Constituição Formal de Empresas

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1 Constituição Formal de Empresas Aula 12 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho

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3 Aula 12: Livros obrigatórios da empresa: Livro diário, livro razão e livros auxiliares (caixa e registro de inventário). Objetivo: Conceituar e discutir sobre os livros obrigatórios da empresa. Livro Diário É um livro de escrituração obrigatório, no qual são feitos os registros dos atos e fatos que ocorrem dentro de uma empresa ou de sua relação com outras. Deve ser registrado em ordem cronológica e não deve conter emendas, rasuras, borrões ou entrelinhas. Deverá, ainda, ser autenticado no órgão competente do Registro do Comércio e quando se tratar de sociedade simples, no Registro Civil de Pessoas Jurídicas ou no Cartório de Registro de Títulos e Documentos. Deverá conter, respectivamente, na primeira e última página, termos de abertura e de encerramento e ser registrado e autenticado pelas Juntas Comerciais ou registrado em cartório, conforme o caso. Admite-se a autenticação do livro Diário, em data posterior ao movimento das operações nele lançadas, desde que o registro e a autenticação tenham sido promovidos até a data da entrega da declaração, correspondente ao respectivo período. É importante salientar: deve-se observar que a opção pela tributação com base no lucro real trimestral obriga que, ao final de cada trimestre, a pessoa jurídica apure seus resultados com base em demonstrações financeiras transcritas no Livro Diário, bem como efetue a demonstração do lucro real devidamente transcrita no LALUR. O Livro Diário poderá ser escriturado por sistema de processamento eletrônico de dados, em formulários contínuos cujas folhas deverão ser numeradas em ordem sequencial, mecânica ou tipograficamente, e conterão termos de abertura e encerramento, sendo obrigatória a sua autenticação no órgão competente.

4 Livro Razão É empregado na escrituração contábil analítica para acompanhar as posições de cada uma das contas que formam o sistema escritural de um patrimônio. Desta forma, é utilizado para resumir e totalizar, por conta ou subconta, os lançamentos efetuados no Diário, mantidas as demais exigências e condições previstas na legislação. Tem real importância, pois é dele que se levantam os balancetes da posição das contas, para posterior encerramento do balanço. Está dispensado de registro ou autenticação em qualquer órgão, entretanto, na escrituração deverão ser obedecidas as regras da legislação comercial e fiscal aplicáveis aos lançamentos em geral. A pessoa jurídica é obrigada a conservar em ordem, enquanto não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes, os livros, documentos e papéis relativos a sua atividade ou que se refiram a atos ou operações que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial. Os livros auxiliares: O Livro Caixa e o Registro de Inventário O Livro Caixa contém o registro de todos os recebimentos e pagamentos efetuados pelo Autônomo ou Profissional Liberal. São despesas as quantias despendidas na aquisição de bens próprios para o consumo, como material de escritório, de conservação, de limpeza e de produtos de qualquer natureza usados e consumidos nos tratamentos, reparos, conservação, e integralmente dedutíveis no livro Caixa, quando realizadas no ano calendário. Livro Registro de Inventário O livro Registro de Inventário é obrigatório para todas as empresas e tem o objetivo de registrar todas as mercadorias em estoques quando do levantamento do balanço da empresa. As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real devem escriturar o Livro Registro de Inventário ao final de cada período: trimestralmente ou anualmente, quando houver opção pelos recolhimentos mensais durante o curso do ano-calendário, com base na estimativa.

5 Já as empresas optantes pelo Lucro Presumido ou Simples Nacional escrituram o livro no final de cada ano-calendário. A legislação determina que, além dos demais livros, as pessoas jurídicas elaborem um livro de registro de inventário das matérias-primas, das mercadorias, dos produtos em fabricação, dos bens em almoxarifado e dos produtos acabados existentes na época do balanço. Nessas condições, a autoridade tributária estará autorizada a arbitrar o lucro da pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real, quando esta não mantiver escrituração na forma das leis comerciais e fiscais. Vale a pena conferir IRPG Lucro Presumido. Disponível em: < Simples Nacional ou "Super Simples". Disponível em: < Livro Caixa. Disponível em: <

6 REFERÊNCIAS COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. 13. ed. São Paulo: Saraiva, MAMEDE, Gladston. Direito Empresarial Brasileiro: Empresa e Atuação Empresarial. São Paulo: Atlas, Sites CEF (2012). Disponível em: < Acesso em: 06 set RECEITA DA FAZENDA (2012). Disponível em: < Acesso em: 05 set SEBRAE (2012). Disponível em: < Acesso em: 05 set

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