Introdução: a população idosa está aumentando, e com ela existe a necessidade de estudarmos

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3 TCC em Re-vista BURANELLO, Mariana Colombini 13. Equilíbrio corporal e risco de queda em idosas que praticam atividades físicas e idosas sedentárias f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia) Universidade de Franca, Franca-SP. Orientadora: Prof. a M. a Adriana Valadares da Silva. Introdução: a população idosa está aumentando, e com ela existe a necessidade de estudarmos as questões relacionadas ao envelhecimento e suas consequências, bem como formas de incentivar a manutenção de diversas capacidades que se tornam reduzidas nesse período. Como é o caso do equilíbrio corporal, um tema muito estudado nessa fase, pois sua diminuição é um fator predisponente à queda, que gera uma redução na independência e qualidade de vida do idoso. Objetivo: o objetivo do presente estudo foi avaliar se a prática regular de atividades físicas influencia ou não na manutenção do equilíbrio corporal e consequente prevenção de quedas entre idosas. Material e métodos: participaram da pesquisa quarenta idosas da comunidade de Franca, com idades entre sessenta e oito e setenta e oito anos, divididas em dois grupos, o grupo ativo (GA, n=20) e o grupo sedentário (GS, n=20). No GA, as idosas obrigatoriamente teriam que praticar atividades físicas regularmente por, pelo menos, dois anos, com frequência mínima de duas vezes por semana. A avaliação consistiu em um questionário de identificação quanto à prática de atividades físicas e a incidência de quedas nos últimos seis meses, a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) e o teste Timed Up and Go (TUG). Resultados: os resultados foram analisados estatisticamente, através dos quais se confirmou a associação positiva entre a prática de atividades físicas e a manutenção do equilíbrio corporal, tanto na EEB (p< 0,0001), quanto para o TUG (p< 0,0001), e consequentemente, um menor risco de queda entre idosas que praticam atividades físicas. Conclusão: conclui-se que a prática regular de atividades físicas tem influência positiva sobre a manutenção do equilíbrio corporal, e, com isso, as chances de sofrer uma queda são menores para idosas fisicamente ativas. Palavras-chave: equilíbrio; envelhecimento; quedas; prevenção. 13 BURANELLO, Mariana Colombini. Equilíbro corporal e risco de queda em idosas que praticam atividades físicas e idosas sedentárias. Indicado como o melhor trabalho no curso de Fisioterapia, no ano letivo de Recebeu o prêmio Dr. Clovis Eduardo Pinto Ludovice, instituído pela Resolução CONSUV nº 02/2000, o que possibilitou a continuidade dos estudos no curso de pós-graduação desta Universidade.

4 80 TCC em Re-vista 2010 MENEZES, Letícia Derminio de. Reflexão sobre a inserção do profissional fisioterapeuta na atenção básica no município de Franca, SP f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia) Universidade de Franca, Franca-SP. Orientador: Prof. a M. a Renata Licursi Nogueira. estudo teve como objetivo principal refletir sobre a inserção do profissional fisioterapeuta no modelo de atenção básica no município de Franca, SP, buscando contextuali- O zar de que maneira pode-se concretizar essa inserção e sua contribuição para a sociedade. A pesquisa foi realizada através de levantamento bibliográfico, tomando o CID (Código Internacional de Doenças) para a indicação quantitativa da incidência de nove patologias, sendo elas: Infarto Agudo do Miocárdio (I21); Acidente Vascular Cerebral (I64); Doença Vascular Periférica (I73); Artrose (M15-M19); Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (J44); Transtornos Discais (M50;M51); Paralisia Cerebral e outras doenças paralisantes (G80-G83); Doença de Parkinson (G20) e; Doença de Alzheimer (G30), nas unidades básicas de saúde do município de Franca, SP, no período de junho de 2009 a maio de Das nove patologias analisadas, dados de apenas duas foram encontrados nos registros, sendo elas: AVC (I64) e Parkinson (G20). No período de onze meses a pesquisa apurou cento e noventa e seis casos de AVC nas catorze unidades básicas de saúde e vinte e seis casos de Parkinson; em algumas UBSs nenhum indicativo foi encontrado e em outras houve uma grande incidência. Com o trabalho algumas reflexões surgiram: será que o acolhimento a esses indivíduos é realizado da mesma maneira? Por que apenas algumas patologias são identificadas no sistema? Os dados encontrados, apesar de precários, já demonstram a necessidade do fisioterapeuta na atenção básica, porém mais análises deverão ser feitas com o objetivo de propor a inserção do profissional fisioterapeuta nesse nível de atenção. Palavras-chave: atenção básica; fisioterapia; indicadores de saúde. OLIVEIRA, Larissa Silva de. Análise do declínio cognitivo e sua repercussão na capacidade funcional em idosos institucionalizados e não institucionalizados f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia), Franca-SP. Orientador: Prof. a M. a Ana Paula Oliveira Borges. envelhecimento populacional é hoje um proeminente fenômeno mundial. Diversos estudos apontam que o envelhecimento gera alterações funcionais de postura e O equilíbrio

5 TCC em Re-vista corporal, processo este que pode ser acompanhado pelo declínio das capacidades físicas e cognitivas, com diminuição e/ou perda das habilidades para o desenvolvimento das atividades cotidianas, interferindo de forma significativa na realização das atividades de vida diária. Objetivo: analisar o declínio cognitivo e sua repercussão na capacidade funcional em idosos institucionalizados e não institucionalizados. Materiais e métodos: foi avaliado um total de trinta e oito idosos, divididos igualmente em dois grupos, sendo um grupo de idosos institucionalizados e não institucionalizados. A maioria dos entrevistados era do sexo feminino (65,78%), e que metade dos idosos pertencia a uma faixa etária de setenta anos e a outra metade, setenta e três anos. Com relação à escolaridade, 57,89% dos idosos eram analfabetos, e 42,11% possuíam de quatro a seis anos de estudo. Quanto ao tempo de institucionalização, 3,42 anos foi o tempo médio para os idosos institucionalizados. Após a caracterização do idoso, foi feita a avaliação do estado cognitivo através do Mini Exame de Estado Mental (MEEM) e avaliação da capacidade funcional pelo Teste de Performance Física (TPF). Resultados: no grupo de idosos institucionalizados, obteve-se um escore médio no MEEM de 18,37 ± 2,97 e no TPF de 12,26 ± 5,19; já no grupo de idosos não pertencentes à institucionalização o escore médio no MEEM foi de 23,53 ± 2,39 e no TPF de 21,53 ± 2,14. Após comparar os dois grupos, todas as escalas de avaliação obtiveram valores significativos (p<0,05). Conclusão: o estudo evidencia um menor desempenho cognitivo e funcional em idosos institucionalizados, quando comparados aos idosos não institucionalizados, sugerindo uma forte influência do estado cognitivo na capacidade funcional do idoso. Palavras-chave: idosos; declínio cognitivo; capacidade funcional; MEEM. SILVEIRA, Sílvia de Oliveira. Análise dos comportamentos motores observados na posição sentada em recém-nascidos pré- -termo no primeiro ano de vida f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia), Franca-SP. Orientador: Prof. a M. a Poliana Penasso Bezerra. I ntrodução: sentar não é uma postura independente no primeiro trimestre. Mas o bebê mostra sinais do que está para acontecer. Lutando contra a gravidade, ele adquire controle de cabeça e dá um grande passo para vencer a força da gravidade que o havia deixado tão fisicamente dependente no momento do nascimento. A partir do quarto mês é que o bebê irá começar a ter controle de tronco e dependência em seus movimentos na postura sentada. Neste estudo, há maiores explicações sobre a posição sentada em todas as fases do desen-

6 82 TCC em Re-vista 2010 volvimento motor. Objetivo: o objetivo foi avaliar o desempenho motor grosso do recém- -nascido pré-termo na postura sentada, durante o primeiro ano de vida, através da escala Motora de Alberta, verificando a idade de aquisição de comportamentos motores em relação ao suporte de peso, postura e movimentos antigravitários, e detectar possíveis atrasos em comparação com dados normativos do desenvolvimento normal. Métodos: participaram do estudo setenta e sete lactentes nascidos pré-termo (idade gestacional 31,32 ± 3,24), participantes do Programa de acompanhamento do desenvolvimento motor de lactentes pré-termo no primeiro ano de vida. Os lactentes foram avaliados pela Alberta Infant Motor Scale (AIMS) durante os primeiros doze meses de idade cronológica corrigida, considerando os comportamentos motores na subescala sentada. Os prematuros estudados são: 61,03% PIG, 38,97% AIG, peso 1,692 ± 608,4 g, estatura 41,28 ± 4,68 cm, perímetro cefálico 29,85 ± 3,97 cm, apgar 1 6,47 ± 2,37 e 5 minuto 7,82 ± 2,07. Resultados: os bebês apresentaram alterações no comportamento motor bastante significativas em todos os trimestres. No primeiro trimestre o mais significante foi que apenas 3,44% dos lactentes sustentaram a cabeça e o tronco. No segundo trimestre 50% dos lactentes conseguiram ficar sentados sozinhos com apoio das mãos no chão e 45,83% mantiveram-se sentados sozinhos sem apoio das mãos por um breve período. No terceiro trimestre 41,66% dos lactentes na posição sentada elevaram a pelve, nádegas e pernas para assumir a postura de ajoelhado em quatro apoios e 33,33% se moveram dentro e fora da posição sentada variando as pernas; e no quarto trimestre, somente 87,5% dos lactentes na posição sentada elevaram a pelve, nádegas e pernas para assumir a postura de ajoelhado em quatro apoios e 75% dos lactentes se moveram dentro e fora da posição sentada variando as pernas. Conclusão: lactentes nascidos pré-termo ao final do primeiro semestre apresentam dificuldade em sustentar a cabeça e o tronco sendo movido pelo terapeuta da posição deitada indo para a posição sentada; em manter sentados sozinhos sem apoio das mãos, em realizar transferências de peso, brincar com brinquedos movimentando os braços, alcançar objetos na posição sentada com rotação de tronco e sair da posição sentada indo para a posição prona e ao final do segundo semestre apresentam dificuldades em assumir a postura ajoelhada indo para o quatro apoio e de se movimentar dentro e fora da posição sentada movimentando as pernas. Palavras-chave: desenvolvimento motor; fases do desenvolvimento motor; recém-nascido pré-termo.

7 TCC em Re-vista SILVA, Aline Vanessa da. Análise do desenvolvimento motor em recém-nascidos pré-termo pequenos para idade gestacional através da escala motora infantil de Alberta f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia), Franca-SP. Orientador: Prof. a M. a Poliana Penasso Bezerra. Introdução: grande parte dos recém-nascidos pré-termo são geralmente pequenos para idade gestacional (PIG), um conceito de definição estatística utilizado para identificar fetos que sofreram alguma alteração capaz de afetar o alcance do padrão ideal de peso ou antropométrico para determinar a idade gestacional, além de possuírem desenvolvimento neurológico distinto dos nascidos com peso e medidas normais aos doze meses de vida, com potencial risco para alterações no desenvolvimento, incluindo a motricidade. Objetivo: analisar o desenvolvimento motor grosso de recém-nascidos pré-termo pequenos para idade gestacional (PIG) durante o primeiro ano de vida, através da escala Motora de Alberta, verificando a idade de aquisição de comportamentos motores em relação a suporte de peso, postura e movimentos antigravitários, detectando possíveis atrasos em comparação com recém-nascidos com peso adequado para idade gestacional (AIG). Métodos: participaram do estudo setenta e sete lactentes nascidos pré-termo (idade gestacional 31,32 ± 3,24), participantes do Programa de acompanhamento do desenvolvimento motor de lactentes pré- -termos no primeiro ano de vida, estratificados em dois grupos: grupo I adequados para idade gestacional (AIG) e grupo II pequenos para idade gestacional (PIG). Os lactentes foram avaliados pela Alberta Infant Motor Scale (AIMS) durante os primeiros seis meses de idade cronológica corrigida. Para comparar os grupos foi utilizado o teste t para as médias (nível de significância fixado em 5%). Resultados: quarenta e sete lactentes eram PIG (idade gestacional 30,6 ± 2,89, peso ao nascimento 1365,7 ± 372,07) e trinta, AIG (idade gestacional 32,62 ± 2,72, peso ao nascimento 1757,5 ± 691,39). No primeiro mês, o grupo II apresentou escore médio inferior ao grupo I, no entanto, tal diferença não foi significativa. No terceiro mês, o número de comportamentos na posição supina e prona e percentil médio do grupo I foi maior que o do grupo PIG, com diferença significativa (p < 0,05). No sexto mês, o número total de comportamentos e escore médio do grupo I foi maior que o do grupo II, com diferença significativa (p < 0,05). Conclusão: o peso de nascimento pode ter influenciado a performance motora dos grupos, favorecendo o grupo AIG. Os resultados contribuirão para o diagnóstico precoce de alterações motoras, bem como para o conhecimento dos fatores de risco para o desenvolvimento infantil. Palavras-chave: desenvolvimento motor; Aberta Infant Motor Scale; PIG; pré-termo.

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