APLICABILIDADE DA QUALIDADE DE SOFTWARE: ESTUDO DE CASO COM NÍVEL G DO MPS.BR EM UMA EMPRESA DE PEQUENO PORTE

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1 0 UNIJUÍ UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL DCEEng DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO APLICABILIDADE DA QUALIDADE DE SOFTWARE: ESTUDO DE CASO COM NÍVEL G DO MPS.BR EM UMA EMPRESA DE PEQUENO PORTE DIOGO FRITZEN KALB Ijuí RS Julho/2014

2 1 DIOGO FRITZEN KALB APLICABILIDADE DA QUALIDADE DE SOFTWARE: ESTUDO DE CASO COM NÍVEL G DO MPS.BR EM UMA EMPRESA DE PEQUENO PORTE Projeto de Pesquisa Final do Curso de Ciência da Computação do DCEEng Departamento de Ciências Exatas e Engenharia da UNIJUÍ Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, apresentado como requisito para a aprovação no componente curricular Trabalho de Conclusão de Curso. Orientador: Msc. Romário Lopes Alcântara Ijuí RS Julho/2014

3 2 APLICABILIDADE DA QUALIDADE DE SOFTWARE: ESTUDO DE CASO COM NÍVEL G DO MPS.BR EM UMA EMPRESA DE PEQUENO PORTE DIOGO FRITZEN KALB Projeto de Pesquisa Final do Curso de Ciência da Computação do DCEEng Departamento de Ciências Exatas e Engenharia da UNIJUÍ Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, apresentado como requisito para a aprovação no componente curricular Trabalho de Conclusão de Curso. Orientador: Prof. Msc.Romário Lopes Alcântara BANCA EXAMINADORA: Prof. Msc. Marcos Ronaldo Melo Cavalheiro Ijuí Julho/2014

4 Dedico esse trabalho a minha amada família. 3

5 4 AGRADECIMENTOS Meus sinceros agradecimentos a todos aqueles que de alguma forma doaram um pouco de si para que a conclusão deste trabalho se torna-se possível: A Deus, o centro e o fundamento de tudo em minha vida, por renovar a cada momento a minha força e disposição e pelo discernimento concedido ao longo dessa jornada. Aos meus pais, Armindo Kalb e Loiva Salete Fritzen Kalb que com muito carinho e apoio, não mediram esforços para que eu chegasse até esta etapa da minha vida. Ao meu professor Orientador Msc. Romário Lopes Alcântara, pelo auxílio, disponibilidade de tempo e material, sempre com uma simpatia contagiante e pelo fornecimento de material para pesquisa do tema. A todos os professores do curso, que foram importantes na minha vida acadêmica e no desenvolvimento deste trabalho. Aos amigos e colegas, pelo incentivo e pelo apoio constante. E a todos que direta ou indiretamente fizeram parte da minha formação! MEU MUITO OBRIGADO!

6 Os nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um fato inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar (Bertrand Russell). 5

7 6 RESUMO A fundamental finalidade do trabalho foi descrever e debater a implantação de um modelo de melhoramento no processo de software em uma empresa de pequeno porte, e o modelo a ser usado será MPS.BR Melhoria de Processo de Software Brasileiro. A empresa escolhida buscou inserir o MPS.BR para poder mobilizar todos os colaboradores para ter um melhor entendimento e também uma melhoria em todos os softwares desenvolvidos e consequentemente satisfação dos seus clientes. O modelo foi escolhido por ter um valor baixo e por aperfeiçoar o método de software de uma forma gradual. O entendimento de alguns conceitos como os de engenharia, qualidade de software e a melhoria de processos de software tornou-se eficaz para elaborar o mesmo. O modelo se mostrou viável para a implantação de avanços de forma gradual e voltado a realidade da empresa. Palavras-Chave: MPS.BR. Processo de Software. Qualidade de Software. Engenharia de Software.

8 7 ABSTRACT The fundamental purpose of the study was to describe and discuss the implementation of a model of the software process improvement in a small-sized company, and the model to be used will be MPS.BR - Improvement of Brazilian Software Process. The company sought to enter the chosen MPS.BR to be able to mobilize all employees to have a better understanding and also an improvement in all developed software and hence customer satisfaction. The model was chosen to have a low value and improve the software method in a gradual manner. The understanding of some concepts such as engineering, software quality and process improvement software became effective for preparing the same. The model was feasible to deploy advances gradually and facing the reality of the company. Keywords: MPS.BR. Software Process. Software Quality. Software Engineering.

9 8 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AI: Artificial Intelligency CMMI: Capability Maturity Model Integration ETM: Equipe Técnica do Modelo FCC: Fórum de Credenciamento e Controle IEC: International Electrotechnical Commission IEE: Institute of Electrical and Engineers ISO: International Organization for Standardization ITIL: Information Technology Infrastructure Library MA.MPS: Método de Avaliação da Melhoria do Processo de Software MPS.BR: Melhoria do Processo de Software MR.MPS: Modelo de Referência da Melhoria do Processo de Software PRM: Process Reference Model RUP: Rational Unified Process SOFTEX: Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro TI: Tecnologia da Informação TQM: Total Quality Management

10 9 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Engenharia de software Figura 2: Modelo em cascata Figura 3: Diagrama do modelo espiral Figura 4: Fases do processo unificado (RUP) Figura 5: Elementos chave do TQM Figura 6: Componentes da estrutura do CMMI-DEV Figura 7: Componentes do programa MPS.BR Figura 8: Processos do ciclo de vida de software... 36

11 10 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Características do processo Tabela 2: Níveis da ISO/IEC Tabela 3: Níveis de maturidade do MR-MPS Tabela 4: Custos níveis MPS-BR Tabela 5: Resultados alcançados... 55

12 11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO JUSTIFICATIVA OBJETIVOS DO ESTUDO Objetivo Geral Objetivos Específicos ASPECTOS GERAIS DO MPS.BR SOFTWARE PRINCIPAIS APLICAÇÕES Software Básico Software de Tempo Real Software Comercial Software Científico e de Engenharia Software Embutido ou Embargado Software de Computador Pessoal Software de Inteligência Artificial Software Online ENGENHARIA DE SOFTWARE CONCEITOS E ASPECTOS Paradigmas de Engenharia de Software Modelos de Processo de Desenvolvimento de Software O Modelo em Cascata Modelo Espiral Modelo de Prototipação O Modelo RUP QUALIDADE DE SOFTWARE Garantia da Qualidade do Software Melhoria do Processo de Software MODELO DE QUALIDADE DE SOFTWARE Modelo CMMI Modelo ISO/IEC Modelo MPS PROJETO MPS.BR BASE TÉCNICA PARA A DEFINIÇÃO DOS COMPONENTES DO MPS.BR ISO/IEC 12207: ISO/IEC

13 ISO/IEC MPS.BR e suas Estruturas de Apoio DESCRIÇÃO DOS MODELOS MPS Descrição do Modelo de Referência MR-MPS Descrição do Modelo de Avaliação MA-MPS Descrição do Modelo de Negócio MN-MPS PROCESSO MPS.BR CAPACIDADE DO PROCESSO Atributos de Processo Exclusão de Processos NÍVEIS DE MATURIDADE Nível G Parcialmente Gerenciado Nível F Gerenciado Nível E Parcialmente Definido Nível D Largamente Definido Nível C Definido Nível B Gerenciado Quantitativamente Nível A Em Otimização CUSTOS APLICABILIDADE DA QUALIDADE DE SOFTWARE: ESTUDO DE CASO COM NÍVEL G DO MPS.BR EM UMA EMPRESA DE PEQUENO PORTE TIPO DE PESQUISA PROCESSOS METODOLÓGICOS DEFINIÇÃO DA EMPRESA PROCESSO ATUAL IMPLEMENTAÇÕES RESULTADOS ESPERADOS COM A IMPLEMENTAÇÃO RESULTADOS ALCANÇADOS ANÁLISE DA IMPLEMENTAÇÃO DIFICULDADES ENCONTRADAS NA IMPLEMENTAÇÃO CONCLUSÃO TRABALHOS FUTUROS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXO... 65

14 13 1 INTRODUÇÃO A melhoria de processos de software em empresas brasileiras tem ocorrido cada vez mais em consonância com o modelo de Melhoria do Processo de Software Brasileiro (MPS.BR) (SOFTEX, 2009). Estudos indicam que dentro do âmbito das empresas de software brasileiras, empresas que se certificam em programas de qualidade têm maior possibilidade de exportar e também de ocupar o mercado interno (IPEA, 2006). O MPS.BR (Melhoria do Processo de Software Brasileiro) apresenta seus principais atributos baseados no SOFTEX o qual é responsável por agenciar a qualidade de software no Brasil, responsável por alterar o perfil do software nacional, que está se desenvolvendo em outros países. Hoje em dia são muitos os modelos de avanço de processo de software disponíveis, entre eles se destacam: CMMI, ISO 15504, ISO 12207, ISO e o modelo brasileiro MPS.BR o qual se adapta ao fato de diferentes empresas com abordagem nas micro, pequenas e médias. O que todos têm em comum é a procura da qualidade nos processos, o que normalmente implica no avanço da qualidade de seus produtos. Segundo Travassos e Kalinowski (2009, p. 27), os resultados de desempenho de organizações que seguiram o MPS.BR indicam que estas empresas obtiveram maior satisfação dos seus clientes, maior produtividade, capacidade de desenvolver projetos maiores e satisfação com o MR-MPS. As organizações tentam implementar o MPS.BR com a finalidade principal de garantir e também planejar que o começo dos projetos sejam cumpridos, com isso os sistemas de qualidade alcançam o avanço contínuo de seus produtos e serviços, pensando nisso vamos trabalhar com o modelo MPS.BR focando a prática do Nível G. Este trabalho tem como foco principal o modelo de melhoria e avaliação do processo de software, aplicando-se em uma empresa de pequeno porte da área de desenvolvimento de software, levando em consideração os níveis de implantação para poder ter uma melhor compreensão dos conceitos e com isso um melhor entendimento dos envolvidos na implementação do MPS.Br nível G.

15 14 A parte inicial deste trabalho, se dá pela apresentação da justificativa que visa explicar a importância e para que é interessante esta pesquisa. Seguida dos objetivos que busca-se atingir com a referente indagação. No segundo capítulo, Aspectos Gerais do MPS.Br busca conceitos e teorias necessárias para melhor entendimento deste tema, tais como: software e suas principais aplicações, engenharia do software, qualidade do software, modelo de qualidade de software, projeto MPS.BR, descrição do MR-MPS-SW, níveis de maturidade. Após o referencial teórico, apresenta-se o tipo de pesquisa, e por fim, a caracterização da empresa, processo atual, implementações, resultados e dificuldades. 1.1 JUSTIFICATIVA Segundo Softex (2005), tendo em vista a contribuição com soluções para o cenário brasileiro da qualidade de software, o projeto MPS.BR (Melhoria do Processo de Software Brasileiro), continua se desenvolvendo desde 2003, por sete grandes instituições, com capacidade complementares no avanço de processo de software, que procura constituir um padrão de software fundamentado em guias que ajudam para a avaliação da qualidade do produto. Com o custo muito alto dessas certificações muitas vezes tornasse inviáveis a empresas de micro, médio e pequeno porte, por meio de um acordo entre a Softex, o Governo e Universidades teve início o projeto MPS-BR (Melhoria do Processo de Software Brasileiro) o qual é uma solução brasileira ajustada com o modelo internacional CMMI, mas elaborada com base na realidade brasileira. Dando a oportunidade para as empresas que trabalham com desenvolvimento de software a seguir o modelo MPS-BR e apresentar um diferencial no competitivo mercado, conseguindo essa certificação com um reduzido custo se for comparada com as normas estrangeiras, o modelo MPS-BR está tendo amplo desenvolvimento nos últimos anos chegando nos países próximos como Peru, Chile, Argentina, Costa Rica, e Uruguai. O Brasil é um dos países que o desenvolvimento de software no mundo é um dos maiores, o que faz com que mais e mais clientes querem produtos de melhor qualidade e cada vez mais complexos.

16 OBJETIVOS DO ESTUDO Objetivo Geral O objetivo do trabalho é a implantação do melhor processo de desenvolvimento em uma empresa de porte pequeno usando o modelo descrito no MPS.BR. Com essa implantação a empresa tem a expectativa de conseguir um avanço expressivo na qualidade de seus softwares, uma significativa melhora no gerenciamento de projetos e, conseguindo assim um aumento no número de clientes. Foi escolhido o modelo MPS.BR nível G, por se adaptar aos padrões brasileiros, tendo como proposta aperfeiçoar o processo de software Objetivos Específicos Por meio da fundamentação teórica, esperamos conseguir base para poder desenvolver o tema escolhido neste estudo, revisando a parte teórica estudada para o desenvolvimento do Trabalho de Conclusão e o emprego da própria para avaliação dos problemas, ficando assim desenvolvido por meio de uma análise profunda, abrangendo o desenvolvimento de software, condições de avaliação para adaptar a característica do processo de software, melhoramentos, custos, geração de negócios novos e também suas vantagens e desvantagens.

17 16 2 ASPECTOS GERAIS DO MPS.BR 2.1 SOFTWARE Conforme Cândido (2004, p. 75), no começo deste século, fatores como a globalização da economia e a maior concorrência do mercado têm gerado inúmeros desafios para as empresas. No fato dessas empresas serem baseadas em desenvolvimento de software, criar sistemas em tempo hábil, com valores plausíveis e qualidade adequada tornou-se essencial. A qualidade no método influencia inteiramente na obra final. Um método de software desordenado demostra a ausência de qualidade e organização da empresa responsável pelo desenvolvimento do software. Na atualidade são muitos os métodos de melhoria de processos de software no mercado, os que mais se sobressaem são: ISO15504, ISO12207, CMMI e o modelo MPS-BR o qual é brasileiro. Eles têm em comum a procura da qualidade nos métodos, o que provoca a melhora dos produtos. Ao passar do tempo, ninguém imaginava que o software tornaria um elemento muito importante para o mundo e teria a capacidade de manipular a informação. Com muitos elementos computacionais tiveram mudanças até hoje e continuam tendo. Com este crescimento computacional, levam a criação de sistemas perfeitos e problemas para quem desenvolve softwares complexos. As preocupações dos engenheiros de software para desenvolverem os softwares sem defeitos e entregarem estes produtos no tempo marcado, assim leva a aplicação da disciplina de engenharia de software. Com o crescimento desse segmento muitas empresas possuem mais especialistas em TI em que cada um tem sua responsabilidade no desenvolvimento de software e é diferente de antigamente que era um único profissional de software que trabalhava sozinho numa sala (PRESSMAN, 2007, p. 39). Conforme dados de Significados (2011, p. 16), os software podem ser classificados em três tipos: - software de sistema: é o conjunto de dados processadas pelo sistema interno de um computador que permite a interação entre o usuário e os periféricos por meio de uma interface gráfica; - software de programação: é o conjunto de ferramentas que permitem ao programador desenvolver sistemas utilizando linguagens de programação e um ambiente para o desenvolvimento;

18 17 - software de aplicação: são programas que permitem ao usuário executar uma série de serviços característicos de diversas áreas. 2.2 PRINCIPAIS APLICAÇÕES Software Básico Segundo Pressman (2007, p. 34), define-se como um conjunto de programas que dão base a outros programas. As qualidades marcantes desta categoria de software são: a intensa interação com o hardware e compartilhamento de recursos, uso constante de processamento concorrente, que demanda o escalonamento, e estruturas de dados muito complexas. Temos como exemplo compiladores, editores de texto, sistemas operacionais Software de Tempo Real Para Pressman (2007, p. 35), essa categoria caracteriza por monitorar, avaliar e controlar fatos do mundo real. Existem elementos típicos como: Coleta de dados do ambiente externo, Análise que transforma a informação de acordo com a necessidade do sistema, controle e saída para o ambiente externo e um componente de monitoração que coordena todos os outros. Lembrando que tempo real caracteriza-se por responder dentro de restrições de tempo exatas. Temos como exemplo nas aeronaves os controles de navegação, nos automóveis os sistemas de injeção eletrônica Software Comercial Conforme Pressman (2007, p. 35), essa categoria é a maior área privada de software. Nela os dados são reunidos de uma forma que facilite as operações comerciais e as decisões administrativas, usando ainda métodos de computação interativa. Temos como exemplo controle de estoque, folha de pagamento, contas a pagar e receber.

19 Software Científico e de Engenharia Segundo Modesto e Oliveira (2010, p. 34), são software que auxiliam as aplicações científicas. Têm sido caracterizados por algoritmos de processamento de números Software Embutido ou Embargado Para Modesto e Oliveira (2010, p. 35), são software próprios de um determinado hardware. É usado para controlar produtos e sistemas para os mercados industriais e de consumo. Tem como característica utilizar uma memória de somente leitura e usam rotinas limitadas e particulares Software de Computador Pessoal Segundo Modesto e Oliveira (2010, p. 18), conceitua-se pelo software utilizados em computadores de uso pessoal, entre muitas outras aplicações, são responsáveis por processamento de textos, planilhas eletrônicas, computação gráfica Software de Inteligência Artificial Conforme Modesto e Oliveira (2010, p. 18), caracteriza-se pelo uso de algoritmos não numéricos para resolver problemas complexos. Atualmente a área de AI (Artificial Intelligency) mais ativa é a dos sistemas especialistas, também chamados sistemas baseados em conhecimento Software Online Para Modesto e Oliveira (2010, p. 18), são software que trabalham em conexão com a internet. Os arquivos não são carregados localmente e sim através de um servidor, com tempo de resposta curto, mas maior que o de tempo real.

20 ENGENHARIA DE SOFTWARE CONCEITOS E ASPECTOS Na engenharia de software há recursos aperfeiçoados e alguns não aperfeiçoados. Abaixo uma figura conveniente que apresenta a engenharia de software em vários aspectos. Figura 1: Engenharia de software Fonte: CeviuBlog (2013, p. 19). Segundo Sommerville (2004, p. 132), a engenharia de software é uma ciência da engenharia que se toma de todos os aspectos da produção de software, desde as práticas iniciais de especificação do sistema até a manutenção do mesmo, após ele entrar em operação. Com essa definição, podemos destacar dois termos importantes que são: - estudo da engenharia: aplica as teorias, processos e ferramentas nos casos apropriados, de maneira seletiva; - todos os aspectos da produção de software: engenharia não se designa somente aos métodos técnicos de desenvolvimento, além disso a atividade como o gerenciamento de projetos de software e o desenvolvimento de ferramentas.

21 20 Esses termos levam à busca de um processo de desenvolvimento que considere a componente Qualidade Paradigmas de Engenharia de Software Conforme Seno um paradigma é escolhido tendo-se como base a natureza do projeto e da aplicação, os métodos e ferramentas a serem usados, os controles e os produtos que precisam ser entregues Modelos de Processo de Desenvolvimento de Software Os modelos de métodos de desenvolvimento de software nasceram pela obrigação de dar resposta aos casos a avaliar, pois só na altura em que encaramos o problema é que podemos sugerir o modelo. Nos modelos de métodos de software é oferecido um cuidado exclusivo à representação abstrata dos dados do método e sua dinâmica, não formando métodos de desenvolvimento, porque este trabalha num grau, além disso, do que os padrões de período de vida O Modelo em Cascata Segundo Leite (2007, p. 20), o modelo cascata (waterfall) tornou-se conhecido na década de 70 e é referenciado na maior parte dos livros de engenharia de software ou manuais de exemplos de software. Nele as atividades do método de desenvolvimento são estruturadas numa cascata onde a saída de uma é a entrada para a próxima. Conforme Leite (2007, p. 20), este modelo, introduziu enormes atributos ao desenvolvimento. A primeira chama a atenção de que o método de desenvolvimento deve ser administrado de forma disciplinada, com atividades visivelmente marcantes, apurada a partir de um plano e sujeitas a gerenciamento durante a concretização. Outra qualidade determina de modo claro quais são estas atividades e quais as condições para cumpri-las. Finalmente, o modelo introduz o afastamento das atividades do sentido e design da atividade de programação que era o núcleo das atenções no desenvolvimento de software.

22 21 Figura 2: Modelo em cascata Fonte: Victorino e Bräscher (2009, p. 21). Conforme Victorino e Bräscher (2009, p. 21), o modelo em cascata é composto pelas seguintes etapas: - levantamento de requisitos: tem por objetivo propiciar que usuários e desenvolvedores tenham a mesma compreensão do problema a ser resolvido; - análise de requisitos: tem por objetivo construir modelos que determinam qual é o problema para o qual se procura conceber uma solução de software; - projeto: tem por objetivo adaptar o modelo de análise de tal modo que possa servir como base para implementar a solução no ambiente alvo; - implementação: etapa em que a codificação do sistema é efetivamente executada; - teste: consiste na verificação do software; - implantação: fase em que o sistema entra em produção Modelo Espiral Segundo Pressman (2007, p. 65), modelo espiral é uma combinação do modelo de processo de desenvolvimento iterativo e sequencial modelo de desenvolvimento, ou seja, modelo em cascata linear com alta ênfase em análise de risco. O modelo espiral tem quatro fases. Um projeto de software passa repetidamente por essas fases em iterações chamadas espirais.

23 22 A fase de Identificação começa com a coleta dos requisitos de negócios na espiral da linha de base. Nos espirais posteriores como o produto amadurece, a identificação de requisitos de sistema, requisitos de subsistemas e os requisitos de unidade são todas feitas nesta fase. A fase de Projeto começa com o projeto conceitual na espiral da linha de base e envolve projeto arquitetônico, projeto lógico de módulos, design de produtos físicos e design final nas espirais subsequentes. A fase Construir ou envergadura refere-se a produção do produto de software real em cada espiral. Na espiral da linha de base quando o produto é apenas pensado a o projeto está sendo desenvolvido e é desenvolvido nesta fase para obter feedback do cliente. A fase de Avaliação e Análise de risco inclui identificar, estimar e monitorar viabilidade e gestão de riscos técnicos, como o não cumprimento do cronograma e superação custo. Depois de testar a acumulação, no final da primeira iteração, o cliente avalia o software e fornece o feedback. A seguir uma representação esquemática do modelo espiral listando as atividades em cada fase: Figura 3: Diagrama do modelo espiral Fonte: Pressman (2007, p. 65). Com base na avaliação do cliente, o processo de desenvolvimento de software entra na iteração seguinte e, subsequentemente, segue a abordagem linear para implementar o feedback sugerido pelo cliente. O processo de iteração ao longo da espiral continua ao longo da vida do software.

24 Modelo de Prototipação Segundo Kumar (2012, p. 23), a ideia fundamental é que, em vez de congelar os requisitos antes de um projeto ou de codificação avançar, um protótipo descartável é construído para entender as requisições. Este protótipo é desenvolvido com base nos requisitos atualmente conhecidas. Ao utilizar este protótipo, o cliente pode ter uma sensação real do sistema, já que as interações com protótipo pode permitir que o cliente entenda melhor os requisitos do sistema desejado. Prototipagem é uma ideia atraente para sistemas complexos e grandes para as quais não há nenhum processo manual ou sistema existente para ajudar a determinar os requisitos. Idealmente, o protótipo serve como um mecanismo para identificação dos requisitos do software. Se um protótipo executável é elaborado, o desenvolvedor tenta usar partes de programas existentes ou aplicar ferramentas (por exemplo, geradores de relatório, gestores de janelas etc.) que possibilitem programas executáveis serem gerados rapidamente (PRESSMAN, 2007, p. 67). Conforme Kumar (2012, p. 23), devemos usar o modelo de Prototipação quando o sistema desejado precisa ter um monte de interação com os usuários finais. Normalmente os sistemas on-line, tem uma quantidade muito elevada de interação com os usuários finais, são os mais adequados para o modelo de protótipo. Pode demorar um pouco para um sistema ser construído, que permite facilidade de uso e precisa de um mínimo de treinamento para o usuário final O Modelo RUP Segundo a IBM (s.d., p. 23), é um framework de processo abrangente que fornece práticas testadas pela indústria para software e sistemas de entrega e de execução, para uma gestão eficaz do projeto. É um dos muitos processos contidos na Biblioteca Processo Racional, que oferece as melhores práticas de orientação adequada para o seu desenvolvimento em particular ou necessidade do projeto. Segundo Sommerville (2007, p. 72) as melhores práticas abordadas são as seguintes:

25 24 - desenvolver o software interativamente: planejar os incrementos de software com base nas prioridades do cliente, desenvolver e entregar o mais cedo possível às características de sistema de maior prioridade no processo de desenvolvimento; - gerenciar requisitos: documentar explicitamente os requisitos do cliente e manter o acompanhamento das mudanças desses requisitos. Analisar o impacto das mudanças no sistema antes de aceitá-las; - usar arquiteturas baseadas em componentes: estruturar a arquitetura do sistema com componentes, reduzindo a quantidade de software a ser desenvolvido e, consequentemente, reduzir custos e riscos; - modelar software visualmente: usar modelos gráficos de UML para apresentar as visões estática e dinâmica do software; - verificar a qualidade do software: garantir que o software atenda aos padrões de qualidade da organização; - controlar as mudanças do software: gerenciar as mudanças do software, usando um sistema de gerenciamento de mudanças, procedimentos e ferramentas de gerenciamento de configuração. Conforme Martinez (s.d., p. 24), o RUP está organizado em cinco (5) fases que são: - fase de concepção/iniciação: esta fase abrange as tarefas de comunicação com o cliente e planejamento; - fase de elaboração: abrange a modelagem do modelo genérico do processo; - fase de construção: desenvolve ou adquire os componentes de software; - fase de transição: abrange a entrega do software ao usuário e a fase de testes; - fase de produção: a implantação é continuada e completada e ainda é feito um acompanhamento para influência das funcionalidades do software. Essas cinco fases estão ilustradas na Figura 4.

26 25 Figura 4: Fases do processo unificado (RUP) Fonte: Pressman (2007, p. 73). O modelo é melhorado por dois vetores, que são o dinâmico e o estático. O vetor estático (eixo y), chamado de Method Content, descreve como o software é desenvolvido. Esse vetor lista as nove (9) disciplinas do RUP e abrange todo o modo como as coisas são desenvolvidas. O eixo x por sua vez captura tudo isso e distribui no tempo através de fases, iterações, atividades e subatividades, gerando processos (MORIYA, 2007). 2.4 QUALIDADE DE SOFTWARE Conforme Campos (2013, p. 25), a ISO 9000:2005, qualidade é o grau em que um conjunto de características essenciais a um produto. Ou seja, pode-se garantir que se algum produto ou serviço atende as condições apontadas, este mesmo produto ou serviço possui a qualidade esperada. Segundo Martins (2012, p. 25), qualidade de software é um conceito complexo, que não pode ser definido de maneira simples. Classicamente, o conhecimento de qualidade tem significado que o produto desenvolvido deve cumprir sua especificação. Conforme Campos (2013, p. 25), a qualidade pode ter sua avaliação através do grau de satisfação que as pessoas medem um certo produto ou serviço. Esse produto ou serviço pode ter qualidade para algumas pessoas e para outras nem tanto. O termo TQM (Total Quality Management), amplamente usado nas organizações, também descreve uma abordagem para a melhoria da qualidade.

27 26 Para Kan (2002, p. 26), O termo tem tomado vários significados, dependendo de quem interpreta e como se aplica. Os elementos chaves do TQM podem ser resumidos conforme a Figura 5: Figura 5: Elementos chave do TQM Fonte: Kan (2003, p. 26). Segundo Campos (2013, p. 26), os elementos chave do TQM são os seguintes: a) Foco do cliente (customer focus): tem um foco no cliente, na maioria das vezes é um forte colaborador para o total sucesso de um negócio e envolve garantir que todos os aspectos da empresa colocam seus clientes em primeiro lugar; b) Melhoria de processo (process improvement): é a ocupação proativa na identificação, análise e avanço em processos de negócios existentes dentro de uma organização para otimizar e para avaliar novas quotas ou padrões de qualidade; c) Lado humano da qualidade (human side of quality): se quiser melhorar um sistema complexo, devemos convencer o povo em torno da empresa a fazer as coisas de forma diferente. Mas uma mudança que parece sensata e benéfica para a empresa pode sentir ameaçador para os outros; d) Métricas, modelos, medições e análise (metrics, models, measurement and analysis): o objetivo é direcionar o progresso contínuo em todos os parâmetros da qualidade por um sistema de avaliação orientado a metas.

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