ENSINAR E APRENDER LÍNGUA INGLESA: REPRESENTAÇÕES E PRÁTICAS IDENTITÁRIAS EM ONLINE NEWSLETTERS

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1 ENSINAR E APRENDER LÍNGUA INGLESA: REPRESENTAÇÕES E PRÁTICAS IDENTITÁRIAS EM ONLINE NEWSLETTERS Camila Soares Tabaro Faculdade de Letras Centro de Linguagem e Comunicação Maria de Fátima Silva Amarante Grupo de Pesquisa: Estudos do Discurso Centro de Linguagem e Comunicação Resumo: Em nossa pesquisa refletimos sobre as práticas identitárias constituídas por representações de ensinar e aprender língua inglesa nos discursos veiculados em British Council English Teaching Newsletter, DevelopingTeacher.com Newsletter e ELT Weekly Contando com subsídios teóricometodológicos da Análise do Discurso de Linha Francesa, realizamos uma pesquisa qualitativa, que focalizou as condições de produção do discurso e a sua materialidade linguística, no que diz respeito às representações de poder relacionadas a ensinar e aprender. Partimos da hipótese de que nesses discursos encontraríamos representações cujos efeitos de sentido construíssem novas ou renovadas identidades para os atores educacionais, atuando, assim, sobre a (as)simetria das relações de poder em contextos presenciais e virtuais de ensino de inglês. Por meio da análise verificamos a constituição de identidades de professores incapazes e nãotecnologizados, constituindo uma relação de poder entre a instituição enunciadora, e o professor, que passa a se tornar dependente das newsletters para conseguir desempenhar com sucesso seu papel de professor. Verificamos ainda que não houve confluência entre as identidades constituídas pelos diferentes boletins, mesmo sendo de diferentes nacionalidades. Palavras-chave: representação, identidade, relações de poder. Área do Conhecimento: Linguística, Letras e Artes Linguística Aplicada CNPq. 1. INTRODUÇÃO Com o grande avanço das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) nos últimos anos, houve também um aumento no uso de tais tecnologias no ensino e aprendizagem de línguas. A partir disso, resolvemos analisar boletins informativos e mapear, em discursos que abordam a utilização de redes sociais para o ensino de inglês, as representações de poder relacionadas a ensinar e aprender e analisar a construção das identidades dos professores que essas representações propiciam. Em outras palavras, nosso interesse é o agir discursivo sobre os professores, especificamente nas prováveis alterações nas interações entre instituição-professor, paisprofessor, professor-aluno e alunos-alunos, que constituiriam um novo regime de governamentalidade em contextos de ensino-aprendizagem de inglês. Pensamos que, no momento contemporâneo em que o inglês é considerado como indispensável à vida social, educacional e profissional do sujeito pósmoderno e em que não se pode pensar esta vida sem tecnologia, nosso trabalho, ao buscar produzir conhecimento que possa subsidiar reflexões acerca dos (novos) sujeitos educacionais do século XXI, a- presenta contribuição para a esfera educacional.. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Aprendemos com Foucault que Não há enunciado em geral, livre, neutro ou independente; mas sempre um enunciado fazendo parte de uma série ou de um conjunto, desempenhando um papel no meio dos outros, neles se apoiando e deles se distinguindo: ele se integra sempre em um jogo enunciativo. [1] Dessa forma, é importante que nos preocupemos com os procedimentos internos e externos constituem o discurso e que, segundo Foucault [2], remetem a sistemas de exclusão que atingem o discurso para dominar seus poderes, a procedimentos internos de controle do discurso para conjurar o acaso de sua aparição e a procedimentos que determinam as condições de funcionamento do discurso e seu sujeito. Especialmente, havemos de entender que o discurso deve ser percebido a partir de seus funcionamentos e de seus efeitos na constituição dos sujeitos, conforme aponta Sargentini [3]. De nosso ponto de vista é importante examinar como as representações constituem modos de subjetivação, pois estes produzem sujeitos singulares e, dessa forma, cabe verificar os procedimentos que são mobilizados para a produção dos sujeitos [4]. O

2 mesmo autor aponta que se estudarmos a subjetividade a partir de Foucault iremos tomá-las como sendo determinadas pela exterioridade, ou seja, pelas transformações históricas, sociais e culturais e esse procedimento implicaria perceber o discurso como prática, pois provoca, incita deslocamentos e, em sua materialidade é que são construídos os sujeitos. Além disso, ao adotarmos uma perspectiva foucaultiana, consideramos que os enunciados em circulação na sociedade vão inscrevendo os sujeitos nas relações de poder e, portanto, os sujeitos vão sendo discursivamente produzidos, revelando posições-sujeito que integram práticas de exercício de poder inseridas em ambientes de tensão. Lembremo-nos que Foucault aponta que o poder está em toda parte, não porque englobe tudo e sim porque provém de todos os lugares [5]. No dizer de Woodward [6], as identidades dependem da linguagem e dos sistemas simbólicos pelos quais elas são representadas para adquirirem sentido. Na mesma esteira, em seu artigo Quem precisa da i- dentidade?, Hall [7], baseando-se em Foucault, recorre à perspectiva de que as identidades são construídas dentro do discurso, sendo por isso necessário que entendamos que elas são produzidas no interior de formações e práticas discursivas específicas, por estratégias e iniciativas específicas, como no caso de nosso corpus, em que as identidades dos professores são construídas a partir das práticas discursivas e estratégias dos discursos das newsletters. Ademais, podemos associar identidade com identificação, uma vez que, assim como proposto por Woodward [8], a partir das representações é que damos sentido àquilo que somos. As representações incluem práticas de significação e sistemas simbólicos e, é por meio desses que adquirimos um posicionamento como sujeito à partir dos significados que são produzidos. Assim, levando-se em consideração o contexto sócio histórico no qual estamos inseridos, em que a comunicação de massa e o consumismo configuram um quadro em que a identidade é alterdirigida, ou seja, dirigida pelo outro, temos a possibilidade de um sujeito cuja identidade está em constante construção, um sujeito movente, cuja subjetividade é constantemente transformada nas/pelas relações de poder discursivamente construídas. Nas palavras de Hall [9], somos confrontados com uma multiplicidade de identidades possíveis de acordo com que os sistemas de significação e as representações culturais se multiplicam, o que causa: o sujeito pós-moderno, conceptualizado como não tendo uma identidade fixa, essencial ou permanente. A identidade torna-se uma celebração móvel : formada e transformada continuamente em relação às formas pelas quais somos representados ou interpelados nos sistemas culturais que nos rodeiam. [9] Esse sujeito pós-moderno mencionado por Hall é o sujeito da modernidade líquida descrita por Bauman [10]. Um sujeito que, assim como a sociedade, é fluido e, assim como os líquidos, se adapta as mais diversas formas, não se atendo muito a qualquer forma e estão constantemente prontos (e propensos) a mudá-las [10] Desse modo, interligado com o conceito de identidade está o de representação, sendo os sistemas de representações que permeiam os meios sociais capazes de construir e formar identidades. Como afirma Woodward [11], É por meio dos significados produzidos pelas representações que damos sentido à nossa experiência e àquilo que somos concordando com Hall que afirma que: Representation is an essential part of the process by which meaning is produced an exchanged between members of a culture. It does involve the use of language, of signs and images which stand for or represent things [12] Com isso podemos concluir que as representações contidas nas mídias sociais são um grande fator influenciador para a formação de identidade e, por extensão que as representações presentes nas newsletters que são objeto de nossa análise, ao (re)posicionarem incessantemente os atores educacionais nos permitirão vislumbrar as movências em suas identidades. 3. CONDIÇÕES DE PRODUÇÃO 3.1. Contexto sócio-histórico-ideológico A partir da segunda metade do século XX, durante a qual houve um vertiginoso avanço das tecnologias, da globalização e das redes de comunicação, deparamo-nos com uma revolução no cotidiano das massas. Essas condições conferiram ao mundo o que Zygmunt Bauman [13] nomeou em seu livro Modernidade Líquida como estado de liquidez. O autor compara a pós-modernidade com o líquido, sua fluidez e sua capacidade de se adaptar a diferentes formas sem se fixar ao espaço e nem ao tempo, partindo do princípio de que, assim como os líquidos, as pessoas também já não se prendem mais ao espaço e, com o advento da internet, podemos nos conectar e estar em diferentes lugares ao mesmo tempo.

3 Bauman [13] associa a liquidez com cinco tópicos: a emancipação, a individualidade, o tempo e o espaço, o trabalho e a comunidade. Com relação à emancipação, temos o indivíduo livre de normas e modelos pré-estabelecidos; ele se encontra em liberdade de constituir sua própria identidade, o que faz o autor questionar se a liberdade seria uma benção ou uma maldição: Padrões e rotinas impostos por pressões sociais condensadas poupam essa agonia aos homens; graças à monotonia e à regularidade de modos de conduta recomendados, para os quais foram treinados e a que podem ser obrigados, os homens sabem como proceder na maior parte do tempo e raramente se encontram em situações sem sinalização, aquelas situações em que as decisões devem ser tomadas com a própria responsabilidade e sem o conhecimento tranquilizante de suas consequências, fazendo com que cada movimento seja impregnado de riscos difíceis de calcular. [14] O capitalismo também sofre mudanças decorrentes desse estado de fluidez. Diante da grande variedade de produtos, bens e serviços disponíveis, o indivíduo se encontra numa situação de escolha, causando frustração devido à multiplicidade de opções. Com isso, as autoridades deixam de ordenar para então seduzir e, assim, tornarem-se agradáveis aos consumidores. Retomando a questão do tempo e do espaço, num mundo fluido como o que vivemos, o espaço se torna maior devido ao desenvolvimento de tecnologias que nos permitem estar conectados a/em diversos lugares ao mesmo tempo, desvalorizando a ideia do espaço físico. E não só o espaço cresceu como também conseguimos fazer mais coisas em um determinado espaço de tempo. Conforme dizem Lipovetsky e Serroy [15], em seu livro A Cultura-Mundo, o mundo pós-moderno estaria estruturado por quatro polos: o hipercapitalismo, o hiperindividualismo, o hiperconsumo e a hipertecnicização. Um mundo no qual tudo está em abundancia, talvez até pudéssemos dizer, em excesso. E então: Essas lógicas em constantes interações compõem um universo dominado pela tecnicização universalista, a desterritorialização acelerada e uma crescente comercialização planetarizada. É nessas condições que a época vê triunfar uma cultura globalizada ou globalista, uma cultura sem fronteiras cujo objetivo não é outro senão uma sociedade universal de consumidores. [16] Vemo-nos diante de uma época em que as mudanças culturais afetam tanto a relação do homem consigo mesmo como com o mundo a sua volta. Uma época de múltiplas escolhas e grandes incertezas, mas, ao mesmo tempo, fluida e facilmente adaptável Contexto de enunciação Outra condição de produção importante de ser analisada é o contexto de enunciação do discurso analisado. Em nosso trabalho abordamos enunciados produzidos em boletins informativos, conhecidos como newsletters, que se encontram no ambiente virtual. Numa época em que as pessoas estão sempre ocupadas e sem tempo para nada, busca-se a informação segura e rápida e é no discurso das mídias, como jornais, rádios, revistas e, especialmente, websites, que elas então irão procurar tais conteúdos. Por detrás dos referidos discursos há a crença e esperança de que eles sejam totalmente imparciais e retratem fielmente a realidade. Com isso, dá-se a eles uma credibilidade absoluta, criando-se uma voz única e verdadeira, legitimando sua autoridade e constituindo relações de poder. Entretanto, seria impossível um discurso midiático ser imparcial e totalmente fiel à realidade, pois, cada discurso é constituído por diferentes condições de produção e, cada um carrega a memória da formação discursiva, imaginária e ideológica de seu enunciador que, afinal, o constitui. No caso dos discursos midiáticos, é preciso levar em consideração não somente a pessoa física que escreve/fala tal discurso, mas também a instituição por detrás dela, já que é da instituição que o enunciador representa que ele deriva sua autoridade fato importante para a análise do corpus do nosso trabalho, que deriva de uma agência de fomento e de instituições comerciais. Apesar de os discursos das mídias trabalharem tentando uma planificação niveladora de sentidos, não podemos nos esquecer de que um discurso nunca produzirá o mesmo efeito para todos os que deles usufruírem: os efeitos de sentidos são distintos e não podem ser controlados. Afinal, como afirma Ferreira [17]: A análise do discurso nos ensinou (...) que a língua não é transparente; que o sujeito não controla tudo o que diz. Além disso, os enunciados são suscetíveis à interpretação, que será sempre diferente já que cada pessoa está inscrita em diferentes formações históricas e discursivas. Assim, usuários das mídias podem tanto se identificarem com o discurso do qual desfrutam e, assim, se apropriarem dele,

4 como podem se distanciarem, por alienação ou até mesmo apatia. É importante apontar que as mídias nos causam um efeito de saturação que. São tantas informações nos bombardeando o tempo todo e por diferentes meios comunicativos que precisamos esvaziar rapidamente nossos reservatórios de sentidos para que novos sentidos possam preenchê-los, causando, o que Ferreira chama em seu texto de processo de saturação e esvaziamento incessantes da memória [17], transformando-nos em, de certa forma, reféns de um discurso que tenta nos constituir, num verdadeiro processo sem início nem fim [17]. Em nosso trabalho, focalizamos apenas uma mídia, a internet, analisando discursos de algumas online newsletters (gênero textual exclusivo da internet). Sendo a internet a grande invenção da era moderna, ela traz consigo a possibilidade de armazenar em um só espaço o espaço virtual todas as informações possíveis e, estando nós na era do processo de saturação e esvaziamento incessantes da memória, nada melhor do que algo que propicie a possibilidade de acesso a diversos conhecimentos. Isto porque: a conversão para forma eletrônica dos diferentes tipos de conhecimentos codificados e informações oferece a possiblidade de dependência mínima de matéria e, assim, de redução dos custos associados tanto ao consumo de recursos físicos e energéticos, quanto ao tempo e espaço de seu desenvolvimento, produção e consumo. Um dos mais aludidos exemplos, neste caso, refere-se à perspectiva de se passar a produzir, tratar, disseminar e consumir informações eletrônicas; e, apenas se, quando e quão necessário for, materializá-las. [18] Com isso, como afirmam Ferraz e Lastres [18], a internet apresenta uma crescente capacidade de codificar conhecimentos numa maior velocidade e com baixo custo de transmissão, armazenamento e processamento de grandes quantidades de informação. 4. ANÁLISE DA MATERIALIDADE LINGUÍSTICA Com base no corpus do trabalho pudemos perceber que as newsletters, mesmo tendo o objetivo de trazerem novos conhecimentos aos seus leitores, apresentam também uma vasta indicação de livros para serem comprados e cursos e workshops a serem feitos, todos pagos, o que descaracteriza o gênero de boletim informativo. Isso se deve, segundo Ferraz e Lastres [18], ao fato de o conhecimento ter se tornado a principal característica dos atuais sistemas econômicos, uma vez que Já se reconhece, há algum tempo, que informação e conhecimento, ao assumirem papel importante e estratégico na nova ordem econômica, vêm colocando-se como fontes de a- cumulação de riquezas, por implicar produtividade e crescimento econômico. [18] As newsletters, por sua vez, fazem parte de tal economia, oferecendo como produto a aquisição de saberes. Essa produção de conhecimento oferecida pelos boletins eletrônicos pode ser caracterizada também como fazendo parte de uma sociedade de consumo, a qual se caracteriza por consumo massivo de bens e serviços. Com relação aos discursos, percebemos que o uso de redes sociais no ensino/aprendizagem de língua inglesa não é um tema muito abordado, apesar de o uso de novas tecnologias estar crescendo cada vez mais. Os poucos recortes que conseguimos nos mostraram a representação do professor como alguém completamente incapaz de exercer sua função sem ajuda. Por exemplo, em um número da newsletter do British Council é apresentado um lesson plan ao leitor, o qual se assemelha a um receituário, já que toda a aula é preparada em seus mínimos detalhes, trazendo até as perguntas e instruções que o professor deverá fazer/dar aos seus alunos, como, por exemplo, Ask students what they know about these social networking websites. Do mesmo modo age a ELTWeekly, que também caracteriza o professor como mero reprodutor do que eles, agências que fazem os boletins, preparam para ser ensinado aos alunos. Ordens são dadas ao professor direcionando suas ações dentro de sala, como quando a newsletter recomenda: ask your students to become a member of Facebook. Nota-se também que o professor é visto como alguém não tecnologizado, totalmente alheio ao mundo digital. A British Council, após mencionar os websites Facebook e Twitter, explica ao seu leitor que they are the most popular international social networking websites. A ELTWeekly, por sua vez, traz uma lista de rede sociais: Facebook, MySpace, LinkedIn, Bebo e Twitter e, juntamente, suas respectivas descrições, como, no caso do Linkedin que can then be used to find jobs, people and business opportunities e do Facebook que allows users to inform their friends of their current whereabouts, actions, or thoughts. O professor é visto como alguém alienado, não tecnologizado e tampouco está em processo de tecnologização, já que ele precisa da ajuda do outro para inserir a tecnologia na sala de aula. Com relação ao aluno, ele também é visto como não tecnologizado, como quando se recomenda ao pro-

5 fessor que peça aos seus alunos se cadastrarem no Facebook, excluindo a possibilidade deles já fazerem parte da rede social. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Podemos concluir, portanto, que os sistemas de representação que permeiam os meios sociais, no nosso caso o meio digital, têm o poder de construir identidades, já que a representação, compreendida como um processo cultural, estabelece identidades, individuais e coletivas e os sistemas simbólicos nos quais ela se baseia fornecem possíveis respostas as questões: Quem eu sou? O que eu poderia ser? Quem eu quero ser? [19] E é por isso que temos nos discursos analisados a representação do professor, visto frequentemente como incapaz, como mero reprodutor de conteúdo, precisando que alguém lhe dê aulas prontas, já que não tem a capacidade de prepará-las por si só. Além disso, não é tecnologizado, estando desatualizado com relação às novas tecnologias. E a mídia, especialmente a digital, faz circular tais representações, cooperando para a disseminação de sentidos legitimados e, assim, mantendo, no contexto, a (as)simetria das relações de poder que tradicionalmente permeiam os ambientes educacionais presenciais. AGRADECIMENTOS Agradeço ao PIBIC/CNPq pela concessão da bolsa que possibilitou a realização desta pesquisa. REFERÊNCIAS [1] Foucault, M. (1996) A Ordem do Discurso. São Paulo: Edições Loyola, p [2] Foucault, M. (1996) A Ordem do Discurso. São Paulo: Edições Loyola. [3] Sargentini, V.M.D. et al. (2014) Discursos sobre o trabalho e a construção de identidades. In Fernandes, C.A. et al. Sujeito, identidade e Memória. Uberlandia: EDUFU, p [4] Fernandes, C.A. (2012) Discurso e sujeito em Michel Foucault. São Paulo: Intermeios, p.86. [5] Foucault, M. (1985)História da sexualidade: a vontade de saber. v. I. Rio de Janeiro:Edições Graal, p.89.. [6] Woodward, K. (2009), Identidade e Diferença: (Org.) Identidade e diferença. São Paulo: Vozes, p.8. [7] Hall, S. (2001) A identidade cultural na pósmodernidade [8] Woodward, K. (2009), Identidade e Diferença: (Org.) Identidade e diferença. São Paulo: Vozes. [9] Hall, S. (2001) A identidade cultural na pósmodernidade. 13. [10] Bauman, Z. (2001) Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Zahar, p. 8. [11] Woodward, K. (2009), Identidade e Diferença: (Org.) Identidade e diferença. São Paulo: Vozes, p.17. [12] Hall, S. (2001) A identidade cultural na pósmodernidade. 15. [13] Bauman, Z. (2001) Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Zahar. [14] Bauman, Z. (2001) Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Zahar, p.28. [15] Lipovetsky, G. Serroy, J. A. (2011) A Culturamundo: respostas a uma sociedade desorientada. São Paulo: Companhia das Letras. [16] Lipovetsky, G. Serroy, J. A. (2011) A Culturamundo: respostas a uma sociedade desorientada. São Paulo: Companhia das Letras, p.32. [17] Ferreira, M. C. L. (2008) A ciranda de sentidos. In Romão L. M. S. Gaspar, N. R. Discurso Midiático: sentidos de memória e arquivo. São Carlos: Pedro & João Editores, p [18] Ferraz, J. C. Lastres, H. M. M. (1999) Economia da Informação, do Conhecimento e do Aprendizado. In Albagli, S. Lastres, H. M. M. (Org.) Informação e Globalização na Era do Conhecimento. Rio de Janeiro: Editora Campus, p [19] Woodward, K. (2009), Identidade e Diferença: (Org.) Identidade e diferença. São Paulo: Vozes.

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