FAIXAS EXCLUSIVAS para MOTOCICLETAS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "FAIXAS EXCLUSIVAS para MOTOCICLETAS"

Transcrição

1 FAIXAS EXCLUSIVAS para MOTOCICLETAS DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO DP SUPERINTENDÊNCIA DE EDUCAÇÃO E SEGURANÇA SES GERÊNCIA DE SEGURANÇA GST JANEIRO/2012

2 FAIXAS EXCLUSIVAS para MOTOCICLETAS A EXPERIÊNCIA de SÃO PAULO SUMÁRIO 1. AS MOTOCICLETAS no TRÂNSITO 2. FAIXA EXCLUSIVA Avenidas Sumaré e Paulo VI 3. FAIXA EXCLUSIVA Av. Liberdade e Rua Vergueiro 4. CONCLUSÃO

3 1. As motocicletas no trânsito As motocicletas tornaram-se um dos principais vetores da violência do trânsito paulistano. Desde a década de 1990 os acidentes sobre duas rodas vêm modificando um padrão de mortalidade que se concentrava nos pedestres, sempre o maior grupo de mortos, seguido dos ocupantes (motoristas e passageiros) de veículos automotores. Entre 2005 e 2010, as mortes de pedestres continuaram representando quase a metade das mortes no trânsito da cidade, com ligeira queda no período, mas houve duas mudanças significativas: (a) as mortes de motoristas e passageiros sofreu redução de quase 37%, (b) as mortes de motociclistas cresceram 39%. Nesse período, a evolução das mortes em acidentes de trânsito deveu-se praticamente ao impacto da contribuição das mortes envolvendo motocicletas. O fenômeno poderia ser explicado pelo grande aumento da frota de motocicletas a explosão de vendas de motocicletas manteria uma relação direta e relativamente constante e esperada com as mortes. Entretanto, essa relação não é verdadeira: o índice de mortes por motocicletas subiu de 17,16 para 22,06 entre 2005 e Desde 2004, as mortes de pedestres, motoristas e passageiros e ciclistas mantiveram-se estáveis ou declinantes; as mortes de motociclistas, ao contrário, crescem continuamente desde Em São Paulo, o risco de morrer no trânsito dos usuários de motocicletas é quase 14 vezes maior que dos usuários de outros veículos. O comportamento dos motociclistas no trânsito, ou a forma como eles circulam, é a questão crucial a ser tratada para reduzir os acidentes, o que exige confrontar a atitude corrente entre motociclistas de ter agilidade no trânsito a qualquer preço. Levantamentos realizados pela equipe de avaliação de acidentes fatais da CET identificaram que as causas destes acidentes estão ligadas à diferença de velocidade entre as motocicletas e o trânsito geral, circulando em velocidade alta entre faixas, sem guardar a distância necessária de segurança. Não é por outra razão que as motocicletas em 2010 estiveram envolvidas em 60% dos acidentes com vítimas. A Faixa Exclusiva de Motocicletas foi proposta como uma alternativa de intervenção no sistema viário dando prioridade a circulação de motos, segregando-a em relação aos demais modos de transporte, em razão de sua fragilidade, com a finalidade de diminuir acidentes envolvendo esse tipo de veículo.

4 2. Faixa Exclusiva Para Motocicletas Avenidas Sumaré e Paulo VI O projeto foi realizado em duas vias seqüenciais, com condições moderadas de fluxo geral e de volume de motocicletas de maneira a ter uma situação de trânsito passível de maior controle e monitoração. As avenidas Sumaré e Paulo VI, onde foi implantado o projeto, pertencem ao sistema viário estrutural e como tal, oferecem continuidade de ligação entre regiões. São vias arteriais com fluxo interrompido, com condições geométricas adequadas, sem curvas abruptas ou de raios reduzidos. Suas duas pistas apresentam trechos contínuos de mais de 1 km e trechos de seções variáveis entre 14,00 m e 10,00 m de largura, com 4 e 3 faixas por sentido respectivamente. Outras condições consideradas importantes foram: - Proibição das conversões à esquerda junto ao canteiro; - Velocidade controlada por radar; - Participação menor que 5% de ônibus e caminhões na composição do fluxo; - Interesse de viagens de longa distância (cerca de 80% circula em toda a extensão das vias) do fluxo de motocicletas; - Poucos acidentes envolvendo motos, de acordo com os registros existentes na CET. A Faixa Exclusiva é unidirecional por pista e está localizada à esquerda, junto ao canteiro central. Tem 3 km de extensão por sentido e foi projetada com largura interna de 1,70 m, acrescida de faixa de separação do tráfego geral de mesmo sentido, com largura de 0,20 m e linha de bordo de 0,10 m na divisa com a sarjeta, perfazendo o total de 2,00 m. No projeto-piloto executado, para que não ocorresse a redução de capacidade através da supressão de faixas, foi necessária a transformação do balizamento das Avenidas Sumaré e Paulo VI para um MULV (Máxima Utilização do Leito Viário) de seções variáveis. No desenvolvimento do projeto executivo, porém, constataram-se pontos de estrangulamento geométrico que levaram à adoção de larguras de faixas entre 2,50 m e 3,00 m, diferente do inicialmente previsto. Da mesma forma, a largura da faixa exclusiva, prevista para 1,70 m livres, ficou com 1,40 m livres entre a linha de bordo esquerda e a linha de divisão do fluxo geral. Esta largura mostrou-se eficiente para baixos fluxos de motocicletas. Levando em conta o objetivo de não reduzir a capacidade das pistas para o tráfego geral, o balizamento final resultante mostrou-se adequado. A sinalização de regulamentação da Faixa Exclusiva de Motocicletas foi criada a partir da placa R-37 Proibida a Circulação de Motocicletas (prevista no Anexo II do Código de Trânsito Brasileiro - CTB), de acordo com orientação recebida em discussões na Câmara Temática de Engenharia de Tráfego, da Sinalização e da Via do CONTRAN, utilizando-se o mesmo pictograma e removendo-se a tarja de proibição.

5 Sua aprovação e licença de utilização por tempo determinado (2 anos) para posterior avaliação foi formalmente solicitada à diretoria do CONTRAN, que emitiu a Deliberação N.º 53, em 12/09/06, aprovando o pedido apresentado (Renovada pela Deliberação nº 91 de 03/02/2010). O conjunto da sinalização horizontal e vertical de regulamentação e de advertência foi desenvolvido especificamente para a Faixa Exclusiva de Motocicleta e baseou-se, em linhas gerais, na concepção da sinalização das faixas exclusivas de ônibus, dentro dos padrões de marcas e cores do CTB e dos critérios gerais de locação. Assim, a sinalização ocorre sempre no início de cada quadra, sendo que no caso da sinalização de advertência é antecipado o aviso de início da faixa e a sinalização dos locais para saída e entrada dos veículos na faixa. A sinalização de advertência para os pedestres também foi criada especialmente para o projeto, porque a instalação de uma faixa para motocicletas junto ao canteiro poderia aumentar o risco de atropelamento em virtude da convivência com uma nova divisão funcional da pista e da diferença de velocidade operacional entre as motocicletas em faixa exclusiva e os demais veículos. Medidas complementares Para testar a faixa exclusiva para motocicletas nas pistas das avenidas Paulo VI e Sumaré foram realizadas, juntamente com a nova sinalização, algumas melhorias que ampliassem a segurança e conforto para pedestres e solucionassem pontos de segurança e conflitos de circulação, de forma a diminuir os riscos para o bom desempenho do projeto piloto. Foram realizadas as seguintes intervenções complementares: - Regularização da geometria de cruzamentos através do preenchimento de áreas anteriormente demarcadas por prismas, estendendo os passeios; - Adequação da circulação em transversais à Av. Sumaré, através do estabelecimento de sistema binário entre as ruas Vanderlei e Ministro Gastão Mesquita, com abertura do canteiro central na Av. Sumaré na interseção com a Rua Vanderlei, criando neste local um novo cruzamento, o que solucionou um ponto de conflito de movimentos junto à interseção com Rua Gastão Mesquita que gerava retardamentos no semáforo; - Reforma do cruzamento da R. Ministro Gastão Mesquita com Av. Sumaré para adequá-lo à nova operação em binário; - Reavaliação e reposicionamento das faixas de travessia em todos os cruzamentos e execução de rebaixamento de guia junto a todas elas;

6 - Complementação da sinalização semafórica com instalação de colunas e grupos focais para pedestres onde não houvesse; - Abertura de novo cruzamento na Av. Paulo VI com R. Capote Valente, a fim de aliar semáforo veicular a novo local para travessia de pedestres, solucionando um ponto crítico de segurança. Como medida de precaução, frente ao estreitamento de faixas para o tráfego geral e a imprevisibilidade do comportamento dos motociclistas, também foi efetuada a redução da velocidade máxima regulamentar das pistas de 70 km/h para 60 km/h, tendo sido trocada toda a sinalização de regulamentação. Resultados O projeto piloto, implantado em 18 de setembro de 2006, foi bem sucedido em relação ao objetivo de testar parâmetros de geometria e sinalização de uma situação inédita nas vias brasileiras. As observações em campo mostram que, dada a largura interna de 1,40 m viabilizada, a faixa exclusiva implantada não permite ultrapassagens, mesmo em velocidades menores que 60 km/h, sem a invasão parcial da faixa contígua a ela. Neste caso não há gravidade, em razão do fluxo médio de motocicletas e consequentemente da fluidez e liberdade de circulação que têm. O motociclista mantém-se geralmente em fila única, no eixo da faixa, procurando se afastar do alinhamento da sarjeta. O projeto também foi muito bem aceito pelos motociclistas (90%), motofretistas (95%) e motoristas (69%) que, de acordo com pesquisa de opinião realizada pela CET em março de 2007 com usuários rotineiros do local, declararam que o trânsito estava mais seguro. De fato, a maneira ordenada como evolui o fluxo de veículos nas avenidas Sumaré e Paulo VI, sem as motocicletas forçando a passagem no espaço entre as faixas, trouxe visualmente maior tranquilidade no trânsito para as vias. Os indicadores de desempenho apresentados demonstram: - Aumento médio de 80% no volume de motocicletas em circulação, passando de 250 motos/hora em 2006 para 450 motos/hora em 2010; - Adesão dos motociclistas ao uso da Faixa Exclusiva entre 78% e 97%; - Manutenção do número de veículos (autos, ônibus e caminhões) em circulação nas vias; - Perda de 21% na velocidade média operacional do tráfego; - Aumento de 219% no número de acidentes envolvendo motocicletas entre 2005 e 2011 (1,8 acid/mês antes da Faixa e 5,6 em 2011). Considerando o objetivo de segregar da circulação geral um modo mais frágil de transporte para aumentar sua segurança, o projeto piloto não alcançou sucesso em vista do aumento do número de acidentes envolvendo motocicletas nas vias interferidas. Mas é necessário reconhecer que os acidentes neste caso mudaram de perfil: os motociclistas deixaram de ser os principais responsáveis pelos acidentes e passaram a ser vítimas de

7 conversões proibidas realizadas pelos condutores de automóveis. Por sua vez, os atropelamentos, que antes da Faixa ocorriam quando o pedestre que atravessava em meio de quadra era surpreendido pela motocicleta circulando irregularmente entre os carros, agora ocorrem porque o pedestre, atravessando em meio de quadra, surpreende o motociclista que circula normalmente em faixa própria. Os movimentos irregulares de retorno junto ao canteiro central já eram praticados pelos usuários das vias, mas não causavam acidentes graves porque os veículos infratores circulavam na primeira faixa à esquerda e se protegiam do fluxo das pistas no espaço do canteiro central, aguardando para completar a manobra. Com a inserção da Faixa Exclusiva, são as motocicletas, com interesse em seguir em frente, que circulam na faixa junto ao canteiro e o automóvel necessita cruzá-la para fazer o retorno proibido, interceptando assim, a motocicleta. O hábito do pedestre de atravessar a via fora das faixas de travessia existentes, junto aos cruzamentos semaforizados, é generalizado na cidade. Com a perda de velocidade nas pistas e formação de filas, muitos se sentem seguros de realizar a travessia entre o trânsito paralisado, esquecendo que, no caso das avenidas Sumaré e Paulo VI, antes de chegar ao canteiro há uma Faixa Exclusiva para Motocicletas (apesar de toda a sinalização de advertência desenvolvida para os pedestres), onde elas estão circulando livremente, fora da lentidão das pistas. Análise de Segurança Viária Na análise feita através dos dados de acidentes e observações em campo verificou-se que a maioria dos acidentes registrados (64%) ocorreu em 3 locais: Avenida Sumaré x Rua Homem de Melo, Avenida Sumaré x Rua Wanderley e Av. Sumaré com Rua Apiacás. O padrão de acidentes nos dois primeiros cruzamentos relacionava-se com conversões proibidas a esquerda, e no terceiro local eram as quedas em razão da deficiência da geometria da curva existente no local. O restante dos acidentes estava diluído ao longo, com influência de diversos fatores, entre eles a não percepção da motofaixa. Medidas corretivas Objetivando garantir maior segurança junto à motofaixa, algumas medidas foram implantadas, entre os meses de maio e julho de 2010, considerando os fatores de risco detectados na análise de segurança. A sinalização horizontal foi incrementada dando continuidade à faixa de separação do tráfego de mesmo sentido (linha de demarcação da faixa exclusiva) nos cruzamentos e reduzindo o espaçamento entre as legendas MOTO, o que melhorou a definição do espaço da faixa. Às áreas de cruzamento (conflito) foram acrescidos os zebrados de Nunca Feche o Cruzamento.

8 Em relação à sinalização vertical, houve relocação das placas de regulamentação da faixa exclusiva e implantação de sinalização de advertência curva perigosa, com amarelo piscante, nos dois sentidos da Av. Sumaré, nas proximidades da curva junto ao cruzamento com a Rua Apiacás. Acrescentando que houve a correção da geometria dessa mesma curva. Também foram instalados equipamentos de fiscalização automática para inibir as conversões à esquerda nos cruzamentos com a Rua Wanderlei e Apiacás/Homem de Melo. Acidentes Antes/Depois PERÍODO ACIDENTES Atropelamentos Outros acidentes Total geral Fatais Antes da implantação Total C/moto Total C/moto Total C/moto Total C/moto (18/09/05-17/09/06) Depois da implantação 18/09/06-17/09/ /09/07-17/09/ /09/08-17/09/ /09/09-17/09/ /09/10-17/08/ Variação 2005/ % 82% 185% 370% 114% 219% 3. Faixa Exclusiva para Motocicletas Avenida Liberdade e Rua Vergueiro A motofaixa exclusiva Liberdade/Vergueiro tem como principal objetivo oferecer uma alternativa segura aos motociclistas que circulam na Av. 23 de Maio, onde 70% dos acidentes com vítimas têm participação de motos. Antes da implantação circulavam na Av. Liberdade 200 motos/hora/pico e, na R. Vergueiro, cerca de 600/hora/pico. Na Av. 23 de Maio, o volume de motos variava entre e motos. Na elaboração desse projeto, aproveitou-se a experiência adquirida na implantação do projeto piloto da motofaixa nas Avenidas Paulo VI e Sumaré. Utilizou-se o mesmo padrão de sinalização horizontal e vertical. Foram observados cuidados especiais em relação às conversões à esquerda e travessia de pedestres. A moto faixa do corredor Liberdade/Vergueiro tem extensão de 3,5km em cada sentido (7 quilômetros no total), e liga a Zona Sul, a partir da Av. Lins de Vasconcelos, ao Centro da Cidade. Antes do início de sua operação, em 02/Junho/2010, foram desativadas as seguintes conversões e retornos na R. Vergueiro, junto ao canteiro central, que passaram a ser executados por loopings de quadra:

9 - Rua Joaquim Távora - Pça. Teodoro de Carvalho x Av. Noé de Azevedo - Rua Eça de Queirós Nestes locais, o pedestre, que fazia a travessia das pistas em dois estágios, tem hoje o tempo suficiente para realizar a travessia em uma única etapa, eliminando a espera no canteiro central. Junto a estes locais foram também implantados: - Proibição de estacionamento nos loopings de quadra; - Gradis para proteção dos pedestres; - Alteração de tempos nos semáforos para garantir a fluidez dos novos fluxos de veículos. Para a população usuária da região, foram distribuídos no comércio e residências folhetos explicativos e instaladas faixas indicativas das modificações na circulação, sendo que cada alteração foi monitorada por agentes operacionais e orientadores de travessia. Medidas complementares Complementação de gradis, para canalização dos pedestres, em toda extensão da faixa exclusiva para motos entre os meses de agosto/setembro de Para controlar a velocidade dos motociclistas foram criados 9 pontos de fiscalização com radar estático, que operaram com 2 equipamentos em sistema de rodízio. Estes pontos foram recentemente desativados por revisão da estratégia de fiscalização no município: - R. Vergueiro, oposto ao nº 1940, sentido C/B. - R. Vergueiro, prox. à R. Joaquim Távora, sentido C/B. - R. Vergueiro, oposto ao nº 2045, sentido B/C. - Av. Noé de Azevedo, prox. à R. Da. Júlia, sentido C/B. - Av. Noé de Azevedo, prox. à R. Da. Júlia, sentido B/C. - Av. Liberdade, altura do nº 150, sentido C/B. - Av. Liberdade, altura do nº 128, sentido B/C. - Av. Liberdade, altura do nº 956, sentido C/B. - Av. Liberdade, altura do nº 925, sentido B/C. Os 5 primeiros locais já operaram no mês de junho de 2010 registrando 607 autuações por excesso de velocidade. Considerando que, no período de 1 mês, aproximadamente motos circularam pela motofaixa, a desobediência correspondeu a apenas 0,2% dos usuários. Para inibir a conversão à esquerda, foram implantados 2 equipamentos para fiscalização de conversão à esquerda nos seguintes cruzamentos: - R. Vergueiro x Baltazar Lisboa (C/B). - R. Vergueiro x Eça de Queiroz (B/C).

10 Resultados Para o tráfego geral, a transformação da via foi positiva. Foram adotadas medidas preventivas, juntamente com a nova sinalização, para a ampliação da segurança e do conforto para pedestres, como já mencionado. Comparando o tempo médio de percurso antes e depois da implantação da motofaixa, observamos que, na média, os tempos de percurso não foram alterados. Houve um pequeno ganho de tempo (9%) no sentido Bairro e uma pequena perda de tempo (-9%) no sentido Centro. As pesquisas realizadas mostram que houve uma grande adesão à utilização da motofaixa. Assim, 91% das motos que circulam no corredor Liberdade/Vergueiro utilizam a motofaixa implantada, sendo que a grande maioria das demais motocicletas circula fora por necessidade em sair do corredor. Os dados coletados indicam, também, que a motofaixa Liberdade/Vergueiro apesar de ter sofrido acréscimo de volume de motocicletas, não diminuiu o volume de motos no corredor 23 de Maio. Enquanto o volume de motos aumentou 28,3% e 9% em dois pontos avaliados do corredor, a Av. 23 de Maio também sofreu um acréscimo de 7,3%. Outro dado importante é a grande aceitação dessa medida pelos motofretistas. Em pesquisa preliminar, com uma amostra de 80 motofretistas, 83% deles aprovaram a motofaixa. A comparação antes/depois do número de acidentes envolvendo motocicletas (atropelamentos e acidentes veiculares com vítimas) na faixa exclusiva Vergueiro/Liberdade indica um aumento de 188% em um ano de operação, passando de 4,2 acidentes/mês para 12 acidentes/mês. Acidentes Antes/Depois PERÍODO ACIDENTES Atropelamentos Outros acidentes Total geral Fatais Antes da implantação Total C/moto Total C/moto Total C/moto Total C/moto (02/06/09-01/06/10) Depois da implantação 01/06/10-01/06/ Variação 2010/ % 344% 113% 154% 102% 188% 100% 4. Conclusão Entre 2009 e 2010 houve um aumento dos acidentes com motocicletas de 11% em toda a cidade. Nas vias onde se concentram os mais elevados volumes de motocicletas em circulação, como a Av. Rebouças, houve um aumento de 110% no número de acidentes com vítimas envolvendo

11 motociclistas entre 2006 e O crescimento contínuo destes acidentes é considerado uma epidemia pela área de saúde e vem desafiando as autoridades de trânsito. Porém, as vias em que foram implantadas as faixas exclusivas para motocicletas apresentaram um salto no número de acidentes a partir da operação das faixas, indicando uma relação direta entre o novo projeto e o aumento de acidentes. Os projetos das faixas exclusivas foram desenvolvidos com foco especial na segurança para a motocicleta e os pedestres, prevendo gradis, sinalização de advertência, sinalização de regulamentação, sinalização de orientação, melhorias na sinalização semafórica (com novos focos para pedestres), revisão de limites de velocidade, adaptações da circulação das ruas vizinhas, ajustes de geometria viária, instalação de radares. Apesar disso, o número de acidentes envolvendo motocicletas, continuou a crescer. As causas mais frequentes dos acidentes são: Os pedestres atravessam as pistas fora da faixa de travessia, interceptando as motocicletas que rodam livres em sua faixa exclusiva; Os motoristas invadem a faixa exclusiva para ultrapassagens (particularmente na Av. Sumaré) e para conversões proibidas, interceptando as motocicletas. Estes acidentes ocorrem basicamente em virtude do diferencial de velocidade entre as faixas de rolamento na pista, propiciado pela segregação da faixa para a motocicleta. Esta faixa opera com melhor desempenho que as demais, o que leva alguns motoristas a invadi-la para escapar da saturação das outras faixas ou para fazer ultrapassagem, assim como os pedestres completam a travessia, desatentos à circulação da motocicleta junto ao canteiro central. Os invasores, afinal, são surpreendidos pela motocicleta circulando por sua faixa. Leve-se ainda em conta que a motocicleta, por suas dimensões, é de difícil visualização, sendo identificada, em geral, apenas quando já muito próxima. Diante destes resultados fica demonstrado que o princípio de segregação da motocicleta como medida para protegê-la do tráfego geral em virtude de sua fragilidade intrínseca não surtiu o efeito esperado. Não só cresceram os acidentes como cresceu a participação de motocicletas nos acidentes nas vias com faixa exclusiva após a implantação do projeto. Por essa razão, acreditamos que não se justifica projetar novas faixas exclusivas de motocicletas na cidade. Mas, em lugar da desativação do projeto, propõe-se mobilizar esforços para intensificar a fiscalização nas duas faixas exclusivas, de maneira a coibir os comportamentos inadequados de pedestres e

12 motoristas, e reforçar itens de segurança dos projetos. Deverão ser adotadas as seguintes iniciativas: Presença mais constante de agentes de trânsito nas vias; Orientação aos pedestres para a travessia na faixa de segurança com a utilização de orientadores e mensagens educativas; Utilização de radares portáteis para garantir a velocidade máxima regulamentada nas faixas exclusivas; Reposição constante de gradis ao longo da faixa Liberdade/Vergueiro e dos pontos críticos da Sumaré/Paulo VI. Com a manutenção da monitoração, será possível verificar ao final de 2012 que resultados serão atingidos. Para tratar da questão da segurança dos motociclistas no trânsito, há outras iniciativas a implementar além da intensificação da fiscalização, como a melhoria do processo de habilitação, o treinamento e consciência de risco dos motociclistas. A Prefeitura de São Paulo deverá inaugurar, ao final do primeiro semestre de 2012, o Centro de Treinamento do Motociclista e fornecer gratuitamente vagas no curso obrigatório de formação de motofretista já no início de Estão sendo instalados 19 radares fixos em viadutos e pontes para fiscalizar especialmente a velocidade das motos, assim como os 6 radares portáteis que também deverão estar operando em toda a cidade no primeiro semestre de Em fevereiro de 2012, as motocicletas estarão proibidas de circular nas pistas expressas da Marginal do Rio Pinheiros, a exemplo do que já ocorre na Marginal do Rio Tietê, onde a medida provocou uma redução de 35% nos acidentes relacionados com motocicletas. Ainda em 2012 deverão ser testadas áreas de espera especiais para motocicletas em cruzamentos semaforizados como forma de garantir maior segurança ao motociclista na largada do verde semafórico. Ao final, espera-se que a combinação de educação, fiscalização e engenharia voltadas especificamente para motocicletas leve a uma redução do número de acidentes e, principalmente, a uma convivência e não a uma disputa, entre os vários meios de transporte.

13 CET COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO MARCELO CARDINALE BRANCO Presidente IRINEU GNECCO FILHO Diretor de Planejamento e Educação no Trânsito NANCY REIS SCHNEIDER Superintendente de Educação e Segurança LUIZ DE CARVALHO MONTANS Gerente de Segurança EQUIPE TÉCNICA Heloisa Martins Antônio Sérgio Barnabé Dalton Eder Bottacini José Carlos Gonçalves João Bosco Pereira Janeiro 2012

11 ideias para ciclovias mais seguras

11 ideias para ciclovias mais seguras 11 ideias para ciclovias mais seguras Legislação Política Nacional de Mobilidade Urbana A Política Nacional de Mobilidade Urbana é orientada pelas seguintes diretrizes: II prioridade dos modos de transportes

Leia mais

Universidade Presbiteriana Mackenzie Escola de Engenharia Depto. de Engenharia Civil 2 0 semestre de 2015. Aula 5. Características do tráfego (cont.

Universidade Presbiteriana Mackenzie Escola de Engenharia Depto. de Engenharia Civil 2 0 semestre de 2015. Aula 5. Características do tráfego (cont. Universidade Presbiteriana Mackenzie Escola de Engenharia Depto. de Engenharia Civil 2 0 semestre de 2015 Aula 5 Características do tráfego (cont.) fonte: revista 4 Rodas Publicidade, 1.962 5.1. Planejamento

Leia mais

5. CLASSIFICAÇÃO DA SINALIZAÇÃO DE INDICAÇÃO

5. CLASSIFICAÇÃO DA SINALIZAÇÃO DE INDICAÇÃO 5. CLASSIFICAÇÃO DA SINALIZAÇÃO DE INDICAÇÃO 5.1 Placas de identificação Posicionam o condutor ao longo do seu deslocamento, ou com relação a distâncias, ou locais de destino. 5.1.1 Placas de identificação

Leia mais

SINALIZAÇÃO HORIZONTAL. Profa. Mariana de Paiva

SINALIZAÇÃO HORIZONTAL. Profa. Mariana de Paiva SINALIZAÇÃO HORIZONTAL Profa. Mariana de Paiva 3. INSTRUMENTOS DE CONTROLE DE TRÁFEGO 3.2 SINALIZAÇÃO CLASSIFICAÇÃO Sinalização Vertical Sinalização Horizontal Sinais Luminosos Dispositivos de Sinalização

Leia mais

Segurança viária na Lomba do Pinheiro - Porto Alegre/RS.

Segurança viária na Lomba do Pinheiro - Porto Alegre/RS. Segurança viária na Lomba do Pinheiro - Porto Alegre/RS. Marcelo Hansen; Alessandra Andrea Both Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) Gerência de Planejamento de Trânsito Rua João Neves da

Leia mais

MOBILIDADE URBANA EM SÃO PAULO APLICAÇÃO DE SOLUÇÕES IMEDIATAS E EFICAZES

MOBILIDADE URBANA EM SÃO PAULO APLICAÇÃO DE SOLUÇÕES IMEDIATAS E EFICAZES MOBILIDADE URBANA EM SÃO PAULO APLICAÇÃO DE SOLUÇÕES IMEDIATAS E EFICAZES JULHO 2015 SÃO PAULO UMA CIDADE A CAMINHO DO CAOS URBANO Fonte: Pesquisa de mobilidade 2012 SÃO PAULO UMA CIDADE A CAMINHO DO CAOS

Leia mais

FORMAÇÃO DE MULTIPLICADORES

FORMAÇÃO DE MULTIPLICADORES 1 FORMAÇÃO DE MULTIPLICADORES Londrina (PR) 2009 Caro cidadão londrinense: 2 Londrina quer um trânsito mais seguro. E convida você para entrar nesta campanha. Esta cartilha traz informações sobre como

Leia mais

SÃO PAULO GANHA PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO PEDESTRE PARA REDUZIR ATROPELAMENTOS

SÃO PAULO GANHA PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO PEDESTRE PARA REDUZIR ATROPELAMENTOS SÃO PAULO GANHA PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO PEDESTRE PARA REDUZIR ATROPELAMENTOS Em 2010, a cidade de São Paulo registrou 7.007 atropelamentos resultando na morte de 630 pedestres. Apesar de representar uma

Leia mais

PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO PEDESTRE

PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO PEDESTRE OBJETIVO DO PROGRAMA PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO PEDESTRE O objetivo do Programa de Proteção ao Pedestre, da Secretaria Municipal de Transportes SMT é criar a cultura de respeito ao pedestre, resgatando os

Leia mais

CAPÍTULO 01 INTRODUÇÃO A ENGENHARIA DE TRÁFEGO

CAPÍTULO 01 INTRODUÇÃO A ENGENHARIA DE TRÁFEGO CAPÍTULO 01 INTRODUÇÃO A ENGENHARIA DE TRÁFEGO No Brasil a Engenharia de Tráfego evoluiu como um ramo da Engenharia a partir do final da década de 50, face ao aumento do processo de urbanização causado

Leia mais

Medidas para a Humanização do Tráfego. A Cidade que Queremos

Medidas para a Humanização do Tráfego. A Cidade que Queremos Medidas para a Humanização do Tráfego A Cidade que Queremos Objetivo Publicação com o objetivo de divulgar, junto aos municípios, soluções técnicas para a humanização do trânsito. Estrutura Introdução

Leia mais

Companhia de Engenharia de Tráfego MANUAL DE SINALIZAÇÃO URBANA. Rodízio. Critérios de Projeto Revisão 0. Volume 12

Companhia de Engenharia de Tráfego MANUAL DE SINALIZAÇÃO URBANA. Rodízio. Critérios de Projeto Revisão 0. Volume 12 Companhia de Engenharia de Tráfego MANUAL DE SINALIZAÇÃO URBANA Rodízio Critérios de Projeto Revisão 0 Volume 12 Fevereiro - 2014 Introdução Esta norma de projeto faz parte do Manual de Sinalização Urbana,

Leia mais

SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO 8 2. INTRODUÇÃO 9 3. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE SINALIZAÇÃO SEMAFÓRICA 11

SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO 8 2. INTRODUÇÃO 9 3. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE SINALIZAÇÃO SEMAFÓRICA 11 SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO 8 2. INTRODUÇÃO 9 2.1 Formas de controle do tráfego em interseção ou seção de via... 9 2.2 Princípios da Sinalização Semafórica... 9 3. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE SINALIZAÇÃO SEMAFÓRICA

Leia mais

1. O QUE É SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO?... 3 2. CLASSIFICAÇÃO DA SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO... 4

1. O QUE É SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO?... 3 2. CLASSIFICAÇÃO DA SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO... 4 SUMÁRIO 1. O QUE É SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO?... 3 2. CLASSIFICAÇÃO DA SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO... 4 2.1. Sinalização Vertical... 6 2.1.1. Sinalização de Regulamentação... 7 2.1.2. Sinalização de Advertência...

Leia mais

Placas de regulamentação. R-4a Proibido virar à esquerda. R-8a Proibido mudar de faixa ou pista de trânsito da esquerda para direita

Placas de regulamentação. R-4a Proibido virar à esquerda. R-8a Proibido mudar de faixa ou pista de trânsito da esquerda para direita Sinalização Sinalização vertical Código de Trânsito Brasileiro (CTB) Anexo II Conselho Nacional de Trânsito (Contran) De acordo com sua função, a sinalização vertical pode ser de regulamentação, de advertência

Leia mais

Aplicação do dispositivo CAIXA DE SEGURANÇA (Safety Box) para Travessias de Pedestres em vias simples e mão dupla

Aplicação do dispositivo CAIXA DE SEGURANÇA (Safety Box) para Travessias de Pedestres em vias simples e mão dupla NT2162011 AplicaçãododispositivoCAIXADESEGURANÇA(SafetyBox)para TravessiasdePedestresemviassimplesemãodupla LuizAlbertoGonçalvesRebelo MarcosCézarZaccaria MarceloGuidolin MariaMargaridaNunesSobral 1 Apresentação

Leia mais

Evolução do número de mortes no trânsito em São Paulo

Evolução do número de mortes no trânsito em São Paulo Nota Técnica 232 2014 Evolução do número de mortes no trânsito em São Paulo Max Ernani Borges De Paula Banco de dados de vítimas dos acidentes de trânsito fatais A Companhia de Engenharia de Tráfego realiza

Leia mais

10. POSICIONAMENTO DA SINALIZAÇÃO SEMAFÓRICA

10. POSICIONAMENTO DA SINALIZAÇÃO SEMAFÓRICA 10. POSICIONAMENTO DA SINALIZAÇÃO SEMAFÓRICA Os dispositivos de sinalização semafórica devem ser implantados segundo critérios de projeto, de modo que a informação resultante para os condutores de veículos

Leia mais

Segurança do trânsito 8. A sinalização rodoviária Fevereiro 2010. 8. A sinalização

Segurança do trânsito 8. A sinalização rodoviária Fevereiro 2010. 8. A sinalização 8. A sinalização Aula Interdisciplinar Indicação: 6º ao 9º Ano do Ensino Fundamental Ilustração do Manual de Direção Defensiva do DENATRAN Através da sinalização, os responsáveis pelo trânsito transmitem

Leia mais

SINALIZAÇÃO DO SISTEMA VIÁRIO MUNICIPAL

SINALIZAÇÃO DO SISTEMA VIÁRIO MUNICIPAL GERÊNCIA DE OPERAÇÕES VIÁRIAS TRANSERP Planejamento Viário SINALIZAÇÃO DO SISTEMA VIÁRIO MUNICIPAL Eng. José Antônio S. Gonçalves 2006 PLANEJAMENTO OPERACIONAL Cidade de RIBEIRÃO PRETO SP. PLANEJAMENTO

Leia mais

ORIENTADORES DE TRÂNSITO PROJETO OPERAÇÃO DE TRÁFEGO

ORIENTADORES DE TRÂNSITO PROJETO OPERAÇÃO DE TRÁFEGO Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) ORIENTADORES DE TRÂNSITO PROJETO OPERAÇÃO DE TRÁFEGO Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano do Recife (SEMOC) Implantação 11 de dezembro,

Leia mais

Minirrotatória. Um projeto simples e eficiente para redução de acidentes

Minirrotatória. Um projeto simples e eficiente para redução de acidentes Minirrotatória Um projeto simples e eficiente para redução de acidentes Introdução A minirrotatória é um dispositivo de segurança utilizado em cruzamento não muito movimentado, para organizar a circulação

Leia mais

Regulamentação de Estacionamento e Parada

Regulamentação de Estacionamento e Parada Companhia de Engenharia de Tráfego MANUAL DE SINALIZAÇÃO URBANA Regulamentação de Estacionamento e Parada Ponto de Ônibus Critérios de Projeto Revisão 01 Volume 10 Parte 1 Março - 2001 PONTO DE ÔNIBUS

Leia mais

Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes à mobilidade a pé

Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes à mobilidade a pé Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes à mobilidade a pé Introdução A proposta de Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes

Leia mais

MOTOFRETISTA REGULAMENTADO! MOTOCICLISTA CONSCIENTE!

MOTOFRETISTA REGULAMENTADO! MOTOCICLISTA CONSCIENTE! SENADO FEDERAL COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS Audiência Pública Discutir a Epidemia de Acidentes Envolvendo Motociclistas no Brasil Brasília, 29 de maio de 2012. MOTOFRETISTA REGULAMENTADO! MOTOCICLISTA

Leia mais

SP 18/01/80 NT 051/80. Programação de Semáforos a Tempo Fixo para Ônibus. Eduardo Antonio Moraes Munhoz. 1. Apresentação

SP 18/01/80 NT 051/80. Programação de Semáforos a Tempo Fixo para Ônibus. Eduardo Antonio Moraes Munhoz. 1. Apresentação SP 18/01/80 NT 051/80 Programação de Semáforos a Tempo Fixo para Ônibus Eduardo Antonio Moraes Munhoz 1. Apresentação Dado o atual estágio de desenvolvimento e implantação do programa Semco, onde a utilização

Leia mais

SUMÁRIO A PRIORIDADE DOS PEDESTRES SEGUNDO O CTB CAPÍTULO IV - DOS PEDESTRES E CONDUTORES DE VEÍCULOS NÃO MOTORIZADOS

SUMÁRIO A PRIORIDADE DOS PEDESTRES SEGUNDO O CTB CAPÍTULO IV - DOS PEDESTRES E CONDUTORES DE VEÍCULOS NÃO MOTORIZADOS TEMPO DE VERMELHO INTERMITENTE/PISCANTE EM SEMÁFOROS DE PEDESTRES, SEGUNDO O CTB CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO E A BOA PRÁTICA DE SEGURANÇA NA ENGENHARIA DE TRÁFEGO Sergio Ejzenberg SUMÁRIO APRESENTAÇÃO

Leia mais

NOVA PAULISTA - UMA QUEBRA DE PARADIGMAS NO TRATAMENTO DAS TRAVESSIAS DE PEDESTRES.

NOVA PAULISTA - UMA QUEBRA DE PARADIGMAS NO TRATAMENTO DAS TRAVESSIAS DE PEDESTRES. NOVA PAULISTA - UMA QUEBRA DE PARADIGMAS NO TRATAMENTO DAS TRAVESSIAS DE PEDESTRES. Wlamir Lopes da Costa; Marcelo Espel; Lili Lucia Bornsztein; Ager Pereira Gomes. CET - Companhia de Engenharia de Tráfego

Leia mais

2. Critérios PA escolha e priorização ao atendimento das escolas. 2.1.1. Levantamento das escolas particulares, estaduais e municipais por Dec s

2. Critérios PA escolha e priorização ao atendimento das escolas. 2.1.1. Levantamento das escolas particulares, estaduais e municipais por Dec s SP 01/93 NT 160/93 Projeto e Operação Escola Engº Waldemar A.C. Christianini (GET2) 1. Introdução O presente trabalho tem por objetivo principal adequar as condições de tráfego da malha viária junto às

Leia mais

DIRETORIA DE PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E INFORMAÇÃO - DI GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO - GPO DIVISÃO DE PROCESSOS DE GESTÃO DIPG

DIRETORIA DE PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E INFORMAÇÃO - DI GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO - GPO DIVISÃO DE PROCESSOS DE GESTÃO DIPG DIRETORIA DE PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E INFORMAÇÃO - DI GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO - GPO DIVISÃO DE PROCESSOS DE GESTÃO DIPG NORMA INTERNA: UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO DE OBRAS E

Leia mais

ANEXO II DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO - CTB

ANEXO II DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO - CTB ANEXO II DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO - CTB 1. SINALIZAÇÃO VERTICAL É um subsistema da sinalização viária cujo meio de comunicação está na posição vertical, normalmente em placa, fixado ao lado ou

Leia mais

Autor do Proj./Resp. Técnico CREA / UF ENG.º EDUARDO M. NAGAO 5060215720/SP. Coord. Adjunto Contrato. Sítio GERAL. Especialidade / Subespecialidade

Autor do Proj./Resp. Técnico CREA / UF ENG.º EDUARDO M. NAGAO 5060215720/SP. Coord. Adjunto Contrato. Sítio GERAL. Especialidade / Subespecialidade 0 EMISSÃO INICIAL 08/03/10 LG WV Rev Modificação Data Projetista Desenhista Aprovo Coordenador de Projeto CREA / UF ENGº WILSON VIEIRA 060040558/SP Autor do Proj./Resp. Técnico CREA / UF ENG.º EDUARDO

Leia mais

CRITÉRIOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DE PROJETOS DE MOBILIDADE URBANA. Lúcia Maria Mendonça Santos Ministério das Cidades

CRITÉRIOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DE PROJETOS DE MOBILIDADE URBANA. Lúcia Maria Mendonça Santos Ministério das Cidades CRITÉRIOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DE PROJETOS DE MOBILIDADE URBANA Lúcia Maria Mendonça Santos S e m i n á r i o M o b i l i d a d e U r b a n a S u s t e n t á v e l : P r á t i c a s e T e n d ê n c

Leia mais

Ver e ser visto no trânsito

Ver e ser visto no trânsito matéria de capa Ver e ser visto no trânsito CESVI realizou estudo para apontar as condições em que pedestres, motos e carros são mais bem visualizados à noite Por José Antonio Oka Segurança Viária Ver

Leia mais

Normas gerais de circulação e conduta

Normas gerais de circulação e conduta Normas gerais de circulação e conduta É muito importante a leitura do Capítulo III Normas Gerais de Circulação e Conduta, que vai dos artigos 26 ao 67, contidos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Leia mais

MOBILIDADE URBANA: INTERVENÇÃO E REESTRUTURAÇÃO DE CICLOVIAS NA AVENIDA MANDACARU

MOBILIDADE URBANA: INTERVENÇÃO E REESTRUTURAÇÃO DE CICLOVIAS NA AVENIDA MANDACARU MOBILIDADE URBANA: INTERVENÇÃO E REESTRUTURAÇÃO DE CICLOVIAS NA AVENIDA MANDACARU Adriele Borges da Silva¹; Tatiana Romani Moura²; RESUMO: O presente trabalho tem por finalidade apresentar um estudo e

Leia mais

Plano de ações para segurança no corredor ferroviário

Plano de ações para segurança no corredor ferroviário Plano de ações para segurança no corredor ferroviário Fase 3 Elaboração das propostas Etapa 3.1, 3.2 e 3.4 Concepção, análise e detalhamento das propostas Página 1 de 10 Sumário 2.5. Plano de ações para

Leia mais

RELATÓRIO DA PESQUISA: RELEVÂNCIA DAS AÇÕES EM FAVOR DA BICICLETA São Paulo, 18 de junho de 2012

RELATÓRIO DA PESQUISA: RELEVÂNCIA DAS AÇÕES EM FAVOR DA BICICLETA São Paulo, 18 de junho de 2012 RELATÓRIO DA PESQUISA: RELEVÂNCIA DAS AÇÕES EM FAVOR DA BICICLETA São Paulo, 18 de junho de 2012 ÍNDICE: I. APRESENTAÇÃO E OBJETIVOS DO PROJETO II. METODOLOGIA DAS RESPOSTAS III. UNIVERSO DA PESQUISA IV.

Leia mais

Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes à mobilidade a pé

Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes à mobilidade a pé Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes à mobilidade a pé Introdução Este material surge como resultado do acompanhamento das apresentações do Plano de Mobilidade

Leia mais

Job 150904 Setembro / 2015

Job 150904 Setembro / 2015 Job 50904 Setembro / Metodologia TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE DADOS: Entrevistas pessoais com questionário estruturado. LOCAL DA PESQUISA: Município de São Paulo. UNIVERSO: Moradores de 6 anos ou mais de

Leia mais

considerações ciclocidade: 400 km de ciclovias, projeto piloto e eliseu de almeida jun/2014

considerações ciclocidade: 400 km de ciclovias, projeto piloto e eliseu de almeida jun/2014 1 CONSIDERAÇÕES DA CICLOCIDADE A RESPEITO DO PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO DE 400 KM DE CICLOVIAS, O PROJETO PILOTO NO CENTRO DE SÃO PAULO E A CICLOVIA DA ELISEU DE ALMEIDA No dia 04 de Junho de 2014 a Prefeitura

Leia mais

Fundação Institut o de Pesquisa e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville, Instituto de Trânsito e Transporte e

Fundação Institut o de Pesquisa e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville, Instituto de Trânsito e Transporte e Fundação Instituto de Pesquisa e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville, Instituto de Trânsito e Transporte e Secretaria de Infraestrutura UMA UNIDADE DE MOBILIDADE E ACESSIBILIDADE

Leia mais

ANEXO II 1.1. SINALIZAÇÃO DE REGULAMENTAÇÃO. Tem por finalidade informar aos usuários as condições, proibições, obrigações ou restrições no

ANEXO II 1.1. SINALIZAÇÃO DE REGULAMENTAÇÃO. Tem por finalidade informar aos usuários as condições, proibições, obrigações ou restrições no ANEXO II 1. SINALIZAÇÃO VERTICAL É um subsistema da sinalização viária cujo meio de comunicação está na posição vertical, normalmente em placa, fixado ao lado ou suspenso sobre a pista, transmitindo

Leia mais

LEI Nº 370, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2011 A CÂMARA MUNICIPAL DE CAFEARA APROVA E EU, PREFEITO DO MUNICÍPIO, SANCIONO A SEGUINTE LEI:

LEI Nº 370, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2011 A CÂMARA MUNICIPAL DE CAFEARA APROVA E EU, PREFEITO DO MUNICÍPIO, SANCIONO A SEGUINTE LEI: LEI Nº 370, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2011 Institui a Lei do Sistema Viário do Município de Cafeara, e dá outras providências. A CÂMARA MUNICIPAL DE CAFEARA APROVA E EU, PREFEITO DO MUNICÍPIO, SANCIONO A SEGUINTE

Leia mais

Av. Eliseu de Almeida. Projeto de Restauração do Pavimento. Projeto de Ciclovia e sinalização horizontal de interferência urbana

Av. Eliseu de Almeida. Projeto de Restauração do Pavimento. Projeto de Ciclovia e sinalização horizontal de interferência urbana Av. Eliseu de Almeida Projeto de Restauração do Pavimento Projeto de Ciclovia e sinalização horizontal de interferência urbana Índice Introdução Objetivo Projeto de Restauração Projeto de Ciclovia Sinalização

Leia mais

ÍNDICE DE ACIDENTES NO PERÍMETRO URBANO DE CÁCERES

ÍNDICE DE ACIDENTES NO PERÍMETRO URBANO DE CÁCERES ÍNDICE DE ACIDENTES NO PERÍMETRO URBANO DE CÁCERES Rodrigo Barretto Vila 1 RESUMO Glaidson de Souza Pezavento Tatiani Nascimento Santos Miriam Nascimento Santos Ashley da Silva Costa 2 Com a finalidade

Leia mais

Prova de Conhecimentos. Questões de carater geral. (de entre 6 questões serão sorteadas 2 questões)

Prova de Conhecimentos. Questões de carater geral. (de entre 6 questões serão sorteadas 2 questões) PROCEDIMENTO CONCURSAL COMUM PARA CONSTITUIÇÃO DE RELAÇÃO JURÍDICA DE EMPREGO PÚBLICO POR TEMPO INDETERMINADO, TENDO EM VISTA O PREENCHIMENTO DE UM POSTO DE TRABALHO NA CARREIRA/CATEGORIA DE ASSISTENTE

Leia mais

Desafios para Melhoria da Mobilidade Urbana

Desafios para Melhoria da Mobilidade Urbana Desafios para Melhoria da Mobilidade Urbana O Desafio da CET 7,2 milhões de veículos registrados 12 milhões de habitantes 7,3 milhões de viagens a pé 156 mil viagens de bicicleta 15 milhões de viagens

Leia mais

Plano de Mobilidade Sustentável. Por uma cidade amiga da bicicleta Abril 2011

Plano de Mobilidade Sustentável. Por uma cidade amiga da bicicleta Abril 2011 Plano de Mobilidade Sustentável. Por uma cidade amiga da bicicleta Abril 2011 Cronograma Índice Apresentação da TC Urbes Objetivos do Plano de Mobilidade Sustentável Cidade e Mobilidade Diagnóstico Planejamento

Leia mais

3. Referenciais. 3.1 Referenciais teóricos. 3.1.1 O sistema cicloviário e seus elementos componentes

3. Referenciais. 3.1 Referenciais teóricos. 3.1.1 O sistema cicloviário e seus elementos componentes 21 3. Referenciais "Se a mobilidade física é condição essencial da liberdade, a bicicleta talvez tenha sido o instrumento singular mais importante, desde Gutenberg, para atingir o que Marx chamou de plena

Leia mais

SEINFRA SECRETARIA DE ESTADO DE INFRAESTRUTURA JUNHO/2015

SEINFRA SECRETARIA DE ESTADO DE INFRAESTRUTURA JUNHO/2015 SEINFRA SECRETARIA DE ESTADO DE INFRAESTRUTURA JUNHO/2015 Corredores de Ônibus Manaus: Atendem três condicionantes: 1) Plano de Estruturação da Malha Viária do Governo do Estado do Amazonas; 2) Demanda

Leia mais

TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE DADOS: Entrevistas pessoais com questionário estruturado.

TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE DADOS: Entrevistas pessoais com questionário estruturado. Job 44/4 Setembro/04 Metodologia TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE DADOS: Entrevistas pessoais com questionário estruturado. LOCAL DA PESQUISA: Município de São Paulo. UNIVERSO: Moradores de 6 anos ou mais de

Leia mais

Segurança Viária em Corredores de Ônibus e BRT. Luis Antonio Lindau, PhD Presidente

Segurança Viária em Corredores de Ônibus e BRT. Luis Antonio Lindau, PhD Presidente Segurança Viária em Corredores de Ônibus e BRT Luis Antonio Lindau, PhD Presidente Afinal: queremos mover gente ou veículos? Então, por que construímos isso? Quem afetamos com as decisões? Automóveis Automóveis

Leia mais

Título: Faixas exclusivas à direita e ciclovias: São Paulo, por uma mobilidade sustentável.

Título: Faixas exclusivas à direita e ciclovias: São Paulo, por uma mobilidade sustentável. Título: Faixas exclusivas à direita e ciclovias: São Paulo, por uma mobilidade sustentável. Autor: Tadeu Leite Duarte Arquiteto e Urbanista, Licenciado em Matemática pela Universidade Guarulhos, Diretor

Leia mais

Vamos começar pelas recomendações mais gerais e obrigatórias.

Vamos começar pelas recomendações mais gerais e obrigatórias. Normas gerais de circulação ABETRAN Detalhadas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em mais de 40 artigos, as Normas Gerais de Circulação e Conduta merecem atenção especial de todos os usuários da

Leia mais

IMPLANTAÇÃO DE SINALIZAÇÃO HORIZONTAL E VERTICAL LINHA VERDE CIC

IMPLANTAÇÃO DE SINALIZAÇÃO HORIZONTAL E VERTICAL LINHA VERDE CIC MEMORIAL DESCRITIVO IMPLANTAÇÃO DE SINALIZAÇÃO HORIZONTAL E VERTICAL LINHA VERDE CIC Lote 01 MARÇO/2011 1. PROJETO DE SINALIZAÇÃO HORIZONTAL E VERTICAL LINHA VERDE CIC SUL INTRODUÇÃO O Projeto de Sinalização

Leia mais

4. CRITÉRIOS GERAIS PARA IMPLANTAÇÃO DA SINALIZAÇÃO SEMAFÓRICA

4. CRITÉRIOS GERAIS PARA IMPLANTAÇÃO DA SINALIZAÇÃO SEMAFÓRICA 4. CRITÉRIOS GERAIS PARA IMPLANTAÇÃO DA SINALIZAÇÃO SEMAFÓRICA Este capítulo aborda um dos principais aspectos da sinalização semafórica, que é a decisão relativa à utilização ou não dessa sinalização

Leia mais

onde Ia = índice de acidentes = acidentes ocorridos num período duração do período

onde Ia = índice de acidentes = acidentes ocorridos num período duração do período SP 01/93 NT 159/93 Algumas considerações sobre segurança em cruzamentos com e sem semáforos Núcleo de Estudos de Tráfego 1. Introdução Há poucos casos em que uma análise exclusiva de fluidez justifica

Leia mais

Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (27/09/2011) Infrações referentes a sinais, bloqueios e prioridades (Artigos 208 a 217 do CTB)

Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (27/09/2011) Infrações referentes a sinais, bloqueios e prioridades (Artigos 208 a 217 do CTB) Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (27/09/2011) Fichas individuais dos enquadramentos Infrações referentes a sinais, bloqueios e prioridades (Artigos 208 a 217 do CTB) Art. 208. Avançar o sinal

Leia mais

Campanha de direção defensiva

Campanha de direção defensiva Riscos, perigos e acidentes Em tudo o que fazemos há uma dose de risco: seja no trabalho,quando consertamos alguma coisa em casa, brincando, dançando,praticando um esporte ou mesmo transitando pelas ruas

Leia mais

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE PROJETO DE SINALIZAÇÃO VIARIA NA AVENIDA ORESTES BAIENSE E REVITALIZAÇÃO DAS RUAS ADJACENTES PRESIDENTE KENNEDY - ES

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE PROJETO DE SINALIZAÇÃO VIARIA NA AVENIDA ORESTES BAIENSE E REVITALIZAÇÃO DAS RUAS ADJACENTES PRESIDENTE KENNEDY - ES ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE PROJETO DE SINALIZAÇÃO VIARIA NA AVENIDA ORESTES BAIENSE E REVITALIZAÇÃO DAS RUAS ADJACENTES PRESIDENTE KENNEDY - ES MEMORIAL DESCRITIVO CADERNO Nº 04 Memorial Descritivo De

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 01. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no que diz respeito às infrações, analise as assertivas a seguir. I. Confiar ou entregar a direção de veículo à pessoa

Leia mais

TESTE DA CICLOVIA DA AV. IPIRANGA

TESTE DA CICLOVIA DA AV. IPIRANGA TESTE DA CICLOVIA DA AV. IPIRANGA Porto Alegre Junho/2012 1 TESTE DE PONTOS CRÍTICOS PARA IMPLANTAÇÃO DA FUTURA CICLOVIA DA AV. IPIRANGA, EM PORTO ALEGRE O Laboratório de Políticas Públicas e Sociais (Lappus),

Leia mais

ESTADO DO AMAZONAS CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS GABINETE DO VEREADOR EVERALDO FARIAS

ESTADO DO AMAZONAS CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS GABINETE DO VEREADOR EVERALDO FARIAS PROJETO DE LEI 087/2013. DISPÕE sobre medidas de seguranças para os pedestres, em frente às instituições de ensino público e privado de Manaus. Art. 1º. Obriga a implantação de sinalização de advertência,

Leia mais

PROJETO BR-116 BR-381 BR 116 BR 381 PESQUISAS E ESTUDOS DE VIABILIDADE DE PPP. Sistema Rodoviário Federal - Minas Gerais.

PROJETO BR-116 BR-381 BR 116 BR 381 PESQUISAS E ESTUDOS DE VIABILIDADE DE PPP. Sistema Rodoviário Federal - Minas Gerais. BNDES PESQUISAS E ESTUDOS DE VIABILIDADE DE PPP Sistema Rodoviário Federal - Minas Gerais GO BA DISTRITO FEDERAL MINAS GERAIS GOIÁS BR 116 BR 040 PROJETO BR-116 BR-381 BR 381 ES SP RJ Produto 3A ESTUDOS

Leia mais

Desenho de secções de infra-estrutura cicloviária

Desenho de secções de infra-estrutura cicloviária Desenho de secções de infra-estrutura cicloviária Eng. Jeroen Buis I-ce, Interface for Cycling Expertise (www.cycling.nl) buis_j@yahoo.com Curso Planejamento Cicloviário Dia 1 Rio de Janeiro, 26 de Novembro

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 160, DE 22 DE ABRIL DE 2004.

RESOLUÇÃO Nº 160, DE 22 DE ABRIL DE 2004. RESOLUÇÃO Nº 160, DE 22 DE ABRIL DE 2004. Aprova o Anexo II do Código de Trânsito Brasileiro. O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, usando da competência que lhe confere o art. 12, inciso VIII, da

Leia mais

Caminhões A Experiência de São Paulo

Caminhões A Experiência de São Paulo TURBLOG Workshop Belo Horizonte, Setembro de 2011 Caminhões A Experiência de São Paulo Arq. Daphne Savoy A CET no Governo Municipal Prefeitura do Município de São Paulo Secretaria Municipal de Transportes

Leia mais

Rede Cicloviária Leblon. Rio de Janeiro 2012

Rede Cicloviária Leblon. Rio de Janeiro 2012 Rede Cicloviária Leblon. Rio de Janeiro 2012 Rede Cicloviária Leblon: O Leblon, passa por uma fase de intensas mudanças, com as obras da linha 4 do Metrô o trânsito do bairro sofreu e sofrerá várias alterações

Leia mais

BRT Transoeste: transformando o conceito de transporte público no Rio de Janeiro

BRT Transoeste: transformando o conceito de transporte público no Rio de Janeiro BRT Transoeste: transformando o conceito de transporte público no Rio de Janeiro Richele Cabral 1 ; Eunice Horácio S. B. Teixeira 1 ; Milena S. Borges 1 ; Miguel Ângelo A. F. de Paula 1 ; Pedro Paulo S.

Leia mais

Prefeitura Municipal de Registro

Prefeitura Municipal de Registro Prefeitura Municipal de Registro Departamento Municipal de Administração Rua José Antônio de Campos, nº 250 Centro CEP: 11.900-000 Registro SP Fone: (13) 3828-1000 Fax: (13) 3821-2565 e-mail prefeitura@registro.sp.gov.br

Leia mais

DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DE ALAGOAS - DETRAN/AL QUESTÕES SOBRE INFRAÇÃO

DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DE ALAGOAS - DETRAN/AL QUESTÕES SOBRE INFRAÇÃO O veículo estacionado, afastado da guia da calçada (meio fio) a mais de um metro, faz do seu condutor um infrator cuja punição será: 1 retenção do veículo e multa, infração média. 2 apreensão do veículo

Leia mais

Inicie a disciplina apresentando novamente o objetivo geral e agora os específicos para esta aula que estão no Plano

Inicie a disciplina apresentando novamente o objetivo geral e agora os específicos para esta aula que estão no Plano Inicie a disciplina apresentando novamente o objetivo geral e agora os específicos para esta aula que estão no Plano de Aula Teórica da disciplina de Legislação de Trânsito 14, neste material. 115 Para

Leia mais

RESOLUÇÃO N 495, DE 5 DE JUNHO DE 2014

RESOLUÇÃO N 495, DE 5 DE JUNHO DE 2014 RESOLUÇÃO N 495, DE 5 DE JUNHO DE 2014 Estabelece os padrões e critérios para a instalação de faixa elevada para travessia de pedestres em vias públicas. O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO CONTRAN, usando

Leia mais

PROVA ESPECÍFICA Cargo 06

PROVA ESPECÍFICA Cargo 06 9 PROVA ESPECÍFICA Cargo 06 QUESTÃO 21 A parte da Segurança de Trânsito que procura estudar e caracterizar os acidentes de trânsito, suas causas e suas conseqüências é denominada: a) Transitologia. b)

Leia mais

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PEDESTRES O PEDESTRE NO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. São Paulo, setembro de 2.007

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PEDESTRES O PEDESTRE NO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. São Paulo, setembro de 2.007 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PEDESTRES O PEDESTRE NO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO São Paulo, setembro de 2.007 2 CODIGO DE TRANSITO BRASILEIRO -PEDESTRES- INDICE 2 CAPITULO I (Artigos 1 a 4) sem citação de

Leia mais

Transporte público no Rio de Janeiro: encontrando soluções para uma mobilidade sustentável.

Transporte público no Rio de Janeiro: encontrando soluções para uma mobilidade sustentável. Transporte público no Rio de Janeiro: encontrando soluções para uma mobilidade sustentável. Richele Cabral 1 ; Eunice Horácio S. B. Teixeira 1 ; Milena S. Borges 1 ; Miguel Ângelo A. F. de Paula 1 ; Pedro

Leia mais

DEFESA DE DISSERTAÇÃO

DEFESA DE DISSERTAÇÃO Programa de Pós Graduação em Engenharia Elétrica Mestrado DEFESA DE DISSERTAÇÃO Jilmar Augustinho Tatto jilmar.tatto@uol.com.br COMISSÃO JULGADORA Professor Dr. Eduardo Mário Dias (Orientador) Professor

Leia mais

ANEXO II. A forma padrão do sinal de regulamentação é a circular, nas seguintes cores:

ANEXO II. A forma padrão do sinal de regulamentação é a circular, nas seguintes cores: ANEXO II 1. SINALIZAÇÃO VERTICAL. É um subsistema da sinalização viária, que se utiliza de placas, onde o meio de comunicação (sinal) está na posição vertical, fixado ao lado ou suspenso sobre a pista,

Leia mais

LÍNGUA PORTUGUESA. Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 07. QUESTÃO 06

LÍNGUA PORTUGUESA. Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 07. QUESTÃO 06 UFG/CS CMTC - 2010 LÍNGUA PORTUGUESA Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 07. País cumpre só 1/3 das metas para a educação Relatório feito sob encomenda para o Ministério da Educação

Leia mais

MOBILIDADE POR BICICLETA NO CAMPUS DARCY RIBEIRO

MOBILIDADE POR BICICLETA NO CAMPUS DARCY RIBEIRO MOBILIDADE POR BICICLETA NO CAMPUS DARCY RIBEIRO Aline Amaral Silva; Amanda Barbosa Borges; Amir mahdi Araghi; Gabriel Carvalho; Surik Neytohn Duque Nicols Prof. Pastor W. G. Taco O estudo contemplou o

Leia mais

No meio urbano o desenvolvimento econômico passa pela relação entre os indivíduos, as edificações e os meios de deslocamento.

No meio urbano o desenvolvimento econômico passa pela relação entre os indivíduos, as edificações e os meios de deslocamento. No meio urbano o desenvolvimento econômico passa pela relação entre os indivíduos, as edificações e os meios de deslocamento. Pólos Geradores de Tráfego As cidades brasileiras vivem um momento de mudança

Leia mais

Sistema de localização e bloqueio veicular por célula de comunicação Objetivo Principal

Sistema de localização e bloqueio veicular por célula de comunicação Objetivo Principal de comunicação Objetivo Principal Prover uma solução de baixo custo para Identificação, localização, bloqueio e recuperação de veículos roubados ou procurados, através de micro circuitos embarcados de

Leia mais

www.detran.pr.gov.br

www.detran.pr.gov.br www.detran.pr.gov.br INFELIZMENTE, A MAIOR PARTE DOS ACIDENTES COM MORTES NO TRÂNSITO BRASILEIRO ENVOLVEM MOTOCICLISTAS. POR ISSO, O DETRAN PREPAROU ALGUMAS DICAS IMPORTANTES PARA VOCÊ RODAR SEGURO POR

Leia mais

Seminário Senado Federal Brasília - 13/09/12

Seminário Senado Federal Brasília - 13/09/12 Seminário Senado Federal Brasília - 13/09/12 BELO HORIZONTE, 31 DE MARÇO DE 2011 José Eduardo Gonçalves Diretor Executivo da Abraciclo Audiência Pública Senado Federal Maio /2012 Aumento do uso da motocicleta:

Leia mais

Seminário: Mobilidade Urbana e Transportes Públicos no Estado de São Paulo

Seminário: Mobilidade Urbana e Transportes Públicos no Estado de São Paulo : Mobilidade Urbana e Transportes Públicos no Estado de São Paulo Tema: Uma Agenda para a Mobilidade Urbana da Metrópole Planejamento Urbano, Mobilidade e Modos Alternativos de Deslocamento Engº Jaime

Leia mais

O PREFEITO DO MUNICIPIO DE SUMARÉ

O PREFEITO DO MUNICIPIO DE SUMARÉ PROJETO DE LEI Nº, de 30 de Novembro de 2010 Obriga a sinalização de fiscalização eletrônica de velocidade fixa efetuada por meio de radar nas vias urbanas do Município de Sumaré e proíbe sua instalação

Leia mais

Plano Cicloviário do Município de São Paulo. Secretaria Municipal de Transportes Companhia de Engenharia de Tráfego

Plano Cicloviário do Município de São Paulo. Secretaria Municipal de Transportes Companhia de Engenharia de Tráfego Plano Cicloviário do Município de São Paulo Secretaria Municipal de Transportes Companhia de Engenharia de Tráfego Plano Cicloviário do Município de São Paulo Dados existentes Dados da Pesquisa Origem

Leia mais

ORIENTAÇÃO TÉCNICA ILUMINAÇÃO PÚBLICA SINALIZAÇÃO E ISOLAMENTO DA ÁREA DE TRABALHO

ORIENTAÇÃO TÉCNICA ILUMINAÇÃO PÚBLICA SINALIZAÇÃO E ISOLAMENTO DA ÁREA DE TRABALHO 1/5 1. Objetivo Estabelecer critérios para sinalizar e isolar as áreas de trabalho, com a finalidade de garantir a distância e o isolamento adequado na execução de serviços em iluminação pública em redes

Leia mais

c Publicada no DOU de 2-9-2003.

c Publicada no DOU de 2-9-2003. RESOLUÇÃO DO CONTRAN N o 146, DE 27 DE AGOSTO DE 2003 Dispõe sobre requisitos técnicos mínimos para a fiscalização da velocidade de veículos automotores, reboques e semirreboques, conforme o Código de

Leia mais

Obras de Mobilidade Urbana em Belo Horizonte COPA 2014

Obras de Mobilidade Urbana em Belo Horizonte COPA 2014 INFRAESTRUTURA PARA A COPA 2014 Obras de Mobilidade Urbana em Belo Horizonte COPA 2014 Novembro/12 Agosto/2011 Empreendimentos de Mobilidade Urbana BRT Antônio Carlos/Pedro I Meta 1: Interseção com Av.

Leia mais

Engenharia de Segurança Viária

Engenharia de Segurança Viária Engenharia de Segurança Viária Transporte sustentável salva vidas Através da promoção do transporte sustentável, a EMBARQ Brasil está trabalhando para reduzir a poluição, melhorar a saúde pública e criar

Leia mais

7. DIAGRAMAÇÃO DAS PLACAS

7. DIAGRAMAÇÃO DAS PLACAS 7. DIAGRAMAÇÃO DAS PLACAS A diagramação das placas de Sinalização Vertical de Indicação compreende os seguintes passos: Definição da altura das letras, a partir da velocidade regulamentada na via; Dimensionamento

Leia mais

ÍNDICE. Capítulo I...5. Do Sub-Sistema Viário Estrutural...5. Capítulo II...5. Do Sub-Sistema de Apoio...5 DISPOSIÇÕES FINAIS...6

ÍNDICE. Capítulo I...5. Do Sub-Sistema Viário Estrutural...5. Capítulo II...5. Do Sub-Sistema de Apoio...5 DISPOSIÇÕES FINAIS...6 ÍNDICE Capítulo I...5 Do Sub-Sistema Viário Estrutural...5 Capítulo II...5 Do Sub-Sistema de Apoio...5 DISPOSIÇÕES FINAIS...6 1 PREFEITURA MUNICIPAL DE CRATEÚS PLANO DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO URBANO PDDU

Leia mais

ANO de 2013. Sinistralidade Rodoviária. Observatório de Segurança Rodoviária 23-06-2014. Relatório - Anual

ANO de 2013. Sinistralidade Rodoviária. Observatório de Segurança Rodoviária 23-06-2014. Relatório - Anual ANO de Sinistralidade Rodoviária Observatório de Segurança Rodoviária -- ÍNDICE DEFINIÇÕES... EVOLUÇÃO GLOBAL.... Acidentes com : /... ACIDENTES E VÍTIMAS........... Acidentes Acidentes Acidentes Acidentes

Leia mais

Lei complementar Nº122, de 14 de Março de 2005 Autoria vereadores Jair Gomes de Toledo e Marilda Prado Yamamoto

Lei complementar Nº122, de 14 de Março de 2005 Autoria vereadores Jair Gomes de Toledo e Marilda Prado Yamamoto Lei complementar Nº122, de 14 de Março de 2005 Autoria vereadores Jair Gomes de Toledo e Marilda Prado Yamamoto Dispõe sobre a regulamentação de posicionamento de caçambas usadas na remoção de entulhos,

Leia mais

João Fortini Albano Eng. Civil, Prof. Dr. Lastran/Ufrgs

João Fortini Albano Eng. Civil, Prof. Dr. Lastran/Ufrgs Bicicletas e ciclovias João Fortini Albano Eng. Civil, Prof. Dr. Lastran/Ufrgs O veículo Um prisma com: Largura: 1,0m Comprimento: 1,75m Altura: 2,25m Vantagens para saúde Ciclismo é um dos esportes aeróbicos

Leia mais

(O computador não educa, ensina - Revista Veja, maio, 2007, Texto adaptado.)

(O computador não educa, ensina - Revista Veja, maio, 2007, Texto adaptado.) 2 CONHECIMENTOS BÁSICOS NAS QUESTÕES NUMERADAS DE 01 A 10, ASSINALE A ÚNICA ALTERNATIVA QUE RESPONDE CORRETAMENTE AO ENUNCIADO. LÍNGUA PORTUGUESA LEIA O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES NUMERADAS

Leia mais

Í N D I C E PRÓLOGO 5

Í N D I C E PRÓLOGO 5 Í N D I C E PRÓLOGO 5 CAPÍTULO I - EDUCAÇÃO E SEGURANÇA NO TRÂNSITO Trânsito e transporte II) EDUCAÇÃO E SEGURANÇA NO TRÂNSITO Objetivos da educação e segurança para o trânsito A educação para o trânsito

Leia mais