Projeto Técnico Fotovoltaico Smart Grid Parintins

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Projeto Técnico Fotovoltaico Smart Grid Parintins"

Transcrição

1 Projeto Técnico Fotovoltaico Smart Grid Parintins Versão /03/2013 1

2 Sumário Projeto Técnico de Geração Distribuída Fotovoltaica em Parintins Dados do local de projeto Localização Bairros considerados Tipologia do terreno Descrição do projeto Escopo de fornecimento e serviços Requisitos para a proposta... 9 Anexo I - Apresentação de casas típicas em que os sistemas serão instalados I.1. Exemplo A I.2. Exemplo B I.3. Exemplo C Anexo II - Características técnicas das telhas presentes na cidade de Parintins 16 II.1. Modelo Portuguesa II.2. Modelo Romana Anexo III - Especificações técnicas do sistema fotovoltaico 17 III.1. Normas III.2. Instalação Elétrica III.2.1. Diagrama unifilar esquemático do sistema III.2.2. Requisitos para a instalação elétrica III.2.3. Perdas ôhmicas no sistema fotovoltaico III.2.4. Cabeamento CC III.2.5. Proteção contra descargas atmosféricas, dispositivos de proteção contra surtos (DPS) 20 III.2.6. Equipotencialização III.2.7. Aterramento III.2.8. Fusíveis FV, Disjuntor AC e Chaves seccionadoras CC e AC III.2.9. Instalação de cabos III.3. Requisitos dos equipamentos III.3.1. Módulos III.3.2. Inversores III.3.3. Estrutura de montagem dos módulos III.4. Qualificação técnica do pessoal e supervisão da obra III.5. Medidor de energia gerada III.6. Caixa Principal Sistema FV III.6.1. Condições gerais de fornecimento III.6.2. Condições ambientais III.6.3. Materiais, pintura e proteção contra corrosão III.6.4. Características mecânicas e elétricas III.6.5. Características de Segurança: III.6.6. Instalação da caixa na casa/prédio

3 III.6.7. Inspeção da caixa principal III.7. Sistema de Monitoramento Remoto III.7.1. Estação meteorológica III.7.2. Sistemas de Aquisição de dados em 5 inversores III.7.3. Equipamento com microprocessador e dispositivos para interface HM III.7.4. Aplicativo (software) para análise de desempenho e Banco de dados III.8. Comissionamento III.9. Treinamento dos funcionários da CONTRATANTE III.9.1. Capacitação teórica e prática III.9.2. Elaboração de documentação III.9.3. Manutenção e operação assistidas III.9.4. Definição do cronograma de pagamentos III.10. Garantias técnicas e penalidades contratuais III Garantia de tempo para a conclusão III Garantias de fabrica III Garantia do sistema III.11. Garantia de Desempenho da Planta Fotovoltaica III.12. Critérios de rejeição da obra e rescisão do contrato Anexo IV -Planilha de apresentação dos preços Anexo V - Especificação técnica para cabos concêntricos ET-PAR-004/ OBJETIVO REFERÊNCIAS Legislação e Regulamentos Federais sobre o Meio Ambiente Normas Técnicas CONDIÇÕES GERAIS Condições de serviço Dados técnicos Formação do cabo Condutores Isolação Identificação do cabo Acondicionamento Garantia CONDIÇÕES ESPECÍFICAS Condutor Fase - Central Condutor Neutro Concêntrico Fita Separadora Isolamento em XLPE Cobertura Externa em XLPE

4 5. INSPEÇÃO Geral Ensaios de rotina PLANOS DE AMOSTRAGEM Ensaios de rotina Ensaios especiais Ensaios de tipo Anexo VI - Medidores de energia inteligentes e sistema de telecomunicação de Parintins VI.1. Modelos dos Medidores VI.2. Descrição do sistema de medição avançada

5 Projeto Técnico de Geração Distribuída Fotovoltaica em Parintins 1 Dados do local de projeto 1.1 Localização País: Brasil Estado: Amazonas Cidade: Parintins Latitude/ Longitude /Altitude: 2,36S / 56,44 W / 60 m acima do nível do mar Extensão da área de projeto: cerca 3,5 km por 1 km 1.2 Bairros considerados Figura 1-1: Bairros de Parintins em que os sistemas FV serão instalados (área delimitada pela linha vermelha). 5

6 1.3 Tipologia do terreno P r o j e t o T é c n i c o F o t o v o l t a i c o S m a r t G r i d P a r i n t i n s Urbano com predominância de casas correspondendo a mais de 95% das habitações existentes. As casas possuem na sua grande maioria 1-2 andares com a exceção de alguns prédios de 3-4 andares. 2 Descrição do projeto O projeto piloto engloba a instalação turn-key de sistemas fotovoltaicos com potência total instalada de, no mínimo, 120 kwp, em sistemas de cerca de 3 kwp instalados sobre telhados de telhas de barro, a serem escolhidos de uma amostra de até 120 edificações previamente identificadas pela CONTRATANTE. Cada sistema deverá ser ligado à rede elétrica de baixa tensão (127VFN/220VFF). Um desenho esquemático é mostrado na Figura 2-1. No Anexo I são apresentados os modelos de casas presentes na cidade de Parintins e no Anexo II os tipos de telhas encontradas na cidade. Os sistemas fotovoltaicos devem ser integrados no sistema de medição inteligente (AMI advanced metering infrastructure) implementado na cidade de Parintins. O mesmo deve ser capaz de receber e armazenar dados de geração de cada sistema fotovoltaico (FV). Um sistema de monitoramento deverá ser desenvolvido e implantado de forma integrada à rede inteligente para o monitoramento do desempenho dos sistemas e alerta de falhas na geração. Através da rede inteligente, o sistema será capaz de reduzir o prazo de detecção e correção de problemas técnicos dos sistemas FV, aprimorando o desempenho dos mesmos. A especificação técnica do sistema fotovoltaico e dos principais equipamentos, inclusive a listagem das normas relacionadas, encontra-se no Anexo III e a planilha para apresentação discriminada dos preços de equipamentos e serviços encontra-se no Anexo IV. Figura 2-1: Desenho esquemático do sistema fotovoltaico 6

7 3 Escopo de fornecimento e serviços Item Item detalhado I. Estudos 1. Levantamento da estrutura e análise estrutural de até 120 casas definidas pelo contratante, visando selecionar de 25 a 44 (de acordo com a especificação da proposta vencedora) + 20% casas aptas à instalação dos sistemas fotovoltaicos. Para cada casa será avaliado se a sua estrutura suporta um ou mais sistemas FV.Apresentação dos resultados à CONTRATANTE e seleção em conjunto das casas em que serão instalados os sistemas FV.A critério da CONTRATANTE, caso a estrutura da casa não suporte o sistema FV, deve se descrever e orçar o reforço estrutural para suportar o sistema. Tais reforços estruturais devem ser restritos a intervenções pontuais (1-2 pontos fracos da construção que limitam a capacidade de suportar a carga e mínima intervenção). 2. Avaliação quantitativa da energia a ser gerada por cada sistema FV, incluindo perdas por sombreamento e orientação. II. Projeto Executivo 1. Elaborar as plantas com a disposição do arranjo, inversor e os demais componentes (cabeamento, caixa de junção, inversor, medidor, conexão a rede, entre outros) para cada configuração de sistema (p.ex. configuração do gerador, disposição das strings, conexão da estrutura do sistema ao telhado, tipo de proteção, presença de datalogger do inversor,etc) para aprovação pela CONTRATANTE e dono da edificação. 2. Caso a casa possua um SPDA externo, deve-se elaborar umprojeto de integração do sistema FV ao sistema SPDA da edificação conforme as normas cabíveis. No orçamento deve-se considerar a existência de SPDA em 10% das edificações. 3. ART para o conjunto de projetos elétricos e civis. 4. Projeto do sistema de monitoramento do desempenho, integrado à rede inteligente. III. Fornecimento dos equipamentos para os sistemas FV 1. Módulos fotovoltaicos. 2. Estrutura de suporte para a fixação do arranjo fotovoltaico ao telhado, com a inclusão de todos os acessórios. 3. Inversor adequado para operação em paralelo com a rede de baixa tensão. 4. Demais materiais a. Cabos de string (conexão entre os módulos e ao inversor); b. Conectores MC4 ou equivalente; c. Caixa de junção com fusíveis de string, caso necessário; d. Cabos CC, caso o sistema possua caixa de junção; e. Chave CC de desconexão em carga do gerador fotovoltaico; f. DPS para proteção da entrada CC do Inversor; g. DPS para proteção da saída CA do inversor; 7

8 Item Item detalhado h. Disjuntor de proteção; i. Hastes e condutores de aterramento do sistema; j. Disjuntores de proteção na saída CA do inversor, conforme especificação do fabricante do inversor; k. Chave de desconexão CA em carga, conforme Resolução ANEEL 482/2012; l. Cabos, condutores e materiais que são necessários para ligação entre equipamentos e do sistema FV à rede elétrica da distribuidora; m. Demais materiais necessários à instalação dos sistemas. 5. Caixa principal do sistema FV com proteção contra insolação e com ventilação suficiente para manter a temperatura nas condições compatíveis com o inversor e medidor. IV. Instalação do sistema FV V. Sistema de Monitoramento Remoto 1. Reforço estrutural na cobertura, caso necessário. 2. Montagem mecânica (estrutura, módulos, quadros etc.); 3. Instalação elétrica (cabeamento, caixa principal, inversor, medidor, interligação etc.). 1. Fornecer e instalar uma estação meteorológica. 2. Fornecer e instalar um sistema de análise do desempenho e aquisição de dados com interface para a rede inteligente e estação meteorológica. VI. Comissionamento 1. Apresentar os procedimentos de comissionamento do sistema atendendo no mínimo os requisitos da IEC (Este documento deve ser entregue no mínimo 4 semanas antes do inicio do comissionamento.); 2. Medição da curva corrente sobre tensão e avaliação da potência DC de cada string e do arranjo; 3. Medição da potência CA do sistema fornecida pelo inversor e comparação com o desempenho esperado, a partir da irradiação e temperatura do módulo medido no mesmo instante; 4. Verificação de pontos quentes nos módulos e conexões através de medição por termovisão; 5. Medição do isolamento de cada string com o Megger; 6. Comissionamento dos demais equipamentos do sistema conforme IEC VII. Documentação 1. Diagrama unifilar; 2. Registro fotográfico das instalações; 3. Laudo estrutural de cada telhado com estrutura do sistema; 4. Memórias de cálculo; 5. Catálogos e manuais de instalação e operação dos equipamentos e 8

9 Item VIII. Treinamento IX. Garantia e monitoramento remoto Item detalhado materiais; 6. Relatórios dos testes de comissionamento da instalação e formulários de comissionamento preenchidos. 1. Treinamento sobre a operação e manutenção para os técnicos da concessionária (equipe de campo); 2. Treinamento sobre o monitoramento remoto para técnicos da concessionária (equipe do centro de operação) meses de garantia de desempenho (Performance Ratio PR mínimo garantido); meses de monitoramento remoto para verificação do desempenho. 4 Requisitos para a proposta a) Informar: i) A potência total de módulos a ser fornecido em kwp (condições STC); ii) O preço global incluindo todos os impostos incidindo sobre o fornecimento de bens e serviços em Parintins-AM, em Reais; iii) O preço global especifico, i.e. o preço global (item ii) dividido pela potência a ser fornecida (item iii) em R$/kWp. b) Detalhamento de preço por item, discriminando impostos (considerando os impostos aplicáveis no estado do Amazonas, Município de Parintins), conforme Anexo IV; c) Descrição dos equipamentos utilizados, inclusive com apresentação de catálogos e manuais técnicos, fabricante, modelo e características dos equipamentos principais: i) Módulos fotovoltaicos ii) Inversor iii) Sistema de montagem dos módulos iv) Caixa Principal do sistema FV v) Equipamentos da estação meteorológica e respectivo sistema de monitoramento remoto; vi) Demais equipamentos e materiais Diagrama unifilar do sistema padrão proposto; Cronograma para a implantação do projeto. 9

10 Anexo I - Apresentação de casas típicas em que os sistemas serão instalados I.1. Exemplo A Inclinação do telhado 10 o a 20 o Tipo de telhado Telhas de barro (cerâmica) dos tipos portuguesa/romana (ver detalhes no Anexo II) Tipos de madeiras utilizadas para as vigas e caibros - angelin vermelho, angelin ferro, cupiuba, massaranduba e sucupira Tipos de madeiras utilizadas para ripetas/ripões madeira louro Parede Água 1 Água 2 3 m Viga portante 2 x 8 4 m Viga portante 2 x 8 1 m 14 caibros a 80 cm de 2 x6 Muro Pilar de madeira 15 cm de diâmetro 3,2 m 11 m Figura I-1: Croqui da estrutura da casa A. 10

11 Figura I-2: Foto da casa do exemplo A. Figura I-3: Foto das vigas e caibros da estrutura da casa do exemplo A. 11

12 I.2. Exemplo B Inclinação do telhado 20 o a 30 o Tipo de telhado Telhas de barro (cerâmica) do tipo portuguesa/romana (ver detalhes no Anexo II) Tipos de madeiras utilizadas para as vigas e caibros - angelin vermelho, angelin ferro, cupiuba, massaranduba e sucupira Tipos de madeiras utilizadas para ripetas/ripões madeira louro Figura I-4: Croqui da estrutura da casa do exemplo B. 12

13 Figura I-5: Foto frontal do telhado e da casa do exemplo B. Figura I-6: Foto lateral de trás do telhado e da casa do exemplo B. 13

14 I.3. P r o j e t o T é c n i c o F o t o v o l t a i c o S m a r t G r i d P a r i n t i n s Exemplo C Inclinação do telhado 20 o a 30 o Tipo de telhado Telhas de barro (cerâmica) tipo portuguesa/romana (ver detalhes no anexo II) Tipos de madeiras utilizadas para as vigas e caibros angelin vermelho, angelin ferro, cupiuba, massaranduba e sucupira Tipos de madeiras utilizadas para ripetas/ripões madeira louro água 1 água 2 Figura I-7: Croqui da estrutura da casa do exemplo C. 14

15 Figura I-8: Foto lateral da estrutura da casa do exemplo C. Figura I-9: Foto lateral do telhado e da estrutura da casa do exemplo C. 15

16 II.1. Modelo Portuguesa Características Largura - 22 cm Comprimento 41 cm Largura embutido 17 cm Comprimento embutido - 34 cm 17 telhas por m² 2,3 2,4kg/telha II.2. Modelo Romana Características Largura - 22 cm Comprimento 41 cm Largura embutido 17 cm Comprimento embutido - 34 cm 17 telhas por m² 2,3 2,4kg/telha 16

17 III.1. P r o j e t o T é c n i c o F o t o v o l t a i c o S m a r t G r i d P a r i n t i n s Normas O projeto de implantação dos sistemas fotovoltaicos deverá atender ao que dispõem as recentes versões das normas técnicas e as recomendações aprovadas, buscando, primeiramente, o total atendimento das normasda Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT. Há casos em que são citadas normas internacionais nas especificações técnicas dos equipamentos e materiais, entretanto se antes do processo de aquisição dos equipamentos for lançada norma ABNT equivalente, esta poderá ser aceita. Nos casos em que as normas da ABNT não existam ou são omissas, deve-se observar as últimas revisões dos padrões das seguintes organizações: ANSI - American National Standards Institute ASTM - American Society for Testing and materials ICEA - Insulated Cable Engineers Association IEC - International Electrotechnical Commission IIW - International Institute of Welding IEEE - Institute of Electrical and Electronics Engineers ISO - International Organization for Standardization NEMA - National Electrical Manufacturers Association EIA - Electronic Industries Association CCITT - Comitê Consultivo Internacional de Telefonia e Telegrafia OSF - Open Software Foundation. 17

18 III.2. Instalação Elétrica III.2.1. Diagrama unifilar esquemático do sistema Figura III-1: Diagrama unifilar do sistema fotovoltaico a ser instalado em residências III.2.2. Requisitos para a instalação elétrica Toda instalação deve seguir os padrões das normas: NBR 13570:1996 instalações elétricas em locais com afluência publica NBR 5410:2004 sistemas em baixa tensão. O dimensionamento de dispositivos de proteção e cabeamento deve ser baseado no padrão nacional para instalações de baixa tensão (NBR 5410) e nas informações técnicas dos fabricantes de inversores e demais equipamentos utilizados. 18

19 III.2.3. Perdas ôhmicas no sistema fotovoltaico As perdas ôhmicas em todo circuito (CC e CA até o ponto de conexão a rede) não devem ultrapassar o valor de 1,5% da potência nominal do sistema, nas condições STC. Para cada tipo de sistema instalado (configuração do arranjo, cumprimento de condutores) ou para o pior caso, a conformidade com este requisito deve ser demonstrada por memória de cálculo. III III.2.4. Cabeamento CC Cabeamento CC de string fotovoltaico O cabeamento do circuito CC, responsável pelas ligações entre os módulos fotovoltaicos e entre os módulos e a caixa de junção ou a caixa principal, deverá atender o requisito da Tabela III-1. Tabela III-1: Requisitos para cabeamento CC de string Item No. Descrição Requisito III Normas e padrões 1.1 Norma especifica para cabos de string em sistemas fotovoltaicos Cabeamento CC entre caixa de junção e caixa principal TÜV 2 Pfg 1169/ ou UL4703 Se houver caixa de junção, o cabo de conexão entre esta e a caixa principal deve seguir os requisitos da Tabela III-2 a seguir. Tabela III-2: Requisitos para cabeamento CC de string Item No. Descrição Requisito 1 Requisitos Gerais 1.1 A prova de intempéries e resistente a raios UV Exigido 1.2 Período de uso esperado/estimado na condição ambiental da instalação 25 anos 2 Requisitos Técnicos 2.1 Faixa de Temperatura de Operação Pelo menos 90 C 2.1 Umidaderelativa de Operação Pelo menos 90% 2.3 Marcas e código de designação no cabo Exigido 3 Normas e padrões 3.1 Classe de segurança / isolamento Ensaio para cabos elétricos sob condição de fogo: integridade do circuito Ensaio para cabos elétricos sob condição de fogo: propagação de fogo 4 Documentação Catálogo com as características construtivas e dos materiais 4.1 empregados, das características elétricas e das resistências mecânicas e ambientais, Isolamento duplo (conforme safetyclassii - IEC ou equivalente) Deve manter o isolamento por no mínimo de 60 segundos (conforme IEC ou equivalente) Não deve propagar fogo ao longo do cabo (conforme IEC ou equivalente) Exigido 19

20 III P r o j e t o T é c n i c o F o t o v o l t a i c o S m a r t G r i d P a r i n t i n s Cabeamento para conexão de equipamentos na caixa principal De forma geral, toda a fiação de baixa tensão até V deve possuir as seguintes características: III Condutor: metal composto de fios de cobre nu, têmpera mole. Encordoamento Classe 5; Isolação: composto termofixo em dupla camada de borracha HEPR (EPR / B alto módulo); Enchimento: composto poliolefínico não halogenado; Capa: composto termoplástico com base poliolefínica não halogenada. Cabeamento CA para conexão a rede A conexão do circuito de saída CA da caixa principal à rede elétrica deverá ser feito por cabo concêntrico, conforme especificação do Anexo V. III.2.5. Proteção contra descargas atmosféricas, dispositivos de proteção contra surtos (DPS) Normas a serem consideradas: NBR 5419, IEC , IEC Todos os dispositivos de proteção contra surtos devem ter garantia contra defeitos de fábrica por no mínimo 2 anos. O projeto e a execução da instalação do sistema FV integrado à cobertura das edificações deve considerar os seguintes requisitos para a proteção contra descargas atmosféricas e surtos 1. Existem duas situações em relação às casas e edificações: Situação A: Edificações sem sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) externo; Situação B: Edificações com sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) externo. As considerações sobre as duas situações mencionadas estão descritas a seguir: III Situação A Edificação sem sistema de proteção contra descarga atmosférica (SPDA) externo No caso em que a edificação não possua um sistema SPDA instalado e nem previsão para sua instalação, não é necessária a instalação do mesmo. Porém, em casos que se trata de uma edificação pública ou de afluência pública deverão ser verificadas as exigências de SPDA antes de realizar o projeto FV. 1 Estes requisitos e recomendações foram elaborados com base no workshop "Proteção contra raios para sistemas FV" em Kassel, Alemanha, em 20 setembro de Os requisitos refletem as recomendações aceitas pelos peritos da indústria fotovoltaica, peritos em proteção, empresas de integração e de instalação de sistemas fotovoltaicos como também cientistas da área. Os requisitos foram publicados em formato de uma apostila pela Associação Alemã da Indústria Solar BSW (www.solarwirtschaft.de) e Associação Alemã dos Profissionais de Instalação Elétrica em Download: 20

21 Figura III-2: Esquema de uma casa sem SPDA com arranjo fotovoltaico no telhado Em edificações sem SPDA, deverão ser realizadas as seguintes medidas: 1) Aterramento do sistema FV as esquadrias dos módulos e as estruturas metálicas de montagem deverão ser adequadamente aterradas: Para este fim, as esquadrias dos módulos e as estruturas de montagem deverão ser interligadas por um condutor de aterramento diretamente com a malha de aterramento. A seção transversal do condutor deverá ser de pelo menos 10 mm² de cobre (ou bitola equivalente); O condutor de aterramento deverá ser conduzido em paralelo e muito próximo aos cabos CC. 2) Utilização de dispositivos de proteção contra surtos (DPS): DPS 2 do tipo 2 (proteção média), em cada polo; Na entrada CC do inversor; Na caixa de conexão dos strings fotovoltaicos, se houver. DPS combinado do tipo 1 (proteção) e 2: Na saída CA do inversor. Ao selecionar o DPS deve-se observar a tensão máxima de operação do sistema fotovoltaico. Os DPSs devem estar de acordo com a NBR IEC : ) Ao selecionar o DPS deve-se observar se o circuito é de corrente contínua ou alternada. Deve-se observar também a tensão máxima de sua conexão. No circuito CC do gerador fotovoltaico isso corresponde a tensão máxima de operação do sistema FV. Os DPS devem estar de acordo com a IEC : ) Alternativamente a colocar um DPS do tipo 2 na entrada do inversor, os cabos string (cabos unipolares com duplo isolamento) poderão ser colocados em uma única canaleta metálica (ou 2 Classificação do DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos) conforme a NBR IEC :

22 eletrocalha com tampa) projetada para abrigar condutor de seção equivalente de 10 mm² de cobre. A canaleta deverá garantir a continuidade elétrica e será conectada com conectores adequados/especiais à estrutura do sistema FV de um lado e à barra de aterramento principal do outro lado. Opcionalmente, poderão ser utilizados cabos blindados para a interligação do gerador FV e o inversor; 5) Os inversores deverão ser equipados com DPS do tipo 3 (proteção fina); 6) Posicionar os condutores string / CC visando reduzir a indução nesses circuitos: o Deverá ser evitada a criação de laços de condutores conforme o desenho na Figura III-3. III Figura III-3: Disposição de condutores no arranjo fotovoltaico Situação B Edificação com sistema de proteção contra descarga atmosférica (SPDA) externo s s Figura III-4: Esquema de uma casa com SPDA com arranjo fotovoltaico no telhado No caso em que a edificação já possua um sistema SPDA ou no caso em que as regulamentações de construção e normas técnicas (ex. a NBR 5419/2005), como também, termos contratuais de seguros façam 22

23 necessário o uso de um SPDA, o sistema fotovoltaico deverá ser integrado ao SPDA. Neste caso, haverá necessidade de um projeto de SPDA e a sua integração ao sistema FV. As seguintes medidas deverão ser respeitadas no projeto e na realização: 1) O projeto da integração do sistema FV deverá ser de acordo com a NBR 5419:2005 e a classe de proteção exigida pelo tipo de construção; 2) De preferência, o sistema FV e o SPDA deverão ser projetados de tal forma que o sistema FV (módulos FV, estrutura de montagem, condutores, inversores, etc.) esteja localizado na área de proteção do SPDA; 3) A fim de evitar centelhamento entre o sistema SPDA (captores, condutores, sistema de descida, etc.) e o sistema FV (módulos FV, estrutura de montagem, condutores, inversores etc.), a distância de separação s (Figura III-4) deverá ser respeitada. A observação da distância de separação é necessária para evitar arcos elétricos e outras interferências do SPDA no sistema FV. As distâncias de separação típicas variam entre 0,5 e 1 m. Para o projeto executivo, as distâncias de separação deverão ser calculadas conforme a Norma NBR 5419:2005; 4) Caso o sistema esteja dentro da área de proteção do SPDA e a distância de separação seja respeitada, os inversores deverão ser protegidos por DPS tipo 2 na sua entrada CC; 5) Alternativamente a colocar um DPS do tipo 2 na entrada do inversor, os cabos string (cabos unipolares com duplo isolamento) poderão ser colocados em uma única canaleta metálica (ou eletrocalha com tampa) projetada para abrigar condutor de seção equivalente de 10 mm² de cobre. A canaleta deverá garantir a continuidade elétrica e será conectada com conectores adequados/especiais à estrutura do sistema FV de um lado e à barra de aterramento principal do outro lado. Opcionalmente, poderão ser utilizados cabos blindados para a interligação do gerador FV e o inversor; 6) Caso a distância de separação ou a localização do sistema na área de proteção do SPDA não possa ser respeitada, é indispensável o uso de DPS do tipo 1 nos pontos indicados na figura III.4. Alternativamente, é possível a colocação dos cabos string (cabos unipolares com duplo isolamento) em uma única canaleta metálica (ou bandeja com tampa) com ampacidade suficiente para conduzir a corrente de surto atmosférico. A canaleta metálica deverá ser projetada para abrigar condutor de seção equivalente de 16 mm² de cobre e será conectada com conectores adequados a estrutura do sistema FV de um lado e a barra de aterramento principal do outro lado. 7) Os inversores deverão ser equipados com DPS do tipo 3 (proteção fina); 8) A saída CA dos inversores deverá ser protegida por um DPS combinado tipo 1 e 2; 9) Ao selecionar o DPS deve-se observar se o circuito é de corrente contínua ou alternada. Deve-se observar também a tensão máxima de sua conexão. No circuito CC do gerador fotovoltaico isso corresponde a tensão máxima de operação do sistema FV. Os DPS devem estar de acordo com a IEC : ) Posicionar os condutores string / CC visando reduzir a indução nesses circuitos. Deveráser evitada a criação de laços de condutores conforme o desenho na Figura III-3. III.2.6. Equipotencialização De acordo com a NBR 5410, para garantir a proteção, todas as partes metálicas não destinadas a conduzir corrente deverão estar interligadas eletricamente, e isoladas da parte viva, tais como a caixa principal 23

24 sistema FV, disjuntores, portas metálicas, telas, etc, devendo ser ligadas à malha de terra do sistema com condutor de cobre nu. O barramento de equipotencialização principal (BEP) deve ser localizado no painel de controle. Quanto aos condutores de equipotencialização, seu dimensionamento deverá ser feito de acordo com a NBR III.2.7. Aterramento De acordo com a NBR 5410, a infraestrutura de aterramento deve ser concebida para ser confiável e satisfazer os requisitos de segurança das pessoas, operando satisfatoriamente nos casos de falta sem acarretar danos ao sistema. A resistência de aterramento deve ser inferior a 5 ohms. O condutor de aterramento deve ser de cobre, o mais curto e reto possível, sem emendas ou qualquer objeto que possa causar interrupções. O aterramento deve ser feito por meio de pelo menos uma haste de aço cobreada (copperweld) de 2m de comprimento e diâmetro ¾, com a respectiva caixa de aterramento em PVC, mantendo acessível a conexão da haste.os condutores terra deverão ser na cor verde ou verde/amarelo, segundo o padrão brasileiro. As hastes de aterramento deverão atender, no mínimo, as condições aplicadas pela norma NBR Interconexões entre os eletrodos devem ser feitas com condutores de cobre nu, que possuam uma seção de, pelo menos, 10 mm². III.2.8. Fusíveis FV, Disjuntor AC e Chaves seccionadoras CC e AC Os fusíveis devem ser colocados na saída de cada string tanto no polo positivo quanto do polo negativo.o fusível deve ser para corrente contínua,do tipo gpv, que é apropriado para operação em sistemas fotovoltaicos. O projeto executivo deverá prever que o(s) disjuntor(es) de baixa tensão AC deverá(ão) ser do tipo disjuntor termomagnético, manopla de comando frontal, frequência de trabalho 60 Hz, dimensionando a capacidade de interrupção de acordo com cada circuito, grau de proteção IP20, conexão de entrada por ambos os lados, com sinalização de posição dos contatos. Devem ser respeitadas as normas IEC e NBR 5410:2004. As chaves seccionadoras devem ser do tipo que abrem o circuito sob corrente. Não podem ser usadas duas chaves monopolares. A chave seccionadora CC deve ser para corrente nominal mínima superior a 110% da corrente de curto-circuito do painel fotovoltaico e suportar até Vcc quando aberta. A chave seccionadora CA deve ser para corrente nominal de 15 A, corrente máxima de 120 A, tensão AC de 220 V, 60 Hz. A chave seccionadora AC deve ser montada na caixa principal de tal forma que se possa verificar seu status: aberta ou fechada através de visor transparente mesmo com a caixa fechada. Os fusíveis FV, disjuntor AC e chaves seccionadoras CC e AC devem apresentar garantias contra defeitos de no mínimo 2 anos. III.2.9. Instalação de cabos Todos os cabos e condutores devem ser fixados em estruturas de modo a garantir que os esforços mecânicos não danifiquem o cabo e devem considerar: Ações permanentes: peso próprio dos cabos e condutores; Ações variáveis: vento, chuva e outras que sejam aplicáveis; Não deverá haver movimentos do cabo que possam desgastar a sua cobertura ou isolamento. A opção mais simples para fixar os cabos é com braçadeira. Tubos flexíveis de proteção, calhas e grampos também poderão ser usados como sistemas alternativos de fixação. 24

25 III P r o j e t o T é c n i c o F o t o v o l t a i c o S m a r t G r i d P a r i n t i n s Os vários materiais da fixação, tais como as braçadeiras dos cabos, devem também ser resistentes aos agentes atmosféricos. Instalação de cabos FV e conectores Cabos FV e conectores não devem ser colocados em qualquer bandeja ou depressão, ou atrás de alguma barreira onde a água possa se acumular. Deve-se assegurar que eles nunca irão acumular água. Cabos FV e conectores devem ser protegidos contra qualquer força, incluindo vibrações induzidas pelo vento que podem instantaneamente ou a longo prazo (acima de 25 anos de vida útil) danificar os cabos e conectores FV. Durante o processo de instalação, os conectores não podem ser abertos sem a tampa de proteção, exceto para o momento em que eles estão sendo conectados, para assegurar que não possa entrar umidade no encapsulamento IP67. Isto também significa que os módulos devem ser entregues no local curtocircuitados (conectores positivo e negativo conectados) ou com tampas apropriadas que protegem o conector contra a entrada de água, névoa, poeira ou qualquer outra substância que possa impactar no funcionamento do conector durante sua vida útil (> 25 anos). III Cabos CC entre o arranjo FV e a caixa principal Os cabos CC deverão ser conduzidos através de eletrodutos entre o gerador fotovoltaico (interconexões entre os módulos FV não necessitam de eletroduto) até a caixa principal. A instalação deverá ser toda aparente para facilitar a manutenção do sistema. Os eletrodutos devem ser próprios para instalações externas, resistentes a intempéries e a raios UV; devem ser instalados de tal forma que não possibilitem a entrada e retenção de água. Se houver necessidade de caixa de junção, para interconexão dos strings fotovoltaicos em paralelo, a caixa deve: No mínimo ser de classe de proteção IP54 (NBR 6146) na condição de cabos instalados. Isto significa que entrada e saída dos cabos devem estar conforme as exigências de IP54 ou maior; Ser de material não corrosivo e resistente à radiação solar (exposição externa com radiação solar direta); Ser equipada com bornes para interconexão dos cabos elétricos dos módulos e do cabo à caixa principal; os bornes devem estar claramente identificados; Proteger os contatos elétricos e bornes contra esforços mecânicos do cabo (prensa cabo ou dispositivo com a mesma função); Ser fixada de modo a evitar ao máximo a ação de intempéries; Ter garantia de no mínimo 2 anos contra defeitos e corrosão/degradação. III Conexão à Rede Elétrica A conexão do sistema fotovoltaico à rede deve ser realizada com cabo concêntrico, de acordo com as especificações do Anexo V, a partir da barra AC da caixa principal até o ponto de conexão na rede indicado pela Distribuidora Eletrobras Amazonas Energia. A altura do cabo para conexão a rede elétrica deve ficar no mínimo a 3 metros do solo conforme norma técnica da distribuidora local. 25

26 De preferência, o apoio mecânico do cabo será o mesmo ou similar aquele utilizado para o cabo do padrão de entrada do consumidor. A Figura III-5 mostra um exemplo de padrão de entrada da Concessionária. Figura III-5: Exemplo de padrão de entrada (Fonte: ET-PAR Serviços - ANEXO II - Poste Padrão) No caso da saída em CA para a rede não atender aos requisitos técnicos mínimos da distribuidora e/ou da impossibilidade da caixa principal ser instalada na edificação escolhida, eventualmente a CONTRATANTE pode estudar alternativas sugeridas pela CONTRATADA, como, por exemplo, a instalação de um poste auxiliar ou a instalação da caixa principal em poste. III.3. Requisitos dos equipamentos Uma descrição técnica dos componentes elétricos deve ser fornecida e deve determinar claramente o tipo de tecnologia do módulo a ser usado. Referências suficientes devem ser fornecidas para dar suporte à seleção da tecnologia. É mandatório que o inversor proposto deva satisfazer as regras e procedimentos do sistema elétrico nacional e padrões de teste internacionais. Um diagrama de cabos deve identificar claramente o número de módulos conectados em série, número de strings conectadas e de seguidores de ponto de máxima potência (MPPT Maximum Power Point Tracker) por inversor, incluindo a localização dos dispositivos de proteção contra sobretensão e localização dos inversores. Todos os equipamentos e caixas devem ser acondicionados de modo a garantir a proteção adequada durante o transporte, manuseio nas operações de carga e descarga e armazenamento abrigado. 26

27 III.3.1. Módulos Cada sistema fotovoltaico deve ter potência total de módulos instalados compatível com o inversor. Os critérios 3.1 e 3.2 da tabela dos requisitos para o inversor (tabela III-3) definirão a potencia CC (em kwp na condição STC) de cada arranjo. Todo o transporte, armazenamento, manejo e instalação dos módulos devem ser de acordo com as especificações do fabricante, para não invalidar a garantia de fábrica do módulo. A tabela III-3a seguir mostra os requisitos técnicos específicos para o módulo a ser usado no projeto: Tabela III-3: Requisitos gerais para módulos fotovoltaicos c-si Item No. Descrição Requisito 1 Características dos Módulos FV c-si 1.1 Tipo da Célula Poli ou Mono Cristalino 1.2 Eficiência mínima do módulo 13% 1.3 Tensão máxima suportável do sistema de módulos Pelo menos1.000 V 1.4 Conectores do tipo MC4 ou equivalentes Exigido 1.5 Grau de proteção dos conectores IP Diodos de passagem já incorporados na caixa de conexão do módulo Exigido 2 Garantia de Produto e Garantia de Potência 2.1 Garantia de potência nominal (Pn) após os primeiros 10 anos Mínimo 90% de Pn 2.2 Garantia de potência nominal (Pn) após os primeiros 25 anos Mínimo 80% de Pn 2.3 Garantia de produto contra defeitos de fábrica Mínimo 5 anos 3 Certificados e Padrões 3.1 Módulos fotovoltaicos (FV) terrestres de silício cristalino Qualificação de Projeto e homologação IEC Segurança de módulos fotovoltaicos (FV) classe II qualificação IEC Etiqueta INMETRO, conforme Portaria INMETRO n o 004, de 04/01/2011 Exigido 4 Documentação 4.1 Especificações técnicas detalhadas Exigido 4.2 Manual de instalação Exigido 4.3 Dados dos ensaios de potencia na fábrica (ensaio de rotina) para cada módulo ( flash test reports ) Exigido 4.4 Certificações padrões da IEC e IEC Exigido 4.5 Termo de garantia do fabricante e do fornecedor Exigido III Critérios de Aceitação dos Módulos FV Os seguintes critérios de aceitação devem ser aplicados: Os dados do teste de potência do fabricante (flash test) devem confirmar que todos os módulos entregues possuem uma potência MPP dentro das faixas de tolerâncias declaradas pelo fabricante; 27

28 A potência total entregue (dados de flash test do fabricante) é igual ou superior ao proposto; Não são verificados defeitos, danos ou anormalidades pela inspeção visual executada em uma amostra de módulos de acordo com a cláusula 10.1 da norma IEC Se os módulos FV atenderem às condições acima mencionadas, então poderão ser utilizados para a instalação no local. Após a instalação deve-se realizar a medição da curva de potência para confirmação da potência do string ou arranjo (comparando a potência de flash test) e medição de pontos quentes. Os critérios de aceitação são: No caso de se verificar que o conjunto de módulos possua uma capacidade total verificada inferior à potência proposta, a CONTRATADA deverá incrementar a potência nominal instalada até a capacidade verificada ser igual ou superior ao valor contratado, utilizando módulos do mesmo tipo e potência; Módulos com potência verificada inferior ao mínimo dafaixa de tolerância serão rejeitados; Não devem ser identificados pontos quentes (que podem causar uma degradação acelerada dos módulos) pelo ensaio com termovisor após montagem. Módulos com pontos quentes (hot spots) serão rejeitados e deverão ser substituídos. Módulos amarelados (p. ex. do EVA ou no backsheet) durante a fase de garantia do sistema serão rejeitados e devem ser substituídos pela empreiteira. Após a entrada em operação dos sistemas FV, o desempenho dos módulos será verificado durante o período de garantia do sistema, visando confirmar se suas potências estão dentro dos limites de tolerância determinados pelo fabricante. Esta avaliação será realizada pelo sistema de monitoramento o qual deve comparar o nível de irradiação que incide sobre a região (de acordo com as medições apresentadas pela estação meteorológica instalada) e a potência gerada pelos módulos, conforme descrito no item III.7. Caso por esta avaliação se verifique que a potência gerada pelos módulos é inferior à tolerância; e a potência total verificada dos módulos seja inferior à contratada, a CONTRATADA deve corrigir a potência instalada aumentando a potência total dos sistemas até alcançar a potência contratada ou potência superior. III.3.2. Inversores A tabela III-4 a seguir descreve as especificações técnicas dos inversores. Tabela III-4: Requisitos gerais para o inversor Item Descrição Requisito 1 Tipo do Inversor Inversor destring 2 Características e proteções ambientais do Inversor 2.1 Temperatura Máxima de Operação sem perda de potência Mínimo de 45 C 2.2 Máxima Umidade Relativa do Ar Mínimo de 95% 2.3 Tipo de Proteção IP (EN 60529) Mínimo IP54 3 Características elétricas do Inversor 3.1 Potencia CA do inversor Entre 2.4 e 3.4 kw / kva 28

29 Item Descrição Requisito 3.2 Potência CC de entrada (do arranjo) Potência de entrada CC compatível com o arranjo fotovoltaico e mantendo um P_nom-ratio 3 de 0,90-1, Máxima tensão CC Mínimo de 450 Volts 3.4 Eficiência de Conversão Máxima Mínimo de 94.5% 3.5 Eficiência Europeia Mínimo de 93% 3.6 Tipo de Rede TN-S, VF-N: 127V, VF-F: 220V 3.7 Distorção Harmônica Total (THD) Máximo de 5% 3.8 Injeção componente contínua Reconexão depois de uma desconexão devido a uma condição anormal da rede Faixa de tensão de operação contínua. Fora dessa faixa a desconexão do inversor deve ser efetuada em 0,2 s. Faixa de frequência de operação contínua: O sistema fotovoltaico deve cessar de fornecer energia à rede elétrica em até 0,2 s caso a frequência esteja fora da faixa especificada Fator de potência Inferior a 1% da sua corrente nominal de saída em qualquer condição operacional. O sistema fotovoltaico deve parar de fornecer energia à rede em 0,2sse a injeção de componente contínua for superior a 1 A; e em 1 segundo se a injeção de componente contínua for superior a 0,5 % da corrente nominal do inversor, o que for mais rápido. Entre 20 s a 5 minutos após a retomada das condições normais de tensão e frequência da rede 80% a 110% da tensão nominal de operação da rede (item 3.6) 57,5Hz a 62Hz FP = 1 ajustado em fábrica, mas com tolerância de trabalhar na faixa de 0,98 indutivo até 0,98 capacitivopara carregamentos superiores a 20 % da potencia nominal do inversor. 4 Padrões Mínimos Exigidos 4.1 Equipamentos de Segurança e classe de Proteção EN ou IEC Segurança de Inversores Estáticos IEC Proteção anti-ilhamento O sistema fotovoltaico deve cessar de fornecer energia à rede IEC em até 2 segundos após a perda da rede (ilhamento). 4.4 Proteção contra curto-circuito IEC Método de isolação e seccionamento IEC No caso de inversor sem isolação galvânica entre o gerador fotovoltaico e a rede: Proteção contra corrente diferencialresidual DIN VDE Certificado de compatibilidade eletromagnética (o inversor não IEC P_nom-ratio é a razão entre a potência nominal de entrada CC (kwp em condições STC) do arranjo FV e a potência de saída AC do inversor. 29

30 Item Descrição Requisito pode interferir na comunicação RF do medidor inteligente de energia). 4.8 Compatibilidade com as normas e regulamentos nacionais do sistema elétrico como, por exemplo, PRODIST Exigido 4.9 Compatibilidade com as normas técnicas da Distribuidora Exigido 5 Garantia de Produto e Garantia de Desempenho 5.1 Garantia de Fábrica Mínimo de 5 anos 5.2 Assistência técnica efetuada no Brasil. Exigido 6 Documentação 6.1 Especificação Técnica detalhada Exigida 6.2 Catálogo de informações do Produto Exigido 6.3 Manual de Instalação Exigido 6.4 Manual Operação e Manutenção Exigido 6.5 Notas de Segurança e precaução Exigido 6.6 Termo de garantia do fabricante e do fornecedor Exigido O medidor de energia estará instalado no mesmo quadro que o inversor. Deste modo, como o medidor terá comunicação via rádio para o exterior, a CONTRATADA deve garantir que não haverá interferência nessa comunicação quando da operação do inversor. III.3.3. Estrutura de montagem dos módulos Para a montagem de sistemas fotovoltaicos, os módulos serão dispostos sobre a cobertura do telhado, usando para isto uma estrutura metálica. A cobertura do telhado deve ser mantida e deve continuar a desempenhar a função de escoamento das águas. A CONTRATADA deve assegurar que o sistema de suporte dispense manutenção e que tenha no mínimo a mesma vida útil dos módulos FV. A estrutura deve ser projetada para suportar todas as cargas ambientais (vento, tempestade, o que for aplicável) de acordo com as normas aplicáveis. A CONTRATADA deve fornecer certificados dos materiais utilizados na estrutura (exemplo: qualidade do aço etc). A tabela III-5 lista os requisitos para a estrutura de suporte dos módulos. Tabela III-5: Requisitos referentes às estruturas de suporte dos módulos FV Item Descrição Requisito 1 Requisitos requeridos da estrutura 1.1 Tipo de material Alumínio e/ou aço inoxidável. Devendo ser resistentes a corrosão. 1.2 Fixação da estrutura 1.3 Ganchos A fixação no telhado será realizada por ganchos que ultrapassam a cobertura do telhado, sem a perfuração de telhas, sendo fixados às vigas ou caibros da estrutura do telhado, similar ao apresentado esquematicamente na Figura III-6. Os ganchos deverão ser próprios para as telhas utilizadas na cidade de Parintins (Romanas ou Portuguesas, conforme Anexo II), não devendo 30

31 Item Descrição Requisito exercer força sobre a telha. A montagem não deverá necessitar de modificações (perfuração, cortes, etc.) na telha. O número de ganchos deve ser dimensionado considerando as cargas estáticas e dinâmicas atuando na estrutura. 1.4 Suporte dos módulos A estrutura de suporte consistirá de trilhos sobre os quais serão montados os módulos fotovoltaicos. Os trilhos serão fixados por meio de ganchos especificados no item anterior. A fixação do suporte nos caibros deve evitar a perfuração destes, sendo preferível a preensão. A estrutura deve ser compatível com os módulos FV, devendo respeitar os requisitos de montagem estabelecidos pelo fabricante. 1.5 Inclinação A superfície do gerador fotovoltaico deve ter a mesma inclinação que a do telhado. 1.6 Distâncias A distância entre a superfície do módulo e a cobertura do telhado deve ser suficiente para permitir a eficaz ventilação do módulo e evitar o acúmulo de detritos (folhas, flores etc) que possam obstruir o escoamento da chuva. O arranjo deve respeitar a distância mínima do SPDA, conforme recomendações do projeto do SPDA, caso haja, e também deve respeitar a distância mínima da borda do telhado conforme o projeto estrutural da estrutura de montagem. 1.7 Projeto Estrutural A CONTRATADA deverá apresentar projeto estrutural da estrutura de montagem especificando o número de ganchos, perfil dos trilhos, seu posicionamento, entre outros. A CONTRATADA deverá atestar a segurança da estrutura montada. 1.8 Montagem Todos os equipamentos de montagem deverão ser instalados de acordo com as especificações do fabricante e de acordo com a NR35 -Trabalho em altura. 2 Garantia da estrutura Mínimo de 5 anos 3 Documentação exigida 3.1 Manual de instalação 3.2 Especificação técnica detalhada contendo lista completa de materiais empregados na estrutura com referência do código do catálogo do fabricante. 3.3 Catálogo de informações do produto 3.4 Termo de garantia do fornecedor 31

32 Tipo de cobertura Telhas de barro Telhado inclinado composto por telhas de barro removíveis Desenho da cobertura do módulo PV Desenho da fixação do módulo ao telhado. Gancho fixado através de preensão, preferencialmente, ou perfuração. Trilhos montados União do trilho com o gancho. Instalação do módulo fotovoltaico. União do modulo ao trilho. Montagem do trilho. Figura III-6: - Sistema de fixação em telhados com telha de barro O detalhamento, fabricação e montagem das estruturas metálicas deverão estar de acordo com as normas da ABNT e demais normas pertinentes. A CONTRATADA será integralmente responsável pela elaboração do projeto e execução das estruturas metálicas, assim como a responsabilidade pela resistência e estabilidade da obra. 32

33 Todos os materiais deverão ser da mais alta qualidade e obter certificados de qualidade e de procedência. Perante a falta de certificados, a CONTRATANTE poderá exigir a realização de ensaios para determinação das características mecânicas do material. Os ensaios deverão ser feitos por instituições especializadas, sem qualquer custo adicional para a CONTRATANTE. III Cargas e Forças Para a verificação das estruturas deverão ser obedecidos os critérios e requisitos de segurança conforme prescreve as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Para a verificação das estruturas deverão ser considerados os seguintes estados de ações: 1) Ações permanentes: o Peso próprio da estrutura, painéis fotovoltaicos, cabeamento. 2) Ações variáveis: o Sobrecarga de utilização (NBR 6120); o Cargas devidas ao vento (NBR 6123). Para combinações de ações, deve-se ponderar cada ação de acordo com o tipo de combinação, as quais são fornecidas pela NBR 8681:2003. III Análise estrutural da habitação Antes da montagem da estrutura que suportará os módulos FV, deverá ser realizada uma avaliação da estrutura de sustentação do telhado da casa. Cada visita deve ser agendada em conjunto com a distribuidora local e deverá ter acompanhamento de um funcionário desta. A avaliação das estruturas deve atender aos seguintes requisitos: 1) Com relação ao madeiramento do telhado: o Tipo: Dicotiledôneas: no mínimo madeira de Cupiúba; o Classe de resistência mínima: C30 o Flecha máxima em balanços igual a 1/100 e em vãos 1/200; o A estrutura deve estar isenta de fungos, brocas, cupins e apresentar bom aspecto quanto à fixação das ligações e ancoragem na estrutura de apoio; o A largura mínima para as peças de apoio principais deverá ser de 5 cm, conforme a NBR 7190 / 1997; o A relação altura / vão para os caibros: h/ L 1/ 20; 2) Com relação à estrutura de suporte: o Esbelteza máxima λ = 140; o Distância máxima entre apoios 4,5 m; o Dimensões mínimas: Pilares de concreto ou madeira com seção retangular, engastado na base e livre no topo: 12 cm para pé direito de 2,50 m; Pilares de madeira roliça com seção circular, engastado na base e livre no topo: Ø = 15 cm (diâmetro); 33

34 Verificação de resistência superficial do concreto em conformidade com o ensaio do esclerômetro de reflexão calibrado com bigorna de acordo com a NBR 7584 / 1982 ou mais recente; Sapatas mínimas para edificações com dois pavimentos: Área = 0,80 m 2 em terreno com tensão 4 mínima σmin = 2,5 kg/cm 2 ; Sapatas mínimas para edificações com um pavimento: Área = 0,50 m 2 em terreno com tensão mínima σmin = 2,5 kg/cm 2. Ao final de cada avaliação a CONTRATADA deverá apresentar um laudo de aprovação ou reprovação da estrutura para recebimento do sistema fotovoltaico, assinado por seu responsável técnico e por engenheiro civil. III Normas Aplicáveis Norma NBR 6123 NBR 6120 Eurocode 9 AISI 304 AISI 316 ASTM A588 AWS D1.1 NBR 6118 NBR 7190 NBR 6122 Tabela III-6: Normas aplicáveis às obras civis e mecânicas Descrição Forças devidas ao vento em edificações; Cargas para o cálculo de estruturas de edificações; Design of Aluminum Structures; Aço Inoxidável; Aço Inoxidável; Standard specification for high-strength low-alloy structural steel; Structural welding code for steel. Projeto de estruturas de concreto - procedimento Projeto de estruturas de madeira Projeto de execução de fundações III.4. Qualificação técnica do pessoal e supervisão da obra Antes de iniciar as obras a CONTRATADA deve apresentar a lista do pessoal técnico envolvido na realização do projeto. A lista deve incluir todos profissionais envolvidos na realização da obra e sua supervisão (menos pessoal auxiliar) indicando a qualificação profissional do pessoal. A CONTRATADA deve garantir e comprovar que toda instalação dos sistemas é orientada e supervisionada por um responsável técnico. Este deve comprovar as seguintes qualificações: a) Ter participado em um treinamento de montagem de sistemas FV com o sistema de montagem a ser instalado; 4 Terrenos secos e areno-argilosos e de consistência rija ou dura se caracterizam por possuir resistência superior a 2kg por cm 2. A tensão pode ser verificada por sondagem, e de maneira mais simplificada por inspeção visual de especialista. 34

35 b) Comprovar experiência em montagem de sistemas FV residenciais. Deve ser apresentada uma carta de referência ou certificado de bom desempenho emitido por um cliente em que realizou a instalação; c) Ter formação em engenharia elétrica, engenharia mecânica, engenharia civil ou similar. A empreiteira deve comprovar a qualificação dos técnicos que farão a instalação dos sistemas. Todos os técnicos de instalação devem ter participado em um treinamento prático de instalação de sistemas fotovoltaicos residenciais de no mínimo 12 horas. Esse treinamento deve apresentar: a) Medidas de segurança na instalação de sistemas fotovoltaicas; b) Cuidados especiais com equipamento fotovoltaico (módulo, inversor, cabos); c) Instalação dos sistemas de montagem no telhado, instalação do módulos e fixação do cabeamento string (passo-a-passo); d) Identificação dos melhores lugares para encaminhamento de cabos e instalação da caixa principal; e) Encaminhamento dos cabos e realização das conexões elétricas; f) Verificação da instalação, ligação a rede e testes operacionais; g) Medidas para gerenciar a qualidade do trabalho; O treinamento dos instaladores pode ser realizado pela própria CONTRATADA. III.5. Medidor de energia gerada O medidor da energia gerada pelo sistema fotovoltaico será fornecido pela CONTRATANTE. O medidor será um dos dois modelos apresentados no Anexo VI.São medidores inteligentes, com funcionalidades para combate às perdas, registro de alarmes, memória de massa, relé de corte e comunicação por rádiofrequência (RF), em modo multiponto-multiponto (mesh). Não é escopo da CONTRATADA o fornecimento do medidor, nem da infraestrutura de comunicação deste com o Centro de Medição da Distribuidora. Entretando a CONTRATADA deve garantir a instalação adequada do medidor e o funcionamento adequado de sua comunicação. Para isso deve ser verificada se a caixa principal ou outros obstáculos não atenuam o sinal RF do medidor de forma a impedir sua comunicação. III.6. Caixa Principal Sistema FV Trata-se de caixa para abrigar os seguintes componentes: inversor, chave seccionadora CC, chave seccionadora CA, disjuntor, DPS CC, DPS CA, medidor de energia elétrica gerada, barra de equipotencialização (BEP), barra CA, além das conexões, bornes e barramentos. A CONTRATADA deverá apresentar termo de garantia da caixa principal contra defeitos de fabricação e corrosão por pelo menos 5 anos. 35

36 30 cm 140 cm Inversor Sunny Boy 3000 HF cm 10 cm 3 50 cm 4 1, 17,8 cm 6 2 Medidor ELO 2131 B ou 2133B 5 9 7, 21 cm LEGENDA: 1. CHAVE SECCIONADORA CC 2. DPS CC 3. INVERSOR 4. DISJUNTOR CA 5. MEDIDOR ELO 2131B OU 2133B 6. DPS CA 7. CHAVE SECCIONADORA CA 8. BARRAMENTO DE ATERRAMENTO (BEP) 9. BARRA CA 8 82 cm Figura III-7: Layout conceitual ESCALA (com 1:10 exemplo de inversor) da caixa principal do sistema III.6.1. Condições gerais de fornecimento As caixas que possuírem defeitos superficiais, que requeiram trabalhos de recondicionamento para utilização, devem ser rejeitadas. A CONTRATANTE reserva-se o direito de avaliar pequenas alterações ocorridas, podendo considerá-las aceitáveis ou não. III.6.2. Condições ambientais Todo projeto e execução deve se basear para atingir uma vida útil de 25 anos nas condições climáticas de Parintins com seu clima equatorial quente e úmido com exposição à ação direta dos raios de sol, fortes chuvas. 36

37 Corrosividade: exterior em ambiente urbano. P r o j e t o T é c n i c o F o t o v o l t a i c o S m a r t G r i d P a r i n t i n s III.6.3. Materiais, pintura e proteção contra corrosão. O corpo da caixa deve ser fabricado em um dos seguintes materiais: a) Chapa de aço ABNT 1010 a 1020, zincada conforme NBR 6323, com espessura adequada a este processo por zincagem a quente. O fabricante pode adicionar reforços internos, soldados por pontos que não prejudiquem a operacionalidade da caixa. Além de zincada, a caixa deve ser pintada, segundo esquema de pintura adequado. b) Alumínio fundido ou estampado, com anodização fosca selada de espessura mínima de 20 micrômetros. c) Material polimérico resistente a UV e a intempéries, anti-chama e com resistência mecânica apropriada. Os materiais metálicos empregados na fabricação do produto devem ser antichama e tratados de forma a garantir a proteção contra corrosão, com pintura retardante do fogo. III.6.4. Características mecânicas e elétricas A caixa principal deve ser fornecida completa, com todos os acessórios necessários ao seu perfeito funcionamento, mesmo os não explicitamente citados nesta especificação. Deve ter acabamento liso e uniforme, sem cantos vivos, reentrâncias, arestas cortantes ou rebarbas, principalmente nos pontos de injeção de material. Na fabricação das caixas, não será permitido o uso de rebite. Deve possuir uma forma de fixação para instalação em parede onde não haja necessidade de furação das paredes da caixa.deve ter classe de proteção IP 33 (NBR 6146). Os parafusos, porcas e arruelas devem ser de aço inoxidável com rosca métrica. A caixa principal deve ter volume suficiente para acomodar com folga os componentes já citados no item III.6 e deve ser projetada para garantir o espaçamento mínimo de 10 cm ou o exigido pelos fabricantes dos equipamentos, sempre prevalecendo o maior entre os equipamentos como também as laterais da caixa (com exceção de equipamentos montados em trilho DIN). Deve ser projetada de forma a evitar sobreaquecimento dos componentes no seu interior. A temperatura no interior da caixa deve ser no máximo 5 C superior à temperatura externa considerando a operação do inversor na sua potência nominal. As paredes da caixa devem possuir aberturas para ventilação cruzada (lado oposto) e de efeito chaminé (altura diferente) com telas, grades, venezianas robustas. Essas aberturas devem inibir a entrada de insetos e água de chuva e serem posicionadas nas laterais e/ou na face inferior. A abertura da caixa deve ser feita por uma única tampa e a mesma deve permitir acesso a todo o interior do compartimento, dando a possibilidade do manuseio de todos os componentes do seu interior. Deve ser projetada para aplicação em circuitos com tensão até V, mantendo as características de isolamento durante toda a vida útil das caixas. A caixa deve possuir uma barra principal de aterramento e equipotencialização para conexão do condutor neutro, se houver, à terra e para fixação do condutor de aterramento de cobre com bitola mínima de 37

38 10 mm² de maneira a garantir a continuidade. Todos os elementos metálicos da caixa deverão estar equipotencializados ao terra. A caixa deve possuir uma barra CA para conexão do cabo de saída da chave seccionadora em carga CA e do cabo concêntrico de ligação à rede elétrica. As furações de passagem dos cabos de entrada e saída da caixa principal deverão ser providas de prensacabo. A caixa deverá conter chassi para fixação dos componentes internos (inversor, disjuntor, chaves seccionadoras, DPSs e medidor). O chassi deverá ser removível e fixado à caixa sem necessidade de furações nas paredes da mesma (por exemplo, por parafusos em pinos soldados do mesmo material da caixa) e deve ser aterrado juntamente com o restante do sistema. O disjuntor, DPSs e chaves seccionadoras deverão ser fixados ao chassi por trilhos no padrão DIN europeu. O chassi para fixação dos componentes internos deve ser fabricado em um dos seguintes materiais: aço ABNT 1010 a 1020, chapa zincada bicromatizada conforme NBR 6323, aço inoxidável ou liga de alumínio, com anodização de espessura mínima de 20 m. III Visor ou tampa transparente A caixa principal deve dispor de tampa transparente ou de visor de vidro transparente em sua tampa de com espessura mínima de 5 mm com face resistente a U.V.. A tampa/visor deve permitir,quando a caixa estiver fechada,a visualização do inversor e do medidor, além da chave seccionadora CA e sua condição de operação (aberta ou fechada), atendendo à disposição daresolução normativa ANEEL 482/2012 e do PRODIST: Módulo 3 Acesso ao Sistema de Distribuição, Seção 3.7 Acesso de Micro e Minigeração Distribuída. No caso do visor, todo o seu contorno deve ser protegido por uma gaxeta em "U", de borracha sintética (resistente a calor e raios UV), a fim de evitar infiltração de água no interior da caixa, além de amortecer choques.o dispositivo de fixação do visor à caixa deve permitir sua substituição. III.6.5. Características de Segurança: A caixa principal deve ser fabricada e projetada de maneira que qualquer tentativa de violação ou fraude, seja através de ação mecânica, de calor ou ação química, possa ser facilmente detectável por inspeção visual. A caixa deverá ser fechada por meio de fechadura com chave.as dobradiças utilizadas não devem permitir violabilidade, devendo estar dispostas de forma a impedir abertura quando estiver trancada. III.6.6. Instalação da caixa na casa/prédio A caixa deve ser instalada no exterior da casa ou do prédio e deve ser fixada de tal maneira que fique estável, sem possibilidade de balançar. O local onde a caixa vai ser instalada deve garantir que a mesma fique sombreada nas horas de maior irradiação solar. Caso o local disponível para a instalação não propicie o sombreamento adequado, deve ser instalada uma cobertura que forneça sombra, cujo material deverá apresentar durabilidade similar à da caixa. 38

39 III.6.7. Inspeção da caixa principal A inspeção compreende a execução de ensaios em uma amostra do lote fornecido, conforme NBR 5426, e será realizada preferencialmente no fabricante. As datas de inspeção devem ser previamente acertadas entre a CONTRATANTE e o CONTRATADA, com uma antecedência mínima de dez dias úteis. O lote para inspeção compreende todas as unidades de mesmas características fornecidas de uma só vez. A CONTRATADA deve dispor de pessoal e aparelhagem, própria ou contratada, necessária à execução dos ensaios (em caso de contratação, deve haver aprovação prévia da CONTRATANTE), de acordo com legislação vigente no Brasil. A CONTRATADA deve assegurar ao inspetor da CONTRATANTE, o direito de se familiarizar, em detalhes, com as instalações e com os equipamentos a serem utilizados, estudar as instruções e desenhos, verificar calibrações, presenciar os ensaios, conferir resultados e, em caso de dúvida, efetuar nova inspeção e exigir a repetição de qualquer ensaio. A CONTRATADA deve possibilitar ao inspetor da CONTRATANTE livre acesso a laboratórios e aos locais de fabricação e de acondicionamento. A CONTRATADA deve apresentar, ao inspetor da CONTRATANTE, certificados de calibração dos instrumentos de seu laboratório ou do contratado a serem utilizados na inspeção. Todas as normas técnicas, especificações e desenhos citados como referência devem estar à disposição do inspetor da CONTRATANTE no local da inspeção. Os subfornecedores devem ser cadastrados pela CONTRATADA sendo este o único responsável pelo controle daqueles. A CONTRATADA deve assegurar à CONTRATANTE o acesso à documentação de avaliação técnica referente a esse cadastro. A aceitação do lote ou a dispensa de execução de qualquer ensaio: a) não eximem a CONTRATADA da responsabilidade de fornecer o equipamento de acordo com os requisitos desta especificação; b) não invalidam qualquer reclamação posterior da CONTRATANTE a respeito da qualidade do equipamento e/ou da fabricação. Em tais casos, mesmo após haver saído da fábrica, o lote pode ser inspecionado e submetido a ensaios, com prévia notificação à CONTRATADA e, se necessário, em sua presença. Em caso de qualquer discrepância em relação às exigências desta especificação, o lote pode ser rejeitado e sua reposição será por conta da CONTRATADA. A rejeição do lote, em virtude de falhas constatadas nos ensaios, não dispensa a CONTRATADA de cumprir as datas de entrega contratadas. Se, na opinião da CONTRATANTE, a rejeição tornar impraticável a entrega dos equipamentos nas datas previstas, ou se tornar evidente que a CONTRATADA não será capaz de satisfazer as exigências estabelecidas nesta especificação, a CONTRATANTE se reserva o direito de rescindir todas as suas obrigações e de obter o equipamento de outro fornecedor. Em tais casos, a CONTRATADA será considerada infratora do contrato e estará sujeito às penalidades aplicáveis. Todas as unidades rejeitadas, pertencentes a um lote aceito, devem ser substituídas por unidades novas e perfeitas, por conta da CONTRATADA, sem ônus para a CONTRATANTE. Os custos da visita do inspetor da CONTRATANTE (locomoção, hospedagem, alimentação, homens-hora e administrativo) correrão por conta da CONTRATADA. A CONTRATANTE se reserva o direito de exigir a repetição de ensaios em lotes já aprovados. Nesse caso, as despesas serão de responsabilidade: a) da CONTRATANTE, se as unidades ensaiadas forem aprovadas na segunda inspeção; 39

40 b) da CONTRATADA, em caso contrário. A inspeção de recebimento será realizada na fábrica por critérios estatísticos, conforme plano de amostragem e ensaios aplicáveis baseados na Norma NBR 5426 ou sua sucessora. III Relatórios de Ensaios Logo após a inspeção do lote devem ser encaminhados à CONTRATANTE os laudos dos ensaios. No caso da dispensa da presença de seu inspetor ou preposto durante os ensaios, o fabricante deve apresentar, além dos relatórios, anexos com certificação de calibração (RBC) dos equipamentos, ferramentas e instrumentos utilizados em cada produto ensaiado. Devem constar dos relatórios, no mínimo, as seguintes informações: a) Nome e/ou marca comercial do fabricante; b) Identificação do laboratório de ensaio; c) Tipo, quantidade de material do lote, quantidade ensaiada; d) Identificação completa do material ensaiado; e) Relação, descrição e resultado dos ensaios executados e respectivas normas utilizadas; f) Referência a este Projeto Técnico; g) Data de início e de término de cada ensaio; h) Documentação fotográfica de perfil de cada produto ensaiado (destacando logomarca de fabricante, lote de fabricação); i) Nomes legíveis e assinaturas dos respectivos representantes do fabricante e da CONTRATANTE e data de emissão do relatório. III Ensaios de recebimento da Caixa Principal Antes de qualquer fornecimento, as caixas devem ser aprovadas através da realização dos ensaios de tipo, cabendo a CONTRATANTE o direito de designar um inspetor para acompanhá-los. Para o recebimento das caixas devem ser realizados os seguintes ensaios: a) Inspeção visual e dimensional; b) Inspeção de acessibilidade: verificação do acesso de manutenção a todos componentes instalados no interior da caixa; c) Teste de desempenho térmico; d) Teste de estanqueidade (verificação da classe IP); e) Teste de atenuação do sinal RF do medidor de energia; f) Verificação da espessura da zincagem por imersão a quente, se for o caso; g) Verificação da espessura da camada de tinta, se for o caso. A seguir é apresentado o detalhamento destes testes: 1) Inspeção Visual e Dimensional Verifica-se a conformidade com a análise dos aspectos: a) Acabamento; b) Identificação; c) Embalagem; d) Dimensões; e) Tolerâncias. 2) Montagem dos Equipamentos e acessibilidade Os dispositivos de fixação dos equipamentos presentes no interior da caixa devem ser verificados quanto à funcionalidade e rigidez. 40

41 Deverá ser verificado se todos os equipamentos e componentes montados no interior da caixa são acessíveis para sua manutenção. 3) Desempenho térmico Deve-se montar uma carga térmica com dissipação de 300 W por convecção. A carga deve ser montada na posição do inversor. Condições ambientais: Diferença entre temperatura do ambiente e a temperatura T_globe 5 deve ser 2 o C; Velocidade do ar inferior a 0,5 m/s; Variação da temperatura ambiente 0,5 o Cpor hora; Não deverá ter ar condicionado ou ventilador no ambiente de teste. Nas quatro extremidades da parte superior da caixa devem ser instalados sensores de temperatura (tolerância de ± 0,2 o C) com uma distancia de cerca de 5 cm das superfícies laterais adjacentes. Ao ligar a carga observa-se a temperatura de ar no interior da caixa. Após o valor de temperatura dos sensores localizados nas extremidades da caixa terem atingido o valor de regime permanente por pelo menos 10 min, deve-se comparar o valor máximo de temperatura obtido pelos quatro sensores com a temperatura ambiente. Será considerado aprovado o lote se esta diferença de temperatura for menor ou igual a 5 o C. 4) Estanqueidade A caixa deve ser ensaiada conforme NBR IEC para verificação da vedação contra entrada de poeira e água.o grau de proteção deve ser o IP33. 5) Atenuação de sinal RF O ensaio deve ser efetuado em laboratório adequado para esse tipo de ensaio, sem ruídos e sinais emitidos por outras fontes. Primeiramente, instala-se o medidor de energia com seu sistema de transmissão RF em 900 MHz na altura padrão da caixa principal, sobre um suporte de 1 a 2m de altura, emitindo sinal fora da caixa para a medição de sinal de referência. Após a coleta dos dados sem o efeito da blindagem, o medidor é instalado dentro da caixa principal, junto aos outros componentes e com a caixa fechada. A medição é realizada em quatro sentidos com ângulo de 90º ao redor da caixa. A medição é realizada com a antena de medição (receptora) distanciada de 10 metros (distância medida entre a projeção horizontal das antenas transmissora e receptora). A atenuação verificada em cada medição com blindagem poderá ser no máximo de ¼ da potência do sinal em cada sentido, sem blindagem. Caso o ensaio de atenuação do sinal de RF demonstre não ser conveniente instalar o medidor eletrônico na caixa principal do sistema, a CONTRATANTE poderá admitir uma segunda caixa em separado para o medidor, instalada o mais próximo possível da caixa principal, adequada à instalação ao tempo e dotada de lacre, deve ter no mínimo grau de proteção IP33 e ser resistente à radiação solar direta (incluindo UV), com vida útil de 25 anos. Esta caixa alternativa também deverá ser ensaiada e aprovada no teste de atenuação do sinal RF. 5 T_globe é a temperatura medida pelo termômetro de globo e corresponde a temperatura radiante. É constituída por um termómetro convencional com sua ponta de medição dentro de uma esfera de metal oco, pintada de tinta preta de alta absorção para infravermelho. 41

42 6) Verificação da espessura da zincagem por imersão a quente, se for o caso A caixa deve ser ensaiada conforme NBR 7399 para verificação da espessura da zincagem por imersão a quente. 7) Verificação da espessura da camada de tinta, se for o caso A caixa deve ser ensaiada conforme NBR 10443para verificação da camada de tinta. O lote será integralmente aceito se a amostra for aprovada em todos os ensaios. III.7. Sistema de Monitoramento Remoto O sistema de monitoramento da geração fotovoltaica distribuída de Parintins: a) analisará o desempenho dos sistemas fotovoltaicos, gerando alarmes no caso de incoerência entre a geração medida e estimada (calculada conforme os dados climáticos medidos e as características de cada sistema), obtendo os dados dos medidores inteligentes instalados em cada sistema FV através do SGM - MECE; b) analisará outras grandezas elétricas do medidor inteligente; c) enviará alarme de sobretensão (informação dos medidores inteligentes), permitindo comando pelo operador para desconexão dos sistemas fotovoltaicos próximos às barras com sobretensão; d) detectará a inversão de fluxo de potência no transformador, gerando alarme; e) analisará os dados dos 5 sistemas de aquisição de dados dos inversores fotovoltaicos em comparação com os dados dos medidores inteligentes, para gerar padrões de referência. O sistema de monitoramento dos sistemas de geração fotovoltaica deverá ser integrado ao SAGE 6 e ao SGM da Eletrobras Amazonas Energia, no âmbito do sistema smart grid de Parintins. A Figura III-8 apresenta um diagrama de blocos do sistema de monitoramento e sua integração ao smart grid. O sistema de monitoramento, fornecido no escopo deste Projeto Técnico, deverá ser composto pelos componentes principais: a) Estação meteorológica com 2 sensores de temperatura e 2 sensores de irradiação global e dispositivos para armazenamento (com memória de massa) e digitalização dos dados medidos, com saída Ethernet; b) Sistemas de aquisição de dados em 5 inversores; c) Cabeamento de rede e/ou dispositivo de rádio frequência para comunicação da estação meteorológica e dos inversores com o Backhaul de Parintins (Ver Anexo VI); d) Equipamento com microprocessador; e) Aplicativos (software) e banco de dados. f) Dispositivos para interface homem-máquina (HM); O fornecimento dos medidores inteligentes de energia e de sua respectiva rede de comunicação, do Sistema de Gestão da Medição (SGM) e do SAGE (conforme Figura III-8 e descritos no Anexo VI) não estão incluídos no escopo desta licitação, e serão fornecidos pela CONTRATANTE. 6 SAGE é um programa SCADA desenvolvido pelo CEPEL- Centro de Pesquisas de Energia Elétrica do Sistema Eletrobras. 42

43 Figura III-8: Esquemático da integração dos sistemas fotovoltaicos e da estação meteorológica ao centro de controle e medição da distribuidora Os componentes principais a serem fornecidos pela CONTRATADA são descritos a seguir. III.7.1. Estação meteorológica Uma estação meteorológica deve ser instalada em um local próximo ao escritório regional de Parintins, livre de sombreamento durante todo o ano. A definição do local serárealizada pela CONTRATANTE sob a orientação da CONTRATADA. A estação meteorológica deve adquirir dados meteorológicos de referência relevantes para o monitoramento do desempenho da planta fotovoltaica, i.e. irradiação global e temperatura do ar ambiente. O tipo de comunicação deverá ser altamente confiável considerando a distância e a exposição a ruído ambiente, etc. A comunicação da estação meteorológica com a rede de Parintins poderá ser feita conforme uma das duas formas apresentadas a seguir. Se a estação meteorológica estiver a menos de 100m do Switch da rede da CONTRATANTE, a interligação poderá ser feita via cabo ethernet Para o caso acima de 100 m, via rádio frequência para se comunicar com equipamento Access Point (AP) Wi-Fi com operação em 2,4 GHz no padrão IEEE b/g/n. Este equipamento AP será disponibilizado pela Distribuidora Amazonas Energia, e estará instalado na torre da subestação de Parintins. 43

44 Neste caso a CONTRATADA deverá fornecer e instalar uma CPE (customer-premises equipment) e seus acessórios, com as características descritas na Tabela III-7.A CPE Wi-Fi deverá ser instalada no suporte da estação meteorológicaou em um mastro de 3 metros, fornecido também pela CONTRATADA, a fim de viabilizar a comunicação com o AP da torree evitar obstrução do sinal de RF. Tabela III-7: Requisitos gerais para a CPE Item Descrição Requisito 1 Padrão Padrão IEEE b/g/n 2 Características 2.1 Frequência nominal 2,4 GHz 2.2 Modo Cliente Wi-Fi sem fio para operação em ambiente externo 2.3 MTBF > h de operação 2.4 Antena diretiva, de alto ganho e integrada Exigido Interfaces para possibilitar configurações e programação (drafting interfaces) e outras que forem necessárias para operacionalização e gerenciamento do sistema. Alimentação automática VAC, 60 Hz ou por meio de baterias de longa duração interligadas a um painel solar para recarga. Exigido Exigido 2.7 Temperatura de operação Entre -10 e 70 o C 2.8 Umidade Relativa do Ar de operação sem condensação De 0 a 95% 2.9 As conexões de alimentação protegidas contra chuva e ação do tempo. Exigido 3 Características de comunicação Comunicações AP<->CPE em atendimento às exigências da Resolução Anatel Nº 506, 1/07/2008 Segurança da comunicação AP<->CPE com protocolo WPA2 e chave de criptografia AES. Instalação da CPE Wi-Fi a, no máximo, 1 km de raio do AP da 3.3 torre, e com visada óptica (sem obstrução por árvores, edificações, etc) da posição da CPE até o AP. 4 Acessórios Exigido Exigido Exigido 4.1 Conexões com cabos UTP geleados Exigido Cabos ethernet com encapsulamento, apropriados para operar em ambiente externo. Cabos de alimentação com encapsulamento apropriado para operar em ambiente externo (outdoor). Categoria 5e (Cat 5e) Exigido 4.4 kit de instalação Exigido 5 Documentação 5.1 Especificação Técnica detalhada Exigida 5.2 Catálogo de informações do Produto Exigido 5.3 Manual de Instalação Exigido 5.4 Manual Operação e Manutenção Exigido 5.5 Notas de Segurança e precaução Exigido 5.6 Termo de garantia do fabricante e do fornecedor Exigido 44

45 Item Descrição Requisito 6 Certificados, Garantias e Segurança 6.1 Certificado de homologação expedido pela Anatel. Exigido 6.2 Certificado Wi-Fi. Exigido 6.3 Garantia de contra defeito de fabricação. No mínimo, 2 anos. 6.4 Garantia do perfeito funcionamento das comunicações do AP com a CPE. Exigido 6.5 Garantia da robustez de todas as fixações (parafusos e porcas devidamente apertados) contra quedas por movimentação do Exigido solo ou ação da natureza como ventania. 6.6 Vedação de todas as conexões para evitar infiltrações. Exigido Segurança de todo o conjunto instalado contra descargas atmosféricas com sistema de aterramento atendendo a NBR e com resistência de terra comprovadamente inferior a 5 ohms. Segurança física de todo o conjunto instalado contra vandalismo, devendo ser adotadas instalações e pinturas externas que não chamem atenção. Exigido Exigido A estação meteorológica deve ser composta por: a) Dois Piranômetros (ver especificação na tabela III-8) trabalhando em paralelo, ambos os valores registrados simultaneamente; b) Dois Sensores de temperatura (ver especificação na tabela III-8) trabalhando em paralelo, ambos os valores registrados simultaneamente; c) Sistema de aquisição de dados com registro dos valores em forma de série temporal, em médias a intervalos máximos de 1 em 1 minuto para Irradiação Global Horizontal GHI, dos 2 piranômetros, e de 10 em 10 minutos para temperatura ambiente - T_amb, dos 2 sensores de temperatura; com memória de massa para armazenamento dos dados medidos por 2 semanas e com saída Ethernet. d) Acessórios para fixação e instalação da estação meteorológica O sistema irá enviar os dados a cada média para o sistema SCADA de Parintins (SAGE: o Banco de Dados de SAGE é em tempo real). Para comunicação com o SAGE, o protocolo de comunicação deverá ser IEC ou DNP3.0, preferencialmente, ou ModBus, sobre TCP/IP. Caso não haja possibilidade para estas opções de protocolo, a CONTRATANTE analisará a proposta de um outro protocolo, mas só aceitará a solução onde seja possível a comunicação com o SAGE. O sistema de aquisição de dados deve ser apropriado para instalação em ambiente externo, considerando temperatura máxima de operação a partir de 45 o C e umidade relativa do ar acima de 95%. No caso dos sensores e piranômetros já possuírem sistema de aquisição de dados embarcado, este item será dispensável se o sistema embarcado atender as especificações solicitadas. 45

46 Tabela III-8: Especificação técnica do piranômetro e do sensor de temperatura Item Descrição Unidade Exigido 1 Sensor de radiação solar global 1.1 Piranômetro calibrado e ventilado para medição de irradiação horizontal un 2 Especificação do dispositivo de acordo 1.2 Padrão requerido com o Secondary Standard da ISO 9060: Expectativa diária para incerteza na medição de irradiação horizontal % ± 2% ao dia ou menos 1.4 Intervalo mínimo de medição do piranômetro W/m W/m Faixa espectral nm nm 1.6 Calibração individual do sensor com protocolo e indicação do valor de calibração Exigido 1.7 Relação de dependência entre temperatura e sensibilidade % <1% (0 o C a +50 o C) 1.8 Sensor de temperatura integrado Não necessário 1.9 Garantia Mínimo de 5 anos para defeitos de fabricação 2 Sensor de temperatura ambiente 2.1 Termorresistência (PT 100 ou PT 1000) protegido e ventilado para medição de temperatura ambiente. Qtde Intervalo mínimo de medição de temperatura C +10 C C 2.3 Precisão % ± 0,2% 2.4 Índice de proteção IP Proteção contra irradiação solar por uma proteção apropriada e específica Exigido III.7.2. Sistemas de Aquisição de dados em 5 inversores Em 5 sistemas fotovoltaicos deverão ser instalados 5 sistemas de aquisição de dados do inversor, um em cada sistema. Os sistemas de aquisição de dados deverão ser compatíveis com os inversores. Eles deverão adquirir dados, de 15 em 15 minutos, no mínimo, de: status do inversor, energia gerada (CC e AC), tensão de entrada (CC) e saída (CA) dos inversores, frequência da rede, falha e causa de falha etc. Deverão também possibilitar a configuração remota de parâmetros do inversor. Os sistemas de aquisição deverão ter memória de massa para armazenar os dados do monitoramento por, no mínimo, 2 semanas, para o caso de falha da comunicação com o sistema da Distribuidora, e deverão ter saída Ethernet. Os sistemas de aquisição de dados deverão ter conectividade wireless por RF para se comunicar com um equipamento Access Point (AP) Wi-Fi com operação em 2,4 GHz no padrão IEEE b/g/n. (Este equipamento AP será disponibilizado pela Distribuidora Amazonas Energia, e estará instalado na torre da subestação de Parintins, conforme infraestrutura do Smart Grid de Parintins descrita sucintamente no Anexo VI.) 46

47 Como são 5 sistemas de aquisição de dados dos inversores, em lugares distintos, cada inversor demanda uma CPE Wi-Fi conectada ao seu sistema de aquisição de dados pela porta Ethernet. As CPEs Wi-Fi deverão ser instaladas fora da caixa principal, no poste da UC, na máxima altura possível, a fim de viabilizar a comunicação com o AP da torre e dificultar vandalismo. Os requisitos das CPEs são aqueles descritos na Tabela III-7. Os sistemas de aquisição de dados irão enviar o dados para o sistema SCADA de Parintins (SAGE: Banco de dados em tempo real), por isso devem ter protocolo de comunicação IEC ou DNP3.0, preferencialmente, ou ModBus, sobre TCP/IP. Caso não haja possibilidade para estas opções de protocolo, a CONTRATANTE analisará a proposta de um outro protocolo, mas só aceitará a solução onde seja possível a comunicação com o SAGE. Os sistemas de aquisição de dados devem ser apropriado para instalação em ambiente externo, considerando temperatura máxima de operação a partir de 45 o C e umidade relativa do ar acima de 95%. Por opção da CONTRATADA, os Sistemas de Aquisição podem ser integrados nos inversores. III.7.3. Equipamento com microprocessador e dispositivos para interface HM Este equipamento deve ser de altíssima confiabilidade (disponibilidade como um sistema PLC ou SCADA etc.) com memória de massa flash / SSD. Deve possuir fonte de alimentação com energia segura (no-break) que alimente o equipamento (sem interface humana, i.e. tela etc.) por no mínimo 12 horas. O equipamento deve ser equipado com dispositivos para interface humana (tela, teclado e mouse) para possibilitar a visualização e a operação (conexão e desconexão) dos sistemas fotovoltaicos e a visualização dos resultados de análise. A interface HM, na base browser de web, deve permitir: a) Alterar as características técnicas de cada sistema FV a ser monitorado (e.g. potencia do gerador FV, características dos módulos utilizados, tipo e características do inversor); b) Configurar o monitoramento (acesso ao banco de dados e suas operações, geração de relatórios e alarmes, visualização etc); c) Visualizar de forma gráfica os dados históricos de cada sistema e de conjuntos de sistemas (escala temporal variável); d) Visualizar os dados atuais de cada sistema como também de conjuntos de sistemas; e) Visualizar alertas de condições impróprias de operação, que podem estar relacionadas a geração distribuída e possibilitar comando de conexão e desconexão de sistemas fotovoltaicos pelo COD, através do sistema SGM da Distribuidora (comando para relé do medidor); f) Permitir acesso remoto ao monitoramento, i.e. por meio da internet. Deverá ter a funcionalidade de controlar e gerenciar o acesso (restrições de acesso, permissões de leitura e alteração, etc.). A CONTRATADA pode optar por um equipamento único integrando a estação meteorológica e o equipamento com microprocessador. Entretanto as funcionalidades requeridas do sistema de monitoramento não podem ser prejudicadas. O equipamento deverá ficar sob a administração da Distribuidora Amazonas Energia. III III.7.4. Aplicativo (software) para análise de desempenho e Banco de dados Aplicativo Devem ser fornecidos aplicativos ou um aplicativo que opera(m) no equipamento do item anterior. Qualquer aplicativo desenvolvido no âmbito deste projeto deve ser fornecido em código aberto, com 47

48 documentação completa (das interfaces com os sistemas SAGE e MECE; do aplicativo e do banco de dados etc). O(s) aplicativo(s) deve(m) ter as seguintes funcionalidades: 1) Comunicação / interface com: o o sistema SAGE da Distribuidora onde o aplicativo fará consulta ao Banco de Dados Histórico do SAGE das grandezas medidas pela estação meteorológica e dos dados dos inversores. A interface com o banco de dados do SAGE deve ser definida com o CEPEL que é a empresa desenvolvedora do SAGE. Opcionalmente poderá haver comunicação diretamente aos dados, disponibilizados pelo Backhaul, da estação meteorológica e dos inversores ou sistema de aquisição de dados dos inversores. Porém para isso deverá ser desenvolvido um protocolo de comunicação. o o sistema MECE da Distribuidora onde o aplicativo: realizará consulta dos dados dos medidores de geração fotovoltaica e dos medidores dos respectivos transformadores da rede onde estão os sistemas FV e informará comando do COD (centro de operação da distribuição) de Parintins ou Manaus para conexão e desconexão dos sistemas fotovoltaicos, através do SGM. A interface com o banco de dados do MECE deve ser definida com a empresa desenvolvedora deste sistema de gestão da medição (SGM). 2) Análise dos dados da estação meteorológica: o Algoritmo de análise de plausibilidade de dados de irradiação e de temperatura dos sensores da estação meteorológica para obter os dados validados de irradiação (GHI) e temperatura do ar ambiente (t_amb) e gerar mensagens de erro em caso de ocorrência de dados faltantes ou com erro. o Algoritmo para calcular a irradiação em planos inclinados (planos as serem definidos conforme os sistemas FV instalados) utilizando o modelo de Perez (1990)7. 3) Algoritmo de análise de plausibilidade de dados de geração para obter os dados validados de geração para cada unidade. 4) Algoritmo de análise de desempenho dos sistemas fotovoltaicos (conforme detalhado posteriormente); 5) Transmissão e gerenciamento de alarmes na tela do sistema supervisório, com a opção de envio dos alarmes por mensagem de celular, , e no registro de eventos do banco de dados do aplicativo; 6) Rotinas de consulta de dados no banco de dados do SAGE; 7) Rotinas de consulta e informação de dados no banco de dados do MECE; 8) Rotinas de consulta e informação de dados no banco de dado do próprio Aplicativo; 7 Perez R, Ineichen P, Seals R. Modelling daylight availability and irradiance components from direct and global irradiance. Sol Energy 1990; 44:

49 9) Visualização da operação dos sistemas FV (valores atuais e históricos da geração, dos inversores, grandezas elétricas dos medidores e outros registrados pelo sistema de monitoramento), resultados de analise de desempenho dos sistemas, alarmes etc; 10) Servidor web, providenciando acesso web (leitura) a todos os dados do sistema de monitoramento; 11) Sincronismo do relógio com o sistema de medição ( rede inteligente ), estação meteorológico e sistemas de aquisição de dados nos inversores. III Banco de Dados do Aplicativo a) O banco de dados do aplicativo deve ser desenvolvido preferencialmente em Oracle (licença disponibilizada pela Distribuidora). Outra linguagem poderá ser aceita a critério da CONTRATANTE. b) O Banco de dados poderá ser instalado em servidor de BD da Eletrobras Amazonas Energia e deverá ser administrado pela equipe de TI da Distribuidora. c) Deverá armazenar os dados consultados no Banco de Dados Histórico do SAGE: estação meteorológica e inversores (pois o BD do SAGE não tem a função de guardar os dados do sistema de monitoramento, mas sim de servir como ponte); os dados calculados no aplicativo, os dados validados de geração, protocolo de alertas / erros, comandos de conexão e desconexão como também alterações nos sistemas. Os dados brutos do MECE não devem ser duplicados no BD do Aplicativo. d) Capacidade de armazenamento suficiente para registrar dados operacionais por, no mínimo, 5 anos, de até 500 sistemas FV. III As funcionalidades globais do sistema de monitoramento Além dos requisitos especificados por cada parte do equipamento o sistema completo de monitoramento de possuir seguintes funcionalidades: a) Obter os valores hora-a-hora da geração de energia solar de todos os sistemas fotovoltaicos (FV) instalados; b) Obter os valores hora-a-hora de outras grandezas obtidas pelo medidor, como tensão, status de conexão etc por medidor de todos os sistemas FV; c) Obter a informação sobre faltas na rede (por UC/medidor); d) Obter os valores de 15 em 15 minutos da medição de demanda dos transformadores onde estão instalados os sistemas FV, verificar inversão do fluxo de potência nos mesmos e emitir alarme quando isto ocorrer; e) Obter e armazenar os valores disponibilizados pelos dispositivos de monitoramento dos inversores, sendo hora-a-hora: geração de energia solar e outras grandezas elétricas, e sendo a qualquer momento as mudanças do status do inversor, registrando status, horário e duração da ocorrência; f) Obter e armazenar os valores medidos (GHI de 1 em 1 minuto, dos dois piranômetros, e T_amb de 10 em 10 minutos, dos dois sensores) da estação meteorológica; g) Emitir alarme quando houver sobre e subtensões nas barras do ramal onde estão instalados os sistemas FV e possibilitar o envio de comando para desconexão e conexão de sistema FV (através do SGM) h) Comparar a geração de energia real com a geração de energia esperada de cada sistema fotovoltaico. No caso de haver uma diferença superior a um valor limite na base diária (a ser definido para cada sistema; valor de cerca de 10%), deve-se emitir um alarme (e.g. solicitação de assistência técnica para verificar a causa). Deve-se considerar na análise, possíveis saídas do inversor devido a variações de frequência e tensão além da faixa de operação do mesmo. 49

50 O valor esperado da geração deverá ser calculado através das seguintes grandezas: a) Irradiação global no plano inclinado de cada sistema FV utilizando o método de cálculo de Perez (1990); b) Potência real do arranjo avaliada durante o comissionamento; c) Gradiente de temperatura da potência dos módulos utilizados (fornecido pelo fabricante); d) Curva de eficiência do inversor (fornecido pelo fabricante); e) Relação empírica entre radiação, temperatura ambiente e temperatura do módulo (retirada da literatura, por exemplo, Fuentes, e King et alli, ) 1) Gerar relatórios mensais e anuais contendo as seguintes informações: a) Performance Ratio (PR) mensal / anual de cada sistema: valor atual e variação relativa ao ano anterior b) Apresentação em formato de tabela e c) Gráfico de pontos (x: PR atual, y: PR ano inicial) d) Performance Ratio (PR) mensal / anual de cada sistema normalizado valor atual/valor anterior e) Apresentação em formato de tabela e f) Gráfico de pontos (x: PR do ano/mês atual, y: PR ano/mês do ano anterior para ver eventual degradação superior ao esperado) g) Disponibilidade dos sistemas h) Apresentação em formato de tabela e i) Gráfico de pontos (x: disponibilidade atual, y: disponibilidade no ano anterior) j) Causa de não disponibilidade (sistema FV ou rede) k) Energia gerada na base mensal e anual: tabela e gráfico de barras do ano anterior l) Irradiação horizontal global na base mensal e anual: tabela e gráfico de barras do ano anterior m) Gráfico de pontos com as grandezas medidas pelos medidores de geração FV (energia gerada, tensão da rede, etc) e pelos medidores de energia dos transformadores (energia demandada ou exportada, tensão da rede etc). n) Gráfico de pontos com as grandezas medidas pelo sistema de aquisição de dados do inversor (energia gerada, tensão de entrada, tensão de saída, frequência, fator de potência etc), gráfico de status do inversor no tempo, tabela de saída do inversor em função de parâmetros como sub e sobretensão, sub e sobrefrequência, etc. III.8. Comissionamento O termo comissionamento significa as atividades de testes funcionais realizadas após a conclusão dos trabalhos de instalação. A CONTRATADA deve conduzir testes preliminares e funcionais com o objetivo de averiguar o funcionamento dos sistemas geradores e do sistema de monitoramento e as conformidades com as especificações. Esses testes devem demonstrar: a) A finalização das obras mecânicas e elétricas; b) Montagens e instalações realizadas corretamente; c) Segurança e confiabilidade da obra sob condições operacionais; 8 Fuentes MK. A simplified thermal model for flat-plate photovoltaic arrays. SANDIA report no. SAND ; King DL, Kratochvil JA, Boyson WE. Field experience with a new performance characterization procedure for photovoltaic arrays. Proceedings of the Second World Conference on PV Solar Energy Conversion, Vienna. 1998, p

51 d) Funcionamento adequado do sistema e dos componentes sob condições operacionais; e) A potência CC instalada dos módulos FV pela curva corrente sobre tensão dos strings e do arranjo e a comparação com o esperado (flash reports); f) A potência AC do sistema e a comparação com o esperado (potência CC e eficiência do inversor); g) Funcionamento adequado do sistema de monitoramento e seu aplicativo. A CONTRATADA deve preparar e submeter metodologia e procedimentos, que serão adotados para todos os componentes, à aprovação da CONTRATANTE, pelo menos 30 (trinta) dias antes da realização dos testes e comissionamento. Esses procedimentos devem elencar detalhadamente os testes que serão realizados durante o comissionamento, bem como seus critérios de avaliação. Os testes de comissionamento devem ser realizados de acordo com os requisitos gerais definidos na IEC e, também, de acordo com as melhores práticas de comissionamento de sistemas fotovoltaicos. Os testes de comissionamentos serão considerados bem sucedidos se o sistema fotovoltaico e o sistema de monitoramento cumprir os seguintes requisitos: a) Apresentação de toda a documentação solicitada; b) Os sistemas têm êxito nos testes. III.9. Treinamento dos funcionários da CONTRATANTE Apesar da execução dos serviços de O&M (Operação e Manutenção) ser de responsabilidade da CONTRATANTE, a CONTRATADA deve preparar a CONTRATANTE e fornecer as ferramentas e equipamentos necessários, bem como toda documentação pertinente. O treinamento da equipe designada pela CONTRATANTE deve preparar a equipe e torná-la apta a operar e manter os sistemas fotovoltaicos e de monitoramento. III.9.1. Capacitação teórica e prática a) Elaboração de apostila (Manual de Instruções), em português, em meio digital e cópias impressas para orientação dos técnicos da CONTRATANTE e da Eletrobras Amazonas Energia. b) Treinamento para os técnicos da CONTRATANTE e da Eletrobras Amazonas Energia sobre instalação, operação e manutenção dos sistemas, utilizando o Manual de Instruções. O treinamento terá a duração mínima de 12 (doze) dias, distribuídos em 3 períodos de quatro dias úteis ao longo de dois anos. c) Treinamento para os técnicos da área de infraestrutura e de TI da Eletrobras Amazonas Energia sobre instalação, operação e manutenção do sistema de monitoramento, utilizando o Manual de Instruções. O treinamento terá a duração mínima de 3 dias. d) Em sua Proposta Técnica, a proponente deverá apresentar ementa do treinamento, contendo objetivo, programação e cronograma dos treinamentos, para posterior detalhamento e definição de prioridades por parte da CONTRATANTE à CONTRATADA. III.9.2. Elaboração de documentação Elaboração de documentação técnica, em português, referente ao funcionamento do sistema, descrição dos principais componentes e manuais de operação e manutenção, contemplando a documentação solicitada na Cláusula 4 da norma IEC 62446:2009, bem como: a) Manuais técnicos dos equipamentos principais (módulo fotovoltaico, inversor, datalogger, sensores, etc). b) Catálogos de peças dos equipamentos principais. 51

52 c) Plano de manutenção dos equipamentos principais. d) Manuais de operação e manutenção do sistema fotovoltaico. e) Plantas e diagramas elétricos detalhados do sistema fotovoltaico as built, entregues em arquivos digitais e plotados em formato compatível com a planta. f) Manuais técnicos dos equipamentos do sistema de monitoramento e manuais técnico e de usuário e documentações do aplicativo desenvolvido e do banco de dados. III.9.3. Manutenção e operação assistidas A CONTRATADA durante todo o período de contrato (i.e. também durante a fase de garantia) deverá dar assistência à operação e manutenções dos sistemas fotovoltaicos (FV) e do sistema de monitoramento. O treinamento dos técnicos da CONTRATANTE e/ou distribuidora não exime a CONTRATADA desta responsabilidade. A CONTRATADA dever dar suporte a manutenções (preventivas ou corretivas), a princípio remotamente, porém se a distribuidora local não conseguir resolver o problema, eventualmente a CONTRATADA deve dispor de técnico capacitado para ir ao local para apoio à manutenção. Deve-se prever duas viagem para manutenção preventiva nos sistemas FV e no sistema de monitoramento durante os 12 meses da garantia de desempenho. A data dessa manutenção será definida com a CONTRATANTE. III.9.4. Definição do cronograma de pagamentos Os marcos e parcelas referentes aos pagamento do contrato são apresentados na Tabela III-9. Tabela III-9: Cronograma de pagamentos Evento Percentual do Pagamento 1 Aceitação da versão final do projeto executivo, da análise estrutural e seleção das 2,7% casas em que serão instalados os sistemas FV 2 Aquisição de todos os equipamentos e transporte para Parintins e adequações 77,6% estruturais 3 Instalação, comissionamento e testes de aceitação da Estação Meteorológica 10 e 2,9% de 50% dos Sistemas Fotovoltaicos e ligação dos mesmos à rede elétrica da distribuidora 4 Instalação, comissionamento e testes de aceitação do restante dos Sistemas 2,5% Fotovoltaicos e ligação dos mesmos à rede elétrica da distribuidora, treinamento, Emissão do Certificado de Aceitação Provisória (CAP) dos Sistemas Fotovoltaicos e da Estação Meteorológica 5 Instalação, comissionamento e testes de aceitação, treinamento, Emissão do 3,7% Certificado de Aceitação Provisória (CAP) do Sistema de Monitoramento 6 Fase de garantia e monitoramento, treinamentos, Emissão do Certificado de 10,6% Aceitação Final (CAF) TOTAL 100% 10 A Estação Meteorológica proporcionará dados de referência para a análise do desempenho dos sistemas fotovoltaicos durante o período de teste para aceite dos sistemas FV. 52

53 III Descrição dos eventos para liberação de pagamentos 1) Aceitação da versão final do projeto executivo, da análise estrutural e seleção das casas em que serão instalados os sistemas FV Este evento refere-se à execução da análise estrutural, da elaboração e apresentação dos Projetos Executivos (projetos tipo: elétrico e mecânico e projeto estrutural para cada casa), ARTs referentes e aceitação dos mesmos pela CONTRATANTE. A liberação da medição do evento dar-se-á após a aprovação integral pelo CONTRATANTE desses Projetos e a emissão do relatório de conclusão de eventos e sua aprovação pela CONTRATANTE. 2) Aquisição de todos os equipamentos e transporte para Parintins e adequações estruturais Este evento refere-se à execução dos serviços de reforços estruturais (caso necessário), aquisição de todos os equipamentos necessários para a instalação dos sistemas fotovoltaicos, estação meteorológica e sistema de monitoramento. Inclui ainda transporte e entrega dos materiais e equipamentos em Parintins, armazenagem dos mesmos em local apropriado e consequente verificação por inspetor do CONTRATANTE para aceitação dos mesmos se estiverem de acordo com especificação técnica e com o projeto executivo aprovado pelo CONTRATANTE. Este evento só pode ser aprovado após a avaliação da conformidade e a capacidade dos módulos pelos resultados de ensaios rotineiros de medição de potência efetuados em fabrica (factory flash test results) e a entrega dos catálogos, manuais, certificados e garantias dos equipamentos exigidos no Projeto Técnico. 3) Instalação, comissionamento e testes de aceitação da Estação Meteorológica e de 50% dos Sistemas Fotovoltaicos e ligação dos mesmos à rede elétrica da distribuidora Este evento refere-se à execução dos serviços de testes de campo de 50% dos sistemas fotovoltaicos, do sistema de conexão elétrica até à rede, a verificação da conformidade das instalações com o projeto executivo, com os manuais de instalação e das regras técnicas estabelecidas pela indústria fotovoltaica a nível internacional, da aferição da energia produzida e a verificação do desempenho de todo o sistema de geração elétrica e comissionamento da estação meteorológica. Em todos os casos, o período de testes não deverá ser inferior a trinta dias. 4) Instalação, comissionamento e testes de aceitação do restante dos Sistemas Fotovoltaicos e ligação dos mesmos à rede elétrica da distribuidora, treinamento, Emissão do Certificado de Aceitação Provisória (CAP) dos Sistemas Fotovoltaicos e da Estação Meteorológica Este evento refere-se à execução dos serviços de testes de campo do restante dos sistemas fotovoltaicos, do sistema de conexão elétrica até à rede, a verificação da conformidade das instalações com o projeto executivo, com os manuais de instalação e das regras técnicas estabelecidas pela indústria fotovoltaica a nível internacional, da aferição da energia produzida e a verificação do desempenho de todo o sistema de geração elétrica. Em todos os casos, o período de testes não deverá ser inferior a trinta dias. Também estão incluídos nesse evento preparação e entrega da documentação do empreendimento (as-built e manuais de O&M de equipamentos e dos sistemas em língua portuguesa), relatórios de comissionamento, a realização da 1ª fase de treinamentos e capacitação em O&M do sistema fotovoltaico de técnicos a serem designados pela CONTRATANTE. Ao final desse curso de treinamento e caso os resultados dos testes de campo estejam de acordo com as Especificações Técnicas e aceitos pelo CONTRATANTE, será emitido o Certificado de Aceitação Provisória (CAP) pela CONTRATADA com aceite da CONTRATANTE, sinalizando a aceitação desse evento e iniciando a fase de garantia. 53

54 5) Comissionamento e testes de aceitação, treinamento, Emissão do Certificado de Aceitação Provisória (CAP) do Sistema de Monitoramento Este evento refere-se à instalação do sistemas de aquisição dos inversores (dataloggers), CPEs e demais equipamentos do hardware de comunicação; execução dos serviços de instalação e testes do software de monitoramento, testes de recepção dos dados dos medidores de energia de todas as casas, testes de recepção dos dados dos sistemas de aquisição dos inversores e da estação meteorológica e demais testes necessários do sistema de monitoramento. Em todos os casos, o período de testes não deverá ser inferior a trinta dias. Também estão incluídos nesse evento preparação e entrega da documentação do sistema de monitoramento (manuais técnicos do software e dos equipamentos do sistema, em língua portuguesa), relatórios de comissionamento, a realização da 2ª fase de treinamentos e capacitação em O&M do sistema de monitoramento e avaliação, de técnicos a serem designados pela CONTRATANTE. 6) Fase de garantia e monitoramento, treinamentos, Emissão do Certificado de Aceitação Final (CAF) Este evento refere-se às garantias contratuais dadas pela CONTRATADA, composta pela garantia ao CONTRATANTE, por um período de 12 (doze) meses após a emissão do CAP, contra qualquer defeito de fabricação de equipamentos e materiais ou de montagem de qualquer parte do sistema fotovoltaico. Após a emissão do CAP, a CONTRATADA deverá se responsabilizar pelo mesmo período de 24 meses pelo monitoramento remoto dos sistemas fotovoltaicos para verificar o cumprimento com as garantias contratuais e pelo suporte a operação e manutenção dos sistemas. Também está incluída nesse evento a realização das demais fases de treinamentos e capacitação em O&M do sistema fotovoltaico e do sistema de monitoramento de técnicos a serem designados pela CONTRATANTE. Ao final do período de 12 meses será emitido o CAF (Certificado de Aceitação Final), assinado pela CONTRATANTE, e a CONTRATADA é liberada das suas obrigações, o contrato quitado e eventuais garantias financeiras retornadas. III.10. Garantias técnicas e penalidades contratuais O PROPONENTE deverá fornecer uma proposta que responda ao edital e seus requisitos de garantias contratuais especificados os quais podem ser classificadas da seguinte forma: a) Garantia de tempo para a conclusão b) Garantias de fabrica c) Garantia do sistema d) Garantia de desempenho da planta fotovoltaica Estas garantias contratuais e penalidades relacionadas são válidas durante toda a vigência do contrato até a emissão do CAF. As garantias são definidas a seguir. III Garantia de tempo para a conclusão Os prazos previstos para conclusão das obras e inicio da operação comercial da planta devem ser garantidos pela CONTRATADA. No caso dos prazos, para cada marco do projeto indicados na Tabela III-9, não serem cumpridos, a CONTRATADA poderá aplicar Multa Por Atraso (MPA), conforme descrito a seguir. III Multa Por Atraso Se a CONTRATADA não entregar a planta à CONTRATANTE dentro do prazo previsto e garantido no contrato, aplica-se a Multa Por Atraso (MPA) equivalente a um determinado montante ou percentual do valor do contrato para cada dia de atraso. 54

55 A Multa por Atraso é calculada por: Números de dias de atraso xmpa/dia. Onde o valor diário da Multa por Atraso por dia (MPA/dia) corresponde a 0,125% do valor do contrato e o número de dias de atraso é a diferença de dias entre a data contratada de emissão do CAP e a data da efetiva emissão do CAP a posteriori. Se o atraso for superior aos critérios especificados para rejeição da obra, poderá ser aplicado o valor limite da MPA que será de 10% do valor de contrato. A CONTRATADA terá o direito de completar as partes da planta mais avançada e a CONTRATANTE terá o direito de rejeição das demais partes e o direito de rescindir o contrato. O valor relativo da MPA (relação ao preço do contrato) por dia de atraso deve ser observada. A valor limite proposto para o MPA de 10% não deve ser alcançado sem antes a CONTRATANTE ter o direito de rejeitar as obras e/ou rescindir o contrato. A MPA deve ser paga pelo CONTRATADA no prazo de 10 dias a partir do CAP. Por opção da CONTRATANTE a MPA pode ser compensado contra os pagamentos associados às etapas de pagamentos pendentes. III Garantias de fábrica A CONTRATADA, na ocasião da assinatura do Termo de Recebimento da Obra (CAP) deverá apresentar certificados de garantia (garantia de fábrica) para os equipamentos dos sistemas fotovoltaicos e do sistema de monitoramento, considerando os prazos mínimos especificados a partir do comissionamento do sistema. Quando não houver especificação de prazo, considera-se como padrão 2 anos de garantia. Independentemente do prazo de garantia estar ou não vencido, o fabricante deve promover, sem ônus para a CONTRATANTE, a substituição e correção dos equipamentos devido a falhas de projeto verificadas posteriormente ao recebimento, mesmo que tais problemas tenham se manifestado em ambiente de operação da CONTRATANTE. Durante a fase de garantia da planta, a CONTRATADA deve responder por todos os problemas com equipamentos e intermediar com os fabricantes. Após o término dessa fase (emissão do CAF), a CONTRATANTE tem que acionar os fornecedores para reclamar garantias de fábrica que se estendem além do período de garantia da CONTRATADA. A CONTRATADA, responderá durante cinco anos, a partir da data de assinatura do Termo de Recebimento da Obra, por sua solidez e segurança, conforme Art do Código Civil Brasileiro. III Garantia do sistema A CONTRATADA garante que a planta FV ou qualquer partedela, inclusive o sistema de monitoramento,está isento de quaisquer defeitos no desenho, na engenharia, em equipamentos, materiais e mão de obra, bem comoinconsistências entre os requisitos da CONTRATANTE, especificações técnicas, e técnicas de design, para o período integral de garantia. É também a responsabilidade da CONTRATADA de eliminar ou corrigir qualquer defeito que, embora evidente, não foi detectado antesda emissão do CAP da Planta Solar Fotovoltaica (PSF). 55

56 O período de garantia será de 12 meses após a entrada em operação comercial dos sistemas FV (emissão do CAP). Se durante o período de garantia houver qualquer defeito no projeto, engenharia de materiais ou de fabricação da planta e materiais fornecidos, do trabalho executado pela CONTRATADA, do desempenho do sistema fotovoltaico ou funcionamento e funcionalidades dos seus componentes, inclusive do sistema de monitoramento, a CONTRATADA deverá proceder reparo, substituição ou outra solução sem demora e arcar com os respectivos custos, bem como sanar qualquer dano à planta FV causado por tal defeito. Durante o período de garantia, a CONTRATANTE pode realizar reivindicações por escrito (por um aviso de defeito) a qualquer momento, sem qualquer termo obrigatório a partir de descoberta, salvo a obrigação de agir de boa fé e de cooperar com a CONTRATADA quando necessário. Dentro de cinco dias corridos após a notificação de defeitos, a CONTRATADA notificará a CONTRATANTE o período de tempo necessário para solucionar o(s) defeito(s), que não poderá exceder, em qualquer caso, o tempo necessário para realizar tal conserto ou reparo respeitando os princípios de máxima (e não ordinária) diligência. Se a CONTRATADA não notificar o plano de trabalho ou não concluir todos os trabalhos necessários dentro do período informado, a CONTRATANTE terá o direito de realizar tais obras diretamente ou através de terceiros ao custo da CONTRATADA e terá o direito usar a Garantia dedesempenho até o montante dos custos incorridos documentados para eliminar tais defeitos. Na sequência do devido reparo, em conformidade com a presente cláusula, a parte da planta FV em questão será coberto pela garantia pelo período mais longo dos termos seguintes: a) O período de garantia; b) Por um período adicional de dois (2) anos após a data da substituição, se a parte ou componente relevante foi substituído; c) Por um período adicional de um ano (1) após a data de reparação, se aparte ou componente relevante foi reparado; d) A garantia estendida concedida pelo fabricante ou fornecedor de qualquer componente substituído ou consertado. III.11. Garantia de Desempenho da Planta Fotovoltaica As garantias funcionais sobre o desempenho da planta devem incluir: a) Capacidade de geração fotovoltaica instalada no momento do comissionamento; b) Performance Ratio do sistema (ou garantia de produção de energia) durante o período de garantia pela planta, i.e. para o primeiro e segundo anos; c) Disponibilidade da planta durante o período de garantia pela planta; d) Funcionamento pleno do sistema de monitoramento e da análise de desempenho. Durante a fase de garantia do sistema a CONTRATADA garante a) Uma disponibilidade de técnica dos sistemas de, no mínimo, 98%, supondo que os sistemas estão sendo operados e mantidos conforme o manual de O&M e que não há faltas na rede. b) Que a potência da totalidade dos módulos verificada por medição da curva I-U no local e pela análise da geração não deve ser inferior à potência especificada na proposta. c) Um índice de desempenho (performance ratio PR) mínimo de 69% no primeiro ano, considerando a definição de PR conforme a IEC O PR é uma grandeza para a avaliação do desempenho global do sistema, independente do nível de irradiação de um ano especifico. d) O PR considera a disposição dos módulos, a temperatura da célula, perdas de irradiação por sombreamento e perdas no sistema nos cabeamentos, no inversor (eficiência de conversão e de adaptação ao MPP) e transformador (se houver). 56

57 Onde: E_AC = energia injetada na rede durante o tempo de avaliação (mês ou ano). P_nom potência de pico instalada nominal de módulos. Yf = Yield Factor = rendimento final do sistema fotovoltaico é a energia líquida de saída do sistema dividida pela potência CC nominal do painel instalado. Representa o número de horas que o sistema necessitaria operar em sua potência nominal para proporcionar a mesma energia que foi entregue à rede. As unidades são horas ou kwh / kw. Irr tilt = irradiação no plano do módulo durante o tempo de avaliação (mês ou ano). Conforme especificado no sistema de monitoramento será medido a GHI (Global Horizontal Irradiance) por um piranômetro instalado na horizontal e convertido a irradiação pelo modelo Perez para o plano do módulo. Irr STC = irradiância no STC (1kW / m²). Yr = é o total de irradiância Irr tilt no plano horizontal dividido pela irradiância fotovoltaica de referência Irr STC, obtida sob condições ideais. Dado que Irr STC é igual a 1 kw/m 2, o rendimento de referência é o número de horas de pico de sol a fim de alcançar a irradiação anual no plano módulo). O Yr define o recurso a radiação solar para o sistema de FV. É uma função da localização, orientação do arranjo FV, e de mês a mês e ano a ano. A degradação do sistema não deve ser superior a 0,5% por ano, ou seja, os valores mínimos de PR por ano após entrada em operação deve ser conforme apresentado na Tabela III-10. Tabela III-10: Valores de garantia para o PR ano por ano ano PR 69,0% 68,7% 68,3% 68,0% 67,6% 67,3% 67,0% 66,6% 66,3% ano PR 66,0% 65,6% 65,3% 65,0% 64,6% 64,3% 64,0% 63,7% 63,4% ano PR 63,0% 62,7% 62,4% 62,1% 61,8% 61,5% 61,2% 57

58 A verificação do cumprimento das garantias de desempenho será por meio do sistema de monitoramento remoto que avalia o PR real. No caso do não cumprimento da garantia de desempenho a CONTRATANTE deve aumentar a potência instalada em um sistema ou em vários sistemas ou aumentando o número de sistemas, até a garantia de desempenho seja cumprida. III.12. Critérios de rejeição da obra e rescisão do contrato Os critérios para rejeição dos serviços e para rescisão do contrato são os seguintes, a critério da CONTRATANTE: a) Atraso na conclusão do projeto executivo superior a 4 semanas relativo o marco definido em contrato; b) Atraso na conclusão da instalação eletromecânica (montagem da estrutura, dos módulos, cabeamento, inversores e proteções) superior a 8 semanas relativo o marco definido em contrato; c) Atraso na conclusão dos teste operacionais e ligação na rede: sistemas 100% completo e em operação superior a 10 semanas relativo o marco definido em contrato; d) Atraso no comissionamento e testes de aceitação, Emissão do Certificado de Aceitação Provisória (CAP) e entrada em operação comercial (COD) superior a 12 semanas relativo o marco definido em contrato; e) Falha de vulto durante a execução de obras; f) Capacidade instalada total de módulos fotovoltaicos inferior ao valor da proposta considerando os relatórios de flash test do fabricante e não corrigida no prazo máximo de 6 semanas; g) Não realização de qualquer dos treinamentos ou de suporte a operação e manutenção no prazo de até 4 semanas a partir da data requerida por solicitação formal da CONTRATANTE. h) Não realização de reparos ou conserto de equipamentos ou partes da planta fotovoltaica no período acordado entre as partes. 58

59 P r o j e t o b á s i c o p a r a e l a b o r a ç ã o d a p r o p o s t a d e c o t a ç ã o Anexo IV -Planilha de apresentação dos preços As propostas de preços devem ser apresentadas conforme o modelo da planilha IV-1 e não devem superar no total o valor de R$ ,00 (valor baseados nos preços da Planilha IV-1). Planilha IV-1 Preços de referência para equipamentos e serviços em Parintins Item - Equipamentos e Materiais (Preços Propostos em Parintins) Descrição Sobressalente Valor de Referência 1.1 Conjuntos de módulos fotovoltaicos do tipo silício cristalino, totalizando 120kWp, no mínimo, incluindo os demais acessórios e 3kWp kits de ferramentas necessárias para substituição dos módulos. R$ Inversores Fotovoltaicos 2 R$ Estrutura de montagem do arranjo fotovoltaico com todos os 1 acessórios para a montagem no telhado e fixação de módulos R$ Kit de condutores e conectores utilizados para a condução em Corrente Contínua(CC) que interligarão os arranjos fotovoltaicos e inversor. Caixa de junção, caso necessário. Kit de condutores para Corrente Alternada(CA) em baixa tensão utilizados no lado CA do inversor Kit de dispositivos de proteção e chaveamento e chaveamento para Corrente Contínua (CC) (chaves seccionadoras,fusíveis,etc)com os demais acessórios R$ R$ R$ Kit de dispositivos de proteção e chaveamento para Corrente Alternada (CA) de baixa tensão (chaves seccionadoras, 4 disjuntores,etc) com os demais acessórios e ferramentas R$ Caixa Principal 1 R$ Dispositivo de proteção Contra Surto - DPS CC (Tipo 1 só para casas 1 com SPDA. Considera-se 4 casas em 40) R$ Dispositivo de proteção Contra Surto - DPS CC (Tipo 2) 4 R$ Dispositivo de proteção Contra Surto- DPS CA (Tipo 1) 4 R$ Casas sem SPDA Dispositivo de Proteção Contra Surto DPS CA 4 (Tipo 2) R$ Kit de equipamentos necessários para conduzir/suportar os condutores (bandejas, caneletas, eletrodutos) do sistema 4 fotovoltaico e para interligação do mesmo com a rede elétrica. R$ Kit de ferramentas necessárias para a instalação e manutenção do sistema FV(alicate de climpar conectores de string e terminais, 1 luvas isolantes classe II, etc) R$ SOMA DAS COLUNAS R$ Serviços 59

60 Item P r o j e t o T é c n i c o F o t o v o l t a i c o S m a r t G r i d P a r i n t i n s Descrição Valor de Referência Análise estrutural de residências,laudo estrutural,orçamento para reforço 1.15 estrutural (se houver necessidade),análise de sombreamento para o arranjo FV previsto R$ Projeto Executivo do Sistema FV (4 configurações) R$ Instalação completa do Sistema FV, e seu comissionamento, incluindo conexão do mesmo à rede elétrica. R$ Instalação completa da estação meteorológica R$ Instalação do sistema de monitoramento remoto (Hardware). R$ Desenvolvimento do Software de Monitoramento Remoto, sua instalação, parametrização e comissionamento R$ Treinamento do pessoal de campo de O&M R$ Treinamento do pessoal do centro de operação e TI R$ Suporte técnico por dois anos durante a fase de garantia (questões de O&M, monitoramento, etc) R$ Transporte global a Parintins R$ SOMA DAS COLUNAS R$ Equipamentos utilizados para estação meteorológica Item Descrição Valor de Referência 1.25 Piranômetro (2 unidades) R$ Sensor de Temperautura Ambiente (2 unidades) R$ Sistema de aquisição de dados da estação meteorológica R$ Sistema de aquisição do inversor (5 unidades) R$ CPE Wi-Fi 2,4GHz IEEE (6 unidades) R$ Demais acessórios R$ SOMA DAS COLUNAS R$ TOTAL R$

61 P r o j e t o b á s i c o p a r a e l a b o r a ç ã o d a p r o p o s t a d e c o t a ç ã o Anexo V - Especificação técnica para cabos concêntricos ET-PAR-004/2011 ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA Cabos Concêntricos ET-PAR-004/

62 ÍNDICE 1. OBJETIVO REFERÊNCIAS Legislação e Regulamentos Federais sobre o Meio Ambiente Normas Técnicas CONDIÇÕES GERAIS Condições de serviço Dados técnicos Formação do cabo Condutores Isolação Identificação do cabo Acondicionamento Garantia CONDIÇÕES ESPECÍFICAS Condutor Fase - Central Condutor Neutro Concêntrico Fita Separadora Isolamento em XLPE Cobertura Externa em XLPE INSPEÇÃO Geral Ensaios de rotina PLANOS DE AMOSTRAGEM Ensaios de rotina Ensaios especiais Ensaios de tipo

63 1. OBJETIVO P r o j e t o T é c n i c o F o t o v o l t a i c o S m a r t G r i d P a r i n t i n s Esta Especificação estabelece os critérios e as exigências técnicas mínimas aplicáveis à fabricação e ao recebimento de cabos concêntricos monofásicos, de cobre ou alumínio, para ramais de ligação de unidades consumidoras de baixa tensão. 2. REFERÊNCIAS 2.1. Legislação e Regulamentos Federais sobre o Meio Ambiente Constituição da República Federativa do Brasil - Título VIII: Da Ordem Social - Capítulo VI: Do Meio Ambiente; Lei nº 7.347, de Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico e dá outras providências; Lei nº 9.605, de Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências; Decreto nº 6.514, de Dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente, estabelece o processo administrativo federal para apuração destas infrações, e dá outras providências; Resolução do CONAMA nº 1, de Dispõe sobre os critérios básicos e diretrizes gerais para o Relatório de Impacto Ambiental - RIMA; Resolução do CONAMA nº 237, de Regulamenta os aspectos de licenciamento ambiental estabelecidos na Política Nacional do Meio Ambiente CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente 2.2. Normas Técnicas ABNT NBR Fios de cobre nus de seção circular para fins elétricos Especificação ABNTNBR Fios de alumínio nus de seção circular para fins elétricos - Especificação ABNTNBR Fios de alumínio-liga, nus, de seção circular, para fins elétricos - Especificação ABNTNBR Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos Procedimento ABNT NBR Guia para utilização da norma NBR ABNTNBR Eletricidade geral - Terminologia ABNTNBR Condutores elétricos Terminologia ABNTNBR Cabos de potência com isolação sólida extrudada para tensões de 1 kv a 35 kv - Construção - Padronização 63

64 ABNTNBR Fios e cabos elétricos - Tração à ruptura em componentes metálicos - Método de ensaio ABNTNBR Fios e cabos elétricos - Ensaio de resistência de isolamento - Método de ensaio ABNTNBR Fios e cabos elétricos - Ensaio de resistência elétrica - Método de ensaio ABNTNBR Fios e cabos elétricos - Ensaio de determinação da resistividade em componentes metálicos - Método de ensaio ABNTNBR Fios e cabos elétricos de potência ou controle - Ensaio de tensão elétrica - Método de ensaio ABNTNBR Condutor elétrico de alumínio - Ruptura e característica dimensional - Método de ensaio ABNTNBR Cabos de potência com isolação sólida extrudada de polietileno reticulado (XLPE) para tensões de isolamento de 1 kv a 35 kv ABNTNBR Carretéis de madeira para o acondicionamento de fios e cabos elétricos - Dimensões e estruturas Padronização ABNT NBR Cabos concêntricos para ramais de consumidores com isolação interna de XLPE e isolação externa de PE ou XLPE, para tensões até 0,6/1 kv Requisitos de desempenho ABNT NBR NM IEC Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e de cobertura de cabos elétricos ABNT NBR NM Condutores de cabos isolados ICEA S / NEMA WC7 Cross-Linked-Thermosetting-Polyethylene Insulated Wire and Cable IEC Guide to the selection of high-voltage cables IEC Conductors of insulated cables IEC Power cables with extruded insulation and their accessories for rated voltages from 1 kv (Um = 1.2 kv) up to 30 kv (Um = 36 kv) - Part 1: Cables for rated voltages of 1 kv (Um = 1.2 kv) and 3 kv (Um = 3.6 kv) IEC Power cables with extruded insulation and their accessories for rated voltages from 1 kv (Um = 1.2 kv) up to 30 kv (Um = 36 kv) - Part 2: Cables for rated voltages from 6 kv (Um = 7.2 kv) up to 30 kv (Um = 36 kv) IEC Power cables with extruded insulation and their accessories for rated voltages from 1 kv (Um = 1.2 kv) up to 30 kv (Um = 36 kv) - Part 4: Test requirements on accessories for cables with rated voltages from 6 kv (Um = 7.2 kv) up to 30 kv (Um = 36 kv) IEC Round wire concentric lay overhead electrical stranded conductors Notas 64

65 Devem ser consideradas aplicáveis as últimas revisões das normas técnicas listadas anteriormente, na data da abertura da Licitação Todas as normas técnicas citadas como referências devem estar à disposição do inspetor ou diligenciador da CONTRATANTE no local da inspeção É permitida a utilização de normas de outras organizações desde que elas assegurem qualidade igual ou superior à assegurada pelas normas mencionadas e que não contrariem esta Especificação. Se forem adotadas, elas devem ser citadas nos documentos da proposta e, caso a CONTRATANTE julgue necessário, o proponente deve fornecer uma cópia. 3. CONDIÇÕES GERAIS 3.1. Condições de serviço Os cabos devem ser projetados para suportar as seguintes condições normais de serviço: Sistema trifásico a quatro fios, com neutro multiaterrado e solidamente aterrado, 60 Hz, com tensões fase-fase de 220 e de 380 V (categoria 1, conforme a ABNT-NBR 6251 ou IEC 60183); Temperatura ambiente variando de 0ºC a 40ºC; Umidade relativa do ar de, no mínimo, 60%; Locais densamente arborizados, onde os cabos poderão permanecer em contato com os galhos das árvores por longos períodos Dados técnicos O fornecedor deve atender às exigências comerciais da CONTRATANTE e enviar, junto com a proposta, os dados técnicos relacionados no Anexo Formação do cabo O cabo monofásico, conforme Figura 1, compreende: Condutor fase; Isolamento em XLPE entre o condutor fase e o condutor neutro; Condutor neutro concêntrico; Fita separadora; Cobertura externa em XLPE; 65

66 Figura 1 Cabo Concêntrico monofásico 3.4. Condutores Devempossuir diâmetro uniforme e acabamento superficial isento de fissuras, escamas, rebarbas, asperezas, estrias, inclusões e outros defeitos que possam comprometer o desempenho do produto Os condutores devem ser aditivados para proteção contra UV (raios ultra violeta) Deverão suportar salinidade e umidade, apresentando alta resistência mecânica e estabilidade dimensional nas condições de instalação Isolação A camada isolante dos condutores fase deve ser constituída por um composto termofixo extrudado de polietileno reticulado (XLPE) na cor preta, com espessura conforme a Tabela 1, e tensão de isolamento de 0,6/1 kv; A isolação deve ser homogênea e contínua, ficar justaposta e concêntrica em relação ao condutor, ser de fácil remoção e não aderente ao mesmo Deve ser resistente a raios ultra violeta (UV) Identificação do cabo A cobertura externa deve ser marcada, de forma legível e indelével em intervalos regulares não superiores a 1 metro, com as seguintes informações mínimas: Nome e/ou marca comercial do fabricante; Tensão de isolamento (0,6/1kV); Identificação do tipo de cabo com os dizeres: CABO CONCÊNTRICO MONOFÁSICO ; Seção do condutor, em mm 2, designada do seguinte modo: 66

67 1 x S + S1 onde: P r o j e t o T é c n i c o F o t o v o l t a i c o S m a r t G r i d P a r i n t i n s S : seção transversal de cada condutor fase; S1 : seção transversal do condutor neutro Identificação do material do condutor e da isolação; Ano de fabricação Acondicionamento Os cabos devem ser embalados em rolos ou em carretéis de madeira não retornáveis, adequados ao transporte rodoviário, ferroviário ou marítimo, ao armazenamento ao tempo e às operações usuais de manuseio Devem ser atendidas as exigências do Ministério dos Transportes e dos órgãos oficiais de controle ambiental, especialmente as relativas à sinalização da carga, quando aplicável As extremidades de cada condutor devem ser convenientemente seladas com capuzes de vedação, fita auto-aglomerante ou fita adesiva resistente às intempéries, a fim de evitar a penetração de umidade durante o manuseio, o transporte e o armazenamento Para os cabos acondicionados em rolos, admite-se que os rolos sejam envolvidos totalmente em embalagens resistentes à umidade Os carretéis devem: Estar de acordo com a ABNT NBR 11137; Ser isentos de defeitos e/ou materiais que possam vir a danificar os cabos; Ter massa bruta não superior a 1500 kg Os rolos devem: Estar de acordo com a ABNTNBR 7312; Ter massa bruta máxima de 40 kg São permitidos, no máximo, dois lances contínuos de cada cabo no mesmo carretel. Nesse caso, o lance menor deve ser acondicionado por último, sem qualquer tipo de emenda ou amarração com o primeiro Cada carretel deve ser identificado, de forma legível e indelével, com as seguintes informações: Nome e/ou marca comercial do fabricante e CNPJ; Sigla da empresa CONTRATANTE; Número do Pedido de Compra; Número de série do carretel; Identificação completa do cabo; 67

68 Comprimento do lance de cabo no carretel, em metros; Massas bruta e líquida do carretel, em kg; Mês e ano de fabricação; Seta para indicar o sentido de desenrolamento do cabo; Dimensões do carretel; Outras informações que o Pedido de Compra exigir A identificação deve ser feita com placas de alumínio ou de material polimérico, gravadas de forma permanente e fixadas em ambos os discos laterais com pregos do tipo helicoidal A seta deve ser marcada de forma indelével nos discos laterais do carretel, podendo essa marcação ser feita em relevo, em sulco ou a tinta O fornecedor brasileiro deve numerar os diversos carretéis e anexar à Nota Fiscal uma relação descritiva do conteúdo individual de cada um (romaneio) Garantia O fornecedor deve dar garantia de 24 meses a partir da data de fabricação ou de 18 meses após a data de início de utilização, prevalecendo o que ocorrer primeiro, contra qualquer defeito de material, fabricação e acondicionamento dos cabos ofertados Se for constatado defeito decorrente de erro de projeto ou de produção, tal que comprometa todas as unidades do lote adquirido, o fornecedor deverá substituílas, responsabilizando-se por todos os custos de material, mão-de-obra e transporte A garantia contra defeitos provocados por deficiência de projeto deve prevalecer por prazo indeterminado. 4. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 4.1. Condutor Fase - Central O condutor fase dos cabos concêntricos de alumínio deve: Ser composto por 07 fios de alumínio 1350 com têmpera mole, classe 2; Ser de seção circular, não compactado; Possuir condutividade mínima de 61% IACS, a 20ºC; Apresentar teor de pureza de no mínimo 99,5% na matéria prima utilizada na sua fabricação; Estar de acordo com a ABNT NBR 5118; O condutor fase dos cabos concêntricos de cobre deve: Ser composto por 07 fios de cobre com têmpera mole, classe 2; Ser de seção circular, não compactado; 68

69 Possuir condutividade de 100 % IACS; Apresentar teor de pureza de no mínimo 99% na matéria prima utilizada na sua fabricação; Estar de acordo com a ABNT NBR 5111; As demais características do condutor fase central estão descritas na Tabela Condutor Neutro Concêntrico Os fios componentes do condutor neutro concêntrico devem estar de acordo com a NBR 5111, para fios de cobre, ou NBR 5118, para fios de alumínio Deverá ser do mesmo material e possuir as mesmas características elétricas do condutor fase central Deverá ser aplicado helicoidalmente ao redor do condutor fase, de forma concêntrica com no mínimo 90% de recobrimento As demais características do condutor neutro concêntrico estão descritas na Tabela Fita Separadora Sobre o condutor neutro concêntrico deve ser aplicada uma fita separadora constituída de material não higroscópio e compatível, química e termicamente, com o material do condutor e da isolação Isolamento em XLPE A isolação deve apresentar as seguintes características: Deve ser constituída por um composto extrudado à base de polietileno reticulado (XLPE) conforme NBR 6251, na cor preta Ter espessura nominal de acordo com a Tabela 1, e seu valor mínimo não deverá ser inferior, em nenhum ponto do cabo, a 90% da espessura especificada Ser apta para funcionamento em ambientes úmidos ou secos, e ser resistente a esforços mecânicos durante a instalação e operação dos cabos Ser contínua em todo seu comprimento, uniforme, homogênea na cor preta, devendo conter negro-de-fumo disperso, com teor mínimo de 2%, quando ensaiada conforme a ABNT NBR NM IEC Deverá ser contínua e uniforme ao longo de todo o seu comprimento, devendo estar justaposta ao condutor, porem facilmente removível e não aderente a este Suportar as temperaturas máximas do condutor da Tabela As demais características da isolação estão descritas na Tabela Cobertura Externa em XLPE A cobertura externa deve apresentar as seguintes características: 69

70 Ser constituída por um composto extrudado à base de polietileno reticulado (XLPE) conforme NBR 6251, na cor preta Ser contínua em todo seu comprimento, uniforme, homogênea na cor preta, devendo conter negro-de-fumo disperso, com teor mínimo de 2%, quando ensaiada conforme a ABNT NBR NM IEC Deverá estar justaposta ao condutor, porem facilmente removível e não aderente a este Possuir espessura mínima conforme Tabela 1, não podendo ser inferior a 85% da especificada em nenhum ponto As demais características da cobertura externa estão descritas na Tabela INSPEÇÃO 5.1. Geral A inspeção compreende a execução de todos os ensaios de rotina e especiais e, quando exigido pela CONTRATANTE no Pedido de Compra, dos ensaios de tipo Se exigidos, os ensaios de tipo devem atender aos seguintes requisitos: Ser realizados em laboratório de instituição oficial ou no laboratório do fornecedor desde que, nesse último caso, tenha sido previamente homologado pela CONTRATANTE; Ser aplicados, em qualquer hipótese, em amostras escolhidas aleatoriamente e retiradas da linha normal de produção pelo inspetor da CONTRATANTE ou por seu representante legal; Ser acompanhados, em qualquer hipótese, pelo inspetor da CONTRATANTE ou por seu representante legal De comum acordo com a CONTRATANTE, o fornecedor poderá substituir a execução de qualquer ensaio de tipo pelo fornecimento do relatório do mesmo ensaio, executado em cabos idênticos aos ofertados, sob as mesmas condições de ensaio A CONTRATANTE se reserva o direito de efetuar os ensaios de tipo para verificar a conformidade do material com os relatórios de ensaio exigidos com a proposta O fornecedor deve dispor de pessoal e aparelhagem, próprios ou contratados, necessários à execução dos ensaios. Em caso de contratação, deve haver aprovação prévia da CONTRATANTE A CONTRATANTE se reserva o direito de enviar inspetor devidamente credenciado, com o objetivo de acompanhar qualquer etapa de fabricação e, em especial, presenciar os ensaios O fornecedor deve possibilitar ao inspetor da CONTRATANTE livre acesso a laboratórios e a locais de fabricação e de acondicionamento. 70

71 O fornecedor deve assegurar ao inspetor da CONTRATANTE o direito de se familiarizar, em detalhe, com as instalações e os equipamentos a serem utilizados, estudar as instruções e desenhos, verificar calibrações, presenciar os ensaios, conferir resultados e, em caso de dúvida, efetuar nova inspeção e exigir a repetição de qualquer ensaio O fornecedor deve informar à CONTRATANTE, com antecedência mínima de 10 dias úteis para fornecimento nacional e de 30 dias para fornecimento internacional, a data em que o material estará pronto para inspeção O fornecedor deve apresentar, ao inspetor da CONTRATANTE, certificados de aferição dos instrumentos de seu laboratório ou do contratado a serem utilizados na inspeção, medições e ensaios do material ofertado, emitidos por órgão homologado pelo INMETRO ou por organização oficial similar em outros países. A periodicidade máxima dessa aferição deve ser de um ano, podendo acarretar a desqualificação do laboratório o não cumprimento dessa exigência. Períodos diferentes do especificado poderão ser aceitos, mediante acordo prévio entre a CONTRATANTE e o fornecedor Todas as normas, especificações e desenhos citados como referência devem estar à disposição do inspetor da CONTRATANTE, no local da inspeção Os subfornecedores devem ser cadastrados pelo fornecedor sendo este o único responsável pelo controle daqueles, devendo ser assegurado à CONTRATANTE o acesso à documentação de avaliação técnica referente a esse cadastro A aceitação do lote e/ou a dispensa de execução de qualquer ensaio: Não eximem o fornecedor da responsabilidade de fornecer o material de acordo com os requisitos desta Especificação; Não invalidam qualquer reclamação posterior da CONTRATANTE a respeito da qualidade do material e/ou da fabricação Em tais casos, mesmo após haver saído da fábrica, o lote pode ser inspecionado e submetido a ensaios, com prévia notificação ao fornecedor e, eventualmente, em sua presença. Em caso de qualquer discrepância em relação às exigências desta Especificação, o lote pode ser rejeitado e sua reposição será por conta do fornecedor A rejeição do lote, em virtude de falhas constatadas nos ensaios, não dispensa o fornecedor de cumprir as datas de entrega prometidas. Se, na opinião da CONTRATANTE, a rejeição tornar impraticável a entrega do material nas datas previstas, ou se tornar evidente que o fornecedor não será capaz de satisfazer as exigências estabelecidas nesta Especificação, a CONTRATANTE se reserva o direito de rescindir todas as suas obrigações e de obter o material de outro fornecedor. Em tais casos, o fornecedor será considerado infrator do contrato e estará sujeito às penalidades aplicáveis Todas as unidades de produto rejeitadas, pertencentes a um lote aceito, devem ser substituídas por unidades novas e perfeitas, por conta do fornecedor, sem ônus para a CONTRATANTE. 71

72 O custo dos ensaios de rotina deve ser por conta do fornecedor A CONTRATANTE se reserva o direito de exigir a repetição de ensaios em lotes já aprovados. Nesse caso, as despesas serão de responsabilidade: Da CONTRATANTE, se as unidades ensaiadas forem aprovadas na segunda inspeção; Do fornecedor, em caso contrário Os custos da visita do inspetor da CONTRATANTE (locomoção, hospedagem, alimentação, homem-hora e administrativo) correrão por conta do fornecedor nos seguintes casos: Se o material estiver incompleto na data indicada na solicitação de inspeção; Se o laboratório de ensaio não atender às exigências de5.1.5, e ; Se o material fornecido necessitar de acompanhamento de fabricação ou inspeção final em subfornecedor, contratado pelo fornecedor, em localidade diferente da sede do fornecedor; Devido à reinspeção do material por motivo de recusa nos ensaios Ensaios de rotina Inspeção visual Antes de serem efetuados os demais ensaios de rotina, o inspetor da CONTRATANTE deve efetuar uma inspeção visual dos carretéis ou rolos amostrados para verificar: Características gerais do cabo; Identificação do cabo, conforme a seção3.6; Acondicionamento e marcação da embalagem, conforme a seção 3.7; Comprimento do cabo no rolo ou no carretel A não conformidade do cabo ou da embalagem com qualquer um dos requisitos de implicará na rejeição do rolo ou do carretel Verificação dimensional A verificação dimensional da construção do cabo deve ser feita de acordo com a ABNT NBR NM IEC Demais ensaios de rotina Após os ensaios de inspeção visual e verificação dimensional, devem ser executados ainda: 72

73 Ensaios de rotina Normas aplicáveis Tensão elétrica a seco ABNT NBR 6881 Resistência elétrica a 20ºC: - do condutor fase - do condutor neutro tipo CA - do condutor neutro tipo CAL Resistência de isolamento à temperatura ambiente ABNT NBR NM 280 e ABNTNBR 6814 ABNTNBR 6815 e IEC ABNTNBR 6815 e IEC ABNT-NBR Ensaios especiais Devem ser executados: Ensaios especiais Verificação dimensional da construção do cabo Tração do material da isolação PE e XLPE Alongamento a quente do material da isolação XLPE Normas aplicáveis NBR NM IEC ABNT NBR NM IEC e ABNT NBR NM IEC Ensaios de tipo Devem ser realizados: Ensaios de tipo Normas aplicáveis Tensão elétrica de longa duração ABNTNBR 6881 Determinação do teor de negro de fumo ABNT NBR NM IEC Determinação do fator de correção da resistência de isolamento ABNTNBR 6813 Resistência de isolamento a 70ºC (PE) e a 90ºC (XLPE) ABNTNBR 6813 Resistência à abrasão ABNT NBR Absorção acelerada de umidade ABNT NBR NM IEC Retração da isolação ao calor ABNT NBR NM IEC Mecânicos e elétricos do condutor neutro ABNTNBR 5111, 5118, 6810, 6815, 7272 e IEC Relatório dos ensaios O relatório dos ensaios, a ser providenciado pelo fornecedor, deve conter, no mínimo, as seguintes informações: Nome e/ou marca comercial do fabricante; Número do Pedido de Compra; 73

74 Identificação dos condutores ensaiados, conforme3.6.1; Descrição sucinta dos ensaios; Indicação de normas técnicas, instrumentos e circuitos de medição; Memória de cálculo, com resultados e eventuais observações; Tamanho do lote, número e identificação das unidades (carretéis ou rolos) amostradas e ensaiadas; Datas de início e término dos ensaios e de emissão do relatório; Nome do laboratório onde os ensaios foram executados; Nomes legíveis e assinaturas do inspetor da CONTRATANTE e do responsável pelos ensaios Os cabos serão liberados pelo inspetor da CONTRATANTE somente quando lhe forem entregues três vias do relatório dos ensaios e três vias da lista de embarque, e após a verificação da embalagem e sua marcação. 6. PLANOS DE AMOSTRAGEM 6.1. Ensaios de rotina As amostragens e os respectivos critérios de aceitação e de rejeição para os ensaios de rotina devem estar de acordo com a Tabela De cada carretel ou rolo devem ser retirados corpos-de-prova do cabo completo em número e tamanho adequados à execução de todos os ensaios previstos. Se um corpo-de-prova for rejeitado em qualquer ensaio, este deverá ser repetido em dois outros corpos-de-prova do mesmo carretel ou rolo. Ocorrendo nova falha, o carretel ou rolo será considerado defeituoso. A quantidade total de carretéis ou rolos defeituosos deve ser levada à Tabela 3, que definirá a aceitação ou a rejeição do lote A comutação do regime de inspeção ou qualquer outra consideração adicional deve ser feita de acordo com as recomendações da ABNT NBR Ensaios especiais As amostragens para a execução dos ensaios especiais, a quantidade e o comprimento de seus respectivos corpos-de-prova, assim como o critério de aceitação e rejeição do lote do qual foi retirada a amostragem, devem atender as condições previstas na ABNT NBR Ensaios de tipo O número de carretéis ou rolos a ser submetido aos ensaios de tipo será objeto de acordo entre a CONTRATANTE e o fornecedor e indicado no Pedido de Compra. 74

75 Tabela 1 - Características físicas e elétricas do cabo concêntrico Diâmetro Espessura da Seção Nominal Isolação (mm) Nº de de cada do Condutores Condutor Condutor Fase Fase Neutro (mm²) Fase (mm) Diâmetro Externo Nominal (mm) Peso Líquido Nominal Aproximado (kg/km) Material dos Condutores 01 4,0 2,5 1,0 1,2 8,0 110 Cobre 01 6,0 3,0 1,0 1,2 9,0 140 Cobre 01 10,0 4,0 1,0 1,2 10,0 220 Cobre 01 16,0 5,0 1,0 1,2 11,8 355 Cobre 01 4,0 2,5 1,0 1,2 7,5 103 Alumínio 01 6,0 3,0 1,0 1,2 8,0 143 Alumínio 01 10,0 4,0 1,0 1,2 9,0 220 Alumínio NOTAS: 1) Tolerância para os diâmetros nominais: ± 0,5 mm. 2) Tolerância para o Peso Líquido Nominal: ± 10 kg/km Tabela 1- Temperaturas máximas no condutor Temperatura máxima - ºC Condições de operação Isolação XLPE Em regime permanente 90 Em regime de sobrecarga (Nota) 130 Em regime de curto-circuito 250 NOTA: A duração do regime de sobrecarga não deve superar 100 horas durante doze meses consecutivos, nem superar 500 horas durante a vida útil do cabo. 75

76 Tabela 3 - Planos de amostragem para os ensaios de rotina Tamanho do Lote (Nota 2) Até a a a a a 1200 Seqüência 1ª 2ª 1ª 2ª 1ª 2ª 1ª 2ª 1ª 2ª 1ª 2ª Amostra Tamanho Ac Re NOTAS: 1) Especificação dos planos de amostragem, conforme a ABNTNBR 5426 ou a ISO 2859: - inspeção por atributos; - regime de inspeção normal; - amostragem dupla; - nível de inspeção II; - nível de qualidade aceitável (NQA): 4%. 2) Número de carretéis ou rolos. 3) Ac - número de aceitação: número máximo de carretéis ou rolos defeituosos que permite a aceitação do lote. Re - número de rejeição: número mínimo de carretéis ou rolos defeituosos que implica na rejeição do lote. 4) Procedimento para amostragem dupla: ensaiar a primeira amostragem. Se o número de unidades defeituosas encontradas estiver entre Ac e Re (excluídos esses dois valores), ensaiar a segunda amostragem. O número total de carretéis ou rolos defeituosos, após ensaiadas as duas amostragens deve ser igual ou inferior ao maior Ac especificado para permitir a aceitação do lote. 76

77 Anexo 1 - Dados técnicos e características garantidas - Cabos concêntricos de baixa tensão Nome do fornecedor: Nº da Proposta: Nome do fabricante:... Número do Edital de Licitação: Item: Número da Concorrência:... Número de Unidades: Data:.../.../ Item Descrição Características ou valores Especificado 77 Características ou valores - Proposto 1. Condutores fase 1.1. Material Cobre ou Alumínio Seção transversal 4,0/6,0/10,0/16,0 mm 2... mm Número de fios Classe de encordoamento Diâmetro do condutor 2,5/3,0/4,0/5,0 mm... mm 1.6. Resistência elétrica em cc - 20ºC Conforme item /km 1.7. Têmpera Mole Isolamento do condutor fase 2.1. Material XLPE 90 O C Espessura 1,0 mm... mm 2.3. Tensão de isolamento Vo/V 0,6/1 kv... kv 2.4. Diâmetro do cabo sobre a isolação -... mm 2.5. Diâmetro do cabo sob a isolação -... mm 2.6. Resistência de isolamento a 20ºC Conforme item /km 3. Cobertura Externa 3.1. Material XLPE 90 o C Espessura 1,2 mm... mm 3.3. Tensão de Isolamento Vo/V 0,6/1 kv... kv 3.4. Diâmetro do cabo sobre a isolação -... mm 3.5. Diâmetro do cabo sob a isolação -... mm 3.6. Resistência de isolamento a 20ºC Conforme item /km 4. Condutor neutro 4.1. Material Cobre ou Alumínio Seção transversal -... mm Número de fios Diâmetro dos fios -... mm 4.5. Classe de encordoamento Diâmetro do condutor -... mm 4.7. Resistência elétrica em cc - 20ºC Conforme item /km 4.8. Carga de ruptura Conforme NBR 6810 e... dan NBR Cabo completo 5.1. Diâmetro externo do cabo 7,5/8,0/9,0/10/11,8 mm... mm

78 (aproximado) 5.2. Massa do cabo 103/110/140/143/220/ kg/km kg/km 5.3. Lance de cabo (rolo ou carretel) -... m 5.4. Massa do carretel apenas -... kg 6. Ensaios de tipo O fornecedor deve anexar à sua proposta cópia dos relatórios dos seguintes ensaios de tipo, realizados por órgão ou entidade qualificada ou credenciada, aplicados em cabos idênticos aos ofertados e cuja realização tenha sido acompanhada por inspetor da CONTRATANTE: a) tensão elétrica de longa duração; b) determinação do teor de negro de fumo; c) determinação do fator de correção da resistência de isolamento; d) resistência de isolamento a 90ºC (XLPE); e) resistência à abrasão; f) absorção acelerada de umidade; g) retração da isolação ao calor; h) ensaios mecânicos e elétricos do condutor neutro. 78

79 Anexo VI - Medidores de energia inteligentes e sistema de telecomunicação de Parintins VI.1. Modelos dos Medidores VI.2. Descrição do sistema de medição avançada Na área do projeto da Figura 1-1, composta pelos bairros Francesa, Santa Clara e Centro, há aproximadamente consumidores do grupo B e 90 transformadores de distribuição. A arquitetura da solução inteligente a ser instalada possuirá os seguintes componentes: a) Medidores inteligentes, com funcionalidades para combate às perdas, registro de alarmes, memória de massa, rele de corte e comunicação RF, em modo multiponto-multiponto (mesh). b) Software de Gerência de AMI (Advanced Metering Infrastructure) c) Integração da solução com o Backbone d) Integração com os Sistemas de Gestão presentes na Eletrobras Amazonas Energia, tais como o Sistema de Gestão da Medição (SGM), o Sistema de Gestão da Distribuição (SGD) e demais sistemas legados. Na Figura VI-1 é representada a topologia da rede de comunicação a ser implantada, caracterizada por quatro camadas: a) (HAN) Home Area Network - composta pelas instalações internas das unidades consumidoras. b) Camada de acesso Camada de comunicação que vai desde os dispositivos finais (medidores, religadores) chegando até um concentrador/ponto de acesso. A partir daí esse ponto de acesso se interligará com o Backbone. Esta comunicação será via radio frequência - RF mesh na frequência de 900 Mhz, não licenciada. O concentrador estará localizado na torre estaiada pré - existente na subestação da ELB-AmE em Parintins. c) Backhaul - RAN (Region Area Network) rede de comunicação com cobertura total da sede municipal de Parintins responsável pela canalização das comunicações das camadas de acesso. d) Backbone (Wide Area Network) rede de conexão via satélite com o centro de medição em Manaus. 79

80 Figura VI-1 - Topologia da rede inteligente a ser implementada em Parintins. (Fonte: ET-PAR , 2011). O Sistema de Gestão da Medição (SGM) hoje implantada no Centro de Operação da Medição em Manaus é o MECE, da Senergy, com as funções de: coletar os dados de medidores de clientes e de balanço energético; atuar como interface para os operadores do Centro de Operação da Medição, para clientes internos e externos; gerar e manter um banco de dados de medições; disponibilizar informações aos demais sistemas operacionais da empresa, tais como: faturamento, relacionamento com consumidores, sistema de gestão de serviços e equipes de campo. Visando buscar um sistema que se comunique com diferentes soluções de aquisição de dados, a integração da infraestrutura de medição avançada (AMI) implantada em Parintins com o Sistema de Gestão da Medição (SGM) será realizada através de uma Interface de Coleta de Dados, onde os dados serão formatados para o seu envio e recebimento na integração com o SGM. A Interface de Coleta de Dados também fornecerá os dados necessários para o Sistema de Gestão da Distribuição (SGD), tais como dados de falta/restauração de tensão nos medidores de clientes e de balanço de energia. A arquitetura desta integração é apresentada pela Figura VI-2. Figura VI-2 -Integração dos sistemas de comunicação e de controle do Projeto Parintins. (Fonte: ET-PAR ANEXO 1, 2011) Resumidamente o funcionamento da integração da camada de acesso com centro de medição se dará da seguinte forma: a) O sistema de comunicação da camada de acesso deve enviar as informações dos concentradores/coletores e dos medidores para o software de gestão proprietário presente no 80

NTE - 011 PADRÕES PRÉ-FABRICADOS

NTE - 011 PADRÕES PRÉ-FABRICADOS NORMA TÉCNICA NTE - 011 PADRÕES PRÉ-FABRICADOS 1. OBJETIVO Esta norma tem por objetivo padronizar, especificar e fixar os critérios e as exigências técnicas mínimas relativas à fabricação e o recebimento

Leia mais

CENTRO DE EDUCAÇÃO E ESPORTES GERAÇÃO FUTURA

CENTRO DE EDUCAÇÃO E ESPORTES GERAÇÃO FUTURA MEMORIAL DESCRITIVO E JUSTIFICATIVO DE CÁLCULO PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM MÉDIA TENSÃO 13.8KV CENTRO DE EDUCAÇÃO E ESPORTES GERAÇÃO FUTURA RUA OSVALDO PRIMO CAXILÉ, S/N ITAPIPOCA - CE 1. INTRODUÇÃO

Leia mais

Instalações de Sistemas Fotovoltaicos e Recomendações de Segurança

Instalações de Sistemas Fotovoltaicos e Recomendações de Segurança Instalações de Sistemas Fotovoltaicos e Recomendações de Segurança P R O F. C L O D O M I R O U N S I H U A Y V I L A, D R. E N G E N H A R I A E L É T R I C A U F P R C E N T R A I S E L É T R I C A S

Leia mais

CÓDIGO TÍTULO VERSÃO FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM TENSÃO SECUNDÁRIA EDIFICAÇÕES COLETIVAS COM SUBESTAÇÃO INSTALADA NO INTERIOR DA PROPRIEDADE

CÓDIGO TÍTULO VERSÃO FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM TENSÃO SECUNDÁRIA EDIFICAÇÕES COLETIVAS COM SUBESTAÇÃO INSTALADA NO INTERIOR DA PROPRIEDADE SISTEMA NORMATIVO CORPORATIVO PADRÃO TÉCNICO CÓDIGO TÍTULO VERSÃO PT.DT.PDN.03.14.009 SECUNDÁRIA EDIFICAÇÕES COLETIVAS COM SUBESTAÇÃO INSTALADA NO INTERIOR DA 01 APROVADO POR PAULO JORGE TAVARES DE LIMA

Leia mais

A entrada de energia elétrica será executada através de:

A entrada de energia elétrica será executada através de: Florianópolis, 25 de março de 2013. 1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS O presente memorial tem como principal objetivo complementar as instalações apresentadas nos desenhos/plantas, descrevendo-os nas suas partes

Leia mais

RECOMENDAÇÕES PARA REFORMA DE INSTALAÇÕES ELETRICAS TEATRO SERRADOR

RECOMENDAÇÕES PARA REFORMA DE INSTALAÇÕES ELETRICAS TEATRO SERRADOR RECOMENDAÇÕES PARA REFORMA DE INSTALAÇÕES ELETRICAS TEATRO SERRADOR Tel.: (021) 2583 6737 Fax.: (021) 2583 6737 Cel.: (021) 9159 4057 dsp@dsp-rj.com.br 1 / 9 Sumário 1 OBJETIVO... 3 2- NORMAS APLICÁVEIS...

Leia mais

MEMORIAL DESCRITIVO INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

MEMORIAL DESCRITIVO INSTALAÇÕES ELÉTRICAS SITE: www.amm.org.br- E-mail: engenharia@amm.org.br AV. RUBENS DE MENDONÇA, N 3.920 CEP 78000-070 CUIABÁ MT FONE: (65) 2123-1200 FAX: (65) 2123-1251 MEMORIAL DESCRITIVO ELÉTRICO MEMORIAL DESCRITIVO INSTALAÇÕES

Leia mais

MATERIAIS BÁSICOS PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

MATERIAIS BÁSICOS PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS IFSC- JOINVILLE SANTA CATARINA DISCIPLINA DESENHO TÉCNICO CURSO ELETRO-ELETRÔNICA MATERIAIS BÁSICOS PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 2011.2 Prof. Roberto Sales. MATERIAIS BÁSICOS PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS A

Leia mais

Motores Automação Energia Transmissão & Distribuição Tintas. Soluções em Energia Solar

Motores Automação Energia Transmissão & Distribuição Tintas. Soluções em Energia Solar Motores Automação Energia Transmissão & Distribuição Tintas www.weg.net Tecnologia para minimizar o consumo das indústrias. Sustentabilidade para maximizar a qualidade de vida das pessoas. O sol é uma

Leia mais

Fio e Cabo Inbranil Antichama - 750V

Fio e Cabo Inbranil Antichama - 750V Fio e Cabo Inbranil Antichama - 750V Características Construtivas 1) Para Fio Inbranil Antichama: condutor sólido de cobre eletrolítico nu, têmpera mole, classe 1. Para Cabo Inbranil Antichama: condutor

Leia mais

MEMORIAL DESCRITIVO ENTRADA DE ENERGIA EM ALTA TENSÃO

MEMORIAL DESCRITIVO ENTRADA DE ENERGIA EM ALTA TENSÃO MEMORIAL DESCRITIVO ENTRADA DE ENERGIA EM ALTA TENSÃO Responsável Técnico: Proprietário / Responsável Legal: Marcos Antônio de Sordi Instituto Federal de Ciência e Eng.º Eletricista CREA PR-73895/D Tecnologia

Leia mais

Aterramentos. por Rafael Alves

Aterramentos. por Rafael Alves Aterramentos por Rafael Alves Dentre as causas mais comuns que podem ocasionar distúrbios e danos à segurança das pessoas e equipamentos numa estação de telecom estão as descargas atmosféricas, as sobretensões

Leia mais

Proteção de Estruturas Contra Descargas Atmosféricas.

Proteção de Estruturas Contra Descargas Atmosféricas. Proteção de Estruturas Contra Descargas Atmosféricas. NBR-5419 eletroalta montagens elétricas ltda Eng Glauber Maurin LEGISLAÇÃO: NORMA REGULAMENTADORA Nº 10 SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE

Leia mais

POSTE DE CONCRETO PARA APLICAÇÃO EM ENTRADAS DE SERVIÇO

POSTE DE CONCRETO PARA APLICAÇÃO EM ENTRADAS DE SERVIÇO Exigências Mínimas 1 Objetivo Estabelecer as condições mínimas para construção de postes de concreto armado ou concreto protendido, destinados à utilização em entradas de serviço de unidades consumidoras,

Leia mais

AS NORMAS ABNT. ABNT NBR IEC 60335-2-76 Trata especificamente sobre equipamentos eletrificadores de cercas. Foi publicada em 03/12/2007

AS NORMAS ABNT. ABNT NBR IEC 60335-2-76 Trata especificamente sobre equipamentos eletrificadores de cercas. Foi publicada em 03/12/2007 AS NORMAS ABNT INTRODUÇÃO ABNT NBR IEC 60335-2-76 Trata especificamente sobre equipamentos eletrificadores de cercas. Foi publicada em 03/12/2007 NBR NM-IEC 335-1 Trata sobre a segurança de equipamentos

Leia mais

LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE ENTRADA CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO SOLAR DAS LARANJEIRAS

LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE ENTRADA CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO SOLAR DAS LARANJEIRAS LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE ENTRADA DO CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO SOLAR DAS LARANJEIRAS 1 INDICE 1 OBJETIVO 2 NORMAS APLICÁVEIS 3 GENERALIDADES 4 METODOLOGIA 5 MEDIÇÕES DE GRANDEZAS

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA TRABALHO DE PESQUISA LAUDO E PROJETO DE RESISTÊNCIA DE TERRA E NECESSIDADE DE SPDA Orientador: Tibiriçá Krüger Moreira Orientandos: Fabrício

Leia mais

PADRÃO TÉCNICO PADRÃO ECONÔMICO PARA ENTRADA DE CLIENTE 18/10/2011

PADRÃO TÉCNICO PADRÃO ECONÔMICO PARA ENTRADA DE CLIENTE 18/10/2011 Sistema Normativo Corporativo PADRÃO TÉCNICO VERSÃO Nº ATA Nº DATA DATA DA VIGÊNCIA 01-18/10/2011 18/10/2011 ELABORAÇÃO Marcelo Poltronieri SUMÁRIO 1. RESUMO... 3 2. HISTÓRICO DAS REVISÕES... 3 3. OBJETIVO...

Leia mais

MEMORIAL DESCRITIVO DO PROJETO SPDA. Índice

MEMORIAL DESCRITIVO DO PROJETO SPDA. Índice MEMORIAL DESCRITIVO DO PROJETO SPDA Índice 1 Introdução 2 Local da Obra 3 Normas 4 Malha de Aterramento 5 Equipamento e Materiais 6 Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas 7 Cálculo dos Elementos

Leia mais

A solução ideal para instalações residenciais e terciárias

A solução ideal para instalações residenciais e terciárias NOVOS Disjuntores RX 3 A solução ideal para instalações residenciais e terciárias Ambiente Residencial - área úmida Ambiente Residencial Soho - Pequeno Escritório ou Home Office Ambiente Residencial -

Leia mais

Fotovoltaico de Qualidade

Fotovoltaico de Qualidade Análise de Problemas ao Longo da Vida Útil de um Sistema Solar Rodolfo Henrique Engº de Aplicações SICES BRASIL Conteúdo da Palestra o o o o Inversor Solar Introdução Topologias de Conversão Problemas

Leia mais

MICROGERAÇÃO E MINIGERAÇÃO DISTRIBUIDA

MICROGERAÇÃO E MINIGERAÇÃO DISTRIBUIDA MICROGERAÇÃO E MINIGERAÇÃO DISTRIBUIDA Versão: 01 Data: 12/01/2013 SUMÁRIO 1. Objetivo 03 2. Normas e Regulamentos Complementares 03 3. Definições 04 3.1. Acesso 04 3.2 Acordo Operativo 04 3.3. Condições

Leia mais

Anexo II FUNCIONALIDADES MÍNIMAS DO SISTEMA BLOQUEADOR

Anexo II FUNCIONALIDADES MÍNIMAS DO SISTEMA BLOQUEADOR Anexo II FUNCIONALIDADES MÍNIMAS DO SISTEMA BLOQUEADOR 1. DESCRIÇÃO GERAL DO SISTEMA BLOQUEADOR 1.1. O Sistema Bloqueador de Comunicação Móvel deve ser capaz de inibir o uso de aparelhos de comunicação

Leia mais

2.5. Placas eletrônicas da central

2.5. Placas eletrônicas da central 2.5. Placas eletrônicas da central Placa eletrônica de laço Piezo Placa de laço Na placa eletrônica de laço podem ser ligados quatro laços de detecção, compostos por detectores de fumaça, detectores termovelocimétricos

Leia mais

CADASTRO TÉCNICO DE FORNECEDORES SISTEMA NORMATIVO CORPORATIVO MATERIAIS PADRONIZADOS APLICADOS EM CÂMARA DE TRANSFORMAÇÃO 15KV - ATENDIMENTO COLETIVO

CADASTRO TÉCNICO DE FORNECEDORES SISTEMA NORMATIVO CORPORATIVO MATERIAIS PADRONIZADOS APLICADOS EM CÂMARA DE TRANSFORMAÇÃO 15KV - ATENDIMENTO COLETIVO SISTEMA NORMATIVO CORPORATIVO CADASTRO TÉCNICO CÓDIGO TÍTULO VERSÃO CD.DT.PDN.03.14.001 03 APROVADO POR MARCELO POLTRONIERI ENGENHARIA E CADASTRO (DEEE) SUMÁRIO 1. OBJETIVO... 3 2. HISTÓRICO DAS REVISÕES...

Leia mais

ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA

ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA SUMÁRIO CONTEÚDO PG. 9. Sistema de Aterramento 02 9.1. Geral 02 9.2. Normas 02 9.3. Escopo de Fornecimento 02 T-9.1. Tabela 02 9.4. Características Elétricas 03 9.4.1. Gerais 03 9.4.2. Concepção Geral

Leia mais

MEMORIAL DESCRITIVO DO PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EMPREENDIMENTO COMERCIAL AC GOIANÉSIA/DR/GO

MEMORIAL DESCRITIVO DO PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EMPREENDIMENTO COMERCIAL AC GOIANÉSIA/DR/GO MEMORIAL DESCRITIVO DO PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EMPREENDIMENTO COMERCIAL AC GOIANÉSIA/DR/GO 1. GENERALIDADES 1.1 O projeto refere-se às instalações elétricas do empreendimento comercial localizado

Leia mais

Workshop. Proteção em redes de serviços via cabo coaxial

Workshop. Proteção em redes de serviços via cabo coaxial Workshop Proteção em redes de serviços via cabo coaxial Distúrbios em sistemas elétricos Surto Surtos elétricos Incidência de Descargas Atmosféricas na região sudeste, sul, Mato Grosso e Goiás (em milhões)

Leia mais

MEMORIAL DESCRITIVO PROJETO EXECUTIVO PROTEÇÃO DE ESTRUTURAS CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS

MEMORIAL DESCRITIVO PROJETO EXECUTIVO PROTEÇÃO DE ESTRUTURAS CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS MEMORIAL DESCRITIVO PROJETO EXECUTIVO PROTEÇÃO DE ESTRUTURAS CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS Referência: Projeto: Data: MD-SPDA CER - BRASIL OUTUBRO/2013 SUMÁRIO 1 GENERALIDADES 2 DESCRIÇÃO DO PROJETO 3

Leia mais

Capítulo XI. Energias renováveis alternativas. Requisitos técnicos para a conexão de sistemas fotovoltaicos à rede elétrica

Capítulo XI. Energias renováveis alternativas. Requisitos técnicos para a conexão de sistemas fotovoltaicos à rede elétrica 34 Capítulo XI Energia solar fotovoltaica Sistemas conectados à rede elétrica: requisitos para a conexão e proteções Por Jonas Rafael Gazoli, Marcelo Gradella Villalva e Juarez Guerra* Neste artigo vamos

Leia mais

COMPANHIA DE ELETRICIDADE DO ESTADO DA BAHIA COELBA SISTEMA FOTOVOLTAICO DO ESTÁDIO PITUAÇU - SALVADOR SOLICITAÇÃO DE PROPOSTA ANEXO IX

COMPANHIA DE ELETRICIDADE DO ESTADO DA BAHIA COELBA SISTEMA FOTOVOLTAICO DO ESTÁDIO PITUAÇU - SALVADOR SOLICITAÇÃO DE PROPOSTA ANEXO IX COMPANHIA DE ELETRICIDADE DO ESTADO DA BAHIA COELBA SISTEMA FOTOVOLTAICO DO ESTÁDIO PITUAÇU - SALVADOR SOLICITAÇÃO DE PROPOSTA ANEXO IX AVALIAÇÃO DOS COMPONENTES DO SISTEMA GERADOR FOTOVOLTAICO 1. Módulos

Leia mais

PRAÇA DOS ESPORTES E DA CULTURA MEMORIAL DESCRITIVO E ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA

PRAÇA DOS ESPORTES E DA CULTURA MEMORIAL DESCRITIVO E ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA PRAÇA DOS ESPORTES E DA CULTURA MEMORIAL DESCRITIVO E ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA PROJETO: ELÉTRICO Modelo: 3.000 m2 MAIO 2011 SUMÁRIO 1. GENERALIDADES... 03 2. DOCUMENTOS APLICÁVEIS... 04 3. DESCRIÇÃO DO PROJETO...

Leia mais

O Site da Eletrônica Aterramento

O Site da Eletrônica Aterramento O Site da Eletrônica Aterramento 1 - Generalidades As características e a eficácia dos aterramentos devem satisfazer às prescrições de segurança das pessoas e funcionais da instalação. O valor da resistência

Leia mais

PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS MEMORIAL DESCRITIVO

PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS MEMORIAL DESCRITIVO PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS MEMORIAL DESCRITIVO Instalação Nobreak 60 KVA - 380 V PROPRIETÁRIO: Procuradoria Geral de Justiça. 1 MEMORIAL DESCRITIVO 1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO DADOS DO PROPRIETÁRIO

Leia mais

SIMBOX XF. Design Segurança Fácil instalação. Quadros de distribuição de energia. A melhor opção em quadros de distribuição de energia.

SIMBOX XF. Design Segurança Fácil instalação. Quadros de distribuição de energia. A melhor opção em quadros de distribuição de energia. Fabricado no Brasil SIMBOX XF Quadros de distribuição de energia A melhor opção em quadros de distribuição de energia. Design Segurança Fácil instalação www.siemens.com.br/simboxxf SIMBOX XF Por fora muito

Leia mais

índice 02 CONDIÇÕES BÁSICAS Prezado cliente, REDE DE ACESSO PARA INSTALAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS ACOMODAÇÕES DE EQUIPAMENTOS CABOS E CONEXÕES

índice 02 CONDIÇÕES BÁSICAS Prezado cliente, REDE DE ACESSO PARA INSTALAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS ACOMODAÇÕES DE EQUIPAMENTOS CABOS E CONEXÕES Prezado cliente, índice Bem-vindo à GVT. Agora sua empresa conta com soluções inovadoras de voz, dados e Internet com o melhor custo-benefício. Para garantir a qualidade dos serviços e aproveitar todos

Leia mais

ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA MÓDULOS MONOCRISTALINOS SEM MOLDURA - SI-ESF-M-M125-36

ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA MÓDULOS MONOCRISTALINOS SEM MOLDURA - SI-ESF-M-M125-36 Solar Innova usa os últimos materiais para a fabricação de seus módulos solar. Nossos módulos são ideais para qualquer aplicativo que usa o efeito fotoelétrico como uma fonte de energia limpa por causa

Leia mais

Manual de Instalação de Sistemas Fotovoltaicos em Telhados - PHB

Manual de Instalação de Sistemas Fotovoltaicos em Telhados - PHB Manual de Instalação de Sistemas Fotovoltaicos em Telhados - PHB Índice Capítulo Título Página 1 Informações Gerais 3 2 Segurança 4 3 Especificações Técnicas 5 4 Ferramentas, Instrumentos e Materiais 6

Leia mais

ESPECIFICAÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS IMPLANTAÇÃO.

ESPECIFICAÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS IMPLANTAÇÃO. OBRA: COL. EST. RESIDENCIAL SÃO PEDRO - PROJETO PADRÃO SECULO XXI. LOCAL: - Rua Tucunaré com Rua Pacu e Avenida Astolpho Leão Borges APM-05, Residencial São Pedro Goianira - GO ESPECIFICAÇÃO DE INSTALAÇÕES

Leia mais

QUALIDADE - ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA SUMÁRIO

QUALIDADE - ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA SUMÁRIO PLUG TERMINAL COM CAPA (PTC) 600 A 8,7 / 15 KV OPERAÇÃO SEM CARGA SUMÁRIO ITEM CONTEÚDO PG. 1. OBJIVO 02 2. ÂMBITO 02 3. CONCEITOS 02 4. NORMAS E LEGISLAÇÃO APLICÁVEIS 02 5. INSTRUÇÕES GERAIS 03 5.1. Condições

Leia mais

Manual Técnico. Transformadores de potência. Revisão 5 ÍNDICE

Manual Técnico. Transformadores de potência. Revisão 5 ÍNDICE Página 1 de 10 Manual Técnico Transformadores de potência Revisão 5 ÍNDICE 1 INTRODUÇÃO...2 2 RECEBIMENTO...2 3 INSTALAÇÃO...3 3.1 Local de instalação...3 3.2 Ligações...3 3.3 Proteções...7 4 MANUTENÇÃO...9

Leia mais

DD-27 GERADOR DE OZÔNIO

DD-27 GERADOR DE OZÔNIO DD-27 GERADOR DE OZÔNIO MANUAL DE INSTRUÇÕES & OPERAÇÃO DE MÁQUINA www.deox.com.br Página 1 de 6 SUMÁRIO 1 INSTRUÇÕES GERAIS... 2 2 ESPECIFICAÇÕES DO EQUIPAMENTO... 2 3 INSTALAÇÃO... 3 3.1 SOLICITAÇÕES

Leia mais

LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO UNESP CAMPUS DE FRANCA/SP

LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO UNESP CAMPUS DE FRANCA/SP LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO UNESP CAMPUS DE FRANCA/SP 1 INDÍCE 1 - OBJETIVO 2 - NORMAS APLICÁVEIS 3 - GENERALIDADES

Leia mais

www.cpsol.com.br LAUDO TÉCNICO ELÉTRICO

www.cpsol.com.br LAUDO TÉCNICO ELÉTRICO LAUDO TÉCNICO ELÉTRICO 1. APRESENTAÇÃO Em cumprimento às Normas Regulamentadora NR10 INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE e NBR5410 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO, apresentamos as verificações

Leia mais

CENTRAL HIDRELÉTRICA DE ITAIPU ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA ESP 002/07 SISTEMA DE PRODUÇÃO, PURIFICAÇÃO, COMPRESSÃO E ARMAZENAMENTO DE HIDROGÊNIO

CENTRAL HIDRELÉTRICA DE ITAIPU ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA ESP 002/07 SISTEMA DE PRODUÇÃO, PURIFICAÇÃO, COMPRESSÃO E ARMAZENAMENTO DE HIDROGÊNIO BRASIL PARAGUAI CENTRAL HIDRELÉTRICA DE ITAIPU ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA ESP 002/07 SISTEMA DE PRODUÇÃO, PURIFICAÇÃO, COMPRESSÃO E ARMAZENAMENTO DE HIDROGÊNIO 2 1 No DESCRIÇÕES APROV. DATA REVISÕES Elab. :

Leia mais

ENE065 Instalações Elétricas I

ENE065 Instalações Elétricas I 07/05/2012 ENE065 Instalações Elétricas I Prof.: Ivo Chaves da Silva Junior ivo.junior@ufjf.edu.br Quadro de Distribuição Circuitos Terminais Circuitos Terminais Quadro de Distribuição Quadro de Distribuição

Leia mais

REGULAMENTO CENTRO DE EVENTOS FIERGS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

REGULAMENTO CENTRO DE EVENTOS FIERGS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS No caso das instalações elétricas existentes nos espaços não comportarem a carga elétrica a ser ligada pelo evento, é necessário que a Contratante apresente os documentos e respeite as condições mínimas

Leia mais

SUBSISTEMA NORMAS E ESTUDOS DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO CÓDIGO TÍTULO FOLHA PADRONIZAÇÃO APROVAÇÃO ELABORAÇÃO VISTO

SUBSISTEMA NORMAS E ESTUDOS DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO CÓDIGO TÍTULO FOLHA PADRONIZAÇÃO APROVAÇÃO ELABORAÇÃO VISTO MA NU AL E SP EC IA L SISTEMA DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO SUBSISTEMA NORMAS E ESTUDOS DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO CÓDIGO TÍTULO FOLHA E-313.0032 ESPECIFICAÇÃO DE CONDUTORES

Leia mais

SESI - SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA SESI DE SIMÕES FILHO QUADRA POLIESPORTIVA. Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas

SESI - SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA SESI DE SIMÕES FILHO QUADRA POLIESPORTIVA. Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas SESI - SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA SESI DE SIMÕES FILHO QUADRA POLIESPORTIVA Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas Memorial Descritivo Revisão - 1 Outubro / 2010 página 1 S U M Á R I O : 1

Leia mais

INDICE CONTROLE DE REVISÃO

INDICE CONTROLE DE REVISÃO INDICE 1.0 FINALIDADE PG 03 2.0 APLICAÇÃO PG 03 3.0 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA PG 03 4.0 TERMINOLOGIA PG 03 5.0 CARACTERÍSTICAS GERAIS PG 03 6.0 INSTALAÇÃO PG 06 7.0 COMPONENTES PG 07 8.0 OPERAÇÃO PG 22

Leia mais

2.1. CONDIÇÕES DO LOCAL DE INSTALAÇÃO 2.2. NORMAS TÉCNICAS 2.3. DOCUMENTOS TÉCNICOS A SEREM APRESENTADOS PARA APROVAÇÃO APÓS ASSINATURA DO CONTRATO

2.1. CONDIÇÕES DO LOCAL DE INSTALAÇÃO 2.2. NORMAS TÉCNICAS 2.3. DOCUMENTOS TÉCNICOS A SEREM APRESENTADOS PARA APROVAÇÃO APÓS ASSINATURA DO CONTRATO ÍNDICE 1.0 OBJETIVO 2.0 REQUISITOS GERAIS 2.1. CONDIÇÕES DO LOCAL DE INSTALAÇÃO 2.2. NORMAS TÉCNICAS 2.3. DOCUMENTOS TÉCNICOS A SEREM APRESENTADOS PARA APROVAÇÃO APÓS ASSINATURA DO CONTRATO 2.4. EXTENSÃO

Leia mais

Montagem de SPDA e Aterramento

Montagem de SPDA e Aterramento Executamos obras com uma equipe especializada e experiente, qualificada na área de sistem as de SPDA e aterramento. O SPDA e o aterramento é de fundamental importância para a proteção de pessoas e de sistemas

Leia mais

Capacitores Correção do Fator de Potência. Motores Automação Energia Tintas

Capacitores Correção do Fator de Potência. Motores Automação Energia Tintas Capacitores Correção do Fator de Potência Motores Automação Energia Tintas Unidade Capacitiva Monofásica - UCW g As unidades capacitivas monofásicas WEG, tipo UCW, são produzidas com filme de polipropileno

Leia mais

110,5 x 22,5 x 114 (term. mola)

110,5 x 22,5 x 114 (term. mola) Supervisão de parada de emergência e monitoramento de portas Supervisão de sensores de segurança magnéticos codificados Entrada para 1 ou 2 canais Categoria de Segurança até 4 conforme EN 954-1 Para aplicações

Leia mais

Inversor Solar Conectado à Rede Inversor Solar Fotovoltaico HIVERTER - Série NP201i

Inversor Solar Conectado à Rede Inversor Solar Fotovoltaico HIVERTER - Série NP201i Inversor Solar Fotovoltaico HIVERTER - Série NP201i HIVERTER - Série NP201i Os Inversores Fotovoltaicos da Hitachi são do tipo Grid-Tied (GT Conectados à Rede) com controle reativo de potência e alta eficiência,

Leia mais

Aterramento. 1 Fundamentos

Aterramento. 1 Fundamentos Aterramento 1 Fundamentos Em toda instalação elétrica de média tensão para que se possa garantir, de forma adequada, a segurança das pessoas e o seu funcionamento correto deve ter uma instalação de aterramento.

Leia mais

Área de Transmissão Divisão de Manutenção de Transmissão Departamento de Manutenção de Santa Maria

Área de Transmissão Divisão de Manutenção de Transmissão Departamento de Manutenção de Santa Maria PROJETO BÁSICO 1. OBJETO: Prestação de Serviços por empresa de engenharia especializada para elaboração de projetos e execução de serviços, com fornecimento parcial de materiais, para substituição de 04

Leia mais

OCUPAÇÃO 19 DESCRITIVO TÉCNICO. Data de Aprovação:18/12/2003 Data de Revisão: Dezembro de 2005

OCUPAÇÃO 19 DESCRITIVO TÉCNICO. Data de Aprovação:18/12/2003 Data de Revisão: Dezembro de 2005 DESCRITIVO TÉCNICO OCUPAÇÃO 19 Data de Aprovação:18/12/2003 Data de Revisão: Dezembro de 2005 A Comissão de Diretores do SENAI Coordenadora das Olimpíadas do Conhecimento determina, de acordo com as normas

Leia mais

Proteção de Sistemas Elétricos Disjuntores, DR e DPS. Júlio Bortolini Engenheiro Eletricista Soprano Eletrometalúrgica e Hid. Ltda

Proteção de Sistemas Elétricos Disjuntores, DR e DPS. Júlio Bortolini Engenheiro Eletricista Soprano Eletrometalúrgica e Hid. Ltda Proteção de Sistemas Elétricos Disjuntores, DR e DPS Júlio Bortolini Engenheiro Eletricista Soprano Eletrometalúrgica e Hid. Ltda DISJUNTORES Definição Disjuntor Disjuntor: dispositivo de seccionamento

Leia mais

ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA

ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA SUMÁRIO CONTEÚDO PG.. Instalações Elétricas Gerais 02.1. Geral 02.2. Normas 02.3. Escopo de Fornecimento 02.4. Características Elétricas para Iluminação de Uso Geral 02.4.1. Geral 02.4.2. Tensões de Alimentação

Leia mais

CABOS ISOLADOS / COBERTOS DE BAIXA TENSÃO (até 1kV) Nota: Sob consulta, os cabos Forex, Flexonax, Forenax, Forefix podem ser fornecidos com armadura Fio e Cabo WPP Cordão FOREPLAST (300 V) Os fios WPP

Leia mais

PADRONIZAÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO Título ESTRUTURAS PARA MONTAGEM DE REDES AÉREAS DE DISTRIBUIÇÃO URBANA SECUNDÁRIA COM CABOS MULTIPLEXADOS APRESENTAÇÃO

PADRONIZAÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO Título ESTRUTURAS PARA MONTAGEM DE REDES AÉREAS DE DISTRIBUIÇÃO URBANA SECUNDÁRIA COM CABOS MULTIPLEXADOS APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO 1-1 SUMÁRIO SEÇÃO 1 Apresentação SEÇÃO 2 Engastamento de postes SEÇÃO 3 Afastamentos mínimos SEÇÃO 4 Instalações básicas SEÇÃO 5 Cruzamentos SEÇÃO 6 Rabichos SEÇÃO 7 Aterramento 1 OBJETIVO

Leia mais

A Norma NBR 5419-2.001

A Norma NBR 5419-2.001 A Norma NBR 5419-2.001 1. ÁREA DE ABRANGÊNCIA: A NBR 5419-2001, determina as especificações de projeto 1, medições, instalação e manutenção de um SPDA - Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas,

Leia mais

N O: Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte CREA / RN PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

N O: Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte CREA / RN PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Power Engenharia CLIENTE: ÁREA: N O: MD-003-CREA-2014 Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte CREA / RN PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 1 de 14 POWER ENGENHARIA ELÉTRICA E TELECOM.

Leia mais

MEMORIAL DESCRITIVO DE SUBESTAÇÃO ABAIXADORA DE ENERGIA ELÉTRICA

MEMORIAL DESCRITIVO DE SUBESTAÇÃO ABAIXADORA DE ENERGIA ELÉTRICA MEMORIAL DESCRITIVO DE SUBESTAÇÃO ABAIXADORA DE ENERGIA ELÉTRICA CLIENTE: EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS- DR/PE CNPJ 34.028.316/0021-57 LOCAL: AVENIDA GUARARAPES Nº250-SANTO ANTÕNIO RECIFE-PE.

Leia mais

Número PE022/2015. Fornecedor. Pregão. Item Descrição do Material UF Quantidade Preço Unitário Preço Total Marca / Modelo Prazo Entrega

Número PE022/2015. Fornecedor. Pregão. Item Descrição do Material UF Quantidade Preço Unitário Preço Total Marca / Modelo Prazo Entrega Folha 1 UNIVERSIDADE DO SUDOESTE DA - CAMPUS VITORIA DA CO 1 ALICATE, universal, de 8 polegadas, em aco, cabo com isolacao para 1000 volts e em conformidade com norma ABNT NBR vigente no que diz respeito

Leia mais

Informações e Tabelas Técnicas

Informações e Tabelas Técnicas Características dos condutores de cobre mole para fios e cabos isolados 1 Temperatura característica dos condutores 1 Corrente de curto-circuito no condutor 1 Gráfico das correntes máximas de curto-circuito

Leia mais

Características & Interligação. Módulo APGV. Módulo Ponte Graetz com Ventilação Forçada. Revisão 00 de 13/05/10

Características & Interligação. Módulo APGV. Módulo Ponte Graetz com Ventilação Forçada. Revisão 00 de 13/05/10 Características & Interligação Módulo APGV Módulo Ponte Graetz com Ventilação Forçada Revisão 00 de 13/05/10 Direitos Reservados à Todas as informações contidas neste manual são de uso exclusivo da Equipamentos

Leia mais

Descrição do Produto. Dados para Compra. Itens Integrantes. Código do Produto

Descrição do Produto. Dados para Compra. Itens Integrantes. Código do Produto Descrição do Produto A Série Energy da Altus traz uma solução confiável para um dos pontos mais críticos em uma aplicação industrial: o fornecimento de alimentação para todos os dispositivos do sistema

Leia mais

Tabelas de Dimensionamento

Tabelas de Dimensionamento Com o objetivo de oferecer um instrumento prático para auxiliar no trabalho de projetistas, instaladores e demais envolvidos com a seleção e dimensionamento dos em uma instalação elétrica de baixa tensão,

Leia mais

PAINEL DE ACESSO FRONTAL CATEGORIA 5 ENHANCED

PAINEL DE ACESSO FRONTAL CATEGORIA 5 ENHANCED PAINEL DE ACESSO FRONTAL CATEGORIA 5 ENHANCED Aplicações imagens, segundo requisitos da norma ANSI/TIA/EIA-568A, uso interno, para cabeamento horizontal ou secundário, em salas de telecomunicações (cross-connect)

Leia mais

MEMORIAL TÉCNICO DESCRITIVO

MEMORIAL TÉCNICO DESCRITIVO MEMORIAL TÉCNICO DESCRITIVO Dados do cliente Proprietário: Roney Casagrande CPF: 765.425.990-53 Endereço: Estrada Pinhal da Serra, n 04452, Interior Cidade: Pinhal da Serra RS CEP: 95.390-000 Dados da

Leia mais

NTC 901100 FORNECIMENTO EM TENSÃO SECUNDÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO

NTC 901100 FORNECIMENTO EM TENSÃO SECUNDÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO Companhia Paranaense de Energia COPEL NORMAS TÉCNICAS COPEL NTC 901100 FORNECIMENTO EM TENSÃO SECUNDÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO Órgão Emissor: Coordenação de Comercialização de Energia - CCD Coordenadoria de

Leia mais

CM ELETRICISTA MONTADOR PLANO DE CURSO

CM ELETRICISTA MONTADOR PLANO DE CURSO CM ELETRICISTA MONTADOR PLANO DE CURSO Categoria e Atribuições Executar a montagem de painéis e quadro de distribuição, caixas de fusíveis e outros instrumentos de comandos, encaixando e ajustando as peças

Leia mais

Uma viagem pelas instalações elétricas. Conceitos & aplicações

Uma viagem pelas instalações elétricas. Conceitos & aplicações Uma viagem pelas instalações elétricas. Conceitos & aplicações Novas Diretrizes de projeto e aplicação de painéis de baixa tensão Eng. Nunziante Graziano, M. Sc. AGENDA Normas de Referência Por que um

Leia mais

INSTRUÇÃO TÉCNICA 06 PROJETOS DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS, COMUNICAÇÃO E SISTEMAS DE PREVENÇÃO DE DESCARGAS ATMOSFÉRICAS

INSTRUÇÃO TÉCNICA 06 PROJETOS DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS, COMUNICAÇÃO E SISTEMAS DE PREVENÇÃO DE DESCARGAS ATMOSFÉRICAS INSTRUÇÃO TÉCNICA 06 PROJETOS DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS, COMUNICAÇÃO E SISTEMAS DE PREVENÇÃO DE DESCARGAS ATMOSFÉRICAS 1 OBJETIVO Revisão 00 fev/2014 1.1 Estas Instruções Normativas de Projeto apresentam

Leia mais

PADRÃO DE ENTRADA DA UNIDADE CONSUMIDORA COM CAIXA MODULAR DE POLICARBONATO INDIVIDUAL E COLETIVO

PADRÃO DE ENTRADA DA UNIDADE CONSUMIDORA COM CAIXA MODULAR DE POLICARBONATO INDIVIDUAL E COLETIVO CSUMIDORA COM CAIXA MODULAR DE POLICARBATO INDIVIDUAL E COLETIVO 1. OBJETIVO Padronizar entrada da unidade consumidora com a caixa tipo modular, fabricado em policarbonato e tampa transparente, para medição

Leia mais

sorayachristiane@globo.com

sorayachristiane@globo.com sorayachristiane@globo.com 1 CABEAMENTO ESTRUTURADO INTERNACIONAIS EIA/TIA 568 B - Sistemas de Cabeamento para Edificios Comerciais. EIA/TIA 569 A - Adequações e Estruturas Internas para Cabeamento em

Leia mais

ESPECIFICAÇÃO DO ITEM R$

ESPECIFICAÇÃO DO ITEM R$ ANEXO 2 Planilha Orçamentária Estimativa de Quantitativos e Preços Máximos Global e Unitários LOTE ÚNICO ESPECIFICAÇÃO DO ITEM Qtde. Unitário R$ Total R$ 01 02 03 04 05 CHAVE NIVEL TIPO BOIA,ATUACAO: ALARME

Leia mais

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA BRASÍLIA MEMORIAL DESCRITIVO PROJETO SPDA BRASÍLIA - DF

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA BRASÍLIA MEMORIAL DESCRITIVO PROJETO SPDA BRASÍLIA - DF INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA BRASÍLIA MEMORIAL DESCRITIVO PROJETO SPDA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA BRASÍLIA - DF 1 - MEMORIAL DESCRITIVO 2 MEMORIAL DESCRITIVO

Leia mais

Sumário ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO OTD 035.02.04 REDE CONVENCIONAL TRANSFORMADORES

Sumário ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO OTD 035.02.04 REDE CONVENCIONAL TRANSFORMADORES Sumário 1. Objetivo 2. Âmbito de Aplicação 3. Documentos de Referência 4. Requisitos Ambientais 5. Condições Gerais 6. Estruturas Trifásicas com Transformadores 6.1. Estrutura M1 com Transformador 6.2.

Leia mais

MEMORIAL DESCRITIVO E ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE SERVIÇOS DE ENGENHARIA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS GERAL DETECEÇÃO E ALARME DE INCÊNDIO

MEMORIAL DESCRITIVO E ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE SERVIÇOS DE ENGENHARIA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS GERAL DETECEÇÃO E ALARME DE INCÊNDIO 1 MEMORIAL DESCRITIVO E ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE SERVIÇOS DE ENGENHARIA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS GERAL DETECEÇÃO E ALARME DE INCÊNDIO CLIENTE: OBRA: LOCAL: BNDES RETROFIT DESUL AV. JUSCELINO KUBITSCHEK,

Leia mais

PADRÃO DE ENTRADA DE INSTALAÇÕES CONSUMIDORAS MANUAL SIMPLIFICADO

PADRÃO DE ENTRADA DE INSTALAÇÕES CONSUMIDORAS MANUAL SIMPLIFICADO PADRÃO DE ENTRADA DE E N E R G I A E L É T R I C A E M INSTALAÇÕES CONSUMIDORAS MANUAL SIMPLIFICADO www.celesc.com.br PADRÃO DE ENTRADA DE E N E R G I A E L É T R I C A E M INSTALAÇÕES CONSUMIDORAS MANUAL

Leia mais

ESPECIFICAÇÃO E MEMORIAL DE CÁLCULO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

ESPECIFICAÇÃO E MEMORIAL DE CÁLCULO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ESPECIFICAÇÃO E MEMORIAL DE CÁLCULO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS OBRA: C.M.E.I TIA JOVITA LOCAL: RUA PARACATU C/ RUA 4 C/ AVENIDA CRUZEIRO DO SUL - VILA PEDROSO. GOIÂNIA / GO. 1 1.0 - MEMORIAL DESCRITIVO.

Leia mais

Aterramento em Sites de Telecomunicações

Aterramento em Sites de Telecomunicações Aterramento em Sites de Telecomunicações Este tutorial apresenta a descrição de conceitos de Infraestrutura de Sistemas de Aterramento em Sites de Telecomunicações. Augusto José Maluf Engenheiro Eletrônico

Leia mais

ENGENHARIA E PROJETOS ELÉTRICOS LTDA MEMORIAL DESCRITIVO PROJETO ELÉTRICO

ENGENHARIA E PROJETOS ELÉTRICOS LTDA MEMORIAL DESCRITIVO PROJETO ELÉTRICO MEMORIAL DESCRITIVO PROJETO ELÉTRICO OBRA: SUBESTAÇÃO 500KVA PROPRIETÁRIO: TRT TRIBUNAL REGIONALDO TRABALHO 12ºREGIÃO RESPONSÁVEL TÉCNICO: ENG. EMERSON CESAR PADOIN PADOIN ENGENHARIA E PROJETOS LTDA MEMORIAL

Leia mais

TORRE ESTAIADA ESPECIFICAÇÃO DOS MATERIAIS CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS ACESSÓRIOS

TORRE ESTAIADA ESPECIFICAÇÃO DOS MATERIAIS CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS ACESSÓRIOS TORRE ESTAIADA A torre estaiada é a solução mais econômica por atingir grandes alturas e com elevada capacidade de carga, porém exige-se disponibilidade de terreno para sua instalação. Possui seção transversal

Leia mais

Capacitores para Correção do Fator de Potência Bobinas de polipropileno metalizado, auto-regenerativo e com dielétrico seco Perdas dielétricas

Capacitores para Correção do Fator de Potência Bobinas de polipropileno metalizado, auto-regenerativo e com dielétrico seco Perdas dielétricas Capacitores para Correção do Fator de Potência Bobinas de polipropileno metalizado, auto-regenerativo e com dielétrico seco Perdas dielétricas menores que 0,4 W/kvar Dispositivo interruptor de segurança

Leia mais

BAIXA TENSÃO Uso Geral

BAIXA TENSÃO Uso Geral Dimensionamento OS SEIS CRITÉRIOS TÉCNICOS DE DIMENSIONA- MENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS: Chamamos de dimensionamento técnico de um circuito à aplicação dos diversos itens da NBR 5410/2004 relativos à escolha

Leia mais

CONDUTORES ELÉTRICOS

CONDUTORES ELÉTRICOS CONDUTORES ELÉTRICOS R = ρ l S ( Ω) Produto metálico, geralmente de forma cilíndrica, utilizada para transportar energia elétrica ou transmitir sinais elétricos. ρ cobre = 1,72 10-8 Ωm ρ alum = 2,80 10-8

Leia mais

MANUAL TÉCNICO DA CENTRAL E DO SISTEMA DE DETECÇÃO E ALARME DE INCÊNDIO

MANUAL TÉCNICO DA CENTRAL E DO SISTEMA DE DETECÇÃO E ALARME DE INCÊNDIO MANUAL TÉCNICO DA CENTRAL E DO SISTEMA DE DETECÇÃO E ALARME DE INCÊNDIO A EQUIPEL assegura ao proprietário deste aparelho garantia de 01 ano contra qualquer defeito de peça ou de fabricação desde que,

Leia mais

Instalações Elétricas Prediais A

Instalações Elétricas Prediais A Instalações Elétricas Prediais A ENG04482 Prof. Luiz Fernando Gonçalves AULA 9 Divisão da Instalação em Circuitos Porto Alegre - 2012 Tópicos Quadros de distribuição Disjuntores Divisão da instalação elétrica

Leia mais

TERMOS DE REFERÊNCIA

TERMOS DE REFERÊNCIA TERMOS DE REFERÊNCIA Fornecimento e Instalação de um Sistema Fotovoltaico Ligado à Rede Elétrica Pública para Fábrica de Gelo de Furna, Brava 1 ENQUADRAMENTO A instalação da fábrica de gelo de Furna -

Leia mais

LEIA TODO O CONTEÚDO DESTE MANUAL ANTES DE INICIAR A INSTALAÇÃO

LEIA TODO O CONTEÚDO DESTE MANUAL ANTES DE INICIAR A INSTALAÇÃO ELETRIFICADOR DE CERCA EC- rural MANUAL DE INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO LEIA TODO O CONTEÚDO DESTE MANUAL ANTES DE INICIAR A INSTALAÇÃO Esta página foi intencionalmente deixada em branco. CUIDADOS NA INSTALAÇÃO

Leia mais

Sistema Normativo Corporativo

Sistema Normativo Corporativo Sistema Normativo Corporativo PADRÃO TÉCNICO VERSÃO Nº ATA Nº DATA DATA DA VIGÊNCIA 01 20/10/2012/2012 20/10/2012 APROVADO POR Edson Hideki Takauti SUMÁRIO 1. RESUMO... 3 2. HISTÓRICO DAS REVISÕES... 3

Leia mais

WirelessHART Manager

WirelessHART Manager Descrição do Produto O uso de tecnologias de comunicação de dados sem fio em sistemas de automação industrial é uma tendência em crescente expansão. As vantagens do uso de tecnologia sem fio são inúmeras

Leia mais

Uma viagem pelas instalações elétricas. Conceitos & aplicações

Uma viagem pelas instalações elétricas. Conceitos & aplicações Uma viagem pelas instalações elétricas. Conceitos & aplicações Workshop Etapa BRASÍLIA CEB CEB 01 UPS 150 kva IGBT/IGBT BASEADO NAS INFORMAÇÕES DO DIAGRAMA UNIFILAR APRESENTADO, DEFINIR: 1 - Corrente nominal

Leia mais

GUIA PRÁTICO DE ATERRAMENTO

GUIA PRÁTICO DE ATERRAMENTO 2014 GUIA PRÁTICO DE ATERRAMENTO MAURÍCIO RODRIGUES DOS REIS 15/02/2014 GUIA PRÁTICO SOBRE ATERRAMENTO 1. INTRODUÇÃO...Pág.02 2. CONCEITOS BÁSICOS...Pág.02 3. ELETRICIDADE ESTÁTICA...Pág.04 4. PARA QUE

Leia mais