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2 o '(ei. 'p t;,) ~ "" t.. u APRESENTACÃO ;.. DEDALUS - Acervo - FFLCH-GE I Diarte Sandra ASSISTENTE EDITORA: Almeida EDITORIAL: Sueli Campo piano PRODUÇÃO Milton GRÁFICA: Takeda Nanci Y. Nichi Tomiko Chiyo Suguita Matilde N. Ezawa CAPA: Paulo Cesar COMPOSIÇÃO: Pereira Ed. e ComI. de Livros Ltda. FOTOS: Fábio Carvalho OSeO!!L!!!"'1Cl FONE 447-EUS11 ISBN Todos os direitos reservados Editora Ática S.A. Rua Barão de 19uape, CEP Te!': PABX (011) Caixa Postal End. Telegráfico "Bomlivro" - Fax: (011) 27H146 São Paulo (SP) O l ~ ~ ~ 1li Cf;f!:m geral, pouco se sabe sobre o que se passa entre a entrega de um original pelo autor e o livro pronto. Acredita-se que a editora simplesmente providencia a impressão de um original, transformando-o em livro. Na verdade, o texto, antes da impressão, percorre um longo trajeto, que começa na edição do original, fase em que se propõem mudanças, acréscimos e cortes, a partir de discussões com o autor. Segue-se a fase de preparação, em que o original é submetido a um tratamento que o aperfeiçoa no que se refere à forma e ao conteúdo. Quanto à forma, procura-se padronizar o texto de acordo com as normas da editora, além de limpá-io das incorreções gramaticais. O texto padronizado e correto é o resultado desse trabalho atencioso. Quanto ao conteúdo, trata-se de eliminar erros, evitar incoerências e até absurdos que qualquer autor, por melhor que seja, comete. Esse trabalh(yespecializado é feit9' na Editora Ática, por uma equipe de preparadores de texto, e resulta Ra qualidade hoje amplamente reconhecida livro com o selo Ática. por todos aqueles que lêem um Ildete Oliveira Pinto foi por vários anos preparador de texto, função que exerceu com rara competência. Esta obra, nascida dessa vivência, expõe as técnicas e normas de preparação e revisão, orientando aqueles que trabalham ou pretendem trabalhar em editoração de texto. Nosso objetivo ao publicar este manual é colocar a técnica da preparação e da revisão de livros nas mãos daqueles que de uma forma ou de outra estão preocupados com a qualidade dos textos publicados. José Bantim Duarte Diretor Editorial

3 SUMÁRIO o INTRODUÇÃO _ 1 Procedimentos gerais de preparação _ 2 As imagens do texto _ 3 Seções do texto _ 4 Formas do discurso _ 5 Iniciais maiúsculas _ 6 Iniciais minúsculas Nomes próprios _ 8 Numerais Divisão silábica ~ 10 Abreviaturas, siglas e símbolos Citações ~ 12 Notas _ 13 ' Referências bibliográficas e bibliografia Padrões complementares _ O processo de revisão de provas A estrutura do livro impresso _ APÊNDICES _ 1 Principais símbolos e sinais usados na revisão e marcação de orlglnols _ 2 Principais símbolos e sinais usados na revisão de provas -~ 3 Principais abreviaturas e termos usados em bibliologia -- 4 Abreviaturas dos nomes dos meses Alfabeto grego _ 6 Vocabulário onomástico ~ índice ANAlíTICO. _ BIBLIOGRAFIA _ / É inegável a liberdade de expressão do autor para construir sua mensagem, embora às vezes ele se preocupe mais com o conteúdo do que com a forma. A forma, por sua vez, é tão importante quanto o conteúdo, mas paradoxalmente é tal sua importância que ela tem de estar latente e não interferir no conteúdo - a não ser que forma e conteúdo se fundam e constituam a essência da própria mensagem, o conteúdo. Essa fusão é comum quando se joga com palavras ou quando se instaura um momento de ruptura com padrões estabelecidos, caracterizando-se o processo de criação literária. Na mensagem didática, técnica, científica e de informação geral impõe-se, porém, uma normalização textual que evite a língua de Babel, que faça com que a mensagem flua tranqüilamente, sem tensões ou contradições. Embora o estilo pertença ao autor, com a liberdade que ele tem de construir sua mensagem, a editora pode - e deve - intervir no seu texto, e o faz com o seu pleno consendmento, para garantir a correção e a clareza da informação e a qualidade da publicação. Para conseguir isso, às vezes, chega mesmo a modificar a estrutura de um livro. Por conter elementos que se interpõem nessa atuação, podese dizer que este livro é um manual de estilo, cuja preocupação maior é sistematizar as normas editoriais aplicáveis com maior freqüência, sem a pretensão de ser exaustivo. Em se tratando de normas, ou regras, existe o risco de o apelo limitado a elas não permitir que sejam consideradas as exceções possíveis. Para evitar isso, porém, é fundamental o discernimento dos profissionais da editora em não ir de encontro à liberdade de criação, quando o autor procura formas discrepantes para divulgar sua mensagem, infringindo conscientemente as regras estabelecidas.

4 6 o LIVRO: MANUAL OE PREPARAÇÃO E REVISÃO o original e a editoração Para situar devidamente a abrangência das questões específicas deste manual, é necessário antes apresentar os conceitos de original e de editoração, para que propiciem uma visão, se não total, ao menos parcial do processo de edição de um livro. Original Original é todo material entregue pelo autor à editora que resultará no livro. Pode ser um simples manuscrito, mas aceitá-io desta forma depende da conveniência da editora, pois pode ocorrer que a ilegibilidade da escrita comprometa o fluxo de produção. A forma mais tradicional de apresentação do original tem sido a do texto datilografado, em laudas apropriadas ou em folhas de papel comum. Com a penetração dos microcomputadores, é comum o original chegar à editora em folhas impressas por esse mecanismo, e também não é novidade o autor entregar o texto em disquetes - dispositivos que, em nosso caso, contêm o texto gravado. Introdução Principais formos de apresentação dos originais Laudo cru, seco ao sol. ~,; T,; Avisar; lembrar. -to' ~- Substância que serve para adoçar, 2. (fig.) Abrandar; suavizar. -Jt1' adoçado... r 7 Numere as laudas consecutivamente, a partir das páginas pré-textuais (v. p. 137). Sobreponha um asterisco ao número da última lauda - por exemplo: 325*. Se houver inserção posterior de uma ou mais laudas, numere-as com o mesmo número da lauda anterior seguido das letras o, b, c,... - por exemplo, 520, 52b, 52c,... - e indique, na lauda anterior, que, conforme o exemplo, "segue 52a" ou "há 52a" e, na lauda 52a, que "segue 52b", e assim por diante. Com esse procedimento tradicional procura-se controlar todas as laudas dos originais, sem que seja preciso renumerá-ias desde a primeira inserção. Mas, se você trabalha com um microcomputador, ele poderá fazer isso automaticamente, repaginando o documento. O texto deve ser datilografado dentro do campo apropriado da lauda. O original apresentado em papel comum, do tipo sulfite, deve ser datilografado apenas em um lado da folha e em espaço duplo. 2. Abrandar. -+- ~ ~ ~ v.int. Ficar doente. -ti- ~ ~ Estouvado; estabanado. e a idade está na adol,escência. 2. (O) que ainda não alcançou pleao de8envolv~mento; jovem. ~'~ 1. Render culto a (divindade). 2. Amar em extremo.... ~ '~~;~~;~~e~ ~ adj. 1. Digno de ser adorado. 2. Encantador. Int. 4.

5 _.~~~ ~_~_~D: MAtlUAl OE PREPARAÇÃO E REVISÃO Cópia de computador Disquete Agora~ O~; CIEl1~;E!~;e~;tJ[) profltcl!:; para Erl'PI~erli:ar sells tem(vpis i ri i m i 90::;" F().~.~E ncld pont ii':\ no chr:f'( : ; c! C)::; t it:g!:~, HI/I' i).clc ~;. 1 ").nç:i':\ Uffli';"( +"1 (:::ch:i:l. e i;l.t: in9c D 9i~~lantE" () InOn!:itl'"O C::::\l no c:h;;:-;.dy m(:\::: y p:::).l'"::':"l. surpr"csa ger'aly l~var)ta'-~;e imediatamerltey mais; VI901'"OS;O E alerta (jo ql.l~ 81"ltC!S" Atena c[)ml~reer)clet~ld(:) e grita: DEIJrE~;!;ar ~1&~aclEs! s!~a crjatlll'"a r'ec~lper'a a!s fljrças ql,larlci(:l es;tá em contatc) (::01"1)t!IUa i:erra natal" Carl'"Cgllc-a para!:lc:m "1 on9e'! Erlchcfldo"'!SE (:Ie coragem, t) tlci"6i ~;alta sobre (J gigante ~l~j~:"tir I' ~:t...d c: ü m!~e~ls bl"açq!~ fljlrtes p leva' () ~ IJm pa{s ] (:lng {1 lqijo, ont:le I:) mata C:OI1I ljm golpe de maça~ :nqu.~:\n'cd i :~.SD, ~:\ b~:\t<:\".lh<;"t cont inu:;;\,. C 1"U( : -:1 ~ TodD~:~ o;:~ dpusc!;; SE laflçam ac) comt)ate"!-lefestij,. (J fcrrei~() manco,. deixa em brasa os Per r I)!,; E fun(1c metal. ApoIo, del,l!~do Sol,. lan~a Plechas as~;ustadoras PO~;(dOI1,. sent)or dos mar as, Emp1ll1ha SEI.l t:ridclltc. Apef)a!~ as del,lsas lj2(::(fjcas, COnl(:) I)clnéter E.iéstia, 'Picanl ~ margenl ela luta. Assustadas, tr&ml.llas, (:Ofltemplam o 'cerr(vcl!,;petácul(). AtCI12, F'OI~ S~la VEZy descobre urna 11C)Va al' ma: ev'guen(il:) roc:i 1C(ios; pesad(sslmos, lança-os sobre ()s atacblltes" N(:)entantc), mesmo se as ~)ai1cadas dc)s deuses E lias IJcusas con!~eg~lissem abatel' ()s tit:âs, 11~()SEriam suficlent~ ~)ara elimlrlj- los, ~loi~~, nlcs;mc) fclridos, ~sscr SErES lmundo!:; voltam à luta~ IJ(Jr j!~30, ( nece!s!;árj() ql.leh0ra(:les lhcs d& ~lnlgolpe ele miselricói~dia~ clesfere golpes fo~t: {ssimos com sua Editoração O termo ediloração hoje é empregado em vários meios de difusão cultural, como livros, jornais, revistas, filmes, discos, televisão, etc. O que nos interessa, entretanto, é o sentido primeiro do termo, ou seja, o da edição do livro. Para situar me~ lhor o processo de editoração, costuma-se dividi-io em três momentos: o pré-industrial, o industrial e o pós-industrial. O préindustrial consiste na busca, seleção, contratação e nas adequa~ ções dos originais para publicação;.o industrial é a fase de composição, impressão e acabamento; e o pós-industrial diz respeito a todos os aspectos relacionados à comercialização do livro. O conjunto das tarefas inerentes aos três momentos - exercidas por um editor ou sob sua supervisão - denomina~se edi~ loração. No entanto, para o propósito deste livro, o processo de editoração será visto apenas pelo prisma das adequações dos originais, fixando-se na preparação e revisão do texto - etapas classificadas dentro das fases pré-industrial c industrial. " ~ ~

6 10 o LIVRO: MANUAL OE PREPARAÇÃO E REVISÃO As atividades relativas à adequação do texto que dizem respeito à organização, normalização e revisão dos originais são chamadas de preparação. (A revisão de originais ocorre antes da composição, e a revisão de provas se dá na fase industrial, ou seja, depois de o texto ter sido composto e antes de ser impresso finalmente - v. p. 125.) a profissional encarregado de executar essa adequação é chamado aqui genericamente de preparador de texto. PROCE DE ~-. - IWII, SG E RA I S RACÃO. Faça à tinta, com legibilidade, as emendas, ou correções, definitivas. Marcações a lápis não devem ser compostas ou digitadas, servem apends de orientação à arte, à composição ou à revisão. Trabalhando com microcomputador, utilize o recurso conhecido como "marcas de revisão" para assinalar modificações provisórias no texto. Ao pé da letra, normalização, ou padronização, é a aplicação de normas lingüísticas e editoriais ao texto. Com ela todos só têm a ganhar. Ganham autores, editores e demais profissionais envolvidos com o livro, pois encontram aí um ponto de apoio que orienta e facilita o trabalho. Ganha a própria publicação, contando com uma apresentação racional e uniforme. Ganha o leitor, que pode utilizar melhor a obra. o texto deve apresentar exatidão nas informações históricas ou factuais, nas datas, nos números, nos nomes de pessoas e de coisas, bem como nas citações de qualquer tipo: de língua portuguesa ou estrangeira, de textos arcaicos cuia fidelidade ortográfica precise ser mantido, de textos legais, etc. a editor faz a apresentação do texto ao preparador e lhe dá algumas recomendações. Mas não é tudo. a preparador, então, parte para conhecê-io melhor. É uma relação de namoro que principia. a texto começa a se revelar aos olhos do preparador e a lhe sugerir o que fazer para conquistá-io. Mas o preparador ainda tem de buscar informações complementares sobre o autor - se vive ou não, seu estilo - e discernir a natureza ou o tipo da publicação, para em seguida delimitar ou estender seu campo de ação. Malgrado todos os esforços, não há texto sem erros, desde os originais até o livro impresso. Mas, para minimizar isso, é preciso que qualquer original seja submetido pelo menos a uma correção ortográfica e de sintaxe. " Dependendo da "lente" de que o preparador possa lançar mão para examinar os originais, seu universo de atuação pode se tornar bem complexo. E, quanto mais respostas oferecer a essa complexidade de coisas, mais estará habilitando-se a realizar um bom trabalho. Em princípio, o texto de autor já falecido é inalterável. Eventuais modificações são decididas pelo editor. a autor vivo é o árbitro por excelência das questões suscitadas em sua obra. Seu texto sujeita-se aos padrões da editora, mas ele pode e deve defender a integridade de seus escritos, sempre que for necessário. Autores há que julgam seu texto perfeito e definitivo; outros reconhecem a colaboração que se possa dar. Estilo é a maneira peculiar de o autor exprimir seus pensamentos. São imprevisíveis os recursos de que ele pode se valer para conseguir efeitos expressivos, como, por exemplo, o emprego de um tempo verbal por outro, a mudança da forma de

7 12 o LIVRO: MANUAL OE PREPARAÇÃO E REVISÃO 1 - Procedimentos gerais de preparação 13 tratamento para indicar alteração de estados psicológicos de personagens, a concordância ideológica, o infinitivo flexionado para ressaltar a pessoa sobre a ação, as figuras' de palavras e de construção, etc. Interferir nesses recursos sem perceber as intenções do autor é deturpar-lhe o escrito. A liberdade do autor em romper padrões é praticamente ilimitada, mas isso não é motivo suficiente para que seu texto não seja revisado com rigor, mesmo que se trate de texto de natureza literária. É ilustrativa dessa atuação a seguinte passagem de Antônio Houaiss sobre um episódio da edição da obra de Guimarães Rosa:... desde Sagarana, e daí para diante cada vez mais obsessivamente, os textos eram respeitados passivamente pelo impressor tal como estavam. O revisor timidamente perguntava a ele, às vezes, se esse z era assim mesmo (porque ele trocava s por z) ou se esse j por g deveria permanecer. Geralmente, ele dava um sorrisinho e dizia: "Pode corrigir"!. Os textos didáticos, científicos e afins devem ser submetidos ao rigor da normalização e sofrer as alterações necessárias com vistas à coerência, clareza e correção da informação. Para tanto, este manual é um livro aberto. en Além dos assuntos próprios dos capítulos subseqüentes, tre o mais que se fizer necessário, observe: porâneo da língua portuguesa, de Caldas Aulete. Nem sempre, porém, basta conferir a grafia de palavras no Volp ou constatar o registro desta ou daquela forma nos dicionários. Por exemplo, no Volp os vocábulos obra-de-arte e senhor-de-engenho são consignados apenas com hifens, mas não existem ali significados. Então é preciso consultar os dicionários - e ler as acepções dos verbetes - para saber que obra-de-arte é a "designação tradicional de estruturas tais como bueiros, pontes, viadutos, túneis, muros de arrimo, etc., necessárias à construção de estradas" e que obra de arte é a "obra produzida segundo o conceito de arte, especialmente a que é tida como de boa qualidade"; que senhor-de-engenho é o mero, i.e., "peixe teleósteo, percomorfo, da família dos serranídeos" e que senhor de engenho é o "proprietário de engenho de açúcar". A Academia Brasileira de Letras mantém um banco de dados que fornece o significado dos vocábulos constantes no V olp. Qualquer mortal poderá ter acesso a esse banco pelo telefone (0121) Formas optativas As palavras com mais de um registro lingüístico (por exemplo, contacto e contato, loiro e louro, radioatividade e radiatividade... ) devem ter sua grafia uniformizada, sem variação de forma, num mesmo contexto. A ortografia Os principais cânones ortográficos da língua portuguesa são o Vocabulário ortográfico da língua portuguesa (V 01p), da Academia Brasileira de Letras, o Novo dicionário da língua portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, e o Dicionário contem- 1 "Preparação de originais - I", em Aluísio Magalhães et alii, Editorl]fão hoje, 2. ed., Rio de Janeiro, Fundação Getúlio Vargas, 1981, p. 53. A pontuação Conhecer análise sintática é fundamental para bem pontuar. A pontuação correta das orações adjetivas, restritivas e explicativas, por exemplo, denota antes de tudo clareza da mensagem. Além da pontuação ordinária do texto, não devem ser esquecidos os casos especiais aqui examinados, como a pontuação nas referências bibliográficas (p. 93), nos diálogos (p. 42), nas abreviaturas em geral (p. 75) e antes de etc. (p. 119).

8 14 o LIVRO: MANUAL DE PREPARAÇÃO E REVISÃO 1 - Procedimentos gerais de preparação 15 o vocabulário e as repetições de palavras Um bom texto prima-se pela precisão vocabular. Em princípio, cada palavra tem um significado exclusivo, próprio. Um texto crivado de palavras repetidas pode revelar pobreza de idéias ou de vocabulário. Há palavras, como as preposições, as conjunções, os verbos auxiliares, que geralmente não permitem fugir a esse esquema, pois são elos básicos de estruturação da frase ou do pensamento linear. Há também casos em que a repetição de palavras é necessária para a clareza do enunciado, mas, quando essas repetições se tornam gratuitas, devemos apelar para os sinônimos. Não havendo sinônimos perfeitos, o jeito é modificar a frase para conseguir nova expressão da mesma idéia. As ambigüidades e outros vícios de linguagem Palavras ou expressões empregadas irrefletidamente ou mal colocadas podem obscurecer a frase, dar sentido duvidoso ou provocar fatos indesejáveis, como a ambigilidade, a cacofonia, o eco, etc. Por isso, essas construções devem ser evitadas, se não tiverem a clara intenção de assim serem. Ambigüidade ou anfibologia Ambigilidade é uma figura de linguagem que ocorre sempre que uma construção sintática apresentar mais de um sentido. Em textos literários, pode funcionar como recurso estilístico, mas noutros casos constitui um vício de linguagem. A mensagem publicitária, por sua vez, lança mão amiúde da ambigüidade como recurso eficaz, que causa impacto. Há vários anos, um fabricante de azeite de oliva anunciou em grandes cartazes de rua: "A Carbonell foi pro vinagre". Ora, em linguagem coloquial, ir pro vinagre pode significar "morrer", "dar-se mal" ou coisa do gênero. Mas, na verdade, a indústria queria dizer exatamente o contrário: além de fabricar azeite, passou a produzir vinagre. E talvez com a mesma qualidade. E desta forma a mensagem foi recebida. Mas, em geral, a ambigüidade deve ser evitada, principalmente quando se tratar de textos didáticos, técnicos ou científicos. Vejamos alguns exemplos: eu? Encontrei-a chorando. Aqui a ambigüidade está em saber quem chorava: ela ou Conjunções, pronomes e até preposições costumam também causar ambigüidades. Cuidado com pequenas palavras como que, de, se, seu, etc., partículas que, às vezes, emprestam sentido obscuro à frase: A preocupação social está presente na obra de Aluísio Azevedo, que busca compreender os elementos determinantes da realidade social. Quem busca compreender os elementos deter~inantes da realidade social: Aluísio ou sua obra? A ambigüidade produzida pelo que pode ser desfeita pela substituição deste pronome por o qual, a qual, conforme o caso. A consideração de meus amigos é importante para mim. O que é importante? Que eu considere os amigos ou que os amigos me considerem? A clareza da frase pode ser dada por uma destas construções: "Considerar os amigos é importante para. mim" " ou "Ser considerado pelos amigos é importante para mim. João e José prejudicaram-se. A frase leva a três interpretações: "João e José foram prejudicados", "João e José se prejudicaram a si mesmos" ou "João e José prejudicaram-se um ao outro"?

9 16 o LIVRO: MANUAL OE PREPARAÇÃO E REVISÃO 1 - Procedimentos gerais de preparação 17 Maria disse a Antônio que não trouxera o seu livro. Nesse caso, para o devido esclarecimento, basta substituir "o seu livro" po~ "o livro dele" ou "o livro dela". Cacofonia É o som desagradável, ou palavra obscena, resultante da junção das sílabas finais de uma palavra com as sílabas iniciais de outra. É bem verdade que às vezes o escrúpulo com os cacófatos se torna exagerado. Basta evitar aqueles que produzam realmente sentidos obscenos ou ridículos - a sensibilidade é sua. Eis alguns exemplos de junções de palavras consideradas cacófatos: Eco Acerca dela - boom da - ela tinha - ela trina - envie-me já - fé demais - mesma maneira - mesma mão - nosso hino - nunca gasta - por cada - uma minha - ete. Consiste o eco no emprego de palavras com a mesma terminação ou com o mesmo som final próximas umas das outras. Funciona como recurso estilístico na poesia, mas deve ser evitado na prosa não-ficcional: Então a recessão é a solução para combater a inflação? o eco nas terminações em -mente - Quando dois ou mais advérbios em -mente modificam a mesma palavra, junta-se a terminação apenas ao último deles: O outro respondeu, vaga e maquinalmente: - É verdade, meu senhor, é verdade... (Eça de Queirós.) No entanto, para realçar a circunstância, conserva-se a terminação nos advérbios e omite-se a conjunção e: O mar chora, como sempre, /ongamente, monotonamente. (Augusto Frederico Schmidt.) Concordância Cumprir os princípios gramaticais de concordância (verbalou nominal) é básico para a clareza do texto. Um problema quase sempre existente a respeito é a flexão (ou não) da forma verbal acompanhada da partícula se. Vamos apenas comparar dois exemplos com essa partícula: Não se estabeleceu quais medidas seriam tomadas. o verbo não se flexiona, porque o sujeito é uma oração (= medidas seriam tomadas). Não se estabeleceram as medidas que seriam tomadas. quais Mas aqui o verbo tem de ser flexionado, porque o sujeito é um substantivo no plural, "as medidas". Uma consulta às Novas lições de análise sintática, de Adriano da Gama Kury, livro publicado pela Ática, pode ser uma boa solução para elucidar outros casos. Regência A regência, principalmente a verbal, costuma trazer muitas dúvidas. Neste caso, é importante saber que à acepção que se quer corresponde uma regência correta. O Dicionário prático de regência verbal, de Celso Pedra Luft, publicado pela Ática, constitui não só uma boa fonte de consulta para resolver essas dificuldades como também um registro atualizado da língua. Colocação pronominal Embora a colocação pronominal esteja muito em função da eufonia, i.e., do som agradável ao ouvido, é recomendável seguir os padrões da norma culta do Brasil, que às vezes se afastam das normas da gramática portuguesa.

10 18 o LIVRO: MANUAL OE PREPARAÇÃO E REVISÃO A abertura de parágrafos 2 Prevenindo-se contra os saltos na composição (v. p. 127) e nas batidas de parágrafos - verificação da seqüência do texto, quando isso é feito pelas primeiras palavras de cada parágrafo -, é recomendável que os parágrafos seqüenciais não se iniciem com as mesmas palavras. Idêntico procedimento deve ter também o revisor impedindo o fato desagradável de uma ou mais linhas seguidas da composição começarem ou terminarem com as mesmas palavras, bastando para isso pedir para recorrer o texto. AS I M Â.G\EiN S D OT EX T O ~'~_ oi ~,"_I OII!.~ MiM Ilustrações Ilustrações são quaisquer imagens ou figuras que acompanham o texto, tais como desenhos, diagramas, esquemas, organogramas, fotografias, mapas, quadros, etc. A coerência A utilização sistemática de um mesmo critério para um mesmo tipo de caso é fundamental à unidade, à organicidade, não só de obras coletivas e de referência mas também de obras individuais. Classificacão ~ Podemos organizar as ilustrações de três maneiras básicas: agrupando todas elas sob a denominação de figuras, com exceção apenas das tabelas; separando-as de acordo com o tipo de cada uma; ou simplesmente inserindo-as no texto, sem classificá -Ias. Novas edições Os originais de obras reformuladas devem ser preparados e revisados na íntegra. Após efetuarem-se as modificações necessárias, todo o livro deve ser vistoriado no sentido de preservar sua inteireza e ser preparado como se fosse original inédito. É possível que num ponto qualquer haja remissão a alguma parte suprimida, que seja necessária uma nova enumeração de coisas, que, enfim, qualquer alteração comprometa a uniformização existente. 1. Ilustrações como figuras Chamando genericamente de figuras quaisquer ilustrações, podemos apresentá-ias de duas formas: classificadas por uma só numeração consecutiva ao longo do livro ou por uma numeração progressiva (v. p. 37) composta de dois indicativos. a) Uma só numeração ao longo do livro - Estabelecendo uma numeração única para todas as ilustrações do começo ao fim do livro, se um mapa, por exemplo, for a primeira ilustração, ele será a figura 1; um quadro comparativo, se for a segunda ilustração, será a figura 2; uma fotografia poderá ser a figura 3; e assim por diante. Antes de enunciar a legenda em si, faça-a preceder da indicação Figura ou Fig. -

11 20 O~_R~~_ArJUAL OE PREPARAÇÃO E REVISÃO L:: 21 ~s_im-"-gensd"_ text~ " _ conforme o que se queira adotar como padrão -, seguida do número seqüencial de cada uma. Assim: referir no texto a uma determinada imagem, basta mencionar a sua classificação - figura 13, quadro 5, mapa 8.1, por exemplo. 3. Ilustrações sem classificação Inseridas sem nenhuma classificação, as ilustrações podem complementar o texto integrando-se a ele como um seguimento seu ou apenas suplementá-io - neste caso, são colocadas nas proximidades do assunto a que se referem. Fig. 23: Mapa do tesouro b) Numeração progressiva composta de dois indicativos - Neste caso o que teremos de fato são várias numerações consecutivas que se reiniciam a cada novo capítulo. Entretanto, para que não ocorra um mesmo número para mais de uma ilustração, é recomendável colocar antes do número de cada ilustração o número do capítulo correspondente seguido de ponto. Assim, por exemplo, todas as ilustrações do capítulo 7 são enunciadas por Figura 7.n ou Fig. 7.n: 7.1, 7.2, 7.3, De resto, valem as mesmas orientações do item acima. 2. Ilustrações especificadas pelo tipo As ilustrações também podem ser classificadas de acordo com o tipo de cada uma. O que diferencia este procedimento do anterior é o fato de que aqui cada tipo de ilustração ganha uma numeração própria. Por exemplo, todas as fotos podem ser numeradas independentemente das outras ilustrações (por uma só numeração ao longo do livro ou por numeração progressiva, conforme o exposto acima); todos os mapas podem ter uma numeração exclusiva, da mesma forma que os gráficos e tudo o mais. Este procedimento, bem como o anterior, proporciona maior liberdade na distribuição dos elementos gráficos na página, pois dá mais autonomia à figura em relação à continuidade do texto. Além disso, ambos têm a vantagem de que, para se IlustmiãcJ_c~I"~cadana _~eqüência no texto. um muçulmano e cristão (embora talvez um pouco menos), ou se é bom ou mau, ou certo ou errado, ou masculino ou feminino, ou bonito ou feio, ou doente ou são, ou claro ou escuro, ou ativo ou passivo, ou uno ou múltiplo. No pensamento chinês, ao contrário, o que importa é a busca do equilíbrio. A natureza, as coisas e as próprias pessoas são tudo isso ao mesmo tempo, devendo conviver com esses opostos e buscar a harmonia dos contrários, t não a eliminação de um lado, como no pensamento ocidental. Existe até um diagrama chinês antigo, que procura simbolizar esse ensi~ namento básico da seguinte forma: T'aichi T'u ou Diagrama do Supremo Fundamental Esse diagrama representa a harmonia dos opostos: o Yang, que é o lado claro e que representa o intelecto masculino, racional, expansivo; e o Yin, que é o lado escuro e que simboliza o intelecto feminino, intuitivo, complexo, contemplativo. mcntod~ equilíbrio desses contrários -, faz com que os chineses aceitem c participem de freqüentes mudanças, aparentemente rad icais. o pensamento chinês defende a natureza delica da realidade, ou seja, as épocas de predominância do Yang e aquelas em que o Yin predomina, com a busca do equilíbrio nesse meio termo. Assim, o chinês comum é extremamente curioso, aberto a novas idéias e experiências. Para ele não existe algo radicalmente mau nem bom; tudo tem o seu lugar no momento certo, na dose certa. Isso explica por que, na história recent'e da China, o chinês não só aceita acontecimentos aparentemente tão diferentes como participa deles: a implantação do socialismo, o rompimento com a União Soviética depois de seguir sua orientação econômica, a Revolução Cultural e o isolamento do país, e a nova política de abertura para o capitalismo. É provável que novas mudanças ocorram nesse país nas próximas décadas, as quais à primeira vista poderão parecer incompreensíveis para o pensamento ocidental. 4. Os "tigres asiáticos" Coréia do Sul, Taiwan (ou Formosa) e Hong Kong - cidade localizada em território chinês e sob a administração colonial da Grã Bretanha - são internacionalmente conhecidos como "tigres asiáticos". Isto se deve à grande prosperidade econômica - sobretudo industrial - que alcançaram nas últimas décadas, com as mais elevadas taxas de crescimento do mundo. Reproduzida de: VESENTINI, José William & VLACH,Vânia Rúbia Farias. Geografia crítica; geografia do Terceiro Mundo. São Paulo, Ática, v. 4, p. 170.

12 22 o LIVRO: MANUAL OE PREPARAÇÃO E REVISÃO 2 - As imagens do texto 23 Originais de legendas e créditos Uma lauda do original de créditos de fotos Quando não forem apresentados com os originais do texto, os originais de legendas e créditos devem ser feitos à parte. Podem ser elaborados originais independentes para cada tipo de ocorrência, i.e., um para as legendas e outro para as fontes ou os créditos. É tambérn possível apresentar um original único, com uma listagem de todos esses itens ordenados segundo a seqüência do texto. Em qualquer uma dessas situações, mencione sempre o número da lauda em que deve entrar o crédito fazendo-o acompanhar-se do número da figura. 1.1 FOTEX/R. Drechster-Angular "..~.:!.'0... Y,.. 'o ~...! Uma laudo do original de legendas de fotos Angular Kevin Schreiber -- Camera Presa London/ Keystone 2.1 Copyright Agence vu Bernaro Descamps/ Angular nas cidades chinesas., Num país onde há pouca preocupaçao 3.5 Thierry Champion/Gamma/Sigla a fabricação de automóveis particulares, a bicicleta é 9.1 Gamma comum. 9.2 Kenneth Garrett/Keystone foto Tsuneo Nakamura/Volvox carvao mineral a céu aberto na União Soviética. A esoava Marcos Guião/Angular _.-~ foto 8.3) --~------,--- foi importada da Alemanha. de montagem de uma fábrica de automóveis na União Soviética Ruy Teixa1ra/Angular Manoel Novaes Marisa carrião/ Angular Wagner Avancini/Angular começa a se tornar comum na China: cartaz de publicidade de 14.2 Carol Val/lkso de crédito ooidental, destinado principalmentea turistas Iolanda Huzak 15.1 Gail1ard/Gamma eletrônica na Coréia do Sul 15.2 Gamma ) - foto 9.2

13 24 o LIVRO:, MANUAL OE PREPARAÇÃO E REVISÃO ~ - As imagens do texto,-~~~-~~~--~-.._----_._-'"~- 25 Na apresentação de originais de mapas, relacione à parte todos os nomes e textos para facilitar a composição. Essa relação pode ser feita nos próprios originais de legendas. Por exemplo: ºriginal de um mapa Ititulo GEOGRAFIA CRiTICA MAPAS n,'eo.=ij,. _. 0! ;. o.! "!..o!!..;......! ". ~~.. _~... _~-~. Ferrov~ 'as na África Um original de legendas e créditos em que aparecem relacionados os nomes e textos do map~ 1tlrnilê$E'UlP titulo GEOGRAFIA CRiTICA - 4 ROTEIRO DE IMAGENS n' " "! ~......! 0." : r..... r y y.... 'll~~, ti T.. o "." Aspecto do cerrado com elementos de sua feuna, no continente africano. Fonte; Geo«rafia Ilustrada, Abril Cultural, p "..." Indígenas de Madagsscar J. CR. Peyre/Gamma/Sicla Ferrovias na África ÁSIA Cairo Túnis Moçambique Antananarivo OCEANO ATLANTICO Argel Casablanca Dacar Bellaco Conscri OCEANO Sene«al Níger Uban(ui Nilo PAclFICO OCC=Ã:I'lC AT/...ÂNTlc...o 1"""""" PAM~ iwj-~\. y... *"""'1. ~\t ~ Abidjã Lagos Brazzaville Kinshasa Lobi to Cidade do Cabo Port Elizabeth Durban Johannesbur,;o Harare Lubumbashi Dar-es-SaIaam Nairóbi Adio-Abeba Djibuti Con~o Kasai ~ ~ PriBcipais linhas férreas Observe, no mapa, a rede africana de transportes. Veja que o traçado das principais ferrovias não foi projetado para unir os países ou as re«iões de um mesmo país. Ele f9i pensado para unir as eoonomias africanas ao mercado iaternaoia.al. Por isso as ferrovias diri!"em-se aos portos de exportação. O sistema de transportes reflete, portanto, uma eoonomia dependente,e vai tada para o exterior. P.u-~~.

14 26 o LIVRO: MANUAL OE PREPARAÇÃO E REVISÃO 1 L:-~m~~s do texto 27 Localizacão dos créditos # Créditos no verso do frontispício Conforme o espaço disponível ou a ênfase que se queira dar, os créditos e/ou as fontes das ilustrações podem localizar-se: a) no frontispício ou no verso do frontispício: Créditos no fronti!píc:jc, ae-.l4owim ~ div'w, eu ~ võm:a4 coida<... ~~.wm ~ e a&unb1. &m.4ell4 ~ - ~ e ~ a. m.eti&t. A1e~, ~ e;xn~ &.:vw-, '1W' dem'~ ~ ~-=n é'wz,y q.ue ~e ni1.o ~cmn~,mm=~9"'-eae Ad:t~ C<mZ a ~ ~ c:w ~- :na~ch~'fm4a~oáde ~ de ~ a&.&w-- e' '?7Ud!ir ~ e ~e e amzpte=.. f=w- o:wm 7u"m &vw- cüd/;i1t.or. Pesquisa: Luiz Lopes de Souza Composição e montagem: Diarte composição e arte gráfica S/C Ltda. coordenação geral: Nelson S. Uram composição: Catanna Horibe, Nelson S. Urata coordenação 1988 f,dltoril Átiea S.A. de arte: Silvio Vivian Rua Barão de 19uape, \ \0 CEP 0\507 Te!.: pabx m 9322 Caixa Postal g6s6 End. teleg "Bomlivro" SãoPau\o Todos os direlto, reservados a&mo-,0epo?1, a ~ ~.wm ~ Ai. ~ 7TIVYmff 'fp' e ~ /.whe coi1a4 tr 'P" aomiwmz 7Ur dia-a-dia. da ~ &ndé ~, do- ~.mde. mjy2fl, de Aua. =, dtr f"c',j. e - fjo'1- rp.e nãfr? - do- 7?UlffZCÚ)- wn 'f'd ~.?7?a.4 ff F eu. ~ m.tmnffeut ",.wrn é?wztr di.amij. (i.:,.9:!if ~ ~ - &m 1X;7- cú ~ "QA! r:iue ci!aiiy!" - ~ "Clh! ~ &jdl" ~ ff fww..mti a{ =n '//&d.,pf~d1r fx':'w-..téjz.al!c&nçaab- "aeh "1"l/.R/JU>;..&m f"9u-- ~ dídm4 "J7U,U.Ó.~... ~h~ :;:O. : OA, e ea ~.fmnu:m f:vr.<.vjn ~ -n(ur- ~, rrw é:ijmm.e cá tvnff fwu1. amfr, de.imnjúy "acvw. ~. " (j)~ ~,.;:xn ~, ej.c.wvq ~ nty c:a.d.etvrw. Reproduzido de: TEIXEIRA, Frelncisco M. P. Frei Caneca e a resistência pernambucana. São Paulo, Atica, Reproduzido de: JUNQUEIRA, Sônia. Português em sala de aula; 7 série. São Paulo, Ática, p. 2,

15 28 o LIVRO: MANUAL OEPREPARAÇÃO E REVISÃ~ 2 - As imagens do lexl" b) no local da própria imagem: c) no final do livro, como neste exemplo: um acordo de não-agressão com Pretória, qlle o desrespeitou permanentemente. O presidente de Moçambique tentou, então, reforçar a aliança com os paises de governo negro que cercam a do, nllma visita a Washington em 1985, uma importante ajuda financeira para enfrentar seus problemas econômicos, o que lhe valeu um estremecimento de relações com Moscou. presiderl ra manter u, dos paises do: procurando I consolidaçã! negras da f que continu, o regime ra,1 Sul. Isso po' ros da Renl por Pretór' ganhando,i riar de Moi çando constl bar o gover: aprovada Em novell u, tuição que I tinção do ri único e a ir: democracia i Mulheres de Moçambique I PÁGINA 10 fksenito, HOllwm de Meio & Troi" Livro: de jaymc U.':lO Capa Anúnci()~: Agt'nda l)j'z; HOllWnJ do: Meio & Troia: Agêntia MPM PÁGINA Bolinha Quadrinho: Cau!o~, S(J dá! quando eu I"e-l/'iro PÁGINA T3 Quadrinhos, Homem de Mc10 Troia &. PÁGINA 14 Quadrinhos: Cilmpelldiurn, EUA (adaptado); Mariniello, Revista Circo(ad;'pl<u],,) PÁGINA 15 Paulo) Anúnóo atual: Agênd:' Opus & Múltipl" PÁGINA 16 Quadrinhos: mil Walerson, Ca/{/in; Revista Cmum;]im Oavis, Garfidd Etiqueta "desiva: IIom"!Tl de Meio &. Troia pagina 17 Sirnt:>ohs de esportes: A.,,~()cia<,;;jo Olímpka do Canadá Símbolos de animais: zoológico japonês PÁGINA 18 Quadrinhos, Quina, MIl/afda PÁGINA 20 Desenho: Sl/bouetle:;, EUA (adaptado) PÁGINA 21 Anúncio: Agência M,:Cann Erkkson- Anunciante, Coca Cola (fragmento) Desenhos: Homem de Mclo & Troia PÁGINA 22 Quadrinhos: Homem de Meio & Troia; PÁGINA 38 Agi::nda Ml'M/(:aS' lijrcillgl- Arltlnci:llltl'; Eml1ratllr(rr:rl'"wnto) PÁGINA 39 lkscnhu, SilhrJUdl<',,', EUA C"laptado) PÁGINA 41 Foro: lkvi,'t:,/harl/:hele Des<.'nilos: Homem d,' Melo & Troia PÁGINA 42 fk~cnh()s Quadrinho: ]-h,,,fil, O,lerá" I'l'adim PÁGINA4S QlIadrinh<.'" Thaves, Fl'(ml~ e Enw_\! PÁGINA 46 Corto Ma/It's(', lt;llia PÁGINA 47 I'bca lê desenho com ktr:ls: Homem de Mdo &'l'roia PÁGINA 48 C,rtaze~: Homem de Mdo &. 'j'roia PÁGINA 49 Notícia: Homem de Meio &. Troia Qu"drinho: Hevi~l:l C"mic Ar!, H:ília (adaptado) PÁGINA 51 Notici,!; Homem de Meio & Troi" PÁGINA 53 Quadrinhos: (;o,cinye liderj_o, Aslel'i:x PÁGINA 54 C"iagens: Horllcm de Mdo & Troia PÁGINA 55 Foto: liomem de Meio & Troia PÁGINA 57 Anúncio; Agl'nciaSalles/Inter-AmClicana PÁGINA 59 PÁGINA 87 Fotos: Homem (I<" M<:Io & Troi:l pagina 90 d('desenh"dej Car10s PÁGINA 93 lk~"nil,,: IlolDt'm dl' Mel" s.- '!'mia PÁGINA 94 Anllll<'io: Agi"rl<ü W'/II,,\,il PÁGINA 95 ()u,,,lrinijw;(;iaunl, f{evist" (il'raldiü"!.uiscl"j(('vista(.'il'co C"P,l: Alq' PÁGINA 96 Anúncio: sem ide[ltificu;ao(i{oalltoria PÁGINA 98 Anunciante (fr"glllt.'nto) PÁGINA 99 Fot"" Ilomelll d,.' Mt'!o & Trob PÁGINA 100 lksenho: PÁGINA Desenhos: Silhml('lI('s, FlIAtuhptado) PÁGINA 103 Ik,,,nilm:.'ii/b(Jur-'t/"'--,EI.lA(ad:.'ptado) PÁGINA 104 PÁGINA 105 AlllHlr-iO: Agc'"<:ia Cosi, Jarln', Sl'rgino PÁGINA 106 D('~enh(,,, Homl'm de Meio & Tro;a PÁGINA 107 Qu"drinhos: G!:lll<'O, AlJo/m nhas da Urasihiniól PÁGINA 108 Hmú'('('po", desenho" Homl'm de Meio & Troia PÁGINA 109 QlIadri[]ho~: Jim Davis, 07~OIl pagina 110 I 2 "Terceiro mal das organizaçõel cionais, Moçaml doações que ZaJl da fome, Uma rd Quina, Ma/a/da PÁGINA 23 Desenho: Silhuuelles, EUA (adaptado) PÁGINA 24 Desenhos: Homem de Mcla & Traia; Silhouetles, EUA (adaptado) QUildrinho: Luís l'emando Veríssimo e Eduardo Vasques, Analista de R'Vii: PÁGINA 25 Desenhos: SI/houe/les, EUA (adaptado) PÁGINA 26 Desenho c Duicatllr,,: sem identificação de autoria Desenhos: HOJl\em de Mdo &. '[roia PÁGINA 63 FernandoGonsalcs, Desenho eom klr",: Homem de Mc10 & Troia PÁGINA 64 Placa: Homelll de Mc10 & Troia Capa, Mlran Jn;lo Bethencourt e PÁGINA 65 Cartaz, Homem de Mclo & Troia PÁGINA 66 De~enho na capa da edição de 1')')2 Santa R()~a llesenh" PÁGINA 111 Desenhos:!lomem de Jl,klo & Troia PAGINA 113 Quadrinhos:JimDavis, PÁGINA 114 (;arfiuld Dl'~erlh<)s: Si/bol/c/lcs, EITA (adaplado) PÁGINA 115 Desenhos: ComjJf.mdium, EljA; 220 de 66"70 dólares complet e um II pela decisão roml ca do Sul de ren canos que traball carvão. A medi! Foto: Homem de Meio & Troia PÁGINA 28 detenho de mos(:a: Agencia Anunciante: Dcddização Emops Saga - (fr.lgmento) Gravura: Roy Lichtcnstcin PÁGINA 29 Quadrinhos: Bill WateR;on, Cafdn; will Eisncr, A J;ttmde cidade; Descnhollacapa:janv:mWijngaarden PÁGINA 70 Quadrinho: Hugo l'rdtt, Corto Ma/lese- A halada do Mar Slli}iadn PÁGINA 74 Capas: c;,r1", Scliar; Eugênio Kirsch PÁGINA 75 Revista Ram, ElTA(adapl:u!o) pagina 1-23 Anlin<.'io, Agi::ncia Mendes PÁGINA 127 CarLlZ:,~em identinc:ição de autoria PÁGINA 129 Detenhos: Homem de Mdo & Troia PÁGINA 130 Anúncjo~: Agência McCann Erickson cana regime às do sanções aparli principais fontes i Quino, Artes e partes PÁGINA 32 Quadrinhos: Maurício de Souza, Ceholinha PÁGINA 34 TItulo do filme: Univer~al PiLlure~ Capa: Fugl'nioKirsch PÁGINA 78 Título de novela: Rede Gloho ('..ara, AryNormanha PÁGINA 79 Garficld Qu«drinhos: jim Davis, Gar/idd PÁGINA 133 que, que era da I Anúncio: Agência Lage, Stahd & (;lierreiro PÁGINA 85 Anúncio: Agênci:< Almap PÁGINA 134 ~~10/~~~~_ dólares por ano,).._ Quadrinho: Caul"s, Si! dói (fuimdo eu respiro PÁGINA 86 gu:ldli~,:::~,:. CcHtaz: Ag0nd" Salles PÁGINA 136 Reproduzido de: PAZZINATO,Alceu Luiz & SENISE,Maria Helena Valente. História moderna e contemporânea. São Paulo, Ática, p Reproduzido de: FARACO& MouRA. Gramática nova. 2. ed. São Paulo, Ática, p. 311.

16 --o 30 o LIVRO: MANUAL OE PREPARAÇÃO E REVISÃO As imagens do texto 31.Tabelas As tabelas são registros de cálculos feitos previamente e de seus respectivos resultados. Não se deve confundir tabela com quadro. Os quadros "são elementos copiados e não construídos estatisticamente" 1. Esta tabela apresenta duas convenções: - (traço), indicando valores nulos, e --, ,---_.. _.. _ _-, QJzeroll~J~:snum~ri5~_s_d_esE ~z_íveis. Convencões " As casas vazias das tabelas devem ser preenchidas com uma das seguintes convenções: a) - (traço), para indicar que o valor do dado é nulo; b)... (reticências), para indicar que não se dispôs do dado; c) O (zero), para exprimir arredondamento de fração da unidade ou valor numérico desprezível. TABELA ~-- 2, o 0,796 --~. " ~ ,~- Rio PUJlllmbuco Pnlllbll 0,34) llrll.1l Mllranhiío 1,914 C.".d SlInl(lS de p.rn Jandro Rahla 1,496 _.1,626 0,900 0,607 0,661 1, _,?_8~ --_ 0,500 2,480 0,259 2,179 7,151 1,328 1,384 Imo. 2,406 2,561 0,624 0,81(i _' ,600 0,972 2,4~1 0,775 0,767 1,081 3,628 1,048 1,177 0,688 0,246 1,382 o,792 _---.2,609 1,309 1,045 1,173 1,741 1,750 0,958 1,145 1,206 I,SI6 1,502 1,407 1,186 0,943 1,018 1,180 o._---_._ ( 1,807 1, ,984 2,003 3,370 1,462 1,850 0,473 1,680 2,134 1,837 0,004 0,880 1,566 1,693 2,139 0,944 1, ,204 1,904 1,596 1,012 0,099 0,820 1,998 1,549 1,257 --o 0,362 1,301 1,402 1,256 1,193 ~~O8 1,374 2,167 1,342 1,037 1,12 1,614 1,340 -~o 4,230 o l,i97 1,165 1,411 2,191 1,005 1,261 1,223 1,592 1,184 2,367 1,351 1,063 0, '2~ Inwces exportação-importação... 19,066 1,643 0,794 1,014 --_._- 1, ,034 Notas As notas de tabelas devem ser chamadas por letras minúsculas e localizadas no rodapé da própria tabela. TABELA B-8 Distribuição percentual da amostra, de acordo com o número de vezes que a mãe engravidou a vezes % de u 1- N1 Número de.6,70,0 Total 20,1 26,7 Na 22,2 24,6 28,9 4,5 0,00,0 13,3 8,8 31,0 31,1 17,8 N2 0,02,2 11,1 19,9 15,7 13, , ,4 100,0 25,4 2,2 23,4 N1 7,7 4,4 8,8 53,3 15,7 8,8 Estimulação 0,0 2,2 TOTAL cognitiva Recreação % Grupos Reproduzida de: ARRuDA,José Jobson de A. O Brasil no comércio colonial. São Paulo, Ática, p Na preparação das tabelas, observe as recomendações seguintes. Numeracão " As tabelas devem ter numeração própria e independente da de outras ilustrações. Afora isso, podem ser numeradas da mesma forma que estas. 1 KOTA1T, Ivani. Editoração científica. São Paulo, Ática, p. 63. li A média de vezes que a mãe engravidou é de 9,8. Reprodl!zida de: DANTAs,Jovelina Brazil. Desnutrição e aprendizagem. São Paulo, Atica, p. 91:

17 32 ~_~ Fios -º LIVRO: MANUAL OE PRiPARAÇÃO_E.REVISÃO ~ ~ -.J\s imagens do texto 33 Não feche com fio horizontal o pé de uma tabela que passa de uma página para outra, mesmo que o cabeçalho seja repetido na página seguinte. Pode-se, entretanto, fugir a essa regra básica valendo-se de recursos gráficos - setas, por exemplo - que possam indicar a continuação da tabela. Reproduzido de: V~SENTINI, José William. Sociedade e espaço. 21. ed. ref. e atual. São Poulo, Atica, p UNIDADE I GEOGRAFIA POLlTICA DO MUNDO ATUAl CAPíTULO 1 A GEOGRAFIA E o PROBLEMA DA REGIONALlZAÇÁO DO ESPAÇO MUNDIAL /Ullto: Banco Mundial, Worlddevelopment report, I hll:luli1do a antiga Alemanha Oriental IHluindo a antiga Alemanha Oriental. já incluída na Europa Ocidental. Para entender essa divisão do mundo em três partes, temos de saber o significado das palavras capitalismo, socialismo e subdesenvolvimento. Nas linhas a seguir, iremos estudar esses temas de maneira genérica, mais teórica do que concreta; nos próxímos capítulos iremos aprofundar. um pouco esse estudo. mostrando como a real ida- mundo com base nas características da sociedade sempre é mais problemática do que uma compartimentação com base em elementos físicos ~ em continentes ou em climas, por exemplo. Isso porque a realidade natural é menos dinâmica: um dado país encontra-se na América e não na Europa, e isso não dá margem a nenhuma dúvida. " Já quando se trata dos aspectos politico-econârnicos dos países, não podemos ter tal grau de certeza: as modificações aqui podem ser radicais e ocorrer de um dia para o outro. Mas isso não significa que devemos deixar de lado os estudos e as classificações da realidade social só porque ela é dinâmica e com transformações rápidas. Seria mais fácil estudar o mundo atual a partir dos tipos de climas ou dos continentes; contudo, se fizéssemos isso, no final teriamos dele uma visão muito pobre. Uma classificação dos paises com base em aspecli- pois alguns de seus aspectos lembram bastante o Terceiro Mundo; pode acontecer lambém de um pais (como Cuba, por exemplo) encaixar-se tanto no Segundo co 1110 no Terceiro Mundo. Como esses, exis Iem muitos outros casos de países que são difíceis de serem enquadrados perfeitamenlc apenas num desses três conjuntos ou "mundos". Ademais, as transformações que ocorrem na realidade social são mais rápidas e mais imprevisíveis que as modificações naturais. Podemos afirmar com uma margem IIlÍnima de erro que as áreas que hoje têm l"lima tropical continuarão a tê-io daqui a l:em anos. E podemos também afirmar sem problemas que um pais qualquer, localilado na América, lá pelo ano 2050 conti IIlIará a ter seu território situado no mesmo continente. É evidente que tal país pode até de seu espaço fisico; todavia, apesar de todas essas possibilidades (que dependem muito mais dos homens do que da natureza), não há dúvida nenhuma de que seu território atual continuará no mesmo continente.

18 3 3 - Seções do texto ~~cc:ionamento na Constituição brasil~ira 35 SECÕES # D Unidades físicas TO Quanto ao seu aspecto material, o livro se apresenta em fascículos ou em volumes. Os fascículos, alternativa editorial de publicação de uma obra extensa em cadernos (v. p. 135)separados, destinam-se à encadernação posterior em volumes. Na organização de uma obra pode-se recorrer a vários tipos de seccionamento, embora algumas obras se identifiquem com formas preestabelecidas, como dicionários e enciclopédias, que trazem verbetes dispostos em ordem alfabética. As obras jurídicas, sobretudo os textos de lei, seguem padrões especiais. (No exemplo da página ao lado, reproduz-se o seccionamento na Constituição em vigor.) As obras literárias tanto podem ter seu plano desdobrado em divisões tituladas ou não tituladas como podem não apresentar nenhum seccionamento. De resto, as divisões mais comuns são as hierárquicas e as numeradas. Divisões hierárquicas Neste sistema, um trecho se subordina a outro dando a organicidade da obra por meio do seguinte seccionamento - embora nem todas as subdivisõesestejam necessariamente presentes: a) Tomos - Cada tomo pode coincidir ou não com o volume. b) Livr,?s - Subdivisões do tomo. c) Partes - A subdivisão em partes pode ocorrer antes da subdivisão em livros. Como está organizado o texto da Constituição? o texto constitucional é organizado, ba stcamente, em artigos. -Cada artigo enuncia uma regra geral sobre determinaoo ~. to e é precedido de um algarismo arábico. A ConstitUição de 1988 tem 315 artigos, que são agrupados em títulos, capitulos, se ções e subseções. Além disso, é importante notar Que 'o texto constitucional é composto por uma parte permanente (com 245 artigos agrupados em 9 titulos) e por uma parte transitória lo Ato das DIsposições Transitórias, com 70 artigos), cujos dispositivos têm caráter provisório e vigência limitada, podendo ser revogados sem prejuízo da parte permanente. Cada artigo, por sua vej.,.{kjlfé ser subo dividido em pará~~incisos e alínea... O parágrafo éúôía subdivisão de ajugó'que contém uma exceção, tgivé6mplemento ou um pormenor d~to tratado pejo artigo; o incisd "'-uma subdivisão de artlfjoou de parágrafo e vem precedido~ algarismo romano; e a alínea""éijõla subdivisão de inciso e vem precedida de uma letra mmúscula. _ CAPíTULO IV DOS DIREITOS poltncos --- Arl. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I - II - plebiscito: referendo; III - iniciativa popular. I' O alistamento eleitoral e o voo são: I - obrigatórios para os maiores e dezoito anos; 11- facultativos para: a) os analfabetos; b) os maiores de setenta anos; c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 2' Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e. durante o pe- Reproduzido de: VITA, Álvaro de. Nossa Constituição. São Paulo, Ática, p.70. d) Capítulos. e) Seções. f) Parágrafos. g) Subparágrafos. h) Vinhetas e/ou entrelinhamentos maiores. i) Números (cardinais e/ou ordinais). j) Letras ou alíneas - As letras ou alíneas podem ocorrer antes dos números. 1) Outras notações, como bolas, travessões, etc. Divisões numeradas Há obras que necessitam de um seccionamento marcado quase exclusivamente por números, para identificar partes menores. Isso pode ser feito pela numeração de parágrafos ou pela chamada numeração progressiva.

19 LIVRO: MANUAl 111 I'IIII'AIIAÇÁO E REVI~ 3 - Seções do texto 37 Numeração de parágrafos Cada parágrafo sucessivo recebe um número Ilatural a partir de um (1, 2, 3,... ). Recorre-se a letras e algarisllios r()jnanos para as subdivisões, se houver. Comesse_tieo ~numerclsã~_a!remissões ~_~spensando~_in_dicaçã~d.c>~úmeroda página. ao própri() texto tornam-se fáceis, Numeração progressiva Consiste na identificação das seções por numerais colocados um ao lado do outro e separados por ponto. O conjunto numérico resultante da combinação desses numerais é chamado de indicativo da seção. O primeiro numeral do indicativo se refere à seção primária, i.e., a divisão maior, que geralmente equivale ao capítulo. O segundo, à seção secundária, i.e., a primeira subdivisão do capítulo; e assim por diante. Indicativo da seção { u~;:;~ co~/~;'~;'p;:é;t~;~-~~ governo, com os stria e ao comércio. Reunamos todas as pessoas que dependem dest,isto é, os notários, os advogados, os engenheiros, os erários e os empregados que tiram vantagem das operações ora m cionadas. Coloquemos juntas, em suma, todas as pessoas que direta u indiretamente se utilizam da especulação e que, de diversos modos, f em crescer os rendimentos valendo-se engenhosamente das circunsta cias. Coloquemos em outra categoria, que chamaremos (R), as pessoas cujos rendimentos são fixos ou quase fixos, e que, portanto, pouco dependem das engenhosas combinações que podem ser imaginadas. Em tal categoria estarão, grosso modo, os simples possuidores de poupança, que a depositaram nas caixas de poupança, nos bancos, ou que a empregaram em pensões vitalícias, os aposentados, aqueles que possuem como rendimentos títulos de Direito público, obrigações de sociedades, ou outros títulos similares com renda fixa, os possuidores de casas e de terras onde não haja lugar para a especulação, os camponeses, os operários, os empregados que dependem dessas pessoas ou que, de qualquer modo, não dependem de especuladores. Enfim, reunamos assim todas as pessoas que nem direta nem indiretamente se beneficiem com a especulação e que possuam rendimentos fixos, ou quase fixos, ou ao menos pouco variáveis Com o único intento de abandonar o incômodo uso de simples letras do alfabeto, atribuamos o nome de especuladores às pessoas da categoria (S), e de rentistas às pessoas da categoria (R). Podemos repetir, para esta~ 6~ias de pessoas, mais ou menos o que dissemos anteriormen ( 2231) obre os possuidores de simples pou- Reproduzido de: RODRIGUES, José Albertino, org. Pareto. São Paulo, Ática, p Seções secundária ~., ~ quaternária terclana { pc;mácia ~ 1 j ILqumana As seções primárias equivalentes a capítulos são numeradas consecutivamente a partir de um (1, 2, 3, n). As secundárias resultam da divisão das seções primárias. Constituem seu indicativo: o indicativo da seção primária e o número de seqüência da segunda subdivisão (1.1, 1.2, 1.3, 1.n, 2.1, 2.2, 2.3, 2.n,... ). As terciárias resultam da divisão das secundárias. Constituem seu indicativo: o indicativo da seção secundária e o número de seqüência desta nova subdivisão (1.1.1, 1.1.n, 1.2.1, 1.2.n, 1.3.1, 1.3.n,...,2.1.1, 2.1.n,... ). As seções quaternárias: , n, , n,..., , n,... As seções quinárias: , n,..., ,..., , n,... A leitura dos indicativos é feita da seguinte forma: um um, dois doze cinco. Recomenda-se, finalmente: a) Caracterizar as alíneas, quando houver, por letras minúsculas (a, b, c,... ) seguidas de parênteses.

20 38 o LIVRO: MANU~~Il~PARAÇÃO_E.R.E\iISÃO 3 - Seções do texto 39 b) Alinhar o indicativo à margem esquerda, fazendo-o preceder o título ou a primeira palavra do texto (quando a seção não tiver título). c) Destacar o indicativo (em negrito ou itálico). Não é necessário separá-io do título ou do texto por qualquer sinal de pontuação, basta o espaço. Pá9.ina que apresenta numeração progressiva. 4 ROTEIRO DO TRABALHO o roteiro de um trabalho científico, seja artigo ou monografia, deve indicar metódica e detalhadamente, tanto quanto possível, a direção que o autor seguiu, ou seja, os tópicos principais a serem abordados e discutidos no texto. Este sumário diretor facilita desenvolver o assunto sob uma linha de conduta perfeita das fases da pesquisa. E: importante, também, saber-se a quem é dirigido o documento. Apesar desse primeiro esboço ter certa coerência, ele é passível de correção em qualquer das etapas. Uma descrição técnica deve esclarecer, convencendo, enquanto a obra literária deve impressionar, agradando, GARCIA (1978). 4.1 Estrutura do documento Nas monografias e teses, s\)gere-se a seguinte disposição: a) Elementos preliminares aa) capas ab) folha ou página de rosto ac) dedicatória e/ou agradecimentos ad) listas de ilustrações ae) sumário b) Elementos do texto ba) introdução bb) discussão do assunto bc) conclusão/recomendações c) Elementos pós-liminares ca) anexos e/ou apêndices cb) referências bibliográficas cc) índices -, '"---'"'- Na preparação dos títulos, é conveniente: 1) Convencionar um código de cores para marcação dos títulos e subtítulos. Atribuem-se a elas pesos hierárquicos específicos. Com a cor x, por exemplo, marcam-se todos os títulos de peso 1 (o título principal); com a cor y, todos os títulos de peso 2; e assim por diante. Com isso, todos os títulos de mesma cor serão compostos com o mesmo tipo e corpo. Este procedimento é válido para a preparação feita em papel, pois, em vídeo, pode-se valer de tipos e corpos diferentes para estabelecer a hierarquia. 2) Não usar ponto no final dos títulos e subtítulos. 3) Alinhar à margem esquerda os títulos e subtítulos precedidos de numeração progressiva. Neste caso, basta colocar os títulos das seções primárias (capítulos) com todas as letras em maiúsculas e em negrito e todos os subtítulos (títulos das demais seções) em minúsculas - apenas a primeira palavra com inicial maiúscula - e em negrito. Veja como fica isso na página reproduzida como exemplo de numeração progressiva. Reproduzido de: KOTAIT, Ivani. Editoração científica. São Paulo, Ática, p. 35.

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