EVOLUÇÃO DO SETOR ELÉTRICO: uma breve reflexão

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1 EVOLUÇÃO DO SETOR ELÉTRICO: uma breve reflexão PAGLIARDI, Odail Faculdade Municipal Professor Franco Montoro (FMPFM) SOBREIRO DIAS, José Celso Faculdade Municipal Professor Franco Montoro (FMPFM) RESUMO: O setor elétrico brasileiro passou por uma reformulação de sua estrutura na década de 1990, marcando a transição para um ambiente mais competitivo nos serviços de eletricidade com participação ativa das empresas privadas. O racionamento de eletricidade em 2001/02 interrompeu esse processo, originando a segunda reforma do setor, coordenado pelo Estado que concentrou o comércio de eletricidade em um pool de distribuidores em um sistema de leilões públicos. Este artigo analisa a evolução do setor e as duas reformas, mostrando que as soluções apresentadas foram frutos de crises institucionais. PALAVRAS-CHAVE: Setor elétrico, sistemas de leilões públicos, reformas, estatização. ABSTRACT: The Brazilian electric sector went through an overhaul of its structure in the 1990s, marking the transition to a more competitive in the electricity services with active participation of private companies. The rationing of electricity in 2001/02 interrupted this process, resulting in the second sector reform, coordinated by the State that concentrated trade in electricity in a pool of distributors in a public auctions system. This paper examines the development of the sector and the two reforms, showing that the solutions presented were the result of institutional crises. KEYWORDS: Power sector systems, public auctions systems, reform, nationalization. 1. INTRODUÇÃO As instituições governamentais têm resistido às mudanças, devido aos custos políticos e também econômicos que as envolvem. A história das reformas do setor elétrico no Brasil ilustra bem esse fato, mostrando que as mudanças institucionais só ocorreram em face da crise, que exigia uma profunda reforma setorial. A crise do final da década de 90 envolveu além da privatização das empresas, uma reforma estrutural e regulatória. As soluções para a crise no setor foram de caráter ad hoc, sempre motivado por uma resposta imediatista ao problema enfrentado. Uma reflexão desta evolução é o motivo deste trabalho, analisando os antecedentes do processo de reforma na indústria de eletricidade brasileira, até chegar à adequação da nova política energética implementada para restaurar o nível de investimento, em particular o investimento privado. No Brasil, em face de seus enormes recursos hídricos, a hidroeletricidade tem ocupado um papel de destaque na geração de energia. No seu desenvolvimento, este setor passou por duas fases, uma com a participação ativa do Estado e outra, após a reforma que promoveria mudanças institucionais em decorrência da reestruturação e privatização do setor elétrico. Enquanto a demanda de eletricidade no Brasil crescia, cada vez mais aumentavam as preocupações sobre a qualidade da oferta, com o governo controlando o setor da eletricidade. Até início dos anos 1990, grande parte do setor elétrico estatal foi controlado com limitado investimento privado. As empresas estatais assumiram a função de empresas de distribuição, na maioria dos estados, enquanto a Eletrobrás, gerenciava 77

2 PAGLIARDI, O.; SOBREIRO DIAS, J. C. a transmissão, além de assumir também a maior parte do setor de geração. Contudo, nesta segunda fase, podem-se citar duas grandes reformas. A primeira ocorreu entre 1995 e 2003, com introdução do modelo clássico de reforma no mercado atacadista de eletricidade de curto prazo, tendo como exemplo de países que o aplicaram, Chile, Inglaterra e País de Gales, e os países nórdicos. O modelo consiste, basicamente, na fragmentação da infraestrutura, na privatização dos serviços estatais, para favorecer a concorrência, na criação de entidades reguladoras e, gradualmente, na criação de mercados para serviços de geração e varejo. A segunda reforma do setor elétrico brasileiro começou durante os anos de 2004 e 2005 com a introdução do mercado de longo prazo, substituindo o mercado atacadista de curto prazo introduzido na primeira reforma. Na evolução histórica, o trabalho lança luz, principalmente, nos períodos em que o setor de eletricidade no Brasil passou de um modelo clássico para um modelo de contratos de longo prazo de reforma. 2. Os primeiros passos da eletrificação Pouco tempo após ter sido concedido, por Dom Pedro II, a Thomaz Alva Edson o privilégio de inserir processos destinados à utilização da luz elétrica no Brasil, entra em operação, no ano de 1883, a primeira usina hidrelétrica do país, localizada no Ribeirão do Inferno, afluente do Rio Jequitinhonha, na cidade de Diamantina, Estado de Minas Gerais (ELETROBRÁS, 2010). Contudo, somente a partir de 1897, deu-se início aos empreendimentos marcantes no desenvolvimento da energia elétrica no país, consolidados pelas concessões em São Paulo e Rio de Janeiro, com a criação das empresas: São Paulo Railway, Light and Power (1899) EmpresaCliente Ltd - SP RAILWAY e Tramway, Light and Power EmpresaCliente - RJ TRAMWAY (1904), como mostram CEMIG (2010) e Eletrobrás (2010), realizando projetos de grande porte para a época. O que caracteriza institucionalmente a primeira fase da indústria elétrica brasileira é a ausência de uma legislação específica, sendo que em 1903 foi aprovado pelo Congresso Nacional o primeiro texto de lei disciplinando o uso da energia elétrica no país (ELETROBRÁS, 2010). Nesta primeira fase, o modelo pode ser considerado privado sendo que o poder concedente era o Estado e os concessionários os investidores estrangeiros. Não havendo legislação específica, as relações entre os concessionários e os usuários dos serviços limitavam- -se ao poder público, em qualquer uma das suas três esferas: Federal, Estadual ou Municipal, atraindo o capital externo e celebrando atos de concessão através de contratos com tarifas corrigidas pela cláusula ouro, a qual preservava os investimentos em divisas estrangeiras com o objetivo de compensar os efeitos da desvalorização da moeda nacional (FARIA, 2003). O marco do período foi o Decreto de dezembro de 1904 que estabelecia regras para os contratos de concessão sem exclusividade, cujo prazo máximo da concessão seria de 90 anos, sendo revertido para a União sem indenização do patrimônio constituído pelo concessionário. A revisão das tarifas ocorria a cada cinco anos. O crescimento da capacidade de geração foi notável: em 1883, a capacidade instalada era de 52 kw e, em 1920, ultrapassou kw. Surgiram às pequenas usinas geradoras decorrente da necessidade de fornecimento de energia para serviços públicos de iluminação e para atividades econômicas como mineração, beneficiamento de produtos agrícolas, fábricas de tecido e serrarias. A grande maioria das unidades era de pequena potência com cerca de 10 usinas geradoras e ampliou-se com a construção das primeiras usinas hidrelétricas no país: Marmelos-Zero, Fontes Velha e Delmiro Gouveia (FARIA, 2003). A Grande Depressão de 1929 veio impactar fortemente a economia brasileira provocando uma profunda recessão e despertando a insatisfação da classe média com relação ao governo vigente, culminando na instalação de um governo revolucionário com um extremo sentimento nacionalista. Neste contexto, ocorre um crescente protecionismo do setor industrial brasileiro, com os nacionalistas defendendo o papel 78

3 Evolução do setor elétrico: uma breve reflexão estratégico da indústria de energia elétrica e, portanto, não poderia estar sob controle estrangeiro. 3. Estatização do setor A Lei da Água, em 1934, atribuindo ao Governo Federal a propriedade e direitos sobre os recursos hídricos e a autoridade de regular os serviços relacionados à energia elétrica, além de introduzir o regime tarifário pelo custo do serviço. Houve muitos conflitos na interpretação dessa lei. O novo regime tarifário utilizado foi um fator que desestimulou os investidores estrangeiros enquanto a demanda por energia continuava a aumentar em função do desenvolvimento industrial, exigindo racionamento em várias cidades do país. A energia sempre teve lugar de destaque nos programas econômicos de desenvolvimento do Brasil, que colocava a produção de energia elétrica como insumo prioritário nas metas governamentais, diante da impossibilidade do setor empresarial nacional promover projetos de grande porte. Neste sentido, o Plano SALTE destinava 11% do PIB de 1947, para a área de energia (SILVA, 2010). Além dos recursos externos, o governo cria o Imposto Único sobre a Energia Elétrica IUEE e o Fundo Federal de Eletrificação, destinado a prover e financiar instalações de produção, transmissão e distribuição de energia elétrica, assim como o desenvolvimento de materiais elétricos. Mesmo com o Plano de Metas destinando 9,3% do PIB de 1956, para o setor elétrico, advindos do IUEE, não se atingiu totalmente a meta prevista, contudo houve um esforço considerável para se romper definitivamente seus estrangulamentos quase quadruplicando a capacidade instalada entre 1945 e 1961 (PAGLIARDI, 1990). A evolução do padrão de financiamento do setor elétrico os anos 80, apresentou-se em duas fases: um fiscal, até 1967, na qual os recursos provinham de fundos públicos e pós-67, a fase empresarial, em que a empresa capacitava-se para gerir recursos próprios. A política traçada para o setor de energia elétrica para atender a demanda no pós-64, que até 1967 pode ser considerada como uma fase de transição para o setor possibilita sua consolidação graças ao esquema de financiamento oferecido, tanto em nível fiscal (empréstimo compulsório, IUEE ad valorem) quanto em nível de capacidade de autofinanciamento de empresas (realidade tarifária, correção monetária do ativo fixo para efeito de tarifa), além da redução de imposto de renda e isenção do imposto de importação de equipamentos. A Eletrobrás, criada em 1962, assumiu a coordenação do desenvolvimento da indústria de energia elétrica, e criou taxas e buscou recursos nos fundos multilaterais de investimento para financiar a expansão da capacidade de geração. O monopólio, sob controle, federal, e a integração vertical do setor promoveram a economia de escala, aumentando a produtividade das empresas e consequentemente reduzindo custos. Além disso, o governo também criou a Conta de Resultados a Compensar a fim de reduzir os riscos do financiamento de novos projetos e manter os investimentos na expansão do setor. O novo regime tarifário para todo o país a partir de 1977 faz com que as empresas, presentes em áreas de concessão, econômica e industrialmente desenvolvidas, contando com densidades de carga elevadas e custos de operação mais baixos, fossem obrigadas a transferir parte de seus resultados para as empresas deficitárias. Esta medida incentivou ao descontrole dos custos dessas empresas e como resultado as tarifas aumentaram. A expansão do setor de infraestrutura no Brasil se dava à custa de endividamento externo e por forte participação do Estado na solidificação de suas indústrias. Mesmo com os dois Choques do Petróleo, a grande oferta de recursos financeiros no mercado internacional possibilitava que o país mantivesse elevadas taxas de crescimento através de endividamento externo e política fiscal expansionista. Contudo, a crise dos países em desenvolvimento no início dos anos 80, fez com que ocorresse uma forte recessão mundial e a inflação crescesse. Internamente, o governo reajustava as tarifas abaixo da inflação com o objetivo de frear o processo inflacionário. Ademais, o desempenho das 79

4 PAGLIARDI, O.; SOBREIRO DIAS, J. C. empresas do setor elétrico deteriorou com os anos em decorrência do gigantismo, da falta de flexibilidade e da excessiva interferência política na gestão de seus negócios (OLIVEIRA, 2006). Como consequência, as empresas decidiram suspender os pagamentos aos geradores elétricos federais sob a alegação de não conseguirem mais suportar a retenção do repasse de seus custos. A partir disso, em 1987, o governo identificou o problema crítico de que as tarifas eram reajustadas para atender às políticas econômicas e sociais e não atendiam a necessidade crucial da viabilidade financeira das empresas. Diante desse quadro, e tendo em vista a transformação do setor elétrico em âmbito mundial, os organismos financeiros internacionais passaram a recomendar a reformulação do setor, ou seja, além da privatização das empresas, fazer uma reforma estrutural e regulatória. 4. Processo de Reforma do Setor A reforma do setor elétrico teve início em 1993 com recuperação tarifária e criação do Sistema Nacional de Transmissão com o objetivo de assegurar o livre acesso às linhas do sistema nacional de transmissão. Essa medida refletia os princípios básicos do livre acesso às redes, de separação das supridoras das distribuidoras, favorecendo uma competição na geração de energia elétrica. Foi dada a permissão para a entrada de investidores autoprodutores de energia permitindo que as empresas pudessem se consorciar na geração de energia para consumo próprio, e caso houvesse excedente, poderiam vendê-lo às concessionárias. Ainda, em 1993, iniciava o processo de abertura do setor permitindo o livre acesso ao sistema de transmissão na esperança de atrair investimento privado na expansão. Neste contexto, as tarifas de geração quase dobraram. As medidas não foram suficientes para alterar profundamente a estrutura da indústria de energia elétrica e, em 1995, o governo aprova emendas para facilitar a liberalização do mercado e privatização das empresas de energia. A política macroeconômica do Plano Real implementa as privatizações, cruciais para atrair capital externo, fechar o balanço de pagamentos, sustentar a taxa de câmbio, manter baixa a inflação e, inclusive, diminuir as interferências políticas nas empresas. No setor elétrico, a estratégia inicial foi privatizar as empresas distribuidoras, seguidas das empresas geradoras e finalmente as transmissoras. Contudo o BNDES, não possuía uma estratégia para a reforma do setor como um todo, sendo necessário um regime tarifário que representasse baixo risco regulatório a fim de atrair investidores privados. Assim, era necessário criar incentivos para estimular a inserção da iniciativa privada na indústria principalmente na expansão da oferta, para possibilitar a criação de um mercado atacadista de energia, que ocorreriam com duas reformas do setor Mercado atacadista de curto prazo com base em um modelo clássico Para que se obtivesse êxito num mercado atacadista competitivo de energia, algumas mudanças estruturais deveriam ser implementadas, sendo necessário promover a desverticalização da geração, com criação empresas de geração ou subsidiárias. Existem duas motivações principais para a primeira reforma implantada em 1995 a A primeira foi à tentativa de atrair o capital privado para investir na infraestrutura e, com isso, recuperar financeiramente as empresas debilitadas financeiramente. A outra, era a tendência mundial de implementação do modelo clássico de reforma como ocorrido na Inglaterra e Gales (OLIVEIRA, 2006). O arrocho financeiro das companhias estaduais fez da privatização, um instrumento importante para aumentar o capital financeiro. Assim, a privatização e a reestruturação foram realizadas independentes umas das outras a qual era sintomático para a natureza ad hoc das reformas naqueles dias iniciais. O governo estava tão necessitado de recursos e de se apresentar como um governo reformante, que começou a alienação antes de uma entidade reguladora de eletricidade ter sido instituída. Antes mesmo de um regulador ser cria- 80

5 Evolução do setor elétrico: uma breve reflexão do, cerca de dez empresas de distribuição foram alienadas (ALMEIDA e PINTO JÚ- NIOR, 2005; ARAÚJO et al., 2008). Em 1997, medidas legais permitiram que as concessionárias, que antes podiam importar energia somente para consumo próprio, agora poderiam fazê-lo para negociar com os consumidores livres. Outra novidade advinda desta medida era a possibilidade do autoprodutor vender seu excedente de energia também aos consumidores livres. Portanto, as principais mudanças já introduzidas na indústria seguiam as tendências mundiais de reestruturação: livre acesso às linhas de transmissão, a introdução de produtores independentes e consumidores livres. Também, foi adotado o regime de price cap para melhorar o desempenho do setor, a exemplo do ocorrido na Inglaterra. Embora fosse assegurada uma justa taxa de retorno ao setor, persistia a falta de confiança dos investidores quanto à regulação. A fim de solucionar o impasse, e promover as mudanças institucionais em decorrência da reestruturação e privatização do setor elétrico, novas responsabilidades institucionais seriam atribuídas ao governo com a criação, em 1996, da Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL. Seu principal papel seria o de regulamentar e fiscalizar a indústria, cabendo proteger o interesse dos consumidores cativos em relação ao preço, dar continuidade ao fornecimento e qualidade do serviço; assegurar a viabilidade financeira de longo prazo dos concessionários. Ainda, promover competição onde possível e prover incentivos para a eficiência econômica; assegurar o cumprimento de leis e regulamentações; lidar com as reclamações dos consumidores; garantir transparência nas transações entre as companhias reguladas; e incentivar a conservação de energia, através de mecanismos regulatórios criados com essa finalidade. Em 1998, era criado um Operador Nacional do Sistema Elétrico ONS, com a atribuição de coordenar e controlar a operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no sistema interligado, instituição de papel crucial no novo modelo. Um operador de mercado a granel foi implantado como um organismo de auto regulação dos agentes de mercado seguindo o modelo da Califórnia. Além disso, todos os contratos de longo prazo, da produção à distribuição, foram cancelados (ARAÚJO, 2006). Esta primeira onda de reformas teve a maioria dos ingredientes de um modelo clássico: um regulador, um operador independente, um operador de mercado a granel e separação funcional entre geração, transmissão, distribuição e comercialização. Portanto, a criação do Mercado Atacadista de Energia MAE se constituiu na principal novidade desse novo modelo, em que deveriam ser realizadas todas as transações de compra e venda de energia de cada sistema interligado entre produtores, empresas varejistas e grandes consumidores. Também eram aplicados o conceito de Energia Assegurada e o Mecanismo de Realocação de Energia MRE, com o intuito de diluir o risco comercial dos investidores em todas as hidrelétricas. Sob o aspecto comercial, foi estabelecido um período de transição através da assinatura dos Contratos Iniciais - CIs, que permitiu transações bilaterais livremente negociadas entre distribuidores, geradores e consumidores livres e essas operações liquidadas no MAE, permitindo inclusive a comercialização de curto prazo no mercado spot. Quando instituídos, os CIs atendiam plenamente às necessidades das distribuidoras e esta regra de transição foi considerada necessária devido ao preço da energia das usinas existentes serem aproximadamente a metade do custo estimado das novas fontes de suprimento de energia naquele momento. Desse modo, era preocupante o risco de um aumento intolerável das tarifas e pressão inflacionária caso fosse imediatamente introduzida a livre negociação de energia. Neste contexto, o processo de reestruturação ocorreu rapidamente com a privatização de 16 distribuidoras e quatro geradoras, as linhas de transmissão passaram a serem licitadas pela ANEEL e vários investidores privados solicitavam licença para construir novas centrais elétricas (OLIVEIRA, 2006). Para enfrentar a crise de energia elétrica de , devido às severas secas, foram implementadas medidas de na- 81

6 PAGLIARDI, O.; SOBREIRO DIAS, J. C. tureza emergencial para compatibilizar a demanda e a oferta de energia elétrica. Às concessionárias, dentre as principais medidas, cabiam suspender o atendimento: às novas cargas; casas de diversões; realização de eventos esportivos noturnos e para fins ornamentais; além da redução, em pelo menos 35% da iluminação pública. O racionamento havia mudado o comportamento dos consumidores, alterado os processos industriais e incentivado a substituição de equipamentos mais eficientes, e, portanto, provocando uma queda significativa no consumo de energia, cuja consequência era forte impacto no equilíbrio financeiro das empresas distribuidoras Mercado de Leilões e Contratos de Longo Prazo. A produção de energia hidroelétrica diminuiu drasticamente na seca de 2001, impactando a gestão de energia elétrica no Brasil, com os operadores sendo obrigados a racionar a sua oferta por quase um ano. Apesar do programa de incentivos para as usinas térmicas, havia poucas iniciativas por parte dos investidores. Isso levou o novo governo a proceder a uma segunda reforma durante os anos de 2004 e 2005, com controle centralizado no setor elétrico, introduzindo os leilões regulados e os contratos de longo prazo. Os resultados desta reforma são a criação de um pool para aquisição por parte dos distribuidores, a criação de dois ambientes de contratação de longo prazo (regulado e livre) e a criação das instituições necessárias para apoiar as tarefas de coordenação e de planejamento (ALMEIDA e PINTO JÚNIOR, 2005). As empresas de distribuição, com seus consumidores cativos, necessitavam contratar toda a demanda de geradores existentes feitos por leilões no ambiente de contrato regulado. No mercado de curto prazo previa-se um sistema de compensação para as diferenças entre a energia contratada e a energia consumida. Neste contexto, o governo implementou um complicado processo de leilões regulados de três a cinco anos para a compra futura de energia nova e um ano de antecedência para o leilão de energia existente. Os resultados deste novo modelo de mercado estão ainda a ser visto. Embora bem projetado possa levar à revelação de preços e custos dos ativos e há temores de que a falta de informação adequada entre os licitantes pode levar à perda potencial de eficiência (DUTRA e MENEZES, 2005). No entanto, o mecanismo de leilão parece ser um passo positivo na resolução dos problemas de adequação, mas existem outras questões que precisam ser abordadas, como o licenciamento ambiental de novos projetos, a necessidade de equacionar o setor do gás e da operação de aumento na contratação livre. Além disso, somente com o amadurecimento e crescimento do mercado de capitais do país, pode vir à alavancagem necessária para os ajustes exigidos na atual estrutura de comercialização do mercado da eletricidade. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS A história do Brasil mostra que mudanças institucionais são realizadas apenas quando há um senso de urgência devido a algum tipo de crise no país ou gerada pela pressão externa por parte de instituições financeiras internacionais. A primeira reforma foi motivada pela crise econômica da década de 1990 e quebra de receitas das empresas estatais, levando ao desinvestimento de seus bens. A reforma da indústria de energia elétrica estava pautada no processo de privatização caracterizando a saída do Estado do papel de produtor para a entrada do capital privado. Contudo, a agressividade da reforma atribuía ao Estado o papel de regulador, demandando ações no sentido de criar incentivos e na sinalização correta para estimular a inserção da iniciativa privada na indústria principalmente na expansão da oferta. A recente introdução do mercado atacadista competitivo foi uma grande mudança institucional na estrutura monopolista verticalmente integrada. Esta mudança aumenta os custos e exige a fragmentação, privatização e regulação do setor. A transferência do preço de mercado para os consumidores finais também implica em riscos políticos consideráveis. Apesar destes riscos, avança-se com esta concepção de mercado, sendo importante destacar a urgência 82

7 Evolução do setor elétrico: uma breve reflexão de sua implantação já que a privatização das empresas estaduais começou mesmo antes da introdução de um órgão regulador, motivada pela crise financeira dos serviços públicos estatais por volta de Outra grande mudança institucional aconteceu com a introdução de um mercado de leilões de longo prazo em substituição ao pré-existente mercado spot de curto prazo. Esta mudança na concepção do mercado atacadista consiste de custos de transação mais elevados e um aumento da carga regulamentar, devido à sua complexa natureza administrativa. Apesar destes custos e desafios, à decisão de avançar com o novo modelo de mercado mostra novamente um sentido de urgência. Neste momento a necessidade de mudança foi desencadeada pela crise de eletricidade provocada pelas secas e pelo baixo investimento em outras tecnologias (KARMACHARYA, 2008). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, E. L. F.; PINTO JUNIOR, H. Q. Reform in Brazilian Electricity Industry: The search for a new model. International Journal of Global Energy Issues, Geneve, v. 23, n. 2-3, p , ARAUJO, J. L. R. H. Reform of reforms in Brazil: Problems and Solutions. In: SIOSHANSI, F. P.; PFA- FFENBERGER, W. Ed(s). Electricity Market Reform: An International Perspective. Amsterdam: Elsevier, 2006, p ARAUJO, J. L. R. H. The case of Brazil: Reform by Trial and Error? In: SIOSHANSI, F. P.; PFAFFENBER- GER, W. Ed(s). Electricity Market Reform: An International Perspective. Amsterdam: Elsevier, 2006, p ARAUJO, J. L. R. H.; et al. Reform of reforms in Brazil: Problems and Solutions, in F. P. Sioshansi, Ed. Competitive Electricity Markets: Design, Implementation, Performance. Oxford: Elsevier, 2008, p CEMIG. Centrais Elétricas de Minas Gerais. Energia no Brasil. Disponível em: <http://www.cemig.com.br/ pesquisa_escolar/energia_brasil/index.asp>. Acesso em: (27/07/2010). DUTRA, J.; MENEZES, F. Lessons from the electricity auctions in Brazil. The Electricity Journal, Washington, v. 18 n. 10 p.11 21, ELETROBRÁS. História do setor de energia elétrica no Brasil. Disponível em: <http://www.memoria.eletrobras.com.br/historia.asp>. Acesso em: (27/Jul/2010). FARIA, V. C. S. O papel do Project Finance no financiamento de projetos de energia elétrica: caso da UHE Cana Brava. Rio de Janeiro (RJ). Universidade Federal do Rio de Janeiro (Dissertação de Mestrado). 169 p, KARMACHARYA, S. B. The evolution of Brazil s electricity market from textbook to regulated long term contracts. Network Industries Quarterly, Lausanne, v.10, n. 2 p. 9-11, OLIVEIRA, A. Political economy of the Brazilian power industry reform. In D. G. Victor, D. G.; HELLER, T. C. Ed(s). The Political Economy of Power Sector Reform: The Experiences of Five Major Developing Countries. Cambridge: Cambridge University Press, 2006, p PAGLIARDI, O. Uma discussão sobre o futuro das cooperativas de eletrificação rural do Estado de São Paulo f. Dissertação (Mestrado). Universidade Estadual de Campinas: Faculdade de Engenharia Mecânica. Campinas, Impressa. SILVA, T. F. Plano Salte. Disponivel em: <http://www. historiabrasileira.com/brasil-republica/plano-salte/>. Acesso em: <4 set 2010>. José Celso Sobreiro Dias possui graduação em Administração pela Faculdade de Ciências Administrativas e Contábeis Santa Lúcia, especialização em Administração Rural pela UFLA, mestrado e doutorado em Engenharia de Produção pela UNIMEP. Atualmente é professor titular da UNIFEOB e da Faculdade Municipal Professor Franco Montoro (FMPFM). É professor de pós-graduação em Latu Sensu e MBA da UNIFEOB e da Sedução - Sistemas de Educação Continuada, atuando em diversos cursos. Exerce atualmente as funções de Coordenador do Curso de Administração da FMPFM. É diretor geral da Benedeti & Benedeti Ltda. Odail Pagliardi é bacharel em Economia e também em Matemática, ambas as graduações realizadas na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e é Mestre em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Faculdade de Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Possui doutorado pela Faculdade Agrícola da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com enfoque em mercados futuros de commodities agrícolas. Atualmente é vice diretor e professor da Faculdade Municipal Prof. Franco Montoro e atua como pesquisador do Núcleo de Energia da Universidade Estadual de Campinas. 83

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