Manual de Boas Práticas

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Manual de Boas Práticas"

Transcrição

1 Câmara dos Solicitadores Manual de Boas Práticas A Venda Executiva (Parte II) Lisboa, Abril de 2012

2 18. Pode proceder-se à venda de um veículo automóvel sem que se tenham apreendidos os documentos e/ou o veículo? Em primeiro lugar, deve observar-se que não se mostra razoável proceder à venda de um bem sem que este tenha sido apreendido e verificado o seu estado de conservação ou mesmo se este existe. Por outro lado dispõem o artigo 851.º do CPC que penhora de veículo automóvel é seguida de imobilização do veículo, designadamente através da imposição de selos ou de imobilizadores e da apreensão do documento de identificação do veículo. Poderá assim, à primeira aparência, entender-se que, sem que se mostre cumprido o disposto no artigo 851.º (a apreensão dos documentos e imposição do selo), não poderá o veículo ser vendido. Face às dificuldades inerentes à apreensão dos documentos ou mesmo do veículo atenta a não existência de depósitos públicos disseminados pelo país, o agente de execução deve, no momento em cita o executado 1, constitui-lo fiel depositário 2, com expressa advertência das cominações previstas no n.º 2 do artigo 854.º do CPC e do artigo 348.º do Código Penal, sendo que, tratando-se de pessoa 1 Na citação deve ser inserido a indicação que está constituído fiel depositário com a advertência do n.º 2 do artigo 854.º, e 348.º do Código Penal; e, outrossim,: a) Advertir-se que o veículo não pode circular; b) o executado deverá proceder à imediata entrega dos documentos; c) o executado deverá indicar o local onde o veículo se encontra depositado, bem assim forma de contacto (telefónico) para agendar a data para aposição do selo de imobilização; 2 Note-se que a regra é a de que o depositário é o próprio agente de execução; mas, uma vez prestado o consentimento do exequente, o executado poderá ser investido nas funções de depositário (artigo 839.º, n.º 1, do CPC). Nada também parece obstar a que o exequente seja constituído o depositário dos móveis penhorados, se este der o seu assentimento.

3 coletiva, deverá ser constituído fiel depositário um dos legais representantes 3. Decorrido o prazo de 10 dias sobre a notificação e não tendo sido entregue os documentos do veiculo e indicado o local do seu depósito, deverá presumir-se que o executado continua a circular com o veiculo, havendo assim motivos para levar a efeito a sua apreensão, devendo ser o fiel depositário notificado para, no prazo de 10 dias proceder à apresentação do veiculo. Caso o fiel depositário persista em não apresentar o bem, o agente de execução deverá comunicar tal facto ao exequente, que terá então a oportunidade de requer o arresto dos bens do fiel depositário (caso este não seja o executado), sem prejuízo de comunicar tal facto ao Ministério Público, com vista a ser instaurado procedimento criminal. Todavia, mesmo que o executado seja imediatamente investido nas funções de depositário (com o consentimento do exequente), a venda de veículo automóvel penhorado não carece de documento escrito, nem de apresentação de documentos, motivo pelo qual nos parece que a venda executiva (ou a adjudicação) podem ser efetuadas na ausência dos documentos do veículo (livrete e registo de propriedade ou documento único). È suficiente que quem venda desfrute de legitimidade substantiva (e processual, no caso o agente de execução) para o fazer. Na verdade, realizada a transmissão executiva, o adquirente fica livre de requerer a 2.ª via do documento único (ou do livrete e/ou registo de propriedade). Todavia, esta circunstância deve ser devidamente publicitada nos anúncios destinados à venda do veículo. A fim de evitar que o adquirente fique com este ónus de requerer novos documentos, o próprio agente de execução, no quadro do 3 O legal representante terá que ser notificado autonomamente (sob forma de citação) de que é constituído fiel depositário do veículo penhorado.

4 exercício dos poderes de administração relativos ao automóvel penhorado (artigo 843.º, n.º 1, do CPC), poderá peticionar junto do Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres a emissão de novos documentos ou do documento único; isto dito partindo do pressuposto de que o cargo de depositário foi atribuído (cujo regime é a regra) ao agente de execução. Se, porém, o agente de execução não for o depositário p. ex., o depositário é o retentor do veículo (artigo 839.º, n.º 1, alínea c), do CPC), é duvidoso que o agente de execução possa, por si só, requerer a 2.ª via dos documentos que permitem a circulação dos veiculo na via pública: parece que, tal como acontece no lugar paralelo do n.º 6 do artigo 905.º (ónus da legalização do prédio constituído em favor do adquirente) 4, os interessados podem promover essa legalização, caso acordo de todos. Na falta de acordo entre os interessados, a decisão de legalização deverá caber ao juiz, exceto, como referimos, se o agente de execução for o depositário LEBRE DE FREITAS/RIBEIRO MENDES, Código de Processo Civil Anotado, vol. III, cit., 2003, p.

5 19. Não sendo conhecida a localização e limites de um bem imóvel penhorado, pode, ainda assim, proceder à venda do mesmo? Dispõe o n.º 3 artigo 838.º do CPC que, uma vez registada a penhora do prédio, o agente de execução lavra o auto de penhora e procede à afixação na porta ou noutro local visível do imóvel penhorado, de um edital, e, nos termos do artigo 839.º, será este em regra constituído depositário. Este acto de afixação de edital, muitas vezes encarado como desnecessário ou pouco importante, é na verdade essencial, uma vez que: - Não existe cadastro na maior parte do território, pelo que tornase necessário apurar a localização do bem. - Há que constituir o depositário, o que não poderá ser feito sem que se conheça a localização e limites do imóvel penhorado e, simultaneamente, se existe arrendatário se existe alguém com direito de retenção. - Há que verificar o estado do imóvel, designadamente, se existem construções que não se encontram identificadas no registo. Ora, não sendo conhecida localização do bem, não poderão ser verificados as circunstâncias acima referidas, o que necessariamente impedirá a venda do bem. Se for efetuada a venda executiva de um bem imóvel sem que se conheçam as suas reais condições (físicas: p. ex., identidade ou

6 qualidade do imóvel; e jurídicas: ónus 5, limitações ou restrições de utilidade pública), tais circunstâncias poderão conduzir à anulação da venda, nos termos do artigo 908.º do CPC, podendo o agente de execução ser responsabilizado por tal facto. A venda do imóvel deve assim ser inviabilizada por parte do agente de execução (ou do juiz, no caso de reclamação) quando não for conhecida a localização do imóvel, designadamente, por este se encontrar omisso na matriz ou, estando inscrito, o agente de execução apurar que esta não coincide com a realidade física. Coisa diversa é a notificação dos titulares de preferência legal (p. ex., senhorio, no caso de arrendamento comercial, comproprietário, proprietário do solo, co-herdeiro, proprietário de prédio serviente, arrendatário de prédio urbano) ou preferência convencional dotada de eficácia real sobre o imóvel penhorado 6. A falta de identificação e, logo, a falta (ou a impossibilidade) de notificação destes preferentes, para o efeito de exercerem, querendo, a preferência no próprio acto da venda, não inviabiliza esta venda executiva (ou a adjudicação) do prédio penhorado,; essa falta não dá lugar à nulidade da venda, no entretanto realizada (artigo 201.º, n.º 2, 5 P. ex., direito pessoal de gozo que seja eficaz e oponível em relação ao comprador (maxime, o arrendamento do prédio); registo de acção de execução específica anterior ao registo da penhora, a qual tenha sido julgada procedente. 6 Com efeito, os titulares do direito de preferência, na alienação dos bens em processo executivo, são notificados para a abertura das propostas, a fim de poderem exercer o seu direito de preferência, no próprio acto. A tal notificação aplicam-se as regras relativas à citação, salvo no que se refere à citação edital, que não terá lugar. Por isso, a notificação deve revestir a forma de contacto pessoal do funcionário judicial com o citando ou de carta registada, com aviso de recepção, nos termos do artigo 233.º, n.º2, alíneas a) e b), do CPC. De resto, deve ser lavrada uma cota no processo executivo onde não apenas se afirme que determinado preferente foi notificado do dia da abertura das propostas, para a venda de determinado bem, como também deve ser junta a certidão de notificação ou o aviso de recepção da notificação postal, sob pena de, caso esta junção não seja efectuada, subsistir a dúvida sobre se o preferente, que impugnou a notificação, recebeu ou não tal notificação neste sentido, acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 6/12/2011 (AZEVEDO RAMOS), proc. n.º 3504/07.OTVLSB.L1.S1., in

7 do CPC), nem é arguível antes da realização da venda 7, mas o titular do direito de preferência conserva o direito de ação, nos termos gerais. Pelo contrário, se apenas forem indeterminados ou inexatos os limites (físicos) do prédio penhorado, ou seja, as suas confrontações e áreas, a venda poderá ser realizada 8, pese embora devam ser mencionadas essas circunstâncias no acto de compra ou nos anúncios e editais que a precedem. O Dr. Juiz Virgínio da Costa Ribeiro, entende nada obstar a que se proceda à venda, desde que apareça alguém que esteja disposto a desembolsar o respetivo preço. Em regra, o registo predial e a respetiva matriz asseguram a delimitação dos imóveis. De qualquer modo, o adquirente poderá intentar uma ação de demarcação prevista nos artigos 1353º a 1355º, do Código Civil. 7 Pois o titular preterido do direito de preferência poderá sempre comparecer no acto da venda, se dele tiver tido conhecimento. Se tiver conhecimento prévio (incluindo o conhecimento das condições de venda) e não compareceu, podendo fazê-lo se tivesse sido diligente, contra este titular de direito de preferência pode ser excepcionado o abuso do direito (rectius, do direito de preferência) assim, REMÉDIO MARQUES, J. P., Curso de Processo Executivo Comum à Face do Código Revisto, Coimbra, Almedina, 2000, p. 388, nota De resto, a inscrição do prédio no registo apenas faz presumir que é o executado; dessa presunção não deriva a presunção de que o prédio é dotado de uma determinada área constante da descrição, bem como não se presume que as confrontações mencionadas no registo estão corretas cfr. o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 12/01/2012 (SERRA BAPTISTA), proc. n.º 74/1999.P1.S1, in no mesmo sentido, entre muitos, acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 7/04/2011 (SERRA BAPTISTA), proc. n.º 569/04.0TCSNT.L1.S1, in

8 20. Sendo requerido, por alguma das partes, a avaliação do bem penhorado, está o requerente obrigado a suportar, previamente, os custos da avaliação? Faz todo o sentido que assim seja, de outra forma o pedido de avaliação só serviria de acto meramente dilatório. Na verdade, os custos são suportados pela parte que solicita a diligência e entra em regra de custas (artigo 13.º/2 da Portaria n.º 331- B/2009 de 30 de Março, e artigos 25.º e 26.º do Regulamento de Custas Processuais, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 34/2008 de 26 de Fevereiro 9 ). A despesa necessária à avaliação do bem penhorado constitui uma despesa da execução e o exequente deve suportá-la a título de provisão. Saliente-se, ainda, que o agente de execução quando procede à citação do executado tem o dever de o informar de quanto será provavelmente a quantia exigida a título de honorários e de despesas, tendo para isso de fazer uma estimativa baseando-se na mediana dos valores cobrados no total das execuções que esse profissional já fez enquanto agente de execução (artigo 12.º n.º 2 e 3 da Portaria n.º 331º- B/2009 de 30 de Março). Mas o agente de execução não é obrigado a realizar a perícia. Ele apenas deve realizar as diligências que se mostrem absolutamente convenientes para o efeito de determinar o valor base dos bens a vender. Se algum interessado discordar da atuação do agente de execução poderá reclamar para o juiz. 9 Isto sem prejuízo de o exequente peticionar a revisão da nota de honorários ao juiz da execução, nos termos do artigo 14.º da citada Portaria n.º 331-B/2009, de 30 de Março.

9 O Dr. Juiz Orlando Sérgio Rebelo discorda da resposta dada pelo Colégio da Especialidade. Na verdade, nestas situações, o que o agente de execução pode fazer é pedir provisão ao exequente, dado que é este, em sede de ação executiva, quem suporta as custas, podendo, posteriormente, em sede de custas de parte, exigir tal quantia vide art.º. 447º, nº 2, al. b), do CPC. Por outro lado, o requerente da avaliação só pode ser o exequente, executado ou algum credor reclamante de harmonia com o preceituado no nº 6 do art.º 886º-A do citado código. Fazer depender a avaliação do pagamento, em momento prévio, dos custos da avaliação pelo requerente da mesma significaria, as mais das vezes, o próprio atropelo e impedimento da realização da avaliação. Assim, por exemplo, nos casos em que há uma reclamação atendida pelo juiz do processo e em que o mesmo determina a realização de avaliação do valor de mercado do imóvel penhorado para, assim, se obter uma valor-base mais consentâneo com tal valor de mercado, quid Juris? Não faz sentido que essa decisão do juiz do processo ficasse despida de sentido por falta de pagamento dos custos da avaliação pelo reclamante e, por outro prisma, requerente da avaliação. O Direito tem de ser enquadrado e pensado numa lógica da unidade da ordem jurídica, conforme determina o art.º 9º, do Código Civil, e não se podem buscar soluções meramente materialistas ou formais que, de forma grave, vêm tolher os legítimos direitos das partes.

10 21. Deve a avaliação ser feita através de perito designado nos termos gerais do processo civil? Poderá haver quem entenda que, sem prejuízo do agente de execução estar livre para adotar, por sua iniciativa, outros métodos informais de avaliação, se alguma das partes requerer a avaliação, esta deverá ser feita através de perito especialmente designado para o efeito. Todavia, deverá atentar-se no regime previsto no artigo 849.º, n.º 2, do CPC. Na verdade, o valor de cada verba é fixado pelo agente de execução, o que ocorre, normalmente, em momento posterior à apreensão. Num primeiro momento, o agente de execução fará apenas uma estimativa do valor do bem. Se, para a avaliação, forem requeridos conhecimentos especializados (p. ex., por ocasião da penhora de uma máquina industrial ou usada na medicina, dotada de elevada complexidade técnica) o agente de execução poderá recorrer à ajuda de um perito. Parece, então, que somente quando alguma parte reclamar da decisão de recusa da designação de perito nos termos gerais do processo civil é que o juiz poderá ordenar o cumprimento do disposto no artigo 568.º e segs. do CPC, caso julgue a reclamação procedente. O Dr. Juiz Virgínio da Costa Ribeiro, sustenta que as diligências com vista à determinação do valor de mercado dos bens a vender são da competência do AE (artigo 886º-A), não estando legalmente prevista qualquer diligência em concreto. Porém, como o ato é passível de reclamação para o juiz, deverá o AE apresentar uma avaliação

11 fundamentada, podendo basear-se em qualquer dado objetivo (p. ex. simulação com base no zonamento fiscal, preço de venda por m2 para aquela área anunciado por uma imobiliária ou, nos casos mais complexos, recorrendo a um perito especializado).

12 22. Liquidação de imposto na venda: quais as isenções e dispensas (IVA - IS IMT). Na transmissão de bens imóveis, as isenções de IMT e IS são obrigatoriamente verificadas pela administração fiscal em momento prévio à emissão do título de transmissão, competindo ao proponente apresentar o comprovativo de liquidação e pagamento, mesmo que se tratem de operações isentas. Questão mais complexa prende-se com a venda de bens que não sejam imóveis, pois são inúmeras as situações que podem influenciar o conteúdo da obrigação de liquidar IVA, seja pela natureza do bem ou pelo enquadramento fiscal do executado; vale dizer, se os bens integram ou não uma atividade comercial e quando o integram se estão afetos a atividades isentas sem direito à dedução ou cuja aquisição ou afetação tenha sido feita com exclusão do direito à dedução (artigo 21.º, n.º 1, do CIVA). Não haverá lugar à liquidação de IVA 10 sempre que se trate de venda (transmissão) de: a) Bens afetos exclusivamente a uma atividade isenta ou quanto não tenham sido objeto de direito à dedução (n.º 33 do artigo 9.º) b) Bens cuja aquisição ou afetação tenha sido feita com exclusão à dedução nos termos do n.º1 do artigo 21.º (n.º 33 do artigo 9.º) c) Bens pertencentes a particulares (não incluídos em atividade profissional ou comercial) (alínea a) do n.º 1 do artigo 1.º, a contrario sensu). 10 Também não haverá lugar à liquidação de IVA na venda de bens cuja aquisição tenha sido anterior a 1/1/1986 e hajam sido tributados em imposto de transacções, sendo certo que não será provável que surjam situações desta natureza.

13 Subsistindo dúvidas ao agente de execução quanto a haver, ou não, lugar à liquidação de IVA, no momento em que toma a decisão da venda deve indicar que o valor não inclui os impostos que sejam devidos pela transmissão, seja este o IMT, o IS, o IVA ou outros impostos especiais (p. ex., pela venda de bebidas alcoólicas), competindo ao adquirente, no prazo de 10 dias contados da decisão de liquidação, apresentar declaração que comprove o pagamento dos respetivos impostos ou a declaração de que a transmissão dos bens não está a eles sujeita. Especial atenção deve ter o agente de execução no que respeita também à penhora ou adjudicação de direitos de crédito, pois se esse crédito incluir IVA, este deverá ser igualmente entregue ao Estado: Natureza do crédito Bens ou serviços isentos de IVA ou IVA devido pelo adquirente. Bens ou serviços sujeitos a IVA Valor a penhorar Valor da divida Valor da divida + IVA

14 23. Pode vender-se um bem em negociação particular por um valor inferior a 70% do valor base dos bens? Pode defender-se que, na venda por negociação particular, não é aplicável a limitação ao valor mínimo de 70% do valor base. Vale dizer: poderá o bem ser vendido por um valor inferior. Neste sentido foi tirada a decisão proferida no acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 29/04/ , segundo o qual: Ora, não faria sentido que se o legislador tivesse querido prolongar na venda por negociação particular exigências previstas para a venda por propostas em carta fechada, que o não tivesse dito, podendo muito bem tê-lo feito (técnica que chegou mesmo a usar noutros aspetos que colocou nas disposições gerais relativas às vendas, v. g. no n.º 2 do artigo 886.º do CPC, com menção expressa das modalidades de venda a que teriam aplicação: O disposto nos artigos 891.º e 901.º para a venda mediante propostas em carta fechada aplica-se, com as devidas adaptações, às restantes modalidades de venda, e o disposto nos artigos 892.º e 896.º, a todas, excetuada a venda direta ). Cumpre, todavia, distinguir e precisar o seguinte. Exceto nos casos do acordo previsto nas alíneas a) e b) do artigo 904.º do CPC, a venda por negociação particular deverá ser efetuada, tal como qualquer venda executiva, por preço igual ou superior ao valor base fixado na decisão sobre a venda. 11 Processo: , Nº Convencional: JTRP disponível em 8

15 Se o valor base não for atingido, somente mediante autorização judicial ou acordo de todos os interessados será possível proceder à venda por um preço inferior a 70% do valor base dos bens (cfr. o artigo 894.º, n.º 3, do CPC) 12. O juiz mantém o poder de que já dispunha (no artigo 887.º, n.º 2, do CPC, na redação anterior a 1995/1996) de autorizar a venda por preço inferior ao valor base. 2011, p Tb., neste sentido, VIRGÍNIO DA COSTA RIBEIRO, As Funções do Agente de Execução, cit.,

16 24. Pode levar-se a efeito a venda de um bem pertencente a determinado executado, sem que os restantes executados se mostrem citados? No processo executivo, por força do n.º 4 do artigo 813.º do CPC, não é aplicável o disposto no n.º 2 do artigo 486.º do CPC., não podendo os executados aproveitar, quer os prazos para se opor quer, inclusivamente, os prazos da oposição que aproveitam aos restantes executados 13. Tem vindo por esta via a ser entendido que uma execução pode prosseguir os seus termos contra os executados já citados (que não hajam deduzido oposição). Conforme referia LEBRE DE FREITAS, no Parecer publicado na Coletânea de Jurisprudência, 1989, III, pág. 43 e segs.: A omissão de embargar não tem qualquer efeito cominatório, mas apenas o de preclusão das exceções porventura existentes contra o direito material do exequente, o que não constitui este numa situação de desvantagem, mas tão-só na perda da possibilidade de se colocar numa situação de vantagem circunscrita ao processo executivo, afastando qualquer razão para uma aplicação analógica, mesmo que esta fosse possível, do art.º 486.º-2. Deverá, deste modo, a execução prosseguir quanto aos executados já citados que não se hajam oposto, independentemente 13 Trata-se de uma norma interpretativa, que veio sanar o diferendo jurisprudencial anterior à reforma processual civil de 1995/1996.

17 de determinado executado não se encontrar citado ou se tenha oposto 14. Deve, no entanto, atender-se ao facto de, por um lado, existir o cônjuge do executado (arts. 825.º e 864.º) e, por outro, de ser possível que um executado não citado deduza oposição à execução com as eventuais consequências previstas no artigo 909.º, n.º1, alínea a), do CPC. Repare-se que não pode ser realizada a citação edital quando se sabe o local (p. ex., no estrangeiro) onde reside um dos co executados. 14 Alinham-se os seguintes argumentos a favor: O exequente pode, a todo o tempo desistir do pedido ou da instância quanto a determinado executado que não esteja citado. Qualquer das partes pode por termo à execução pagamento a quantia em divida. Há, todavia, alguns outros argumentos contra esta posição, a saber: Como resolver a procedência da oposição que declare a insuficiência do título executivo (por exemplo um cheque), em que só um dos executados é que deduziu oposição, tendo, quanto ao executado que não se opôs, sido vendidos bens?

18 25. Não podendo ser concretizada a abertura de propostas, por a mesma ter ficado prejudicada por falta de publicação de anúncios, tem o agente de execução que lavrar a ata? Sendo previamente verificada pelo agente de execução que não foi dada qualquer publicidade à venda, não faz qualquer sentido que se realize a diligência de abertura de propostas, devendo evidentemente ser notificadas todas as partes da alteração da data. O agente de execução deverá comunicar ao processo tal ocorrência, mais requerendo a designação de novo dia e hora para abertura de propostas. Se, no entanto, tiver verificado que foi dada publicidade (mesmo que parcial) mas não foi cumprida determinada formalidade que pode ditar a nulidade da venda, deverá o agente de execução comparecer no dia e hora designado para lavrar o respectivo auto, pois poderão ter sido apresentadas propostas. Estas propostas são válidas por 90 dias (artigo 893.º, n.º 4, do CPC), devendo manter-se fechadas até à nova data. Os proponentes são também notificados para a nova data. O juiz, ao designar as vendas para um certo dia, deverá verificar a existência de eventuais irregularidades. Se detetar a falta de publicidade da venda, deverá contactar o agente de execução, a fim de este confirmar ou infirmar essa falta. Se o agente de execução confirmar, previamente, a falta de publicidade, o juiz deverá dar sem efeito a venda, mandando abrir conclusão mediante ordem verbal. Neste caso, não haverá lugar à realização de qualquer auto. Se não existe qualquer irregularidade, por ocasião da abertura das propostas, o auto deverá ser lavrado pelo agente de execução, que não pelo juiz. O

19 artigo 44.º da Portaria n.º 331-B/2009, de 29 de Março, fala em ata ; mas o artigo 899.º do CPC refere-se a auto. Se a irregularidade somente for detetada no momento da abertura das propostas, deve reduzir-se a escrito essa irregularidade, por parte do agente de execução, sem prejuízo do aproveitamento das propostas apresentadas se a sessão de abertura for adiada por prazo não superior a 90 dias. Para o Doutor Juiz ORLANDO SÉRGIO REBELO, antes de mais, urge precisar os termos usados na medida em que o ato processual de abertura de propostas é redigido em auto (e não ata). Ademais, o ato de abertura de propostas terá de ser reduzido a auto ( vide art.º 899º, do CPC) pelo agente de execução e não pelo funcionário judicial que eventualmente esteja a dar assistência ao juiz nesse ato processual conforme prática que vem sendo usada nos Juízos de Execução do Porto. Ao ato de abertura de propostas a decorrer perante o juiz do processo (que poderá deprecar a venda em causa á comarca da localização do bem imóvel penhorado, se assim o decidir fundadamente de harmonia com a regra prevista no art.º 889º, nº 3, do CPC) tem necessariamente de assistir o agente de execução até porque é ele quem redige o referido auto e quem deverá ficar na posse das propostas apresentadas. Ainda no entendimento do Doutor Juiz Orlando Sérgio Rebelo, não se pode ainda olvidar a regra prevista no art.º 895º, nº 1, do CPC, que prevê que irregularidades relativas á abertura, licitação, sorteio, apreciação e aceitação das propostas só podem ser arguidas no próprio ato da abertura das propostas. No entanto, tal regra não dispensa o dever do juiz, enquanto garante da legalidade do ato em causa, de verificar se os anúncios respeitam o exigido por lei e, caso assim não suceda, de determinar

20 oficiosamente tal irregularidade que, dada a sua influência decisiva na marcha do processo, configura, então, uma nulidade (vide art.º 201º, nº 1, do CPC).

21 26. Para o funcionamento da execução especial prevista no art. 901º, do C.P.C., tem o agente de execução legitimidade para, por si, efetuar tal pedido no processo? Se forem observadas as normas aplicáveis, esta dúvida não tem razão de ser. Isto porque a penhora de coisas imóveis se faz por meio de comunicação eletrónica à conservatória (artigo 838.º, n.º 1, do CPC), seguida da tomada da posse efetiva do imóvel penhorado, pelo depositário (artigo 840.º, n.º 1, idem). A entrega do bem é requerida pelo adquirente, não competindo ao agente de execução tomar a iniciativa sem que esta seja expressamente requerida. Trata-se de uma exceção ao princípio geral de unidade de fim de todas as execuções vertido no artigo 53.º do CPC, uma vez que permite que seja enxertada na execução para pagamento de quantia certa uma execução para entrega de coisa certa. Quer dizer, na própria ação executiva para pagamento de quantia certa há lugar à formação de um novo título executivo (no caso, o título de transmissão emitido pelo agente de execução) para entrega de coisa certa (a entrega dos bens ao proponente ou ao preferente), ocorrendo a conversão daquela execução na execução destinada a investir imediatamente o adquirente na posse e fruição dos bens. Assim, deve o exequente formalmente requerer a entrega do bem, pedido esse formulado ao agente de execução, fazendo-se mister que o agente de execução notifique o executado para proceder à entrega do bem, nos termos do disposto no artigo 901.º e 930.º do CPC.

22 De salientar que são aplicáveis as limitações impostas pelo n.º 3 a 6 do artigo 930.ºB (por força do n.º 6 do artigo 930.º), ou seja, poderá a entrega da casa de habitação principal do executado ser adiada, quanto, por atestado médico se verificar que a diligência põe em risco de vida a pessoa que se encontra no local, por razões de doença aguda. O requerimento apresentado pelo adquirente não se dirige, notese, ao prosseguimento da execução convertida em distinta finalidade (a entrega da coisa adquirida), aí onde o executado (ou o detentor, por exemplo, do imóvel) fosse citado para, no prazo de 20 dias, fazer a entrega ou opor-se à execução; este requerimento visa apenas, e tão só, a entrega dos bens, ainda que coerciva dos bens, podendo o agente de execução solicitar imediatamente o auxílio da força pública, a fim de, por exemplo, arrombar portas (e mudar fechaduras), para o efeito de investir o adquirente na posse do bem. Parece, inclusivamente, que este requerimento não deve configurar um incidente processual da própria execução para pagamento de quantia certa, nem, tão pouco, uma nova execução para entrega de coisa certa, pois é dever do depositário tomar e transferir a posse do bem penhorado, posse, esta, exercida pelo depositário em nome do tribunal; e os incidentes processuais são marcados pelo seu carácter anómalo, exorbitando a tramitação normal de um processo, já que não fazem parte do seu encadeado lógico necessário à resolução do conflito (cfr. o artigo 96.º do CPC). Daí que a atuação do agente de execução, a requerimento do adquirente, não deve originar a tributação em custas, nem obriga a remunerar o agente de execução pelo acto de apreensão efetiva e entrega do bem ao adquirente. Neste último caso, poderá ser duvidoso remunerar o agente de execução pela efetivação da diligência; porém, a remuneração do

23 agente de execução pela efetivação da diligência será, sem dúvida, admissível quando este não tiver sido, em concreto, o depositário dos bens vendidos, cuja entrega for requerida pelo adquirente. Em resumo: Uma vez vendido o bem, cabe ao adquirente requerer, querendo, a entrega deste, nos termos do disposto no artigo 901.º do CPC.

24 27. Para a venda de direitos reais menores ( p. ex., o direito de superfície ou usufruto), a abertura de propostas é presidida pelo juiz do processo? A venda de direitos reais menores sobre bens imóveis deverá ser efetuada através de proposta em carta fechada, com todas as formalidades que dai resultam, designadamente quanto ao local onde esta deve o ocorrer (no Tribunal) e sempre perante o Juiz, independentemente de se estar em causa a alienação de um direito real menor (p. ex., um usufruto, um direito real de habitação periódica). O legislador, no artigo 893.º, n.º 1, do CPC, não distingue entre o direito de propriedade e os demais direitos reais de gozo menores, e não há, na verdade, razões substanciais para distinguir, pois que a razão da presença do juiz do processo para a alienação quando a penhora recai sobre imóveis (artigo 889.º, n.º 1, do CPC) é a mesma tanto nos casos em que o direito atingido é o direito de propriedade quanto é atingido um direito real menor.

A Breve referência à Filosofia da Venda Executiva mediante Negociação particular

A Breve referência à Filosofia da Venda Executiva mediante Negociação particular 67 A Breve referência à Filosofia da Venda Executiva mediante Negociação particular 67 Página 65 de 224 O capítulo segundo foi epigrafado com o título Ontologia da venda executiva por negociação particular.

Leia mais

ncpc 12 QUESTÕES SOBRE PRÁTICAS PROCESSUAIS NO (NOVO) CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL Armando A. Oliveira 25 de junho de 2015

ncpc 12 QUESTÕES SOBRE PRÁTICAS PROCESSUAIS NO (NOVO) CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL Armando A. Oliveira 25 de junho de 2015 ncpc 12 QUESTÕES SOBRE PRÁTICAS PROCESSUAIS NO (NOVO) CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL Armando A. Oliveira 25 de junho de 2015 Interação entre A.E. e tribunal Um dos principais entraves ao regular funcionamento

Leia mais

LIQUIDAÇÃO JUDICIAL MEIOS DISPONÍVEIS PARA SUA EFECTIVAÇÃO - Execução vs Insolvência

LIQUIDAÇÃO JUDICIAL MEIOS DISPONÍVEIS PARA SUA EFECTIVAÇÃO - Execução vs Insolvência CONFERÊNCIA LIQUIDAÇÃO JUDICIAL MEIOS DISPONÍVEIS PARA SUA EFECTIVAÇÃO - Execução vs Insolvência 1. Indicação da Modalidade de Venda 2. Venda por propostas em carta fechada 3. Adjudicação e seus efeitos

Leia mais

9 de Junho 2014 Contencioso de Cobrança

9 de Junho 2014 Contencioso de Cobrança PROCEDIMENTO EXTRAJUDICIAL PRÉ-EXECUTIVO A Lei n.º 32/2014, de 30 de Maio, aprovou o procedimento extrajudicial pré-executivo (PEPEX), que visa a identificação de bens penhoráveis antes de ser instaurada

Leia mais

Actualmente estão previstas as seguintes modalidades:

Actualmente estão previstas as seguintes modalidades: VENDA Findo o prazo das reclamações de créditos, inicia-se a fase da venda. Actualmente estão previstas as seguintes modalidades: 1- VENDA POR PROPOSTAS EM CARTA FECHADA 2- VENDA POR NEGOCIAÇÃO PARTICULAR

Leia mais

Intervenção proferida na Universidade Lusíada em 31 de Maio de 2013. 2

Intervenção proferida na Universidade Lusíada em 31 de Maio de 2013. 2 novidades na Acção Executiva 1 Sérgio Castanheira 2 Começo por agradecer o convite que me foi feito pela Universidade Lusíada, na pessoa do Sr. Conselheiro Cardona Ferreira, para estar presente nesta conferência,

Leia mais

CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. (23.ª Edição)

CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. (23.ª Edição) CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL (23.ª Edição) Código de Processo Civil 2 TÍTULO: CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL AUTORES: Miguel Mesquita EDITOR: EDIÇÕES ALMEDINA, SA Avenida Fernão de Magalhães, n.º 584, 5º Andar 3000-174

Leia mais

RECLAMAÇÃO DE CRÉDITOS

RECLAMAÇÃO DE CRÉDITOS RECLAMAÇÃO DE CRÉDITOS Natureza e finalidade do Processo Reclamações de créditos Impugnações de créditos Sentença de verificação e graduação Classes de créditos Artigo 1.º Finalidade do processo de insolvência

Leia mais

CÓDIGO DO IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO

CÓDIGO DO IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO Artigo 77.º Serviço de finanças competente 1 - Para efeitos do cumprimento das obrigações do presente diploma, considera-se serviço de finanças competente o da área fiscal onde o sujeito passivo tiver

Leia mais

PRÁTICA PROCESSUAL CIVIL

PRÁTICA PROCESSUAL CIVIL PRÁTICA PROCESSUAL CIVIL 17ª Sessão DOS PRINCÍPIOS DA PROVA EM PROCESSO CIVIL Carla de Sousa Advogada 1º Curso de Estágio 2011 1 PROVA? FUNÇÃO DA PROVA: Demonstrar a realidade dos factos (artigo 341.º

Leia mais

REGULAMENTO DE ALIENAÇÃO DE IMÓVEIS DE RENDA LIVRE

REGULAMENTO DE ALIENAÇÃO DE IMÓVEIS DE RENDA LIVRE REGULAMENTO DE ALIENAÇÃO DE IMÓVEIS DE RENDA LIVRE Nos termos do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 215/2007, de 29 de Maio, são atribuições do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, IP promover

Leia mais

HASTAS PÚBLICAS UNIFICADAS DA JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRO GRAU EM SÃO PAULO REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO

HASTAS PÚBLICAS UNIFICADAS DA JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRO GRAU EM SÃO PAULO REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO HASTAS PÚBLICAS UNIFICADAS DA JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRO GRAU EM SÃO PAULO REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO As Hastas Públicas Unificadas serão realizadas em dois leilões, sendo: 1º leilão: os lotes de bens oferecidos

Leia mais

Legislação MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Decreto-Lei n.º 177/2014, de 15 de dezembro

Legislação MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Decreto-Lei n.º 177/2014, de 15 de dezembro Legislação Diploma Decreto-Lei n.º 177/2014, de 15 de dezembro Estado: vigente Resumo: Cria o procedimento especial para o registo de propriedade de veículos adquirida por contrato verbal de compra e venda,

Leia mais

Regimes de Custas desde 15/09/2003

Regimes de Custas desde 15/09/2003 JORNADAS DE ESTUDO CONTA E ENCERRAMENTO DO PROCESSO Armando A Oliveira - Solicitador Regimes de Custas desde 15/09/2003 15 de Setembro de 2003 Reforma da acção executiva Foi reduzido o valor da taxa de

Leia mais

Artigo 17º do RCP. Boas práticas processuais.

Artigo 17º do RCP. Boas práticas processuais. Artigo 17º do RCP Boas práticas processuais. O presente documento descreve a aplicação prática das alterações ao artigo 17º do RCP (cobrança do custo pelas consultas ao abrigo do 833ºA do CPC) Data: 20

Leia mais

REGULAMENTO DE ALIENAÇÃO DE IMÓVEIS DE RENDA LIVRE

REGULAMENTO DE ALIENAÇÃO DE IMÓVEIS DE RENDA LIVRE REGULAMENTO DE ALIENAÇÃO DE IMÓVEIS DE RENDA LIVRE Nos termos da al. c) n.º 4 do artigo 3.º do decreto-lei n.º 84/2012, de 30 de março, são atribuições do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social,

Leia mais

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR ATUALIZAÇÃO 9 De 1.11.2014 a 30.11.2014 VADE MECUM LEGISLAÇÃO 2014 CÓDIGO CIVIL PÁGINA LEGISLAÇÃO ARTIGO CONTEÚDO 215 Lei 10.406/2002 Arts. 1.367 e 1.368-B Art. 1.367. A propriedade fiduciária em garantia

Leia mais

A. Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado (CIVA)

A. Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado (CIVA) Informação n.º 2/2013_Revista 22/novembro/2013 CRÉDITOS INCOBRÁVEIS E EM MORA IVA e IRC A. Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado (CIVA) Regularização do IVA 1. Créditos vencidos até 31/12/2012 e

Leia mais

Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo

Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo Acórdãos STA Processo: 0573/13 Data do Acordão: 30-04-2013 Tribunal: 2 SECÇÃO Relator: VALENTE TORRÃO Descritores: Sumário: COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS CPPT PEDIDO PRESTAÇÃO DE GARANTIA Nº Convencional: JSTA000P15671

Leia mais

ACÇÃO EXECUTIVA PENHORA DE IMÓVEIS. Armando A Oliveira Agente de Execução

ACÇÃO EXECUTIVA PENHORA DE IMÓVEIS. Armando A Oliveira Agente de Execução ACÇÃO EXECUTIVA PENHORA DE IMÓVEIS Armando A Oliveira Agente de Execução Parecendo, à primeira vista, uma forma simples de assegurar o pagamento do crédito, há que ter em consideração que a penhora de

Leia mais

ACTA DE REUNIÃO DE TRABALHO

ACTA DE REUNIÃO DE TRABALHO NOME José Henrique Delgado Carvalho Teresa Maria de Melo Madail Manuel Nunes Ferreira Fernando J. F. Brites Maria Manuela Araújo Novais Estrela Celeste Simões Agentes de Execução INTERVENIENTES FUNÇÃO

Leia mais

A D M I N I S T R A D O R E S, G E R E N T E S E O U T R O S

A D M I N I S T R A D O R E S, G E R E N T E S E O U T R O S i Nº 16 / 14 R E V E R S Õ E S F I S C A I S P A R A A D M I N I S T R A D O R E S, G E R E N T E S E O U T R O S R E S P O N S Á V E I S T R I B U T Á R I O S S U B S I D I Á R I O S I. INTRODUÇÃO O crescente

Leia mais

CONTRATO PROMESSA DE COMPRA E VENDA

CONTRATO PROMESSA DE COMPRA E VENDA CONTRATO PROMESSA DE COMPRA E VENDA Entre: ESTAMO PARTICIPAÇÕES IMOBILIÁRIAS, S.A., pessoa colectiva número 503152544, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, com sede na Av. Defensores

Leia mais

Deliberação do Conselho Geral da Câmara dos Solicitadores de 07/01/2011

Deliberação do Conselho Geral da Câmara dos Solicitadores de 07/01/2011 Deliberação do Conselho Geral da Câmara dos Solicitadores de 07/01/2011 Considerando que: a) Quando um agente de execução cessa funções é essencial transferir os bens de que seja fiel depositário e apurar

Leia mais

REGULAMENTO GERAL DE PROPINAS E PRESCRIÇÃO DO IPVC

REGULAMENTO GERAL DE PROPINAS E PRESCRIÇÃO DO IPVC REGULAMENTO GERAL DE PROPINAS E PRESCRIÇÃO DO IPVC Artigo 1º Âmbito do regulamento 1. O presente regulamento define o regime do pagamento da propina pelos estudantes do IPVC inscritos a tempo integral,

Leia mais

Decreto n.º 24/01 De 12 de Abril

Decreto n.º 24/01 De 12 de Abril Decreto n.º 24/01 De 12 de Abril Considerando que pelos serviços prestados pelo Tribunal de Contas e pela sua Direcção dos serviços Técnicos, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 43.º,da lei

Leia mais

EXAME NACIONAL DE ADMISSÃO AO 2.º ESTÁGIO DE AGENTE DE EXECUÇÃO RESPOSTAS ÀS RECLAMAÇÕES

EXAME NACIONAL DE ADMISSÃO AO 2.º ESTÁGIO DE AGENTE DE EXECUÇÃO RESPOSTAS ÀS RECLAMAÇÕES EXAME NACIONAL DE ADMISSÃO AO 2.º ESTÁGIO DE AGENTE DE EXECUÇÃO RESPOSTAS ÀS RECLAMAÇÕES Depois de analisadas todas as reclamações, foi decidido considerar correcta, para além da alínea d), a alínea c)

Leia mais

Regime Jurídico das Obras em Prédios Arrendados

Regime Jurídico das Obras em Prédios Arrendados Regime Jurídico das Obras em Prédios Arrendados A Lei n.º 6/2006, de 27 de Fevereiro, aprovou o Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), dando resposta à necessidade, por todos sentida, de reformar profundamente

Leia mais

Publicado na revista TOC. Fiscalidade no imobiliário Contrato de locação financeira imobiliária Enquadramento fiscal

Publicado na revista TOC. Fiscalidade no imobiliário Contrato de locação financeira imobiliária Enquadramento fiscal Publicado na revista TOC Fiscalidade no imobiliário Contrato de locação financeira imobiliária Enquadramento fiscal O regime jurídico do contrato de locação financeira, vem consagrado no DL nº 149/95,

Leia mais

Contrato de Intermediação Financeira

Contrato de Intermediação Financeira Contrato de Intermediação Financeira Condições Gerais do Contrato de Intermediação Financeira Entre a Caixa Geral de Depósitos, SA com sede em Lisboa na Av. João XXI n.º 63, com capital social de 5 900

Leia mais

INSUFICIÊNCIA DE CAPITAL. Aumento do capital social da instituição junto do mercado financeiro através de uma oferta pública de subscrição.

INSUFICIÊNCIA DE CAPITAL. Aumento do capital social da instituição junto do mercado financeiro através de uma oferta pública de subscrição. 1 MECANISMOS PARA LIDAR COM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO COM INSUFICIÊNCIA DE CAPITAL I. CAPITALIZAÇÃO COM RECURSO A FUNDOS PRIVADOS A. Fonte jurídica Código das Sociedades Comerciais; Código dos Valores Mobiliários.

Leia mais

Penhoras por meios electrónicos

Penhoras por meios electrónicos Penhoras por meios electrónicos nicos Pedro Amorim pedro.amorim@lusolegal.pt Conferência da CTOC 13 e 14 de Julho de 2007 Enquadramento A função da penhora Sumário Ordem dos bens penhoráveis Formalismos

Leia mais

PRINCIPAIS PRAZOS NA LEI Nº 6.015, DE 21-12-1973 (Lei dos Registros Públicos)

PRINCIPAIS PRAZOS NA LEI Nº 6.015, DE 21-12-1973 (Lei dos Registros Públicos) PRINCIPAIS PRAZOS NA LEI Nº 6.015, DE 21-12-1973 (Lei dos Registros Públicos) Anotações Art. 106. Sempre que o oficial fizer algum registro ou averbação, deverá, no prazo de cinco dias, anotá-lo nos atos

Leia mais

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA 4004 Diário da República, 1.ª série N.º 131 10 de julho de 2013 c) Entidades formadoras certificadas; d) Instalações certificadas. Artigo 107.º Contagem de prazos À contagem dos prazos administrativos

Leia mais

Despedimento de trabalhadores

Despedimento de trabalhadores Despedimento de trabalhadores A lei não permite que a empresa despeça um trabalhador sem que exista justa causa para o fazer. Assim, esta forma de terminar o contrato de trabalho não pode ser utilizada

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DE CUBA LIVRO VIII REGULAMENTO MUNICIPAL DE REMOÇÃO E RECOLHA DE VEÍCULOS. Nota Justificativa

CÂMARA MUNICIPAL DE CUBA LIVRO VIII REGULAMENTO MUNICIPAL DE REMOÇÃO E RECOLHA DE VEÍCULOS. Nota Justificativa CÂMARA MUNICIPAL DE CUBA LIVRO VIII REGULAMENTO MUNICIPAL DE REMOÇÃO E RECOLHA DE VEÍCULOS Nota Justificativa O reconhecido aumento da densidade do parque automóvel, com a consequente rarefacção do espaço

Leia mais

PROCEDIMENTO ESPECIAL DE DESPEJO E BALCÃO NACIONAL DO ARRENDAMENTO (LEI N.º 31/2012; DECRETO-LEI N.º 1/2013; PORTARIA N.º 9/2013)

PROCEDIMENTO ESPECIAL DE DESPEJO E BALCÃO NACIONAL DO ARRENDAMENTO (LEI N.º 31/2012; DECRETO-LEI N.º 1/2013; PORTARIA N.º 9/2013) Fevereiro 2013 Direito Imobiliário A Livraria Almedina e o Instituto do Conhecimento da Abreu Advogados celebraram em 2012 um protocolo de colaboração para as áreas editorial e de formação. Esta cooperação

Leia mais

AGILIZAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE PENHORA

AGILIZAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE PENHORA AGILIZAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE PENHORA Carla Mascarenhas 16 de Abril de 2009 A fase de penhora PROGRAMA Consultas e diligências prévias Ordem da realização da penhora Procedimento da penhora de bens Imóveis

Leia mais

Decreto-Lei nº 495/88, de 30 de Dezembro

Decreto-Lei nº 495/88, de 30 de Dezembro Decreto-Lei nº 495/88, de 30 de Dezembro Com a publicação do Código das Sociedades Comerciais, aprovado pelo Decreto-Lei nº 262/86, de 2 de Setembro, e do Decreto-Lei nº 414/87, de 31 de Dezembro, foram

Leia mais

EXAME NACIONAL DE ACESSO AO 3.º ESTÁGIO DE AGENTE DE EXECUÇÃO 28.04.2012 9H 1/8

EXAME NACIONAL DE ACESSO AO 3.º ESTÁGIO DE AGENTE DE EXECUÇÃO 28.04.2012 9H 1/8 1/8 EXAME NACIONAL DE ACESSO AO 3.º ESTÁGIO DE AGENTE DE EXECUÇÃO 28.04.2012 9H O exame tem a duração de duas horas, com quinze minutos de tolerância. O exame é composto por 20 questões de escolha múltipla,

Leia mais

Processo de liquidação

Processo de liquidação Processo de liquidação Regra geral, a sociedade dissolvida entra imediatamente em liquidação, permitindo que se realizem as operações necessárias para que os bens sociais fiquem em condições de ser partilhados

Leia mais

A) Actos Judiciais. Funções da citação e da notificação

A) Actos Judiciais. Funções da citação e da notificação 1 PT A) Actos Judiciais Funções da citação e da notificação A citação é o acto pelo qual se dá conhecimento ao réu de que foi proposta contra ele determinada acção e se chama ao processo para se defender.

Leia mais

Guia prático de procedimentos para os. Administradores de Insolvência.

Guia prático de procedimentos para os. Administradores de Insolvência. Guia prático de procedimentos para os Administradores de Insolvência. Índice Introdução 1. Requerimentos 2. Apreensão de bens 2.1. Autos de apreensão de bens 2.2. Apreensão de vencimento 2.3. Apreensão

Leia mais

Manual de Boas Práticas

Manual de Boas Práticas Câmara dos Solicitadores Manual de Boas Práticas A Venda Executiva (Parte I) Lisboa, Abril de 2012 I Introdução Metodologia A Câmara dos Solicitadores tem por missão, inter alia, a formação dos agentes

Leia mais

REGULAMENTO DE PROJETOS ECONÓMICOS DE INTERESSE MUNICIPAL FINICIA

REGULAMENTO DE PROJETOS ECONÓMICOS DE INTERESSE MUNICIPAL FINICIA REGULAMENTO DE PROJETOS ECONÓMICOS DE INTERESSE MUNICIPAL FINICIA Regulamento de Projetos Económicos de Interesse Municipal - FINICIA Preâmbulo A organização do Estado Português, de acordo com o disposto

Leia mais

CONDIÇÕES ESPECIAIS PROTECÇÃO JURÍDICA SEGURO COLECTIVO DA ORDEM DOS MÉDICOS DENTISTAS APÓLICE 84.10.071839

CONDIÇÕES ESPECIAIS PROTECÇÃO JURÍDICA SEGURO COLECTIVO DA ORDEM DOS MÉDICOS DENTISTAS APÓLICE 84.10.071839 CONDIÇÕES ESPECIAIS PROTECÇÃO JURÍDICA SEGURO COLECTIVO DA ORDEM DOS MÉDICOS DENTISTAS APÓLICE 84.10.071839 As presentes Condições Especiais Protecção Jurídica articulam-se com o disposto nas Condições

Leia mais

Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo

Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo Acórdãos STA Processo: 0715/09 Data do Acordão: 18-11-2009 Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo Tribunal: Relator: Descritores: Sumário: 2 SECÇÃO JORGE LINO PENHORA GARANTIA REAL REGISTO TERCEIRO

Leia mais

Plano para recuperar ou liquidar a empresa

Plano para recuperar ou liquidar a empresa Plano para recuperar ou liquidar a empresa Os credores podem decidir se querem recuperar a empresa ou liquidála. Cabe aos credores de uma empresa decidirem se querem recuperá-la a empresa ou liquidá-la,

Leia mais

At. Exma. Senhora Dra. Ana Paula Contreiras Direção-Geral do Consumidor Praça Duque de Saldanha, 31-3º 1069-013 Lisboa

At. Exma. Senhora Dra. Ana Paula Contreiras Direção-Geral do Consumidor Praça Duque de Saldanha, 31-3º 1069-013 Lisboa At. Exma. Senhora Dra. Ana Paula Contreiras Direção-Geral do Consumidor Praça Duque de Saldanha, 31-3º 1069-013 Lisboa Assunto: Audição do CNC - Transposição da Diretiva Consumidores - Diretiva 2011/83/UE

Leia mais

Portaria. Gabinete da Ministra da Justiça Praça do Comércio, 1149-019 Lisboa, PORTUGAL TEL + 351 21 322 23 00 EMAIL gmj@mj.gov.pt www.portugal.gov.

Portaria. Gabinete da Ministra da Justiça Praça do Comércio, 1149-019 Lisboa, PORTUGAL TEL + 351 21 322 23 00 EMAIL gmj@mj.gov.pt www.portugal.gov. Portaria O Memorando de Entendimento sobre as Condicionalidades de Política Económica, celebrado entre a República Portuguesa e o Banco Central Europeu, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional,

Leia mais

Acórdão do Tribunal da Relação de Évora

Acórdão do Tribunal da Relação de Évora Acórdãos TRE Processo: Relator: Descritores: Acórdão do Tribunal da Relação de Évora 321/14.5T8ENT.E1 ASSUNÇÃO RAIMUNDO TÍTULO EXECUTIVO DOCUMENTO PARTICULAR INCONSTITUCIONALIDADE Data do Acórdão: 12-03-2015

Leia mais

RELATÓRIO. O presente RELATÓRIO é elaborado nos termos do disposto no artigo 155º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas CIRE.

RELATÓRIO. O presente RELATÓRIO é elaborado nos termos do disposto no artigo 155º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas CIRE. Procº de insolvência n.º 399/14.1 TBVNG 4º Juízo Cível Insolventes: JOÃO JOAQUIM SOUSA SOBRAL E ISABEL MARIA DOS SANTOS ROCHA SOBRAL Tribunal Judicial de Vila Nova de Gaia RELATÓRIO O presente RELATÓRIO

Leia mais

O Prefeito Municipal de Resende, no exercício das atribuições, que lhe são conferidas pela Lei Orgânica do Município, em seu artigo 74, inciso XV,

O Prefeito Municipal de Resende, no exercício das atribuições, que lhe são conferidas pela Lei Orgânica do Município, em seu artigo 74, inciso XV, DECRETO Nº 5218 DE 09 DE NOVEMBRO DE 2011. EMENTA: Regulamenta os procedimentos de declaração, avaliação, emissão de guias de recolhimento, processo de arbitramento e a instauração do contencioso fiscal

Leia mais

O DEVER DE GESTÃO PROCESSUAL NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2013

O DEVER DE GESTÃO PROCESSUAL NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2013 O DEVER DE GESTÃO PROCESSUAL NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2013 MIGUEL DINIS PESTANA SERRA Professor Adjunto Convidado da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova do Instituto Politécnico de Castelo

Leia mais

OHADA ACTO UNIFORME PARA A ORGANIZAÇÃO DOS PROCESSOS SIMPLIFICADOS DE COBRANÇA E DAS VIAS DE EXECUÇÃO

OHADA ACTO UNIFORME PARA A ORGANIZAÇÃO DOS PROCESSOS SIMPLIFICADOS DE COBRANÇA E DAS VIAS DE EXECUÇÃO OHADA ACTO UNIFORME PARA A ORGANIZAÇÃO DOS PROCESSOS SIMPLIFICADOS DE COBRANÇA E DAS VIAS DE EXECUÇÃO fa 477 cobrança Cobrança e vias de execução 2 ACTO UNIFORME PARA A ORGANIZAÇÃO DOS PROCESSOS SIMPLIFICADOS

Leia mais

ADVOCACIA - Enquadramento fiscal das prestações de serviço

ADVOCACIA - Enquadramento fiscal das prestações de serviço ADVOCACIA - Enquadramento fiscal das prestações de serviço 1. Processo de pagamento de honorários no âmbito do acesso ao Direito e aos Tribunais 2. Facto gerador e exigibilidade do Imposto 3. Emissão de

Leia mais

S U M Á R I O. Processo n.º 96/2010 Data do acórdão: 2010-3-25. Assuntos:

S U M Á R I O. Processo n.º 96/2010 Data do acórdão: 2010-3-25. Assuntos: Processo n.º 96/2010 Data do acórdão: 2010-3-25 (Autos de recurso civil e laboral) Assuntos: intervenção provocada auxiliar na defesa art. o 272. o, n. o 1, do Código de Processo Civil art. o 274. o, n.

Leia mais

NOVO REGIME JURÍDICO DO CHEQUE SEM PROVISÃO TEXTO INTEGRAL ACTUALIZADO

NOVO REGIME JURÍDICO DO CHEQUE SEM PROVISÃO TEXTO INTEGRAL ACTUALIZADO NOVO REGIME JURÍDICO DO CHEQUE SEM PROVISÃO TEXTO INTEGRAL ACTUALIZADO Decorrente do Dec.-Lei 316/97, de 19 de Novembro. CAPÍTULO I Das restrições ao uso de cheque Artigo 1. Rescisão da convenção de cheque

Leia mais

TEXTOS DE APOIO ÀS ACÇÕES DE FORMAÇÃO MINISTRADAS NO ÂMBITO DA REFORMA DA ACÇÃO EXECUTIVA

TEXTOS DE APOIO ÀS ACÇÕES DE FORMAÇÃO MINISTRADAS NO ÂMBITO DA REFORMA DA ACÇÃO EXECUTIVA Eduardo Paiva e Helena Cabrita Juízes de Direito TEXTOS DE APOIO ÀS ACÇÕES DE FORMAÇÃO MINISTRADAS NO ÂMBITO DA REFORMA DA ACÇÃO EXECUTIVA Câmara dos Solicitadores 2009 1 TÍTULOS EXECUTIVOS Em primeiro

Leia mais

Nova Lei do Arrendamento Urbano

Nova Lei do Arrendamento Urbano Agosto de 2012 Nova Lei do Arrendamento Urbano O objectivo da presente reforma é criar um mercado de arrendamento, que, em conjunto com o impulso à reabilitação urbana, possa oferecer aos portugueses soluções

Leia mais

Sumários de Acórdãos do

Sumários de Acórdãos do 2013 Sumários de Acórdãos do Tribunal Constitucional Direito do Trabalho Centro Informático 2014 ADVERTÊNCIA O texto aqui apresentado foi disponibilizado antes da publicação, pelo que pode não coincidir

Leia mais

RECOMENDAÇÃO N.º 5/A/2005. [art. 20º, n.º 1, alínea a) da Lei n.º 9/91, de 9 de Abril] - Enunciado -

RECOMENDAÇÃO N.º 5/A/2005. [art. 20º, n.º 1, alínea a) da Lei n.º 9/91, de 9 de Abril] - Enunciado - Número: 5/A/2005 Data: 28-10-2005 Entidade visada: Presidente da Câmara Municipal do Barreiro Assunto: A questão genérica da prescrição de créditos por fornecimento de água. O caso concreto de XXX. Processo:

Leia mais

TRATAMENTO FISCAL DE PARTILHA POR DIVÓRCIO

TRATAMENTO FISCAL DE PARTILHA POR DIVÓRCIO Antas da Cunha LAW FIRM TRATAMENTO FISCAL DE PARTILHA POR DIVÓRCIO I) MAIS-VALIAS A mais-valia consiste na diferença entre o valor de aquisição (que pode ser gratuita ou onerosa) e o valor de realização

Leia mais

RESOLUÇÃO N.º DE DE 2015. O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ), no uso de suas atribuições legais e regimentais,

RESOLUÇÃO N.º DE DE 2015. O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ), no uso de suas atribuições legais e regimentais, RESOLUÇÃO N.º DE DE 2015 Regula o procedimento a ser adotado nas medidas assecuratórias em matéria processual-penal e as providências a serem adotadas quando decretada a perda de bens móveis ou imóveis

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em 2003, João ingressou como sócio da sociedade D Ltda. Como já trabalhava em outro local, João preferiu não participar da administração da sociedade. Em janeiro

Leia mais

2776 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 75 17 de Abril de 2006 ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA. Artigo 6. o. Lei Orgânica n. o 2/2006

2776 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 75 17 de Abril de 2006 ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA. Artigo 6. o. Lei Orgânica n. o 2/2006 2776 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 75 17 de Abril de 2006 ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Lei Orgânica n. o 2/2006 de 17 de Abril Quarta alteração à Lei n. o 37/81, de 3 de Outubro (Lei da Nacionalidade)

Leia mais

NEWSLETTER I FISCAL. NEWSLETTER FISCAL I Novembro, 2014. I Legislação Nacional 2. II Instruções Administrativas 3. III Jurisprudência Europeia 5

NEWSLETTER I FISCAL. NEWSLETTER FISCAL I Novembro, 2014. I Legislação Nacional 2. II Instruções Administrativas 3. III Jurisprudência Europeia 5 NEWSLETTER I FISCAL NEWSLETTER FISCAL I Novembro, 2014 I Legislação Nacional 2 II Instruções Administrativas 3 III Jurisprudência Europeia 5 IV Jurisprudência Nacional 6 V Outras informações 7 NEWSLETTER

Leia mais

Projeto de Decreto-Lei de regulamentação do Balção Nacional do Arrendamento. Preâmbulo

Projeto de Decreto-Lei de regulamentação do Balção Nacional do Arrendamento. Preâmbulo Projeto de Decreto-Lei de regulamentação do Balção Nacional do Arrendamento Preâmbulo A Lei n.º 31/2012, de 27 de fevereiro aprovou medidas destinadas a dinamizar o mercado de arrendamento urbano, alterando

Leia mais

O NOVO CÓDIGO DO PROCESSO CIVIL

O NOVO CÓDIGO DO PROCESSO CIVIL Nº 52 Setembro de 2013 Direcção: Pedro Costa Azevedo Colaboração: Rui Ferreira d Apresentação Sara Félix No início deste mês, entrou em vigor o novo Código do Processo Civil, diploma estrutural da vida

Leia mais

Lei nº 7/2009, de 12 de Fevereiro [1] Código Civil. 2012 16ª Edição. Atualização nº 1

Lei nº 7/2009, de 12 de Fevereiro [1] Código Civil. 2012 16ª Edição. Atualização nº 1 Lei nº 7/2009, de 12 de Fevereiro [1] Código Civil 2012 16ª Edição Atualização nº 1 1 [1] Código do Trabalho CÓDIGO CIVIL Atualização nº 1 ORGANIZAÇÃO BDJUR BASE DE DADOS JURÍDICA EDITOR EDIÇÕES ALMEDINA,

Leia mais

Decreto-Lei n.º 219/2001, de 4 de Agosto *

Decreto-Lei n.º 219/2001, de 4 de Agosto * Decreto-Lei n.º 219/2001, de 4 de Agosto * CAPÍTULO I Âmbito de aplicação Artigo 1.º Âmbito O presente decreto-lei estabelece o regime fiscal das operações de titularização de créditos efectuadas no âmbito

Leia mais

Deliberação. 1 Em especial, no âmbito dos P.ºs CP 83/2008 SJC-CT e R.P. 227/2009 SJC-CT.

Deliberação. 1 Em especial, no âmbito dos P.ºs CP 83/2008 SJC-CT e R.P. 227/2009 SJC-CT. P.º n.º R.P. 60/2010 SJC-CT Penhora. Cancelamento não oficioso. Eventual conexão com o registo de aquisição, conjuntamente requerido. Tributação emolumentar DELIBERAÇÃO 1 Os presentes autos respeitam à

Leia mais

Curso: Direito Processual Civil-Executivo.

Curso: Direito Processual Civil-Executivo. Curso: Direito Processual Civil-Executivo. Formadora: Luísa Maria Pinto Teixeira. Licenciatura em Direito. Mestrado em Direito Judiciário (Direitos Processuais e Organização Judiciária). 1 Módulo: Os sujeitos

Leia mais

SEGuRO DE RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL

SEGuRO DE RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL J u r i s p r u d ê n c i a d o s C o n s e l h o s SEGuRO DE RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL Parecer n.º 12/PP/2009-G Relator Dr. Marcelino Pires I. Introdução A Sra. Dra.... vem solicitar parecer

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE CODÓ ESTADO DO MARANHÃO

PREFEITURA MUNICIPAL DE CODÓ ESTADO DO MARANHÃO LEI Nº 1552, DE 18 DE AGOSTO DE 2011. Disciplina a dação em pagamento de obras, serviços e bem móvel como forma de extinção da obrigação tributária no Município de Codó, prevista no inciso XI do artigo

Leia mais

RELATÓRIO. O presente RELATÓRIO é elaborado nos termos do disposto no artigo 155º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas CIRE.

RELATÓRIO. O presente RELATÓRIO é elaborado nos termos do disposto no artigo 155º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas CIRE. Procº de insolvência n.º 9.494/12.0 TBVNG 1º Juízo Cível Insolventes: ESMERALDA MARIA RIBEIRO CARVALHO GONÇALVES E ANÍBAL AUGUSTO RODRIGUES GONÇALVES Tribunal Judicial de Vila Nova de Gaia RELATÓRIO O

Leia mais

AMN A Z E V E D O, M A R Q U E S & N OVERSA Sociedade de Advogados, R.I.

AMN A Z E V E D O, M A R Q U E S & N OVERSA Sociedade de Advogados, R.I. Tabela de Honorários dos Advogados e Solicitadores (Portaria n.º 1386/2004, de 10 de Novembro repristinada pela Portaria n.º 210/2008, de 29 de Fevereiro) A Lei n.º 34/2004, de 29 de Julho, que procedeu

Leia mais

Como recorrer ao Julgado de Paz

Como recorrer ao Julgado de Paz A defesa em juízo é um princípio geral reconhecido pelo ordenamento jurídico italiano no artigo 24º da Constituição. De um modo geral, a representação é necessária, devendo, portanto, o requerente ser

Leia mais

REVERSÃO FISCAL. B. As diferentes Fases do Processo e os Mecanismos de Defesa Direito de Audição Notificação

REVERSÃO FISCAL. B. As diferentes Fases do Processo e os Mecanismos de Defesa Direito de Audição Notificação Trainee: Margarida Cruz 11 de Abril de 2014 REVERSÃO FISCAL A. Conceptualização A reversão de execução fiscal consiste num regime que determina a responsabilização de uma determinada pessoa, a título subsidiário,

Leia mais

A execução incide somente sobre o patrimônio do executado. É sempre real.

A execução incide somente sobre o patrimônio do executado. É sempre real. PRINCÍPIOS DA EXECUÇÃO - Princípio da Patrimonialidade A execução incide somente sobre o patrimônio do executado. É sempre real. Art. 591. O devedor responde, para o cumprimento de suas obrigações, com

Leia mais

PROCESSO CAUTELAR. COMPETÊNCIA EFICÁCIA CITAÇÃO E PRAZO PARA DEFESA

PROCESSO CAUTELAR. COMPETÊNCIA EFICÁCIA CITAÇÃO E PRAZO PARA DEFESA PROCESSO CAUTELAR. JUSTIFICATIVA MOROSIDADE DO PROCESSO PROCESSO CAUTELAR CARACTERÍSTICAS ASSEGURAR A PRETENSÃO EXISTENCIA DE PROCESSO PRINCIPAL CARÁTER PROVISÓRIO PROCESSO CAUTELAR CARACTERÍSITCAS CITAÇÃO

Leia mais

CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS

CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS Edição de Bolso 8.ª EDIÇÃO ACTUALIZAÇÃO N. 1 1 CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS EDIÇÃO DE BOLSO Actualização n. 1 ORGANIZAÇÃO BDJUR BASE DE DADOS JURÍDICA EDITOR EDIÇÕES

Leia mais

Rua Josefa de Obidos N.º64 GPS: N 38º42.741', W 9º19.885'

Rua Josefa de Obidos N.º64 GPS: N 38º42.741', W 9º19.885' José Pedro Viçoso Martins INSOLVENTE: TRIBUNAL DE FAMÍLIA E MENORES E DE COMARCA DE CASCAIS PROC. N.º 6458/12.8TBCSC - 4º JUÍZO CÍVEL DE CASCAIS CARTA F E C H A D A CASCAIS S. DOMINGOS DE RANA Rua Josefa

Leia mais

CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO Rafael Carvalho Rezende Oliveira 2ª para 3ª edição

CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO Rafael Carvalho Rezende Oliveira 2ª para 3ª edição A 3ª edição do livro CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO foi atualizada com o texto do PL de novo CPC enviado pelo Congresso Nacional à sanção presidencial em 24.02.2015. Em razão da renumeração dos artigos

Leia mais

LISTA PÚBLICA EXECUÇÕES

LISTA PÚBLICA EXECUÇÕES LISTA PÚBLICA DE EXECUÇÕES NOTAS DO AUTOR: O presente trabalho versa sobre a Lista Pública de Execuções instituída no nosso ordenamento juridico pelo Decreto-Lei n.º 226/2008 de 20 de Novembro e pretende

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DA LOUSÃ

CÂMARA MUNICIPAL DA LOUSÃ CÂMARA MUNICIPAL DA LOUSÃ Regulamento das Taxas e Preços Municipais Nota justificativa A disciplina legal atinente à matéria das taxas a cobrar pelas autarquias locais encontra-se plasmada na Lei que estabelece

Leia mais

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial 14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial Os Estados signatários da presente Convenção, desejando criar os meios

Leia mais

PRÁTICA EXTEMPORÂNEA DE ACTOS PROCESSUAIS PENAIS

PRÁTICA EXTEMPORÂNEA DE ACTOS PROCESSUAIS PENAIS PRÁTICA EXTEMPORÂNEA DE ACTOS PROCESSUAIS PENAIS Artº. 107º nº. 5 e 107º A do CPP 145º do CPC APONTAMENTOS PRÁTICOS PARA OFICIAIS DE JUSTIÇA ÍNDICE NOTA INTRODUTÓRIA SANÇÃO PELA PRÁTICA EXTEMPORÂNEA DE

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA EXAME DE CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO 19.06.2015, AFN. Turma da Noite

FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA EXAME DE CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO 19.06.2015, AFN. Turma da Noite FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA EXAME DE CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO 19.06.2015, AFN Turma da Noite I Explique o seguinte trecho do Acórdão do STA de 13.10.2013, processo n.º

Leia mais

Sanção ao serviço C. (Extracto da decisão do processo de investigação nº 24/2008)

Sanção ao serviço C. (Extracto da decisão do processo de investigação nº 24/2008) Sanção ao serviço C (Extracto da decisão do processo de investigação nº 24/2008) I. Facto Em Setembro de 2008, o reclamante (a seguir designado por A) apresentou a este Gabinete reclamação contra o serviço

Leia mais

D E C I S Ã O M O N O C R Á T I C A

D E C I S Ã O M O N O C R Á T I C A APELAÇÃO CÍVEL. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. TRANSFERÊNCIA DO DIREITO. REDIRECIONAMENTO. POSSIBILIDADE. OBRIGAÇÃO PROPTER REM. VERBETE Nº 392 DA SÚMULA DO STJ. INAPLICABILIDADE. A transferência da

Leia mais

Acordo Quadro para Transacções Financeiras. Anexo de Produto para Transacções de Reporte Edição de Janeiro de 2001

Acordo Quadro para Transacções Financeiras. Anexo de Produto para Transacções de Reporte Edição de Janeiro de 2001 Acordo Quadro para Transacções Financeiras Anexo de Produto para Transacções de Reporte Edição de Janeiro de 2001 Este Anexo complementa as Condições Gerais que fazem parte de qualquer Acordo Quadro para

Leia mais

Banco de Portugal. Carta-Circular nº 2/2012/DET, de 25-01-2012

Banco de Portugal. Carta-Circular nº 2/2012/DET, de 25-01-2012 Banco de Portugal Carta-Circular nº 2/2012/DET, de 25-01-2012 ASSUNTO: Regime Excepcional de Regularização Tributária de Elementos Patrimoniais colocados no exterior (RERT III). Regras de Transferência

Leia mais

O artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de Abril, estabelece como estando abrangidos pelo SCE os seguintes edifícios:

O artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de Abril, estabelece como estando abrangidos pelo SCE os seguintes edifícios: Regime Jurídico da Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE) Departamento de Imobiliário 12 de Janeiro de 2009 O Decreto-Lei n.º 78/2006 de 4 de Abril aprovou o Sistema

Leia mais

Condições Gerais.03 .03 .03 .03 .03 .03 .04 .04 .04 .04 .04 .04 .04 .05 .05 .05 .05 .05 .05 .05

Condições Gerais.03 .03 .03 .03 .03 .03 .04 .04 .04 .04 .04 .04 .04 .05 .05 .05 .05 .05 .05 .05 ÍNDICE Condições Gerais.03 Artigo 1º Definições.03 Artigo 2º Objecto do Contrato.03 Artigo 3º Garantias do Contrato.03 Artigo 4º Âmbito Territorial.03 Artigo 5º Exclusões.03 Artigo 6º Início e Duração

Leia mais

SEBENTA PROCESSO EXECUTIVO

SEBENTA PROCESSO EXECUTIVO SEBENTA PROCESSO EXECUTIVO 1 Conteúdo 1ª PARTE... 5 I CONSIDERAÇÕES GERAIS... 5 II INTRODUÇÃO... 6 III NOÇÃO DE ACÇÃO EXECUTIVA... 6 1. Natureza da Acção Executiva:... 7 2. Tipos de Acções Executivas quanto

Leia mais

REGULAMENTO FINANCEIRO

REGULAMENTO FINANCEIRO REGULAMENTO FINANCEIRO Artigo 1.º (Âmbito) 1. O presente regulamento aplica-se a todos os cursos ministrados pelo Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais. Artigo 2.º (Regimes de Pagamento

Leia mais

DELIBERAÇÃO. Assunto: Casamentos entre nubente português e nubente estrangeiro casamentos brancos procedimentos

DELIBERAÇÃO. Assunto: Casamentos entre nubente português e nubente estrangeiro casamentos brancos procedimentos DELIBERAÇÃO Pº CC 14/2011 SJC-CT Assunto: Casamentos entre nubente português e nubente estrangeiro casamentos brancos procedimentos As senhoras conservadoras de V e de A vêm solicitar tomada de posição

Leia mais

2. LEGITIMIDADE PARA A APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS

2. LEGITIMIDADE PARA A APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS CONDIÇÕES PARA A ALIENAÇÃO, POR AJUSTE DIRECTO, DE QUATRO LOTES DE TERRENO SITOS NA RUA CIDADE DE COIMBRA E NA RUA CIDADE DE BEJA, CRUZ DA PEDRA, FREGUESIA DE FRIELAS. 1. OBJECTO A alienação, por ajuste

Leia mais