CUSTOS DE PRODUÇÃO CÂMARA SETORIAL DO ARROZ

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1 CUSTOS DE PRODUÇÃO CÂMARA SETORIAL DO ARROZ

2 Temas a serem tratados: Custos de Produção 2015 e Orçamentação para 2016 Proposta de Projeto de Lei com estabelecimentos de critérios em Lei; Mecanismos de Comercialização

3 Custos de Produção 2015 e Orçamentação para 2016 Levantamentos realizados pelo Esalq/Cepea dentro do Projeto Campo Futuro financiado pela CNA e Farsul.

4 Informações sobre as praças analisadas: Produtividades: - Camaquã: 140 sacos/ha - Uruguaiana: 160 sacos/há Preços (R$/50kg) - Camaquã 2015: R$ 33, : R$ 36,00 - Uruguaiana 2015: R$ 33, : R$ 35,21

5 Fonte: CNA/FARSUL-Esalq/Cepea Custo Operacional Efetivo 2015 e Orçamentação do COE Arroz R$/HA R$/50KG R$5.606,17 R$4.970,25 R$5.012,57 R$35,50 R$35,04 R$4.378,01 R$31,27 R$31,33 14% 12% Camaquã Uruguaiana Camaquã Uruguaiana Os valores do Custo de Produção mostram um total descompasso entre o custo e o preço mínimo;

6 Fonte: CNA/FARSUL-Esalq/Cepea Desembolso e previsão de desembolso para Fertilizantes (R$/ha) R$800,00 R$700,00 R$600,00 R$500,00 R$608,60 R$737,06 R$400,00 R$300,00 21% R$200,00 R$100,00 R$ Aumento do preço dos fertilizantes no mercado internacional; Apreciação da taxa de câmbio

7 Fonte: CNA/FARSUL-Esalq/Cepea Desembolso e previsão de desembolso para Irrigação (R$/ha) R$800,00 R$700,00 R$600,00 R$500,00 R$400,00 R$300,00 R$200,00 R$100,00 R$- R$708,33 R$512,28 38% Irrigação considera-se energia + água; Aumento de energia considerado 60% (comprovado por contas)

8 Fonte: Aneel Tarifa de Energia Elétrica para Produtor Rural Irrigante 0,45 0,40 0,35 TARIFA DE ENERGIA - RURAL IRRIGANTE Em R$/Kwh 0,32 0,39 0,36 0,30 0,25 0,20 0,18 0,19 0,22 102% 0,15 0,10 0,05 0,00 jan/15 fev/15 mar/15 abr/15 mai/15 jun/15 De janeiro a junho a tarifa de energia rural irrigante aumentou 102%;

9 Fonte: CNA/FARSUL-Esalq/Cepea Desembolso e previsão de desembolso para Agroquímicos (R$/ha) R$640,00 R$590,00 R$602,99 R$540,00 R$526,20 R$490,00 R$440,00 15% R$390, Apreciação da taxa de câmbio;

10 Fonte: CNA/FARSUL-Esalq/Cepea Desembolso e previsão de desembolso com Juros sobre o Capital de Terceiros (R$/ha) R$350,00 R$324,29 R$300,00 R$250,00 R$200,00 R$150,00 R$100,00 R$50,00 R$- R$225,47 44% Ambiente econômico turbulento; Incertezas e risco elevado;

11 Fonte: CNA/FARSUL-Esalq/Cepea Custo Operacional Total 2015 e Orçamentação do COT ARROZ R$/HA R$6.201,69 R$5.330,01 R$5.608,03 R$4.737,78 R$/50KG R$38,07 R$38,76 R$35,05 R$33,84 13% 11% Camaquã Uruguaiana Camaquã Uruguaiana Em um ambiente os investimentos são financiados, a parcela da depreciação passa a integrar a realidade do desembolso anual

12 Fonte: CNA/FARSUL-Esalq/Cepea Custo Total 2015 e Orçamentação do CT ARROZ R$/HA R$/50KG R$6.280,08 R$5.645,85 R$6.855,81 R$6.234,87 R$40,33 R$44,86 R$38,97 R$42,85 11% 10% Camaquã Uruguaiana Camaquã Uruguaiana

13 Fonte: CNA/FARSUL-Esalq/Cepea Custo Total 2015 e Orçamentação do CT 2016 ARROZ Proprietário x Arrendatário R$35,88 R$39,65 R$39,85 R$43,85 11% 10% Proprietário Arrendatário

14 Fonte: CNA/FARSUL-Esalq/Cepea Custo Total 2015 e Orçamentação do CT 2016 ARROZ Proprietário x Arrendatário 301,37 Margem Bruta - Uruguaiana (R$/ha) 43,49 367,99 Margem Bruta - Camaquã (R$/ha) 69,75 8,22-294,09-552,02-920, ,14 COE COT CT ,01-899, ,08 COE COT CT

15 POR QUE OS CUSTOS AUMENTARAM TANTO? Ambiente Econômico Taxa de Câmbio alta e em elevação, PIB Negativo em 2%; Inflação de 10%; Meta para Taxa Selic de 14,25% a.a. Diesel caro em razão dos problemas que envolvem a Petrobras; Elevação drástica de energia elétrica; Risco de perda do investment grade ; Crédito escasso e seletivo.

16 Proposta de Projeto de Lei com estabelecimentos de critérios em Lei. Atualmente a Lei não especifica critérios, limitando-se apenas as orientações gerais. Os critérios foram estabelecidos pela Conab. Esta experiência não tem sido bem sucedida para as Entidades representativas dos Produtores Rurais.

17 Proposta de PL para Preço Mínimo Atualmente não há uma regra clara, transparente e possível de ser checada para atribuição do Preço Mínimo; O Governo atribui o PM de acordo com seu orçamento, mas tenta justificar o valor atribuído à critérios técnicos e objetivos, gerando um grande mal estar entre produtores e entidades; Se o MF não tem recursos para PGPM, que manifeste as dificuldades orçamentárias sem utilizar os processos da Conab e do MAPA para tanto; Muito mais importante que a intervenção do Estado no mercado de arroz, um PM adequado a realidade permite maior liquidez nas operações de crédito e seguro.

18 Proposta de PL para Preço Mínimo De acordo com a Consultoria Legislativa da Câmara (Consultor Legislativo Leonardo Tavares Lameiro da Costa), há dois critérios objetivos para definição dos preços mínimos no Brasil: a) Custos de Produção; b) Preço Paridade de Importação. Se ambos critérios fossem adotados, o CP não poderia ser o atual.

19 Proposta de PL para Preço Mínimo De acordo com o Diretor da Conab João Marcelo Intini, em Audiência Pública no dia 09/07/2015, os critérios analisados são: a) Quadro de Suprimentos; b) Mercados interno e externo; c) Comércio Exterior; d) Cenários Micro e Macroeconômicos; e) Preços em diversos elos da cadeia; f) Paridade de importação e exportação; g) Custos de Produção Critérios totalmente subjetivos e sem regra definida. Com esse grau de subjetividade basicamente qualquer preço mínimo é correto e justo. ( 2015/audiencia-publica-9-de-julho-de ) Pág. 20

20 Proposta de PL para Preço Mínimo Proposta apresentada pela Farsul, Federarroz e Irga e apresentada pelo Dep. Luis Carlos Heinze como ponto de partida para o debate: Propõe ao Congresso Nacional proposta que Altera o art. 5º do Decreto-Lei nº 79, de 19 de dezembro de 1966, que institui normas para a fixação de preços mínimos e execução das operações de financiamento e aquisição de produtos agropecuários e adota outras providências;

21 Proposta de PL para Preço Mínimo 1º A publicação dos preços de que trata o caput antecederá, no mínimo em 60 (sessenta) dias, o início do período normal de plantio ou da produção pecuária ou extrativa, de acordo com o calendário agrícola das regiões produtoras mais importantes. 2º O Conselho Monetário Nacional poderá também estabelecer, para situações ou produtos específicos, que as garantias previstas neste Decreto-Lei perdurarão por mais de 1 (um) ano ou safra, quando isso interessar às políticas agrícola e de abastecimento. (NR) 3º Com prazo de até 30 dias antes da publicação oficial a Companhia Nacional de Abastecimento CONAB deverá submeter a proposta de novo preço mínimo à apreciação da respectiva Câmara Setorial Nacional, quando houver, de forma a permitir que o setor produtivo compare com transparência os levantamentos da Conab com os demais disponibilizados pelas entidades representativas; 4º o preço mínimo estabelecido deverá ser o maior valor na comparação entre o custo operacional (variável + depreciações de máquinas, implementos e benfeitorias)e o preço paridade de importação.

22 Mecanismos de Comercialização a) Recuperação de Custos; b) Opções de Compra (Conab como Titular)

23 Proposta de Criação de Estoques Financeiros de Grãos Indústrias de alimentos, cerealistas, cooperativas, armazenadores e produtores são LANÇADORES e a Conab TITULAR de Opção de Compra; A Conab COMPRA uma Opção de Compra ao valor do Preço Mínimo ou ao preço maior; Opções do tipo Americanas com vencimento em qualquer data; Ao ter direito de comprar Arroz ao preço mínimo, o governo paga ao Lançador o valor da opção (ao redor de 6% do valor total do contrato) e paga também a taxa de Armazenagem; O Lançador fica impedido de vender o Arroz no mercado até o dia do vencimento da Opção;

24 Proposta de Criação de Estoques Financeiros de Grãos A vantagem para o governo é ter o direito de comprar Arroz caso necessite para abastecimento ou manutenção de preços mínimos desembolsando apenas cerca de 6% do que gastaria para de fato comprar o produto; A vantagem para a Indústria (Lançador) é ter o ganho de 6% sobre o Arroz mais os pagamentos mensais pela armazenagem do produto. Caso o governo não exerça a opção, que é o desejado por todos, o Lançador ainda disporá de 100% do produto; A vantagem para o produtor é ter em períodos de safra ou picos como os ocasionados pela falta de pré-custeio uma menor oferta de arroz no mercado e ainda o desarme dos estoques financeiros se dará de forma muito menos traumática que leilões. O Governo pode intervir mesmo quando está com dificuldades orçamentárias, como agora.

25 Exemplo: Governo tem meta de adquirir 500 mil tons; P (R$/50kg) Ao PM de R$ 33, gastaria R$ 330 Milhões; Comprando Opções de Compra gastaria R$ 19,8 Milhões, que seriam recebidos pelos Lançadores; 33 Os custos de Armazenagem são iguais comprando o produto físico ou as Opções de Compra; Q (Tons) Caso exerça as opções, comprará todo ou parcialmente o volume. Caso não compre, o produto volta ao mercado.

26 Muito Obrigado! Antônio da Luz Economista-chefe

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