Políticas Governamentais e a Coordenação da Cadeia do Trigo no Brasil Government Policies and the Wheat Chain Coordination in Brazil

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1 POLÍTICAS GOVERNAMENTAIS E A COORDENAÇÃO DA CADEIA DO TRIGO NO BRASIL POSTER-Estrutura, Evolução e Dinâmica dos Sistemas Agroalimentares e Cadeias Agroindustriais JEFERSON JOÃO PEDRO; ANDRÉ RYNALDO CALSAVARA; ROBERTO MAX PROTIL. PUCPR, CURITIBA - PR - BRASIL. Políticas Governamentais e a Coordenação da Cadeia do Trigo no Brasil Government Policies and the Wheat Chain Coordination in Brazil Grupo de Pesquisa: Estrutura, Evolução e Dinâmica dos Sistemas Agroalimentares e Cadeias Agroindustriais Resumo Este artigo busca analisar a influencia que as políticas governamentais exercem na coordenação da cadeia do trigo no Brasil. Apesar de ser um dos componentes da cesta básica brasileira a produção do trigo tem sido insuficiente para atender a demanda nacional, obrigando a importação anual de mais de cinco milhões de toneladas deste cereal. A analise desta cadeia agroalimentar evidenciou que: i) O governo federal tem procurado através da Política de Preços Mínimos incentivar o plantio de trigo em outras regiões do país, notadamente na região Centro-Oeste do Brasil; ii) Altos subsídios praticados em outros países tem distorcido os preços de mercado o que tem desestimulado a produção nacional. Concluise que a compreensão das complexas interações econômicas, sociais, políticas e ambientais através de uma abordagem sistêmica são pré-requisitos para se encontrar uma estratégia mais eficiente de coordenação da cadeia do trigo no Brasil. Palavras-chaves: agronegócio, cadeia do trigo, coordenação, políticas governamentais Abstract This article explores the influence of government policies in the coordination of the wheat chain in Brazil. Wheat are one of the basic components of the Brazilian food source but the Brazilian production of this cereal has been insufficient to supply the domestic demand, forcing the annual import of more than five million tons of wheat. The analysis of the wheat chain showed that: i) To encourage the production of wheat in other regions, notably in the Midwest region of Brazil, the federal government has used the minimum price policy; ii) subsidies granted in other countries has distorted the market prices that have discouraged the domestic production of wheat in Brazil. We concluded that a prerequisite to finding a more 1

2 efficient coordination strategy is the use of a systemic approach to understanding the complex economics, social, political and environmental interactions of the wheat chain in Brazil. Key Words: agribusiness, wheat chain, coordination, governmental policy 1. Introdução O agronegócio mundial está num processo de grandes mudanças políticas estruturais e tecnológicas. Consolidação dos blocos econômicos mundiais como MERCOSUL, União Européia, entre outros influenciam a harmonização dos fluxos físicos financeiros e de informações ao longo das cadeias agroindustriais (WIAZOWSKI 2001). Pela sua vantagem competitiva o Brasil é um dos principais atores do agronegócio internacional, destacando-se a soja, cana-de-açúcar, a pecuária entre outros. O trigo é um produto fundamental da alimentação humana, sendo um dos cereais mais consumidos no mundo. A Figura 1 apresenta a produção mundial de grãos e de trigo, que representa cerca de 30% da produção mundial de grãos , , , ,00 500,00 0, / / / / / / / / / / /2009 Grãos Trigo Fonte: USDA United States Department of Agriculture (2009) Figura 1: GRÃOS E TRIGO - PRODUÇÃO MUNDIAL / /09 - (milhões de toneladas) O Brasil consome 52 quilos de trigo per capita ao ano, quantidade pequena quando comparada com países como a Turquia (210 kg/hab/ano), Argentina (136 kg/hab/ano), Ucrânia (122 kg/hab/ano), França (100 kg/hab/ano), China (90 kg/hab/ano) e Estados Unidos (72 kg/hab/ano). O consumo médio mundial está em torno de 85 kg/hab/ano. Por região no Brasil, o consumo de trigo é de 62 kg/hab/ano na região Sul, 59 kg/hab/ano no Sudeste, 37 kg/hab/ano no Nordeste, 23 kg/hab/ano no norte e 22 kg/hab/ano na região Centro-oeste (Federação das Indústrias do Estado do Paraná 2006). O Tabela 1 mostra os maiores produtores mundiais de trigo, a União Européia responde por mais de 20% da produção global com 150,5 milhões de toneladas em 2009, seguido da China (113 milhões de toneladas), Índia (78,4 milhões de toneladas), USA (68 milhões de toneladas) e Rússia (63 milhões de toneladas) são os maiores produtores mundiais, apesar do alto volume produzido nesse países praticamente quase toda a produção é para abastecer o consumo interno. Países 2006/ / /09 Mundo

3 União Européia China Índia USA Rússia Canadá Ucrânia Paquistão Austrália Turquia Brasil (16º *) Fonte: USDA (http://www.fas.usda.gov) (jan/2008); Elaboração: Embrapa Trigo/Socioeconômica Tabela 1: Produção (mil toneladas) de trigo nos 10 principais países e Brasil 2006 a A Tabela 2 destaca a relação produção/consumo e estoque final mundial de trigo. A produção nos últimos anos tem sido inferior ao volume consumido, o que causa redução nos estoques, no caso de uma previsão da diminuição da área plantada, ou ocorrência de perda de produtividade em função de problemas climáticos, a tendência é elevação nos preços, os países que são importadores, no caso do Brasil, acaba comprometendo a segurança alimentar da população. Esse cenário de produção instável, consumo crescente, redução nos estoques. Verificase nos últimos anos a redução dos estoques foi expressiva, de tal forma que estes estão em 18,16% do consumo, um dos menores índices históricos. Tal situação, visto a importância desse cereal na alimentação nacional, estimula o governo a desenvolver políticas agrícolas incentivando o plantio, subsidiado a produção. Situação que se agrava em 2008 com a chamada crise mundial de alimentos, que elevou o preço da maioria das commodities agrícolas. SAFRA ESTOQUE PRODUÇÃO CONSUMO ESTOQUE FINAL INICIAL 99/00 207,8 585,8 580,9 208,5 00/01 208,5 581,4 582,8 205,7 01/02 205,7 581,1 585,8 201,7 02/03 201,7 568,4 602,8 166,3 03/04 166,3 553,5 587,5 132,4 04/05 132,5 625,1 606,9 150,6 05/ ,5 624,4 147,6 06/07 149,1 593,2 615,8 125,1 07/08* 124, ,6 112,5 Fonte: USDA Última Atualização: 13/06/2008 elaborado pela ABITRIGO * Estimado Tabela 2: Oferta e demanda mundial - Trigo (milhões - toneladas) A Tabela 3 evidencia a série histórica dos estoques mundiais de trigo, a relação estoque/consumo, os últimos anos têm apresentado o menor percentual histórico nos estoques mundiais de trigo, a redução dos estoques influencia as cotações e preços internacionais, conforme o SEAB (2009) o trigo, em março de 2008, superaram temporariamente o patamar de US$ 360,00 por tonelada, bem acima do maior valor histórico anterior, ocorrido em abril de 1.996, quando o trigo em grão atingiu o patamar de US$ 260,00 por tonelada na Bolsa de Chicago. 3

4 Apesar de o Brasil ser referência no agronegócio mundial. Conforme a Tabela 1 a nível nacional o Brasil não é auto-suficiente em trigo, importando em média metade da quantidade consumida, mesmo com seus 47 milhões de hectares usados para agricultura, a área plantada com trigo em 2008 foi de 1,8 milhão de hectare CONAB (2008). O pouco interesse em investimento no agronegócio do trigo justifica-se pela baixa expectativa de rentabilidade e os altos riscos que envolvem esse investimento. Conforme Colle (1998, p.17) A intervenção governamental no mercado do trigo, consolidada no Decreto-Lei n 210, de 1967, culminou em uma total desvinculação do mercado brasileiro em relação às cotações internacionais. O descaso com a paridade internacional, em 1986 o preço internacional era de US$ 130,00/tonelada e o preço interno, em nível do produtor no Brasil, era de US$ 241,00/tonelada, passando a US$ 185,00/tonelada em 1987 e 1988 (BRUM; MULLER 2008). A partir da abertura econômica iniciada na década de 1990 com governo Collor, a produção de trigo nacional sofreu forte queda, Em vista disso, a desregulamentação corte dos subsídios, abertura da economia causou um profundo impacto no setor tritícola brasileiro. O clima desfavorável para produção desse cereal, exigindo altos investimentos em agroquímicos e defasagem tecnológica do setor (PEROSA 2007). Segundo Perosa; Paulillo (2009, p. 85) abertura econômica e a saída do Estado como coordenador das transações de trigo internacionalizou os mecanismos de governança utilizados no mercado de trigo brasileiro. A partir de 1990, mudanças institucionais alteraram completamente o ambiente regulatório e competitivo dessa cadeia produtiva. A desregulamentação e a abertura econômica reduziram o controle estatal e permitiram que atores internacionais entrassem no mercado brasileiro de trigo. Essa abertura foi ampliada com a implementação do Mercosul em Conforme a Embrapa (2009), a demanda do mercado brasileiro de trigo em 2008, com relação ao uso percentual são 46% são destinados a panificação, 26% uso doméstico, 14% massas, 8% biscoitos, 5% pão industrial, 4% confeitaria, 3% outros usos. Safra 2004/ / / // /09 Estoque inicial 1,37 2,32 1,99 1,75 1,55 Produção 5,85 4,87 2,23 3,82 6,03 Importação 5,31 6,27 7,81 6,89 5,35 Consumo total 10,2 10,68 10,26 10,31 10,86 Exportação 0,01 0,79 0,02 0,75 0,45 Estoque final 2,32 1,99 1,75 1,41 1,61 Fonte: USDA United States Department of Agriculture (2009) Tabela 3: Oferta e Demanda de Trigo - Brasil (volume em milhões de toneladas) Na Tabela 3 verifica-se na série histórica dos últimos cinco anos, que a produção nacional é insuficiente para atender a demanda interna, o Brasil produz metade de seu consumo, tendo que importar o restante. Em 2009 produziu 6,03 milhões de toneladas e consumiu 10,86 milhões de toneladas, importando 5,35 milhões de toneladas. O que agrava a situação do trigo nacional é o baixo nível de produtividade do país. Conforme a Tabela 4 referente aos países com as maiores produtividades mundiais de trigo, o Brasil com produtividade de kg/ha apresenta-se na 32ª colocação, essa produtividade 4

5 três vezes inferior ao da Nova Zelândia que atinge kg/ha. Se a produtividade nacional atingisse o nível da Nova Zelândia, mantendo a mesma área plantada em 2009 de 2,4 milhões de hectares, a produção nacional seria de 18,4 milhões de toneladas, o país se tornaria autosuficiente, pois o consumo interno conforme a CONAB (2009) são de 10,8 milhões de toneladas, passaria da posição de importador para exportador. Sendo assim, investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas variedades, aprimoramento de técnicas de produção apresentam-se como uma estratégia para o Brasil tornar-se auto-suficiente em trigo, Maggian & Felipe (2009, p 11) observando que o trigo Argentino é favorecido pelo solo extremamente fértil que reduz a necessidade de fertilizantes e possui maior estabilidade edafo-climáticos. No Brasil o clima desfavorável, exige elevados investimentos em agroquímicos o que aumenta o custo de produção. Países 2006/ / /09 Nova Zelândia Egito União Européia Suíça Arábia Saudita México Croácia China Zâmbia Noruega Brasil (32º) Fonte: USDA (http://www.fas.usda.gov) (jan/2008); Elaboração: Embrapa Trigo/Socioeconomia. Tabela 4: Produtividade (em kg/ha) de nos 10 países de maior produtividade e Brasil 2006 a Maggian & Felipe (2009, p 1) verificam que o principal fator competitivo da cadeia do trigo na Argentina está relacionado aos custos agrícolas, comparando ao Brasil, a diferença do custo operacional ficou em aproximadamente 60%, isto significa que o custo unitário para se produzir trigo na Argentina representa 40% do custo observado no Brasil. O presente artigo pretende discutir a influencia que as políticas governamentais exercem na coordenação do agronegócio do trigo no Brasil, descrevendo o agronegócio do trigo, a coordenação da cadeia e as políticas governamentais com ênfase ao elo de produção. Este trabalho considera coordenação como a habilidade de transmitir informações, estabelecer medidas de orientação e assistência técnica, conduzir estímulos e implementar medidas de controle ao longo das etapas seqüenciais de produção, visando adequar aos objetivos de eficiência da cadeia de suprimentos aos interesses do consumidor ARBAGE (2004, p 70) 2. História do Trigo e intervenção governamental no Brasil O trigo é um dos mais tradicionais alimentos, escavações arqueológicas indicam que desde a anos antes de Cristo o trigo já fazia parte do consumo humano, sendo utilizado como alimento de diversas formas, o Egito é reconhecido como o local da origem do pão, desde 2700 antes de Cristo a China considera esse grão sagrado, diversos tipos de trigo já 5

6 eram cultivados na Grécia 300 anos depois de Cristo, os romanos acrescentaram misturas de fermento a farinha e com isso melhoraram as características do pão (GUARIENTI & DEL DUCA, 2000 apud ROSSI 2004, p 3). Conforme Café et al. (2003, p 195) a origem do grão mistura-se com as lendas de quase todas as religiões: os egípcios atribuíam o seu aparecimento à deusa Ísis; os fenícios, a Dagon; os hindus, a Brama; os árabes, a São Miguel; e os cristãos, a Deus. Os fatos históricos que marcaram a produção e cultura do trigo no Brasil, iniciam-se em 1534 com a chegada das primeiras sementes de trigo no Brasil, cultivada inicialmente na capitania de São Vicente no litoral de São Paulo, somente a partir de 1737, inicia-se o cultivo no Rio Grande do Sul, em 1900 inicia-se a decadência da primeira fase da tritícola brasileira com a disseminação da ferrugem, doença que se espalhou nas lavouras de trigo ROSSI (2004, p 5). Os cultivos brasileiros se anteciparam aos norte-americanos, argentinos e uruguaios, tendo sido o Brasil o primeiro país das Américas a exportar trigo, graças às lavouras cultivadas em São Paulo, Rio Grande do Sul e outras regiões, antes do aparecimento da ferrugem CAFÉ et al. (2003, p 195) Em 1912, começam as pesquisas com o trigo no Brasil a partir da criação do primeiro campo experimental de trigo no Rio grande do Sul, em 1919 foram criados mais dois Institutos de pesquisa do trigo: a Estação Experimental de Ponta Grossa no Paraná e a Estação Experimental de Alfredo Chaves Atualmente Veranópolis, Rio Grande do Sul (ROSSI 2004, p 5). Desde o início do século passado, o Estado tem interferido na produção do trigo, controlando a comercialização, oferecendo incentivos e subsídios para aumento da produção e produtividade do trigo nacional, Colle (1998, p 17-19) discorrendo sobre a evolução da política tritícola nacional, destaca os fatos mais importantes, sendo: a) Autorização da concessão anual de cruzeiros aos Sindicatos e Cooperativas que cultivassem o cereal, isentando de impostos aduaneiros as máquinas, ferramentas agrícolas e insumos para produção com o Decreto nº de 31 de dezembro de 1908 b) Em Março de 1918, o Decreto nº designa prêmios em máquinas agrícolas aos agricultores produtores de trigo que, naquele ano ou ano seguinte conseguisse rendimento superior a 15 hectolitros por hectare. c) O Decreto nº de janeiro de 1931, estabelece comissão para estudar medidas e limitar as compras do exterior. Uma das medidas tomadas foi sugerir a aumento de tarifas alfandegárias até o limite de 20%. d) Com a Lei nº 470, de 1º junho de 1937, os moinhos foram obrigados a consumir pelo menos 5% do trigo nacional em relação ao trigo estrangeiro. Instituindo prêmio de 10 cruzeiros por tonelada ao produtor que tivesse produtividade acima de 1000 kg/ha e 15 cruzeiros aos que atingissem produtividade acima de 1500 kg/ha. Oferecendo fornecimento de requisição para transporte gratuito nas estradas de ferro e linhas de navegação somente para sementes de trigo destinadas ao plantio, abatendo 60% do transporte da produção do trigo nacional. e) Em Dezembro de 1938, o Decreto-Lei nº 955. Obriga a aquisição do trigo nacional pelos moinhos, estabelecendo um preço mínimo para o trigo. 6

7 Segundo Colle (1998, p 19) foram a partir dessas medidas que iniciou-se o desenvolvimento da produção interna o autor observa três períodos de importância, sendo: i) a área de trigo cultivada no Brasil de duplicou, passando de 154 mil hectares para 301 mil hectares; ii) triplicando área plantada de passando de 392 mil para mil hectares; iii) a partir de 1957 a área plantada com trigo entrou numa certa estagnação. Para Perosa (2007, p 66 embasado em Mendes (1994) é a partir do segundo pósguerra que o Estado começa a estruturar um aparato de controle e atuação mais sistemática e contínua sobre o setor do trigo destacando que o marco inicial é a Criação do Serviço e Expansão do Trigo, em 1952 a partir da CACEX, o Banco do Brasil passa a ser o único comprador e vendedor de trigo importado do país. Dez anos depois, em 1962 surge a Superintendência Nacional do Abastecimento (SUNAB). E o Banco do Brasil passou a ser o único comprador de trigo nacional com a criação da Comissão de Compra de Trigo Nacional (COTRIN) era uma organização subordinada ao Banco do Brasil (PEROSA, 2007p 66) Outra importante mudança ocorre em 1965, com a criação do Departamento do Trigo (DTRIG) dentro do SUNAB e criação da Junta Deliberativa do Trigo no Brasil, o que marcou o ápice da regulamentação Estadual foi a promulgação do Decreto-Lei n. 210 consolidou o aparato institucional para o complexo do trigo no Brasil (PEROSA 2007, p 68). Os principais objetivos desse decreto conforme Perosa (2007 p. 68) foram: i) Priorizar o trigo nacional; ii) Regular a comercialização reforçando o poder monopolista do governo no mercado de trigo nacional e importado; iii) Garantir o abastecimento ao mercado; iv) Aumentar a capacidade de armazenamento dos moinhos; v) Impedir a expansão da capacidade de moagem do país; vi) Permitir desmembramentos, incorporações e transferências de moinhos apenas com autorização da SUNAB. Esse ambiente institucional de regulamentação estadual definiu toda a estrutura de governança da cadeia do trigo no Brasil até 1990, quando o governo Collor abriu a economia, revogando o Decreto-Lei 210 de 1967, acabando com toda política de subsídios destinados ao setor tritícola. Em 1987 a produção nacional de trigo foi de 6,12 milhões de toneladas, correspondendo a 93% da demanda interna foi o momento histórico em que a produção esteve mais próxima de suprir o consumo (CONAB, 2008). A partir da abertura da economia, do processo de globalização, da internacionalização comercial, financeira, tecnológica e cultural, os agentes que estavam habituados com a regulamentação do Estado, com recursos, incentivos e subsídios para manterem-se na atividade, enfrentaram sérios problemas. Por outro lado, aos atores onde existiam uma relação de longo prazo, com fornecedores e clientes, apesar de terem dificuldades iniciais, a globalização tornou-se uma oportunidade para seu crescimento e desenvolvimento no mercado. Rossi (2004, p 130) salienta que um dos principais problemas de coordenação existente nos sistemas agroindustriais no Brasil é falta de integração entre os diversos setores atuantes no sistema essa afirmação é corroborada pela pesquisa de Arbage (2004 p 185) que em um estudo de múltiplos casos objetivando verificar qual a importância dos custos de 7

8 transação para a formação da gestão da cadeia de suprimentos de organizações que trabalham com estruturas de governanças híbridas no âmbito do sistema agroalimentar, dentre os casos estudou uma cooperativa agroindustrial do trigo no Rio Grande do Sul, concluiu que as principais fontes de custos de transação da cadeia analisada são: i) Estrutura de mercado de compra do trigo na região (oligopsônio, formada por três grandes compradores de trigo) ii) Descapitalização dos associados iii) Visão de curto prazo dos associados iv) Cultura altamente susceptível a alteração no clima e ação dos agentes fitopatológicos na região v) Dispersão dos associados em área de abrangência da cooperativa vi) Desorganização do sistema institucional Arbage (2004 p 185) observa na cooperativa os mecanismos de coordenação implementados são múltiplos, dentre eles destacam-se os projetos visando uma maior aproximação com família do produtor rural (projetos de qualidade de vida, escola no campo e agro-cooperativas), produção de sementes fiscalizadas, assistência técnica no planejamento e condução das atividades produtivas, sistema de financiamento direto e indireto aos associados e liquidação financeira das transações em qualquer época do ano. Em 2008 as cooperativas agrícolas foram responsáveis por 62,19% da produção nacional de trigo OCB (2009). No Estado do Paraná o trigo produzido a partir das cooperativas representou 1,9 milhões de toneladas equivalente 87,4% do total da produção estadual OCEPAR (2009). Conforme Zylbersztajn (1994) As cooperativas podem ser vistas como formas de integração vertical dos produtores agrícolas e pecuários, em direção as atividades de comercialização, industrialização e produção de insumos. A integração vertical dos produtores rurais a partir do cooperativismo é uma alternativa em busca de melhores condições na comercialização da produção, estabelecendose uma relação de longo prazo entre produtores possibilitando formas eficientes de competitividade no mercado, com a integração e especialização passam de simples produtores de commodities para comercializar produtos de maior valor agregado a partir das cooperativas agroindustriais. 3. Agronegócio do trigo Goldeberg (1968) define agronegócios, ou agribusiness como a soma total das operações de produção e distribuição de suprimentos agrícolas, das operações de produção nas unidades agrícolas, do armazenamento produção dos produtos agrícolas e dos itens produzidos a partir deles este conceito engloba todos os agentes envolvidos na geração e fluxo dos produtos de origem agrícola até o consumidor final. Baseado nesse conceito, e na metodologia desenvolvida pelo grupo PENSA-Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial, para estudar o agribussiness brasileiro Rossi (2004) descreve e quantifica a cadeia do trigo no Brasil. Segundo o autor a cadeia do trigo pode ser dividida em: i) Insumos Agrícolas para produção de trigo (indústrias de sementes, máquinas e implementos, adubos e fertilizantes, corretivos e defensivos); ii) Produção de trigo (triticultores geralmente organizados em cooperativas); iii) Moinhos e seus 8

9 insumos (setor moageiro); iv) Indústria de alimentos e ração animal; v) Distribuição (atacadistas, varejistas, padarias...); vi) O consumidor final. A Figura 2 apresenta um desenho simplificado do SAG do Trigo no Brasil, onde os principais setores foram quantificados expondo o faturamento do setor obtido com a comercialização da cadeia do trigo. Conforme a metodologia seguida aplica nas pesquisas do Grupo de Pesquisas PENSA embasada no conceito de agronegócio definido por Goldeberger, no SAG do Trigo. O setor de insumos é composto pelas seguintes indústrias: sementes, corretivos, defensivos, máquinas e fertilizantes, esse segmento apresentou um faturamento de aproximadamente R$1,081 bilhões. Fonte: Rossi (2004 p. 41) Figura 2: O SAG do Trigo no Brasil O segundo nível é composto pelos produtores rurais geralmente organizados em cooperativas, mais de 90% da produção dos triticultores concentram-se na região Sul do País, o Paraná é o principal produtor, responsável por mais de 50% da produção nacional. O terceiro nível é formado pelo beneficiamento primário, que ocorre nos moinhos. O quarto nível é responsável pelo segundo processo de industrialização, é formado pela indústria de alimentos: panificação, biscoitos e massas, entre outras (Rossi 2004). O quinto e o sexto nível são os canais de distribuição, o setor atacadista no quinto nível; os varejistas, padarias e refeições coletivas no sexto nível. Por fim os consumidores finais Rossi (2004). Perosa (2007 p 88) discute as redes de coordenação tritícola brasileira enfocando basicamente o setor agrícola e moageiro da cadeia, os autores que compõe a cadeia. Segundo Perosa (2007) são os produtores, cooperativas, associações de representação de cooperativa, tradisngs, moinhos, associações de representações de moinhos e agências públicas. Seguem os principais atores da rede tritícola brasileira conforme Perosa (2007 p 88-96): 9

10 Produtores: Na região Sul do Brasil concentra-se conforme a Conab (2009) mais de noventa por cento da produção do trigo nacional, maior parte dos triticultores brasileiros localizam-se no sul do país. Conforme Perosa (2007 p 90) devido à forte imigração européia nas regiões produtoras, demonstra boa capacidade de cooperação e atividade em grupo, produtores geralmente são sócios de alguma cooperativa, a maioria das cooperativas próximas as regiões produtoras trabalha com trigo. Cooperativas: Em nível nacional as cooperativas em 2008 formam responsáveis por 62% da produção de trigo OCB (2009). No Paraná, segundo a OCEPAR apud (Perosa 2007 p 91) são aproximadamente 35 cooperativas que recebem trigo no Estado, as principais são: Agrária Guarapuava, COAMO Campo Mourão, COCAMAR Maringá, COPAVEL Cascavel, LAR Medianeira, COROL Rolândia, INTEGRADA Londrina, COOPERMIBRA Campo Mourão, COCARI Mandaguari, COCAMP Palmas (Perosa 2007). As associações de representação de cooperativas: no Paraná a OCEPAR representa todas as cooperativas no Estado, a nível nacional existe a OCB Organização das Cooperativas Brasileiras com sede em Brasília, conforme Perosa (2007 p 92) é a principal organização de representação dos interesses do setor cooperativo junto as esferas políticas e órgãos públicos. Tradings: trata-se de um setor extremamente concentrado, composto por grandes grupos internacionais, formado por grandes empresas como a CARGIL, ADM Brasil, MULTIGRAIN... a partir da abertura econômica o Banco do Brasil interrompeu suas atividades de compra e venda de trigo, com abertura de mercado o fluxo de importação passou a ser realizado basicamente pelas tradings devido ao grandes volumes necessários para o fretamento de navios (PEROSA 2007 p 93). Cerealistas: A maior parte do trigo no Paraná é comercializado a partir das cooperativas, poucas cerealistas atuam na comercialização do trigo no Paraná, dentre elas destaca-se a Riedi & Cia Ltda (PEROSA 2007 p 93). Moinhos: Conforme Abitrigo (2009) existem 207 moinhos em atividade no país, deste total, 74,4% localizam-se na região sul, 12,56% no sudeste, 6,76% no nordeste, 1,45% no norte e 4,83% no centro oeste. A capacidade moageira, dos 15,72 milhões de toneladas, a região Sul é responsável por 37%, seguida pela região sudeste com 32%, nordeste 26%, centro oeste 3% e norte 2%. O setor é composto por grandes empresas como BUNGE, MACEDO, CARGIL, com expressiva participação na capacidade moageira nos estado onde atuam. Associações de representação de moinhos: a principal entidade de representação é a ABITRIGO Associação Brasileira da Indústria do Trigo. Agências públicas: o governo a partir do ministério da agricultura, secretaria da agricultura, CONAB, Banco do Brasil, Embrapa, Iapar, Câmara de deputados, ABIMA Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias. Num estudo de caso em uma cooperativa agroindustrial, Souza (2007) é mostrada a cadeia do trigo na visão dos cooperados, apresentando todos os agentes envolvidos no processo, a montante a jusante da cadeia. É um exemplo de uma cadeia integrada verticalmente no sistema cooperativista. A montante, a cooperativa realizando ensaios 10

11 pesquisas agropecuárias para desenvolvimento de sementes variedades e a jusante responsabilizando-se pela recepção, armazenagem, segregação e transformação da produção. Ao analisar os aspectos da competitividade da cadeia tritícola no Brasil e na Argentina, Maggian & Felipe (2009, p 1) verificam que o principal fator competitivo da cadeia do trigo na Argentina está relacionado aos custos agrícolas, comparando ao Brasil, a diferença do custo operacional ficou em aproximadamente 60%, isto significa que o custo unitário para se produzir trigo na Argentina representa 40% do custo observado no Brasil. Maggian & Felipe (2009, p 12) chamam atenção a produção do trigo tanto no Brasil como na Argentina, são realizados de duas formas: o plantio direto e o convencional. Segundo os autores, enquanto na Argentina o custo do plantio convencional do trigo é de U$210,65/ha, e a lavoura via plantio direto o custo foi de U$194,75/ha no ano de Os custos nacionais para investimento no plantio direto do trigo no Estado do Paraná em 2008 foi de U$527,55/ha e no Rio Grande do Sul U$471,24/ha Maggian & Felipe (2009, p 13). O trigo no Brasil por ser uma cultura de inverno, passou a ser adotado como uma opção da rotação das culturas de verão, porém vem sofrendo grande concorrência com milho safrinha, com desenvolvimento de novos híbridos passou a ser uma excelente opção de cultivo Maggian & Felipe (2009, p 11) observando que o trigo Argentino é favorecido pelo solo extremamente fértil que reduz a necessidade de fertilizantes e possui maior estabilidade edafo-climáticos. As condições climáticas desfavoráveis exigem elevados investimentos em agroquímicos. 4. Ambiente institucional e ações governamentais A partir de 1990, o ambiente institucional tem sido bastante desfavorável para boa parte da cadeia do trigo no Brasil, Perosa (2007) destaca três das principais mudanças ocorridas nos anos 1990 que tiveram expressivo impacto sobre atuação dos agentes desse setor, modificando consideravelmente a política comercial, agrícola e cambial, sendo: abertura da economia, desregulamentação do setor e a efetivação do MERCOSUL. As mudanças no ambiente institucional geraram mudanças nas estruturas de governanças, a partir de 1990, com a revogação do Decreto-lei 210 de que definia o Estado como principal agente coordenador da cadeia do trigo no Brasil. A cultura do trigo deixa de ter uma política específica de financiamento, passando seguir as cotações da bolsa de Chicago e a utilizar a instrumentos de apoio a comercialização definidos pala Política de Garantia de Preços Mínimos PGPM. Com a abertura econômica, o estado deixa de coordenar as atividades da cadeia, a economia passou a seguir o mercado mundial, empresas mundiais ingressaram no setor. A triticultura brasileira comparada com a Argentina e EUA enfrenta sérias limitações tecnológicas, condições de clima e solo desfavoráveis, o que aumenta o custo de produção, exigindo maiores investimentos em agroquímicos. A baixa competitividade do setor, fez reduzir fortemente a produção do trigo. Em 1990 o Brasil tinha uma área plantada de 3,28 milhões de hectares, reduzindo para 1,03 milhões em 1995, a produção que era de 5,4 milhões de toneladas em 1989/90 caiu para 1,5 milhões de toneladas em 1995/96 (Conab 2009). Diante desse cenário, cresce a importação para suprir a necessidade interna. 11

12 O governo federal a partir do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vêm lançando o Plano Agrícola Pecuário onde divulga o planejamento para o agronegócio Brasileiro. Com redução da produção, o governo a partir da Política de Garantia de Preços Mínimos PGPM instituí mecanismos de apoio e sustentação e garantia de preços, sendo conforme o Plano Agrícola Pecuário 2010: Em 1991 a AGF (Aquisição do Governo Federal) que já exista desde 1966, volta a vigorar, AGF é um instrumento de aquisição do produto agrícola pelo Preço Mínimo de Garantia do Governo Federal em um armazém credenciado pela Companhia Nacional de Abastecimento CONAB O Empréstimo do Governo Federal EGF é uma linha de financiamento com base no preço mínimo concedida a produtores e cooperativas agroindústrias, destinado a estocagem de produtos pelo beneficiário por até 180 dias. Atualmente os limites da operação variam conforme os produtos, sendo no máximo R$20 milhões a taxa de juros básica é de 6,75% ao ano MAPA (2010) Instituído em 1996, o Prêmio para Escoamento de Produtos PEP. Tem sido o principal incentivo na comercialização do trigo. O PEP visa garantir ao produtor o preço mínimo. O governo paga o prêmio ao comprador que garanta ao produtor pelo menos o preço mínimo, destinando o deslocamento do produto para qualquer localidade. Com esse mecanismo o governo visa conduzir uma política de complemento ao abastecimento para as regiões com déficit nesta área e melhorar a distribuição dos produtos agrícolas. Em 1997 surge à instituição da opção pública, o Contrato de Opção de Venda é uma expectativa governamental de preços futuros para os preços praticados no mercado. Esse contrato negociado pelo governo permite ao produtor ou cooperativas vender sua produção para os estoques públicos, em data futura por preço previamente fixado (preço de exercício), funciona como um seguro contra queda de preços MAPA (2010). O Prêmio de Equalização Pago ao Produtor PEPRO visa garantir que o produtor venda pelo preço mínimo. Neste caso o governo paga ao produtor a diferença entre o preço de venda no mercado e o preço mínimo caso o preço de mercado estiver abaixo do mínimo. Conforme MAPA (2010, p 38) A diferença fundamental em relação ao PEP está no fato de a subvenção econômica (prêmio) ser para diretamente ao produtor, que também é responsável por toda a documentação que comprova a operação. Outro instrumento de apoio a negociação é a Recompensa e Repasse de Contrato de Opção de Venda. Segundo o MAPA (2010) o leilão de recompra ou repasse é realizado para desonerar o governo da obrigação de comprar o produto sem causar prejuízo a produtores e cooperativas. É realizada uma reversão dos contratos de opção, mediante a oferta de subvenção financeira equivalente a diferença entre o preço de exercício e o preço de mercado. No leilão o governo lançador original do contrato de opção é substituído por uma agente privado que recebe a subvenção, o arrematante do leilão assume as obrigações com produtores e cooperativas detentoras dos contratos MAPA (2010). O Prêmio de Opção de Venda Privado de Produtos Agrícolas PROP instituído em 2005, é a opção de venda por empresas privadas, o governo garante a opção dentro de determinados limites (MAPA 2010). Criada pela primeira vez em 2003, a Linha Especial de Crédito de Comercialização LEC permite financiamento de produtos que não constam na Política de Garantia de Preços 12

13 Mínimos. A principal diferença entre LEC e EGF segundo MAPA (2010) é a possibilidade de o preço base para a operação ser diferente do preço mínimo... possibilita o financiamento para carregamento de estoques, mesmo se o mínimo estiver defasado, sem implicar necessariamente em sua alteração. Afim de definir melhores critérios quanto a classificação e qualidade do trigo nacional, Instrução Normativa SARC número 7, de 15 de agosto de 2001 define critérios, procedimentos e usos para classificação do trigo no Brasil, definindo características de identidade e qualidade do trigo. Conforme a Tabela 5 os cultivares estão classificados em acordo com o valor mínimo da força de glúten ou alveografia conforme a Instrução Normativa SARC número 7, de 15 de agosto de 2001 refere-se a um teste que analisa as propriedades de tenacidade (P), de extensibilidade (L) e o trabalho mecânico (W), necessários para expandir a massa, expresso em Joules (J), sendo determinado pelo método A da American Association of Cereal Chemists (1995). O Número de Queda (Falling Number) apresentado no Quadro1, conforme a Instrução Normativa SARC número 7, de 15 de agosto de 2001 do regulamento que identifica a qualidade do trigo, refere-se medida indireta da concentração da enzima alfaamilase, determinada em trigo moído, pelo método 56-81B da American Association of Cereal Chemists (1995), sendo o valor expresso em segundos. Segundo Scheren & Miranda (1999 apud Rossi 2004 p 71, diferentes classes de trigo são utilizadas para fins distintos, sendo Trigo Brando são grão de genótipos aptos para a produção de bolos, bolachas (biscoitos, doces) produtos de confeitaria, pizzas e massa tipo caseira fresca; Trigo pão recomendado para produção do pãozinho (tipo Frances ou d água) também pode ser usado para produção de massa alimentícia secas, de folhados ou de uso doméstico, dependendo das características de força de glúten Trigo melhorador grão com genótipo aptos para mesclas com trigo brando, par afim de panificação, produção de massas alimentícias, biscoitos tipo crackers e pães industriais (pão de forma e pão para hambúrguer) Trigo Durum estão os grãos para produção de massas alimentícias secas (tipo italiana) Trigo para outros usos destinados a alimentação animal ou outro uso industrial CLASSES VALOR MÍNIMO DA FORÇA DO GLUTEN (10-4 J) VALOR MÍNIMO DO NÚMERO DE QUEDA (segundos) Trigo Brando Trigo Pão Trigo Melhorador Trigo para outros usos Qualquer < 200 Trigo Durum Fonte: Mapa (2001) Tabela 5: Classes de Trigo - INSTRUÇÃO NORMATIVA SARC Nº 7, DE 15 DE AGOSTO DE

14 Além das classes que definem a finalidade do trigo, também é separado por tipos (1,2,3) definem a qualidade de acordo com as condições físicas do produto entregue pelo produtor conforme o Tabela 6. Toda classificação, separação por tipo, segregação da produção, exige das cooperativas e cerealistas alto investimento em ativos específicos para receber, separar a produção em acordo com a classe e tipo. Conforme a Instrução Normativa número 7, de 15 de agosto de 2001 o regulamento técnico que identifica a qualidade do trigo, os critério que definem o Tipo do trigo são: Peso Mínimo do Hectolitro PH mínimo: é a massa de 100 litros de trigo, expressa em quilogramas, determinado em balança para peso específico. Umidade: é o percentual de água encontrada na amostra do produto, podendo ser determinado por métodos indiretos, calibrados pelo método de estufa (método A da American Association of Cereal Chemists, 1995) Matérias estranhas: são todas as partículas não oriundas da planta de trigo, tais como fragmentos vegetais, sementes de outras espécies, pedra, terra, entre outras. Impurezas: são todas as partículas oriundas da planta de trigo, tais como: cascas, fragmentos do colmo, folhas, entre outras. Grãos avariados: são os grãos que se apresentam danificados pelo calor, danificados por insetos, ardidos, mofados, germinados, esverdeados, chochos, bem como os quebrados (fragmentados) e o triguilho. Grãos danificados por insetos: são os grãos ou pedaços de grãos que apresentam danos resultantes da ação de insetos e/ou outras pragas. Grãos danificados pelo calor (queimados): são os grãos inteiros ou quebrados que apresentam a coloração do endosperma diferente da original, no todo ou em parte, devido à ação de elevada temperatura na secagem. Grãos mofados: são os grãos inteiros ou quebrados que apresentam fungos (mofo ou bolor) visíveis a olho nu. Grãos ardidos: são os grãos inteiros ou quebrados que apresentam a coloração do endosperma diferente da original, no todo ou em parte, pela ação de processos fermentativos. Grãos chochos: são os grãos que se apresentam desprovidos parcial ou totalmente do endosperma, devido ao incompleto desenvolvimento fisiológico e que vazam através da peneira de crivo oblongo de 1,75mm x 20,00mm (espessura da chapa: 0,72mm). Triguilho: são os grãos que vazam através da peneira de crivo oblongo de 1,75mm x 20,00mm (espessura da chapa: 0,72mm). Grãos quebrados (fragmentados): são fragmentos de grãos que vazam a partir da peneira de crivo oblongo de 1,75mm x 20,00mm (espessura da chapa: 0,72mm) Tipos Peso mínimo do Hectolitro (kg/hl) Umidade (% máximo) Matérias Estranhas e Impurezas (% máximo) Grãos avariados (% máximo) Danificados por Danificados pelo Insetos Calor, Mofados e Ardidos. Chochos, Triguilho e Quebrados. 14

15 ,00 0,50 0,50 1, ,50 1,00 1,00 2, ,00 1,50 2,00 5,00 Fonte: Mapa (2001) Tabela 6: Tipos de Trigo - INSTRUÇÃO NORMATIVA SARC Nº 7, DE 15 DE AGOSTO DE 2001 O sistema de classificação do trigo desempenha um papel importante, permite melhor coordenação de compra nas transações de trigo, auxilia o Brasil acompanhar os padrões internacionais bem como o mapeamento dos trigos brasileiros e o processo de negociação entre os elos da cadeia PEROSA (2007, p 79) Farina (1999) salienta que sem um padrão para classificação de produtos, mesmo quando estes compartilham poucas características específicas tal que poderiam ser objetos de uma classificação geral, o mercado torna-se ineficiente como instrumento de coordenação e a adoção de um padrão adequado pode melhorar o seu desempenho. A classificação do trigo exige um alto investimento em ativo específico por parte das cooperativas para separar o trigo de acordo com diferentes classes e tipos. No Tabela 7, mostra o preço mínimo da saca de sessenta quilos de trigo pago pelo governo brasileiro em Reais na safra O preço varia em função da classificação e tipo de trigo e região onde é comprado, percebe-se um estímulo no plantio nas regiões centro-oeste e sudeste da Bahia preço mínimo mais alto que na região sul. Conforme Lima (2009) O incentivo para a região é explicado pelo fato de a colheita ser durante o período de entressafra na Argentina. 90% do trigo produzido no Brasil é concentrado na região Sul, sendo Paraná responsável em média por 50% da produção Nacional. Segundo as estimativas da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná SEAB, os custos para cultivo mínimo do trigo orçados em maio de 2009, foram de R$1.696,39 com expectativa de produção de 40 sc/ha. Os mecanismos de apoio a comercialização do governo brasileiro são eficientes, o problema é que quando os preços de mercado atingem as cotações dos preços mínimos ou abaixo, os custos de produção são para maioria das regiões e cultivares maiores que as receitas com vendas pelo preço mínimo, como é o caso dos triticultores paranaenses, estão trabalhando com prejuízos. Região/Estado amparados Sul Tipo PH Preços mínimos R$/60Kg mínimo Brando Pão Melhorador/ Durum ,46 31,80 33, ,66 29,22 30, ,33 25,07 25,07 Centro-Oeste, Sudeste ,76 35,64 37,32 e BA ,60 32,70 34, ,99 28,19 28,19 Fonte: Mapa (2010, p 37) Tabela 7: Trigo, preço mínimo safra 2009/

16 O agronegócio do trigo é uma atividade cercada de riscos e incertezas, principalmente em seu elo de produção. Além do risco de preço, existem grandes riscos de perdas nas lavouras por adversidades climáticas, as alterações climáticas como excesso de chuvas compromete mais do que a produção, prejudica principalmente a qualidade do trigo. Num ano desfavorável para cultura, além da queda na produção, o trigo colhido é de baixa qualidade. Visto que as condições climáticas no agronegócio geral, especialmente do trigo influenciam além da produtividade a qualidade do grão, o governo federal tem investido em mecanismos de proteção para que esses riscos sejam gradativamente minimizados e administrados com eficiência. Duas ferramentas utilizadas pelo Mapa são: Zoneamento Agrícola de Risco Climático Zarc: É um pacote tecnológico que indica as melhores épocas de plantio, de forma a se evitar que eventos climáticos adversos atinjam as plantações em suas fases fenológicas mais sensíveis. Serve para orientar agricultores, profissionais do setor agropecuário, agentes financeiros e seguradoras, tem como objetivo minimizar os riscos de perdas ocasionadas por intempéries climáticas nas fases mais sensíveis das lavouras. Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural PSR: é seguro agrícola no qual os produtores são indenizados por perdas causadas por clima adverso. Na modalidade agrícola, varia de 40% a 70% do valor do prêmio e está limitado a R$ 96 mil por produtor em cada ano. A mais tradicional de todas as modalidades de seguro agrícola é o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária Proagro, instituído em 1973, tem por objetivo exonerar o produtor do cumprimento de obrigações financeiras em operações de crédito rural de custeio e indenizar os recursos próprios aplicados no empreendimento, em decorrência de perdas de receitas por eventos climáticos adversos ou pragas e doenças sem método de combate, controle ou profilaxia difundidos MAPA (2009). Fonte: MAPA (2010, p 6) Figura 3: BRASIL Disponibilidade e uso do crédito ( ) Crédito Rural - Recursos Programados Investimento, Custeio e Comercialização, Total 16

17 A Figura 3 mostra a evolução a nível nacional da disponibilidade de crédito do governo, destinados ao agronegócio brasileiro de direcionados a programas de investimentos, custeio e comercialização das safras. Percebe-se expressivo aumento dos investimentos no agronegócio, em 2010 superando 100 bilhões de reais, representando 3% do PIB nacional. 5. Subsídios internacionais Após abertura da economia em 1990 com governo Collor, o Brasil ficou aberto a livre concorrencia, cortando seus subsídios agrícolas. Os Estados Unidos e a União Européia continuaram com altos investimentos para proteger produtos agrícolas como laticínios, açúcar, arroz, trigo, milho e carne. Esses subsídios criam uma situação artificial de mercado, que mina a competição igualitária de outros países produtores. Pois pagam a seus agricultores, a diferença entre os custos de produção e o valor dos produtos agrícolas no mercado internacional. Essa prática força uma queda internacional dos preços, o que diminui a competitividade dos países em desenvolvimento e, eventualmente, diminuí a própria produção destinada ao mercado interno desses países, já que os produtores locais ficam incapazes de competir com produtos importados tão baratos OMC (2009). Com abertura da economia em 1990, o governo brasileiro alega junto a Organização Mundial do Comércio OMC que, desde 1999, os Estados Unidos da América (EUA) têm frequentemente excedido o limite de gastos acordado na OMC para subsídios agrícolas que distorcem o comércio. Este dinheiro é utilizado pelos EUA para apoiar a pecuária e a produção de commodities como trigo, milho, sorgo, algodão e arroz. O Brasil também questiona algumas isenções tributárias e garantias de crédito à exportação, com o argumento de que tais medidas equivalem a subsídios proibidos. Na visão de Born; Gunn (2001) tais subsídios criam situações injustas que impedem criação de empregos e atividades econômicas nos países em desenvolvimento, afetam a segurança alimentar e, também, a seguridade ambiental planetária. Cita o exemplo do Brasil, um dos maiores importadores de trigo no mundo, é mais barato importar trigo (e ficar dependente de outros produtores) do que promover seu cultivo ambientalmente adequado no país, face aos subsídios existentes em outros países aos agricultores. Sendo assim, no curto prazo é mais barato importar trigo, pois os subsídios de outros países fazem com que o preço de venda seja menor do que o custo de produção, ao analisar o médio e longo prazo, essa prática compromete a segurança alimentar do país importador. Por outro lado, nem todo subsídio é ruim. Na competição com produtores europeus ou norteamericanos, produtores agrícolas resistem a incorporar, em suas atividades, medidas de proteção ambiental ou dos trabalhadores, penalizando consumidores que poderiam desejar ter acesso a bens e serviços social e ambientalmente responsáveis (BORN; GUNN 2001). Os europeus justificam seus subsídios distorcidos baseados em conceito de relevância ambiental, fundiária, social e cultural: a multifuncionalidade do espaço rural, essencial para a valorização da paisagem, de bens e tradições culturais e históricas e até o controle demográfico, mitigando êxodo rural (BORN; GUNN 2001). Diante desse cenário, o Brasil inicia disputa na OMC contra subsídios agrícolas especificamente dos Estados Unidos, o assunto tem gerado grandes divergências, nenhum acordo definitivo tem sido firmado. Nesse sentido o governo brasileiro vêm 17

18 aumetnatdo a disponibilidade do crédito agrícola para custeio e investimento subsidiando o juro, com taxas abaixo do mercado. Entretanto, a dificuldade de acesso ao crédito devido as garantias, exigências bancárias e a burocracia do sistem tem sido o grande problema na distribuição do crédito. 5. Conclusão Este artigo tem por objetivo discutir a influencia das políticas governamentais na coordenação do agronegócio do trigo no Brasil. Para tanto foi realizada uma ampla pesquisa bibliográfica através da consulta de internet artigos, teses e dissertação, assim como sites de órgãos públicos, representações de classes setoriais, instituições de pesquisa, entre outros. Chama atenção o fato de que em nenhum período da história o Brasil foi autosuficiente em trigo, mesmo no auge da política de subsídios. Chegou perto de atingir a autosuficiência na década de 1980, quando em 1987 chegou a produzir 93% das necessidades de consumo interno Conab (2009). Na década de 1990, o governo Collor abre a economia, corta toda a política de subsídios, revogando o Decreto 210 de O setor tritícola é exposto à concorrência internacional. O elo de produção torna-se a parte mais fragilizada da cadeia em funções das condições de clima e solo desfavoráveis e os altos riscos de produção, qualidade, preços envolvidos nesse agronegócio inviabilizaram o investimento, assim como a defasagem tecnológica. Situação que se agrava com a instituição do MERCOSUL em 1994, com corte dos impostos de importação, os moinhos brasileiros compram trigo da Argentina que tem condições de clima e solo favoráveis para o plantio, produzindo trigo a menor custo e melhor qualidade, o que acabou inviabilizando ainda mais o cultivo do trigo nacional, tornando a importação a melhor estratégia para atendimento das necessidades internas. Com a redução dos estoques internacionais aos menores índices históricos, chegando a 18% das necessidades de consumo e a notícia da chamada crise mundial de alimentos em 2008, fazendo aumentar o preço de praticamente todas as commodities agrícolas, o trigo nacional voltou a ser uma opção de cultivo nas culturas de inverno Brasileiras, sofrendo forte concorrência com milho safrinha em área plantada. Um dos grandes problemas encontrados na produção tritícola nacional é a baixa produtividade e a qualidade do produto. As condições climáticas no Brasil são desfavoráveis, interferem tanto na produtividade como na qualidade do trigo. Para contornar esses problemas o governo investe a partir da Embrapa e outras instituições de pesquisa no programa de Zoneamento Agrícola de Risco Climático, realizando mapeamento do território, identificando melhores épocas de plantio de acordo com as condições de clima e solo para obter melhores resultado no agronegócio nacional. A Embrapa vem pesquisando o plantio de novas variedades, buscando melhoras não somente na produtividade como também na qualidade do produto, inclusive pesquisando o plantio de variedades adaptadas ao cerrado nacional. A área plantada ainda é pouco expressiva nesta região, porém os resultados são favoráveis, haja vista que em condições irrigadas, a produtividade média supera 90 sc/ha, enquanto que no sul do Brasil a produtividade média é de 40 sc/ha Conab (2008). Atualmente a região Sul é responsável por mais de 90% da produção nacional, todavia com a nova Política de Preços Mínimos, que define preços superiores para o restante do Brasil 18

19 comparados aos da região sul, percebe-se um estímulo ao plantio e desenvolvimento do trigo no restante do Brasil. Assim como a soja se expandiu da região sul em direção ao cerrado, o trigo parece seguir o mesmo caminho, o Centro-Oeste com clima seco e sem risco de geada, em locais com altas altitudes, encontra-se condições ideais para colher trigo de alta qualidade, produtividade em condições irrigadas. Com relação ao problema da qualidade do trigo, o governo definiu importantes critérios para classificação, separando por finalidade de consumo. Esse novo método de classificação contribui para a coordenação e rastreabilidade do trigo ajustando-se aos padrões internacionais, facilitando a produção e comercialização contratada. Na Política de Preços Mínimos, a remuneração é diferenciada em função da finalidade e qualidade do trigo e das regiões produtoras. Nas reuniões e negociações junto a Organização Mundial do Comércio OMC, o Brasil se posiciona contra a política de subsídios agrícolas implantada em alguns países, visto que distorcem os preços do mercado. Trata-se de um assunto muito delicado, que têm provocado grandes divergências, o que impede a promulgação de um acordo definitivo sobre a comercialização do trigo. O governo brasileiro por sua vez vem subsidiando os juros destinados ao custeio e investimento agrícolas com taxas abaixo das praticadas no mercado. Todavia a Política de Preços Mínimos não tem se mostrada adequada à realidade tritícola brasileira. A produtividade medida pela Conab associada aos custos levantados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento no Paraná são incoerentes, pois as receitas são inferiores aos custos de produção, de tal forma que Política de Preços Mínimos do trigo tem servido apenas para reduzir os recorrentes prejuízos desta cultura de inverno. Esta análise permite concluir que uma solução de longo prazo para a produção e abastecimento do trigo no Brasil é muito mais complexa do que em outras cadeias produtivas. Para se desenvolver estratégias mais eficientes de coordenação desta importante cadeia produtiva torna-se necessário uma abordagem sistêmica, pois somente desta forma será possível avaliar de forma mais realista as complexas interações econômica, sociais, políticas e ambientais envolvidas. Finalizando, cabe salientar que este estudo apresenta algumas limitações por não ter abordado fatores importantes de análise tais como política tributária, variação cambial e estrutura logística. Referências ABITRIGO Disponível em acesso ARBAGE, Alessandro Porporatti. Custos de Transação e seu Impacto na Formação e Gestão da Cadeia de Suprimentos: Estudo de Caso em uma Estrutura de Governança Híbridas do Sistema Agroalimentar do Rio Grande do Sul. Tese 267 f. Programa de Pós Graduação em Administração URGS, BORN, Rubens; GUNN, Lisa. Promessas e riscos da OMC: para quem valeria o sucesso ou o fracasso da reunião ministerial de Cancun? Rubens Born (Vitae Civilis) e Lisa Gunn (IDEC Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que estiveram na 5ª. Reunião Ministerial da OMC em Cancun

20 BRASIL, Instrução Normativa SARC Nº 7, de 15 de agosto de Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Secretaria de Apoio Rural e Cooperativismo. BRASIL, Plano Agrícola e pecuário Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ano BRUM, Argemiro Luís; MÜLLER, Patrícia Kettenhuber A realidade da cadeia do trigo no Brasil: o elo produtores/cooperativas. RER, Rio de Janeiro, vol. 46, nº 01, p , CAFÉ, Sônia L.; FONSECA, Paulo S. M.; AMARAL, Gisele F.; MOTTA, Maria F. S. R.; ROQUE, Carlos A. L.; ORMOND José G. P. Cadeia Produtiva do Trigo BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n. 18, p , set COLLE, Célio Alberto. A Cadeia Produtiva do Trigo no Brasil: Contribuição para Geração de Emprego e Renda. Dissertação de Mestrado 160 f. Economia Rural, Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS, Porto Alegre CONAB Companhia Nacional de Abastecimento. Safras. Disponível: <http://www.conab.gov.br> Acesso: 30/12/2009. CORTE, Vitor F. D. As estratégias e a Organização das Indústrias de Farinha de Trigo e de Massas Alimentícias do Rio Grande do Sul. Dissertação122 f. UFSM, Santa Maria, RS EMBRAPA Disponível em acesso FARINA, Eizabeth M. M.Q. Competitividade e coordenação de sistemas agroindustriais: um ensaio conceitual. Revista Gestão & Produção, Vol. N. 3, Dezember 1999: GOLDBERG, R. A. Agribusiness Coordination: A Systems Approach to the Wheat, Soybean, and Florida Orange Economies. Division Research. Graduate School of Business and Administration. Harvard University, 256 p LIMA, Luiz Carlos Oliveira Sistema Produtivo do Trigo: Oligopólio Mundial, Investimento Estratégico e Arena Competitiva. UFRRJ, RIO DE JANEIRO - RJ BRASIL (2009). OCEPAR Organização das Cooperativas do Estado do Paraná. As Cooperativas e o Desenvolvimento do Estado do Paraná. Disponível em <http://www.ocepar.org.br/upl/outro/cooperativismoparana2008.pdf> Consulta 21/06/2009. OMC Organização Mundial do Comércio. Subsídios Agrícolas. Disponível em Consulta em 15/01/2010. PEROSA, Bruno Benzaquen. Novos mecanismos de coordenação no mercado do trigo Brasileiro. Dissertação de mestrado 165 f. Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Produção da Universidade Federal de São Carlos UFSCar, São Carlos PEROSA, Bruno Benzaquem; PAULILLO, Luiz Fernando. Novas formas de coordenação setorial em cadeias agroindustriais após 1990: o caso dos elos tritícola e moageiro brasileiros Gest. Prod., São Carlos, v. 16, n. 1, p , jan.-mar ROSSI, Ricardo. Caracterização e Coordenação de Sistemas Produtivos: o caso do trigo no Brasil f. Dissertação (Departamento de Economia, Administração e Contabilidade) Universidade de São Paulo, São Paulo, SEAB Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento Disponível em acesso

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