Proposta de Estratégia de Sensibilização na Autoavaliação Institucional Utilizando Recursos de Realidade Aumentada

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1 Proposta de Estratégia de Sensibilização na Autoavaliação Institucional Utilizando Recursos de Realidade Aumentada Alex de Santana Rodrigues Colégio Pedro II Av. Bernardo de Vasconcelos, 941 Realengo Rio de Janeiro/RJ Rosa Amelita Sá M. Motta e Altemar Sales de Oliveira Universidade Federal do RJ Av. Horácio Macedo, 2030 Cid. Universitária, Rio de Janeiro/RJ e Andrea Luciane B. Pifanes Faetec RJ Av. Clarimundo de Melo, 842 Rio de Janeiro/RJ ABSTRACT This paper proposes a strategy of awareness using audiovisual resources and augmented reality for the FAETERJ-Rio institucional self assessment. For the preparation of the proposal it was developed a web environment simulating the FAETERJ-Rio institutional self assessment focusing on infrastructure dimension of the National Assessment of College Education Sinaes. In this web environment, participants also experienced the augmented reality technology, and after this they answered two questionnaires on institutional self-assessment and evaluation of the proposal. RESUMO Este trabalho apresenta uma proposta de estratégia de sensibilização utilizando recursos audiovisuais e de realidade aumentada para a autoavaliação institucional da FAETERJ-RIO. Para a elaboração da proposta foi desenvolvido um ambiente web simulando a autoavaliação institucional da FAETERJ-Rio com foco na dimensão infraestrutura do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - Sinaes. Os sujeitos da pesquisa fizeram uso do ambiente web da proposta e ao final responderam um questionário para avaliar a proposta. Os resultados do questionário mostraram que 84% dos participantes concordam totalmente que a realidade aumentada promoveu uma interação entre o participante e a autoavaliação e 61% concordam totalmente que após a experiência com a realidade aumentada o participante ficou interessado em participar da autoavaliação. Categories and Subject Descriptors H.5.1 [Multimedia Information Systems]: Animations, Artificial, augmented, and virtual realities, Audio input/output, Evaluation/methodology, Hypertext navigation and maps, Video. General Terms Measurement, Design, Experimentation, Human Factors. KeyWords Realidade Aumentada, Autoavaliação Institucional, SINAES. Permission to make digital or hard copies of all or part of this work for personal or classroom use is granted without fee provided that copies are not made or distributed for profit or commercial advantage and that copies bear this notice and the full citation on the first page. To copy otherwise, or republish, to post on servers or to redistribute to lists, requires prior specific permission and/or a fee. Conference 10, Month 1 2, 2010, City, State, Country. Copyright 2010 ACM /00/0010 $ INTRODUÇÃO A busca pela qualidade do ensino superior nas instituições de ensino superior - IES no Brasil originou a criação de uma lei federal específica que institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES na qual dispõe de diretrizes para avaliar as instituições de educação superior, seus cursos e o desempenho dos estudantes [5]. A avaliação das instituições, descrita na lei do Sinaes como avaliação institucional, visa melhorar a qualidade da educação superior, identificar méritos e valores das instituições, orientar a expansão da oferta e promover a responsabilidade social das IES. O processo global de avaliação institucional das IES é composto por uma Avaliação Externa e outra Autoavaliação. A autoavaliação corresponde a um levantamento de dados da IES, conduzida pela Comissão Própria de Avaliação - CPA das IES, onde toda a comunidade acadêmica participa através de uma pesquisa, visando detectar diversos aspectos pedagógicos, administrativos, infraestrutura entre outros da instituição. Com relação a participação da comunidade acadêmica na autoavaliação institucional, a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior - CONAES [9] orienta que as CPAs elaborem estratégias de sensibilização para estimular a participação na autoavaliação. As estratégias de sensibilização visam envolver toda a comunidade acadêmica na autoavaliação institucional. Uma das maiores dificuldades detectadas pelas CPAS das IES é a sensibilização da comunidade acadêmica para participar das autoavaliações institucionais [10]. Soluções tecnológicas numa sociedade que avança a cada dia em diversas pesquisas podem ser utilizadas como ferramentas de apoio nas estratégias de sensibilização das autoavaliações. A tecnologia de realidade aumentada (ambientes simulados com recursos computacionais) já vem sendo utilizada em diversas áreas. Para Tori [22] a realidade aumentada traz novos paradigmas de interação por meios de interfaces tangíveis, que ao serem manipuladas transmitem informações ao sistema virtual. Diante desse contexto será apresentada neste artigo uma proposta de estratégia de sensibilização com recursos de realidade aumentada para a participação da comunidade acadêmica de uma instituição pública na sua autoavaliação institucional. 2. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA, RELEVÂNCIA E OBJETIVO Instituições públicas e privadas de ensino superior necessitam serem avaliadas com base nas diretrizes do Sinaes [5]. No âmbito 434

2 público existe uma recém criada instituição de ensino superior do Governo do Rio de Janeiro que está em processo de desenvolvimento de sua autoavaliação institucional. Desde a sua criação até o ano de 2008 não existia um projeto de autoavaliação institucional nesta instituição [11]. Nos anos de 2005 e 2006 houve a primeira autoavaliação institucional nesta instituição, sem seguir as orientações do Sinaes. No ano seguinte é elaborado o primeiro projeto de autoavaliação institucional seguindo as orientações do Sinaes [11], sem que efetivamente fosse executado. Com base nesse pequeno histórico de autoavaliações institucionais desta instituição, percebe-se que a mesma encontra-se numa fase gestacional no processo de autoavaliação, que este processo ainda não está consolidado e que há pouca participação da comunidade acadêmica. O Conaes orienta que as Comissões Próprias de Avaliação - CPAs elaborem estratégias de sensibilização [9] para estimular a participação da comunidade acadêmica na autoavaliação. Entende-se por estratégia a habilidade de dispor as coisas para alcançar a vitória [13], ou seja, são diversas ações pensadas e executadas para atingir metas. Reis et al [17] aponta em sua pesquisa o baixo número de participantes da comunidade acadêmica na autoavaliação da Universidade Federal de Viçosa/MG. Na autoavaliação executada pela universidade, apenas 9% da comunidade acadêmica participou da autoavaliação no segundo semestre de Numa pesquisa semelhante realizada por Polidori et al [15] podese observar também a baixa participação na autoavaliação institucional do Centro Universitário Metodista IPA/RS. Apenas 10% da comunidade acadêmica participou desta autoavaliação. Ainda no contexto de participação da comunidade acadêmica na autoavaliação, um relatório elaborado pelo INEP analisando uma amostra das autoavaliações institucionais recebidas das IES entre 2004 e 2008 [10], consta que os coordenadores das CPAs descrevem que as fragilidades encontradas na execução das autoavaliações são a falta de participação efetiva de alguns segmentos representativos e a dificuldade das CPAs em sensibilizar a comunidade acadêmica para participar da pesquisa de autoavaliação ([10], p. 97). De acordo com Andriola [4] um dos principais desafios que se apresenta na atuação dos membros da CPA é a sensibilização da comunidade interna. Isso porque o mesmo afirma que é preciso destruir o mito da avaliação presente no contexto educacional onde avaliação está relacionada à punição e estabelecimento de ranking. A sensibilização para participação na autoavaliação institucional tem por objetivo a tomada de consciência do sujeito quanto a sua importância no processo de construção e reconstrução da IES, onde o mesmo compartilha o espaço com os seus pares. Numa sociedade do conhecimento e informação, onde soluções tecnológicas avançam a cada dia, diversas pesquisas podem ser utilizadas como ferramentas de apoio nas estratégias de sensibilização das autoavaliações. Uma das tecnologias que vem sendo desenvolvida nos laboratórios nos últimos anos e ganhando espaço em diversas áreas como educação, entretenimento e publicidade é a tecnologia de realidade aumentada. Para Tori [22] a realidade aumentada traz novos paradigmas de interação. Os procedimentos mais tradicionais de interação entre usuário e sistemas computacionais ficam por conta de mouses, teclados e toques em tela e com a realidade aumentada essa interação acontece por meios de interfaces tangíveis, que ao serem manipuladas transmitem informações ao sistema virtual. No mercado publicitário, Lufti e Raposo [14] citam alguns exemplos de empresas que utilizam de realidade aumentada para promover uma interação entre os clientes e os produtos das empresas e consequentemente promover a venda de seus produtos. Diante desse contexto, a tecnologia de realidade aumentada apresenta-se num cenário favorável, como uma ferramenta para apoiar estratégias de sensibilização nesta instituição visto que esta autoavaliação ainda não está no cotidiano da instituição e não existe um conhecimento por parte da grande maioria da comunidade acadêmica deste processo. 3. SINAES: SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior SINAES foi instituído pela Lei nº , de 14 de abril de 2004 com intuito de descrever os procedimentos para avaliação das instituições de ensino superior IES, avaliação dos cursos e avaliação de desempenho dos estudantes. Os principais objetivos do SINAES são: possibilitar a melhora da qualidade da educação superior, orientar a expansão da oferta, promover a responsabilidade social das IES e identificar mérito e valor das instituições nas mais diversas áreas. Nesses nove anos de criação do SINAES, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP foi articulando parcerias com os Conselhos Estaduais de Educação, tendo como exemplo o convênio firmado com o Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro [18], a fim de consolidar a lei. O artigo 3º da lei do Sinaes, que trata da avaliação institucional, diz que essa avaliação tem por objetivo... identificar o seu perfil [instituição] e o significado de sua atuação, por meio de suas atividades, cursos, programas, projetos e setores, considerando as diferentes dimensões institucionais.... Consta ainda no artigo 3º, que para identificar o perfil e a atuação da instituição de ensino há a necessidade de verificar dez dimensões das IES. Dentre essas dimensões, fará parte do escopo deste trabalho a dimensão infraestrutura física, na qual estará incluída no ambiente web da proposta descrita mais a diante. A avaliação institucional é composta por duas modalidades: a) Avaliação Externa: É uma avaliação feita por uma comissão de especialistas designadas pelo Inep, sem qualquer ligação com a IES avaliada, na qual realiza visitas às IES com objetivo de verificar seu funcionamento. b) Autoavaliação: É uma avaliação interna realizada pela própria IES, conhecida como autoavaliação institucional. As autoavaliações institucionais são pesquisas na qual toda a comunidade acadêmica deve participar visando detectar diversos aspectos pedagógicos, administrativos, gerencial, infraestrutura, política, entre outros da instituição. A lei do SINAES, em seu artigo 11, define que as IES devem instituir suas Comissões Próprias de Avaliação - CPA, que terá como atribuições conduzir os processos de autoavaliação institucional da IES. A autoavaliação tem um caráter educativo e de melhoria da instituição ([19], pág. 105), propiciando uma reflexão sobre diversos aspectos da instituição, qual é o cenário atual e quais são os rumos da IES. 4. O USO DAS TICS NA AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DO SINAES Numa sociedade globalizada, dependente e consumidora de tecnologias, os recursos de tecnologia da informação e comunicação - TIC estão cada vez mais presentes e sendo 435

3 utilizadas para a gestão e administração das instituições de educação superior [3]. Uma pesquisa realizada por Souza e Souza [20] os mesmos analisaram algumas pesquisas que descrevem o uso das tecnologias da informação e comunicação como ferramentas de suporte na autoavaliação das IES. A pesquisa concluiu que o uso da TIC pelas IES como suporte na autoavaliação melhoraram a organização dos dados, agilidade, economia de tempo e recursos financeiros. Outra vantagem que a pesquisa também concluiu foi de que o uso das TICs podem abranger um número maior de participantes nas autoavaliações institucionais. Com relação ao uso das TICs apoiando a gestão e administração das IES, vale ressaltar a experiência da Universidade Presbiteriana Mackenzie com o uso do Ambiente Virtual de Aprendizagem - AVA Moodle apoiando a autoavaliação institucional [2]. A Universidade Presbiteriana Mackenzie criou um ambiente para a autoavaliação institucional no AVA Moodle para que os alunos da pós-graduação respondessem ao questionário visando respostas para compor a avaliação institucional global da instituição. 5. PRINCÍPIOS DE REALIDADE AUMENTADA Há muito tempo os códigos de barras são utilizados para armazenar informações simples, como por exemplo, a descrição e o valor de um produto. Os sequenciamentos das listras brancas com pretas podem armazenar essas informações de uma maneira simples e prática. A ideia de realidade aumentada surgiu com a evolução dos formatos de códigos de barras para os formados de códigos 2D (bidimensionais) para armazenar diversas informações de um objeto, como recursos de som, imagem, vídeo, posicionamento, etc. Esses códigos são chamados de QR CODE. São justamente esses códigos bidimensionais que permitem posicionar objetos virtuais que possam interagir com objetos reais, dando a ideia de realidade aumentada. Combinando os códigos de duas dimensões, dispositivos de captura de imagem e um software específico, podemos ter um ambiente de realidade aumentada. A realidade aumentada é uma tecnologia na qual se permite uma maior interação de objetos do mundo real com o mundo virtual. Na utilização da realidade aumentada os códigos bidimensionais são os marcadores, que são objetos reais que servem para posicionar os elementos virtuais no mundo real. Na realidade aumentada o usuário permanece no ambiente físico e real e o objeto virtual é transportado para o ambiente do usuário, onde o usuário pode interagir com o objeto virtual, sem a utilização de recursos avançados ou complexos e sem a necessidade de adaptação e treinamento para a sua utilização [23]. Na realidade aumentada é preciso criar objetos virtuais tridimensionais ou não tridimensionais, posicioná-los, mostrá-los no cenário real e manuseá-los, ocorrendo assim uma interação entre o usuário e objeto virtual no cenário real. Recursos de multimídia e recursos de realidade virtual (interação em tempo real e geração de imagens dos objetos virtuais) são elementos essenciais para a criação de um ambiente de realidade aumentada [23]. São necessários três componentes para a existência da realidade aumentada: marcadores (que possibilite a criação do objeto virtual), câmera (ou dispositivo que seja capaz de captar e transmitir imagem) e software (interpretar o sinal transmitido pela câmera), O procedimento para a experimentação da realidade aumentada acontece da seguinte forma: a) Posiciona-se o marcador em frente a câmera; b) A câmera captura o marcador e envia a imagem para o software; c) O software interpreta a imagem do marcador capturada pela câmera; d) O software processa a imagem capturada, interpreta e gera o objeto virtual; e) O monitor exibe o objeto virtual sobreposto ao marcador; Essa tecnologia vinculada a autoavaliação institucional pode criar um cenário favorável para a sensibilização da comunidade acadêmica na pesquisa, visto que a sensibilização para participação é uma das ações que precisa ser melhorada pelas CPAs [10]. 6. PROCESSING O Processing é uma linguagem de programação desenvolvida por Casey Reas e Benjamim Fry, do Massachusetts Institute of Technology. Além de uma linguagem de programação, o Processing também é um ambiente de desenvolvimento integrado [16] cujo objetivo é desenvolver projetos gráficos interativos e de animação. Com o passar do tempo o Processing tornou-se uma excelente ferramenta para o desenvolvimento de projetos de animação gráfica com interatividade, sem que os usuários tivessem a necessidade de possuir grandes conhecimentos de programação. O Processing é disponibilizado gratuitamente na internet nas versões Windows, Linux e MAC Os. Na programação de ambientes com o Processing, o programador tem a possibilidade de incluir nos códigos fonte um conjunto de rotinas ou funções denominada Dynamic Link Library (biblioteca de vínculo dinâmico) popularmente conhecida como DLL. As bibliotecas nada mais são do que arquivo(s) que fornecem código, dados ou rotinas para programas em execução no sistema operacional. A utilização das bibliotecas DLL facilita o trabalho do programador, uma vez que as rotinas ou funções necessárias já estão prontas, não tendo a necessidade de criar novas funções. 7. MÉTODOLOGIA, TÉCNICAS E FERRAMENTAS Este trabalho é um tipo de pesquisa aplicada e classifica-se, segundo seus objetivos, como uma pesquisa exploratória, por buscar a solução para um problema concreto [7] [1]. Quanto ao ambiente em que os dados foram coletados, esta pesquisa classifica-se como pesquisa de campo. A respeito da natureza dos dados esta pesquisa utilizou-se de uma abordagem quantitativa [12]. O cenário da pesquisa foi uma instituição pública de ensino superior que pertence ao governo do estado do Rio de Janeiro. Esta instituição conta atualmente com aproximadamente 440 alunos matriculados e possui uma biblioteca, uma sala multimídia e cinco salas de aulas chamadas de salas híbridas. Essas salas são um espaço compartilhado de sala de aula e laboratório, a fim de integrar-se com uma nova concepção de ensino tecnológico [21]. Os sujeitos da pesquisa foram 45 alunos que pertencem às turmas do turno da manhã dos cursos de graduação em análise de sistemas informatizados. Os alunos foram escolhidos seguindo um tipo de amostra probabilista [12] baseada na escolha aleatória dos entrevistados. O instrumento utilizado para coleta de dados foi o questionário. Quanto a forma do questionário este se apresenta com questões fechadas, classificada assim por Gil [8] pois... conferem maior uniformidade às respostas e podem ser facilmente processadas 436

4 (pg. 123), além de possibilitar o tratamento quantitativo dos dados e rapidez na aplicação da pesquisa [8]. Ainda neste questionário foi utilizada a escala de resposta psicométrica Likert ou escala Likert, onde os participantes indicam o grau de concordância ou discordância. Os dados relativos as respostas objetivas do questionário fechado foram tratados em termos dos seus percentis na forma de gráficos de barras utilizando o software Microsoft excel Ferramentas Utilizadas Softwares a) Processing versão para sistema operacional windows, juntamente com as bibliotecas Jmyron, Gsvideo e Simpleartoolkit; b) Quick Time Player versão 7.7.3; c) Basic Quick Time Vídeo versão 1.0.1; d) Windows Movie Maker versão 2012; e) Leawo Vídeo Converter versão ; f) NVU versão 1.0 PR; g) Google Form; h) Google Drive Hardwares a) Notebook HP EliteBook 8460p Intel Core i5 vpro 2.6 GHz, Memória Ram 4 GB, HD 700 GB, sistema operacional Windows 7 Professional 64 Bits, Câmera com resolução 640 x 480; b) Filmadora Sony Handycam DCR-SR68, 80 GB, Zoom 60 X. 8. DESCRIÇÃO DA PROPOSTA DE ESTRATÉGIA E DESENVOLVIMENTO A proposta de estratégia desenvolvida neste estudo teve por finalidade sensibilizar e despertar o interesse dos participantes da comunidade acadêmica na autoavaliação institucional promovendo uma interação entre o participante e a autoavaliação, por meio da utilização de realidade aumentada. As seguintes ações foram desenvolvidas para implementação: (a) criação de um vídeo de apresentação da sala híbrida, (b) integração e exibição do vídeo por meio da realidade aumentada e (c) desenvolvimento do ambiente web para a execução da estratégia. Para implementar esta proposta, foi criado um ambiente web de internet local para simular uma autoavaliação institucional com foco na dimensão Infraestrutura do Sinaes. Para construir esse ambiente web foi utilizado o software editor de páginas Html chamado NVU, por ser gratuito e ter interface simples. A figura abaixo representa o ambiente web construído para a proposta de estratégia. Neste ambiente o participante realizou as seguintes atividades: 1) experimentar a tecnologia de realidade aumentada; 2) responder ao questionário da autoavaliação institucional com foco na dimensão infraestrutura do Sinaes; 3) responder ao questionário para avaliar a proposta de estratégia. Na primeira atividade do ambiente web da proposta os participantes experimentaram o uso da tecnologia de realidade aumentada. Ao direcionarem o marcador para a câmera do notebook foi exibido um vídeo de 26 segundos da sala híbrida da instituição. Para a edição do vídeo foi utilizado o software Windows Movie Maker, pela compatibilidade com o sistema operacional e por ser gratuito. O software Leawo Vídeo Converter também foi utilizado para converter o formato de vídeo do Quick Time. Esse software foi escolhido por ser gratuito e pela facilidade de operar. Nesse vídeo foi exibido a infraestrutura da sala híbrida, a fim de auxiliar o participante da pesquisa a relembrar os detalhes da sala híbrida que ajudarão na composição da resposta do questionário da autoavaliação. O software de realidade aumentada Processing foi selecionado por ter uma interface simples de usar, oferecer suporte gratuito e possuir códigos prontos para serem reutilizados e adaptados. Juntamente com o Processing foram utilizadas as bibliotecas Jmyron, Gsvideo e Simpleartoolkit. Que permitem integração com a câmera, reprodução de vídeo e leitura de marcador. Também foram utilizados os softwares: Quick Time Player e Basic Quick Time Vídeo. Esses dois softwares foram escolhidos pela necessidade de compatibilidade de reprodução e captura de vídeo no Processing. Para que a câmera capturasse a imagem e exibisse o vídeo, foi necessário colocar o vídeo dentro da pasta "simpleartoolkit\demo02\data" e alterar algumas instruções do código. 9. FUNCIONAMENTO DO AMBIENTE E APLICAÇÃO DA PESQUISA A pesquisa foi aplicada nas dependências da instituição de ensino superior. O pesquisador esclareceu aos participantes o objetivo da pesquisa, como funciona a tecnologia de realidade aumentada e sobre a lei do Sinaes. Em seguida apresentou o ambiente web da proposta e quais eram as três etapas do ambiente que deveriam utilizar: (a) realidade aumentada, (b) questionário de autoavaliação institucional e (c) questionário de avaliação da proposta. No primeiro momento de utilização do ambiente web, os participantes receberam um marcador de realidade aumentada e após acessarem o ambiente web, direcionaram o marcador para a câmera do notebook. Foi então exibido no monitor do computador um vídeo da sala híbrida, mostrando informações sobre a sala híbrida e toda sua estrutura, conforme representado na figura abaixo. Logo da Instituição Figura 2. Vídeo sendo exibido por meio de realidade aumentada. Figura 1. Ambiente Web da proposta. Após a interação com a tecnologia da realidade aumentada, o participante acessou a segunda atividade onde foi direcionado ao 437

5 questionário da autoavaliação institucional. Nesta etapa os participantes responderam a cinco perguntas sobre a estrutura física das salas híbridas. Ao término da resposta do questionário da autoavaliação institucional sobre as salas híbridas, os participantes responderam ao questionário de avaliação da proposta, que também possui cinco perguntas fechadas. 10. RESULTADOS OBTIDOS Com a aplicação do questionário para os participantes da pesquisa, na terceira atividade do ambiente, foram coletados dados para avaliação da proposta de estratégia. Considerando as opções concordo totalmente e concordo parcialmente como favoráveis a implementação da proposta e não concordo totalmente e não concordo parcialmente como desfavoráveis a implementação da proposta, é possível analisar se a proposta pode ser integrada ao conjunto de outras estratégias adotadas pela instituição. A primeira pergunta consistiu em verificar se A experiência com realidade aumentada promoveu uma interação entre o participante e a autoavaliação institucional. 84% concordam totalmente; 11% concordam parcialmente e 5% escolheram a opção indiferente. Figura 5. Gráfico vídeo auxiliando na autoavaliação A quarta pergunta foi: o uso dos recursos audiovisual e realidade aumentada auxiliaram para entender o significado da autoavaliação. 45% concordam totalmente; 39% concordam parcialmente; 14% escolheram a opção indiferente e 2% não concordam parcialmente. Figura 6. Gráfico recursos auxiliando na autoavaliação Figura 3. Gráfico Interação por meio de realidade aumentada A segunda pergunta foi após a experiência com a realidade aumentada o participante ficou interessado em participar da autoavaliação. 61% concordam totalmente; 32% concordam parcialmente e 7% escolheram indiferente. Por fim, desejava-se verificar se após a experiência da autoavaliação com realidade aumentada participaria voluntariamente da próxima autoavaliação. 64% concordam totalmente; 27% concordam parcialmente e 9% apontaram indiferente como resposta. Figura 7. Gráfico participação voluntária após realidade aumentada Figura 4. Gráfico interessado na autoavaliação A terceira pergunta elaborada foi a exibição do vídeo sobre a infraestrutura auxiliou para responder a autoavaliação. 64% concordam parcialmente e 36% concordam totalmente; 11. CONSIDERAÇÕES FINAIS O trabalho aqui apresentado teve como motivação a baixa participação da comunidade acadêmica e a dificuldade em sensibilizar os participantes para a autoavaliação institucional [10]. A proposta consistiu em utilizar recursos de realidade aumentada para sensibilizar a participação da comunidade acadêmica na autoavaliação institucional. Os recursos audiovisual e realidade aumentada foram escolhidos para a proposta de estratégia de sensibilização por serem recursos de animação e interação que despertam o interesse dos participantes. 438

6 Foi desenvolvido um ambiente web com três atividades para os participantes utilizarem: experimentar a realidade aumentada, responder ao questionário de autoavaliação institucional e responder o questionário de avaliação da proposta. Ao final da pesquisa de avaliação da proposta aplicada aos participantes, pode-se perceber que todos os itens avaliados tiveram como maioria de respostas concordo totalmente ou concordo parcialmente. Nesse sentido verificou-se que a proposta possui um cenário favorável para ser implementada. A estratégia proposta neste trabalho contribuiu para auxiliar a instituição na execução de estratégias de sensibilização eficazes para promover a sensibilização na participação da autoavaliação institucional, além de confirmar que o uso da tecnologia de realidade aumentada é um recurso que desperta o interesse do participante para a realização da autoavaliação institucional. 12. REFERÊNCIAS [1] ABRANTES, J. 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