Metodologia multicritério em apoio à decisão (MCDA) construtivista: uma visão do processo de validação

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Metodologia multicritério em apoio à decisão (MCDA) construtivista: uma visão do processo de validação"

Transcrição

1 Metodologia multicritério em apoio à decisão (MCDA) construtivista: uma visão do processo de validação Walter Luís Mikos (CEFET-PR) João Carlos Espíndola Ferreira (UFSC) Resumo Neste artigo é apresentada uma visão objetiva e detalhada de um processo de validação adequado à metodologia multicritério em apoio à decisão - MCDA construtivista, que busca expandir o conceito do processo de modelagem e validação proposto por Oral e Kettani (1993) ao incorporar o conceito de validação para o caminho do construtivismo estabelecido por Roy (1993). Neste sentido, a visão objetiva de Oral e Kettani (op. cit.) permite estabelecer uma fronteira nítida para a ciência em apoio à decisão e um melhor entendimento a respeito da complexidade e multiplicidade das atividades atuais da Pesquisa Operacional e a visão de Roy (op. cit.) vem complementá-la, em termos de um alto grau de profundidade e detalhamento no que se refere à validação das chaves do construtivismo, por meio da identificação das hipóteses de trabalho bem como a validação dos conhecimentos produzidos pela ciência em apoio à decisão. Palavra-chave: Modelagem; Validação; MCDA construtivista. 1. Introdução As questões relacionadas ao processo de validação nas atividades de Pesquisa Operacional têm sido objeto de crescente interesse, na última década, por parte da comunidade acadêmica envolvida. Em particular, percebe-se na recente literatura a série de artigos publicados no European Journal of Operational Research, onde autores de grande relevância como Miser (1993); Déry, Landry e Banville (1993), Landry e Oral (1993), Oral e Kettani (1993), Roy (1993) discutem profundamente este tema. Neste contexto, Miser (1993) ressalta que o processo de validação ainda é um importante desafio aos profissionais da pesquisa operacional e, que a maturidade desta ciência não será plenamente atingida até que este desafio seja superado. Neste sentido, o objetivo deste artigo é apresentar a proposta de uma visão objetiva e detalhada do processo de validação adequado à metodologia multicritério em apoio à decisão - MCDA construtivista, que busca expandir o conceito do processo de modelagem e validação proposto por Oral e Kettani (1993) ao incorporar o conceito de validação para o caminho do construtivismo proposto por Roy (1993). Desta perspectiva, busca-se, inicialmente, apresentar uma sucinta revisão da literatura recente sobre as questões de validação nas atividades de Pesquisa Operacional e, em particular, para a ciência em apoio à decisão. Em seguida, apresenta-se o quarteto proposto por Oral e Kettani (1993) em sua forma tridimensional composto pelo: contexto decisório; modelo conceitual; modelo formal e decisão. É importante ressaltar que a visão do processo de validação proposta neste trabalho não pretende ser exaustiva e, nem mesmo, ter um caráter genérico, em vez disto, é uma das ENEGEP 2004 ABEPRO 3006

2 possíveis visões, neste caso, consistente à abordagem construtivista da metodologia MCDA. Portanto, este artigo deve ser considerado à luz destas limitações. 2. O processo de validação na pesquisa operacional Como ponto de partida para esta revisão, apresenta-se a definição proposta por Miser (1993) para o campo da Pesquisa Operacional Clássica, onde a validação é o processo pelo qual os cientistas asseguram a si mesmos e aos outros que uma teoria ou modelo é uma descrição de um fenômeno determinado, sendo adequado ao uso para o qual será aplicada. Em relação ao processo de validação, inicialmente, Miser (1993) recorre ao conceito de ciência adotado pelo Círculo de Viena apresentado em Déry (1993) e indica que o primeiro e, mais fundamental, modo de abordar a validação é a comparação das conseqüências deduzidas a partir do modelo em contrate ao fenômeno no mundo real. Entretanto, esta via implica na visão de Miser (1993), em notar duas importantes facetas deste processo: por um lado o próprio processo de comparação é de natureza necessariamente teórica, pois as observações que são a base da comparação fundamentam-se nas teorias dos próprios analistas do fenômeno e em como mensurá-las. E, por outro lado, a própria comparação não é feita em relação a um padrão absoluto. Desta ótica, Miser (op. cit.) observa, que a comparação dos resultados do modelo com a realidade não é a única maneira pela qual os analistas podem apoiar os seus julgamentos sobre o grau de confiança que pode ser atribuído a um modelo. E sugere que os analistas observem, também, o fenômeno que foi a base para a indução inicial e os materiais usados para a construção do modelo,considerando outras fontes tais como outras teorias e outros fatos observados. Neste contexto, Miser (1993) argumenta que não há um critério universal para a validação; todavia, a base para julgar a confiança em um modelo depende do fenômeno modelado e do uso para o modelo proposto. Deste modo, o modelo pode ser usado com adequada confiança em uma situação mas não em outra. Nesta abordagem Landry et al. (1983) propõem atrelar o processo de construção do modelo à validação deste em um único processo, denominado processo de modelagem e validação, composto de quatro elementos básicos inter-relacionados e iterativos denominados de contexto decisório, modelo conceitual, modelo formal e decisão, e identificando os tipos de validação designados por conceitual, lógica, experimental e de dados. Nesta mesma linha, Oral e Kettani (1993) avançam ao explorar o conceito do processo de modelagem e validação para a Pesquisa Operacional como proposto por Landry et al. (1983), todavia considerando o quarteto : contexto decisório, modelo conceitual, modelo formal e decisão como vértices de uma estrutura em um espaço tridimensional denominado de tetraedro do processo de modelagem e validação descrito na figura 1. No primeiro estágio do processo de modelagem e validação, o contexto decisório pode ser entendido como uma abstração de um determinado conjunto de eventos do mundo real (Beer apud Oral e Kettani, 1993) ou ainda como uma entidade conceitual que é percebida pelo grupo de atores relevantes envolvidos (Smith apud Oral e Kettani, 1993); portanto o modo como os eventos do mundo real são percebidos pelos atores envolvidos conduz a uma percepção particular deste contexto decisório. Neste sentido, Ensslin (2001) observa que cada decisor percebe e interpreta de forma diferente este contexto decisório em função do seu próprio quadro de referência mental, isto é; seus valores, objetivos, crenças, relações sociais e de poder. ENEGEP 2004 ABEPRO 3007

3 Contexto decisório Processo de implementação da decisão. Processo de Conceituação Decisão Modelo conceitual Processo de obtenção da solução Processo de formalização do Modelo formal. Modelo formal Figura 1 - O quarteto do processo de modelagem e validação No segundo estágio do processo, o modelo conceitual é definido por Landry et al. (1983) como uma imagem mental coerente do contexto decisório que é constituída pelas percepções predominantes, juízos de valores, preferências, experiências e conhecimentos do decisor e do modelador. No terceiro estágio do processo, o modelo formal é definido por Landry et al. (1983) como uma tradução do modelo conceitual em termos de símbolos matemáticos, códigos de linguagem computacional ou ambos, cujo objetivo primário é permitir o estudo sistemático do contexto decisório de modo a melhor entende-lo ou obter soluções, sendo que estas podem ser satisfatórias ou ótimas. No quarto estágio do processo, a decisão segundo Oral e Kettani (1993) pode ser entendida como conclusão do processo com respeito a qual alternativa de curso de ação será tomada, qual solução ou recomendação será implementada ou, ainda, em qual área será concentrada a maior atenção gerencial. Entretanto, a grande contribuição de Oral e Kettani (1993) concentra-se em associar a cada uma das facetas do tetraedro do processo de modelagem e validação, como mostra a figura 1, a determinados conjuntos de problemas ou questões pertinentes à Pesquisa Operacional. A primeira faceta, denominada faceta protótipo aplica-se aos casos onde o contexto decisório corresponde a um tipo de problema, particular, bem conhecido e com os conceitos já estabelecidos que implicam em uma, relativamente, fácil construção do modelo formal. Esta faceta é caracterizada pela visão realista com grande concentração em algoritmos e técnicas de solução de problemas (ORAL E KETTANI, 1993). Na segunda faceta, denominada faceta descritiva a ênfase é entender o sistema ou a organização na qual o contexto decisório surge e, neste caso, os estudos da Pesquisa Operacional são realizados com as seguintes finalidades: criar conhecimentos para fazer previsões, criar uma consciência mediante estudos das conseqüências dos diferentes cenários, avaliar o desempenho usando critérios tradicionais e não-tradicionais estudando o comportamento do sistema de interesse. A terceira faceta, denominada faceta pragmática aplica-se aos casos onde o contexto decisório é pertinente a uma questão de emergência para a qual tem-se que encontrar e usar um meio pragmático, assim, não há tempo hábil nem oportunidade para construir um modelo formal. Esta faceta é caracterizada pela formulação da decisão baseando-se, exclusivamente, em modelos mentais ou informais obtidos a partir dos modelos conceituais (Oral e Kettani, 1993). ENEGEP 2004 ABEPRO 3008

4 Na quarta faceta, denominada faceta teórica a tarefa mais importante concentra-se na construção do modelo formal a partir do modelo conceitual, o qual deve ser assumido como a representação do contexto decisório. Esta faceta se aplica, principalmente, na formação de conceitos abstratos e generalizações (ORAL E KETTANI, 1993). 3. A visão do processo de validação para a Metodologia MCDA - construtivista A objetiva visão de Oral e Kettani (op. cit.) permite um melhor entendimento a respeito da complexidade e multiplicidade das atividades da Pesquisa Operacional e, estabelece uma clara fronteira para a ciência em apoio à decisão, em particular, a faceta descritiva e os quatro principais tipos de validação associados. E a visão de Roy (op. cit.), vem complementá-la em termos de um alto grau de profundidade e detalhamento no que se refere à validação das chaves do construtivismo, isto é, os conceitos, modelos, procedimentos e resultados por meio da identificação das hipóteses de trabalho, bem como a validação dos conhecimentos produzidos pela ciência em apoio à decisão. Em primeiro lugar, é importante observar que o objeto da ciência em apoio à decisão base da metodologia MCDA, que na visão de Roy (1996), não é descobrir ou aproximar-se da melhor solução possível, mas desenvolver um corpus de condições e meios nos quais pode-se basear as decisões à luz daquilo que se acredita ser o mais viável é consistente à faceta descritiva, proposta por Oral e Kettani (1993), cuja ênfase é entender o sistema e a decisão não se constitui em uma preocupação imediata. Assim, a seguir apresentam-se os quatro principais tipos de validação que na visão de Oral e Kettani (1993) estão associados à faceta descritiva, a saber: validação conceitual, validação lógica, validação de adequação e a validação de dados. O primeiro tipo diz respeito à validação conceitual que se refere ao desenvolvimento do modelo conceitual, que na visão Landry et al. (1983), tem por escopo, em termos gerais, responder questões como Estamos olhando para o contexto decisório a partir de uma perspectiva apropriada? Esta perspectiva pode conduzir a soluções apropriadas? Em que medida os construtos (a maneira pela qual as variáveis são interconectadas) são representativos do contexto decisório como percebido pelos atores?. Assim, a validação conceitual deve concentrar-se no processo de obtenção e uso destas bases de dados mentais o que inclui, segundo Oral e Kettani (1993), algumas questões tais como: (i) a identificação dos Stakeholders; (ii) o processo de tornar-se consciente do contexto decisório ; (iii) a formulação das metas nas quais concentrar o processo de modelagem e validação; (iv) a escolha do ponto de vista para a abordagem deste contexto; (v) a extração de construtos para dar sentido a um dado repertório de elementos do contexto decisório; (vii) a interiorização da propriedade do modelo conceitual entre os atores envolvidos; (viii) a identificação das chaves que conduzem a formulação do modelo formal. Portanto, especial atenção deve ser dada aos métodos e procedimentos usados para a modelagem conceitual, os quais devem ser capazes de potencializar as capacidades cognitivas dos atores relevantes bem como o nível de conhecimento disponível relacionado ao contexto decisório. Há várias sugestões na literatura, entre elas o procedimento do mapa cognitivo, que segundo Ensslin (2001) é uma forma de representar o problema do decisor, bem como lidar com grupos de decisores, cada qual com o seu próprio problema. O segundo tipo refere-se à validação lógica isto é, a capacidade do modelo formal de descrever de forma correta e acurada o contexto decisório estabelecido a partir do modelo conceitual (LANDRY et al., 1983). E, ainda, Oral e Kettani (1993) indicam que a validação lógica é um atributo que indica a extensão na qual o processo de modelagem formal é realizado correta e fielmente. ENEGEP 2004 ABEPRO 3009

5 A modelagem formal pode adotar a linguagem matemática, a linguagem computacional com seus códigos próprios, a linguagem semântica baseada em um tipo especial de lógica simbólica ou, ainda, uma combinação destas, o que na visão de Oral e Kettani (op. cit), há sempre a possibilidade destas linguagens não serem, suficientemente, capazes de descrever de modo integral a essência de um modelo conceitual, em particular, elementos tais como: insights, valores, julgamentos, preferências e etc, o que em geral, implica na introdução necessária de hipóteses simplificadoras de modo a habilitar o uso da linguagem pretendida, e por conseqüência o modelo formal pode excluir algumas variáveis ou relacionamentos importantes. Deste modo, Oral e Kettani (op. cit.) sugerem verificar o impacto em admitir-se tais hipóteses simplificadoras e conscientizar os usuários destes modelos com respeito a estas limitações além, naturalmente, de observar a coerência interna do modelo formal em termos dos axiomas, formas analíticas e teoremas. O terceiro tipo, validação de adequação, trata dos atributos de representatividade, usabilidade, sinergismo e custos de uso do modelo formal considerando os pontos de vista dos potenciais usuários destes modelos. Assim, o objetivo primário da validação de adequação é prover as informações necessárias para auxiliar os potenciais usuários a aceitar ou rejeitar o modelo formal (op cit.). O quarto tipo, a validação dos dados que diz respeito à suficiência, acuracidade, apropriação, disponibilidade, mantenabilidade, confiabilidade e custo dos dados, representa um papel central em todos os estágios do processo de modelagem e validação, pois os dados são instrumentos para o reconhecimento do contexto decisório, na construção do modelo conceitual, para o desenvolvimento do modelo formal bem como para a formulação da decisão na visão de Oral e Kettani (1993). Neste cenário, a visão objetiva do processo de modelagem e validação proposto por Oral e Kettani (1993), como discutido acima, pode ser agora expandida usando o conceito de validação para o caminho construtivista proposto por Roy (1993). Inicialmente, é importante ressaltar que a adoção do caminho do construtivismo significa, segundo Roy (1993): considerar os conceitos, modelos, procedimentos e resultados como sendo chaves capazes (ou não) de abrir determinadas fechaduras (ou não) sendo apropriadas para organizar a situação ou causar o seu desenvolvimento. Estes conceitos, modelos, procedimentos e resultados são aqui percebidos como ferramentas adequadas para desenvolver convicções e permiti-las evoluir, bem como comunicar, tomando como referência as bases destas convicções. E, ainda, considerar que a meta não é descobrir uma verdade existente externa aos atores envolvidos no processo, mas construir este conjunto de chaves, os quais irão abrir as portas para os atores permitindo a eles atuar, progredindo de acordo com seus objetivos e sistemas de valor. (op cit.). Portanto, ao contrário das ciências físicas e naturais onde, em tese, podese pretender descrever realidades, as quais deveriam ser independentes do observador e deveriam existir, independentemente, de outros atores humanos (op cit.). Assim, deve-se assumir na ciência em apoio à decisão na visão de Roy (1996) que: - Nós não descobrimos um problema como nós faríamos com um objeto pré-existente, os problemas são construídos, são fruto das percepções das pessoas, logo são únicos; - A estruturação e formulação de um problema não podem ser totalmente objetivas, mas espera-se que evolua durante o complexo processo de apoio à decisão; ENEGEP 2004 ABEPRO 3010

6 - Os atores envolvidos em um processo decisório não têm um conhecimento perfeito do problema e, portanto precisam produzir este conhecimento por meio de várias iterações naturais no caminho do construtivismo e ainda que os atores não conhecem seus valores e preferências para o dado contexto decisório. Dentro desta perspectiva, Roy (1993) sugere uma discussão mais crítica sobre este conjunto de chaves propriamente dito, bem como o modo pelo qual eles são usados. Pois, do mesmo modo que para abrir uma série de fechaduras pode-se recorrer a numerosos conjuntos de chaves e manuseá-los de muitas formas, no caminho do construtivismo, não há somente um conjunto de conceitos, modelos, procedimentos e resultados para desenvolver determinadas convicções capazes de prover a base para o que Roy (1993) chama de recomendações. Com esta finalidade, Roy (1993) propõe considerar duas importantes questões: Em que condições é justificável reconhecer o valor dos conceitos, modelos, procedimentos e resultados? E, quais são as bases a que devemos nos referir ao julgar a validade, viabilidade e confiabilidade dos conhecimentos produzidos pela ciência em apoio à decisão?. Em relação à primeira questão, Roy (1993) argumenta que a seleção e o desenvolvimento deste conjunto de chaves, isto é, conceitos, modelos, procedimentos e resultados, cuja finalidade é apoiar cientificamente os decisores, devem estar claramente conectadas a uma ou várias hipóteses de trabalho. No contexto da metodologia multicritério em apoio à decisão MCDA construtivista, estas hipóteses de trabalho são: os pontos de vista fundamentais, descritores, âncoras (que servem de suporte para a definição das unidades), a função de valor e taxas de compensação escolhidas (ENSSLIN et al., 2001). Em primeiro lugar, os pontos de vista fundamentais, segundo Ensslin et al. (2001) citando Bana e Costa (1992), podem ser entendidos como: aqueles aspectos considerados, por pelo menos um dos decisores, como fundamentais para avaliar as ações potenciais. Eles explicam os valores que os decisores consideram importantes naquele contexto e, ao mesmo tempo definem as características (propriedades) das ações que são de interesse dos decisores. Estes pontos de vista fundamentais na visão de Ensslin et al. (2001), podem ser entendidos como meios para se obter os objetivos estratégicos dos decisores. Deste modo, uma família de pontos de vista deve ser estabelecida e validada a partir da sua identificação por métodos cientificamente válidos (entre os quais a relevante literatura recomenda o uso de mapas cognitivos), bem como pela verificação se estes obedecem a um conjunto de propriedades, também relacionadas na literatura (ver ENSSLIN et al., 2001) a saber: ser essencial, controlável, completo, mensurável, operacional, isolável, não-redundante, conciso e compreensível. Em segundo lugar, os descritores como definido por Bana e Costa (1992) (ver ENSSLIN et al., 2001) são um conjunto de níveis de impacto que servem como base para descrever as performances plausíveis das ações em termos de cada um dos pontos de vista fundamentais, chamados por Roy (1993) como índices ou critérios, os quais devem ser construídos e aceitos pelos decisores como uma forma apropriada de avaliar as ações potenciais. Estes descritores segundo Roy (1993) citado por Ensslin et al. (2001), são construídos com a finalidade de: auxiliar na compreensão do que os decisores estão considerando ; tornar o ponto de vista mais inteligível ; permitir a geração de ações de aperfeiçoamento ; possibilitar a construção de escalas de preferências locais ; permitir a mensuração do desempenho de ações em um critério ; auxiliar na construção de um modelo global de avaliação. ENEGEP 2004 ABEPRO 3011

7 Em terceiro lugar, após a construção e validação dos descritores é útil especificar e validar as âncoras, as quais servem de suporte para as definições de unidades. Assim, alguns cuidados devem ser observados com a definição do incremento marginal dos descritores para que estes possam ser percebidos pelo decisor, percepção esta que na visão de Roy (1993) é denominada de threshold ou limiar no qual o decisor, ainda, tem a capacidade de poder perceber diferenças nestes descritores. Ensslin et al. (2001) observam que na literatura pertinente estas unidades, também, podem ser chamadas de níveis de impacto bom e neutro e, citando Bana e Costa (2000), revelam que estes níveis bom e neutro permitem uma maior inteligibilidade do descritor e conseqüentemente do ponto de vista observado. Em quarto lugar, deve-se construir e validar uma função de valor descrita na literatura como uma ferramenta aceita pelos decisores para auxiliar a articulação de suas preferências, ordenando a intensidade destas preferências (diferenças de atratividade) entre os pares de níveis de impacto (ver ENSSLIN et al., 2001). Em síntese, com a determinação da função de valor associada a um descritor e sua ancoragem, ressalta Ensslin et al. (2001) tem-se um critério de avaliação para um dado ponto de vista fundamental e, este critério será usado para mensurar e comparar a performance das ações em relação aos objetivos do decisor. E, por último, deve-se construir e validar um conjunto de parâmetros denominados de taxas de substituição que permitam avaliar o desempenho não para apenas um ponto de vista, em particular, mas para múltiplos pontos de vista, objetivo natural da metodologia multicritério e, portanto são parâmetros que os decisores julgaram adequados para agregar, de forma compensatória, desempenhos locais (nos critérios) em uma performance global (op cit.). Portanto, as condições, nas quais é justificável reconhecer o valor dos conceitos, modelos, procedimentos e resultados para a faceta MCDA construtivista em análise, como indagado na primeira questão por Roy (1993) são atingidas ao admitir-se como válidas as hipóteses de trabalho discutidas acima. Em relação à segunda questão proposta por Roy (op.cit.), que diz respeito às bases nas quais deve-se fundamentar os julgamentos sobre a validade, viabilidade e confiabilidade dos conhecimentos produzidos pela ciência em apoio à decisão, o próprio Roy (1993) adverte que o fato de uma recomendação desenvolvida usando determinados conceitos, modelos, procedimentos e/ou resultados estar sendo aceito e satisfaz, de nenhuma forma constitui a validação destes conceitos, modelos, procedimentos e/ou resultados. Da mesma forma, a rejeição da recomendação não pode ser considerada como a falsificação (no sentido de termo de Popper, 1974) destes conceitos, modelos, procedimentos e/ou resultados. Neste sentido, Roy (1993) revela a noção de legitimação que considera o entendimento e o uso de um modelo por parte dos atores envolvidos é independente do conceito de validação científica, noção esta que mais tarde foi desenvolvida por Landry et al. (1996). Assim, na visão de Roy (1993) para se reconhecer o valor científico, duas condições mínimas devem ser atingidas: a existência de uma comunidade científica, suficientemente, ampla e interessada que perceba estes conceitos, modelos, procedimentos e resultados como instrumentos apropriados aos projetos de Pesquisa Operacional para apoio à decisão ; e apresentar uma coerente aplicabilidade. ENEGEP 2004 ABEPRO 3012

8 4. Conclusões e recomendações É importante ressaltar que no caminho do construtivismo não existe um único conjunto de conceitos, modelos, procedimentos e/ ou resultados pelo simples fato de que cada conjunto de conceitos, modelos, procedimentos e/ou resultados é construído, especialmente, para um decisor, ou um grupo de decisores, de maneira a orientar de forma personalizada a decisão e facilitar a comunicação, considerando os objetivos e sistemas de valores destes decisores e, deste modo, sendo válido, somente, para este decisor ou grupo de decisores. E, ainda, que o processo de validação é fortemente dependente de uma comunidade científica que deve dispor de um conjunto de regras para esta finalidade e, portanto, dotado de natureza social. Evidentemente, muito ainda há para ser discutido com relação ao processo de validação na ciência em apoio à decisão, mas entende-se que tal como se apresenta este trabalho, o mesmo pode servir como um ponto de partida para estudos mais profundos bem como à novas reflexões sobre o tema. Neste sentido, sugere-se que este trabalho seja expandido mediante a conexão dos quatro tipos de validação: validação conceitual, validação lógica, validação de adequação e a validação de dados associados à faceta descritiva como propostos por Oral e Kettani (1993) aplicados para a validação de cada uma das hipóteses de trabalho do caminho do construtivismo como proposto por Roy (1993). É importante ressaltar, que a visão do processo de validação apresentada neste trabalho é uma das possíveis visões e está restrita à da metodologia multicritério em apoio à decisão - MCDA construtivista. Portanto, as conclusões e recomendações aqui apresentadas devem ser consideradas à luz destas limitações. Referências DÉRY, R., LANDRY, M., BANVILLE,C. (1993), Revisiting the issue of model validation in OR: an epistemological view, European Journal of Operational Research 66, pp ENSSLIN, L., MONTIBELLER NETO, G., NORONHA, S. M. (2001), Apoio à Decisão Metodologia para Estruturação de Problemas e Avaliação Multicritérios de Alternativas, Florianópolis : Insular. LANDRY, M., BANVILLE,C., ORAL, M. (1996), Model legitimisation in operational research, European Journal of Operational Research 92, pp LANDRY, M., MALOUIN, J., ORAL, M. (1983), Model validation in operations research, European Journal of Operational Research 14, pp LANDRY, M., ORAL, M. (1993), In search of a valid view of model validation for operations research, European Journal of Operational Research 66, pp MISER, H. J. (1993), Foundational concept of science appropriate for validation in operational research, European Journal of Operational Research 66, pp ORAL, M., KETTANI, O. (1993), The facets of the modelling and validation process in operational research, European Journal of Operational Research 66, pp ROY, B. (1993), Decision science or decision-aid science?, European Journal of Operational Research 66, pp ROY, B. (1996), Multicriteria Methodology for Decision Aiding, Kluwer Academic Publisher, Dordrecht. ENEGEP 2004 ABEPRO 3013

Prof. Dr. Antonio Carlos ZUFFO Prof. Dr. Pedro Augusto Pinheiro FANTINATTI Prof. Dr. Oscar Eduardo QUILODRÁN Alarcón

Prof. Dr. Antonio Carlos ZUFFO Prof. Dr. Pedro Augusto Pinheiro FANTINATTI Prof. Dr. Oscar Eduardo QUILODRÁN Alarcón RALCEA CURSO Aplicación de la estructuración de problemas en multicriterio en cuencas piloto de Colombia. Planificación y evaluación estratégica para la resolución de conflictos Prof. Dr. Antonio Carlos

Leia mais

Este trabalho tem como objetivo propor um modelo multicritério para a priorização dos modos de falha indicados a partir de uma aplicação do processo

Este trabalho tem como objetivo propor um modelo multicritério para a priorização dos modos de falha indicados a partir de uma aplicação do processo 1 Introdução A atual regulamentação do setor elétrico brasileiro, decorrente de sua reestruturação na última década, exige das empresas o cumprimento de requisitos de disponibilidade e confiabilidade operativa

Leia mais

O Gestor de Projetos como Facilitador de Processos de Apoio à Decisão: Uma Visão Complementar ao Guia PMBOK

O Gestor de Projetos como Facilitador de Processos de Apoio à Decisão: Uma Visão Complementar ao Guia PMBOK O Gestor de Projetos como Facilitador de Processos de Apoio à Decisão: Uma Visão Complementar ao Guia PMBOK José Adson O. Guedes da Cunha, João Pedro C. Fernandes Thomaz, Hermano Perrelli de Moura 1. Introdução

Leia mais

LEVANTAMENTO DE REQUISITOS SEGUNDO O MÉTODO VOLERE

LEVANTAMENTO DE REQUISITOS SEGUNDO O MÉTODO VOLERE LEVANTAMENTO DE REQUISITOS SEGUNDO O MÉTODO VOLERE RESUMO Fazer um bom levantamento e especificação de requisitos é algo primordial para quem trabalha com desenvolvimento de sistemas. Esse levantamento

Leia mais

Na medida em que se cria um produto, o sistema de software, que será usado e mantido, nos aproximamos da engenharia.

Na medida em que se cria um produto, o sistema de software, que será usado e mantido, nos aproximamos da engenharia. 1 Introdução aos Sistemas de Informação 2002 Aula 4 - Desenvolvimento de software e seus paradigmas Paradigmas de Desenvolvimento de Software Pode-se considerar 3 tipos de paradigmas que norteiam a atividade

Leia mais

Seleção de ferramenta computacional de apoio a decisão pelo método VIP Analysis

Seleção de ferramenta computacional de apoio a decisão pelo método VIP Analysis Seleção de ferramenta computacional de apoio a decisão pelo método VIP Analysis Adiel Teixeira de Almeida Filho (UFPE) ataf@ufpe.br Cristiano Alexandre Virgínio Cavalcante (UFPE) cristiano@ufpe.br Adiel

Leia mais

Apresenta-se a seguir, a conclusão referente aos objetivos específicos e, em seguida, ao objetivo geral:

Apresenta-se a seguir, a conclusão referente aos objetivos específicos e, em seguida, ao objetivo geral: 7. Conclusão A conclusão do trabalho de pesquisa, exposto através desta dissertação, perpassa por duas vertentes. A primeira está relacionada aos objetivos traçados no início do desenvolvimento da pesquisa,

Leia mais

3 OOHDM e SHDM 3.1. OOHDM

3 OOHDM e SHDM 3.1. OOHDM 32 3 OOHDM e SHDM Com a disseminação em massa, desde a década de 80, de ambientes hipertexto e hipermídia, principalmente a Web, foi identificada a necessidade de elaborar métodos que estruturassem de

Leia mais

Engenharia de Software-2003

Engenharia de Software-2003 Engenharia de Software-2003 Mestrado em Ciência da Computação Departamento de Informática - UEM Profa. Dra. Elisa H. M. Huzita eng. de software-2003 Elisa Huzita Produto de Software Conceitos Software

Leia mais

O que é software? Software e Engenharia de Software. O que é software? Tipos de Sistemas de Software. A Evolução do Software

O que é software? Software e Engenharia de Software. O que é software? Tipos de Sistemas de Software. A Evolução do Software O que é software? Software e Engenharia de Software Programas de computador Entidade abstrata. Ferramentas (mecanismos) pelas quais: exploramos os recursos do hardware. executamos determinadas tarefas

Leia mais

SABiO: Systematic Approach for Building Ontologies

SABiO: Systematic Approach for Building Ontologies SABiO: Systematic Approach for Building Ontologies Ricardo de Almeida Falbo Engenharia de Ontologias Departamento de Informática Universidade Federal do Espírito Santo Agenda Preocupações Principais do

Leia mais

quinta-feira, 16 de maio de 13

quinta-feira, 16 de maio de 13 POLÍTICAS PÚBLICAS Aula 08 Prof. a Dr. a Maria das Graças Rua FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS A Teoria dos Múltiplos Fluxos e Teoria do Equilíbrio Pontuado análise da política pública como um processo

Leia mais

8 Considerações finais

8 Considerações finais 8 Considerações finais Neste trabalho, propusemo-nos a elaborar uma ferramenta epistêmica de apoio ao design de SiCo s, fundamentada na EngSem, que ajude o designer a elaborar seu projeto da comunicação

Leia mais

PROPOSTA PARA AVALIAÇÃO DOCENTE PARA OS PROFESSORES DO CURSO TÉCNICO DE TELECOMUNICAÇÕES DO CAMPUS SÃO JOSÉ DO INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA

PROPOSTA PARA AVALIAÇÃO DOCENTE PARA OS PROFESSORES DO CURSO TÉCNICO DE TELECOMUNICAÇÕES DO CAMPUS SÃO JOSÉ DO INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA PROPOSTA PARA AVALIAÇÃO DOCENTE PARA OS PROFESSORES DO CURSO TÉCNICO DE... 3 PROPOSTA PARA AVALIAÇÃO DOCENTE PARA OS PROFESSORES DO CURSO TÉCNICO DE TELECOMUNICAÇÕES DO CAMPUS SÃO JOSÉ DO INSTITUTO FEDERAL

Leia mais

Medição da qualidade da informação: um experimento na pesquisa em bases de dados científicas

Medição da qualidade da informação: um experimento na pesquisa em bases de dados científicas Medição da qualidade da informação: um experimento na pesquisa em bases de dados científicas Fábio Favaretto (PUCPR) fabio.favaretto@pucpr.br Rosana Adami Mattioda (PUCPR) mattioda@brturbo.com Resumo O

Leia mais

Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior

Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior INTRODUÇÃO O que é pesquisa? Pesquisar significa, de forma bem simples, procurar respostas para indagações propostas. INTRODUÇÃO Minayo (1993, p. 23), vendo por

Leia mais

PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE. Modelos de Processo de Desenvolvimento de Software

PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE. Modelos de Processo de Desenvolvimento de Software PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE Introdução Modelos de Processo de Desenvolvimento de Software Os modelos de processos de desenvolvimento de software surgiram pela necessidade de dar resposta às

Leia mais

5. Conclusões e recomendações

5. Conclusões e recomendações 5. Conclusões e recomendações Para melhor compreensão das conclusões e recomendações que serão apresentadas neste Capítulo, é necessário rever o contexto do problema e seus objetivos conforme descritos

Leia mais

Qualidade de software

Qualidade de software Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Petrolina - FACAPE Curso: Ciência da Computação Disciplina:Projeto de Sistemas Qualidade de software cynaracarvalho@yahoo.com.br Qualidade de software Qualidade

Leia mais

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO A atuação do homem no meio ambiente, ao longo da história, fornece provas de suas ações em nome do progresso. Esta evolução tem seu lado positivo, pois abre novos horizontes, novas

Leia mais

Dante Diego de Moraes Rosado e Souza¹; Carlos Henrique Pires Leandro¹; Hélio Henrique Holanda de Souza²

Dante Diego de Moraes Rosado e Souza¹; Carlos Henrique Pires Leandro¹; Hélio Henrique Holanda de Souza² Elaboração do Sistema de Indicadores de Desempenho do Serviço de Transporte Rodoviário Intermunicipal e Metropolitano de Passageiros do Estado do Ceará Dante Diego de Moraes Rosado e Souza¹; Carlos Henrique

Leia mais

Banco de Dados Aula 1 Introdução a Banco de Dados Introdução Sistema Gerenciador de Banco de Dados

Banco de Dados Aula 1 Introdução a Banco de Dados Introdução Sistema Gerenciador de Banco de Dados Banco de Dados Aula 1 Introdução a Banco de Dados Introdução Um Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD) é constituído por um conjunto de dados associados a um conjunto de programas para acesso a esses

Leia mais

MULTICRITÉRIO DE APOIO A DECISÃO E O AUMENTO DE EQUIPE NA VIGILÂNCIA SANITARIA DE AGROLÂNDIA-SC.

MULTICRITÉRIO DE APOIO A DECISÃO E O AUMENTO DE EQUIPE NA VIGILÂNCIA SANITARIA DE AGROLÂNDIA-SC. MULTICRITÉRIO DE APOIO A DECISÃO E O AUMENTO DE EQUIPE NA VIGILÂNCIA SANITARIA DE AGROLÂNDIA-SC. Fábio Alexandrini, José Ernesto de Fáveri, Leonardo Weiss, Norton Gabriel Schaade, Rafael Leonardo Felácio.

Leia mais

A SUPERIORIDADE DO MÉTODO DO FLUXO DE CAIXA DESCONTADO NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS

A SUPERIORIDADE DO MÉTODO DO FLUXO DE CAIXA DESCONTADO NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS A SUPERIORIDADE DO MÉTODO DO FLUXO DE CAIXA DESCONTADO NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS Prof. Alexandre Assaf Neto O artigo está direcionado essencialmente aos aspectos técnicos e metodológicos do

Leia mais

Design Thinking O que é?

Design Thinking O que é? DESIGN THINKING O que é? É o conjunto de métodos e processos para abordar problemas, relacionados à aquisição de informações, análise de conhecimento e propostas de soluções. Como uma abordagem, é considerada

Leia mais

As Etapas da Pesquisa D R. G U A N I S D E B A R R O S V I L E L A J U N I O R

As Etapas da Pesquisa D R. G U A N I S D E B A R R O S V I L E L A J U N I O R As Etapas da Pesquisa D R. G U A N I S D E B A R R O S V I L E L A J U N I O R INTRODUÇÃO A pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico de busca de respostas para problemas ainda não solucionados. O

Leia mais

ESCOLHA DE UM FRAMEWORK PARA A LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO PHP ATRAVÉS DO MÉTODO AHP CLÁSSICO

ESCOLHA DE UM FRAMEWORK PARA A LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO PHP ATRAVÉS DO MÉTODO AHP CLÁSSICO ISSN 1984-9354 ESCOLHA DE UM FRAMEWORK PARA A LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO PHP ATRAVÉS DO MÉTODO AHP CLÁSSICO Patrick Helder Alvarenga Belém, Adriano Neves De Souza, Edwin Benito Mitacc Meza, Dalessandro Soares

Leia mais

Utilize o roteiro abaixo como mapa para elaboração do projeto. Organizado o conjunto, amplie as partes que requerem detalhamento.

Utilize o roteiro abaixo como mapa para elaboração do projeto. Organizado o conjunto, amplie as partes que requerem detalhamento. Utilize o roteiro abaixo como mapa para elaboração do projeto. Organizado o conjunto, amplie as partes que requerem detalhamento. ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA Título provisório (uma expressão

Leia mais

Métodos qualitativos: Estudo de Caso

Métodos qualitativos: Estudo de Caso Métodos AULA 10 qualitativos: Estudo de Caso Por que o estudo de caso? Ele vem sendo considerado um dos mais importantes métodos de pesquisa na gestão de operações, particularmente no desenvolvimento de

Leia mais

UNOCHAPECÓ - ÁREA DE CIÊNCIAS EXATAS E AMBIENTAIS ENGENHARIA MECÂNICA - P.I. PROF. EDERSON MOREIRA PAZ

UNOCHAPECÓ - ÁREA DE CIÊNCIAS EXATAS E AMBIENTAIS ENGENHARIA MECÂNICA - P.I. PROF. EDERSON MOREIRA PAZ UNOCHAPECÓ - ÁREA DE CIÊNCIAS EXATAS E AMBIENTAIS ENGENHARIA MECÂNICA - P.I. PROF. EDERSON MOREIRA PAZ PESQUISA DE MERCADO Alguns fatores específicos e relevantes para a confecção de uma proposta. CONSUMIDORES

Leia mais

)HUUDPHQWDV &RPSXWDFLRQDLV SDUD 6LPXODomR

)HUUDPHQWDV &RPSXWDFLRQDLV SDUD 6LPXODomR 6LPXODomR GH6LVWHPDV )HUUDPHQWDV &RPSXWDFLRQDLV SDUD 6LPXODomR #5,6. Simulador voltado para análise de risco financeiro 3RQWRV IRUWHV Fácil de usar. Funciona integrado a ferramentas já bastante conhecidas,

Leia mais

o planejamento, como instrumento de ação permanente; a organização do trabalho, como produto efetivo do planejamento;

o planejamento, como instrumento de ação permanente; a organização do trabalho, como produto efetivo do planejamento; FRANCISCO BITTENCOURT Consultor Sênior do MVC VISÃO, AÇÃO, RESULTADOS Visão sem ação é um sonho, sonho sem visão é um passatempo. Fred Polak INTRODUÇÃO No conhecido diálogo entre Alice e o gato Ceeshire,

Leia mais

Programa do Módulo 2. Processo Unificado: Visão Geral

Programa do Módulo 2. Processo Unificado: Visão Geral 9.1 Programa do Módulo 2 Orientação a Objetos Conceitos Básicos Análise Orientada a Objetos (UML) O Processo Unificado (RUP) Processo Unificado: Visão Geral 9.2 Encaixa-se na definição geral de processo:

Leia mais

FERRAMENTA PARA GERAÇÃO DE IDÉIAS E SOLUÇÕES.

FERRAMENTA PARA GERAÇÃO DE IDÉIAS E SOLUÇÕES. Prof. Edson Costa Aildefonso FERRAMENTA PARA GERAÇÃO DE IDÉIAS E SOLUÇÕES. Qualquer um de nós que possua alguma experiência em trabalho de grupo sabe como é difícil desenvolver maneiras criativas para

Leia mais

Evolução dos sistemas ERP nas empresas

Evolução dos sistemas ERP nas empresas Evolução dos sistemas ERP nas empresas Aloísio André dos Santos (ITA) aloisio@mec.ita.br João Murta Alves (ITA) murta@mec.ita.br Resumo Os sistemas ERP são considerados uma evolução dos sistemas de administração

Leia mais

Metodologia Científica

Metodologia Científica Metodologia Científica Prof. William Costa Rodrigues FAETEC/IST Paracambi 2007 Metodologia Científica: Conceitos e Definições É um conjunto de abordagens, técnicas e processos utilizados pela ciência para

Leia mais

ANÁLISE DE CRÉDITO UTILIZANDO MAPAS COGNITIVOS COMO INSTRUMENTO DE APOIO AO PROCESSO DECISÓRIO EM UMA EMPRESA DE FACTORING

ANÁLISE DE CRÉDITO UTILIZANDO MAPAS COGNITIVOS COMO INSTRUMENTO DE APOIO AO PROCESSO DECISÓRIO EM UMA EMPRESA DE FACTORING ANÁLISE DE CRÉDITO UTILIZANDO MAPAS COGNITIVOS COMO INSTRUMENTO DE APOIO AO PROCESSO DECISÓRIO EM UMA EMPRESA DE FACTORING CREDIT ANALYSIS USING COGNITIVE MAPS AS A TOOL TO SUPPORT DECISION MAKING IN A

Leia mais

Aplicação do Método AHP na Seleção de Software para Modelagem de Processos de Negócios Amanda Alves 1, Thiago Depoi Stoll 1, Rafael Baldiati Parizi 1

Aplicação do Método AHP na Seleção de Software para Modelagem de Processos de Negócios Amanda Alves 1, Thiago Depoi Stoll 1, Rafael Baldiati Parizi 1 242 Aplicação do Método AHP na Seleção de Software para Modelagem de Processos de Negócios Amanda Alves 1, Thiago Depoi Stoll 1, Rafael Baldiati Parizi 1 1Instituto Federal Farroupilha Campus São Borja

Leia mais

Algumas propriedades dos objetos:

Algumas propriedades dos objetos: Orientação a Objetos Vivemos num mundo de objetos. Esses objetos existem na natureza, nas entidades feitas pelo homem, nos negócios e nos produtos que usamos. Eles podem ser categorizados, descritos, organizados,

Leia mais

Escolha do tema. Etapas da pesquisa. Como nascem as idéias? Como nascem as idéias?

Escolha do tema. Etapas da pesquisa. Como nascem as idéias? Como nascem as idéias? Escolha do tema Etapas da pesquisa O que pretendo abordar? O tema é um aspecto ou uma área de interesse de um assunto que se deseja provar ou desenvolver. Eleger uma parcela delimitada de um assunto, estabelecendo

Leia mais

Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte S/A PRODABEL

Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte S/A PRODABEL Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte S/A PRODABEL Diretoria de Sistema - DS Superintendência de Arquitetura de Sistemas - SAS Gerência de Arquitetura de Informação - GAAS

Leia mais

Réplica 2 - Análise de Conteúdo como Técnica de Análise de Dados Qualitativos no Campo da Administração: Potencial e Desafios

Réplica 2 - Análise de Conteúdo como Técnica de Análise de Dados Qualitativos no Campo da Administração: Potencial e Desafios Disponível em http:// RAC, Curitiba, v. 15, n. 4, pp. 761-765, Jul./Ago. 2011 Documentos e Debates: Réplica 2 - Análise de Conteúdo como Técnica de Análise de Dados Qualitativos no Campo da Administração:

Leia mais

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO CAMPO CONCEITUAL MULTIPLICATIVO. Palavras-chave: Campo conceitual, Resolução de Problemas, Campo Multiplicativo (divisão).

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO CAMPO CONCEITUAL MULTIPLICATIVO. Palavras-chave: Campo conceitual, Resolução de Problemas, Campo Multiplicativo (divisão). RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO CAMPO CONCEITUAL MULTIPLICATIVO Rosemeire Roberta de Lima (UFAL) rose.ufal@yahoo.com.br RESUMO Trata-se de estudo bibliográfico para discutir a Teoria dos Campos Conceituais de

Leia mais

Tópicos em Engenharia de Software (Optativa III) AULA 2. Prof. Andrêza Leite andreza.lba@gmail.com (81 )9801-6619

Tópicos em Engenharia de Software (Optativa III) AULA 2. Prof. Andrêza Leite andreza.lba@gmail.com (81 )9801-6619 Tópicos em Engenharia de Software (Optativa III) AULA 2 Prof. Andrêza Leite andreza.lba@gmail.com (81 )9801-6619 Engenharia de Software Objetivo da aula Depois desta aula você terá uma revisão sobre o

Leia mais

Aula 08. Modelos e Simulação

Aula 08. Modelos e Simulação Modelos e Simulação 8.1 Aula 08 Modelos e Simulação Walter Antônio Bazzo e Luiz Teixeira do Vale Pereira, Introdução a Engenharia Conceitos, Ferramentas e Comportamentos, Capítulo 7: Modelos e Simulação

Leia mais

Introdução à Engenharia de Requisitos

Introdução à Engenharia de Requisitos Introdução à Engenharia de Requisitos Ana Luiza Ávila analuizaavila@yahoo.com.br É bacharel em Ciências da Computação pela Universidade Salvador (UNIFACS) e Mestre em Ciências da Computação pela PUC-Rio

Leia mais

Fundamentos Históricos e Filosóficos das Ciências

Fundamentos Históricos e Filosóficos das Ciências ESPECIALIZAÇAO EM CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO Fundamentos Históricos e Filosóficos das Ciências Prof. Nelson Luiz Reyes Marques O que é ciência afinal? O que é educação em ciências? A melhor maneira

Leia mais

METAS E INDICADORES COMO DEFINIR OS INDICADORES?

METAS E INDICADORES COMO DEFINIR OS INDICADORES? METAS E INDICADORES COMO DEFINIR OS INDICADORES? Os indicadores permitem avaliação do desempenho da instituição, segundo três aspectos relevantes: controle, comunicação e melhoria. (MARTINS & MARINI, 2010,

Leia mais

Engenharia de Software

Engenharia de Software Engenharia de Requisitos Cap. 06 e 07 Sommerville 8 ed. REQUISITOS DE SOFTWARE» Requisitos são descrições de serviços fornecidos pelo sistema e suas restrições operacionais. REQUISITOS DE USUÁRIOS: São

Leia mais

Padrões de Competências para o Cargo de Coordenador Pedagógico

Padrões de Competências para o Cargo de Coordenador Pedagógico Padrões de Competências para o Cargo de Coordenador Pedagógico O Coordenador Pedagógico é o profissional que, na Escola, possui o importante papel de desenvolver e articular ações pedagógicas que viabilizem

Leia mais

Aula 02 Modelagem de Dados. Banco de Dados. Aula 02 Modelagem de Dados. Superior /2011 Redes Computadores - Disciplina: Banco de Dados -

Aula 02 Modelagem de Dados. Banco de Dados. Aula 02 Modelagem de Dados. Superior /2011 Redes Computadores - Disciplina: Banco de Dados - Banco de Dados Aula 02 Modelagem de Dados Roteiro Definição Evolução Projeto de BD Abstração Esquema e Instância Definição É uma representação, normalmente gráfica, de estruturas de dados reais. Auxilia

Leia mais

Executive Proposal: Um Padrão para a Apresentação de Propostas de Projetos

Executive Proposal: Um Padrão para a Apresentação de Propostas de Projetos Executive Proposal: Um Padrão para a Apresentação de Propostas de Projetos Corneli Gomes Furtado Júnior 1, Thiago Ferraz 1, Rossana Maria de Castro Andrade 1 1 Departamento de Computação Universidade Federal

Leia mais

A Computação e as Classificações da Ciência

A Computação e as Classificações da Ciência A Computação e as Classificações da Ciência Ricardo de Almeida Falbo Metodologia de Pesquisa Departamento de Informática Universidade Federal do Espírito Santo Agenda Classificações da Ciência A Computação

Leia mais

Engenharia de Software: Metodologias e Contextualização. Prof. José Eduardo A. de O. Teixeira vqv.com.br / j.edu@vqv.com.br

Engenharia de Software: Metodologias e Contextualização. Prof. José Eduardo A. de O. Teixeira vqv.com.br / j.edu@vqv.com.br Engenharia de Software: Metodologias e Contextualização Prof. José Eduardo A. de O. Teixeira vqv.com.br / j.edu@vqv.com.br Conceitos iniciais Informática: Ciência que tem como objetivo o tratamento da

Leia mais

O que é Balanced Scorecard?

O que é Balanced Scorecard? O que é Balanced Scorecard? A evolução do BSC de um sistema de indicadores para um modelo de gestão estratégica Fábio Fontanela Moreira Luiz Gustavo M. Sedrani Roberto de Campos Lima O que é Balanced Scorecard?

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA AULA 10 PROFª BRUNO CALEGARO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA AULA 10 PROFª BRUNO CALEGARO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA AULA 10 PROFª BRUNO CALEGARO Santa Maria, 10 de Outubro de 2013. Revisão aula anterior Documento de Requisitos Estrutura Padrões Template Descoberta

Leia mais

A coleta de requisitos se refere ao processo de determinar, documentar e gerenciar as necessidades e requisitos das partes interessadas;

A coleta de requisitos se refere ao processo de determinar, documentar e gerenciar as necessidades e requisitos das partes interessadas; Aula 07 1 2 A coleta de requisitos se refere ao processo de determinar, documentar e gerenciar as necessidades e requisitos das partes interessadas; A principal vantagem deste processo é a criação de uma

Leia mais

A LÓGICA DO RACIOCÍNIO MATEMÁTICO. GT 02 Educação matemática no ensino médio e ensino superior

A LÓGICA DO RACIOCÍNIO MATEMÁTICO. GT 02 Educação matemática no ensino médio e ensino superior A LÓGICA DO RACIOCÍNIO MATEMÁTICO GT 02 Educação matemática no ensino médio e ensino superior Aline Brum Ottes, UFSM, alinebrumottes@hotmail.com Ricardo Fajardo, UFSM, rfaj@ufsm.br Samuel Sonego Zimmermann,

Leia mais

METODOLOGIA CIENTÍFICA PROJETO DE PESQUISA MONOGRAFIA PROJETO DE PESQUISA MONOGRAFIA CITAÇÕES NO TEXTO REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ESTRUTURA MONOGRAFIA

METODOLOGIA CIENTÍFICA PROJETO DE PESQUISA MONOGRAFIA PROJETO DE PESQUISA MONOGRAFIA CITAÇÕES NO TEXTO REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ESTRUTURA MONOGRAFIA METODOLOGIA CIENTÍFICA PROJETO DE PESQUISA MONOGRAFIA CITAÇÕES NO TEXTO REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ESTRUTURA MONOGRAFIA 1 METODOLOGIA CIENTÍFICA ELABORANDO PROJETO DE PESQUISA MONOGRAFIA 2 Abordagem Sistêmica

Leia mais

Planejamento Estratégico de TI. Prof.: Fernando Ascani

Planejamento Estratégico de TI. Prof.: Fernando Ascani Planejamento Estratégico de TI Prof.: Fernando Ascani Data Warehouse - Conceitos Hoje em dia uma organização precisa utilizar toda informação disponível para criar e manter vantagem competitiva. Sai na

Leia mais

ALESSANDRO RODRIGO FRANCO FERNANDO MARTINS RAFAEL ALMEIDA DE OLIVEIRA

ALESSANDRO RODRIGO FRANCO FERNANDO MARTINS RAFAEL ALMEIDA DE OLIVEIRA ALESSANDRO RODRIGO FRANCO FERNANDO MARTINS RAFAEL ALMEIDA DE OLIVEIRA INTRODUÇÃO O projeto de um banco de dados é realizado sob um processo sistemático denominado metodologia de projeto. O processo do

Leia mais

DISCIPLINAS TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES:

DISCIPLINAS TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES: DISCIPLINAS TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES: A Teoria das Organizações em seu contexto histórico. Conceitos fundamentais. Abordagens contemporâneas da teoria e temas emergentes. Balanço crítico. Fornecer aos mestrandos

Leia mais

Processo de desenvolvimento para projetos tecnológicos: Uma abordagem baseada em survey

Processo de desenvolvimento para projetos tecnológicos: Uma abordagem baseada em survey Processo de desenvolvimento para projetos tecnológicos: Uma abordagem baseada em survey Roberto Cesar Durscki (USP) roberto.durscki@poli.usp.br Marcelo Eduardo Soeke (PUCPR) marcelo.soeke@icet.pucpr.br

Leia mais

Projeto de Pesquisa: Estrutura e natureza

Projeto de Pesquisa: Estrutura e natureza Projeto de Pesquisa: Estrutura e natureza Após a entrega do exercício D (folha síntese do projeto de pesquisa, vamos rever o projeto de pesquisa e a introdução da tese. Após a aula, além do exercício D

Leia mais

CURRÍCULO DE MATEMÁTICA: UMA ANÁLISE DAS IDEIAS PROPOSTAS NOS PCN E NO REFERENCIAL CURRICULAR DO RS

CURRÍCULO DE MATEMÁTICA: UMA ANÁLISE DAS IDEIAS PROPOSTAS NOS PCN E NO REFERENCIAL CURRICULAR DO RS CURRÍCULO DE MATEMÁTICA: UMA ANÁLISE DAS IDEIAS PROPOSTAS NOS PCN E NO REFERENCIAL CURRICULAR DO RS GT 01 Educação matemática no ensino fundamental: anos iniciais e anos finais Catia Maria Nehring, Unijuí,

Leia mais

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Adm.Walter Lerner 1.Gestão,Competência e Liderança 1.1.Competências de Gestão Competências Humanas e Empresariais são Essenciais Todas as pessoas estão, indistintamente,

Leia mais

SIMULADOR DE UMA EMPRESA DE GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA UMA FERRAMENTA COMPUTACIONAL PARA UM AMBIENTE DE NEGÓCIOS

SIMULADOR DE UMA EMPRESA DE GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA UMA FERRAMENTA COMPUTACIONAL PARA UM AMBIENTE DE NEGÓCIOS GAE/024 21 a 26 de Outubro de 2001 Campinas - São Paulo - Brasil GRUPO VI GRUPO DE ESTUDOS DE ASPECTOS EMPRESARIAIS SIMULADOR DE UMA EMPRESA DE GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA UMA FERRAMENTA COMPUTACIONAL

Leia mais

1 UML (UNIFIED MODELING LANGUAGE)

1 UML (UNIFIED MODELING LANGUAGE) 1 UML (UNIFIED MODELING LANGUAGE) Segundo Tonsig (2003), para conseguir desenvolver um software capaz de satisfazer as necessidades de seus usuários, com qualidade, por intermédio de uma arquitetura sólida

Leia mais

O Trabalho escrito atenderá ao disposto no Manual de Normatização de Projetos Finais da ESAMC.

O Trabalho escrito atenderá ao disposto no Manual de Normatização de Projetos Finais da ESAMC. Plano de Ensino CURSO: MBA Regular - Negócios Internacionais DISCIPLINA: Plano de Internacionalização Banca Final Última revisão: Abril/2015 Horas-aula: Orientação do projeto: 30 Desenvolvimento do projeto:

Leia mais

ORIENTAÇÃO SOBRE COMO DEVE SER FEITO O TCC DENTRO DO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

ORIENTAÇÃO SOBRE COMO DEVE SER FEITO O TCC DENTRO DO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO ORIENTAÇÃO SOBRE COMO DEVE SER FEITO O TCC DENTRO DO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO Ministrantes: Anita Maria da Rocha Fernandes César Albenes Zeferino Maria Cristina Kumm Pontes Rafael Luiz Cancian Itajaí,

Leia mais

Metodologia do Trabalho Científico

Metodologia do Trabalho Científico Metodologia do Trabalho Científico Diretrizes para elaboração de projetos de pesquisa, monografias, dissertações, teses Cassandra Ribeiro O. Silva, Dr.Eng. METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA Porque escrever

Leia mais

Notas de Aula 02: Processos de Desenvolvimento de Software

Notas de Aula 02: Processos de Desenvolvimento de Software Notas de Aula 02: Processos de Desenvolvimento de Software Objetivos da aula: Introduzir os conceitos de um processo de desenvolvimento de software Definir os processos básicos Apresentar as vantagens

Leia mais

Gerenciamento de Qualidade

Gerenciamento de Qualidade UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS, LETRAS E CIÊNCIAS EXATAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DE COMPUTAÇÃO E ESTATÍSTICA Gerenciamento de Qualidade Engenharia de Software 2o. Semestre de

Leia mais

MODELO MULTICRITÉRIO PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE PRODUTOS DO CADASTRO TÉCNICO MULTIFINALITÁRIO NA GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL

MODELO MULTICRITÉRIO PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE PRODUTOS DO CADASTRO TÉCNICO MULTIFINALITÁRIO NA GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL MODELO MULTICRITÉRIO PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE PRODUTOS DO CADASTRO TÉCNICO MULTIFINALITÁRIO NA GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL DALTON LUIZ LEMOS II Instituto Federal de Santa Catarina - IFSC Departamento

Leia mais

PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AULAS DE MATEMÁTICA: INTEGRAÇÃO DO LAPTOP EDUCACIONAL NO ENSINO DE ÁLGEBRA

PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AULAS DE MATEMÁTICA: INTEGRAÇÃO DO LAPTOP EDUCACIONAL NO ENSINO DE ÁLGEBRA PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AULAS DE MATEMÁTICA: INTEGRAÇÃO DO LAPTOP EDUCACIONAL NO ENSINO DE ÁLGEBRA Fernanda Elisbão Silva de Souza Mestranda da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS, fernanda.elisbao@gmail.com

Leia mais

Instituto de Computação, Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Manaus-AM, Brasil

Instituto de Computação, Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Manaus-AM, Brasil Elicitação de Requisitos a partir de Modelos de Processos de Negócio e Modelos Organizacionais: Uma pesquisa para definição de técnicas baseadas em heurísticas Marcos A. B. de Oliveira 1, Sérgio R. C.

Leia mais

Estratégias de Pesquisa

Estratégias de Pesquisa Estratégias de Pesquisa Ricardo de Almeida Falbo Metodologia de Pesquisa Departamento de Informática Universidade Federal do Espírito Santo Agenda Survey Design e Criação Estudo de Caso Pesquisa Ação Experimento

Leia mais

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL DO USO DAS TERRAS NO MUNICÍPIO DE ARARAS, SP. 1

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL DO USO DAS TERRAS NO MUNICÍPIO DE ARARAS, SP. 1 SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL DO USO DAS TERRAS NO MUNICÍPIO DE ARARAS, SP. 1 Sérgio Gomes Tôsto 2 ; Ranulfo Paiva Sobrinho 3 ; Lauro Charlet Pereira 4 ; João Fernando Marques 5 ; Ademar Ribeiro Romeiro 6

Leia mais

Processos de Desenvolvimento de Software

Processos de Desenvolvimento de Software Processos de Desenvolvimento de Software Gerenciamento de Projetos Mauro Lopes Carvalho Silva Professor EBTT DAI Departamento de Informática Campus Monte Castelo Instituto Federal de Educação Ciência e

Leia mais

Engenharia de Software I: Análise e Projeto de Software Usando UML

Engenharia de Software I: Análise e Projeto de Software Usando UML Engenharia de Software I: Análise e Projeto de Software Usando UML Capítulo 1 Processo de Desenvolvimento de Software Metodologia de Desenvolvimento de Software Uma metodologia é um conjunto de métodos,

Leia mais

Métodos e técnicas de pesquisa. Alessandra Martins Coelho

Métodos e técnicas de pesquisa. Alessandra Martins Coelho Métodos e técnicas de pesquisa Alessandra Martins Coelho Método de Pesquisa Metodologia é o estudo dos métodos. O método consiste na seqüência de passos necessários para demonstrar que o objetivo proposto

Leia mais

UTILIZANDO O BALANCED SCORECARD PARA GERENCIAR PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS. JOSÉILTON SILVEIRA DA ROCHA MS.c 1 PAULO MAURICIO SELIG Dr.

UTILIZANDO O BALANCED SCORECARD PARA GERENCIAR PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS. JOSÉILTON SILVEIRA DA ROCHA MS.c 1 PAULO MAURICIO SELIG Dr. UTILIZANDO O BALANCED SCORECARD PARA GERENCIAR PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS. JOSÉILTON SILVEIRA DA ROCHA MS.c 1 PAULO MAURICIO SELIG Dr. 1 UFBA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA JSROCHA@EPS.UFSC.BR UFSC UNIVERSIDADE

Leia mais

MAPEAMENTO DA ESTRUTURA MORFOFONÉTICA DE UNIDADES TERMINOLÓGICAS EM LIBRAS

MAPEAMENTO DA ESTRUTURA MORFOFONÉTICA DE UNIDADES TERMINOLÓGICAS EM LIBRAS MAPEAMENTO DA ESTRUTURA MORFOFONÉTICA DE UNIDADES TERMINOLÓGICAS EM LIBRAS Janine Soares de Oliveira Universidade Federal de Santa Catarina Markus Johannes Weininger Universidade Federal de Santa Catarina

Leia mais

tipos de métodos, técnicas de inteligência artificial e técnicas de otimização. Por fim, concluise com as considerações finais.

tipos de métodos, técnicas de inteligência artificial e técnicas de otimização. Por fim, concluise com as considerações finais. 1. Introdução A previsão de vendas é fundamental para as organizações uma vez que permite melhorar o planejamento e a tomada de decisão sobre o futuro da empresa. Contudo toda previsão carrega consigo

Leia mais

TÉCNICAS PARA COLETA DE DADOS

TÉCNICAS PARA COLETA DE DADOS AULA 7 TÉCNICAS PARA COLETA DE DADOS Classificação das pesquisas científicas Classificação das pesquisas científicas: quanto a natureza Básica: Procura o progresso científico; Procura a ampliação dos conhecimentos

Leia mais

Metodologia Científica. César de Paula Diego Vilela Elisane Silva Fabrício Aranda Wesley Sato

Metodologia Científica. César de Paula Diego Vilela Elisane Silva Fabrício Aranda Wesley Sato Metodologia Científica César de Paula Diego Vilela Elisane Silva Fabrício Aranda Wesley Sato Metodologia Científica Introdução Métodos Introdução Metodologia científica é a forma como se conduz uma pesquisa,

Leia mais

CONCURSO PÚBLICO ANALISTA DE SISTEMA ÊNFASE GOVERNANÇA DE TI ANALISTA DE GESTÃO RESPOSTAS ESPERADAS PRELIMINARES

CONCURSO PÚBLICO ANALISTA DE SISTEMA ÊNFASE GOVERNANÇA DE TI ANALISTA DE GESTÃO RESPOSTAS ESPERADAS PRELIMINARES CELG DISTRIBUIÇÃO S.A EDITAL N. 1/2014 CONCURSO PÚBLICO ANALISTA DE GESTÃO ANALISTA DE SISTEMA ÊNFASE GOVERNANÇA DE TI RESPOSTAS ESPERADAS PRELIMINARES O Centro de Seleção da Universidade Federal de Goiás

Leia mais

4. Exemplo de Levantamento de Classes...26. 3. Levantamento das Classes...24. 1. Conceito de Classe e Objeto... 15. 1. Modelo de Casos de Uso...

4. Exemplo de Levantamento de Classes...26. 3. Levantamento das Classes...24. 1. Conceito de Classe e Objeto... 15. 1. Modelo de Casos de Uso... Projeto de Software usando UML Sumário Capítulo I : Casos de Uso...3 1. Modelo de Casos de Uso... 3 2. Diagramas de Casos de Uso... 3 3. Exemplo... 9 4. Conclusão... 13 Capítulo II : Levantamento de Classes...15

Leia mais

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Curso Tecnológico de Redes de Computadores 5º período Disciplina: Tecnologia WEB Professor: José Maurício S. Pinheiro

Leia mais

5 Conclusões e Recomendações, Limitações e Sugestões para futuros trabalhos

5 Conclusões e Recomendações, Limitações e Sugestões para futuros trabalhos 5 Conclusões e Recomendações, Limitações e Sugestões para futuros trabalhos Este capítulo apresenta inicialmente uma síntese dos passos percorridos no decorrer deste trabalho. Em seguida são apresentadas

Leia mais

EXPLORANDO ALGUMAS IDEIAS CENTRAIS DO PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS ENSINO MÉDIO. Giovani Cammarota

EXPLORANDO ALGUMAS IDEIAS CENTRAIS DO PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS ENSINO MÉDIO. Giovani Cammarota UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA PRÁTICA DE ENSINO DE MATEMÁTICA IV EXPLORANDO ALGUMAS IDEIAS CENTRAIS DO PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS ENSINO MÉDIO Giovani Cammarota - Divisão

Leia mais

Guia de livros didáticos PNLD 2012

Guia de livros didáticos PNLD 2012 Guia de livros didáticos PNLD 2012 Veja nas páginas a seguir um excerto do documento publicado pela FNDE contendo uma resenha da coleção Quanta Física recentemente aprovada como uma das obras didáticas

Leia mais

5 Estudo de Caso. 5.1. Material selecionado para o estudo de caso

5 Estudo de Caso. 5.1. Material selecionado para o estudo de caso 5 Estudo de Caso De modo a ilustrar a estruturação e representação de conteúdos educacionais segundo a proposta apresentada nesta tese, neste capítulo apresentamos um estudo de caso que apresenta, para

Leia mais

Uma Abordagem usando PU

Uma Abordagem usando PU Uma Abordagem usando PU Curso de Especialização DEINF - UFMA Desenvolvimento Orientado a Objetos Prof. Geraldo Braz Junior Referências: Baseada em: Rational Software Corpotation G. Booch, Ivar Jacobson,

Leia mais

GESTÃO EMPRESARIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

GESTÃO EMPRESARIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO GESTÃO EMPRESARIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO * César Raeder Este artigo é uma revisão de literatura que aborda questões relativas ao papel do administrador frente à tecnologia da informação (TI) e sua

Leia mais

Metodologia Científica. Metodologia Científica

Metodologia Científica. Metodologia Científica Metodologia Científica Metodologia Científica Seqüência da Apresentação Introdução Tipos de pesquisa Tipos de fontes de dados Pesquisa na área de Informática Projeto de pesquisa Metodologia Formato de

Leia mais

Conceitos básicos em Monitoramento e Avaliação. Professor: Marconi Fernandes de Sousa Período: Julho de 2013.

Conceitos básicos em Monitoramento e Avaliação. Professor: Marconi Fernandes de Sousa Período: Julho de 2013. Conceitos básicos em Monitoramento e Avaliação Professor: Marconi Fernandes de Sousa Período: Julho de 2013. Sistemas de Monitoramento e Avaliação Pode ser entendido, em sentido lato, como o conjunto de

Leia mais

Introdução à Engenharia de Software

Introdução à Engenharia de Software Introdução à Engenharia de Software Professor: Rômulo César romulodandrade@gmail.com www.romulocesar.com.br Imagem Clássica Objetivo da aula Depois desta aula você terá uma visão sobre o que é a engenharia

Leia mais

Construindo disciplinas de Gestão de Pessoas com Mapas Conceituais

Construindo disciplinas de Gestão de Pessoas com Mapas Conceituais Construindo disciplinas de Gestão de Pessoas com Mapas Conceituais Dra. Sonia Mara Thater Romero 1 Ms. Sergio da Costa Nunes 2 1 soniaromero@pop.com.br 2 sergiocnunes@pop.com.br 1 Doutora em Psicologia,

Leia mais