FACULDADE LOURENÇO FILHO TIAGO EMANUEL GOMES DOS SANTOS

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1 FACULDADE LOURENÇO FILHO TIAGO EMANUEL GOMES DOS SANTOS UTILIZAÇÃO DO IBM RATIONAL METHOD COMPOSER (RMC) PARA IMPLANTAÇÃO DO MPS-BR NÍVEL G EM UMA PEQUENA EMPRESA DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE FORTALEZA 2007

2 TIAGO EMANUEL GOMES DOS SANTOS UTILIZAÇÃO DO IBM RATIONAL METHOD COMPOSER (RMC) PARA IMPLANTAÇÃO DO MPS-BR NÍVEL G EM UMA PEQUENA EMPRESA DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE Trabalho apresentado como exigência parcial para obtenção do grau de Bacharel em Ciência da Computação à comissão julgadora da Faculdade Lourenço Filho sob orientação do Profa. Ms. Valneide Cabral FORTALEZA 2007

3 MONOGRAFIA APRESENTADA À COORDENAÇÃO DO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO DA FACULDADE LOURENÇO FILHO, INTITULADA, UTILIZAÇÃO DO IBM RATIONAL METHOD COMPOSER (RMC) PARA IMPLANTAÇÃO DO MPS-BR NÍVEL G EM UMA PEQUENA EMPRESA DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE, COMO REQUISITO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO. POR: TIAGO EMANUEL GOMES DOS SANTOS APROVADA EM:13/08/2007 BANCA EXAMINADORA CONSTITUÍDA DOS SEGUINTES PROFESSORES: Prof. Ms. Fabiana Gomes Marinho Prof. Ms. José Alzir Bruno Falcão Prof. MS.VALNEIDE CABRAL ORIENTADOR

4 Agradecimentos Agradeço a Deus pela iluminação e força nos momentos difíceis; Agradeço a meu Pai, Antônio Celso, e minha Mãe, Francisca Zulene, razões da minha vida, por fornecer a base necessária para o crescimento contínuo; Agradeço aos meus irmãos Tiana e Tibério, e a todos os meus familiares e amigos que sempre me apoiaram e estiveram ao meu lado, contribuindo para meu crescimento profissional; Agradeço a Profa. Valneide Cabral, por doar uma parte do seu tempo a esse trabalho, principalmente, passando um pouco da sua experiência que foi de vital importância para sua concretização.

5 Resumo No presente trabalho foi apresentado um estudo da problemática do processo de desenvolvimento de software em pequenas empresas. Essas empresas apresentam uma grande carência na utilização de mecanismos e técnicas para se tornarem mais produtivas e competitivas no mercado. No Brasil, tem-se percebido um crescimento delas, porém a sua evolução pode ser afetada pela falta de utilização de processos de software que possibilitem o estabelecimento e padronização das atividades de um projeto de software. A utilização da melhoria de processo para a obtenção da melhoria necessária e viável das empresas de software tem sido ponto fundamental nos últimos anos no Brasil e no mundo. Os objetivos desta melhoria são composições de fatores como menores custos, menores prazos, maior previsibilidade, maior satisfação dos funcionários, clientes e usuários, e menor número de defeitos no produto final. O trabalho instancia um processo de software baseado no MPS-BR (Modelo de Processo de Software Brasileiro) Nível G utilizando a ferramenta IBM-RMC (Rational Method Composer) como apoio para a definição de um processo aplicando as boas práticas do RUP (Rational Unified Process). O MPS-BR foi escolhido por ter apoio do governo federal e por ser um programa para melhoria do processo de software brasileiro. Está em desenvolvimento desde 2003 e coordenado pela Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX), contando com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Foi utilizado no desenvolvimento do trabalho por ser um modelo de avaliação de processo de software preferencialmente para micro, pequena e médias empresas e por ser compatível ao CMMI.

6 Abstract In the present work a study of the problematic one of the process of development of software in small companies was presented. These companies present a great lack in the use of mechanisms and techniques to become more productive and competitive in the market. In Brazil, a growth of them has been perceived, however its evolution can be affected by the lack of use of software processes that make possible the establishment and standardization of the activities of a software project. The use of the improvement of process for the attainment of the necessary and viable improvement of the software companies has been basic point in recent years in Brazil and the world. The objectives of this improvement are compositions of factors as lesser costs, minors stated periods, greater previsibility, greater satisfaction of the employees, customers and users, and minor number of defects in the end item. The instanced work a process of software based on the MPS-BR (Model of Process of Brazilian Software) Level G using tool IBM-RMC (Rational Method Composer) as support for the definition of a process applying good the practical ones of RUP (Rational Unified Process). The MPS-BR was chosen by having support of the federal government and by being a program for improvement of the process of Brazilian software. It is in development since 2003 and coordinated by the Association for Promotion of the Excellency of Brazilian Software (SOFTEX), counting on support of the Ministry of the Science and Technologic (MCT) and of the Financier of Studies and Projects (FINEP) and of the Inter-American Bank of Development (BID). It was used in the development of the work for being a model of evaluation of process of software for micron, preferential small e average companies and for being compatible to the CMMI.

7 Lista de Figuras Figura 1 Processos da ISO/IEC Figura 2 Níveis de Maturidade do CMMI Figura 3 Modelo de Referência para melhoria do Processo de Software (MR-MPS) Figura 4 As dimensões do RUP Figura 5 Fases, iterações e milestones RUP Figura 6 Elementos chaves do RMC Figura 7 As dimensões do RUP no RMC Figura 8 Tela de Autoria do Conteúdo do Método Figura 9 Tela de Visão Geral de Autoria de Processo Figura 10 Tela de Visão Geral do Gerente de Projetos no RMC Figura 11 Tela de Visão Geral dorevisor de Projeto no RMC Figura 12 Tela de Visão Geral do Analista de Sitemas no RMC Figura 13 Tela de Visão Geral do Arquiteto de Software no RMC Figura 14 Tela de Visão Geral do Modelo de Publicação no RMC... 81

8 Lista de Tabelas Tabela 1- Mapeamento entre fluxos de trabalho, as atividades do RUP e resultado esperado do MPS-BR Nível G para Gerência de Projetos...65 Tabela 2- Mapeamento entre fluxos de trabalho, as atividades do RUP e resultado esperado do MPS-BR Nível G para Gerência de Requisitos...71

9 Sumário Capítulo 1- Introdução Contexto Objetivos Estrutura do Trabalho Capítulo 2 -Estado da Arte da Melhoria de Processos de Software Considerações Iniciais Princípios de Qualidade de Software Qualidade de Software Qualidade do Produto e Qualidade do Processo Qualidade do Produto Qualidade do Processo Garantia de qualidade de software Modelos de Qualidade de Software Modelos e Normas de Processo de Software em relação ao MPS-BR ISO/IEC Processo de Ciclo de Vida de Software Melhoria e Avaliação de Processo com a ISO/IEC (SPICE) Introdução ao CMMI O MPS-BR (Modelo de Processo de Software Brasileiro) Capítulo 3 -O Nível G do MPS-BR Gerência de Projetos (GPR) Gerência de Requisitos (GRE) Capítulo 4 -Rational Unified Process (RUP) Capítulo 5 -Rational Method Composer (RMC) Terminologia e Conceitos Principais Visão Geral de Autoria do Conteúdo do Método Visão Geral da Autoria de Processo Capítulo 6 -Mapeamento MPS-BR Nível G X RUP Conclusão Bibliografia... 83

10 1 Introdução Neste capítulo inicial, é feita uma abordagem geral sobre o tema tratado ao longo deste trabalho. Será conhecido o contexto no qual uma boa definição de processo de software proposto por modelos de qualidade de software e aplicação de ferramentas específicas para pequenas empresas, a motivação para a proposição do tema, os objetivos a serem alcançados, a metodologia utilizada ao longo do trabalho e a estrutura deste documento. 1.1 CONTEXTO Durante os primeiros anos da era do computador, no início dos anos de 1950, o desenvolvimento de software era feito sem nenhuma administração, com prazos esgotados e custos elevados. O software era projetado sob medida para cada aplicação e tinha uma distribuição relativamente limitada. Houve um grande progresso desde 1968 e o desenvolvimento de engenharia de software melhorou de modo marcante o software produzido. Teve-se uma compreensão muito melhor das atividades envolvidas no desenvolvimento de software. Empregaram-se métodos eficazes de especificação, projeto e implementação de software. Novas notações e ferramentas reduziram o esforço necessário para produzir sistemas grandes e complexos (SOMMERVILLE, 2003). A globalização da economia e a concorrência cada vez mais acirrada justificam toda uma preocupação por parte das empresas com relação aos seus clientes, uma vez que consideram principalmente os aspectos relacionados à qualidade dos serviços ou produtos oferecidos e a forma de atendimento. A competitividade entre as empresas de desenvolvimento de software, fez com que a qualidade se tornasse fator essencial para a sobrevivência das organizações e sua manutenção no mercado. Assim, a qualidade foi deixando de ser um diferencial competitivo para se tornar necessidade básica entre as organizações a fim de buscar o estabelecimento e crescimento no mercado. A utilização da melhoria de processo para a obtenção da melhoria necessária e viável das empresas de software tem sido ponto fundamental nos últimos anos no Brasil e no mundo. As estatísticas

11 10 do Standish Group (Caos Report) têm apresentado uma tendência de melhoria (1994: 16% de projetos de softwares bem sucedidos; 2001: 27% de projetos de softwares bem sucedidos; 2003: 34% de projetos de software bem sucedidos). Isto ocorreu devido à percepção da indústria sobre a importância estratégica do software com o surgimento dos clientes mais exigentes e especialmente aos investimentos na implantação das melhores práticas de qualidade de software, preconizadas pelos modelos e normas de qualidade. Os objetivos desta melhoria são composições de fatores como menores custos, menores prazos, maior previsibilidade, maior satisfação dos funcionários, clientes e usuários, e menor número de defeitos no produto final. Esta melhoria tem sido baseada em modelos de processos, como RUP, SW-CMM, CMMI, ISO/IEC (SPICE), ISO/IEC 12207, MPS- BR, entre outros (REGINA; ANA, 2001). Neste sentido, com o objetivo de se tornarem mais competitivas, várias organizações estão implantando com sucesso a gerência disciplinada dos processos utilizados para planejar, gerenciar, monitorar, controlar e melhorar as atividades desenvolvidas para a aquisição, desenvolvimento, manutenção, operação, evolução e suporte de software. Por meio da melhoria de seus processos, estas organizações têm obtido a necessária melhoria da qualidade de seus produtos e melhores resultados em seus negócios. Atualmente, existem vários processos de desenvolvimento de software com o objetivo de auxiliar os grupos de desenvolvimento a construírem produtos de software de qualidade, capazes de atender às necessidades e exigências dos usuários.o RUP (Rational Unified Process), por exemplo, é um processo iterativo e incremental que provê uma abordagem disciplinada para o desenvolvimento de software (RATIONAL,1998). Ele foi desenvolvido para ser aplicável a uma grande classe de projetos distintos e pode ser considerado como um framework genérico para processos de desenvolvimento.isso significa que ele deve ser adaptado para ser usado eficientemente.a adaptação pode ser feita para empresas ou mesmo para projetos específicos utilizando ferramentas de apoio como o IBM- RMC (Rational Method Composer). O RMC é uma ferramanta usada para customização de processos de desenvolvimento de software no formato do RUP possuindo uma plataforma flexível que ajuda a entregar projetos customizáveis, contudo, orientados a processos consistentes para cada equipe de projeto(rmc, 2005).Possui como características:

12 11 - Configuração do Processo: ajuda a selecionar uma configuração baseada no RUP, aplicando encaixes e outros componentes do processo, permite ao gerente de projeto e a equipe selecionar e utilizar somente os componentes de processo relevantes a seu projeto (RMC, 2005). - Autoria do Processo: integração fácil da orientação do processo e do índice da sua organização com configurações do RUP. A edição de um formulário que permita mudanças ao processo adicionando, suprimindo ou modificando papéis, produtos do trabalho, tarefas, etc (RMC, 2005). - Entrega do Processo: as visões fornecem o acesso fácil aos subconjuntos de informações do processo do projeto interligadas aos papéis e as suas características no RUP, permitindo que cada indivíduo tenha sua própria visão do processo (RMC, 2005). Por outro lado, para que se possa desenvolver softwares com a qualidade desejada, é fundamental que o processo utilizado seja bem definido, consistente e gerenciável.para avaliar estes processos vários modelos têm surgido.um dos mais importantes modelos de qualidade para as empresas de tecnologia de software em todo mundo, o CMM (Capability Maturity Model for Software) é baseado no fato de que um processo com qualidade gera produtos de qualidade.o CMM é um modelo que busca orientar as organizações de software na implementação de melhorias contínuas em seu processo de desenvolvimento.este modelo visa avaliar a maturidade de processo de desenvolvimento de software em uma organização(sei,2002). O fato de ser um modelo baseado nas experiências reais de organizações bem sucedidas no desenvolvimento de software fez com que as práticas que recomenda sejam eficientes e eficazes, não se constituindo, portanto,em um modelo meramente teórico. O CMM que é conhecido pelo público é mais propriamente chamado de SW-CMM (ou CMM para software).isto porque na esteira de seu sucesso diversos outros CMMs foram criados, procurando cobrir outras áreas de interesse.assim surgiram os seguintes modelos: - Software Acquisition CMM (SA-CMM): usado para avaliar a maturidade da organização em seus processos de engenharia de seleção, compra e instalação de software desenvolvido por terceiros (SEI,2002).

13 12 - System Engineering CMM (SE-CMM): avalia a maturidade da organização em seus processos de engenharia de sistemas, concebidos como algo maior que o software. Um sistema inclui o hardware, o software e quaisquer outros elementos que participam do produto completo (SEI, 2002). - Integrated Produtc Development CMM (IPD-CMM): ainda mais abrangente que o SE-CMM, inclui também outros processos necessários à produção e suporte ao produto, tais como suporte ao usuário e processos de fabricação (SEI, 2002). - People CMM (P-CMM): avalia a maturidade da organização em seus processos de administração de recursos humanos no que se refere a software; Recrutamento e seleção de desenvolvedores, treinamento e desenvolvimento, remuneração (SEI, 2002). Por outro lado, a experiência no uso do SW-CMM durante uma década serviu para identificar pontos em que o modelo poderia ser melhorado. Por esta razão, o SEI (Software Enginnering Institute) iniciou um projeto chamado CMMI (CMM Integration). O CMMI Capability Maturity Model Integration foi criado como uma integração e evolução do modelo: SW-CMM Capability Maturity Model for Software. Surgiu para resolver o problema de se usar vários modelos e é resultado da evolução do SW-CMM, SECM (System Engineering Cabability Model) e IDP-CMM (Integrated Product Development Cabability Maturity Model).Além disso o CMMI foi desenvolvido para ser consistente e compatível com a ISO/IEC (SEI, 2002). A Norma ISO/IEC foi desenvolvida pela ISO, em outubro de 2003, com apoio da comunidade internacional através do projeto SPICE (Software Process Improvement and Capability determination). A ISO/IEC define um framework para modelos de avaliação de processo. Segundo a norma, uma avaliação de processo de software é uma investigação e análise disciplinada de processos selecionados de uma unidade organizacional em relação a um modelo de avaliação de processo. A ISO/IEC define um modelo de referência de processo que identifica e descreve um conjunto de processos considerados universais e fundamentais para a boa prática da engenharia de software, e define seis níveis de capacidade, seqüenciais e cumulativos que podem ser utilizados como uma métrica para avaliar como uma organização está realizando um determinado processo e também podem ser utilizados como um guia para a melhoria. Em um projeto de melhoria com a ISO/IEC 15504, um subconjunto consistente destes processos deve ser escolhido.

14 13 A ISO/IEC define também um guia para a orientação da melhoria de processo, tendo como referência um modelo de processo e como uma das etapas a realização de uma avaliação de processo. Este guia sugere oito etapas seqüenciais, que inicia com a identificação de estímulos para a melhoria e o exame das necessidades da organização. Em seguida existem ciclos de melhoria, nos quais um conjunto de melhoria é identificado, uma avaliação das práticas correntes em relação à melhoria é realizada, um planejamento da melhoria é feito, seguido pela implementação, confirmação, manutenção e acompanhamento da melhoria (SOUZA c, E. P 2001). 1.2 OBJETIVOS A principal causa dos problemas enfrentados pelas pequenas empresas é a falta de um processo de desenvolvimento de software claramente definido e a utilização de alguns modelos, que permita a coleta das lições aprendidas e a incorporação das novas tecnologias, num processo de melhoria contínua e como a qualidade dos produtos de software está diretamente relacionada com a qualidade do seu processo de desenvolvimento, torna-se fundamental a utilização de algum modelo bem definido de processo de software. No Brasil, um país cujo desenvolvimento de produtos de software está entre os maiores do mundo, e a cada dia, aumenta o nível de exigência por parte dos clientes no que diz respeito à qualidade dos produtos, observa-se que as empresas procuram cada vez mais a maturidade nos seus processos de software para atingir padronizações de qualidade. Muitas delas não possuem condições de utilizar modelos de melhoria de processo de software como o CMMI, por exemplo, onde o custo de uma certificação para uma empresa pode ser de até US$ 400 mil, o que se torna inviável para empresas de micro, pequeno e médio porte.então que modelo essas empresas podem adotar? Em uma parceria entre a Softex, Governo e Universidades, surgiu o projeto MPS-BR (melhoria de processo de software brasileiro), que é a solução brasileira compatível com o modelo CMMI, está em conformidade com as normas ISO/IEC e 15504, além de ser adequado à realidade brasileira. O MPS-BR (Modelo de Processo de Software Brasileiro) pode servir como metodologia, pois tem como objetivo definir um modelo de melhoria e avaliação de processo de software, preferencialmente para as micro, pequenas e médias empresas, de forma a

15 14 atender as suas necessidades de negócio e ser reconhecido nacional e internacionalmente como um modelo aplicável à indústria de software (Weber; Araújo; Machado et al, 2005). Este é o motivo pelo qual ele está aderente a modelos e normas internacionais. O MPS-BR também define regras para sua implementação e avaliação, dando sustentação e garantia de que o MPS-BR está sendo empregado de forma coerente com as suas definições. Para aplicação de modelos como o MPS-BR, precisa-se saber inicialmente qual o grande problema encontrado na implementação dos processos nas pequenas empresas. Podese dizer que está relacionado fundamentalmente à mudança da cultura organizacional e as condições financeiras que essas empresas possuem para investir em definições de processos de softwares baseados em modelos caros como CMMI, por exemplo. Tentar customizar os processos padrões de acordo com as necessidades dessas organizações, quando já existe uma cultura não completamente correta sobre os procedimentos de Engenharia de Software (modelagem, testes, documentação, etc), torna-se o foco principal de uma equipe de desenvolvimento de software. A pequena motivação das empresas em implantar processo, também implica em resultados poucos satisfatórios, pois as pessoas não se empenham o suficiente para aprender sobre as práticas novas introduzidas pelos processos. Isto ocorre muitas vezes devido ao fato de as pessoas darem menos prioridade a tarefas importantes da implantação do processo, pois não compreendem os seus potenciais benefícios (ROCHA, A. R. et al. 2005). A não utilização de metodologias de definição de processos e qualidade de software por essas pequenas empresas, só ajuda a aumentar os números de uma pesquisa realizada pelo SEBRAE, demonstrando que 49,4% das empresas morrem até os dois primeiros anos de existência, aumentando para 56,4% até os três primeiros anos e 59,9% até os quatros primeiros anos e isso ocorre devido à rigidez da estrutura hierárquica da organização, alta rotatividade de pessoal em cargos chave para a implantação dos processos, fraca estabilidade financeira e falta de estratégia de implementação dos processos (SEBRAE, 2004). Com isso, a utilização de modelos de desenvolvimento de software para empresas de pequeno porte, que possuem grandes problemas na implementação desses processos, pode ajudar a tornar os seus projetos de softwares mais bem definidos, pois a partir disso, serão demonstradas, elaboração e descrição de casos de uso, diagramas de classes e especificações de requisitos, pois as pequenas empresas não aplicam esses procedimentos corretamente,

16 15 devido ao nível muito baixo de formação em informática da equipe da empresa e ao pouco conhecimento em Engenharia de Software. A tentativa de construção e implantação de um processo de desenvolvimento de Software nas pequenas empresas desenvolvedoras não é algo comum, pois geralmente o foco está no desenvolvimento para o atendimento imediato do problema do cliente. Com isso, busca-se nesse trabalho definir um processo de software baseado no MPS-BR (Modelo de Processo de Software Brasileiro) utilizando um modelo de instanciação gerado pela ferramenta Rational Method Composer (RMC), como apoio para a definição de um processo de desenvolvimento com 100% de aderência ao MPS-BR nível G(Parcialmente Gerenciado), aplicando as boas práticas do RUP (Rational Unified Process). 1.3 ESTRUTURA DO TRABALHO O presente trabalho está dividido em 6 capítulos: O capítulo 1 apresenta o contexto, motivação e objetivos deste trabalho; O capítulo 2 aborda a qualidade de software, sua definição e princípios, qualidade do produto e qualidade de processo, importância da definição do processo de software, modelos de qualidade e garantia da qualidade de software, modelos e normas de processo de software; O capítulo 3 descreve o nível G do MPS-BR (Modelo de Processo de Software Brasileiro); O capítulo 4 apresenta a ferramenta Rational Unified Process (RUP); O capítulo 5 apresenta a ferramenta Rational Method Composer (RMC); O capítulo 6 apresenta o mapeamento do nível G do MPS-BR ao (RUP).

17 2 Estado da Arte da Melhoria de Processos de Software 2.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Algumas literaturas apontam o término da crise que atingiu a indústria de software na década de 80. No entanto, observando-se as estatísticas da indústria é fácil notar que a crise continua. Ela terminou para as empresas que conseguiram evoluir de um processo de desenvolvimento de software caótico para um processo gerenciável e controlado. Os principais sintomas da crise do software que ainda encontram-se presentes no cenário atual são os seguintes: as estimativas de prazo e custo freqüentemente são imprecisas; a produtividade das pessoas da área de software não tem acompanhado a demanda por seus serviços; a qualidade do software não é adequada. Pesquisa feita pelo Standish Group, empresa que realiza, desde 1994, um levantamento bastante sofisticado sobre projetos de software realizados em empresas norte-americanas mostra que o mercado de desenvolvimento de software é um campo fértil, pois o gasto anual americano em projetos de aplicações de software chega a US$275 bilhões, com mais de 200 mil projetos em andamento. O Standish Group levantou a história de 30 mil desses projetos desde 1994 e, para alguns deles, realizou estudos detalhados (Ciência e Cultura. vol.55 no. 2 São Paulo Apr./June 2003). Os dados e as conclusões revelam o tamanho dos problemas que ainda existem em desenvolvimento de software, bem como o tamanho da oportunidade para quem tentar e conseguir resolvê-los. A situação vem melhorando, e de forma muito significativa em alguns aspectos. Em 1994, o aumento médio de preço nos projetos chegava a 189%, tendo caído para 45% em Essa queda reflete o aumento da preocupação, atenção e da competência mundial em relação ao desenvolvimento de software, que está passando a ser a ferramenta mais básica e fundamental dos processos econômicos e sociais. O Brasil é considerado um dos 7 maiores mercados de software do mundo e um dos passos que deve ser dado aqui, é a melhoria da qualidade dos produtos e da produtividade dos processos de desenvolvimento de software, para que possa corresponder à competitividade

18 17 internacional. Além disso, as empresas brasileiras precisam internacionalizar seus produtos, adequando-os às legislações internacionais e providenciando documentação além de preparar sua infra-estrutura interna para mercados muito diferentes. Desde 1993, com a criação do PBQP Software (Subcomitê de Software do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade), o Brasil investe na melhoria da Qualidade de Software e de seus processos de desenvolvimento, entretanto, um estudo comparativo do MIT (Massachussetts Institute of Technology) constatou que realmente houve interesse na melhoria de processos de software no Brasil, nos últimos anos, mas que as empresas locais favoreceram a ISO 9000 que tinha o objetivo de estabelecer critérios para implantação de Sistemas de Garantia da Qualidade. A primeira versão criou uma estrutura de 3 normas sujeitas à certificação, a ISO 9001, 9002 e 9003, além da ISO 9000 que era uma espécie de guia para seleção da norma mais adequada ao tipo de organização em detrimento de outros modelos e padrões especificamente voltados para software. Segundo dados do MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia), em 2003, o número de empresas que desenvolvem software no Brasil com certificação ISO 9000 eram 214, enquanto o número de empresas com avaliação oficial CMM eram 30 (Softex, 2007). Para que essas empresas possam acompanhar não só o mercado interno, como o externo, torna-se de grande importância para a melhoria do processo, o perfeito entendimento entre uma empresa de software imatura e uma madura. Numa empresa imatura o processo de desenvolvimento é geralmente improvisado e caótico, as decisões são tomadas devido a crises imediatas, o cronograma não é cumprido porque as estimativas não são realizadas em cima de uma estimativa realística ficando dependente de esforços individuais. Por outro lado, uma empresa madura tem maior habilidade em gerenciar e manter um processo de desenvolvimento, os requerimentos do processo são previamente analisados, suas decisões podem ser tomadas sem afetar muito o processo. Sendo assim o processo maduro é a medida no qual um processo é explicitamente definido, gerenciável, medido, controlado e efetivo. A maturidade implica no crescimento da capacidade de desenvolvimento e indica a riqueza e a consistência do processo de desenvolvimento dentro da organização. Para que as empresas saiam do processo de desenvolvimento caótico ou imaturo, para o processo maduro, torna-se necessário que tornem seus processos de software conhecidos por

19 18 todos que o desenvolvem, exista auditagem da fidelidade desses processos, medidas do produto e processo e adoção disciplinada de tecnologias. Como conseqüência da adoção dessas medidas esses processos passarão a ter papéis e responsabilidades claramente definidas, acompanhamento da qualidade do produto e da satisfação do cliente gerando expectativas para custos, cronograma, funcionalidades e qualidade do produto usualmente alcançada. 2.2 PRINCÍPIOS DE QUALIDADE DE SOFTWARE O produto de software passa a ser, cada vez mais, um componente comum em uma série de produtos como em sistemas de informação organizacionais. De um produto exige-se qualidade e preço. Portanto como produto, software tem que ter o nível de qualidade exigido e procurar ser desenvolvido no menor custo possível. Esta é exatamente a função da engenharia, procurar sistemas de melhor qualidade dentro de um custo compatível com essa qualidade, otimizando a redução de custos. Produzir software de qualidade é uma meta básica da Engenharia de Software, que disponibiliza métodos, técnicas e ferramentas para este fim. O fundamental é que o software seja confiável, isto é seja eficaz e siga os padrões exigidos pelo contexto onde irá atuar.a qualidade de software utiliza como princípios: Tentar prevenir defeitos ao invés de consertá-los; Ter certeza dos defeitos que forem encontrados, serão corrigidos o mais rápido possível; Estabelecer e eliminar as causas, bem como os sintomas dos defeitos; Auditar o trabalho de acordo com padrões e procedimentos previamente estabelecidos; QUALIDADE DE SOFTWARE O software ultrapassou o hardware como a chave para o sucesso de muitos sistemas baseados em computador. Seja o computador usado para dirigir um negócio, controlar um produto ou capacitar um sistema, o software é um fator que diferencia. A perfeição e a

20 19 oportunidade das informações oferecidas pelo software diferenciam uma empresa de suas concorrentes. A inteligência e a função oferecidas pelo software muitas vezes diferenciam dois produtos de consumo ou indústrias idênticas. Com os avanços da informática cada vez mais os computadores passam a integrar a rotina diária e a produção de software vem sofrendo um constante aumento. Os sistemas baseados em computador estão sendo usados nas mais diversas áreas e na maioria das situações não admitem erros. Considerando a importância do software na atualidade, aliada às crescentes exigências dos clientes, tem-se verificado um notável aumento nos interesses pela qualidade do software. Melhorar a qualidade do software é o principal objetivo da engenharia de software. O foco principal da maioria das definições de qualidade de software é o atendimento às necessidades do cliente. Muitas vezes aplica-se à qualidade de software a sua conformidade com os requisitos. Esta definição resume conceitos de engenharia de software. (PRESMAN, 1995). Existem duas visões de qualidade de software, uma dos clientes e outra dos que desenvolvem o software, mas ambas concordam que o software não pode ter defeitos. O cliente avalia o software sem conhecer seus aspectos internos, está apenas interessado na facilidade do uso, no desempenho, na confiabilidade dos resultados obtidos e também no preço do software. Os que desenvolvem o software avaliam aspectos internos como taxa de defeitos, confiabilidade, facilidade de manutenção e também aspectos de conformidade em relação aos requisitos dos clientes Em ambas as visões, os requisitos de software formam a base de onde a qualidade é avaliada. Pode-se afirmar que a falta de conformidade com os requisitos é falta de qualidade. Além dos requisitos, existem padrões específicos que definem os critérios de desenvolvimento que servem como diretriz para o software que está sendo produzido. Se os critérios não são seguidos, resulta na falta de qualidade (PRESMAN, 1995). Pode-se dizer que, um software de boa qualidade produz resultados úteis e confiáveis na oportunidade certa; é ameno ao uso, é mensurável, corrigível, modificável e evolutivo; opera em máquinas e ambientes reais; foi desenvolvido de forma econômica e no prazo estipulado; e opera com economia de recursos. Qualidade de software é um conceito muito mais amplo do que o de um software correto e bem documentado, requerendo para ser conseguida, metodologias e técnicas de desenvolvimento específicas. (Staa,1987).

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