REGULAMENTO INTERNO DO CAT

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1 REGULAMENTO MISERICÓRDIA DA FREGUESIA DE SANGALHOS INTERNO

2 DO CAT CAPITULO I Norma I Natureza do Estabelecimento Tipo de Estabelecimento: Centro de Acolhimento Temporário de Crianças e Jovens em Risco Designação: Casa da Criança Localização: Sangalhos Lotação: 30 Utentes Norma II Objectivos Gerais 1. Permitir a realização do diagnóstico de cada criança e jovem bem como a definição dos respectivos projectos de vida, com vista à inserção familiar e social ou outro encaminhamento que melhor se adeque à situação em estudo; 2. Assegurar alojamento temporário; 3. Garantir às crianças e jovens a satisfação das suas necessidades básicas; 4. Proporcionar o apoio socioeducativo adequado à idade e características de cada criança ou jovem; 5. Promover a intervenção junto da família, em articulação com as entidades e as instituições cuja acção seja indispensável à efectiva promoção dos direitos das crianças e jovens. Norma III Objectivos Específicos " Satisfazer as necessidades básicas das crianças, através de: - Alimentação cuidada (variada e equilibrada); - Hábitos de higiene e sono; - Cuidados de saúde; - Relações emocionais estáveis e securizantes para a criança; " Construir um Projecto de vida para cada criança em parceria com a equipa Multidisciplinar que a acompanha; " Dar à criança uma atenção especial e individualizada respeitando o ritmo de cada uma; " Proporcionar um ambiente confortável, o mais próximo possível de um meio familiar; " Acompanhá-la no seu percurso escolar, apoiando-a e motivando-a para o sucesso; " Inserir a criança na sociedade estabelecendo trabalho de parceria com outros contextos.

3 CAPITULO II Admissão "A medida de Acolhimento em Instituição consiste na colocação da criança ou jovem aos cuidados de uma entidade que disponha de instalações e equipamento de acolhimento permanente e de uma equipa técnica que lhes garantam os cuidados adequados às suas necessidades e lhes proporcionem condições que permitam a sua educação, bem-estar e desenvolvimento Integral." Norma IV Condições de Admissão O Acolhimento será tanto menor quanto for o tempo de diagnosticar a situação e estabelecer linhas que possam delinear o projecto de vida da criança. Existem três condições básicas, que justificam a admissão dos menores: 1. Inexistência de família 2. Abandono de facto ou funcional 3. Conflito permanente com o meio familiar ou social da qual resultam situações de violência, negligência, má nutrição, colocando em causa a vida do menor. Norma V Critérios de Admissão A Casa da Criança estabelece para Admissão de menores os seguintes critérios: - Origem do pedido - Crianças dos 0 aos 12 anos, de acordo com as vagas disponíveis. - Crianças consideradas em risco, físico ou psicológico resultante de negligência, maus-tratos, abusos sexuais, más condições socioeconómicas ou desestruturação familiar. - Crianças com irmãos já acolhidos

4 Norma VI Processo de Admissão O Processo de Admissão dos menores inicia-se com a recepção de um pedido de Acolhimento, por parte das Entidades Competentes, nomeadamente Tribunal de Família e Menores, Comissão de Protecção de Menores, Equipas de Emergência, bem como dos Serviços Locais da Segurança Social. Posteriormente tais pedidos são analisados, pela Equipa Técnica, tendo sempre por base as informações dadas na sinalização bem como os critérios de Selecção. Norma VII Procedimentos de Acolhimento O Acolhimento de uma criança é sempre feito com o Acompanhamento de um técnico, que nos primeiros momentos é quem acompanha a criança e quem promove a sua integração na Instituição. CAPITULO III Funcionamento Norma VIII Rotinas Diárias Alimentação As refeições realizam-se em horário pré-estabelecido, em local destinado para o efeito. Todas as refeições são acompanhadas por uma ou duas Funcionárias, que fazem a sua refeição em conjunto com as crianças. Sono Existem horários destinados ao descanso, tendo sempre em conta as necessidades e o ritmo de cada criança, bem como a sua faixa etária. Higiene Todas as crianças realizam a sua higiene diariamente de acordo com as suas necessidades.

5 Norma IX Fins-de-semana Por norma não são autorizadas saídas de fim-de-semana sem que as mesmas sejam comunicadas e devidamente autorizadas pela Entidade competente para o efeito. Norma XX Regras Gerais - Esta Instituição encontra-se em funcionamento durante todo o ano, sendo os seus serviços assegurados por funcionários que trabalham em turnos rotativos. - A entrada na Instituição apenas é permitida mediante identificação e indicação de quem pretende contactar. - A Instituição reserva-se no direito de não permitir comportamentos que ponham em causa o bem-estar e segurança dos utentes, bem como as rotinas diárias. - Na Instituição existem um instrumento de registo diário, designado por livro de ocorrências. CAPITULO IV Norma XXI Direitos e Deveres dos Menores Os Direitos e Deveres das crianças acolhidas nesta instituição, foram estabelecidos de acordo com o artigo 58º da Lei de protecção de crianças e jovens em risco e são respectivamente os seguintes: Direitos - Receber uma educação que permita o seu desenvolvimento global, sendo-lhes asseguradas as condições necessárias para tal; - Participar nas decisões relacionadas com a sua vida, nomeadamente, com o seu projecto de vida, de acordo com a sua faixa etária, capacidades e necessidades; - Manter com a regularidade possível, contacto com a família e com pessoas com quem tenham especial ligação afectiva. - Ver respeitada a sua individualidade e a sua história de vida, através da confidencialidade de todas as informações. - Usufruir de um espaço de privacidade e de um grau de autonomia no seu dia-a-dia, adequadas à sua idade: - Receber dinheiro de bolso, pontualmente, tendo por base o seu nível etário, e implicações do uso desadequado.

6 Deveres - Respeitar todos os funcionários e colegas; - Ser responsável e verdadeiro nas atitudes e actos; - Colaborar na manutenção das Instituições e equipamento; - Cuidar da sua higiene e da sua apresentação e manter limpos e organizados os objectos de uso individual; - Cumprir as suas obrigações escolares, ser assíduo e responsável pelo material escolar; - Conhecer e pôr em prática as normas de boa educação e boas maneiras no contacto com os outros; - Não receber objectos de valor, dinheiro ou outros sem a permissão da pessoa responsável; - Representar com dignidade a Instituição. CAPITULO V Norma XXII Direitos e Deveres das Famílias Direitos - Visitar e contactar o menor desde que tais medidas estejam contempladas no acordo de Promoção e Protecção e não se revelem prejudiciais ao bem-estar da criança; - Tomar conhecimento das regras de funcionamento da Instituição; - Colaborar na elaboração e implementação do projecto de vida do menor; - Ser informado, sempre que solicitar, dos assuntos relacionados com o seu educando; - Realizar as visitas num local agradável e acolhedor; - Contactar com o seu educando nos horários acordados com a Instituição. Deveres - Respeitar as normas e regra de funcionamento da Instituição; - Colaborar com a Instituição na educação do menor; - Deixar o local da visita conforme o encontrou; - Não dar ao seu educando objectos de valor ou dinheiro, sem autorização de uma pessoa da instituição que se encontre a acompanhar a visita.

7 CAPITULO VI Norma XXIII Encaminhamento Tal encaminhamento só ocorre quando existe decisão judicial que indique a cessação da medida. A equipa Técnica procede ao acompanhamento e à avaliação deste processo, de forma a facilitar o processo de encaminhamento. CAPITULO VII Da Equipa Técnica Norma XXIV Constituição A Equipa Técnica é constituída por profissionais na área da Psicopedagogia, da Psicologia, do Serviço Social e Educação. Norma XXV Competências O (A) Director(a) Técnico(a) tem como competências: - Organizar e Coordenar os serviços e Actividades do CAT; - Preparar e elaborar propostas para a admissão de pessoal; - Promover e dirigir reuniões com a Equipa técnica e Educativa; - Promover a Avaliação dos pedidos de Acolhimento, juntamente com a Equipa; - Proporcionar momentos de Formação ao pessoal; - Manter actualizado o processo de cada utente; - Estabelecer contactos com outras entidades, durante a avaliação, acompanhamento e encaminhamento da criança; - Elaborar informações do utente em conjunto com a equipa Multidisciplinar; - Prepara e acompanha o processo de desvinculação da criança, segundo o seu Projecto de vida.

8 O(a) Educador(a) Social, deverá: - Organizar e Coordenar as Actividades das Crianças, com a Equipa Educativa; - Participar nos Acolhimentos; - Proceder ao acompanhamento de visitas e elaborar registos sobre as mesmas; - Participar e intervir nas reuniões da Equipa Técnica, da Equipa Educativa, bem como reuniões exteriores; - Promover e acompanhar o processo de orientação e planeamento da criança, de acordo com o seu Projecto de Vida; - Elaborar informações sobre a situação e evolução da criança; - Articular e contactar os Serviços envolvidos no Processo da Criança; O (A) Técnico(a) de Serviço Social, deverá: - Participar nos Acolhimentos; - Contactar com os Serviços necessários para obtenção de Informações úteis ao Processo; - Participar e intervir nas reuniões da Equipa Técnica, bem como reuniões exteriores; - Conhecer as Famílias dos utentes e promover atendimentos regulares; - Proceder ao acompanhamento de visitas e elaborar registos sobre as mesmas; - Acompanhar a Integração da criança na família, nos fins-de-semana ou períodos de férias; - Elaborar relatórios técnicos sobre a situação e evolução da criança; - Acompanhar o processo de Desvinculação; - Participar na avaliação anual da Intervenção do CAT. O(a) Psicólogo(a), deverá: - Recolher informações sobre os utentes e participar no estudo da situação do menor e seu encaminhamento; - Participar nos Acolhimentos; - Proceder ao acompanhamento de visitas e elaborar registos sobre as mesmas; - Participar e intervir nas reuniões da Equipa Técnica, bem como reuniões exteriores; - Preparar e propor momentos de formação/ reflexão para a Equipa Educativa e restante pessoal; - Prestar apoio psicológico com regularidade a cada criança; - Realizar avaliações psicológicas para uma melhor avaliação da situação da criança; - Proceder ao diagnóstico e encaminhamento das situações que requerem apoio Psicoterapêutico; - Promover e acompanhar o processo de orientação e planeamento da criança, de acordo com o seu Projecto de Vida; - Elaborar informações sobre a situação e evolução da criança - Articular e contactar os Serviços envolvidos no Processo da Criança;

9 CAPITULO VIII Da Equipa Educativa A Equipa Educativa é constituída por Educador Social (como Coordenador) e dez Auxiliares de Educação, que trabalham por turnos rotativos, de forma a assegurar a boa assistência a todos os utentes. CAPITULO IX Da Equipa Auxiliar A Equipa Auxiliar é constituída por dois Trabalhadores de Serviços Gerais, um Cozinheiro, um Auxiliar de Cozinha um Trabalhador de Lavandaria. CAPITULO X Direitos e Deveres dos Funcionários Norma XXVI Direitos - Ser tratados com dignidade e respeito; - Ter as condições necessárias para o exercício das suas funções; Norma XXVII Deveres - Respeitar e tratar com urbanidade a entidade Patronal; -Comparecer ao serviço com assiduidade e pontualidade e exercer com zelo e dedicação a sua função; -Guardar lealdade à Entidade Patronal, não divulgando informações sobre a Instituição ou utentes; -Zelar pela preservação e uso adequado dos bens, instalações e equipamentos da Instituição e utentes; - Contribuir para a optimização da qualidade dos serviços; - Zelar pela sua segurança e saúde, submetendo-se aos exames promovidos pela entidade patronal.

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