Manual de Conduta INTRADER DTVM LTDA. MANUAL DE CONDUTA E MELHORES PRÁTICAS

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1 INTRADER DTVM LTDA. MANUAL DE CONDUTA E MELHORES PRÁTICAS VERSÃO 2012

2 ÍNDICE 1. Introdução 2. Das Obrigações dos Agentes Autônomos 3. Das Vedações 4. Do Termo de Recebimento, Ciência e Aceitação

3 1. Introdução Ao longo do tempo, a atividade exercida pelos Agentes Autônomos mostrou-se fundamental para expansão do mercado de capitais brasileiro. A localização dos principais intermediários do sistema financeiro, que, via de regra, se concentra nas principais capitais do país, dificulta o acesso de parcela da população a essa modalidade de investimentos. Nós da INTRADER DTVM sabendo da importância de se fazer presente em todo o território nacional e interessada na difusão e popularização dos investimentos em Bolsa, iniciamos nossas atividades como distribuidores de títulos e valores mobiliários. Assim, visando auxiliar o nosso atendimento, processos e excelência na prestação de serviços em distribuição de títulos de valores mobiliários, elaboramos este manual que fornece as principais diretrizes a serem seguidas por nossos sócios, colaboradores ou assessores de investimentos. Este documento poderá ser utilizado como instrumento de apoio e fonte de consulta na rotina diária exercida por nossos sócios, colaboradores ou assessores de investimentos. 2. Das Obrigações dos Agentes Autônomos de Investimentos a. Com relação aos Sócios e ao Contrato Social:. Apenas pessoas autorizadas pela CVM a exercer função de agente autônomo podem atuar na atividade fim da empresa de Agentes Autônomos, devendo, para tanto, obrigatoriamente constar como sócios no Contrato Social. Este item se refere à obrigatoriedade dos agentes autônomos, que participem direta ou indiretamente da intermediação de operações e da captação de clientes, constarem no Contrato Social da pessoa jurídica. A IN 497 excluiu expressamente a possibilidade de a sociedade ter como sócios terceiros que não sejam agentes autônomos. Dessa forma, a sociedade deve ser exclusivamente de agentes autônomos e somente para as atividades previstas no art. 1º, I a III, IN CVM 497, ou seja, prospecção e captação de clientes; recepção e registro de ordens e transmissão dessas para os sistemas de negociação ou de registros cabíveis e prestação de informações sobre os produtos e serviços oferecidos.. Comunicar à CVM e aos contratantes (instituições financeiras), no prazo de até 5 (cinco) dias úteis de sua formalização, a. existência de eventuais alterações contratuais. É importante para a CVM e para qualquer instituição financeira contratante, que toda alteração no contrato social da empresa, seja ela relativa ou não ao seu quadro social, seja imediatamente comunicada, assegurando, desse modo, a conformidade com a legislação vigente. b. Da exclusividade (Art. 13, I, IN 497 CVM) A Instrução CVM nº. 497/2011 prevê a exclusividade total do Agente Autônomo de Investimento, pessoa física ou jurídica, a apenas uma instituição integrante do sistema de

4 distribuição de valores mobiliários. Isto para a prestação de serviço de distribuição para a compra e venda de ações e outros produtos que não fundos de investimentos. A exclusividade não é necessária para a distribuição de cotas de fundos de investimentos. (IN 515 CVM de ). c. Quanto ao Sigilo das Informações O agente autônomo deve zelar para que toda e qualquer informação não pública, obtida por ele ou por seus funcionários no exercício de suas atividades, seja mantida em sigilo e tratada com absoluta confidencialidade. Assim, é proibido ao Agente Autônomo divulgar informações relativas ao cadastro de clientes, suas movimentações financeiras e demais assuntos relativos ao relacionamento mantido entre o cliente e a Instituição Financeira contratante ou entre o cliente e o Agente Autônomo. No mesmo sentido, deve o AAI manter sigilo sobre quaisquer outros dados confidenciais que venha a ter acesso em função da parceria comercial firmada com a Instituição Financeira contratante, incluindo, mas não se limitando a materiais, produtos, sistemas, técnicas, estratégias, etc. Para efeito deste documento, são consideradas informações não públicas todas aquelas que o Agente Autônomo veio a obter única e exclusivamente em função do exercício de suas atividades, sem que as mesmas sejam de conhecimento do público em geral. d. O Agente Autônomo deve ofertar somente produtos adequados ao perfil de investimento dos clientes (Suitability) O Agente Autônomo deve se atentar ao perfil de investimento de cada um dos clientes, de modo a oferecer apenas os produtos adequados a cada investidor, esclarecendo sempre os riscos envolvidos. Para auxiliar neste processo devemos utilizar sempre o Questionário de Análise de Perfil do Investidor elaborado pela INTRADER DTVM (contratante) ou por empresa autorizada pela CVM a exercer a atividade de consultoria ou análise de títulos e valores mobiliários. e. Manter sistema seguro de gravação telefônica, protegido pelo prazo mínimo de 5 anos Visando evitar eventuais controvérsias quanto ao conteúdo de ordens emitidas pelos clientes, a fim de atender as auditorias internas e as auditorias dos órgãos reguladores e de acordo com o parágrafo 1º do Art 12 da IN CVM 387, a INTRADER DTVM arquiva por pelo menos 5 anos todas as gravações telefônicas em servidor próprio. Cabe ressaltar que este item mostra-se fundamental para a segurança dos próprios Agentes Autônomos no exercício de suas atividades, especialmente no surgimento de eventuais questionamentos na esfera judicial ou perante órgãos reguladores acerca de determinadas ordens enviadas. Para garantir o cumprimento deste item realizamos testes das chamadas telefônicas de todos os assessores e colaboradores. O objetivo é estarmos sempre preparados para atender qualquer solicitação das Instituições Financeiras as quais podemos ter contratos de distribuição. f. Registrar as ordens somente com a devida evidência das mesmas e desde que estejam individualizadas, respeitando sempre a existência de ligação gravada Ainda que o cliente vá até a INTRADER DTVM, a ordem deve ser transmitida por telefone e a ligação deverá ser gravada.

5 As ordens escritas serão aceitas somente quando confirmadas por telefone e a ligação for gravada. Serão consideradas individualizadas as ordens que contenham nome do cliente, papel, quantidade, tipo de ordem, preço e prazo de validade. Todos os assessores de investimentos da INTRADER DTVM estão sujeitos a esta norma que é obrigatória. O não cumprimento da mesma pode acarretar em desligamento do profissional que agiu de forma não condizente com a CVM e órgãos reguladores. g. Agir com boa-fé, probidade e de acordo com a legislação vigente O Agente Autônomo deve observar rigorosamente as normas vigentes no desempenho de suas funções, respondendo pelos atos de seus sócios, funcionários e estagiários, devendo ainda atuar pautado nos mais altos padrões de mercado e sempre baseado no princípio da boa-fé. h. Informar à Instituição Financeira contratante sobre fatos que considere importantes ou que mereçam destaque, tendo em vista a Política de Combate à Lavagem de Dinheiro A INTRADER DTVM, atendendo à legislação vigente, possui mecanismos de prevenção e combate aos crimes de lavagem de dinheiro. Para tanto, conta com a colaboração dos seus sócios, colaboradores e assessores de investimentos, que devem comunicar à Instituição Financeira contratante sempre que haja suspeita ou indício de qualquer atividade que possa direta ou indiretamente estar relacionada aos crimes mencionados acima. i. Cooperar em todas as auditorias internas e externas Como é de conhecimento, as Instituições Financeiras que por ventura possam nos contratar são constantemente submetidas a auditorias internas e externas, assim como a própria INTRADER DTVM. Para atender a todas as solicitações feitas pelos auditores, é necessária a pronta e eficaz colaboração dos colaboradores e assessores de investimentos da INTRADER DTVM, fornecendo documentos, ligações gravadas e quaisquer outras informações solicitadas. j. Certificar a legitimidade do transmissor da ordem Conforme disposto na legislação em vigor, as ordens de compra e venda de títulos de valores mobiliários só podem ser emanadas pelo próprio cliente ou por representante legalmente constituído e mencionado na ficha cadastral. Para tanto, é necessária a confirmação dos dados do transmissor da ordem através da utilização das informações constantes na ficha cadastral do cliente, visando assim à verificação da identidade do emissor. k. Certificação da BM&FBOVESPA Para fins de manutenção da certificação obtida pelas Instituições Financeiras contratantes que prestam o serviço de compra e venda de ações, títulos e valores mobiliários é necessário estar aprovado no Programa de Qualificação Operacional da BM&FBovespa (PQO), cumprindo assim uma série de normas e quesitos específicos. Dentre essas exigências, merece destaque a necessidade de credenciamento do Agente Autônomo como Operador pela BM&FBovespa e sua respectiva inscrição no Gerenciador de Habilitação de Profissionais (GHP). O Ofício Circular 024/2011-DP de 13/05/2011 da BM&FBovespa, informa os novos prazos definidos para certificação de profissionais PQO. Recomendamos, principalmente, a leitura do item 2, letra a, que trata especificamente das

6 instruções para os profissionais da área de operações. Ressaltamos que o prazo limite de certificação estabelecido pela BM&FBovespa é até 30/09/2012. Hoje a INTRADER DTVM é aprovada pelo PQO BOVESPA e temos orgulho de nos manter alinhados com as exigências e programas de qualidade mantidos por reguladores do mercado de capitais. l. Segregação de Espaço Físico e Controle de Acesso Dentre as exigências do roteiro básico do Programa de Qualificação Operacional da BM&FBovespa (PQO), o acesso ao ambiente da Mesa de Operações deve ser controlado e é vedada a presença de clientes, em qualquer hipótese, a esse ambiente. A Bolsa interpreta essas vedações extensivamente aos escritórios de Agentes Autônomos contratados, razão pela qual recomendamos que o espaço para envio de ordens seja segregado fisicamente das demais dependências e seu acesso seja devidamente controlado pelo AAI. Este controle e respeito de acesso cabe a todos os colaboradores, e assessores da INTRADER DTVM Das Vedações É vedado ao Agente Autônomo: a. Atuar como analista, administrador de carteira e/ou consultor de investimentos (Art. 13, IV, IN 497 CVM) É terminantemente proibido que o Agente Autônomo, no exercício de suas funções, atue como administrador de carteira ou consultor de investimentos. Neste sentido, vale ressaltar que é também vedada a atuação do Agente Autônomo como gestor de clubes de investimentos. As funções do Agente Autônomo envolvem a captação de clientes e a execução de ordens sob demanda dos mesmos. Na hipótese do Agente Autônomo ser questionado sobre determinado ativo, o mesmo deve abster-se de emitir qualquer opinião própria, podendo, no entanto, informar a opinião dos analistas da Instituição Financeira Contratante, sempre fornecendo a fonte desta informação ou ainda encaminhar os relatórios emitidos pela área de análise da mesma. b. Executar ordens que não estejam devidamente registradas e individualizadas (nome/ papel/ quantidade/validade) Conforme visto anteriormente, considera-se individualizada a ordem que contenha o nome completo do cliente, tipo de operação (compra ou venda), papel, quantidade, preço e prazo de validade. É importante que estes requisitos sejam obedecidos para a segurança do cliente e do Agente Autônomo e da Instituição Financeira Contratante. Ressalte-se que somente serão consideradas válidas as ordens que, além de preencherem os requisitos de individualização descritos acima, forem transmitidas através de ligação telefônica devidamente gravada.

7 Outrossim, merece ser destacada a proibição de recebimento de ordens por intermédio de aparelhos celulares, MSN, Skype, entre outros. c. Ser procurador ou representante de cliente (Art. 13, III, IN 497 CVM) Em paralelo à vedação contida no item a, esclarecemos que a legislação em vigor proíbe que o Agente Autônomo atue como procurador ou representante de quaisquer dos clientes. O papel do Agente Autônomo é o de figurar como intermediador entre a Instituição Financeira Contratante e o cliente, atividade esta que não se confunde com a de representação. d. Terceirizar atividades fins da empresa (Art. 13, VI, IN 497 CVM) Toda a atividade englobada no objeto social da empresa de AAI só pode ser desempenhada pelos sócios agentes autônomos constantes do contrato social. Desse modo, as atividades de captação, intermediação e afins, não podem ser delegadas a terceiros, ainda que estes sejam Agentes Autônomos devidamente registrados na CVM ou empregados da empresa. e. Utilizar da logomarca de Instituições Financeiras em qualquer material ou no site sem prévia validação De acordo com a IN 497 e IN 515 da CVM, a logomarca da empresa de Agentes Autônomos de Investimentos terá que possuir, no mínimo, igual destaque a da logomarca da Instituição Financeira Contratante. São vedadas, ainda, de acordo com o artigo 11 da IN CVM 497, expressões que dificultem a compreensão da natureza do vínculo existente, tais como parceira, associada ou afiliada devendo ser utilizada a expressão Agente Autônomo de Investimento. Por fim, é necessária a apresentação de contato da Ouvidoria da Instituição Financeira Contratante. O descumprimento do aqui previsto pode vir a ser interpretado como desrespeito à norma e ao direito de propriedade industrial, cabendo a Instituição Financeira contratante tomar medidas judiciais cabíveis. f. Receber de clientes qualquer quantia relativa à prestação de serviços (Art. 13, II, IN 497 CVM) O papel do Agente Autônomo é o de servir de intermediário entre o cliente e as Instituições Financeiras Contratantes. Neste sentido, toda e qualquer remuneração relativa à prestação deste serviço de intermediação deve ser paga pela Instituição Financeira Contratante, na forma contratual e pactuada, não devendo o Agente Autônomo receber qualquer quantia de seus clientes. g. Utilização de senhas de clientes É expressamente proibida a utilização pelo Agente Autônomo do login e senha de acesso de Clientes á quaisquer portais de negociação de Instituições Financeiras seja para acompanhamento de posições ou para a realização de operações em nome do cliente.

8 O descumprimento desta regra será considerado como administração irregular da atividade de Agente Autônomo, e caberá à INTRADER DTVM avaliar o ocorrido. Estando o profissional que incorreu a irregularidade sujeito a desligamento e demais responsabilidades judiciais cabíveis. h. Confecção e envio de extratos (Art. 13, VIII, IN 497 CVM) É vedado confeccionar e enviar para os clientes extratos contendo informações sobre as operações realizadas ou posições em aberto de qualquer Instituição Financeira Contratante. O ideal é auxiliar aos cliente a utilizar a internet como fonte destes relatórios. OBS: Esta manual é item obrigatório a todos prestadores de serviços, colaboradores e funcionários da INTRADER DTVM.

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