Newsletter Nº 15 Edição de Janeiro 2014

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1 Newsletter Nº 15 Edição de Janeiro 2014 Lema: "A melhor maneira de melhorar o nosso padrão de vida, é melhorar o nosso padrão de pensamento"! Primeiros Socorros Combate a Incêndios Operar Multifunções Imagens da componente prática de Formações realizadas pela Decorarte Formação em 2013 Setembro 2013 FELIZ ANO NOVO! Iniciamos com um cliché, todavia os clichés fazem parte da nossa realidade e da consolidação das nossas vivências. Ou seja, no início de mais um ano, pretendemos agradecer a fidelidade e apreço dos nossos clientes, assim como dos formandos que nos têm procurado de forma continuada e, ainda, do empenho e dedicação dos formadores que connosco têm colaborado. Continuaremos a procurar inovar nas temáticas a disponibilizar, na pertinência social, atual e legal das mesmas, para que a formação constitua um valor acrescentado aos conhecimentos já existentes e diferenciador para o mercado de trabalho. Continuaremos a existir, pensando em quem nos procura, onde a melhoria contínua e a mudança de paradigmas pretendem constituir o objetivo do nosso caminho para satisfação do nosso público. Por outro lado, não podemos esquecer a dedicação e o compromisso dos colaboradores da Decorarte que, alinhados com os objetivos, se auto motivam e se auto aprimoram continuamente. Bem hajam e tenham um Excelente Ano! Lisete Ferreira Gestora de Formação

2 RUBRICA Vamos falar de Segurança e Higiene no Trabalho Tem como objetivo responder a questões do âmbito da Higiene e Segurança no Trabalho, de todos os que nos cheguem devidamente identificados. Celso Almeida Função da Segurança nas Organizações Cultura Organizacional Há dias, em conversa com uns colegas na área da SHST, (Segurança Higiene e Saúde no Trabalho), chegámos à conclusão que muitos dos acidentes e incidentes que resultam nas organizações, parte deles, ocorrem porque não se verifica a Cultura Organizacional na função da Segurança adequada ou, simplesmente, Prevenção. A função Segurança é essencialmente uma função consultiva. O seu objetivo reside na informação, no aconselhamento, na motivação e coordenação, remetendo para a liderança (hierarquia) a direção e execução das soluções que propõe. Verifica-se que algumas organizações não entendem a cultura organizacional na função da segurança como prioritária para o processo construtivo dessa empresa, pois vivem de crenças, mitos e heróis,.!!! Outras, dão prioridade à produção, sem primeiro contemplarem a forma como as pessoas da organização respondem aos vários tipos de estímulos com que se deparam no seu dia-a-dia, estímulos esses que tanto podem ser positivos, como negativos. É do conhecimento geral, que fazem parte da cultura a forma como vivemos, pensamos, assumimos costumes, crenças, afetos, usos, valores, atitudes, mitos, heróis, o nosso comportamento, linguagem, hábitos, etc e algo visto com admiração em determinada altura, por exemplo: desenrascar por momentos uma situação que obrigaria ao uso do arnês de segurança, mas, para não se perder mais tempo, executa-se a tarefa sem utilizar o respetivo E.P.I., (equipamento de proteção individual). Noutra altura, a mesma situação, como é sobejamente conhecido, colocaria a pessoa em risco de queda em altura e eventualmente em decorrência para o dano, o qual pode originar e passar a ser visto como o responsável de acidente/incidente no futuro. São estes os momentos em que os líderes das empresas devem estar atentos para com os seus liderados. Identificar os comportamentos menos adequados, eventos perigosos, da cultura organizacional que fazem parte da organização até então, e análise dos riscos, causas e consequências e estabelecer gradualmente as respetivas medidas de controlo. Assim, decidi fazer umas pesquisas sobre o tema e falar do mesmo na Newsletter deste mês, cujo objetivo é deixar informação sobre o assunto em questão, por forma a poder ajudar, sobre o que se entende por Cultura Organizacional e análise de influências de alguns elementos culturais na função segurança descritos anteriormente, sempre que os mesmos podem ajudar ou prejudicar a cultura organizacional na organização. Espero que disfrutem do tema e beneficiem do mesmo dentro das vossas organizações. O que é Cultura Organizacional Segundo Schein (1992), (www.uff.br/sg/index) é um conjunto complexo de pressupostos, símbolos, artefactos, conhecimentos e normas, frequentemente personificado em heróis e difundido na empresa pelos sistemas de comunicação e pela utilização de mitos, histórias, rituais, etc. É uma expressão muito utilizada no contexto empresarial que significa o conjunto de valores, crenças, rituais e normas adotadas por uma determinada organização. Portanto, o conhecimento da existência de uma determinada cultura não significa aceitá-la tal como é, mas apenas compreendê-la antes de iniciar as mudanças que poderão levar também às alterações culturais se houver necessidade de uma melhor adequação às finalidades na sua ambientação empresarial (FLEURY E FISCHER, 1996).

3 O conceito de cultura de segurança surge em 1988, no primeiro relatório técnico realizado pelo International Nuclear Safety Advisory Group INSAG, com uma abordagem de fatores organizacionais na análise do acidente, em que se apresenta o resultado da análise das origens do acidente da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, (Agência Internacional de Energia Atômica AIEA, 1991) Chegou-se a conclusão de que erros e violações de procedimentos operacionais que contribuíram para o acidente foram identificados como evidências de uma cultura deficiente de segurança na planta (FLAMING, M & SCOTT, M., P.1, 2004). Neste relatório, a cultura de segurança foi definida como correspondendo ao conjunto de características e atitudes das organizações e dos indivíduos, que garante que a segurança de uma planta nuclear, pela sua importância, terá a maior prioridade (INSAG, 1988, apud AIEA, 1991, p. 1). Fonte: Numa cultura organizacional, de acordo com Cardela, Benedito (1999), toda a organização é caracterizada por um complexo de padrões de comportamento, crenças e valores espirituais e materiais, transmitido coletivamente. Esse complexo chamado cultura organizacional, é constituído pelas formas de expressão do grupo social. Fazem parte da cultura a maneira de pensar e viver, usos, costumes, crenças, valores, atitudes, rituais, mitos, tabus, heróis, histórias, arte, formas de comportamento, hábitos, linguagem. Esses elementos são representativos da visão do mundo ou do paradigma dominante na organização. Conforme já foi dito na introdução deste tema, a cultura organizacional reflete a forma como as pessoas da organização respondem a estímulos. A cultura organizacional surge da necessidade da perpetuação. Para atingir esse objetivo, o grupo adota um conjunto de premissas básicas que foram estabelecidas, descobertas e desenvolvidas no processo de aprendizagem, solução de problemas, adaptação externa e integração interna. A cultura pode ser encarada como um conjunto de forças poderosas que o grupo exerce sobre o indivíduo. A organização tem personalidade própria. A cultura muda por pressão externa ou interna. A alteração do modo de pensar envolve uma perceção totalmente nova. Algo que era visto com admiração pode passar a ser visto como reprovável, como já ocorreu, por exemplo, com o uso de casacos de pele de animais. Por uma questão de espaço, interrompemos aqui o texto original, o qual pode ser consultado na integra na página da Decorarte, no campo dos destaques, em: Para participar nesta Newsletter, com questões ligadas ao ASHT, incluindo boas práticas implementadas com sucesso noutros locais de trabalho, basta contactarem-nos, enviar o C.V., mencionar (TSHT) no assunto, e passará a fazer parte da nossa Base de Dados de Técnico e Técnico Superior de SHST. Mais informações através do Formador e TSSHT Celso Almeida

4 Espaço de opinião Espaço aberto aos nossos Formadores e Parceiros, que desafiamos a partilharem experiências, darem testemunhos ou exporem as suas reflexões sobre o mundo da formação. A convidada deste mês é a formadora Carla Ganhão, Formadora na área de Línguas, e que, dada a sua amabilidade, vem partilhar connosco a sua posição nesta área, sobre uma questão ainda polémica. NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO Colectivo ou coletivo? Qual a grafia correta? Portugal tem debatido questões desta natureza desde 2009 aquando da entrada em vigor do Novo Acordo Ortográfico de O período de transição termina no ano de 2015 e até lá a controvérsia continua. Uns opõem-se, outros são a favor e a grande maioria encontra-se na dúvida. Por um lado, o Novo Acordo Ortográfico aposta na unificação da Língua Portuguesa, nomeadamente, da grafia do Português do Brasil e do Português Europeu. A uniformidade das grafias implica consequentemente uma aproximação da grafia e da fonética, ou seja, a queda das consoantes mudas em palavras como atividade permite uma simplificação da Língua Portuguesa e futuros benefícios nas taxas de alfabetismo. Além disso, este acordo pressupõe ainda uma redução de custos referente aos mercados das editoras e de outros trabalhos científicos que lucram com a uniformização das grafias sendo dispensadas as tradicionais versões em Português do Brasil e Português Europeu. Este conceito alberga assim uma aproximação a vários níveis tais como o cultural. Por outro lado, existem algumas situações que também são dignas de consideração. Este novo acordo abrange toda a Comunidade de Países de Língua Portuguesa. No entanto, as variantes africanas foram omitidas na elaboração do acordo. Igualmente, o novo Acordo prevê um maior grau de mudanças no Português Europeu do que no Português do Brasil. Não entrando em questões de cariz colonial, a Língua Portuguesa teve origem no território hoje conhecido como Portugal e sempre se destacou por uma riqueza linguística única. A simplificação da grafia pode ser considerada como um empobrecimento ou perda da identidade da Língua Portuguesa Europeia. Países como a Inglaterra e os Estados Unidos da América possuem grafias distintas sendo a uniformização da Língua Inglesa uma noção inconcebível. Em resumo, todas as línguas sofrem uma evolução natural, e por isso o Novo Acordo Ortográfico surge como um impulsionador válido dessa mesma mudança. Porém, há que proceder à sua realização de forma gradual e escrupulosa, e isso atualmente é bastante questionável. O tempo dirá se o Novo Acordo Ortográfico é benéfico ou não. Carla Ganhão Formadora

5 A NOSSA OFERTA FORMATIVA P/ 2014 Para aceder ao nosso Plano de Formação Anual de 2014 basta solicitar-nos ou visitar a nossa página de internet Consulte-nos para saber mais Para mais informações, contacte-nos na Zona Industrial Ligeira 1, Lote V. N. Santo André Telf: / Fax: / Site: Para participar nos nossos cursos deverá preencher e enviar uma ficha de inscrição, a qual deverá ser solicitada para Um link interessante, para o qual convidamos os pais a darem uma espreitadela: (Copie o link acima e cole-o no espaço de busca no Google)

6 Sugestões de Leitura A Desumanização De Valter Hugo Mãe «Mais tarde, também eu arrancarei o coração do peito para o secar como um trapo e usar, limpando apenas as coisas mais estúpidas.» Passado nos recônditos fiordes islandeses, este romance é a voz de uma menina diferente que nos conta o que sobra depois de perder a irmã gémea. Um livro de profunda delicadeza em que a disciplina da tristeza não impede uma certa redenção e o permanente assombro da beleza. O livro mais plástico de Valter Hugo Mãe. Um livro de ver. Uma utopia de purificar a experiência difícil e maravilhosa de se estar vivo Saiam da Frente De Camilo Lourenço Os protagonistas das três bancarrotas sofridas por Portugal continuam agarrados ao poder, impedindo a mudança de mentalidade de que o país precisa. Em "Saiam da Frente!", Camilo Lourenço aponta o dedo às pessoas que insistem em condicionar o rumo de Portugal, tanto no sector público como no privado. Aproveite este livro para conhecer os nossos pecados capitais, como podemos mudar para melhor e caminhar pelo próprio pé, deixando para trás a troika e um passado de falências que não nos faz justiça. Chegou o momento de questionar velhos tabus e arriscar novas soluções. DECORARTE

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