CARTA REGIONAL DE COMPETITIVIDADE GRANDE LISBOA

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1 CARTA REGIONAL DE COMPETITIVIDADE GRANDE LISBOA 41

2 1. TERRITÓRIO A sub-região NUT III Grande Lisboa tem como limites territoriais, a Norte a sub-região Oeste, a Sul as margens do rio Tejo, a Este a Lezíria do Tejo e a Oeste o Oceano Atlântico, onde desagua o rio Tejo. É constituída por um conjunto de 9 municípios. FIGURA 1 - SUB-REGIÃO GRANDE LISBOA O PROT-AML identifi ca as seguintes Unidades Territoriais para a Grande Lisboa: Estuário do Tejo: é uma área de importância estratégica ao nível metropolitano e nacional, em virtude da riqueza dos seus valores naturais. Constitui o espaço central da Área Metropolitana de Lisboa (AML), ao longo de cujas margens se iniciou o desenvolvimento do sistema urbano e que permite as ligações entre a margem norte e a margem sul da área urbana mais densa da AML. Apresenta condições para o desenvolvimento de actividades económicas e de recreio e lazer importantes para a evolução da AML; Lisboa Centro Metropolitano: corresponde sensivelmente ao município de Lisboa, com excepção da área a Noroeste do aeroporto, e constitui o centro da AML. A maioria do território desta unidade territorial está classifi cada como urbano consolidado, apresentando portanto as maiores densidades de ocupação da AML, a grande maioria dos equipamentos e serviços de nível superior e a convergência das principais infra-estruturas de transporte e grandes fl uxos de população e bens. Os limites desta unidade são difusos, apresentando uma forte continuidade espacial e funcional com as unidades envolventes, em particular nas áreas de fronteira com os grandes eixos urbanos que dela irradiam: Cascais; Sintra; Loures e Vila Franca de Xira; Espaço Metropolitano Poente: é uma unidade territorial adjacente a Lisboa Centro Metropolitano, formando com esta um contínuo urbano suportado pelos dois grandes eixos de transporte rodo e ferroviário que ligam Lisboa a Cascais e a Sintra. Individualizam-se 3 sub-unidades territoriais distintas: o Eixo Algés-Cascais: eixo consolidado que se desenvolveu ao longo da linha de caminho de ferro e da Estrada Marginal, com urbanização de qualidade e de baixa densidade; 42

3 o Eixo Amadora-Sintra: eixo consolidado de crescimento em torno da linha de caminho de ferro, com fraca estruturação da urbanização e baixos índices de qualidade da construção e do espaço público; o Interior do Espaço Metropolitano Poente: área intersticial entre os dois eixos, que apresenta uma matriz de ocupação do solo marcada pela profusão e simultaneidade de usos, com incipiente ou nula estruturação territorial, fenómenos de construção de génese ilegal e de urbanização/localização de actividades avulsas e não planeadas. Eixo Sacavém-Vila Franca de Xira: eixo urbano-industrial de ligação da cidade de Lisboa para Nordeste, que se desenvolveu ao longo do caminho-de-ferro (linha do Norte) e da A1. Caracteriza-se por elevadas densidades de ocupação habitacional e industrial. Prolongase para além de Vila Franca de Xira, acompanhando as vias de localização ao longo do Vale do Tejo e com fortes ligações com o interior dos municípios de Loures e de Vila Franca de Xira. Alverca constitui um importante pólo deste eixo; Arco Urbano envolvente Norte: esta unidade territorial situa-se na fronteira da área mais densamente povoada da Grande Lisboa, incluindo a zona industrial de Pêro Pinheiro/ Montelavar; Serra da Carregueira; Belas; Caneças/Odivelas/Loures; zona envolvente Norte do aeroporto; costeiras e várzea de Loures; áreas de ocupação extensiva e pouco consolidadas do município de Vila Franca de Xira e do município de Arruda dos Vinhos; Serra de Sintra: unidade territorial classifi cada como Parque Natural, que apresenta grande diversidade paisagística e uma paisagem única da AML, com elevado valor geológico, geomorfológico, fl orístico e faunístico. Inclui a Sintra Velha, com elevado valor patrimonial e histórico-cultural; Litoral Atlântico Norte: corresponde à parte atlântica da área agrícola norte, que se estende desde a Serra de Sintra ao limite do município de Mafra, prolongando-se para o Oeste. Como sistemas urbanos ligados ao turismo, recreio e lazer, identifi cam-se Colares/Magoito e Ericeira/Mafra. Apesar de não estarem integradas na Grande Lisboa, mas nos seus territórios contíguos, devem ser referidas duas outras unidades territoriais: Interior Norte Agrícola: extenso espaço agrícola, com continuidade na sub-região Oeste. Destaca-se o pólo urbano da Malveira, com um papel importante no apoio à área agrícola envolvente e na sua articulação com o núcleo central da AML e na articulação da AML com Torres Vedras. Carregado/Ota/Azambuja: unidade territorial de forte articulação com o Vale do Tejo, que se destaca pela presença, na metade Sul, de áreas de grande dinamismo em termos de localização industrial, de armazenagem e logística. Alenquer, Azambuja e Carregado são os três pólos urbanos desta unidade. Na metade Norte, destaca-se uma área sobretudo fl orestal. 43

4 FIGURA 2 - PRINCIPAIS UNIDADES TERRITORIAIS DA GRANDE LISBOA Adaptado de: PROT-AML. O Programa Nacional de Políticas de Ordenamento do Território (PNPOT) afi rma a importância da Grande Lisboa no contexto das regiões europeias e na estruturação regional do País, considerando que o seu modelo de povoamento e de urbanização é fortemente infl uenciado pela estruturação da AML. Reconhece que o seu papel estruturante extravasa os limites administrativos e se prolonga por espaços adjacentes, polarizando funcionalmente um vasto território que vai de Leiria a Évora e a Sines. A melhoria das condições de acessibilidade proporcionada pela expansão e pela modernização das infra-estruturas de transportes tem constituído um dos principais factores indutores da reconfi guração da Grande Lisboa, do seu alargamento e da sua área de infl uência. Nesta nova dimensão territorial, a sub-região tende a passar de uma estrutura centrada e quase exclusivamente dependente de Lisboa, a um sistema territorial complexo no qual a periferia metropolitana desempenha, cada vez mais, funções de articulação inter-regional e um papel importante na organização e equilíbrio da região metropolitana. A metrópole de Lisboa gera e potencia novas dinâmicas territoriais alargadas que originam 7 tipos de espaços, assim defi nidos pelo Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML): 1) Espaços motores: são espaços que se destacam no actual processo de especialização funcional da AML, através da capacidade de atraírem e fi xarem novas actividades e funções 44

5 de nível superior, e/ou de renovação e requalifi cação urbanas através da valorização do espaço público, estruturação da rede viária principal, elevação do nível de serviços urbanos e melhoria da qualidade da oferta habitacional. Na Grande Lisboa, estes espaços com impactos positivos na AML integram a Coroa de Transição da Cidade de Lisboa e o eixo Oeiras-Cascais; 2) Espaços problema: abrangem as áreas periféricas fragmentadas e não estruturadas com tendência para a desqualifi cação urbana e ambiental e que apresentam difi culdades, pela sua localização e dimensão territorial. Também abrangem as áreas centrais dos aglomerados urbanos da AML que se encontram em perda de população residente e de actividades, denotando um acentuado declínio urbano e fortes processos de degradação. Estes espaços correspondem a extensas áreas a reordenar e a revitalizar, onde será difícil inverter tendências a curto prazo, e integram, na Grande Lisboa, a área central de Lisboa, os espaços intersticiais entre os eixos Oeiras-Cascais e Amadora-Sintra, o arco Belas- Bucelas; 3) Espaços emergentes: correspondem a áreas com potencialidades para protagonizarem transformações positivas na AML, no que respeita ao desenvolvimento de funções especializadas e novos usos e à reestruturação e qualifi cação urbana e ambiental de sectores importantes da estrutura metropolitana. Integram-se nesta categoria, na Grande Lisboa, os espaços ribeirinhos do Estuário do Tejo, a Orla Costeira Norte, o espaço Odivelas- Loures, o eixo Cascais-Sintra e Belas; 4) Áreas dinâmicas periféricas: são áreas localizadas fora do contínuo urbano metropolitano, que apresentam capacidades de atracção de actividades e residência e que constituem núcleos com alguma autonomia funcional em relação à Área Metropolitana Central. São exemplos as áreas de Malveira-Mafra, Carregado-Azambuja e Samora Correia- Benavente; 5) Espaços naturais protegidos: são as áreas classifi cadas, integradas em Parques ou Reservas Naturais, a Rede Natura 2000 e as áreas defi nidas em legislação específi ca de âmbito natural, defendidas das dinâmicas urbanas metropolitanas; 6) Áreas com potencialidades de reconversão/inovação: são áreas marcadas por ocupações obsoletas ou em desactivação que tendem a ser reconvertidas ou renovadas e que permitem criar novas centralidades metropolitanas com a instalação de actividades dinâmicas e inovadoras. Na Grande Lisboa, insere-se nesta categoria a Zona Oriental de Lisboa, em particular as novas áreas envolventes da Parque-Expo; 7) Áreas críticas urbanas: são áreas especialmente desqualifi cadas urbanística e socialmente, carenciadas de infra-estruturas e equipamentos, caracterizadas por uma forte concentração residencial e altas densidades populacionais. Exigem importantes investimentos orientados para a reestruturação e requalifi cação urbanas, com vista a inverter tendências a médiolongo prazo. Integram o centro histórico de Lisboa, os eixos de Algueirão-Cacém-Amadora e Sacavém-Vila Franca de Xira, ligados por Loures. 45

6 FIGURA 3 - DINÂMICAS TERRITORIAIS DA GRANDE LISBOA Adaptado de: PROT-AML. A AML condiciona o território de toda a sub-região através de três aspectos principais polarização, rede viária radiocêntrica e crescimento extensivo, traduzindo o predomínio de um modelo de desenvolvimento territorial de tipo tradicional, centralizado. A polarização da AML estende-se ao longo do Vale do Tejo, do Litoral Centro e do Alentejo, muito além dos seus limites administrativo, dando origem a uma Região Metropolitana, que se estrutura fundamentalmente em torno dos principais eixos de transporte nacional e inter-regional, e que deve ser entendida na interdependência de 3 dimensões territoriais: o Área Metropolitana Central, constituída pelos contínuos urbanos que envolvem as duas margens do Tejo e pelos espaços mais directamente dependentes e articulados com o núcleo central metropolitano, a cidade de Lisboa; o Periferia Metropolitana, que integra uma estrutura urbana polinucleada, descontínua, fortemente interdependente, com uma estreita relação entre espaços urbanos e espaços rurais, na qual se destaca um conjunto de centros pela dimensão demográfi ca, dinâmica económica e relativa autonomia funcional em relação à Área Metropolitana Central; o Região de Polarização Metropolitana, que abrange um vasto espaço do território nacional onde se desenvolvem relações económicas, sociais e culturais em grande parte induzidas e polarizadas pela Área Metropolitana Central. De salientar o papel de charneira que a sub-região pode desempenhar na articulação da AML com o Alentejo, a Estremadura Espanhola e o Algarve, em particular através da logística e do turismo. 46

7 Por outro lado, destaca-se, igualmente, a função da logística metropolitana (Carregado/Azambuja) que, assumindo dimensão e relevância aos níveis regional, nacional e ibérico, pode funcionar como eixo de coesão territorial. A sub-região apresenta condições naturais e ambientais singulares (Estuário do Tejo; extensão e qualidade da orla costeira, etc.), bem como qualidade e diversidade paisagística. Dispõe de um conjunto de equipamentos culturais e de património histórico e cultural que aumentam a sua atractividade como local de residência. No entanto, o crescimento extensivo e acelerado da suburbanização ameaça parte do potencial paisagístico. FIGURA 4 - ESTUÁRIO DO TEJO Fonte: Universidade Nova de Lisboa. O Estuário do Tejo é uma referência fundamental na paisagem da Grande Lisboa e um importante meio de promoção territorial e de desenvolvimento de actividades ligadas ao rio. Integra a Reserva Natural do Estuário do Tejo, criada em 1976, situa-se a Norte de Alcochete, ocupando uma superfície de hectares, abrangendo uma extensa área de águas estuarinas, zonas de lamas e sapal, salinas, mouchões (da Póvoa, Alhandra e Lombo do Tejo) e terrenos agrícolas. Considerada uma das reservas naturais mais importantes da Europa, é a zona húmida mais extensa do País, com uma grande biodiversidade e variedade de habitats e uma das maiores extensões contínuas de sapal. Um dos factores que mais contribuem para o valor e importância desta reserva é a presença da avifauna aquática migradora, que totaliza cerca de 194 espécies de ocorrência regular. Em virtude da sua localização estratégica e do facto de incluir a capital do país, a Grande Lisboa é dotada de acessibilidades privilegiadas, que se consubstanciam numa rede de infra-estruturas 47

8 rodoviárias, ferroviárias, portuárias e aeroportuárias interligadas às principais cidades portuguesas e europeias. A melhoria das infra-estruturas de transportes, na última década, tem vindo a reforçar novas centralidades metropolitanas e novas dinâmicas territoriais na Grande Lisboa e territórios adjacentes. A Grande Lisboa dispõe de diversas e efi cientes infra-estruturas de transporte, nos seus diferentes modos: a posição geográfi ca e as condições naturais do porto de Lisboa tiveram uma importância decisiva no desenvolvimento da cidade e Lisboa e na afi rmação da sub-região como a mais dinâmica do País e como a principal área metropolitana do Oeste Peninsular; a sub-região conta no seu território com vários aeródromos (militares e civis) e com um único aeroporto utilizado pelas companhias aéreas comerciais Aeroporto da Portela; a mobilidade internacional da sub-região em modo ferroviário é assegurada pela linha do Norte em articulação com as linhas da Beira Alta (para França e Norte de Espanha), do Minho (para Vigo) e do Leste e Ramal de Cáceres (para Madrid). Estão previstos importantes projectos ao nível das infra-estruturas de transporte e acessibilidades da Grande Lisboa (vd. ponto 7.1). 2. DEMOGRAFIA Em 2009 viviam na Grande Lisboa cerca de 2 milhões de habitantes, o equivalente a 20% dos residentes de Portugal Continental, numa área que ocupa apenas pouco mais de 2% do território nacional. A sub-região detém 2 dos 4 municípios portugueses com uma população residente superior a 200 mil habitantes Lisboa e Sintra (a par de Vila Nova de Gaia e Porto). No seu conjunto, estes dois municípios representam 46% da população residente da Grande Lisboa. Detém também o município mais densamente povoado do Pais - a Amadora -, com mais de 7 mil habitantes por km 2 (a média nacional era de 115,4 habitantes por km 2 em 2009). Entre 2001 e 2009, o crescimento da população da Grande Lisboa foi de 3,6%, concentrado sobretudo na AML que captou, durante este período, mais de 100 mil novos habitantes. Embora a maior parte dos municípios tenham observado um acréscimo de população na última década, verifi cam-se diferenças acentuadas entre alguns deles. O crescimento populacional foi mais acentuado nos municípios que constituem uma segunda coroa exterior a Lisboa (sobretudo Sintra, Mafra, Sobral de Monte Agraço e Alenquer). A primeira coroa exterior de Lisboa manifesta uma tendência para a estagnação ou mesmo perda da população, com particular destaque para a cidade capital. De facto, a cidade de Lisboa continua a perder população (cerca de 2% ao ano), a par dos municípios de Loures e Amadora. Muitos factores têm contribuído para que a população residente da Grande Lisboa tenha tendência para sair da coroa urbana imediatamente a seguir a Lisboa: um maior índice de motorização e a melhoria das acessibilidades que permitem viver mais longe do local de trabalho; a pressão construtiva e a especulação imobiliária que contribui para que os preços da habitação na cidade de Lisboa e seus arredores sejam muito elevados; a vontade de sair da cidade. Alguns destes factores estão também na origem de um crescimento da população residente em municípios tradicionalmente menos urbanizados, como Mafra, que acabam por levar a urbanização para espaços áreas fora do perímetro urbano. 48

9 FIGURA 5 - POPULAÇÃO RESIDENTE Fonte: INE. FIGURA 6 - TAXA DE CRESCIMENTO EFECTIVO DA POPULAÇÃO Fonte: INE. 49

10 A Grande Lisboa ainda dispõe de uma população relativamente jovem quando comparada com Portugal Continental, apresentando valores menos signifi cativos da percentagem de idosos e do índice de dependência de idosos, bem como os valores mais elevados da percentagem de população em idade activa. Em 2009, o índice de envelhecimento demográfi co da Grande Lisboa era de (valor inferior à média nacional de 117.6). É a referida capacidade de atracção de população da AML, principalmente de activos jovens, que tem amortecido a tendência de envelhecimento demográfi co. Lisboa é o município mais envelhecido da sub-região, com um índice de envelhecimento demográfi co de Cerca de ¼ da sua população (24.2%) tem 65 e mais anos e apenas 13.4% tem menos de 14 anos. Deste modo, contrasta com o município mais jovem (Sintra), onde a população com menos de 14 anos constitui 18.3% dos residentes e os que têm 65 e mais anos constituem 12.8% da população residente. Neste município o índice de envelhecimento demográfi co é de Entre 2001 e 2009, a população estrangeira residente na Grande Lisboa aumentou cerca de 85%, destacando-se os municípios de Mafra (143%), Lisboa (134%) e Cascais (112%). O crescimento efectivo (crescimento natural + saldo migratório) da sub-região é muito ténue (0.2%, em 2009). Na última década, e à semelhança das décadas anteriores, foi o saldo migratório o principal responsável pelo crescimento demográfi co da Grande Lisboa. 3. ACTIVIDADES ECONÓMICAS, POLOS INDUSTRIAIS E CLUSTERS Em 2009, o Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes da Grande Lisboa rondava os 52.4 mil milhões de euros (o equivalente a 31% do total nacional e a 85% do total da região Lisboa). Em termos de Valor Acrescentado Bruto (VAB), a relevância nacional e regional da sub-região rondava os mesmos valores. Naquele ano, o PIB per capita a preços correntes da sub-região era de 25.7 milhares de euros, valor muito superior aos registados a nível nacional (de 15.8 milhares de euros) e na região Lisboa (21.7 milhares de euros). O índice de disparidade do PIB per capita em relação à média nacional permite aferir que a sub-região apresenta um PIB per capita cerca de 63% acima do valor médio nacional. Constituindo um importante pólo de emprego para a população residente nas sub-regiões circundantes, sobretudo na Península de Setúbal, os valores elevados do PIB resultam, não apenas de maiores níveis de riqueza média gerada pela população da Grande Lisboa, mas também do facto de uma parte importante da riqueza gerada na Grande Lisboa ser proveniente do trabalho de populações residentes noutros territórios. A Grande Lisboa assume um papel particularmente relevante na criação de riqueza a nível da região de Lisboa: 85.7% do VAB gerado na região. O ramo de actividade que surge com maior peso no conjunto do VAB da sub-região é o das actividades fi nanceiras, imobiliárias, alugueres e serviços prestados às empresas. Dos dados do VAB referentes ao sector secundário é de destacar o peso da indústria transformadora, cujo contributo para a riqueza da região de Lisboa (10.2%) é inferior ao peso que esta tem no conjunto da riqueza gerada no País (15.7%). Representava, em 2010, cerca de 23% dos fl uxos do comércio internacional em Portugal. Em 2009, a taxa de cobertura das entradas pelas saídas na sub-região foi de 25% (abaixo da média regional de 32% e da média nacional de 62%). Em 2009, cerca de 1.1 milhões de indivíduos desenvolviam a sua actividade económica na Grande Lisboa, o equivalente a 31% do emprego total do país. As actividades económicas mais representativas em termos de emprego são: administração pública (11.2%); serviços às empresas (9.7%); comércio a retalho (8.8%); construção civil (8.7%); comércio por grosso (8.6%). 50

11 A importância do emprego nas actividades secundárias observa-se nalgumas (poucas) áreas dos municípios de Lisboa e Amadora, ganhando maior expressão para Norte (no eixo industrial tradicional de Loures/Vila Franca de Xira/Azambuja), para Oeste (na mancha industrial mais recente do município de Sintra) e para Noroeste (graças ao padrão de distribuição difuso de pequenas e médias unidades fabris, especialmente visível no município de Mafra). A sub-região apresenta a mais elevada concentração de actividades de serviços que irradiam para todo o espaço nacional (serviços fi nanceiros, serviços às empresas, serviços de telecomunicações, software, actividades audiovisuais, serviços de grande distribuição, etc.), mas que estão ainda fracamente internacionalizadas. O eixo Lisboa-Oeiras-Cascais é o mais terciarizado no contexto regional (acima dos 80% de activos neste sector). Num segundo nível, os municípios de Amadora, Loures, Odivelas, Sintra e Vila Franca de Xira obtêm valores acima dos 70%. Quatro tipos de actividades terciárias especifi cam a sub-região: 1) As actividades Financeiras e de Serviços às Empresas, com destaque, neste último caso, para as que são exercidas por fi lais de empresas multinacionais e as empresas de sectores infra-estruturais electricidade, gás e água; 2) As actividades de Ensino Superior e I&D; 3) As actividades de Transportes e Logística; 4) As actividades da Administração Pública e Acção Social. Em 2009, cerca de 253 mil empresas tinham sede na Grande Lisboa, destacando-se os municípios de Lisboa (38% do total de empresas sedeadas na região), Sintra (15%), Cascais (10%), Oeiras (9%) e Loures (8%). No que respeita aos sectores de actividade económica mais representativos, são de referir: o comércio por grosso e a retalho (32% do total de empresas da região), as actividades imobiliárias (18%), a construção civil (16%) e o alojamento e restauração (9%). Os sectores industriais representam apenas cerca de 7% do total de empresas com sede nos municípios da Grande Lisboa. Destacam-se os seguintes sectores industriais: indústrias metalúrgicas de base e de produtos metálicos (18% do total de empresas industriais com sede na sub-região); indústria de pasta e papel (17%); indústria têxtil (12%) e indústrias alimentares e das bebidas (9%). É no município de Lisboa que se concentra a maioria das empresas industriais com sede na subregião (28% do total), seguindo-se o município de Sintra (22%) e, a longa distância, os municípios de Loures (10%) e Cascais (9%). Em 2008, a taxa de natalidade de empresas na Grande Lisboa foi de 15.4%, valor superior à média nacional (de 14.2%). Em 2007, a taxa de mortalidade de empresas na sub-região foi de 18.2%, valor igualmente superior ao registado a nível nacional (16.3%). No que respeita à estrutura dimensional das empresas, a Grande Lisboa é caracterizada pela presença de empresas de grande dimensão: cerca de 35% dos Trabalhadores por Conta de Outrem (TCO) da sub-região desenvolvem a sua actividade em empresas com mais de 250 trabalhadores. Nos municípios de Lisboa e Oeiras esta proporção ronda os 40%. Por seu turno, cerca de 19% dos TOC desenvolvem a sua actividade em empresas com menos de 10 trabalhadores. Odivelas, Mafra e Sintra são os municípios onde esta proporção é mais elevada. No seu conjunto, as empresas da Grande Lisboa atingiram, em 2009, um volume de negócios na ordem dos mil milhões de euros. Os sectores de actividade económica mais representativos da sub-região em termos de volume de negócios foram, por ordem decrescente de importância: comércio por grosso, excepto de veículos automóveis e motociclos (22% do volume de negócios total); comércio a retalho, excepto de veículos automóveis e motociclos (13%); electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio (10%); comércio, manutenção e reparação, de veículos automóveis e motociclos (5%); telecomunicações (5%). 51

12 FIGURA 7 - TAXA DE TCO EM EMPRESAS COM MENOS DE 10 TRABALHADORES Fonte: INE. FIGURA 8 - TAXA DE TCO EM EMPRESAS COM MAIS DE 250 TRABALHADORES Fonte: INE. 52

13 O quadro e fi gura seguintes sistematizam as actividades económicas mais importantes da Grande Lisboa, em termos de representatividade do emprego e nível de especialização e de acordo com a sua orientação para a economia metropolitana, nacional ou internacional. É possível identifi car uma predominância de actividades orientadas para o mercado da AML e do País, o que evidencia a já referida polarização da Grande Lisboa num conjunto de actividades e funções de produção de bens e serviços (com destaque para a administração pública, serviços às empresas e às famílias, comércio, residência, educação e logística e acessibilidades). Algumas actividades orientaram-se, numa fase inicial da sua evolução, para o mercado doméstico mas têm vindo a conquistar uma projecção europeia e internacional (é o caso da logística e acessibilidades, da construção e da inovação e conhecimento). Todavia, as actividades da Grande Lisboa que mais rapidamente se orientaram para o mercado europeu e internacional são o turismo e lazer e a cultura. QUADRO 1 - EMPREGO E ESPECIALIZAÇÃO DAS PRINCIPAIS ACTIVIDADES DA GRANDE LISBOA Nível de Emprego e Especialização das Actividade Actividades Peso no Emprego (%) Quociente de Localização Actividades Muito Empregadoras e Muito Especializadas Actividades Informáticas Indústrias Criativas e Act. Recreativas Serviços Financeiros e Act. Imobiliárias Telecomunicações e Correios Serviços Prestados às Empresas Ensino Superior e I&D Transportes e Logística Actividades Associativas e Serv. Famílias Serviços de Saúde Administração Pública Turismo 1,1 4,7 5,0 2,5 8 1,6 4,2 5,1 5,0 11,6 6,9 2,5 2,1 2,0 1,9 1,8 1,7 1,5 1,3 1,3 1,2 1,2 Actividades Muito Empregadoras e Pouco Especializadas Comércio Construção e Obras Públicas Produtos Metálicos e Máquinas Alimentação, Bebidas e Tabaco Têxtil, Vestuário e Calçado 17,4 9,1 2,2 1,5 1, Actividades Pouco Empregadoras e Muito Especializadas Material de Precisão Indústrias Químicas Ligeiras Indústrias Químicas Pesadas Electricidade, Água e Saneamento ,6 1,5 1,3 1,1 Adaptado de: Departamento de Prospectiva e Planeamento. 53

14 FIGURA 9 - ORIENTAÇÃO DAS PRINCIPAIS ACTIVIDADES EMPREGADORAS DA GRANDE LISBOA LEGENDA Serviços às Empresas S erviços Financeiros & Actividades Imobiliárias E lectricidade, Agua & Telecomunicações Saneamento Transportes & L ogística S erviços às Famílias En Comércio Actividades Informáticas Indús trias C riativas Actividades Recreativas Serviços de Saúde E nsino S uperior e I&D Adminis tração Pública Turismo Produtos Metálicos Construção & & Máquinas Obras Públicas Alimentaç ão, Bebidas & Tabaco Actividades exportadoras Actividades que servem o País e se concentram na Grande Lisboa Actividades que servem sobretudo população e empresas da Grande Lisboa Nota: o tamanho da letra representa a importância da actividade económica em termos de emprego. Nos casos em que a actividade está localizada na fronteira entre círculos, signifi ca que esta actividade está orientada para vários mercados. Por exemplo, a actividade Construção & Obras Públicas serve sobretudo o País e a própria Grande Lisboa, mas, em simultâneo, está a servir cada vez mais o exterior. O Sector Financeiro e de Serviços às Empresas Na Grande Lisboa está concentrada a actividade fi nanceira do País através das sedes de bancos, companhias de seguros, fundos de pensões e fundos de investimento. O mesmo acontece com as empresas de auditoria, consultadoria, serviços jurídicos de entre as quais as fi liais das operadoras multinacionais dos respectivos sectores, etc. Este conjunto de actividades serve a totalidade do País, tendo vindo a centralizar-se na Grande Lisboa, nomeadamente em detrimento do Grande Porto onde chegou a localizar-se um pólo relevante de serviços fi nanceiros com as sedes de bancos que entretanto ou foram adquiridos por outros ou acabaram por deslocar para Lisboa o seu centro de operações. Mais recentemente a Grande Lisboa atraiu a localização de um conjunto de empresas de serviços à distância conforme se ilustra na caixa seguinte. 54

15 CAIXA 1 - A ACTIVIDADE DE CONTACT/CALL CENTER Estima-se que em Portugal existissem cerca de 600 Contact/Call Centers, com mais de 11 mil posições de atendimento. Este sector tem crescido nos últimos anos, na Europa e em Portugal, a um ritmo de 8% ao ano. De acordo com um estudo elaborado pela Associação Portuguesa de Call Centers, estima-se que em Portugal este sector produza directamente mais de milhões de euros, o correspondente a cerca de 1% do PIB. Mais de metade dos Contact/Call Centers está localizada no Distrito de Lisboa a capital é o local preferencial para localização de empresas de prestação de serviços, e os Contact/Call Center seguem esta tendência. O Distrito do Porto ocupa o segundo lugar, concentrando mais de 10% da actividade. Pelas características do mercado português, a maioria dos Contact/Call Centers é de reduzida dimensão, isto é, até 30 posições. De seguida apresentam-se alguns exemplos de empresas estrangeiras que escolheram a Grande Lisboa para a localização das suas actividades de call center a nível europeu. CISCO: A Cisco é uma empresa multinacional sedeada em San Jose-Califórnia, tem a sua. actividade principal no desenvolvimento de soluções para redes e comunicações, ao nível da fabricação e venda (destacando-se fortemente no mercado de Routers e Switches) e da prestação de serviços através das suas subsidiárias Linksys, WebEx, IronPort e Scientifi c Atlanta. No início da sua actividade, a Cisco fabricava apenas roteadores de grande porte para empresas, mas gradualmente diversifi cou o seu negócio passando a atender também ao consumidor fi nal com tecnologias como o Voip. A Cisco tem como alvo: ser o maior fornecedor de plataformas de software de comunicação-gestão que potenciam as tecnologias de voz e dados para criar soluções para o negócio que facilitam a interacção geográfi ca e independente dos meios de comunicação. A solução Cisco IP Contact Center (IPCC) combina as capacidades do conjunto de produtos ICM (Intelligent Contact Management) integrados através do JTAPI (um interface CTI standard da indústria) com o Cisco CallManager. É proporcionada aos agentes a função de Contact Center através de software CTI desktop que fornece controlo de chamadas para um telefone IP da Cisco. O IP Contact Center tem uma função de ICM que permite o encaminhamento de chamadas de acordo com as capacidades dos agentes, para assegurar que os clientes são atendidos pelo agente certo logo na primeira vez. Em Portugal, a Cisco conta entre os seus clientes com o Ministério da Educação, a Portugal Telecom, a Sonaecom, a Caixa Geral de Depósitos, o Grupo Pestana e o Hotel Altis, entre outras entidades e empresas. Colabora com os Ministérios da Educação e do Trabalho, sendo um dos seus objectivos operacionais até 2011 a criação de 250 novas academias em centros de formação, escolas, universidades, institutos politécnicos. Em Portugal, entre as referências da Cisco, destacam-se as soluções de fi nanciamento para investimentos tecnológicos e destinados especialmente às PME, tendo para tal a subsidiária Cisco Capital, fundada em A Cisco instalou em Portugal, em 2007, o seu centro de suporte a processos de negócio das suas operações na Europa, através de um projecto denominado Hércules: Contact Center de serviços partilhados, com várias equipas de suporte, sendo cada uma delas capaz de lidar com necessidades de vários países. Este Contact Center conta já com 70 colaboradores. Em 2008 a Cisco instalou o Liberty Centre, que integra a Organização de Serviços Europeia da Cisco, dando suporte às equipas de vendas de serviços. Este novo investimento da Cisco consolidará Lisboa como um centro fulcral de suporte às operações europeias da empresa. MICROSOFT PORTUGAL: A Microsoft Corporation é uma empresa americana multinacional de software, que emprega cerca de 79 mil pessoas em mais de 100 países. Foi fundada em Abril de 1975 por Bill Gates e Paul Allen, com o objectivo de desenvolver e comercializar interpretadores da linguagem BASIC. Tornou-se líder mundial na produção de software e a empresa de tecnologia que mais investe em I&D. Produz uma grande variedade de programas, incluindo sistemas operacionais, programas de escritório, ambientes de desenvolvimento de programas, navegadores de Internet, sistemas de comunicação instantânea e servidores. Também actua no mercado de serviços online, formação e equipamentos informáticos. Conta ainda com um departamento dedicado ao desenvolvimento de jogos. A Microsoft possui em Portugal uma estrutura de aproximadamente 300 pessoas, distribuídas pelas áreas técnicas, comerciais e de marketing, além de um centro europeu de suporte telefónico (call center europeu) com cerca de 80 colaboradores e um centro de investigação e desenvolvimento na área da linguagem, que desenvolve tecnologias no domínio do reconhecimento de fala, com 17 colaboradores. A estes juntaram-se em Junho de 2008 os cerca de 40 colaboradores da Mobicomp, cujo processo de aquisição foi concluído com sucesso. De referir que o centro de suporte europeu GTSC {Global Technical Support Center) começou, em 2005, por providenciar serviço a apenas 3 países mas actualmente conta com mais de 20 países e competências em 8 idiomas. Este centro já se encontra ao nível dos cinco melhores centros de suporte da Microsoft à escala global. A Microsoft Portugal foi a primeira subsidiária a ser distinguida consecutivamente, em 2007 e 2008, como melhor subsidiária mundial da empresa, na sua categoria. Em 2005 a empresa tinha sido distinguida como melhor subsidiária na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África).Em 2006 a Microsoft assinou um Memorando de Entendimento com o 55

16 Governo Português, que visa a promoção e criação de Academias TIC, onde se privilegia a formação profi ssionalizante em TIC, incluindo a integração de iniciativas das Microsoft IT Academies em Portugal. Com este protocolo, a Microsoft Portugal compromete-se a conceder, a título gratuito, formação orientada para o Plano de Actividades de cada Microsoft IT Academy, contribuir para que as instituições do ensino superior interessadas se possam tornar Centros Certifi cadores de competências e apoiar a comunicação das Academias TIC. Existem em Portugal várias Microsoft IT Academies, referindo-se os seguintes exemplos: Escola Superior de Tecnologia de Castelo Branco; Instituto Politécnico de Leiria; Instituto Politécnico de Tomar; Instituto Superior de Engenharia do Porto; Fundação Minerva, na Universidade Lusíada de Lisboa; ATEC Escola Profi ssional do Porto; Coptécnica Gustav Eiffel, na Amadora; FORINO Escola Profi ssional, Lisboa. Em Julho de 2008 a Microsoft assinou um acordo com o Ministério da Defesa destinado à criação de um Centro de Inovação e Desenvolvimento de Software para a Defesa. SOLVAY A Solvay é um Grupo belga que opera nos sectores farmacêutico, químicos e plásticos, tendo realizado em 2006 cerca de 9.4 mil milhões de euros em vendas, através das suas mais de 400 empresas dispersas por mais de 50 países (mais de 95% do seu volume de negócios é realizado fora da Bélgica). Os produtos essenciais do Grupo (carbonato de sódio, peróxido de hidrogénio, soda cáustica, PVC, etc.) têm enfrentado com sucesso o desafi o da liderança nos seus respectivos mercados. Em Portugal o grupo conta com as seguintes empresas: - SOLVAY PORTUGAL - Produtos Químicos, S.A.: fabricação e/ou comercialização de produtos químicos de base - carbonato de sódio (denso e leve), bicarbonato de sódio, silicato de sódio, soda cáustica, clorato de sódio, ácido clorídrico, hipoclorito de sódio, cloreto de cálcio, solventes clorados, glicerina e derivados, derivados do bário. - SOLVAY INTEROX - Produtos Peroxidados, S.A: fabricação e/ou comercialização de produtos peroxidados - peróxido de hidrogénio, clorato de sódio, ácido peracético, perborato de sódio, percarbonato de sódio, peróxido de cálcio, peróxido de magnésio, caprolactonas. - SOLVAYFARMA, Lda - comercialização de especialidades farmacêuticas nas áreas terapêuticas Cardiometabólica, Imunologia, Sistema Nervoso Central, Gastroenterologia e Saúde da Mulher. - 3S SOLVAY SHARED SERVICES - Sociedade de Serviços Partilhados, Lda - prestação de serviços de gestão e administração de empresas, consultoria, serviços fi nanceiros e de recursos humanos. Os interesses do Grupo em Portugal estão ainda representados pela PIPELIFE PORTUGAL - Sistemas de Tubagens, Unipessoal, Lda, que fabrica e comercializa tubos e acessórios em matérias plásticas. O Grupo seleccionou Portugal para instalar um Centro de Serviços Partilhados para a gestão das áreas de recursos humanos e operações fi nanceiras. Este Centro, localizado em Carnaxide, emprega 300 trabalhadores qualifi cados que servem as operações da multinacional a nível europeu. A capital portuguesa foi seleccionada entre 90 cidades candidatas, tendo batido Barcelona na fase fi nal de selecção. TELEPERFORMANCE A Teleperformance Portugal é uma subsidiária do Grupo francês Teleperformance, líder mundial na prestação de actividades de Contact Center. Com mais de 75 mil posições de operação em 281 Contact Centers, presentes em 45 países, a Teleperformance presta serviços a mais de mil clientes dos mais variados sectores de actividade. O Grupo iniciou as suas operações em Portugal em Fevereiro de 2000, através da aquisição da Plurimarketing, já então empresa de referência do sector a nível nacional. Conta com 1070 posições de operação activas, sendo uma das maiores empresas de outsourcing de CRM e Contact Center em Portugal, bem como uma das mais dinâmicas do sector. Desenvolve projectos para as maiores empresas portuguesas nas áreas fi nanceira, telecomunicações, publicações, utilities e administração pública. Tem em Portugal (Lisboa e Setúbal) 1780 colaboradores, dos quais cerca de 9% (150) trabalham para clientes estrangeiros em Espanha, Áustria, Grécia e Suíça.Em 2007 foi considerada a melhor empresa de Call Center de Portugal. Fontes: Associação Portuguesa de Call Centers; Cisco Portugal; Microsoft; Solvay; Teleperformance; Imprensa. Macro Cluster Energia - Na Grande Lisboa têm a sua sede e os serviços centrais as grandes empresas dos sectores da energia petróleo e gás, electricidade e redes energéticas, que se tornaram nos motores do investimento no exterior por parte do sector empresarial português. A GALP actuando nos sectores do petróleo e gás natural e electricidade; a EDP no sector de electricidade e distribuição de gás natural; a REN Redes Energéticas Nacionais nas áreas das redes de transporte de electricidade e gás natural e a PARTEX Oil and Gas na exploração de petróleo no exterior. Quer a GALP quer a EDP tornaram-se igualmente líderes do investimento do País na energia eólica para produção de electricidade, dispondo das maiores capacidades instaladas. 56

17 CAIXA 2 - GALP ENERGIA A GALP foi fundada em 1977, a partir da nacionalização dos negócios de gás e petróleo em Portugal (Gazcidla, Sacor, Minigás, Sonap e Lusogás). A 22 de Abril de 1999, foi constituída a GALP Energia, SGPS, S.A., sob a denominação GALP Petróleos e Gás de Portugal, SGPS, S.A., em resultado da reestruturação do sector energético em Portugal, para operar no sector petrolífero e do gás natural. Aquando da sua criação, a GALP Energia agrupou a Petrogal, a única empresa refi nadora e principal distribuidora de produtos petrolíferos em Portugal e a GDP, sociedade responsável pela importação, transporte e distribuição de gás natural em Portugal. Actualmente, a GALP Energia é a principal empresa integrada de produtos petrolíferos e gás natural do País, com uma presença crescente em Espanha e uma actividade em desenvolvimento no sector da produção e de fornecimento de energia eléctrica. Entre a data da sua constituição e o presente, esta empresa atravessou um conturbado processo de reestruturação interna, mudanças ad-hoc derivadas de orientações de ciclos político-partidários com opções diferentes para a liberalização e reestruturação do sector energético em Portugal, em que a GALP Energia é, sem dúvida, uma peça central. No ano seguinte à sua criação, teve lugar o processo de selecção de parceiros estratégicos internacionais que recaiu na escolha da italiana ENI e da espanhola (basca) IBERDROLA. Em 2001, teve lugar a substituição do Gás de Cidade por Gás Natural em Lisboa, e a construção de uma caverna de armazenamento de gás propano, em Sines. No ano a seguir, a GALP Energia adquiriu 5% da CLH Compañia Logística de Hidrocarboros, S.A. (CLH) que facilitou o desenvolvimento de uma estratégia de logística no mercado espanhol. Em 2003, foi aprovada a 3ª fase do processo de privatização da GALP Energia, atribuindo à REN, por venda directa, 18% do capital. Em 2004, a PARPÚBLICA adquiriu ao Estado acções da GALP Energia, passando a deter 4,3%. No ano seguinte, celebrou-se um acordo entre o Estado e Américo Amorim, passando este a deter no capital 18%, com um posterior aumento para 33,34%. Em 2006, teve lugar a 4ª e última fase de privatização da GALP. Assim os accionistas da GALP eram os seguintes :ENI S.p.A. - 33,34%, Amorim Energia, B.V.- 33,34%, PARPÚBLICA - Participações Públicas (SGPS), S.A. - 7%, Caixa Geral de Depósitos, S.A. - 1%, restantes accionistas - 25,32%. A Participação Qualifi cada do Banco BPI foi alterada no dia 31 de Janeiro de 2008 para 3,995% e a IBERDROLA vendeu a totalidade da sua participação a 30 de Janeiro desse ano A GALP Energia tem vindo a desenvolver quatro vectores de expansão: Presença nos sectores de petróleo e gás natural - a presença neste último sector tem vindo a reforçar-se através da presença de associadas suas na distribuição de gás, mas também na diversifi cação futura dos abastecimentos (actualmente centrados na Argélia e Nigéria) - com a presença em dois projectos de liquefacção de gás natural na Guiné Equatorial e em Angola - que tornarão o futuro abastecimento de gás natural de Portugal centrado no Atlântico Sul Diversificação para a produção de electricidade - após integrar os sectores de petróleo e gás natural, conforme se referiu, a GALP entrou no sector da produção de electricidade, quer na Produção Ordinária, através da autorização para construir uma central de ciclo combinado a gás natural em Sines, quer na Produção em Regime Especial pela entrada na produção eólica de electricidade, graças á liderança no consórcio VENTINVESTE (em parceria com a MARTIFER, REPOWER e EFACEC). A empresa fornece ainda energia eléctrica e térmica a grandes clientes industriais, tais como a Solvay, a Renoeste (Quimigal/Grupo CUF) e a Sociedade Central de Cervejas, por via de três centrais de co-geração funcionando a gás natural. Expansão internacional no downstream nomeadamente por aquisição sucessiva de redes de distribuição a outras empresas petrolíferas, quer em Espanha, quer mais recentemente em África, com destaque para Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, mais recentemente, Gâmbia e Suazilândia (aquisições à Esso e à Shell) Presença crescente no upstream - por via de integração em consórcios que obtiveram concessões de prospecção e exploração de hidrocarbonetos, em Angola, onde a GALP Energia detém participações em 4 Blocos (parcerias com a SONANGOL) e no Brasil, em que está presente em 54 blocos dos quais 30 resultaram da 7ª rodada, fechada durante o ano de 2005, todos em parceria com a empresa brasileira PETROBRAS; actualmente a GALP produz ou irá produzir petróleo no curto prazo no Brasil (campo Tupi, na primeira produção de petróleo no pré sal da bacia de Santos) e em Angola (campo Tômbua - Lândana); para além destes a GALP participa em projectos de exploração e produção em Timor Leste (cinco projectos com a ENI), em Moçambique (um projecto de exploração e produção de petróleo também em parceria com a ENI), e em projectos de exploração e produção na Venezuela (a GALP assinou com a PDVSA um Memorando de Entendimento para o estudo de projectos conjuntos no sector energético incluindo o desenvolvimento de actividades de exploração de produção e de abastecimento de petróleo e gás natural venezuelano (nomeadamente, o envolvimento nos projectos Magna Carta e Mariscal Sucre, que abarcam estudos preliminares respeitantes às reservas de petróleo e gás natural, incluindo liquefacção, situadas em distintas áreas do offshore deste país) e no Uruguai (num projecto de exploração e produção na plataforma continental, em consórcio com a PETROBRAS e a YPF); a GALP participa igualmente na prospecção de petróleo e gás natural no 57

18 Deep Offshore de Portugal (concessão de 3 blocos ao largo da costa alentejana - Lavagante, Santola, Gamba - (com 50%), em parceria com a a PETROBRAS fi cando esta como operadora do consórcio (com 50%), depois da saída da TULLOW Oil e da PARTEX; 4 blocos na bacia Lusitaniana - Camarão, Amêijoa, Mexilhão e Ostra - (com 30%) em parceria com a PETROBRÁS (operador do consórcio, com 50%) e a PARTEX (com 20%). Entrada na produção e exportação de biocombustíveis (biodiesel) em parceria com a PETROBRAS, envolvendo a instalação de uma biorefi naria em Sines e a exploração de matéria-prima em Moçambique e no Brasil. Em relação ao segmento de negócio de Refi nação e Distribuição de Produtos Petrolíferos ( Refi nação e Distribuição ), a Galp Energia detém as duas únicas refi narias existentes em Portugal. Em 2007, a importação de crudes teve origem essencialmente na África Ocidental, no Norte de África e no Médio Oriente, regiões que representaram 72% do total. Entre os 14 países que forneceram crude à Galp Energia em 2007, o principal foi a Líbia, com 14,2% do total, o que demonstra a reduzida dependência de um só fornecedor de crude. A colocação de produtos refi nados passa não só pelo abastecimento do mercado português, mas também pela exportação, com particular incidência nos EUA. Há ainda que referir, que estão em curso os volumosos investimentos visando a modernização das duas unidades de Matosinhos e de Sines, o que irá permitir alargar a capacidade instalada, melhorar os níveis de rendimento de conversão da matéria-prima e reduzir ou eliminar a dependência externa em refi nados designadamente, em gasóleo. GALP INOVAÇÃO A GALP Energia criou nos últimos anos um sector de I&D e Inovação que inclui uma abordagem original de criação de uma rede de colaborações quer na monitorização da evolução tecnológica quer no desenvolvimento de novos produtos e na formação de quadros técnicos altamente qualifi cados para as novas actividades. Fonte: Relatórios da Empresa. CAIXA 3 EDP-ENERGIAS DE PORTUGAL A EDP Electricidade de Portugal, S.A., antecessora da EDP Energias de Portugal foi constituída em 1976, resultando da nacionalização e fusão das principiais empresas do sector eléctrico de Portugal. O Grupo EDP surgiu em 1994, na sequência do plano de reestruturação defi nido pelos Decretos-Lei n.º 7/91 e n.º 131/94, após a cisão que deu origem a um conjunto de empresas participadas, directa ou indirectamente, a 100% pela EDP - Electricidade de Portugal, S.A. Sendo inicialmente uma Empresa Pública, a EDP viu o seu estatuto ser transformado primeiramente para sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos e, seguidamente, para sociedade anónima de capitais maioritariamente públicos, sendo actualmente uma sociedade anónima com participação minoritária do capital do Estado e outros Entes Públicos. Este Grupo encontra-se entre os grandes operadores europeus do sector da energia, sendo o terceiro maior operador energético da Península Ibérica e o maior grupo industrial português. A EDP é o único grupo empresarial do sector da energia da Península Ibérica com actividades de produção, distribuição e comercialização em Portugal e em Espanha - onde detém o controle do quarto maior operador eléctrico espanhol, a HC Energia. Além do sector eléctrico, a EDP também tem uma presença relevante no sector do gás da Península Ibérica, através da NATURGAS em Espanha, o segundo operador de mercado, e através da EDP Gás em Portugal, a segunda empresa de distribuição. Em termos internacionais, para além da Península Ibérica, o Grupo EDP tem uma forte presença no sector da electricidade no Brasil, onde actua nas actividades de produção, distribuição e comercialização de electricidade através da Energias do Brasil. A 09 de Abril de 2010, a estrutura accionista da EDP era a seguinte: Estado português - através da PARPÚBLICA (20,05%) e da CGD (5,66%); IBERDROLA (Espanha) 6,79 %; Caja de Ahorros de Asturias (CajAstur) (Espanha) - 5,01%; José de Mello - Soc. Gestora de Participações Sociais, S.A. 4,82%; IPIC Senfora SARL (4,06%); BlackRock Inc (3,83%); BCP e Fundo de Pensões do BCP - 3,36%; - 2,86%; Banco Espírito Santo 3,04 %; SONATRACH - 2,23%; IPIC - International Petroleum Investment Company 2,00%; EDP (acções próprias) - 0,94%; Restantes accionistas - 40,20%. Em Portugal, o Grupo EDP desenvolve a sua actividade principal no Sistema Eléctrico Nacional (SEN), o qual assenta na coexistência de um Sistema Eléctrico de Serviço Público (SEP) com um Sistema Eléctrico Independente (SEI). Este último é composto pelo Sistema Eléctrico não Vinculado (SENV) e por um conjunto de produtores em regime especial (energias renováveis e cogeradores), que efectuam entregas de energia eléctrica às redes do SEP ao abrigo de legislação específi ca. O SEP é constituído pela Rede Nacional de Transporte (RNT), pertencente à REN Rede Eléctrica Nacional, S.A., pelos Produtores Vinculados (ligados à RNT por contratos de longo prazo de fornecimento exclusivo) e pelos Distribuidores Vinculados que assumem a obrigatoriedade de fornecimento aos seus Clientes, segundo as tarifas e condições fi xadas, nos termos da lei, pela ERSE. Em Novembro de 2000 (um mês após a quarta privatização da EDP), verifi cou-se a saída da REN do Grupo EDP, na sequência da liberalização do mercado energético. Em Dezembro desse mesmo ano a REN autonomizou-se da EDP, permanecendo esta última com 30%. Em fi nais de Dezembro de 2001, a Caixa Geral de Depósitos adquiriu ao accionista Estado 19,99% do capital da REN. Actualmente, apenas detém 5%. Em termos de evolução do Grupo EDP destacam-se os seguintes vectores fundamentais: 58

19 Consolidação como principal operador do Sistema Eléctrico nacional num contexto de recentragem das actividades na produção e na distribuição de electricidade (e saída do transporte, em favor da REN); e de liberalização, em que se afi rmaram novos produtores ou distribuidores; tal implicou manter-se como o produtor dominante a nível termoeléctrico e hidroeléctrico (a EDP explora hoje um dos portfolios de geração mais equilibrados da Península Ibérica considerando o peso signifi cativo da geração hídrica, a efi ciência operacional das suas centrais a carvão e a crescente capacidade em centrais de ciclo combinado). e mais recentemente na Produção em Regime Especial onde se afi rmou como o maior operador de electricidade eólica; consolidou-se igualmente como o principal distribuidor de electricidade mesmo no quadro da liberalização do sector; e é também o maior comercializador não regulado em Portugal, e está entre as 5 primeiras comercializadoras em Espanha. Além da actividade de comercialização vinculada, o Grupo EDP tem uma forte presença na comercialização de electricidade no regime liberalizado na Península Ibérica. Expansão internacional na área da Electricidade, centrada inicialmente em Espanha com produção e distribuição (aquisição da HC - HIDRO CANTÀBRICO à EDF - Electricité de France (que a detinha através de uma associada alemã) sendo que a presença em Espanha através da HC Energia, torna a EDP na primeira empresa a deter activos signifi cativos de produção de electricidade em Portugal e Espanha, os dois países constituintes do MIBEL. No Brasil a EDP está presente através da Energias do Brasil quer na produção (centrais hidroeléctricas do Lajeado, de Peixe Angelical e de Santa Fé, central a carvão de Pecém - esta em parceria com a brasileira MPX Mineração e Energia) quer na actividade de trading e comercialização desempenhadas pela Enertrade no mercado livre, através do fornecimento de energia a grandes clientes industriais; quer ainda na distribuição de electricidade em que se incluem as redes da Bandeirantes e da Escelsa Transformação num dos operadores mundiais na área da electricidade eólica com uma aposta destacada nos EUA (aquisição da HORIZON) e na Europa (através da NEO Energia) e no Brasil, sendo esta actividade desde 2007 organizada na EDP Renováveis Afirmação como operador energético diversificado - presente nos sectores da electricidade e do gás natural, nomeadamente ao nível da distribuição com a EDP Gás (ex PORTGAS) em Portugal - onde no entanto de depara com a presença dominante da GALP - e em Espanha através da NATURGAS (empresa de transporte distribuição) onde a sua presença é mais signifi cativa, com destaque no País Basco e Astúrias. EDP INOVAÇÃO O grupo EDP criou um sector de I&D e Inovação através da autonomização da EDP Inovação a qual tem por vocação a promoção da inovação dentro do Grupo, tendo sido criada a partir da Labelec, onde se concentra o know-how existente no Grupo na gestão técnica de activos do Sector Eléctrico. A EDP Inovação integrará, além da Labelec, três novas fi leiras de actuação: Desenvolvimento tecnológico, ou Tecnology Ventures, linha de acção que terá por missão garantir que o Grupo EDP não perderá oportunidades em novas tecnologias que venham a estar disponíveis. Neste contexto tomam especial relevância, as energias renováveis e a geração distribuída. Aspectos importantes são a vigilância tecnológica, a defi nição das estruturas de fi nanciamento em projectos de risco elevado e a própria gestão desses projectos Inovação em Produtos, Organização e Processos, fi leira que se apelidou de IPOP, corresponderá à promoção no Grupo de uma cultura de inovação promovendo a geração e implementação de novas ideias e a modernização dos processos do Grupo. Subjacente está a criação do modelo de Empresa em rede, modelo em que são os sistemas que asseguram a disseminação da informação independentemente da localização geográfi ca dos seus utilizadores. Apoio Transversal a ID+i assegurando a coordenação ao nível das diversas empresas do Grupo, de forma a se conseguir que as iniciativas desenvolvidas ao nível de cada uma delas sejam as que mais interessam ao Grupo como um todo, possibilitando igualmente a sua utilização por todas as empresas do Grupo. Fontes: Sites das empresas; Imprensa. 59

20 CAIXA 4- PARTEX OIL AND GAS A PARTEX herdou todas as participações na indústria petrolífera que Calouste Gulbenkian deixou. No presente, a Partex está organizada basicamente por áreas geográfi cas e detém interesses em concessões e joint ventures cujas actividades estão concentradas no upstream da indústria do petróleo e do gás, nomeadamente na exploração, desenvolvimento, produção e vendas. O grupo está estruturado em companhias sub-holdings, unidades de gestão, companhias de concessões e companhias de serviços que fornecem o apoio fi nanceiro, técnico, de gestão e recursos humanos necessário, de acordo com as estratégias e as linhas gerais decididas pela holding.para além das empresas Partex Oil & Gas, o Grupo detém participações em joint ventures e em companhias operadoras no Omã, Abu Dhabi, Casaquistão, Angola (com a Sonangol e Total) e Brasil e mais recentemente Argélia (com as Sonatrach; Repsol e Woodside). Participa com a GALP e a PETROBRAS na prospecção de concessões no deep offshore de Portugal. Fonte: Relatórios da PARTEX O Macro Cluster Construção/Urbanismo: tem forte expressão na sub-região, quer na vertente industrial (graças à presença de fábricas de cimentos e de artigos dele derivados, de extrusão de alumínio ou de fabrico de tintas), quer através de grandes empresas de obras públicas. A sub-região tem a maior concentração de grandes e médias empresas de construção civil e obras públicas, como por exemplo a Teixeira Duarte Engenharia e Construções; a Somague; a MSF Moniz da Maia, Serra e Fortunato Empreiteiros; a OPWAY; a Edifer Construções Pires Coelho e Fernandes; a Alves Ribeiro, a Bento Pedroso; a Tecnovia; a Zagope, etc. Algumas destas empresas estão envolvidas num processo de diversifi cação para as concessões de auto-estradas e para entrada no sector das águas e tratamento de resíduos. Este Macro cluster engloba as maiores empresas de projecto e engenharia como a COBA ou a HIDROPROJECTO, as empresas de consultadoria em engenharia civil, urbanismo e transportes, os gabinetes de arquitectura; e nela se localizam alguns dos principais centros de ensino superior e de I&D ligados à engenharia civil e à arquitectura e urbanismo, desde o maior Laboratório de Estado do País - o LNEC- Laboratório Nacional de Engenharia Civil aos departamentos universitários de Engenharia Civil do IST - Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa e da FCT Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa bem como as Faculdades de Arquitectura. Numa fase inicial, era um Macro Cluster virado para o mercado doméstico (apenas se exceptuando a actuação internacional da maior empresa de obras públicas e da principal empresa de cimento a CIMPOR e as exportações de cerâmicas), mas tornou-se uma actividade fortemente internacionalizada em virtude das suas principais empresas se terem vindo a posicionar nas grandes obras de construção em países como a Espanha, Marrocos, Angola ou Leste Europeu, entre outros. 60

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