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1 Vieira de Almeida & Associados Sociedade de Advogados, RL Av. Duarte Pacheco, Lisboa Portugal Av. da Boavista, º Porto Portugal Calçada de S. Lourenço, 3-2º C Funchal Portugal N Novembro INDEPENDENCIA ews VIEIRA letter INDEPENDÊNCIA INDEPENDÊNCIAUMA EQUIPA UMA EQUIPAINDEPENDÊNCIA ALMEIDA & Associados Sociedade de Advogados, R L 2006 Editorial 1 O Novo Estatuto do Medicamento 2 OPAs: Um Novo Capítulo 3 Facturação Electrónica 3 Notícias da Firma 4 Perfil 4 Falado E Escrito 5 Novo Regime de Mediação de Seguros 6 Responsabilidade dos Administradores: Novas Regras 6 Contratos via Internet 7 Gestão do Conhecimento 7 Esta Newsletter é de distribuição reservada, destinando-se exclusivamente aos clientes de Vieira de Almeida & Associados, e não deve ser entendida como qualquer forma de publicidade, pelo que se encontra vedada a sua cópia ou circulação. A informação proporcionada e as opiniões expressas são de carácter geral, não substituindo o recurso a aconselhamento jurídico para a resolução dos casos concretos. 3 anos EDITORIAL Comemoramos este ano os trinta anos da fundação da VdA. Fazêmo-lo num ano assinalado por três importantes acontecimentos que marcarão a história da nossa firma. Referimo-nos, em primeiro lugar, ao substancial reforço da Área de Direito Público, que, acreditamos, destaca a VdA como a firma de referência nesta área. A convicção de que uma presença forte no Direito Público constitui condição fundamental para reforçar a estratégia da VdA como firma independente, vinha desde há muito motivando uma aposta séria no desenvolvimento desta área de prática. A recente fusão com a equipa de Mário Esteves de Oliveira, um dos mais respeitados e experientes administrativistas do panorama jurídico português, e a integração de Pedro Machete, advogado e académico com elevada reputação que se tem dedicado a diversas áreas do Direito Administrativo, fazem-nos acreditar que se trata de uma aposta ganha. O segundo grande motivo de celebração é a abertura do nosso escritório do Porto. Como sociedade de advogados de referência, não poderíamos deixar de estar presentes neste importante mercado, cada vez mais exigente e sofisticado. A partir do escritório do Porto, cuja liderança local foi confiada a Tiago Amorim, queremos posicionar-nos como firma de valor acrescentado nas diversas áreas a que nos dedicamos, acompanhando ainda mais de perto os nossos clientes com interesses no Norte do país. Finalmente, mudámos de instalações. Estamos agora na Av. Eng. Duarte Pacheco, 26, em instalações desenhadas de raiz para acomodar uma equipa cada vez mais motivada em servir os interesses dos nossos Clientes com entusiasmo, profissionalismo, dedicação e criatividade.

2 O NOVO ESTATUTO DO MEDICAMENTO Leonor Pimenta Pissarra O Estatuto do Medicamento foi finalmente publicado no passado dia 30 de Agosto. O Decreto-Lei nº 176/2006 entrou em vigor no dia seguinte ao da sua publicação com excepção de algumas disposições e veio transpor para o ordenamento jurídico interno um pacote de directivas comunitárias, entre as quais a Directiva nº 2004/27/CE, a qual procedeu à primeira revisão de fundo do Código Comunitário do Medicamento (aprovado pela Directiva nº 2001/ 83/CE) e cujo prazo de transposição já havia sido ultrapassado. À semelhança do que aconteceu em 2001, com a aprovação do Código Comunitário do Medicamento, o novo Estatuto vem reunir um vasto conjunto de diplomas e matérias que se encontravam até agora fragmentados e dispersos e concentrar num único documento o essencial do enquadramento jurídico do medicamento e da actividade da indústria farmacêutica. O novo decreto é um texto legal extenso com 205 artigos e de leitura complexa: refira-se, por exemplo, que o artigo 3º contém 61 definições. São consagradas pela primeira vez na legislação nacional algumas matérias, como é o caso das importações paralelas, há muito acolhidas na jurisprudência comunitária, e das autorizações excepcionais, enquanto outras são objecto de revisão, por vezes com alguma profundidade, como é o caso da publicidade de medicamentos. O carácter inovador de alguns aspectos do diploma, aliado ao reforço de poderes do Infarmed, não só exigirá um período de adaptação como constituirá, sem dúvida, um desafio para todos os intervenientes do sector. Principais Aspectos do Novo Estatuto do Medicamento [ Procedimentos de autorização de introdução no mercado (AIM) a par dos procedimentos tradicionais (nacional, reconhecimento mútuo e centralizado comunitário), surge agora o procedimento descentralizado que permite a uma empresa submeter, simultaneamente e em vários Estados-Membros, um pedido de AIM [ Renovações de AIM passa a vigorar o sistema de renovação única e por período ilimitado (excepto por razões de farmacovigilância) [ Caducidade das AIM consagração da chamada sunset clause as AIM caducam após 3 anos sem comercialização efectiva (disponibilização de medicamentos em locais de dispensa ao público, em quantidade suficiente para abastecer o mercado nacional durante um período de tempo contínuo não inferior a um ano) [ Medicamento genérico introdução do conceito de medicamento de referência europeu e de medicamento biológico similar [ Protecção de dados e dispensa de ensaios o prazo de protecção é alargado de 6 para 10 ou 11 anos, e é incluída a cláusula Bolar (a realização de estudos e ensaios necessários à apresentação de um pedido de AIM de um medicamento genérico não é contrária aos direitos de patentes ou certificados complementares de protecção de medicamentos) [ Publicidade uma nova definição de publicidade de medicamentos foi introduzida (a qual inclui actividades promocionais junto de distribuidores por grosso), tendo sido expressamente contemplada a proibição de bónus [ Importações paralelas certos medicamentos podem agora ser comercializados em Portugal ao abrigo de uma autorização de importação paralela, verificados que estejam determinados requisitos e condições [ Autorizações especiais de comercialização o Infarmed pode excepcionalmente autorizar a introdução no mercado de determinados medicamentos não comercializados nem objecto de pedido de AIM em Portugal por forma a garantir uma maior oferta e o acesso por parte dos doentes [ Rotulagem e folheto informativo devem estar disponíveis em Braille; a informação fornecida aos consumidores deve ser facilmente legível e inteligível, impondo-se a obrigação de realização de testes de legibilidade [ Prescrição de medicamentos passa a ser feita preferencialmente por via electrónica, sendo todos os medicamentos prescritos com indicação da denominação comum da substância activa (DCI) [ Obrigação de serviço público aos titulares de AIM é imposta a obrigação de assegurar, conjuntamente com os distribuidores por grosso, o fornecimento adequado e contínuo de medicamentos no mercado geográfico relevante, de forma a satisfazer as necessidades dos doentes [ Categorias especiais de medicamentos tais como medicamentos experimentais, homeopáticos, imunológicos, radiofarmacêuticos, derivados do sangue e plasma humanos, tradicionais à base de plantas, gases medicinais, etc.) são agora objecto de um capítulo autónomo [ Poderes do Infarmed são reforçados, passando este Instituto a dispor de um vastíssimo poder regulamentar (disperso por todo o diploma), sancionatório, de interpretação e aplicação de conceitos abertos, de fiscalização e adopção de medidas cautelares, etc. [ Sanções o quadro sancionatório é substancialmente agravado (coimas mínimas passam para o dobro e em alguns casos para o quádruplo); os titulares dos órgãos de administração das empresas passam a poder ser pessoalmente responsabilizados quando, conhecendo ou devendo conhecer a prática da infracção, não adoptem as medidas adequadas para lhe pôr termo imediatamente

3 INDEPENDÊNCIA OPAs: UM NOVO CAPÍTULO Cláudia Cruz Almeida e André Figueiredo Em plena ebulição do mercado de capitais, que aguarda com expectativa o desfecho das mega OPA anunciadas no início de 2006, foram (finalmente) aprovadas as alterações ao Código de Valores Mobiliários que transpõem a Directiva comunitária relativa a ofertas públicas de aquisição. Ainda que, em prol da estabilidade do mercado, o novo regime não se aplique às OPAs já anunciadas, nem às eventuais ofertas suas concorrentes, é clara a intenção de tornar mais transparente e eficiente o mercado de controlo societário. São diversas as medidas que merecem destaque: Imputação de direitos de voto. Foram «apertadas» as regras relativas ao cálculo das participações em sociedades abertas, designadamente com o desenvolvimento da noção de concertação entre accionistas - que, por exemplo, se presume sempre que exista um acordo entre accionistas relativo à transmissibilidade das acções em questão. Ficam assim sujeitas a controlo mais severo pela CMVM as relações entre accionistas de referência das sociedades abertas. Ofertas concorrentes. Consciente da escassez de ofertas concorrentes até hoje lançadas, o novo regime procura assegurar As novas regras transpõem a Directiva das OPAs mas não se aplicam às OPAs lançadas sobre a PT e sobre o BPI um level playing field tanto entre oferente inicial e concorrente, como entre oferentes concorrentes, procurando com isso favorecer o surgimento de OPA concorrentes. Para tanto, salienta-se a redução de 5% para 2% do mínimo exigido para revisão da contrapartida, a possibilidade de qualquer oferente (inicial ou concorrente) rever a sua oferta se lançada uma (nova) oferta concorrente e a possibilidade (agora expressamente reconhecida) de o conselho de administração da sociedade visada procurar ofertas concorrentes, naturalmente menos hostis do que a oferta inicial. Ofertas obrigatórias. Além do reforço do dever de transparência do oferente, destaca-se o facto de a contrapartida em OPA obrigatória poder, verificados certos requisitos, consistir unicamente em valores mobiliários (sem a clássica alternativa em dinheiro). Prazos: Reduziram-se muitos prazos processuais das OPA (inicial e concorrente), tendo o legislador aproveitado para reduzir os prazos de análise pela Autoridade da Concorrência quando seja chamada a pronunciar-se sobre uma OPA, procurando-se, com isso, minimizar o período durante o qual a administração da sociedade visada vê os seus poderes limitados. FACTURAÇÃO ELECTRÓNICA Conceição Gamito e Helena Costa Cabral Vigora desde 1 de Janeiro de 2004 um quadro legal que regula a facturação electrónica. No entanto, um conjunto muito significativo de empresas não beneficia ainda das vantagens da emissão de facturas electrónicas. Entre estas vantagens destacam-se a redução dos custos administrativos, de papel e de comunicações postais, a maior eficiência e rapidez do processo de facturação, a simplificação do arquivamento, o aumento de controlo interno e segurança, o acesso selectivo e a possibilidade de utilização de programas informáticos que efectuem directamente a contabilidade ou o preenchimento de declarações fiscais com base na facturação electrónica. Uma vantagem adicional traduz-se na possibilidade de arquivamento em suporte electrónico das facturas emitidas por via electrónica, desde que se encontre garantido o acesso completo e em linha aos dados. Note-se ainda que apenas o arquivamento das facturas fora do território da Comunidade se A facturação electrónica apresenta inúmeras vantagens, esperando-se a sua adopção por um crescente número de empresas encontra dependente de autorização prévia da Direcção-Geral dos Impostos, a qual poderá fixar condições específicas para a sua efectivação. A validade das facturas electrónicas é idêntica à das facturas convencionais, sendo suficiente a garantia da autenticidade da respectiva origem e da integridade do seu conteúdo, mediante assinatura electrónica avançada. No entanto, quando seja aposta uma assinatura qualificada certificada por uma entidade certificadora credenciada, as facturas emitidas fazem prova plena quanto ao seu conteúdo. A consciência crescente do papel determinante das tecnologias de informação na competitividade das empresas, impulsionada por um conjunto de programas públicos em curso que visam o fortalecimento da sociedade de informação e do e-government, permite antever que um número crescente de empresas venha a aceder às vantagens da facturação electrónica.

4 NOTÍCIAS DA FIRMA PERFIL INDEPENDÊNCIA Projecto Alumni No âmbito da comemoração dos seus 30 anos, a VdA lançou o projecto Alumni, uma iniciativa comum em Inglaterra mas inédita em Portugal, e que se traduz na estruturação de mecanismos de ligação entre todos os antigos colaboradores, os quais acreditamos terem contribuído decisivamente para a solidificação da cultura da firma. Com esta iniciativa, pretende a VdA preservar as amizades, cumplicidades e experiências adquiridas ao longo do tempo, privilegiando os contactos entre todos os Alumni VdA que permitam a partilha de novidades, o reviver de memórias e histórias da firma. O primeiro de muitos Encontros Alumni teve lugar em Junho PLC which Lawyer A VdA surge em destaque neste conceituado ranking com a qualificação de leading firm nas Áreas de Concorrência, Bancário&Financeiro e Telecomunicações e de highly recomended noutras quatro Áreas Ciências da Vida, Propriedade Intelectual, Corporate/M&A, e Contencioso. Nuno Ruiz, Margarida Couto e Pedro Cassiano Santos são referenciados como Leading Individuals nas suas Áreas. APA A VdA foi um dos patrocinadores do primeiro evento da Associação Portuguesa de Arbitragem (APA), que marcou o início das actividades desta Associação em Julho, e foi dedicado ao tema Problemas e Perspectivas Actuais da Arbitragem. O sócio da VdA Antonio Magalhães Cardoso, membro da APA, participou no evento com uma intervenção sobre Providências Cautelares nas Arbitragens. Novos advogados na Equipa A VdA reforçou a sua Equipa, tendo passado recentemente pelo programa de integração da firma 9 novos advogados: a Ana Rita Almeida Campos, que se juntou à Área de Bancário&Financeiro, a Filipa Peixoto que passou a fazer parte do Núcleo de Apoio Societário, o Rodrigo Esteves de Oliveira, o Alexandre Esteves de Oliveira, a Ana Marta Castro e a Raquel Sampaio que vieram reforçar a Área de Direito Público, o Tiago Amorim, a Joana Domingues e a Benedita Magalhães da Cunha que integraram o nosso escritório do Porto. No mês de Setembro passaram também pelo programa de integração da firma 8 novos estagiários. Regulação e Concorrência Os dois Programa Avançados em Direito e Economia da Regulação e da Concorrência da Universidade Católica Portuguesa (PADERS e PDERC) contam com a colaboração de três advogados da VdA Margarida Couto e Pedro Machete leccionam no PADERS, enquanto Nuno Ruiz colabora no PDERC. Área da Saúde Nesta edição, damos a conhecer o perfil da área de Direito da Saúde. Trata-se de uma área de prática jurídica com grande tradição na firma, desde a sua constituição, e que tem vindo, nos últimos anos, a ganhar uma relevância crescente. Até muito recentemente, o sector da saúde era, quase exclusivamente, um domínio de actuação do Estado, com preponderância de operadores públicos fortemente hierarquizados e burocratizados. Hoje em dia, assistimos, por um lado, a uma crescente sofisticação da gestão por parte dos operadores públicos, e, por outro lado, a uma crescente intervenção de operadores privados, quer em actividade puramente privada, quer no âmbito de parcerias com o Estado. A nossa firma, através da área de Direito da Saúde, tem acompanhado estes movimentos no sector, e temos prestado assessoria jurídica a entidades públicas e privadas em diferentes aspectos da sua actividade. Adicionalmente, a firma mantém uma forte presença na indústria farmacêutica, representando, numa base regular e contínua, algumas das maiores empresas farmacêuticas que operam em Portugal. A assessoria jurídica a estas empresas abrange a generalidade dos assuntos legais e de regulação, especialmente os relativos à actividade farmacêutica, nomeadamente: Ø autorizações de introdução no mercado e respectivas renovações Ø promoção e publicidade Ø fabrico e distribuição Ø preços e comparticipações Ø concorrência Ø ensaios clínicos Ø contratação pública A Área da Saúde é constituída por uma equipa de oito advogados, que dedicam o essencial da sua actividade aos aspectos jurídicos deste sector e que têm desenvolvido um elevado grau de especialização. Estes factores vêm contribuindo para um elevado grau de reconhecimento desta valência por parte quer dos operadores do mercado, quer das autoridades de regulação sectorial.

5 FALADO... INDEPENDÊNCIA... E ESCRITO Direito Público Rodrigo Esteves de Oliveira participou em diversas conferências sobre temas de Direito Público: num colóquio dedicado à Apresentação pública do Código da Contratação Pública, organizado em Maio pelo Ministério das Obras Públicas, apresentou o tema A fase de análise e adjudicação de propostas, numa conferência sobre Processo Administrativo, organizada em Outubro pelo Gabinete de Política Legislativa do Ministério da Justiça, discutiu diversas questões relativas a Processos Cautelares e no Seminário da Bussiness and Legal Seminars, também em Outubro, onde foi um dos oradores sobre O Novo Regime das Finanças Locais e das Empresas Municipais. Segurança Privada A VdA participou na conferência anual sobre segurança privada organizada pela Premivalor, que reuniu mais de 200 profissionais maioritariamente de empresas de segurança. A VdA esteve representada pela Magda Cocco que fez uma apresentação sobre os cuidados que as empresas devem ter em matéria de privacidade e protecção de dados pessoais, quando da implementação de sistemas de videovigilância e outros sistemas de segurança. Fundos de Investimento Pedro Simões Coelho e Tiago Moreira foram os dois oradores convidados pelo IIR - Institute for International Research para abordarem os Aspectos Jurídicos e Fiscais relativos a Fundos de Investimento Imobiliário, num evento que teve lugar em Lisboa no mês de Maio. Forum Imobiliário 2006 Conceição Gamito e Rita Magalhães, da Área Fiscal da VdA, participaram no Fórum Imobiliário 2006, uma iniciativa do IFE - International Faculty for Executives, que teve lugar em Junho. As advogadas da VdA abordaram diversos temas relacionados com a fiscalidade das operações imobiliárias. Ensaios Clínicos A VdA participou em Junho num Seminário organizado pela Universidade Lusófona no contexto de um Seminário sobre Monitorização de Ensaios Clínicos. Leonor Pimenta Pissarra, advogada da Área de Saúde da VdA, apresentou o tema Privacidade e tratamento de dados pessoais no âmbito dos ensaios clínicos. Instrumentos Financeiros A Área de Bancário & Financeiro publicou dois artigos sobre os mais relevantes aspectos jurídicos de alguns instrumentos financeiros: em Junho, Pedro Cassiano Santos e Paula Gomes Freire publicaram na Revista Institutional Investor News um artigo denominado Covered Bond in Portugal a feasible regime at last e, em Julho foi a vez de Pedro Cassiano Santos e Hugo Moredo dos Santos contribuírem para a International Finance Law Review com um artigo sobre o novo regime das obrogações hipotecárias denominado Reform heralds new era for mortgage bonds. Dados de Tráfego Na sequência da publicação da Directiva que obriga todos os operadores de comunicações electrónicas a armazenar dados de localização e de tráfego por um determinado período mínimo, para fins de prevenção, investigação e detecção de crimes graves, incluindo terrorismo, foi publicado na Revista Comunicações, da APDC, o artigo Dados de tráfego: obrigatório armazenar!, da autoria de Magda Cocco. Mercado de Capitais Orlando Vogler Guiné publicou, nos Cadernos do Mercado de Valores Mobiliários um artigo sobre um tema que está na ordem do dia, na sequência das OPAs lançadas sobre a PT e sobre o BPI. O artigo, intitulado A Transposição da Directiva 2004/25/CE e a Limitação dos Poderes do Órgão de Administração da Sociedade Visada, embora redigido no final de 2005, acabou por ver a sua actualidade reforçada por ter sido publicado em Março de 2006, imediatamente após o lançamento das referidas OPAs. Iberian Lawyer A revista Iberian Lawyer publicou recentemente um artigo da autoria de Manuel Protásio, sócio da VdA que lidera a Área de Energia, sobre o novo pacote legislativo do sector energético. O artigo intitula-se Energy Special Report e aborda os diversos desafios que aquele sector está em vias de enfrentar. Revista Fiscalidade Através da Área de Fiscal, a VdA continua a colaborar activamente com a Revista Fiscalidade, uma edição trimestral do Instituto Superior de Gestão. No âmbito daquela colaboração, a VdA comenta regularmente a principal jurisprudência emanada pelos tribunais nacionais e internacionais, em matéria fiscal.

6 INDEPENDÊNCIA O Decreto-Lei n.º 144/2006, de 31 de Julho, estabelece o Novo Regime da Mediação de Seguros ( NRM ), alterando significativamente as condições de exercício da actividade de comercialização de seguros. Uma das principais inovações do NRM é o facto de qualquer actividade que consista em apresentar ou propor um seguro, praticar outro acto preparatório da sua contratação, celebrar o contrato respectivo ou apoiar a sua gestão, independentemente do canal de distribuição, passar a estar sujeita às condições de acesso e de exercício nele estabelecidas, nomeadamente ao enquadramento numa das três seguintes categorias de mediadores: mediador de seguros ligado, agente de seguros e corretor de seguros (a distinção entre cada uma destas categorias prende-se com a maior ou menor proximidade/grau de dependência do mediador relativamente às seguradoras). Assim, passa a ser enquadrada dentro do regime da mediação NOVO REGIME DA MEDIAÇÃO DE SEGUROS Helena Vaz Pinto e Ana Rita Almeida Campos O novo regime passa a abranger qualquer distribuidor de seguros incluindo Bancos toda a actividade de bancassurance (promoção e comercialização de contratos de seguro) que tem vindo a ser desenvolvida pelos Bancos de forma autónoma e não regulada. Tal como quaisquer outros interessados, os Bancos deverão, caso pretendam continuar a desenvolver a actividade de bancassurance, inscrever-se no registo de mediadores junto do Instituto de Seguros de Portugal, devendo preencher um conjunto de condições relevantes, demonstrativas dos conhecimentos, aptidões e idoneidade para o exercício da actividade. O NRM entra em vigor a 31 de Janeiro de 2007, sendo no entanto concedido, a todas aquelas entidades que estão actualmente autorizadas a comercializar contratos de seguro fora do actual quadro legal da mediação, como é o caso dos Bancos, um prazo adicional, até 31 de Julho de 2007, para conformação com as novas regras. RESPONSABILIDADE DOS ADMINISTRADORES: NOVAS REGRAS Paulo Olavo Cunha e Cláudia Cruz Almeida A reforma do Código das Sociedades Comerciais ( Reforma ), a par da desformalização dos actos sociais, reformulação e ampliação dos modelos de governação das sociedades anónimas e remodelação do regime de dissolução e liquidação de sociedades, introduziu alterações relevantes em matéria da responsabilidade dos administradores, que expomos sucintamente: Alargamento dos Deveres Gerais A cláusula geral sobre os deveres dos administradores, na redacção originária do Código estabelecia o seguinte: Dever de Diligência Actuar com a diligência de um administrador criterioso e ordenado, no interesse da sociedade tendo em conta os interesses dos sócios e dos trabalhadores Com a Reforma, essa cláusula geral foi ampliada: Dever de Cuidado Revelar disponibilidade, competência técnica e conhecimento da actividade adequados às funções, empregando nesse âmbito a diligência de um administrador criterioso e ordenado Dever de Lealdade Agir no interesse da sociedade, atendendo aos interesses de longo prazo dos sócios e ponderando os interesses dos outros sujeitos relevantes para a sustentabilidade da sociedade, tais como trabalhadores, clientes e credores Tratando-se de uma norma determinante na concretização dos deveres cuja violação acarreta responsabilidade civil, prevêse que esta alteração facilite a responsabilização dos administradores e a respectiva apreciação pelos tribunais. Afastamento da Responsabilidade A Reforma considerou, em certa medida, a chamada business judgement rule. Com efeito, embora o legislador não tenha ido a ponto de afastar a presunção de culpa dos administradores, os membros do órgãos de administração podem, agora, afastar a sua responsabilidade, provando que actuaram com conhecimento, sem interesse pessoal e observando critérios de racionalidade empresarial. Resta saber qual o efeito útil desta alteração, em particular se retirará aos tribunais a possibilidade de ajuizar sobre o mérito de decisões de gestão. Acção de responsabilidade: proposição por accionistas de sociedades cotadas Desde 30 de Junho de 2006, a acção de responsabilidade civil dos administradores de sociedades cotadas pode ser proposta por sócios/accionistas detendo (isolada ou conjuntamente) 2% do capital social, por oposição aos 5% até agora exigidos e que continuam a aplicar-se a sociedades não cotadas. É, assim, alargado o universo de accionistas com capacidade para despoletar a responsabilização dos administradores.

7 INDEPENDÊNCIA CONTRATOS VIA INTERNET Fernando Resina da Silva e Catarina Mascarenhas A contratação via Internet, como meio de transacção de bens e serviços, encontra-se em expansão, seja entre empresas (B2B), seja entre estas e os consumidores (B2C) e mesmo entre empresas e consumidores e a Administração Pública (B2A e C2A). Às empresas, a Internet alarga o universo de potenciais clientes, contribuindo para o aumento das suas vendas e para a diminuição de custos. Os consumidores beneficiam por seu lado do acesso a uma maior oferta, facilidade de comparação, preços mais baixos e a possibilidade de comprar, a qualquer hora e em qualquer lugar, sem deslocações e, muitas vezes, com prazos de entrega mais reduzidos. Não obstante a legislação relativa ao comércio electrónico, que abrange os contratos celebrados on-line e celebrados por troca de s (Decreto-Lei nº 7/2004, de 7 de Janeiro, relativo ao comércio electrónico, e o Decreto-Lei nº 143/2001, de 26 de Abril, relativo aos contratos celebrados à distância, entre outros), a contratação via Internet, porque trata de comunicações numa rede aberta, deve ser rodeada de alguns cuidados específicos. Assim, recomenda-se que, em cada contrato por via electrónica, se estabeleçam claramente os seguintes aspectos: [ Identificação das partes morada/sede, número de contribuinte, e telefone (recuse a identificação apenas com nome e ou apartado) [ Indicação das características dos bens/serviços [ Processo de celebração do contrato (passos electrónicos usuais: ordem de encomenda; aviso da sua recepção; confirmação da ordem) [ Processo e prazo de entrega dos bens/serviços [ Prazos e processos de devolução e reclamação [ Preço (e eventuais impostos e outros encargos) [ Formas de pagamento do preço (de preferência que permitam o pagamento por multibanco MBNet, uma das formas mais seguras) [ Responsabilidades de cada um dos intervenientes [ Termos e condições do tratamento de dados pessoais [ Lei aplicável e resolução de litígios [ Finalmente certifique-se que a informação será transferida em segurança (habitualmente surge um cadeado na parte inferior do browser; o endereço de página protegida contém um s : https e não apenas http). GESTÃO DO CONHECIMENTO Cristina Mendes Pires A Vieira de Almeida está entre as sociedades de advogados pioneiras na implementação de um sistema de Knowledge Management ou Gestão do Conhecimento, tendo para o efeito criado, na sua estrutura interna, um grupo de advogados exclusivamente dedicados a este campo. A criação desta nova área é o reflexo de uma preocupação da firma com o desenvolvimento e consolidação do factor amplificador das capacidades do ser humano: o conhecimento. Com efeito, se o capital intelectual que as pessoas representam é a força motriz de qualquer firma de serviços profissionais como a nossa, a partilha desse conhecimento assume uma enorme relevância na potenciação das capacidades das pessoas e da firma. O conhecimento tem duas dimensões: a explícita e a implícita. O conhecimento explícito é aquele que é mais facilmente capturado, indexado e catalogado. Falamos de contratos, artigos, legal opinions e demais instrumentos documentais que depois de devidamente classificados e trabalhados, se tornam úteis para outros que não o seu autor. Já o conhecimento implícito é aquele que reside na cabeça das pessoas, que provém da sua experiência, vivência e intuição e que não é nem escrito nem formalmente documentado. A partilha do Conhecimento assume uma enorme relevância na potenciação das capacidades das pessoas e da firma A forma de capturar este tipo de conhecimento e de o transformar em conhecimento explícito e partilhável com os outros passa por uma abordagem pessoa a pessoa, pela presença dos membros desta nova área - os professional support lawyers (PSL) - nas reuniões dos diferentes grupos de trabalho do escritório, bem como pela presença dos PSLs nas fases de briefing e de debriefing das operações. Numa sociedade que vive a um ritmo alucinante, profissionalismo, rigor e consistência jurídica é aquilo que os nossos clientes, cada vez mais exigentes, esperam de nós. Contudo, é necessário superar as suas expectativas, antecipandolhes os problemas e criando-lhes soluções. É neste campo que a gestão do conhecimento assume uma importância vital. Uma boa gestão do conhecimento habilita-nos a dar uma resposta mais rápida, eficaz e consistente aos nossos clientes ajudando-nos ainda a conhecer melhor o core business destes pois o know-kow mais crítico e relevante resulta da relação Advogado/Cliente. Ora, a Gestão do Conhecimento tem um papel crucial na captura e desenvolvimento do conhecimento aportado pelos clientes ao viabilizar a passagem de know-how permitindo-nos um verdadeiro trabalho de equipa entre todos os membros do escritório, e destes com os clientes.

8 INDEPENDÊNCIA Av. da Boavista, º Porto BANCÁRIO & FINANCEIRO COMERCIAL CONCORRÊNCIA & UE CONTENCIOSO & ADR FISCAL IMOBILIÁRIO, URBANISMO & AMBIENTE LABORAL M&A E CORPORATE MERCADO DE CAPITAIS PROJECTOS, ENERGIA E RECURSOS NATURAIS PÚBLICO SAÚDE TELECOMS & TI.

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