Newsletter ANSEME. Janeiro de ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PRODUTORES E COMERCIANTES DE SEMENTES

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1 Newsletter ANSEME Janeiro de ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PRODUTORES E COMERCIANTES DE SEMENTES

2 Joana Lopes Aleixo Secretário-Geral A Direcção da ANSEME decidiu retomar a edição de Newsletters para comunicar aos nossos Associados bem como a todas as entidades que se cruzam connosco as actividades por nós desenvolvidas. Pretende-se fazer uma avaliação do trabalho da ANSEME esperando o Feed back de todos os que a lêem para que a nossa actividade se dirija ao encontro das necessidades dos nossos Associados e do sector das sementes em geral. Nesta edição fazemos um breve resumo das actividades desenvolvidas de Junho a Dezembro de 2011 em que se verificou uma grande alteração na estrutura da Associação. Alterámos a imagem, mudámos de instalações e criámos um site na internet (brevemente disponível). Associámo-nos à FIPA Federação das Indústrias Portuguesas Agro-alimentares, estando agora a usufruir das instalações do polo associativo desta federação. Estreitámos a nossa relação com a ESA European Seed Association, tendo sido envolvidos em diversos grupos de trabalho no âmbito da alteração da Legislação Comunitária de sementes e material de propagação vegetativa (programa Better Regulation) e da revisão do processo de rotulagem de sementes tratadas. Também marcamos presença no Encontro Anual da ESA e realizamos diversas reuniões dentro da ANSEME em cada secção técnica. Recentemente foi formado um Grupo de trabalho dentro da secção técnica dos cereais, em que se pretende promover a utilização de semente certificada. Por fim, encontramos uma solução para todos os nossos Associados que estavam descontentes com a ineficiência do sistema do Ponto Verde. Um enorme obrigado a todos os membros de empresas associadas que participam activamente na ANSEME, sacrificando horas do seu trabalho para o funcionamento desta associação. Sem eles e sem a sua abertura de espírito nada seria possível!

3 Novas instalações A ANSEME associou-se à FIPA como sócio aderente, beneficiando das instalações do polo associativo desta federação. Consideramos que a aproximação dos dois sectores possa ser vantajosa para toda a fileira, nomeadamente ao nível da rastreabilidade dos produtos alimentares. Com esta ligação esperamos também tirar partido das actividades e da projecção Nacional e Internacional da FIPA. Programa Better Regulation Revisão da legislação comunitária de sementes e material de propagação vegetativa Pretende-se que o texto esteja terminado no final de A Comissão Europeia decidiu reunir as catorze directivas relativas ao sector das sementes e material de propagação vegetativa (muitas ainda dos anos 60) e elaborar um só Regulamento. Ou seja, prevê-se que em 2013 seja emitido um documento que será obrigatoriamente implementado em todos dos estados membros da União Europeia e que regulamente toda a actividade de produção, comercialização e multiplicação de sementes. Durante o ano 2011 tomaram-se decisões, alteraram-se e actualizaram-se parâmetros de qualidade e eliminaram-se espécies e variedades que já não estão em comercialização. A Comissão Europeia consultou várias entidades representativas do sector, incluindo a ESA - European Seed Association. A ANSEME foi incluída em dois Grupos de Trabalho dentro da ESA, relativamente à alteração de parâmetros de qualidade de hortícolas e forragens. Previamente foram realizadas reuniões dentro da ANSEME e as intenções dos Associados que estiveram presentes foram transmitidas à ESA. Ou seja, a nossa voz chegou à Comissão Europeia que ainda não se pronunciou definitivamente sobre esta questão.

4 Rotulagem de Sementes Tratadas Aplicação do Regulamento (CE) n.º 1107/2009 Na sequência da emissão do Regulamento (CE) n.º 1107/2009, que entrou em vigor a 14 de Junho de 2011, a ESA elaborou uma proposta de rotulagem a fim de harmonizar e simplificar a rotulagem de sementes tratadas, principalmente no que diz respeito às pequenas embalagens. Também a ANSEME participou nesta discussão antevendo a aplicabilidade deste modelo em Portugal e a aceitação por parte das nossas empresas. Esta proposta acabou por não ser inteiramente aceite pela Comissão Europeia, estando no entanto a ser utilizada por alguns Estados membros. A ANSEME decidiu que enquanto não houver uma aprovação deste modelo por parte da União Europeia, continuaremos a recomendar aos nossos associados a aplicação da legislação nacional (Artigo n.º 25 do Decreto-lei 88/2010), que de resto corresponde ao estabelecido no Regulamento (CE) n.º 1107/2009. Ao contrário do que estava previsto pelo modelo de rotulagem proposto pela ESA: um conjunto de frases de segurança igual para todos os tipos de tratamento, a Comissão Europeia pronunciou-se no sentido de manter um conjunto de frases específicas para cada produto fitossanitário, empregue no tratamento. Encontro Anual ESA Budapeste, 16 a 18 de Outubro de 2011 Com a presença de mais de 700 participantes, este congresso reuniu Associações Nacionais, empresas ligadas ao sector, bem como membros da imprensa. A elevada taxa de autoconsumo por parte dos agricultores (a utilização de grão da produção como semente) e a questão da regulamentação relativa aos direitos de autor, em revisão na Comissão Europeia, foi um dos temas abordados neste congresso. Foi também apresentado o projecto da ESA para incentivar a utilização de relva natural em campos desportivos, em detrimento dos relvados sintéticos. Após uma análise muito positiva da

5 campanha do milho de 2011, em termos de áreas semeadas, rendimento da produção e preço do cereal, foi abordada a limitação de utilização de variedades geneticamente modificadas dentro da União Europeia e a necessidade de implementação de níveis de tolerância para a presença acidental de variedades geneticamente modificadas em lotes de sementes de variedades convencionais. Relativamente às hortícolas abordou-se a questão dos direitos de obtentor, em que foram resumidas as acções da ESA neste campo, essencialmente em termos de diálogo com a Comissão Europeia. Quanto à rotulagem de pequenas embalagens de sementes tratadas, foram apontadas as diferenças entre o modelo de rotulagem proposto pela ESA e as exigências da Comissão Europeia. Em termos de sanidade vegetal, foi abordada a possibilidade de extensão dos passaportes fitossanitários a todo o tipo de material de propagação vegetativa. No âmbito deste congresso, foi ainda apresentado o sistema de inscrição de novas variedades online pelo Vice- Presidente do Instituto Comunitário das Variedades Vegetais, Engenheiro Carlos Godinho. A ANSEME reuniu ainda com a ANOVE (Associação espanhola dos obtentores de variedades vegetais) com o intuito de partilhar experiências relativamente à utilização de semente armazenada pelo agricultor e recolha de royalites. Houve ainda contactos com empresas obtentoras e com empresas produtoras e distribuidoras de sementes, as quais procuram clientes e parceiros em Portugal. Grupo de Trabalho Cereais Promoção da utilização de semente certificada Porque o trabalho de melhoramento tem que ser remunerado, porque o agricultor tem o direito de ter acesso a sementes que maximizem o rendimento da sua produção, porque ao utilizar sementes de qualidade reduz-se a necessidade de aplicação de outros factores de produção favorecendo o meio ambiente, foi criado o Grupo de

6 Trabalho de Promoção da Utilização de semente certificada. Pretendemos implementar acções a vários níveis alertando para a importância e para as vantagens da utilização de semente certificada. Recolha de embalagens de sementes A ineficiência do sistema ponto verde levou alguns associados da ANSEME a procurar alternativas A ligação a um sistema de recolha de embalagens vazias é obrigatória para todas as empresas que coloquem embalagens no mercado nacional (Decreto-Lei n.º 366 A/97). Até à data, a única entidade licenciada para a recolha de embalagens de sementes é o Ponto Verde. A ligação ao sistema Ponto Verde consiste na transferência da responsabilidade implícita no Decreto-Lei acima mencionado. Ou seja, aderindo ao Ponto Verde, as empresas deixam de ser responsáveis pelo lixo gerado pelas suas embalagens. Se estas são recolhidas ou não, deixa de ser responsabilidade de No entanto, esta situação não é suficiente para muitos dos nossos Associados, cuja filosofia interna urge a que os impactos ambientais causados pela sua actividade sejam mínimos. Esta questão levou-nos a contactar a SIGERU, empresa especializada na recolha de resíduos de embalagens considerados perigosos, de produtos utilizados na agricultura. Esta entidade não estava acreditada para a recolha de embalagens de sementes e estando em fase de renovação da sua licença foram feitos esforços para que a mesma passasse a incluir este tipo de embalagens. Daí a uns tempos as empresas de sementes poderão aderir ao sistema Valor Fito, se assim o entenderem. Duas notas relativamente a esta questão: - As embalagens de sementes continuam a não ser considerados resíduos perigosos mesmo as embalagens de sementes tratadas - O sistema Ponto Verde coexistirá com o sistema Valor Fito. As empresas poderão optar por um ou outro, conforme entenderem. quem as coloca no mercado.

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