e seu comprimento médio e S Cu a secção do fio de cobre. Portanto, com n=36 espiras, S Cu =2mm 2 e O volume total das bobinas, ou de cobre, é dado por

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "e seu comprimento médio e S Cu a secção do fio de cobre. Portanto, com n=36 espiras, S Cu =2mm 2 e O volume total das bobinas, ou de cobre, é dado por"

Transcrição

1 em que n é o número de espiras da bobina, med e seu comprimento médio e S Cu a secção do fio de cobre. Portanto, com n=36 espiras, S Cu =2mm 2 e med =361.37mm, temse V B 3 C 36.(361.37).(2) m dm. Volume total das bobinas O volume total das bobinas, ou de cobre, é dado por VBOBINAS 2. VB 1 C 2. VB2C 23. VB3C, onde V B1C,V B2C e V B3C é o volume das bobinas com passo de 1 cava, 2 cavas e 3 cavas respectivamente. Substituindo os valores calculados anteriormente na expressão, obtém-se que o volume total das bobinas ou de cobre é V BOBINAS (0.0192) 2.(0.0226) 23.(0.0260) m dm. Perdas por efeito Joule As perdas por efeito de Joule são proporcionais à resistividade ( Cu =1/56.mm 2 /m) e volume do condutor (calculado anteriormente) e ao quadrado da densidade de corrente eléctrica, representado através da seguinte equação: PJoule. VCu. J 10.(0, ) J. 56 Com a densidade de corrente J dada em A/m 2. O gráfico VII ilustra as perdas de Joule para densidades de corrente que variam 2 2 1A/ mm,10a/ mm. de J Potência (W) Densidade de corrente (A/mm2) Gráfico VII. Perdas de Joule do MLI trifásico por estator 88

2 8.4.2 Calculo das perdas por histerese magnética por estator Para calcular as perdas por histerese magnética é necessário conhecer as dimensões físicas do motor. Estas dimensões estão descritas no anexo 4. Para facilitar os cálculos do volume de ferro do dispositivo, é calculado o volume de um paralelepípedo com as dimensões do motor se este não estivesse provido de cavas. Posteriormente a este volume subtrair-se-á o volume das vinte e quatro cavas que constituem o estator. Então, o volume de ferro do estator é dado por VFe VP V24Cavas, sendo V p o volume do paralelepípedo sem cavas e V 24Cavas o volume das 24 cavas que constituem o motor. Então, e de acordo com as dimensões do motor, tem-se V P , m 1,533dm 3 3 V24 Cavas , m 0, dm, 3. Logo o volume total será de V Fe 3 1,533 0,504 1,029dm. As perdas por histerese magnética são proporcionais ao volume do circuito magnético, à frequência de operação e à área do ciclo de histerese do material. Conhecendo a área do ciclo de histerese que vale aproximadamente A Histerese =197(J/m 3 )/ciclo (valor calculado em projectos anteriores), logo as perdas por histerese são calculas da seguinte forma com a frequência f dada em Hz. 3 Ph VolFe. A. f 1, (197). f, No gráfico VIII ilustra as perdas por histerese para valores de frequência que 0Hz, 100Hz. variam de f 89

3 25 POTÊNCIA (W) FREQUÊNCIA (Hz) Gráfico VIII. Perdas por histerese do MLI trifásico por estator Calculo das perdas por correntes de Foucault por estator As perdas por correntes de Foucault são dadas por P 1 Vol Fe F. B. f. b 2 m, N 3. Fe onde N é o número de chapas, a resistividade do ferro, b a espessura do estator, f a frequência, B m a densidade de fluxo e Vol Fe o volume de ferro. Temos portanto N=140 chapas, Vol Fe = 1,029dm 3, Fe = 1/85.mm 2 /m e b = 70mm. O gráfico IX ilustra as perdas por correntes de Foucault para vários valores de 0Hz, 100Hz 0.5T, 1T. frequência e densidades de fluxo B m, que variam de f, e B m POTÊNCIA (W) FREQUÊNCIA (Hz) 100 Bm=0,5 T Bm=0,6 T Bm=0,7 T Bm=0,8 T Bm=0,9 T Bm=1 T Gráfico IX. Perdas por Correntes de Foucault por estator 90

4 8.4.4 Perdas totais do MLI As perdas totais existentes por estator do MLI, será a soma das perdas por efeito de Joule, por histerese e por correntes de Foucault P 2 Fe Estator PJ Ph PF. VCu. J VolFe. A. f. B. f. b 2 m. N 3. Fe 1 Vol Considerando uma densidade de corrente J=6 A/mm 2 e para vários valores de frequência e densidades de fluxo B m, que variam de f 0 Hz, 100Hz, e B m 0.5T, 1T, obtemos o seguinte gráfico X. POTÊNCIA (W) FREQUÊNCIA (Hz) 100 Bm=0,5 T Bm=0,6 T Bm=0,7 T Bm=0,8 T Bm=0,9 T Bm=1 T Gráfico X. Perdas totais do MLI trifásico por estator 91

5 8.5 Relação Força/Peso-Corrente Este gráfico representará a relação existente entre a força, o peso do motor e a sua corrente. È utilizado em situações onde requer uma avaliação pormenorizada do dispositivo, no que respeita o comportamento da força em relação ao seu peso, avaliando assim certos aspectos económicos e construtivos de um dado projecto. Para a representação gráfica da relação força/peso em função da corrente, é necessário conhecer o peso total do estator, para isso, calcula-se o volume do ferro e do cobre que constituem as bobinas do estator, e multiplica-se pelo respectivo valor específico de cada material, obtendo assim o peso do ferro e do cobre. Peso do ferro da estrutura do estator O peso do ferro existente no estator é dado por P., Fe V Fe Ferro Onde Ferro = 7,85 Kg/dm 3 é o peso específico do ferro e V Fe = 1,029 dm 3 o seu volume. Substituindo os valores, obtém-se Peso do cobre das bobinas do estator P Fe 1,029.(7,85) 8, 077Kg. O peso das bobinas é dado por , PCobre PB C PB 2C PB 3C onde PB 1 C, PB 2 C e PB 3 C é o peso das bobinas com passo de 1cava, 2 cavas e 3 cavas respectivamente. O peso da bobina com um passo de 1 cava é dado por P B1C VB 1C. Cobre, Onde Cobre = 8,92 Kg/dm 3 é o peso específico do cobre e V B1C = 0,0192 dm 3 o seu volume. Substituindo os valores, obtém-se B 1 0,0192.(8,92) 0, 171Kg. P C O peso da bobina com um passo de 2 cavas é dado por P B2C VB2C. Cobre. 92

6 Onde Cobre = 8,92 Kg/dm 3 é o peso específico do cobre e V B2C = 0,0226 dm 3 o seu volume. Substituindo os valores, obtém-se B 2 0,0226.(8,92) 0, 202Kg. P C O peso da bobina com um passo de 3 cavas é dado por P B3C VB3C. Cobre. Onde Cobre = 8,92 Kg/dm 3 é o peso específico do cobre e V B3C = 0,0260 dm 3 o seu volume. Substituindo os valores, obtém-se B 3 0,0260.(8,92) 0, 232Kg. P C O peso total do cobre que constituem as bobinas é portanto P Cobre 2 0, , ,232 6, 082Kg. O peso total do estator é simplesmente a soma do peso do ferro com o peso do cobre. Portanto, P P P 8,077 6,082 14, Kg. Estator Fe Cobre 16 É necessário referir que, por dificuldades na bobinagem, os comprimentos médios das bobinas foram superiores aos previstos nos cálculos anteriores, pelo que o motor linear apresenta um peso superior ao referido devido ao aumento do cobre. Procede-se a medição real do peso através de uma balança, este sim, será utilizado para a representação gráfica da relação Força/Peso-Corrente. P _ REAL 15, Kg. Estator

7 8.5.1 Resultados experimentais (com chapa rotórica de alumínio maciço) Na tabela XIII mostram-se os resultados obtidos nos ensaios realizados com os vários entreferros aplicados ao estator 1. Ensaio do Estator 1 ENTREFERROS 3mm 4mm 5mm I (A) UC (V) F(N) F/P (N/kg) I (A) UC (V) F(N) F/P (N/kg) I (A) UC (V) F(N) F/P (N/kg) 1, , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,23 0,081 7, ,23 0,081 7, , ,37 0,418 8, ,68 0,241 8, ,23 0,081 9, ,03 0,723 9, ,81 0,643 9, ,90 0,321 10, ,61 1,286 10, ,71 0,965 10, ,58 0,563 11, ,52 1,608 11, ,06 1,447 11, ,48 0,884 12, ,55 2,331 12, ,74 1,688 12, ,16 1,125 13, ,45 2,652 13, ,65 2,010 13, ,06 1,447 14, ,13 2,894 14, ,55 2,331 14, ,74 1,688 15, ,03 3,215 15, ,45 2,625 15, ,87 2,090 16, ,16 3,617 16, ,68 2,733 16, ,77 2,411 Tabela XIII.- Resultados experimentais do Estator 1 com chapa rotórica maciça O gráfico XI mostra a relação Força/Peso-Corrente do estator, resultados estes obtidos na tabela anterior.. FORÇA/PESO (N/Kg) 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0, g=3mm g=4mm g=5mm CORRENTE (A) Gráfico XI.- Gráfico Força/Peso desenvolvida no Estator 1 com chapa rotórica maciça 94

8 Na tabela XIV mostram-se os resultados obtidos nos ensaios realizados com os vários entreferros aplicados ao estator 2. Ensaio do Estator 2 ENTREFERROS 3mm 4mm 5mm I (A) UC (V) F(N) F/P (N/kg) I (A) UC (V) F(N) F/P (N/kg) I (A) UC (V) F(N) F/P (N/kg) 1, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,45 0,161 8, ,23 0,081 8, , ,35 0,482 9, ,68 0,241 9, ,23 0,081 10, ,26 0,804 10, ,13 0,402 10, ,68 0,241 11, ,39 1,206 11, ,26 0,804 11, ,03 0,723 12, ,52 1,608 12, ,16 1,125 12, ,16 1,125 13, ,87 2,090 13, ,29 1,527 13, ,84 1,367 14, ,55 2,331 14, ,74 1,688 14, ,29 1,527 15, ,68 2,733 15, ,65 2,010 15, ,97 1,769 16, ,36 2,974 16, ,10 2,170 16, ,65 2,010 Tabela XIV.- Resultados experimentais do Estator 2 com chapa rotórica maciça No gráfico XII mostra-se a relação Força/Peso-Corrente do estator, resultados estes obtidos na tabela anterior. FORÇA/PESO (N/Kg) 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0, CORRENTE (A) g=3mm g=4mm g=5mm Gráfico XII.- Gráfico Força/Peso desenvolvida no Estator 2 com chapa rotórica maciça 95

9 8.5.2 Resultados experimentais (com chapa rotórica de alumínio flexível) A tabela XV mostra os resultados obtidos nos ensaios realizados com os vários entreferros aplicados ao estator 1. Ensaio do Estator 1 ENTREFERROS 3mm 4mm 5mm I (A) UC (V) F(N) F/P (N/kg) I (A) UC (V) F(N) F/P (N/kg) I (A) UC (V) F(N) F/P (N/kg) 1, , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,23 0,081 7, , , ,68 0,241 8, , , ,35 0,482 9, ,23 0,081 9, , ,71 0,965 10, ,45 0,161 10, , ,61 1,286 11, ,35 0,482 11, ,23 0,081 12, ,74 1,688 12, ,48 0,884 12, ,45 0,161 13, ,32 2,250 13, ,61 1,286 13, ,68 0,241 14, ,45 2,652 14, ,29 1,527 14, ,90 0,321 15, ,13 2,894 15, ,52 1,608 15, ,13 0,402 16, ,58 3,054 16, ,97 1,769 16, ,81 0,643 Tabela XV.- Resultados experimentais do Estator 1 com chapa rotórica flexível No gráfico XIII mostra-se a relação Força/Peso-Corrente do estator, resultados estes obtidos na tabela anterior. FORÇA/PESO (N/Kg) 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0, g=3mm g=4mm g=5mm CORRENTE (A) Gráfico XIII.- Gráfico Força/Peso desenvolvida no Estator 1 com chapa rotórica flexível 96

10 Na tabela XVI mostram-se os resultados obtidos nos ensaios realizados com os vários entreferros aplicados ao estator 2. Ensaio do Estator 2 ENTREFERROS 3mm 4mm 5mm I (A) UC (V) F(N) F/P (N/kg) I (A) UC (V) F(N) F/P (N/kg) I (A) UC (V) F(N) F/P (N/kg) 1, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,23 0,081 9, , , ,45 0,161 10, ,23 0,081 10, , ,68 0,241 11, ,45 0,161 11, , ,13 0,402 12, ,9 0,321 12, ,23 0,081 13, ,35 0,482 13, ,13 0,402 13, ,45 0,161 14, ,81 0,643 14, ,58 0,563 14, ,9 0,321 15, ,26 0,804 15, ,81 0,643 15, ,13 0,402 16, ,16 1,125 16, ,03 0,723 16, ,35 0,482 Tabela XVI.- Resultados experimentais do Estator 2 com chapa rotórica flexível O gráfico XIV mostra a relação Força/Peso-Corrente do estator, resultados estes obtidos na tabela anterior. FORÇA/PESO (N/Kg) 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0, CORRENTE (A) g=3mm g=4mm g=5mm Gráfico XIV.- Gráfico Força/Peso desenvolvida no Estator 2 com chapa rotórica flexível 97

11 8.6 Relação Força/Escorregamento Calculo da resistência equivalente da chapa rotórica por fase (R 2 ) referida ao estator forma A resistência rotórica R 2 referida ao estator, pode ser calculada da seguinte R 2 w Al.. q. zc. k w. p.. 2. g. k. s Esta expressão surge por comparação directa com um motor de indução, com rotor em gaiola de esquilo, onde - Al é a resistência volumétrica do alumínio; - w é a largura do estator; - C Est 45, m, é o passo polar; 2. p q / 3 1, é o número de cavas por pólo e por fase; 8 - z c, é o número de condutores por cavas, como se trata de uma espira o número de condutores é a dobrar; - k w, factor de enrolamento do estator; - p, é o número de pares de pólos; - g, é a espessura da chapa rotórica; - k s, factor de correcção da resistência rotórica; Logo, obtém-se: R , , (2 36) g k 5, g s k s O factor de correcção da resistência rotórica devido a uma distribuição de corrente não uniforme é dado por:. w tan 2. k s 1,. w. w.( a w). 1 tan.tan onde a representa a largura da chapa rotórica e w a largura do estator do motor linear de indução. 98

12 Considerando uma largura da chapa rotórica de a=30cm e uma espessura g =2mm, temos assim o valor da resistência rotórica R 2, 3 1 R 2 5,3 10 2, ,83 Conhecendo o valor da resistência da chapa rotórica R 2, e a reactância de magnetização X m calculada no ensaio do motor em vazio, o factor de qualidade para diferentes entreferros, pode ser calculado na seguinte tabela: g(mm) R2 X m Q 3 2,70 2,16 0,80 4 2,70 1,95 0,72 5 2,70 1,62 0,60 X m R Gráfico Força/Escorregamento Sabendo como se relaciona o factor de qualidade com a variação do entreferro entre os dois estators, pode-se assim calcular a força longitudinal exercida na chapa rotórica em relação aos dois estators, utilizando a seguinte expressão F 2 long. 2. I S. s w. 2 1 g VS s 2 Q Considerando uma corrente estatórica I s = I ef. n.2p=8.(2 36 2).8=13824 A.c, frequência fixa de 50Hz, largura do estator w=70mm, uma chapa rotórica de alumínio com resistividade Al = 2, e uma grossura g = 2mm, pode-se representar a força longitudinal da chapa em relação ao escorregamento, para vários valores de factor de qualidade, calculados anteriormente (ver gráfico XV). 99

13 35 30 FORÇA (N) Q=0,8 (3mm) Q=0,72 (4mm) Q=0,6 (5mm) ,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1 ESCORREGAMENTO Gráfico XV.- Evolução da força com o escorregamento para diferentes factores de qualidade Observando o gráfico verifica-se que a força de arranque não atinge o seu valor máximo quando passa pelo um escorregamento unitário, como é conhecido na teoria. Considerando um factor de qualidade de 0,8 e conhecendo a expressão que relaciona o factor de qualidade com o escorregamento S=1/Q, verifica-se que o escorregamento máximo está na ordem dos 1,25; valor este onde a força de arranque é máxima. O gráfico seguinte (XVI) apresenta a evolução da força com o escorregamento para diferentes valores da frequência de alimentação e factor de qualidade fixo (Q=0,8, 3mm), no qual se constata que para valores mais baixos da frequência de alimentação, a força é superior. Em altas frequências, o motor não chega a se movimentar FORÇA (N) f=25hz f=50hz f=60hz f=75hz f=100hz 0 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1 ESCORREGAMENTO Gráfico XVI.- Evolução da força com o escorregamento para diferentes valores da frequência de alimentação 100

14 9. CONSTRUÇÃO DO MODELO PROTÓTIPO DE UM VEÍCULO DE LEVITAÇÃO MAGNÉTICA Neste projecto foram propostos dois possíveis modelos para a construção do protótipo de um veículo de levitação magnética, modelos estes desenhados em AutoCad2000 e impressos a uma escala de 1:4 (ver anexos 1 e 2). Logo, foi feito um estudo pormenorizado de cada modelo, de forma a encontrar as vantagens e desvantagens do sistema, no que se refere á adaptação dos motores com a estrutura em si. Este modelos são descritos a seguir. 9.1 Modelo 1 A figura 9.1 ilustra um sistema de tracção eléctrica por meio de um motor linear de duplo estator onde o rotor (neste caso fixo) é constituído por uma chapa de alumínio montada verticalmente e que se estende ao longo da via. A chapa deverá estar centrada com eixo da via a fim de manter-se no meio do entreferro, a menos que os estators tenham liberdade de se deslocar transversalmente pelo auxílio de duas rodas guias que deslizam sobre o rotor. A estrutura apresenta uma forma em U invertido, de forma que o rotor passe entre os dois estators. Figura Sistema de tracção com rotor vertical 101

15 9.2 Modelo 2 Outra possibilidade está representada na figura 9.2 que usa uma chapa horizontal de alumínio assente sobre uma chapa de ferro e que se estende ao longo da via. Esta chapa de alumínio deverá ter uma largura superior à largura de ambos os motores, de forma que as correntes induzidas na chapa alumínio possam fechar-se. Neste caso, os estators deverão poder mover-se no plano horizontal, sem nenhum tipo de obstáculos ao longo do seu percurso. A estrutura em si é de forma plana e não apresenta outras formas complexas. Figura Sistema de tracção com rotor horizontal 9.3 Comparações entre os dois modelos Os motores lineares de indução devem ser o mais semelhantes possíveis, sem desequilíbrios consideráveis nas suas funções, senão a plataforma tende a direccionar-se para o lado do motor com velocidade inferior. Para evitar esta situação, cada motor deve ter um controlo individual, que para a mesma entrada produzisse o mesmo efeito nos dois motores. O modelo do controlador deve ser obtido por análise das características de cada motor. Este seria o maior obstáculo caso se opte pela construção do modelo1, visto 102

16 que embateria na chapa rotórica provocando danos na estrutura. Para o modelo 2 esta situação torna-se uma vantagem, dado que assim implementava-se um sistema de mudança de direcção ideal para pista com curvas, por meio deste controlador. Deste modo, sempre que se pretenda mudar de direcção, o sistema de controlo deve aumentar a velocidade do motor que está na direcção oposta a requerida, por exemplo, se pretendermos virar á direita, é necessário aumentar a velocidade do motor da esquerda, e vice-versa. Uma outra solução complementar a adicionar ao controlador seria o uso de uma chapa rotórica maleável, de forma a baixar a resistência eléctrica, aumentando assim as correntes induzidas e, consequentemente, a força longitudinal. O modelo 1 apresenta uma estrutura mais complexa em relação ao modelo 2, no que respeita ao esforço ao que fica sujeita a estrutura quando os dois estators encontram-se em funcionamento: Existe uma grande força de atracção entre ambos, o que pode originar uma contracção da estrutura caso esta não seja devidamente reforçada. Não resta duvida pelas razões anteriormente descritas, que a escolha pelo modelo 2 é a mais vantajosa desde vários pontos de vista, o que não significa que o modelo 1 seja propriamente um modelo problema; é sim um modelo que apresenta novos desafios para projectos futuros. 103

17 10. ESQUEMA ELÉCTRICO DO MODELO PROTÓTIPO DE UM VEÍCULO DE LEVITAÇÃO MAGNÉTICA O esquema eléctrico de alimentação e controlo do veículo de levitação magnética, com motores lineares de indução esta representado na figura 10, e está constituído por um: Sistema de alimentação: tensão trifásica 380V. Dispositivo de protecção: disjuntor térmico trifásico 25A, 400V. Controlo de velocidade: auto-transformador trifásico 10A, 0-465V. Aparelhos de medida: voltímetros, amperímetros e wattímetros. Dispositivo de mudança de sentido: inversor de fase trifásico manual Motores: lineares de indução ligados em paralelo. Figura 10.- Circuito eléctrico de alimentação do MLI 104

18 11. CONCLUSÕES TÉCNICAS Do presente projecto é possível depreender as seguintes conclusões técnicas: Verifica-se que a medida que o entreferro aumenta, desencadeia-se observa-se uma degradação das características da força longitudinal desenvolvida no rotor. Isto de facto acontece porque as correntes rotóricas induzidas são menores, dado que a força é proporcional às correntes induzidas na chapa rotórica. Para grandes entreferros, da ordem dos 5mm, é necessária uma corrente da ordem dos 8A para a plataforma se movimentar. Em relação ao desempenho das duas chapas ensaiadas, verifica-se que na chapa de alumínio maciço há mais correntes induzidas porque a força desenvolvida é maior. Como a chapa de alumínio flexível foi obtida por sobreposição de várias folhas de alumínio, entre estas ficou algum ar, o que pode ter aumentado a resistência da chapa rotórica e consequentemente diminuído as correntes induzidas, obtendo-se assim um desempenho inferior. Verifica-se também um pequeno desequilíbrio entre ambos os estators, tendo o estator 1, fornecido uma maior força longitudinal em relação ao estator 2 para as mesmas correntes. Isto deve-se a um defeito de construção relacionado provavelmente com a secção dos enrolamentos, com o número de espiras ou com outro factor que possa ter afectado este desequilíbrio. O pequeno desequilíbrio detectado entre ambos os motores nos ensaios em relação a força longitudinal, foi insignificante; não houve mudanças de direcção na sua trajectória por parte do protótipo. A força de arranque não atinge o seu valor máximo quando passa pelo um escorregamento unitário. Verifica-se que o escorregamento máximo esta próximo dos 1,25; valor este em que a força de arranque é máximo. Para solucionar este desajuste seria preciso alterar os factores que reagem com o escorregamento ( factor de qualidade S=1/Q). Na relação força com o escorregamento para diferentes valores da frequência de alimentação e factor de qualidade fixo; constata-se que para valores mais baixos da frequência de alimentação, a força é superior. Em altas frequências, a estrutura não chega a se movimentar. Pode-se realçar destes ensaios que o factor de potência do motores é baixo, o que é usual nos motores lineares devido à elevada corrente de magnetização no estator. Detectou-se um aquecimento gradual nos motores a medida em que se aumenta a corrente; isto deve-se às perdas magnéticas e eléctricas, o que contribui para uma diminuição do rendimento dos motores. 105

19 Verificou-se por troca do autotransformador existente no laboratório, um aumento de força longitudinal por parte da estrutura, isto talvez deve-se ao fornecimento a saída da frequência do antigo autotransformador que não estaria a debitar os 50Hz previstos, e sim um valor superior, o que originou assim uma diminuição de força. 106

20 12. CONCLUSÕES O objectivo deste projecto foi a construção de um modelo protótipo de um veículo de levitação magnética, cuja estrutura foi capaz de se movimentar ao longo da pista sem auxílio de nenhum tipo de contacto mecânico entre o estator e a chapa rotórica. Este tipo de motor é usado amplamente nos sistemas ferroviários dos países desenvolvidos, principalmente europeus e asiáticos. A principal característica do sistema de accionamento, que implementa a tracção dos transportes de alta velocidade, funciona de maneira diferente em relação a um motor corrente convencional. A diferença está em que uma das partes do motor de indução, o estator forma parte do respectivo veiculo. Pela sua vez, a função do rotor cumpre os carris sobre os quais se desliza o comboio. Tem sido frequente associar-se as máquinas lineares ao accionamento de veículos de tracção eléctrica com levitação electromagnética, mas é no domínio dos accionamentos electromecânicos de pequena e de média potência que as máquinas lineares têm vindo a afirmar-se. Não se pretende de modo algum, com anteriormente exposto, substituir radicalmente os accionamentos convencionais do motor rotativo de velocidade por unidades lineares de tracção. Pretende-se sim implementar uma outra solução competitiva. Além disso, parece que as potencialidades das máquinas lineares estão a ser deliberadamente desprezadas, talvez pelo receio que os habituais fabricantes e utilizadores daqueles sistemas convencionais possam sentir face a esta solução alternativa e pouco divulgada embora algumas das múltiplas aplicações possíveis se encontrem já em prática e com bastante sucesso. Uma nova era técnica está surgindo. Novas necessidades e novos planeamentos sociológicos e ecológicos condenam a obsoleta velha tecnologia, que esgoto já as suas possibilidades. No século XIX a tecnologia foi a do vapor e do ferro. Na primeira metade do século XX foi a do aço e do motor de combustão interna e desde a segunda metade até a actualidade em que nos encontramos, vivemos a tecnologia do alumínio, do plástico e da electrónica. No entanto, não é a nossa época mais tecnológica que outras, é só apenas uma tecnologia diferente. O que acontece é que cada vez os ciclos de duração temporal das tecnologias são mas curtos, porque sob a pressão competitiva do Estado e das empresas para a obtenção de um maior poder ou de maior benefício, respectivamente, assistimos não a revoluções técnicas, que não existem, senão a evoluções tecnológicas, que fazem obsoletas em poucas décadas os planeamentos técnicos que tinham uma validade de um ano. É o que esta a acontecer com o evoluir dos transportes de alta velocidade, que utilizarão novas tecnológica baseadas na levitação magnética, através de MLI e materiais supercondutores, que originam uma profunda mudança tecnológica para o futuro dos transportes. 107

21 O Sector dos Transportes em MagLev, para a implementação de transportes rápidos é uma das áreas mais exigentes, na qual enormes investimentos se têm feito a nível de R&D ao longo dos últimos anos, sendo também uma das áreas em que um Engenheiro Electrotécnico poderá ter um contributo muito importante no âmbito da investigação em supercondutores e máquinas eléctricas. Esta tecnologia inovadora vinda do Japão está preste a revolucionar o percurso do estudo tecnológico do comboio nos tempos que vêm. Actualmente, em Europa, esta em estudo vários projectos relacionados com transportes de alta velocidade utilizando tecnologia MagLev, um exemplo destes projectos é o consórcio internacional Transrapid constituído por um esforço combinado de várias empresas tais como; Adtranz, Siemens e ThyssenKrupp que uniram consequentemente as suas actividades em uma companhia comum para este projecto. O Transrapid desenvolve as mais diversas inovações relacionadas com a engenheira dos caminhos de ferro em várias cidades europeias (Brema, Hamburgo, Amsterdão entre outras) e também algumas nos Estados Unidos de América. Estes projectos podem ser vistos no seguinte link: Transrapid.pps No nosso pais ainda nos encontramos muito distantes da aplicação de um projecto com as dimensões que tem uma tecnologia Maglev, no entanto, há quem fale numa nova tecnologia para os caminhos de ferro portugueses que é o TGV. Este talvez sim esteja ao nosso alcance nas próximas gerações. (Ver em anexo artigo intitulado: Benefícios e Desvantagens de um projecto de Alta Velocidade em Portugal Em relação a minha conclusão pessoal, acho que foi um projecto bastantes aliciante, não só por ter adquirido conhecimentos teóricos e práticos, mas também por ter desenvolvido um projecto que tem uma utilidade pratica na realidade, o que foi, sem duvida bastante satisfatório. Quanto ao motor linear de indução, descobri que este pode ser utilizado em muitas aplicações; a chave está descobrir em quais aplicações é que este motor pode ser uma mais valia. Deixo aqui um recado para os nossos mandatários no apostar imediato nas novas tecnologias que, de certo, contribuem para o crescimento tecnológico da Ciência. Tais evoluções aceleradas são fruto das inovações que só podem lograr-se quando a investigação chega a uma investigação. A invenção, unida às vontades das empresas ou do Estado, estabelece a inovação. A soma destas dá origem ao desenvolvimento e com o mesmo, obtém-se o progresso e a modernização de um pais. Podemos, pois, estabelecer as seguintes equações para um desenvolvimento tecnológico: Investigação + eficácia =invenção Invenção + acção = inovação Soma de inovações = desenvolvimento Desenvolvimento mantido = progresso + modernização. Não é demais sublinhar que a gestão da inovação tem de dar um espaço particular à avaliação da capacidade tecnológica das empresas, nomeadamente no que respeita à actualização e à capacidade inovadora dos seus quadros técnicos superiores e 108

22 ao impacto dos resultados inovadores nos movimentos da procura. É indispensável que as empresas consigam encontrar respostas consolidadas às questões com que se deparam a todo momento, de forma a analisar as suas capacidades e melhor gerir os seus projectos, e mais importante ainda é, obterem sucesso comercial com as inovações implementadas, pois senão a inovação não ficou mais do que na gaveta......só existe inovação quando um produto/serviço obtém sucesso comercial

23 13. PERSPECTIVAS FUTURAS Propõe-se um novo modelo protótipo de veículo de levitação magnética semelhante ao modelo 2, mais desta vez é constituído pelo posicionamento de vários estators ao longo de uma via. O veiculo em si faria parte da chapa rotórica posicionada na sua base, fabricada com materiais paramagnéticos, de forma a que levite e se movimente ao longo da pista. Seria instalado um dispositivo que se alimentaria alternadamente apenas para aqueles estators onde estaria a passar o comboio, desligando aqueles que estiverem a jusante e a montante do veículo transportador, ver figura 13. Figura 13.- Sistema de economia de energia da linha Esta nova proposta traz uma série de vantagens em relação ao modelo projectado neste trabalho: custos reduzidos de consumos eléctricos, visto que são activados apenas os estator onde o veiculo estiver a passar. Peso da estrutura seria substancialmente reduzido. Em contrapartida, as pistas albergaria uma elevada utilização de ferro e cobre ao longo da via para a construção dos vários estators, reduzindo ou anulando assim, as economias atrás referidas. 110

Trabalho nº 1 Transformador Monofásico

Trabalho nº 1 Transformador Monofásico Trabalho nº 1 Transformador Monofásico O presente trabalho prático laboratorial é composto por um conjunto de ensaios que visam obter o circuito eléctrico equivalente dum transformador. Material necessário

Leia mais

TRABALHO LABORATORIAL Nº 3

TRABALHO LABORATORIAL Nº 3 ESCOLA SUPERIOR NÁUTICA INFANTE D. HENRIQUE DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MARÍTIMA M422 - SISTEMAS E INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS DE NAVIOS TRABALHO LABORATORIAL Nº 3 ENSAIO DE UMA MÁQUINA ASSÍNCRONA TRIFÁSICA

Leia mais

Auto - Transformador Monofásico

Auto - Transformador Monofásico Auto - Transformador Monofásico Transformação de Tensão Transformação de tensão para várias tensões de entrada: U 2, U 3, U 23 = f (U 1 ) 1.1. - Generalidades A função do transformador é transformar a

Leia mais

PROBLEMAS DE MÁQUINAS ELÉCTRICAS

PROBLEMAS DE MÁQUINAS ELÉCTRICAS PROBLEMAS DE MÁQUINAS ELÉCTRICAS 1. Um dinamo octopolar de 600 r.p.m. com enrolamento em série de 300 condutores activos tem um fluxo por pólo de 5x10 6 Maxwell. Calcule a força electromotriz produzida.

Leia mais

Máquinas Eléctricas I

Máquinas Eléctricas I I Máquinas Síncronas Luis Pestana Resumo Máquinas Síncronas Generalidades Principio de funcionamento Aspectos construtivos O gerador síncrono em carga com cargas isoladas Curvas de regulação ligado a um

Leia mais

Levantamento da Característica de Magnetização do Gerador de Corrente Contínua

Levantamento da Característica de Magnetização do Gerador de Corrente Contínua Experiência IV Levantamento da Característica de Magnetização do Gerador de Corrente Contínua 1. Introdução A máquina de corrente contínua de fabricação ANEL que será usada nesta experiência é a mostrada

Leia mais

DEPT. DE ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA E DE COMPUTADORES MÁQUINAS ELÉCTRICAS. Caracterização do Transformador Monofásico em Termos de Circuito Equivalente

DEPT. DE ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA E DE COMPUTADORES MÁQUINAS ELÉCTRICAS. Caracterização do Transformador Monofásico em Termos de Circuito Equivalente DEPT. DE ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA E DE COMPUTADORES MÁQUINAS ELÉCTRICAS Caracterização do Transformador Monofásico em Termos de Circuito Equivalente 1 Primário 220 V c 55 V 55 V 55 V 55 V Secundário Figure

Leia mais

Compensação. de Factor de Potência

Compensação. de Factor de Potência Compensação de Factor de Potência oje em dia, praticamente todas as instalações eléctricas têm associadas aparelhos indutivos, nomeadamente, motores e transformadores. Este equipamentos necessitam de energia

Leia mais

ESTUDO APLICADO DE UMA EÓLICA

ESTUDO APLICADO DE UMA EÓLICA Temática Energias Renováveis Capítulo Energia Eólica Secção ESTUDO APLICADO DE UMA EÓLICA INTRODUÇÃO Nesta exposição apresentam-se as equações e os conhecimentos necessários para a resolução dos exercícios.

Leia mais

MOTORES ELÉTRICOS Princípios e fundamentos

MOTORES ELÉTRICOS Princípios e fundamentos MOTORES ELÉTRICOS Princípios e fundamentos 1 Classificação 2 3 Estator O estator do motor e também constituido por um núcleo ferromagnético laminado, nas cavas do qual são colocados os enrolamentos alimentados

Leia mais

Sistemas de Accionamento Electromecânico

Sistemas de Accionamento Electromecânico Sistemas de Accionamento Electromecânico Comando e protecção de motores Introdução SISTEMAS de ACCIONAMENTO ELECTROMECÂNICO, O que são? Sistemas capazes de converter energia eléctrica em energia mecânica

Leia mais

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular CONVERSORES DE ENERGIA Ano Lectivo 2013/2014

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular CONVERSORES DE ENERGIA Ano Lectivo 2013/2014 Programa da Unidade Curricular CONVERSORES DE ENERGIA Ano Lectivo 2013/2014 1. Unidade Orgânica Ciências da Economia e da Empresa (1º Ciclo) 2. Curso Engenharia Electrotécnica e de Computadores 3. Ciclo

Leia mais

1ª PARTE: INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA ELETROTÉCNICA - IT

1ª PARTE: INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA ELETROTÉCNICA - IT 1ª PARTE: INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA ELETROTÉCNICA - IT SUMÁRIO Grandezas 01 1.1 Classificação das Grandezas 01 1.2 Grandezas Elétricas 01 2 Átomo (Estrutura Atômica) 01 2.1 Divisão do Átomo 01 3 Equilíbrio

Leia mais

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular CONVERSORES DE ENERGIA Ano Lectivo 2010/2011

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular CONVERSORES DE ENERGIA Ano Lectivo 2010/2011 Programa da Unidade Curricular CONVERSORES DE ENERGIA Ano Lectivo 2010/2011 1. Unidade Orgânica Ciências da Economia e da Empresa (1º Ciclo) 2. Curso Engenharia Electrotécnica e de Computadores 3. Ciclo

Leia mais

UFCD: Máquinas elétricas - caracterização Ação: Eletromecânico/a de Manutenção Industrial Formador: António Gamboa

UFCD: Máquinas elétricas - caracterização Ação: Eletromecânico/a de Manutenção Industrial Formador: António Gamboa 1- Transformador monofásico Transformadores estáticos ou simplesmente transformadores são aparelhos eletromagnéticos, sem partes móveis, destinados a elevar ou baixar a tensão da corrente alternada. 2-

Leia mais

Questão 3: Três capacitores são associados em paralelo. Sabendo-se que suas capacitâncias são 50μF,100μF e 200μF, o resultado da associação é:

Questão 3: Três capacitores são associados em paralelo. Sabendo-se que suas capacitâncias são 50μF,100μF e 200μF, o resultado da associação é: Questão 1: A tensão E no circuito abaixo vale: a) 0,5 V b) 1,0 V c) 2,0 V d) 5,0 V e) 10,0 V Questão 2: A resistência equivalente entre os pontos A e B na associação abaixo é de: a) 5 Ohms b) 10 Ohms c)

Leia mais

Transportes: projectos prioritários até 2020

Transportes: projectos prioritários até 2020 Alameda dos Oceanos, Lote 1.02.1.1. Z17 1990-302 Lisboa Telef: 210140312 E-Mail: geral@adfersit.pt Site: www.adfersit.pt Transportes: projectos prioritários até 2020 A ADFERSIT (Associação Portuguesa para

Leia mais

Aplicações eficientes com motores eléctricos de Elevado Rendimento

Aplicações eficientes com motores eléctricos de Elevado Rendimento Colégio de Engenharia Geológica e de Minas LISBOA 23-03-2011 0 Aplicações eficientes com motores eléctricos de Elevado Rendimento Carlos Ribeiro da Costa Gestor de Projectos carloscosta@weg.net Tel: 229

Leia mais

EXERCÍCIOS CORRIGIDOS

EXERCÍCIOS CORRIGIDOS Temática Energias Renováveis Capítulo Energia Eólica Secção EXERCÍCIOS CORRIGIDOS INTRODUÇÃO Vamos testar os conhecimentos adquiridos; para o efeito, propõem-se seis exercícios de diferentes dificuldades:

Leia mais

TRABALHO LABORATORIAL Nº 4

TRABALHO LABORATORIAL Nº 4 ESCOLA SUPERIOR NÁUTICA INFANTE D. HENRIQUE DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MARÍTIMA M422 - SISTEMAS E INSTRALAÇÕES ELÉCTRICAS DE NAVIOS TRABALHO LABORATORIAL Nº 4 ENSAIO DA MÁQUINA SÍNCRONA Por: Prof. José

Leia mais

REDE DE MERCADORIAS E ALTA VELOCIDADE

REDE DE MERCADORIAS E ALTA VELOCIDADE REDE DE MERCADORIAS E ALTA VELOCIDADE Com a criação da CEE, as trocas comerciais entre membros sofreram enormes aumentos de tráfego, tendo as empresas a oportunidade de aceder a um mercado muito mais vasto.

Leia mais

www.e-lee.net Temática Circuitos Eléctricos Capítulo Teoria dos Circuitos COMPONENTES INTRODUÇÃO

www.e-lee.net Temática Circuitos Eléctricos Capítulo Teoria dos Circuitos COMPONENTES INTRODUÇÃO Temática Circuitos Eléctricos Capítulo Teoria dos Circuitos COMPONENTES INTRODUÇÃO Nesta secção, estuda-se o comportamento ideal de alguns dos dipolos que mais frequentemente se podem encontrar nos circuitos

Leia mais

. analogamente. Np Ns. a = Ns

. analogamente. Np Ns. a = Ns - Transformadores O transformador é um equipamento elétrico formado por bobinas isoladas eletricamente em torno de um núcleo comum. A bobina que recebe energia de uma fonte ca é chamada de primário. A

Leia mais

CAPÍTULO 2 - TIPOS DE MÁQUINAS ASSÍNCRONAS TRIFÁSICAS

CAPÍTULO 2 - TIPOS DE MÁQUINAS ASSÍNCRONAS TRIFÁSICAS CAPÍTULO 2 - TIPOS DE MÁQUINAS ASSÍNCRONAS TRIFÁSICAS 2.1 INTRODUÇÃO O objetivo do presente trabalho é estudar o funcionamento em regime permanente e em regime dinâmico da Máquina Assíncrona Trifásica

Leia mais

CAPÍTULO III MOTORES ELÉTRICOS PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO

CAPÍTULO III MOTORES ELÉTRICOS PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO CAPÍTULO III MOTORES ELÉTRICOS PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO 3.1 Introdução. 3.1.1 Estator e Rotor. As máquinas elétricas girantes normalmente são constituídas por duas partes básicas: o estator e o rotor.

Leia mais

O Futuro do Transporte de Mercadorias

O Futuro do Transporte de Mercadorias O Futuro do Transporte de Mercadorias A diminuição dos custos de transacção na economia portuguesa é fundamental para o aumento de nossa competitividade. Tal diminuição joga-se fundamentalmente no transporte

Leia mais

Introdução. Aplicações

Introdução. Aplicações Motor de Passo Introdução Os motores de passo preenchem um nicho único no mundo dos motores controlados. Estes motores são usualmente empregados em aplicações de medição e de controle. Aplicações Aplicações

Leia mais

Geradores CC Parte 2 Adrielle C. Santana

Geradores CC Parte 2 Adrielle C. Santana Geradores CC Parte 2 Adrielle C. Santana Aplicações dos Geradores CC Atualmente com o uso de inversores de frequência e transformadores, tornou-se fácil a manipulação da Corrente Alternada. Como os geradores

Leia mais

AS DIFERENTES TECNOLOGIAS

AS DIFERENTES TECNOLOGIAS Temática Energias Renováveis Capítulo Energia Eólica Secção AS DIFERENTES TECNOLOGIAS INTRODUÇÃO Nesta secção apresentam-se as diferentes tecnologias usadas nos sistemas eólicos, nomeadamente, na exploração

Leia mais

SOBRE OS PRESSUPOSTOS SUBJACENTES AO PLANO

SOBRE OS PRESSUPOSTOS SUBJACENTES AO PLANO No âmbito do procedimento de consulta pública do Plano Estratégico de Transportes 2008-2020 (PET), vem a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza apresentar o seu parecer. SOBRE OS PRESSUPOSTOS

Leia mais

SISTEMAS ELECTROMECÂNICOS

SISTEMAS ELECTROMECÂNICOS Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores GUIAS DE LABORATÓRIO DE SISTEMAS ELECTROMECÂNICOS (LIC. ENGENHARIA AEROESPACIAL) Funcionamento motor da máquina de corrente contínua: características

Leia mais

MÁQUINAS 1 CAPÍTULO 9

MÁQUINAS 1 CAPÍTULO 9 MÁQUA 1 CAÍTULO 9 TRAFORMADOR O transformador é um componente utilizado para converter o valor da amplitude da tensão de uma corrente alternada. O transformador é uma máquina elétrica que transfere energia

Leia mais

PRINCIPIO DE FUNCIONAMENTO. Máquinas de corrente contínua

PRINCIPIO DE FUNCIONAMENTO. Máquinas de corrente contínua PRINCIPIO DE FUNCIONAMENTO de corrente contínua GERADOR ELEMENTAR GERADOR ELEMENTAR Regra da Mão Direita e = Blv F = Bli Bornes das de Corrente Contínua Nomenclatura a utilizar nos enrolamentos de máquinas

Leia mais

GUIA DE LABORATÓRIO LABORATÓRIO 6 TRANSFORMADORES

GUIA DE LABORATÓRIO LABORATÓRIO 6 TRANSFORMADORES GUIA DE LABORATÓRIO LABORATÓRIO 6 TRANSFORMADORES 1. RESUMO Verificação das relações entre tensões e correntes no circuito primário e secundário de um transformador ideal. Realização da experiência do

Leia mais

Laboratório de Conversão Eletromecânica de Energia B

Laboratório de Conversão Eletromecânica de Energia B Laboratório de Conversão Eletromecânica de Energia B Prof a. Katia C. de Almeida 1 Obtenção Experimental dos Parâmetros do Circuito Equivalente do Motor de Indução Monofásico 1.1 Introdução 1.1.1 Motores

Leia mais

TEMA DA AULA PROFESSOR: RONIMACK TRAJANO DE SOUZA

TEMA DA AULA PROFESSOR: RONIMACK TRAJANO DE SOUZA TEMA DA AULA TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA PROFESSOR: RONIMACK TRAJANO DE SOUZA TRANSFORMADORES - PERDAS EM VAZIO Potência absorvida pelo transformador quando alimentado em tensão e frequência nominais,

Leia mais

Atividade prática Partida estrela + cálculos para motores. Medições preliminares bancada R S R T S T R N S N T N

Atividade prática Partida estrela + cálculos para motores. Medições preliminares bancada R S R T S T R N S N T N Atividade prática Partida estrela + cálculos para motores Objetivos da aula Partir motores de indução trifásicos; Entender a ligação estrela e seus conceitos básicos; e Cálculos úteis para motores. Medições

Leia mais

GLOSSÁRIO MÁQUINAS ELÉTRICAS

GLOSSÁRIO MÁQUINAS ELÉTRICAS GLOSSÁRIO MÁQUINAS ELÉTRICAS Motor Elétrico: É um tipo de máquina elétrica que converte energia elétrica em energia mecânica quando um grupo de bobinas que conduz corrente é obrigado a girar por um campo

Leia mais

LABORATÓRIO DE ELETROTÉCNICA GERAL. EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORES E MOTORES Código: TRM RELATÓRIO -

LABORATÓRIO DE ELETROTÉCNICA GERAL. EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORES E MOTORES Código: TRM RELATÓRIO - LABORATÓRIO DE ELETROTÉCNICA GERAL EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORES E MOTORES Código: TRM RELATÓRIO - NOTA... Grupo:............. Professor:... Data:..... Objetivo:............. 1. Transformador 1.1 Transformador

Leia mais

Que políticas de transportes

Que políticas de transportes Que políticas de transportes 8º ciclo de seminários - Transportes e negócios J. Paulino Pereira (Instituto Superior Técnico Universidade Técnica de Lisboa) Professor Universitário e Consultor Aeroportos

Leia mais

MOTORES ELÉTRICOS. Princípios e fundamentos. Eng. Agríc. Luciano Vieira

MOTORES ELÉTRICOS. Princípios e fundamentos. Eng. Agríc. Luciano Vieira Universidade Estadual de Maringá Departamento de Engenharia Agrícola Campus do Arenito MOTORES ELÉTRICOS Princípios e fundamentos Eng. Agríc. Luciano Vieira CLASSIFICAÇÃO Classificação dos motores de

Leia mais

I FÓRUM IBÉRICO DE LOGÍSTICA

I FÓRUM IBÉRICO DE LOGÍSTICA I FÓRUM IBÉRICO DE LOGÍSTICA Cada vez mais, o transporte de mercadorias com a deslocalização dos centros de produção para longe dos centros de consumo, assume um carácter transnacional, da mesma forma,

Leia mais

Senhor Presidente do Instituto da Mobilidade e dos. Senhor Vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Senhor Vereador da Câmara Municipal do Porto

Senhor Presidente do Instituto da Mobilidade e dos. Senhor Vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Senhor Vereador da Câmara Municipal do Porto Senhor Presidente do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres Senhor Vereador da Câmara Municipal de Lisboa Senhor Vereador da Câmara Municipal do Porto Senhores representantes das associações

Leia mais

Novo Aeroporto de Lisboa e privatização da ANA

Novo Aeroporto de Lisboa e privatização da ANA Novo Aeroporto de Lisboa e privatização da ANA O turismo de Portugal não precisa de uma cidade aeroportuária nem de um mega aeroporto; O desenvolvimento do turismo de Portugal, num quadro de coesão territorial

Leia mais

Nota Técnica 003/2010

Nota Técnica 003/2010 Nota Técnica 003/2010 Produto: Crowbar Aplicação: Acionamento da resistência de descarga em motores síncronos Serão discutidos os tópicos a seguir: 1) Conceito de Motores Síncronos 2) Determinação da Resistência

Leia mais

Laboratório de Conversão Eletromecânica de Energia B

Laboratório de Conversão Eletromecânica de Energia B Laboratório de Conversão Eletromecânica de Energia B Prof a. Katia C. de Almeida 1 Obtenção Experimental dos Parâmetros do Circuito Equivalente do Motor de Indução Trifásico A verificação do desempenho,

Leia mais

Eletrotécnica Geral. Lista de Exercícios 2

Eletrotécnica Geral. Lista de Exercícios 2 ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO PEA - Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas Eletrotécnica Geral Lista de Exercícios 2 1. Condutores e Dispositivos de Proteção 2. Fornecimento

Leia mais

Eletromecânicos de Manutenção Industrial

Eletromecânicos de Manutenção Industrial Eletromecânicos de Manutenção Industrial 2013/ 2014 1 Motor de indução trifásico Máquina capaz de transformar energia elétrica em energia mecânica 2 Motor elétrico Noções fundamentais Máquina destinada

Leia mais

LABORATÓRIOS INTEGRADOS II

LABORATÓRIOS INTEGRADOS II LABORATÓRIOS INTEGRADOS II Trabalhos de MÁQUINAS ELÉCTRICAS 98 / 99 1 INTRODUÇÃO Estes trabalhos consistem na utilização, ensaio ou montagem de algumas das máquinas eléctricas de uso mais frequente, nomeadamente:

Leia mais

Os motores de CA podem ser monofásicos ou polifásicos. Nesta unidade, estudaremos os motores monofásicos alimentados por uma única fase de CA.

Os motores de CA podem ser monofásicos ou polifásicos. Nesta unidade, estudaremos os motores monofásicos alimentados por uma única fase de CA. Motores elétricos Os motores de CA podem ser monofásicos ou polifásicos. Nesta unidade, estudaremos os motores monofásicos alimentados por uma única fase de CA. Para melhor entender o funcionamento desse

Leia mais

TRANSFORMADORES DE MEDIDA

TRANSFORMADORES DE MEDIDA TRANSFORMADORES DE MEDIDA Transformadores de tensão MT e de 60 kv Características e ensaios Elaboração: DNT Homologação: conforme despacho do CA de 2007-02-13 Edição: 2ª. Substitui a edição de Outubro

Leia mais

Capítulo 11 MOTORES ELÉTRICOS DE CORRENTE CONTÍNUA E UNIVERSAL. Introdução

Capítulo 11 MOTORES ELÉTRICOS DE CORRENTE CONTÍNUA E UNIVERSAL. Introdução Capítulo 11 MOTORES ELÉTRICOS DE CORRENTE CONTÍNUA E UNIVERSAL Esta aula apresenta o princípio de funcionamento dos motores elétricos de corrente contínua, o papel do comutador, as características e relações

Leia mais

O Programa de Reforço e Dinamização da Cooperação Empresarial SISCOOP constitui-se como

O Programa de Reforço e Dinamização da Cooperação Empresarial SISCOOP constitui-se como SISTEMA DE DIAGNÓSTICO E AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DE DESENVOLVIMENTO DAS OPORTUNIDADES DE COOPERAÇÃO EM REDE Nota: documento elaborado pela INTELI Inteligência em Inovação, no âmbito da consultadoria prestada

Leia mais

CONFERÊNCIA FERROVIA, LOGÍSTICA E COMPETITIVIDADE NO CENÁRIO PÓS TGV

CONFERÊNCIA FERROVIA, LOGÍSTICA E COMPETITIVIDADE NO CENÁRIO PÓS TGV CONFERÊNCIA FERROVIA, LOGÍSTICA E COMPETITIVIDADE NO CENÁRIO PÓS TGV 15 de maio de 2012 Luís Cabral da Silva 1 1 A energia de que necessitamos (mas não temos) 2 Vantagens energética, económica e ambiental

Leia mais

A intermodalidade e o transporte marítimo

A intermodalidade e o transporte marítimo Ana Paula Vitorino Secretária de Estado dos Transportes A intermodalidade e o transporte marítimo 27 A dinâmica da política de transportes, global e europeia, e a posição geoestratégica de Portugal justificam

Leia mais

Relatório do trabalho sobre medição de temperatura com PT100

Relatório do trabalho sobre medição de temperatura com PT100 Relatório do trabalho sobre medição de temperatura com PT100 Alunos: António Azevedo António Silva Docente: Paulo Portugal Objectivos Este trabalho prático tem como finalidade implementar uma montagem

Leia mais

Instrumentos de Medidas Elétricas I Voltímetros, Amperímetros e Ohmímetros

Instrumentos de Medidas Elétricas I Voltímetros, Amperímetros e Ohmímetros nstrumentos de Medidas Elétricas Nesta prática vamos estudar o princípios de funcionamentos de instrumentos de medidas elétrica, em particular, voltímetros, amperímetros e ohmímetros. Sempre que surgir

Leia mais

Em termos de estrutura, um transformador é composto essencialmente pelas seguintes partes:

Em termos de estrutura, um transformador é composto essencialmente pelas seguintes partes: ransformadores são equipamentos utilizados na transformação de valores de tensão e corrente, além de serem usados na modificação de impedâncias em circuitos eléctricos. Inventado em 1831 por Michael Faraday,

Leia mais

NOVOS INVESTIMENTOS NA FERROVIA ESTRATÉGIAS E ARTICULAÇÃO INTERMODAL 9 DE NOVEMBRO DE 2015

NOVOS INVESTIMENTOS NA FERROVIA ESTRATÉGIAS E ARTICULAÇÃO INTERMODAL 9 DE NOVEMBRO DE 2015 NOVOS INVESTIMENTOS NA FERROVIA ENQUADRAMENTO DA IMPLEMENTAÇÃO DA REDE TRANSEUROPEIA DE TRANSPORTES E DO MECANISMO INTERLIGAR A EUROPA JOSÉ VALLE / CEETVC ORIENTAÇÕES BASE DO PROGRAMA DA CEETVC PARA O

Leia mais

REVISÃO ENEM. Prof. Heveraldo

REVISÃO ENEM. Prof. Heveraldo REVISÃO ENEM Prof. Heveraldo Fenômenos Elétricos e Magnéticos Carga elétrica e corrente elétrica. Lei de Coulomb. Campo elétrico e potencial elétrico. Linhas de campo. Superfícies equipotenciais. Poder

Leia mais

Motores eléctricos em sistemas de controlo

Motores eléctricos em sistemas de controlo Instituto Superior de Engenharia do Porto Departamento de Engenharia Electrotécnica Licenciatura em Engenharia Electrotécnica e de Computadores SISEL - Sistemas Electromecânicos Exercícios de 26 1. Considere

Leia mais

Introdução à Máquina Síncrona

Introdução à Máquina Síncrona Apostila 2 Disciplina de Conversão de Energia B 1. Introdução Introdução à Máquina Síncrona Esta apostila descreve resumidamente as principais características construtivas e tecnológicas das máquinas síncronas.

Leia mais

MOTORES DE INDUÇÃO MONOFÁSICOS CAPÍTULO 05

MOTORES DE INDUÇÃO MONOFÁSICOS CAPÍTULO 05 MOTORES DE INDUÇÃO MONOFÁSICOS CAPÍTULO 05 2 5.1 Introdução Os motores elétricos pertencem a dois grandes grupos: os de corrente contínua e os de corrente alternada. Os motores de indução se enquadram

Leia mais

Motor de Corrente Contínua e Motor Universal

Motor de Corrente Contínua e Motor Universal Capítulo 14 Motor de Corrente Contínua e Motor Universal Objetivos: Entender o princípio de funcionamento Analisar as características operacionais destes motores ONDE EXISTE ESTE TIPO DE ROTOR? ESPIRA

Leia mais

Introdução à Máquina Síncrona

Introdução à Máquina Síncrona Apostila 2 Disciplina de Conversão de Energia B 1. Introdução Introdução à Máquina Síncrona Esta apostila descreve resumidamente as principais características construtivas e tecnológicas das máquinas síncronas.

Leia mais

ENEC 2011 - Encontro Nacional de Engenharia Civil

ENEC 2011 - Encontro Nacional de Engenharia Civil ENEC 2011 - Encontro Nacional de Engenharia Civil Sistema Ferroviário: Estagnação ou Desenvolvimento? Alberto Castanho Ribeiro Porto, 21 de Maio de 2011 Estrutura 1. Evolução do Caminho de Ferro 2. Desafios

Leia mais

José Matias, Ludgero Leote, Automatismos industriais - Comando e regulação, Didáctica Editora

José Matias, Ludgero Leote, Automatismos industriais - Comando e regulação, Didáctica Editora AUTOMAÇÃO (M323) CAPÍTULO III Sistemas Eléctricos 2013/2014 Bibliografia José Matias, Ludgero Leote, Automatismos industriais - Comando e regulação, Didáctica Editora Dores Costa, Fé de Pinho, Comando

Leia mais

Motores de Indução ADRIELLE DE CARVALHO SANTANA

Motores de Indução ADRIELLE DE CARVALHO SANTANA ADRIELLE DE CARVALHO SANTANA Motores CA Os motores CA são classificados em: -> Motores Síncronos; -> Motores Assíncronos (Motor de Indução) O motor de indução é o motor CA mais usado, por causa de sua

Leia mais

Figura 3.17: Campo girante obtido por rotação mecânica das estruturas.

Figura 3.17: Campo girante obtido por rotação mecânica das estruturas. 3.3 Motores de Indução Trifásicos. 3.3.1 Campo Girante Trifásico. A Figura 3.17 apresenta o campo girante produzido por uma estrutura de dois e quatro pólos magnéticos. A Figura também destaca um núcleo

Leia mais

MOTORES ELÉTRICOS. Aula 1. Técnico em Eletromecânica - Julho de 2009. Prof. Dr. Emerson S. Serafim 1

MOTORES ELÉTRICOS. Aula 1. Técnico em Eletromecânica - Julho de 2009. Prof. Dr. Emerson S. Serafim 1 MOTORES ELÉTRICOS Aula 1 Técnico em Eletromecânica - Julho de 2009 Prof. Dr. Emerson S. Serafim 1 CONTEÚDO INTRODUÇÃO; 1.1 TIPOS DE MOTORES; 1.2 FATORES DE SELEÇÃO; 1.3 MOTORES DE INDUÇÃO; 1.4 MOTORES

Leia mais

Minhas senhoras e meus senhores.

Minhas senhoras e meus senhores. Minhas senhoras e meus senhores. Em primeiro lugar, gostaria de transmitir a todos, em nome do Senhor Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, a satisfação pelo convite que

Leia mais

EQUACIONAL ELÉTRICA E MECÂNICA LTDA

EQUACIONAL ELÉTRICA E MECÂNICA LTDA ELETROTÉCNICA 1. INTRODUÇÃO : Este texto foi preparado procurando uma exposição na forma mais simples, apenas com a intenção de relembrar alguns conceitos fundamentais da eletricidade e do eletromagnetismo

Leia mais

Relatório Final - F809 Construção de um Motor Elétrico Didático de Corrente Contínua

Relatório Final - F809 Construção de um Motor Elétrico Didático de Corrente Contínua Relatório Final - F809 Construção de um Motor Elétrico Didático de Corrente Contínua André Lessa - 008087 Orientador: Pedro Raggio 1 Sumário 1 Introdução 3 2 História 3 3 Teoria 3 3.1 Dipolo Magnético...........................

Leia mais

Sistemas de Força Motriz

Sistemas de Força Motriz Sistemas de Força Motriz Introdução; Os Dados de Placa; Rendimentos e Perdas; Motor de Alto Rendimento; Partidas de Motores; Técnicas de Variação de Velocidade; Exemplos; Dicas CONSUMO DE ENERGIA POR RAMO

Leia mais

Fernando Nunes da Silva Professor de Urbanismo e Transportes no IST. Câmara Municipal de Sines Maio 2008. 2008 - Prof. Fernando Nunes da Silva

Fernando Nunes da Silva Professor de Urbanismo e Transportes no IST. Câmara Municipal de Sines Maio 2008. 2008 - Prof. Fernando Nunes da Silva Fernando Nunes da Silva Professor de Urbanismo e Transportes no IST Câmara Municipal de Sines Maio 2008 PDM de Sines Sistema de Transportes e Acessibilidades DESENVOLVIMENTO REGIONAL / NACIONAL População

Leia mais

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CAMPUS PATO BRANCO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL CURSO DE TECNOLOGIA EMMANUTENÇÃO INDUSTRIAL

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CAMPUS PATO BRANCO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL CURSO DE TECNOLOGIA EMMANUTENÇÃO INDUSTRIAL UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CAMPUS PATO BRANCO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL CURSO DE TECNOLOGIA EMMANUTENÇÃO INDUSTRIAL Paulo dos Santos CARACTERIZAÇÃO ELÉTRICA DE UM TRANSFORMADOR

Leia mais

Geradores de Corrente Contínua UNIDADE 2 Prof. Adrielle de Carvalho Santana

Geradores de Corrente Contínua UNIDADE 2 Prof. Adrielle de Carvalho Santana Geradores de Corrente Contínua UNIDADE 2 Prof. Adrielle de Carvalho Santana INTRODUÇÃO Um gerador de corrente continua é uma máquina elétrica capaz de converter energia mecânica em energia elétrica. Também

Leia mais

CINEMÁTICA DE MÁQUINAS

CINEMÁTICA DE MÁQUINAS CINEMÁTICA DE MÁQUINAS CAPITULO I Rotação em torno de um eixo fixo 1. A barra dobrada ABCDE mostrada na figura 1, roda com velocidade angular constante de 9 rad/s em torno do eixo que liga as extremidades

Leia mais

ERROS ESTRATÉGICOS NA NOVA REDE FERROVIÁRIA. 1. Não há ligação, através de linhas de bitola europeia, aos portos de Sines e Setúbal

ERROS ESTRATÉGICOS NA NOVA REDE FERROVIÁRIA. 1. Não há ligação, através de linhas de bitola europeia, aos portos de Sines e Setúbal ERROS ESTRATÉGICOS NA NOVA REDE FERROVIÁRIA 1. Não há ligação, através de linhas de bitola europeia, aos portos de Sines e Setúbal 2. Não se justifica uma linha convencional de mercadorias para cargas

Leia mais

Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná Comissão Permanente de Concurso Público CONCURSO PÚBLICO 23 / MAIO / 2010

Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná Comissão Permanente de Concurso Público CONCURSO PÚBLICO 23 / MAIO / 2010 Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná Comissão Permanente de Concurso Público PR CONCURSO PÚBLICO 23 / MAIO / 2010 ÁREA / SUBÁREA: ELETROTÉCNICA GABARITO MÁQUINAS ELÉTRICAS

Leia mais

Transformador Trifásico regime desequilibrado e regime assimétrico

Transformador Trifásico regime desequilibrado e regime assimétrico LE-2.5 1 ÁQUIA ELÉCICA II 2004 / 2005 E FEUP LEEC LE-2.5 1. Introdução ransformador rifásico regime desequilibrado e regime assimétrico Um transformador trifásico pode funcionar com cargas diferentes nas

Leia mais

LABORATÓRIOS INTEGRADOS II TRABALHOS PRÁTICOS DE MÁQUINAS ELÉCTRICAS

LABORATÓRIOS INTEGRADOS II TRABALHOS PRÁTICOS DE MÁQUINAS ELÉCTRICAS Laboratórios Integrados II Trabalhos Práticos de Máquinas Eléctricas 2004/2005 LABORATÓRIOS INTEGRADOS II TRABALHOS PRÁTICOS DE MÁQUINAS ELÉCTRICAS Introdução Estes trabalhos consistem na utilização, ensaio

Leia mais

LOGÍSTICA EM PORTUGAL

LOGÍSTICA EM PORTUGAL LOGÍSTICA EM PORTUGAL 1 LOGÍSTICA EM PORTUGAL SUMÁRIO EXECUTIVO LOGÍSTICA EM PORTUGAL 2 LOGÍSTICA EM PORTUGAL INTRODUÇÃO CONTEXTO ATUAL 4 OBJETIVO 5 PRESSUPOSTOS ORIENTADORES 6 LOGÍSTICA EM PORTUGAL CONTEXTO

Leia mais

Microfone e altifalante. Conversão de um sinal sonoro num sinal elétrico. sinal elétrico num sinal sonoro.

Microfone e altifalante. Conversão de um sinal sonoro num sinal elétrico. sinal elétrico num sinal sonoro. Microfone e altifalante Conversão de um sinal sonoro num sinal elétrico. Conversão de um sinal elétrico num sinal sonoro. O funcionamento dos microfones e dos altifalantes baseia-se na: - acústica; - no

Leia mais

MANUTENÇÃO ELÉTRICA INDUSTRIAL * ENROLAMENTOS P/ MOTORES CA *

MANUTENÇÃO ELÉTRICA INDUSTRIAL * ENROLAMENTOS P/ MOTORES CA * MANUTENÇÃO ELÉTRICA INDUSTRIAL * ENROLAMENTOS P/ MOTORES CA * Vitória ES 2006 7. ENROLAMENTOS PARA MOTORES DE CORRENTE ALTERNADA A maneira mais conveniente de associar vários condutores de um enrolamento

Leia mais

PROVA ESPECÍFICA Cargo 18

PROVA ESPECÍFICA Cargo 18 27 PROVA ESPECÍFICA Cargo 18 QUESTÃO 41 De acordo com a NBR 5410, em algumas situações é recomendada a omissão da proteção contra sobrecargas. Dentre estas situações estão, EXCETO: a) Circuitos de comando.

Leia mais

LINHA DE EQUIPAMENTOS DIDÁTICOS PARA ÁREA DE ELETROTÉCNICA: DESCRIÇÃO ETC S

LINHA DE EQUIPAMENTOS DIDÁTICOS PARA ÁREA DE ELETROTÉCNICA: DESCRIÇÃO ETC S EQUACIONAL ELÉTRICA E MECÂNICA LTDA. RUA SECUNDINO DOMINGUES 787, JARDIM INDEPENDÊNCIA, SÃO PAULO, SP TELEFONE (011) 2100-0777 - FAX (011) 2100-0779 - CEP 03223-110 INTERNET: http://www.equacional.com.br

Leia mais

Cap.6 Transformadores para Instrumentos. TP Transformador de Potencial. TC Transformador de Corrente

Cap.6 Transformadores para Instrumentos. TP Transformador de Potencial. TC Transformador de Corrente Universidade Federal de Itajubá UNIFEI Cap.6 Transformadores para Instrumentos. TP Transformador de Potencial. TC Transformador de Corrente Prof. Dr. Fernando Nunes Belchior fnbelchior@hotmail.com fnbelchior@unifei.edu.br

Leia mais

AGENDA VALORIZAÇÃO DO TERRITÓRIO

AGENDA VALORIZAÇÃO DO TERRITÓRIO Novas Oportunidades para o Financiamento de Investimento Público e Empresarial no âmbito do QREN --- Sines 11 de Março de 2008 A Agenda Operacional para a Valorização do Território é uma estratégia de

Leia mais

Transformador Monofásico [de Isolamento]

Transformador Monofásico [de Isolamento] Transformador Monofásico [de Isolamento] Determinação do rendimento para a carga nominal Curva característica do rendimento η = f (S 2 ), para vários factores de potência 1 - Informação Geral A potência

Leia mais

por Miguel Bandeira A partir do momento em que se deu o salto do cavalo para o comboio, vai para dois séculos, é sem dúvida um absurdo constatar que uma das matérias mais faladas na informação do dia-a-dia,

Leia mais

REDE TRANSEUROPEIA DE TRANSPORTES CORREDOR DO ATLÂNTICO

REDE TRANSEUROPEIA DE TRANSPORTES CORREDOR DO ATLÂNTICO RTE-T -CEF REDE TRANSEUROPEIA DE TRANSPORTES CORREDOR DO ATLÂNTICO Rui Rodrigues - Consultor 3 de Outubro de 2014 Congresso da APAT TEMAS EM DEBATE PREÇO DO PETRÓLEO CUSTOS DO TRANSPORTE PROBLEMA DA DIFERENÇA

Leia mais

Motor de Indução de Corrente Alternada

Motor de Indução de Corrente Alternada Notas Técnicas Motores NT-1 Motor de Indução de Corrente Alternada Introdução O motor de indução ou assíncrono de corrente alternada tem sido o motor preferido da indústria desde o principio do uso da

Leia mais

Prof. Cecil M. Fragoso Março de 1993

Prof. Cecil M. Fragoso Março de 1993 Transformadores Teoria e Projeto Apostila original por Prof. Cecil. Fragoso arço de 993 Reedição por Gabriel Gutierrez P. oares Revisão por anoel B. oares aio de 00 Transformadores - Conceito O transformador

Leia mais

REGIÃO NORTE E A ALTA VELOCIDADE

REGIÃO NORTE E A ALTA VELOCIDADE REGIÃO NORTE E A ALTA VELOCIDADE Rui Rodrigues Site: www.maquinistas.org (Ver Opinião) Email rrodrigues.5@netcabo.pt Data: Público, 0 de Outubro de 003 A REGIÃO NORTE E A ALTA VELOCIDADE Independentemente

Leia mais

8. MANUTENÇÃO EM MOTORES ELÉTRICOS

8. MANUTENÇÃO EM MOTORES ELÉTRICOS 8. MANUTENÇÃO EM MOTORES ELÉTRICOS 8.1 INTRODUÇÃO Os motores elétricos são responsáveis por grande parte da energia consumida nos segmentos onde seu uso é mais efetivo, como nas indústrias, onde representam

Leia mais

ANÁLISE E DETERMINAÇÃO DAS PERDAS NO FERRO DO ESTATOR EM MOTORES DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS

ANÁLISE E DETERMINAÇÃO DAS PERDAS NO FERRO DO ESTATOR EM MOTORES DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS ART458-07 - CD - 6-07 - ÁG.: 1 ANÁLISE E DETERMINAÇÃO DAS ERDAS NO FERRO DO ESTATOR EM MOTORES DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS João Roberto Cogo*, Ângelo Stano Júnior* Evandro Santos onzetto** Artigo publicado na

Leia mais

Campo Magnético de Espiras e a Lei de Faraday

Campo Magnético de Espiras e a Lei de Faraday Campo Magnético de Espiras e a Lei de Faraday Semestre I - 005/006 1.Objectivos 1) Estudo do campo magnético de espiras percorridas por corrente eléctrica. ) Estudo da lei de indução de Faraday.. Introdução

Leia mais

Eng. Everton Moraes. Transformadores

Eng. Everton Moraes. Transformadores Eng. Everton Moraes Eng. Everton Moraes Transformadores 1 Transformadores Sumário INTRODUÇÃO... 3 1. Máquinas Elétricas... 3 1.1. Magnetismo... 3 1.2. Eletromagnetismo... 5 1.3. Solenóide... 5 2. Transformadores

Leia mais

DINÂMICA DE MÁQUINAS

DINÂMICA DE MÁQUINAS DINÂMICA DE MÁQUINAS CAPITULO 2 Momentos de inércia de componentes de máquinas com diferentes geometrias 1. O corpo composto mostrado na figura consiste em uma barra esbelta de 3 kg e uma placa fina de

Leia mais