Princípio da Solidariedade: Responsabilidade de todos os cidadãos na concretização das finalidades do voluntariado;

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1 1. DEFINIÇÃO DE VOLUNTARIADO é o conjunto de acções de interesse social e comunitário, realizadas de forma desinteressada por pessoas, no âmbito de projectos, programas e outras formas de intervenção ao serviço dos indivíduos, das famílias e da comunidade, desenvolvidos sem fins lucrativos por entidades públicas ou privadas. (art.º 2.º da Lei n.º 71/98, de 3 de Novembro) 2. DEFINIÇÃO DE VOLUNTÁRIO é o individuo que de forma livre, desinteressada e responsável se compromete, de acordo com as suas aptidões próprias e no seu tempo livre, a realizar acções de voluntariado no âmbito de uma organização promotora. (art.º 3.º da Lei n.º 71/98, de 3 de Novembro) 3. PRINCÍPIOS ORIENTADORES DO VOLUNTARIADO Princípio da Solidariedade: Responsabilidade de todos os cidadãos na concretização das finalidades do voluntariado; Princípio da Participação: O voluntário e a entidade promotora deverão desenvolver a sua actuação em áreas de interesse social. Princípio da Cooperação: O voluntário deve colaborar com a entidade promotora, visando a concretização dos seus objectivos (acção concertada). Princípio da Complementaridade: O voluntário não deve substituir os recursos humanos da entidade promotora. 1

2 Princípio da Gratuitidade: O voluntário não é remunerado pelo exercício do seu voluntariado. Princípio da Responsabilidade: O voluntário é responsável pelo exercício da actividade que se comprometeu realizar, dadas as expectativas criadas aos destinatários desse trabalho voluntário. Princípio da Convergência: Harmonização da actuação do voluntário com a cultura e objectivos institucionais da entidade promotora. 4. PERFIL DO VOLUNTÁRIO O voluntário do Centro Social da Paróquia de S. Salvador de Grijó, deverá possuir as seguintes características: Vocação para se relacionar com pessoas idosas e/ou doentes; Atitude solidária; Respeito e tolerância; Idoneidade moral e humana; Capacidade de iniciativa e espírito empreendedor; Relacionamento empático e afectivo; Sentido de compromisso; Capacidade de adaptação e aprendizagem; Sentido de responsabilidade; Atitude assertiva e optimista; Capacidade de trabalhar em equipa; Capacidade de comunicação; Disponibilidade de tempo; Condições físicas e psíquicas adequadas; Criatividade e rigor. 2

3 5. DIREITOS DO VOLUNTÁRIO Desempenhar uma tarefa que o valorize e que seja um desafio para o seu desenvolvimento e capacidades; Receber treino e apoio no trabalho que desempenha (capacitação, supervisão e avaliação técnica); Ser informado sobre os objectivos, conteúdo, natureza, duração e lugar das actividades que vai realizar; Ter a possibilidade de integração na instituição, recebendo informações claras sobre as suas tarefas e responsabilidades inerentes às mesmas; Ter acesso a programas de formação inicial e contínua, tendo em vista o aperfeiçoamento do seu trabalho voluntário; Dar o seu contributo em decisões para projectos onde se encontra envolvido; Ser reconhecido pelo trabalho que desenvolve; Realizar uma acção voluntária de acordo com as suas capacidades, aptidões, interesses, experiências e conhecimentos; Beneficiar de um ambiente de trabalho favorável por parte dos colaboradores remunerados da instituição, recebendo reconhecimento e estímulo; Exercer o seu trabalho voluntário em condições de higiene e segurança adequadas e dispor dos materiais necessários ao exercício da sua actividade; Ser informado do conteúdo do regulamento interno da instituição; Participar activamente na busca de soluções para os problemas; Ser reembolsado das importâncias dispendidas no exercício de uma actividade programada pela organização promotora, desde que inadiáveis e devidamente justificadas, dentro dos limites eventualmente estabelecidos pela mesma entidade; Dispor de um cartão de identificação de voluntário; Enquadrar-se no regime do seguro social voluntário, no caso de não estar abrangido por um regime obrigatório de segurança social; Receber da entidade promotora uma refeição principal (almoço, lanche, jantar) de acordo com o horário realizado. 3

4 6. DEVERES DO VOLUNTÁRIO Desenvolver uma relação empática e solidária com todos os clientes; Ter permanentemente em atenção as necessidades do próximo; Respeitar o desejo de descrição daqueles a quem se oferece ajuda; Responder às necessidades de outrem com humanidade e empatia; Respeitar o silêncio do cliente, deixando que seja sempre ele a orientar e dosear a conversa; Actuar de forma diligente, isente e solidária; Promover a compreensão mútua; Respeitar a vida privada e a dignidade do cliente; Actuar de forma gratuita e desinteressada, sem esperar contrapartidas e compensações patrimoniais; Procurar adoptar atitudes positivas e transmitir o seu entusiasmo; Contribuir para o desenvolvimento pessoal e integral do cliente; Apresentar-se de uma forma simples e acessível; Ser realista quanto às suas capacidades e limites; Sujeitar-se ao sigilo profissional que lhe é exigido; Respeitar as convicções ideológicas, religiosas e culturais. 7. DEVERES PARA COM O CENTRO SOCIAL DA PARÓQUIA DE S. SALVADOR DE GRIJÓ Conhecer a instituição e a comunidade onde presta serviços (a fim de trabalhar tendo em conta essa realidade social) e as tarefas que lhe foram atribuídas; Escolher cuidadosamente a área onde deseja actuar, conforme os seus interesses, objectivos e capacidades pessoais, garantido um trabalho eficiente; Ser responsável pelo cumprimento dos compromissos assumidos livremente como voluntário; Respeitar os valores e crenças das pessoas com quem trabalha; Aproveitar as situações e possibilidades oferecidas com abertura e flexibilidade; 4

5 Trabalhar de forma integrada e coordenada com a instituição; Manter sigilo absoluto sobre os assuntos confidenciais; Acolher de forma receptiva a coordenação e supervisão do seu trabalho; Recorrer ao bom senso para resolver imprevistos, para além de informar sempre os respectivos responsáveis; Observar os princípios deontológicos porque se rege a actividade que realiza, designadamente o respeito pela vida privada de todos quantos dela beneficiam; Observar as normas que regulam o funcionamento da entidade a que presta colaboração e dos respectivos regulamentos, programas e projectos; Em caso de dúvida, pedir conselho ao orientador/supervisor ou à direcção técnica, antes de agir; Ser fiel à organização da instituição e leal para quantos nela trabalham (elementos da Direcção, colaboradores remunerados, outros voluntários e clientes e suas famílias, etc.); Zelar pela boa utilização dos recursos e dos bens, equipamentos e utensílios postos ao seu dispor; Colaborar com os profissionais da entidade promotora, respeitando as suas opções e seguindo as suas orientações técnicas; Não assumir o papel de representante da entidade promotora sem o conhecimento e prévia autorização desta; Garantir a regularidade do exercício do trabalho voluntário de acordo com o programa acordado com a entidade promotora; Utilizar devidamente a identificação como voluntário no exercício da sua actividade de voluntariado; Participar em programas de formação para um melhor desempenho do seu trabalho voluntário; Não comentar dentro da instituição, nem divulgar fora dela, o funcionamento interno dos serviços, tendo sempre presente o segredo profissional que lhe é exigido; O voluntário deverá ter sempre a noção de que apenas se poderá impor pelo cumprimento rigoroso do seu regulamento, pela sua eficiência e competência na 5

6 execução das tarefas que lhe são confiadas e sobretudo pelo bom espírito de serviço em todas as circunstâncias; Ser pontual no serviço e cumprir o tempo que foi estabelecido como necessário para o cumprimento integral das suas funções; Informar a organização promotora com a maior antecedência possível sempre que pretenda interromper ou cessar o trabalho voluntário; Oferecer apenas aquele tempo que tiver a certeza de poder dar, com total disponibilidade; Respeitar a dignidade e liberdade dos outros voluntários, reconhecendo-os como pares e valorizando o seu trabalho; Fomentar o trabalho de equipa, contribuindo para uma boa comunicação e um clima de trabalho e convivência agradável; Facilitar a integração, formação e participação de todos os voluntários; Seguir atentamente a orientação do seu orientador/supervisor de serviço, e as normas gerais estabelecidas; Não desenvolver o seu trabalho de uma forma individualista, que possa colocar em causa o tão desejado trabalho de equipa; Não ocultar qualquer pequeno incidente ocorrido no serviço ao seu orientador/supervisor; Usar de bom senso na resolução de assuntos imprevistos, informando os respectivos responsáveis; Avisar, com a necessária brevidade o seu orientador/supervisor, sempre que tiver de faltar, tendo plena consciência de que essa falta implicará uma sobrecarga para a sua equipa, podendo mesmo, constituir um impedimento ao bom funcionamento do serviço; Procurar sempre que considere útil e necessário, fazer uma crítica desde que seja construtiva; Comunicar, unicamente ao seu orientador/supervisor de serviço, qualquer crítica que julgue necessário fazer; Transmitir com a sua actuação, os valores e ideais do trabalho voluntário; Evitar, quando em serviço, a efectuação de comunicações telefónicas pessoais; Participar nas reuniões para as quais for convocado; 6

7 Respeitar a unidade de actuação superiormente definida; Ser pontual, regular e assíduo; Colaborar com os profissionais da organização promotora, potenciando a sua actuação no âmbito da partilha de informação e em função das orientações técnicas inerentes ao respectivo domínio de actividade; Contribuir para o estabelecimento de uma relação fundada no respeito pelo trabalho que a cada um compete desenvolver; Respeitar os limites da sua actuação e nunca substituir-se ou sobrepor-se à acção dos técnicos; Nunca se servir da sua posição de voluntário para obter quaisquer regalias ou privilégios; Não procurar ter acesso a informação confidencial dos processos dos clientes e não divulgar, a informação confidencial a que poderá ter acesso (involuntariamente); Estabelecer relações de trabalho positivas com os outros voluntários, através do estabelecimento de uma comunicação e interacção adequadas. 8. PROCEDIMENTOS DE CANDIDATURA E ADMISSÃO O candidato deve formalizar o seu interesse através do preenchimento de uma ficha de inscrição para realização de voluntariado. Nesta ficha constam os seguintes itens, que serão analisados pelo Director Técnico: Nome; Data de Nascimento; Morada; Código Postal; Telefone; ; Profissão; Motivações; Horário disponível. 7

8 O candidato é informado que a sua inscrição será analisada e submetida para a aprovação da Direcção, caso se verifique a necessidade. Ressalva-se ainda que sempre que necessário, o Director Técnico convoca para entrevista. Esta tem como finalidade conhecer melhor o candidato (características pessoais), quais as perspectivas que tem relativamente ao tipo de trabalho que poderia vir a desenvolver, conhecer as motivações que o levaram a querer desempenhar este tipo de trabalho, que funções ou áreas em que estava a pensar colaborar, entre outros. Por último o candidato é dado um período de tempo de reflexão ao candidato, com o intuito de este poder pensar e reflectir nas informações e dados que recolheu e poder com calma e serenidade decidir se pretende iniciar voluntariado. Após este período contacta a instituição ou vice-versa referindo se pretende iniciar ou não voluntariado na nossa Instituição. 8

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