Qualidade de Software. para concursos. Questões comentadas

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1 Qualidade de Software para concursos Questões comentadas

2 Prefácio Projetar e desenvolver softwares é uma das principais atividades dos prossionais da área de tecnologia da informação. Para fazê-lo com qualidade, é essencial que os prossionais garantam que o produto nal do processo de desenvolvimento atenda às expectativas do cliente. Para alcançar este objetivo, é necessário que os prossionais sejam capazes de denir e normatizar o processo de desenvolvimento de software, atividades estas que estão englobadas na subárea da engenharia de software chamada Qualidade de Software. Para ajudá-lo a conhecer mais sobre este tema, o Grupo Handbook de TI preparou este volume, que traz uma série de questões comentadas sobre os principais assuntos englobados pela Qualidade de Software, como ISO 9001, CMMI, maturidade de processo, entre outros. Bons estudos, Grupo Handbook de TI Página 1 de 44

3 Direitos Autorais Este material é registrado no Escritório de Direitos Autorais (EDA) da Fundação Biblioteca Nacional. Todos os direitos autorais referentes a esta obra são reservados exclusivamente aos seus autores. Os autores deste material não proíbem seu compartilhamento entre amigos e colegas próximos de estudo. Contudo, a reprodução, parcial ou integral, e a disseminação deste material de forma indiscriminada através de qualquer meio, inclusive na Internet, extrapolam os limites da colaboração. Essa prática desincentiva o lançamento de novos produtos e enfraquece a comunidade concurseira Handbook de TI. A série Handbook de Questões de TI Comentadas para Concursos Além do Gabarito é uma produção independente e contamos com você para mantê-la sempre viva. Grupo Handbook de TI Página 2 de 44

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5 1. Assuntos relacionados: Norma de Qualidade de Software, ISO 9001:2000, Banca: CESGRANRIO Instituição: Petrobras Cargo: Analista de Sistemas - Eng. de Software Ano: 2008 Questão: 68 Durante os testes de um software produzido pelo departamento de TI de uma empresa, vericou-se que o mesmo não atendia a alguns dos requisitos originais especicados pelos clientes. Sobre a condução da situação, são feitas as armativas a seguir, que devem ser analisadas à luz de seu alinhamento com a norma ISO 9001:2000. I - Independente do destino a ser dado ao software, as causas da não-conformidade devem ser identicadas e eliminadas do processo de desenvolvimento. II - O software deve ser entregue provisoriamente nestas condições, para diminuir a insatisfação do cliente, sendo substituído por uma versão que atenda aos requisitos o mais rápido possível (ASAP). III - O gerente do projeto de desenvolvimento pode denir e propor um procedimento alternativo para lidar com a não-conformidade, diferente daquele previsto no processo de desenvolvimento de software organizacional, desde que aprovado pelo cliente. IV - Devem ser mantidos registros de quaisquer ações corretivas realizadas, ainda que as mesmas não se revelem ecazes para tratar a não-conformidade, bem como dos indicadores de satisfação do cliente, qualquer que seja o resultado do projeto. Estão alinhadas com as exigências da norma ISO 9001:2000 APENAS as armativas: (a). I e II. (b). I e IV. (c). II e III. (d). II e IV. (e). III e IV. Solução: A norma ISO 9001:2000 tem como objetivo orientar as organizações na implementação, no desenvolvimento e na melhoria do sistema de gestão da qualidade a partir de uma abordagem baseada em processos. O modelo de um sistema de gestão da qualidade baseado em processos é mostrado na Figura 1. O sistema de gestão da qualidade de uma empresa deve possuir um conjunto de diretrizes, que permite aos clientes avaliarem a capacidade da organização em fornecer produtos e serviços, que atendam aos requisitos especicados de forma consistente, fornecendo ainda uma estrutura para melhoria contínua do desempenho da organização. A norma ISO 9001:2000 exige a elaboração de seis procedimentos: Controle de Documentos, Controle de Registros, Auditoria Interna, Controle da Não-Conformidade de Produtos, Ação Corretiva e Ação Preventiva. A existência de procedimentos, instruções e registros de trabalho formalizam todas as atividades que afetam a qualidade. Isso exige a participação de todos os indivíduos da organização, aumentando o comprometimento com a qualidade, uma vez que todos participam diretamente da implementação do sistema da qualidade. Página 4 de 44

6 Figura 1: representação gráca da Norma ISO 9001:2000. Analisando as armações da questão, temos: I - a organização deve executar ações corretivas para eliminar as causas de não-conformidades, de forma a evitar a sua repetição. As ações corretivas devem ser apropriadas aos efeitos das não-conformidades encontradas. A organização deve denir ações para eliminar as causas de não-conformidades potenciais de forma a evitar a sua ocorrência. Logo, armativa verdadeira; II - a organização deve assegurar que produtos que não esteja conforme aos requisitos sejam identicados e controlados para evitar seu uso não intencional ou entrega. Como uma das medições do desempenho do sistema de gestão da qualidade, a organização deve monitorar as informações relativas à percepção do cliente sobre se a organização atendeu aos requisitos dos clientes. Então, a armativa é falsa; III - um sistema de gestão da qualidade em conformidade com a ISO 9001:2000 assegura que todo o processo de desenvolvimento possui um nível de controle, disciplina e repetibilidade, garantindo a qualidade dos produtos. Portanto, armativa falsa; IV - a organização deve tratar produtos não-conformes adotando-se pelo menos uma das seguintes opções: a execução de ações para eliminar a não-conformidade detectada; autorização do seu uso, liberação ou aceitação sob concessão por uma autoridade pertinente e, onde aplicável, pelo cliente; e execução de ação para impedir a intenção original de seu uso ou aplicação originais. Devem ser mantidos registros sobre a natureza das não-conformidades e qualquer ação subsequente tomada, incluindo concessões obtidas. Quando o produto não-conforme for corrigido, esse deve ser vericado para demonstrar a conformidade com os requisitos. Quando a não-conformidade do produto for detectada após a entrega ou início do seu uso, a organização deve tomar as ações apropriadas em relação aos efeitos, ou potenciais efeitos, da não-conformidade. Logo, armativa verdadeira. Conforme exposto acima, a alternativa correta é a letra b. Página 5 de 44

7 2. Assuntos relacionados: CMMI, Plano de Gerenciamento de Conguração, RUP, Banca: FCC Instituição: TRT 16a Região Cargo: Analista Judiciário - Tecnologia da Informação Ano: 2009 Questão: 21 Todas as atividades da disciplina Gerenciamento de Controle de Conguração e Mudança, que serão executadas durante o ciclo de vida do produto ou do projeto, devem ser descritas no artefato (a). Registro da Auditoria de Conguração. (b). Cronograma de Atividades. (c). Plano de Gerenciamento de Conguração. (d). Itens de Conguração. (e). Repositório do Projeto. Solução: De acordo com o Modelo de Maturidade de Capacidade (CMM) do Software Engineering Institute (SEI), o Gerenciamento de Conguração e de Solicitações de Mudança controla mudanças feitas nos artefatos de um projeto e mantém a integridade deles. Os produtos de trabalho colocados sob gerenciamento de congurações incluem os produtos que são entregues ao cliente, produtos de trabalho internos denidos, produtos adquiridos, ferramentas e outros itens que são utilizados na criação e descrição destes produtos de trabalho. Um Sistema de CM é interessante para gerenciar diversas variantes de sistemas de software em desenvolvimento, controlando as versões que são usadas. Um Sistema de CM é fundamental para controlar os inúmeros artefatos produzidos pelas muitas pessoas que trabalham em um mesmo projeto. O controle ajuda a evitar confusões dispendiosas e garante que os artefatos resultantes não entrem em conito. Podemos denir os baselines de congurações como as informações de congurações formalmente projetadas em um momento especíco durante a vida de um produto ou componente de produto. Já os itens de conguração, que foram citados na alternativa D da questão, são uma agregação de produtos de trabalho que é atribuída para o gerenciamento de congurações e tratada como uma entidade única no processo de gerenciamento de congurações. O Gerenciamento de Conguração e de Solicitações de Mudança (CM e CRM) envolve: a identicação dos itens de conguração; a restrição de mudanças nesses itens; a auditoria das mudanças feitas nesses itens; a denição e o gerenciamento das congurações desses itens. Em relação à alternativa A, o Registro da Auditoria de Conguração identica uma baseline, qualquer artefato necessário ausente e requisitos reprovados ou testados de forma incompleta. Já na alternativa C, podemos denir que o Plano de Gerenciamento de Conguração (CM) descreve todas as atividades do Gerenciamento de Controle de Conguração e Mudança Página 6 de 44

8 (CCM) que serão executadas durante o ciclo de vida do produto ou do projeto. Ele detalha o cronograma de atividades, as responsabilidades atribuídas e os recursos necessários, como equipes, ferramentas e computadores. Logo, a alternativa C é a alternativa a ser marcada. Em relação à alternativa E, pode ser dito que o repositório do projeto armazena todas as versões de diretórios e arquivos do projeto. Ele também armazena todos os dados e metadados derivados que estejam associados a esses diretórios e arquivos. Página 7 de 44

9 3. Assuntos relacionados: CMM, Controle Integrado de Mudanças, RUP, Banca: FCC Instituição: TRT 16a Região Cargo: Analista Judiciário - Tecnologia da Informação Ano: 2009 Questão: 22 Os métodos, processos e ferramentas utilizados para gerenciamento de conguração e mudança de uma organização NÃO envolvem a (a). auditoria das mudanças feitas nesses itens. (b). denição e gerenciamento das congurações desses itens. (c). identicação dos itens de conguração. (d). restrição de mudanças nesses itens. (e). realização dos requisitos e critérios desses itens. Solução: Os métodos, os processos e as ferramentas utilizados para o gerenciamento de conguração e mudança de uma organização podem ser considerados como o Sistema de CM da organização. De acordo com o Modelo de Maturidade de Capacidade (CMM) do Software Engineering Institute (SEI), o Gerenciamento de Conguração e de Solicitações de Mudança envolve: a identicação dos itens de conguração; a restrição de mudanças nesses itens; a auditoria das mudanças feitas nesses itens; a denição e o gerenciamento das congurações desses itens. Dada uma denição tão clara e condizente com o enunciado da questão, podemos dizer que alternativa a ser marcada, por eliminação, é a letra E. Além disso, o sistema de CM não é responsável pela realização dos requisitos do projeto. O Sistema de Gerenciamento de Conguração e Solicitações de Mudança (Sistema de CM) de uma organização contém informações-chave sobre os processos de desenvolvimento, promoção, implantação e manutenção de produtos da organização e armazena a base de ativos de artefatos potencialmente reutilizáveis resultantes da execução desses processos. O Sistema de CM é parte fundamental e integrante dos processos gerais de desenvolvimento. Página 8 de 44

10 4. Assuntos relacionados: CMMI, RUP, Itens de Conguração, Baseline, Banca: FCC Instituição: TRT 16a Região Cargo: Analista Judiciário - Tecnologia da Informação Ano: 2009 Questão: 23 Sobre uma baseline dos itens de conguração, analise: I. Trata-se de uma 'imagem' de uma versão de cada artefato no repositório do projeto. II. A baseline funciona como um padrão ocial básico para os trabalhos subsequentes. III. Depois do estabelecimento da baseline inicial, nenhuma mudança pode ser feita. Está correto o que se arma em (a). II e III, apenas. (b). I e II, apenas. (c). I, II e III. (d). I, apenas. (e). II, apenas. Solução: Em cada fase do processo de desenvolvimento, um conjunto bem denido de itens de con- guração deve ser estabelecido. Tal conjunto representa um estágio do desenvolvimento, o qual é passível de modicações apenas mediante um mecanismo formal de alterações. A este conjunto é dado o nome de Baselines, ou Congurações Base do sistema. Ou seja, as informações de congurações formalmente projetadas em um momento especíco durante a vida de um produto ou componente de produto são conhecidas como baselines de congurações. Essa denição coincide com a armativa I, que é verdadeira. As baselines de congurações mais as mudanças aprovadas a estas baselines, constituem as informações atuais de congurações. Logo, a baseline pode ser denida como um padrão básico que pode ser modicado para resultar em congurações diferentes das inicialmente denidas. Logo, a armativa II é correta e a armativa III é incorreta. Por conseguinte, a alternativa a ser marcada é a letra B. Em princípio, baselines poderiam ser estabelecidas em qualquer ponto do desenvolvimento. Entretanto, a grande vantagem do conceito está em se fazer coincidir o estabelecimento de baselines com os nais de fase do ciclo de vida do produto. O desenvolvimento com congurações base pode, então, ser resumido nos seguintes pontos: caracterização do ciclo de vida, identicando-se as fases pelas quais o desenvolvimento do software irá passar e, dentro delas, as atividades a serem realizadas e os produtos a serem desenvolvidos; denição do conjunto de baselines. Para cada baseline planejada, deve-se estabelecer quais serão os itens de conguração que a irão compor e quais as condições impostas para seu estabelecimento; Página 9 de 44

11 baselines representam marcos no processo de desenvolvimento: uma nova baseline é estabelecida no nal de cada fase do ciclo de vida do software; durante cada fase, o desenvolvimento dos ICs a ela referentes está sob total controle de seus desenvolvedores, e realiza-se com ampla liberdade, podendo os ICs serem criados e modicados com bastante facilidade; durante cada fase, entretanto, a modicação de uma conguração-base anteriormente estabelecida somente pode ser feita de forma controlada, mediante um processo bem denido; ao ser estabelecida, cada baseline incorpora integralmente a anterior. Desta forma, em qualquer instante do desenvolvimento, a última baseline estabelecida representa o estado atual do desenvolvimento como um todo; o estabelecimento de cada baseline somente é realizado após ser aprovada por procedimentos de consistência interna, vericação e validação. Desta forma, é possível ter um controle sistemático sobre todos os itens de conguração abordados em cada fase do ciclo de vida do software, assim como é possível avaliar mais facilmente o seu grau de evolução. Página 10 de 44

12 5. Assuntos relacionados: CMM, Níveis de Maturidade, Banca: ESAF Instituição: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) Cargo: Analista de Finanças e Controle - Tecnologia da Informação / Desenvolvimento de Sistemas de Informação Ano: 2008 Questão: 9 O nível 5 CMM (Capability Maturity Model) é caracterizado por (a). representar um estado caótico. (b). não seguir qualquer padronização. (c). possuir apenas produto gerenciado quantitativamente. (d). possuir apenas processo gerenciado qualitativamente. (e). garantir melhoria contínua e gerenciamento do processo. Solução: Um modelo de maturidade é uma coleção bem estruturada de elementos cujo objetivo é descrever determinados aspectos da maturidade de uma organização. Para o desenvolvimento de software, existe o CMM (Capabitlity Maturity Model), ou SW-CMM (Capabitlity Maturity Model for Software), que pode ser entendido como o Modelo de Maturidade da Capacidade. Desenvolvido pelo SEI (Software Engineering Institute) desde 1986, o CMM descreve os princípios e práticas que formam a base da maturidade do processo de software, tendo por objetivo auxiliar as organizações de software a melhorar a maturidade de seus processos em termos de um caminho evolutivo partindo de processos caóticos e eventuais em direção a processos de software maduros e disciplinados. Neste contexto, o CMM não pode ser classicado como uma metodologia, já que indica apenas o que deve ser efeito para alcançar a maturidade dos processos, sem indicar como efetuar as atividades necessárias para atingir esse intento. Devido a este fato, é independente da tecnologia a ser utilizada. Este modelo é organizado em 5 níveis de maturidade: Inicial, Repetível, Denido, Gerenciado e Otimizado (ou Otimizando). A seguir as principais características de cada nível: Inicial. O processo de software é caracterizado como eventual (ad hoc) e, ocasionalmente, até mesmo caótico. Poucos processos estão denidos e o sucesso depende de esforços individuais; Repetível. Processos básicos de gerenciamento de projeto estão estabelecidos para avaliar custos, cronogramas e funcionalidades. A disciplina de processos necessária está denida para possibilitar a repetição de sucesso em projetos com aplicações similares; Denido. O processo de software tanto para atividades de gerenciamento quanto para atividades de engenharia está documentado, padronizado e integrado a um processo de software padrão da organização. Todos os projetos utilizam uma versão aprovada e personalizada do processo de software padrão da organização para o desenvolvimento e a manutenção de softwares; Gerenciado. Medidas detalhadas do processo de software e da qualidade do produto são coletadas. Tanto o processo de software quanto os produtos são quantitativamente entendidos e controlados; Otimizando. Melhorias contínuas de processo são possibilitadas pelos retornos quantitativos oriundos do próprio processo e, inclusive, de ideias e tecnologias inovadoras. Página 11 de 44

13 Os itens a) e b) da questão apresentam características essencialmente pertencentes ao nível 1 CMM, sendo que o nível 2 ainda não possui uma padronização propriamente dita para todos os processos da organização. Os itens c) e d) são apresentados separadamente para confundir o candidato: a gerência da qualidade (tanto do processo quanto do produto) é traduzida em um resultado quantitativo, não havendo lógica nos termos gerenciamento quantitativo e gerenciamento qualitativo no contexto do CMM. Os nível 1, 2 e 3 não implementam gerência da qualidade, tarefa que passa a ser desempenhada a partir do nível 4 CMM. O nível 5 CMM caracteriza-se pela busca da melhoria contínua dos processos através de seu gerenciamento. A assertiva que condiz com a teoria exposta é a do item e). Página 12 de 44

14 6. Assuntos relacionados: Engenharia de Software, Modelos de Qualidade, CMM, Banca: ESAF Instituição: Receita Federal (RF) Cargo: Técnico da Receita Federal - Tecnologia da Informação Ano: 2006 Questão: 39 No CMM, o propósito da Gerência de Conguração de Software (GCS) é estabelecer e manter a integridade dos produtos do projeto de software ao longo do ciclo de vida do mesmo. A GCS envolve (a). garantir à gerência a visibilidade da ecácia do processo de desenvolvimento de software aplicado. (b). manter a integridade e rastreabilidade da conguração ao longo do ciclo de vida do software. (c). desenvolver e manter um plano de melhoria de desenvolvimento do processo de software. (d). selecionar fornecedores de produtos e serviços de software qualicados e gerenciálos efetivamente. (e). fazer experimentos piloto de novas tecnologias e coordenar atividades de melhoria e desenvolvimento do processo de software na organização. Solução: O Modelo de Maturidade e Capacidade (Capability Maturity Model - CMM) tem como objetivo quanticar a capacidade de uma empresa em produzir software de alta qualidade, de forma consistente e previsível, isto é, o processo de software deve ser repetido, controlado e medido. O modelo também tem como objetivo estabelecer uma compreensão comum entre o cliente e a equipe de desenvolvimento a respeito das necessidades do cliente. Neste modelo, a organização implementa um processo de melhoria gradativa, baseada em níveis de maturidade. A maturidade de uma organização está associada ao grau de conhecimento, controle e sistemática de execução de um processo de software. O CMM se divide em cinco níveis, conforme Figura 2. Cada nível do modelo especica um conjunto de processo que devem ser estabelecidos para se atingir a maturidade referente a um determinado nível, e adicionalmente, cada nível serve de base para o estabelecimento dos processos do próximo nível. Com exceção do nível 1, cada nível do CMM é organizado em áreas chaves (Key Process Area - KPA). Cada KPA é organizada em 5 sessões chamadas de funções comuns: Representação dos Compromissos, Habilidade de Representação, Atividades Representadas, Medições e Análise e Vericação de Implementação. Cada KPA é descrita em termos de práticas chaves (Key practises - KP) que quando implementadas, ajudam atingir os objetivos da KPA. As KP's escrevem a infra-estrutura e as atividades que contribuem para a implementação efetiva e institucionalização da KPA. A Gerência de Conguração de Software (GCS ou Software Conguration Manager - SCM) é uma área chave do nível 2 do CMM. Esta área chave tem como o objetivo estabelecer e manter a integridade dos produtos do projeto de software ao longo de todo o ciclo de vida do. Para atingir esse objetivo, esta área chave gerencia e controla a evolução do software Página 13 de 44

15 Figura 2: níveis de maturidade do CMM. por meio, basicamente, de controle de versão e de solicitação de mudanças. Entre os conceitos fundamentais do GCS, estão os itens de conguração e o baseline (conguraçãobase). Os itens de conguração são todos os artefatos (códigos fonte, executáveis, aplicativos, documentos, etc.) gerados durante o desenvolvimento de um software que serão controlados pela Gerência de Conguração. O baseline é um conjunto bem denido de itens de con- guração que representam um estágio do desenvolvimento do software, sendo passível de modicações por meio de um mecanismo formal de alterações. Entre as principais atividades da GCS estão: identicação de itens de conguração; controle de conguração das baselines; administração de estado das baselines (processo formal de mudanças por meio de solicitações); auditagem desta conguração. Todas essas atividades levam a um objetivo nal, o controle de versões, que engloba a automatização do rastreamento de arquivos, a prevenção de conitos (garantia de integridade) entre desenvolvedores, permitindo o desenvolvimento paralelo, a recuperação de versões prévias para manutenção ou upgrade e a agregação de novos módulos, funcionalidades ou requisitos. Na GCS é importante o uso de ferramentas que auxiliem no gerenciamento. Tais ferramentas devem facilitar o acesso às informações, garantir a integridade dos dados, controlar versões dos artefatos e acompanhar as requisições de mudanças. Estas ferramentas estão se tornando essenciais para agilizar o desenvolvimento, pois por meio delas é que o paralelismo de desenvolvimento se torna viável e controlado, além de garantir o acompanhamento do ciclo de vida do software através dos históricos das mudanças. Algumas ferramentas disponíveis no mercado: RationalClearCase, CVS, Subversion e Microsoft Virtual SourceSafe. De acordo com o explicado anteriormente, a GCS envolve manter a integridade e rastreabilidade da conguração ao longo do ciclo de vida do software. Portanto, a alternativa correta é a (B). Página 14 de 44

16 7. Assuntos relacionados: CMMI, Níveis de Maturidade, Banca: CESGRANRIO Instituição: Petrobras Cargo: Analista de Sistemas - Eng. de Software Ano: 2008 Questão: 67 O CMMI dene níveis crescentes de capacidade (capability) para as áreas de processos e de maturidade (maturity) organizacional. Sobre os níveis de maturidade, é correto armar que, no nível (a). 1, a disciplina de processo alcançada ajuda a garantir que as práticas existentes serão mantidas, mesmo em situações de crise e stress. (b). 2, os projetos são monitorados, controlados, revisados e avaliados quanto à sua aderência à descrição do processo que utilizaram. (c). 3, a performance dos processos é controlada usando estatística e outras técnicas quantitativas, sendo portanto quantitativamente previsível. (d). 4, a organização está focada no aperfeiçoamento contínuo da performance dos processos através de melhorias incrementais no processo e na tecnologia. (e). 5, a organização atingiu o nível máximo de otimização dos processos e passa a se concentrar nos aspectos operacionais e na manutenção das métricas que atestam sua condição. Solução: O CMMI (Capability Maturity Model Integration) é uma metodologia criada pela SEI (Software Engineering Institute) com o objetivo de substituir as diversas CMMs (Capability Maturity Model) desenvolvidas especicamente para cada área de atuação, tais como: desenvolvimento de sistemas, engenharia de software, aquisição de software e desenvolvimento de processos. Apesar das CMMs serem úteis, elas são excessivamente diversicadas e, por conta disso, foram consideradas problemáticas: redundância de conceitos, terminologia incomum, inconsistências, etc. De forma geral, o objetivo maior do CMMI é prover um conjunto de boas práticas para melhoria dos processos das organizações e a habilidade de gerenciar, desenvolver e manter os seus produtos (softwares). Essas práticas, já consideradas efetivas, são organizadas em uma estrutura que visa auxiliar a organização, em particular os gerentes de projetos, a estabelecer suas prioridades para a conquista de melhorias. Um guia para a implementação dessas melhorias também é fornecido pelo CMMI. O CMMI possui duas formas de representação, uma contínua e outra por estágios. Essas representações oferecem exibilidade para as organizações poderem utilizar diferentes meios para obterem melhorias de acordo com as suas realidades. A representação contínua dá liberdade para as organizações utilizarem a melhor ordem entre as melhorias para que os objetivos de negócio sejam alcançados. Essa representação é caracterizada por níveis de capacidade (capability levels). São eles: nível 0: Incompleto; nível 1: Executado (Denido); nível 2: Gerenciado; Página 15 de 44

17 nível 3: Denido; nível 4: Quantitativamente gerenciado; nível 5: Em otimização (ou Optimizado). Já a representação por estágios disponibiliza uma sequência pré-determinada para que as melhorias sejam obtidas. Essa sequência não pode ser desconsiderada pelas organizações que pretendem utilizar essa representação, pois cada estágio serve de base para o próximo. A representação por estágios é caracterizada por níveis de maturidade (maturity levels). Esses níveis e suas principais características são apresentados a seguir: nível 1 (Inicial): os processos são informais. A pesar dessa informalidade, às vezes, produtos e serviços que funcionam são produzidos. Contudo, na maioria dos projetos, as estimativas de orçamento e cronograma são excedidas; nível 2 (Gerenciado): há gerenciamento sobre os requisitos, processos, produtos e serviços. Processos BÁSICOS são estabelecidos para tal gerenciamento. Sucessos e fracassos anteriores são utilizados em processos futuros. Alguns dos procedimentos são devidamente escritos e atividades de medição e análise também acontecem; nível 3 (Denido): os processos BÁSICOS do nível 2 se tornam padrão para a organização. Esses processos, que são otimizados com o passar do tempo, são utilizados para a geração de processos denidos para cada projeto da organização; nível 4 (Quantitativamente gerenciado): a ecácia e a eciência de cada processo são percebidas em termos estatísticos durante toda a sua vida. As causas de variações de eciência e/ou ecácia são investigadas e tratadas para que não se repitam no futuro; nível 5 (Em otimização): neste nível, a organização concentra esforços no melhoramento contínuo do desempenho de processos por meio de melhorias tecnológicas incrementais e inovadoras. Regularmente, os objetivos quantitativos de melhoria são estabelecidos, revisados e monitorados, sempre levando-se em consideração eventuais alterações nos objetivos do negócio. (A) ERRADA No nível 1, os processos são informais, portanto, ainda não se obteve disciplina alguma nos processos. (B) CORRETA Sim, de fato no nível 2, os projetos são monitorados, controlados, revisados e avaliados. (C) ERRADA No nível 3, os processos básicos já se tornaram padrão para a organização, mas eles ainda não são controlados estatisticamente. Isso acontece quando a organização já se encontra no nível de maturidade 4. (D) ERRADA O aperfeiçoamento dos processos por meio de melhorias incrementais no processo e na tecnologia somente acontece quando a organização já se encontra no nível de maturidade 5. Página 16 de 44

18 (E) ERRADA No nível 5, a organização não necessita se concentrar excessivamente nos aspectos operacionais, anal de contas cada processo é padrão e otimizado. Ao invés disso, a organização se concentra em melhorias tecnológicas incrementais e inovadoras. Página 17 de 44

19 8. Assuntos relacionados: Qualidade de Software, CMMI, Banca: Cespe Instituição: ANAC Cargo: Analista Administrativo - Tecnologia da Informação Ano: 2009 Questão: Julgue os itens a seguir, relativos ao CMMI e APF. 116 No CMMI, as pessoas diretamente responsáveis pelo gerenciamento e execução das atividades do processo são, normalmente, as que avaliam a aderência. 117 No CMMI, a área de processo de desempenho do processo organizacional (OPP) deriva os objetivos quantitativos de qualidade e desempenho dos processos a partir dos objetivos de negócios da organização, a qual fornece aos projetos e grupos de suporte medidas comuns, baselines de desempenho de processos e modelos de desempenho de processos. Solução: Antes de prosseguirmos com a resolução dos itens, apresentaremos um pouco da história do CMMI. Inicialmente, havia apenas o SW-CMM (Capability Maturity Model for Software), que era um modelo de capacitação de processos de software, desenvolvido pelo SEI (Software Engineering Institute). Por ser especíco para a área de software, este modelo não contemplava outras áreas importantes das organizações, tais como Recursos Humanos e Engenharia de Sistemas. Almejando o sucesso adquirido pelo SW-CMM, outros modelos semelhantes foram criados para outras áreas, tais como Gestão de Recursos Humanos (People-CMM), Aquisição de Software (SACMM) e Engenharia de Sistemas (SE-CMM). Uma vez que os diversos modelos apresentavam estruturas, formatos e termos diferentes, tornava-se difícil a aplicação conjunta destes modelos por qualquer organização. O CMMI (Capability Maturity Model Integration) foi criado, então, com a nalidade de integrar os diversos modelos CMM. Além da integração dos modelos e redução dos custos com melhorias de processo, os seguintes objetivos também fazem parte do projeto CMMI: aumento do foco das atividades; integração dos processos existentes; eliminar inconsistências; reduzir duplicações; fornecer terminologia comum; assegurar consistência com a norma ISO 15504, que dene processo de desenvolvimento de software; exibilidade e extensão para outras disciplinas. Candidato, lembre-se disso: CMMI é modelo que descreve orientações para a denição e implantação de processos, ou seja, ele não descreve processo algum, apenas orienta. Página 18 de 44

20 Chegou o momento de apresentarmos as duas formas de representação do CMMI, são elas: Contínua: Níveis de Capacidade; Agrupamento de Áreas de Processo por Categoria; Avaliação da Capacidade nas Áreas de Processo. Por Estágios: Níveis de Maturidade; Agrupamento de Áreas de Processo por Nível; Avaliação da Organização / Unidade Organizacional com um todo. Achou tudo muito vago? Não se preocupe, iremos introduzir algumas denições ao longo da resolução. Primeiramente, você precisa saber que Áreas de Processo são práticas relacionadas em uma área que, quando executadas de forma coletiva, satisfazem um conjunto de metas consideradas importantes para trazer uma melhoria nessa área. Mais a frente nós falaremos sobre as Áreas de Processos existentes no CMMI, ok? E o que signica Nível de Capacidade? Um nível de capacidade é um plano bem denido que descreve a capacidade de uma Área de Processo. Existem seis níveis de capacidade, numerados de 0 a 5, onde cada nível representa uma camada na base para a melhoria contínua do processo. Assim, níveis de capacidade são cumulativos, ou seja, um nível de capacidade mais alto inclui os atributos dos níveis mais baixos. Os níveis são: Otimizado; Gerenciado Quantitativamente; Denido; Gerenciado; Realizado; Incompleto. Uma vez que os modelos CMMI são projetados para descrever níveis discretos de melhoria de processo, podemos dizer que os níveis de capacidade provêem uma ordem recomendada para abordar a melhoria de processo dentro de cada área de processo. Candidato, lembrese disso: a representação por níveis de capacidade foca em Áreas de Processo (AP) especícas de acordo com metas e objetivos de negócio. Assim, uma organização pode ter cada AP classicada em um nível diferente, por exemplo: é possível estar no nível 3 para a AP Gerenciamento de Requisitos e no nível 2 para a AP Gerenciamento de Conguração. E quanto a Níveis de Maturidade? Um nível de maturidade é um plano bem denido de um caminho para tornar a organização mais madura. Existem cinco níveis de maturidade, numerados de 1 a 5, e cada nível compreende um conjunto pré-denido de Áreas de Processo. Os níveis são: Otimizado: foco na melhoria do processo; Gerenciado Quantitativamente: processo medido e controlado; Denido: processo pró-ativo e caracterizado para a organização; Gerenciado: processo caracterizado para projetos e frequentemente reativo; Página 19 de 44

21 Inicial: processo imprevisível, pouco controlado. Lembre-se disso: diferentemente do nível de capacidade, aqui cada AP encontra-se em um único nível (por exemplo, a AP Gerenciamento de Requisitos pertence ao nível 2). Assim, em uma dada avaliação, somente atribuir-se-á um nível de maturidade para a organização se todas as APs daquele nível (e dos níveis anteriores) foram atendidas. Após esta breve revisão, partiremos para a resolução dos itens. 116 ERRADO O momento é oportuno para inserirmos alguns conceitos básicos no escopo de CMMI: Práticas Especícas: atividades que são consideradas importantes na satisfação de uma meta especíca associada; Metas Especícas: aplicam-se a uma AP e tratam de características que descrevem o que deve ser implementado para satisfazer essa AP. São utilizadas nas avaliações para auxiliar a determinar se a AP está sendo satisfeita; Práticas Genéricas: oferecem uma institucionalização que assegura que os processos associados com a AP serão ecientes, repetíveis e duráveis; Metas Genéricas: aparecem em diversas APs; Avaliação Objetiva: signica revisar atividades e produtos de trabalho contra critérios que minimizem a subjetividade e inuências do revisor. Um exemplo de uma avaliação objetiva é uma auditoria contra os requisitos, padrões ou procedimentos para uma função de garantia da qualidade independente; Características comuns: são atributos pré-denidos que agrupam as práticas genéricas em categorias. As características comuns são componentes de modelo que não são avaliados de nenhuma forma. Elas são simples agrupamentos que oferecem uma maneira de apresentar as práticas genéricas. Na representação em níveis de maturidade, existem quatro características comuns que organizam as práticas genéricas de cada AP: Compromisso: agrupa as práticas genéricas relacionadas à criação de políticas e à garantia de patrocínio; Habilitação: agrupa as práticas genéricas relacionadas a assegurar que o projeto e/ou organização possuem os recursos que necessitam; Implementação: agrupa as práticas genéricas relacionadas à gerência do desempenho do processo, gerência da integridade de seus produtos de trabalho e envolvimento dos stakeholders relevantes; Vericação da Implementação: agrupa as práticas genéricas relacionadas a revisões pelo nível mais alto de gerenciamento e a avaliações objetivas de conformidade a descrições de processos, procedimentos e padrões. Esta é a categoria que nos interessa neste item! Ao estudarmos o CMMI, observaremos que a característica comum Vericação da Implementação compreende a prática genérica Avaliar Objetivamente a Aderência. O objetivo desta prática genérica é fornecer uma garantia conável que o processo está implementado como foi planejado e adere a sua descrição de processo, padrões e procedimentos. Bom, já sabemos qual é o objetivo desta Prática Genérica, falta descobrimos a quem Página 20 de 44

22 cabe esta avaliação. Segundo o CMMI, as pessoas que não são diretamente responsáveis pelo gerenciamento e execução das atividades do processo normalmente são as que avaliam a aderência. Em muitos casos, a aderência é avaliada por pessoas da própria organização, mas externas ao processo ou projeto, ou por pessoas de fora da organização. Como resultado, uma garantia conável da aderência pode ser fornecida mesmo durante os momentos em que o processo esteja sob pressão (por exemplo, quando o esforço está atrasado no cronograma ou ultrapassou o orçamento). Portanto, o item está ERRADO. 117 CERTO Antes de entrarmos no mérito da questão é preciso saber que as Áreas de Processos são organizadas em quatro categorias de processo. São elas: Gerenciamento de Processos: atividades relativas à denição, planejamento, distribuição de recursos, aplicação, implementação, monitoramento, controle, avaliação, medição e melhoria de processos. Envolve as seguintes APs: Foco no Processo Organizacional (básica); Denição do Processo Organizacional (básica); Treinamento Organizacional (básica); Desempenho do Processo Organizacional (avançada); Inovação e Desenvolvimento Organizacional (avançada). Gerenciamento de Projetos: atividades de gerência de projetos relacionadas ao planejamento, monitoramento e controle do projeto. Envolve as seguintes APs: Planejamento de Projetos (básica); Monitoramento e Controle de Projetos (básica); Gerência de Acordos com Fornecedores (básica); Gerência Integrada de Projetos (avançada); Gerência de Riscos (avançada); Integração de Equipes (avançada); Gerência Quantitativa de Projetos (avançada). Engenharia: atividades de desenvolvimento e manutenção que são compartilhadas entre as disciplinas de engenharia (por exemplo, engenharia de sistemas e engenharia de software). Envolve as seguintes APs: Gerência de Requisitos; Desenvolvimento de Requisitos; Solução Técnica; Integração de Produtos; Vericação; Validação. Suporte: atividades que apóiam o desenvolvimento e a manutenção de produtos. As APs de Suporte tratam os processos que são utilizados no contexto da execução de outros processos. Envolve: Gerência de Conguração (básica); Garantia da Qualidade do Processo e do Produto (básica); Medição e Análise (básica); Página 21 de 44

23 Ambiente Organizacional para Integração (avançada); Análise de Decisões e Resoluções (avançada); Análise de Causas e Resoluções (avançada). Não se assuste com a quantidade de processos (24), pois o que nos interessa aqui é a categoria Gerenciamento de Processo, mais especicamente, a área de processo Desempenho do Processo Organizacional. Segundo o CMMI, a área de processo de Desempenho do Processo Organizacional (em inglês, Organizational Process Performance - OPP) deriva os objetivos quantitativos de qualidade e desempenho dos processos a partir dos objetivos de negócios da organização. Esta, por sua vez, fornece aos projetos e grupos de suporte medidas comuns, baselines de desempenho de processos e modelos de desempenho de processos. Estes outros grupos organizacionais suportam o gerenciamento quantitativo de projetos e o gerenciamento estatístico de subprocessos críticos para os projetos e grupos de suporte. Por m, a organização analisa os dados de desempenho do processo coletados a partir destes processos denidos para desenvolver um entendimento quantitativo da qualidade do produto, da qualidade de serviços e do desempenho dos processos do conjunto de processos padrão da organização. Resumindo, podemos dizer que a área de processo OPP tem como objetivo estabelecer um controle da performance dos processos. Pergunta: neste ponto você saberia dizer a qual nível de maturidade esta área de processo pertence? Candidato, é fácil perceber que pertence ao nível 4 (Gerenciado Quantitativamente), onde os processos são medidos e controlados. Apenas para complementar o comentário, veja a Figura 3, que oferece uma visão geral das interações descritas acima (curiosidade: OID é a área de processo de Inovação e Desenvolvimento Organizacional e pertence ao nível de maturidade 5). Portanto, podemos concluir que o item está CERTO. Página 22 de 44

24 Figura 3: áreas de processos avançadas de gerenciamento de processos. Página 23 de 44

25 9. Assuntos relacionados: Governança de TI, Organizational Project Management Maturity Model (OPM3), CMMI, Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED), COBIT, Portais Corporativos, Banca: ESAF Instituição: Agência Nacional de Águas (ANA) Cargo: Analista Administrativo - Tecnologia da Informação e Comunicação / Desenvolvimento de Sistemas e Administração de Banco de Dados Ano: 2009 Questão: 1 O é empregado na governança de recursos de Tecnologia da Informação (TI). Assinale a opção que completa corretamente a frase acima. (a). OPM3 (b). CMMI (c). GED (d). COBIT (e). Portal corporativo Solução: Entende-se por Governança de TI como um conjunto de estruturas e processos que visam garantir que a TI suporte e maximize os objetivos e as estratégias do negócio. Assim, a governança e o X (descobriremos quem é o X quando analisarmos as alternativas a seguir) devem suportar os interesses dos stakeholders internos e externos de acordo com as necessidades especícas de cada um: os de dentro da empresa que têm interesse em gerar valor a partir de investimentos de TI; os que prestam serviços de TI sejam eles internos (Departamento de TI) ou externos (fornecedores); e os que controlam riscos e responsabilidades. Bom, agora nós analisaremos cada alternativa. (A) ERRADA OPM3 (Organizational Project Management Maturity Model, em português Modelo de Maturidade em Gerenciamento de Projetos Organizacionais) fornece um mecanismo que permite monitorar o progresso dos interesses estratégicos da organização através da execução precisa e bem sucedida dos projetos. Em outras palavras, ele possibilita que a empresa utilize a gestão de projetos para atingir suas metas nos prazos e dentro do orçamento. Ao estudar o OPM3, você perceberá que ele é baseado no guia PMBOK (padrão global) e pode ser aplicado em organizações de diversos segmentos, tamanhos ou localizações geográcas. Notará também que o OPM3 desenvolve um ciclo continuado de aperfeiçoamento do conhecimento, da avaliação e da melhoria de forma que, conforme você se move pelo processo de melhoria, passa por uma mudança de pensamento que posicionará sua organização de modo a permitir que ela obtenha tanto ganhos imediatos como sucesso em longo prazo. Você perceberá também que o OPM3 permite que as organizações avaliem seu nível de maturidade. No caso, existem 4 níveis (Padronizar, Medir, Controlar e Melhorar continuamente) para cada domínio de análise: Projetos que é o domínio, digamos, mais baixo; Página 24 de 44

26 Programas, domínio intermediário; e Portfólios, representado o domínio mais alto. Candidato, lembre-se que maturidade é o desenvolvimento de sistemas e processos que são repetitivos por natureza e garantem uma alta probabilidade de que cada um deles seja um sucesso. Observe que, em nenhum momento zemos menção à Governança de TI, o que nos dá condição para descartar esta alternativa. (B) ERRADA O CMMI (Capability Maturity Model Integration) é uma metodologia criada pela SEI (Software Engineering Institute) com o objetivo de substituir as diversas CMMs (Capability Maturity Model) desenvolvidas especicamente para cada área de atuação, tais como: desenvolvimento de sistemas, engenharia de software, aquisição de software e desenvolvimento de processos. Apesar das CMMs serem úteis, elas são excessivamente diversicadas e, por conta disso, foram consideradas problemáticas (redundância de conceitos, terminologia incomum, inconsistências, etc.) De forma geral, o objetivo maior do CMMI é prover um conjunto de boas práticas para melhoria dos processos das organizações e a habilidade de gerenciar, desenvolver e manter os seus produtos (softwares). Essas práticas, já consideradas efetivas, são organizadas em uma estrutura que visa auxiliar a organização, em particular os gerentes de projetos, a estabelecer suas prioridades para a conquista de melhorias. Um guia para a implementação dessas melhorias também é fornecido pelo CMMI. Candidato, você precisa saber as diferenças entre as formas de representação que o CMMI possui, uma contínua e outra por estágios (a existência de duas representações visa a oferecer exibilidade para as organizações poderem utilizar diferentes meios para obterem melhorias de acordo com as suas realidades). Enquanto que a representação contínua dá liberdade para as organizações utilizarem a melhor ordem entre as melhorias para que os objetivos de negócio sejam alcançados, a representação por estágios disponibiliza uma sequência pré-determinada para que as melhorias sejam obtidas. Essa sequência não pode ser desconsiderada pelas organizações que pretendem utilizar essa representação, pois cada estágio serve de base para o próximo. Novamente, em nenhum momento zemos menção à Governança de TI, o que nos permite eliminar esta alternativa. (C) ERRADA GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos) é uma tecnologia que provê um meio de facilmente gerar, controlar, armazenar, compartilhar e recuperar informações existentes em documentos. Os sistemas GED permitem que os usuários acessem os documentos de forma ágil e segura. Como bem sabemos, os conhecimentos de uma empresa residem na massa de documentos que a mesma possui. É aqui que entra o GED, permitindo a preservação e a organização deste patrimônio, assegurando a informação necessária, na hora exata, para a pessoa certa. Não é difícil intuir que, devido a sua capacidade de gerenciar documentos, a GED é uma Página 25 de 44

27 ferramenta indispensável para a Gestão do Conhecimento. Não é difícil concluir também que a alternativa está ERRADA. (D) CORRETA O Control Objective for Information and related Technology (COBIT) é um framework que fornece as melhores práticas para gerenciamento de processos de TI, atendendo as necessidades de gestão de uma organização, tratando os riscos do negócio, as necessidades de controle e as métricas de desempenho. Esse framework serve de suporte para implementar a Governança de TI numa organização garantindo que: a TI esteja alinhada com o negócio; a TI permita o negócio e maximize os benefícios; os recursos de TI sejam usados com responsabilidade; e que os riscos de TI sejam gerenciados apropriadamente. Vale reforçar que o COBIT não é um padrão denitivo. Ele serve como apoio para a implementação de controles na Governança de TI, ditando o o que fazer e não se preocupando como fazer. O COBIT foca em duas áreas chaves: fornece informações necessárias para suportar os objetivos e os requisitos do negócio; e trata as informações como sendo o resultado combinado de aplicações e recursos de TI que precisam ser gerenciados por processos de TI. Para isso, o COBIT agrupa os processos de TI em quatro áreas ou domínios: 1. Planejamento e Organização; 2. Aquisição e Implementação; 3. Entrega e Suporte; 4. Monitoração e Avaliação. Candidato, lembre-se disso: o COBIT deve ser utilizado como um amplo guia pela direção e pelos responsáveis pelos processos de negócio da empresa, não restringindo apenas ao departamento de TI! Portanto, a alternativa está CORRETA. (E) ERRADA Os portais corporativos são, comumente, apresentados como uma evolução das intranets. No entanto, os portais também podem ser vistos como uma aplicação web que agrega conteúdo, colaboração, conhecimento e aplicativos transacionais, todos em uma interface única. Exemplos de funcionalidades que os portais normalmente possuem são: busca e indexação; categorização de conteúdo; colaboração; personalização; comunidades; integração de sistemas; segurança. A seguir, apresentamos alguns exemplos de portais corporativos (Candidato, decore o signi- cado destas siglas!): Página 26 de 44

28 B2B (Business to Business): transações de comércio entre empresas. Por exemplo, um banco transferindo recursos para; B2C (Business to Consumer): transações entre uma empresa e um consumidor. Por exemplo, portais da Submarino e da Lojas; C2C (Consumer to Consumer): transações entre consumidores, intermediadas normalmente por uma empresa. Por exemplo, o sites de leilão Ebay e Mercado Livre; B2G (Business to Governement): transações entre empresa e governo, como, por exemplo, licitações e compras de fornecedores; B2E (Business-to-Employee): portais que atendem aos empregados. Oferecem aos empregados uma interface única para que eles possam acompanhar as notícias da empresa, gerenciar seus dados pessoais, solicitar serviços, etc. Portanto, nada relacionado à Governança de TI. Página 27 de 44

29 10. Assuntos relacionados: Engenharia de Software, Qualidade de Software, CMMI, Banca: ESAF Instituição: Controladoria-Geral da União (CGU) Cargo: Analista de Finanças e Controle - Tecnologia da Informação / Desenvolvimento de Sistemas de Informação Ano: 2008 Questão: 11 A representação contínua do Modelo CMMI tem mais práticas especícas que a representação em estágios, uma vez que tem dois tipos de práticas enquanto a representação em estágios possui apenas um. Quanto às práticas em cada representação, é correto armar que (a). existem práticas genéricas para os níveis de capacitação 1, 4 e 5 em ambas as representações. (b). na representação em estágios, somente aparecem práticas genéricas para os níveis de capacitação 2 e 3. (c). na representação contínua, as práticas genéricas existem para os níveis de capacitação 3 a 5. (d). na representação contínua, as práticas genéricas existem para todos os níveis de capacitação. (e). na representação em estágios, existem práticas genéricas para os níveis de capacitação 3, 4 e 5. Solução: O CMMI (Capability Maturity Model Integration) é uma evolução do CMM (Capability Maturity Model) com o intuito de unicar os diversos modelos do CMM. O CMMI é um modelo de referência que contém práticas necessárias para o desenvolvimento de processos de software, a m de fornecer orientações (de o que fazer e não como fazer) para melhoraria de processos da organização e da capacidade da mesma de gerenciar o desenvolvimento, a aquisição e manutenção de produtos e serviços. O CMMI possui duas representações: contínua e estágio. A representação contínua utiliza os níveis de capacitação para medir a melhoria de processos, e a representação em estágios utiliza os níveis de maturidade. Essas representações permitem a organização, de acordo com o interesse, escolher diferentes caminhos para a melhoria dos processos. Representação contínua A representação contínua tem como foco a capacidade do processo e oferece um caminho exível para a implementação de melhorias. Permite que uma organização escolha áreas especícas do processo para implementação de melhorias e implementação de níveis diferentes de capacidade para diferentes processos. Existem dois tipos de práticas, especícas a uma determinada Área de Processo (PA) e as genéricas indiferentemente a todas as Áreas de Processo. As práticas especícas são atividades que são consideradas importantes na satisfação de uma meta especíca associada. As práticas especícas se aplicam a uma determinada Área de Processo e estão relacionadas à dimensão de um processo. As práticas genéricas são Página 28 de 44

30 atividades que garantem que os processos associados com a Área de Processos serão efetivos, repetíveis e duradouros. Genérica porque a mesma prática apresenta-se em múltiplas Áreas de Processo. As práticas genéricas estão relacionadas à dimensão da capacidade ou da maturidade. A representação contínua tem mais práticas especícas que a representação em estágios, pois tem dois tipos de práticas especícas, básicas e avançadas, enquanto a representação em estágios possui apenas um tipo de prática especíca. Na representação contínua, as Áreas de Processos são organizadas por categoria, são elas: Gerenciamento de Processos; Gerenciamento de Projetos; Engenharia e Suporte. É possível classicar o nível de capacitação de cada processo em seis níveis, de zero a cinco: Nível 0 - Incompleto: um processo é parcialmente realizado ou não realizado, e um ou mais objetivos do processo não estão satisfeitos; Nível 1 - Realizado (ou Executado): um processo realizado atende todos os objetivos especícos da área de processo e produz algum trabalho; Nível 2 - Gerenciado: um processo gerenciado é um processo realizado (nível 1) que também é planejado e executado de acordo com as políticas pré-denidas; Nível 3 - Denido: um processo denido é um processo gerenciado (nível 2) e ajustado de acordo com o conjunto de processos da organização; Nível 4 - Gerenciado quantitativamente: um processo neste nível é denido e controlado com ajuda de técnicas estatísticas e quantitativas; Nível 5 - Otimizado: um processo otimizado é gerenciado quantitativamente, alterado e adaptado para atender os objetivos dos negócios atuais. Representação em estágio A representação em estágios, que é mais utilizada, tem foco na maturidade da organização e provê um caminho evolutivo para a melhoria do processo. As Áreas de Processos são agrupadas por nível de maturidade, que devem ser atendidas na sua totalidade para permitir um estágio denido de melhorias. A representação em estágios possui apenas um tipo de prática especíca. A representação de estágio divide as Áreas de Processo em cinco níveis de maturidade, como no CMM: Nível 1 - Inicial: neste nível, os processos são caóticos e informais. A organização não possui um ambiente estável. Apesar deste ambiente informal e caótico, organizações neste nível muitas vezes produzem produtos e serviços que funcionam; entretanto, freqüentemente excedem o orçamento e o cronograma de seus projetos; Nível 2 - Gerenciado: neste nível, os projetos da organização asseguraram que os requisitos são gerenciados e que os processos são planejados, executados, medidos e controlados. No nível 2, uma organização garante que atingiu todas as metas especícas e genéricas das áreas de processos do nível 2 de maturidade; Nível 3 - Denido: neste nível, os processos são bem caracterizados e entendidos e estão descritos em padrões, procedimentos, ferramentas e métodos. O conjunto de processos padrão da organização é estabelecido e melhorado ao longo do tempo e são usados para estabelecer a consistência em toda a organização. No nível 3, uma organização atingiu todas as metas especícas e genéricas das áreas de processos denidas para os níveis de maturidade 2 e 3; Página 29 de 44

31 Nível 4 - Gerenciado Qualitativamente: neste nível, são selecionados os subprocessos que contribuem signicativamente para o desempenho geral do processo. Estes subprocessos selecionados são controlados utilizando estatísticas e outras técnicas quantitativas. No nível 4, 4, uma organização atingiu todas as metas especícas das áreas de processos atribuídas aos níveis de maturidade 2, 3 e 4 e as metas genéricas atribuídas aos níveis de maturidade 2 e 3; Nível 5 - Otimizado: neste nível, concentra-se no melhoramento contínuo do desempenho de processos através de melhorias tecnológicas incrementais e inovadoras. No nível 5, uma organização atingiu todas as metas especícas das áreas de processos atribuídas aos níveis de maturidade 2, 3, 4 e 5 e as metas genéricas atribuídas aos níveis de maturidade 2 e 3. De acordo com explicado anteriormente, analisamos as alternativas da questão: (A) ERRADA Na representação contínua, as práticas genéricas existem para os níveis de capacitação de 1 a 5, enquanto que na representação em estágios somente aparecem práticas genéricas para os níveis de capacitação 2 e 3; não existem práticas genéricas para os níveis de capacitação 1, 4 e 5. A alternativa está errada ao armar que na representação em estágio, os níveis 1, 4 e 5 possuem práticas genéricas. (B) CORRETA Conforme explicado na alternativa (A), na representação em estágios somente aparecem práticas genéricas para os níveis de capacitação 2 e 3. Logo, a alternativa está correta. (C) ERRADA Conforme explicado na alternativa (A), na representação contínua, as práticas genéricas existem para os níveis de capacitação de 1 a 5. A alternativa C está errada, pois arma que existem práticas genéricas para os níveis 3 a 5, ignorando os níveis 1 e 2. (D) ERRADA Na representação contínua, as práticas genéricas existem para os níveis de capacitação de 1 a 5. Não existe para o nível de capacitação 0. Portanto a alternativa está errada ao armar que existem práticas genéricas para todos os níveis de capacitação. (E) ERRADA Conforme explicado na alternativa (A), na representação em estágios somente aparece práticas genéricas para os níveis de capacitação 2 e 3. Página 30 de 44

32 A alternativa está errada ao armar existem práticas genéricas para os níveis 3, 4, e 5, ao invés de somente os níveis 2 e 3. Página 31 de 44

33 11. Assuntos relacionados: Governança de TI, CMMI, Banca: ESAF Instituição: Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) Cargo: Analista Técnico da SUSEP - Tecnologia da Informação Ano: 2010 Questão: 1 Segundo o CMMI é correto armar que (a). Gestão do Acordo com o Fornecedor é área de processo da categoria Gestão do Projeto. (b). Treinamento Organizacional é área de processo da categoria Gestão do Projeto. (c). Medição e Análise é área de processo da categoria Gestão do Processo. (d). Gestão da Conguração é área de processo da categoria Gestão de Processo. (e). Gestão de Riscos é área de processo da categoria Suporte. Solução: O CMMI (Capability Maturity Model Integration) é um conjunto de práticas de gerenciamento e de melhoria da qualidade do processo de desenvolvimento de software. Os níveis de maturidade, um dos conceitos principais do CMMI, representam os estágios de uma melhoria consolidada do processo. No total, são cinco níveis: Inicial (1), Gerenciado (2), Denido (3), Gerenciado Quantitativamente (4) e Otimizado (5). Além de haver uma classicação dos processos do CMMI pelos níveis de maturidade, há também a representação contínua, onde os processos são organizados por categorias. As categorias são: Gestão de Projeto, Gestão de Processo, Engenharia e Suporte. Da maneira que se congura a questão, torna-se imprescindível saber as classicações das áreas de processo pela sua representação contínua. Como a classicação por nível de maturidade é também bastante corriqueira em questões de concurso, são listados nas Tabelas 1 e 2 os processos do CMMI na sua representação por estágios (níveis de maturidade) e na sua representação contínua (por categorias). Concluímos que a alternativa correta é a letra a), pois Gestão do Acordo com o Fornecedor ca na categoria de Gestão do Projeto. Vamos averiguar se as outras alternativas estão realmente incorretas. b) ERRADA, pois Treinamento Organizacional faz parte da categoria Gestão de Processo e não da categoria Gestão do Projeto. c) ERRADA, pois Medição e Análise é da categoria Suporte e não da categoria Gestão do Processo. d) ERRADA, pois Gestão de Congurações é da categoria de Suporte e não da categoria Gestão de Processo. e) ERRADA, pois Gestão de Risco é da categoria Gestão de Projeto e não da categoria Suporte. É importante frisar que estudar essas classicações tanto por categoria quanto por nível de maturidade é importantíssimo, caso você venha a se preparar para um concurso que cobre conhecimentos em CMMI. Página 32 de 44

34 Categoria Gestão de Processo Gestão de Projeto Engenharia Suporte Áreas de Processo Enfoque no Processo Organizacional Denição do Processo Organizacional Treinamento Organizacional Desempenho de Processo Organizacional Inovação e Implementação Organizacional Planeamento de Projeto Monitorização e Controle de Projeto Gestão de Acordo com o Fornecedor Gestão Integrada do Projeto Gestão de Risco Integração de Equipes Gestão Integrada de Fornecedores Gestão Quantitativa do Projeto Gestão de Requisitos Desenvolvimento de Requisitos Solução Técnica Integração do Produto Vericação Validação Gestão de Congurações Garantia da Qualidade do Processo e do Produto Medição e Análise Análise das Decisões e Resolução Ambiente Organizacional para Integração Análise e Resolução Causal Tabela 1: classicação das áreas de processos por categoria. Página 33 de 44

35 Nível de Maturidade Nível 1 Inicial Nível 2 Gerenciado Nível 3 Denido Nível 4 Gerido Quantitativamente Nível 5 Otimizado Áreas de Processo Não há Gestão de Requisitos Planejamento do Projeto Monitorização e Controle do Projeto Gestão de Acordo com o Fornecedor Medição e Análise Garantia da Qualidade do Processo e do Produto Gestão de Congurações Desenvolvimento de Requisitos Solução Técnica Integração do Produto Vericação Validação Enfoque no Processo Organizacional Denição do Processo Organizacional Treinamento Organizacional Gestão Integrada de Projetos Gestão de Risco Integração de Equipes Gestão Integrada de Fornecedores Ambiente Organizacional para Integração Análise das Decisões e Resolução Desempenho do Processo Organizacional Gestão Quantitativa do Projeto Inovação e Desenvolvimento Organizacional Análise e Relação Causal Tabela 2: classicação das áreas de processos por nível de maturidade. Página 34 de 44

36 12. Assuntos relacionados: Governança de TI, CMMI, Banca: ESAF Instituição: Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) Cargo: Analista Técnico da SUSEP - Tecnologia da Informação Ano: 2010 Questão: 2 Os Níveis de Maturidade de 1 a 5 do CMMI são: (a). Inicial, Projetado, Denido, Gerenciado Qualitativamente e Aplicado. (b). Inicial, Gerenciado, Dirigido, Vericado Quantitativamente e Maximizado. (c). Inicial, Gerenciado, Denido, Gerenciado Quantitativamente e Otimizado. (d). Planejado, Gerenciado, Revisto, Otimizado e Quanticado. (e). Planejado, Projetado, Implantado, Gerenciado Quantitativamente e Otimizado. Solução: O CMMI (do inglês Capability Maturity Model Integration Modelo Integrado de Capacidade e Maturidade) é um modelo de qualidade desenvolvido pelo SEI (Software Engineering Institute Instituto de Engenharia de Software). Ele é resultado da integração de vários modelos de capacidade e maturidade existentes e estabelece um conjunto de diretivas que devem ser seguidas de forma a melhorar o processo de desenvolvimento de uma organização. O CMMI não diz como fazer, mas sim o que deve ser feito. O CMMI dene 5 diferentes níveis de maturidade. Esses indicam os diferentes estágios pelos quais uma organização deve passar para melhorar o seus processos de desenvolvimento. Eles também ajudam a caracterizar em que nível de qualidade uma organização se encontra e, dessa forma, fornecem um parâmetro de decisão que pode ser usado por clientes que desejam contratar os serviços da organização. Os níveis de maturidade do CMMI são os seguintes: Nível 1 (Inicial): nesse nível não existe controle ou gerenciamento sobre o funcionamento dos diferentes processos existentes na organização; Nível 2 (Gerenciado): nesse nível já existe controle sobre os processos e esses são documentados. Aquilo que deu certo para um projeto, é repetido em outros; Nível 3 (Denido): nesse nível os processos já estão bem denidos e bem entendidos. Diferente do nível 2, o processo não precisa ser repetido e pode ser modicado de forma a atender requisitos de um determinado projeto. Dessa forma, os processos estabelecidos são melhorados com o passar do tempo; Nível 4 (Quantitativamente Gerenciado): nesse nível os processos são controlados usando-se medições e controles quantitativos. Através das estatísticas colhidas, os processos são ajustados de forma a se obter o melhor desempenho; Nível 5 (Otimizado): nesse nível, a preocupação é com relação à melhoria contínua dos processos e à solução de problemas existentes. As metas de melhoria são continuamente revisadas e os resultados obtidos são comparados com aquilo que era esperado. Nesse nível há também uma política de prevenção de problemas, o que não ocorre no nível 4. Portanto, a resposta é a alternativa (C). Página 35 de 44

37 13. Assuntos relacionados: Governança de TI, CMMI, Banca: ESAF Instituição: Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) Cargo: Analista Técnico da SUSEP - Tecnologia da Informação Ano: 2010 Questão: 4 As abordagens para implementação do CMMI são: (a). Abordagem por Sistemas e Abordagem Sequencial. (b). Abordagem por Estágios e Abordagem Contínua. (c). Abordagem por Gestores e Abordagem em Degraus. (d). Abordagem por Estrutura e Abordagem por Processos. (e). Abordagem por Simulação e Abordagem por Pontos de Função. Solução: A resposta é a alternativa (B). Ao implementar o CMMI, existem duas abordagens que uma organização pode seguir: Contínua: permite que a organização melhore de forma incremental os processos de uma determinada área de processos (PA) ou grupo de PA's, sem a necessidade de se evoluir todas as PA's que o CMMI engloba. Por exemplo, nessa abordagem uma organização pode possuir o nível 3 para a PA planejamento de projetos sem que tal nível tenha sido atingido por outras PA's; Por estágios: nessa abordagem, para que a organização possa obter um determinado nível, todas as PA's denidas pelo CMMI devem ter avaliação compatível com o nível desejado. A decisão sobre qual abordagem seguir depende do perl de cada organização. Por exemplo, pode não ser possível implementar o CMMI para uma PA devido a problemas operacionais ou mesmo por conta da resistência de algumas pessoas à implantação do modelo. Nesse caso seria mais conveniente seguir a abordagem contínua. Página 36 de 44

38 14. Assuntos relacionados: Engenharia de Software, MPS.BR, MR-MPS, MA-MPS, MN- MPS, Banca: ESAF Instituição: Controladoria-Geral da União (CGU) Cargo: Analista de Finanças e Controle - Tecnologia da Informação / Desenvolvimento de Sistemas de Informação Ano: 2008 Questão: 3 O MPS.BR tem como uma das metas denir e aprimorar o modelo de melhoria e avaliação de processo de software, visando preferencialmente as micro, pequenas e médias empresas, de forma a atender às suas necessidades de negócio e ser reconhecido nacional e internacionalmente como um modelo aplicável à indústria de software. Os componentes em que o MPS.BR está dividido são: (a). ISO/IEC 12207, CMMI-DEV, ISO/IEC (b). modelo de referência, guia geral, guia de aquisição, guia de implementação. (c). guia geral, guia de aquisição, guia de implementação, guia de avaliação. (d). modelo de referência, método de avaliação, modelo de negócio. (e). guia geral, guia de avaliação e documentos do programa. Solução: Uma ótima fonte para se obter mais informações sobre MPS.BR é website da Softex (http://www.softex.br/mpsbr). Lá é possível encontrar a seguinte denição: O MPS.BR é um programa mobilizador, de longo prazo, criado em dezembro de 2003, coordenado pela Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX), que conta com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em resumo, o Programa MPS.BR busca fomentar a melhoria de processos do software brasileiro. São duas as suas principais metas: meta técnica: que visa a criação e aprimoramento do Modelo MPS; meta de mercado: que visa a disseminação e adoção do Modelo MPS. Perceba, portanto, que o acrônimo MPS.BR pode se referir tanto um programa quanto a um modelo. O Modelo MPS é dividido em 3 partes, que serão descritas ao longo deste comentário. São elas: MR-MPS: Modelo de Referência para Melhoria de Processo de Software; MA-MPS: Modelo de Avaliação para Melhoria de Processo de Software; MN-MPS: Modelo de Negócio para Melhoria de Processo de Software. É muito importante entender que o MPS.BR é baseado, e portanto compatível, com os seguinte padrões internacionais: CMMI, ISO/IEC (Processo de Desenvolvimento de Software) e ISO/IEC (evolução da ISO/IEC 12207). Dessa forma, o MPS.BR se caracteriza como uma solução brasileira para certicação de qualidade, cujo ponto forte é o seu Página 37 de 44

39 relativo baixo custo, que permite as micro, pequenas e médias empresas ascenderem na escala de qualidade e de produtividades, substituindo o modelo artesanal de desenvolvimento de software pelas melhores práticas construídas pela Engenharia de Software. Nesse sentido, o MPS.BR é geralmente visto como uma preparação para obtenção de certicações internacionais (CMMI e ISOs), sobretudo pelas empresas interessadas em exportação de software. MR-MPS Apesar do modelo de referência do MPS.BR ser diferente do modelo de referência CMMI, eles apresentam uma forte relação de similaridade. Enquanto o modelo CMMI classica o grau de maturidade de empresas em 5 níveis, o MPS.BR o faz em 7 níveis, que vão do nível A (maior maturidades) ao G (menor maturidade). Além do conceito de maturidade, há no MR-MPS outros dois conceitos muito importantes: processo: cada processo tem um propósito e resultados esperados. São utilizados nesse modelo de referencia os processos denidos na ISO/IEC Na prática, quanto maior for o número de processos implantados cujos resultados esperados são de fato obtidos por uma determinada empresa, maior será o seu grau de maturidade; capacidade do processo: é representada por um conjunto de atributos de processo (AP) descritos em termos de resultados esperados. Na prática, à medida que uma empresa evolui nos níveis de maturidade, um maior nível de capacidade para desempenhar o processo deve ser atingido. Os APs existentes são: AP O processo é executado; AP O processo é gerenciado; AP Os produtos de trabalho do processo são gerenciados; AP O processo é denido; AP O processo está implementado; AP O processo é medido; AP O processo é controlado; AP O processo é objeto de inovações; AP O processo é otimizado continuamente. A Figura 4 apresenta de forma compacta a relação entre os níveis de maturidade, os processos e os atributos de processos do MR-MPS. É muito importante destacar que a coluna de Processos é cumulativa, portanto, ela apresenta apenas os processos exclusivos de cada nível. Por exemplo, para uma empresa se enquadrar no nível G, ela precisa implementar apenas 2 processos (GRE e GPR). Já para ser considerada no nível C, uma empresa deve implementar todos os processos associados aos níveis anteriores (B-G) e também os processos exclusivos do nível C (GRI, DRU e GDE). A título de curiosidade, atualmente a quantidade de instituições por nível de maturidade é a seguinte: A: 4; B: 0; C: 2; D: 0; Página 38 de 44

40 E: 3; F: 54; G: 123. Figura 4: relação entre os níveis de maturidade, os processos e os atributos de processos do MR-MPS. Página 39 de 44

41 MA-MPS De acordo com o próprio Guia de Avaliação:2009 do MPS.BR, o Processo e o Método de Avaliação MA-MPS foram denidos de forma a: permitir a avaliação objetiva dos processos de software de uma organização/unidade organizacional; permitir a atribuição de um nível de maturidade do MR-MPS com base no resultado da avaliação; ser aplicável a qualquer domínio na indústria de software; ser aplicável a organizações/unidades organizacionais de qualquer tamanho. MN-MPS Este é o modelo de negócio do Programa MPS.BR. Nele estão descritas as regras para que o programa se desenvolva adequadamente. É nele também que estão descritas as atuações das diversas instituições participantes: instituições implementadoras, instituições avaliadoras, consultores de aquisição, etc. A Figura 5 dá uma visão geral dessas interações. Figura 5: visão geral do MN-MPS. Neste ponto, não é difícil de se observar que a alternativa correta desta questão é a letra D. A alternativa A está errada porque apresenta padrões internacionais que inuenciam o MPS.BR, e não subdivisões deste. O que poderia confundir o candidato seriam os diversos guias que aparecem nas alternativas B, C e E. Isso porque tais guias fazem parte da documentação MPS.BR. Na verdade, o Modelo MPS é descrito por meio de guias, que são agrupados da seguinte forma: Página 40 de 44

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