Programas de Acção. Page 34

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1 Page 34 Programas de Acção P.1 Aplicação do novo quadro regulamentar às comunicações electrónicas Transposição do novo quadro regulamentar. Acompanhamento da implementação das novas estruturas organizacionais previstas. Harmonização de procedimentos para aplicação do novo quadro regulamentar. O novo quadro regulamentar terá consequências não só na ANACOM mas também em todo o mercado uma vez que alterará o papel e o tipo de intervenção do regulador do sector o que inevitavelmente terá repercussões a nível organizacional. DAE Direcções P.2 Implementação do quadro legal do comércio electrónico Transposição da Directiva sobre o comércio electrónico (Directiva 2000/31/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 8 de Junho de 2000). Criação de um quadro legal e regulamentar estável e competitivo. Ao nível da ANACOM terá consequências, em virtude de algumas funções serem inéditas, em particular a aferição de conteúdos. Outras funções são idênticas às já prosseguidas (fiscalização e contencioso). Evidente impacto futuro no mercado, uma vez que uniformiza, harmoniza e poderá constituir factor de dinamização do comércio electrónico. Área-Comércio electrónico Direcções P.3 Aplicação do novo quadro regulamentar ao sector postal Transposição da revisão da Directiva Postal. Acompanhamento do desenvolvimento do sector, nomeadamente do impacto das várias fases de liberalização do sector postal. A definição de novas fases de liberalização do sector postal terá consequências ao nível da organização do sector e do regulador responsável pelo mesmo. DAE Direcções

2 Page 35 P.4 Regulação e supervisão das ofertas de rede aberta e das obrigações dos operadores com poder de mercado significativo Assegurar uma concorrência sustentável ao nível das redes e serviços, em especial no lacete local. Estabelecimento de um quadro que promova o desenvolvimento de infraestruturas, o acesso a redes, a dinamização da oferta de serviços e do acesso à Internet. Preservação de condições de regularidade e previsibilidade dos mercados. Harmonização de procedimentos a nível europeu. Preparação das condições de oferta dos serviços de interligação. Diversificação de possibilidades de prestação de serviços no lacete local. Maior acessibilidade dos preços dos serviços de telecomunicações P.5 Acompanhamento e análise de mercados relevantes e estudo do grau de concorrência efectiva, com vista à identificação de eventual necessidade de acção regulatória adicional Aplicação prática dos procedimentos de definição e análise de mercados e de cálculo de poder de mercado significativo previstos na Directiva Quadro e nas linhas de orientação e recomendações a publicar pela CE. Redefinição de princípios e procedimentos associados à definição e análise de mercados, abrangendo um maior número de áreas de actuação do órgão regulador, promovendo mercados abertos e concorrenciais e a promoção e defesa dos interesses dos cidadãos. GTMR P.6 Numeração, endereçamento, portabilidade e pré-seleçcão Criar as condições para a atribuição directa e por via electrónica dos recursos de numeração ao consumidor final; análise de interesse da portabilidade geográfica; análise técnica e de mercado das questões ligadas ao ENUM; alteração dos "Princípios para a atribuição e gestão do PNN", em função das novas condições técnicas, regulamentares e de mercado; preparação das condições associadas ao fim do contrato com a ER para a portabilidade de operador. Prosseguimento das medidas que consolidem um mercado aberto e concorrencial. Estabelecimento de regras de atribuição de números orientadas exclusivamente ao serviço

3 Page 36 P.7 Desenvolvimento e regulação dos mercados de equipamentos e infraestruturas de telecomunicações Assegurar um bom nível de competitividade do sector, e que os operadores procedam à publicação de especificações técnicas precisas e adequadas dos interfaces das suas redes, por forma a que o investimento, a produção e a comercialização de equipamentos seja feita ao ritmo dos desenvolvimentos tecnológicos e do mercado. Promover condições de igualdade de acesso dos operadores permitindo aos assinantes uma maior liberdade de escolha da opção tecnológica na rede de acesso. Assegurar ao utilizador final (Cliente) o acesso pleno aos serviços de telecomunicações, promovendo condições de segurança, de sigilo, de liberdade de escolha e de qualidade nas telecomunicações. Desenvolver acções informativas junto das entidades envolvidas com equipamentos, redes e infraestruturas de telecomunicações, de forma a promover um conhecimento e sensibilização dos recursos, técnicas, direitos e legislação sobre estas áreas de actividade. Garantir, por parte dos fabricantes e importadores, a conformidade dos equipamentos com os requisitos essenciais e outras obrigações para colocação no mercado e, por parte dos operadores, a publicação das especificações dos interfaces de rede. Consolidação da concorrência no domínio das infra-estruturas de acesso ao assinante. Garantia de plena qualidade no acesso aos serviços de telecomunicações, por parte do utilizador final. Tornar a actividade do regulador mais eficaz de modo a transmitir mais confiança e solidez ao mercado residencial e comercial, na sua interligação aos operadores públicos de telecomunicações. DAE Delegações

4 Page 37 P.8 Fiscalização das obrigações das entidades reguladas e procedimento contra-ordenacional Fiscalizar as obrigações das diversas entidades licenciadas e autorizadas, em particular as decorrentes da entrada em vigor dos novos diplomas de acesso à actividade de telecomunicações e postal, nomeadamente em relação à obrigatoriedade do licenciamento ou autorização no caso de prestadores que actuem no âmbito do serviço universal. Fiscalização das obrigações decorrentes do regime jurídico do comércio electrónico. Instauração de procedimento contra-ordenacional em caso de violação das disposições legais. Garantir o cumprimento das disposições legais estabelecidas para as diferentes áreas de mercado. Assegurar mecanismos que fomentem uma maior transparência da actividade desenvolvida pelos agentes do sector. Área-Comércio electrónico P.9 Redução da assimetria de informação entre o regulador e a empresa regulada Desenvolver conhecimentos sobre os mercados e competências que permitam à ANACOM, no exercício das suas actividades de regulação, fazer face às constantes mutações verificadas nos mercados de comunicações. Tornar a actividade do regulador mais eficaz através do desenvolvimento de conhecimentos e de competências nas áreas dos mercados em que intervém. DCD PE

5 Page 38 P.10 Aplicação dos princípios e metodologias de gestão do espectro Adequar o planeamento do espectro às prioridades de utilização determinadas pela evolução do mercado das comunicações. Harmonizar e informatizar os procedimentos associados à gestão do espectro. Clarificar as competências e reforçar a articulação com entidades que têm responsabilidades na gestão nacional do espectro. Melhoria da eficiência dos serviços associados à gestão de espectro. Ao nível do mercado, maior transparência e simplificação dos procedimentos bem como uma maior fluidez no relacionamento com os utilizadores e consumidores. Delegações P.11 Garantia de um serviço universal Garantir a existência de um serviço universal de comunicações acessível e de qualidade independentemente da localização geográfica, condição sócio-económica ou necessidades especiais dos consumidores. Existência de um serviço de comunicações acessível com qualidade em todo o território nacional e disponível para todos os consumidores

6 Page 39 P.12 Consumidor / Utilizador bem informado Desenvolver os mecanismos de identificação recolha e divulgação de informação adequados, tendo em conta as diferentes plataformas disponíveis e os interesses dos diversos utilizadores. Implementar novas funcionalidades no sítio da ANACOM (acessibilidade a cidadãos com necessidades especiais, catalogação de conteúdos, interoperabilidade com os sítios da Administração Pública). Promover a informação aos consumidores, sobre os serviços e sistemas tecnológicos de suporte, bem como a auscultação dos seus interesses, sempre que tal se justificar. Divulgação de informação actualizada sobre todas as componentes da actividade regulatória da ANACOM com impacto externo. Adaptação permanente e dinâmica da política de comunicação às necessidades e à evolução do mercado. Interacção constante com o exterior, quer na vertente de divulgação de conteúdos, quer de prestação de serviços, através do balcão de atendimento. Direcções Área-Comércio electrónico

7 Page 40 P.13 Promoção da qualidade de serviços Aferir a qualidade dos serviços de telecomunicações e correios, através da realização de um conjunto de testes, indicadores e estudos. Dotar a ANACOM e os consumidores e utilizadores de informações fiáveis acerca da qualidade dos serviços de telecomunicações e correios, por forma a habilitar à adopção de medidas de correcção necessárias, e contribuir simultaneamentelmente para a melhoria da prestação de serviços, em termos de qualidade, por parte dos diferentes prestadores P.14 Acompanhamento e análise dos desenvolvimentos da problemática dos efeitos das radiações não ionizantes Prever o impacto no âmbito da actividade do ICP-ANACOM. Desenvolver competências que permitam não só a realização das actividades internas, mas também dar apoio a outras entidades públicas. Divulgar informação relevante junto dos utilizadores do espectro e da população em geral. Sensibilização e esclarecimento dos utentes das estações e redes de radiocomunicações para o cumprimento das normas, quando adoptadas. Providenciar informação ao público em geral

8 Page 41 P.15 Telecomunicações de Emergência Elaborar o Plano Nacional de Telecomunicações de Emergência no âmbito do PLANO NACIONAL DE EMERGÊNCIA do SNPC. Acompanhar os operadores públicos de telecomunicações com vista à introducção do 112L (identificação da localização do originador da chamada de emergência). Acompanhamento da actividade de normalização técnica aplicável. Melhoria da eficiência das condições de serviço no acesso dos cidadãos aos serviços de emergência e dos meios de comunicação de suporte à actividade de protecção civil a nível nacional P.16 Estudo e promoção de condições de acesso generalizado à banda larga Avaliação regular das condições de acesso à Internet com o objectivo da sua massificação e promoção de condições para acesso generalizado à banda larga e às diferentes plataformas disponíveis, no quadro dos príncipios definidos no Plano de Acção da Iniciativa Internet e na Comissão Interministerial para a Sociedade da Informação. Promover condições tecnológicas de igualdade de acesso através de sistemas de infra-estruturas de telecomunicações em edifícios. Garantir a satisfação das necessidades de comunicações dos cidadãos e das empresas. Promover o acesso à Internet. Promover a infoinclusão, incluindo a implementação de projectos especiais de tecnologias de informação, visando a integração de todos os cidadãos, em particular dos que têm necessidades especiais. DCD PE Em curso

9 Page 42 P.17 Promoção de novas competências Apoiar o desenvolvimento de novas competências com vista à redução de barreiras tecnológicas, mediante a prática de divulgação da normalização internacional, cooperação e intercâmbio com os operadores, indústria, associações e universidades. Reforçar as competências de índole tecnológica, nomeadamente as relativas aos mandatos de normalização no âmbito da redes de comunicações electrónicas (Revisão 99), dos equipamentos de telecomunicações (R&TTE), da compatibilidade electromagnética, postal e da Nova Abordagem. Criar centros de informação virados para o exterior sobre as novas tecnologias. Aproximação ANACOM/Universidades/Indústria, na criação de soluções de inovação tecnológica. Habilitar a ANACOM e os agentes do mercado com informação relevante sobre a introdução/desenvolvimento de novos serviços, bem como de normativo técnico e de regulação técnica no âmbito das comunicações. DCD 1T2003 4T

10 Page 43 P.18 Sistema de Gestão pela Qualidade Total (SGQT) Interiorizar a dinâmica de melhoria contínua na gestão global do ICP-ANACOM, contribuindo para a melhoria dos serviços prestados, bem como do seu desempenho e eficiência com benefícios para todas as partes interessadas (clientes, colaboradores, fornecedores, entidades bancárias, sindicatos e sociedade), através da definição e implementação de sub-sistemas de gestão, nomeadamente: - Sistema de Gestão por Processos; - Sistema de Gestão de Competências; - Sistema de Indicadores de Gestão (BSC) Implementação de um sistema de gestão concebido para melhorar continuamente a eficácia e eficiência do desempenho organizacional. Direcções Contempla, ainda, a certificação segundo a norma NP EN ISO 9001:2000, tendo como referência as orientações contidas na norma NP EN ISO 9004:

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