Texto elaborado a partir do livro Avaliação de Empresas e Negócios de João Carvalho das Neves, McGraw-Hill,

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Texto elaborado a partir do livro Avaliação de Empresas e Negócios de João Carvalho das Neves, McGraw-Hill, 2002. - 1 -"

Transcrição

1 O VALOR ECONÓMICO DAS EMPRESAS 1 1. ENQUADRAMENTO 2. A SISTEMATIZAÇÃO DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO 3. TIPOLOGIAS DAS ÓPTICAS DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS 4. MODELIZAÇÃO FINANCEIRA 5. CASOS PRÁTICOS 1 Texto elaborado a partir do livro Avaliação de Empresas e Negócios de João Carvalho das Neves, McGraw-Hill,

2 1. ENQUADRAMENTO: 1.1. Conceptualização 1.2. Pressupostos essenciais de cada avaliação 1.1. Conceptualização Valor de uso, valor de troca e preço: O valor de uso refere-se à utilidade que um bem tem para o seu detentor, enquanto que o valor de troca se mede pela quantidade de bens/ dinheiro pela qual se pode permutar o bem. Quanto ao preço de um bem define-se como sendo a expressão numérica do seu valor. Valor de mercado (esperado): Valor pelo qual uma coisa/ empresa poderia ser transaccionada num mercado competitivo e aberto, numa troca justa entre vendedor e comprador que se pressupõem conhecedores do negócio, existindo alternativas à transacção e sem que esta revista carácter de urgência. Valor intrínseco ou de rendimento: Representa uma opinião de valor, produzida por um avaliador/ analista, baseada na percepção das características inerentes ao investimento, sem tomar em consideração um investidor específico. Valor fundamental: É uma perspectiva utilizada no mercado de capitais e pressupõe que o valor intrínseco da acção pode ser determinado avaliando - 2 -

3 rigorosamente variáveis como o lucro, os dividendos, a estrutura financeira, a qualidade da gestão e as perspectivas de mercado, entre outras. Valor para o investidor (investment value): Ao contrário dos dois conceitos anteriores agora consideram-se as variáveis específicas que dizem respeito ao investidor. Valor residual: É o valor da empresa no final do período de previsão discreta explícita. Valor contabilístico ajustado: É dado pelo valor contabilístico, após a adição ou subtracção de valores ao activo e passivo contabilístico da empresa. Valor substancial: Consiste na adição das estimativas de valor para cada item do património social da empresa (com recurso a um critério específico: preços históricos, preços correntes, etc.). Goodwill: Corresponde ao activo intangível que resulta de factores de valorização da empresa, que lhe são indissociáveis, como o nome, a reputação, a localização, a fidelidade dos clientes, os produtos e serviços prestados, etc. O valor do goodwill é apurado pela diferença entre o preço de transacção e o valor dos activos/ passivos avaliados individualmente (valor do capital próprio ou justo valor 2 ). Assim, o goodwill contabilístico 2 A noção de justo valor, reconhecidamente ambígua, foi operacionalizada pela CNC tendo por base o valor substancial

4 representa, o excedente de preço relativamente ao justo valor dos activos e dos passivos Pressupostos essenciais de cada avaliação Princípio da continuidade Admite-se a continuidade das operações da empresa, com uma duração ilimitada, entendendo-se, assim, que a empresa não tem intenção nem necessidade de entrar em liquidação ou reduzir drasticamente o seu volume de operações. Nível de controlo de capital social O nível de controlo depende da percentagem de capital detido, do número de sócios/ accionistas e da distribuição do capital, das inibições de voto e das restrições estatutárias, entre outros. Grau de liquidez Os investidores dão preferência à facilidade de transformação do investimento realizado em dinheiro, isto é, à liquidez. A aquisição de empresas não cotadas é penalizada neste domínio, pelo que os investidores procuram reflectir esse facto no preço oferecido. Objectivos e propósitos da avaliação A avaliação será afectada por questões jurídico - fiscais consoante o seu propósito: - Preparação de aquisição/ venda parcial ou integral do capital social da empresa; - Fusão com outra sociedade; - Cisão de diferentes unidades de negócio; - 4 -

5 - Processo de reestruturação ou liquidação; - Disputas entre sócios ou accionistas com vista à saída de um deles; - Pagamento de indemnizações por perdas; - Divórcio e pagamento do respectivo direito do cônjuge; - Questões fiscais, etc Caso-Tipologia Patrimonial.xls - 5 -

6 2. A SISTEMATIZAÇÃO DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO: 2.1. Áreas fundamentais de análise 2.2. Check list para a due diligence 2.1 Áreas fundamentais de análise Diagnóstico estratégico análise das oportunidades e ameaças do ambiente competitivo em que a empresa alvo está inserida; Auditoria de marketing e distribuição análise dos seus pontos fortes e dos seus pontos fracos ao nível de marketing, canais de distribuição, produtos, recursos humanos, tecnologia, etc.; Auditoria de tecnologia e operações análise de tecnologia adoptada, layout produtivo, eficiência de produção, necessidades de investimento, etc.; Auditoria ao pessoal e à cultura organizacional análise da qualidade dos recursos humanos, níveis de formação, idades, política de remuneração e incentivos, e análise da compatibilidade dos recursos humanos, da cultura organizacional e das políticas de gestão de pessoal, com as necessidades estratégicas da organização; - 6 -

7 Auditoria ao imobilizado análise à qualidade dos imóveis e dos equipamentos, exigências de manutenção e investimentos de actualização com vista às necessidades estratégicas de desenvolvimento; Auditoria financeira análise da situação financeira da empresa, dos seus activos, passivos e capital próprio; Auditoria fiscal análise da situação fiscal da empresa, designadamente das dívidas de Impostos e à Segurança Social e de eventuais contingências; Auditoria legal enquadramento legal dos recursos humanos, verificação da titularidade dos activos e passivos, bem como dos detentores do capital social; análise de hipotecas e penhores e outros contratos que possam desvalorizar a empresa; Auditoria ambiental análise da legislação a que a empresa está obrigada e da sua previsível evolução, da forma de enquadramento legal da empresa e dos riscos associados a custos ambientais; - 7 -

8 2.2. Check list para a due diligence a) Informação financeira : - Demonstrações financeiras anuais e trimestrais do ano corrente e dos últimos três anos; - Princípios contabilísticos ou de valorimetria; - Declarações fiscais dos anos em análise ou dossiers fiscais; - Ajustamentos às demonstrações financeiras; - Projecções financeiras; - Estrutura de capital; - Detentores de capital social e seus direitos; - Análise pormenorizada das quantias em dívida; - Orçamentos anuais; - Planos estratégicos. b) Activos fixos: - Descrição de todos os activos de propriedade da empresa; - Descrição de todos os activos em locação financeira; - Contratos subjacentes a activos fixos; - Mapa de amortizações e reintegrações do ano actual e dos últimos três exercícios; - Determinação do justo valor dos activos; - Política de amortização; - 8 -

9 - Análise dos investimentos feitos em cada ano; - Contratos de seguros. c) Produtos : - Descrição de cada produto em cada segmento de mercado em termos de volume de vendas e margens brutas; - Custo unitário de cada produto e perspectivas de evolução futura; - Comparação com a concorrência; - Lista das principais matérias-primas e subsidiárias do ano fiscal anterior; - Informação sobre o ponto crítico das vendas: mix de produtos, custos fixos e custos variáveis; Ponto Crítico 3000 Vendas em valor Vendas em peças cf cv ct rt - 9 -

10 - Lista de principais fornecedores; - Cópias dos serviços e das garantias inerentes a cada produto. d) Informações sobre clientes: - Lista dos clientes mais importantes em função do volume de vendas; - Relações estratégicas; - Margem bruta por cliente. e) Concorrência: - Análise do ambiente competitivo em cada segmento de mercado; - Relatórios anuais dos concorrentes directos; f) Marketing, vendas e distribuição: - Estratégia e implementação; - Lista dos principais clientes, vendas totais e percentuais por cliente / grupo de clientes; - Perspectivas de desenvolvimento de novos negócios; - Análise de produtividade da força de vendas; - Informação sobre as campanhas de marketing realizadas pela empresa; - Resultados de estudos de mercado realizados; - Prazo médio de recebimento; - Política de descontos; - Estatísticas de vendas dos últimos cinco anos; - Lista dos principais concorrentes por segmento de negócio;

11 g) Investigação e Desenvolvimento (I&D): - Novos produtos introduzidos pela empresa; - Lista de patentes e outros registos, marcas, copyrights e contratos subjacentes; - Descrição da organização das actividades de I&D. h) Gestão e política de pessoal: - Organograma; - Informações de todos os trabalhadores com e sem vínculo laboral, nomeadamente função, antiguidade, idade, remuneração e formação; - Currículos da equipa de gestão; - Contratos de trabalho; - Lista das condições aplicadas à generalidade dos contratos de trabalho da empresa; - Contratos de seguro de trabalho; - Plano de seguro de saúde e acidentes de trabalho; - Plano de complementos de reforma; - Incentivos, stock options e golden parachuts 3 ; - Problemas laborais; - Custos com o pessoal; 3 Os golden parachuts, ou pára-quedas dourados são acordos especiais de compensação propostos pela empresa aos administradores/ gestores de topo. O dourado da expressão é uma alusão à compensação lucrativa que estes administradores/ gestores recebem no caso de término voluntário/ involuntário do seu emprego

12 i) Passivo: - Análise da política de provisões nomeadamente para pensões, impostos, processos judiciais em curso, entre outros; - Análise dos contratos de empréstimos; - Análise dos contratos de locação financeira; - Análise das dívidas ao Estado; - Declaração de inexistência de dívidas à Fazenda Pública e à Segurança Social; - Análise dos processos judiciais em curso. j) Ambiente: - Análise da legislação em vigor para o sector; - Análise da situação ambiental da empresa; - Análise das tendências futuras de regulamentação e impacte sobre a empresa. k) Qualidade: - Normas de certificação aplicáveis; - Manuais existentes; - Processos de certificação

13 3. TIPOLOGIAS DAS ÓPTICAS DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS: 3.1. Avaliação Patrimonial (Asset Based Approach) 3.2. Avaliação Comparativa com o Mercado (Market Approach) 3.3. Avaliação pelo Rendimento Actualizado 3.4. Avaliação pela Teoria das Opções Reais (Real Option Approach) 3.5. Avaliação Regulamentar 3.1. Avaliação Patrimonial (Asset Based Approach) Consideração individual de activos e passivos da empresa, incluindo os não contabilizados (off-balance sheet), aos quais se aplica um determinado critério de valorimetria. 3.2 Avaliação Comparativa com o Mercado (Market Approach) Consideração de empresas concorrentes que estejam cotadas no mercado ou que tenham sido adquiridas, usando-se os preços de transacção como base comparativa com a empresa ou negócio em avaliação. Neste método é de destacar a dificuldade em encontrar empresas adequadas para efectuar a comparação

14 3.3 Avaliação pelo Rendimento Actualizado O valor da empresa é função dos rendimentos futuros que esta proporciona aos seus detentores, actualizados para o momento da avaliação. Como se podem consubstanciar tais rendimentos? Dividendos the stream of dividend approach Cálculo do valor pela actualização dos dividendos futuros; avaliação particularmente relevante para situações de participações minoritárias; Oportunidades de crescimento futuro the current earnings plus future investment opportunities Consideração da rendibilidade actual da empresa e das oportunidades de investimento no futuro para cálculo do valor actual das oportunidades de crescimento; Lucros the stream of earnings approach Aplicação de um múltiplo aos resultados operacionais ou líquidos; Não tem em consideração a necessidade de investimentos adicionais para a manutenção do nível de resultados actual, não sendo, por isso, um método aconselhado; Lucros supranormais excess earnings approach Estimação do rendimento exigido pelos investidores, que em comparação com o

15 rendimento estimado resulta no valor gerado face ao capital investido na empresa; Fluxos de Caixa discounted cash flow approach Estimação dos fluxos de caixa previsionais e respectiva actualização ao custo do capital; 3.4 Avaliação pela Teoria das Opções Reais (Real Option Approach) Reconhecimento de que podem existir opções associadas à gestão de activos. Trata-se de uma metodologia ainda numa fase embrionária com diversas limitações que advêm das simplificações impostas pelos pressupostos usados. 3.5 Avaliação Regulamentar A avaliação é feita a partir dos parâmetros definidos na legislação

16 PATRIMONIAL RENDIMENTO MERCADO VALOR DE LIQUIDAÇÃO VALOR CONTABILISTICO JUSTO VALOR CUSTO DE REPOSIÇÃO OPÇÕES BINOMIAL BLACK-SCHOLES DIVIDENDOS OPORTUNIDADES DE CRESCIMENTO LUCROS SUPRANORMAIS FLUXOS DE CAIXA VALOR PER PBV PS REGULAMENTAR SINERGIAS PODER NEGOCIAL ESTRATÉGIA PREÇO

17 4. MODELIZAÇÃO FINANCEIRA: 4.1. Óptica Patrimonial e ajustamentos das demonstrações financeiras 4.2. Óptica dos Fluxos de Caixa Descontados 4.3. Métodos de cálculo do Valor Residual

18 4.1. Óptica Patrimonial e ajustamentos das demonstrações financeiras Questões-chave da auditoria financeira - Capitalização indevida de despesas; - Sobrevalorização do imobilizado e capital próprio decorrente de reavaliações livres; - Sobrevalorização de existências; - Excesso de valor do saldo das contas de clientes; - Não utilização do princípio da especialização do exercício; - Circularização de saldos com Instituições Financeiras para verificação de saldos devedores e credores; - Verificação da contabilização e dos pagamentos ao Estado; - Análise de eventuais valores e riscos off-balance sheet

19 Ajustamento da demonstração de resultados Fases do processo de ajustamento: Fase 1 Fazer acrescer aos custos operacionais os seguintes itens: Ajustar a remuneração do empresário e dos familiares a trabalhar na empresa, incluindo salários, prémios e pagamentos baseados no desempenho; Ajustar as amortizações do exercício de forma a reflectir a vida económica dos bens; Ajustar no custo das vendas a variação das existências, por conversão dos critérios de valorimetria usados, para preços correntes; Ajustar as rendas de imóveis e equipamentos que estejam a ser utilizados pela empresa e que não sejam sua propriedade; Incluir custos do exercício em que a empresa não tenha usado o princípio da especialização dos exercícios; Tomar em consideração as provisões para riscos de cobrança duvidosa que não tenham sido registados no ano;

20 Fase 2 Excluir de custos ou proveitos operacionais quaisquer itens que devam ser considerados extraordinários e que se espera não venham a ocorrer no futuro: Custos de greves, incêndios, falências de clientes e respectivas provisões, etc., que tenham ocorrido no passado, mas não sejam custos correntes; Custos de indemnizações resultantes de despedimentos em consequência de reestruturações empresariais; Custos (ou proveitos) com processos judiciais extraordinários; Mais-valias e menos-valias de activos; Eliminar ganhos e perdas resultantes do fecho de alguma actividade na empresa; Fase 3 Ajustar os resultados antes de impostos de todos os proveitos e custos não operacionais e não recorrentes. Fase 4 Ajustar os resultados líquidos pelos impostos sobre lucros recorrentes e normais

21 Método do custo histórico ou do balanço ajustado Tendo em conta que o valor contabilístico tem por base o custo histórico, tal significa que não é relevante para efeito de avaliação. O ajustamento do balanço pode ser conseguido através de vários métodos: valor venal, valor de realização, valor a custo de substituição ou de reposição, valor de liquidação, justo valor de mercado, etc. O valor substancial é o valor que se apura através da soma dos valores atribuídos aos diferentes valores patrimoniais, segundo um dos critérios antes referidos. O valor substancial pode ser determinado na óptica da empresa (valor substancial bruto) ou na óptica dos capitais próprios (valor substancial líquido)

22 4.2. Óptica dos Fluxos de Caixa Actualizados Modelo genérico O VAL como método de avaliação VAL = I 0 + n FC k i = 1 (1 + i i ) i Para a avaliação de projectos de investimento I 0 Investimento no período inicial FC i Fluxo de caixa no período i k i Custo do capital (exigência de rendibilidade) para o período i i N.º de períodos (anos) Se VAL > 0, o projecto de investimento cria valor para o investidor. Na perspectiva da avaliação de empresas trata-se de apurar o preço máximo que pode ser pa go (V 0 ) numa aquisição de modo a que tal investimento resulte num VAL positivo, ou seja: V 0 = FC n i i= 1 (1 + ki ) E quando n tende para infinito tem de se acrescentar o valor da empresa após o periodo de previsão explícita, pelo que: V 0 FC VR = T k T i + i= 1 (1 + ki ) (1 + T i ) T+1 a partir do período T+1 considera-se que a evolução da empresa está em velocidade cruzeiro; VR T+1 Valor residual no ano T+1;

23 Modelos de avaliação pelos Fluxos de Caixa Actualizados Método dos Capitais Próprios a) Apresentação VCP 0 FCL VCRP = T k T i + i i= 1 (1 + k e ) (1 + T e ) O valor residual da empresa no ano cruzeiro T é actualizado para o ano VCP 0 Valor dos capitais próprios k e Custo do capital próprio VRCP T+1 Valor residual da empresa no ano T+1 FCL Fluxo de caixa livre FCL = RL + A + P Var NFM I R + E Os fluxos de caixa livres podem ser apurados usando dois métodos: o directo e o indirecto; em avaliação de empresas normalmente usa-se o método indirecto. RL Resultado Líquido A Amortizações do exercício P Provisões do exercício Var NFM Acréscimo das Necessidades de Fundo de Maneio I Investimento em activos fixos R Reembolsos de capital dos empréstimos obtidos E Empréstimos obtidos no exercício

24 b) Cálculo do valor residual Um método possível: VRCP T + 1 = [ FCL T + 1 ( 1 + g )] ( k g ) e Pressupostos: δ constante g constante Com ke>g progressão geométrica convergente g taxa de crescimento para os fluxos de caixa livres VRCP T Valor residual da empresa no ano T FCL T Fluxo de caixa livre no ano T k e Custo do capital próprio T+1 a partir do período T considera-se que a empresa está em velocidade cruzeiro δ = Capital alheio / Total de capital investido = Rácio de endividamento da empresa c) Taxa de crescimento sustentável no longo prazo (g*): Esta taxa deve ter em conta a taxa de crescimento sustentável pela empresa, pelo que atenderá à expectativa de rendibilidade do capital próprio no longo prazo (RCP), bem como à taxa de distribuição de lucros nesse mesmo prazo (d). g = RCP ( 1 d ) RCP=RL/CP, sendo RL o Resultado Líquido e CP o Capital Próprio

25 Método do Custo Médio a) Apresentação VE FCO FCNO T T i i 0 = + + i= 1 m m 1 VRE i i ( 1 + k ) ( ) ( ) T i = 1 1+ k + k m T FCO = RO x (1-t) + A +P VarNFM I RO Resultados Operacionais esperados t Taxa esperada de imposto sobre lucros VE 0 Valor da empresa FCO Fluxo de caixa operacional líquido de impostos sobre lucros FCNO Fluxo de caixa gerado pelos activos não afectos à exploração líquidos de impostos sobre lucros e custos de alienação Na avaliação de empresas, os impostos sobre os lucros calculamse sobre os resultados operacionais (pressupõe-se o financiamento por capitais próprios) e deduzem-se todos os investimentos necessários para sustentar o crescimento. k m Custo médio do capital Finalmente, para apurar o Valor do Capital Próprio (VCP 0 ), abate-se ao Valor da Empresa (VE 0 ) o Valor da Dívida (VD 0 ), sendo todos os valores reportados ao momento da avaliação. VCP 0 = VE 0 VD

26 b) Cálculo do Valor Residual Para o cálculo do Valor Residual da empresa em funcionamento (VRE) pode utilizar-se qualquer dos métodos já apontados. Na prática adopta-se frequentemente, o modelo de perpetuidade com taxas de crescimento constantes: VRE T FCO k T + 1 = m g u g u taxa de crescimento dos fluxos de caixa operacionais, isto é, fluxos de caixa não alavancados pela dívida c) Taxa de crescimento sustentável no longo prazo (g*): Como foi já antes assinalado: g e = RCP CA CP ( 1 d ) g = RCI + ( RCI k ) ( 1 t ) ( 1 d ) e d Pelo que, se CA = 0, a taxa de crescimento sustentável de uma empresa não endividada (gu * ) é determinada apenas em função do rácio de rendibilidade dos capitais investidos e do rácio de retenção: g u = RCI ( 1 t ) ( 1 d ) = RO CI ( 1 t ) ( 1 d ) g u * - taxa de crescimento sustentável no longo prazo de uma empresa não endividada Esta taxa difere da usada no método dos capitais próprios, na medida em que se utilizam os fluxos de caixa operacionais não alavancados pela dívida

27 A relação entre os dois tipos de taxas de crescimento sustentável no longo prazo pode sintetizarse em: g = e gu 1 CA + CP

João Carvalho das Neves

João Carvalho das Neves ANÁLISE FINANCEIRA João Carvalho das Neves Professor Associado e Director do MBA - ISEG Sócio ROC Neves, Azevedo Rodrigues e Batalha, SROC 1 Análise dos fluxos de caixa 52 1 Análise dos fluxos de caixa

Leia mais

ABC da Gestão Financeira

ABC da Gestão Financeira ABC da Gestão Financeira As demonstrações financeiras são instrumentos contabilísticos que reflectem a situação económico-financeira da empresa, evidenciando quantitativamente os respectivos pontos fortes

Leia mais

GESTÃO FINANCEIRA. Objectivo. Metodologia de Análise Os rácios Financeiros Qualidade dos Indicadores Sinais de Perigo METODOLOGIA DE ANÁLISE

GESTÃO FINANCEIRA. Objectivo. Metodologia de Análise Os rácios Financeiros Qualidade dos Indicadores Sinais de Perigo METODOLOGIA DE ANÁLISE GESTÃO FINANCEIRA MÓDULO III Objectivo Metodologia de Análise Os rácios Financeiros Qualidade dos Indicadores Sinais de Perigo METODOLOGIA DE ANÁLISE ASPECTOS A NÃO ESQUECER o todo não é igual à soma das

Leia mais

O ciclo de estratégia, planeamento, orçamento e controlo

O ciclo de estratégia, planeamento, orçamento e controlo O ciclo de estratégia, planeamento, orçamento e controlo João Carvalho das Neves Professor catedrático, Finanças e Controlo, ISEG Professor convidado, Accounting & Control, HEC Paris Email: Página Web:

Leia mais

C O N T A B I L I D A D E

C O N T A B I L I D A D E Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos ISCSP (UTL), Lisboa C O N T A B I L I D A D E Pedro V Matos ISEG-UTL 1 Análise Financeira e Contabilidade 2 1 Função Financeira O que é a Função Financeira? Consiste

Leia mais

Análise Financeira. Universidade do Porto Faculdade de Engenharia Mestrado Integrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores Economia e Gestão

Análise Financeira. Universidade do Porto Faculdade de Engenharia Mestrado Integrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores Economia e Gestão Análise Financeira Universidade do Porto Faculdade de Engenharia Mestrado Integrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores Economia e Gestão Introdução Objectivos gerais avaliar e interpretar a

Leia mais

Norma Nr.016 / 1999 de 29/12 REVOGA AS NORMAS N.º 10/96-R E N.º 11/97-R

Norma Nr.016 / 1999 de 29/12 REVOGA AS NORMAS N.º 10/96-R E N.º 11/97-R Norma Nr.016 / 1999 de 29/12 REVOGA AS NORMAS N.º 10/96-R E N.º 11/97-R AVALIAÇÃO DOS TERRENOS E EDIFÍCIOS DAS EMPRESAS DE SEGUROS E DOS FUNDOS DE PENSÕES Considerando que, de acordo com a regulamentação

Leia mais

GESTÃO FINANCEIRA DESEMPENHO ECONÓMICO. Potencial para obtenção de resultados. Análise da rendibilidade e crescimento sustentado

GESTÃO FINANCEIRA DESEMPENHO ECONÓMICO. Potencial para obtenção de resultados. Análise da rendibilidade e crescimento sustentado GESTÃO FINANCEIRA MÓDULO 9 Objectivo Análise da Rendibilidade A rendibilidade do investimento Rendibilidade dos capitais próprios Análise integrada da rendibilidade Crescimento Sustentável DESEMPENHO ECONÓMICO

Leia mais

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DEFIR ANGOLA

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DEFIR ANGOLA ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ANO : 2012 1 - Actividade 1.1 Breve descrição das actividades da empresa ÍNDICE 2 - Bases de preparação das demonstrações financeiras e derrogações 2.1 Bases de apresentação

Leia mais

Masters in Engineering and Management of Technology Masters in engineering Design Introduction to Entrepreneurship and New Venture Creation

Masters in Engineering and Management of Technology Masters in engineering Design Introduction to Entrepreneurship and New Venture Creation Masters in Engineering and Management of Technology Masters in engineering Design Introduction to Entrepreneurship and New Venture Creation Rui Baptista Financial Issues and Operations in New Venture Development

Leia mais

INTRODUÇÃO AO PLANEAMENTO FINANCEIRO: Nota técnica sobre um método expedito de cálculo das necessidades de financiamento previsionais 1

INTRODUÇÃO AO PLANEAMENTO FINANCEIRO: Nota técnica sobre um método expedito de cálculo das necessidades de financiamento previsionais 1 INTRODUÇÃO AO PLANEAMENTO FINANCEIRO: Nota técnica sobre um método expedito de cálculo das necessidades de financiamento previsionais. Importância do planeamento financeiro O planeamento financeiro é uma

Leia mais

O MEP nos Investimentos em Associadas e Subsidiárias

O MEP nos Investimentos em Associadas e Subsidiárias O MEP nos Investimentos em Associadas e Subsidiárias Enquadramento em SNC Influência e Controlo Controlo exclusivo a sociedade dominante tem mais de 50% dos direitos de voto da filial; Controlo conjunto

Leia mais

8.2 NOTAS AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS

8.2 NOTAS AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS 8.2 NOTAS AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS 8.2.1 - Princípios Contabilísticos Na contabilidade autarca é necessário cumprir um conjunto de princípios contabilísticos, de modo a obter uma imagem

Leia mais

TRATAMENTO CONTABILÍSTICO DE CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS 1

TRATAMENTO CONTABILÍSTICO DE CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS 1 TRATAMENTO CONTABILÍSTICO DE CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS 1 Os procedimentos contabilísticos a adoptar nas operações de concentração de actividades empresariais são definidos nas seguintes

Leia mais

DIRECTRIZ CONTABILÍSTICA N. o 1/91 TRATAMENTO CONTABILÍSTICO DE CONCENTRAÇÃO DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS

DIRECTRIZ CONTABILÍSTICA N. o 1/91 TRATAMENTO CONTABILÍSTICO DE CONCENTRAÇÃO DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS DIRECTRIZ CONTABILÍSTICA N. o 1/91 TRATAMENTO CONTABILÍSTICO DE CONCENTRAÇÃO DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS 1 Objectivo A presente directriz visa normalizar os procedimentos contabilísticos necessários para

Leia mais

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 2 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA. Objectivo ( 1) 2 Âmbito ( 2) 2 Definições ( 3 a 6) 2

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 2 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA. Objectivo ( 1) 2 Âmbito ( 2) 2 Definições ( 3 a 6) 2 NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 2 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 7 Demonstrações de

Leia mais

INTRODUÇÃO. Análise Financeira. Gestão Financeira

INTRODUÇÃO. Análise Financeira. Gestão Financeira INTRODUÇÃO 1 Análise Financeira Dar a conhecer a situação económico-financeira e monetária A partir de documentos de informação contabilística Situação financeira Equilíbrio Financeiro, Solvabilidade,

Leia mais

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Introdução EXERCÍCIO DE 2009 A Empresa «ANTONIO MARQUES, CORRETOR DE SEGUROS EIRL» tem sede na Rua António José Baptista, n.º 16 2.º Dto., em Setúbal, foi

Leia mais

GESTÃO FINANCEIRA. Demonstração de Fluxos de Caixa

GESTÃO FINANCEIRA. Demonstração de Fluxos de Caixa GESTÃO FINANCEIRA MÓDULO VIII Objectivo Comparação com a Demonstração de Resultados Métodos de Cálculo Rácios baseados nos fluxos de caixa Documento que mostra a variação das disponibilidades entre dois

Leia mais

FERRAMENTAS DE ANÁLISE FINANCEIRA & COMO ESTRUTURAR UM PLANO DE NEGÓCIOS. Docente: António Gaspar e Rui Ferreira

FERRAMENTAS DE ANÁLISE FINANCEIRA & COMO ESTRUTURAR UM PLANO DE NEGÓCIOS. Docente: António Gaspar e Rui Ferreira FERRAMENTAS DE ANÁLISE FINANCEIRA & COMO ESTRUTURAR UM PLANO DE NEGÓCIOS Docente: António Gaspar e Rui Ferreira FERRAMENTAS DE ANÁLISE FINANCEIRA As finanças e a empresa Quais são os objetivos de uma empresa?

Leia mais

31. A DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA

31. A DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA 31. A DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA A demonstração de fluxos de caixa é um mapa de fluxos que releva a entradas e as saídas de caixa, durante um exercício. A Demonstração de fluxos de caixa é estruturada

Leia mais

RELATÓRIO & CONTAS Liquidação

RELATÓRIO & CONTAS Liquidação Fundo Especial de Investimento Aberto CAIXA FUNDO RENDIMENTO FIXO IV (em liquidação) RELATÓRIO & CONTAS Liquidação RELATÓRIO DE GESTÃO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS RELATÓRIO DO AUDITOR EXTERNO CAIXAGEST Técnicas

Leia mais

GESTÃO ESTRATÉGICA. Texto de Apoio 1. Análise Económica e Financeira

GESTÃO ESTRATÉGICA. Texto de Apoio 1. Análise Económica e Financeira INSTITUTO POLITÉCNICO DE SETÚBAL ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS EMPRESARIAIS Departamento de Economia e Gestão (ce.deg@esce.ips.pt) GESTÃO ESTRATÉGICA Texto de Apoio 1 à Análise Económica e Financeira Silva

Leia mais

GESTÃO FINANCEIRA. Objectivo

GESTÃO FINANCEIRA. Objectivo GESTÃO FINANCEIRA MÓDULO V Objectivo Análise do Risco Operacional e Financeiro Grau de Alavanca Operacional Grau de Alavanca Financeiro Grau de Alavanca Combinado O Efeito Alavanca Financeiro RISCO E ANÁLISE

Leia mais

NORMA CONTABILÍSTICA E DE RELATO FINANCEIRO 15 INVESTIMENTOS EM SUBSIDIÁRIAS E CONSOLIDAÇÃO

NORMA CONTABILÍSTICA E DE RELATO FINANCEIRO 15 INVESTIMENTOS EM SUBSIDIÁRIAS E CONSOLIDAÇÃO NORMA CONTABILÍSTICA E DE RELATO FINANCEIRO 15 INVESTIMENTOS EM SUBSIDIÁRIAS E CONSOLIDAÇÃO Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 27 Demonstrações

Leia mais

Folha de cálculo para Plano de Negócios. 7 de Novembro 2009

Folha de cálculo para Plano de Negócios. 7 de Novembro 2009 Folha de cálculo para Plano de Negócios 7 de Novembro 2009 9 de Novembro de 2009 Modelo 9 de Novembro de 2009 2 Objectivos ferramenta Disponibilizar uma ferramenta que possibilite a um empreendedor efectuar

Leia mais

MESTRADO EM GESTÃO (MBA) (2005/2006)

MESTRADO EM GESTÃO (MBA) (2005/2006) MESTRADO EM GESTÃO (MBA) (2005/2006) DISCIPLINA: CONTABILIDADE Docente: Professor Auxiliar Convidado do ISEG/UTL jlacunha@iseg.utl.pt CONSOLIDAÇÃO DE CONTAS (continuação) Síntese: 1. Concentração de empresas

Leia mais

8.2 NOTAS AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS

8.2 NOTAS AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS 8.2 NOTAS AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS Designação da Entidade: CÂMARA MUNICIPAL DE ODIVELAS Gerência de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2006 8.2.1 Não se aplica. 8.2.2 Os conteúdos das contas

Leia mais

Gestão Financeira Método de analise com recurso a rácios IESF Licenciatura Gestão Financeira Fiscal 2008/2009 Trabalho Wikipedia Rita Pinto Turma: A

Gestão Financeira Método de analise com recurso a rácios IESF Licenciatura Gestão Financeira Fiscal 2008/2009 Trabalho Wikipedia Rita Pinto Turma: A Gestão Financeira Método de analise com recurso a rácios IESF Licenciatura Gestão Financeira Fiscal 2008/2009 Trabalho Wikipedia Rita Pinto Turma: A Índice Índice...2 Introdução...3 Tipos de rácios...4

Leia mais

Fundo de Investimento Imobiliário Aberto. ES LOGISTICA (CMVM nº 1024)

Fundo de Investimento Imobiliário Aberto. ES LOGISTICA (CMVM nº 1024) Relatório de Gestão ES LOGISTICA Fundo de Investimento Imobiliário Aberto Fundo de Investimento Imobiliário Aberto ES LOGISTICA (CMVM nº 1024) Relatório de Gestão Dezembro de 2008 ESAF Fundos de Investimento

Leia mais

a) Firma e sede das empresas associadas a empresas incluídas na consolidação;

a) Firma e sede das empresas associadas a empresas incluídas na consolidação; 14.5 - ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS CONSOLIDADOS I - Informações relativas às empresas incluídas na consolidação e a outras 1. Relativamente às empresas incluídas na consolidação a)

Leia mais

newsletter Nº 82 NOVEMBRO / 2013

newsletter Nº 82 NOVEMBRO / 2013 newsletter Nº 82 NOVEMBRO / 2013 Assuntos em Destaque Resumo Fiscal/Legal Outubro de 2013 2 Contabilização dos Subsídios do Governo e Divulgação de Apoios do Governo 3 Revisores e Auditores 7 LEGISLAÇÃO

Leia mais

SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA PERSPECTIVA DOS UTILIZADORES (DGCI)

SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA PERSPECTIVA DOS UTILIZADORES (DGCI) SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA PERSPECTIVA DOS UTILIZADORES (DGCI) ÍNDICE 1.A RELAÇÃO ENTRE A CONTABILIDADE E A FISCALIDADE 2. IMPLICAÇÕES FISCAIS DO SNC 2.1 - Determinação do lucro tributável

Leia mais

Impostos Diferidos e o SNC

Impostos Diferidos e o SNC Impostos Diferidos e o SNC Na vigência do anterior Plano Oficial de Contabilidade (POC) a Directriz Contabilistica (DC) nº 28, da Comissão de Normalização Contabilística (CNC) veio, em tempo, estabelecer

Leia mais

Análise Financeira 2º semestre

Análise Financeira 2º semestre ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA DE VISEU DEPARTAMENTO DE GESTÃO Análise Financeira 2º semestre Caderno de exercícios CAP II Luís Fernandes Rodrigues António Manuel F Almeida CAPITULO II 2011 2012 Página

Leia mais

Oficinas E2 Poliempreende Instituto Politécnico de Coimbra. Introdução ao Modelo de Análise Económico-Financeira

Oficinas E2 Poliempreende Instituto Politécnico de Coimbra. Introdução ao Modelo de Análise Económico-Financeira Oficinas E2 Poliempreende Instituto Politécnico de Coimbra Introdução ao Modelo de Análise Económico-Financeira 18 de Maio de 2011 1 Modelo de análise económico-financeira 2 Modelo de análise económico-financeira

Leia mais

Banrisul Armazéns Gerais S.A.

Banrisul Armazéns Gerais S.A. Balanços patrimoniais 1 de dezembro de 2012 e 2011 Nota Nota explicativa 1/12/12 1/12/11 explicativa 1/12/12 1/12/11 Ativo Passivo Circulante Circulante Caixa e equivalentes de caixa 4 17.891 18.884 Contas

Leia mais

ANÁLISE DOS INVESTIMENTOS

ANÁLISE DOS INVESTIMENTOS ANÁLISE DOS INVESTIMENTOS OS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA DECISÃO DE FINANCIAMENTO DOS INVESTIMENTOS Alexandra Cardoso 1 OS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA DECISÃO DE FINANCIAMENTO DOS INVESTIMENTOS O CUSTO MÉDIO PONDERADO

Leia mais

Regras de utilização. Principais regras de utilização:

Regras de utilização. Principais regras de utilização: Regras de utilização Para a melhor utilização do presente modelo o empreendedor deverá dominar conceitos básicos de análise económica e financeira ou, não sendo esse o caso, deve explorar as potencialidades

Leia mais

Noções de Contabilidade

Noções de Contabilidade Noções de Contabilidade 1 1. Noção de Contabilidade A contabilidade é uma técnica utilizada para: registar toda a actividade de uma empresa (anotação sistemática e ordenada da qualidade e quantidade de

Leia mais

NCRF 2 Demonstração de fluxos de caixa

NCRF 2 Demonstração de fluxos de caixa NCRF 2 Demonstração de fluxos de caixa Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 7 - Demonstrações de Fluxos de Caixa, adoptada pelo texto

Leia mais

Agenda Evolução de mapas legais Obrigado AGENDA Evolução do Normativo Contabilístico Nacional SNC Demonstrações Financeiras A nova terminologia Dificuldades de transição Siglas SNC: Sistema de Normalização

Leia mais

Anexo ao balanço e à Demonstração de Resultados

Anexo ao balanço e à Demonstração de Resultados Anexo ao balanço e à Demonstração de Resultados 8.2 Notas ao balanço e à demonstração de Resultados 8.2.1 Indicação e justificação das disposições do POCAL que, em casos excepcionais devidamente fundamentados

Leia mais

ALVES RIBEIRO - INVESTIMENTOS FINANCEIROS, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 (Montantes em Euros, excepto quando expressamente indicado) 1. NOTA INTRODUTÓRIA

Leia mais

IESF Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais. 1. Introdução..2. 2. Gestão Financeira...2 a 4

IESF Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais. 1. Introdução..2. 2. Gestão Financeira...2 a 4 Índice 1. Introdução..2 2. Gestão Financeira......2 a 4 3. Planeamento Financeiro de Curto Prazo:.. 5 3.1. Conta Previsional de Exploração e de Resultados...6 a 7 3.2. Orçamento Anual de Tesouraria..7

Leia mais

Rentabilidade Social (RS) Rentabilidade de Exploração. Rentabilidade Global RENTABILIDADE. Resultado / output Valor do Recurso / input investido

Rentabilidade Social (RS) Rentabilidade de Exploração. Rentabilidade Global RENTABILIDADE. Resultado / output Valor do Recurso / input investido RENTABILIDADE Resultado / output Valor do Recurso / input investido Rentabilidade Social (RS) Valor Acrescentado Bruto (VAB) RL + ARE + Ajustamentos + F + + Custos c/ Pessoal + Impostos Directos Valor

Leia mais

CONTABILIDADE FINANCEIRA AVANÇADA

CONTABILIDADE FINANCEIRA AVANÇADA Exame Época Normal 04 de Julho de 0 Duração: H 00M Deve identificar-se nesta folha de prova, indicando o nome completo, número de matrícula e turma em que se encontra inscrito(a). As opções de resposta

Leia mais

Enquadramento Page 1. Objectivo. Estrutura do documento. Observações. Limitações

Enquadramento Page 1. Objectivo. Estrutura do documento. Observações. Limitações Objectivo No âmbito do processo de adopção plena das Normas Internacionais de Contabilidade e de Relato Financeiro ("IAS/IFRS") e de modo a apoiar as instituições financeiras bancárias ("instituições")

Leia mais

CÓDIGO DE CONTAS DO SNC

CÓDIGO DE CONTAS DO SNC CÓDIGO DE CONTAS DO SNC 1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS 11 Caixa 12 Depósitos à ordem 13 Outros depósitos bancários 14 Outros instrumentos financeiros 141 Derivados 1411 Potencialmente favoráveis 1412 Potencialmente

Leia mais

SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE ÁGUA E SANEAMENTO DE VISEU Rua Conselheiro Afonso de Melo 3510-024 VISEU N.º de Identificação Fiscal 680.020.

SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE ÁGUA E SANEAMENTO DE VISEU Rua Conselheiro Afonso de Melo 3510-024 VISEU N.º de Identificação Fiscal 680.020. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE ÁGUA E SANEAMENTO DE VISEU Rua Conselheiro Afonso de Melo 3510-024 VISEU N.º de Identificação Fiscal 680.020.063 NOTAS AO BALANÇO E A DEMONSTRAÇÃO

Leia mais

Avaliação de Empresas Profa. Patricia Maria Bortolon

Avaliação de Empresas Profa. Patricia Maria Bortolon Avaliação de Empresas O Valor Patrimonial das Empresas Em situações específicas: Utilização Determinar o valor de liquidação de uma empresa em condição de concordata ou falência; Avaliação de ativos não

Leia mais

VAL- 1 VALOR EM FINANÇAS

VAL- 1 VALOR EM FINANÇAS VAL- 1 VALOR EM FINANÇAS VAL- 2! Objectivo: " Identificação de uma teoria do valor (ainda rudimentar)! Caso os mercados funcionem bem os preços igualarão o valor dos diferentes produtos e serviços.! Qual

Leia mais

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 14 CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS. Objectivo ( 1) 1 Âmbito ( 2 a 8) 2

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 14 CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS. Objectivo ( 1) 1 Âmbito ( 2 a 8) 2 NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 14 CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IFRS 3 Concentrações

Leia mais

REQUISITOS MÍNIMOS DE INFORMAÇÕES E DADOS PARA OS ESTUDOS DE VIABILIDADE TÉCNICA, ECONÓMICA E FINANCEIRA (EVTEF) DOS PROJECTOS

REQUISITOS MÍNIMOS DE INFORMAÇÕES E DADOS PARA OS ESTUDOS DE VIABILIDADE TÉCNICA, ECONÓMICA E FINANCEIRA (EVTEF) DOS PROJECTOS PROCESSOS DE CANDIDATURA A FINANCIAMENTO DO BANCO DE DESENVOLVIMENTO DE ANGOLA REQUISITOS MÍNIMOS DE INFORMAÇÕES E DADOS PARA OS ESTUDOS DE VIABILIDADE TÉCNICA, ECONÓMICA E FINANCEIRA (EVTEF) DOS PROJECTOS

Leia mais

8.2 NOTAS AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS

8.2 NOTAS AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS 8.2 NOTAS AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS As Demonstrações Financeiras anexas foram elaboradas de acordo com os princípios contabilísticos definidos pelo Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias

Leia mais

AVISO N.º 03/2012 de 28 de Março

AVISO N.º 03/2012 de 28 de Março Publicado no Diário da República, I.ª Série, n.º 60, de 28 de Março AVISO N.º 03/2012 de 28 de Março Havendo necessidade de regulamentar a concessão e a classificação das operações de créditos pelas instituições

Leia mais

Empresa Demo 1 PT500000001

Empresa Demo 1 PT500000001 Empresa Demo 1 PT500000001 Member of Federation of Business Information Service Índice Índice Introdução...3 Classificação total...4 Classificação por dimensão... 5 Quota de mercado...6 Volume de negócios

Leia mais

ADAPTAÇÃO DAS REGRAS DO IRC ÀS NIC

ADAPTAÇÃO DAS REGRAS DO IRC ÀS NIC ADAPTAÇÃO DAS REGRAS DO IRC ÀS NIC V Conferência Internacional OTOC/IDEFF/Direcção - Geral dos Impostos 8 e 9 de Outubro de 2010 Apresentado por: José Vieira dos Reis 1 1. Normalização Contabilística 2.

Leia mais

CONTABILIDADE ANALÍTICA

CONTABILIDADE ANALÍTICA CONTABILIDADE ANALÍTICA Apresentação e Capítulo I I A ou ou Interna como Instrumento de de Gestão Apresentação Objectivos da disciplina Programa Metodologia / Método de Estudo Avaliação Bibliografia -2-

Leia mais

NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL

NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL Ana Beatriz Nunes Barbosa Em 31.07.2009, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou mais cinco normas contábeis

Leia mais

Definições (parágrafo 9) 9 Os termos que se seguem são usados nesta Norma com os significados

Definições (parágrafo 9) 9 Os termos que se seguem são usados nesta Norma com os significados Norma contabilística e de relato financeiro 14 Concentrações de actividades empresariais Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Relato Financeiro IFRS 3

Leia mais

PLANO SUCINTO DE NEGÓCIO

PLANO SUCINTO DE NEGÓCIO 1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJECTO PLANO SUCINTO DE NEGÓCIO Título do projecto: Nome do responsável: Contacto telefónico Email: 1.1. Descrição sumária da Ideia de Negócio e suas características inovadoras (Descreva

Leia mais

ANEXO PE, EXERCÍCIO ECONÓMICO DE 2010

ANEXO PE, EXERCÍCIO ECONÓMICO DE 2010 ANEXO PE, EXERCÍCIO ECONÓMICO DE 2010 1 Identificação da entidade 1.1 Designação da entidade APOTEC Associação Portuguesa de Técnicos de Contabilidade 1.2 Sede Rua Rodrigues Sampaio, 50-3º-Esq. 1169-029

Leia mais

Open Course: Techniques of Financial Engineering

Open Course: Techniques of Financial Engineering Open Course: Techniques of Financial Engineering Objectivos a atingir Delimitar os domínios da Gestão financeira a curto prazo da Gestão financeira a médio m e a longo prazo; Realçar ar a importância da

Leia mais

COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS DE SUCESSO

COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS DE SUCESSO COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS DE SUCESSO 1 Sumário: Conceito e Objectivos Estrutura do PN o Apresentação da Empresa o Análise do Produto / Serviço o Análise de Mercado o Estratégia de Marketing o

Leia mais

Índice Descrição Valor

Índice Descrição Valor 504448064 Índice Descrição Valor 1 Missão, Objectivos e Princípios Gerais de Actuação 11 Cumprir a missão e os objectivos que lhes tenham sido determinados de forma económica, financeira, social e ambientalmente

Leia mais

Notas ao Balanço e à Demonstração de Resultados consolidados

Notas ao Balanço e à Demonstração de Resultados consolidados ANEXO AO BALANÇO E DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS CONSOLIDADOS NOTA INTRODUTÓRIA A Lei nº 2/2007, de 15 de Janeiro (Lei das Finanças Locais), dispõe no seu Artigo 46.º o seguinte: «1 - Sem prejuízo dos documentos

Leia mais

Inovação e Criação de Novos Negócios

Inovação e Criação de Novos Negócios INOVAÇÃO E TECNOLOGIA NA FORMAÇÃO AGRÍCOLA Inovação e Criação de Novos Negócios Luís Mira da Silva Cristina Mota Capitão Isabel Alte da Veiga Carlos Noéme Inovação INOVAÇÃO Inovação: introdução INOVAR

Leia mais

UFCD 6222 - Introdução ao código de contas e normas contabilísticas

UFCD 6222 - Introdução ao código de contas e normas contabilísticas UFCD 6222 - Introdução ao código de contas e normas contabilísticas C O M P I L A Ç Ã O D E M A T E R I A I S Conteúdo programático Código das contas Meios Financeiros Líquidos Contas a receber e a pagar

Leia mais

GESTÃO FINANCEIRA. Objectivo

GESTÃO FINANCEIRA. Objectivo GESTÃO FINANCEIRA MÓDULO IV Objectivo Teoria tradicional do Equilíbrio Financeiro O Fundo de Maneio Funcional e as NFM A Tesouraria Líquida Estratégias de Financiamento face ao Risco ISEG/UTL Teoria Tradicional

Leia mais

Manual do Revisor Oficial de Contas IAS 7 (1) NORMA INTERNACIONAL DE CONTABILIDADE IAS 7 (REVISTA EM 1992) Demonstrações de Fluxos de Caixa

Manual do Revisor Oficial de Contas IAS 7 (1) NORMA INTERNACIONAL DE CONTABILIDADE IAS 7 (REVISTA EM 1992) Demonstrações de Fluxos de Caixa IAS 7 (1) NORMA INTERNACIONAL DE CONTABILIDADE IAS 7 (REVISTA EM 1992) Demonstrações de Fluxos de Caixa Esta Norma Internacional de Contabilidade revista substitui a NIC 7, Demonstração de Alterações na

Leia mais

ALTRI, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

ALTRI, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA) 30 de Junho de 2005 ALTRI, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA) Relatório do Conselho de Administração Altri, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) Contas Individuais Rua General Norton de Matos, 68 4050-424

Leia mais

GESTÃO FINANCEIRA II INTRODUÇÃO

GESTÃO FINANCEIRA II INTRODUÇÃO VAL- 1 GESTÃO FINANCEIRA II INTRODUÇÃO FINANÇAS EMPRESARIAIS VAL- 2! Objectivos do curso! Programa! Material de estudo / Grupos! Avaliação! Bibliografia! Contactos OBJECTIVOS VAL- 3 " Fornecer aos alunos

Leia mais

CUSTOS conceitos fundamentais. Custo. Custo. Despesa. Pagamento. Proveito. Receita. Recebimento CONTABILIDADE ANALÍTICA I

CUSTOS conceitos fundamentais. Custo. Custo. Despesa. Pagamento. Proveito. Receita. Recebimento CONTABILIDADE ANALÍTICA I CUSTOS conceitos fundamentais Custo Sacrifício de um recurso para atingir um objectivo específico, ou, dito de outro modo, valor associado à utilização ou consumo de um recurso. A determinação dos custos

Leia mais

ANÁLISE FINANCEIRA. Objectivo

ANÁLISE FINANCEIRA. Objectivo ISEG/UTL ANÁLISE FINANCEIRA MÓDULO III Objectivo Teoria tradicional do Equilíbrio Financeiro Fundo de Maneio Funcional e as NFM Tesouraria Líquida Estratégias de Financiamento face ao Risco EQUILÍBRIO

Leia mais

Capital/Bolsa Capital/ Balcão. Mesmas informações para os 2 últimos exercícios

Capital/Bolsa Capital/ Balcão. Mesmas informações para os 2 últimos exercícios Identificação das pessoas responsáveis pelo formulário Capital/Bolsa Capital/ Balcão Declaração do Presidente e do Diretor de Relação com Investidores Dívida / Investimento Coletivo IAN Apenas informações

Leia mais

Manual do Revisor Oficial de Contas. Directriz de Revisão/Auditoria 310 ÍNDICE

Manual do Revisor Oficial de Contas. Directriz de Revisão/Auditoria 310 ÍNDICE Directriz de Revisão/Auditoria 310 CONHECIMENTO DO NEGÓCIO Outubro de 1999 ÍNDICE Parágrafos Introdução 1-7 Obtenção do Conhecimento 8-13 Uso do Conhecimento 14-18 Apêndice Matérias a Considerar no Conhecimento

Leia mais

8 - ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS

8 - ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS 8 - ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS 1. Indicação e justificação das disposições do POC que, em casos excepcionais, tenham sido derrogadas e dos respectivos efeitos nas demonstrações financeiras,

Leia mais

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS relativo às contas individuais do exercício de dois mil e quatro, do Conselho Geral da Ordem dos Advogados, pessoa colectiva de direito público nº 500 965

Leia mais

ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 05.REV1/POFC/2009

ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 05.REV1/POFC/2009 ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 05.REV1/POFC/2009 PROCEDIMENTOS DE ENCERRAMENTO DE PROJECTOS 1. ENQUADRAMENTO No âmbito do acompanhamento dos projectos apoiados pelo POFC, importa estabelecer o conjunto de procedimentos

Leia mais

Introdução à Contabilidade 2014/2015. Financeira

Introdução à Contabilidade 2014/2015. Financeira Introdução à Contabilidade 2014/2015 Financeira 2 Sumário 1. O papel da contabilidade nas organizações. 2. A contabilidade externa vs a contabilidade interna. 3. Os diversos utilizadores da contabilidade.

Leia mais

A POLITICA DE DIVIDENDOS E OUTROS PAYOUTS ESTV-IPV

A POLITICA DE DIVIDENDOS E OUTROS PAYOUTS ESTV-IPV A POLITICA DE DIVIDENDOS E OUTROS PAYOUTS ESTV-IPV Sumário Diferentes Tipos de Dividendos O Modelo de Distribuição de Dividendos O caso da Irrelevância da Política de Dividendos Recompra de Acções e Ampliações

Leia mais

Acções. Amortização. Autofinanciamento. Bens

Acções. Amortização. Autofinanciamento. Bens Palavra Acções Significado Títulos que representam uma parte ou fracção de uma sociedade anónima e que dão ao seu proprietário o direito à parcela correspondente de votos, lucros líquidos e activos da

Leia mais

Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC) Formação à Distância

Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC) Formação à Distância Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC) Formação à Distância CURSO DIS2408 Curso: Avaliação de Empresas 1 - OBJECTIVOS : O objectivo principal desta acção consiste em familiarizar os formandos com

Leia mais

! " # $%&' (") *+)( *+)* , " # - %. " / 012 $ )"* *+)( 012+"4 "# *+)( 012 5"5 " 6! ! " '.! " 7 . % "' *+)( $%, % " ## *++* -. - ! $ ." )+#.

!  # $%&' () *+)( *+)* ,  # - %.  / 012 $ )* *+)( 012+4 # *+)( 012 55  6! !  '.!  7 . % ' *+)( $%, %  ## *++* -. - ! $ . )+#. !! " # $%&' (") *+)( *+)*, " # %. " / 012 $ )"* *+)( 3 012+"4 "# *+)( 012 5"5 " 6!! " '.! " 7. % "' *+)(!, $%, % " ## *++*. 7! $." )+#. *+)*!! 28" *+)(. "' $%981!5": *+)(*+);!)5) *++**++

Leia mais

Contabilidade Financeira I

Contabilidade Financeira I Contabilidade Financeira I INVESTIMENTOS É constituído pelos recursos que a empresa detém com carácter de continuidade, não se destinando a ser vendidos ou transformados no decorrer das suas actividades

Leia mais

Fundação Denise Lester

Fundação Denise Lester Relatório e Contas 2010 Fundação Denise Lester Fundação Denise Lester 1/14 Balanço ACTIVO Notas Exercício findo a 31/12/2010 Exercício findo a 31/12/2009 Activo não corrente Activos fixos tangíveis 2.291.289,31

Leia mais

DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão

DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão A Análise das Demonstrações Financeiras Este artigo pretende apoiar o jovem empreendedor, informando-o de como utilizar os

Leia mais

ANO DE 2010 BALANÇO DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

ANO DE 2010 BALANÇO DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CONTAS ANO DE 2010 BALANÇO DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE PARAQUEDISMO RUA DA UNIDADE, 9 7000-719

Leia mais

1. Os AFT devem ser contabilisticamente mensurados no reconhecimento inicial pelo seu custo.

1. Os AFT devem ser contabilisticamente mensurados no reconhecimento inicial pelo seu custo. Classificação: 00 0. 0 1. 0 9 GABINETE DO DIRECTOR GERAL Direcção de Serviços do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas Activos Fixos Tangíveis Código do IRC Decreto Regulamentar n.º 25/2009,

Leia mais

1.5. Sede da entidade-mãe Largo Cónego José Maria Gomes 4800-419 Guimarães Portugal.

1.5. Sede da entidade-mãe Largo Cónego José Maria Gomes 4800-419 Guimarães Portugal. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DO PERÍODO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Montantes expressos em euros) 1. IDENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE 1.1. Designação da Entidade Casfig Coordenação de âmbito social

Leia mais

DADOS ECONÓMICO-FINANCEIROS

DADOS ECONÓMICO-FINANCEIROS Conheça os significados dos principais termos técnicos utilizados na IGNIOS no âmbito dos: DADOS ECONÓMICO-FINANCEIROS Criação de Valor Valor criado pela empresa num período temporal (fonte: Demonstração

Leia mais

GESTÃO FINANCEIRA UNIVERSIDADE DO ALGARVE ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA CURSO DE ENGENHARIA ELÉCTRICA E ELECTRÓNICA. Para a disciplina de Gestão

GESTÃO FINANCEIRA UNIVERSIDADE DO ALGARVE ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA CURSO DE ENGENHARIA ELÉCTRICA E ELECTRÓNICA. Para a disciplina de Gestão UNIVERSIDADE DO ALGARVE ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA CURSO DE ENGENHARIA ELÉCTRICA E ELECTRÓNICA GESTÃO FINANCEIRA Para a disciplina de Trabalho elaborado por: César Alfredo nº 21243 André santos nº 28568

Leia mais

NCRF 1 Estrutura e conteúdo das demonstrações financeiras

NCRF 1 Estrutura e conteúdo das demonstrações financeiras NCRF 1 Estrutura e conteúdo das demonstrações financeiras Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 1 - Apresentação de Demonstrações Financeiras,

Leia mais

Informação Financeira

Informação Financeira Informação Financeira Balanço Código das contas POCMS Imobilizado ACTIVO Exercícios AB AP AL AL Bens de domínio público: 451 Terrenos e Recursos naturais 452 Edifícios 453 Outras construções e infra-estruturas

Leia mais

PLC - CORRETORES DE SEGUROS, S.A. EXERCÍCIO DE 2007 RELATÓRIO DE GESTÃO

PLC - CORRETORES DE SEGUROS, S.A. EXERCÍCIO DE 2007 RELATÓRIO DE GESTÃO PLC - CORRETORES DE SEGUROS, S.A. EXERCÍCIO DE 2007 RELATÓRIO DE GESTÃO De acordo com as disposições legais e estatuárias venho submeter á apreciação dos senhores accionistas o Relatório de Gestão e as

Leia mais

CONTABILIDADE. Docente: José Eduardo Gonçalves. Elementos Patrimoniais

CONTABILIDADE. Docente: José Eduardo Gonçalves. Elementos Patrimoniais CONTABILIDADE Docente: José Eduardo Gonçalves Ano: 2008/2009 Universidade da Madeira Elementos Patrimoniais Activo Recurso controlado pela entidade como resultado de acontecimentos passados e do qual se

Leia mais

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 8.2 - NOTAS AO BALANÇO E A DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS 8.2.1 Indicação e justificação das disposições do POCAL que, em casos excecionais, devidamente fundamentados e sem

Leia mais

SEMINÁRIO CROWE HORWATH ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2011 (IRC) 2011 Crowe Horwath International

SEMINÁRIO CROWE HORWATH ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2011 (IRC) 2011 Crowe Horwath International SEMINÁRIO CROWE HORWATH ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2011 (IRC) 1 IRC 2 Eliminação da Dupla Tributação Económica dos Lucros Distribuídos Na sociedade detentora Eliminação da Dupla Tributação nos Lucros auferidos

Leia mais

Norma contabilística e de relato financeiro 9. e divulgações apropriadas a aplicar em relação a locações financeiras e operacionais.

Norma contabilística e de relato financeiro 9. e divulgações apropriadas a aplicar em relação a locações financeiras e operacionais. Norma contabilística e de relato financeiro 9 Locações Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 17 Locações, adoptada pelo texto original

Leia mais