Universidade Federal da Bahia Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. Tom Valença

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1 Universidade Federal da Bahia Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais Tom Valença Consumir e ser consumido, eis a questão! (parte II) outras configurações entre usuários de drogas numa cultura de consumo Salvador - Ba Março 2010

2 Tom Valença Consumir e ser consumido, eis a questão! (parte II) outras configurações entre usuários de drogas numa cultura de consumo Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais com concentração em Antropologia, sob orientação do Prof. Edward MacRae. Banca examinadora: Antonio Nery Filho Eduardo Paes-Machado Edward MacRae Júlio Assis Simões Paulo César Alves 2

3 Dois fins ou três legitimam a falta de princípios? 3

4 Agradecimentos Manifestar agradecimentos publicamente nunca foi do meu feitio, mas há situações que merecem abertura de precedente. Neste caso, talvez mais de uma. Inicialmente, eu agradeço as minhas famílias, tanto a que chamo de família de raiz meu pai, o Valença Mor; minha mãe, a Dona Clô; meus irmãos e sobrinhos, quanto aquela que percebo como família de antena minha esposa Rosa, minha filha Yedra e meus amigos. Essa galera toda foi paciente e muito tolerante com minha falta de paciência e tolerância em relação ao que eu considerava como podendo obnubilar a realização deste projeto; conversas de sala de visitas, encontros não programados, confraternizações programadas, viagens para qualquer lugar e tudo o que roubasse meu precioso tempo para divagar e refletir sobre os problemas que em grande parte eu mesmo havia construído. Também é fundamental salientar a assistência que recebi de pessoas que são especialistas em problemas criados por outros para que elas ajudem a resolvê-los. Primeiramente, Gey Espinheira, com sua paciência zen para ouvir meus delírios e depois devolvê-los em duas ou três bem humoradas sentenças filosóficas. Outra pessoa referencial é Edward MacRae, highlander de alta estirpe que com seu humor pra lá de britânico vem mostrando que fazer ciência não é ser burocrático com receio de não ser compreendido. Não por acaso, estes dois outsiders estabelecidos ajudaram a orientar nesta obra corrente, o que muitos acreditavam não ser possível orientar. Aos interlocutores que desde sempre me recusei a chamar de informantes, pois o que se estabeleceu entre nós não foi um mero repasse de informações, mas sim um diálogo profícuo e na maioria das vezes agradável, mando um forte abraço. Por fim, resgatando o que já havia dito sobre a dissertação de mestrado: não tenho dúvidas de que este projeto pôde ser realizado porque em decorrência de configurações muito específicas, minha faceta dionisíaca cedeu o trono para minha faceta apolínea. E desse lugar no qual me encontro envio saudações aos gregos e aos baianos. 4

5 Resumo Nos debates acadêmicos e nas representações midiáticas sobre a problemática das drogas, se tende a centralizar a abordagem na relação entre tráfico, violência e exclusão, muitas vezes naturalizando o consumo de substâncias psicoativas como um fator de desequilíbrio nas configurações socioculturais contemporâneas. Tal perspectiva enfatiza menos o discurso emitido do lugar do usuário que o seu papel como elo mais vulnerável da rede de consumo principalmente sendo o comércio das drogas ilícitas um dos mais rentáveis do mercado. Se, ao naturalizar a relação entre drogas e ilicitude, se estigmatiza a identidade e as marcas distintivas do usuário, esta pesquisa investiga o discurso identitário que perpassa representações de estudantes universitários usuários em um momento histórico no qual estes são colocados em evidência pela ampla exibição do filme Tropa de elite, e das proibições da apresentação do filme Maconha/Grass (a verdadeira história da proibição da maconha) em uma universidade federal e da Marcha da Maconha em várias capitais do país. Palavras-chave: Drogas, universitários, processo civilizador, reflexividade e controles sociais. Abstract In academic debate and media representations of the drug related problems, focus tends to be placed on the relation between trafficking, violence and social exclusion, and the use of psychoactive substances as a destabilizing factor in contemporary sociocultural configurations is taken as natural. Such a perspective gives less emphasis to the place of the user than of his role as the most vulnerable link in the chain of drug consumption - especially since commerce in drugs is one of the most profitable of markets. Since the naturalization of the relation between drugs and lawlessness leads to the stigmatization of the user s identity and his distinctive characteristics, the present research seeks to investigate the discourse of identity that runs through the representations of drug using university students at the particular moment in history when they are put in evidence by the wide exhibition given to the film Tropa de Elite, the banning of a presentation of the film Maconha /Grass (the true story of the prohibition of marihuana) in a public university, and of the Marihuana March in several Brazilian capitals. Key Words: Drugs, University students, civilizing process, reflexivity, social controls. 5

6 SUMÁRIO I - A trama 1.1 Configurando o objetivo Quem? O que? Como? Perspectivas teóricometodológicas Recorte e desenho do estudo Sumário de capítulos Uma visão panorâmica da perspectiva bibliográfica Sobre a estigmatização das drogas O homo academicus em algumas configurações contemporâneas Juventude como profissão de fé...62 II O cenário 2.1 Luzes, representações, ação! O campo representado Da apresentação do campo à proibição no campus Consumir para viver, viver para consumir Meu nome não é Junkie Mas o que é que o intérprete interpreta? III A ação 3.1 Cortes etnográficos: aproximações e apreciações As vicissitudes do campo O reencantamento da vida cotidiana Em busca do que? Automedicação reflexiva Nas raias da medicalização Drogas como capital e gastos com consumo

7 3.3.5 Drogas em família Cultura de especialistas Desetnizando o consumo Sexo + drogas ainda combina com rock and roll? A cena eletrônica em cena Estilo de vida, consumo e produção IV Os bastidores como palco 4.1 Cultura universitária e estrutura de vida Mas afinal, reduzindo quais riscos? Os metaespecialistas entram em ação V Entre aplausos e apupos: as consequências reflexivas 5.1 O consumo de maconha e seus efeitos socioculturais e mercadológicos O consumo em meio a configurações de violência A distinção como mecanismo redutor de riscos Professores, estudantes e controles informais Recursos miméticos para reencantar a realidade cotidiana Reflexões finais Perfil dos interlocutores Referências bibliográficas Referências videográficas Websites

8 I A trama 1.1 Configurando o objetivo A pesquisa Consumir e ser consumido, eis a questão! objetivou estender uma reflexão de longa duração sobre o acadêmico usuário de drogas, desdobrando-se em duas partes. Se numa primeira etapa da pós-graduação com a dissertação: Consumir e ser consumido, eis a questão! configurações entre usuários de drogas numa cultura de consumo, foi lançado um olhar sobre o professor universitário, suas representações e controles sociais enquanto usuário, nessa atual etapa da pesquisa: Consumir e ser consumido, eis a questão! parte II - outras configurações entre usuários de drogas numa cultura de consumo, o escopo foi direcionado sobre o estudante universitário, seus hábitos sociais e suas configurações identitárias na condição de usuário. Digo reflexão de longa duração no sentido de forjar uma categoria que sintetize, mesmo que de modo rasteiro, as categorias; reflexividade (Giddens:2000) e processo de longa duração (Elias:1993). Em função do tempo disponível para a execução do projeto, seria inviável realizar uma análise diacrônica ao longo da carreira de alguns sujeitos acadêmicos, de modo que, busquei concretizar uma análise sincrônica entre professores e estudantes universitários. Tendo como referência que todo professor um dia foi estudante e que dos atuais estudantes, é de onde poderão surgir futuros professores, então as duas etapas da pesquisa configuram um processo reflexivo de longa duração. O cenário geral desta pesquisa é a cultura de consumo (Featherstone:1995) pois o que define esta é que as pessoas ao consumirem mercadorias criam vínculos e estabelecem distinções sociais. Em relação ao consumo de substâncias psicoativas não é diferente, já que estas são culturalmente revestidas de camadas de valores que as potencializam como drogas. Assim, ao cruzar relações entre consumidores que pelos papéis sociais que exercem, não sejam necessariamente marginalizados/estigmatizados, busquei ir além das representações dominantes no senso comum, nas quais geralmente se pré-conceitua que um consumidor de drogas não tem condições de ser socialmente incluído e integrado em outras redes comunitárias que não sejam formadas por consumidores como eles. Esta pesquisa, tentando perceber outras representações que não sejam anacrônicas, esvaziadas de significação configuracional para os próprios representados, se propõe penetrar nesse terreno velado e analisar os modos como estes 8

9 se relacionam - e se representam 1 - com a demonização da droga (Zaluar: 1994) e a estigmatização do consumidor, ou seja: de forma específica o objetivo é: - investigar como o estudante universitário consumidor de drogas interage com as representações sociais dominantes e os controles sociais civilizatórios, e se esse consumidor em suas práticas, sinaliza outro(s) modo(s) de representação e de controles sociais que contemple(m) o consumo de drogas 2. Em outras palavras, conhecer os significados atribuídos por universitários ao seu consumo de drogas, bem como alguns dos valores psicossocioculturais relacionados a esse consumo. 1 - pois nem sempre os consumos de drogas como maconha, ópio e cocaína ostentaram as representações estigmatizadas que ostentam atualmente, como bem demonstra Escohotado em Las Drogas: De los orígenes a la prohibición (1994). 2 - nesse projeto, drogas lícitas devem ser referenciadas, pois é inviável abordar drogas ilícitas sem estabelecer uma interface entre o consumo destas e o consumo de drogas lícitas, enquanto dois lados configurados de uma mesma moeda. 9

10 1.2 Quem? O que? Como? Já que meu interesse é perceber como os interlocutores elencados enquanto universitários usuários de drogas procuram superar estigmas - e mesmo quando não conseguem, intento perceber as tentativas que já são significativas -, cerco-me de alguns cuidados para não reforçá-los. Na elaboração desse projeto evito trabalhar com a categoria dependente, assim como com a categoria viciado. Tais categorias poderiam desconstruir os sentidos das autorepresentações que são problematizações centrais nesta investigação, na medida em que distorceriam a autoimagem de usuário que a grande maioria dos interlocutores sustenta. De minha parte, há uma expectativa de que este projeto sirva para a minimização de danos sociais configurados em torno de alguns estigmas ligados a representações posso estar equivocado e até ajudar a incrementálos ou pelo menos pô-los em xeque: ante os próprios interlocutores e ante a sociedade de forma geral. Colocando a questão desse modo é inegável a dimensão política que essa pesquisa socioantropológica adquire, mas essa dimensão não é articulada como política ativista e militante, e sim como ciência política, visto que, a relação entre consumidores de drogas e representações estigmatizantes não é tratada normativamente - não valorando o sentido normalizador ou desviante do consumo -, mas sim processualmente - investigando a dinâmica das relações de poder que tende a gerar sentido na normalização ou na desviança desse consumo e de suas reflexividades. Quem? Na dimensão epistemológica, o que quero significar quando indico que meu interesse está mais voltado para os estilos de vida dos interlocutores do que propriamente para seus usos de drogas? Quero significar suas estratégias de controles sociais para contornar os estigmas e conduzir suas vidas em meio aos valores das configurações socioculturais dominantes, configurações que de modo geral estabelecem que a cultura das drogas tenha uma conotação negativa. Concentro grande atenção nos habitus sociais dos interlocutores, nos dispositivos empregados por estes para processar suas demandas civilizadamente. Apesar das diferenças nas opções comunitárias em torno do consumo de variadas drogas já que os interlocutores aqui analisados não são percebidos como indivíduos isolados, mas configurados em meio a seus pares - há uma interface que liga as opções elencadas pelos sujeitos. Este ponto de intercessão está na representação dominante desse consumo enquanto estigmatizante pois, mesmo no consumo de substâncias lícitas 10

11 como o álcool e tabaco, há cada vez mais delimitações de sanções e controles sociais. Estas configurações comunitárias ainda podem diferir entre elas no que diz respeito à faixa etária, gênero, classe, etnia e formação acadêmica. Nesse sentido, o ponto de interseção costurado entre variadas drogas e contextos de consumo é que os consumidores aqui interlocutores são universitários 3, o que minimamente já garante que estes buscam alguma superação do estigma, ao sustentarem uma outra carreira além da carreira de usuário. O que? Se fosse investigá-los apenas enquanto usuários de drogas, talvez fosse interessante trabalhar com a categoria rede (Romani:1999), mas como os investigo como universitários usuários, a categoria comunidade (Bauman:2003) parece mais adequada, na medida em que mesmo não havendo um contato direto e voluntário entre todos os interlocutores, há uma referência identitária comum que passa pelo título de estudante universitário, o que lhes confere um estatuto muito mais sólido por caracterizar um pertencimento estabelecido. Se os represento como comunidades 4, quero salientar com isso, os valores e objetivos comuns à carreira universitária; por exemplo, a demanda pela produção de conhecimento inclusive sobre drogas -, e principalmente sua representação ante a sociedade. Por outro lado, não seria muito preciso defini-los como grupo, pois muitos deles nem se conhecem. Se podem ser representados como um grupo, o devem ser apenas como o grupo de sujeitos dessa pesquisa, mas nunca como um grupo entre eles mesmos. Quais os habitus sociais que de modo dominante configuram estas comunidades? O tipo de droga preferencial? O curso que fazem? O poder aquisitivo? Qualquer que seja o leque de respostas, descarto duas categorias de análise para abordá-los: subcultura e contracultura. Adotar as representações de subcultura e de contracultura para analisar consumidores de drogas é correr o risco de ser conivente com a estigmatização, pois subcultura e contracultura acabam indicando uma relação de dependência (sub) e negação (contra) em referência a alguma Cultura dominante. Os interlocutores aqui não percebem suas culturas como dependentes, mas sim como interdependentes em relação a outras culturas e buscam a superação das diferenças, não sua negação. Também a teoria do desvio que tem grande valor principalmente quando se estuda grupos de excluídos, não é priorizada neste estudo, o que não quer dizer que seja 3 - e dentro desta categoria, novamente encontro particularidades ligadas a faixa etária, gênero, classe, etnia e formação acadêmica, que só ganham sentido analítico quando configuradas. 4 - de modo mais preciso prefiro dizer comunidades, no plural. Posteriormente retomarei a questão. 11

12 descartada. A teoria do desvio consagrada como uma perspectiva que investiga a questão das drogas salientando os controles sociais que são constituídos entre os grupos que imputam o desvio e os grupos representados como desviantes (Becker:1997, 8/9), é uma referência incontornável. Neste trabalho corrente, busco dialogar com as interpretações consagradas por Becker referentes ao desvio, tendo como baliza a categoria estabelecidos e outsiders (Elias & Scotson: 2000). Esta categoria também originalmente utilizada para analisar as relações de poder entre grupos distintos pode acrescentar às contribuições da teoria do desvio que é, em grande medida, empregada para analisar grupos que dificilmente superam as consequências da estigmatização. Digo acrescentar no sentido de que, os outsiders na interpretação de Elias, não são irrevogavelmente sentenciados pelo status negativo da estigmatização o que muitas vezes acontece com os desviantes - e querem provar seu valor, acreditando que podem vir a ser estabelecidos: os membros de um grupo outsider, na verdade desprezado, reivindicam não apenas uma igualdade social, mas também uma igualdade humana (Elias:2001,136). Esta última reflexão se aproxima das reflexões dos interlocutores aqui observados. Se estes, por exemplo, fossem moradores de rua usuários de crack, a teoria do desvio seria precisa para estudá-los, mas como são universitários usuários que dispõem de melhores condições para alterar o equilíbrio nas relações de poder configuradas, a categoria eliasiana soa mais condizente 5. A categoria cultura de consumo pode enriquecer a análise aqui em curso. Esse consumo coloca em perspectiva de observação uma cultura em processo, com dinâmica para inclusive, ressignificar padrões comportamentais desviantes e transgressores. Assim, os universitários usuários de drogas aqui em foco estabelecem os limites de uma outra perspectiva cultural, não necessariamente desviante, mas alternativa, alternativa esta que possui vários pontos de contato e tensão com a perspectiva de produção representada como dominante. No recorte contemporâneo da cultura de consumo, os atores não negam a cultura de produção 6, o que buscam é superá-la, é não representá-la como suas referências limítrofes de controle social. 5 - no trabalho de campo, considerar a priori que tais interlocutores operavam comportamentos desviantes os fez sentirem-se desconfortáveis, encerrados numa perspectiva cultural na qual só os valores dos grupos estabelecidos que condenam o desvio por eles mesmo imputados, devessem ser levados em conta. 6 - isto é, não negam a cultura característica da Modernidade baseada nas distinções propiciadas pelo paradigma da produção - onde o status pessoal e coletivo era majoritariamente referenciado pela qualidade da produção de trabalho e não necessariamente pela qualidade do consumo de bens na qual a teoria do desvio fez pleno sentido. 12

13 Não se trata de enquadrar os sujeitos desta pesquisa na perspectiva multicultural, pois aceitar que há diferenças de valores em curso não contemporiza os conflitos entre os consumidores de drogas e os contrários a esse consumo, não resolvendo os danos que podem ser causados pelas estigmatizações consequentes destes conflitos. O que aqui se configura se aproxima da perspectiva intercultural, no sentido de que os pontos de vista trazidos ao foco, além de ressaltarem as diferenças entre alguns valores culturalmente estabelecidos e outros estigmatizados, gera reflexividade e questionamentos em torno de algumas normatizações representacionais correspondentes. Essa postura metodológica, muito mais do que uma demanda relacionada ao manancial teórico do pesquisador, é consequência do desdobramento dinâmico da pesquisa, ou seja, do que o pesquisador pensa que os interlocutores pensam. Seguindo este raciocínio, a ferramenta hermenêutica adotada permite enfatizar que se os interlocutores afirmam não classificar estigmatizadamente outras pessoas que são contrárias ao consumo de drogas ao contrário de muitos que os estigmatizam exatamente por serem consumidores -, é com esse dado que se deve trabalhar. Muito mais do que averiguar se os interlocutores dizem a verdade ou não, me interesso em interpretar como essa representação sustentada reflete seus estilos de vida, estilos nos quais pode ser emblemático - ou não! - classificar seus pares pelos seus consumos. Como? Nesse processo, disponho de alguns recursos teóricometodológicos que a certos modos de olhar, podem refletir como emanações de uma perspectiva eclética 7. No entanto, insisto nesse modo de construção, ressaltando que se deve considerá-lo muito menos como uma perspectiva eclética e muito mais como uma perspectiva de síntese. Qual a diferença? A diferença é que com o recorte eclético se busca aglomerar as diferenças antes tidas como excludentes - numa sobreposição das partes, como se o todo das pessoas envolvidas pudesse falar através de uma única voz, a voz do pesquisador. Já o recorte com perspectiva de síntese busca a construção dialógica entre as diferentes vozes dos pesquisados e do pesquisador, estando mais próximo de um rap polifônico do que de um coral monofônico. Inevitavelmente ainda será através da voz do pesquisador que os pesquisados irão falar, mas nesse caso ficará muito mais explícito quando for o pesquisador que estiver falando através dos pesquisados. Daí que neste texto os interlocutores têm espaço para dizer muito mais do que sim ou não e oportunidade para serem mais do que números que confirmam ou negam estatísticas. 7 - me refiro a uma interpretação que foi feita por um colega em relação à construção teóricometodológica da primeira parte deste projeto. 13

14 Dito isto, a perspectiva de síntese é adotada no intuito de interpretar não a tolerância das diferenças, mas os riscos sociais resultantes da tensão no diálogo entre os diferentes, encarando os conflitos emergentes como fenômenos passíveis de observação. Desse modo, que não se estranhe quando as categorias; comunidade, hedonismo, hermenêutica, representação e aporia mudem de sujeitos e se repitam ao longo do texto se juntando às categorias; liberdade, segurança, configuração, estabelecidos, outsiders, habitus social, estigma, set e setting, já bem repetidas, na primeira parte deste projeto 8. Também é importante destacar que se utilizo alternadamente ao longo do texto as expressões drogas e substâncias psicoativas por um lado, usuários e consumidores de drogas por outro, não é por imprecisão conceitual, mas exatamente porque a precisão dos conceitos restringe seu agenciamento. Uso de substâncias psicoativas diz respeito ao contato direto da pessoa com a fonte da substância química: a maconha, a cocaína, o álcool, etc. Já o consumo de drogas envolve não só o uso propriamente dito, como também às condições que o propiciam; o contato com a rede de tráfico para aquisição da substância, a situação sociocultural e psicológica em que o uso se dá, seus riscos e mecanismos de defesa, assim como as suas representações - que por sua vez fazem parte dos efeitos. Quando utilizo o vocábulo drogas em detrimento da expressão substâncias psicoativas, estou querendo enfatizar as representações enquanto efeitos estigmatizantes que são acopladas às substâncias. E se mesmo assimilando consumidor como uma categoria mais completa do que usuário, ainda me refiro algumas vezes ao usuário, é porque estou respeitando a interpretação que os próprios interlocutores fazem de si, assim como o sentido original imputado pelos autores de referência. Esta perspectiva metodológica permitiu trazer as tensões do diálogo entre teoria e prática à flor da pele, na medida em que tais tensões seriam dificilmente contornáveis sem descaracterizar os estilos de vida desses estudantes universitários que também são consumidores de drogas. Por exemplo, como não trazer ao texto a tensão configurada quando me percebi no palco do combate entre as representações que sustentei destes interlocutores quando comecei a pesquisa e as suas autorrepresentações que vim a encontrar no campo? Sem trazer estas tensões ao texto, este projeto estaria incompleto e mesmo deficiente em relação à ambição de sua proposta e da riqueza dos dados configurados. 8 - Consumir e ser consumido, eis a questão! configurações entre usuários de drogas numa cultura de consumo. (Dissertação de mestrado. UFBa, 2005). 14

15 1.3 Perspectivas teóricometodológicas Muito além da classificação e hierarquização de critérios quantitativos de frequência de uso, o consumo de drogas na perspectiva desse projeto, é abordado através da configuração dos valores identitários a ele relacionados. Assim, o cunho socioantropológico dessa investigação faz-se necessário além do lugar de onde fala o interlocutor, interessa saber em que condições fala o interlocutor -, a fim de contextualizar informações sobre os habitus sociais do interlocutor não só em relação às drogas, mas em relação com outros sujeitos consumidores e não consumidores. Essa perspectiva permite que a abordagem dos efeitos do consumo seja direcionada muito menos às propriedades farmacológicas, do que às motivações, expectativas e estrutura de vida do usuário - em resumo, seu estilo de vida -, como também às configurações do meio sociocultural onde este se encontra inserido sua estrutura de vida. Estes aspectos acima citados serão trazidos à análise num processo dialógico com as categorias privilegiadas abaixo. Nesse processo, tais categorias serão relativizadas de acordo com as distintas propostas teóricas dos autores referenciais, como também com as percepções reflexivas do pesquisador. I Para trabalhar o conceito de relação, priorizo a teoria do processo civilizador (Elias:1990/1993), por intermédio das categorias: configuração, estabelecidos e outsiders, habitus social e esferas miméticas. Também disponibilizo da teoria da reflexividade institucional (Giddens:1991/2000), ressaltando a categoria confiança. Por fim, há a categoria comunidade (Bauman:2003) que fecha este primeiro tópico. II - Visando analisar o estudante usuário utilizo as categorias: sistemas especialistas (Giddens:1991), e homo academicus (Bourdieu:1998) - com sua subcategoria heréticos consagrados. Como referências para esta análise são observadas as ressignificações que as categorias liberdade e segurança adquirem desde a cultura de produção quando eram interpretadas como princípio de prazer X princípio de realidade (Freud:1974 B). III Para abordar drogas na cultura de consumo, utilizo como referências fundamentais: cultura de consumo (Featherstone:1995), capital cultural (Bourdieu:1992/1984/2007), liberdade (Bauman:1989), estilo de vida (Giddens:2002), 15

16 Phármakon (Derrida:1997), hedonismo (Lipovetsky:2006) e reencantamento (Maffesoli:2006). IV Com o intento de investigar o uso de psicoativos enquanto consumo de drogas, emprego num plano conceitual as categorias: controles sociais, desvio e carreira de usuário (Becker:2008), estigma (Goffman:1998), set, setting, rituais, sanções sociais e uso compulsivo (Zinberg:1984), estrutura de vida e disponibilidade de aquisição da substância (Grund:1993). V - Para analisar a cultura da droga enquanto estilo de vida, cuja referência prioriza a investigação sobre o consumidor não marginalizado, não excluído, tenho como base a pesquisa de Gilberto Velho; Nobres e Anjos, um estudo de tóxicos e hierarquia (1998). A escolha da pesquisa de Velho como referência se deu por um fator muito simples. Este estudo pioneiro na investigação do consumo de drogas no Brasil na década de 1970, e que privilegiou consumidores não ligados à marginalidade e à violência do tráfico, acabou obtendo uma repercussão e representação restrita entre pesquisadores da área. De forma geral, em meio aos não especialistas na problemática, há uma maior informação sobre pesquisas, como as de Alba Zaluar, que privilegiam as relações entre drogas, tráfico, violência e exclusão. Ora, os interlocutores da presente pesquisa abraçam um estilo de vida muito mais próximo dos interlocutores de Velho mas só por efeito aproximativo, já que todos valorizam muito a carreira estudantil do que dos interlocutores de Zaluar, e nesse sentido foi realizada a opção pelo modelo. Diante do objetivo proposto esta esquematização permite explorar as seguintes questões: 1. História pessoal do consumo de drogas lícitas e ilícitas, estrutura e estilo de vida; 2. Significados atribuídos ao consumo e sua dimensão cultural; 3. Configurações acadêmicas: trajetória na instituição, nível de satisfação com a academia, ambiente e processo de produção intelectual; 4. Inserção social: participação em comunidades, níveis de vinculação e de discriminação em função do consumo; 5. Recursos culturais e/ou miméticos: religião/espiritualidade, arte, lazer, esporte e política. 16

17 1.4 - Recorte e desenho do estudo Tenho então, como interlocutores, universitários consumidores de drogas, e entre estes, foi possível perceber a configuração de algumas comunidades de consumo em interface com suas carreiras de universitários. Defino-as como comunidades na medida em que nelas, tais interlocutores constroem controles informais específicos em torno de seus consumos de substâncias psicoativas, caracterizando uma identidade comunitária cujos códigos de acesso não são explícitos para os de fora. Os participantes destas comunidades configuram um universo amostral de 22 interlocutores entre 21 e 36 anos, de ambos os gêneros, distribuídos por universidades públicas (50%) e faculdades particulares (50%). As interpretações que esses usuários de drogas enquanto universitários fazem de seus estilos de vida e que gostariam que fossem levadas em conta quando fossem publicamente representados não seriam bem exploradas se fossem observadas por intermédio da aplicação de questionários ou de entrevistas fechadas. Para registrar estas interpretações sem se limitar a recortes metodológicos que fossem pouco adequados à natureza do objeto de estudo, o trabalho de campo abrangeu não só visitas aos campi de atuação e aos domicílios dos interlocutores, mas também os acompanhou em festas, shows, bares, praias, rituais religiosos e até a um casamento. Se as entrevistas foram de grande valia quando foi preciso entrar em contato com os discursos dos interlocutores, os cortes etnográficos foram inestimáveis para que eu realizasse uma imersão cultural em suas práticas cotidianas. Digo cortes etnográficos, pois falar em etnografia pode passar a falsa noção de um distanciamento formal entre o pesquisador e o pesquisado, a ponto do primeiro delinear o segundo como um objeto distante a ser aproximado. No presente caso, quando pesquisador e pesquisados estão configurados em cortes de tempo e espaço onde os controles sociais não são tão diferenciados 9, o que aconteceu no campo foi menos uma observação do outro enquanto objeto distante e mais uma reinterpretação do próximo enquanto sujeito e eis um risco tão inevitável quanto enriquecedor. Passo a passo - Se na primeira parte da pesquisa houve um predomínio de interlocutores de humanidades, principalmente professores concentrados na Faculdade 9 - se não éramos todos nativos, éramos todos universitários... 17

18 de Filosofia e Ciências Humanas da UFBa, nessa segunda parte, a mesma área de concentração e o mesmo campus foram mais uma vez trazidos para o centro das atenções por um número significativo de interlocutores estudantes, tanto em função das polêmicas referentes ao consumo conspícuo de maconha na referida unidade quanto por serem alguns interlocutores atuais (36%), estudantes da mesma - unidade da qual também faz parte o pesquisador, o que lhe permite uma observação mais participante. Assim, no primeiro estágio dessa segunda parte da investigação, parti desse lócus social como referência. Inicialmente para checar a eficácia de um roteiro de entrevistas, foram realizadas duas pré-entrevistas - construídas a partir do roteiro utilizado com os professores. As várias observações de locais tão distintos como sala de aula e show de rock forneceram indicações sobre as diversas configurações miméticas que os interlocutores frequentavam, sendo possível registrar mais pormenorizadamente seus estilos de vida. Estas variadas participações observantes foram realizadas no intuito de, além da palavra dos interlocutores, acessar suas manifestações de emoções em configurações menos autocontroladas, o que pôde traduzir-se em uma chance de registrar comportamentos menos racionalizados que os registrados nas entrevistas. Nesses ambientes com suas peculiaridades, os controles informais dos interlocutores muitas vezes não são manifestos com palavras, mas com ações. Como recurso macroestrutural que extrapola a análise de dados primários, já que, como Bourdieu (2000), não acredito no monoteísmo metodológico 10, lanço mão da análise de discursos midiáticos sobre o consumo de drogas e suas representações: jornais impressos e virtuais, e também telejornais. Isto em função das representações emitidas por estes veículos de comunicação municiarem valores não só para a reflexividade do senso comum, mas também para as próprias ciências sociais, e para a própria comunidade de universitários como um todo é preciso desconfiar das recusas sectárias que se escondem por trás das profissões de fé demasiado exclusivas, e tentar, em cada caso, mobilizar todas as técnicas que, dada a definição do objeto, possam parecer pertinentes e que, dadas as condições práticas de recolha dos dados, são praticamente utilizáveis,(bourdieu: 2000,26). 18

19 1.5 - Sumário de capítulos O primeiro capítulo após introduzir o manancial teórico referencial opera uma leitura sobre a estigmatização dos consumidores de drogas, averiguando a configuração sociocultural que ganhou corpo na primeira metade do século passado quando as drogas foram lançadas na ilegalidade. Em seguida é desenhado um recorte da condição de ser universitário, o que é fazer parte de um corpo discente tendo como referência as representações dominantes do homo academicus. Para tanto o foco é direcionado ao campo universitário enquanto ethos e cultura estudantil. Este capítulo é encerrado com um panorama sobre o que vem significando ser jovem no Brasil das últimas décadas tendo como setting a cultura estudantil já que o jovem acaba sendo o principal público alvo da cultura universitária. Nos limites deste recorte busco explicitar os conceitos e a intencionalidade da tese. A pergunta que se desdobra e faz eco é: qual projeto estes universitários jovens e consumidores de drogas estigmatizadas sustentam com seus estilos de vida 11? O segundo capítulo é uma introdução às representações que tendem a favorecer a estabilização de estigmas que geram conflitos para o universitário usuário. Essa estigmatização é observada inicialmente em função das polêmicas alicerçadas em torno do filme Tropa de elite a partir do qual é cristalizada a representação já existente - do universitário usuário/traficante, representação que através de veículos midiáticos entrou em voga no período subsequente. Num segundo momento é traçado um panorama das representações que configuram o setting de consumo de drogas na cultura universitária, e como este por sua vez, reflete um novo olhar das ciências em relação à problemática do consumo de psicoativos. Concluindo este capítulo, as culturas dos usuários e dos universitários são interpretadas através das vozes e das configurações comunitárias de alguns interlocutores, sendo observados alguns controles sociais que estes disponibilizam como mecanismos de adequação relacionados às comunidades de pertença fundamentais família e escola referências básicas do processo civilizador e se ao senso comum é motivo de estranhamento associar universitários e drogas quase que com naturalidade, o estranho para pesquisadores da problemática é que não haja a possibilidade dessa associação, como transparece na seguinte fala do antropólogo Gilberto Velho: Têm muitos jovens que não usam cocaína, mesmo, e conheci vários que nunca fumaram um cigarro de maconha, juventude universitária, o que poderia parecer quase espantoso. Mas existem essas pessoas..., in: (LABATE et Al: 2008,134). 19

20 Através de cortes etnográficos e análise interpretativa de configurações dialógicas, o terceiro capítulo investiga, universitários participantes de algumas comunidades que por seus habitus sociais configuracionais possuem representações muitas vezes antitéticas, e aqui representando a rivalidade entre Ciências Humanas e Ciências da Saúde, há alguns interlocutores que são estudantes concentrados em Humanidades enquanto outros são alunos da área médica. Há também representantes do emparelhamento entre hedonismo e reflexividade. No caso, alguns estudantes que são frequentadores da cena eletrônica ou da noite soteropolitana e outras baladas, assim como interlocutores que produzem pesquisa, trabalho e ativismo político em torno do consumo de drogas. A observação está centrada nos seus estilos de vida, nas relações não só com família e escola, e outros setores da sociedade, mas também com os cuidados de si e o lazer. O quarto capítulo analisa o ambiente universitário como setting de mudança de estilo de vida em relação às comunidades de pertença originais. A reflexividade consumida na cultura acadêmica que não se limita aos conteúdos programáticos dos cursos abre possibilidades de interpenetrações com valores culturais distintos, favorecendo a inserção dos interlocutores em redes sociais amplas com mecanismos de controles sociais negociáveis. Como estes interlocutores incorporam as práticas de redução de riscos e danos aos seus estilos de vida? O quinto capítulo opera uma interpretação sobre como a crise econômica ensaiada em 2008 propiciou uma configuração que favorece outros sentidos para o consumo de drogas e seus efeitos. Em seguida é realizada uma leitura sincrônica sobre configurações de estudantes e professores universitários usuários, registrando aproximações e distanciamentos quanto às suas perspectivas profissionais e quanto a recursos miméticos emblemáticos da cultura de consumo. Ao fim e ao cabo serão expostas as reflexões finais. 20

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