UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA (CLÍNICA E REPRODUÇÃO ANIMAL)

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA (CLÍNICA E REPRODUÇÃO ANIMAL) LYVIA CABRAL RIBEIRO CARVALHO AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DAS ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS NO SEGMENTO TORÁCICO DA COLUNA VERTEBRAL EM CÃES (Canis familiaris, Canidae, Linnaeus (1758)) DA RAÇA BULDOGUE FRANCÊS NITERÓI, RJ 2011

2 2 LYVIA CABRAL RIBEIRO CARVALHO AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DAS ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS NO SEGMENTO TORÁCICO DA COLUNA VERTEBRAL EM CÃES (Canis familiaris, Canidae, Linnaeus (1758)) DA RAÇA BULDOGUE FRANCÊS Dissertação apresentada ao programa de Pós-graduação em Medicina Veterinária da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para obtenção do Grau de Mestre. Área de concentração: Clínica e Reprodução animal. Orientadores: Prof. Dr. MÁRIO ANTÔNIO PINTO ROMÃO Profª Drª MARIA DE LOURDES GONÇALVES FERREIRA Niterói 2011

3 3 C331 Carvalho, Lyvia Cabral Ribeiro Avaliação radiológica das alterações morfológicas no segmento torácico da coluna vertebral em cães (Canis familiaris, Canidae, Linnaeus (1758) da raça Buldogue francês/ Lyvia Cabral Ribeiro Carvalho; orientador Mário Antônio Pinto Romão f. Dissertação (Mestrado em Clínica e Reprodução Animal) Universidade Federal Fluminense, Orientador: Mário Antônio Pinto Romão 1. Diagnóstico por imagem. 2. Doenças do cão. 3. Coluna vertebral.4. Anormalidade muscolosquelética. 5. Radiografia. I. Título. CDD

4 4 LYVIA CABRAL RIBEIRO CARVALHO AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DAS ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS NO SEGMENTO TORÁCICO DA COLUNA VERTEBRAL EM CÃES (Canis familiaris, Canidae, Linnaeus (1758)) DA RAÇA BULDOGUE FRANCÊS Dissertação apresentada ao programa de Pós-graduação em Medicina Veterinária da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para obtenção do Grau de Mestre. Área de concentração: Clínica e Reprodução animal. Apresentada em 13 de Junho de 2011 BANCA EXAMINADORA Prof. Dr. MÁRIO ANTÔNIO PINTO ROMÃO Orientador Universidade Federal Fluminense Profª. Drª. MARIA DE LOURDES GONÇALVES FERREIRA Orientadora Universidade Federal Fluminense Profª. Drª. LUCI ANA FERNANDES MARTINS Universidade Estadual de Santa Cruz Prof. Dr. PAULO CÉSAR SILVA Universidade Federal do Rio de Janeiro Niterói 2011

5 5 À minha mãe, que tão cedo se foi, mas que sempre foi um exemplo de força e honestidade e que sempre estará ao meu lado.

6 6 AGREDECIMENTOS Ao Prof. Dr. Mário Antônio Pinto Romão pela orientação, pelo apoio diante às dificuldades e por acreditar no meu potencial desde o tempo de graduação. A todos os professores e professoras da UFF que indiretamente contribuíram para meu crescimento profissional, especialmente, Profª Drª Márcia Carolina Salomão Santos, Profª Drª Maria de Lourdes Gonçalves Ferreira e Prof. Dr. Amary Nascimento Jr. Ao Prof. Rodolfo pelo auxílio na análise estatística que foi fundamental. Aos meus colegas de turma de mestrado pelo companheirismo, apoio, pela descontração. Obrigada. À equipe do HUVET-UFF pela ajuda fundamental na execução do projeto além da divulgação do mesmo. Obrigada aos amigos, Natasha Baunworcel, Mariana Mattos, Flávia Calleia Pereira e Renato Orsini Ornellas pela amizade ao longo da graduação, pelo apoio dado nos momentos de dificuldade. À amiga Camila Barbosa Amaral pela amizade e pelo incentivo nos momentos de dificuldade. Ao amigo Leir Caruso Baldas pela ajuda fundamental durante a execução do projeto. Ao meu marido Rodrigo Sales Felicíssimo por sempre estar ao meu lado, por sempre me fazer continuar, por ser participativo durante a execução, pelo companheirismo, pela dedicação, por agüentar todo meu mau humor e entender que ia passar. Muito obrigada. Aos meus filhos de quatro patas Joli, Lion, Júlia, Pipoca, Chico, Cristal, Whisky, Cléo, Togo, Belinha, Shao-Lin e Felino (Fefê) por toda a alegria que trazem diariamente à minha vida. Muito obrigado ao meu inseparável amigo, meu filho Kim, que por 19 anos me alegrou e que recentemente se foi e não pode concluir comigo mais essa etapa.

7 7 Ao meu pai Marcos Luiz Carvalho e meus irmãos e familiares pelo apoio e carinho. Aos animais do meu projeto e seus proprietários, pois sem eles nada seria possível.

8 8 SUMÁRIO LISTA DE ILUSTRAÇÕES, p. 8 LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLA E SIMBOLOS, p. 10 RESUMO, p. 11 ABSTRACT, p INTRODUÇÃO, p OBJETIVOS, p REVISÃO DE LITERATURA, p Buldogue Francês: história e origem, p Embriologia da coluna vertebral, p Breve histórico dos relatos de má-formação vertebral, p Hemivértebra, vértebra em borboleta e vértebra em barra, p MATERIAL E MÉTODOS, p RESULTADOS, p DISCUSSÃO, p CONCLUSÕES, p OBRAS CITADAS, p ANEXOS, p ANEXO I TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO, p ANEXO II FOTOS DE CÃES DA RAÇA BULDOGUE FRANCÊS, p ANEXO III TABELA DE FREQUÊNCIA DE VÉRTEBRASMALFORMADAS POR ANIMAL, p ANEXO IV FOTOS DE EXAMES RADIOGRÁFICOS, p. 53

9 9 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1. Pintura de Henry Thomas Alken de 1820 que retrata a prática do Bullbaiting, p. 15 Figura 2. Demonstração das alterações estruturais entre o Antigo Buldogue e o Buldogue Inglês. (A) Antigo Buldogue, (B) Buldogue Inglês e (C) Evidente alteração da conformação de mandíbula e osso nasal, p. 16 Figura 3. Desenho esquemático do desenvolvimento normal e anormal do corpo vertebral (KUMAR et al 1988), p. 21 Figura 4. Esquema de classificação proposto por Nasca et al (1975) que ilustra os tipos e subtipos de hemivértebra, p. 26 Figura 5. Esquema de classificação proposto pelo International Consortium for Vertebral Anomalies and Scoliosis (ICVAS). SDV, defeito de segmentação (s) das vértebras; M, múltiplas; U, único; R, regional; G, generalizada e I, indefinido. (OFFIAH et al 2010), p. 27 Figura 6. Imagem radiográfica da coluna vertebral em cães da raça Buldogue Francês em posição ventro-dorsal (A) e lateral (B e C) onde se observa: Vértebra em borboleta (A), vértebra em bloco congênita (B), vértebra em bloco adquirida (C) e hemivértebra (D), p. 31 Tabela 1. Frequência de ocorrência de tipos de alteração em vértebras do segmento torácico de cães da raça Buldogue Francês, p.32 Tabela 2. Freqüência do número de vértebras malformadas por animal em segmento torácico de coluna vertebral de cães da raça Buldogue Francês, p. 32 Tabela 3. Freqüência de Alterações por vértebra em segmento torácico de coluna vertebral de cães da raça Buldogue Francês, p. 33 Tabela 4. Freqüência de desvio de eixo vertebral em segmento torácico de coluna vertebral de cães da raça Buldogue Francês, p. 33 Quadro 1. Relação vértebra, localização do defeito e sentido do desvio dos animais portadores de alteração no sentido do eixo vertebral em segmento torácico de coluna vertebral de cães da raça Buldogue Francês, p. 34 Figura 7. Imagem radiográfica da coluna vertebral em posição lateral (A e B) e ventro-dorsal (C) onde se observa desvios de eixo vertebral: Cifose (A), lordose (B) e escoliose (C), p.35

10 10 Figura 8. Proposta de diagrama de classificação radiográfica para defeitos de segmentação vertebral em segmento torácico de buldogues franceses, p.36 Quadro 2. Classificação por animal utilizando uma seqüência de letras para identificação do número, localização e tipo de defeito de segmentação vertebral em segmento torácico de coluna vertebral de cães da raça Buldogue Francês, p. 37 Tabela 5. Frequência de ocorrência de classes observadas a partir do emprego da seqüência de letras identificando o número, localização e tipo de defeito de segmentação vertebral em segmento torácico de coluna vertebral de buldogues franceses, p. 38

11 11 LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS HUVET-UFF Hospital Universitário de Medicina Veterinária Professor Firmino Mársico Filho Universidade Federal Fluminense CEPA Comitê de Ética em Pesquisa Animal COBEA Colégio Brasileiro de Experimentação Animal ICVAS International Consortium for Vertebral Anomalies and Scoliosis DSV Defeito de segmentação vertebral M Múltipla U Única I Indefinido S Simples G Geral R Regional H Hemivértebra B Borboleta BL Bloco C Congênita A Adquirida Marca registrada DC Depois de Cristo

12 12 RESUMO A má-formação vertebral é comum em cães braquicefálicos de cauda torcida, como os buldogues franceses. Que provoca desvio do eixo da coluna vertebral. A maioria dos portadores é assintomática e os sinais clínicos, quando manifestados, são referentes à compressão medular (hérnia discal). O diagnóstico desta má-formação é realizado por exame radiográfico de segmento torácico de coluna vertebral em incidências lateral e ventro-dorsal ou dorso-ventral. Para o presente estudo foram avaliados 24 exames radiográficos de cães da raça Buldogue Francês independentemente de idade e sexo, atendidos no HUVET-UFF no período de agosto de 2009 até outubro de Foram observados 3 tipos de má formação diferentes quanto a morfologia da vértebra, sendo hemivértebra observada em 47 vértebras, correspondendo a 55,95%. A má-formação em coluna vertebral foi observada em 91,67% dos animais, correspondendo a 22 animais portadores, o número de má formações em cada animal variou de 0 a 9 e a vértebra com maior ocorrência de má-formação foi a T8. Foram observados 12 animais portadores de desvio do eixo vertebral dentro do universo de 22 portadores de má-formação representando 54,55% de ocorrência de desvio. Com relação ao tipo de desvio foram observados 58,3% de ocorrência de cifose. Observou-se correlação entre localização do defeito e desvio de eixo, sendo os defeitos ventrais responsáveis pela cifose, os laterais pela escoliose, os dorsais pela lordose e os latero-ventrais pela cifoescoliose. Foi proposta no presente trabalho uma classificação para os defeitos de segmentação vertebral utilizando uma combinação de letras para estabelecer a classe, tendo a DSV-M-R-H/B uma ocorrência de 40,91%. Não foi observada diferença significativa entre sexo. Os defeitos de segmentação vertebral são muito freqüentes em Buldogues Franceses, entretanto a maioria dos portadores é assintomática. A má-formação mais comum é a hemivértebra e a vértebra mais acometida pelo defeito é a T8. Palavra chave: Coluna vertebral. Má-formação. Hemivértebra. Buldogue Francês. Radiografia

13 ABSTRACT The vertebral malformation is a common congenital malformation in brachycephalic dogs tail twisted, like the French Bulldogs. This defect causes deviation of the axis of the spine. Most patients are asymptomatic. Clinical signs, are related to spinal cord compression (herniated disk) but are not common. The diagnosis is performed by radiological view of the spine in lateral and ventral-dorsal or dorsal-ventral position. For the present study 24 radiographs of French bulldogs, regardless of age and sex, presented at HUVET-UFF in the period from August 2009 to October 2010 were used. We observed three different types of malformation including the morphology of the vertebra. Hemivertebra was observed in 47 vertebrae, corresponding to 55.95%. Malformation in the spine was observed in 91.67% of the animals, corresponding to 22 carrier animals. The number of malformations in each animal ranged from 0 to 9. A vertebra with a higher incidence of malformation was T8. It has been observed 12 animals with axis deviation within the universe of 22 patients with malformation, representing 54,55% of occurrence of deviation. Regarding the type of deviation it was observed 58,30% occurrence of kyphosis. A correlation between the defect location and axis deviation was notice. The ventral defects are responsible for the kyphosis, the side defects are responsible for the dorsal and ventral-lateral by kyphoscoliosis. In this study we proposed a classification for vertebral segmentation defects by using a combination of letters to establish the class, having the class DSV-M-R-H/B one occurrence of 40,91%.There was no significant difference between sexes. Vertebral segmentation defects are very frequent in french bulldogs, however, most patients are asymptomatic. The most common malformation is the hemivertebrae and the most affected vertebra is the T8. Key words: Spine. Malformation. Hemivertebrae. French bulldogs. Radiography. 13

14 14 1. INTRODUÇÃO Por meio de exame radiográfico da coluna vertebral é possível avaliar alterações degenerativas, infecciosas, neoplásicas, traumáticas, alterações morfológicas em vértebras e alterações quanto ao alinhamento de coluna e alterações de espaço intervertebral. No entanto, o exame da coluna vertebral na maior parte das vezes é solicitado somente quando o animal exibe sinais e sintomas clínicos que possam ser relacionados à enfermidade nesta região, possibilitando o diagnóstico com lesão óssea já instalada. A hemivértebra é uma má formação congênita promovendo deformação do corpo das vértebras acometidas. Além desta má formação existem ainda as vértebras em borboleta que apresentam falha de desenvolvimento central conferindo à vértebra cometida aspecto de borboleta e a vértebra em bloco que resulta de um fusionamento de duas ou mais vértebras.tais anormalidades podem acarretar desvio do eixo, especialmente a escoliose, estando o animal portador propenso ao desenvolvimento de hérnia discal por conta da instabilidade das articulações acometidas. Morfologicamente são observadas diferentes hemivértebras tanto quanto ao número presente como ao formato apresentado. Tais combinações são agrupadas em uma classificação proposta por Nasca et al. em Até a presente data não existem trabalhos consistentes que provem ou não a aplicabilidade desta classificação em cães. No presente estudo foram avaliados 24 cães da raça Buldogue Francês por meio de exames radiográficos de cães da raça Buldogue Francês independentemente de idade e sexo, atendidos no HUVET-UFF no período de agosto de 2009 até outubro de 2010, independentemente de apresentarem ou não sinais ou sintomas clínicos relacionados à enfermidade de coluna vertebral como por exemplo ataxia, lombalgia e paralisia.

15 15 2. OBJETIVO Analisar e avaliar a freqüência das alterações morfológicas de no segmento torácico da coluna vertebral de cães da raça Buldogue Francês por meio do exame radiográfico deste segmento vertebral; Analisar e avaliar a frequência de do desvio de eixo em segmento torácico; Propor uma classificação dessas alterações morfológicas própria para cães.

16 16 3. REVISÃO DE LITERATURA 3.1. Buldogue Francês: história e origem. O Buldogue Francês, também conhecido como Frenchie, é uma raça que deve sua existência a pelo menos três países: Inglaterra, França e Estados Unidos. A Inglaterra ajudou com a base da raça, que foi o antigo Buldogue. Criadores franceses transformaram esses pequenos Buldogues em um tipo francês distinto, e criadores Americanos foram os primeiros a exigir as tão conhecidas orelhas de morcego. O ancestral não era o bulldogue moderno, mas o bulldogue de anos atrás: um cão forte, atlético, de pernas longas, e capaz de ser utilizado na atividade bárbara chamada de "bull-baiting" (caça a touros), como ilustrado na figura 1 pintada por Henry Thomas Alken em Figura 1. Pintura de Henry Thomas Alken de 1820 que retrata a prática do Bullbaiting. Fonte: i /henry-thomas-alken-bull-baiting-pub-by-thomas-mclean htm

17 17 Muitos criadores de buldogues Ingleses começaram a mudar a raça desta vez para um grande cão, mais pesado com características exageradas (figura 2). Figura 2. Demonstração das alterações estruturais entre o Antigo Buldogue e o Buldogue Inglês. (A) Antigo Buldogue, (B) Buldogue Inglês e (C) Evidente alteração da conformação de mandíbula e osso nasal. Fonte: A Fonte: B Fonte: C

18 18 Outro grupo de criadores desenvolveu um cão menor, mais leve, por volta de lbs ( kg) de peso, com orelha vertical e ou em formato de rosa, testa redonda e mandíbula curta e a vivacidade do terrier. Estes eram bastante populares entre os trabalhadores Ingleses, em particular, os artesãos na indústria de rendas estabelecidos em torno de Nottingham. Com a Revolução Industrial, muitas das lojas de artesanato de pequeno porte foram fechadas e essas rendeiras emigraram para o Norte da França e levaram os seus poucos buldogues. A popularidade destes cães pequenos se disseminou da Normandia a Paris e logo os criadores Inglês tinha um comércio ativo para a exportação de buldogues pequenos para França, onde começou a ser chamado Bouledogues Français (Buldogue Francês). Eles eram os favoritos dos parisienses comuns, como açougueiros, donos de cafés e distribuidores do comércio têxtil e tornaram-se notório como os favoritos das prostitutas parisienses. A sociedade francesa percebeu estes buldogues e em pouco tempo eles eram moda. A maioria dos britânicos não mostrou interesse por estes buldogues franceses por isso foram os franceses os responsáveis pela raça até o final do século 19. Este cão era um exemplar mais uniforme, de corpo compacto, pernas retas e sem mandíbulas exageradas, alguns possuíam as orelhas eretas (orelhas de morcego) e outros com as orelhas pendidas (orelhas de rosa). Americanos ricos viajando pela França se encantaram por estes cães e os levaram para os Estados Unidos. Estes cães se disseminaram pela costa leste do país. Após I Guerra Mundial deu-se início ao declínio da raça, especialmente pelo surgimento uma nova raça popular, Boston Terrier e o início das distocias muitos anos antes da rotina prática da cesariana na medicina veterinária. Na II Guerra Mundial, muitos exemplares foram abatidos por causa da fome, especialmente na Europa. A década de 80 testemunhou um grande aumento no número de registros de cães da raça buldogue francês. Este crescimento perdura até hoje sendo este de

19 19 forma rápida e repentina, onde muitos exemplares apresentam-se fora dos padrões da raça vindo à tona os problemas de saúde desta raça Desenvolvimento embrionário da coluna vertebral Sobre a formação embriológica da coluna vertebral, Noden e Lahunta (2001) relata o que se segue: As vértebras se formam a partir do mesoderma paraxial. O mesoderma paraxial se dispõe lateralmente ao tubo neural, e em sua maior parte apresenta-se segmentado; cada segmento forma um somito que contribuirá para o desenvolvimento do esqueleto axial e dos músculos do sistema locomotor. Cada somito possui três partes: uma parte dorsolateral correspondente ao dermótomo (dará lugar à derme da pele), uma parte dorsomedial, o miótomo, que dará origem à musculatura axial e apendicular e uma parte medioventral, o esclerótomo, que dará origem as vértebras e costelas. No cão se formam 40 ou mais somitos, sendo os quatro primeiros denominados de somitos occipitais e o mesenquima de seus esclerótomos se fusionam formando as cartilagens occipitais do crânio. O restante dos esclerótomos participa da formação das vértebras. O desenvolvimento dos esclerótomos segue uma seqüência craniocaudal, no mesmo sentindo em que tem lugar a condrificação das vértebras. A ossificação, no entanto é menos precisa e em alguns embriões as vértebras torácicas podem iniciar sua ossificação antes das cervicais. Nesta situação as células precedentes do esclerótomo de cada somito formam duas populações distintas: uma caudal mais densa e outra cranial de células mais separadas. Devido, principalmente, ao crescimento diferencial de ambas as populações, a metade caudal de cada esclerótomo entra em contato com a cranial do esclerótomo adjacente. A associação destas duas populações celulares forma o esboço de uma vértebra definitiva. Este mecanismo de formação explica o porquê dos gânglios e os nervos vertebrais estarem situados entre as vértebras e os miótomos se estendem de uma a outra vértebra.

20 20 Embora existam divergências em relação ao destino de cada uma das duas subdivisões de cada esclerótomo, é geralmente aceito que a de população densa caudal dá origem principalmente ao arco vertebral e estruturas relacionadas, assim como o disco intervertebral; a população menos densa, forma a maior parte do corpo da vertebra. A condrificação começa em cada esclerótomo por vários pontos que a seguir se fusionam e crescem. O precursor cartilaginoso do corpo da vértebra circunda completamente o notocorda, unindo assim os componentes esclerotômicos de ambos os lados. É normal que no interior de cada segmento vertebral o notocorda regrida; no entanto, entre cada vértebra o notocorda persiste e cresce para formar a estrutura central, o nucleo pulposo do disco intervertebral. A parte periférica do disco, o anel fibroso, se origina do mesenquima esclerotômico. Com o crescimento lateral das apófises transversas e costais e com a fusão na linha mediana dorsal dos componentes do arco vertebral, se completa a formação da vértebra cartilaginosa. Tudo ocorre antes do nascimento. A ossificação das vértebras começa no cão na 6ª semana de gestação e pouco depois nos grandes animais domésticos. Os centros de ossificação primários aparecem próximo da linha mediana e na base do arco. Em animais altriciais, que são aqueles como o cão e o gato que nascem em condição relativamente imatura, estes centros de ossificação não se fusionam dorsalmente depois do nascimento. Mais tarde no período pós-natal aparecem centros de ossificação secundários para formar as linhas epifisárias dos corpos e os extremos distais das apófises transversas. No extremo cranial da coluna vertebral a organização segmetária das células esclerotômicas se desvia do padrão descrito. Célula do esclerótomo do 5º somito, por sua posição representa o material da primeira vértebra cervical, o atlas, se fusiona com a porção cranial da segunda vértebra cervical, o axis, para formar parte da superficie articular cranial e o dente. Assim, o corpo, a superficie articular cranial e o dente do axis se desenvolvem a partir de cinco centros de ossificação, tanto que o pequeno corpo do atlas se forma de um só. A aparência de múltiplos centros de ossificação em um só segmento vertebral pode representar os ultimos vestígios de uma situação normal no desenvolvimento embrionário das vértebras em peixes e anfíbios primitivos.

21 21 A condensação dos esclerótomos situados lateralmente às vértebras torácicas se diferenciam em costelas cartilaginosas situadas entre os miótomos em desenvolvimento. Os extremos distais das primeiras nove costelas cartilaginosas crescem para a linha mediana ventral e entram em contato com duas condensações longitudinais do mesoderma somático, as cristas esternais que representam o esboço inicial do esterno. Ambas as cristas se fusionam na linha mediana e por um processo de segmentação dará origem às esternebras, das quais oito se formam normalmente e a última permanece duplicada. Foi demonstrado que o contato dos extremos distais das costelas com as cristas esternais (exceto a primeira) inibe a hipertrofia dos condrócitos que é o primeiro passo no processo de ossificação endocondral. Como resultado da ossificação das esternebras se produz inicialmente entre os pontos de união das costelas Breve histórico de má formação vertebral As deformidades de coluna vertebral já foram descritas em ratos (MURAKAMI, 1963), bagre (LOVELL, 1973), Órix-cimitarra (antílope) (LAIKRE, 1999), lobos (RÄIKKÖNEN, 2005), porco (NIELSEN et al 2005), iguana (JEKL, 2006), javali (KARRIKER, 2006), em um esqueleto medieval português datado do século (FERNADES, 2007), fósseis como temnospondyli (WITZMANN, 2007) e Dysalotosaurus lettowvorbeckii (WITZMANN, 2008), pingüim (BRADFORD, 2008), gato doméstico (HAVLICEK, 2008), em um esqueleto datado de anos DC (KILGORE, 2009), em um esqueleto adulto do sexo feminino encontrado em um cemitério Quaker (PITRE, 2010), além de inúmeros relatos em humanos, cães e bovinos Hemivértebra, vértebra em borboleta e vértebra em bloco Os defeitos congênitos são aqueles produzidos durante a gestação e se evidenciam ao nascer, podendo ser de origem hereditária, iatrogênica ou idiopática (IT, 2008). A incidência de defeitos de segmentação das vértebras (DSV), em todas as formas, não é estabelecida com precisão (OFFIAH et al, 2010). A hemivertebra

22 22 ocorre em aproximadamente 0,5 a 1,0 por 1000 nascimento em humanos e são duas vezes mais comum em fetos do sexo feminino que do sexo masculino (PITRE, 2010). Defeitos de segmentação podem ocorrer secundariamente. Aqueles que envolvem apenas as vértebras incluem vértebra em borboleta e várias formas de hemivertebras (WESTWORTH, 2010). Qualquer alteração no desenvolvimento normal do corpo de uma vértebra leva a muitas anomalias congênitas em sua configuração, conforme ilustrado na Figura 3 (KUMAR et al, 1988). Malformações vertebrais podem ser divididas em pelo menos sete categorias de acordo com o mecanismo embriogênico, embora mais de um mecanismo possa ser responsável por cada má formação: (1) anormalidades da gastrulação (anomalias vertebrais associadas a espinha bífida e outros complexos de disrafismo de malformações da medula espinhal), (2) o alinhamento desordenado do esclerótomo dando origem a mudanças hemimetamericas (hemivertebra), (3) a formação desordenada da vértebras como um todo (única ou múltipla) ou de elementos vertebrais a partir de precursores esclerotomiais (hemivertebra ou agenesia caudal), (4) segmentação desordenada das vértebras associada ou não a defeitos de formação vertebral (vértebras em bloco ou de Klippel-Feil [KFS]), (5) o alinhamento desordenado das vértebras (luxação congênita vertebral), (6) assimilação desordenada de células esclerotomiais em toda a linha média (vértebras em borboleta) e (7) ossificação desordenada e crescimento fetal (defeitos isolados do centro vertebral ou displasias espondilóides) (DIAS 2007). Figura 3. Desenho esquemático do desenvolvimento normal e anormal do corpo vertebral (KUMAR et AL, 1988).

23 23 A hemivértebra ocorre mais comumente em raças com cauda torcida, como por exemplo, o Buldogue Inglês e Boston Terrier, mas tem sido relatada em outras raças (GRENN, 1969). As raças braquicefálicas e com a cauda torcida, como o Buldogue Francês, Buldogue Inglês, Pug e Boston terrier, sofrem frequentemente de problemas na coluna vertebral tais como: malformações das vértebras e degradação do disco intervertebral. Dentre as malformações mais comuns e de maior relevância clínica está a hemivértebra (GUERRERO, 2007). A causa deste defeito congênito é desconhecida, mas pode ter alguma base hereditária (GRENN, 1969; GUERRERO, 2007). Uma hipótese sugere que a hemivértebra pode resultar da distribuição anormal da artéria intersegmentar da coluna vertebral (FORRESTER, 2006). Murakami e Kameyama (1963) submeteram fêmeas de camundongos prenhas em diferentes fases de gestação à situações de hipóxia e obtiveram como resultado inúmeras más-formações incluindo defeitos em coluna torácica. Moley (2001) expôs embriões de camundongos à meio de cultura com altas concentrações de glicose e observou uma indução de apoptose resultando em defeitos do tubo neural, sistemas musculoesquelético e cardíaco. Segundo Grenn (1969) e Guerrero (2007) as hemivértebras são formadas como resultado de uma falha dos centros de ossificação das metades direita e esquerda do corpo vertebral. Esta não-união é devida à persistência do septo dorsoventral que origina a bainha pericondral remanescente em torno do notocorda. O resultado em meia clava, completa ou parcial, juntamente com o retardo de crescimento de uma metade da vértebra dá origem a uma forma de vértebra em cunha. A hemivértebra pode ocorrer em uma ou mais vértebras, sendo mais comum em coluna torácica, onde pode resultar em escoliose secundária com fusão ou segmentação defeituosa das costelas causando uma visível deformidade óssea (GRENN, 1969). A malformação pode ser devido a uma mudança hemimetamérica resultando em hemivértebra unilateral e escoliose (direita ou esquerda). Também a falta de vascularização que não permite a ossificação pode ser a causa da hemivértebra unilateral assim como a dorsal e a ventral. Frequentemente, a hemivértebra se associa com uma deformação de moderada a severa da coluna e ocasionalmente com diminuição do canal medular e instabilidade dos segmentos envolvidos causando compressão medular ou trauma intermitente. Se a hemivértebra é

24 24 unilateral causará escoliose, se é ventral lordose e se é dorsal causará cifose. Estas deformidades dependem do número de vértebras afetadas e do grau da alteração vertebral individual. As hemivértebras habitualmente podem ser assintomáticas; quando há sintomatologia é por trauma ou compressão intermitente da medula espinhal. Se há mielocompressão toracolombar pode haver paralisia, paraplegia, incontinência urinária e fecal, mioatrofia e dor. Estes sinais podem ser progressivos ou intermitentes (GUERRERO, 2007). Embora instabilidade seja inerente a hemivertebra e possa causar torção ou flexão anormal (cifose) da coluna vertebral, isto nem sempre estará associado à déficits neurológicos. Às vezes a hemivertebra é deslocada dorsalmente em função do crescimento em animais jovens, causando desenvolvimento progressivo de compressão da medula espinhal e sinais clínicos de mielopatia. Secundariamente mudanças anormais podem ocorrer nas vértebras adjacentes, tais como remodelamento dos processos espinhosos e espondiloses e estas anormalidades podem também ser responsáveis por sinais clínicos (JEFFERY, 1995). A hemivertebra encontrada em um cão exibindo sinais clínicos não deve ser considerada como a causa do déficit neurológico. A mielografia é essencial para confirmar se existe uma compressão da medula espinhal associada. Os sinais clínicos decorrentes do mesmo local podem também resultar de mielodisplasia, compressão medular ou cistos aracnóides, alguns dos quais também podem ser diagnosticados com mielografia. A correção cirúrgica da compressão causada por hemivertebra pode ser realizada após criterioso levantamento da alteração óssea, além de estabilização, quando necessária (JEFFERY, 1995). Radiograficamente, a hemivértebra pode ter o córtex aparecendo suave ou normalmente, mas o corpo está malformado. Os espaços intervertebrais são bem formados, mas podem ser mais amplos que o normal (THRALL, 2007). No desenvolvimento dos corpos vertebrais, dois centros de condrificação lateral normalmente se fundem para formar um corpo vertebral. A falha total da fusão de um destes centros resulta na formação de hemivertebra. Falha da fusão dos dois centros resulta na formação de vértebra em borboleta. Na radiografia, a vértebra em borboleta apresenta forma trapezoidal ou cuneiforme com encunhamento anterior, podendo ser confundida com a imagem de uma fratura de compressão (SATPATHY, 2004).

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