Manual sobre a Análise e a Promoção da Cadeia de Valor

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1 «Reforçar a Gestão das Pescas nos Países ACP» FORMAÇÃO REGIONAL SOBRE A ANÁLISE DA CADEIA DE Referência: SA-4.1-B20 Manual sobre a Análise e a Promoção da Cadeia de Valor Região: ÁFRICA AUSTRAL País: MAURÍCIA De David Russell e Satish Hanoomanjee Setembro de 2012 Um projeto executado pela: PESCARES ITALIA SRL Projeto financiado pela União Europeia. «A presente publicação foi elaborada com a assistência da União Europeia. O conteúdo da mesma é da exclusiva responsabilidade da «Pescares Italia» e não reflete, de modo algum, as opiniões da União Europeia.» «O conteúdo do presente documento não reflete necessariamente as opiniões dos governos em questão.»

2 Índice LISTA DOS QUADROS, IMAGENS E CAIXAS... 4 LISTA DE ACRÓNIMOS... 5 PARTE A CONCEITO DE ANÁLISE DA CADEIA DE Contexto Visão geral da oferta e da procura de peixe O que é a análise da cadeia de valor? Comparar cadeias de valor Razões para promover a produção de valor acrescentado Análise invertida da cadeia de valor A abordagem orientada para o comprador A perceção do público e do cliente sobre o seu negócio Levar peixe e marisco para o mercado e a necessidade de um manuseamento cuidadoso Como é que os consumidores decidem sobre o valor? Sistemas de marketing de peixe nos países desenvolvidos versus em desenvolvimento Desafios-chave das cadeias de valor do peixe Desafios para os fornecedores dos países em desenvolvimento Reduzir as perdas de valor Então, para onde é que vai o dinheiro? Calcular os ganhos monetários ao longo da cadeia de valor Exemplos de rotulagem ecológica na cadeia de valor Os objetivos da rotulagem ecológica são: Certificação Marine Stewardship Council (MSC) Estudo comparativo sobre os rótulos ecológicos das pescas Pescada sul-africana uma história de sucesso do MSC Perca do Nilo com rótulo ecológico, Tanzânia Eco Mark Africa promover pescas sustentáveis Conclusões sobre a cadeia de valor PARTE B: ANÁLISE DA CADEIA DE NO PLANEAMENTO POLÍTICO34 1. Desenvolvimento de políticas através da análise da cadeia de valor Objetivos da política: Importância das políticas e das melhores práticas: Projeto Financiado pela União Europeia Página [2] Um projeto implementado pela Pescares Italia

3 1.3 Passos para conduzir uma ACV para o planeamento político Melhorar a competitividade, melhorar a excelência Procura do cliente: a impulsionadora da mudança Identificar áreas que precisam de melhorias, utilizando a análise da cadeia de valor como instrumento Ganhar acesso ao mercado: Qual é o problema das políticas? Diversificar os clientes e os mercados Utilizar as políticas para modernizar as capacidades empresariais Conflito das partes interessadas Questões laborais no mercado Estratégias de melhoria do trabalho: A cadeia de valor e a melhoria dos padrões de emprego Os atores com poder na cadeia de valor Análise da cadeia de valor como forma de introduzir políticas para melhorar o comércio internacional de peixe e a segurança alimentar para as pescas de pequena escala nos países em desenvolvimento Objetivo do projeto: melhorar o conhecimento da dinâmica da cadeia de valor Estudos de caso A estratégia política Referências Projeto Financiado pela União Europeia Página [3] Um projeto implementado pela Pescares Italia

4 Lista dos Quadros, Imagens e Caixas Quadro 1: Consumo de peixe nos países da SADC... 9 Quadro 2: Comparação dos benefícios versus limitações das cadeias de valor Quadro 3: Calcular o lucro de mercado ao longo da cadeia de valor para cada parte interessada para os mercados primário, secundário e retalhista do peixe «sável» no Bangladeche Quadro 4: Como recolher e analisar informações Figura 1 A cadeia de valor da indústria do peixe e do marisco. Fonte: Banco Glitnir Figura 2 Comparação entre as cadeias de valor em quatro países Figura 3 Inter-relações na análise da cadeia de valor Figura 4 Análise invertida da cadeia de valor Figura 5 Uma cadeia de valor sistemática nas pescas Figura 6 Flutuações de preços ao longo da cadeia de valor Figura 7 valor acrescentado para um quilo de filetes de perca do Nilo na pesca de percas do Nilo na Tanzânia Figura 8 A cadeia de distribuição de comercialização para a perca do Nilo no Lago Vitória na Tanzânia Figura 9 A cadeia de valor para a perca do Nilo no Lago Vitória na Tanzânia Figura 10 Distribuição de rendimentos pela cadeia de valor do peixe e do marisco para os filetes de bacalhau da Islândia, vendidos nos restaurantes dos Estados Unidos Figura 11 A cadeia de valor para a comercialização do peixe «sável» no Bangladeche, ilustrando os retornos monetários para as diferentes partes interessadas ao longo da cadeia Figura 12 Descrição passo a passo sobre o cálculo dos ganhos monetários ao longo da cadeia de valor Figura 13 Projetos de melhoria das pescas Figura 14 Comparação quantitativa dos rótulos ecológicos Figura 15 Passo da análise da cadeia de valor Figura 16 Função de cruzamento da planilha genérica com participantes/atores Figura 17 Processo da ACV - exemplo Projeto Financiado pela União Europeia Página [4] Um projeto implementado pela Pescares Italia

5 Lista de Acrónimos ACV Análise da Cadeia de Valor AEM O Mecanismo Africano de Rotulagem Ecológica AGOA Lei do Crescimento e Oportunidade para África AP Administrações/ Autoridades das Pescas CC Custo de Comercialização CIF Custo, Seguro e Transporte incluídos no preço de venda EMA Eco-Mark Africa FAO Organização das Nações Unidas para e Agricultura e Alimentação IQF Congelado rápido individual LM Lucro de Mercado MC Margem de Comercialização MSC Marine Stewardship Council NORAD Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento ORGP Organização Regional de Gestão Das Pescas PC Preço de Compra PIB Produto Interno Bruto PMP Projeto de Melhoria das Pesca PV Preço de Venda SADC Comunidade de Desenvolvimento da África Austral SDE Serviços de Desenvolvimento Empresarial TAC Total Admissível de Capturas UFR Unidade de Facilitação Regional do ACP Fish II WWF Fundo Mundial para a Natureza ZEE Zona Económica Exclusiva Projeto Financiado pela União Europeia Página [5] Um projeto implementado pela Pescares Italia

6 Parte A Conceito de Análise da Cadeia de Valor A análise da cadeia de valor (ACV) proporciona aos decisores políticos governamentais e à administração das empresas de pesca uma ferramenta sistemática que lhes permite compreender os processos da indústria/empresa e, em particular, conhecer os custos relacionados com os vários passos da cadeia. O conceito de cadeia de valor liga, simplesmente, todos os passos de produção, transformação e distribuição entre si e permite-nos analisar cada passo em relação ao anterior e aos seguintes. Isto inclui vários aspetos, tais como: a logística física, económica e social entre a entrada e o consumo de matérias-primas e a cadeia de fornecimento e o fluxo de pagamento, incluindo as margens de valor acrescentado, e permite que o pessoal da Administração das Pescas e da indústria pesqueira trate de questões relacionadas com a cadeia de valor, de forma a maximizar o valor nas respetivas operações comerciais. A Parte A do presente manual procura explicar os elementos-chave relacionados com a análise da cadeia de valor. 1. Contexto A análise da cadeia de valor é particularmente útil para os novos produtores que chegam aos mercados interno e global, para garantir um crescimento sustentável do rendimento através da compreensão da cadeia de valor, desde que o peixe é capturado até ao momento em que chega ao consumidor final. Em relação ao consumidor final, também envolve o desenvolvimento dos conhecimentos sobre preparação dos alimentos e prevenção da perda de proteínas, particularmente do ponto de vista da segurança em pequena escala dos alimentos da pesca. A sua utilização é, igualmente, um instrumento analítico para as Administrações das Pescas compreenderem o ambiente político que prevê a afetação eficiente de recursos na economia nacional, de forma a maximizar o valor, evitar perdas após a captura e garantir que existe uma gestão eficaz para promover a utilização sustentável deste recurso. Os mercados globais de peixe e marisco são grandes, numerosos, variados e complexos. Não é fácil perscrutar toda a informação, ler e analisar o mercado e tomar as decisões adequadas para maximizar os lucros. É por isso que necessitamos de uma abordagem sistemática um modelo que possamos utilizar para nos guiarmos na recolha, absorção e análise da informação de forma significativa. Começamos por observar a realidade uma vasta quantidade de factos. Ao fazermos uma seleção, vemos surgir um padrão, o que nos permite dividir os factos em grupos semelhantes. O modelo conceptual da análise da cadeia de valor é uma abordagem sistemática para o tratamento e análise da informação e para a tomada das decisões certas, adaptadas às condições reais do lugar e do país. A pesca na África Austral varia desde a pesca de pequena escala e artesanal em países como Angola, Maláui, Moçambique e Zâmbia até às grandes preocupações comerciais da indústria do atum no Oceano Índico Projeto Financiado pela União Europeia Página [6] Um projeto implementado pela Pescares Italia

7 (Maurícia e Seicheles) ou ao setor das pescas industriais da Namíbia. A região também inclui alguma pesca interior importante, tal como o Lago Maláui, o Lago Tanganiyka, o Lago Kariba, a bacia do rio Zambeze e o Delta do Okavango, caracterizados pela presença das espécies Tilápia, Tuaka e Kapenta. A pesca contribui de forma distinta para o PIB local, variando entre 0,002 % no Botsuana e cerca de 5 % na Namíbia. Os recursos haliêuticos desempenham um papel relevante no desenvolvimento económico nacional e regional e o comércio de peixe representa, muitas vezes, um pilar importante da economia. São necessárias políticas que salvaguardem os interesses dos produtores de pequena escala, permitindo-lhes contribuir para a segurança alimentar com produtos que proporcionem qualidade nutricional aos consumidores, sejam rentáveis para o produtor e tenham acesso aos mercados internacionais sempre que possível, mas que obtenham, igualmente, preços e margens para uma sustentabilidade a longo prazo, do ponto de vista dos recursos económico, social e biológico. O objetivo do presente manual consiste em assistir as Administrações das Pescas (AP) na formulação e execução da análise da cadeia de valor, para maximizar a criação de valor do peixe e dos produtos da pesca através da abordagem da cadeia de valor e, em particular, do enquadramento das políticas de ajuda aos produtores na participação efetiva na economia global. O presente manual não pretende ser complexo, mas sim demonstrar os elementos de base para a aplicação da análise da cadeia de valor em contextos específicos: O «objetivo» do presente manual consiste em servir de diretriz para a equipa de planeamento político das Administrações das Pescas. Um instrumento para as pessoas da indústria pesqueira poderem abordar as questões da cadeia de valor, de forma a maximizarem o valor nas suas operações comerciais. O presente manual foi elaborado com base na avaliação das necessidades de formação realizada antes da Formação Regional sobre a Análise da Cadeia de Valor (23 a 27 de julho de 2012) na Maurícia. Tem, igualmente, em consideração as questões levantadas pelos participantes provenientes dos vários países representados durante a formação. 2. Visão geral da oferta e da procura de peixe Espanha, França e Itália são os maiores importadores de produtos africanos derivados da pesca, comprando cerca de metade das exportações de África. Os produtos africanos da pesca exportados internacionalmente tendem a ser enviados como produtos «de base» relativamente não processados. O processamento posterior ocorre na Europa, beneficiando, desta forma, os europeus em termos de trabalho e de maiores lucros. Só recentemente foi dada mais ênfase à criação de valor e à produção de produtos da pesca de «valor acrescentado» em África. A criação de valor faz surgir todo um novo setor de serviços em termos de emprego e de desenvolvimento de capacidades, reforçando a base económica dos países africanos. Daí a necessidade de Projeto Financiado pela União Europeia Página [7] Um projeto implementado pela Pescares Italia

8 mais criação de valor e análise da cadeia de valor na região e em África em geral. Apesar do seu grande potencial, a aquicultura africana tem sido pouco explorada. Para enfrentar o futuro, África precisa de um novo paradigma para o crescimento acelerado da aquicultura, reconhecendo os fracassos dos esforços do passado. Apesar de se ter verificado apoio governamental em muitos países (para proveitos socioeconómicos), existem ainda ofertas diminutas de peixe a partir de fontes tradicionais (pesca de captura). Isto poderá ser uma boa base para o desenvolvimento do setor e a aquisição de um melhor entendimento/conhecimento sobre a aquicultura e de um melhor estabelecimento de redes/troca de informações, através de uma abordagem mais orientada para os mercados (Hanoomanjee, S. et.al. janeiro de 2009). Segundo a FAO, espera-se que a produção de África apresente um crescimento significativo, passando de cerca de 8 milhões de toneladas atualmente para perto de 11 milhões de toneladas em Apesar de a maior parte deste crescimento provir da aquicultura, prevê-se também algum crescimento no setor da captura (Hempel, Erik et.al. dezembro de 2007). A FAO prevê, igualmente, que a procura a nível mundial de produtos da pesca aumente no futuro. Com base na procura presente, serão necessários mais 27 milhões de toneladas de peixe para manter o atual nível de consumo per capita em A previsão é de uma maior urbanização nos países em desenvolvimento, onde a população deverá aumentar de 5,6 mil milhões em 2009 para 7,9 mil milhões em 2050, e entre 250 e 310 milhões a mais de pessoas estarão urbanizadas em 2015 espera-se que este seja o principal impulsionador do futuro crescimento do consumo. Esta poderá ser uma oportunidade para explorar o comércio de peixe. A atual média de consumo de peixe per capita em África é de 8,3 Kg e na Europa é de 20,7 Kg. A nível mundial, a média anual de consumo de produtos da pesca per capita aumentou de 11,5 Kg na década de 1970 para 16,5 Kg na década de 2000 (Franz, Nicole, abril de 2010). Projeto Financiado pela União Europeia Página [8] Um projeto implementado pela Pescares Italia

9 Kg/per capita/ano Fonte: FAO Quadro 1: Consumo de peixe nos países da SADC País Angola 7,4 14,3 14,4 13,3 15,7 Botsuana 0,7 1,5 3,8 8,4 2,8 RD Congo 10,1 9,8 7,1 7,1 5,8 Maláui 3,9 12,7 7,5 6,6 4,6 Maurícia 10,9 10,3 18,7 19,4 18,7 Moçambique 4,0 5,0 3,5 2,4 5,0 Namíbia 9,1 7,9 10,0 10,3 13,3 Seicheles 47,6 56,6 74,5 68,0 61,0 África do Sul 5,5 7,9 10,4 9,2 7,3 Suazilândia 0,0 0,0 0,1 0,1 2,4 Tanzânia 6,4 12,3 11,9 12,0 7,0 Zâmbia 8,3 14,6 7,2 8,4 6,4 Zimbabué 1,5 1,7 2,7 2,1 1,2 Média em África 5,0 7,0 8,9 7,9 8,2 Média mundial 9,0 11,0 11,9 13,1 16,5 3. O que é a análise da cadeia de valor? A cadeia de valor é uma cadeia de atividades onde os produtos atravessam todas as atividades da cadeia em sequência e, em cada uma, o produto ganha algum valor. A cadeia de atividades confere aos produtos mais valor acrescentado do que a soma dos valores acrescentados de todas as atividades. O importante é não confundir o conceito do valor do produto com os custos da sua produção. A análise da cadeia de valor: Permite à empresa, ao indivíduo ou a outras partes interessadas, tais como os decisores políticos governamentais, saber quais as partes das operações que criam valor e as que não criam. Trata-se de um modelo que as empresas ou os indivíduos utilizam para: compreender a sua posição de custos e identificar os vários meios que podem ser utilizados para facilitar a implementação de uma determinada estratégia comercial. O conceito de cadeia de valor liga, simplesmente, todos os passos de produção, processamento e distribuição entre si e permite-nos analisar cada passo em relação ao anterior e aos seguintes. A cadeia de valor descreve o conjunto completo das atividades necessárias para levar um produto ou serviço da fonte, através de diferentes fases de produção (envolvendo uma combinação de transformações físicas e contribuições de vários serviços de produtor), até aos consumidores finais, eliminando-os no fim, após a utilização. A análise da cadeia de valor proporciona uma ferramenta sistemática e analítica que pode ajudar a gestão a ver e a compreender os processos da empresa e, em especial, a conhecer os custos relacionados com os vários Projeto Financiado pela União Europeia Página [9] Um projeto implementado pela Pescares Italia

10 passos da cadeia. A experiência ensina que um controlo adequado de custos é essencial. Devemos conhecer os custos em todos os níveis e trabalhar constantemente para reduzi-los sempre que for possível, sem comprometer a qualidade e a segurança. O efeito mais importante da aplicação da abordagem da cadeia de valor é, contudo, que todas as decisões tomadas num determinado passo do processo têm consequências para os passos seguintes e tais decisões podem ser irreversíveis. Por exemplo, se matarmos e arranjarmos o peixe quando o apanhamos, isto significa que, mais tarde, não poderemos vendê-lo como peixe vivo! A cadeia de valor consiste em atividades primárias, tais como criar e entregar um produto (por exemplo, produzir filetes de peixe), e atividades de apoio que não estão diretamente envolvidas na produção, mas que, provavelmente, aumentam a sua eficácia ou eficiência (por exemplo, investigação e desenvolvimento). Além disso, algumas atividades primárias e de apoio podem ser subcontratadas. 3.1 Comparar cadeias de valor Em primeiro lugar, vamos ver como é a cadeia de valor global do peixe. Figura 1 A cadeia de valor da indústria do peixe e do marisco. Fonte: Banco Glitnir Em estudos realizados pela FAO e pelo banco Glitnir, respetivamente, era evidente que a maioria dos benefícios gerados ao longo da cadeia de valor é detida pelo setor da transformação retalhista/grossista/secundária da indústria. Esta tendência é demonstrada nas pescas tanto dos países em desenvolvimento como dos países desenvolvidos. É útil comparar análises da cadeia de valor desde que nos concentremos apenas no valor acrescentado líquido em cada nível. Um estudo1 sobre quatro cadeias de valor salientou informações importantes sobre as cadeias de valor do marisco, incluindo que a quota dos pescadores torna-se relativamente mais baixa à medida que o produto é mais processado. Há, igualmente, duas lições sobre as potenciais armadilhas. O estudo demonstrou que é essencial uma boa gestão das pescas para garantir que os pescadores colhem os benefícios dos preços de exportação mais elevados. Sem uma gestão adequada, o aumento dos preços pode conduzir a pressões nas pescas e ameaçar, desta forma, a sustentabilidade dos recursos e a rentabilidade das empresas pesqueiras. 1 Ref.: Asche, Fank et al., FAO Projeto Financiado pela União Europeia Página [10] Um projeto implementado pela Pescares Italia

11 Figura 2 Comparação entre as cadeias de valor em quatro países. A pesca assenta num recurso natural que pode flutuar drasticamente ao longo dos tempos. O comércio internacional ajuda as empresas de peixe e de marisco a diversificar estes riscos, abrindo o acesso a diferentes fontes de matérias-primas. Mais uma vez, isto ajuda a estabilizar os mercados e o aumento da estabilidade ajuda no funcionamento das empresas de peixe e de marisco. Se olharmos para o gráfico supra, vemos que as pescas da Islândia e de Marrocos, onde existem boas práticas de gestão, limitaram a captura total a níveis sustentáveis. Como resultado, as alterações de preços não ameaçaram os recursos, mas tiveram, simplesmente, um impacto direto no rendimento que os pescadores receberam. Em Marrocos, o aumento dos preços força os processadores a importar anchovas de outros países, mas, quando os preços caem, estes compram apenas de fontes nacionais. Isto mostra de que forma o comércio internacional pode realmente ajudar a aliviar a pressão sobre os pesqueiros quando os preços se tornam muito elevados devido ao aumento da procura ou quando a captura diminui através das flutuações naturais. Por outro lado, devemos notar que a análise da cadeia de valor para a pesca de pequena escala, assim como o trabalho para maximizar o valor para os pescadores, está voltada para a segurança alimentar. 3.2 Razões para promover a produção de valor acrescentado Lucros mais elevados. Condições de mercado mais estáveis, uma vez que os preços dos produtos de consumo apresentam menos variações do que os preços dos produtos de base. Criação de emprego. Diversificação dos produtos e dos mercados. Benefícios económicos a jusante através de um maior envolvimento dos setores de apoio à indústria. Projeto Financiado pela União Europeia Página [11] Um projeto implementado pela Pescares Italia

12 A nossa posição estratégica deve visar a maximização do valor geral. Na sua descrição de cadeia de valor, Michael Porter apresenta o conceito genérico de cadeia de valor, que inclui: - Logística de entrada: o recebimento e armazenamento das matérias-primas e distribuição para a produção, conforme necessário; - Operações: O processo de transformação de fatores de produção em produtos e serviços acabados; - Logística de saída: o armazenamento e distribuição dos bens acabados; - Marketing e venda: a identificação das necessidades dos consumidores e a criação de vendas; - Serviço: o apoio aos clientes após a venda de produtos e serviços. Lembre-se: A soma da cadeia de valor deve criar um valor maior do que a soma de cada atividade individual; por outras palavras, deve criar uma margem de lucro. Figura 3 Inter-relações na análise da cadeia de valor. Fonte: Porter, Michael, Análise invertida da cadeia de valor Na indústria pesqueira, podemos dizer que, neste caso, a cadeia de valor consiste em sete ligações. A embarcação de pesca captura o peixe e leva-o para o local de desembarque ou o porto, onde ocorre um Projeto Financiado pela União Europeia Página [12] Um projeto implementado pela Pescares Italia

13 primeiro processamento - tal como, por exemplo, seleção e congelação ou refrigeração. Daqui, o peixe é transportado para um segundo processamento - tal como, por exemplo, filetagem e congelação. O produto é então expedido para o comerciante por grosso, que o distribui para o retalhista antes de ir parar às mãos do consumidor. Vamos, agora, examinar um pouco a cadeia de valor a partir da direção contrária em vez de começarmos pelo produto em bruto e acabarmos no cliente, olhemos primeiro para este. Figura 4 Análise invertida da cadeia de valor Em primeiro lugar, perguntamo-nos o que o cliente quer, como quer e a que preço. Afinal, se criarmos o produto errado para o mercado errado, não teremos negócio! Se ninguém o quiser comprar, não importa se produzimos o melhor produto do mundo. É por isso que todos os planos comerciais começam pelo cliente, com um estudo de mercado. Nós temos peixe uma matéria-prima valiosa mas será que existe um mercado pare ele? De que forma é que o cliente quer este produto? As perguntas que colocamos ao longo dos vários passos da cadeia de valor ajudam-nos a conduzir o processo de planeamento comercial e de marketing. Lembre-se de que os compradores e os vendedores permanecem ligados ao longo da cadeia de valor: A análise da cadeia de valor ajuda a explicar a ligação entre todos os atores da cadeia de produção e distribuição; Proporciona ligações entre produtor-comprador, nas quais todas as partes podem agir livremente; Nas indústrias de trabalho intensivo, o poder pode passar dos produtores para os comerciantes ou retalhistas; A pressão sobre as principais empresas das cadeias globais de valor pode melhorar as condições de trabalho entre os fornecedores. Projeto Financiado pela União Europeia Página [13] Um projeto implementado pela Pescares Italia

14 3.4 A abordagem orientada para o comprador A abordagem orientada para o comprador não consiste, contudo, em apenas apresentar o melhor produto para os compradores gostarem da e apoiarem a sua empresa. Trata-se também de ser visto como um empregador preocupado e socialmente responsável. As pessoas gostam de pensar que estão a apoiar uma boa causa, mesmo naquilo que compram e na forma como compram. Nos últimos anos, a abordagem orientada para o comprador e esta ideia de consciência social fizeram com que as práticas de emprego passassem para o topo da agenda. Existem, no entanto, alguns pontos que devem ser tidos em conta. Ter menos códigos é uma abordagem melhor cria mais eficiência e minimiza a confusão. Os requisitos do comprador enviam, muitas vezes, uma mensagem dúbia por causa das pressões de gestão e dos problemas laborais no ambiente de trabalho. Frequentemente, exige-se aos fornecedores que sejam conformes ao código laboral dos compradores e, ao mesmo tempo, encontram-se sob pressão para baixar os preços e acelerar a entrega. A pressão por parte das práticas de compra das cadeias de fornecimento dos retalhistas e das empresas de marca pode debilitar os próprios padrões laborais que estes afirmam apoiar. A nível organizacional, trata-se de um problema de gestão que é fácil de explicar: os colaboradores da empresa que lidam com os padrões laborais raramente são responsáveis pelas verdadeiras decisões de abastecimento. Isto cria dificuldades na divisão do trabalho dentro da empresa para implementar o abastecimento ético. A concorrência nos mercados finais é, frequentemente, feroz, em particular com os produtos de trabalho intensivo. Em alguns mercados, os retalhistas podem acabar por descobrir que a única opção consiste em passar estas pressões para baixo, na cadeia de fornecimento. Mas uma abordagem descendente, onde os códigos laborais só são implementados à força, tem demonstrado ser insuficiente. Projeto Financiado pela União Europeia Página [14] Um projeto implementado pela Pescares Italia

15 Figura 5 Uma cadeia de valor sistemática nas pescas Fonte: Young, Jimmy, abril de A perceção do público e do cliente sobre o seu negócio Os fornecedores conseguem oferecer mais qualidade elevada e responder mais rapidamente se os seus trabalhadores forem bem tratados. As empresas preocupam-se com a ameaça à imagem da corporação e com a reputação prejudicial de estar associada a condições de exploração de trabalho. E é aqui que a cadeia de valor pode ser utilizada para ajudar a aplicar regulamentos e normas normas de trabalho e normas de saúde e segurança. A análise da cadeia de valor é, assim, utilizada para melhorar os salários e as condições de trabalho nas empresas dos fornecedores locais: Enquanto instrumento novo importante, mas com limitações; A influência é mais forte onde a reputação sobre as condições de trabalho são importantes para as empresas; A pressão de cima sobre o comprador não torna redundante a pressão de baixo sobre o trabalhador e a organização local do trabalhador continua a ser importante; A negociação coletiva não é a única forma de melhorar as práticas de trabalho; Projeto Financiado pela União Europeia Página [15] Um projeto implementado pela Pescares Italia

16 É melhor ter uma aliança de atores locais-globais, incluindo os compradores, as associações de empresas, os sindicatos e as ONG. 3.6 Levar peixe e marisco para o mercado e a necessidade de um manuseamento cuidadoso A principal ênfase está na necessidade de produtos de boa qualidade que, por sua vez, promovam a realização de melhores preços no mercado. A garantia da qualidade começa desde que o peixe é capturado até que chega ao consumidor. A necessidade de informação de mercado e de investigação de mercado é, igualmente, muito importante. A valorização dos produtos exige que: Valorizemos o NOSSO produto; Conheçamos o NOSSO papel; Mantenhamos padrões elevados; Conheçamos o NOSSO cliente; Comuniquemos com todos os passos na cadeia de valor. Lembre-se: a forma como o peixe é manuseado imediatamente após ser retirado da água determina o período máximo de validade. O peixe, uma vez capturado pelo pescador, deve ser considerado como um produto alimentar valioso, que deve ser tratado com cuidado por motivos de segurança alimentar do cliente e para alcançar os melhores preços. As embarcações de pesca que têm peixe refrigerado, devem utilizar gelo fundente (uma mistura de água do mar e flocos ou gelo picado) para uma rápida e eficaz refrigeração do peixe. A temperatura do gelo fundente é de - 1 a -1,5 graus Celsius. A refrigeração é rápida porque os peixes estão completamente rodeados de água à temperatura supramencionada e a transferência de calor é muito mais rápida do que no ar. O peixe deve ser colocado no gelo fundente imediatamente após a chegada à embarcação e deve aí permanecer até estar completamente refrigerado. É preferível ter dois ou mais pequenos tanques de gelo fundente do que um tanque grande pois: Podem ser alternados. Permitem calcular, com mais precisão, o tempo que o peixe esteve no gelo fundente. Permitem que sejam produzidas quantidades mais pequenas de gelo fundente em tempos de baixas taxas de captura. Quando o peixe é guardado em contacto direto com o gelo depois de fundido, o processo de refrigeração pode continuar. Por isso, o tempo necessário no gelo fundente deve ser apenas o suficientemente para reduzir a temperatura do centro do peixe para 5 graus Celsius. A partir deste momento, a refrigeração no gelo irá acontecer aproximadamente à mesma taxa que no gelo fundente. Lembre-se, deve haver sempre algum gelo de parte para cobrir o peixe quando este é capturado, para evitar que aqueça. Projeto Financiado pela União Europeia Página [16] Um projeto implementado pela Pescares Italia

17 3.7 Como é que os consumidores decidem sobre o valor? Lembre-se que: O preço é um fator-chave, mas a maioria dos consumidores não compra com base só no preço; A qualidade é avaliada para determinar o valor; Valor = Qualidade/Preço; O preço é o dinheiro cobrado e os custos incorridos (conveniência, localização, etc.); A qualidade é multifacetada e variável. A flutuação dos preços é outro aspeto que influencia o desempenho dos vários passos na cadeia de valor. Quando estudamos as flutuações de preços nas diferentes partes da cadeia de valor, reparamos que os preços flutuam mais drasticamente no início, ao nível do pescador, do que no final da cadeia, isto é, ao nível do consumidor. No supermercado, encontramos os mesmo preços para o atum enlatado dia sim, dia não com alterações talvez uma ou duas vezes por ano e, possivelmente, uma oferta especial do supermercado de vez em quando. Mas, de uma forma geral, os preços são relativamente estáveis no supermercado. Por outro lado, os preços do atum congelado variam de dia para dia e, por vezes, até significativamente e esta é uma característica-chave de um produto de base, uma vez que assenta nas atuais grandes forças de mercado da oferta e da procura. Isto acontece porque a oferta e a procura entram em jogo e, ao nível do fornecedor, isto é ainda mais pronunciado do que ao nível do consumidor. Além disso, se os preços para o consumidor variassem em excesso, criar-se-ia um ambiente comercial demasiado instável para o retalhista. O facto de os preços terem tendência a ser mais estáveis no final da cadeia de valor mostra-nos que deveríamos tentar envolver-nos mais na cadeia de valor. Com efeito, é uma boa razão para desenvolvermos a criação de valor, uma vez que traz mais estabilidade e previsibilidade ao nosso negócio. Projeto Financiado pela União Europeia Página [17] Um projeto implementado pela Pescares Italia

18 Figura 6 Flutuações de preços ao longo da cadeia de valor Por outro lado, os potenciais lucros elevados diminuem em determinadas alturas, quanto mais longe da cadeia de valor estiverem as nossas operações: quanto maior for o risco, mais elevados são os potenciais lucros, mas também maior é o risco de fracasso. 3.8 Sistemas de marketing de peixe nos países desenvolvidos versus em desenvolvimento As semelhanças: As diferenças: Ambos têm de enfrentar o mesmo desafio básico de proporcionar comida segura do tipo e qualidade certos, no sítio certo para clientes dispostos a e que possam pagar; O mercado é composto por uma combinação de peixe e de produtos de pesca locais e importados; Há uma combinação complexa de atores, empresas e instituições na indústria; O papel dos supermercados é importante na venda a retalho de peixe e de produtos da pesca; A presença de restaurantes de hotel e de cadeias institucionais enquanto fornecedores de serviços alimentares; O papel crescente de regulamentos e normas. Uma escala imensamente diferente a nível do sistema e das empresas; Uma percentagem mais baixa de produtos manuseados nos países menos desenvolvidos; Nos países menos desenvolvidos, há mais produto «fresco» do que processado ou fabricado, em comparação com os países emergentes ou desenvolvidos; A quota do supermercado sobe rapidamente nos países menos desenvolvidos, em detrimento dos pequenos retalhistas e dos mercados grossistas. Projeto Financiado pela União Europeia Página [18] Um projeto implementado pela Pescares Italia

19 3.9 Desafios-chave das cadeias de valor do peixe As cadeias de valor não são, contudo, uma palavra mágica que resolve todos os problemas de uma empresa. A consciência da existência de desafios comuns que a maioria das empresas de peixe enfrenta a dada altura ajuda a posicionar a empresa de forma a confrontar os seus próprios gigantes particulares. Entre estes desafios-chave encontramos: Diferentes localizações de recursos e mercados de peixe; Ligações e padrões comerciais de troca complexos e globais; Diferentes matérias-primas que exigem transformação e atribuição de cadeiras de valor especializadas que satisfaçam as variadas necessidades do mercado; Cadeias e atividades interdependentes e influentes; Níveis de qualidade e opções de acréscimo de valor apresentados que dependem de atividades anteriores da cadeia; Redes de comunicação e gestão da cadeia verticais; Consumidores que são o derradeiro fator determinante do valor. Quadro 2: Comparação dos benefícios versus limitações das cadeias de valor Benefícios da cadeia de valor Limitações da cadeia de valor Eficaz no rastreio de fluxos de produto Os atores agem, frequentemente, dentro de um conjunto de regras (por exemplo, regras comerciais) e limitações Apresenta as fases de criação de valor A análise da cadeia de valor deve estar bem informada sobre as regras e os requisitos das normas Identifica os atores e as relações fundamentais com outros atores da cadeia É difícil tornar a informação específica e significativa Eficaz no rastreio de fluxos de produto Custos de transação: Relutância do comprador em comprar a uma variedade de fornecedores Apresenta as fases de criação de valor Conflito com a própria competência dos compradores: Os compradores só contribuem para aprofundar os seus próprios interesses Identifica os atores e as relações fundamentais com outros atores da cadeia Algumas destas limitações têm soluções possíveis: Os custos de transação e a relutância do comprador em comprar a uma multiplicidade de fornecedores podem Projeto Financiado pela União Europeia Página [19] Um projeto implementado pela Pescares Italia

20 ser resolvidos se os pequenos produtores se organizarem horizontalmente, para que os compradores interajam com uma organização coletiva, isto é, com uma sociedade cooperativa. (As sociedades cooperativas têm o benefício adicional de comprar em quantidade para os seus membros a preços reduzidos, baixando, desta forma, os custos de produção.) 3.10 Desafios para os fornecedores dos países em desenvolvimento Os países em desenvolvimento têm, igualmente, dificuldades adicionais específicas das realidades económicas, incluindo: Escolher entre mercados de produtos de base e de especialidade; Deter e expandir o acesso ao mercado; Ganhar e manter uma posição cadeias de valor/fornecimento nas lucrativas; Entrar em, manter e expandir melhores mercados; Aumentar a produtividade e a competitividade; Aumentar o valor acrescentado; Lidar eficazmente com os padrões emergentes Reduzir as perdas de valor A redução das perdas de valor ao longo da cadeia de valor exige, então, a antecipação e minimização dos problemas e o planeamento antecipado para maximizar o valor. Algumas estratégias incluem: Diminuir a variabilidade do produto; Melhorar a qualidade do produto; Simplificar a administração; Reduzir o manuseamento e o transporte; Melhorar a disposição da fábrica; Otimizar a utilização dos equipamentos e dos insumos; Melhorar a produtividade dos colaboradores; Reduzir os danos e os roubos Então, para onde é que vai o dinheiro? Se olharmos para as indústrias bem estabelecidas que operam num ambiente moderno e competitivo (tal como a Islândia), onde trabalham ao longo de uma grande extensão da cadeia de valor, obtemos uma panorâmica muito diferente da situação que ocorre nos ambientes em desenvolvimento. Consideremos o caso dos filetes de perca do Nilo da Tanzânia. Em seguida, vemos uma caracterização da distribuição do valor da venda a retalho da Projeto Financiado pela União Europeia Página [20] Um projeto implementado pela Pescares Italia

21 perca do Nilo na Tanzânia: Figura 7 valor acrescentado para um quilo de filetes de perca do Nilo na pesca de percas do Nilo na Tanzânia Fonte: «Revenue distribution through the seafood value chain» de Frank Asche et al., Circular sobre as Pesca N.º 1019 da FAO, Roma, 2006 A indústria da perca do Nilo da Tanzânia desenvolveu-se ao longo dos últimos 10 a 15 anos e é dominada pelos processadores e comerciantes em terra e pelos importadores e distribuídos na Europa. O processamento da perca do Nilo é feito na Tanzânia em fábricas de processamento em terra. Os processadores recebem uma quota relativamente pequena. O grande vencedor na indústria da perca do Nilo é o setor do retalho, incluindo a comercialização, o transporte, o armazenamento e o embalamento. Este setor obtém mais de 60 % do valor total da venda a retalho. Isto reflete-se na distribuição de valor na cadeia de valor. Os pescadores recebem cerca de 15 % do valor do preço de retalho para a perca do Nilo enquanto os capturadores de peixe obtêm cerca de 5 % do valor de retalho, a mesma quota que os pescadores de bacalhau islandeses, um pouco menos de 20 %. Projeto Financiado pela União Europeia Página [21] Um projeto implementado pela Pescares Italia

22 Figura 8 A cadeia de distribuição de comercialização para a perca do Nilo no Lago Vitória na Tanzânia Figura 9 A cadeia de valor para a perca do Nilo no Lago Vitória na Tanzânia Fonte: Hempel, Erik, novembro de A pesca industrial mecanizada foi proibida em Os pescadores com pouco capital utilizam canoas impulsionadas por pangaios e velas. Apenas alguns pescadores relativamente ricos utilizam motores exteriores e conseguem alcançar locais de pesca distantes. Os seus barcos de pesca são rebocados por um barco-mãe cujo proprietário recebe dinheiro por rebocar uma frota de canoas de e para os pesqueiros. As redes de emalhar e os palangres são os principais equipamentos de pesca utilizados para capturar percas do Nilo para a exportação. O segundo grupo de pescadores possui todos os equipamentos modernos para a pesca comercial de pequena escala. Os seus barcos têm porões de pescado higiénicos e são impulsionados por motores carregam até 5 toneladas. A prática padrão para processar a perca do Nilo consiste em desembarcar o peixe numa das muitas estações de desembarque espalhadas ao longo da faixa costeira e nas numerosas ilhas do lago. Os barcos de recolha também recolhem o peixe diretamente das mãos dos pescadores nos locais de pesca e transportam-nos para as Projeto Financiado pela União Europeia Página [22] Um projeto implementado pela Pescares Italia

23 fábricas de processamento de peixe, passando através dos locais de desembarque. O estabelecimento de transformação de peixe forma o terceiro segmento do fluxograma. Este segmento recebe todos os peixes (matéria-prima) recolhidos dos segmentos 1 e 2, destinados aos mercados local e regional. As matérias-primas provêm dos peixes rejeitados pelo exportador por serem de fraca qualidade, subprodutos ou capturados ilegalmente e apreendidos pelas autoridades, e são vendidas mais tarde como peixe de baixa qualidade. O segmento final de mercado é o mercado de exportação. Normalmente, o peixe é vendido em grandes quantidades para os importadores da UE, que, por sua vez, o vendem aos grossistas, supermercados, processadores, etc. Os filetes são também imediatamente reexportados (com a mesma identidade ou com uma identidade diferente) para outros destinos, tais como os EUA, a Austrália e a América do Sul. Os filetes são igualmente vendidos a fábricas para um processamento adicional. Regressemos agora à Islândia. Figura 10 Distribuição de rendimentos pela cadeia de valor do peixe e do marisco para os filetes de bacalhau da Islândia, vendidos nos restaurantes dos Estados Unidos Fonte: «Revenue distribution through the seafood value chain» de Frank Asche et al., Circular sobre as Pescas N.º 1019 da FAO, Roma, 2006 O nível do retalho contribui com cerca de 33 % do valor acrescentado para o produto incluindo tudo o que é necessário para fornecer o produto ao cliente, tais como as instalações e os serviços. O nível seguinte é o comércio por grosso e/ou o processamento secundário. Os produtos importados da Islândia Projeto Financiado pela União Europeia Página [23] Um projeto implementado pela Pescares Italia

24 como filetes IQF 2 são, na sua maioria, processados posteriormente como filetes revestidos de pasta ou de pão ralado. Este nível proporciona, igualmente, uma rede de venda e distribuição de produtos ao nível do retalho. O nível do comércio por grosso tem cerca de 19 % do valor acrescentado total na cadeia de valor. O terceiro nível é o processamento, efetuado na Islândia: corta-se um filete do peixe inteiro, limpa-se, tira-se a pele, corta-se e congela-se o filete. O processamento primário contribui com cerca de 29 % do valor acrescentado total nesta cadeia de valor. Na maioria dos casos, as instalações de processamento também funcionam nas embarcações de pesca, recolhendo o bacalhau para as fábricas existentes em terra. Estas atividades pesqueiras contribuem com cerca de 19 % do valor total. 2 IQF refere-se a congelado rápido individual. Projeto Financiado pela União Europeia Página [24] Um projeto implementado pela Pescares Italia

25 4. Calcular os ganhos monetários ao longo da cadeia de valor3 Para conseguirmos calcular os ganhos monetários ao longo da cadeia de valor, necessitamos primeiro de dados financeiros sobre a indústria pesqueira a ser estudada. Uma empresa do Bangladeche fez um estudo interessante sobre o peixe nacional, o sável (Tenualosa ilisha), que ilustra os retornos monetários para as diferentes partes interessadas ao longo da cadeia de valor. Esta é a espécie única mais importante do país. A pesca do sável constitui cerca de 30 % da produção pesqueira adicional no Bangladeche e 88 % da captura destina-se ao consumo nacional, sendo que apenas 12 % é exportado para os mercados étnicos. Apesar de ser tradicional, o sistema de comercialização do peixe é complexo e não muito competitivo. Figura 11 A cadeia de valor para a comercialização do peixe «sável» no Bangladeche, ilustrando os retornos monetários para as diferentes partes interessadas ao longo da cadeia Fonte: De Silva, D.A.M., abril de Foram reunidos dados financeiros sobre a comercialização da cada uma das principais partes interessadas da cadeia de valor, tal como ilustrado no fluxograma supra. O lucro de cada parte interessada foi, então, calculado, utilizando as seguintes fórmulas simples: Margem de Comercialização (MC) = Preço de Venda (PV) Preço de Compra (PC) 3 Baseado na análise da cadeia de valor Hilsa marketing, Bangladeche. Projeto Financiado pela União Europeia Página [25] Um projeto implementado pela Pescares Italia

26 Lucro de Comercialização (LM) = Margem de Comercialização (MC) Custo de Comercialização (CC) Quadro 3: Calcular o lucro de mercado ao longo da cadeia de valor para cada parte interessada para os mercados primário, secundário e retalhista do peixe «sável» no Bangladeche Primary market Purchase price (PP) 0.88 Marketing costs (MC) 0.05 Sales price (SP) 1.02 Market margin (MM=SP-PP) 0.14 (8%) Marketing profit (MP=MM-MC)0.09 Secondary market Purchase price (PP) 1.02 Marketing costs (MC) 0.07 Sales price (SP) 1.39 Market margin (MM=SP-PP) 0.37 (23%) Market profit (Mp=MM-MC) 0.30 Retail market Purchase price (PP) 1.39 Marketing costs (MC) 0.04 Sales price (SP) 1.61 Market margin (MM=SP-PP) 0.22 (14%) Market profit (Mp=MM-MC) 0.18 Segue-se uma descrição passo a passo para ajudar a compreender melhor a forma de calcular os ganhos monetários ao longo da cadeia de valor. Para algumas cadeias de valor, pode ser simplesmente um pescador artesanal que captura e vende o peixe na praia ou no mercado local. Quer se trate de um cadeia de valor simples ou complexa, os princípios são os mesmos. Estamos a identificar todos os custos em relação ao preço de venda para obter o lucro, em cada fase da cadeia de valor. Neste exemplo que se segue da cadeia de valor, existem vários atores, a começar pelos «produtores primários» da matéria-prima inicial. Estes vendem, em seguida, ao «mercado primário», que, neste caso, é um «processador primário» que produz porções de peixe adequadas às especificações dos seus clientes. O cliente do «mercado secundário» é um «processador secundário» que produz filetes de peixe panados, embala-os em embalagens de venda a retalho e vende-os posteriormente ao «mercado de venda a retalho» enquanto «retalhista». O ator final da cadeia é o consumidor que compra o produto ao retalhista e o consome. Por razões de simplicidade, assume-se que o preço de venda é padronizado em toda a cadeia de valor, com base na ideia de que o comprador paga um preço CIF pelo produto, que inclui o custo do produto, o seguro e o transporte para o comprador. Os dados financeiros em baixo são apenas ilustrativos e não se baseiam em exemplos da vida real. Projeto Financiado pela União Europeia Página [26] Um projeto implementado pela Pescares Italia

27 Figura 12 Descrição passo a passo sobre o cálculo dos ganhos monetários ao longo da cadeia de valor 5. Exemplos de rotulagem ecológica na cadeia de valor A rotulagem ecológica é uma rotulagem voluntária do produto que transmite informações ambientais aos consumidores que procuram criar uma iniciativa baseada no mercado para uma melhor gestão das pescas. O conceito por detrás dos esquemas de rotulagem ecológica é o de proporcionar incentivos económicos para que os produtores e a indústria do peixe e do marisco adotem práticas pesqueiras mais sustentáveis, ao mesmo tempo que salvaguardam ou melhoram o acesso aos mercados de consumo. Os rótulos ecológicos indicam que os peixes ou os produtos da pesca em questão provêm de uma pesca sustentável. Os vários rótulos ecológicos possuem os seus próprios padrões específicos segundo os quais operam, confirmando, em diferentes graus, a Projeto Financiado pela União Europeia Página [27] Um projeto implementado pela Pescares Italia

28 sustentabilidade do recursos e as melhores práticas utilizadas na captura. O que impulsiona o mercado para o peixe e o marisco sustentáveis? Escassez de recursos Campanhas de ONG Atenção da comunicação social Ética em mudança Responsabilidade social das Marketing e vendas empresas 5.1 Os objetivos da rotulagem ecológica são: Pescas mais bem geridas e mais responsáveis; Formação e informação dos consumidores sobre as escolhas disponíveis de peixe e de marisco; Os consumidores podem colocar questões sobre a origem, que podem incluir a sustentabilidade ou a origem responsável. Muitos estão dispostos a pagar um preço mais elevado pelos produtos com rótulos ecológicos. O peixe e o marisco passam a fazer parte de um «cesto» de produtos com origens mais responsáveis, o qual pode ser apelativo para um determinado tipo de comprador consciente. Todos estes fatores podem influenciar mais compromissos com a origem responsável e o desenvolvimento de políticas sobre a origem ou a criação de critérios de sustentabilidade mínimos que possam impedir que algumas pescas «más» consigam vender. Em última instância, tudo isto deveria «pressionar» ou, pelo menos, enviar um sinal de que as pescas «boas» são apelativas para os clientes e que têm mais hipóteses de conquistar acesso ou quota de mercado. 5.2 Certificação Marine Stewardship Council (MSC) O MSC representa uma organização mundial sem fins lucrativos, criada em 1997 para ajudar a transformar o mercado do peixe e do marisco numa base sustentável. O MSC é reconhecido internacionalmente como o rótulo ecológico das pescas mais coerente com as melhores práticas. É baseado numa parceria (indústria, governo e ONG) e trabalha com base na ideia de que as pescarias selvagens são avaliadas segundo um rigoroso padrão ambiental. Quando é que o MSC considera as pescas sustentáveis? 1. As unidades populacionais de peixe são sustentáveis quando: As populações de peixe e de marisco nos países de origem são saudáveis; Não há sobrepesca; A capacidade reprodutiva é mantida; Projeto Financiado pela União Europeia Página [28] Um projeto implementado pela Pescares Italia

29 Existe uma gestão de precaução (por exemplo, quotas de conservação). 2. Impactos ambientais mínimos: Espécies de peixe de captura acessória; Tubarões, tartarugas; Aves e mamíferos marinhos; Solo oceânico, corais. 3. Gestão eficaz: Boas leis e regulamentos; Adesão a acordos internacionais; Bom policiamento/vigilância (patrulhamento das pescas, inspeções, etc.). Figura 13 Projetos de melhoria das pescas Compare the fishery to the MSC standard (preassessment) MSC Full Assessment Fishery Improvement Project WWF SFP Other NGOs MSC Full Assessment Após identificarem as pescas com que pretendem trabalhar, algumas pescas podem passar diretamente da préavaliação para a avaliação completa 4, enquanto as outras têm de passar pelo processo PMP 5. A maior parte das pescas regionais pode precisar de passar pelo processo PMP, onde várias ONG, tais como o Fundo Mundial para a Vida Selvagem (WWF), assistem as pescas para tornar os respetivos sistemas de gestão conformes com os requisitos da Certificação MSC, para que as pescas possam realizar a avaliação completa do MSC, confiantes de que irão passar a certificação. 4 Normalmente, é realizada uma pré-avaliação antes de uma avaliação completa para determinar quais os critérios que precisam de melhoria. A pré-avaliação é confidencial para o cliente, dando ao cliente do setor das pescas a oportunidade de decidir se pretende avançar com a avaliação completa, sendo que esta está aberta ao escrutínio público. 5 PMP: Projeto de Melhoria das Pescas Projeto Financiado pela União Europeia Página [29] Um projeto implementado pela Pescares Italia

30 5.3 Estudo comparativo sobre os rótulos ecológicos das pescas Dada a proliferação dos rótulos ecológicos atualmente disponíveis no mercado, uma das grandes questões com que a certificação das pescas marinhas se depara é a seguinte: o que faz com que um rótulo ecológico das pescas, credível e prático, tenha o maior impacto possível na melhoria das pescas e da saúde do ecossistema marinho? A «Guidelines on Eco-labelling of Fish and Fishery Products from Marine Capture Fisheries» (FAO, 2005) é o padrão mínimo reconhecido e aceitável para os rótulos ecológicos credíveis das pescas. Com base nestas diretrizes, em 2009, a WWF realizou um estudo comparativo através da empresa Accenture. O estudo observou rótulos ecológicos bem conhecidos e avaliou-os com base nos seguintes critérios de avaliação: Governação, estrutura e procedimentos (a forma como o esquema é governado e trabalhado) Tópico 1 Estruturas e procedimentos para o estabelecimento de padrões Tópico 2 Estruturas de acreditação e certificação Tópico 3 Procedimentos de acreditação e certificação Conteúdo dos padrões Tópico 4 Critérios ecológicos Tópico 5 Sistema de gestão das pescas Tópico 6 - Rastreabilidade Figura 14 Comparação quantitativa dos rótulos ecológicos Fonte: Accenture Development Partners, dezembro de Quantitative Comparison of Eco-labelling Schemes by WWF Projeto Financiado pela União Europeia Página [30] Um projeto implementado pela Pescares Italia

31 Azul-escuro = Marine Stewardship Council, conforme; amarelo = Naturland, semi-conforme; vermelho = Friend of the Sea, semi-conforme; verde = Krav, semi-conforme; roxo = Acordo sobre o Programa Internacional de Conservação dos Golfinhos, não conforme; azul claro = MEL-Japan, não conforme; cor-de-rosa = Southern Rock Lobster, não conforme. O estudo revelou que, dos rótulos ecológicos avaliados, os programas de sustentabilidade dos rótulos ecológicos utilizam muitas boas iniciativas para acolher práticas ecológicas de pesca e gestão sustentáveis. No entanto, o MSC é o único rótulo ecológico que é estruturado de forma a ter um maior impacto na sustentabilidade das pescas e nos próprios ecossistemas marinhos (tal como ilustrado na Figura 13 supra). Observou-se que, exceto o MSC, os rótulos ecológicos não estão bem equilibrados em todos os seis segmentos na medida necessária para apoiar a pesca sustentável. 5.4 Pescada sul-africana uma história de sucesso do MSC A pescada sul-africana é uma história de sucesso que conta como este peixe se expandiu para novos mercados, reforçando a sua posição noutros mercados «amigos do MSC» (Reino Unido, Alemanha, Países Baixos, etc.). Os ganhos ambientais, incluindo as reduções da quota, foram tantos que reconstruíram as unidades populacionais e garantiram a estabilidade no total admissível de capturas anual (TAC). As atividades necessárias incluíram a vedação dos locais de pesca para proteger o ambiente fora destes locais, a gestão da captura acessória de peixe para que as outras espécies fora do regime de gestão não sejam exploradas e a redução das interações de aves marinhas com o equipamento de pesca. Para além de reforçar a gestão das pescas das unidades populacionais de pescada da África do Sul, a indústria da pescada do país, enquanto resultado da certificação do rótulo ecológico do MSC, conseguiu expandir os seus mercados de produto a nível internacional. Isto promove lucros gerais maiores, visto que os mercados amigos do MSC preferem, geralmente, produtos que tenham sofrido uma grande adição de valor ao longo da cadeia de valor e, num mundo onde muitos países vivem atualmente adversidades económicas, tende pagar preços melhores pelo produto. 5.5 Perca do Nilo com rótulo ecológico, Tanzânia Através de um projeto alemão financiado pela GTZ, foi aplicado o rótulo ecológico Naturland à perca do Nilo, na Tanzânia. Os padrões da Naturland consistem em 12 padrões gerais que abordam a sustentabilidade ecológica, social e económica. Através deste projeto, 16 fornecedores, 50 coletores, 713 pescadores, 273 embarcações de pesca e 25 barcos de recolha forma envolvidos/certificados. A Vicfish produz cerca de 4000 Mt de percas do Nilo certificadas. Projeto Financiado pela União Europeia Página [31] Um projeto implementado pela Pescares Italia

32 O projeto de rótulo ecológico da Naturland ilustrou, claramente, a forma como a gestão direcionada para a cadeia de mercado melhorou a conformidade com as regras, aumentou a transparência do sistema de gestão, criou confiança mútua entre a tripulação, os proprietários das embarcações, os capturadores de peixe e os gestores das fábricas de peixe e melhorou o fluxo de informação para a gestão. Isto foi possível porque, na cadeia de mercado, cada parte interessada beneficiou claramente com a parceria comercial criada dentro da cadeia. 5.6 Eco Mark Africa promover pescas sustentáveis O Mecanismo Africano de Rotulagem Ecológica (AEM) foi criado para promover o consumo e a produção sustentáveis, ao mesmo tempo que promove o comércio intra-africano em vários setores. Tem uma página web: O AEM atribui o rótulo ecológico EcoMark Africa (EMA) a produtores e prestadores de serviços africanos sustentáveis. O AEM: baseia-se numa estrutura política pan-africana para garantir o apoio dos governos, ganhando, desta forma, credibilidade e legitimidade em todo o continente; proporciona um enquadramento técnico para a atribuição do rótulo EMA, com base nos padrões específicos do setor; será o organismo de estabelecimento de normas, assim como o proprietário das Normas do EMA; garantirá que a certificação é executada através de organismos terceiros de avaliação da conformidade acreditados; está atualmente a ser institucionalizado enquanto entidade legal independente. Os sistemas de certificação das pescas existentes beneficiam ao: Utilizar um rótulo ecológico EMA para elogiar os seus sistemas ao preencher as lacunas (por exemplo, relativamente aos processamento e aos critérios sociais), adaptando, desta forma, os seus esquemas às condições africanas específicas, ao mesmo tempo que enfatiza a sua origem africana. A pescas beneficiam ao: Utilizar o EMA como um instrumento de marketing que aumenta o seu acesso de mercado a nível internacional e, em especial, a nível continental. Concentrar o EMA nas pescas de pequena escala, proporcionando-lhes um apoio personalizado na aplicação de práticas de captura e de processamento sustentáveis. Os governos beneficiam ao: Utilizarem o EMA como um instrumento co-regulador para alcançar os seus objetivos políticos em relação à Projeto Financiado pela União Europeia Página [32] Um projeto implementado pela Pescares Italia

33 sustentabilidade. Provarem, de forma transparente, o desempenho de sustentabilidade das suas indústrias pesqueiras. Melhorarem o seu perfil com parceiros de desenvolvimento e a comunidade internacional. Aprenderem com os processos EMA, de forma a informarem os seus próprios sistemas jurídicos e de gestão. 6. Conclusões sobre a cadeia de valor As cadeias de valor conceptualizam a transformação das matérias-primas, independentemente da escala, isto é, pescas de pequena escala ou industriais. A ideia da cadeia de valor é uma forma sistemática de planear o negócio, tanto do ponto de vista comercial como governamental, melhorando os benefícios através de melhores políticas. As cadeias de valor determinam as áreas de vantagem comparativa nas ofertas e nos mercados. A análise da cadeia de valor pode ajudar a maximizar os lucros e pode, igualmente, identificar as atividades que são necessárias, mas não rentáveis. As redes locais e regionais aumentam a criação de valor: diferentes mercados finais institucionais estão ligados a diferentes formas de coordenação e controlo das cadeias de valor. É necessário desenvolver a visão sobre: formação das capacidades, investimento, acesso ao mercado, vendas e exportações. Garantir que o ambiente político é favorável, mas não assumir que será suficiente. Ter uma abordagem de grupo apenas como ponto de partida para as cadeias de valor e não como um fim em si próprio. Concentrar-se na competitividade e na produtividade. Procurar e explorar várias formas de acrescentar valor, assim que o sucesso inicial tiver sido alcançado com um único negócio. Identificar e apoiar cadeias de valor prometedoras, com assistência em pontos-chave na cadeia de valor baseada na análise colaborativa dos desafios, definição conjunta de prioridades e assistência especializada por parte de pessoas com experiência na indústria. Reconhecer que algumas chaves para o sucesso exigem, principalmente, a intervenção do setor público, outras apenas a do privado e algumas a combinação dos dois. Os decisores políticos do setor governamental devem procurar alianças no setor privado em todas as fases das cadeias de fornecimento e de valor. Depois de tudo o que aprendemos acerca da cadeia de valor, vamos agora concentrar-nos no desenvolvimento político. Projeto Financiado pela União Europeia Página [33] Um projeto implementado pela Pescares Italia

34 Parte B: Análise da cadeia de valor no planeamento político A análise da cadeia de valor é útil para analisar as indústrias da pescas e da aquicultura em África e, através da aplicação desta abordagem, podem ser obtidos novos esclarecimentos e desenvolvidas novas estratégias, tanto a nível microeconómico (empresa) como a nível macroeconómico (nacional). A análise da cadeia de valor pode ser aplicada a estudos puramente descritivos, onde o objetivo consiste em descrever um processo e, por exemplo, atribuir porções dos custos a vários elementos. Mas também pode ser utilizada como modelo em estudos mais analíticos, onde as relações e os mecanismos são descritos. A análise da cadeia de valor tem, igualmente, uma utilização particular na análise do investimento comercial, onde pode proporcionar uma base mais firme para a tomada de decisões sobre as oportunidades de investimento. A compreensão das cadeias de valor exige que olhemos para todos os elementos socioeconómicos ao longo da cadeia de valor, desde que o peixe é capturado até ao momento em que chega ao consumidor final. A intenção por detrás disto é a de maximizar o valor a partir de uma perspetiva de lucro a nível da empresa comercial, assim como a nível do pescador individual. E a partir da perspetiva das Administrações das Pescas, para promover o desenvolvimento competitivo da indústria macroeconómica, que, através da análise da cadeia de valor, permite-nos ganhar uma visão mais clara sobre a complexidade da economia nacional, do bem-estar público, dos ganhos na conversão cambial e outras considerações. Da perspetiva do desenvolvimento político, algumas das razões pelas quais a análise da cadeia de valor é tão útil deve-se ao facto de salientar formas de alcançar: Lucros mais elevados; Condições de mercado mais estáveis, uma vez que os preços dos produtos de consumo, enquanto resultado da criação de valor, demonstram menos variações do que os preços dos produtos de base; Criação de emprego; Diversificação dos produtos e dos mercados; Segurança alimentar; Redução das perdas pós-captura; Maximização da gestão sustentável das pescas; Benefícios económicos a jusante através de um maior envolvimento dos setores de apoio à indústria, através do desenvolvimento de relações de grupo. Devemos lembrar que a análise da cadeia de valor enquanto ferramenta não é útil só para ajudar os ricos, mas também os pobres. Os seus princípios aplicam-se nas pescas industriais, semi-industriais e de pequena escala. Muitas das pessoas mais pobres do mundo vivem nas áreas rurais da África Subsariana. São pobres porque não estão efetivamente incorporados na principal corrente social, económica e política. As políticas governamentais desempenham um papel importante na redução da pobreza, através da redução dos riscos, estímulo das pescas sustentáveis, educação, capacidades, etc. No entanto, a pobreza rural só será Projeto Financiado pela União Europeia Página [34] Um projeto implementado pela Pescares Italia

35 significativamente reduzida se as comunidades rurais de baixos rendimentos se envolverem com sucesso no mercado. Um enquadramento da cadeia de valor é útil porque permite-nos compreender, igualmente, por que razão os participantes pobres não beneficiam atualmente com as suas atividades produtivas e o que pode ser feito para melhorar o sucesso deste compromisso. É improvável que as pessoas pobres nas zonas rurais façam uma transição bem-sucedida para uma produção industrial mundialmente competitiva em muitos locais. Neste caso, precisamos de considerar os produtos adequados para os mercados locais e regionais, em vez do mercado global. E as estruturas governamentais relacionam-se com a organização da produção e com as ligações como os comerciantes em vez de se relacionarem com o sistema de negociação multilateral, para que os pobres rurais possam encontrar a sua verdadeira vantagem competitiva (Mitchell, Jonathan et.al. 2011). A competitividade da economia local ou regional depende do funcionamento de toda a cadeia. Para as Administrações das Pescas seguirem uma estratégia na construção da competitividade dos seus setores pesqueiros, necessitam de uma forma simples de demonstrar onde estão os problemas-chave e onde é necessária uma intervenção. Os mapas da cadeia de valor são úteis para identificar estes pontos e partilhar a informação com todos os interessados. Isto forma uma base para discutir e decidir onde as instituições locais podem resolver os problemas e onde é necessária a assistência das agências dadoras. A adoção desta abordagem da cadeia faz com que seja mais provável que as contribuições locais e estrangeiras se complementem e reforcem mutuamente. A Parte B do presente manual proporciona uma abordagem passo a passo para compreensão da Análise da Cadeia de Valor. 1. Desenvolvimento de políticas através da análise da cadeia de valor As políticas são um conjunto de princípios orientadores que traçam o rumo para uma organização. Proporcionam diretrizes e procedimentos uma estratégia para alcançar os objetivos e fins da organização. O desenvolvimento de uma boa política económica, adequada ao nível de desenvolvimento de uma indústria e de um país, exige uma compreensão da forma como as empresas locais se encaixam na economia mundial. Frequentemente, estes mercados não são espaços abertos a todos, mas sim espaços coordenados por compradores globais que obtém diferentes partes e serviços de todo o mundo. Há um aumento da integração funcional entre as atividades espalhadas internacionalmente. A subcontratação de atividades de produção e de serviços a economias de salários elevados e de baixos salários acelera esta tendência. Em alguns mercados, continua a ser possível desenvolver um desenho e uma marca únicas, personalizar o produto de acordo com as nossas próprias especificações e exportá-lo diretamente. Projeto Financiado pela União Europeia Página [35] Um projeto implementado pela Pescares Italia

36 1.1 Objetivos da política: O desenvolvimento de políticas a nível comercial organizacional e empresarial visa: melhorar as oportunidades de rendimento; reposicionar a empresa na economia global; lidar com as preocupações das ameaças da concorrência estrangeira; melhorar o desempenho dos produtores locais; adequar-se às normas ambientais e laborais globais; reduzir a pobreza, ajudando as pequenas e grandes empresas; passar do nível mais baixo para o nível mais elevado para alcançar a competitividade. As políticas públicas dirigidas ao setor privado tentam influenciar as decisões para melhorar o desempenho, às quais os empresários respondem, frequentemente, com ceticismo. Mas os empresários ouvem os clientes e isto é uma dica para os decisores políticos que se envolvem no setor privado! Os programas que visam melhorar as capacidades das empresas envolvem modernizações em áreas críticas, incluindo: gestão, equipamento, sistemas de qualidade e formação. 1.2 Importância das políticas e das melhores práticas: Em cima, explicámos o que são as políticas e por que são importantes. As melhores práticas divergem na medida em que se trata de um conjunto de procedimentos e práticas que foram desenvolvidas dentro de uma organização, campo da indústria ou local de trabalho onde, através de formação e aprendizagem a partir de experiências próprias ou partilhadas, foi desenvolvido um conjunto de práticas de trabalho para orientar o trabalho dentro de um determinado contexto. As melhores práticas são, então, a tradição de trabalho de onde derivam as práticas que funcionam melhor num determinado contexto. As políticas e as melhores práticas são importantes para: Ajudar os empresários locais a competir na economia global E a melhorar as oportunidades de rendimento e condições de trabalho nas comunidades locais; Concentrar-se naquilo em que os empresários locais são especializados; Considerar a forma como o mercado global está organizado para estes produtos; Compreender as cadeias de valor na indústria, para que os decisores políticos possam prestar um apoio relevante e adequado. 1.3 Passos para conduzir uma ACV para o planeamento político Algumas sugestões que, inicialmente, devem ser tidas em consideração: 1. Lembre-se, para maximizar convenientemente as cadeias de valor das pescas, as Administrações das Projeto Financiado pela União Europeia Página [36] Um projeto implementado pela Pescares Italia

37 Pescas devem trabalhar em parceria dentro do setor privado. 2. Utilizar, passo a passo, a Parte A do presente manual para identificar as questões relevantes para as suas prioridades. 3. Atualizar os seus conhecimentos sobre os elementos das cadeias de valor das pescas em relação ao desenvolvimento de políticas, através da leitura de jornais de negócios e comerciais, materiais de seminários empresariais, boletins informativos das associações profissionais e recursos em linha sobre os regulamentos governamentais estatais e locais. Falar em rede com os seus pares, incluindo os homólogos profissionais com negócios semelhantes ou desenvolver a sua própria rede de especialistas na mesma situação que possam estar a desenvolver as suas próprias políticas para a análise da cadeia de valor. Os jornais de confiança sobre as pescas e as páginas web com bases de dados podem orientálo, incluindo, nomeadamente, a: Fishing News International; Fish Farming International; Seafood International; Infofish International; Infofish Trade News; Globefish Highlights; Globefish European Fish Price Report; a página web da FAO; a base de dados FishStat da FAO (Internet) e a página da web de notícias sobre as pescas 4. Saiba: quais são as instituições de investigação das pescas da sua região; a organização regional de gestão das pescas (ORGP); as Administrações das Pescas da sua região, as associações da indústria pesqueira e as organizações de formação e de dadores das pescas e junte-se àqueles que considera ser mais relevantes para si, para garantir que a política resultante dos vários esforços é relevante, atual e será amplamente utilizada. Podemos, agora, concentrar-nos na abordagem passo a passo que define os principais pontos-chave para a realização de uma ACV e abordar as políticas das pescas (Fonte: Value Chain Development; Em primeiro lugar, do ponto de vista de um decisor político, o objetivo da análise da cadeia de valor é o de permitir que as partes interessadas do setor privado modernizem as suas empresas e criem, em conjunto, uma cadeia de valor competitiva que contribua para o crescimento económico com a redução da pobreza. O papel do decisor político, juntamente com o possível envolvimento de um dador, consiste em facilitar e apoiar a implementação da estratégia de competitividade por parte do setor privado, de forma a garantir que os objetivos de desenvolvimento crescimento económico, redução da pobreza e outras preocupações, tais como a gestão sustentável dos recursos naturais são igualmente cumpridos. Projeto Financiado pela União Europeia Página [37] Um projeto implementado pela Pescares Italia

38 Figura 15 Passo da análise da cadeia de valor A Análise da Cadeia de Valor é um processo que exige quatro passos interligados: recolha de dados e investigação, planeamento da cadeia de valor, análise das oportunidades e condicionantes e análise dos resultados com as partes interessadas e recomendações para as ações futuras. Estes quatro passos não são, necessariamente, sequenciais e podem ser simultaneamente executados. 1. A equipa da cadeia de valor recolhe os dados através de fontes primárias e secundárias, por meio de investigação e entrevistas. 2. A equipa elabora um mapa da cadeia de valor, o que ajuda a organizar os dados. 3. Utilizando o enquadramento da cadeia de valor, os dados recolhidos são ainda mais organizados e analisados para revelar oportunidades e condicionantes dentro da cadeia. 4. A resultante análise das oportunidades e condicionantes é examinada com as partes interessadas e utilizada para conceber uma estratégia para a cadeia de valor, para melhorar a competitividade e para chegar a acordo relativamente a investimentos de modernização. Passo um: Recolha de dados Uma boa análise da cadeia de valor começa com uma boa recolha de dados, desde a pesquisa documental inicial até às entrevistas orientadas. O enquadramento da cadeia de valor isto é, os fatores estruturais e dinâmicos que afetam a cadeia proporciona uma forma eficaz de organizar os dados, de dar prioridade às oportunidades e de planear as intervenções. Projeto Financiado pela União Europeia Página [38] Um projeto implementado pela Pescares Italia

39 A pesquisa documental consiste num exame rápido do material prontamente disponível. O objetivo é familiarizar o analista com a indústria, o seu mercado e o ambiente comercial em que opera, assim como identificar as fontes de informações adicionais. As informações, tais como as estatísticas sobre as exportações /importações, os relatórios de consumo, os números do comércio global, etc., podem ser obtidas através da Internet, telefonemas e documentos provenientes dos ministérios do Comércio e da Indústria, jornais da indústria especializados e boletins informativos profissionais e dos sindicatos. Uma vez realizada a pesquisa documental, pode ser concebido um projeto de mapa da cadeia de valor, o qual pode ser melhorado durante a fase primária de investigação. As entrevistas são realizadas com 1) empresas e indivíduos de todos os níveis funcionais da cadeia e 2) indivíduos externos à cadeia de valor, tais como os economistas. Para além de prestarem informações sobre a movimentação do produto e a distribuição de benefícios, as entrevistas devem informar sobre a atual capacidade de aprendizagem dos atores da cadeia de valor; de que forma a informação é trocada entre os participantes; onde podem aprender sobre as novas técnicas de produção, os novos mercados e as tendências de mercado e a dimensão da confiança existente entre os atores. As entrevistas podem ajudar a identificar onde os participantes na cadeia podem encontrar oportunidades e condicionantes à modernização. A falta ou a prestação desadequada dos serviços necessários para mover a cadeia de valor para o nível seguinte de competitividade pode ser identificada a nível local, regional ou nacional. Para além das entrevistas individuais, as discussões em grupo são uma forma útil de explorar os conceitos, gerar ideias, determinar as diferenças de opinião entre os grupos de partes interessadas e comparar com outros métodos de recolha de dados. O grupo pode ser composto por 7-10 pessoas que desempenham a mesma função ou uma função semelhante na cadeia de valor. A discussão orientada apreende melhor a interação social e os processos espontâneos de pensamento que informam a tomada de decisões, os quais perdem-se frequentemente nas entrevistas estruturadas. Os dados qualitativos reunidos irão revelar os fatores dinâmicos da cadeia de valor, tais como as tendências, os incentivos e as relações. Para complementar, a análise quantitativa da cadeia é necessária para fornecer uma visão da atual situação, em termos de distribuição de valor acrescentado, rentabilidade, produtividade, capacidade de produção e avaliação comparativa dos concorrentes. A análise destes fatores salienta as ineficácias e as áreas para a redução de custos. Passo dois: Planeamento da cadeia de valor O planeamento da cadeia de valor é o processo de desenvolvimento de uma caracterização visual da estrutura básica da cadeia de valor. O mapa da cadeia de valor ilustra a forma como o produto flutua, desde as matériasprimas até aos mercados finais, e apresenta a forma como a indústria funciona. Trata-se de um diagrama visual comprimido dos dados recolhidos em diferentes fases da análise da cadeia de valor e apoia a descrição narrativa da cadeia. O propósito de um instrumento visual no processo de análise consiste em desenvolver uma compreensão Projeto Financiado pela União Europeia Página [39] Um projeto implementado pela Pescares Italia

40 partilhada entre as partes interessadas da cadeia de valor sobre a atual situação da indústria. O exercício de planeamento é uma oportunidade de discussão entre as várias partes interessadas para revelar as oportunidades e os problemas que devem ser abordados em fases posteriores do ciclo do projeto. Os mapas ajudam, igualmente, a identificar as lacunas de informação que exigem mais investigação. O Processo de Desenvolvimento do Mapa da Cadeia de Valor: Recomenda-se que o planeamento da cadeia de valor seja efetuado em duas fases: a) um mapa inicial básico após a recolha dos dados iniciais, ilustrando os participantes e as funções e b) um mapa ajustado, que é realizado após as entrevistas adicionais e de acompanhamento. O nível de pormenor do mapa depende dos objetivos e requisitos da missão estabelecidos no início. Os passos para realizar um mapa da cadeia de valor são os seguintes: 1. Recolher dados de fontes secundárias, entrevistas com informantes-chave e/ou inquéritos; 2. Utilizar uma planilha de função/participante que inclui os seguintes elementos: fornecimento de fatores de produção produção montagem processamento comércio por grosso exportação Estes elementos ajudam a organizar as informações-chave sobre quem está a fazer o quê na cadeia de valor. O preenchimento do quadro-modelo seguinte pode facilitar bastante a conceção do mapa da cadeia de valor. (Nota: Um ator pode realizar mais do que uma função.) Projeto Financiado pela União Europeia Página [40] Um projeto implementado pela Pescares Italia

41 Figura 16 Função de cruzamento da planilha genérica com participantes/atores 3. Desenhar o mapa, utilizando o formato de mapa básico. Não existem regras rígidas para o planeamento da cadeia de valor, mas para facilitar a partilha de informações, são sugeridas as seguintes diretrizes de apresentação: Fazer uma lista dos mercados finais na parte superior do mapa. Fazer uma lista das funções na parte inferior esquerda do mapa. Preencher os participantes/atores de acordo com as suas funções e mercados e apresentá-los como formas de bloco com texto inserido em cada entrada. Se os participantes/atores estiverem envolvidos em mais do que uma função ou mercado, alargar o bloco para alcançar as funções/mercados relevantes. Se as suas funções não forem consecutivas na cadeia, o bloco da função em branco é apresentado com linha tracejada. Os atores devem ser agrupados por categorias de empresas em vez de empresas individuais por nome. Desenhar as ligações entre os blocos de participantes com setas na direção do fluxo de produtos. Definir claramente os canais do mercado verticalmente, culminando com os mercados finais no topo do mapa. 4. Incluir informações adicionais relevantes para a análise da cadeia. Os exemplos incluem: Identificar categorias ou prestadores de serviços de apoio específicos no lado direito do mapa. Apresentar a governação da cadeia de valor através de diferentes tipos de setas de ligação, demonstrando padrões variados de governação associados a canais de mercado separados. 5. Adicionar sobreposições de dados sempre que for relevante e ajudar a análise da cadeia. As sobreposições são representadas por: Projeto Financiado pela União Europeia Página [41] Um projeto implementado pela Pescares Italia

42 Número de empresas com N (N = ) Vendas com S (S= ) Emprego com E (E= ) Volume com V (V= ) O exemplo seguinte de mapa básico da cadeia de valor, desenvolvido para uma análise de horticultura na Tanzânia, apresenta uma diferenciação do canal do mercado desde o nível do produtor para cima, quer para o nível das exportações quer para o nível do mercado de consumo interno. Figura 17 Processo da ACV - exemplo O mapeamento é um instrumento simples; apesar de ser importante, tem limitações: Não apresenta a dinâmica da cadeia de valor, as mudanças e as tendências da cadeia. Por definição, o mapa é uma fotografia estática da estrutura da cadeia de valor e não consegue representar convenientemente os fatores que influenciam a conduta dos participantes individuais da cadeia de valor. Não apresenta os requisitos e as oportunidades do mercado final. O mapa indica os mercados de produto finais e, por vezes, os canais segmentados de mercado, mas isto não explica a estrutura ou a dinâmica dos mercados finais. Fornece apenas informações superficiais sobre os mercados de apoio. Geralmente, o mapa apresenta apenas as categorias genéricas dos prestadores de serviços de apoio, tais como «serviços financeiros», e Projeto Financiado pela União Europeia Página [42] Um projeto implementado pela Pescares Italia

43 diz muito pouco sobre o acesso a estes serviços. Não presta informações sobre o ambiente propício. O mapeamento é um instrumento demasiado simplista para descrever o ambiente propício aos negócios e o seu impacto nas cadeias de valor. Existe uma tendência de gastar demasiado dinheiro a tentar melhorar o mapa e a tentar chegar a acordo em vez de utilizar o mapa como um dos vários instrumentos para identificar as limitações às oportunidades de mercado. Passo três: Análise das oportunidades e condicionantes, utilizando o enquadramento da cadeia de valor O terceiro passo utiliza o enquadramento da cadeia de valor como uma lente através da qual os dados recolhidos são analisados. O enquadramento é um instrumento útil para identificar questões sistémicas a nível da cadeia, em vez de se concentrar nos problemas a nível da empresa. Enquanto as entrevistas conferem às equipas de análise da cadeia de valor a possibilidade de reunir informações de empresas individuais, o enquadramento da cadeia de valor ajuda a organizar esta informação para que a análise passe de uma perspetiva a nível da empresa para uma perspetiva a nível da cadeia. Se a cadeia não consegue ser competitiva, o sucesso das empresas individuais fica comprometido. Por isso, a abordagem sistémica é fundamental para sustentar a competitividade da cadeia. Os fatores que afetam o desempenho da cadeia são analisados mais aprofundadamente para caracterizar as oportunidades e condicionantes da competitividade. Estes fatores são: Mercados finais Ambiente propício aos negócios Ligações verticais Ligações horizontais Mercados de apoio Governação da cadeia de valor Relações interempresariais Modernização Cada fator desempenha um papel na influência da competitividade da cadeia de valor. Utilizando um formato do Quadro de Análise da Cadeia de Valor, estes fatores do enquadramento da cadeia de valor podem ser avaliados em termos de oferta de oportunidades de modernização e de condicionantes ao aproveitamento das oportunidades. O quadro da análise da cadeia de valor: Realiza-se melhor este exercício em dois níveis: um com a equipa de análise da cadeia de valor e o outro com o seminário de verificação. Se olharmos para a cadeia de valor através das lentes do enquadramento, Projeto Financiado pela União Europeia Página [43] Um projeto implementado pela Pescares Italia

44 conseguimos identificar: as melhores oportunidades de crescimento e de melhor desempenho industrial resultante da modernização. as indicações destas oportunidades incluem as tendências positivas de mercado, a legislação favorável, os grupos ativos de atores, os «campeões» da cadeia de valor, os prestadores de serviços em expansão e as relações de ganho mútuo; as condicionantes sistémicas que evitam que as oportunidades não realizadas sejam exploradas; os obstáculos incluem inteligência desadequada do mercado, regulamentos locais punitivos, apoio subdesenvolvido, baixos níveis de liderança empresarial e relações contraditórias; os tipos de relações existentes; quaisquer lacunas na informação reunida; o conjunto de partes interessadas na indústria que irá beneficiar dos investimentos em modernização. O envolvimento deste grupo irá determinar o sucesso de uma intervenção. Sozinhas, as partes interessadas podem não estar em posição de impulsionar a mudança; o subconjunto do grupo de partes interessadas que têm os incentivos, as capacidades, os recursos e o poder para ajudar a impulsionar/ fazer os investimentos necessários para melhorar. Este grupo será o catalisador da mudança, apesar de precisarem de outros grupos na cadeia para que isso aconteça. O quadro que se segue pode ser considerado um instrumento de análise da informação recolhida. Para cada fator da coluna da esquerda que afeta o desempenho, faça uma lista das oportunidades, das condicionantes que evitam que essas oportunidades sejam aproveitadas, do potencial do fator para contribuir para a melhoria da cadeia e da qualidade da relação. Em vez de utilizar as análises comparativas genéricas como base para a análise, cada fator deve ser analisado em termos da sua contribuição para a melhoria da cadeia de valor em análise. Projeto Financiado pela União Europeia Página [44] Um projeto implementado pela Pescares Italia

45 Quadro 4: Como recolher e analisar informações Enquadramento da cadeia de valor As cadeias de valores abrangem a gama completa de atividades e serviços necessários para levar um produto ou serviço desde a sua conceção até à sua venda nos mercados finais quer sejam locais, nacionais, regionais ou globais. As cadeias de valor incluem os fornecedores, produtores, processadores e compradores. São apoiadas por uma variedade de prestadores de serviços técnicos, comerciais e financeiros. As cadeias de valor têm componentes estruturais e dinâmicas. A estrutura da cadeia de valor influencia a dinâmica do comportamento da empresa e estas dinâmicas influenciam o bom desempenho da cadeia de valor. O processo da análise da cadeia requer a utilização do enquadramento da cadeia de valor para identificar: 1) a estrutura da cadeia, incluindo todos os indivíduos e empresas que conduzem negócios, acrescentando valor e ajudando a movimentar o produto até aos mercados finais e 2) a dinâmica da cadeia de valor, que se refere aos determinantes do comportamento individual e empresarial e o seu efeito no funcionamento da cadeia. Fatores estruturais A estrutura de uma cadeia de valor inclui todas as empresas da cadeia e pode ser caracterizada em termos de cinco elementos descritos a seguir: Mercados finais: Os mercados finais são o ponto de partida para a análise da cadeia de valor. Os mercados finais são pessoas e não uma localização. Determinam as características incluindo o preço, a qualidade, a quantidade e o momento de um produto ou serviço de sucesso. Os compradores dos mercados finais são uma voz poderosa e um incentivo à mudança. São importantes fontes de informação sobre a procura, podem transmitir aprendizagem e, em alguns casos, estão dispostos a investir em empresas mais abaixo da cadeia. As análises dos Projeto Financiado pela União Europeia Página [45] Um projeto implementado pela Pescares Italia

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