O ENSINO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL NAS ESCOLAS TÉCNICAS

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1 O ENSINO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL NAS ESCOLAS TÉCNICAS Sérgio Lamana - Centro Estadual de Educação Profissional de Ponta Grossa Rua Júlia da Costa, Oficinas Ponta Grossa -PR Antônio Carlos de Francisco- Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR Av Monteiro Lobato, s/n - Km 4 CEP Ponta Grossa - PR Ponta Grossa -PR Resumo: Este artigo tem como objetivo o estudo a respeito do nível de ensino sobre Propriedade Intelectual nas escolas técnicas, através de questões fechadas sobre o tema, aplicada tanto aos discentes como aos docentes, utilizando como modelo uma turma do curso técnico em Eletromecânica do Centro Estadual de Educação Profissional de Ponta Grossa no Paraná. Palavras-chave: Ensino, Propriedade, Intelectual, Escolas,Técnicas 1- INTRODUÇÃO Há muitos anos, os economistas tentam explicar porque algumas economias crescem rapidamente, enquanto outras não. Geralmente, tem-se aceito que o conhecimento e a inovação desempenham um papel importante no crescimento econômico, especialmente nas últimas décadas (IDRIS, 23). Com a globalização e o aumento da velocidade das informações, o tema de Propriedade Intelectual, tem se tornado prioridade para os países em desenvolvimento, devido a sua importância econômica e social. Os países que investem em pesquisa e desenvolvimento se tornam altamente produtivos no campo de inovações tecnológicas e com ele cresce a sua participação em patenteamento do mundo. Devido a isto, a propriedade intelectual se torna ponto sensível para colocar os países

2 em posição de destaque no cenário mundial, assim como acelerar o desenvolvimento. (AMORIM BORHER et al.,27). Apesar da crescente importância da propriedade intelectual como instituição necessária para dar proteção e facilitar a valorização econômica do conhecimento científico e tecnológico, vistos como propulsores do crescimento e desenvolvimento econômico e social (BUAINAIN et al., 24), há carência de investimentos na formação e capacitação de recursos humanos em diferentes níveis sobre propriedade intelectual, principalmente nos geradores de tecnologia, que são as escolas técnicas profissionalizantes e universidades (AMORIM BORHER et al.,27). A fim de estabelecer um mecanismo de incentivo de propriedade intelectual de alta qualidade, devidamente protegida e disponível para sociedade, é urgente a necessidade de desenvolver a formação de recursos humanos para estabelecer esta cultura em nossa população. À luz disto, é importante estabelecer um ambiente para sensibilizar a sociedade em geral da importância do conhecimento da propriedade intelectual, tomando medidas para fomentar a propriedade intelectual através educação escolar, desde a infância, desta forma desenvolvendo recursos humanos melhor preparados sobre o tema dentro das instituições de ensino, incluindo universidades e escolas tecnicas, assim como melhorar a compreensão e interesse da propriedade intelectual pela sociedade. Cabe, então, aos cursos técnicos e tecnológicos, a inserção do conhecimento básicos que os futuros profissionais das áreas técnicas, enriquecendo seus conhecimentos sobre os preceitos legais e técnicos da Propriedade Intelectual, auxiliando-os, inclusive, na sua interação com o setor industrial. Esta pesquisa foi do tipo qualitativa. Foram realizados questionários para coleta de dados e estes ofereceram subsídios às proposições pretendidas destinadas a investigar sobre o nível de ensino de propriedade intelectual nos cursos técnicos, em especial no Curso de Eletromecânica do Centro Estadual de Ponta Grossa (CEEP), procurando demonstrar a participação destes conhecimentos para o desenvolvimento econômico do país. 2- BREVE HISTÓRICO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL A Propriedade Intelectual teve seus primórdios no Renascimento, no norte da Itália e histórica mente é considerado o berço do sistema de propriedade Intelectual de modo que o conceito não é novo. Uma lei veneziana de 1474 fez a primeira tentativa sistemática para proteger invenções através de patentes, que concedeu o direito exclusivo de um indivíduo. No mesmo século, a invenção do tipo móvel e da imprensa por Johannes Gutenberg por volta de 144 contribuiu para o nascimento do primeiro sistema de direitos autorais no mundo. No final do século XIX, novas tecnologias incrementaram a industrialização em larga escala acompanhadas desses fenômenos como o rápido crescimento das cidades, expandindo ferrovias, o investimento de capital e crescimento do comércio transoceânico. Novos ideais do industrialismo, o surgimento de governos centralizados mais fortes, e o nacionalismo mais forte levou muitos países a estabelecer suas primeiras leis Patente Industrial modernas. A discussão sobre a necessidade de uma proteção internacional a propriedade intelectual surgiu pela primeira vez em Viena, 1873, a partir de um manifesto de expositores que se recusavam a participar de um Salão Internacional de Invenções, por acreditarem não haver formas de garantir que outros inventores se apropriassem de suas ideias obtendo lucros com a exploração em outros países. O sistema Patente Industrial internacional também começou a criar raízes naquela época com dois tratados de propriedade intelectual fundamentais, a

3 Convenção de Paris para a Proteção da Propriedade Industrial, em 1883, e de Berna Convenção para a Proteção das Obras Literárias e Artísticas em Após esta conjuntura de debates e de busca dos Estados Soberanos de proteger as criações do produzidas em seu território nacional, foi estabelecida a independência da concessão entre os países, o tratamento igual entre nacionais e estrangeiros e o direito a prioridade para depositar o mesmo pedido em outros países signatários da Convenção), em seguida o Direito Internacional Público produz mais uma fonte para regulamentar a Propriedade Intelectual no âmbito internacional, a Convenção de Berna sobre Direitos Autorais. Infelizmente, embora o Brasil tenha sido um dos primeiros países a assinar a Convenção da União de Paris (1883), que foi a primeira convenção para proteção da Propriedade Intelectual, até hoje não há a adequada disseminação da cultura da proteção do patrimônio intelectual no país. Por conseguinte, o país ocupa posição desfavorável nos indicadores de desenvolvimento tecnológico, não podendo-se dizer o mesmo no que se refere à produção do conhecimento. Ou seja, o país está produzindo bem cientificamente, mas não está transformando conhecimento em inovação (MARCUZZO, 23) O panorama atual na conjuntura internacional de nosso interesse é sem dúvida a discussão sobre o TRIPS (Trade Related Aspects of Intellectual Rights) que trata da propriedade intelectual 1995 devendo ser refletida as consequências da implementação deste Tratado para o Brasil, país em desenvolvimento possuidor de uma mega diversidade, mas que pouco fomento atividades de desenvolvimento tecnológico científico No Brasil, é disciplinada sobretudo pelas leis 9.279/96 (Marcas e Patentes), 9.456/97 (Cultivares), 9.69/98 (Software) e 9.61/98 (Direitos Autorais). Além disto, o nosso país faz parte, inclusive como signatário, de tratados internacionais, como as Convenções de Berna, sobre Direitos Autorais, e de Paris, sobre Propriedade Industrial, e outros acordos como o TRIPs (Trade-Related Aspects of Intellectual Property Rights). É também preceito Constitucional, estando arrolado entre os "Direitos e Garantias Fundamentais", com previsão nos incisos XXVII, XXVIII e XXIX do artigo 5º da Constituição Federal. 3 - CONCEITO PROPRIEDADE INTELECTUAL De acordo com a definição da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), constituem propriedade intelectual as invenções, obras literárias e artísticas, símbolos, nomes, imagens, desenhos e modelos utilizados pelo comércio. De acordo com esse entendimento, é uma forma de proteger direito de uma pessoa sobre um bem imaterial concedido por um órgão oficial de Propriedade Intelectual sobre as criações, obras e produções do intelecto, talento e engenho. Tal propriedade é concedida por um período de tempo determinado em lei, e desta forma auferir aos seus detentores como recompensa pela própria criação, vindo a cair posteriormente em domínio público. A propriedade industrial é a proteção legal das criações voltadas à comercialização e a produção industrial, coberta pelos títulos emitidos pelo Governo através do órgão especializado, que constituem antes de tudo, um bem econômico, que podem ser negociados, licenciados, vendidos ou cedidos como ativos de uma empresa ou pessoa física (MACEDO e BARBOSA, 2). A fim de proteger a produção, a propriedade industrial aparece na forma de patentes de invenção, patentes de modelo de utilidade e modelos industriais (EPSZTEJN, 1998). Para Rivette e Kline (2), existem duas razões para que as análises sobre propriedade intelectual concentrem se sobre as questões de patenteamento. Primeiro, porque as patentes desfrutam de forte proteção legal e são fatores de sucesso comercial das empresas e, a outra

4 razão é porque os bancos de dados de patentes são poderosas fontes de informações tecnológicas. De acordo com a Lei da Propriedade Industrial - Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996, os requisitos de patenteabilidade são: aplicabilidade industrial (suscetível de fabricação industrial); novidade (não tenha se tornado acessível ao público); e atividade inventiva (não decorra de matéria evidente ou óbvia do estado da técnica). Há dois tipos de patente: patente de invenção e modelo de utilidade. As patentes de Invenção visam à proteção das criações de caráter técnico, para solucionar problemas em uma área tecnológica específica. Enquanto as patentes de Modelo de Utilidade são objetos que, sem visar um efeito técnico peculiar (caso em que constituiriam uma invenção propriamente dita) se destinam a melhorar o uso do objeto, podendo acarretar uma maior eficiência ou comodidade no uso do mesmo (INPI). A importância das patentes é tão grande que um dos indicadores do desenvolvimento tecnológico de um país é o número de patentes que detém. 4- PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO 4.1- Propriedade Intelectual nos cursos técnicos Sabe-se que pouco sobre o tema Propriedade Intelectual é informado aos jovens que estão cursando, no Brasil, as faculdades de Engenharia, podendo-se inferir que menos informação ainda chega aos que cursam o ensino técnico de nível médio (SANTOS & ROSSI, 22). Embora o objetivo precípuo dos cursos técnicos de nível médio seja a formação de um cidadão voltado ao mercado de trabalho, e discutir os princípios das tecnologias a ele concernentes dão luz a elementos essenciais para a definição de um propósito específico para a estrutura curricular da educação profissional e tecnológica convém ressaltar que muitas instituições envidam esforços no sentido de propiciar ao aluno um perfil empreendedor, tornando-o capaz de desenvolver, não só, mas também seu próprio negócio através inclusive da realização de atividades de pesquisa. Neste sentido, a implementação de projetos que visem à disseminação da cultura da Propriedade Intelectual vem ao encontro desta produção tecnológica ainda carente de efetiva proteção legal. Uma iniciativa pioneira no Brasil vem sido desenvolvida no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow Rio de Janeiro visando disseminar a cultura da proteção dos ativos intelectuais gerados internamente, através de seu Núcleo de Propriedade Intelectual, que visa promover a sua transferência ao setor produtivo Um exemplo a ser adotado O JPO vem disseminando a cultura da Propriedade Intelectual através de medidas que vão desde a escola fundamental e média, fornecendo livros didáticos que ensinem os Direitos de Propriedade Intelectual. Buscam a formação de recursos humanos, oferendo curso aos professores e as instituições de educação profissional para adquiram um conhecimento básicos sobre os direitos de prorpiedade intelectual. Para sociedade com o objetivo de desenvolver o conhecimento são feitos seminários para empresários, pesquisadores, sendo que a participação vem crescendo anualmente. As escolas técnicas e de Engenharia estão adotando os cursos de Propriedade Intelectual em suas ementas.

5 4.2 As Patentes Universitárias Existem no país, trabalhando na área de PI, um bom número de pessoas capacitadas a executar tarefas em suas áreas específicas de atuação, tais como advogados, economistas, etc. Entretanto, quando nos voltamos para os profissionais técnicos devidamente qualificados para efetuar uma proteção das patentes abrangente, verificamos que este número é bem menor, muito aquém do que se observa em outros países. No aspecto tecnológico, os outros países, como a Coré ia e os EUA tem hoje uma visão avançada em relação as patentes universitárias. Os EUA têm um total que representa cerca de 3% de patentes universitárias, número insignificante perto do Brasil que chega a 59%. Numa cultura de inovação, as empresas dos EUA não estão interessadas nas patentes geradas nas universidades, nem em seus resultados, sendo que somente 1% do que as empresas gastam em pesquisa é contratado com as universidades. Para as empresas americanas o importante é o conhecimento incorporado em pessoas, que absorvidas pelas empresas irão realizar pesquisa e desenvolvimento que garante diferencial de lucro apoiados em progresso tecnológico.. Cerca de 7% dos mestres e doutores, que saem a cada ano, das universidades dos EUA vão fazer pesquisa na empresa privada (LAMANA, 29). Comparativamente o Brasil tem uma massa crítica de cerca de sessenta mil cientistas, isto é, um para cada três mil habitantes e representa 2% do que o País precisaria para atender às demandas de ciência e tecnologia (C&T), sendo que nos Estados Unidos existe um milhão de cientistas, isto é, um cientista para cada trezentos habitantes. Contudo, interessa ter uma visão mais ampla da realidade da empresa científica e tecnológica brasileira, da qual a pesquisa e desenvolvimento são partes importantes, porém não exclusivas. Nessa perspectiva, além do pessoal científico e técnico ocupado nessas atividades, deve-se considerar o nível geral de educação da sociedade (LAMANA, 29). Na Coré ia do Sul, o número de cientistas e engenheiros envolvidos com inovação e desenvolvimento tecnológico nos 59%, enquanto nos EUA este número chega a 7%, e no Brasil este número chega a 19,8%. Persiste aí a diferença no sistema de pesquisa e desenvolvimento, caracterizado pelo número ainda insuficiente de cientistas e engenheiros envolvidos com a atividade de inovação nas próprias empresas. Há uma diferença de quase 2 vezes no número de patentes universitárias se compararmos com os EUA. Neste ano, o Brasil formará 3 mil mestres e doutores em ciências tecnológicas, sendo que no máximo 1% destes vão para as empresas desenvolver pesquisas, temos então uma diferença absurda de 7 vezes comparado aos EUA. Vale lembrar que a pesquisa desenvolvida nas universidades, em geral, trata de temas mais genéricos, que raramente geram inovações tecnológicas que podem vir a ter valor comercial, fator que justifica um registro de patente. Mesmo assim, o país tem-se empenhado em melhorar esse quadro, otimizando - a partir de iniciativas das próprias universidades, dos institutos de pesquisa e até do INPI - o estímulo às pesquisas que podem vir a gerar patentes comercialmente viáveis. Somente a partir do registro de uma patente é que seu inventor ou a empresa na qual o invento foi desenvolvido têm direito a ser remunerados pelo seu licenciamento. Isto é, a empresa interessada em produzir ou utilizar determinada inovação tem de pagar royalties por seu uso, desde que ela seja patenteada. Outro problema que cabe ressaltar no ambiente acadêmico é o questionamento que surge: patentear ou publicar? A preocupação é que o pedido de registro de patente seja depositado antes da publicação do artigo, pois na maioria dos países uma tecnologia não pode ser patenteada após ter sido descrita ou demonstrada de forma pública.

6 5- METODOLOGIA A pesquisa realizada foi do tipo qualitativa, coleta de dados estruturados e conferindo-lhes tratamento quantitativo. (MARCONI & LAKATOS, 1996) Os procedimentos para a pesquisa foram: formulação do questionário, tabulação dos dados, tratamento estatístico dos dados, análise dos dados e exposição dos resultados. Um dos fundamentos para a escolha de um caso único reside no fato deste ser considerado um caso representativo ou típico, onde o objetivo é capturar as circunstâncias e condições de uma situação lugar-comum (YIN, 25). As observações advindas visam representar um modelo do conhecimento sobre Propriedade Intelectual do Curso Técnico em Eletromecânica. Para realização da coleta de dados, aplicou-se questionário um direcionado ao corpo docente e outro ao discente. Na pesquisa realizada com o corpo docente e discente, foram aplicados questionários, com 1 professores e 3 alunos do 3º período do Curso Técnico de Eletromecânica, que contavam com sete questões do tipo fechadas, onde foram coletadas informações acerca de Propriedade Intelectual: se sabem como proteger os direitos relativos à PI, se conhecem o principal órgão responsável pela proteção, se receberam informação a respeito deste tema em seu curso técnico, se consideram necessário este tipo de informação para os alunos da área técnica e se uma disciplina que tratasse do tema seria importante para o curso técnico. 6- ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS 6.1 Tem conhecimento de Propriedade Intelectual? Cerca de 7% dos docentes tem conhecimento de Propriedade Intelectual. O conhecimento de Propriedade Intelectual dos alunos demonstra um pequeno grau de informação acerca de Propriedade Intelectual, atesta que menos de 4% dos entrevistados demonstram saber o que é Propriedade Intelectual.

7 6.2 Sabe como proteger os direitos de Propriedade Intelectual? Dentre os alunos conhecedores do tema, 2% informaram que tem conhecimento de como proteger estes direitos. 8% dos alunos ainda desconhece as formas de proteção. Dos professores 5% tem conhecimento e 5% desconhece o tema. 6.3 Conhece as funções do INPI? Nota-se dos que dos 2 % dos alunos e 5% professores responderam que sabem como proteger os direitos de PI, somente 3% dos professores e 1 % dos alunos conhecem o INPI órgão responsável pela proteção de direitos de PI, o que torna obscuro os dados, assim como revela a pouca difusão do tema e dos órgãos responsáveis pelo assunto. 6.4 Teve conhecimento de Propriedade Intelectual no seu curso de formação?

8 Em torno de 6% dos professores tiveram algum tipo de contato com o tema durante seus cursos de graduação ou técnico. Dos alunos conhecedores do tema, 2% afirmaram que receberam informação no ensino técnico. Infere-se que estes dados estejam ligados, possivelmente, à dificuldade de absorção de conteúdo por parte do corpo discente, visto que este saber não está sistematizado no currículo dos cursos e muito provavelmente é transmitido em conversas informais. 6.5 Acha que a Propriedade Intelectual é importante para a economia do país? Cerca de 8% do corpo docente reconhecem a importância para o desenvolvimento do país, enquanto 7 % dos alunos reconhecem a importância da Propriedade Intelectual para o país. 6.6 Consideram importante uma disciplina de Propriedade Intelectual nas Escolas Técnicas? Observa-se que a 9 % dos professores entrevistados, considera importante o conhecimento de PI por parte dos alunos dos cursos técnicos, assim como 7 % desejariam aprender o conteúdo se estivesse inserido na sua grade curricular.

9 6.7 Esta disciplina deveria ser obrigatória? Observa-se que 7% dos professores entrevistados consideram importante ter conhecimento de PI e 7% dos alunos entrevistados que sabem o que é Propriedade Intelectual consideram importante uma disciplina de PI nas escolas técnicas e tem interesse em cursar esta disciplina de forma obrigatória. Dos docentes que participaram da pesquisa, 4% são da formação geral, ou seja, ministram disciplinas do ensino médio enquanto que, os demais 6 % ministram disciplinas técnicas. 7- CONSIDERAÇÕES FINAIS Com o objetivo de avaliar ao conhecimento sobre propriedade intelectual, este artigo através da pesquisa aplicada, nos demonstrou que os docentes e discentes do curso de Eletromecânica do Centro Estadual de Educação Profissional de Ponta Grossa, encontram-se aquém do necessário para que o país venha a ocupar situação de destaque no cenário mundial, e que, é urgente fomentar mentes de propriedade intelectual através da educação escolar,assim como desenvolver recursos humanos focados em sistemas de propriedade intelectual, e melhorar a compreensão e interesse da propriedade intelectual. É inegável a importância da proteção das patentes e do ensino da Propriedade Intelectual nos cursos de tecnologia e é notório o quão necessário é se investir neste tema de uma forma agressiva e imediata. Primeiramente será necessária a capacitação dos recursos humanos, ou seja, o corpo docente para transmitir o conhecimento. Outro problema a ser enfrentado será o da carga horária, que hoje abrigam disciplinas básicas do núcleo comum, como por exemplo, Filosofia, Sociologia, exigida por lei. A informação poderá ser transmitida com a inserção em alguns conteúdos de outras disciplinas técnicas, as quais deveriam passar por reformulação curricular ou até mudança do Projeto Político Pedagógico da Escola. Outra forma de disseminação seria através de projetos, palestras, mini cursos, Semanas de Mecânica, além de jogos ou outras formas, os quais podem acontecer no contra turno escolar, de modo a despertar o interesse pelo assunto por parte do corpo discente..enfim o que temos que nos conscientizar é que o crescimento econômico de um país, nos dias atuais, está diretamente relacionado ao seu crescimento tecnológico. O incentivo à pesquisa é a primeira iniciativa neste incremento, contudo toda e qualquer intervenção intelectual será bem mais estimulada se alicerçada por uma acolhida legal. Ao contrário, o desrespeito e a desproteção à Propriedade Intelectual gera prejuízos incalculáveis e danos morais irreversíveis, além de diminuir os ânimos dos inventores ou pesquisadores.

10 8- REFERÊNCIAS - AMORIM-BORHER, M.B. ÁVILA, J. CASTRO, A.C. CHAMAS, C.I. PAULINO, S. (27). Ensino e pesquisa em propriedade intelectual no Brasil. Revista Brasileira de Inovação, Rio de Janeiro (RJ), 6 (2), p.28131,julho/dezembro. Disponível em<http://www.ige.unicamp.br/ojs/index.php/rbi/article/viewfile/321/24>, acesso em 28 maio ARAÚJO, V. M. R. H. de. (1991). Informação: instrumento de dominação e de submissão. Revista Ciência da Informação, Brasília, 2(1): 37-44, jan./jun. Disponível em <http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/download/122 >, acesso em 3 jan BUAINAIN, A. M., CARVALHO, S. M. P. DE; PAULINO, S.R., YAMAMURA, S. (24). Propriedade intelectual e inovação tecnológica:algumas questões para o debate atual. Disponível em <http://www.desenvolvimento.gov.br/arquivo/secex/sti/indbrasopodesafios/coletanea/ofutind cadprodutiva/antoniomarcio.pdf>, acesso em 28 jan IDRIS, K. A power tool for economic growth. 2 ed. Geneva: WIPO Publication n 888.1, Jun.23.Disponívelem:<http://www.ompi.ch/export/sites/www/freepublications/en/intproper ty/888/wipo_pub_888_1.pdf>. Acesso em: 5 abr MACEDO, M.F.G; BARBOSA, A.L.F. Patentes, pesquisa & desenvolvimento: um manual de propriedade industrial. Rio de Janeiro, Editora Fiocruz, 2 -Organização Mundial de Propriedade Intelectual. OMPI. Disponível em Acesso em 2 jul RIVETTE, K.G. & KLINE, D. Discovering new value in intellectual property. In: Harvard -Business Review, 2 - YIN, R.K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 3 ed., Porto Alegre, Bookman, 25. Abstract - This article aims to study on the level of education on Intellectual Property in technical schools, through closed questions on the subject, applied to both the teachers and students, using as a model a class of technical course in the State Center for Electromechanics Professional Education of Ponta Grossa in Paraná. Key-words: Teaching, Propriety, Intellectual, School, Technical

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