Revista de Administração FACES Journal ISSN: Universidade FUMEC Brasil

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Revista de Administração FACES Journal ISSN: 1517-8900 faces@fumec.br Universidade FUMEC Brasil"

Transcrição

1 Revista de Administração FACES Journal ISSN: Universidade FUMEC Brasil Ramos May, Márcia; Abib, Gustavo; Steiner Neto, Pedro José; Pécora Junior, José Eduardo; Bulgacov, Sergio EFEITO GOVERNO E CERTIFICAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE SOFTWARE Revista de Administração FACES Journal, vol. 13, núm. 2, abril-junio, 2014, pp Universidade FUMEC Minas Gerais, Brasil Disponível em: Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc Sistema de Informação Científica Rede de Revistas Científicas da América Latina, Caribe, Espanha e Portugal Projeto acadêmico sem fins lucrativos desenvolvido no âmbito da iniciativa Acesso Aberto

2 GESTÃO PÚBLICA E GOVERNANÇA

3 GESTÃO PÚBLICA E GOVERNANÇA EFEITO GOVERNO E CERTIFICAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE SOFTWARE GOVERNAMENT EFFECT AND CERTIFICATION IN BRAZILIAN SOFTWARE INDUSTRY Márcia Ramos May Universidade Federal do Paraná José Eduardo Pécora Junior Universidade Federal do Paraná Gustavo Abib Universidade Federal do Paraná Pedro José Steiner Neto Universidade Federal do Paraná Sergio Bulgacov Fundação Getúlio Vargas Data de submissão: 20 nov Data de aprovação: 20 fev Sistema de avaliação: Double blind review. Universidade FUMEC / FACE. Prof. Dr. Henrique Cordeiro Martins. Prof. Dr. Cid Gonçalves Filho. Prof. Dr. Luiz Claudio Vieira de Oliveira RESUMO Este trabalho analisa o papel do Estado brasileiro como agente influenciador das estratégias de qualidade das empresas produtoras de software no Brasil. A partir dos dados coletados entre os anos de , conduziu-se um estudo longitudinal quantitativo e descritivo. Foram estudadas empresas de software. Sob a perspectiva dos fundamentos da Teoria da Agência e da Teoria dos Custos de Transação, observa-se a conscientização da necessidade de certificação no cenário internacional. A mudança significativa no perfil das empresas pôde ser observada pela adoção de modelos de certificação para o setor, em especial o MPS. BR, especificamente desenvolvidos por agências governamentais, em parceria com universidades e entidades privadas. A capacitação tecnológica das empresas foi obtida por meio de subsídios e apoio governamental, como incentivo à busca da competitividade nacional e internacional. PALAVRAS CHAVE: Qualidade de software. Indústria de software. Certificação. MPS.BR. Certificação.

4 EFEITO GOVERNO E CERTIFICAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE SOFTWARE ABSTRACT This paper analyzes the role of the state as an agent of influence to the qualities strategies of Brazilian software companies. From the data collected between the years , we conducted a quantitative and descriptive longitudinal study on 2,229 software companies. From the perspective of Agency Theory and of Transaction Cost Theory, there is awareness of the need for certification in the international arena. The significant change in companies profile could be observed by the adoption of certification standards for the industry, as the MPS.BR, which were specifically developed by government agencies in partnership with universities and private entities. The technological capability of the enterprises was obtained by means of subsidies and government support as an incentive to seek national and international competitiveness. KEYWORDS: Software Quality. Software Industries. Certification. MPS.BR. Certification. INTRODUÇÃO Este estudo longitudinal aborda o papel do Estado brasileiro como agente influenciador das estratégias de qualidade das empresas produtoras de software, ao longo de 15 anos. Como referência de análise, adota a teoria da agência e a teoria dos custos de transação. Nesse sentido, descrevemse as mudanças no perfil das empresas em termos de seu porte, clusterização, tipos de softwares produzidos e certificação de software. Para tal, analisaram-se dados de empresas, ao longo de 15 anos. No decorrer do trabalho, identifica-se a importante agência do Estado brasileiro em relação às mudanças observadas, principalmente quando relacionadas ao processo de certificação, em que se ressalta que nenhum resultado efetivo de capacitação da indústria brasileira de software (IBS) teria sido possível sem consideráveis esforços, por parte do Estado. Quando se refere ao setor de produção de software, a condição competitiva do setor, analisada sob a perspectiva dos custos de transação, tanto para a produção do software como para o comprador, é de fundamental importância. Esse setor não mais possui limites geográficos como referência competitiva. A atual dinâmica da concorrência implica em necessária melhoria nos custos e processos de produção e gestão. A utilização de mecanismos eficientes para criação, monitoramento e análise de resultados tornou o desenvolvimento de software, na forma de sistemas de gestão, atividade essencial para o avanço da inovação e da tecnologia. A procura por mecanismos cada vez mais avançados de gestão e controle foi o fator propulsor para o crescimento do setor de software, nos últimos trinta anos. A preocupação não é recente e já posou como objeto de diversos estudos no 124 R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa)

5 MÁRCIA RAMOS MAY, GUSTAVO ABIB, PEDRO JOSÉ STEINER NETO, JOSÉ EDUARDO PÉCORA JUNIOR, SERGIO BULGACOV Brasil (MONTONI et al., 2006; BRIETZKE et al., 2007; ALBERTUNI; PORTO, 2008, SANTOS, 2011; KALINOWSKI et al., 2011) e no exterior (TOMAR; THAKA- RE, 2011; HADDAD; ROSS; MEREDITH, 2012; RAWAT; MITTAL; DUBEY, 2012). Buderi, em 2003, abordava a dificuldade de se criar software à prova de erros: [...] por melhor que seja [o software] costuma apresentar problemas de usabilidade e confiabilidade (BUDERI, 2003, p. 4). Nessa seara, surge o questionamento de Haddad, Ross e Meredith (2012, p. 71): [...] por que uma pequena empresa de software deveria investir tempo e esforço na implementação de um programa de métricas de software? A partir dessa pergunta, procurou-se compreender as motivações que levaram à adoção de métricas de software, pela lente da Teoria dos Custos de Transação. A essa visão adicionou-se a reflexão sobre o papel de agente exercido pelo Estado. Em coletânea de artigos publicada em 2004 (BRASIL, 2004), Vianna discutia os rumos a serem traçados a partir das diretrizes da, então recentemente lançada, Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE). Todos os esforços do Estado parecem ter sido no sentido de diminuir os entraves competitivos das empresas. Dentre outras iniciativas, incentivou-se a capacitação tecnológica por meio do acesso à certificação em métricas de qualidade de software. Essa ação levou à diminuição dos custos de transação das empresas, aumentando sua capacidade de competição, tanto interna quanto externamente. Dentre os focos de estudo da Teoria dos Custos de Transação - doravante denominada TCT -, destacam-se a integração vertical e a terceirização, os limites das firmas e as estruturas de governança híbridas. Além desses conceitos gerais, a TCT também ganhou destaque nos campos de estratégia e internacionalização, ao tentar explicar os arranjos estruturais que garantiriam a eficiência e a eficácia das empresas (MARA- NHO; ABIB; FONSECA, 2013). A TCT será utilizada, neste estudo, com o intuito de balizar a análise da qualidade das relações entre empresas de software e seus compradores, e o valor percebido da qualidade de software entre eles. A indústria brasileira de software desenvolveu-se apoiada no atendimento de um vigoroso e complexo sistema produtivo, ao qual se conserva ainda organicamente vinculada. Observar a evolução da IBS torna-se, portanto, instigante, pois foram crescentes as expectativas com relação a essa indústria, ao longo das últimas duas décadas (GOMEL, 2006). Identificar, nessa estrutura, o papel do Estado como agente transformador do setor é objetivo deste trabalho. O artigo está estruturado da seguinte forma: na seção 2 apresenta-se o referencial teórico, a seção 3 descreve a metodologia de pesquisa e o processo de coleta de dados. Na seção 4, encontram-se as análises dos resultados e, por fim, a seção 5 apresenta as conclusões do estudo. REFERENCIAL TEÓRICO Este referencial teórico aborda três temas: i) conceitos sobre a teoria da agência, utilizada como pano de fundo para a discussão sobre o papel do Estado na qualificação das organizações; ii) a TCT é, em seguida, discutida, a fim de propiciar a compreensão sobre a necessidade de se investir em certificações em software e iii) a qualidade de software, que encerra esta seção. R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa) 125

6 EFEITO GOVERNO E CERTIFICAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE SOFTWARE A TEORIA DA AGÊNCIA Ao se analisar a história da indústria brasileira de software, observa-se o papel preponderante do governo no fortalecimento do setor. O Estado continua a exercer esse papel, ao fomentar a certificação em qualidade de software. O papel de agência é uma das formas de se observar a relação entre o governo brasileiro e as empresas produtoras de software. Segundo Eisenhardt (1989), durante a década de 1960 e início de 1970, os economistas exploraram o compartilhamento de risco entre indivíduos ou grupos (por exemplo, WILSON, apud EISENHARDT, 1989; ARROW, 1971). Esse risco surge quando partes cooperantes têm diferentes atitudes em relação ao risco. O chamado problema de agência ocorre quando partes cooperantes têm objetivos diferentes e divisão do trabalho (ROSS, 1973; JEN- SEN; MECKLING, 1976). Especificamente, a teoria da agência é dirigida à relação de agência onipresente, em que uma parte (o principal) delega uma atividade para um outro (o agente), que realiza esse trabalho. A teoria da agência tenta descrever essa relação usando a metáfora de um contrato (JENSEN; MECKLING, 1976). Para Jensen e Meckling (1976), os problemas de agência têm origem na separação da propriedade e da gestão das organizações. O proprietário (principal), objetivando maximizar seus lucros, delega ao gestor (agente) o poder de comandar o empreendimento, estabelecendo metas de resultados esperados e limites de riscos admissíveis, responsabilidades e alçada. Para regular essa relação, a teoria de agência estabelece mecanismos eficientes (sistemas de monitoramento e incentivos) para garantir que o comportamento dos executivos esteja alinhado com o interesse dos acionistas. Em artigo publicado em 1976, Jensen e Meckling definem a relação de agência como um contrato entre duas partes, realizado para desempenhar algum serviço, em que ambas as partes buscam a maximização da utilidade. O que parece ter sido captado por Machado-da-Silva, Fonseca e Crubelatte (2005) é o fato de a agência não consistir somente na intenção que os indivíduos possuem de realizar as coisas, mas na sua habilidade de fazer tais coisas em primeiro lugar, o que implica poder. Para afirmar tal conceito, os autores citam Giddens (1984), que define agência como a capacidade de interferir em eventos, não necessariamente de modo intencional. Tendo em vista essa definição, a intencionalidade do agente não é negada, nem encarada como a característica principal da capacidade de agência. Mesmo que toda ação envolva uma intenção inicial, o seu resultado jamais pode ser explicado completamente por essa intenção, mas apenas quando se reconhece a interferência de consequências não intencionais. Acrescenta-se a isso a concepção de racionalidade limitada (MACHADO-DA- SILVA; FONSECA; CRUBELATTE, 2005). Ao se analisar a história da IBS no contexto deste estudo, pode-se identificar o papel exercido por diversos agentes, conforme destacado por Petit (2004). O País conta com expressivas redes de apoio às empresas de software e serviços correlatos. O Sistema Softex, gerenciado pela Sociedade para Promoção da Excelência do Software Brasileiro, é formado por uma rede de 32 agentes regionais, cuja função principal é apoiar, em caráter exclusivo, as empresas de software e serviços correlatos. A Associação Nacional de Entidades Pro- 126 R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa)

7 MÁRCIA RAMOS MAY, GUSTAVO ABIB, PEDRO JOSÉ STEINER NETO, JOSÉ EDUARDO PÉCORA JUNIOR, SERGIO BULGACOV motoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC), embora não integralmente dedicada ao setor de software e serviços correlatos, articula um conjunto importante de incubadoras voltadas a apoiar o setor. Entre as redes de apoio empresarial brasileiras, destaca-se o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SE- BRAE). Embora o Sistema Sebrae também não seja dedicado exclusivamente ao setor de software e serviços, presta relevantes e destacados serviços às empresas dessa indústria. Complementam o cenário, atuando no apoio às atividades das empresas de software e serviços correlatos, institutos independentes, aceleradoras empresariais e fundos de capital de risco, que, muitas vezes, articulam-se em rede, porém sem o caráter formal das redes mencionadas. O apoio oferecido por esses agentes às empresas, bem como o alinhamento entre os agentes em si, no sentido de se dirimir as arestas competitivas da IBS, pode ser discutido sob diferentes aspectos, e merece ser objeto de múltiplos estudos. Neste artigo, optou-se pela lente da teoria dos custos de transação, ao se procurar explicar a busca por melhorias na qualidade de software. TEORIA DOS CUSTOS DE TRANSAÇÃO A unidade básica de análise da TCT, a transação, ocorre quando um bem ou serviço é transferido através de uma interface tecnológica (WILLIAMSON, 1991). Concebida em bases econômicas, a TCT tornouse arena para a análise de diversas questões sobre estudos organizacionais e estratégia. A teoria dos custos de transação vem estabelecer uma posição sobre o impacto do contexto organizacional no desempenho das empresas e adota uma abordagem contratual para desenvolver o estudo das mesmas (WILLIAMSON, 1989). Algumas transações são simples e fáceis de mediar, enquanto outras são mais difíceis e exigem uma maior atenção. Os custos de transação compreendem tanto os custos ex-ante (como pesquisa de informação e negociação) quanto os custos ex-post (como avaliação e monitoramento). Para a TCT, os custos de transação são tão significativos quanto os custos de produção (MARANHO; ABIB; FONSECA, 2013). A TCT tem sua origem em diversos trabalhos desenvolvidos entre as décadas de 1930 e 1960 (WILLIAMSON, 1981, 1989). De acordo com Williamson (1989), as bases econômicas para o desenvolvimento da teoria são delineadas por Commons (1934/2009) e Coase (1937). O primeiro deles coloca que a transação deveria tornar-se a unidade básica de análise, que uma visão contratual deveria ser adotada e que instituições deveriam existir para harmonizar as relações entre partes com interesses contrários. O segundo também adota uma perspectiva microanalítica, e reforça a ideia de que o estudo de empresas e mercados deve enfatizar as economias de custos transacionais. E Williamson (1995) complementa, ao considerar a importância do ambiente institucional por meio de suas regras legais, sociais e políticas que estabelecem as bases para a produção, trocas e distribuição, bem como os custos dos negócios, por meio da produção, monitoramento e controle das trocas entre organizações, indivíduos e agentes econômicos, que tudo isso implica na explicação da reconfiguração da organização econômica. A TCT projeta sua análise sobre três variáveis, denominadas categorias analíticas. R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa) 127

8 EFEITO GOVERNO E CERTIFICAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE SOFTWARE Essas variáveis procuram explicar a ocorrência dos custos associados à administração do sistema econômico. Racionalidade limitada, frequência da transação e especificidade de ativos são consideradas as categorias analíticas (RODRIGUES; AGUIAR; MACOHIN, 2004). Neste estudo, examina-se a relação entre a TCT e as empresas brasileiras fabricantes de software, sobretudo no que se refere à especificidade de ativos uma das categorias de análise da TCT. Como as condições de competitividade do setor passaram a ocorrer em esfera global, o mercado consumidor passou a exigir das empresas de software a observância de parâmetros internacionais da qualidade. Essas empresas, por sua vez, tiveram que se posicionar e passar a utilizar ferramentas de aferição da qualidade pertinentes à sua realidade. O estudo realizado por Wilson e Hall (1998) mostra que os envolvidos na fabricação de software (desenvolvedores, gerentes e profissionais da qualidade de software) partilham de um compromisso por melhor qualidade, apesar de haver diferentes percepções sobre o seu significado. No caso da IBS, nota-se claramente o papel de três agentes: em primeiro lugar, encontram-se as empresas que procuram aumentar suas atividades comerciais, a fim de atender uma demanda global; em segundo lugar, estão os clientes organizações nacionais e estrangeiras que buscam fornecedores confiáveis; e, em terceiro, está a rede de apoio formada pelo governo e associações, que suportam as empresas através de redes de apoio. Portanto, a discussão sobre qualidade de software à luz da TCT mostra-se pertinente, pois observa-se que as certificações da qualidade tornaram-se necessárias à manutenção da competitividade dos produtores de software. Na visão de Santos e Pinto (2013), a demanda cada vez maior por sistemas computacionais impacta diretamente em aspectos como tamanho e complexidade, o que move as empresas em busca de garantias de que esses sistemas apresentarão o menor número possível de falhas, com vistas a reduzir os custos de manutenção. Parasuraman e Colby (2001) corroboram essa ideia, ao ressaltar que uma tecnologia mal concebida pode resultar em produtos e serviços mais difíceis de usar, onerando a infraestrutura de suporte ao cliente, aumentando a rejeição e a devolução de produtos ou cancelamento de serviços, o que reflete de forma negativa nos lucros da empresa fornecedora. Uma das mudanças mais significativas que ocorreram em termos de negócios mundiais de software foi com relação ao modelo de negócios antes embasado na exportação de produtos de software, e que há algum tempo deslocou seu foco para a área de serviços. Saur (2004) explica as consequências desta mudança: quando se exportam serviços e software sob encomenda, em um contrato de offshore, diminui-se enormemente a dependência de marcas, pois o comprador não é o usuário final e só precisa certificar-se do funcionamento do serviço contratado. Troca-se o branding recognition por capacity proving. Desde que se demonstre experiência e capacidade de entrega de software que funcione, segundo as especificações e em um nível competitivo de preço e desempenho, negócios são fechados com base na garantia da entrega, e não na experiência da marca. Aqui pesam mais três aspectos: preço, experiência demonstrada (que garanta a qualidade na execução) e confiabilidade estratégico- 128 R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa)

9 MÁRCIA RAMOS MAY, GUSTAVO ABIB, PEDRO JOSÉ STEINER NETO, JOSÉ EDUARDO PÉCORA JUNIOR, SERGIO BULGACOV financeira (para garantir continuidade e manutenção), não necessariamente nessa ordem. Esses argumentos parecem ratificar, portanto, a busca pela certificação de software como uma forma de se diminuir os custos de transação. A compreensão sobre como a certificação de software pode se apresentar como um elemento qualificador relevante no mercado é o que se apresenta no próximo item. QUALIDADE DE SOFTWARE Em texto recente, Santos e Pinto (2013) afirmam que, no contexto do processo de desenvolvimento de software, a avaliação da qualidade e a certificação do produto se apresentam como importantes ferramentas para se identificar a situação de tal software e viabilizar a tomada de decisões sobre ele. Ao se ampliar o contexto de análise para a indústria de software como um todo, percebe-se, ainda, que existe uma forte demanda, no mundo inteiro, por padrões e melhores práticas de relacionamento, gestão e operação dos serviços de TI que são objeto de terceirização. Entretanto, são diversas as decisões que determinam os movimentos em prol da qualidade. Quando se trata de qualidade de software, devem-se observar algumas necessidades específicas relacionadas entre si, como: (a) conformidade com as especificações, (b) nível em que determinado software apresenta uma combinação específica de atributos, (c) grau em que um cliente ou usuário percebe que o software alcança suas expectativas (satisfação do consumidor), (d) características do software que determinam o grau no qual o software em uso irá encontrar as expectativas do consumidor (TOMAR; THAKARE, 2011). Há que se considerar, antes de tudo, o consenso entre os atores interessados nos atributos finais dos produtos. Como observaram Parasuraman e Colby (2001): no momento do levantamento das necessidades do usuário final do produto de software, necessita-se também que haja interação entre os canais de produção de tecnologia e os consumidores. O conceito de qualidade extrapola o alcance da satisfação das necessidades do usuário, e está relacionado ao produto livre de deficiências, que se encaixa nas necessidades dos usuários, e que ainda provê satisfação com o produto. Portanto, os modelos da qualidade de software devem ser incentivados a fim de aumentar, construir e garantir a qualidade dos produtos de software, bem como dos processos de produção deste. Esse movimento de qualidade auxilia na identificação dos módulos de programas que tendem a ser defeituosos, contribuem na correta alocação de recursos e, consequentemente, são muito úteis na diminuição de custos. O impacto das métricas de controle da qualidade de software foi tema de pesquisa conduzida por Rawat, Mittal e Dubey (2012). Em seu estudo, os autores examinam o papel das métricas da qualidade de software no que concerne ao alcance efetivo da qualidade e da confiança em software. O papel da qualidade de software nas empresas A metodologia de qualidade certamente irá variar dentre as empresas de software, mas o objetivo de todas será sempre a busca por um processo mais efetivo na geração de um produto de alta qualidade. O foco estará voltado a um programa que provenha ganhos reais à organização, bem R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa) 129

10 EFEITO GOVERNO E CERTIFICAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE SOFTWARE como ferramentas e recursos que estejam prontamente disponíveis a um custo baixo ou, preferencialmente, a custo zero (HAD- DAD; ROSS; MEREDITH, 2012). Em seu trabalho, destacam os desafios e benefícios do uso das métricas de software nas pequenas empresas, e sugerem uma ferramenta adequada a essa realidade. Apesar de a importância das métricas ser reconhecida, eles atestam que a utilização efetiva das mesmas alcança somente níveis mínimos. As pequenas empresas de software enfrentam uma série de percalços, como coletar dados e utilizar métricas de software. O investimento inicial é o maior desafio, sem dúvida, bem como o investimento em qualificação de pessoas. Gerentes e desenvolvedores, porém, compreendem os objetivos da melhoria nos processos de software e têm consciência de que o alcance de um padrão da qualidade leva à diminuição de custos e ao alcance a longo prazo de objetivos almejados. Em suas recomendações, Haddad, Ross e Meredith sugerem que a pequena empresa preencha três requisitos na escolha das métricas: (1) as métricas devem implicar em baixo custo; (2) os indicadores devem ser de fácil levantamento e (3) os indicadores devem ser de fácil análise. O sucesso de um programa, no longo prazo, implicará em comprometimento das equipes técnica e gerencial na busca do seguimento e controle acurado do processo. De acordo com Santos et al. (2009), produtos de software são muitas vezes mal coordenados e falham em entregar produtos de qualidade. Na tentativa de contornar esses problemas, tenta-se explicitar o processo de desenvolvimento de software. De acordo com Chrissis, Konrad e Shrum (2011), modelos de capacidade e maturidade têm foco na melhoria do processo numa organização, e descrevem um caminho evolucionário de melhoria partindo de processos ad hoc e imaturos, até chegar a processos disciplinados e maduros, com a melhora da qualidade e eficiência. Santos et al. (2009) definem o MPS.BR como um programa para Melhoria do Processo de Software Brasileiro. Coordenado pela Associação para Promoção e Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX), tem como objetivo definir um modelo de melhoria e avaliação do processo de software, preferencialmente para as micro, pequenas e médias empresas, de forma a atender as suas necessidades de negócios e a ser reconhecido nacional e internacionalmente como um modelo aplicável à indústria de software. É um modelo considerado aderente ao CMMI (Capability Maturity Model Integration) e a normas internacionais, como ISO/IEC e ISO/IEC Mediante vários estudos já realizados (MONTONI et al., 2006; BRIETZKE et al., 2007; ALBERTUNI; PORTO, 2008; SAN- TOS, 2011; KALINOWSKI et al., 2011) ao longo dos anos, o perfil do software produzido no país sofreu mudanças, bem como o mercado e a estrutura das empresas que atuam nessa indústria. METODOLOGIA Com base no referencial teórico adotado e no objetivo de pesquisa que se propõe a analisar o papel do Estado brasileiro como agente influenciador das estratégias de qualidade das empresas produtoras de softwares, adotou-se, como método de pesquisa, o levantamento de campo ou survey, que se caracteriza pela análise quantitativa de uma população (SELLTIZ; WRIGHTS- 130 R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa)

11 MÁRCIA RAMOS MAY, GUSTAVO ABIB, PEDRO JOSÉ STEINER NETO, JOSÉ EDUARDO PÉCORA JUNIOR, SERGIO BULGACOV MAN; COOK, 1987). De acordo com Pinssoneault e Kraemer (1993), esse método é indicado para pesquisas em Sistemas de Informações quando se deseja analisar relações, fazer descrições e quando não se tem interesse ou não é possível controlar as variáveis dependentes e independentes. Quanto ao seu propósito, a pesquisa é descritiva. Em relação à definição temporal, a pesquisa possui caráter longitudinal, sendo que as coletas ocorreram em 1995, 1997, 1999, 2001, 2005 e Busca-se, por meio da pesquisa longitudinal, estudar a evolução ou as mudanças de relações ou variáveis (RICHARDSON, 1999). A população alvo, a indústria de software brasileira, foi avaliada ao longo de 15 anos. Seus dados foram fornecidos pela Secretaria de Política de Informática (SEPIN), do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), que compilou os dados periodicamente, em parceria com o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade em Software (PBQP), com o apoio de agências de promoção de software do Brasil (como Softex, Abes, entre outras). COLETA E ANÁLISE DOS DADOS Nas edições de 1995 a 2001, a pesquisa foi realizada por meio da aplicação de questionário impresso, enviado diretamente para as empresas. Nas edições de 2005 e 2009, utilizou-se a modalidade online. Ao longo do tempo, algumas perguntas sofreram mudanças e outras questões foram adicionadas. Digno de nota é que também ocorreram atualizações nas alternativas das questões. Os dados referentes a cada edição foram recebidos em arquivos digitais, no formato de banco de dados Access; após uma codificação por pares, foram transformados em arquivos no formato para uso em SPSS. Durante o processo de codificação, verificou-se que a edição de 2005 não apresentou integridade suficiente em seus dados, motivo pelo qual essa edição não foi analisada neste estudo. Para que se pudessem estabelecer parâmetros de comparação entre os anos, optou-se por utilizar somente as questões que foram usadas por, no mínimo, quatro edições. Este trabalho foi realizado por uma dupla de pesquisadores e, posteriormente, revisado por outra dupla. Todas as análises foram feitas utilizandose o software SPSS 14.0, e, os resultados, analisados em duas etapas. A primeira etapa foi descritiva e envolveu somente o grupo de pesquisadores do projeto. Na segunda etapa, explicativa, foram agregados mais dois integrantes do MCTI, coordenadores de todas as edições da pesquisa. A validação de face (LITWIN, 1995) foi obtida desde o primeiro questionário, pois o mesmo foi construído e validado por um conjunto de especialistas em qualidade da área de Tecnologia da Informação (TI). A edição de 1993 serviu como um pré-teste para as edições posteriores. A validade dos construtos propostos foi realizada através da análise de Alpha de Cronbach o qual resultou em um valor de 0,87 para as questões, ou seja, acima do valor mínimo aceito para pesquisas sociais (MALHOTRA, 2006). De acordo com a classificação de Richardson (1999), a amostra é considerada probabilística, pois foram convocadas todas as empresas da IBS, por meio das agências de fomentos, por anúncios em periódicos especializados e, também, por meio de convite por carta/correio eletrônico, com dados do próprio MCTI. Devido a essas características, pode-se considerar os resultados generalizáveis para toda a IBS. R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa) 131

12 EFEITO GOVERNO E CERTIFICAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE SOFTWARE ANÁLISE DOS DADOS O número de empresas participantes em cada uma das edições da pesquisa apresentou pequena variação. A exceção foi observada na versão aplicada em 2009, quando houve uma redução mais significativa na quantidade de respondentes. A Figura 1 apresenta a quantidade de organizações respondentes em cada edição da pesquisa. O total de questionários respondidos cinco 5 anos analisados foi Devido à participação de empresas em mais de um ano, o número total de empresas respondentes foi de A distribuição por regiões foi de: Sudeste, 46,1%; Sul, 30,3%; Nordeste, 14,8%; Centro Oeste, 6,7% e Norte, com 2,1%. As atividades elencadas nos questionários das pesquisas, ao longo do tempo, aumentaram ao longo das edições, com duas claras divisões. Em 1999, foi incluída a categoria de software para internet, e, em 2009, as categorias localização de software e customização de software. Uma análise transversal aponta um acréscimo no desenvolvimento de software para uso próprio, bem como o aumento das atividades relacionadas ao desenvolvimento de software embarcado. No sentido oposto, houve um decréscimo no desenvolvimento de pacotes de software e nas atividades de distribuidora ou editora de software. Digno de nota é o aumento substancial do número de empresas que iniciou suas atividades de desenvolvimento de software para a internet, entre os anos de 1999 e Isso aponta para uma mudança de posicionamento nas atividades das empresas pesquisadas e reflete a reformulação dos modelos de negócios ao longo dos anos. O Quadro 2 apresenta o número total de pessoas alocadas nas empresas ao longo dos anos. O percentual de empresas com até cinco pessoas saltou de 15,1%, em 1995, para 36,5%, em Esses dados caracterizam uma descentralização de provedores de serviços de software, o que também pode ser explicado pelo aumento do leque tecnológico e pela terceirização de serviços. FIGURA 1 Respondentes por Edição Fonte: Dados da pesquisa 132 R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa)

13 MÁRCIA RAMOS MAY, GUSTAVO ABIB, PEDRO JOSÉ STEINER NETO, JOSÉ EDUARDO PÉCORA JUNIOR, SERGIO BULGACOV QUADRO 1 Distribuição das Atividades das Empresas Fonte: Dados da pesquisa. *Categorias não existentes nos questionários anteriores a 2009; ** Categoria não apresentada nos questionários de 1995, 1997 e QUADRO 2 Estrutura das Empresas em Relação ao Total de Pessoas A certificação da qualidade para a área de desenvolvimento de software não foi contemplada na pesquisa de 2001, mas esteve presente em todas as outras edições. Fonte: Dados da pesquisa. QUADRO 3 Situação de Certificação das Empresas Não Respondeu 51,78% 46,69% 41,26% n.d. 0,00% Há Sistema Certificado ou em Certificação 10,22% 18,51% 28,92% n.d. 48,53% Não há Sistema da Qualidade formalizado p/ desenv. 24,67% 34,80% 29,82% n.d. 51,47% Há Sistema, sem Certificação 13,33% Total de Respondestes da Pesquisa* 100,00% 100,00% 100,00% n.d. 100,00% R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa) 133

14 EFEITO GOVERNO E CERTIFICAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE SOFTWARE Ao analisar o Quadro 03, pode ser observado que, nas três primeiras edições da pesquisa, houve um número elevado - porém decrescente -, de empresas que deixaram em branco esta questão. Embora houvesse uma alternativa de resposta identificando claramente a não certificação, é razoável se supor que a ausência de resposta indica essa ausência de certificação. A análise das respostas positivas (existência de certificação) aponta para um volume crescente de certificação - pouco mais de 10%, em 1995, e próximo de 50%, em Essa variação demonstra, com clareza, o crescimento da importância dada pelas empresas à certificação da qualidade para a área de desenvolvimento de software. Especificamente para o ano de 2009, quando se evidencia a maior preocupação com a certificação, foi elaborado o mapeamento do tipo de certificação existente. Foram obtidos os resultados apresentados no Quadro 3: QUADRO 3 Processo de Certificação / Avaliação da Qualidade do Processo de Software Adotado da Empresa em 2009 Fonte: Dados da pesquisa. *Uma empresa pode ter mais de uma certificação Fica evidenciada, nesse quadro, a grande importância da certificação MPS-BR, que é utilizada por 31,46% das empresas respondentes, ou por quase metade das certificações vigentes ou em processo no ano de O que causa alguma preocupação é a grande quantidade de empresas que não tem nenhuma certificação de qualidade do processo de software, o que recomenda fortemente o estabelecimento de políticas públicas específicas para minorar essa lacuna. EVOLUÇÃO DA ATITUDE DAS EM- PRESAS DE SOFTWARE BRASILEI- RO EM RELAÇÃO À CERTIFICA- ÇÃO DE QUALIDADE Para avaliar, de forma integrada, a qualidade de software no Brasil, dentro do espaço de tempo deste projeto, , este estudo teve, como preocupação inicial, entender as motivações e os incentivos às empresas brasileiras do setor, ao se preocupar com a qualidade de seus produtos e processos, e com a certificação desta qualidade. 134 R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa)

15 MÁRCIA RAMOS MAY, GUSTAVO ABIB, PEDRO JOSÉ STEINER NETO, JOSÉ EDUARDO PÉCORA JUNIOR, SERGIO BULGACOV O processo utilizado foi a técnica de clusters, um procedimento estatístico que agrega casos semelhantes em grupos, de forma a fazer com que cada grupo seja composto por eventos que tenham atitude similar em determinados aspectos do estudo. Nesse caso, por evento entende-se a empresa. Cada empresa, em cada um dos anos avaliados, foi enquadrada num dos grupos identificados pelo software estatístico, embora possa ter havido migração de um grupo para o outro em anos diferentes. A análise, por meio de clusters, para as políticas de qualidade de processo de software, foi conduzida para os anos de 1995, 1997, 1999 e O ano de 2001 foi excluído da análise por inadequação dos dados. Ao se observar os resultados, foram identificados cinco clusters - ou perfis de empresas, quanto à certificação do processo de software, denominados: QUADRO 4 Identificação de cluster de empresas 1 Sem certificação Empresas que não têm certificação em vigor, mas acreditam que a certificação pode ser importante. 2 Sem preocupação Empresas que não têm certificação e não pretendem obtê-la a curto prazo. 3 Teórico Empresas que têm uma estrutura organizacional direcionada para certificação dos processos de software, mas ainda não implementaram o processo de certificação. 4 ISO 9001 ou Cliente Empresas certificadas ISO 9001 ou por cliente. 5 Comprometido Empresas comprometidas com o processo de certificação, seja em vigor ou a curto prazo. Fonte: elaborado pelos autores. O Quadro 5 mostra o percentual das empresas pertencente a cada cluster, em cada um dos anos. Na primeira linha, temse a evolução das empresas com o perfil sem certificação. Observa-se claramente uma diminuição na quantidade dessas empresas, entre os anos de 1995 e 1997, seguida de um pequeno aumento, em Em contrapartida, o cluster das empresas sem preocupação teve uma queda brusca entre os anos de 1999 e 2009, passando de 19,7% para apenas 5,6% das empresas entrevistadas nos respectivos anos. Essa queda mostra a conscientização das empresas quanto à necessidade de uma certificação para os seus processos de software, especialmente se analisarmos que a soma dos dois grupos passou de 40,8% para 32,9%, apontando uma redução significativa de empresas não certificadas. QUADRO 5 Distribuição das Empresas em cada tipo de Cluster Sem Certificação 41,1% 23,3% 21,1% 27,3% Sem Preocupação 15,3% 20,0% 19,7% 5,6% ISO 9001 ou Cliente 40,9% 11,7% Teórico Gerencial 23,7% 2,0% 44,7% 23,3% Executivo 23,4% Comprometido CMM / CMMI e MPSBR* 9,5% 0,7% 12,1% 24,2% Só MPSBR 10,4% Total 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% Fonte: Dados da pesquisa. *As avaliações foram CMM até 1999, CMMI a partir de 2001 e o MPS a partir de R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa) 135

16 EFEITO GOVERNO E CERTIFICAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE SOFTWARE Aquelas empresas que reconhecem a necessidade de uma certificação, que levantam os dados e incluem as métricas de qualidade nos seus planejamentos, embora ainda não tenham obtido a certificação, foram inseridas no cluster denominado teórico. Identifica-se uma oscilação das empresas com esse perfil. Essa oscilação pode ser explicada em razão de algum fator externo, como a introdução de um novo tipo de certificação, ou adequação das certificações vigentes no mercado específico de software. Um ponto importante a ser ressaltado é que, somente para o cluster teórico, do ano de 2009 foram identificados dois subclusters, o Teórico Gerencial e o Teórico Executivo, com porcentagens de 23,72% e 23,44%, respectivamente. Isso mostra em qual nível hierárquico está a preocupação com a qualidade dos processos de software. O Cluster ISO 9001 ou Cliente é composto por empresas que têm certificação ISO 9001 ou que estão certificados pelo cliente. Vê-se que estas eram a absoluta maioria, no ano de 1995, e apenas 11,7%, em A análise de cluster não identificou esse perfil nos anos de 1997 e 2009, o que sugere a diminuição da importância dessa certificação na indústria. Isso pode ser explicado pela obtenção de certificação específica, ou pela redução do porte das empresas - fator que, supõe-se, diminuiria o interesse em certificações da série ISO. O cluster de empresas comprometidas com o processo de certificação da qualidade, ou seja, que incluem as métricas da qualidade nos seus planejamentos e têm ou estão prevendo a certificação a curto prazo, cresceu quase 12% entre os anos de 1995 e 1997 e estabilizou-se no patamar de 19,9%, em Similarmente ao que aconteceu no cluster teórico, a análise de cluster identificou dois subclusters, no ano de Esses grupos foram denominados comprometido MPS ou CMMI, com 9,5%, e comprometido exclusivamente MPS, com 10,4%. Isso demonstra a migração das empresas de uma certificação de qualidade generalista (como ISO 9001), para uma certificação de qualidade mais focada em processos de software - como o MPS.BR ou CMMI. Ou seja, uma certificação genérica foi substituída por uma específica, e, especialmente no caso do MPS.BR, desenvolvida para os padrões brasileiros, sendo inclusive a mais utilizada de todas. Como dito anteriormente, dentre os anos de 1995 e 1997 constata-se uma queda de quase 20% nas empresas consideradas sem certificação. Ao se analisar em detalhes os clusters do ano de 1997, podemos observar que essas empresas migraram, principalmente, para o cluster teórico. Isso significa que, entre esses anos, houve um aumento da preocupação com os processos de qualidade, mas uma menor efetivação do mesmo. Essa efetivação é observada no cluster comprometido. De maneira global, essa análise de clusters mostra, ao longo dos anos, a diminuição das empresas que não possuem preocupação com a certificação, além de uma mudança no perfil da certificação procurada pelas empresas entrevistadas notase a clara migração de uma certificação generalista para uma certificação focada em software. Neste ponto, analisa-se o importante papel do Estado por meio do movimento para a melhoria da qualidade (Programa MPS. BR). O Programa MPS.BR é voltado para a realidade do mercado de pequenas e médias empresas de desenvolvimento de software 136 R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa)

17 MÁRCIA RAMOS MAY, GUSTAVO ABIB, PEDRO JOSÉ STEINER NETO, JOSÉ EDUARDO PÉCORA JUNIOR, SERGIO BULGACOV no Brasil. Criado em dezembro de 2003, sob a coordenação da SOFTEX, o programa alinha-se com o mercado brasileiro, e possui como uma de suas principais vantagens o custo reduzido de certificação em relação aos organismos estrangeiros. A meta estabelecida para o Programa era a certificação de 300 empresas até 2010 (TRAVASSOS; KALINOWSKI, 2009). De acordo com a página oficial da SOFTEX (2012), há 513 empresas certificadas até 2015 (as certificações são válidas por três anos). CONSIDERAÇÕES FINAIS A análise da evolução da certificação por parte das empresas brasileiras de software, entre os anos de 1995 e 2009, aponta que houve uma redução dos sistemas de qualidade para desenvolvimento de software comercializados sem a devida certificação. Com isso, infere-se ser o aumento na certificação dos sistemas de qualidade a principal contribuição resultante do estabelecimento de políticas públicas de apoio a esse setor, especialmente o PBQP Software. É de se destacar que a elaboração, com importante contribuição do governo, de um modelo específico para o Brasil (MPS. BR), teve papel primordial nesse aumento de certificação, e seu baixo custo de implantação é uma das principais razões do seu sucesso. Os dados sugerem crescente certificação por MPS.BR e CMMI. A redução do interesse em obter ou manter a certificação pela série ISO 9000 demonstra que houve mudança acentuada no perfil das empresas do setor, com a valorização da obtenção de certificação para os programas baseados em modelos exclusivos de melhoria dos processos de software como o MPS. BR e o CMMI, com clara preferência pela primeira. Dados levantados pela COPPE/ UFRJ (TRAVASSOS; KALINOWSKI, 2009), demonstram, de forma geral, um quadro de satisfação com a escolha realizada. Para as empresas que vêm utilizando o MPS.BR, a adoção do modelo parece ter contribuído para um aumento na quantidade de clientes, incremento no faturamento e no número de funcionários. Alguns segmentos de empresas também relataram que foi possível observar tendência a melhoria de custo, qualidade, prazo e produtividade. Nesse ponto, é importante inserir uma reflexão à parte no que se refere ao objeto de estudo deste artigo - a Teoria de Custos de Transação. As mudanças ora observadas em números significativos, sob a lente da TCT, demonstram uma reconfiguração de mercado, com uma especialização das empresas do setor e aumento de competitividade nacional e internacional proveniente do incremento da qualidade. A inserção das empresas brasileiras no mercado mundial de software demanda uma habilidade que nunca fora tão demandada a capacidade de realizar negócios. Nesse sentido, e com base na necessidade de especificidade de ativos, analisa-se a empresa como detentora de um ativo denominado certificação em qualidade de software. Sem essa chancela, a empresa não se habilita a concorrer em escala global. Com base nos números apontados, pode-se afirmar que as empresas estão fazendo a lição de casa. Por sua vez, o Governo e sua rede de apoio, pelos dados demonstrados, conseguiu ultrapassar suas metas de certificação de empresas, em um curto período de tempo. É importante lembrar que esta é apenas uma parte do que é necessário, e do que pode ser realizado em termos de apoio às condições competitivas do mer- R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa) 137

18 EFEITO GOVERNO E CERTIFICAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE SOFTWARE cado. Embora não tenham sido incluídos como objeto deste estudo, podem-se citar outros fatores que devem ser analisados em profundidade, como avanços tecnológicos traduzidos em termos de escalabilidade, atualização em plataformas de ponta, apoio ao alcance de linhas de fomento, adequação tributária - enfim, subsídio de naturezas diversas - como fazem as grandes nações que brigam nesse mercado. No entanto, fica também claro que o esforço não pode ser descontinuado, pois o setor tem uma característica de elevado dinamismo. Isso se revela nas mudanças sobre os tipos de software desenvolvidos, na relação das empresas participantes do setor, na contínua entrada no mercado de empresas incubadas, pelo dinamismo do software básicos de sistemas operacionais, pelas mudanças tecnológicas com a expansão de tipos de devices disponibilizados o que torna imprescindível a manutenção e ampliação de programas de melhoria da qualidade de software estabelecidos a partir de políticas públicas sintonizadas com o setor. Ainda é importante ressaltar a preferência pela adoção de modelos específicos para o setor de software, com destaque para o modelo MPS.BR. Esse fato demonstra o sucesso de uma política pública elaborada de forma consistente, integrada com as demandas de um setor exigente - embora os resultados, nesse particular, devam ser avaliados a partir do retardo existente entre o lançamento de uma política, sua adoção e a coleta de dados sobre essa adoção. Na realidade, os resultados podem ser ainda melhores do que os demonstrados neste estudo, pois há a expectativa de que, ao haver a maturação deste setor, existe também um time lag entre a conscientização e a efetiva adoção de medidas que visam à melhoria dos processos no setor de software. No que tange a limitações desta pesquisa, a primeira se refere à ausência das edições nos períodos entre 2002 e 2008, resultando em um período de sete anos de análise entre as edições da pesquisa. Esse período é elevado, especialmente por se tratar do mercado de software, que possui uma dinamicidade ímpar. Para minimizar esta limitação, a análise dos resultados foi acompanhada por profissionais de mercado, que auxiliaram na padronização dos procedimentos de qualidade que evoluíram ao longo desse período. Como agenda de pesquisa, sugere-se um estudo aprofundado, de natureza qualitativa, objetivando identificar as principais barreiras encontradas pelas micro e pequenas empresas na adoção e implementação de programas de qualidade de software. Recomenda-se, outrossim, a identificação de aspectos culturais que possam interferir nas características estratégicas e de gestão da Indústria Brasileira de Software. Sugeremse, ainda, estudos comparativos entre empresas que estão em diferentes graus de maturidade no processo de qualidade, e seu relacionamento com desempenho. Recomenda-se, finalmente, a retomada da coleta de dados de forma bienal, a fim de garantir um monitoramento mais adequado da caracterização do mercado brasileiro de software, e de sua preocupação com aspectos de qualidade, especialmente a certificação. Esse é um subsídio fundamental para se obter o melhor desempenho possível do Estado, no auxílio a esse setor. 138 R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa)

19 MÁRCIA RAMOS MAY, GUSTAVO ABIB, PEDRO JOSÉ STEINER NETO, JOSÉ EDUARDO PÉCORA JUNIOR, SERGIO BULGACOV REFERÊNCIAS ALBERTUNI, Isabel; PORTO, Josiane B. Avaliação e melhoria do processo organizacional alinhada ao MPS.BR e PGQP. Engenharia de Software Magazine, p , 15 jul Disponível em: <http://vqv.com.br/es/esm04_ AvaliacaoEMelhoriaDoProcesso- Organizacional.pdf>. Acesso em: 08 fev BRASIL. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Secretaria de Tecnologia Industrial. O futuro da indústria de software: a perspectiva do Brasil. Coletânea de artigos. Brasília: MDIC/ STI e IEL/NC p., il. (Série Política industrial, 4). BRIETZKE, Josiane et al. A conquista do MPS.BR nível F na Qualità Informática: um caso de sucesso. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE QUALIDADE DE SOFTWARE, 6., 2007, Porto das Galinhas, Recife. Anais... Porto das Galinhas, Recife, PE: UFRPE/SBC, v.1. p BUDERI, Robert. Can software be saved? Technology Review, [S. l., v. 106, n. 9, p. 4, nov CHRISSIS, Mary B.; KONRAD, Mike; SHRUM, Sandy. CMMI for development: guidelines for process integration and product improvement. SEI Series in Software Engineering. 3. ed. Boston, MA: Addison-Wesley, COASE, Ronald H. The nature of the firm. Economica, [S. l.], v. 4, n. 16, p , Nov COMMONS, John R. Institutional economics: its place in political economy. New Brunswick: Transaction Publishers, v. 2. EISENHARDT, Kathleen M. Agency theory: an assessment and review. Academy of Management Review, [S. l.], v. 14, n. 1, p , Jan GIDDENS, Anthony. The constitution of society. Berkeley: University of California Press, GOMEL, Márcia M. O papel da capacitação tecnológica no desempenho exportador da indústria brasileira de software. Tese (doutorado) Programa de Pós-Graduação em Administração, Departamento de Administração, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, São Paulo, HADDAD, Hisham M.; ROSS, Nancy C.; MEREDITH, Donald. E. A framework for instituting software metrics in small software organizations. International Journal of Software Engineering, [S. l.], v. 5, n. 1, p , JENSEN, Michael. C.; MECKLING, William. H. Theory of firm: managerial behavior, agency costs and ownership structure. Journal of Financial Economics, [S. l.], v. 3, n. 4, p , Oct KALINOWSKI, Marcos et al. From software engineering research to Brazilian software quality improvement. In: SIMPÓSIO BRA- SILEIRO EM ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO, 25., 2011, São Paulo. Anais... São Paulo: SBEC, p LITWIN, Mark S. How to measure survey reliability and validity. Thousand Oaks: Sage, MACHADO-DA-SILVA, Clóvis L.; FONSECA, Valéria S. da; CRUBE- LATTE, João M. Estrutura, agência e interpretação: elementos para uma abordagem recursiva do processo de institucionalização. Revista de Administração Contemporânea, [S. l.], v. 9, p. 9-39, Edição Especial. MALHOTRA, Naresh K. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, MARANHO, Flávia S.; ABIB, Gustavo; FONSECA, Marcos W. As pesquisas em estratégia no Brasil sob a perspectiva da teoria dos custos de transação. In: ENCONTRO DE ESTUSO EM ESTRATÉGIA, 6., 2013, Bento Gonçalves. Anais... Bento Gonçalves: ENEO, MONTONI, Mariano et al. Taba workstation: supporting software process deployment based on CMMI and MR-MPS. BR. Product-focused software process improvement, [S. l.], v. 4034, p , PARASURAMAN, A.; COLBY, Charles L. Techno-ready marketing: how and why your customers adopt technology. New York: Free Press, PETIT, Djalma. As redes de apoio ao setor de software e serviços correlatos e o seu papel na nova política industrial. In: BRASIL. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Secretaria de Tecnologia Industrial. O futuro da indústria de software: a perspectiva do Brasil. Coletânea de artigos. Brasília: MDIC/STI e IEL/NC p., il. (Série Política Industrial, 4). p PINSSONEAULT, Alain; KRAEMER, Kenneth L. Survey research in management information systems: an assessment. Journal of Management Information Systems, [S. l.], v. 10, n. 2, p , RAWAT, Mrinal S.; MITTAL, Arpita; DUBEY, Sanjay K. Survey on impact of software metrics on software quality. International Journal of Advanced Computer Science and Applications, [S. l.], v. 3, n. 4, p , Jan R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa) 139

20 EFEITO GOVERNO E CERTIFICAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE SOFTWARE RICHARDSON, Roberto J. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, RODRIGUES, Carlos M. T.; AGUIAR, Edson C.; MACOHIN, Gilmar A. Relações cliente - fornecedor na indústria automobilística paranaense: o caso Chrysler e Dana. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 24., 2004, Florianópolis. Anais... Florianópolis: ENEGEP, p. 1-9 ROSS, Stephen A. The economic theory of agency: the principal s problem. The American Economic Review, [S. l.], v. 63, n. 2, p , SANTOS, Gleison. Influência e impacto do programa MPS.BR na pesquisa relacionada a qualidade de software no Brasil. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE QUALIDADE DE SOFTWARE, 10., 2011, Curitiba. Anais... Curitiba: SBQS, p SANTOS, Gleison et al. Lições aprendidas em uma iniciativa de melhoria de processos de software sob diferentes perspectivas: membros da organização, implementadores e avaliadores. In: SIMPÓSIO BRA- SILEIRO DE QUALIDADE DE SOFTWARE, 8., 2009, Ouro Preto. Anais... Ouro Preto: SBQS, p SANTOS, Lizandra B. dos; PINTO, Sergio C. C. S. da. Um modelo baseado em ontologia e orientado a riscos para certificação de qualidade de produtos de software. Revista Eletrônica de Sistemas de Informação, v. 12, n. 1, jan./ maio Disponível em: <http:// revistas.facecla.com.br/index.php/ reinfo/article/view/1347>. Acesso em: 18 jan SAUR, Ricardo A.C. Perspectivas e projeções da indústria global de software e serviços. In: BRASIL. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Secretaria de Tecnologia Industrial. O futuro da indústria de software: a perspectiva do Brasil. Coletânea de artigos. Brasília: MDIC/STI e IEL/NC p., il. (Série Política Industrial, 4). p SELLTIZ, Claire; WRIGHTSMAN, Lawrence S.; COOK, Stuart W.; KIDDER, Louise (Org.). Métodos de pesquisa nas relações sociais. 2. ed. São Paulo: E.P.U. v. 1, SOFTEX TECNOLOGIA DA IN- FORMAÇÃO BRASILEIRA. Sobre a SOFTEX Disponível em: br/a-softex/quem-somos/. Acesso em: 11 jan OFTEX TECNOLOGIA DA IN- FORMAÇÃO BRASILEIRA. Sociedade brasileira para promoção da exportação de software. Relatório Anual Disponível em: <http:// Acesso em: 12 out SOFTEX TECNOLOGIA DA IN- FORMAÇÃO BRASILEIRA. MPS. BR - Melhoria de processo do software brasileiro. Guia geral MPS de software Disponível em: <http://www.softex. br/wp-content/uploads/2013/07/ MPS.BR_Guia_Geral_Software_2012.pdf>. Acesso em: 11 jan TRAVASSOS, Guilherme H.; KALI- NOWSKI, Marcos. imps 2009: caracterização e variação de desempenho de organizações que adotaram o modelo MPS. Campinas: SOFTEX, TOMAR, Ashwin B.; THAKARE, Vilas M. A systematic study of software quality models. International Journal of Software Engineering & Applications, [S. l.], v. 2, n. 4, p , Oct VIANNA, Rogério. Introdução. In: BRASIL. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Secretaria de Tecnologia Industrial. O futuro da indústria de software: a perspectiva do Brasil. Coletânea de artigos. Brasília: MDIC/STI e IEL/ NC p., il. (Série Política Industrial, 4). p WILLIAMSON, Oliver E. The economics of organization: the transaction cost approach. American Journal of Sociology, [S. l.], v. 87, n. 3, p , Nov WILLIAMSON, Oliver E. Transaction cost economics. In: SCHMALEN- SEE, Richard; WILLIG, Robert D. (Ed.). Handbook of industrial organization. Amsterdam: North-Holland, v. 1. p WILLIAMSON, Oliver E. Strategizing, economizing, and economic organization. Strategic Management Journal, [S. l.], v. 12, n. S2, p , Winter WILLIAMSON, Oliver E. Transaction cost economics and organization theory. In: WILLIAMSON, Oliver E. (Org.). Organization theory: from Chester Barnard to the present and beyond. New York: Oxford University Press, cap. 9, p WILSON, David N.; HALL, Tracy. Perceptions of software quality: a pilot study. Software Quality Journal, [S. l.], v. 7, n. 1, p , R. Adm. FACES Journal Belo Horizonte v. 13 n. 2 p Abr./jun ISSN (online). ISSN (Impressa)

GESTÃO PÚBLICA E GOVERNANÇA

GESTÃO PÚBLICA E GOVERNANÇA GESTÃO PÚBLICA E GOVERNANÇA GESTÃO PÚBLICA E GOVERNANÇA EFEITO GOVERNO E CERTIFICAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE SOFTWARE GOVERNAMENT EFFECT AND CERTIFICATION IN BRAZILIAN SOFTWARE INDUSTRY Márcia Ramos

Leia mais

Introdução ao MPS.BR Guia Geral. Prof. Elias Batista Ferreira

Introdução ao MPS.BR Guia Geral. Prof. Elias Batista Ferreira Introdução ao MPS.BR Guia Geral Prof. Elias Batista Ferreira IMPORTANTE Este NÃO é um curso oficial do MPS.BR. Este curso NÃO é apoiado pela Softex. Objetivo deste Curso Descrever os processos e resultados

Leia mais

CLEVERSONTPP@GMAIL.COM

CLEVERSONTPP@GMAIL.COM UM BREVE DESCRITIVO DO MODELO MPS-BR (MELHORIA DE PROCESSO DE SOFTWARE BRASILEIRO) E SUAS PERSPECTIVAS PARA O FUTURO CLÉVERSON TRAJANO PRÉCOMA PORTES PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Leia mais

UMA PROSTA DE ADEQUAÇÃO DO MS VISUAL STUDIO TEAM SYSTEM (VSTS) PARA O MPS.BR NÍVEIS F e G

UMA PROSTA DE ADEQUAÇÃO DO MS VISUAL STUDIO TEAM SYSTEM (VSTS) PARA O MPS.BR NÍVEIS F e G 1082 X Salão de Iniciação Científica PUCRS UMA PROSTA DE ADEQUAÇÃO DO MS VISUAL STUDIO TEAM SYSTEM (VSTS) PARA O MPS.BR NÍVEIS F e G Agner Macedo Paiva, Bernardo Copstein (orientador) FACIN, PUCRS, Centro

Leia mais

Padrões de Qualidade de Software

Padrões de Qualidade de Software Universidade Federal do Vale do São Francisco Padrões de Qualidade de Software Engenharia de Software I Aula 4 Ricardo Argenton Ramos Agenda da Aula Introdução (Qualidade de Software) Padrões de Qualidade

Leia mais

ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI)

ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI) ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI) APARECIDA DE GOIÂNIA 2014 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Áreas de processo por

Leia mais

Sistema produtivo e inovativo de software e serviços de TI brasileiro: Dinâmica competitiva e Política pública

Sistema produtivo e inovativo de software e serviços de TI brasileiro: Dinâmica competitiva e Política pública Conferência Internacional LALICS 2013 Sistemas Nacionais de Inovação e Políticas de CTI para um Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável 11 e 12 de Novembro, 2013 - Rio de Janeiro, Brasil Sistema produtivo

Leia mais

Padrões de Qualidade de Software e Métricas de Software

Padrões de Qualidade de Software e Métricas de Software Universidade Federal do Vale do São Francisco Padrões de Qualidade de Software e Métricas de Software Engenharia de Software I Aula 3 e 4 Ricardo Argenton Ramos Agenda da Aula Introdução (Qualidade de

Leia mais

CobiT 4.01 OBJETIVOS DE CONTROLE PARA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIAS RELACIONADAS

CobiT 4.01 OBJETIVOS DE CONTROLE PARA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIAS RELACIONADAS CobiT 4.01 OBJETIVOS DE CONTROLE PARA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIAS RELACIONADAS METODOLOGIA DE AUDITORIA PARA AVALIAÇÃO DE CONTROLES E CUMPRIMENTO DE PROCESSOS DE TI NARDON, NASI AUDITORES E CONSULTORES CobiT

Leia mais

GESTÃO DE QUALIDADE EM SERVIÇOS NAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO RAMO DE SOFTWARE: GARANTIA DE QUALIDADE MPS.BR

GESTÃO DE QUALIDADE EM SERVIÇOS NAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO RAMO DE SOFTWARE: GARANTIA DE QUALIDADE MPS.BR GESTÃO DE QUALIDADE EM SERVIÇOS NAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO RAMO DE SOFTWARE: GARANTIA DE QUALIDADE MPS.BR Andressa Silva Silvino 1 Jadson do Prado Rafalski 2 RESUMO O objetivo deste artigo é analisar

Leia mais

Programa MPS.BR: resultados e perspectivas

Programa MPS.BR: resultados e perspectivas Programa MPS.BR: resultados e perspectivas Ana Regina Rocha Programa de Engenharia de Sistemas e Computação Coordenadora da Equipe Técnica do Modelo MPS Uma Organização com bom desempenho gasta 80% de

Leia mais

FACULDADE SENAC GOIÂNIA

FACULDADE SENAC GOIÂNIA FACULDADE SENAC GOIÂNIA NORMA ISO 12.207 Curso: GTI Matéria: Auditoria e Qualidade de Software Professor: Elias Ferreira Acadêmico: Luan Bueno Almeida Goiânia, 2015 CERTIFICAÇÃO PARA O MERCADO BRASILEIRO

Leia mais

TÍTULO: IMPLANTAÇÃO DE SGQ ISO 9001 NO BRASIL: UM ESTUDO SOBRE O SERVIÇO DE CONSULTORIA

TÍTULO: IMPLANTAÇÃO DE SGQ ISO 9001 NO BRASIL: UM ESTUDO SOBRE O SERVIÇO DE CONSULTORIA TÍTULO: IMPLANTAÇÃO DE SGQ ISO 9001 NO BRASIL: UM ESTUDO SOBRE O SERVIÇO DE CONSULTORIA CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

Leia mais

Prof. Dr. Ivanir Costa. Unidade III QUALIDADE DE SOFTWARE

Prof. Dr. Ivanir Costa. Unidade III QUALIDADE DE SOFTWARE Prof. Dr. Ivanir Costa Unidade III QUALIDADE DE SOFTWARE Normas de qualidade de software - introdução Encontra-se no site da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) as seguintes definições: Normalização

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

2013 Inventta Todos os direitos reservados.

2013 Inventta Todos os direitos reservados. Agenda Quem Somos Gerindo a Inovação nas Empresas Estímulos Governamentais à Inovação Resultados da pesquisa FDC/Inventta Conclusões O GRUPO A Inventta é uma consultoria especializada em gestão da inovação,

Leia mais

Qualidade de Processo de Software Normas ISO 12207 e 15504

Qualidade de Processo de Software Normas ISO 12207 e 15504 Especialização em Gerência de Projetos de Software Qualidade de Processo de Software Normas ISO 12207 e 15504 Prof. Dr. Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira srbo@ufpa.br Qualidade de Software 2009 Instituto

Leia mais

ITIL V3 GUIA DE MELHORES PRÁTICAS EM GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS

ITIL V3 GUIA DE MELHORES PRÁTICAS EM GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS ITIL V3 GUIA DE MELHORES PRÁTICAS EM GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO ITIL V3 1.1. Introdução ao gerenciamento de serviços. Devemos ressaltar que nos últimos anos, muitos profissionais da

Leia mais

COBIT Um kit de ferramentas para a excelência na gestão de TI. Eduardo Mayer Fagundes e-mail: eduardo@efagundes.com

COBIT Um kit de ferramentas para a excelência na gestão de TI. Eduardo Mayer Fagundes e-mail: eduardo@efagundes.com COBIT Um kit de ferramentas para a excelência na gestão de TI Eduardo Mayer Fagundes e-mail: eduardo@efagundes.com Introdução Atualmente, é impossível imaginar uma empresa sem uma forte área de sistemas

Leia mais

Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso

Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso Considerando que a informação arquivística, produzida, recebida, utilizada e conservada em sistemas informatizados,

Leia mais

ANEXO II DOS TERMOS DE REFERÊNCIA

ANEXO II DOS TERMOS DE REFERÊNCIA ANEXO II DOS TERMOS DE REFERÊNCIA GLOSSÁRIO DE TERMOS DO MARCO ANALÍTICO Avaliação de Projetos de Cooperação Sul-Sul: exercício fundamental que pretende (i ) aferir a eficácia, a eficiência e o potencial

Leia mais

Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software

Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software [...] O que é a Qualidade? A qualidade é uma característica intrínseca e multifacetada de um produto (BASILI, et al, 1991; TAUSWORTHE, 1995).

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL Aldemar Dias de Almeida Filho Discente do 4º ano do Curso de Ciências Contábeis Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Élica Cristina da

Leia mais

cada fator e seus componentes.

cada fator e seus componentes. 5 CONCLUSÃO Conforme mencionado nas seções anteriores, o objetivo deste trabalho foi o de identificar quais são os fatores críticos de sucesso na gestão de um hospital privado e propor um modelo de gestão

Leia mais

MPS.BR: Melhoria de Processo do Software Brasileiro e dos Resultados de Desempenho

MPS.BR: Melhoria de Processo do Software Brasileiro e dos Resultados de Desempenho l MPS.BR: Melhoria de Processo do Software Brasileiro e dos Resultados de Desempenho SUMÁRIO 1. Introdução Programa MPS.BR e Modelo MPS 2. Programa MPS.BR Resultados Esperados, Resultados Alcançados e

Leia mais

A. Conceito de Trade Marketing, responsabilidades, atividades, amplitude de atuação e limites

A. Conceito de Trade Marketing, responsabilidades, atividades, amplitude de atuação e limites 5 Conclusão Trade Marketing é um termo conhecido por grande parte dos profissionais das áreas comercial e de marketing, principalmente entre as indústrias de bens de consumo. Muitas empresas já incluíram

Leia mais

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA Constata-se que o novo arranjo da economia mundial provocado pelo processo de globalização tem afetado as empresas a fim de disponibilizar

Leia mais

Adriano Marum Rômulo. Uma Investigação sobre a Gerência de Projetos de Desenvolvimento de Software em Órgãos do Governo do Ceará com Base no MPS-BR

Adriano Marum Rômulo. Uma Investigação sobre a Gerência de Projetos de Desenvolvimento de Software em Órgãos do Governo do Ceará com Base no MPS-BR Adriano Marum Rômulo 2014 Uma Investigação sobre a Gerência de Projetos de Desenvolvimento de Software em Órgãos do Governo do Ceará com Base no MPS-BR Agenda I. Introdução II. Referencial Teórico III.

Leia mais

SITUAÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS DA ÁREA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NAS IFES

SITUAÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS DA ÁREA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NAS IFES SITUAÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS DA ÁREA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NAS IFES Introdução A questão dos recursos humanos na área de Tecnologia da Informação é assunto de preocupação permanente no Colégio de

Leia mais

Alinhamento Estratégico. A importância do alinhamento entre a TI e o Negócio e o método proposto pelo framework do CobiT 4.1

Alinhamento Estratégico. A importância do alinhamento entre a TI e o Negócio e o método proposto pelo framework do CobiT 4.1 Conhecimento em Tecnologia da Informação Alinhamento Estratégico A importância do alinhamento entre a TI e o Negócio e o método proposto pelo framework do CobiT 4.1 2010 Bridge Consulting Apresentação

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DA PÓS-GRADUAÇÃO: ESTUDO DE INDICADORES

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DA PÓS-GRADUAÇÃO: ESTUDO DE INDICADORES DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DA PÓS-GRADUAÇÃO: ESTUDO DE INDICADORES Maria Helena Machado de Moraes - FURG 1 Danilo Giroldo - FURG 2 Resumo: É visível a necessidade de expansão da Pós-Graduação no Brasil, assim

Leia mais

Processo de Software

Processo de Software Processo de Software Uma importante contribuição da área de pesquisa de processo de software tem sido a conscientização de que o desenvolvimento de software é um processo complexo. Pesquisadores e profissionais

Leia mais

Processos Gerenciais

Processos Gerenciais UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA Projeto Integrado Multidisciplinar III e IV Processos Gerenciais Manual de orientações - PIM Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais. 1.

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA (TR) GAUD 4.6.8 01 VAGA

TERMO DE REFERÊNCIA (TR) GAUD 4.6.8 01 VAGA INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA TERMO DE REFERÊNCIA (TR) GAUD 4.6.8 01 VAGA 1 IDENTIFICAÇÃO DA CONSULTORIA Contratação de consultoria pessoa física para serviços de preparação

Leia mais

O Valor da TI. Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação. Conhecimento em Tecnologia da Informação

O Valor da TI. Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação. Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação O Valor da TI Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação 2010 Bridge Consulting

Leia mais

Programa MPS.BR e Modelo MPS: A Evolução da Qualidade de Software no Brasil

Programa MPS.BR e Modelo MPS: A Evolução da Qualidade de Software no Brasil Programa MPS.BR e Modelo MPS: A Evolução da Qualidade de Software no Brasil 1. Qualidade de Software: motivação para o foco no processo, características dos processos de software e abordagens para melhoria

Leia mais

CobiT 5. Como avaliar a maturidade dos processos de acordo com o novo modelo? Conhecimento em Tecnologia da Informação

CobiT 5. Como avaliar a maturidade dos processos de acordo com o novo modelo? Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação CobiT 5 Como avaliar a maturidade dos processos de acordo com o novo modelo? 2013 Bridge Consulting All rights reserved Apresentação Sabemos que a Tecnologia da

Leia mais

Módulo 4. Visão geral dos controles do COBIT aplicáveis para implantação da Sarbanes, o papel de TI, a importância dos softwares e exercícios

Módulo 4. Visão geral dos controles do COBIT aplicáveis para implantação da Sarbanes, o papel de TI, a importância dos softwares e exercícios Módulo 4 Visão geral dos controles do COBIT aplicáveis para implantação da Sarbanes, o papel de TI, a importância dos softwares e exercícios Estruturas e Metodologias de controle adotadas na Sarbanes COBIT

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL PARA AS EMPRESAS

A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL PARA AS EMPRESAS A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL PARA AS EMPRESAS Gilmar da Silva, Tatiane Serrano dos Santos * Professora: Adriana Toledo * RESUMO: Este artigo avalia o Sistema de Informação Gerencial

Leia mais

Governança de TI Evolução e Conceitos de Gestão da TI. Raimir Holanda raimir@tce.ce.gov.br

Governança de TI Evolução e Conceitos de Gestão da TI. Raimir Holanda raimir@tce.ce.gov.br Governança de TI Evolução e Conceitos de Gestão da TI Raimir Holanda raimir@tce.ce.gov.br Agenda Conceitos de Governança de TI Fatores motivadores das mudanças Evolução da Gestão de TI Ciclo da Governança

Leia mais

Políticas de Qualidade em TI

Políticas de Qualidade em TI Políticas de Qualidade em TI Prof. www.edilms.eti.br edilms@yahoo.com Aula 03 CMMI Capability Maturity Model Integration Parte I Agenda Processos CMMI Definição Histórico Objetivos Características Representações

Leia mais

CMMI (Capability Maturity Model Integration) Thiago Gimenez Cantos. Bacharel em Sistemas de Informação

CMMI (Capability Maturity Model Integration) Thiago Gimenez Cantos. Bacharel em Sistemas de Informação CMMI (Capability Maturity Model Integration) Thiago Gimenez Cantos Bacharel em Sistemas de Informação Faculdade de Informática de Presidente Prudente Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) thiago@visioncom.com.br;

Leia mais

As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada.

As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada. Anexo A Estrutura de intervenção As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada. 1. Plano de ação para o período 2016

Leia mais

1 Introdução 1.1. Motivação

1 Introdução 1.1. Motivação 9 1 Introdução 1.1. Motivação Ao longo das últimas décadas, observou-se um aumento enorme na complexidade dos sistemas de software desenvolvidos, no número de profissionais que trabalham nesta área, na

Leia mais

1- Objetivo: Avaliar os conhecimentos adquiridos durante o auto treinamento de Governança de TI com as práticas da ITIL e Cobit.

1- Objetivo: Avaliar os conhecimentos adquiridos durante o auto treinamento de Governança de TI com as práticas da ITIL e Cobit. 1- Objetivo: Avaliar os conhecimentos adquiridos durante o auto treinamento de Governança de TI com as práticas da ITIL e Cobit. 2 Regras e Instruções: Antes de começar a fazer a avaliação leia as instruções

Leia mais

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS ANEXO 1 MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS Este documento serve como base orientadora para a apresentação de propostas de Arranjos Produtivos Locais para enquadramento no

Leia mais

FATORES CONDICIONANTES AO ACESSO DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS A RECURSOS PÚBLICOS PARA INOVAÇÃO: ESTUDO DE CASOS MÚLTIPLOS NO ESTADO DO PARANÁ

FATORES CONDICIONANTES AO ACESSO DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS A RECURSOS PÚBLICOS PARA INOVAÇÃO: ESTUDO DE CASOS MÚLTIPLOS NO ESTADO DO PARANÁ FATORES CONDICIONANTES AO ACESSO DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS A RECURSOS PÚBLICOS PARA INOVAÇÃO: ESTUDO DE CASOS MÚLTIPLOS NO ESTADO DO PARANÁ Marlete Beatriz Maçaneiro (Professora do Departamento de Secretariado

Leia mais

Balanced Scorecard BSC. O que não é medido não é gerenciado. Medir é importante? Também não se pode medir o que não se descreve.

Balanced Scorecard BSC. O que não é medido não é gerenciado. Medir é importante? Também não se pode medir o que não se descreve. Balanced Scorecard BSC 1 2 A metodologia (Mapas Estratégicos e Balanced Scorecard BSC) foi criada por professores de Harvard no início da década de 90, e é amplamente difundida e aplicada com sucesso em

Leia mais

Qualidade, Processos e Gestão de Software Professores: Alexandre Vasconcelos e Hermano Moura. O Modelo. Wesley Torres Galindo. wesleygalindo@gmail.

Qualidade, Processos e Gestão de Software Professores: Alexandre Vasconcelos e Hermano Moura. O Modelo. Wesley Torres Galindo. wesleygalindo@gmail. Qualidade, Processos e Gestão de Software Professores: Alexandre Vasconcelos e Hermano Moura O Modelo Wesley Torres Galindo wesleygalindo@gmail.com Agenda O que é? Motivação Organização do MPS.BR Estrutura

Leia mais

biblioteca Cultura de Inovação Dr. José Cláudio C. Terra & Caspar Bart Van Rijnbach, M Gestão da Inovação

biblioteca Cultura de Inovação Dr. José Cláudio C. Terra & Caspar Bart Van Rijnbach, M Gestão da Inovação O artigo fala sobre os vários aspectos e desafios que devem ser levados em consideração quando se deseja transformar ou fortalecer uma cultura organizacional, visando a implementação de uma cultura duradoura

Leia mais

Pesquisa realizada com os participantes do 12º Seminário Nacional de Gestão de Projetos. Apresentação

Pesquisa realizada com os participantes do 12º Seminário Nacional de Gestão de Projetos. Apresentação Pesquisa realizada com os participantes do de Apresentação O perfil do profissional de Projetos Pesquisa realizada durante o 12 Seminário Nacional de, ocorrido em 2009, traça um importante perfil do profissional

Leia mais

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA Autor: Jeferson Correia dos Santos ARTIGO TÉCNICO INOVAÇÃO NA GESTÃO DE PÓS-VENDAS: SETOR AUTOMOTIVO RESUMO A palavra inovação tem sido atualmente umas das mais mencionadas

Leia mais

Evolução da Qualidade de Software no Brasil de 1994-2010 baseada nas pesquisas e projetos do PBQP Software

Evolução da Qualidade de Software no Brasil de 1994-2010 baseada nas pesquisas e projetos do PBQP Software Evolução da Qualidade de Software no Brasil de 1994-2010 baseada nas pesquisas e projetos do PBQP Software 1 Edital UNESCO 012/2011 Relatório Final EQUIPE RESPONSÁVEL Pedro José Steiner Neto, Dr. Gustavo

Leia mais

Risco na medida certa

Risco na medida certa Risco na medida certa O mercado sinaliza a necessidade de estruturas mais robustas de gerenciamento dos fatores que André Coutinho, sócio da KPMG no Brasil na área de Risk & Compliance podem ameaçar a

Leia mais

Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial UNOESTE. E mail: joselia@unoeste.br

Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial UNOESTE. E mail: joselia@unoeste.br Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 141 A LOGÍSTICA COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO Douglas Fernandes 1, Josélia Galiciano Pedro 1 Docente do Curso Superior

Leia mais

MPS.BR Melhoria de Processo do Software Brasileiro

MPS.BR Melhoria de Processo do Software Brasileiro l MPS.BR Melhoria de Processo do Software Brasileiro SUMÁRIO 1. Introdução 2. Modelo MPS 3. Programa MPS.BR: Resultados Alcançados (2004-2008) e Resultados Esperados (2004-2010) 4. MPS.BR Lições Aprendidas

Leia mais

SISTEMAS DE GESTÃO São Paulo, Janeiro de 2005

SISTEMAS DE GESTÃO São Paulo, Janeiro de 2005 SISTEMAS DE GESTÃO São Paulo, Janeiro de 2005 ÍNDICE Introdução...3 A Necessidade do Gerenciamento e Controle das Informações...3 Benefícios de um Sistema de Gestão da Albi Informática...4 A Ferramenta...5

Leia mais

Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência

Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência Sendo uma organização que representa os interesses de fabricantes e fornecdores de produtos e sistemas para

Leia mais

CERTIFICAÇÃO BRASILEIRA DE MELHORIA DE PROCESSO DE SOFTWARE: O MPS.BR

CERTIFICAÇÃO BRASILEIRA DE MELHORIA DE PROCESSO DE SOFTWARE: O MPS.BR CERTIFICAÇÃO BRASILEIRA DE MELHORIA DE PROCESSO DE SOFTWARE: O MPS.BR Leonardo Galvão Daun Universidade Estadual de Maringá leonardo.daun@gmail.com Profª Drª Sandra Ferrari Universidade Estadual de Maringá

Leia mais

MECANISMOS PARA GOVERNANÇA DE T.I. IMPLEMENTAÇÃO DA. Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc. http://about.me/tilfrozza

MECANISMOS PARA GOVERNANÇA DE T.I. IMPLEMENTAÇÃO DA. Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc. http://about.me/tilfrozza MECANISMOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DA GOVERNANÇA DE T.I. Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc. http://about.me/tilfrozza CICLO DA GOVERNANÇA DE TI O CICLO DA GOVERNANÇA DE TI O Ciclo da Governança de T.I. ALINHAMENTO

Leia mais

Políticas de Segurança da Informação. Aécio Costa

Políticas de Segurança da Informação. Aécio Costa Aécio Costa A segurança da informação é obtida a partir da implementação de um conjunto de controles adequados, incluindo políticas, processos, procedimentos, estruturas organizacionais e funções de software

Leia mais

Qualidade de. Software. Definições. Qualidade do Produto ISO 9126. Processo de. Software. Modelo de Processo de. Software CMM SPICE ISO 12207

Qualidade de. Software. Definições. Qualidade do Produto ISO 9126. Processo de. Software. Modelo de Processo de. Software CMM SPICE ISO 12207 Qualidade de : Visão Geral ISO 12207: Estrutura s Fundamentais Aquisição Fornecimento s de Apoio Documentação Garantia de Qualidade Operação Desenvolvimento Manutenção Verificação Validação Revisão Conjunta

Leia mais

Proposta de um método para auditoria de projetos de desenvolvimento de software iterativo e incremental

Proposta de um método para auditoria de projetos de desenvolvimento de software iterativo e incremental Proposta de um método para auditoria de projetos de desenvolvimento de software iterativo e incremental Francisco Xavier Freire Neto 1 ; Aristides Novelli Filho 2 Centro Estadual de Educação Tecnológica

Leia mais

SAM GERENCIAMENTO DE ATIVOS DE SOFTWARE

SAM GERENCIAMENTO DE ATIVOS DE SOFTWARE SAM GERENCIAMENTO DE ATIVOS DE SOFTWARE Modelo de Otimização de SAM Controle, otimize, cresça Em um mercado internacional em constante mudança, as empresas buscam oportunidades de ganhar vantagem competitiva

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL DE MÉDIO PORTE NO BRASIL. Elisabete Maria de Freitas Arquiteta

Leia mais

Código de prática para a gestão da segurança da informação

Código de prática para a gestão da segurança da informação Código de prática para a gestão da segurança da informação Edição e Produção: Fabiano Rabaneda Advogado, professor da Universidade Federal do Mato Grosso. Especializando em Direito Eletrônico e Tecnologia

Leia mais

Como o CERNE foi construído?

Como o CERNE foi construído? Por que CERNE? O movimento brasileiro de incubadoras vem crescendo a uma taxa expressiva nos últimos dez anos, alcançando uma média superior a 25% ao ano. Atualmente, as incubadoras brasileiras apóiam

Leia mais

softwares que cumprem a função de mediar o ensino a distância veiculado através da internet ou espaço virtual. PEREIRA (2007)

softwares que cumprem a função de mediar o ensino a distância veiculado através da internet ou espaço virtual. PEREIRA (2007) 1 Introdução Em todo mundo, a Educação a Distância (EAD) passa por um processo evolutivo principalmente após a criação da internet. Os recursos tecnológicos oferecidos pela web permitem a EAD ferramentas

Leia mais

PROGRAMA BOM NEGÓCIO PARANÁ- APOIO AO EMPREENDEDORISMO AVALIAÇÃO DO NÚCLEO MARINGÁ

PROGRAMA BOM NEGÓCIO PARANÁ- APOIO AO EMPREENDEDORISMO AVALIAÇÃO DO NÚCLEO MARINGÁ PROGRAMA BOM NEGÓCIO PARANÁ- APOIO AO EMPREENDEDORISMO AVALIAÇÃO DO NÚCLEO MARINGÁ AREA TEMÁTICA: TRABALHO LAIS SILVA SANTOS 1 CARLOS VINICIUS RODRIGUES 2 MARCELO FARID PEREIRA 3 NEUZA CORTE DE OLIVEIRA

Leia mais

Estudo de caso para implantação do modelo MR-MPS-SV

Estudo de caso para implantação do modelo MR-MPS-SV Estudo de caso para implantação do modelo MR-MPS-SV Giovani Hipolito Maroneze 1, Jacques Duílio Branches 1 1 Departamento de Computação Universidade Estadual de Londrina (UEL) Caixa Postal 10.001 86.057-970

Leia mais

Gerência de Projetos Prof. Dr. Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira srbo@ufpa.br www.ufpa.br/srbo

Gerência de Projetos Prof. Dr. Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira srbo@ufpa.br www.ufpa.br/srbo Gerência de Projetos Prof. Dr. Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira srbo@ufpa.br www.ufpa.br/srbo Laboratório de Tecnologia de Software LTS www.ufpa.br/lts Rede Paraense de Pesquisa em Tecnologias de Informação

Leia mais

Avaliação Econômica. O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras

Avaliação Econômica. O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras Avaliação Econômica O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras Objeto da avaliação: adoção de diferentes mecanismos para a seleção de diretores de escolas públicas brasileiras

Leia mais

MPS.BR Melhoria de Processo do Software Brasileiro

MPS.BR Melhoria de Processo do Software Brasileiro Melhoria de Processo do Software Brasileiro (MPS.BR) SUMÁRIO 1. Introdução 2. Implantação do Programa MPS.BR: 2004 2007 3. Consolidação do Programa MPS.BR: 20082010 4. Conclusão Kival Weber Coordenador

Leia mais

FIGURA 1: Capacidade de processos e maturidade Fonte: McCormack et al., 2003, 47p. Maturidade SCM Foco SCM. Inter-organizacional. Alta.

FIGURA 1: Capacidade de processos e maturidade Fonte: McCormack et al., 2003, 47p. Maturidade SCM Foco SCM. Inter-organizacional. Alta. Pesquisa IMAM/CEPEAD descreve os níveis de maturidade dos logísticos de empresas associadas Marcos Paulo Valadares de Oliveira e Dr. Marcelo Bronzo Ladeira O Grupo IMAM, em conjunto com o Centro de Pós-Graduação

Leia mais

3. Estratégia e Planejamento

3. Estratégia e Planejamento 3. Estratégia e Planejamento Conteúdo 1. Conceito de Estratégia 2. Vantagem Competitiva 3 Estratégias Competitivas 4. Planejamento 1 Bibliografia Recomenda Livro Texto: Administração de Pequenas Empresas

Leia mais

EQPS Belo Horizonte. Política de Software e Serviços: Política Industrial & Plano de Ação C,T&I 2007-2010

EQPS Belo Horizonte. Política de Software e Serviços: Política Industrial & Plano de Ação C,T&I 2007-2010 EQPS Belo Horizonte Política de Software e Serviços: Política Industrial & Plano de Ação C,T&I 2007-2010 Antenor Corrêa Coordenador-Geral de Software e Serviços Ministério da Ciência e Tecnologia Secretaria

Leia mais

PADRÕES TECNOLÓGICOS E DE COMÉRCIO EXTERIOR DAS FIRMAS BRASILEIRAS RESUMO

PADRÕES TECNOLÓGICOS E DE COMÉRCIO EXTERIOR DAS FIRMAS BRASILEIRAS RESUMO PADRÕES TECNOLÓGICOS E DE COMÉRCIO EXTERIOR DAS FIRMAS BRASILEIRAS CLASSIFICAÇÃO JEL: F12 Fernanda De Negri RESUMO Este artigo analisa a relação entre os padrões tecnológicos e o desempenho externo das

Leia mais

Sistemas de Informação Gerenciais

Sistemas de Informação Gerenciais Faculdade Pitágoras de Uberlândia Pós-graduação Sistemas de Informação Gerenciais Terceira aula Prof. Me. Walteno Martins Parreira Júnior www.waltenomartins.com.br waltenomartins@yahoo.com Maio -2013 Governança

Leia mais

Gestão de Sistemas de Informação II Introdução ao COBIT

Gestão de Sistemas de Informação II Introdução ao COBIT Gestão de Sistemas de Informação II Introdução ao COBIT Professor Samuel Graeff prof.samuel@uniuv.edu.br COBIT O que e? COBIT significa Control Objectives for Information and related Technology - Objetivos

Leia mais

A PERCEPÇÃO DAS EMPRESAS SOBRE OS SERVIÇOS PRESTADOS PELOS PROFISSIONAIS DA AREA DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO 1

A PERCEPÇÃO DAS EMPRESAS SOBRE OS SERVIÇOS PRESTADOS PELOS PROFISSIONAIS DA AREA DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO 1 A PERCEPÇÃO DAS EMPRESAS SOBRE OS SERVIÇOS PRESTADOS PELOS PROFISSIONAIS DA AREA DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO 1 Tatiana Pereira da Silveira 1 RESUMO O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados da

Leia mais

UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE UNESC CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS LUIZ PAULO RONCHI FREITAS

UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE UNESC CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS LUIZ PAULO RONCHI FREITAS 0 UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE UNESC CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS LUIZ PAULO RONCHI FREITAS AS FUNÇÕES DA CONTROLADORIA E O PERFIL DO CONTROLLER NAS EMPRESAS INTEGRANTES DOS PRINCIPAIS

Leia mais

ROBSON FUMIO FUJII GOVERNANÇA DE TIC: UM ESTUDO SOBRE OS FRAMEWORKS ITIL E COBIT

ROBSON FUMIO FUJII GOVERNANÇA DE TIC: UM ESTUDO SOBRE OS FRAMEWORKS ITIL E COBIT ROBSON FUMIO FUJII GOVERNANÇA DE TIC: UM ESTUDO SOBRE OS FRAMEWORKS ITIL E COBIT LONDRINA - PR 2015 ROBSON FUMIO FUJII GOVERNANÇA DE TIC: UM ESTUDO SOBRE OS FRAMEWORKS ITIL E COBIT Trabalho de Conclusão

Leia mais

Regulamento do Programa RiSE/Porto Digital de Residência em Reuso de Software 2011

Regulamento do Programa RiSE/Porto Digital de Residência em Reuso de Software 2011 Regulamento do Programa RiSE/Porto Digital de Residência em Reuso de Software 2011 1. Apresentação A RiSE Reuse in Software Engineering e o Núcleo de Gestão do Porto Digital (NGPD), com o apoio do CNPq

Leia mais

GERENCIAMENTO DE PROCESSOS DE NEGÓCIO. Professor: Rômulo César romulodandrade@gmail.com www.romulocesar.com.br

GERENCIAMENTO DE PROCESSOS DE NEGÓCIO. Professor: Rômulo César romulodandrade@gmail.com www.romulocesar.com.br GERENCIAMENTO DE PROCESSOS DE NEGÓCIO Professor: Rômulo César romulodandrade@gmail.com www.romulocesar.com.br Guia de Estudo Vamos utilizar para a nossa disciplina de Modelagem de Processos com BPM o guia

Leia mais

Sistemas Empresariais. Capítulo 3: Sistemas de Negócios. Colaboração SPT SIG

Sistemas Empresariais. Capítulo 3: Sistemas de Negócios. Colaboração SPT SIG Capítulo 3: Sistemas de Negócios Colaboração SPT SIG Objetivos do Capítulo Explicar como os SI empresariais podem apoiar as necessidades de informação de executivos, gerentes e profissionais de empresas.

Leia mais

Colaboração nas Empresas SPT SIG Aplicações Empresariais

Colaboração nas Empresas SPT SIG Aplicações Empresariais Capítulo 3: Sistemas de Apoio Gerenciais Colaboração nas Empresas SPT SIG Aplicações Empresariais Objetivos do Capítulo Explicar como os SI empresariais podem apoiar as necessidades de informação de executivos,

Leia mais

Notas de orientação 9: Sugestão de checklist para estabelecer o escopo do Relatório da EITI

Notas de orientação 9: Sugestão de checklist para estabelecer o escopo do Relatório da EITI Notas de orientação 9 3 de julho de 2015 Estas notas de orientação foram produzidas pela Secretaria Internacional da EITI para ajudar os países implementadores a publicarem dados eletrônicos do Relatório

Leia mais

Implantação da Governança a de TI na CGU

Implantação da Governança a de TI na CGU Implantação da Governança a de TI na CGU José Geraldo Loureiro Rodrigues Diretor de Sistemas e Informação Controladoria-Geral da União I Workshop de Governança de TI da Embrapa Estratégia utilizada para

Leia mais

Análise da vantagem de adoção e uso de sistemas ERP código aberto em relação aos sistemas ERP código fechado

Análise da vantagem de adoção e uso de sistemas ERP código aberto em relação aos sistemas ERP código fechado Análise da vantagem de adoção e uso de sistemas ERP código aberto em relação aos sistemas ERP código fechado Louis Albert Araujo Springer Luis Augusto de Freitas Macedo Oliveira Atualmente vem crescendo

Leia mais

MODELO CMM MATURIDADE DE SOFTWARE

MODELO CMM MATURIDADE DE SOFTWARE MODELO CMM MATURIDADE DE SOFTWARE O modelo CMM Capability Maturity Model foi produzido pelo SEI (Software Engineering Institute) da Universidade Carnegie Mellon (CMU), em Pittsburgh, EUA, por um grupo

Leia mais

A visão do modelo MPS.BR para Gerência de Projeto - Nível G. por Adriana Silveira de Souza

A visão do modelo MPS.BR para Gerência de Projeto - Nível G. por Adriana Silveira de Souza A visão do modelo MPS.BR para Gerência de Projeto - Nível G por Adriana Silveira de Souza Agenda Visão Geral do MPS.BR Processos e Capacidade de Processo Níveis de Maturidade Atributos de Processo Processo

Leia mais

Estratégia de TI. Posicionamento Estratégico da TI: como atingir o alinhamento com o negócio. Conhecimento em Tecnologia da Informação

Estratégia de TI. Posicionamento Estratégico da TI: como atingir o alinhamento com o negócio. Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação Estratégia de TI Posicionamento Estratégico da TI: como atingir o alinhamento com o negócio 2011 Bridge Consulting Apresentação

Leia mais

INCUBADORA DE EMPRESAS

INCUBADORA DE EMPRESAS INCUBADORA DE EMPRESAS INCUBADORA DE EMPRESAS BARÃO DE MAUÁ - IEBM TERMO DE REFERÊNCIA SERVIÇOS DE CONSULTORIA DE GESTÃO DE NEGÓCIOS. Contatos Domingos Sávio de Carvalho (Gerente Operacional do Projeto)

Leia mais

Os benefícios da ce ISO 14001

Os benefícios da ce ISO 14001 Pesquisa Os benefícios da ce ISO 14001 A Revista BANAS QUALIDADE e a Destaque Pesquisa e Marketing realizaram um estudo para medir o grau de satisfação da implementação da certificação ISO 14001. Confira

Leia mais

IMPORTANTES ÁREAS PARA SUCESSO DE UMA EMPRESA

IMPORTANTES ÁREAS PARA SUCESSO DE UMA EMPRESA IMPORTANTES ÁREAS PARA SUCESSO DE UMA EMPRESA SILVA, Paulo Henrique Rodrigues da Discente da Faculdade de Ciências Jurídicas e Gerencias E-mail: ph.rs@hotmail.com SILVA, Thiago Ferreira da Docente da Faculdade

Leia mais

E-business: Como as Empresas Usam os Sistemas de Informação

E-business: Como as Empresas Usam os Sistemas de Informação Capítulo 2 E-business: Como as Empresas Usam os Sistemas de Informação 2.1 2007 by Prentice Hall OBJETIVOS DE ESTUDO Identificar e descrever as principais características das empresas que são importantes

Leia mais

2.10 Um Framework para Avaliação da Implantação do MR MPS em Grupos Cooperados de Empresas

2.10 Um Framework para Avaliação da Implantação do MR MPS em Grupos Cooperados de Empresas 2.10 Um Framework para Avaliação da mplantação do MR MPS em Grupos Cooperados de Empresas Rafael Prikladnicki (PUCRS) rafaelp@pucrs.br Odisnei Galarraga odisnei@swprocess.com.br Agenda 1. Contexto, objetivos

Leia mais