Art.. 30-A, Lei nº n 9.504/97)

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1 REPRESENTAÇÃ ÇÃO O POR CAPTAÇÃ ÇÃO O E GASTOS ILÍCITOS DE RECURSOS (Art( Art.. 30-A, Lei nº n 9.504/97)

2 1. CAIXA DOIS Recursos não contabilizados de campanha eleitoral, que não transitam em conta bancária específica, e oriundos, normalmente, de corrupção, seja através de superfaturamente de obras/serviços, seja através de cobrança de propinas de empresas prestadoras de serviço ao poder público, seja através de dispensa de licitações. Sempre acabam descambando num abuso de poder econômico. Finaciamento Público resolve???? 2. LEGITIMIDADE Res. TSE nº /11 - Art. 2º As reclamações e as representações poderão ser feitas por qualquer partido político, coligação, candidato ou pelo Ministério Público (Lei nº 9.504/97, art. 96, caput e inciso I). 3. COMPETÊNCIA Res. TSE nº /11 Art.2º, 2º As representações e as reclamações que versarem sobre a cassação do registro ou do diploma deverão ser apreciadas pelo Juízo Eleitoral competente para julgar o registro de candidatos. 4. PRAZO PARA AJUIZAMENTO Lei nº 9.504/97, Art. 30-A. Qualquer partido político ou coligação poderá representar à Justiça Eleitoral, no prazo de 15 (quinze) dias da diplomação. 5. RITO OU PROCEDIMENTO Lei nº 9.504/97, Art. 30-A., 1o Na apuração de que trata este artigo, aplicar-se-á o procedimento previsto no art. 22 da Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990, no que couber. (Incluído pela Lei nº , de 2006)

3 6. SANÇÕES APLICÁVEIS Lei nº 9.504/97 Art.30-A, 2o Comprovados captação ou gastos ilícitos de recursos, para fins eleitorais, será negado diploma ao candidato, ou cassado, se já houver sido outorgado. (Incluído pela Lei nº , de 2006); IMPORTANTE: Lei Nº 9.504/97, Art. 97-A. Nos termos do inciso LXXVIII do art. 5o da Constituição Federal, considera-se duração razoável do processo que possa resultar em perda de mandato eletivo o período máximo de 1 (um) ano, contado da sua apresentação à Justiça Eleitoral. (Incluído pela Lei nº , de 2009), 1o A duração do processo de que trata o caput abrange a tramitação em todas as instâncias da Justiça Eleitoral. (Incluído pela Lei nº , de 2009) Lei Complementar nº 64/90 Art.1º, I, j) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, por captação ou gastos ilícitos de recursos de campanha, pelo prazo de 8 (oito) anos a contar da eleição; (Incluído pela Lei Complementar nº 135, de 2010) 7. CABIMENTO DO ART.30-A 7.1 BEM JURÍDICO TUTELADO Moralidade Lisura da Campanha Eleitoral Lei nº 9.504/97 - Art 25. O partido que descumprir as normas referentes à arrecadação e aplicação de recursos fixadas nesta Lei perderá o direito ao recebimento da quota do Fundo Partidário do ano seguinte, sem prejuízo de responderem os candidatos beneficiados por ABUSO DO PODER ECONÔMICO.

4 7.2 DOADORES VEDADOS Lei nº 9.504/97 - Art. 24. I - entidade ou governo estrangeiro; VII - pessoa jurídica sem fins lucrativos que receba recursos do exterior. II - órgão da administração pública direta e indireta ou fundação mantida com recursos provenientes do Poder Público; III - concessionário ou permissionário de serviço público; IV - entidade de direito privado que receba, na condição de beneficiária, contribuição compulsória em virtude de disposição legal; VI - entidade de classe ou sindical; VIII - entidades beneficentes e religiosas; (Incluído pela Lei nº , de 2006) IX - entidades esportivas; (Redação dada pela Lei nº , de 2009) V - entidade de utilidade pública; X - organizações não-governamentais que recebam recursos públicos; XI - organizações da sociedade civil de interesse público. (Incluído pela Lei nº , de 2006) VEDAÇÃO CRIADA ATRAVÉS DE RESOLUÇÃO Resolução TSE nº /11 - Art 25. 1º É vedada a realização de doações por pessoas jurídicas que tenham iniciado ou retomado as suas atividades no ano-calendário de 2012, em virtude da impossibilidade de apuração dos limites de doação constante do inciso II do caput.

5 7.3 OBJETOS DA INVESTIGAÇÃO DO ART.30-A 1) o recebimento de doações em dinheiro, em bens ou serviços das fontes vedadas no art.24; 2) a movimentação de recursos financeiros fora da conta corrente específica da campanha; 3) o recebimento de doações sem a emissão do correspondente recibo eleitoral previsto no art. 23; 4) a realização de despesa não prevista no rol agora taxativo do art. 26, como (a) a produção ou patrocínio de espetáculos ou eventos promocionais da candidatura; (b) o pagamento de cachê de artistas ou animadores de eventos e showmícios; (c) a confecção, aquisição e distribuição de camisetas, bonés, chaveiros e outros brindes de campanha; (d) a aquisição e distribuição de bens e valores aos eleitores; (e) o custeio de serviços que proporcionem vantagem aos eleitores; (f) a doação em dinheiro, bem como de troféus, prêmios, ajudas de qualquer espécie feitas por candidato, entre o registro e a eleição, a pessoas físicas ou jurídicas art.23, 5º -, como instituições filantrópicas, times de futebol, associações de bairro, etc; (g) a veiculação de propaganda eleitoral por meio de outdoor, dentro outros. EDSON REZENDE DE CASTRO

6 7.4 JULGAMENTO DAS CONTAS DE CAMPANHA ELEITORAL E O ART.30-A RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. ELEIÇÕES AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO DE MANDATO ELETIVO. ABUSO DE PODER ECONÔMICO. CAIXA DOIS. CONFIGURAÇÃO. POTENCIALIDADE PARA INFLUENCIAR NO RESULTADO DO PLEITO. RECURSO DESPROVIDO. 1. A utilização de 'caixa dois' configura abuso de poder econômico, com a força de influenciar ilicitamente o resultado do pleito. 2. O abuso de poder econômico implica desequilíbrio nos meios conducentes à obtenção da preferência do eleitorado, bem como conspurca a legitimidade e normalidade do pleito. 3. A aprovação das contas de campanha não obsta o ajuizamento de ação que visa a apurar eventual abuso de poder econômico. Precedentes. (TSE, RESPE - RECURSO ESPECIAL ELEITORAL nº Nova Veneza/GO, Acórdão de 19/12/2007, Relator(a) Min. CARLOS AUGUSTO AYRES DE FREITAS BRITTO, DJ - Diário de justiça, Volume I, Data 4/2/2008, Página 8) RECURSO ORDINÁRIO. DEPUTADO DISTRITAL. CASSAÇÃO. IRREGULARIDADE. GASTOS DE CAMPANHA. DESAPROVAÇÃO DAS CONTAS. NECESSIDADE. AFERIÇÃO. GRAVIDADE. CONDUTA. RECURSO PROVIDO. 2. Na espécie, o candidato realizou gastos com combustíveis sem, no entanto, informar os valores relativos à utilização de veículos e sem emitir os recibos eleitorais relativos a tais doações estimáveis em dinheiro. 3. A referida irregularidade, a despeito de configurar vício insanável para fins da análise da prestação de contas, não consubstancia falha suficientemente grave para ensejar a cassação do diploma, considerado o valor total dos recursos gastos na campanha. 4. Recurso Ordinário provido. (TSE, RO - Recurso Ordinário nº Brasília/DF, Acórdão de 01/12/2011, Relator(a) Min. MARCELO HENRIQUES RIBEIRO DE OLIVEIRA, Publicação: DJE - Diário da Justiça Eletrônico, Tomo 31, Data 13/02/2012, Página 19)

7 7.5 INCIDÊNCIA DO ART.30-A 7. Não havendo, necessariamente, nexo de causalidade entre a prestação de contas de campanha (ou os erros dela decorrentes) e a legitimidade do pleito, exigir prova de potencialidade seria tornar inócua a previsão contida no art. 30-A, limitado-o a mais uma hipótese de abuso de poder. O bem jurídico tutelado pela norma revela que o que está em jogo é o princípio constitucional da moralidade (CF, art. 14, 9º). Para incidência do art. 30-A da Lei 9.504/97, necessária prova da proporcionalidade (relevância jurídica) do ilícito praticado pelo candidato e não da potencialidade do dano em relação ao pleito eleitoral. Nestes termos, a sanção de negativa de outorga do diploma ou de sua cassação ( 2º do art. 30-A) deve ser proporcional à gravidade da conduta e à lesão perpetrada ao bem jurídico protegido. No caso, a irregularidade não teve grande repercussão no contexto da campanha em si. Deve-se, considerar, conjuntamente, que: a) o montante não se afigura expressivo diante de uma campanha para deputado estadual em Estado tão extenso territorialmente quanto o Pará; b) não há contestação quanto a origem ou destinação dos recursos arrecadados; questiona-se, tão somente, o momento de sua arrecadação (antes da abertura de conta bancária) e, consequentemente, a forma pela qual foram contabilizados.(tse, RO - Recurso Ordinário nº Belém/PA, Acórdão de 28/04/2009, Relator(a) Min. FELIX FISCHER, Publicação: DJE - Diário da Justiça Eletrônico, Data 01/06/2009, Página 25/26/27)

8 7.6 CASO DE APLICAÇÃO PRÁTICA DO ART.30-A Na espécie, as irregularidades verificadas tiveram grande repercussão no contexto da campanha, mormente em razão do expressivo montante envolvido, o qual corresponde, aproximadamente, a 85% (oitenta e cinco por cento) do montante dos recursos movimentados e registrado na prestação de contas. (TRE-PI,Rp - Representação nº 1661 Teresina/PI, Acórdão nº 1661 de 27/09/2011, Relator(a) MANOEL DE SOUSA DOURADO, DJE - Diário da Justiça Eletrônico, Tomo 185, Data 05/10/2011, Página 2/3) AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL - UTILIZAÇÃO DE FONTE VEDADA - EMPRESA CONSTITUÍDA NO ANO DA ELEIÇÃO - APLICAÇÃO DO ART. 30-A, 2º, DA LEI 9.504/97 - PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. 1. Em se tratando de doação a campanha eleitoral por meio de fonte vedada, notadamente de empresa constituída no ano eleitoral, a penalidade deve recair sobre o doador e o beneficiário da doação, uma vez que há comprovação da utilização de vultosos recursos financeiros, provenientes de pessoa jurídica criada no próprio ano em que o candidato disputou as eleições, o que afronta claramente a legislação, pois objetiva burlar a lei eleitoral, ofendendo a lisura do pleito e a garantia de um processo eleitoral equânime a todos os candidatos. 2. O réu, no caso em apreço, aceitou a doação proveniente de fonte vedada, tendo-a declarado em sua prestação de contas de campanha. Há, portanto, relevância jurídica idônea para se julgar procedente o pedido de cassação do diploma, nos termos do que dispõe o art. 30-A, 2º, da Lei 9.504/97. (tre-ac, AIJE - AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL nº Rio Branco/AC, Acórdão nº 2778/2011 de 08/11/2011, Relator(a) MARCELO EDUARDO ROSSITTO BASSETTO)

9 FIM contatos: tre-se. -se.gov.br fone:

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