ROCK E SOCIEDADE DO CONSUMO: UMA REFLEXÃO A PARTIR DA MÚSICA CONSUMO GUSTO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ROCK E SOCIEDADE DO CONSUMO: UMA REFLEXÃO A PARTIR DA MÚSICA CONSUMO GUSTO"

Transcrição

1 ROCK E SOCIEDADE DO CONSUMO: UMA REFLEXÃO A PARTIR DA MÚSICA CONSUMO GUSTO Daniele Dondoni 1 Thaise Fernanda de Lima Mares 2 INTRODUÇÃO O processo de internacionalização da economia, a dita globalização, impulsionada a partir dos anos 80 pelo advento da política neoliberal, constitui-se na atualidade uma das peças constituintes da ordem econômica mundial. Este sistema tem como estratégia o estimulo ao consumo, para aqueles bens e serviços produzidos em grandes proporções pela lógica capitalista de produção. Todo esse consumo é incitado por estratégias de marketing e por acesso aos meios de comunicação, inclusive em nível mundial como a internet, aliados a garantia de compra por meio de facilidades de credito e em meio a este turbilhão, o trabalhador que tem no salário seu meio de subsistência, passa a ser estimulado a consumir, tornando se escravo deste sistema como forma de atingir um bem estar. Dessa forma, as discussões acerca do consumo serão tratadas no presente trabalho por meio de explanações sobre as questões políticas e econômicas que o cerca, para tal será lançado mão das expressões encontradas na letra da música Consumo gusto da banda Espanhola SKA-P. A banda de punk Rock SKA-P, criada em 1994, é conhecida por expressar em suas letras as mais variadas problemáticas sociais e criticas ao capitalismo. Nesta perspectiva, em 2002 lançou a música consumo gusto (ANEXO 1), que traduzida ao português ficaria consumo gosto (ANEXO 2). Em sua letra a música expressa às faces do consumismo em massa na sociedade capitalista, que nada mais é do que a consequência da globalização exercida e intensificada no neoliberalismo. Neste sentido este trabalho, buscará fazer uma reflexão perante o consumismo, vinculando-se a crítica realizada pela letra da música e ao 1 Aluna regular do Mestrado em Educação- UNIOESTE 2014/ Aluna regular do Mestrado em Educação- UNIOESTE 2014/

2 referencial teórico. Vale lembrar, optou-se por utilizar no texto a versão da música traduzida para o português. 1- O contexto histórico e a emergência do consumismo na sociedade capitalista Historicamente, a humanidade consome, este consumismo emerge de forma mais intensa diante do Modo de Produção Capitalista, é neste contexto que o consumo e a exploração dos trabalhadores se intensificam. Sob uma perspectiva econômica e conforme o paradigma liberal, este último conceito refere-se a um dos fatores determinantes para o desenvolvimento da humanidade, o consumo crescente e a produção de excedente. Suas origens sociológicas emergem da antiguidade, tendo surgido contemporaneamente ao processo civilizatório, e dele sendo parte integrante. Com efeito, os padrões da vida civilizada baseados na produção de excedentes e estocagem foram moldados ainda nos primórdios da humanidade, [...] quando o ser humano substituiu o modo de vida nômade, rústico e precário das primeiras civilizações cujas necessidades eram supridas pela coleta por um estilo que promovia atividades direta ou indiretamente relacionadas à produção e ao consumo [...] (PORTO, 2015, s/p). Diante destes acontecimentos emerge o liberalismo, de acordo com Behring e Santos (2009), esta lógica funda-se na procura do interesse próprio dos indivíduos, estes que devem ser conduzidos pelo mercado, sendo o Estado quem deve fornecer base legal para o bom funcionamento da economia, caracterizando-se, portanto, como um Estado Mínimo. Esta cultura foi estimulada com maior ênfase, a partir dos anos 1920, com a expansão dos fordismo 3 nos Estados Unidos da América (EUA), o qual possuía algumas características em relação aos produtos produzidos e destinados ao consumo. 3 Tratava-se de um método de racionalização da produção, criado por Henry Ford, que, associado aos ensinamos de administração científica propostos por Frederick Taylor, visa promover alta produtividade e demanda, tornando-as equivalentes. Sua gênese remonta à Revolução Industrial, iniciada no século XVIII na Inglaterra, a partir da qual tornou-se possível a fabricação de produtos mais baratos, menos duráveis e mais acessíveis (PORTO, 2015 p. 1). 2

3 Até então os produtos eram avaliados por sua durabilidade e eficiência, assim, a regra era: quanto mais duráveis e eficientes, mais valorizados pelo consumidor. Neste diapasão, os fabricantes da época orientavam seus engenheiros e desenhistas a considerarem, em seus projetos, o desempenho e conservação para que o produto permanecesse inalterado durante muitos anos, tornando dispensável sua reposição em curto prazo. Era corrente a ideia da baixa rotatividade de produtos e, portanto, baixo consumo (PORTO, 2015 p. 1). Para Porto (2015), essa dinâmica fez com que o mercado percebesse que havia diminuição no consumo dos produtos e que concomitantemente houve queda nos lucros. Esta percepção, aliada aos efeitos da Grande Depressão de 1929, que durou por toda a década de 1930, somados ao início da Segunda Guerra Mundial, contribuíram decisivamente para o enfraquecimento do liberalismo. Esta foi a maior crise econômica mundial do capitalismo até aquele momento. Uma crise que iniciou no sistema financeiro americano, a partir de 1929, como resposta a estes acontecimentos, utilizou-se em 1936 a teoria geral de Keynes 4 (Bering; Santos, 2009). Todos estes fatos culminaram em novo pensamento, no qual os fabricantes americanos, tomados pelo pensamento fordista e com o intuito de estimular o crescimento econômico passaram a diminuir a vida útil dos produtos para elevar as vendas, aumentando consideravelmente seus lucros. (PORTO, 2015 p. 1). A partir dos anos de 1950, com a intensificação do fordismo, [...] o estimulo ao consumo deixou de ser apenas estratégia para geração de lucro e assumiu uma perspectiva ideológica nos EUA, onde a classe média branca, estimulada pelo Governo Eisenhower, e incitada pelo crescente design industrial e marketing publicitário, passou a consumir produtos mais modernos, bonitos e com tecnologia evoluída, consolidando o consumo pela satisfação do desejo de possuir e não mais em razão da utilidade do produto (PORTO, 2015 p. 1). 4 Segundo Keynes, cabe ao Estado o papel de reestabelecer o equilíbrio econômico, por meio de uma política fiscal, creditícia de gastos, realizando investimentos que atuem nos períodos de depressão. A teoria de Keynes predominou até o início dos anos de 1970 (Bering; Santos, 2009). 3

4 Neste sentido, uma sociedade anteriormente poupadora deixou-se seduzir pela satisfação imediata do consumo exagerado. No Brasil, nesta mesma época as políticas internas também favoreciam o surgimento de uma forma mais expressiva do consumo, embora restrito às classes sociais mais elevadas [...] (PORTO, 2015, p. 1). Contudo, nos anos posteriores (1960/1980), o consumo em massa no Brasil fora inexpressivo. A mal sucedida política econômica promovida pelos Governos Militares e as desastrosas tentativas de estabilização executadas pelos primeiros Governos da Nova República, ora privilegiando elites sociais e inviabilizando a compra massiva pelas classes mais baixas, ora derrocando a todos, indistintamente, com a corrosão do dinheiro pela hiperinflação, inibiram, durante mais de 20 anos, o aumento do consumo. O consumidor, empobrecido e sem renda extra, percebia inviabilizado seu poder de compra (PORTO, 2015 p. 1). Pelo contrário, nos países desenvolvidos, a partir da década de 1970, houveram inúmeras transformações no modo de produção capitalista, com o intuito de incentivar uma globalização econômica. Para Behring e Santos (2009), é neste período também que as políticas sociais têm seu ápice, com o surgimento do chamado Estado de Bem-Estar Social representado pelo advento das políticas sociais. No entanto, ainda na década de 1970, - devido a inúmeros empecilhos da expansão das atividades estatais - surge a crise do Estado ou crise do Estado-Providencial 5. O que se propõe como solução da crise do Estado, é a retomada do padrão liberal, agora denominado neoliberalismo, para Soares (2003), este é um meio de direcionar os serviços sociais aos comprovadamente pobres e, concomitantemente, diminuir os gastos sociais. No neoliberalismo, esta intervenção do Estado fica cada vez mais fragmentada, focalizada com ações paliativas que resolvam a situação de imediato. Outras transformações que se dão por meio do ideário neoliberal é a flexibilização do trabalhador e a terceirização do trabalho que amplia a contratação dos serviços privados para atuar na rede pública. 5 Para Behring e Santos (2009), esta crise tem tido sua manutenção por aqueles que pretendem diminuir as atividades do Estado diante do modo de produção capitalista. 4

5 A política neoliberal adotada pelo sistema capitalista apresenta a economia como válvula mestra da vida humana, estabelecendo valores e necessidades independentemente do caráter, de modo a determinar a identidade social e, principalmente, pessoal do homem. (LIMA, 2004, p.33). Todas estas transformações tiveram impactos na vida em sociedade, com a expansão do capitalismo e do neoliberalismo, houve uma reorganização do espaço mundial, mudanças de ordem estrutural em diversas áreas. Entre elas a explosão da dita globalização. Evoluindo gradativamente, esse modelo estabelecido trouxe, em dado momento da história recente, drásticas alterações às relações de mercado, fazendo surgir a chamada sociedade de consumo, definida como composição mercantilista caracterizada pela existência de relações de compra e venda massificadas onde a oferta excede a procura. (PORTO 2015, p.1). A globalização na economia mundial intensificou os novos mecanismos ideológicopolíticos e econômicos utilizados pelo capital para ativar a produção e concomitantemente sufocar a organização dos trabalhadores. Por intermédio das estratégias de retroalimentação do capital, tais como: a terceirização, a flexibilização, a informalidade, a busca por mão-deobra barata, o controle de qualidade, entre outras, colaborou para o aumento da precarização, da exploração do trabalho e do trabalhador (LIMA, 2004, p.33). Novamente são processadas mudanças na identidade pessoal do novo tipo de trabalhador que se quer constituir. Esse processo mascara e fetichiza, alcança crescimento mediante a destruição criativa, cria novos desejos e necessidades, explora a capacidade do trabalho e do desejo humano, transforma espaços e acelera o ritmo da vida. (LIMA, 2004 apud HARVEY, 1992, p.307). Partindo desta perspectiva, a música consumo gusto aborda em sua primeira estrofe a questão do desejo da compra e a criação de novas necessidades a partir do estimulo ao consumo: Comprar, coisas que não valem para nada Comprar, para esquecê-las no sótão Comprar, é um prazer excepcional Comprar, como eu gosto de desperdiçar (SKA-P, 2002). 5

6 Este modelo de internacionalização da economia, cujo foco da manutenção do sistema é o consumo, na contemporaneidade vem recebendo várias significações, que entre as suas mais variadas expressões, objetivam expressar um mundo sem fronteiras, que possibilite uma economia global para os mercados internos já saturados, visando, sobremaneira aproximar as nações umas das outras, tudo isto, associado a expansão do capitalismo no mundo. Associado a este conceito, tem-se ainda como definição do termo globalização, segundo a doutrina majoritária, a explosão de valores de um povo, englobando alterações no seu modo de ser, agir e pensar (SOUSA, 2011, P.2). 2- O processo de internacionalização da economia no Brasil e no Mundo Para Sousa (2011), internacionalização da economia, também conhecida como globalização, está intimamente associada ao surgimento do Estado neoliberal, a mesma se expandiu entre as nações por meio deste sistema. Esse processo aconteceu [...] desde a década de 80 [...], para os países então denominados do primeiro mundo, e a partir dos 90 para a América Latina, o avanço do processo relatado marcado pela derrubada de barreiras comerciais e liberalização do comércio exterior (DePAULA, 2013 p.241). No Brasil, foi na década de 1990, sob o governo de Fernando Collor de Mello, que houve implantação do Estado Neoliberal o qual viabilizou as privatizações por meio da intervenção mínima do Estado nas políticas sociais e econômicas. Com a implantação do Plano Real (1994), no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), o consumo popular teve significativo desempenho impulsionado pelo aumento do poder aquisitivo das famílias consideradas carentes, isto devido ao controle da inflação e estabilização econômica, associado às políticas de inclusão social e o aumento das taxas de emprego, abrindo assim as comportas do consumo no Brasil (PORTO, 2015 p.1). De modo geral, estas transformações ocorridas em virtude da internacionalização da economia [...] impulsionaram uma nova visão sobre as relações econômicas em nível 6

7 internacional, que deixaram de se dar em nível local e regional, geograficamente limitada aos territórios nacionais, e adquiriram uma amplitude global (DePAULA, 2013 p 240). Deste modo, a globalização se apresenta hora de forma positiva e hora de forma negativa. Positiva, pois traz benefícios para as grandes potências, contudo, de forma negativa, pois são estas grandes potências que impões regras aos demais países que não são ouvidos, deixando-os cada vez mais excluídos de sua própria sociedade. É possível exemplificar esta dinâmica: [...] o único país no FMI que tem poder de veto são os EUA; pois, todos os presidentes do Banco Mundial foram designados pelo presidente dos EUA, assim, resta claro, que a globalização é a forma maquiada dos EUA impor sua vontade soberana. (SOUSA, 2011, P.6). Já para Eric Hobsbawm, os efeitos são apenas negativos, visto que, para o autor: a globalização acompanhada de mercados livres, atualmente tão em voga, trouxe consigo uma dramática acentuação das desigualdades econômicas e sociais no interior das nações e entre elas (SOUSA, p.5 apud Hobsbawn, 2007). Conclui-se que na realidade a globalização gerou a exclusão dos países pobres e representou a marginalização dos países ricos, visto que apenas uma nação pode impor o certo e o errado no que tange a economia mundial. Ainda, como afirma Hobsbawm acerca de organismos como Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio, Fundo Monetário Internacional, Nações Unidas, nenhum desses órgãos tem algum poder efetivo além daquele que lhes é conferido voluntariamente pelos Estados, ou por acordos entre eles, ou graças ao apoio de países poderosos. [...] Como apenas os Estados têm poder real, o risco é que as instituições internacionais se mostrem ineficazes ou carentes de legitimidade ao tentarem lidar com questões como os crimes de guerra (MELO apud HOBSBAWM, 2007, p.480) Desta forma, [...] a produção e o consumo vêm, indistintamente, se revelando o motor propulsor das economias, interferindo na graduação do nível de evolução de um país e até no conceito político de desenvolvimento (PORTO, 2015, p.1). Desta forma, de acordo com o entendimento dos autores contemporâneos, a globalização ou processo de mundialização, caracteriza-se pela ampla integração econômica, política, cultural entre as nações. Neste 7

8 sentido, o processo de internacionalização não se restringiu apenas ao campo mercantil, mas também à produção de tecnologias, utilização de recursos financeiros e investimentos, neste contexto, emergem as empresas transnacionais, que passam a compor tal cenário (DePAULA, 2013). A integração entre os países acarretou no surgimento de um terceiro mercado, denominado de mercado eletrônico ou virtual, decorrente do uso da internet. Neste mercado, a interferência estatal é praticamente nula ou mínima, porque não existem donos ou porque todos são donos. (SOUSA, 2011, P.4). Nesse sentido, quando se fala em globalização como um processo de integração, deve-se estar atento para o fato de que, [...] hoje o mundo se transformou numa verdadeira aldeia global, o que envolve a troca e transferência de mercadorias, pessoas, informações, comunicação, tudo facilitado pela eletrônica (SOUSA, 2011, P.7). Para a autora, [...] não existe mais fatos ou situações isoladas, já que o que acontece em um dado local pode repercutir em todo o mundo, em algumas nações de forma mais ou menos direta tudo através dos mais diversos meios de comunicação. Trata-se do empacotamento e da alienação do combustível que move o mundo: ideias, informações, cultura e outras notícias que circulam sem fronteiras nos mais longínquos e diversos lugares. Assim, relações de cunho internacional requerem regulamentação em caráter urgente, pois a consequência imediata desse cenário é uma sociedade mundial (SOUSA, 2011, P.7). A nova ordem econômica, também trouxe mudanças significativas nas relações existentes na sociedade, estas relações na contemporaneidade se massificaram e parte do seu fundamento é o capital, tudo com base no aparelho do Estado, na administração do dinheiro, de empresas, de interesses cada vez mais pessoais, ficando as pessoas cada vez mais preocupadas com status (SOUSA, 2011, P.8). Neste sentido, [...] o consumo paulatinamente foi alçado à regra social promovedora de status e satisfação pessoais capazes de definir o papel do indivíduo na sociedade (PORTO, 2015 p.1). 8

9 Para a autora, [...] os produtos e serviços a que o indivíduo tem acesso passaram a definir seu nicho social no qual o consumo sucessivo lhe garante a permanência (PORTO, 2015 p.1). A questão da compra excessiva fica claro no trecho da música abaixo, quando se evidencia que não basta comprar, deve-se permanecer comprando contínua e precocemente. Porra de dinheiro, porra de dinheiro A sociedade de consumo me transformou em um serviçal Porra de dinheiro, porra de dinheiro Sempre com a água batendo na bunda, essa é a vida de um consumidor (SKA-P, 2002). Assumindo estas características, o consumo passou a fazer parte de todas as atividades humanas. Isso se deu em razão da convergência de interesses dos produtores industriais e do mercado de crédito, patrocinados pelo estabelecimento definitivo da cultura consumista e da hipervalorização do possuir (PORTO, 2015 p.1), Ou seja, a abundância de produtos no mercado tem sua demanda garantida pelo crédito fácil disponibilizado pelas instituições financeiras (PORTO, 2015 p.1). Como expressa a música consumo gusto o mundo do consumo [...] gera um ritmo eufórico de compra e venda que traz consigo problemas manifestos no âmbito social com nefastas consequências, como o superendividamento. (PORTO, 2015 p.1). Pagar o colégio das criança Pagar a porra da luz, água e gás Pagar a residência da mamãe Pagar, a minha vida consiste em pagar Pago o boleto do carro, pago a taxa do condomínio Pago a porra da hipoteca, pago a conta que devo no bar Pago o boleto do dvd, pago o boleto da televisão Pago o seguro do carro, pago o boleto do computador (SKA-P, 2002). Com efeito, eis que se pode afirmar que o consumo exagerado é fruto de um conceito perverso e ultrapassado de desenvolvimento (PORTO, 2015, s/p). No trecho abaixo esta situação fica fortemente evidenciada e caracterizada, quando a banda expressa na letra da música, a necessidade do consumo como uma questão imprescindível para atingir o Bem- 9

10 estar. Sob o ponto de vista das teorias econômicas liberais é no mercado que o indivíduo satisfaz suas exigências de bens e serviços, portanto, adquire seu bem-estar (FALEIROS, 1980, p.9). Escravo da porra da publicidade Escravo eu sou Escravo. A sociedade do bem-estar não é igual para todos, não é igual. (SKA-P, 2002). O trabalhador, neste sentido, torna-se escravo diante da economia capitalista. Pois, além de ser parte fundamental do processo de produção enquanto trabalhador assalariado, também é uma peça chave no que diz respeito ao processo do consumo, haja vista que, ao produzir, necessita consumir, para tal, faz uso de seu salário que é o meio de prover a sua subsistência (FALEIROS, 1980, p.10). Todo o dia se fodendo como um bastardo até as 10 Com um salário de merda que não chega ao fim do mês Mas a tv me diz que eu tenho que consumir Aceito de bom grado e me deixo persuadir (SKA-P, 2002). Desta maneira, a expansão do consumo é garantida pela tríade, oferta, crédito e demanda, as três constituem-se uma ordenação de elementos favoráveis ao surgimento do conceito de sociedade de consumo na qual, atualmente, todas as pessoas estão incluídas. Suas características abrangem elevada produção, consumo massivo e alto desenvolvimento industrial (PORTO, 2015 s/p), no qual o trabalhador é o protagonista deste processo, e responsável por sua perpetuação. Aqui termina a história deste humilde trabalhador Que foi usado e nem se quer aprendeu Quem fica com a "fatia", quem manipula o "pingado" Quem está acima dos que dividem o "bacalhau" (SKA-P, 2002) 10

11 CONSIDERAÇÕES FINAIS Na sociedade capitalista, o consumo tem se expressado de inúmeras formas, até mesmo, por meio de gêneros musicais, entre eles o Rock and Roll. Foi por intermédio da canção consumo gusto, da banda de punk Rock ska-p e tendo em vista que o consumo em massa se fortalece cada dia mais na sociedade capitalista, que procuramos pensar um pouco mais sobre a temática em questão. A produção e o consumo são as forças que representam os pilares da economia de mercado, este sistema vem evoluindo de acordo com as necessidades humanas e com as exigências mundiais, elementos como a terceirização, flexibilização, crédito fácil, e o processo de internacionalização da economia, também conhecido como globalização, se caracterizaram como elementos fundamentais para a consolidação do consumismo. Este promove inovações no que tange a tecnologia, a força produtiva, a divisão internacional do trabalho, os quais apresentaram-se como pontos positivos para alguns pensadores contemporâneos, visto que por intermédio destas novas tecnologias, pode-se ter acesso ao que nunca se imaginou. Em suma, apesar das mudanças que o consumo em massa acarretou para a sociedade capitalista, este fenômeno ostenta características ambíguas e contraditórias que norteiam o mundo moderno, onde todas as coisas articulam-se entre si. Embora inovadora, a dita evolução apresentou mudanças no que tange a economia, porém, o mundo continua desigual e contraditório, capaz de privilegiar apenas alguns. Neste processo, o menos favorecido é o trabalhador, que além de produtor é consumidor e já não consume apenas para suprir suas necessidades, pois, na atualidade você é o que tem, ou melhor, você é o que pode consumir. 11

12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BEHRING, Elaine Rossetti; SANTOS Silvana Mara de Morais. Questão Social e direitos. In. Serviço Social Direitos Sociais e Competências Profissionais. Brasília-DF, DePAULA. Lucas Franco. Internacionalização da economia e suas transformações sobre o estado contemporâneo e a ordem institucional internacional voltadas aos negócios jurídicos inseridos no setor bancário e de produtos financeiros. RVMD, Brasília, V. 7, nº 1, p , Jan-Jun, FALEIROS. Vicente de Paula. A política Social do Estado Capitalista: As funções da previdência e Assistência Sociais. São Paulo: Cortez Editora, HOBSBAWM, Eric J. Globalização, democracia e terrorismo. In. Uma Resenha De Um Mestre: Hobsbawm E A Globalização, Democracia e Terrorismo. Por Marcelo Paula De Melo (Org). Sociedade e Estado, Brasília, v. 23, n. 2, p , maio/ago Disponível em: LIMA. Ângela Maria de Sousa. Os Impactos da Globalização no Mundo do Trabalho. Revista. Terra E Cultura, Ano Xx, Nº http: //web.unifil.br/docs/revista _eletronica/terra_ cultura/39/terra%20e%20cultura_39-3.pdf. PORTO. Elisabete A. Desenvolvimento e demanda na economia de mercado: seus desdobramentos na teria do superendividamento do consumidor Disponível em: SOUSA. Andréia Nádia Lima de Globalização: Origem e Evolução Globalization: Origins And Evolution. Caderno de Estudos Ciência e Empresa, Teresina, Ano 8, n. 1, jul Disponível em: Artigo%20Andreia%20Nadia%20 Globalizacao %20ABNT. pdf SOARES, Laura Tavares: O Desastre Social. In. SADER, Emir (Org). Os porquês da Desordem Mundial Mestres Explicam a Globalização Disponível em: <http://books.google.com.br/books?hl=en&lr=&id=tkk_pzgczkmc&oi=fnd&pg=pa9&dq =o+desastre+social+laura+tavares&ots=_i-mxhe0q6&sig=9-acamm9uqygr4k9 PdYDGs 11mOw#v=onepage&q=o%20desastre%20social%20laura%20tavares&f=true> SKA-P. Consumo Gusto. Gravadora: BMGouvir 2002 ANEXO 1 Música consumo gusto Comprar, cosas que no valen pa na Comprar, para olvidarlas en el desvan Comprar, es un placer excepcional Comprar, como me gusta despilfarrar Todo el dia currando como un cabron hasta las 10 Por un salario de mierda que no me llega a fin de meses Pero la tele me dice que tengo que consumir 12

13 Aceptos con sumo gusto yo me dejo persuadir Pagar, el colegio del chaval Pagar, la puta luz, el agua y el gas Pagar, la residencia de mama Pagar, mi vida consiste en aforar Pago la letra del coche, pago la cuota de comunidad Pago la puta hipoteca, pago la cuenta que debo en el bar Pago la letra del video, pago la letra del televisor Pago el seguro del coche, pago la letra del ordenador PUTO DINERO, PUTO DINERO [X2] La sociedad de consumo me ha convertido en un servidor PUTO DINERO, PUTO DINERO [X2] Siempre con el agua al cuello, estas es la vida de un consumidor Esclavo de la puta publicidad Exclavo soy Esclavo la sociedad del bienestar no es para todos por igual Aqui termina la historia de este humilde trabajador Que ha sido utilizado y ni siquiera se ha enterao Quien saca la tajada quien maneja este tinglao Los que estan por arriba los que parten el bacalao PUTO DINERO, PUTO DINERO [X2] La sociedad de consumo me ha convertido en un servidor PUTO DINERO, PUTO DINERO [X2] Siempre con el agua al cuello, estas es la vida de un consumidor Fonte: Tradução música consumo gosto ANEXO 2 13

14 Comprar, coisas que não valem para nada Comprar, para esquecê-las no sótão Comprar, é um prazer excepcional Comprar, como eu gosto de desperdiçar Todo o dia se fodendo como um bastardo até as 10 Com um salário de merda que não chega ao fim do mês Mas a tv me diz que eu tenho que consumir Aceito de bom grado e me deixo persuadir Pagar o colégio das criança Pagar a porra da luz, água e gás Pagar a residência da mamãe Pagar, a minha vida consiste em pagar Pago o boleto do carro, pago a taxa do condomínio Pago a porra da hipoteca, pago a conta que devo no bar Pago o boleto do dvd, pago o boleto da televisão Pago o seguro do carro, pago o boleto do computador Porra de dinheiro, porra de dinheiro A sociedade de consumo me transformou em um serviçal Porra de dinheiro, porra de dinheiro Sempre com a água batendo na bunda, essa é a vida de um consumidor Escravo da porra da publicidade Escravo eu sou Escravo. A sociedade do bem-estar não é igual para todos Aqui termina a história deste humilde trabalhador Que foi usado e nem se quer aprendeu Quem fica com a "fatia", quem manipula o "pingado" Quem está acima dos que dividem o "bacalhau" Porra de dinheiro, porra de dinheiro A sociedade do consumo me transformou em um serviçal Porra de dinheiro, porra de dinheiro Sempre com a água batendo na bunda, essa é a vida de um consumidor Escravo da porra da publicidade 14

15 Escravo eu sou Escravo. A sociedade do bem-estar não é igual para todos Não é a sociedade do bem-estar não é igual para todos, não é igual 15

O capitalismo e o Advento de uma sociedade de consumo

O capitalismo e o Advento de uma sociedade de consumo O capitalismo e o Advento de uma sociedade de consumo Camila Fernandes Colégio Mãe de Deus T. 301 Resumo: A condição da redução do cidadão em consumidor, e a criação de tal cultura global, deu-se através

Leia mais

No modo de produção escravista os trabalhadores recebiam salários muito baixos.

No modo de produção escravista os trabalhadores recebiam salários muito baixos. Atividade extra Fascículo 2 Sociologia Unidade 3 Questão 1 Leia com atenção o texto de Paul Lovejoy sobre escravidão: Enquanto propriedade, os escravos eram bens móveis: o que significa dizer que eles

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO:

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO: O Brasil e suas políticas sociais: características e consequências para com o desenvolvimento do país e para os agrupamentos sociais de nível de renda mais baixo nas duas últimas décadas RESUMO: Fernanda

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO Prof. Israel Frois SÉCULO XV Território desconhecido; Era habitado por ameríndios ; Natureza praticamente intocada Riqueza imediata: Pau-Brasil (Mata Atlântica) Seus limites

Leia mais

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África,

Leia mais

Atividade extra. Módulo 2 Fascículo 2 Sociologia Unidade 3. Questão 1. Ciências Humanas e suas Tecnologias Sociologia

Atividade extra. Módulo 2 Fascículo 2 Sociologia Unidade 3. Questão 1. Ciências Humanas e suas Tecnologias Sociologia Atividade extra Módulo 2 Fascículo 2 Sociologia Unidade 3 Questão 1 Leia com atenção o texto de Paul Lovejoy sobre escravidão: Enquanto propriedade, os escravos eram bens móveis: o que significa dizer

Leia mais

AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO

AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO MÁRCIA MARIA PALHARES (márcia.palhares@uniube.br) RACHEL INÊS DA SILVA (bcpt2@uniube.br)

Leia mais

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS 7.PROJETO PEDAGÓGICO 1º SEMESTRE DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ECONOMIA EMENTA: Conceitos Fundamentais; Principais Escolas do Pensamento; Sistema Econômico; Noções de Microeconomia; Noções de Macroeconomia;

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno.

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno. 1. ASPECTOS GERAIS Comércio é um conceito que possui como significado prático, trocas, venda e compra de determinado produto. No início do desenvolvimento econômico, o comércio era efetuado através da

Leia mais

Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública

Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública Artigo Especial Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública Luiz Carlos Bresser-Pereira 1 1 Fundação Getúlio Vargas. Ministro da Fazenda (1987). Ministro da Administração

Leia mais

SANTOS, B. S. Os processos da globalização In SANTOS, B. S. (org) (2001), Globalização Fatalidade ou utopia, Porto, Edições Afrontamento, pp.

SANTOS, B. S. Os processos da globalização In SANTOS, B. S. (org) (2001), Globalização Fatalidade ou utopia, Porto, Edições Afrontamento, pp. SANTOS, B. S. Os processos da globalização In SANTOS, B. S. (org) (2001), Globalização Fatalidade ou utopia, Porto, Edições Afrontamento, pp. 31-50 2º Ano ASE Sociologia do Desenvolvimento e da Mudança

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 2ª PROVA PARCIAL DE GEOGRAFIA Aluno(a): Nº Ano: 8º Turma: Data: 04/06/2011 Nota: Professor: Edvaldo Valor da Prova: 40 pontos Assinatura do responsável: Orientações

Leia mais

Relato - Do Fordismo/Keynesiano ao Toyotismo/Neoliberal

Relato - Do Fordismo/Keynesiano ao Toyotismo/Neoliberal Relato - Do Fordismo/Keynesiano ao Toyotismo/Neoliberal Segundo diferentes autores, como ANTUNES (1999), HARVEY (2001), GOUNET (1999), KURZ (1996) entre outros, vivemos, atualmente, o chamado desemprego

Leia mais

DIPLOMACIA Introdução

DIPLOMACIA Introdução DIPLOMACIA Introdução Ao longo dos tempos, o pensamento político e o pensamento jurídico sempre foram o reflexo das relações entre os homens, os povos, os Estados e as Nações. Foram se operando constantemente

Leia mais

TRABALHO COMO DIREITO

TRABALHO COMO DIREITO Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 419 CEP: 05403-000 São Paulo SP Brasil TRABALHO COMO DIREITO () 04/12/2013 1 O direito ao trabalho no campo da Saúde Mental: desafio para a Reforma Psiquiátrica brasileira

Leia mais

O DIREITO DO TRABALHO FRENTE ÀS MUDANÇAS NAS RELAÇÕES DE TRABALHO.

O DIREITO DO TRABALHO FRENTE ÀS MUDANÇAS NAS RELAÇÕES DE TRABALHO. O DIREITO DO TRABALHO FRENTE ÀS MUDANÇAS NAS RELAÇÕES DE TRABALHO. Jorge Luiz Souto Maior (*) Já virou costume dizer que o mundo do trabalho mudou e que, por isto, inevitavelmente, o direito do trabalho

Leia mais

Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo

Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo Samira Santana de Almeida 1 RELATÓRIO 1. Apresentação O presente

Leia mais

ANÁLISE DO DESEMPENHO DO SETOR EXTERNO BRASILEIRO NO SEGUNDO BIMESTRE DE 2013

ANÁLISE DO DESEMPENHO DO SETOR EXTERNO BRASILEIRO NO SEGUNDO BIMESTRE DE 2013 ANÁLISE DO DESEMPENHO DO SETOR EXTERNO BRASILEIRO NO SEGUNDO BIMESTRE DE 2013 QUIRINO, José Renato Dias 1 ; MEDEIROS 2, Rennan Kertlly de; RAMOS FILHO 3, Hélio S. RESUMO O estudo das relações econômicas

Leia mais

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO II

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO II EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO II David Ricardo Profa. Enimar No século XVIIII tem início a fase científica da Economia. As Escolas Fisiocrata e Clássica foram as primeiras Escolas do Pensamento Econômico

Leia mais

INESUL / FAEC FACULDADE EDUCACIONAL DE COLOMBO. Programa de Responsabilidade Social

INESUL / FAEC FACULDADE EDUCACIONAL DE COLOMBO. Programa de Responsabilidade Social INESUL / FAEC FACULDADE EDUCACIONAL DE COLOMBO Programa de Responsabilidade Social APRESENTAÇÃO 2 O equilíbrio de uma sociedade em última instância, é formada pelo tripé: governo, família e empresa. Esperar

Leia mais

Reforma do Estado. Pressões para Reforma do Estado: internas (forças conservadoras) e externas (organismos multilaterais).

Reforma do Estado. Pressões para Reforma do Estado: internas (forças conservadoras) e externas (organismos multilaterais). Reforma do Estado Pressões para Reforma do Estado: internas (forças conservadoras) e externas (organismos multilaterais). Redefinição da natureza, do alcance e dos limites à intervenção estatal. Preocupação

Leia mais

Organizações de defesa do cidadão

Organizações de defesa do cidadão Organizações de defesa do cidadão Denise Catarina Silva Mangue Ser cidadão na sociedade da informação Em 1976, o inglês T. H. Marshall um dos principais pensadores contemporâneos envolvidos na discussão

Leia mais

CONSULTOR CARLOS MARTINS AÇAO EM MARKETING

CONSULTOR CARLOS MARTINS AÇAO EM MARKETING CONSULTOR CARLOS MARTINS CRIA - AÇAO EM MARKETING SUA EMPRESA Copyright Consultor Carlos Martins - Todos os direitos reservados wwwcarlosmartinscombr - consultor@carlosmartinscombr Como conquistar Clientes

Leia mais

2 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO

2 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 2 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 2.1 IMPORTÂNCIA DA ADMINISTRAÇÃO Um ponto muito importante na administração é a sua fina relação com objetivos, decisões e recursos, como é ilustrado na Figura 2.1. Conforme

Leia mais

Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes.

Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes. A ECONOMIA GLOBAL Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes. O século XX marcou o momento em que hábitos culturais, passaram a ser ditados pelas grandes

Leia mais

1) a) Caracterize a Nova Ordem Econômica Mundial;

1) a) Caracterize a Nova Ordem Econômica Mundial; 1) a) Caracterize a Nova Ordem Econômica Mundial; A Nova Ordem Econômica Mundial insere-se no período do Capitalismo Financeiro e a doutrina econômica vigente é o Neoliberalismo. Essa Nova Ordem caracteriza-se

Leia mais

A origem latina da palavra trabalho (tripalium, antigo instrumento de tortura) confirma o valor negativo atribuído às atividades laborais.

A origem latina da palavra trabalho (tripalium, antigo instrumento de tortura) confirma o valor negativo atribuído às atividades laborais. 1 Origem do termo O trabalho é o conjunto de atividades por meio das quais o ser humano cria as condições para sua sobrevivência. Por esta característica, sempre foi indispensável na vida dos indivíduos.

Leia mais

Ensino Fundamental II

Ensino Fundamental II Ensino Fundamental II Valor do trabalho: 2.0 Nota: Data: /dezembro/2014 Professora: Angela Disciplina: Geografia Nome: n o : Ano: 8º Trabalho de Recuperação Final de Geografia ORIENTAÇÕES: Leia atentamente

Leia mais

Exercícios Reorganização Política Internacional

Exercícios Reorganização Política Internacional Exercícios Reorganização Política Internacional 1. (Ufg 2013) Analise a charge a seguir. A charge refere-se a dois temas: o papel do Estado na economia e as relações de trabalho. A respeito desses temas,

Leia mais

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PESSOAS Comparativo entre idéias

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PESSOAS Comparativo entre idéias FACULDADE GOVERNADOR OZANAM COELHO PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE PESSOAS INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PESSOAS Comparativo entre idéias ALINE GUIDUCCI UBÁ MINAS GERAIS 2009 ALINE GUIDUCCI INTRODUÇÃO À GESTÃO DE

Leia mais

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA Miranda Aparecida de Camargo luckcamargo@hotmail.com Acadêmico do Curso de Ciências Econômicas/UNICENTRO Luana Sokoloski sokoloski@outlook.com

Leia mais

Exercícios de 3ª Revolução Industrial

Exercícios de 3ª Revolução Industrial Exercícios de 3ª Revolução Industrial 1. (IFMG) Disponível em: http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2012/10/industria-automobilistica-definidoo.html. Acesso em: 21/11/2012. A imagem retrata um cenário

Leia mais

AEDB CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AULA 1 GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

AEDB CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AULA 1 GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS AEDB CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AULA 1 GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS * NEGÓCIOS INTERNACIONAIS: Definição: Por negócios internacionais entende-se todo negócio realizado além das fronteiras de um país.

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Resolução n 69/ 2011 Aprova o Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em, Bacharelado, do Centro

Leia mais

A PRECARIZAÇÃO DAS RELAÇÕES TRABALHISTAS E O DEBATE DA CONSCIÊNCIA DE CLASSE

A PRECARIZAÇÃO DAS RELAÇÕES TRABALHISTAS E O DEBATE DA CONSCIÊNCIA DE CLASSE II Semana de Economia Política GT 3 Trabalho e produção no capitalismo contemporâneo A PRECARIZAÇÃO DAS RELAÇÕES TRABALHISTAS E O DEBATE DA CONSCIÊNCIA DE CLASSE Resumo Inaê Soares Oliveira 1 Lohana Lemos

Leia mais

Modelos de Produção. 1 Empresas: Movimentos Ideológicos. 1.1 - Taylorismo:

Modelos de Produção. 1 Empresas: Movimentos Ideológicos. 1.1 - Taylorismo: Modelos de Produção 1 Empresas: Movimentos Ideológicos 1.1 - Taylorismo: Taylorismo ou Administração científica é o modelo de administração desenvolvido pelo engenheiro norte-americano Frederick Taylor

Leia mais

UMA ANÁLISE DAS TENDÊNCIAS GLOBAIS PARA 2025: As Perspectivas de Novas Potências Econômicas Internacionais

UMA ANÁLISE DAS TENDÊNCIAS GLOBAIS PARA 2025: As Perspectivas de Novas Potências Econômicas Internacionais UMA ANÁLISE DAS TENDÊNCIAS GLOBAIS PARA 2025: As Perspectivas de Novas Potências Econômicas Internacionais Arielli Xavier de Lima 1, Vilma da Silva Santos 2, Paulo Cesar Ribeiro Quintairos 3, Edson Aparecida

Leia mais

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT Myrian Lucia Ruiz Castilho André Luiz Castilho ** A educação é um direito

Leia mais

PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA

PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA Carlos Eduardo Queiroz Pessoa Bacharel em Filosofia e Direito; Mestrando em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande

Leia mais

O IMPACTO DAS MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO E OS TRABALHADORES DE ENFERMAGEM

O IMPACTO DAS MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO E OS TRABALHADORES DE ENFERMAGEM O IMPACTO DAS MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO E OS TRABALHADORES DE ENFERMAGEM Salete Beatriz Scheid 1 Neide Tiemi Murofuse 2 INTRODUÇÃO: Vivemos atualmente numa sociedade marcada pelas intensas e rápidas

Leia mais

Guerra fria (o espaço mundial)

Guerra fria (o espaço mundial) Guerra fria (o espaço mundial) Com a queda dos impérios coloniais, duas grandes potências se originavam deixando o mundo com uma nova ordem tanto na parte política quanto na econômica, era os Estados Unidos

Leia mais

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR.

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL: Elementos para uma breve reflexão e debate. Perspectiva de Análise Teoria Social Crítica (Marx e alguns marxistas)

Leia mais

O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil

O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil CRISTINA FRÓES DE BORJA REIS (*) O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil Esse artigo apresenta as relações entre investimento público e desenvolvimento econômico no Brasil entre

Leia mais

XIX QUALIEDUC EDUCAÇÃO PRESSENCIAL & A DISTÄNCIA

XIX QUALIEDUC EDUCAÇÃO PRESSENCIAL & A DISTÄNCIA XIX QUALIEDUC EDUCAÇÃO PRESSENCIAL & A DISTÄNCIA A APROPRIAÇÃO DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS POR INVESTIDORES PRIVADOS SÃO INSTRUMENTOS QUE LEVAM A COMERCIALIZAÇÃO DO ENSINO? 1 MSc. EDUARDO GUERINI JULHO/2013

Leia mais

Responsabilidade Social

Responsabilidade Social Responsabilidade Social Desafios à Gestão Universitária Prof. Dr. Adolfo Ignacio Calderón Coordenador do Núcleo de Pesquisas em Ciências Sociais Aplicadas da UMC, membro do comitê científico do Fórum de

Leia mais

Agrupamento de Escolas do Bonfim

Agrupamento de Escolas do Bonfim Escola Secundária Mouzinho da Silveira Departamento de Ciências Sociais e Humanas Grupo de Recrutamento - 420 Ano Letivo de 2014 / 2015 Curso LINGUAS E HUMANIDADES Planificação Anual da disciplina de GEOGRAFIA

Leia mais

Catalão nas Fronteiras do Capitalismo: do desenvolvimento produtivo a construção da sociabilidade

Catalão nas Fronteiras do Capitalismo: do desenvolvimento produtivo a construção da sociabilidade Catalão nas Fronteiras do Capitalismo: do desenvolvimento produtivo a construção da sociabilidade Leonardo César PEREIRA 1 ; Revalino Antonio FREITAS (orientador) Palavras-chave: trabalho, migração, fronteira,

Leia mais

Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, n.32, v.2, p.367-373, ago./dez.2010 RESENHA:

Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, n.32, v.2, p.367-373, ago./dez.2010 RESENHA: RESENHA: PINTO, Geraldo Augusto. A organização do trabalho no século 20: taylorismo, fordismo e toyotismo. 2.ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010. 88p. Rogério Gerolineto FONSECA Graduando do curso de

Leia mais

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960.

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. Glauber Lopes Xavier 1, 3 ; César Augustus Labre Lemos de Freitas 2, 3. 1 Voluntário Iniciação

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

SAC: Fale com quem resolve

SAC: Fale com quem resolve SAC: Fale com quem resolve A Febraban e a sociedade DECRETO 6523/08: UM NOVO CENÁRIO PARA OS SACs NOS BANCOS O setor bancário está cada vez mais consciente de seu papel na sociedade e deseja assumi-lo

Leia mais

BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA E ENVELHECIMENTO ATIVO: CONQUISTAS E DESAFIOS

BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA E ENVELHECIMENTO ATIVO: CONQUISTAS E DESAFIOS BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA E ENVELHECIMENTO ATIVO: CONQUISTAS E DESAFIOS Cristiane Cinat Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP - Franca cricriblue@hotmail.com Introdução

Leia mais

PLATAFORMA OPERÁRIA E CAMPONESA DE ENERGIA

PLATAFORMA OPERÁRIA E CAMPONESA DE ENERGIA PLATAFORMA OPERÁRIA E CAMPONESA DE ENERGIA Brasília, 24 de Agosto de 2010. PLATAFORMA OPERÁRIA E CAMPONESA DE ENERGIA Ao Povo Brasileiro e às organizações do campo e da cidade A questão energética, na

Leia mais

Ciência, Tecnologia, Inovação e Defesa Nacional Seminário sobre Diretrizes Estratégicas de C,T&I para a Defesa Nacional

Ciência, Tecnologia, Inovação e Defesa Nacional Seminário sobre Diretrizes Estratégicas de C,T&I para a Defesa Nacional Ciência, Tecnologia, Inovação e Defesa Nacional Seminário sobre Diretrizes Estratégicas de C,T&I para a Defesa Nacional Painel: Visão da Indústria e da Universidade Hotel Naoum, Brasília, 26 de novembro

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais

Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais RELATÓRIO Samira Santana de Almeida 1 1. Apresentação

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum.

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum. 1º ano A Filosofia e suas origens na Grécia Clássica: mito e logos, o pensamento filosófico -Quais as rupturas e continuidades entre mito e Filosofia? -Há algum tipo de raciocínio no mito? -Os mitos ainda

Leia mais

Teoria pertence ao grupo das teorias objetivas, conduzindo a análise do valor para o terreno da oferta e dos custos de produção.

Teoria pertence ao grupo das teorias objetivas, conduzindo a análise do valor para o terreno da oferta e dos custos de produção. VALOR Questões : 1. O que é que determina o valor de um bem? 2. De que elementos dependem os valores atribuídos aos bens e serviços normalmente transacionados? VALOR TRABALHO David Ricardo: O valor de

Leia mais

2 Trabalho e sociedade

2 Trabalho e sociedade Unidade 2 Trabalho e sociedade Os seres humanos trabalham para satisfazer suas necessidades, desde as mais simples, como as de alimento, vestimenta e abrigo, até as mais complexas, como as de lazer, crença

Leia mais

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos)

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton Silveira de Pinho Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES abril / 2003 Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton

Leia mais

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM POLÍTICAS PÚBLICAS, ESTRATÉGIAS E DESENVOLVIMENTO

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM POLÍTICAS PÚBLICAS, ESTRATÉGIAS E DESENVOLVIMENTO PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM POLÍTICAS PÚBLICAS, ESTRATÉGIAS E DESENVOLVIMENTO LINHA DE PESQUISA: POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA JUSTIFICATIVA O campo de pesquisa em Políticas Públicas de

Leia mais

Cadernos ASLEGIS. ISSN 1677-9010 / www.aslegis.org.br. http://bd.camara.leg.br

Cadernos ASLEGIS. ISSN 1677-9010 / www.aslegis.org.br. http://bd.camara.leg.br ASSOCIAÇÃO DOS CONSULTORES LEGISLATIVOS E DE ORÇAMENTO E FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Cadernos ASLEGIS ISSN 1677-9010 / www.aslegis.org.br http://bd.camara.leg.br Glohalização das finanças:

Leia mais

O PAPEL DESEMPENHADO PELO PROGRAMA LEXT-OESSTE E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO E PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL

O PAPEL DESEMPENHADO PELO PROGRAMA LEXT-OESSTE E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO E PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL O PAPEL DESEMPENHADO PELO PROGRAMA LEXT-OESSTE E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO E PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL Larissa dos Santos Gomes Resumo O presente artigo refere-se ao trabalho de conclusão

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL NO CENÁRIO EMPRESARIAL ¹ JACKSON SANTOS ²

RESPONSABILIDADE SOCIAL NO CENÁRIO EMPRESARIAL ¹ JACKSON SANTOS ² RESPONSABILIDADE SOCIAL NO CENÁRIO EMPRESARIAL ¹ JACKSON SANTOS ² A Responsabilidade Social tem sido considerada, entre muitos autores, como tema de relevância crescente na formulação de estratégias empresarias

Leia mais

Informativo Fundos Solidários nº 13

Informativo Fundos Solidários nº 13 Informativo Fundos Solidários nº 13 Em dezembro de 2014, em Recife, Pernambuco, foi realizado o 2º seminário de Educação Popular e Economia Solidária. Na ocasião, discutiu-se sobre temas relevantes para

Leia mais

Resultados. sitawi. resumo 2009. www.sitawi.com.br

Resultados. sitawi. resumo 2009. www.sitawi.com.br Resultados sitawi resumo 2009 www.sitawi.com.br Carta do CEO Amigos, Este relatório é um 'resumo' do ano que passou. O ano de 2010 já começou com 2009 foi um ano especialmente importante e maior visibilidade

Leia mais

A Prevenção de Doenças Ocupacionais na Gestão de Qualidade Empresarial

A Prevenção de Doenças Ocupacionais na Gestão de Qualidade Empresarial A Prevenção de Doenças Ocupacionais na Gestão de Qualidade Empresarial 2 Alessandra Maróstica de Freitas A Prevenção de Doenças Ocupacionais na Gestão de Qualidade Empresarial ALESSANDRA MARÓSTICA DE FREITAS

Leia mais

Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) Trabalho e Tempo Livre

Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) Trabalho e Tempo Livre Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) Trabalho e Tempo Livre SIPS: Trata-se de uma pesquisa de opinião sobre diversas temáticas, que se referem ao debate atual sobre políticas públicas e desenvolvimento.

Leia mais

Contextualizando a Economia Solidária 1

Contextualizando a Economia Solidária 1 Contextualizando a Economia Solidária 1 O nascimento da Economia Solidária Caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção e pela acumulação de riquezas por meio do lucro, que proporciona

Leia mais

TÍTULO DO PROJETO: Política de Financiamento da Educação Superior no Brasil uma análise dos Planos Nacionais de Educação

TÍTULO DO PROJETO: Política de Financiamento da Educação Superior no Brasil uma análise dos Planos Nacionais de Educação TÍTULO DO PROJETO: Política de Financiamento da Educação Superior no Brasil uma análise dos Planos Nacionais de Educação 1 APRESENTAÇÃO O financiamento da educação superior pública constitui-se num dos

Leia mais

Negócios sociais. Empreendedorismo Fomento mercantil & Microfinanças. 2013. **************************************************** MORCONSULT

Negócios sociais. Empreendedorismo Fomento mercantil & Microfinanças. 2013. **************************************************** MORCONSULT Morconsult. Formatação & desenvolvimento de negócios. Negócios sociais Empreendedorismo Fomento mercantil & Microfinanças. 2013. **************************************************** Exposição de motivos

Leia mais

GESTÃO EMPRESARIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

GESTÃO EMPRESARIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO GESTÃO EMPRESARIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO * César Raeder Este artigo é uma revisão de literatura que aborda questões relativas ao papel do administrador frente à tecnologia da informação (TI) e sua

Leia mais

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/ MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: HISTÓRIA LICENCIATURA PLENA SERIADO ANUAL 3 (TRÊS) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 03 (TRÊS) ANOS LETIVOS - MÁXIMO = 05 (CINCO)

Leia mais

Evolução Recente dos Preços dos Alimentos e Combustíveis e suas Implicações

Evolução Recente dos Preços dos Alimentos e Combustíveis e suas Implicações 1 ASSESSORIA EM FINANÇAS PÚBLICAS E ECONOMIA PSDB/ITV NOTA PARA DEBATE INTERNO (não reflete necessariamente a posição das instituições) N : 153/2008 Data: 27.08.08 Versão: 1 Tema: Título: Macroeconomia

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Prof. Claudimar Fontinele Em dois momentos a ONU reuniu nações para debater

Leia mais

PROJETO UNIVERSIDADE ABERTA 2011

PROJETO UNIVERSIDADE ABERTA 2011 PROJETO UNIVERSIDADE ABERTA 2011 Trabalhas sem alegria para um mundo caduco Carlos Drumond de Andrade 1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO Realização do 6º ano do Projeto Universidade Aberta, com o título Faces

Leia mais

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil 1 A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO MUNDO GLOBALIZADO 1 Introdução Área de atuação. A Carta de Bangkok (CB) identifica ações, compromissos e garantias requeridos para atingir os determinantes

Leia mais

ANÁLISE DA PRÁTICA INSTITUCIONAL

ANÁLISE DA PRÁTICA INSTITUCIONAL ANÁLISE DA PRÁTICA INSTITUCIONAL Prof.ª Mônica Ferreira dos Santos José Augusto Guilhon de Albuquerque é sociólogo e professor da USP. No Serviço Social alguns autores já usaram seu referencial. Weisshaupt

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO DEFINIÇÃO

GLOBALIZAÇÃO DEFINIÇÃO DEFINIÇÃO O termo globalização surgiu no início dos anos 80, nas grandes escolas de administração de empresas dos Estados Unidos (Harvard, Columbia, Stanford, etc.), como referência às oportunidades de

Leia mais

IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE NA ATENÇÃO EM SAÚDE: O PAPEL DO ENFERMEIRO 1

IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE NA ATENÇÃO EM SAÚDE: O PAPEL DO ENFERMEIRO 1 IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE NA ATENÇÃO EM SAÚDE: O PAPEL DO ENFERMEIRO 1 BRUM, Jane Lilian Ribeiro 2 ; GABATZ, Ruth Irmgard Bärtschi 3 ; ALMEIDA, Anelise Schell 4 RESUMO Trata-se de um relato de experiência

Leia mais

TÍTULO: O SERVIÇO SOCIAL NA ÁREA PRIVADA E A ELABORAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS

TÍTULO: O SERVIÇO SOCIAL NA ÁREA PRIVADA E A ELABORAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS TÍTULO: O SERVIÇO SOCIAL NA ÁREA PRIVADA E A ELABORAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: SERVIÇO SOCIAL INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br DISCIPLINA : Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA:06/02/2012 O que é Sociologia? Estudo objetivo das relações que surgem e se reproduzem, especificamente,

Leia mais

O PAPEL DAS UNIVERSIDADES E A INVESTIGAÇÃO SOBRE DIPLOMACIA ECONÓMICA. Joaquim Ramos Silva Socius/ISEG jrsilva@iseg.utl.pt

O PAPEL DAS UNIVERSIDADES E A INVESTIGAÇÃO SOBRE DIPLOMACIA ECONÓMICA. Joaquim Ramos Silva Socius/ISEG jrsilva@iseg.utl.pt O PAPEL DAS UNIVERSIDADES E A INVESTIGAÇÃO SOBRE DIPLOMACIA ECONÓMICA Joaquim Ramos Silva Socius/ISEG jrsilva@iseg.utl.pt PRINCIPAIS TÓPICOS A emergência da Diplomacia Económica e suas razões As mudanças

Leia mais

O PLANO DE METAS DO GOVERNO DE JUCELINO KUBITSCHEK

O PLANO DE METAS DO GOVERNO DE JUCELINO KUBITSCHEK O PLANO DE METAS DO GOVERNO DE JUCELINO KUBITSCHEK O desenvolvimento autônomo com forte base industrial, que constituiu o núcleo da proposta econômica desde a Revolução de 1930 praticamente esgotou suas

Leia mais

Os Desafios da Fileira da Construção. As Oportunidades nos Mercados Externos

Os Desafios da Fileira da Construção. As Oportunidades nos Mercados Externos Os Desafios da Fileira da Construção As Oportunidades nos Mercados Externos Agradeço o convite que me foi dirigido para participar neste Seminário e felicito a AIP pela iniciativa e pelo tema escolhido.

Leia mais

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA PÚBLICA

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA PÚBLICA SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA PÚBLICA 2 Caixa, patrimônio dos brasileiros. Caixa 100% pública! O processo de abertura do capital da Caixa Econômica Federal não interessa aos trabalhadores e à população

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 36 Discurso por ocasião do jantar

Leia mais

Por que as universidades privadas brasileiras são, na média, de qualidade questionável?

Por que as universidades privadas brasileiras são, na média, de qualidade questionável? Por que as universidades privadas brasileiras são, na média, de qualidade questionável? Dezembro de 2009 Por Vítor Wilher Essa é uma pergunta que parece atordoar todos aqueles minimamente preocupados com

Leia mais

GESTÃO DE EMPRESA FAMILIAR: Um estudo de caso da HEBRON

GESTÃO DE EMPRESA FAMILIAR: Um estudo de caso da HEBRON GESTÃO DE EMPRESA FAMILIAR: Um estudo de caso da HEBRON Antonio Henrique Neto, Discente da Faculdade Integrada de Pernambuco - FACIPE Suzane Bezerra de França, - FACIPE, SEDUC/PE docente. suzyfranca@yahoo.com.br

Leia mais

1ª Rodada Global de Negócios Solidários

1ª Rodada Global de Negócios Solidários 1ª Rodada Global de Negócios Solidários V Fórum Social Mundial(26-31/01/2005 Porto Alegre/RS/Brasil (Sábado, 29 de Janeiro de 2005 Espaço Temático 6) Promoção: Rede Brasileira de Sócio-Economia Solidária

Leia mais

INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade.

INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade. INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade. Jaileno Miranda Conceição¹ RESUMO O Direito Administrativo é um ramo do Direito Público composto por órgãos, agentes, e pessoas jurídicas administrativas,

Leia mais

Colégio Estadual do Campo Professora Maria de Jesus Pacheco Guimarães E. F. e M. Uma História de Amor ao Guará

Colégio Estadual do Campo Professora Maria de Jesus Pacheco Guimarães E. F. e M. Uma História de Amor ao Guará Colégio Estadual do Campo Professora Maria de Jesus Pacheco Guimarães E. F. e M. Uma História de Amor ao Guará PLANO DE TRABALHO DOCENTE 2012 DISCIPLINA: GEOGRAFIA - PROFESSOR: ADEMIR REMPEL SÉRIE: 8º

Leia mais

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e DECRETO Nº, DE DE DE. Aprova a Política Nacional da Indústria de Defesa (PNID). A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e Considerando

Leia mais

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Por Agnaldo dos Santos* Publicado em: 05/01/2009 Longe de esgotar o assunto, o artigo Privatização, Terceirização e

Leia mais

SUPERENDIVIDAMENTO. Saiba planejar seus gastos e evite dívidas.

SUPERENDIVIDAMENTO. Saiba planejar seus gastos e evite dívidas. SUPERENDIVIDAMENTO Saiba planejar seus gastos e evite dívidas. Nos últimos anos, houve um crescimento significativo de endividados no Brasil. A expansão da oferta de crédito e a falta de controle do orçamento

Leia mais