor Adicionado dos exercícios de 2009 e 2010 das 15 empresas do setor de telecomunicações que apresentaram essa demonstração, obteve-se o Valor Adicionado a Distribuir de cada uma delas e o percentual de crescimento entre os dois anos, que pode ser visualizado na Tabela 1, apresentada abaixo: Tabela 1: Comparativo do Valor Adicionado a Distribuir das Empresas de Telefonia no Brasil. Valor Adicionado a Distribuir EMPRESAS % de crescimento BRASIL TELECOM S.A ,83%% CTBC TELECOM ,81% COARI PARTICIPAÇÕES S.A (55,57%) EMBRATEL PARTICIPAÇÕES S.A (2,01%) JEREISSATI PARTICIPAÇÕES S.A (13,32%) JEREISSATI TELECOM S.A (15,22%) LF TEL S.A (15,11%) TELE NORTE LESTE (16,90%) PARTICIPAÇÕES S.A. TELEC DE SÃO PAULO S.A. - TELESP (1,57%) TELEMAR NORTE LESTE S.A (25,17%) TELEMAR PARTICIPAÇÕES S.A (17,04%) AMARICEL S.A (14,28%) TELE NORTE CELULAR ,27% PARTICIPAÇÕES S.A. TIM PARTICIPAÇÕES S.A ,48% VIVO PARTICIPAÇÕES S.A ,54% Fonte: elaboração dos autores, a partir dos dados de DVA disponíveis. Como se pode observar a maioria das empresas teve uma redução em seu valor adicionado do ano de 2009 para o ano de 2010, sendo que apenas 5 empresas apresentaram acréscimo nesse valor, sendo que 3 delas eram de telefonia móvel. Após uma análise dos dados coletados, houve a elaboração da Tabela 2, a qual ilustra como o valor adicionado de cada empresa é distribuído e uma média do setor. Tabela 2 Quadro Comparativo da Distribuição do Valor Adicionado do setor de telecomunicações Remuneração Empregados Distribuição do Valor Adicionado Remuneração Governo EMPRESAS BRASIL TELECOM S.A. 10,85% 19,98% 49,65% 77,53% CTBC TELECOM 32,17% 29,80% 44,76% 48,35% COARI PARTICIPAÇÕES S.A. 17,56% 7,80% 60,75% 34,93% EMBRATEL PARTICIPAÇÕES S.A. 12,91% 12,36% 69,73% 70,60% JEREISSATI PARTICIPAÇÕES S.A. 16,26% 13,56% 50,81% 46,35%

9 JEREISSATI TELECOM S.A. 16,33% 13,39% 52,49% 46,70% LF TEL S.A. 16,38% 13,46% 52,61% 46,85% TELE NORTE LESTE PARTICIPAÇÕES 10,33% 8,97% 55,65% 48,87% S.A. TELEC DE SÃO PAULO S.A. TELESP 6,82% 5,01% 59,79% 62,17% TELEMAR NORTE LESTE S.A. 6,93% 5,54% 42,07% 35,16% TELEMAR PARTICIPAÇÕES S.A. 10,37% 8,98% 55,73% 48,85% AMARICEL S.A. 9,59% 7,97% 53,80% 57,25% TELE NORTE CELULAR 4,10% 5,79% 48,08% 51,26% PARTICIPAÇÕES S.A. TIM PARTICIPAÇÕES S.A. 6,09% 6,71% 51,98% 69,31% VIVO PARTICIPAÇÕES S.A. 9,51% 8,38% 61,96% 60,38% MÉDIA 12,41% 11,18% 53,99% 53,64% Remuneração Capital de 3º Distribuição do Valor Adicionado Remuneração Capital Próprio EMPRESAS BRASIL TELECOM S.A. 14,99% 24,66% 24,52% -22,17% CTBC TELECOM 12,37% 14,86% 11,33% 7,32% COARI PARTICIPAÇÕES S.A. 24,26% 10,78% -2,56% 46,08% EMBRATEL PARTICIPAÇÕES S.A. 5,95% -2,43% 4,58% 6,75% JEREISSATI PARTICIPAÇÕES S.A. 25,88% 21,23% 7,05% 18,86% JEREISSATI TELECOM S.A. 26,74% 21,85% 4,43% 18,06% LF TEL S.A. 26,03% 21,24% 4,98% 18,44% TELE NORTE LESTE PARTICIPAÇÕES 24,83% 19,94% 9,19% 22,22% S.A. TELEC DE SÃO PAULO S.A. TELESP 10,00% 10,71% 21,73% 19,65% TELEMAR NORTE LESTE S.A. 33,80% 23,97% 15,57% 35,33% TELEMAR PARTICIPAÇÕES S.A. 26,37% 21,20% 7,53% 20,97% AMARICEL S.A. 6,35% 4,37% 28,63% 28,37% TELE NORTE CELULAR 16,55% 21,12% 31,28% 21,82% PARTICIPAÇÕES S.A. TIM PARTICIPAÇÕES S.A. 15,19% 19,01% 26,75% 4,97% VIVO PARTICIPAÇÕES S.A. 12,52% 22,30% 16,01% 8,95% MÉDIA 18,79% 16,99% 14,07% 17,04% Fonte: elaboração dos autores, a partir dos dados de DVA disponíveis. Por intermédio da tabela 2 é possível observar que a empresa que mais distribui sua riqueza aos funcionários é a CTBC Telecom com 32,17% de todo o valor adicionado em 2010 e em 2009 com 29,8%. A empresa que distribui uma menor parcela da riqueza aos seus funcionários é a Tele Norte Celular Participações S.A., com 4,1%, porém apenas em 2010, pois em 2009 foi a Telec de São Paulo S.A. (Telesp) com 5,01%. A média do setor na distribuição para empregados é de 12,41%, e a variação em 2010 entre a empresa que mais distribuiu e a que menos distribuiu é de 28,07%. No ano de 2009 essa diferença foi de 25,7%. Em relação à distribuição do valor adicionado ao governo, a empresa que mais contribuiu proporcionalmente com sua riqueza na forma de tributos em 2010 foi a Embratel Participações S.A. com 69,73% e em 2009 foi a Brasil Telecom S.A. com 77,53%. As empresas que menos contribuíram com a sua riqueza ao governo foram, em 2010 a Telemar Norte Leste S.A., 42,07% e em 2009, a Coari Participações S.A. com 34,93%. A média para o setor de telecomunicações foi de 53,99% de distribuição de riqueza ao governo em 2010, com

10 uma variação de 27,66% entre a empresa que mais distribuiu e a que menos distribuiu, e em 2009 com variação de 42,60% e média de 53,64%. No quesito remuneração de capital de terceiros em 2010 e 2009 tem-se, respectivamente, a Telemar Norte Leste S.A. (33,8%) e Brasil Telecom S.A. (24,66%) com a maior remuneração do capital de terceiros, e a empresa Embratel S.A. com a pior remuneração nos dois anos consecutivos com 5,95% para 2010 e -2,46% para A média para o setor foi de 18,79% e 16,99% em 2010 e 2009 respectivamente. Analisando a remuneração do capital próprio as empresas com maior percentual foram, em 2010, Tele Norte Participações S.A. (31,28%) e, em 2009 Coari Participações S.A. (46,08%), em contrapartida esta, em 2010 foi a que menos remunerou o capital próprio com percentual negativo (-2,56%) e em 2009 a que menos remunerou se capital próprio foi a Brasil Telecom S.A. (-22,17%). A média ficou em 14,07% em 2010 e 17,04% em A variação entre as que mais remuneraram e as que menos remuneraram o capital próprio ficou em 33,84% em 2010 e 68,25% em Dessa forma, observa-se que este é o item de distribuição da riqueza no qual há maior disparidade entre as empresas analisadas durante o período. O gráfico 1, por sua vez, representa um retrato da distribuição da riqueza das telecomunicações no Brasil, utilizando-se para a elaboração as médias de 2007 a 20010, e comparando-as entre si, com dados encontrados nessa pesquisa e dados referentes ao estudo de Santos e Silva (2009). Pode-se constatar as seguintes mudanças: houve uma diminuição na remuneração do governo em 11 pontos percentuais, de 2007 para Essa redução permitiu um acréscimo na remuneração do capital próprio (5,79 pontos percentuais de aumento), na remuneração de capital de terceiros (2,38 pontos percentuais de aumento) e na remuneração dos empregados (1,72 pontos percentuais de aumento). Gráfico 1: A evolução da distribuição de riqueza no setor de telecomunicações entre 2007 e Fonte: elaboração dos autores Considerando-se que o montante a distribuir resulta em um total de 100%, a alteração em um componente da distribuição, que no caso foi o Governo, proporciona a sua destinação aos outros beneficiários. No período analisado, a participação dos impostos e contribuições destinadas aos entes governamentais foi reduzida, seja por alterações na legislação tributária, seja por práticas de planejamento tributário das organizações, o que permitiu que a riqueza

Contabilidade Avançada Fluxos de Caixa DFC

Contabilidade Avançada Fluxos de Caixa DFC Contabilidade Avançada Demonstração dos Fluxos de Caixa DFC Prof. Dr. Adriano Rodrigues Normas Contábeis: No IASB: IAS 7 Cash Flow Statements No CPC: CPC 03 (R2) Demonstração dos Fluxos de Caixa Fundamentação

Leia mais

CONTABILIDADE: DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) PROCEDIMENTOS

CONTABILIDADE: DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) PROCEDIMENTOS CONTABILIDADE: DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) PROCEDIMENTOS SUMÁRIO 1. Considerações Iniciais 2. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) na Lei das S.A. 3. Demonstração

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 09. Demonstração do Valor Adicionado

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 09. Demonstração do Valor Adicionado COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 09 Demonstração do Valor Adicionado PRONUNCIAMENTO Conteúdo Item OBJETIVO 1-2 ALCANCE E APRESENTAÇÃO 3 8 DEFINIÇÕES 9 CARACTERÍSTICAS DAS

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - DVA

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - DVA DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - DVA Sumário 1. Considerações Iniciais 2. Estrutura da Demonstração do Valor Adicionado 2.1 - Grupo de Receita Bruta - Outras Receitas 2.2 - Grupo de Insumos Adquiridos

Leia mais

OBRIGATORIEDADE DA EVIDENCIAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

OBRIGATORIEDADE DA EVIDENCIAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATORIEDADE DA EVIDENCIAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Marivane Orsolin 1 ; Marlene Fiorentin 2 ; Odir Luiz Fank Palavras-chave: Lei nº 11.638/2007. Balanço patrimonial. Demonstração do resultado

Leia mais

Resultados 1T07 10 de maio de 2007

Resultados 1T07 10 de maio de 2007 PUBLICIDADE CAIXA CRESCEU 102% BASE DE ASSINANTES BANDA LARGA CRESCEU 32% São Paulo, O UOL (BOVESPA: UOLL4) anuncia hoje os resultados do 1T07. As demonstrações financeiras da Companhia são elaboradas

Leia mais

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. RESOLUÇÃO Nº 1.138, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2008: Aprova a NBC T 3.7 - Demonstração do Valor Adicionado.

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. RESOLUÇÃO Nº 1.138, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2008: Aprova a NBC T 3.7 - Demonstração do Valor Adicionado. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE RESOLUÇÃO Nº 1.138, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2008: Aprova a NBC T 3.7 - Demonstração do Valor Adicionado. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições

Leia mais

FAPAN Faculdade de Agronegócio de Paraíso do Norte

FAPAN Faculdade de Agronegócio de Paraíso do Norte DLPA DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS A DLPA expõe as variações ocorridas, durante o exercício, na conta Lucros ou Prejuízos Acumulados. Ela pode ser incluída na DMPL Demonstração das Mutações

Leia mais

CONTABILIDADE SOCIETÁRIA AVANÇADA Revisão Geral BR-GAAP. PROF. Ms. EDUARDO RAMOS. Mestre em Ciências Contábeis FAF/UERJ SUMÁRIO

CONTABILIDADE SOCIETÁRIA AVANÇADA Revisão Geral BR-GAAP. PROF. Ms. EDUARDO RAMOS. Mestre em Ciências Contábeis FAF/UERJ SUMÁRIO CONTABILIDADE SOCIETÁRIA AVANÇADA Revisão Geral BR-GAAP PROF. Ms. EDUARDO RAMOS Mestre em Ciências Contábeis FAF/UERJ SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. PRINCÍPIOS CONTÁBEIS E ESTRUTURA CONCEITUAL 3. O CICLO CONTÁBIL

Leia mais

A riqueza criada pelas empresas: evidenciação por meio da Demonstração de Valor Adicionado (DVA)

A riqueza criada pelas empresas: evidenciação por meio da Demonstração de Valor Adicionado (DVA) A riqueza criada pelas empresas: evidenciação por meio da Demonstração de Valor Adicionado (DVA) Flavio Mangili Ferreira (UNESP) - flavio@tecs.com.br Vagner Cavenaghi (UNESP) - vcavenaghi@uol.com.br Resumo:

Leia mais

Demonstrações Contábeis

Demonstrações Contábeis Demonstrações Contábeis Resumo Demonstrações contábeis são informações e dados que as empresas oferecem ao fim de cada exercício, com a finalidade de mostrar aos acionistas, ao governo e todos os interessados,

Leia mais

DELIBERAÇÃO CVM Nº 728, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2014

DELIBERAÇÃO CVM Nº 728, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2014 Aprova o Documento de Revisão de Pronunciamentos Técnicos nº 06 referente aos Pronunciamentos CPC 04, CPC 05, CPC 10, CPC 15, CPC 22, CPC 25, CPC 26, CPC 27, CPC 28, CPC 33, CPC 38, CPC 39 e CPC 46 emitidos

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL Aldemar Dias de Almeida Filho Discente do 4º ano do Curso de Ciências Contábeis Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Élica Cristina da

Leia mais

Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados

Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados Unidade 6 Hebert Sá 90 Sumário Introdução... 92 Objetivos... 93 Estrutura da Unidade... 93 Unidade 6: Tópico 1: Integração entre DRE e Balanço Patrimonial...

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO Olá, pessoal! Hoje trago uma aula sobre a Demonstração do Valor Adicionado DVA, que foi recentemente tornada obrigatória para as companhias abertas pela Lei 11.638/07, que incluiu o inciso V ao art. 176

Leia mais

MUDANÇAS NO GERADOR DE DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS

MUDANÇAS NO GERADOR DE DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS MUDANÇAS NO GERADOR DE DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS Visando a redução de riscos nos investimentos internacionais, além de ter mais facilidade de comunicação internacional no mundo dos negócios, com o uso de

Leia mais

A RESOLUÇÃO CFC Nº 1409/12 REFLEXOS NA CONTABILIDADE DAS ENTIDADES SEM FINALIDADE DE LUCROS

A RESOLUÇÃO CFC Nº 1409/12 REFLEXOS NA CONTABILIDADE DAS ENTIDADES SEM FINALIDADE DE LUCROS NUTRINDO RELAÇÕES A RESOLUÇÃO CFC Nº 1409/12 REFLEXOS NA CONTABILIDADE DAS ENTIDADES SEM FINALIDADE DE LUCROS APRESENTAÇÃO José Alberto Tozzi Adm. Empresas FGV MBA USP Mestre pela PUC-SP Instrutor de Gestão

Leia mais

NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL

NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL Ana Beatriz Nunes Barbosa Em 31.07.2009, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou mais cinco normas contábeis

Leia mais

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A CEMEPE INVESTIMENTOS S/A RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações contábeis do exercício encerrado

Leia mais

Notas Explicativas. Armando Madureira Borely armando.borely@globo.com

Notas Explicativas. Armando Madureira Borely armando.borely@globo.com CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Home page: www.crc.org.br - E-mail: cursos@crcrj.org.br Notas Explicativas Armando Madureira Borely armando.borely@globo.com (Rio de Janeiro)

Leia mais

CONTABILIDADE SOCIAL: O BALANÇO SOCIAL EVIDENCIANDO A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES.

CONTABILIDADE SOCIAL: O BALANÇO SOCIAL EVIDENCIANDO A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES. Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 417 CONTABILIDADE SOCIAL: O BALANÇO SOCIAL EVIDENCIANDO A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES. Alice da Silva

Leia mais

INDICADORES DE RENTABILIDADE: UMA ANÁLISE ECONOMICO FINANCEIRA SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTABEIS DA INDÚSTRIA ROMIA S/A

INDICADORES DE RENTABILIDADE: UMA ANÁLISE ECONOMICO FINANCEIRA SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTABEIS DA INDÚSTRIA ROMIA S/A INDICADORES DE RENTABILIDADE: UMA ANÁLISE ECONOMICO FINANCEIRA SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTABEIS DA INDÚSTRIA ROMIA S/A AUTOR ANTONIA TASSILA FARIAS DE ARAÚJO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ RESUMO O presente

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.638, DE 28 DEZEMBRO DE 2007. Mensagem de veto Altera e revoga dispositivos da Lei n o 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e

Leia mais

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A CEMEPE INVESTIMENTOS S/A RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações contábeis do exercício encerrado

Leia mais

Teste de recuperabilidade Impairment test

Teste de recuperabilidade Impairment test 1 Teste de recuperabilidade Impairment test A informação tem sido considerada o principal insumo para a obtenção de um conhecimento maior acerca das decisões que devem ser tomadas no âmbito das organizações.

Leia mais

ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC) DAS EMPRESAS DE PAPEL E CELULOSE POR MEIO DE INDICADORES

ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC) DAS EMPRESAS DE PAPEL E CELULOSE POR MEIO DE INDICADORES ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC) DAS EMPRESAS DE PAPEL E CELULOSE POR MEIO DE INDICADORES RESUMO O presente estudo aborda a importância da DFC para a organização, pois além de ser uma

Leia mais

AGENTE E ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL Disciplina: Contabilidade Prof.: Adelino Data: 07/12/2008

AGENTE E ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL Disciplina: Contabilidade Prof.: Adelino Data: 07/12/2008 Alterações da Lei 6404/76 Lei 11638 de 28 de dezembro de 2007 Lei 11638/07 que altera a Lei 6404/76 Art. 1o Os arts. 176 a 179, 181 a 184, 187, 188, 197, 199, 226 e 248 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro

Leia mais

Contabilidade Geral ICMS-RJ/2010

Contabilidade Geral ICMS-RJ/2010 Elias Cruz Toque de Mestre www.editoraferreira.com.br Temos destacado a importância das atualizações normativas na Contabilidade (Geral e Pública), pois em Concurso, ter o estudo desatualizado é o mesmo

Leia mais

IFRS EM DEBATE: Aspectos gerais do CPC da Pequena e Média Empresa

IFRS EM DEBATE: Aspectos gerais do CPC da Pequena e Média Empresa IFRS EM DEBATE: Aspectos gerais do CPC da Pequena e Média Empresa outubro/2010 1 SIMPLIFICAÇÃO DOS PRONUNCIAMENTOS: Pronunciamento CPC PME - Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas (225 páginas)

Leia mais

Gestão Financeira de Organizações

Gestão Financeira de Organizações Gestão Financeira de Organizações Módulo 10 - Política de Dividendos e Relações com Investidores Prof. Luiz Antonio Campagnac e-mail: luiz.campagnac@gmail.com Livro Texto Administração Financeira: princípios,

Leia mais

6 Balanço Patrimonial - Passivo - Classificações das Contas, 25 Exercícios, 26

6 Balanço Patrimonial - Passivo - Classificações das Contas, 25 Exercícios, 26 Prefácio 1 Exercício Social, 1 Exercícios, 2 2 Disposições Gerais, 3 2.1 Demonstrações financeiras exigidas, 3 2.2 Demonstrações financeiras comparativas, 4 2.3 Contas semelhantes e contas de pequenos,

Leia mais

As opiniões e conclusões externadas nesta apresentação são de minha inteira responsabilidade, não refletindo, necessariamente, o entendimento da

As opiniões e conclusões externadas nesta apresentação são de minha inteira responsabilidade, não refletindo, necessariamente, o entendimento da 1 As opiniões e conclusões externadas nesta apresentação são de minha inteira responsabilidade, não refletindo, necessariamente, o entendimento da Comissão de Valores Mobiliários CVM. 2 Lei nº 6.385/1976

Leia mais

2ª edição Ampliada e Revisada. Capítulo 9 Mutações do Patrimônio Líquido

2ª edição Ampliada e Revisada. Capítulo 9 Mutações do Patrimônio Líquido 2ª edição Ampliada e Revisada Capítulo Mutações do Patrimônio Líquido Tópicos do Estudo Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados nos moldes da Lei das

Leia mais

7º Simpósio de Ensino de Graduação AS ALTERAÇÕES GERADAS PELA APROVAÇÃO DAS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE PARA O SETOR PÚBLICO NBC T 16

7º Simpósio de Ensino de Graduação AS ALTERAÇÕES GERADAS PELA APROVAÇÃO DAS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE PARA O SETOR PÚBLICO NBC T 16 7º Simpósio de Ensino de Graduação AS ALTERAÇÕES GERADAS PELA APROVAÇÃO DAS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE PARA O SETOR PÚBLICO NBC T 16 Autor(es) LEONARDO GARCIA PAIS DE ARRUDA Orientador(es) ELAINE

Leia mais

INSTITUTOS SUPERIORES DE ENSINO DO CENSA PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PROVIC PROGRAMA VOLUNTÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

INSTITUTOS SUPERIORES DE ENSINO DO CENSA PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PROVIC PROGRAMA VOLUNTÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA INSTITUTOS SUPERIORES DE ENSINO DO CENSA PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PROVIC PROGRAMA VOLUNTÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA IMPACTO DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO PRODUTO INTERNO BRUTO BRASILEIRO

Leia mais

DVA Demonstração do Valor Adicionado

DVA Demonstração do Valor Adicionado DVA Demonstração do Valor Adicionado A DVA foi inserida pela Lei nº 11.638/2007, (artigo 176, inciso V), no conjunto de demonstrações financeiras que as companhias abertas devem apresentar ao final de

Leia mais

Divulgação de Resultados 1T14

Divulgação de Resultados 1T14 Divulgação de Resultados 1T14 A Tarpon Investimentos S.A. ( Tarpon ou Companhia ), por meio de suas subsidiárias, realiza a gestão de fundos e carteiras de investimentos em bolsa e private-equity ( Fundos

Leia mais

TRX Securitizadora de Créditos Imobiliários S.A.

TRX Securitizadora de Créditos Imobiliários S.A. Balanços patrimoniais em 31 de dezembro (Em Reais) (reclassificado) (reclassificado) Ativo Nota 2012 2011 Passivo Nota 2012 2011 Circulante Circulante Caixa e equivalentes de caixa 4 61.664 207.743 Fornecedores

Leia mais

Demonstrações Contábeis

Demonstrações Contábeis Demonstrações Contábeis 12.1. Introdução O artigo 176 da Lei nº 6.404/1976 estabelece que, ao fim de cada exercício social, a diretoria da empresa deve elaborar, com base na escrituração mercantil, as

Leia mais

ENTENDENDO O PATRIMÔNIO LÍQUIDO

ENTENDENDO O PATRIMÔNIO LÍQUIDO ENTENDENDO O PATRIMÔNIO LÍQUIDO A interpretação introdutória ao estudo da riqueza patrimonial Anderson Souza 1 Na última quarta-feira (dia 14/03/2013), ao ministrar o conteúdo programático relativo ao

Leia mais

Análise das Demonstrações Financeiras

Análise das Demonstrações Financeiras UNIPAC UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS, LETRAS E SAÚDE DE UBERLÂNDIA. Rua: Barão de Camargo, nº. 695 Centro Uberlândia/MG. Telefax: (34) 3223-2100 Análise das Demonstrações

Leia mais

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO Alunos: Gleidiane Lacerda de Souza Raichelle Piol Professor: Aldimar Rossi RESUMO: O presente trabalho tem a finalidade de falar de Juros sobre capital próprio (JSCP) é uma

Leia mais

Regulamento - Perfil de Investimentos

Regulamento - Perfil de Investimentos Regulamento - Perfil de Investimentos 1. Do Objeto Este documento estabelece as normas gerais aplicáveis ao Programa de Perfil de Investimentos (Multiportfólio) da CargillPrev. O programa constitui-se

Leia mais

V Congresso UFV de Administração e Contabilidade e II Mostra Científica DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO: UMA ANÁLISE DO SETOR DE SAÚDE

V Congresso UFV de Administração e Contabilidade e II Mostra Científica DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO: UMA ANÁLISE DO SETOR DE SAÚDE DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO: UMA ANÁLISE DO SETOR DE SAÚDE VALUE ADDED STATEMENT: AN ANALISYS OF THE HEALTHCARE SECTOR Área Temática: Contabilidade. Subárea Temática: Contabilidade Financeira. Rayanne

Leia mais

1. CONCEITOS 2. OBJETIVOS

1. CONCEITOS 2. OBJETIVOS 1. CONCEITOS A Demonstração do Fluxo de Caixa demonstra a origem e a aplicação de todo o dinheiro que transitou pelo Caixa em um determinado período e o resultado desse fluxo (Iudícibus e Marion, 1999).

Leia mais

A Carga Tributária para a Indústria de Transformação

A Carga Tributária para a Indústria de Transformação nº 01 A A Indústria de Transformação brasileira deve encerrar 2014 com mais um resultado negativo para a produção, ratificando o quadro de baixa atividade fabril que caracterizou últimos quatro anos, período

Leia mais

NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE ITG 2002 ENTIDADE SEM FINALIDADE DE LUCROS

NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE ITG 2002 ENTIDADE SEM FINALIDADE DE LUCROS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE ITG 2002 ENTIDADE SEM FINALIDADE DE LUCROS Índice Item CONTETO 1 6 ALCANCE 7 8 RECONHECIMENTO 9 10 REGISTROS CONTÁBEIS 11 22 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 23 25 CONTAS DE

Leia mais

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 1. Introdução Em 31 de dezembro de 2014 a SANEAGO operava os sistemas de abastecimento de água e coleta e/ou tratamento de esgoto de 225 dos 246 municípios do Estado de Goiás,

Leia mais

Banrisul Armazéns Gerais S.A.

Banrisul Armazéns Gerais S.A. Balanços patrimoniais 1 de dezembro de 2012 e 2011 Nota Nota explicativa 1/12/12 1/12/11 explicativa 1/12/12 1/12/11 Ativo Passivo Circulante Circulante Caixa e equivalentes de caixa 4 17.891 18.884 Contas

Leia mais

UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU CURSO: CIÊNCIAS CONTÁBEIS CONTABILIDADE AVANÇADA PROF FÁBIO BRUSSOLO CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU CURSO: CIÊNCIAS CONTÁBEIS CONTABILIDADE AVANÇADA PROF FÁBIO BRUSSOLO CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU CURSO: CIÊNCIAS CONTÁBEIS CONTABILIDADE AVANÇADA PROF FÁBIO BRUSSOLO CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONCEITO É uma técnica contábil que consiste na unificação das

Leia mais

ANÁLISE DE INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS PARA FINS DE TOMADA DE DECISÕES: UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA NATURA COSMÉTICOS S/A

ANÁLISE DE INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS PARA FINS DE TOMADA DE DECISÕES: UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA NATURA COSMÉTICOS S/A ANÁLISE DE INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS PARA FINS DE TOMADA DE DECISÕES: UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA NATURA COSMÉTICOS S/A José Jonas Alves Correia 4, Jucilene da Silva Ferreira¹, Cícera Edna da

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 998, DE 21 DE MAIO DE 2004

RESOLUÇÃO Nº 998, DE 21 DE MAIO DE 2004 CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE RESOLUÇÃO Nº 998, DE 21 DE MAIO DE 2004 Aprova a NBC T 19.2 - Tributos sobre Lucros. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

Leia mais

Unidade IV. A necessidade de capital de giro é a chave para a administração financeira de uma empresa (Matarazzo, 2008).

Unidade IV. A necessidade de capital de giro é a chave para a administração financeira de uma empresa (Matarazzo, 2008). AVALIAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Unidade IV 7 ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO A necessidade de capital de giro é a chave para a administração financeira de uma empresa (Matarazzo, 2008). A administração

Leia mais

Reestruturação Societária Grupo Telesp. Criando Valor

Reestruturação Societária Grupo Telesp. Criando Valor Reestruturação Societária Grupo Criando Valor Novembro, 1999 Índice 8 Visão Geral da Reestruturação 2 8 Passos da Reestruturação 3 8 Benefícios da Reestruturação 4 8 Bases da Reestruturação 5 8 As Relações

Leia mais

APOSTILA DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS POR ÍNDICES PADRONIZADOS

APOSTILA DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS POR ÍNDICES PADRONIZADOS UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA ESCOLA SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO E GERÊNCIA DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS PROGRAMA DE EXTENSÃO: CENTRO DE DESENVOLVIMENTO EM FINANÇAS PROJETO: CENTRO DE CAPACITAÇÃO

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CAPÍTULO 33 Este Capítulo é parte integrante do Livro Contabilidade Básica - Finalmente Você Vai Entender a Contabilidade. 33.1 CONCEITOS A demonstração dos fluxos de caixa evidencia as modificações ocorridas

Leia mais

Curso Extensivo de Contabilidade Geral

Curso Extensivo de Contabilidade Geral Curso Extensivo de Contabilidade Geral Adelino Correia 4ª Edição Enfoque claro, didático e objetivo Atualizado de acordo com a Lei 11638/07 Inúmeros exercícios de concursos anteriores com gabarito Inclui

Leia mais

REDUÇÃO DA TAXA DE POUPANÇA E O FINANCIAMENTO DOS INVESTIMENTOS NO BRASIL- 2012/2013

REDUÇÃO DA TAXA DE POUPANÇA E O FINANCIAMENTO DOS INVESTIMENTOS NO BRASIL- 2012/2013 ESTUDO ESPECIAL REDUÇÃO DA TAXA DE POUPANÇA E O FINANCIAMENTO DOS INVESTIMENTOS NO BRASIL- 2012/2013 Carlos A. Rocca Lauro Modesto Santos Jr. Novembro 2013 SUMÁRIO 1. Sumário e conclusões... 3 2. Entre

Leia mais

CONTABILIDADE GERAL FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS (FCC) ANALISTA. TRT s 09 PROVAS 107 QUESTÕES. (2012, 2011, 2009 e 2008)

CONTABILIDADE GERAL FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS (FCC) ANALISTA. TRT s 09 PROVAS 107 QUESTÕES. (2012, 2011, 2009 e 2008) CONTABILIDADE GERAL FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS (FCC) ANALISTA TRT s 09 PROVAS 107 QUESTÕES (2012, 2011, 2009 e 2008) A apostila contém provas de Contabilidade Geral de concursos da Fundação Carlos Chagas (FCC),

Leia mais

NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE NBC TE ENTIDADE SEM FINALIDADE DE LUCROS

NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE NBC TE ENTIDADE SEM FINALIDADE DE LUCROS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE NBC TE ENTIDADE SEM FINALIDADE DE LUCROS OBJETIVO 1. Esta norma estabelece critérios e procedimentos específicos de avaliação, de registro dos componentes e variações

Leia mais

Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade

Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade As empresas têm passado por grandes transformações, com isso, o RH também precisa inovar para suportar os negócios

Leia mais

MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS

MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS 1 Questão: Considere uma economia na qual os indivíduos vivem por dois períodos. A população é constante e igual a N. Nessa economia

Leia mais

Renda Fixa Privada Notas Promissórias NP. Notas Promissórias - NP

Renda Fixa Privada Notas Promissórias NP. Notas Promissórias - NP Renda Fixa Privada Notas Promissórias - NP Uma alternativa para o financiamento do capital de giro das empresas O produto A Nota Promissória (NP), também conhecida como nota comercial ou commercial paper,

Leia mais

Unidade IV CONTABILIDADE SOCIETÁRIA. Profa. Divane Silva

Unidade IV CONTABILIDADE SOCIETÁRIA. Profa. Divane Silva Unidade IV CONTABILIDADE SOCIETÁRIA Profa. Divane Silva A disciplina está dividida em 04 Unidades: Unidade I 1. Avaliação de Investimentos Permanentes Unidade II 2. A Técnica da Equivalência Patrimonial

Leia mais

Unidade II ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Unidade II ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Unidade II DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC) 3 INTRODUÇÃO 1 2 A demonstração dos fluxos de caixa (DFC), a partir de 01/01/08, passou a ser uma demonstração obrigatória, conforme estabeleceu a lei

Leia mais

ROBSON ZANETTI & ADVOGADOS ASSOCIADOS AS HOLDINGS COMO ESTRATÉGIA DE NEGÓCIOS, PROTEÇÃO PATRIMONIAL E SUCESSÃO FAMILIAR

ROBSON ZANETTI & ADVOGADOS ASSOCIADOS AS HOLDINGS COMO ESTRATÉGIA DE NEGÓCIOS, PROTEÇÃO PATRIMONIAL E SUCESSÃO FAMILIAR AS HOLDINGS COMO ESTRATÉGIA DE NEGÓCIOS, PROTEÇÃO PATRIMONIAL E SUCESSÃO FAMILIAR Robson Zanetti Advogados 1 1. Origem legal da holding no Brasil Lei nº. 6.404 (Lei das S/A s). No Brasil as holdings surgiram

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC)

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC) 1 de 5 31/01/2015 14:52 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC) A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) passou a ser um relatório obrigatório pela contabilidade para todas as sociedades de capital aberto

Leia mais

2ª edição Ampliada e Revisada. Capítulo 5 Balanço Patrimonial

2ª edição Ampliada e Revisada. Capítulo 5 Balanço Patrimonial 2ª edição Ampliada e Revisada Capítulo Balanço Patrimonial Tópicos do Estudo Introdução Representação gráfica. Ativo. Passivo. Patrimônio Líquido. Outros acréscimos ao Patrimônio Líquido (PL) As obrigações

Leia mais

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011 Visão do Desenvolvimento nº 96 29 jul 2011 O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada Por Fernando Puga e Gilberto Borça Jr. Economistas da APE BNDES vem auxiliando

Leia mais

Contabilidade Geral e Avançada Correção da Prova AFRFB 2009 Gabarito 1 Última Parte Prof. Moraes Junior CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

Contabilidade Geral e Avançada Correção da Prova AFRFB 2009 Gabarito 1 Última Parte Prof. Moraes Junior CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA 15- A empresa Livre Comércio e Indústria S.A. apurou, em 31/12/2008, um lucro líquido de R$ 230.000,00, antes da provisão para o Imposto de Renda e Contribuição Social sobre

Leia mais

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr.

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr. A Chave para o Sucesso Empresarial José Renato Sátiro Santiago Jr. Capítulo 1 O Novo Cenário Corporativo O cenário organizacional, sem dúvida alguma, sofreu muitas alterações nos últimos anos. Estas mudanças

Leia mais

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.137/08 Aprova a NBC T 16.10 Avaliação e Mensuração de Ativos e Passivos em Entidades do Setor Público. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e

Leia mais

Original assinado por ROBERTO TEIXEIRA DA COSTA Presidente. NORMAS ANEXAS À INSTRUÇÃO N o 001 DE 27 DE ABRIL DE 1978.

Original assinado por ROBERTO TEIXEIRA DA COSTA Presidente. NORMAS ANEXAS À INSTRUÇÃO N o 001 DE 27 DE ABRIL DE 1978. Dispõe sobre as normas e procedimentos para contabilização e elaboração de demonstrações financeiras, relativas a ajustes decorrentes da avaliação de investimento relevante de companhia aberta em sociedades

Leia mais

Safra Fundo Mútuo de Privatização FGTS Vale do Rio Doce (Administrado pelo Banco Safra S.A.) Demonstrações Financeiras em 31 de março de 2004 e em 30

Safra Fundo Mútuo de Privatização FGTS Vale do Rio Doce (Administrado pelo Banco Safra S.A.) Demonstrações Financeiras em 31 de março de 2004 e em 30 Safra Fundo Mútuo de Privatização FGTS Vale do Rio Doce Demonstrações Financeiras em 31 de março de 2004 e em 30 de setembro de 2003 e parecer dos auditores independentes Parecer dos auditores independentes

Leia mais

3. 0 - Nível de Conhecimento dos Profissionais de Contabilidade no Brasil

3. 0 - Nível de Conhecimento dos Profissionais de Contabilidade no Brasil 1.0 - Introdução à Lei 11.638/07 Países com pouca tradição em mercados de capitais têm a tendência de sofrer, mais do que os demais, influências exógenas (externas) nos seus processos de desenvolvimento

Leia mais

Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros

Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros Uma evolução nos sistemas de controle gerencial e de planejamento estratégico Francisco Galiza Roteiro Básico 1 SUMÁRIO:

Leia mais

DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2013 - BANCO BRADESCO SA Versão : 2. Composição do Capital 1. Proventos em Dinheiro 2

DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2013 - BANCO BRADESCO SA Versão : 2. Composição do Capital 1. Proventos em Dinheiro 2 Índice Dados da Empresa Composição do Capital 1 Proventos em Dinheiro 2 DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo 5 Balanço Patrimonial Passivo 9 Demonstração do Resultado 12 Demonstração do Resultado

Leia mais

NORMAS CONTÁBEIS APLICÁVEIS ÀS MICROS E PEQUENAS EMPRESAS NO BRASIL: SEGUNDO AS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE ALUNO: MINASSON ELIAS FERREIRA

NORMAS CONTÁBEIS APLICÁVEIS ÀS MICROS E PEQUENAS EMPRESAS NO BRASIL: SEGUNDO AS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE ALUNO: MINASSON ELIAS FERREIRA CIÊNCIAS CONTÁBEIS NORMAS CONTÁBEIS APLICÁVEIS ÀS MICROS E PEQUENAS EMPRESAS NO BRASIL: SEGUNDO AS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE ALUNO: MINASSON ELIAS FERREIRA ORIENTADOR: PROF. Ms. GESIEL DE

Leia mais

CONTABILIDADE AVANÇADA CAPÍTULO 1: DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS

CONTABILIDADE AVANÇADA CAPÍTULO 1: DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS CONTABILIDADE AVANÇADA CAPÍTULO 1: DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS 1.1 - CONCEITO A Demonstração das Origens e Aplicações de recursos (DOAR) deixou de ser obrigatória por força da lei

Leia mais

Letras Financeiras - LF

Letras Financeiras - LF Renda Fixa Privada Letras Financeiras - LF Letra Financeira Captação de recursos de longo prazo com melhor rentabilidade O produto A Letra Financeira (LF) é um título de renda fixa emitido por instituições

Leia mais

Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados - Roteiro

Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados - Roteiro Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo Tel. (11) 3824-5400, 3824-5433 (teleatendimento), fax (11) 3824-5487 Email: desenvolvimento@crcsp.org.br web: www.crcsp.org.br Rua Rosa e Silva,

Leia mais

O Impacto da Lei 11.638/07 no encerramento das Demonstrações Contábeis de 2008

O Impacto da Lei 11.638/07 no encerramento das Demonstrações Contábeis de 2008 O Impacto da Lei 11.638/07 no encerramento das Demonstrações Contábeis de 2008 Pronunciamento CPC 013 Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e da Medida Provisória no 449/08 Antônio Carlos Palácios Vice-Presidente

Leia mais

EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL A equivalência patrimonial é o método que consiste em atualizar o valor contábil do investimento ao valor equivalente à participação societária da sociedade investidora no patrimônio

Leia mais

ANÁLISE ECONÔMICO FINANCEIRA DA EMPRESA BOMBRIL S.A.

ANÁLISE ECONÔMICO FINANCEIRA DA EMPRESA BOMBRIL S.A. Universidade Federal do Pará Centro: Sócio Econômico Curso: Ciências Contábeis Disciplina: Análise de Demonstrativos Contábeis II Professor: Héber Lavor Moreira Aluno: Roberto Lima Matrícula:05010001601

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS De acordo com o comando a que cada um dos itens de 51 a 120 se refira, marque, na folha de respostas, para cada item: o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com

Leia mais

Palestra. Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) e Demonstração do Valor Adicionado (DVA) - Novas Normas Contábeis. Março 2012.

Palestra. Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) e Demonstração do Valor Adicionado (DVA) - Novas Normas Contábeis. Março 2012. Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo Tel. (11) 3824-5400, 3824-5433 (teleatendimento), fax (11) 3824-5487 Email: desenvolvimento@crcsp.org.br web: www.crcsp.org.br Rua Rosa e Silva,

Leia mais

Prezado(a) Concurseiro(a),

Prezado(a) Concurseiro(a), Prezado(a) Concurseiro(a), A prova do TCM/RJ foi realizada no último final de semana e vou aproveitar para resolver as questões de Contabilidade Geral de forma simplificada e objetiva (nos cursos online,

Leia mais

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A CEMEPE INVESTIMENTOS S/A RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras do exercício

Leia mais

ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2012 - BPMB I Participações S.A. Versão : 1. Composição do Capital 1. Balanço Patrimonial Ativo 2

ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2012 - BPMB I Participações S.A. Versão : 1. Composição do Capital 1. Balanço Patrimonial Ativo 2 Índice Dados da Empresa Composição do Capital 1 DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo 2 Balanço Patrimonial Passivo 3 Demonstração do Resultado 4 Demonstração do Resultado Abrangente 5 Demonstração

Leia mais

ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DAS SIDERÚRGICAS LISTADAS NA BOVESPA: COMPARAÇÃO POR ÍNDICES-PADRÃO

ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DAS SIDERÚRGICAS LISTADAS NA BOVESPA: COMPARAÇÃO POR ÍNDICES-PADRÃO XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DAS SIDERÚRGICAS LISTADAS NA BOVESPA: COMPARAÇÃO POR ÍNDICES-PADRÃO Rafael Martins Noriller (UFGD) rafael_mn1985@hotmail.com

Leia mais

O NOVO SISTEMA PREVIDENCIÁRIO PARA O SERVIDOR PÚBLICO

O NOVO SISTEMA PREVIDENCIÁRIO PARA O SERVIDOR PÚBLICO O NOVO SISTEMA PREVIDENCIÁRIO PARA O SERVIDOR PÚBLICO MEIRELES 1, Jéssica Maria da Silva KATAOKA 2, Sheila Sayuri Centro de Ciências Sociais Aplicadas /Departamento de Finanças, Contabilidade e Atuária

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 08. Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 08. Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 08 Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 39 partes

Leia mais

Tendências e cenários para a infra-estrutura de telecomunicações. ões. Seminário: O futuro das (tele)comunicações no Brasil

Tendências e cenários para a infra-estrutura de telecomunicações. ões. Seminário: O futuro das (tele)comunicações no Brasil Tendências e cenários para a infra-estrutura de telecomunicações ões Seminário: O futuro das (tele)comunicações no Brasil em homenagem a Sérgio S Motta (1940 1998) S. Paulo, 3 de junho de 2008 Juarez Quadros

Leia mais

Análise: Pesquisa Qualidade de Vida 2013 Fase 2 e 3

Análise: Pesquisa Qualidade de Vida 2013 Fase 2 e 3 Análise: Pesquisa Qualidade de Vida 2013 Fase 2 e 3 Resumo: A pesquisa de Qualidade de Vida é organizada pela ACIRP e pela Fundace. Teve início em 2009, inspirada em outros projetos já desenvolvidos em

Leia mais

ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1

ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1 PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em janeiro/2015. Estas elevações podem ser atribuídas aos seguintes

Leia mais

O Comitê de Pronunciamentos - CPC. Irineu De Mula Diretor da Fundação Brasileira de Contabilidade - FBC

O Comitê de Pronunciamentos - CPC. Irineu De Mula Diretor da Fundação Brasileira de Contabilidade - FBC O Comitê de Pronunciamentos - CPC Irineu De Mula Diretor da Fundação Brasileira de - FBC Objetivo: O estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de e a divulgação de informações

Leia mais

Bovespa Supervisão de Mercados - BSM

Bovespa Supervisão de Mercados - BSM 1. C ontexto operacional A Bovespa Supervisão de Mercados BSM (BSM) criada em 16 de agosto de 2007 como uma associação civil sem finalidade lucrativa, em cumprimento ao disposto na regulamentação pertinente

Leia mais

ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2013 - INEPAR TELECOMUNICAÇÕES SA Versão : 1. Composição do Capital 1. Balanço Patrimonial Ativo 2

ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2013 - INEPAR TELECOMUNICAÇÕES SA Versão : 1. Composição do Capital 1. Balanço Patrimonial Ativo 2 Índice Dados da Empresa Composição do Capital 1 DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo 2 Balanço Patrimonial Passivo 3 Demonstração do Resultado 4 Demonstração do Resultado Abrangente 5 Demonstração

Leia mais

ITG 2002: Os principais desafios na implementação das novas práticas na visão da Auditoria Independente.

ITG 2002: Os principais desafios na implementação das novas práticas na visão da Auditoria Independente. ITG 2002: Os principais desafios na implementação das novas práticas na visão da Auditoria Independente. Evelyse Amorim Lourival Amorim Florianópolis, 11 de novembro de 2014 ITG 2002 Introdução e Principais

Leia mais

Tele Nordeste Celular Participações S.A. Anuncia os Resultados de 1998

Tele Nordeste Celular Participações S.A. Anuncia os Resultados de 1998 Contatos: Tele Nordeste Celular Mário Gomes 0xx81.216.2592 Fabíola Almeida 0xx81.216.2594 Octavio Muniz 0xx81.216.2593 Tele Nordeste Celular Participações S.A. Anuncia os Resultados de 1998 Brasília, Brasil

Leia mais