Duas óticas sobre a saúde pública brasileira

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1 ISSN Duas óticas sobre a saúde pública brasileira Novo modelo de gestão da AMBr apresenta seus primeiros resultados CFM e SBGG condenam práticas de medicina antienvelhecimento Festa do Médico 2012 da AMBr: dia 20 de outubro viaje num sonho tropical

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3 ISSN Editorial É uma alegria para nós, editores da revista Médico em Dia, poder inaugurar essa nova fase da publicação da AMBr oferecendo a você, nosso leitor, uma viagem por temas tão relevantes e interessantes. Procuramos fazer uma revista diversificada, isenta e agradável de ler, que informe, que abra necessário espaço para o debate de temas polêmicos, mas que também suavize a mente e alma com arte, cultura, dicas e lazer. Duas óticas sobre a saúde pública brasileira Novo modelo de gestão da AMBr apresenta seus primeiros resultados CFM e SBGG condenam práticas de medicina antienvelhecimento Festa do Médico 2012 da AMBr: dia 20 de outubro viaje num sonho tropical A tônica desta edição especial é, sem dúvida, a mudança, claramente espelhada na própria publicação e na entrevista com o nosso Diretor de Comunicação, Paulo Feitosa, onde ele contextualiza as mudanças dos canais com as diretrizes estratégicas da atual gestão da AMBr. Mais filosoficamente a mudança se reveste de adaptabilidade na Palavra do Presidente como uma premissa para a sobrevivência das entidades de classe, assim como ocorre na natureza. A coluna Gestão da Saúde, do Dr. Elias Couto, segmenta o tema, mostrando que o mercado mudou e que médicos se tornaram empreendedores e hoje necessitam entender de gestão! A mudança está também subliminarmente nas temáticas políticas, onde os interlocutores divergem em seus pontos de vista, mas nunca sobre a necessidade de mudar. A Saúde Pública, consenso geral, precisa mudar! Óticas diferentes nas entrevistas deixam para o leitor a análise dos melhores caminhos. Já no perfil, temos a bagagem do Dr. Edson Porto, primeiro CRM de Brasília, um pioneiro que vivenciou a construção da nova capital do Brasil no meio do cerrado. Desta feita, a mudança se chamava sonho. No campo da saúde a matéria sobre os perigos das práticas de antienvelhecimento faz um alerta para aqueles que não querem deixar o tempo mudar sua aparência e fazem uso de hormônios sem efetividade comprovada. Mudanças, mudanças, cada vez mais rápidas e surpreendentes, nos deixando em meio a dúvidas e dilemas. Nem mesmo um livro ou um filme são os mesmos quando o lemos ou vemos pela segunda vez, pois nós já não somos mais os mesmos! A mudança É, não há como evitar. Somos afetados todo o tempo por nossas experiências exteriores e interiores, num processo contínuo de evolução e adaptabilidade. Esperamos que gostem da revista tanto quanto nós gostamos de criá-la para você. Uma ótima leitura! Cristiane Kozovits Editora- Chefe

4 Diretoria Executiva Dr. Luciano Gonçalves de Souza Carvalho Presidente Dr. Evaldo Trajano Filho Vice-Presidente Dr. Jorge Gomes de Araujo Diretor Administrativo Dr. Carlos Jose Sabino Costa Diretor Econômico-Financeiro Dr. Elias Couto e Almeida Filho Diretor de Planejamento Dr. Paulo Henrique Ramos Feitosa Diretor de Comunicação e Divulgação Dr. Luiz Augusto Casulari Roxo da Motta Diretor de Editoração Científica Diretor Científico e de Ensino Médico Continuado Dr. Fernando Fernandes Correia Diretor Social e de Atividades Culturais Dra. Olimpia Alves Teixeira Lima Diretora de Relações com a Comunidade Conselho Fiscal TITULAR Dr. Márcio de Castro Morem Dra. Alba Mirindiba Bonfim Palmeira Dr. Ognev Meireles Cosac SUPLENTE Dra. Elza Dias Tosta da Silva Dr. Alexandre Barbosa Sotero Caio Dr. Bolivar Leite Coutinho Delegados EFETIVOS Dra. Edna Marcia Xavier Dr. Alexandre Morales Castillo Olmedo Dr. Jose Nava Rodrigues Neto Dr. Carlos Alberto de Santa Ritta Filho Dr. Eudes Fernandes de Andrade Dr. Sergio Tamura Dr. Aloísio Nalon Queiroz SUPLENTES Dr. Adalberto Amorim de M. Junior Dr. Antonio Geraldo da Silva Dr. Bruno Vilalva Mestrinho Dr. Baelon Pereira Alves Dr. Roberto Cavalcanti Gomes de Barros Dr. Roberto Nicolau Cavalcanti de Souza Dr. Alcides de Oliveira Dourado Filho Conselho Editorial Dr. Luciano Gonçalves de Souza Carvalho Dr. Evaldo Trajano Filho Dr. Paulo Henrique Ramos Feitosa Dr. Luiz Augusto Casulari Roxo da Motta DIRETOR RESPONSÁVEL Paulo Henrique Ramos Feitosa EDITORA-CHEFE Cristiane Rodrigues Kozovits JORNALISTA RESPONSÁVEL Marina Gomes Barbosa (RP: /2011 DF) REVISÃO Maria Carolina Lopes (RP: 7190/DF) FOTOGRAFIA André Muniz EDITORAÇÃO Grifo Design COMERCIALIZAÇÃO AMBr Glória Santana (61) (61) IMPRESSÃO Ideal Gráfica e Editora TIRAGEM exemplares Médico em Dia é uma publicação da Associação Médica de Brasília AMBr SCES Trecho 3 Conj. 6 (61) REDAÇÃO Revista cultural de distribuição gratuita. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

5 Sumário 8 Tribuna O presidente da Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados, deputado Luiz Henrique Mandetta, faz um balanço das principais propostas em tramitação na Casa. 12 Entrevista O diretor de Comunicação e Divulgação da AMBr, Dr. Paulo Feitosa, comenta as mudanças na área de Comunicação da Associação. 39 Especialidade Médica A presidente da Associação Brasiliense de Medicina do Trabalho Abramt, Dra. Rosylane Rocha, assina um artigo sobre os agravos à saúde do trabalhador e sua relação com as atividades laborais e com o ambiente do trabalho 28 Especial O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fala do seu trabalho desenvolvido no ministério e sobre a situação da Saúde Pública do país. 46 Perfil A história de Dr. Jorge Porto, o primeiro CRM de Brasília, que chegou ao que seria a nova capital no dia 04 de dezembro de Olhar Social 19 Terceira Idade 22 Jovem Médico 27 Dia do Médico 31 Destinos 52

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7 Palavra do Presidente Presidente da Associação Médica de Brasília AMBr Darwinismo Associativo Darwin afirmou que a evolução procede por pequenas mudanças sucessivas num processo contínuo de adaptação ao meio. Adaptar-se é uma questão de sobrevivência. De fato, a observação da dinâmica da vida nos faz concordar com Darwin quando ele diz que não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças. No mundo das organizações temos inúmeros exemplos disso. Sólidas instituições do mercado quebraram por demorarem a perceber que o mercado mudou, que os desejos dos consumidores mudaram, que a concorrência avançava em inovação. Casos emblemáticos como a falência da Varig e do Mappin se repetem em todo o mundo e são mais frequentes na era tecnológica, onde as mudanças se aceleram. Em todo o país são formados cerca de 16 mil médicos anualmente, sendo que este número poderá chegar a 20 mil em Hoje atuam no Brasil 360 mil médicos, mas enquanto este número aumenta, paradoxalmente, observamos o encolhimento das entidades de classe que representam a categoria e defendem o mérito da medicina. A representatividade está enfraquecida e, com ela, esmaece nossa capacidade de intervir nas políticas públicas de promoção à saúde, no planejamento da formação médica, na forma e oferta de saúde suplementar e em outros temas importantes para a defesa da qualidade do serviço prestado à população, acima de tudo. Algumas entidades isoladamente conseguem desenvolverse e adaptar-se, mesmo permanecendo pequenas. Criamos alguns braços fortes, mas o corpo está enfraquecido. A reflexão inadiável é a de como podemos nos adaptar aos novos tempos e superar paradigmas que não fazem mais sentido. Precisamos evoluir, promover mudanças, unir esforços e encontrar caminhos para a perenidade. Temas como certificação, qualidade do ensino em medicina, graduação no exterior, honorários médicos, tabela do SUS, regulação, novas tecnologias, protocolos, méritos e titularidade precisam de novos olhares e esse papel cabe, em grande parte, a nós, gestores e médicos que compõem as entidades de classe da área de saúde. As entidades associativas não escapam a este modelo de evolução: precisam adaptar-se aos movimentos sociais e perceber, dentro deles, quais os mares a navegar. O segmento de Saúde, especialmente, vem passando por metamorfoses complexas que afetam toda sua cadeia. A sobrevivência das entidades do setor depende da observação contínua das mudanças que vão se consolidando. A prospecção de cenários aponta a Saúde como uma das três áreas de maior aquecimento progressivo na próxima década. Investimentos em tratamento, prevenção, tecnologia médica, qualidade de vida, pesquisa, formação e qualificação profissional serão a tônica dos próximos anos. 7

8 Tribuna Deputado Federal Analisar, votar e atuar em projetos que dizem respeito à Assistência Social, Previdência, Saúde e à estrutura da família. Essa é a tarefa da Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados. Prestes a completar seis meses à frente da Comissão de Seguridade Social da Câmara, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MT) concedeu uma entrevista polêmica à Revista Médico em Dia, onde fez um balanço das principais propostas em tramitação na Casa, criticou a falta de investimentos do governo federal na saúde pública, a abertura indiscriminada de faculdades de medicina no país e a atuação no Brasil de médicos formados no exterior. 8 Mandetta faz ainda um alerta a respeito do modelo de saúde suplementar brasileiro. Esse é um sistema que está caminhando para o colapso, afirma. O senhor é presidente da Comissão de Seguridade Social, qual são os principais desafios enfrentados? Essa é uma Comissão das mais antigas do Congresso Nacional. É uma Comissão que tem a competência de analisar os projetos que dizem respeito à Assistência Social, Previdência, Saúde e a todos aqueles que afetam a estrutura da família. Portanto, tem um espectro muito grande, muito vasto de atuação. Tem um número de projetos muito extenso, com grande número de audiências públicas, requerimentos, atuações e fiscalizações. O meu grande desafio é exatamente selecionar, como presidente, aqueles projetos que têm que ter um andamento mais célere, fazer essa diferenciação e dosar um equilíbrio de projetos que dizem respeito às quatro áreas de atuação. Quais os principais projetos em tramitação na Casa na área da saúde pública? Neste ano, enquanto presidente, nós tivemos alguns projetos considerados históricos. No dia 4 de setembro conseguimos levar ao Plenário da Câmara, como projeto prioritário da Comissão de Seguridade Social, o projeto que garante uma série de inclusões aos portadores de autismo. No que diz respeito à Previdência, plano de saúde e educação, é uma carta de garantias. O autista ficava fora de muitos benefícios. Já que fisicamente ele não tem uma deformidade, ficava fora de uma série de políticas públicas. Nós tivemos também, no primeiro semestre, no caso específico da classe médica, o andamento de um projeto que está tramitando há oito anos no Congresso, que estabelece o vínculo de contrato entre os trabalhadores médicos e as operadoras de plano de saúde.

9 Na prática, estabelece a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) como um parâmetro de utilização. Isso acaba com a discussão do CADE, se isso é direito econômico ou não. O projeto traz a tabela para a lei, estabelece um período anual de reajuste no contrato e coloca os direitos e deveres neste contrato. O mérito do projeto já foi discutido e aprovado. O projeto é terminativo na CCJ e esperamos que seja votado até o final deste ano. Este é um capítulo importante na luta dos direitos da classe médica. Fizemos alguns avanços no que diz respeito aos direitos das pessoas com deficiência, alinhando as políticas públicas com a convenção mundial das pessoas com deficiência. Isso influiu diretamente no novo Código de Processo Civil, onde a pessoa com deficiência não mais será taxada de incapaz. Ela passa a ter a sua responsabilidade civil. Um exemplo é o físico inglês Stephen Hawking. Pela lei brasileira, ele seria considerado incapaz, teria que ter um tutor, mas é o maior físico do mundo. O senhor apresentou também um requerimento, sugerido pelo deputado Eleuses Paiva (PSD-SP), para a Comissão de Seguridade Social e Família realizar um seminário com a finalidade de discutir a necessidade de formação de um número maior de médicos, bem como ingresso de profissionais estrangeiros ou brasileiros formados em universidades no exterior. O senhor acredita que essa é uma das soluções para a falta de atendimento nos hospitais públicos? Não, o seminário foi proposto para começar uma discussão e um posicionamento. Nós temos escutado muito o governo articulando e falando de abertura indiscriminada da atuação de médicos formados fora do Brasil. Nós temos escutado ameaças contra o Revalida, que é o exame de revalidação do diploma médico. E isso nos causa muita preocupação porque, na minha opinião, a qualidade do atendimento vai ser jogada no ralo se o Brasil assim proceder. Nós temos a responsabilidade de alertar a sociedade do risco que será uma abertura indiscriminada para atuação de médicos formado fora do país, coisa que nenhum país do mundo faz. Esse seminário foi realizado exatamente no sentido de escutar a sociedade e instrumentalizar os deputados para que eles possam ter uma posição muito clara no momento que o governo tomar essa atitude. Eu espero que não tome. Mas já existe um projeto ou uma decisão do governo? Não, o que existem são ruídos. Eu tenho escutado comentários. O governo não fez esse documento, não fez uma Medida Provisória. A gente escuta de pessoas que estão dentro do governo, que eles pensam em abrir para voluntários formados no exterior o Programa de Saúde da Família. Esses voluntários ficariam dois anos em locais determinados pelo Ministério da Saúde, tutorados por uma universidade pública e que, ao final de dois anos, eles teriam o diploma automaticamente revalidado. Isso é o que eu tenho escutado como ruído, mas isso não é um projeto de lei, nem uma MP. Mas quando a gente vê o ministro da Saúde, em todas as ocasiões que ele vai falar sobre o tema, falar que o Brasil possui uma relação médico por habitante inferior à necessária, provocando a imprensa, saindo editoriais de terceiros dizendo que precisa de mais médico, a gente começa a se preocupar. O governo está preparando o ambiente para uma medida desse tipo. O problema do Brasil é a má distribuição, o Governo Federal não acena com uma política de estado, uma carreira de estado para os profissionais de saúde, para preencherem as lacunas da atenção básica, com vínculo qualificado, com salário em dia e bem remunerado. O Brasil não interioriza as condições da prática da medicina e quer interiorizar o médico, mas não coloca laboratório, não coloca profissionais na equipe. O médico tem que ir para o interior para fazer 100% de tudo, essa medida de abrir para médicos formados fora do país me parece uma grande enganação frente a um problema estrutural muito grande. Se você colocar o médico e não colocar as condições para a boa prática, ele vai ser um mero encaminhador de pessoas para os grandes centros. Vai aumentar a concentração de médicos nas cidades que têm algum recurso tecnológico. O Brasil tem hoje 1,8 médicos para cada 100 mil habitantes, o ministro acha que três médicos é o número ideal para 100 mil habitantes. Ou seja, o ministro quer dobrar o número de médicos. Nós somos 300 mil médicos e ele quer aumentar para 640 mil médicos. Hoje, esses 300 mil médicos que trabalham no Brasil solicitam em média, cada um, três exames por consulta. Esses 300 mil médicos solicitam em torno de 900 mil exames e temos uma fila enorme de espera para fazer um ultrassom, para fazer uma tomografia, uma ressonância, porque não temos esses recursos. Se só dobrarmos o número de médicos, vamos passar para uma capacidade de solicitação que também vai dobrar. Vamos Se você colocar o médico e não colocar as condições para a boa prática, ele vai ser um mero encaminhador de pessoas para os grandes centros. 9

10 Tribuna LUIZ HENRIQUE MADETTA 10 passar para 1,8 milhões de solicitações. Ou seja, a judicialização da demanda oriunda da presença do médico vai explodir nos tribunais. Não adianta fazer um projeto isolado, ele tem que ser uma decisão política que o Brasil vai ter que fazer em um determinado momento. A sociedade vai ter que optar e os eleitos do Executivo Federal vão ter que decidir se querem fazer saúde de qualidade ou se querem continuar com essa enganação que eles estão fazendo, que é requentar sistematicamente políticas públicas de saúde. O senhor foi relator da Subcomissão Especial destinada a avaliar o Sistema de Saúde Complementar. Qual a sua opinião a respeito dos planos de saúde no Brasil? Esse é um sistema que também está caminhando para um processo de colapso porque o modelo, a proposta dele é equivocada. É um sistema centrado na doença e não na prevenção. Ele tem reajustes pela Lei 9.656/98 por faixa etária, baseado na utilização, o que penaliza muito as pessoas de terceira idade. Acima de 60, 70 anos, o preço é proibitivo. Em um país que está aumentando a expectativa de vida e que dentro de 20 anos vai ter mais pessoas acima de 60 anos do que abaixo de 20 anos, significa que não haverá renda para pagar o plano de saúde, se continuar o reajuste no patamar que está. A legislação atual desagrada os trabalhadores da saúde. Os médicos, principalmente, são os mais penalizados porque não têm contrato de trabalho, não têm dissídios, foram entregues às leis de mercado. E todas as vezes que o detentor da força do capitalismo se depara com o detentor da força do trabalho, o capital sempre leva vantagem frente ao detentor da força de trabalho. Principalmente quando a força de trabalho é desorganizada pelo ponto de vista sindical e associativo. Os consumidores batem recorde em todos os Procons do Brasil, com queixas sobre o não cumprimento de regras contratuais, e temos ainda uma Agência Nacional de Saúde que é formada basicamente com diretores oriundos das operadoras mercantis de planos de saúde, cujo objetivo é dar retorno a essas operadoras, que têm ações na bolsa de valores. Elas têm que dar lucro. Dessa forma temos um coquetel explosivo nesse setor. Fizemos uma proposição de se colocar na ANS (Associação Nacional de Saúde Suplementar) uma estrutura deliberativa, com a participação paritária desses atores, trabalhadores, operadores e consumidores, para que a gente pudesse ter uma decisão mais harmônica e não focada em dois ou três diretores. Mas o lobby das operadoras de saúde impediu que o relatório fosse sequer votado. Neste ano eu designei um grupo de trabalho para apresentar no final do ano à Comissão de Seguridade Social as suas conclusões, que passam com certeza pela revisão do Marco Regulatório da Lei Geral dos Planos de Saúde. Esse grupo de trabalho tem o prazo até novembro para entregar as suas conclusões e o deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG) é o coordenador. Em sua opinião, qual o maior problema da saúde pública no país? Primeiro é natural que tenha desafios porque o nosso sistema de saúde pública foi definido na Constituição de A municipalização começou de fato a ocorrer uma década depois, em Então nós temos somente 14 anos de construção do SUS (Sistema Único de Saúde). É muito pouco tempo para se cobrar para que todos os problemas estivessem resolvidos. Mas o que mais me preocupa, o que é uma pedra no sistema de saúde, é que ele tem que ter a participação dos três entes da federação: do município, do estado e da União. Quando nós fizemos a regulamentação da Emenda 29, ficou definido o percentual mínimo de investimento para municípios e para estados. A União está desobrigada de colocar qualquer percentual mínimo na Saúde. E a União vem diminuindo ano após ano a sua participação no financiamento da Saúde e transferindo os deveres de atendimento para o município sem a transferência proporcional de recursos. Isso está gerando uma insatisfação de Norte a Sul do Brasil, insatisfação da população sempre em direção aos secretários municipais e aos prefeitos. Os prefeitos estão todos no limite dos seus investimentos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, os estados agora que estão obrigados a investirem 12% e a União está sem nenhum tipo de obrigação na saúde pública e está sem o desgaste político também pela crise da saúde pública. Então esse é o maior problema, é a gente achar espaço para que o governo federal se obrigue a investir na Saúde. O governo tem uma base aqui no Congresso Nacional de 480 deputados que só votam aquilo que o Governo Federal autoriza votar. Como não existe espaço para iniciativa parlamentar, a iniciativa da Associação Médica Brasileira, da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), das entidades de se coletar 1,8 milhões de assinaturas no Brasil afora para dar entrada em um projeto de iniciativa popular vai servir exatamente para provocar no Executivo a retirá-lo da zona de conforto em que ele se encontra hoje, optando para que, ao invés de investir os recursos na saúde, ele está investindo em trem bala, que não vai servir para produzir nada, para fazer estádio de futebol, para fazer Olimpíadas, para fazer viaduto e etc. Talvez esse seja hoje o grande problema e o grande desafio da sociedade civil organizada, deixar claro que o maior arrecadador de impostos, que é o governo federal, não pode colocar a quantidade ínfima que ele coloca na saúde, que não tem parâmetro em nenhum país com a arrecadação que temos no Brasil. O senhor acha que a Farmácia Popular teve mais impacto na saúde do brasileiro do que o genérico? Eu acho que a Farmácia Popular, para as cidades que tinham boa estrutura de medicamentos na Rede Pública, não teve grande impacto. Mas naquelas cidades onde a saúde não conseguia dar uma boa lista de medicamentos,

11 o impacto foi muito bom para as pessoas. Me preocupa muito na Farmácia Popular a fragilidade do controle, vamos supor que sejam 10 farmácias por município, em média, seriam 50 mil estabelecimentos cadastrados, se você tiver uma fraude de mil reais por mês, você terá uma fraude que chega a bilhões ao ano. Não há nenhum tipo de controle e me preocupa muito essa falta de controle na Farmácia Popular. Ao ponto de, na sessão de 05 de setembro, na Comissão de Seguridade Social, eu ter solicitado junto com os deputados uma audiência pública pedindo esclarecimentos ao governo e solicitar um levantamento mais preciso desses números, porque em tempo de poucos recursos não dá para deixar ralos para que haja desperdício. Nós sabemos que fazer compras de insumos e medicamentos é uma coisa bastante complicada, sob o risco de ser plicada a Lei nº Falta gerenciamento e dinheiro ou falta muito mais dinheiro do financiamento para se atingir um padrão de qualidade no SUS? Acho que as duas coisas. Por exemplo, para se cumprir a lei na compra de insumos e medicamentos você tem o uso do pregão eletrônico, com registro de preços que me garante o preço por um ano. Acabou-se com aquela morosidade da licitação de papel, e abriu-se a concorrência para o mundo via internet. O bom gestor de aquisição de insumos e medicamentos já optou por esse formato, que garante para ele compra em escala, barateamento de preço, formação de consórcios intermunicipais. Claramente é um processo de gestão. Agora, quando você chega ao ponto de falar que não vai comprar mais kits para laboratório, por conta de recursos de orçamento, claramente vemos a falta de financiamento, é um sistema que tem um mix dos dois, é um sistema que tem problemas de gestão e baixíssimo financiamento. Experiências exitosas de gestão existem. O que a gente não está vendo são experiências exitosa de financiamento. Recentemente a presidenta tomou uma decisão de abrir mais vagas nos cursos de medicina na Brasil, com o viés de acabar com a regionalização da categoria, com a intenção de suprir a falta de médicos em várias regiões brasileiras. Qual a sua opinião? O problema é que temos uma má distribuição. Agora com essa abertura indiscriminada de faculdades de medicina, nós hoje já pagamos um preço pela baixa qualidade do médico que está se formando. E com essa abertura indiscriminada, em locais que não têm um hospital-escola, não têm internato, não têm professores concursados, não têm profissionais qualificados para ensino, nós devemos piorar a formação médica no Brasil. Nós já tivemos no passado uma medicina de excelente qualidade, hoje nós somos uma medicina mediana, com alguns centros de alta qualidade. Com esse tipo de política nós devemos ter uma medicina crítica, abaixo do nível de qualidade desejado. O governo se esconde atrás da sua falta de cobrança por qualidade de ensino, não permite exames que atestem a qualidade, como é o do Conselho de Medicina de SP, para o exercício do profissional de medicina, abre faculdades sem fechar nenhuma daquelas que estão entregando profissionais mal formados, não exige investimentos em laboratórios, pesquisa, eles querem abrir as portas e dar bolsas e cotas como se medicina fosse uma atividade meramente burocrática. E não é. Medicina é uma arte, leva tempo, leva capacidade muito forte de transmissão de conhecimento pelo professor, é um curso que exige uma transformação daquele jovem que entra com o desejo de ser médico em um profissional ético, em um profissional humanizado, capacitado, motivado, coisa que o Brasil não oferece, coisa que o governo não quer discutir. O Brasil quer simplesmente fazer número. A Comissão de Seguridade Social da Câmara aprovou recentemente um projeto de sua autoria que susta uma decisão da Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, que proíbe o CFM, a AMB e a Fenam de promover paralisações coletivas de médicos e movimentos para descredenciamento de planos. Como foi essa decisão? Isso aí foi uma decisão tomada lá na Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, logo no início de 2011, quando houve um dia de paralisação de advertência contra os abusos praticados pelos planos de saúde. Eles desengavetaram uma denúncia de 2002, que estava arquivada. Essa denúncia dizia respeito a uma assembléia do interior de SP. Eles tomaram esta decisão claramente influenciados pelo lobby das operadoras de planos de saúde, que provavelmente atuaram junto aos membros dessa secretaria de direito econômico. Nunca, nem na ditadura, nem na Lei Falcão, que proibia a imprensa de se manifestar, eu vi uma proibição de uma associação, de um sindicato, de um conselho, que é uma autarquia federal, nunca tinha ouvido falar de proibir de se manifestar. Isso é ditadura, é censura, isso é de péssimo exemplo para um país que quer ser democrático, vindo de um Ministério da Justiça, de um órgão ligado ao Ministro da Justiça, que devia ter o dever de zelar pela democracia. Foi um projeto de decreto legislativo para analisar esta nota e sustar os seus efeitos. Foi aprovada na Comissão de Seguridade Social e está agora na Comissão de Trabalho. 11

12 Entrevista Diretor de Comunicação e Divulgação da AMBr Diretor de Comunicação e Divulgação da Associação Médica de Brasília, Dr. Paulo Henrique Ramos Feitosa fez residência em Clínica Médica e Pneumologia, é especialista em Pneumologia pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e mestre em Ciências Médicas pela Universidade de Brasília. Já foi chefe do serviço de Pneumologia do Hospital Regional do Gama, coordenador de Pneumologia da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e atualmente é diretor geral do Hospital Regional da Asa Norte. Nesta entrevista, Dr. Paulo Feitosa vai comentar as mudanças implementadas na área de Comunicação da Associação, incluindo a remodelagem dos canais de comunicação da AMBr. Feitosa também adianta alguns aspectos da pesquisa de mercado feita pela AMBr para entender e interagir melhor com o associado. A AMBr está passando por mudanças na área de Comunicação. Quais os objetivos dessas mudanças? 12 As mudanças na área de Comunicação fazem parte de uma remodelagem mais abrangente na visão e no modelo de gestão da AMBr. Buscamos a profissionalização e a eficiência operacional num trabalho detalhado desenvolvido nos últimos seis meses. Investimos na melhoria dos processos e na organização interna, mas agora chegou a hora de olharmos para fora, ou seja: de ouvirmos nossos associados e de ampliarmos nosso relacionamento com eles, além de fazer investimentos seguros na ampliação de nossos serviços. Uma pesquisa de mercado acaba de sair do forno e, a partir de seus indicadores, vamos desenvolver o planejamento estratégico de Internalizar a comunicação neste momento foi estratégico para a Associação, que precisa repensar e expandir seus canais, modernizar sua linguagem e tornar mais interativa a relação com seus associados, parceiros e com a sociedade.

13 Quais os canais de comunicação que a AMBr possui hoje e efetivamente quais mudanças estão ocorrendo em cada um deles? Segundo a pesquisa que realizamos (que vocês vão conhecer os resultados na próxima edição), um dos canais mais utilizados pelos médicos para se informar é a internet. Por isso estamos investindo em um novo site, mais moderno, fácil de navegar e com informações dinâmicas e atualizadas. Ainda no meio digital queremos ampliar nosso acesso aos profissionais em formação, como os médicos residentes e os estudantes de Medicina e, por isso, vamos otimizar nossa comunicação no Facebook e outras redes sociais. Criamos o espaço Jovem Médico tanto no site como na revista para trazer informações e novidades relevantes para sua formação e cultura, na linguagem deles. A newsletter quinzenal da AMBr terá um foco mais voltado à circulação de assuntos pontuais de defesa dos interesses da categoria, com o intuito de estabelecer o debate dessas questões. A pesquisa também indicou as revistas especializadas como uma fonte de informação importante. Nesse sentido, mexemos drasticamente nas duas revistas da Associação. A nossa revista científica, a Brasília Médica, passou por mudanças de layout e, além de mais leve e bonita, virá com o miolo colorido, valorizando os conteúdos científicos que nela circulam. Já a AMBr Revista foi toda modificada. Agora chama-se Médico em Dia, como podem ver, e vem com um novo projeto editorial, vinte páginas a mais (agora serão 48) e periodicidade bimestral. Terá mais diversidade e mais relevância de temas. Falando na revista, por que o nome da publicação mudou e como foi feita a escolha do novo título? Mudou justamente para marcar a mudança. Queremos deixar claro que a revista é para atualização, valorização e entretenimento da classe médica, embora continue divulgando todas as atividades e serviços que a AMBr promove. É uma tarefa difícil unir as duas coisas: nossa divulgação com a notícia isenta, sem viés algum, como pretendemos trazer. Dê um exemplo. Um exemplo bom é a editoria Ponto e Contraponto. Ela abordará temas polêmicos de interesse da classe médica e vamos abrir espaço para que se manifeste quem é contra e quem é favor da ideia em questão, dando subsídios para o médico, nosso leitor, formar sua própria opinião. O nome Médico em Dia foi escolhido pela diretoria executiva em reunião, obtendo a melhor votação. Acreditamos que o nome reflita essa ideia de que a revista é da classe, feita para ela, que sabemos tem muito pouco tempo Somos considerada uma das melhores associações médicas do Brasil. Queremos manter o título e continuar melhorando, avançando com o bom trabalho que foi feito pela gestão anterior. e, por isso, tem que ser seletiva em suas leituras. Em textos leves vamos reunir um pouco de política, cultura, novidades científicas, oportunidades de qualificação, histórias interessantes e debates quentes em um só canal. Você falou na internalização da Comunicação na AMBr. Por que optaram por esse caminho quando o mercado cada vez mais terceiriza o que puder na gestão de uma empresa? Somos a favor da terceirização, mas em alguns momentos precisamos ir contra as tendências ao traçar diretrizes que mexam com paradigmas e cultura da instituição. Estamos na era do conhecimento e da interatividade virtual. A comunicação é mais do que nunca uma ferramenta estratégica que precisamos tratar com muita responsabilidade neste processo de mudanças que promovemos. Por ser estratégica entendemos que deve ser gerida internamente, por isso trouxemos profissionais experientes do mercado que irão trabalhar conosco na construção da imagem da Associação Médica de Brasília. Pensando em Marketing e Comunicação, qual o cenário que o senhor enxerga para 2013? Vejo que tudo que esta gestão veio trabalhando em 2012 dará frutos nos dois próximos anos. Está sendo feito um trabalho coordenado preparando a retaguarda para crescermos em todos os sentidos: mais e melhores serviços, mais oferta de qualificação e aprimoramento, reforço das parcerias atuais, mas também busca de novos parceiros para construirmos uma Associação forte e cada vez mais representativa. Somos considerada uma das melhores associações médicas do Brasil. Queremos manter o título e continuar melhorando, avançando com o bom trabalho que foi feito pela gestão anterior. Queremos também deixar um legado importante para os próximos gestores, pois a cada momento as necessidades mudam; mudam com os cenários dinâmicos da vida e, como diz nosso presidente Luciano Carvalho, na Palavra do Presidente desta edição, sobrevive quem sabe se adaptar as mudanças! 13

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15 Cultura Manual de Oftalmologia A Cooperativa Editora Médica da Faculdade de Medicina da UFMG está lançando a segunda edição do Manual de Oftalmologia revisto, atualizado e ampliado, em versão digital. Para adquirir o livro: Loja virtual Manual de Oftalmologia Infanticídio: crime ou ficção jurídica O médico aposentado da Secretaria de Saúde, José Ribamar Ribeiro Malheiros, lançou recentemente o livro Infanticídio: crime ou ficção jurídica. Utilizandose de seu conhecimento como ginecologista e bacharel em Direito, Malheiros joga luz sobre um assunto controverso, que vem dividindo a opinião de especialistas das duas áreas ao longo dos últimos 72 anos. Com informações da Secretaria de Saúde do DF Resenha acadêmica descritiva O livro Artigos Científicos: como redigir, publicar e avaliar, de autoria do Prof. Mauricio Gomes Pereira, foi lançado recentemente pela Editora Guanabara Koogan. Com o objetivo de orientar os potenciais autores sobre como vencer as muitas barreiras na elaboração e publicação de artigos científicos, o livro aborda cada uma das etapas desse processo em 24 capítulos. 15

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17 Radar DF tem banco de células-tronco A população do Distrito Federal conta agora com um banco particular de células-tronco de cordão umbilical. Foi inaugurada, na QI 15 do Lago Sul, a primeira clínica privada que oferece o serviço de coleta, congelamento e armazenamento do material biológico. Todo o processo custa em média R$ 3,5 mil além de mensalidade anual de R$ 500 para manutenção da unidade celular. Fonte: Correio Braziliense Contra abusos praticados pelas operadoras, médicos prometem boicote a planos Santa Lúcia é o primeiro hospital do DF a participar do Programa Brasileiro de Segurança do Paciente A convite do Instituto Qualisa de Gestão (IQG), o Hospital Santa Lúcia é a primeira instituição a integrar o Programa Brasileiro de Segurança do Paciente (PBSP) no Distrito Federal. Convidamos os hospitais que se interessam ou estão trabalhando como prioridade estratégica de sua organização a assistência ao paciente com qualidade e segurança, explica a coordenadora do PBSP, Milene Volpe. Entre os dias 10 e 25 de outubro, médicos de todo o país participarão de protesto nacional contra os abusos cometidos pelos planos e seguros de saúde. Para marcar o início da mobilização nacional, os profissionais realizarão atos públicos (assembleias, caminhadas e concentrações) nos estados em 10 de outubro. A partir de então, com base em decisões tomadas em assembleias locais, a categoria pode suspender, por tempo determinado, consultas e outros procedimentos eletivos por meio de guias dos convênios sem cobrança de valores adicionais que serão definidos como alvo pelas assembleias. As mobilizações serão articuladas pelas Comissões Estaduais de Honorários Médicos. Além de reajuste nos honorários, os médicos pedem o fim da interferência antiética das operadoras na relação médico-paciente. Também reivindicam a inserção, nos contratos, de índices e periodicidade de reajustes por meio da negociação coletiva pelas entidades médicas e a fixação de outros critérios de contratualização. Fonte: CFM Assim, o HSL servirá de multiplicador de boas práticas de gestão da segurança do paciente, auxiliando a implantar a iniciativa nos demais hospitais da região e, assim, contribuir para os objetivos do programa, que é salvar 50 mil vidas e evitar 150 mil danos por ano. 17

18 Radar Convênio entre AMBr e Unicred oferece benefícios exclusivos para associados A AMBr acaba de realizar mais uma parceria importante para seu associado. O convênio com a Unicred, cooperativa de crédito criada para os profissionais da área de saúde, oferece benefícios exclusivos aos associados. Na Unicred, o médico associado da AMBr terá vantagens como: assessoria financeira, condições diferenciadas de financiamentos e empréstimos, serviços de malote, seguros, entre outros serviços. Bactéria e novas vacinas podem livrar Brasil da dengue em poucos anos, prevê Ministério da Saúde O desenvolvimento de uma bactéria que contamina o mosquito Aedes aegypti, aliado à aplicação de vacinas contra a dengue, podem erradicar a doença no Brasil dentro de cinco a dez anos. A previsão é do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. A Unicred Centro Brasileira é uma cooperativa de crédito com 20 anos de história. É uma instituição financeira sólida, autorizada pelo Banco Central e parte de um sistema nacional que tem mais de 260 mil cooperados em todo o país. Fortalecer o setor de saúde é também uma das principais missões da cooperativa. Na Unicred, o cooperado tem os produtos de uma instituição financeira com as vantagens de uma cooperativa. Passa então a ser dono e não cliente em sua própria instituição. Para informações, acesse o site: Enquanto as pesquisas com vacinas prosseguem em laboratórios, o desenvolvimento do método de combate com a bactéria Wolbachia já está em teste de campo na Austrália e começa a ser testada contra o Aedes aegypti, no Brasil. Os testes estão programados para Fonte: Agência Brasil 18 Cade freia planos da Rede D`Or no DF A aquisição de participações no capital social da Medgrupo e do Hospital Santa Lúcia pela Rede D OR foi congelada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Após negociações com a autarquia vinculada ao Ministério da Justiça, a rede de hospitais assinou um Acordo de Preservação de Reversibilidade da Operação (Apro), que estipula que as empresas mantenham a administração dos seus estabelecimentos separadas até que seja concluída a análise da negociação pelo órgão. Se descumprir a determinação, a Rede D Or terá que pagar multa de R$ 50 milhões, e os administradores dela, de R$ 5 milhões. Fonte: Correio Braziliense

19 Olhar Social AMBr faz doação ao Instituto Ápice Down Atuar com responsabilidade social é um desafio que a Associação Médica de Brasília busca em todas as suas atividades. A criação da Política de Responsabilidade Social da AMBr é um passo decisivo na sua história, que possibilita conhecer a realidade que nos cerca, assegura inserção social e a melhoria da qualidade de vida da sociedade. Dessa forma, a Associação entregou ao Instituto Ápice Down, no dia 04 de setembro, uma doação no valor de R$ Os recursos foram arrecadados pela AMBr com a venda de itens da decoração da Festa Junina da Associação. O presidente da AMBr, Dr. Luciano Carvalho, ao lado da diretoria da Associação, fez a entrega da doação à coordenadora do projeto, Nádia Quadros, e à segunda secretária, Iris Quadros. O Ápice Down é um projeto do Instituto Ápice em Saúde, que desenvolve projetos sociais de promoção de qualidade de vida e saúde à população carente do DF. O grupo também viabiliza o estágio supervisionado e promove a formação humanizada de profissionais. O Instituto atende hoje cerca de 170 crianças e realiza mais de mil atendimentos ao mês. Os serviços oferecidos são: fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, pilates down, pediatria, clínica médica, psicologia, pedagogia, oficinas de aprendizagem especial e rede colaborativa de inclusão profissional (banco de talentos). Conheça o Instituo Ápice pelo site Dia da criança Solidário AMBr promove campanha de arrecadação de brinquedos para serem doados à Creche Renascer Este ano a AMBr vai comemorar o Dia da Criança de uma forma diferente. A Associação convida todos os associados para participar da campanha de doação de brinquedos para crianças carentes da Creche Renascer. A Instituição cuida de crianças de 02 a 12 anos que vivem em situação de risco no Lixão da Estrutural. Os brinquedos doados serão entregues pelos próprios sócios em uma bela festa no dia 12 de outubro na AMBr, onde teremos atividades recreativas e delícias saborosas para as crianças: brinquedoteca, oficina de balão, pintura de rosto, contador de histórias, cachorro quente, picolé, algodão doce e pipoca. Faça a doação e traga seu filho para entregar pessoalmente o presente para seu afilhado ou afilhada, no dia 12 de outubro. Entre em contato com a nossa secretaria pelo telefone: (61) e diga que quer participar da campanha solidária do Dia da Criança. 19

20 Medicina & Arte Médicos 20 Henry Wellcome e a História da Medicina Mary Wellcome e seu marido, Solomon Cummings Wellcome, estavam muito felizes naquele 21 de agosto de O casal, que vivia do cultivo de batatas em sua fazenda em Almond, no estado americano de Wisconsin, viu nascer seu tão esperado filho, que recebeu o nome de Henry Solomon Wellcome. Henry cresceu na dúvida se seria farmacêutico ou médico como seu tio Jacob, um conceituado clínico em Garden City, no Estado de Minnesota. Após trabalhar em uma drogaria da família, criou gosto pelo comércio e pela produção de medicamentos. Cursou então Farmácia, tendo se graduado em 1874 no Philadelphia College of Pharmacy.

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