FACULDADE TECSOMA CURSO DE ENFERMAGEM AVALIAR A IMPORTÂNCIA DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA UTI, DO MUNICÍPIO DE PARACATU-MG.

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1 FACULDADE TECSOMA CURSO DE ENFERMAGEM AVALIAR A IMPORTÂNCIA DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA UTI, DO MUNICÍPIO DE PARACATU-MG. Vinícius Barbosa Oliveira Paracatu 2010

2 Vinícius Barbosa Oliveira AVALIAR A IMPORTÂNCIA DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA UTI, DO MUNICÍPIO DE PARACATU-MG. Trabalho de conclusão de curso apresentado à disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso II como pré-requisito para obtenção de título de bacharel em Enfermagem pela Faculdade Tecsoma Paracatu, Minas Gerais. Professor supervisor: Geraldo Benedito B. de Oliveira Orientadora Temática: Carolina Guimarães A. Moreira Paracatu 2010

3 OLIVEIRA, Vinícius Barbosa, AVALIAR A IMPORTÂNCIA DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA UTI, DO MUNICÍPIO DE PARACATU-MG/Vinícius Barbosa Oliveira. Paracatu - Minas Gerais: Faculdade TECSOMA - FATEC, p. Orientadora: Msc.Carolina Guimarães Aguiar Moreira. Monografia (Bacharelado). Enfermagem. 1. SAE. 2. UTI. 3. Enfermagem. CDU:

4 Vinícius Barbosa Oliveira AVALIAR A IMPORTÂNCIA DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA UTI, DO MUNICÍPIO DE PARACATU-MG. Trabalho de conclusão de curso apresentado à disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso II como pré-requisito para obtenção de título de bacharel em Enfermagem pela Faculdade Tecsoma Paracatu, Minas Gerais. Carolina Guimarães Aguiar Moreira Orientadora Temática Geraldo Benedito Batista de Oliveira Professor Supervisor

5 Paracatu, 18 de junho de 2010

6 Dedico este trabalho aos meus pais, amigos é colegas que sempre me deram força para vencer as barreiras da vida.

7 AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar quero agradecer a Deus, por ter me dado força e inspiração deste trabalho. Agradeço aos meus pais que acreditaram em mim, e deram-me apoio nas horas difíceis. A minha orientadora, Professora Msc. Carolina Guimarães Aguiar Moreira que mostrou enorme interesse e empenho para que se tornasse possível à realização deste trabalho. Agradeço a Professora Marianne Novais Pinto, pelo auxilio na busca de artigos para realização do projeto. A todos meus colegas, pela troca de informações, que de certa foram auxiliou na construção do projeto. A Professora Carolina S. Souza, pela ajuda na escolha do tema. Agradeço aos meus amigos Renato Caetano, Camila Rafaela, Ana Flavia, Guilherme Tavares, que não deixaram que desistisse da execução do taralho. É a todos que de certa forma ajudou para elaboração do Trabalho.

8 RESUMO Este trabalho tem como objetivo de avaliar a importância da implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), do Hospital Municipal de Paracatu (HMP). Trata-se de uma pesquisa quantitativa e qualitativa. Os dados foram coletados nos meses de janeiro e fevereiro de 2010, por meio da análise de prontuários da UTI do Hospital Municipal de Paracatu dos meses de junho a dezembro de 2009, sendo estes escolhidos aleatoriamente. À análise dos prontuários constatou-se que a consulta de enfermagem e realizada para definição de alguns diagnósticos de enfermagem já definidos pela instituição, para o cuidado com os pacientes internados. Observou-se que o modelo de assistência realizado pelos profissionais enfermeiros da UTI do HMP, embasado na metodologia da SAE, necessita de uma reestruturação para que se tenha um devido cuidado realizado com seu paciente atendendo todas suas necessidades, onde todos pacientes/clientes internados em uma UTI requerem cuidados intensos para manutenção de sua vida. Este trabalho oferece de subsídio, para reorganização dos cuidados realizados aos pacientes na unidade, visando assim uma melhor qualidade na assistência prestada pelos profissionais de enfermagem para o cuidado continuado. Palavras chaves: SAE, UTI, Enfermagem.

9 ABSTRACT This study aims to evaluate the importance of implementing the Nursing Care System (NCS) in the Intensive Care Unit (ICU), Hospital Municipal Paracatu (HMP). This is a quantitative and qualitative research. Data were collected in January and February 2010, through the analysis of medical ICU, Hospital Municipal Paracatu the months from June to December 2009, which were chosen randomly. In the analysis of the records revealed that the nursing consultation and carried out to define some nursing diagnoses already defined by the institution for the care of hospitalized patients. It was observed that the model of care performed by nurses in the ICU of HMP, based on the methodology of SAE, you need a restructuring in order to have a due diligence performed with the patient meeting all their needs, where all patients / clients admitted to an ICU require intensive care to maintain its life. This work provides a subsidy for the reorganization of care provided to patients in the unit, aims at a better quality of care provided by nursing professionals for continued care. Keywords: SAE, ICU, Nursing.

10 LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 1 Principais Diagnósticos de Enfermagem Utilizados na UTI do HMP, nos meses de junho a dezembro de GRÁFICO 2 Principais Doenças que levaram a internação na UTI do HMP, nos meses de junho a dezembro de GRÁFICO 3 Principais Diagnósticos de Enfermagem utilizados aos pacientes internados com diagnóstico médico de IAM na UTI do HMP GRÁFICO 4 Principais Diagnósticos de Enfermagem utilizados aos pacientes internados com diagnóstico médico de ICC na UTI do HMP GRÁFICO 5 Principais Diagnósticos de Enfermagem utilizados aos pacientes internados com diagnóstico médico de TCE na UTI do HMP GRÁFICO 6 Principais Diagnósticos de Enfermagem utilizados aos pacientes internados com diagnóstico médico de Choque Cardiogênico na UTI do HMP... 38

11 Org. Organização LISTA DE ABREVIATURAS

12 LISTA DE SIGLAS ABEn- Associação Brasileira de Enfermagem AEP- Auto-Estima Prejudicada COFEN- Conselho Federal de Enfermagem DAC- Déficit no Auto-Cuidado DCD- Débito Cardíaco Diminuído HMP- Hospital Municipal de Paracatu IAM- Infarto Agudo do Miocárdio ICC- Insuficiência Cárdica Congestiva IPP- Integridade da Pele Prejudicada MG- Minas Gerais PRI- Padrão Respiratorio Ineficaz RI- Risco para Infecção SAE- Sistematização da Assistência de Enfermagem TCE- Traumatismo Crânio Encefálico TGP- Troca Gasosa Prejudicada UTI- Unidade de Terapia Intensiva

13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivo Específico REFERENCIAL TEÓRICO HISTORIA DA ENFERMAGEM A REORGANIZAÇÃO HOSPITALAR E O SURGIMENTO DA ENFERMAGEM MODERNA ENFERMAGEM NO BRASIL A Organização da Enfermagem na Sociedade Brasileira A Enfermagem no Brasil Moderno ENFERMAGEM A Enfermagem como Profissão UTI O PROCESSO DE ENFERMAGEM Histórico de Enfermagem Diagnóstico de Enfermagem Componentes estruturais do Diagnostico de Enfermagem Plano de Cuidados ou Intervenções de Enfermagem Evolução de Enfermagem APLICAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM NA UTI PRINCIPAIS DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM UTILIZADOS EM UTI PRINCIPAIS DOENÇAS QUE LEVAM PACIENTE A INTERNAÇÃO NA UTI INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO (IAM) INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA TRAUMATISMO CRÂNIO ENCEFÁLICO CHOQUE CARDIOGÊNICO METODOLOGIA TIPO DE ESTUDO INSTRUMENTOS DE PESQUISA E COLETA DE DADOS CRITÉRIOS DE INCLUSÃO CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO RESULTADOS E DISCUSSÃO CONCLUSÃO REFERÊNCIAS... 41

14 11 1 INTRODUÇÃO GEOVANINI, et al, (2002), diz que o desenvolvimento das práticas de saúde está intimamente associada às estruturas sociais das diferentes nações em épocas diversas, é cada período histórico traz consigo suas características próprias, englobando sua filosofia, política, economia, leis e ideologia. Os períodos transitórios de desenvolvimento das nações, as relações de poder e articulação da questão saúde, dentro das perspectivas socioeconômica e política, são fatores que caracterizam a evolução e a trajetória das práticas de saúde, na qual a enfermagem está inserida. Segundo Backes e Schwartz (2005), a enfermagem, assim como a sociedade em geral, vem acompanhando profundas e importantes mudanças nas relações sociais e políticas, no campo tecnológico, nas relações interpessoais e, principalmente, na maneira de organizar os serviços e responder às novas demandas gerenciais com base nos processos de melhoria contínua. Por muitos anos, o tipo de organização dos serviços, associado ao modelo de gestão tradicional, baseou-se em contradições geradas por uma estrutura rígida, excessivamente especializada, com funções rotineiras e pouco desafiadoras. Neste sentido, a enfermagem conformou-se, basicamente, com uma cultura do fazer sem, contudo, refletir acerca de novas possibilidades do ser e agir na prática assistencial e gerencial. Às novas demandas gerenciais e assistenciais, com enfoque nos processos de melhoria contínua, e em consonância com as necessidades atuais dos clientes, as rápidas evoluções tecnológicas e as transformações sociais, portanto, colocam os trabalhadores, de modo geral, face ao imperativo de flexibilidade, inovação e criatividade, maior produtividade e qualidade do produto dos serviços, humanização da assistência e aumento da qualidade de vida do trabalhador, entre outros, a fim de garantir o espaço profissional com responsabilidade social. (BACKES; SCHWARTZ, 2005). Necessita-se, no entanto, de enfermeiros responsáveis pelo processo de melhoria, que tenham sensibilidade para captar as necessidades emergentes, habilidade para empreender e estimular ações inovadoras e, principalmente, conhecimento e capacidade estratégica para envolver e comprometer criativamente os profissionais, a partir de então, traçar/desenvolver ações inovadoras no campo da assistência, comprometidas com o ser humano enquanto sujeito e agente de Mudanças. (BACKES; SCHWARTZ, 2005). Segundo Silva e Santos (2009), a enfermagem tem passado por diversas mudanças baseadas em um contexto socioeconômico característico de cada país. Onde desde as décadas

15 12 de 1950 e 1960, vem sendo expressa na literatura norte americana uma preocupação em orientar as atividades de enfermagem com respaldo no método científico, tendo assim, a aplicação do Processo de Enfermagem. No Brasil a pioneira na divulgação em uma obra titulada foi Wanda Horta quando publicou o livro Processo de Enfermagem, que traz a idéia de garantir o profissional de enfermagem a autonomia de suas ações através da Sistematização de Enfermagem. Tannure e Gonçalves (2008) diz que o processo de enfermagem é um método utilizado para se implementar as ações de enfermagem, sendo a ferramenta principal para realização da assistência, sendo o mesmo para ser operacionalizado necessita de etapas a serem seguidas em uma sequência como: investigação ou histórico de enfermagem, diagnóstico, intervenção ou implementação e evolução ou avaliação de enfermagem. Para a dinâmica completa do processo de enfermagem da sistematização, necessita do inter-relacionamento, entre suas fase citadas anteriormente onde as classificam como: Histórico de Enfermagem: roteiro sistematizado para levantamento de dados significativos para o enfermeiro, tornando-se possível a identificação do problema. (HORTA, 1979). Diagnóstico de Enfermagem: a identificação das necessidades do ser humano que precisa de atendimento. (HORTA, 1979). Intervenções ou Prescrições de Enfermagem: implementação do plano assistencial pelo roteiro diário que coordena a ação da equipe de enfermagem na execução dos cuidados adequados ao atendimento das necessidades básicas e especificas do ser humano. (HORTA, 1979). Evolução de Enfermagem: relato diário (ou aprazado) das mudanças sucessivas que ocorrem no ser humano, enquanto estiver sob assistência profissional. Pela evolução é possível avaliar a resposta do ser humano à assistência de enfermagem implementada (HORTA, 1979). Segundo Gentil, et al, (2006), a implementação da Sistematização da Assistência e Enfermagem (SAE) constitui uma exigência para as instituições de saúde públicas e privadas de todo o Brasil, de acordo com a resolução Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) de número 272/2002. É também uma orientação da lei do exercício profissional de enfermagem (Lei 7.498, 25 de junho de 1986). Sendo que a implantação da SAE torna-se uma estratégia da organização que presta assistência de enfermagem na instituição. Cintra, Nishide, Nunes, (2008), diz que com os avanços dos procedimentos cirúrgicos

16 13 e com maior necessidade de se prestar cuidados aos pacientes durante o período pósoperatório, levou ao desenvolvimento das Unidades Especiais de Terapia. As Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) evoluíram com a criação das salas de recuperação, na década de 1920, para assistência dos pacientes de neurocirurgia, no Hospital Johns Hopkins e, na década de 1930, em Tubingen, na Alemanha, com a assistência intensiva pós-operatória. (CINTRA, NISHIDE, NUNES, 2008). No Brasil, a implantação das unidades de terapia intensiva, teve início na década de 1970, apesar das transformações ocorridas nas unidades de terapia, os enfermeiros sempre praticavam a humanização no ambiente, visando à melhora do atendimento ao doente, bem como seus familiares. (CINTRA, NISHIDE, NUNES, 2008). Vendo a importância da SAE, para o cuidado do paciente/ cliente/ usuário, visando a melhoria de suas necessidades humanas básicas, este trabalho vem mostrar resultados da implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem na UTI do Hospital Municipal de Paracatu- MG. Sendo que a SAE depois de implantada requer maior interesse dos profissionais para sua operacionalização, o objetivo deste estudo e comparar os prontuários da UTI antes e depois da implantação da Sistematização Assistência de Enfermagem, avaliando e identificando complicações, superadas pelos profissionais de Enfermagem no cuidado de seus clientes, mostrando a importância da assistência de enfermagem no cuidado intensivo. 1.1 Objetivos Objetivo Geral Avaliar a importância da implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem, na Unidade de Tratamento Intensivo, do Hospital Municipal de Paracatu.

17 Objetivo Específico Mostra a importância da SAE para o cuidado continuado. Identificar diagnósticos de enfermagem usados com maior frequência na UTI. Identificar os principais diagnósticos de enfermagem utilizados nas principais patologias de maior frequência que levaram a internação na UTI.

18 15 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Historia da Enfermagem Os sábios e filósofos viviam rodeados de discípulos a quem ministravam os seus conhecimentos e experiências. Posteriormente, a prática do ensino passou a ser realizada quase que exclusivamente por ordens religiosas, onde passou-se a ministrar o conhecimento. (OGUISSO, 2007). Segundo Oguisso, (2007), pode-se afirma que a prática da enfermagem foi sendo desenvolvida pela Igreja católica, sendo que em algumas regiões do mundo ocidental, a atividade torna-se monopólio das ordens religiosas. Aos poucos, as praticas da enfermagem começavam a ser organizar, abrindo cominhos para o uso de instrumentos nos cuidados dos doentes. Surgiu também a preocupação com o ambiente do paciente, com a necessidade de luz, de ar fresco, de silêncio e, principalmente de higiene. Além disso o trabalho principal das religiosas que cuidavam de doentes tinha motivação de ordem espiritual e era executado de acordo com a orientação da Igreja. Apartir deste principio as praticas de saúde vem se evoluindo onde as mesmas segundo GEOVANINI, et al, (2002), foram subdivididas: As práticas de saúde instintivas: caracterizada por cuidar dos grupos nômades primitivos, tendo como pano de fundo as concepções evolucionista e teológica. As praticas de saúde mágico-sacerdotais: caracteriza a relação mística entre as práticas religiosas e as praticas de saúde primitivas desenvolvidas pelos sacerdotes. Este período corresponde à fase do empirismo. As práticas de saúde no alvorecer da ciência: relaciona a evolução das praticas de saúde, onde se tem o surgimento da filosofia e ao progresso da ciência, quando estas se baseavam nas relações causa e efeito. As praticas de saúde monástico-medievais: esta época corresponde ao aparecimento da enfermagem como pratica leiga, desenvolvida pelos religiosos. As praticas de saúde pós-monásticas: caracteriza esta evolução das praticas de saúde como a transição intelectual e religiosa do mundo medieval para o mundo moderno marca o perfil de uma nova era fundamentada na arte e na ciência. As praticas de saúde no mundo moderno: tem como marco especial para a

19 16 enfermagem, pois ressalta o surgimento da Enfermagem como uma prática profissional institucionalizada. 2.2 A reorganização hospitalar e o surgimento da Enfermagem Moderna É na reorganização da instituições hospitalares e no posicionamento dos médicos, como principal responsável por essa reordenação, que vamos encontrar as raízes do processo, e seus reflexos na enfermagem. Logo que ocorreu a institucionalização da enfermagem, as ações burocráticas que favorecem esse estado de coisas farão parte da prática administrativa do enfermeiro, e este ver-se-á envolvido com grande parte de instrumentos normativos e regimentais que afastarão progressivamente a assistência direta ao doente. (GEOVANINI, et al, 2002). Cintra, Nishide, Nunes, (2008), diz que; é nesse cenário que a enfermagem passa atuar quando a profissão teve inicio na Inglaterra, no século XIX, com o trabalho de Florence Nightingale, recrutando e treinando um grupo de mulheres para os cuidados a serem realizados aos soldados feridos durante Guerra Criméia ( ). Nesta época Florence Nightingale, surgiu à idéia de classificar os doentes de acordo com o grau de sua gravidade, colocando os mesmos mais próximos dos enfermeiros para maior vigilância e assistência. Florence Nightingale teve importante participação na construção do ensino de enfermagem, através de seus saberes e práticas relacionadas à profissão. Sua contribuição é inegável frente a seu poder de observação. Além disso, defendia suas posições com base em prévia investigação. (COSTA, et al, 2009). 2.3 Enfermagem no Brasil A Organização da Enfermagem na Sociedade Brasileira GEOVANINI, et al, (2002), diz que com a chegada do colonizador europeu e do negro africano, doenças infecto-contagiosas, como a tuberculose, a febre amarela, a varíola, a lepra,

20 17 a malária e as doenças venéreas, passaram a compor o cenário nosológico brasileiro, tendo inicio o percurso macabro das epidemias e a extinção dos nativos. Sendo a assistência aos doentes prestada pelos religiosos, em enfermarias edificadas nas proximidades dos colégios e conventos. A pratica da enfermagem era, por esse tempo, doméstica e empírica; mais instintiva que técnica, atendendo prioritariamente a fins lucrativos. Onde mais tarde foi fundados os hospitais militares; com intuito de preservação da vida dos soldados, tendo como beneficio o cuidado e manutenção de sua tropas. (GEOVANINI, et al, 2002) A Enfermagem no Brasil Moderno A enfermagem neste contexto ocupa dois pólos distintos: enquanto um contingente significativo de enfermeiros especializa-se cada vez mais para atender as expectativas médico-hospitalares, o outro grupo de enfermeiros tenta o resgate as saúde pública no Brasil. Esta nova postura da enfermagem, que incentiva a inter e a multidisciplinaridade, tem como objetivo a manutenção da saúde do homem visto como ser integral. A partir dai vê se o reconhecimento crescente por parte dos próprios funcionários de saúde essa nova forma de exercer a enfermagem. (GEOVANINI, et al, 2002). Nesse sentido, desde 1985, a Associação Brasileira de Enfermagem, em conjunto com a comissão de especialistas em enfermagem da secretaria de ensino superior do Ministério da Educação, vem se desenvolvendo um estudo de âmbito nacional, buscando definir os parâmetros e diretrizes básicas que devem orientar o enfermeiro no Brasil (GEOVANINI, et al, 2002). GEOVANINI, et al, (2002), relata que é necessário o debate sobre o novo currículo de enfermagem no momento atual, que passou a partir do Seminário Nacional realizado em Niterói, em 1989, foi consubstanciada pelo documento ABEn Nacional em 1991 que: o aumento da duração mínima do curso (de h parecer 163/ para h ou 8 a 10 semestres letivos); e a mudança do nome do curso, de Enfermagem e Obstetrícia para curso de Enfermagem. E necessário que ainda haja uma preocupação constante em formar profissionais críticos e conscientes de seu papel social, comprometidos com as reais necessidades de vida e saúde da população.

21 Enfermagem A Enfermagem como Profissão Antes de 1890, o exercício da enfermagem era pratica com base na solidariedade humana, já o aspecto profissional surge a partir da prestação de cuidados à pessoas enfermas nos domicílios, na sua maioria, por mães e escravos que lá trabalhavam. No Brasil a profissionalização da enfermagem surgiu por meio da sistematização do ensino da prática do cuidar, onde o trabalho do enfermeiro aos longos dos tempos tem-se constituído em objeto de questionamentos e reflexões por parte dos profissionais e estudiosos da área, relacionadas com ações as práticas de saúde. (OGUISSO, 2005). Silva, et al, (2006), refere-se que a evolução da enfermagem como ciência e prática social, o enfermeiro passou a assumir papéis não só na assistência, mas na liderança e na pesquisa. Além disso, incorporou em sua formação profissional conhecimento de outros saberes, a exemplo da ciência da administração. A inter-relação da administração na enfermagem está, entretanto, alicerçada nos princípios da própria profissão, apoiados nos pensamentos e ações de Florence Nightingale. Entre estes princípios sobressaem quatro conceitos fundamentais: "ser humano, meio ambiente, saúde e enfermagem". A enfermagem, como parte integrante da equipe de saúde, tem implementado ações no intuito de assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas. No entanto, estas ações, de caráter preventivo, curativo ou de reabilitação, desenvolvidas pela enfermagem, à sua clientela através de processo educativo muitas vezes, não são inseridas na vida cotidiana do profissional enfermeiro, devido à sobrecarga de atividades diárias que afetam a qualidade de sua existência nem sempre têm sido aplicadas por esses profissionais em seu próprio benefício. (SILVA, et al, 2005). A valorização da enfermagem enquanto profissão depende também da postura do profissional frente aos problemas que emergem da sua prática. O enfermeiro precisa ser autêntico e conquistar o seu espaço com mérito, através do uso do seu conhecimento científico específico, que pode ter na Sistematização da Assistência de Enfermagem a autonomia necessária para desenvolver um trabalho consciente, eficiente e gratificante do ponto de vista de resultados positivos na assistência prestada (HERMIDA, 2004). Amante, Rossetto, Schneider (2009); diz que à SAE, atividade privativa do

22 19 enfermeiro, busca a identificação das situações saúde/doença dos indivíduos através da utilização de um método e de uma estratégia de trabalho científicos que irão subsidiar ações de enfermagem contribuindo para a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde dos indivíduos. O processo de enfermagem é a maneira sistemática e dinâmica de prestar cuidado de enfermagem, promovendo cuidado humanizado, orientado a resultados e de baixo custo. Além disso, impulsiona os enfermeiros a analisarem constantemente o que estão fazendo e a estudarem como poderiam fazê-lo melhor. A SAE é essencial para que o enfermeiro possa gerenciar e desenvolver uma assistência de enfermagem organizada segura, dinâmica e competente. 2.5 UTI A unidade de terapia intensiva (UTI) destina-se ao atendimento de doentes graves e recuperáveis, oferecendo assistência médica e de enfermagem integrais, continuas e especializadas, com a utilização de equipamentos especiais. O sucesso ou fracasso de uma UTI é diretamente proporcional à qualidade e à motivação do seu corpo clínico de enfermagem. A UTI tem fundamental importância na recuperação de seus pacientes, mas para que isso ocorra há necessidade da qualificação dos profissionais para o comprimento de sua funções. (UENISHI, 2004). Como já visto que as Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) evoluíram com a criação das salas de recuperação, na década de 1920, para assistência dos pacientes de neurocirurgia, no Hospital Johns Hopkins e, na década de 1930, em Tubingen, na Alemanha, com a assistência intensiva pós-operatória. Sendo que no Brasil a implantação das unidades de terapia intensiva, teve início na década de Onde estes centros representaram o impacto de novas tecnologias, trazendo modernas técnicas, fazendo com que os enfermeiros lidassem pela primeira vez, com equipamentos que os auxiliavam com os cuidados dos pacientes. (CINTRA, NISHIDE, NUNES, 2008). Com a evolução destas novas praticas e técnicas de atuação devido a evolução, fez com que os enfermeiros enfrentassem muitos desafios durante os anos de fundação das unidade de terapia intensiva. Além do crescimento das necessidades de atendimento aos pacientes, os equipamentos também exigiam boa parte da atenção do enfermeiro. (CINTRA, NISHIDE, NUNES, 2008).

23 20 Segundo Cintra, Nishide, Nunes (2008), diz que apesar das transformações e o rápido desenvolvimento destas unidades, do alto risco dos pacientes internados, os enfermeiros praticavam a humanização no ambiente de terapia intensiva, visando um melhor atendimento ao doente, bem como aos seus familiares, visando diminuir o estresse profissional que realizavam o cuidado continuado. Segundo Silveira, et al, (2005), a necessidade de humanização do cuidado prestado nos fez buscar um respaldo teórico interacionista para subsidiar o modo de nos relacionarmos com o paciente e sua família, considerando os seguintes pressupostos: a interação entre a equipe de enfermagem, paciente e família é fundamental para um cuidado efetivo; a equipe precisa considerar as necessidades da família diante de situações estressantes; o estabelecimento do plano de cuidados à família deve ser construído juntamente com esse grupo, continuamente validado, avaliado e reavaliado; a interação da equipe de enfermagem com os familiares e o paciente precisa ser estabelecida através do diálogo e da busca dos significados que as experiências de doença geram em cada pessoa; a afetividade proporcionada entre familiar e paciente é fundamental para a sua recuperação e reabilitação. A admissão de um paciente na UTI comumente requer uma rápida intervenção, já que o paciente apresenta alto risco de instabilidade de um ou mais sistemas fisiológicos, com possíveis riscos à saúde, cuja vida pode encontrar-se no limite com a morte. Em decorrência da premência de um fazer tecnológico imediato, muitas vezes, torna-se difícil um contato inicial com os familiares, o que contribui para o entendimento da UTI como um local em que predomina a frieza e a atuação desumana e distante. A partir da nossa experiência, entretanto, consideramos que a interação com as famílias necessita se dar desde o momento da internação do familiar doente, proporcionando-lhes atenção, oportunidade de dialogar e de esclarecer dúvidas. (SILVEIRA, et al, 2005) Os profissionais de enfermagem para prestar uma assistência de enfermagem com qualidade e de forma humanizada, necessita inserir-se na rede social de cuidados de forma consciente, competente, tanto técnica quanto cientificamente, colocando a enfermagem como uma profissão crucial para a construção de uma assistência de qualidade, tendo como principio organizar os serviços de saúde e responder às novas demandas gerencias e científicas. (NASCIMENTO, et al, 2008). Cintra, Nishide, Nunes (2008), diz que a organização físico-funcional de internação de pacientes em regime de tratamento intensivo deve: Proporcionar condições de internar pacientes críticos em ambientes individuais e coletivos conforme o grau de risco, faixa etária, patologia e requisitos de privacidade.

24 21 Executar e registrar assistência médica e de enfermagem intensiva. Prestar apoio diagnóstico laboratorial, de imagem e terapêutico ininterruptamente durante 24 horas. Manter condições de monitoramento e assistência respiratória contínua. Prestar assistência nutricional e distribuir alimentos aos pacientes. Manter pacientes com morte encefálica nas condições de permitir a retirada de órgãos para transplantes, quando consentida. Os profissionais enfermeiros de UTIs assume a responsabilidade de cuidar do paciente, tanto nos casos de emergência quanto no contexto de apoio à vida. Sendo que as exigências das UTIs, abrange uma ampla área de conhecimentos científicos e de especializações, significam que os enfermeiros precisam integrar a sua habilidades técnicas, e apoiar a uma educação continua e construtiva sobre sua habilidades adquiridas. Pois o desenvolvimento de novas habilidades/técnicas deve ser objetivo permanente para toda a equipe, visto que a falta de uma educação continuada pode afetar o desempnho dos profissionais atuantes nas unidades de terapia intensiva (CINTRA, NISHIDE, NUNES, 2008). Oliveira, et al, (2006), mostra que a identificação do processo de trabalho da equipe de enfermagem na UTI permite compreender a percepção da equipe de enfermagem, quanto aos elementos constituintes do processo de trabalho (objeto, instrumento, finalidade e produto final) e apreender, na assistência de enfermagem prestada, as medidas de humanização adotadas e se as mesmas propiciam efeitos na qualidade da assistência de enfermagem prestada ao paciente. 2.6 O Processo de Enfermagem O processo de enfermagem é dinâmica de ações sistematizadas, visando a assistência ao ser humano. Caracteriza-se pelo inter-relacionamento e dinamismo de suas fases ou passos. (HORTA, 1979). Percebe-se, assim que a implementação de um modelo e/ou uma fórmula predeterminada de assistência, não é garantia de maior qualidade na assistência em saúde. É preciso, também que se estabeleçam novas e sempre mais complexas relações e interações profissionais para apreender o ser humano de forma ampla e integral. Tornando-se cada vez

25 22 mais incisivo o desejo de compreender a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) a partir de novos referenciais, capazes de ampliar o campo de visão além das fórmulas prescritivas e normativas e, sobretudo, para os modelos formalmente instituídos como norteadores de uma assistência centrada no ser humano. (NASCIMENTO, et al, 2008) Segundo Gentil, et al, (2006), para que o processo de enfermagem seja aderido pela equipe de enfermagem e realmente otimize e qualifique o cuidado prestado ao cliente é preciso que se tenha, concomitantemente, uma assistência de enfermagem sistematizada. Desta forma, a SAE e o processo de enfermagem precisam andar lado a lado para termos resultados positivos e benéficos tanto para o cliente quanto para o profissional de enfermagem. Para Truppel, et al, (2009), a implementação da SAE proporciona cuidados individualizados, assim como norteia o processo decisório do enfermeiro nas situações de gerenciamento da equipe de enfermagem. Onde oportuniza avanços na qualidade da assistência, o que impulsiona sua adoção nas instituições que prestam assistência à saúde. É composta pela documentação das etapas do processo de enfermagem, a fase do histórico, diagnóstico de enfermagem, planejamento e avaliação de enfermagem. Esta divisão tem cunho apenas didático, uma vez que na prática assistencial a SAE é um processo com etapas inter-relacionadas e dinâmico. Ressalta-se também que embora cada uma destas fases seja denominada por diferentes autores de diversas maneiras, elas possuem a mesma concepção. A adoção de sistemas de classificação permite o uso de uma linguagem única é padronizada, a qual favorece o processo de comunicação, a compilação de dados para o planejamento da assistência, o desenvolvimento de pesquisas, o processo de ensinoaprendizagem profissional e fundamentalmente confere cientificamente ao cuidado do paciente. (TRUPPEL, et al, 2009). Tannure, Gonçalves (2008) diz que o processo de enfermagem é um método utilizado para se implementar as ações de enfermagem, sendo a ferramenta principal para realização da assistência, para ser operacionalizado necessita de etapas a serem seguidas em uma sequência como: investigação ou histórico de enfermagem, diagnóstico, intervenção ou implementação e evolução ou avaliação de enfermagem.

26 Histórico de Enfermagem Consiste na coleta de informações referentes ao estado de saúde do cliente, da família e da comunidade, com propósito de identificar as necessidades de cada cliente. No entanto torna-se imprescindível, que as informações sejam fidedignas, para que se tenha o perfil de saúde e doença do cliente. (TANNURE, GONÇALVES, 2008) Diagnóstico de Enfermagem É a segunda fase do processo da enfermagem. Analisando os dados colhidos no histórico, são identificados os problemas de enfermagem. Estes em sua nova análise, levam à identificação das necessidades básicas afetadas e do grau de dependência do paciente em relação à enfermagem, para seu atendimento. (HORTA, 1979) Componentes estruturais do Diagnostico de Enfermagem Título Onde estabelece um nome para o diagnostico. É um termo ou frase concisa que representa um padrão de sugestões. (TANNURE, GONÇALVES, 2008) Fatores relacionados São fatores que aparecem para mostrar algum tipo de relacionamento padronizado com o diagnostico de enfermagem. Podem ser descritos como relacionados a, ou associado a. (TANNURE, GONÇALVES, 2008).

27 Características definidoras Sugestões observáveis que se agrupam como manifestações de um diagnostico de enfermagem real ou de bem estar. São os sinais e os sintomas, ou melhor, são as manifestações clinicas que fez com que o profissional concluir qual o problema existente. Podem ser descritas como evidenciadas pó ou caracterizadas por. (TANNURE, GONÇALVES, 2008) Fatores de risco Fatores ambientais e elementos fisiológicos, psicológicos, genéticos ou químicos que aumentam a vulnerabilidade de um indivíduo, de uma família ou de uma comunidade a um evento. (TANNURE, GONÇALVES, 2008) Plano de Cuidados ou Intervenções de Enfermagem É o roteiro que coordena a ação da equipe de enfermagem nos cuidados adequados ao atendimento das necessidades básicas e especificas dos seres humanos. Onde a prescrição deve ser concisa, clara e especifica; quando for prescrita mudança de decúbito, deverão ser explicadas as posições indicadas com os respectivos horários. Sendo que e função do enfermeiro sempre checar as prescrições quando checadas, lembrando sempre anotar se necessário as observações referente ao cuidado prestado. (HORTA, 1979) Evolução de Enfermagem A evolução é, em síntese, uma avaliação global do plano de cuidados prescrições de

28 25 enfermagem, tendo o relato diário das mudanças sucessíveis ao cuidado. (HORTA, 1979). 2.7 Aplicação do Processo de Enfermagem na UTI A SAE é um processo sistematizado de prestação de cuidados que visa à obtenção de resultados desejados de uma maneira rentável. É sistemático por se constituir de etapas, durante as quais são dados passos deliberados para potencializar a eficiência e atingir resultados benéficos. Este processo sempre foi desenvolvido pelos enfermeiros como forma de prestar assistência ao cliente, sendo aperfeiçoado com o passar do tempo e atualizado a partir de estudos e bases científicas até os dias de hoje, quando foi introduzida esta nomenclatura (Sistematização da Assistência de Enfermagem), tendo se tornado obrigatória sua implementação nas instituições de saúde desde agosto de 2002, através da Resolução do Conselho Federal de Enfermagem. (MINCOFF, CONTE, NAKAMURA, 2005). Para Mincoff, Conte, Nakamura, (2005), a enfermagem tem o objetivo de prover uma assistência que atenda às necessidades do cliente, ao passo que o da Instituição é prestar um serviço efetivo e eficiente. Portanto, o uso do diagnóstico de enfermagem beneficia a ambos, porque direciona a assistência de enfermagem para as necessidades de cada cliente, facilita a escolha de intervenções mais adequadas, registra de forma objetiva as reações do cliente e permite subseqüente avaliação dos cuidados de enfermagem. Para Truppel, et al, (2009), o cuidado altamente especializado e complexo que o enfermeiro desenvolve em uma Unidade de Terapia Intensiva, a sistematização e a organização do seu trabalho e, por conseguinte, do trabalho da equipe de enfermagem, mostram-se imprescindíveis para uma assistência de qualidade, com eficiência e eficácia. Sistematizar o cuidado implica em utilizar uma metodologia de trabalho embasada cientificamente. Isto resulta na consolidação da profissão e visibilidade para as ações desempenhadas pelo enfermeiro, bem como oferece subsídios para o desenvolvimento do conhecimento técnico-científico. Estes sustentam e caracterizam a enfermagem enquanto disciplina e ciência, cujos conhecimentos são próprios e específicos. De acordo com Hudak, Gallo (1997), o papel do enfermeiro na unidade de tratamento intensivo consiste em obter a história do cliente, realizar exame físico, executar tratamento, aconselhando e ensinando a manutenção da saúde e orientando os clientes para uma continuidade do tratamento. Os enfermeiros das UTIs devem, ainda, aliar à fundamentação

29 26 teórica a capacidade de liderança, o trabalho, o discernimento, a iniciativa, a habilidade de ensino, a maturidade e a estabilidade emocional. 3 Principais Diagnósticos de Enfermagem Utilizados em UTI Identifica-se a importância de determinados diagnósticos de enfermagem, para o cuidado de paciente, estes são importantes para determinar as prescrições de enfermagem que visa à melhoria e manutenção da saúde do paciente. Os diagnósticos necessitam de características e fatores para sua determinações, NANDA-I (2008); traz a definição dos principais diagnósticos utilizados na UTI. Padrão Respiratório ineficaz: inspiração ou expiração que não proporciona ventilação adequada; caracterizado por alterações na profundidade respiratória, bradipnéia, ortopnéia, pressão expiratória diminuída, pressão inspiratória diminuída, taquipnéia, uso da musculatura acessória para respirar; relacionado à fadiga, obesidade, ansiedade, dor, deformidade na parede do tórax, hiperventilação e lesão da medula espinhal. (NANDA-I.; 2008). Integridade da Pele Prejudicada: epiderme e/ou derme alteradas; caracterizada por destruição de camadas da pele, invasão de estruturas do corpo, rompimento da superfície da pele, relacionado a fatores externos como hipertermia, hipotermia, medicamentos, radiação, umidade, extremos de idade e a fatores internos como circulação prejudicada, nutrição desequilibrada, proeminências ósseas e mudanças de turgor. (NANDA-I.; 2008). Risco para infecção: risco aumentado de ser invadido por organismos patogênicos, relacionado a fatores de risco tais como: agentes farmacêuticos, desnutrição, exposição ambiental aumentada a patógenos, defesas secundarias inadequadas (diminuição de hemoglobina, leucopenia), defesas primarias inadequadas (pele rompida, tecido traumatizado, peristaltismo alterado), trauma e ruptura das membranas amnióticas. (NANDA-I.; 2008). Troca de Gases Prejudicada: excesso ou déficit na oxigenação e/ou na eliminação de dióxido de carbono na membrana alveolocapilar, caracterizado por agitação batimento da asa do nariz, cefaléia ao acordar, confusão, dispnéia, taquicardia, hipoxemia, irritabilidade, sonolência e respiração anormal (freqüência, ritmo e profundidade), relacionado ao desequilíbrio na ventilação perfusão e mudanças da membrana alveolocapilar. (NANDA-I.; 2008). Déficit no Auto-Cuidado: estado em que o individuo experimenta uma capacidade

30 27 prejudicada de completar suas atividades diárias, caracterizado por incapacidade fazer sua própria alimentação, realizar seu banho, incapacidade de vestir-se e arrumar-se, incapacidade de usar o toalete; relacionado à fraqueza, desmotivação; depressão, danos músculoesquelético, dor, desconforto e danos neuromusculares. (NANDA-I.; 2008). Auto-Estima Prejudicada: auto-avaliação/sentimentos, negativos, prolongados sobre si mesmo ou suas próprias capacidades, caracterizado por expressões de culpa, indeciso, frequente falta de sucesso nos eventos da vida e dependentes das expressões dos outros. (NANDA-I.; 2008). 4 Principais Doenças que Levam paciente a internação na UTI 4.1 Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) O IAM refere-se ao processo pelo qual áreas de células miocárdicas no coração, são destruídas de maneira permanente, onde o IAM é usualmente causado pelo fluxo sanguíneo diminuído em uma artéria coronária, devido a aterosclerose e oclusão de uma artéria por um êmbolo ou trombo, tendo como manifestação a dor torácica que acorre de forma repentina. (Smeltzer e Bare, (2005). Smeltzer e Bare, (2005), estabelecem principais diagnósticos de enfermagem: Perfusão ineficaz dos tecidos cardiopulmonares relacionada com o fluxo sanguíneo coronário reduzido a partir do trombo coronário, Potencial para troca gasosa prejudicada relacionado com a sobrecarga hídrica em razão da disfunção ventricular esquerda; Potencial para a perfusão tissular periférica alterada relacionado com o debito cardíaco diminuído em razão a disfunção ventricular esquerda; Ansiedade relacionada com o medo da morte; Conhecimento deficiente sobre o auto-cuidado após o IAM.

31 Insuficiência Cardíaca Congestiva A ICC resulta de inúmeras doenças cardiovasculares, porém leva a algumas anormalidades cardíacas comuns, que resultam em uma contração diminuída, e de enchimento diminuída. Tendo como principais sintomas: taquicardia, vertigem e batimentos ectópicos ventriculares e atriais. (Smeltzer e Bare, (2005). Smeltzer e Bare, (2005), mostram os principais diagnósticos de enfermagem: Intolerância à atividade (ou risco de intolerância à atividade) relacionada com o desequilíbrio entre o suprimento e demanda de oxigênio por causa do debito cardíaco diminuído, Excesso de volume de líquido relacionado com a ingesta excessiva de sódio ou líquido e retenção de liquido por causa da insuficiência cardíaca e sua terapia clínica; Ansiedade relacionada com a falta de ar e inquietação consequente à oxigenação inadequada; Impotência relacionada com a incapacidade de realizar os encargos da função por causa da doença crônica e hospitalizações; Não-aderência relacionada com a falta de conhecimentos. 4.3 Traumatismo Crânio Encefálico O TCE é uma classificação ampla que inclui lesões do couro cabeludo, crânio ou cérebro. Onde os sintomas dependem da gravidade e da distribuição da lesão cerebral. No geral a dor localizada e persistente sugere que a fratura está presente. (Smeltzer e Bare (2005), Smeltzer e Bare, (2005), traz os principais diagnósticos de enfermagem utilizados em pacientes com TCE: Nutrição alterada, ingestão menor que as necessidades corporais, relacionada com as alterações metabólicas, restrição de líquidos e ingestão inadequada, Déficit de volume de líquidos relacionado com o nível de consciência diminuído e disfunção hormonal;

32 29 Risco de lesão, relacionada com as convulsões, desorientações, inquietação ou comprometimento cerebral; Potencial para distúrbio no padrão do sono relacionado com lesão cerebral e as avaliações neurológicas frequentes; Processos de raciocínio perturbados (comunicação, memória, processamento intelectual), relacionados com a lesão cerebral; Conhecimento deficiente sobre a recuperação e o processo de reabilitação; Limpeza ineficaz da via aérea e troca gassosa prejudicada relacionadas com a lesão cerebral. 4.4 Choque Cardiogênico O Choque que cardiogênico ocorre quando a capacidade do coração de se contrair e bombear sangue está comprometida e o suprimento de oxigênio é inadequado para o coração, os pacientes em choque cardiogênico, apresentam sintomas como dor anginosa e pode desenvolver disritmias e instabilidade hemodinâmica. (Smeltzer e Bare, (2005).

33 30 5 METODOLOGIA 5.1 Tipo de Estudo Trata-se de uma pesquisa quantitativa e qualitativa. A metodologia qualitativa permite uma análise e interpretação mais profunda e detalhada a cerca das investigações, hábitos, atitudes, tendências de comportamento, flexibilidade e a capacidade de observação com os atores sociais envolvidos. (LAKATOS & MARCONI, 2005). Conforme Oliveira (2000), o estudo quantitativo é aquele que possibilita que a apresentação dos dados através de gráficos e tabelas, permitindo assim a análise estatística dos dados. 5.2 Instrumentos de Pesquisa e Coleta de Dados Para a realização deste trabalho fez-se necessário a avaliação dos prontuários da Unidade de tratamento Intensivo (UTI), do Hospital Municipal de Paracatu (HMP). Os mesmos foram escolhidos aleatoriamente, sendo realizada a analise em busca do formulário de diagnósticos de enfermagem, para quantificação dos dados. 5.3 Critérios de Inclusão Prontuários com os formulários de diagnósticos de enfermagem preenchidos corretamente da UTI do HMP.

34 Critérios de Exclusão Como critério de exclusão desta pesquisa, optou-se por não avaliar os prontuários da UTI, do HMP, onde os formulários de diagnósticos de enfermagem não estivessem preenchidos corretamente. 5.5 Desenvolvimento do Estudo O presente estudo foi desenvolvido no período de agosto de 2009 a julho de Onde feito uma pesquisa bibliográfica para um melhor entendimento do tema. Após todo o levantamento dos dados bibliográficos, realizou-se a pesquisa de campo, no arquivo do HMP, para analise dos prontuários da UTI; obtendo assim uma avaliação quantitativa qualitativa, do pleno funcionamento da UTI, na prestação do cuidado continuo aos pacientes, mostrando a importância do pleno funcionamento da Sistematização Assistência de Enfermagem (SAE). Ao decorrer do levantamento bibliográfico apresentou-se ao secretario municipal de saúde o projeto do trabalho, para aprovação do mesmo para coleta de dados. Nos meses de janeiro e fevereiro de 2010, foram avaliados os prontuários escolhidos aleatoriamente do período de junho a dezembro do ano de 2009, e observado nos mesmos os principais diagnósticos utilizados na instituição, e quantificarmos qual a relevância da SAE em uma UTI, possibilitando a identificação após a analise dos dados qual a importância da SAE para a recuperação dos pacientes internados na unidade.

35 32 6 RESULTADOS E DISCUSSÃO No presente trabalho foram avaliados, oitenta e nove prontuários da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital municipal de Paracatu (HMP); escolhidos aleatoriamente dos meses de junho a dezembro de 2009, destes oitenta e dois prontuários serviram de bases para coleta de dados e a elaboração do trabalho, e estes possuíam a ficha de enfermagem preenchida corretamente, sendo que sete dos oitenta e nove questionários foram desclassificados devido ao preenchimento inadequado, com ênfase nos diagnósticos de enfermagem. Á UTI do hospital conta com um formulário exclusivo da enfermagem a cada paciente, este são fonte de dados a elaboração do plano de cuidados, aos indivíduos, representando uma importância significativa ao tratamento sistematizado prestado a eles, uma vez que através do histórico do cliente tem se um plano pré determinados com diagnósticos e prescrições de enfermagem, com obtendo assim êxito no tratamento do paciente. O formulário conta com itens referente ao cliente para seu preenchimento como, nome, número do prontuário; leito; data da avaliação de enfermagem e data da admissão; diagnósticos de enfermagem a serem determinados de acordo com suas patologias, prescrições de enfermagem a serem realizadas a fim de melhorar o processo de saúde do paciente e por fim a evolução de enfermagem, apresentando a trajetória do plano de cuidados que seria oferecido para o paciente. Ressalva que os diagnósticos foram já determinados pelos enfermeiros da instituição, sendo o mesmo composto por doze diagnósticos de enfermagem. Após analise dos dados coletados verificou-se quais os principais diagnósticos de enfermagem utilizados na UTI do HMP, estes estão expressos no (Gráfico 1).

36 33 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 42,68% 51,22% 93,90% 45,12% 100% 92,80% PRI-Padrão Respiratório Ineficaz IPP-Integridade da Pele Prejudicada RI-Risco para Infecção TGP-Troca de Gases Prejudicada DAC-Déficit no Auto-Cuidado 20% 10% AEP-Auto-Estima Prejudicada 0% Gráfico 1: Principais Diagnósticos de Enfermagem Utilizados na UTI do HMP, nos meses de junho a dezembro de Fonte: Dados coletados nos Prontuários da UTI, no Arquivo do HMP, pelo acadêmico Vinícius Barbosa Oliveira, Paracatu-MG, Constatou-se que cada um dos diagnósticos de enfermagem possuem, definições, características e fatores que relacionam a sua determinação, e após estabelecidos direcionam qual cuidado essencial deverá ser tomado a esse paciente, que deverá receber um cuidado direcionado, individualizado e sistematizado, viabilizando assim melhores condições de trabalho para a equipe uma vez que ocorrerá a maior organização dos dados coletados e agilidade no trabalho exercido pela equipe de enfermagem, e melhor preparo dos profissionais para a determinação dos cuidados tomados aos cliente. Observa-se a prevalência de elevado índice dos diagnósticos de enfermagem, RI, DAC, AEP, TGP, PRI, IPP, (Gráfico 1), decorrentes as patologias nas quais levaram a internação. Os diagnósticos mais frequentes estão relacionados, principalmente à doença préexistente, colocando muitas vezes o paciente como sujeito passivo e, contudo pré disposto a desenvolver uma infecção, déficit no auto-cuidado dentre outros já citados, contudo ressaltamos que o principal objetivo da SAE na UTI e identificar esses possíveis diagnósticos e intervir para que não alterem quadro clínico do paciente, é sim a melhoria continua do seu estado de saúde. Neste contexto; Silva, Santos (2009); diz que a SAE torna-se um instrumento para desenvolvimento das atividades para enfermeiros, como instrumento facilitador da metodologia de desenvolvimento das ações e avaliação da qualidade da assistência de enfermagem prestada ao seu cliente de maneira individualizada, apresentado uma visão holística do seu paciente.

37 34 Após verificados os principais diagnósticos de enfermagem utilizados na instituição, separamos os mesmos dentre a maior prevalência nas quatro principais doença que levaram a internação na UTI; (Gráfico 2): 14,00% 12,00% 10,00% 8,00% 6,00% 9,75% 9,75% 10,97% 12,19% IAM-Infaro Agudo do Miocárdio ICC-Insuficiência Cardíaca Congestiva TCE-Traumatismo Crânio Encefálico 4,00% Choque Cardiogênico 2,00% 0,00% Gráfico 2: Principais Doenças que levaram a internação na UTI do HMP, nos meses de junho a dezembro de Fonte: Dados coletados nos Prontuários da UTI, no Arquivo do HMP, pelo acadêmico Vinícius Barbosa Oliveira, Paracatu-MG, Avaliando às principais doenças prevalentes que resultaram a internação na UTI do HMP, o gráfico 3, gráfico 4; gráfico 5; gráfico 6; referem-se a quantidade de diagnósticos com maior incidência utilizados aos clientes que ali se encontram internados, com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM); Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC); Traumatismo Crânio Encefálico (TCE); Choque cardiogênico, mostrando os dados em porcentagem aos prontuários avaliados por cada doença que levou a internação do paciente. Os paciente internados com a patologia Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), foram totalizados oito prontuários (Gráfico 3), estes apresentaram 100 % de utilização dos principais diagnósticos de maior incidência na UTI, uma vez que os clientes com IAM demonstram em seu quadro clinico sintomas que levam a alta incidência dos diagnósticos determinados. Huddleston e Ferguson (2006); diz que os principais sintomas do IAM são: dor; dispnéia; ansiedade; hipoxemia e redução da pressão sanguínea; mostra-se assim porque a alta prevalência dos diagnósticos de enfermagem utilizados, devido estes aos sinais clínicos apresentados pelo portador de IAM. Segundo Smeltzer e Bare, (2005), traz que o IAM, necessita intervenções de enfermagem para a solução dos problemas apresentados pelo pacientes, como a dor, débito

38 35 cardíaco diminuído, troca gasosa prejudicada, perfusão tissular prejudicada, ansiedade, dentre outras intercorrências que afetam a saúde do paciente. A enfermagem assume o papel responsável de identificar esse problemas e intervir com seus diagnósticos e prescrições afim de evitar complicações e agravamentos, requerendo da enfermagem vigília intensa sobre o paciente. Nettina, (2003); expõem concordância as intervenções e diagnósticos de enfermagem utilizados por Smeltzer e Bare, (2005)b; tendo como meta fim a melhora do problema apresentado tais como: alívio da dor, aumento do debito cardíaco, redução do grau de ansiedade, isso mostra que pacientes com IAM tendem apresentar um mesmo parâmetro de sintomas, e que a equipe de enfermagem deve sempre buscar meios, dentre eles a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) como rumo norteador para a prestação do cuidado continuo. Neste contexto Smeltzer e Bare, (2005)b.; Nettina, (2003); traz diferenças na apresentação dos possíveis diagnósticos de enfermagem, tais como perfusão tissular ineficaz, ansiedade, dor, perfusão tissular periférica ineficaz, aos encontrados na UTI do HMP, esta condição poderia ser a explicação formulário de diagnósticos de enfermagem utilizados na UTI da instituição apresentar-se apenas alguns, negligenciando as vezes o grande acervo de diagnósticos de enfermagem encontrados nas diversas bibliografias. Todavia, apesar da precariedade do formulário isto o não invalida, uma vez que esses ao serem utilizados pelos profissionais exercem sua função na melhoria ativa do cliente, sendo também definidos de acordo com as condições apresentados pela patologia adquirida. 100% 100% 100% 100% 100% 100% PRI-Padrão Respiratório Ineficaz 80% 60% 40% 20% 0% 62,5% IPP-Integridade da Pele Prejudicada RI-Risco para Infecção TGP-Troca de Gases Prejudicada DAC-Déficit no Auto-Cuidado Gráfico 3: Principais Diagnósticos de Enfermagem utilizados aos pacientes internados com diagnóstico médico de IAM na UTI do HMP. Fonte: Dados coletados nos Prontuários da UTI, no Arquivo do HMP, pelo acadêmico Vinícius Barbosa Oliveira, Paracatu-MG, 2010.

39 36 Foram avaliados oito prontuários de pacientes com Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC), (Gráfico 4), apresentando 100% de utilização dos diagnósticos RI,DAC, AEP é 50% representados pelos diagnósticos PRI, IPP, DCD. 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 50% 37,50% 100% 50% 100% 100% PRI-Padrão Respiratório Ineficaz IPP-Integridade da Pele Prejudicada RI-Risco para Infecção DCD-Débito Cardíaco Diminuído DAC-Déficit no Auto-Cuidado 20% 10% AEP-Auto-Estima Prejudicada 0% Gráfico 4: Principais Diagnósticos de Enfermagem utilizados aos pacientes internados com diagnóstico médico de ICC na UTI do HMP. Fonte: Dados coletados nos Prontuários da UTI, no Arquivo do HMP, pelo acadêmico Vinícius Barbosa Oliveira, Paracatu-MG, Huddleston e Ferguson (2006); pressupõem que a ICC resulta na incapacidade do coração de se manter o suficiente para atende às exigências do corpo, a tentativa de reversão desse quadro é apresentar como principal estratégia de tratamento, sendo a maior expectativa que o coração volte a suprir todas as necessidades metabólicas necessárias para manutenção do corpo humano, exercendo a enfermagem papel importante para este cuidado, através da utilização de seus diagnósticos e possível identificar complicações que surgiram após a implantação da patologia. Smeltzer e Bare, (2005)c; em concordância com Nettina, (2003); apresenta alguns diagnósticos utilizados na UTI do Hospital Municipal de Paracatu (HMP), não possuindo os mesmos significados, mas com objetivos semelhantes, por exemplo, da prevenção ao desenvolvimento déficit no auto-cuidado, risco de infecção, dificuldade na realização das trocas gasosas dentre outros. Onde apresentam uma discordância ao principal diagnostico utilizado para a ICC que e o débito cardíaco diminuído, sendo este definido devido o mau funcionamento da bomba cardíaca. Demonstra que verificou-se oito prontuários avaliados os diagnósticos identificados pelos profissionais de enfermagem com maior prevalência mostra extrema relevância para o

40 37 tratamento e melhora dos pacientes com ICC, mas em 100% dos prontuários avaliados não ocorreu identificação do principal diagnostico apresentando pela ICC, não objetivando assim o cuidado de enfermagem prestado pela unidade a causa principal da doença, e sim nas causas adjacentes, uma vez que esta falha poderá influenciar na melhora deste paciente. Johnson, M, et al.; traz as possíveis intervenções de enfermagem aos pacientes com ICC, como: administração de hemoderivados e medicamentos, controle das vias aéreas, hídricos, eletrólitos, monitoração dos sinais vitais, dentre outras precações cardíacas que vão manter o débito cardíaco em condições normais para a manutenção corpórea. Aos pacientes internados com Traumatismo Crânio Encefálico (TCE), foram avaliados nove prontuários, (Gráfico 5), mostrando uma discordância na utilização dos diagnósticos, devidamente a ampla área de problemas adjacente apresentados pela patologia, uma vez que os diagnósticos RI, DAC e AEP; apresentam 100% de prevalência aos clientes com TCE, já os PRI, IPP e TGP, apresentaram uma media de 48% em suas utilização mostrando assim uma discordância na identificação do diagnósticos aos pacientes. 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 33,33% 44,44% 100% 22,22% 100% 88,88% PRI-Padrão Respiratório Ineficaz IPP-Integridade da Pele Prejudicada RI-Risco para Infecção TGP-Troca de Gases Prejudicada DAC-Déficit no Auto-Cuidado 20% 10% AEP-Auto-Estima Prejudicada 0% Gráfico 5: Principais Diagnósticos de Enfermagem utilizados aos pacientes internados com diagnóstico médico de TCE na UTI do HMP. Fonte: Dados coletados nos Prontuários da UTI, no Arquivo do HMP, pelo acadêmico Vinícius Barbosa Oliveira, Paracatu-MG, Smeltzer e Bare, (2005)a, traz que os sintomas são diversos como: alterações na respiração, confusão; alterações no nível de consciência; distúrbios do movimento; disfunção sensorial dentre outros, sendo relacionado a causa primaria da lesão. Através desta ampla gama de complicações apresentadas por pacientes com TCE, identifica-se a parcialidade para

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