CAPÍTULO 3 MIDDLEWARE. Para entender-se o aparecimento da tecnologia middleware é descrita a seguir, e, brevemente, a sua evolução.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CAPÍTULO 3 MIDDLEWARE. Para entender-se o aparecimento da tecnologia middleware é descrita a seguir, e, brevemente, a sua evolução."

Transcrição

1 CAPÍTULO 3 MIDDLEWARE Para entender-se o aparecimento da tecnologia middleware é descrita a seguir, e, brevemente, a sua evolução. 3.1 ARQUITETURA CLIENTE/SERVIDOR Primeiramente, surgiu a arquitetura centralizada ( mainframe ). Esta arquitetura consiste em centralizar toda a inteligência num computador central que recebe a informação gerada pela captura da teclagem de um usuário através de um terminal. Esta arquitetura é limitada por não suportar facilmente interfaces gráficas com o usuário ( Graphic User Interface - GUI) e o acesso a múltiplos bancos de dados geograficamente dispersos (Sadoski, 1998). Com o aparecimento de redes conectando vários PCs, surgiu a arquitetura de arquivo compartilhado ( file sharing ). Nesta arquitetura, o servidor de arquivos envia arquivos da localização compartilhada para o ambiente da estação de trabalho. Neste local, o trabalho requisitado pelo usuário é então executado (incluindo a lógica e os dados). Esta arquitetura apresenta limitações, pois só se tem um bom desempenho se o número de compartilhamentos de um arquivo e o volume de dados transferido forem pequenos (Sadoski, 1998). Para solucionar estas limitações surgiu a arquitetura cliente/servidor. A arquitetura de software cliente/servidor é uma infra-estrutura modular onde o processamento é dividido, cabendo uma parte ao servidor e uma parte ao cliente. A comunicação cliente/servidor é baseada em troca de mensagens. Quando comparada à arquitetura de software centralizada e à arquitetura de compartilhamento de arquivo, apresenta uma melhor usabilidade, flexibilidade, interoperabilidade e escalabilidade (Sadoski, 1998). Nesta 41

2 arquitetura, o cliente é definido como requisitor de serviço; o servidor é definido como provedor de serviços e dependendo da configuração de software uma única máquina pode ser ambos: cliente e servidor. A arquitetura cliente/servidor substituiu o servidor de arquivos por um servidor de banco de dados. Esta substituição permite que as consultas do usuário sejam respondidas diretamente através da utilização de um sistema de gerenciamento de banco de dados relacional ( Data Base Management System - DBMS). O servidor de bancos de dados reduz o tráfego da rede pois provê a resposta a uma consulta ao invés de transferir todo o arquivo. A seguir, são descritos alguns tipos comuns de arquitetura cliente/servidor ARQUITETURA CLIENTE/SERVIDOR DE DUAS CAMADAS Arquitetura cliente/servidor de duas camadas ( Two Tier ) consiste em três componentes distribuídos em duas camadas. Uma das camadas é o cliente que requisita os serviços e a outra é o servidor que provê os serviços. Os três componentes desta arquitetura são descritos a seguir (Sadoski, 1999c): Interface do usuário com o sistema: normalmente localizada no ambiente da estação de trabalho do usuário, constituindo-se de sessões, entrada de texto, diálogo, display dos serviços de gerenciamento, etc. Gerenciamento dos processamentos: está localizado usualmente no servidor e constitui-se dos processos desenvolvidos pelo usuário, da monitoração dos mesmos, etc. Gerenciamento de banco de dados: está localizado usualmente no servidor e constitui-se de serviços de manipulação de dados, arquivos, etc. Nesta arquitetura, o servidor, que é a máquina mais potente, serve a vários clientes. O gerenciamento do processo é dividido entre o ambiente da interface 42

3 do usuário com o sistema e o ambiente servidor de gerenciamento de banco de dados, como mostrado na Figura 3.1. Interface do usuário com o sistema + algum gerenciamento de processamento Gerenciamento de banco de dados + algum gerenciamento de processamento Fig Arquitetura cliente/servidor de duas camadas FONTE: Sadoski (1999c, p.1) A arquitetura de duas camadas é uma boa solução para computação distribuída quando o grupo de trabalho é definido entre 12 e 100 usuários interagindo numa Local Area Network (LAN) simultaneamente. Um número maior que 100 usuários implica uma deterioração do desempenho. Esta limitação é resultado da necessidade do servidor manter a conecção via mensagens de estou vivo ( keep-alive ) com cada cliente, mesmo quando nenhum trabalho está sendo executado. Uma outra limitação é a pouca flexibilidade que existe quando se deseja mover funcionalidades de um programa de um servidor a outro sem efetuar alterações no código ARQUITETURA CLIENTE/SERVIDOR DE TRÊS CAMADAS A arquitetura cliente/servidor de três camadas ( Three Tier ) surgiu para suprir as limitações da arquitetura cliente/servidor de duas camadas. Nesta arquitetura, uma camada média foi introduzida entre a interface do usuário 43

4 com o sistema (ambiente cliente) e o gerenciador de banco de dados (ambiente servidor), como mostrado na Figura 3.2. Esta camada média provê serviços de gerenciamento de processos compartilhados por múltiplas aplicações (Sadoski, 1999a). Interface do usuário com o sistema Gerenciamento de processos Gerenciamento de banco de dados Fig Arquitetura cliente/servidor de três camadas FONTE: Sadoski (1999a, p.1) A seguir, são descritos alguns tipos de arquitetura cliente/servidor de três camadas MONITORES DE PROCESSAMENTO DE TRANSAÇÃO Arquitetura de três camadas com tecnologia de monitores de processamento de transações ( TP Monitor ) é considerada uma arquitetura básica. A tecnologia de monitores de processamento de transação está centrada no servidor e consiste em filas de mensagens, seqüenciamento ( scheduling ) de 44

5 transações e priorização de serviços. O cliente conecta esta camada média, isto é, o monitor de transação, ao invés do banco de dados diretamente. A transação é aceita pelo monitor, que a enfileira e toma a responsabilidade por manejá-la e completá-la liberando o cliente. A Figura 3.3 mostra esse tipo de arquitetura. Cliente Cliente Servidor Rotinas de Processamento Cliente Monitor de Processamento de Transação Cliente Cliente Fig Monitores de processamento de transações FONTE: Sadoski (1999b, p.2) A tecnologia de monitor de transação provê a habilidade de atualizar múltiplos sistemas de gerenciamento de banco de dados ( Data Base Management System DBMS) diferentes numa única transação, conectar-se a várias fontes de dados, fixar prioridades às transações e promover robustez à segurança SERVIDOR DE MENSAGENS Na arquitetura de três camadas com servidor de mensagens, o software servidor de mensagens reside uma parte no cliente e outra no servidor, sendo que as mensagens são priorizadas e processadas assincronamente entre eles (Vondrak, 1999) 45

6 Mensagens consistem de informações, do endereço e do número de identificação. A diferença entre esta tecnologia e a do monitor de transação é que a arquitetura do servidor de mensagens foca a inteligência nas próprias mensagens, isto é, a mensagem em si carrega toda a informação necessária para o cliente processar a mensagem recebida do servidor e o servidor a recebida do cliente, enquanto o monitor de transação tem a inteligência no monitor, pois, a mensagem enviada pelo cliente é processada pelo monitor antes de ser enviada ao servidor e vice-versa OBJECT REQUEST BROKER Nessa arquitetura de três camadas adiciona-se um software distinto, conhecido como ORB, que não faz parte do cliente e nem do servidor no qual as mensagens recebidas e enviadas entre eles são tratadas. Nessa arquitetura tem-se três elementos distintos cliente, servidor e ORB, como mostrado na Figura 3.4. O ORB provê várias funcionalidades como: troca de mensagens (comunicação) entre cliente e servidor, localização e ativação de um servidor que atenderá a um pedido de um cliente que não precisa conhecer a sua localização nem precisará ativá-lo. Localização do serviço Aplicação Cliente ORB Comunicação Estabelecimento da conecção Ativação do serviço Serviço Remoto (objeto) Fig. 3.4 Funções do ORB FONTE: Wallnau e Foreman (1999, p.1) 46

7 3.2 MIDDLEWARE A camada média da arquitetura cliente/servidor de três camadas pode ser implementada de várias maneiras tais como, já descrito, monitores de processamento de transações, servidores de mensagens, etc. onde cada uma apresenta vantagens e limitações. A esta tecnologia que implementa os vários tipos de camadas médias, juntamente com suas funcionalidades, dá-se o nome de middleware. Middleware é um software de conectividade que consiste em um conjunto de serviços que permite a interação, através da rede, de múltiplos processos executando em uma ou mais máquinas. Middleware é essencial para migrar aplicações de mainframe para aplicações cliente/servidor provendo comunicação através de plataformas heterogêneas (Bray, 1998). Esse software de conectividade se localiza entre a aplicação e o sistema operacional (Bernstein, 1996), com mostrado na Figura

8 Aplicação... Aplicação APIs Middleware (serviços de sistema distribuído) Interface da Plataforma Plataforma: - SO - Hardware... Interface da Plataforma Plataforma: - SO - Hardware Fig Middleware FONTE: Bernstein (1996, p.89) O middleware oferece serviços de propósito geral que se situam entre a aplicação e a plataforma utilizada (sistema operacional mais hardware). Os serviços oferecidos pelo middleware devem (Bernstein, 1996): Ir ao encontro de uma grande variedade de aplicações, por exemplo: ser capaz de traduzir ou facilitar a adição de mensagens de vários formatos para serem utilizados em diversas aplicações. Ser implementados de forma a possibilitar a execução em plataformas distintas. Por exemplo, em sistemas distribuídos as aplicações localizadas em diferentes plataformas podem usar o serviço middleware para se comunicar e/ou trocar dados, aumentando assim a interoperabilidade. Possibilitar serem acessados remotamente por outros serviços ou aplicações. 48

9 Suportar, idealmente, um protocolo padrão, por exemplo, Transmission Control Protocol/Internet Protocol (TCP/IP) ou International Standards Organization (ISO) Open System Interconnect (OSI). Suportar uma Application Programming Interface (API) padrão. Os serviços devem ser transparentes com respeito a API, isto é, eles devem ser acessados via APIs sem necessidade de modificá-las. Uma API (interface de programação de uma aplicação) é um conjunto de regras para escrever funções ou chamadas de subrotinas que acessam uma biblioteca. Por exemplo, para enviar dados uma aplicação pode invocar uma API que apresenta uma função do tipo SEND especificando como parâmetros o nome destino e os ponteiros para os dados, assim, esta API, que é uma interface escrita utilizando regras específicas, acessa uma biblioteca que contém a respectiva função. A biblioteca pode ser atualizada mas mantidas as API as aplicações não precisam ser alteradas. APIs combinam recuperação de erro, tradução de dados, segurança, filas e nomeação com interfaces de fácil utilização que compreendem ações/comandos simples, mas poderosos (Bray, 1999). Existem quatro tipos de APIs que possibilitam o compartilhamento de dados entre aplicações diferentes de software em plataforma única ou distribuída, que serão listadas a seguir (Bray, 1999): Chamada de Procedimento Remoto ( Remote Procedure Call RPC): os programas usando RPCs comunicam-se via procedimentos ou tarefas ( tasks ) que agem em buffers de dados compartilhados (Vondrak, 1998). Linguagem Padrão de Consulta ( Standard Query Language SQL): é uma linguagem não procedural de acesso a dados que permite compartilhamento de dados entre aplicações através do acesso a um banco de dados comum. 49

10 Transferência de Arquivo ( File Transfer ): permite compartilhamento de dados através do envio de arquivos fomatados entre as aplicações. Entrega de Mensagens: provê compartilhamento de dados pela comunicação via pequenas mensagens formatadas entre as aplicações. O principal propósito do middleware é ajudar na resolução de muitos problemas de conectividade e interoperabilidade de aplicações, mas é o desenvolvedor que tem a difícil tarefa de decidir quais funcionalidades serão colocadas no lado cliente e quais estarão no lado servidor da aplicação distribuída. Desta forma, é importante entender o problema que será resolvido pela aplicação e o valor dos serviços middleware que permitirão a distribuição desta aplicação. Para determinar os tipos de serviços middleware necessários, o desenvolvedor deve identificar as funções requeridas pela aplicação, que podem recair em uma de três classes (Bray, 1998) (Bernstein, 1996): Se a aplicação é um serviço de sistema distribuído que inclue a comunicação programa a programa como ponto crítico, os serviços middleware que a auxiliam são os serviços de comunicação, tais como, mensagem peer-to-peer, chamada de procedimento remoto (RPC), fila de mensagens, correio eletrônico, troca de dados por meio eletrônico, etc. Se a aplicação é um serviço que permite o acesso de aplicaçôes aos serviços de rede e de banco de dados, os serviços middleware que a auxiliam são os serviços de gerenciamento, tais como, balanceamento de carga na rede, servidor de diretório, gerenciador de históricos ( log ), gerenciador de arquivos, gerenciador de gravação, sistemas de banco de dados relacionais e orientados a objeto, gerenciador de repositório, etc. Se a aplicação é um serviço de gerenciamento que permite que as aplicações e funções do sistema sejam continuamente monitoradas de 50

11 forma a assegurar uma performance ótima do ambiente distribuído, os serviços middleware que a auxiliam são os serviços de gerenciamento de sistema e controle, tais como, serviços de notificação de eventos, gerenciamento de configuração, gerenciamento de instalação de software, detetor de falhas, coordenador de recuperação, serviço de autenticação, serviços de auditoria, serviços de criptografia, serviços de controle de acesso, gerenciamento de threads, gerenciamento de transação, recursos de broker, seqüenciador de requisições, seqüenciador de tarefas, etc SERVIÇOS MIDDLEWARE Devido à importância da portabilidade de aplicações e protocolos padronizados para possibilitar a interoperabilidade, os serviços middleware têm sido alvo de esforços de padronização. Algumas tentativas têm sido feitas por entidades públicas, tais como, ISO e American National Standards Institute (ANSI) e outras por consórcios industriais como X/Open, Open Software Fundation (OSF), Object Management Group (OMG) e ActiveX (Microsoft). O esforço de padronização demonstra a importância desses serviços. O propósito principal dos serviços middleware é permitir que uma plataforma não dependa de APIs específicas, permitindo que aplicações executem em diferentes plataformas e incluam serviços de alto nível que escondam a complexidade de redes e sistemas distribuídos TIPOS DE MIDDLEWARE Uma organização com a necessidade de distribuir uma aplicação pode escolher entre construir um ambiente de trabalho ( framework ) para integração e desenvolvimento próprio ( customized ) ou utilizar produtos existentes no mercado que ofereçam ferramentas de integração e desenvolvimento. Os produtos existentes no mercado são desenvolvidos baseados nas 51

12 especificações CORBA da OMG, no Distributed Computing Environment (DCE) da OSF, no DCOM da Microsoft, assim como, no Remote Method Invocation (RMI) da linguagem Java. Atualmente, as necessidades do mercado exigem um curto tempo para tornar um novo produto disponível, antes que um concorrente o faça, e o sucesso de uma organização depende de uma solução importante: a escolha da ferramenta adequada ao desenvolvimento deste novo produto. Estas ferramentas baseiam-se em diversas tecnologias, apresentam diferentes características, mas em alguns pontos elas são similares ou mesmo complementares. Desta forma, a escolha requer um estudo muito criterioso. Deve-se considerar as características da organização (tipo de aplicação a ser desenvolvida, grau de conhecimento da equipe, etc.) assim como, a plataforma de hardware e software que ela possui e que deseja integrar e utilizar para a aplicação a ser desenvolvida COM/DCOM COM é um padrão da Microsoft que define como os objetos podem interagir e o DCOM é o COM distribuído através da rede. Para o COM/DCOM tornar-se um padrão foi necessário torná-lo público e seu controle feito por um consórcio. Assim, o ActiveX Core Technologies, do qual o COM/DCOM faz parte, está sendo controlado pelo The Open Group. Foi criado também um consórcio chamado The Active Group com cerca de dezessete membros, no qual a Microsoft é o principal deles (Microsoft, 1998a). 52

13 CORBA O CORBA é uma especificação de um padrão de arquitetura para aplicações orientadas a objeto. Esta especificação foi definida inicialmente pelo OMG no documento Object Management Architecture Guide, publicado em novembro de 1990 (OMG, 1998). O OMG é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 1989, que conta com mais de 600 membros. CORBA diz respeito a interfaces e não a implementações específicas. Ela foi definida para prover uma solução de middleware. É uma especificação de um padrão que vem sendo usado em muitos produtos JAVA O código Java é escrito de tal forma que possibilita a sua distribuição através de uma rede, sendo a independência de plataforma uma das suas principais características. O Java é independente da plataforma tanto a nível executável quanto de fonte. O Java quando compilado produz um bytecode. Bytecode é um conjunto de instruções bastante parecida com alguns códigos de máquina, mas não é específica a nenhum processador. Este bytecode pode ser interpretado por qualquer compilador que possua uma virtual machine (VM). Java apresenta um grande suporte das empresas de software e está implementada na maioria das plataformas (Lemay e Perkins, 1997). A linguagem Java inicialmente foi utilizada como uma ferramenta para desenvolver páginas Web, mas agora a linguagem e seu ambiente de desenvolvimento estão sendo cada vez mais utilizados para desenvolver software em ambiente de rede (Wallnau et al, 1997) DCE O OSF iniciou, no final dos anos 80, a elaboração de um ambiente que permitisse criar aplicações cliente/servidor heterogêneas. A versão 1.0 foi 53

14 apresentada em 1992 e os primeiros produtos em 1993, na qual organizações como IBM, DEC, AT&T, Hewlett-Packard, Hitachi, Bull, Siemens, Nixdorf e muitas outras desempenharam um papel importante na elaboração das especificações e referências de implementações (Rosenberry et al, 1992). DCE é um middleware, isto é, uma camada entre o sistema operacional/protocolo de rede e a aplicação distribuída. DCE é um conjunto de ferramentas e serviços que auxiliam a criação e a execução de aplicações distribuídas. A Figura 3.6 mostra a arquitetura DCE. Aplicação Distribuída Opções de gerenciamento de rede Serviços de Eventos Serviço de distribuição de arquivos Serviços de diretórios Serviços de temporização distribuída Serviços de segurança Chamada de Procedimento Remoto (RPC) Serviços de thread Sistema Operacional e Serviços de rede Fig Arquitetura DCE FONTE: Mowbray e Ruh (1997, p.185) Seus componentes chaves são descritos a seguir (Rosenberry et al, 1992): Remote Procedure Call : é o software que torna possível a operação de distribuição. Ele gerencia a comunicação entre a aplicação do cliente e do servidor, isto é, gera automaticamente os códigos, no lado cliente e 54

15 no lado servidor, que permitem abrir uma conecção e transmitir os dados de forma organizada. Cell (célula): Uma célula é a unidade básica de operação e administração no DCE. Uma célula é um grupo de usuários, sistemas e recursos que tipicamente possuem propósitos comuns e compartilham serviços DCE. Minimamente, uma configuração de célula inclui serviços de diretórios ( Cell Directory Service CDS), serviços de temporização ( Distributed Time Service DTS) e serviços de segurança ( DCE Security ). Serviços de diretórios (CDS): permitem o gerenciamento e controle dos domínios administrativos (ou células), serviços globais de diretórios e nomeação de domínios. Serviços de temporização distribuída (DTS): assegura a sincronização de tempo entre os recursos computacionais. Serviços de segurança ( DCE Security ): mantêm para todas as aplicações a autenticidade, autorização, integridade e privacidade. Serviços de distribuição de arquivos ( Distributed File Service DFS): provê o acesso e compartilhamento de arquivos sem o conhecimento da sua localização ou de procedimentos locais de acesso. Não será escopo desta dissertação uma apresentação mais detalhada do modelo de distribuição e respectivo estilo de comunicação (RPC) adotado pelo DCE. Esta dissertação aborda as possibilidades de distribuição usando conceitos de orientação a objetos e o RPC não se adapta ao modelo de objeto (Otte et al, 1996), pois precisamos adicionar construções e mecanismos à base da tecnologia RPC para adaptá-la à tecnologia de orientação a objetos. 55

16 56

Cliente/Servidor. Conceitos Gerais. Graça Bressan. Graça Bressan/LARC 2000 1

Cliente/Servidor. Conceitos Gerais. Graça Bressan. Graça Bressan/LARC 2000 1 Cliente/Servidor Conceitos Gerais Graça Bressan Graça Bressan/LARC 2000 1 Forças de marketing que conduzem à arquitetura cliente/servidor "Cliente/Servidor é um movimento irresistível que está reformulando

Leia mais

CORBA. Common Object Request Broker Architecture. Unicamp. Centro de Computação Rubens Queiroz de Almeida queiroz@unicamp.br

CORBA. Common Object Request Broker Architecture. Unicamp. Centro de Computação Rubens Queiroz de Almeida queiroz@unicamp.br CORBA Common Object Request Broker Architecture Unicamp Centro de Computação Rubens Queiroz de Almeida queiroz@unicamp.br Objetivos Apresentação Tecnologia CORBA Conceitos Básicos e Terminologia Considerações

Leia mais

Sistemas Distribuídos

Sistemas Distribuídos Sistemas Distribuídos Soquetes Um soquete é formado por um endereço IP concatenado com um número de porta. Em geral, os soquetes utilizam uma arquitetura cliente-servidor. O servidor espera por pedidos

Leia mais

Aspectos Estratégicos da Computação Distribuída Aula 2

Aspectos Estratégicos da Computação Distribuída Aula 2 Aspectos Estratégicos da Aula 2 Mudanças no Ambiente de Negócios Reengenharia Padrões e Sistemas Abertos Framework para Discussão Processos e Ambientes de Negócios Padronização Introdução à Infra-Estrutura

Leia mais

Camadas de Software - o Middleware. Sistemas Distribuídos Capítulo 2: Modelos e Arquitecturas. Aplicações. Middleware.

Camadas de Software - o Middleware. Sistemas Distribuídos Capítulo 2: Modelos e Arquitecturas. Aplicações. Middleware. Camadas de Software - o Middleware Sistemas Distribuídos Capítulo 2: Modelos e Arquitecturas Modelos de Arquitecturas para sistemas distribuidos Interfaces e Objectos Requerimentos para Arquitecturas Distribuídas

Leia mais

Desenvolvimento Cliente-Servidor 1

Desenvolvimento Cliente-Servidor 1 Desenvolvimento Cliente- 1 Ambiienttes de Desenvollviimentto Avançados Engenharia Informática Instituto Superior de Engenharia do Porto Alexandre Bragança 1998/99 Ambientes de Desenvolvimento Avançados

Leia mais

SISTEMAS DISTRIBUIDOS

SISTEMAS DISTRIBUIDOS 1 2 Caracterização de Sistemas Distribuídos: Os sistemas distribuídos estão em toda parte. A Internet permite que usuários de todo o mundo acessem seus serviços onde quer que possam estar. Cada organização

Leia mais

Componentes para Computação Distribuída

Componentes para Computação Distribuída Componentes para Computação Distribuída Conceitos Foi a partir do fenômeno da Internet (WWW), no início dos anos noventa, que a computação distribuída passou a ter relevância definitiva, a ponto de a Internet

Leia mais

Sistemas Distribuídos

Sistemas Distribuídos Sistemas Distribuídos 11 Objetivos Este capítulo apresenta uma introdução aos sistemas distribuídos em geral Arquiteturas de cliente servidor Características das arquiteturas de 2 e 3 camadas Ambiente

Leia mais

Princípios de Sistemas Distribuídos. Tecnologias utilizadas em sistemas distribuídos Aula 5

Princípios de Sistemas Distribuídos. Tecnologias utilizadas em sistemas distribuídos Aula 5 Princípios de Sistemas Distribuídos Tecnologias utilizadas em sistemas distribuídos Aula 5 Conceitos de comunicação entre processos Interprocess Communication (IPC) Sistemas distribuídos são construídos

Leia mais

SUMÁRIO CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO... 27 CAPÍTULO 2 - SISTEMAS DISTRIBUÍDOS BASEADOS EM OBJETOS... 33

SUMÁRIO CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO... 27 CAPÍTULO 2 - SISTEMAS DISTRIBUÍDOS BASEADOS EM OBJETOS... 33 SUMÁRIO Pág. LISTA DE FIGURAS LISTA DE TABELAS LISTA DE SÍMBOLOS CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO... 27 CAPÍTULO 2 - SISTEMAS DISTRIBUÍDOS BASEADOS EM OBJETOS... 33 CAPÍTULO 3 - SUPORTE PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE

Leia mais

APLICAÇÕES EM SISTEMAS DISTRIBUÍDOS Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com

APLICAÇÕES EM SISTEMAS DISTRIBUÍDOS Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com - Aula 6 - ALGORÍTIMOS PARALELOS MPI - Parallel Virtual Machine e PVM - Parallel Virtual Machine 1. INTRODUÇÃO Inicialmente é necessário conceber alguns conceitos para entendimento dos algoritmos paralelos:

Leia mais

Introdução. Definição de um Sistema Distribuído (1) Definição de um Sistema Distribuído(2) Metas de Sistemas Distribuídos (2)

Introdução. Definição de um Sistema Distribuído (1) Definição de um Sistema Distribuído(2) Metas de Sistemas Distribuídos (2) Definição de um Sistema Distribuído (1) Introdução Um sistema distribuído é: Uma coleção de computadores independentes que aparecem para o usuário como um único sistema coerente. Definição de um Sistema

Leia mais

Sistemas Distribuídos

Sistemas Distribuídos Faculdades SENAC Análise e Desenvolvimento de Sistemas 28 de abril de 2010 Principais suportes de Java RMI (Remote Method Invocation), da Sun Microsystems DCOM (Distributed Component Object Model), da

Leia mais

Cliente/Servidor. Objetos Distribuídos. Graça Bressan. Graça Bressan/LARC 2000 1

Cliente/Servidor. Objetos Distribuídos. Graça Bressan. Graça Bressan/LARC 2000 1 Cliente/Servidor Objetos Distribuídos Graça Bressan Graça Bressan/LARC 2000 1 Objetos São entidades de software que encapsulam dados, ou atributos, e código e que são acessados através de funções ou métodos.

Leia mais

Projeto de Sistemas Distribuídos. Prof. Andrêza Leite andreza.lba@gmail.com

Projeto de Sistemas Distribuídos. Prof. Andrêza Leite andreza.lba@gmail.com Projeto de Sistemas Distribuídos Prof. Andrêza Leite andreza.lba@gmail.com Exemplos de SD Quais podem ser? Ex. de SD: Internet Internet é um conjunto de redes de computadores, de muitos tipos diferentes,

Leia mais

Roteiro. Sistemas Distribuídos. Sistemas de Arquivos Distribuídos. Sistema de arquivos distribuídos

Roteiro. Sistemas Distribuídos. Sistemas de Arquivos Distribuídos. Sistema de arquivos distribuídos Sistemas Distribuídos Sistemas de Arquivos Distribuídos Roteiro Sistema de arquivos distribuídos Requisitos Arquivos e diretórios Compartilhamento Cache Replicação Estudo de caso: NFS e AFS Sistemas Distribuídos

Leia mais

SUMÁRIO CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO 19 CAPÍTULO 2 - CONCEITOS 25

SUMÁRIO CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO 19 CAPÍTULO 2 - CONCEITOS 25 SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS LISTA DE TABELAS LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS Pág. CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO 19 CAPÍTULO 2 - CONCEITOS 25 2.1 A tecnologia de orientação a objetos 25 2.1.1 Projeto de software

Leia mais

Processos (Threads,Virtualização e Migração de Código)

Processos (Threads,Virtualização e Migração de Código) Processos (Threads,Virtualização e Migração de Código) Roteiro Processos Threads Virtualização Migração de Código O que é um processo?! Processos são programas em execução. Processo Processo Processo tem

Leia mais

Paradigma Cliente/Servidor

Paradigma Cliente/Servidor Paradigma Cliente/Servidor Mário Meireles Teixeira UFMA Departamento de Informática Dezembro, 2012 Comunicação em Sistemas Distribuídos! Os processos em um SD estão lógica e fisicamente separados. Precisam

Leia mais

Arquiteturas de Aplicações Distribuídas

Arquiteturas de Aplicações Distribuídas Arquiteturas de Aplicações Distribuídas Fernando Albuquerque 061-2733589 fernando@cic.unb.br www.cic.unb.br/docentes/fernando Tópicos Introdução. HTTP / CGI. API sockets. JDBC. Remote Method Invocation.

Leia mais

SISTEMA DE BANCO DE DADOS. Banco e Modelagem de dados

SISTEMA DE BANCO DE DADOS. Banco e Modelagem de dados SISTEMA DE BANCO DE DADOS Banco e Modelagem de dados Sumário Conceitos/Autores chave... 3 1. Introdução... 4 2. Arquiteturas de um Sistema Gerenciador... 5 3. Componentes de um Sistema... 8 4. Vantagens

Leia mais

Trabalho de Sistemas Distribuídos

Trabalho de Sistemas Distribuídos Cássio de Olivera Ferraz Trabalho de Sistemas Distribuídos Petrópolis 2015, v-1.0 Cássio de Olivera Ferraz Trabalho de Sistemas Distribuídos Trabalho sobre sistemas distribuídos e suas tecnologias. Universidade

Leia mais

CORBA Common Object Request Broker Architecture. Carolina de Oliveira Cunha Lenita Martins Ambrosio Victor da Fonseca Santos

CORBA Common Object Request Broker Architecture. Carolina de Oliveira Cunha Lenita Martins Ambrosio Victor da Fonseca Santos CORBA Common Object Request Broker Architecture Carolina de Oliveira Cunha Lenita Martins Ambrosio Victor da Fonseca Santos Introdução OMG (Object Management Group): uma organização formada por empresas

Leia mais

Modelos de Arquiteturas. Prof. Andrêza Leite andreza.lba@gmail.com

Modelos de Arquiteturas. Prof. Andrêza Leite andreza.lba@gmail.com Modelos de Arquiteturas Prof. Andrêza Leite andreza.lba@gmail.com Agenda Introdução Arquitetura de Sistemas Distribuídos Clientes e Servidores Peer-to-Peer Variações Vários Servidores Proxy Código Móvel

Leia mais

Considerações no Projeto de Sistemas Cliente/Servidor

Considerações no Projeto de Sistemas Cliente/Servidor Cliente/Servidor Desenvolvimento de Sistemas Graça Bressan Graça Bressan/LARC 2000 1 Desenvolvimento de Sistemas Cliente/Servidor As metodologias clássicas, tradicional ou orientada a objeto, são aplicáveis

Leia mais

Protocolos de gerenciamento

Protocolos de gerenciamento Protocolos de gerenciamento Os protocolos de gerenciamento têm a função de garantir a comunicação entre os recursos de redes homogêneas ou não. Com esse requisito satisfeito, operações de gerenciamento

Leia mais

UFG - Instituto de Informática

UFG - Instituto de Informática UFG - Instituto de Informática Especialização em Desenvolvimento de Aplicações Web com Interfaces Ricas EJB 3.0 Prof.: Fabrízzio A A M N Soares professor.fabrizzio@gmail.com Aula 5 Servidores de Aplicação

Leia mais

Capítulo VI CORBA. Common Object Request Broker Architecture. [Cardoso2008] Programação de Sistemas Distribuídos em Java, Jorge Cardoso, FCA, 2008.

Capítulo VI CORBA. Common Object Request Broker Architecture. [Cardoso2008] Programação de Sistemas Distribuídos em Java, Jorge Cardoso, FCA, 2008. Common Object Request Broker Architecture [Cardoso2008] Programação de Sistemas Distribuídos em Java, Jorge Cardoso, FCA, 2008. From: Fintan Bolton Pure CORBA SAMS, 2001 From: Coulouris, Dollimore and

Leia mais

Arquitetura de Sistemas Operacionais Machado/Maia. Arquitetura de Sistemas

Arquitetura de Sistemas Operacionais Machado/Maia. Arquitetura de Sistemas Arquitetura de Sistemas Operacionais Capítulo 4 Estrutura do Sistema Operacional Cap. 4 Estrutura do Sistema 1 Sistemas Operacionais Pitágoras Fadom Divinópolis Material Utilizado na disciplina Sistemas

Leia mais

Arquitetura de um sistema é a especificação de sua estrutura e de seus componentes

Arquitetura de um sistema é a especificação de sua estrutura e de seus componentes Arquiteturas e Modelos de sistemas Arquitetura Arquitetura de um sistema é a especificação de sua estrutura e de seus componentes Localização dos componentes e relação entre eles Objetivo: garantir que

Leia mais

Sistema centralizado O Paradigma Cliente/Servidor

Sistema centralizado O Paradigma Cliente/Servidor centralizado O Paradigma Cliente/Servidor Computador central (mainframe) + conjunto de terminais + recursos centralizados recursos mainframe terminais 2 distribuído Relações entre entidades Grupo de computadores

Leia mais

Padrões Arquiteturais e de Integração - Parte 1

Padrões Arquiteturais e de Integração - Parte 1 1 / 58 - Parte 1 Erick Nilsen Pereira de Souza T017 - Arquitetura e Design de Aplicações Análise e Desenvolvimento de Sistemas Universidade de Fortaleza - UNIFOR 11 de fevereiro de 2015 2 / 58 Agenda Tópicos

Leia mais

Introdução ao Modelos de Duas Camadas Cliente Servidor

Introdução ao Modelos de Duas Camadas Cliente Servidor Introdução ao Modelos de Duas Camadas Cliente Servidor Desenvolvimento de Sistemas Cliente Servidor Prof. Esp. MBA Heuber G. F. Lima Aula 1 Ciclo de Vida Clássico Aonde estamos? Page 2 Análise O que fizemos

Leia mais

Camadas de Serviço de Hardware e Software em Sistemas Distribuídos. Introdução. Um Serviço Provido por Múltiplos Servidores

Camadas de Serviço de Hardware e Software em Sistemas Distribuídos. Introdução. Um Serviço Provido por Múltiplos Servidores Camadas de Serviço de Hardware e Software em Sistemas Distribuídos Arquiteutra de Sistemas Distribuídos Introdução Applications, services Adaptação do conjunto de slides do livro Distributed Systems, Tanembaum,

Leia mais

Sistemas Distribuídos Comunicação entre Processos em Sistemas Distribuídos: Middleware de comunicação Aula II Prof. Rosemary Silveira F. Melo Comunicação em sistemas distribuídos é um ponto fundamental

Leia mais

3 Um Framework Orientado a Aspectos para Monitoramento e Análise de Processos de Negócio

3 Um Framework Orientado a Aspectos para Monitoramento e Análise de Processos de Negócio 32 3 Um Framework Orientado a Aspectos para Monitoramento e Análise de Processos de Negócio Este capítulo apresenta o framework orientado a aspectos para monitoramento e análise de processos de negócio

Leia mais

Sistemas Distribuídos Arquitetura de Sistemas Distribuídos Aula II Prof. Rosemary Silveira F. Melo Arquitetura de Sistemas Distribuídos Conceito de Arquitetura de Software Principais elementos arquiteturais

Leia mais

Sistemas Distribuídos. Introdução. Edeyson Andrade Gomes. www.edeyson.com.br

Sistemas Distribuídos. Introdução. Edeyson Andrade Gomes. www.edeyson.com.br Sistemas Distribuídos Introdução Edeyson Andrade Gomes www.edeyson.com.br SUMÁRIO Definições Características Desafios Vantagens Desvantagens 2 Definições DEFINIÇÕES Um sistema distribuído é uma coleção

Leia mais

INE5380 - Sistemas Distribuídos

INE5380 - Sistemas Distribuídos INE5380 - Sistemas Distribuídos Object Request Broker e CORBA Por: Léo Willian Kölln - 0513227-4 Novembro de 2006 ORB Object Request Broker ORB aqui será tratado como um Middleware que permite a construção

Leia mais

Revisão. Karine Peralta karine.peralta@pucrs.br

Revisão. Karine Peralta karine.peralta@pucrs.br Revisão Karine Peralta Agenda Revisão Evolução Conceitos Básicos Modelos de Comunicação Cliente/Servidor Peer-to-peer Arquitetura em Camadas Modelo OSI Modelo TCP/IP Equipamentos Evolução... 50 60 1969-70

Leia mais

DISTRIBUTED SYSTEMS ARCHITECTURES. Ian Sommerville, 8º edição Capítulo 12 Aula de Luiz Eduardo Guarino de Vasconcelos

DISTRIBUTED SYSTEMS ARCHITECTURES. Ian Sommerville, 8º edição Capítulo 12 Aula de Luiz Eduardo Guarino de Vasconcelos DISTRIBUTED SYSTEMS ARCHITECTURES Ian Sommerville, 8º edição Capítulo 12 Aula de Luiz Eduardo Guarino de Vasconcelos Objetivos Explicar as vantagens e desvantagens das arquiteturas de sistemas distribuídos

Leia mais

UNIVERSIDADE. Sistemas Distribuídos

UNIVERSIDADE. Sistemas Distribuídos UNIVERSIDADE Sistemas Distribuídos Ciência da Computação Prof. Jesus José de Oliveira Neto Web Services Web Services Existem diferentes tipos de comunicação em um sistema distribuído: Sockets Invocação

Leia mais

Sistemas Distribuídos: Conceitos e Projeto Estilos Arquitetônicos e Arquitetura Cliente/Servidor

Sistemas Distribuídos: Conceitos e Projeto Estilos Arquitetônicos e Arquitetura Cliente/Servidor Sistemas Distribuídos: Conceitos e Projeto Estilos Arquitetônicos e Arquitetura Cliente/Servidor Francisco José da Silva e Silva Laboratório de Sistemas Distribuídos (LSD) Departamento de Informática /

Leia mais

Arquiteturas de Sistemas Distribuídos

Arquiteturas de Sistemas Distribuídos Arquiteturas de Sistemas Distribuídos Sistema distribuído O processamento de informações é distribuído em vários computadores ao invés de confinado em uma única máquina. Bastante comum em qualquer organização

Leia mais

Sistemas Distribuídos. Professora: Ana Paula Couto DCC 064

Sistemas Distribuídos. Professora: Ana Paula Couto DCC 064 Sistemas Distribuídos Professora: Ana Paula Couto DCC 064 Processos- Clientes, Servidores, Migração Capítulo 3 Agenda Clientes Interfaces de usuário em rede Sistema X Window Software do lado cliente para

Leia mais

SO Sistemas Operacionais

SO Sistemas Operacionais GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO FUNDAÇÃO DE APOIO A ESCOLA TÉCNICA ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL REPÚBLICA SO Sistemas Operacionais Curso de Informática ETE REPÚBLICA - Rua Clarimundo de Melo, 847, Quintino

Leia mais

Aula 2. Objetivo: Saber qual a funcionalidade de um sistema operacional de rede.

Aula 2. Objetivo: Saber qual a funcionalidade de um sistema operacional de rede. Aula 2 Objetivo: Saber qual a funcionalidade de um sistema operacional de rede. Sistema Operacional de Rede Definição: Conjunto de módulos que ampliam as tarefas dos sistemas operacionais locais, complementando-os

Leia mais

Sistemas Distribuídos

Sistemas Distribuídos Sistemas Distribuídos Modelo Cliente-Servidor: Introdução aos tipos de servidores e clientes Prof. MSc. Hugo Souza Iniciando o módulo 03 da primeira unidade, iremos abordar sobre o Modelo Cliente-Servidor

Leia mais

Sistemas Distribuídos

Sistemas Distribuídos Sistemas Distribuídos Computação Aula 01-02: Introdução 2o. Semestre / 2014 Prof. Jesus Agenda da Apresentação Definição e surgimento de Sistemas Distribuídos Principais aspectos de Sistemas Distribuídos

Leia mais

Laboratório de Computação VI JAVA IDL. Fabricio Aparecido Breve - 981648-9

Laboratório de Computação VI JAVA IDL. Fabricio Aparecido Breve - 981648-9 Laboratório de Computação VI JAVA IDL Fabricio Aparecido Breve - 981648-9 O que é Java IDL? Java IDL é uma tecnologia para objetos distribuídos, ou seja, objetos em diferentes plataformas interagindo através

Leia mais

Sistemas Distribuídos Capítulos 3 e 4 - Aula 4

Sistemas Distribuídos Capítulos 3 e 4 - Aula 4 Sistemas Distribuídos Capítulos 3 e 4 - Aula 4 Aula passada Threads Threads em SDs Processos Clientes Processos Servidores Aula de hoje Clusters de Servidores Migração de Código Comunicação (Cap. 4) Fundamentos

Leia mais

Web Services. (Introdução)

Web Services. (Introdução) Web Services (Introdução) Agenda Introdução SOA (Service Oriented Architecture) Web Services Arquitetura XML SOAP WSDL UDDI Conclusão Introdução Comunicação distribuída Estratégias que permitem a comunicação

Leia mais

Implementar servidores de Web/FTP e DFS. Disciplina: Serviços de Redes Microsoft Professor: Fernando Santorsula fernando.santorsula@esamc.

Implementar servidores de Web/FTP e DFS. Disciplina: Serviços de Redes Microsoft Professor: Fernando Santorsula fernando.santorsula@esamc. Implementar servidores de Web/FTP e DFS Disciplina: Serviços de Redes Microsoft Professor: Fernando Santorsula fernando.santorsula@esamc.br Conteúdo programático Introdução ao protocolo HTTP Serviço web

Leia mais

UTFPR - Sistemas Distribuídos Prof. Cesar Augusto Tacla. Anotações. Copyright Cesar Augusto Tacla 2008 - 1 -

UTFPR - Sistemas Distribuídos Prof. Cesar Augusto Tacla. Anotações. Copyright Cesar Augusto Tacla 2008 - 1 - - 1 - - 2 - - 3 - Segundo (Garg, 2004), são sistemas compostos por múltiplos processadores conectados por uma rede de comunicação, sendo a rede de comunicação uma LAN (Ethernet) ou WAN (Internet). - 4

Leia mais

Padrões Arquiteturais. Sistemas Distribuídos: Broker

Padrões Arquiteturais. Sistemas Distribuídos: Broker Padrões Arquiteturais Sistemas Distribuídos: Broker Sistemas Distribuídos Tendências: Sistemas Comp. com múltiplas CPUs Redes locais com centenas de hospedeiros Benefícios Economia Desempenho e escalabilidade

Leia mais

Sistemas Distribuídos 59. Sistemas Distribuídos 61. "Receive não-bloqueante:

Sistemas Distribuídos 59. Sistemas Distribuídos 61. Receive não-bloqueante: Comunicação entre processos! Memória Compartilhada: " os processo compartilham variáveis e trocam informações através do uso dessas variáveis compartilhadas COMUNICAÇÃO ENTRE PROCESSOS P1 Área Compartilhda!

Leia mais

UFG - Instituto de Informática

UFG - Instituto de Informática UFG - Instituto de Informática Curso: Sistemas de Informação Arquitetura de Software Prof.: Fabrízzio A A M N Soares professor.fabrizzio@gmail.com Aula 4 Estilos Arquitetônicos Estilos Arquiteturais Dataflow

Leia mais

1.264 Lição 16. Legado Middleware

1.264 Lição 16. Legado Middleware 1.264 Lição 16 Legado Middleware O que é o legado middleware? Cliente (interface do usuário, aplicativo local). Cliente (interface do usuário, aplicativo local). Como conectamos clientes e servidores?

Leia mais

SQL APOSTILA INTRODUÇÃO A LINGUAGEM SQL

SQL APOSTILA INTRODUÇÃO A LINGUAGEM SQL SQL APOSTILA INTRODUÇÃO Uma linguagem de consulta é a linguagem por meio da qual os usuários obtêm informações do banco de dados. Essas linguagens são, tipicamente, de nível mais alto que as linguagens

Leia mais

Prof. Marcelo de Sá Barbosa SISTEMAS DISTRIBUIDOS

Prof. Marcelo de Sá Barbosa SISTEMAS DISTRIBUIDOS Prof. Marcelo de Sá Barbosa SISTEMAS DISTRIBUIDOS Objetos distribuídos e invocação remota Introdução Comunicação entre objetos distribuídos Chamada de procedimento remoto Eventos e notificações Objetos

Leia mais

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP HTTP (Hypertext Transfer Protocol ) Protocolo usado na Internet para transferir as páginas da WWW (WEB). HTTPS (HyperText Transfer

Leia mais

Sistemas Operacionais Aula 03: Estruturas dos SOs. Ezequiel R. Zorzal ezorzal@unifesp.br www.ezequielzorzal.com

Sistemas Operacionais Aula 03: Estruturas dos SOs. Ezequiel R. Zorzal ezorzal@unifesp.br www.ezequielzorzal.com Sistemas Operacionais Aula 03: Estruturas dos SOs Ezequiel R. Zorzal ezorzal@unifesp.br www.ezequielzorzal.com OBJETIVOS Descrever os serviços que um sistema operacional oferece aos usuários e outros sistemas

Leia mais

Universidade Federal de Minas Gerais. Sistemas Operacionais. Aula 23. Sistemas Operacionais Distribuídos

Universidade Federal de Minas Gerais. Sistemas Operacionais. Aula 23. Sistemas Operacionais Distribuídos Aula 23 Distribuídos SOs de Rede Em sistemas operacionais de rede você sabe quando é local e quando é remoto. Assim, o trabalho não muda, com exceção de comandos para acesso remoto: - telnet - ftp - etc.

Leia mais

Tópicos de Ambiente Web Conceitos Fundamentais Redes de Dados

Tópicos de Ambiente Web Conceitos Fundamentais Redes de Dados Tópicos de Ambiente Web Conceitos Fundamentais Redes de Dados Professora: Sheila Cáceres Computador Dispositivo eletrônico usado para processar guardar e tornar acessível informação. Tópicos de Ambiente

Leia mais

Capítulo 8 - Aplicações em Redes

Capítulo 8 - Aplicações em Redes Capítulo 8 - Aplicações em Redes Prof. Othon Marcelo Nunes Batista Mestre em Informática 1 de 31 Roteiro Sistemas Operacionais em Rede Modelo Cliente-Servidor Modelo P2P (Peer-To-Peer) Aplicações e Protocolos

Leia mais

Metas de um Sistema Distribuído

Metas de um Sistema Distribuído Metas de um Sistema Distribuído Sistemas Distribuídos Mauro Lopes Carvalho Silva Professor EBTT DAI Departamento de Informática Campus Monte Castelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do

Leia mais

RMI: Uma Visão Conceitual

RMI: Uma Visão Conceitual RMI: Uma Visão Conceitual Márcio Castro, Mateus Raeder e Thiago Nunes 11 de abril de 2007 Resumo Invocação de Método Remoto (Remote Method Invocation - RMI) trata-se de uma abordagem Java para disponibilizar

Leia mais

Usando Borland DELPHI para implementar aplicações CORBA

Usando Borland DELPHI para implementar aplicações CORBA Página 1 de 10 USANDO BORLAND DELPHI PARA IMPLEMENTAR APLICAÇÕES CORBA por Simone Vey Dutra e César Bridi Introdução A Arquitetura CORBA Criando uma Aplicação CORBA em Delphi Criando um Servidor CORBA

Leia mais

Sistemas Distribuídos: Conceitos e Projeto Threads e Migração de Processos

Sistemas Distribuídos: Conceitos e Projeto Threads e Migração de Processos Sistemas Distribuídos: Conceitos e Projeto Threads e Migração de Processos Francisco José da Silva e Silva Laboratório de Sistemas Distribuídos (LSD) Departamento de Informática / UFMA http://www.lsd.deinf.ufma.br

Leia mais

O modelo de arquitetura CORBA e suas aplicações

O modelo de arquitetura CORBA e suas aplicações ABR. MAI. JUN. 2004 ANO X, N º 37 157-163 INTEGRAÇÃO 157 O modelo de arquitetura CORBA e suas aplicações ANA PAULA GONÇALVES SERRA* Resumo Nos últimos anos, os sistemas de informação nas empresas têm evoluído

Leia mais

Comunicação em Sistemas Distribuídos. Bruno M. Carvalho Sala: 3B2 Horário: 35T34

Comunicação em Sistemas Distribuídos. Bruno M. Carvalho Sala: 3B2 Horário: 35T34 Comunicação em Sistemas Distribuídos Bruno M. Carvalho Sala: 3B2 Horário: 35T34 Comunicação em Sistemas Distribuídos Protocolos regras que os processos que estão se comunicando tem de seguir Protocolos

Leia mais

Padrões de Projeto Implementados em Infraestrturas de Componentes

Padrões de Projeto Implementados em Infraestrturas de Componentes Padrões de Projeto Implementados em Infraestrturas de Componentes Paulo Pires paulopires@nce.ufrj.br http//genesis.nce.ufrj.br/dataware/hp/pires 1 distribuídas baseadas em componentes Comunicação transparente,

Leia mais

SISTEMAS DISTRIBUÍDOS Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

SISTEMAS DISTRIBUÍDOS Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 3 - ARQUITETURA DE SISTEMAS DISTRIBUÍDOS 1 INTRODUÇÃO Considerando que os Sistemas Distribuídos são constituídos de vários processadores, existem diversas formas de organizar o hardware de tais

Leia mais

CAPÍTULO 7 JAVA 7.1 CARACTERÍSTICAS DA LINGUAGEM

CAPÍTULO 7 JAVA 7.1 CARACTERÍSTICAS DA LINGUAGEM CAPÍTULO 7 JAVA Java é uma linguagem orientada a objeto cujo projeto foi desenvolvido pela Sun Microsystems no início de 1991. Ela foi originalmente concebida para ser utilizada na programação de dispositivos

Leia mais

2 Conceitos relativos a Web services e sua composição

2 Conceitos relativos a Web services e sua composição 15 2 Conceitos relativos a Web services e sua composição A necessidade de flexibilidade na arquitetura das aplicações levou ao modelo orientado a objetos, onde os processos de negócios podem ser representados

Leia mais

} Monolíticas Aplicações em um computador centralizado. } Em Rede Aplicações com comunicação em rede. } Distribuídas Comunicação e cooperação em rede

} Monolíticas Aplicações em um computador centralizado. } Em Rede Aplicações com comunicação em rede. } Distribuídas Comunicação e cooperação em rede Prof. Samuel Souza } Monolíticas Aplicações em um computador centralizado } Em Rede Aplicações com comunicação em rede } Distribuídas Comunicação e cooperação em rede } Aplicações que são funcionalmente

Leia mais

Estudo de Caso 2: Windows Vista

Estudo de Caso 2: Windows Vista Faculdades Integradas de Mineiros Curso de Sistemas de Informação Sistemas Operacionais II Estudo de Caso 2: Windows Vista Grupo 4 Helder / Wagner / Frantyeis Junho/2010 O Windows usa uma estratégia Just-In-Time

Leia mais

Introdução à Linguagem Java

Introdução à Linguagem Java Introdução à Linguagem Java Histórico: Início da década de 90. Pequeno grupo de projetos da Sun Microsystems, denominado Green. Criar uma nova geração de computadores portáveis, capazes de se comunicar

Leia mais

Arquitetura de Sistemas Distribuídos. Introdução a Sistemas Distribuídos

Arquitetura de Sistemas Distribuídos. Introdução a Sistemas Distribuídos Introdução a Sistemas Distribuídos Definição: "Um sistema distribuído é uma coleção de computadores autônomos conectados por uma rede e equipados com um sistema de software distribuído." "Um sistema distribuído

Leia mais

Thin Clients : aumentando o potencial dos sistemas SCADA

Thin Clients : aumentando o potencial dos sistemas SCADA Artigos Técnicos Thin Clients : aumentando o potencial dos sistemas SCADA Tarcísio Romero de Oliveira, Engenheiro de Vendas e Aplicações da Intellution/Aquarius Automação Industrial Ltda. Um diagnóstico

Leia mais

Windows NT 4.0. Centro de Computação

Windows NT 4.0. Centro de Computação Windows NT 4.0 Centro de Computação Tópicos Introdução Instalação Configuração Organização da rede Administração Usuários Servidores Domínios Segurança Tópicos È O sistema operacional Windows NT È Características:

Leia mais

Sistemas Operacionais 2014 Introdução. Alexandre Augusto Giron alexandre.a.giron@gmail.com

Sistemas Operacionais 2014 Introdução. Alexandre Augusto Giron alexandre.a.giron@gmail.com Sistemas Operacionais 2014 Introdução Alexandre Augusto Giron alexandre.a.giron@gmail.com Roteiro Sistemas Operacionais Histórico Estrutura de SO Principais Funções do SO Interrupções Chamadas de Sistema

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DE SISTEMA OPERACIONAL DE REDE (AULA 1)

ADMINISTRAÇÃO DE SISTEMA OPERACIONAL DE REDE (AULA 1) Prof. Breno Leonardo Gomes de Menezes Araújo brenod123@gmail.com http://blog.brenoleonardo.com.br ADMINISTRAÇÃO DE SISTEMA OPERACIONAL DE REDE (AULA 1) Administração A palavra administração vem do latim

Leia mais

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Material de apoio 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a leitura

Leia mais

Programação Orientada a Objetos

Programação Orientada a Objetos Programação Orientada a Objetos Universidade Católica de Pernambuco Ciência da Computação Prof. Márcio Bueno poonoite@marciobueno.com Fonte: Material da Profª Karina Oliveira Introdução ao Paradigma OO

Leia mais

Hardware (Nível 0) Organização. Interface de Máquina (IM) Interface Interna de Microprogramação (IIMP)

Hardware (Nível 0) Organização. Interface de Máquina (IM) Interface Interna de Microprogramação (IIMP) Hardware (Nível 0) Organização O AS/400 isola os usuários das características do hardware através de uma arquitetura de camadas. Vários modelos da família AS/400 de computadores de médio porte estão disponíveis,

Leia mais

Intranets. FERNANDO ALBUQUERQUE Departamento de Ciência da Computação Universidade de Brasília 1.INTRODUÇÃO

Intranets. FERNANDO ALBUQUERQUE Departamento de Ciência da Computação Universidade de Brasília 1.INTRODUÇÃO Intranets FERNANDO ALBUQUERQUE Departamento de Ciência da Computação Universidade de Brasília 1.INTRODUÇÃO As intranets são redes internas às organizações que usam as tecnologias utilizadas na rede mundial

Leia mais

Redes de Computadores - Capitulo II 2013. prof. Ricardo de Macedo 1 ISO INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDZATION

Redes de Computadores - Capitulo II 2013. prof. Ricardo de Macedo 1 ISO INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDZATION Capitulo 2 Prof. Ricardo de Macedo ISO INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDZATION Organização Internacional para Padronização. Definição de um padrão de interoperabilidade. Modelo OSI OSI OPEN SYSTEM

Leia mais

Sumário. Sistemas Distribuídos na WEB (Plataformas para Aplicações Distribuídas) Paradigmas. Objetos Distribuídos. Tecnologias e Motivações

Sumário. Sistemas Distribuídos na WEB (Plataformas para Aplicações Distribuídas) Paradigmas. Objetos Distribuídos. Tecnologias e Motivações Sumário Sistemas Distribuídos na WEB (Plataformas para Aplicações Distribuídas) Tecnologias e Motivações Paradigmas e Tecnologias para Desenvolvimento de SDs Sistemas Distribuídos x Tecnologia da Informação

Leia mais

Objetos Distribuídos - Programação Distribuída Orientado a Objetos. Luiz Affonso Guedes

Objetos Distribuídos - Programação Distribuída Orientado a Objetos. Luiz Affonso Guedes Objetos Distribuídos - Programação Distribuída Orientado a Objetos Luiz Affonso Guedes Introdução Conceitos básicos programação distribuída + programação orientada a objetos = Objetos distribuídos Motivação

Leia mais

Programação Cliente em Sistemas Web

Programação Cliente em Sistemas Web Programação Cliente em Sistemas Web WEBSERVICES Cap 18. - Sistemas distribuídos e serviços web em Deitel, H.M, Sistemas Operacionais, 3 ª edição, Pearson Prentice Hall, 2005 Fonte: Rodrigo Rebouças de

Leia mais

3 Serviços na Web (Web services)

3 Serviços na Web (Web services) 3 Serviços na Web (Web services) 3.1. Visão Geral Com base na definição do Word Wide Web Consortium (W3C), web services são aplicações autocontidas, que possuem interface baseadas em XML e que descrevem

Leia mais

Uma arquitetura de computação distribuída baseada na plataforma Java. Carlos Rodrigo Souza Santos

Uma arquitetura de computação distribuída baseada na plataforma Java. Carlos Rodrigo Souza Santos Universidade Federal do Maranhão Departamento de Engenharia em Eletricidade Coordenação de Pós-graduação em Engenharia Elétrica Mestrado em Ciência da Computação Uma arquitetura de computação distribuída

Leia mais

IBM. Instalação e Uso. IBM SecureWay Policy Director. Versão 3 Release 0

IBM. Instalação e Uso. IBM SecureWay Policy Director. Versão 3 Release 0 IBM SecureWay Policy Director IBM Instalação e Uso Versão 3 Release 0 IBM SecureWay Policy Director IBM Instalação e Uso Versão 3 Release 0 Nota Antes de utilizar estas informações e o produto suportado

Leia mais

Uma visão mais detalhada do software HP LoadRunner

Uma visão mais detalhada do software HP LoadRunner Boletim técnico Uma visão mais detalhada do software HP LoadRunner Índice Um novo enfoque no teste de desempenho: a solução HP LoadRunner 3 A solução HP LoadRunner e a terminologia dos testes de desempenho

Leia mais

A utilização do JSWDP para construção de Web Services

A utilização do JSWDP para construção de Web Services A utilização do JSWDP para construção de Web Services Fabiana Ferreira Cardoso 1, Francisco A. S. Júnior 1, Madianita Bogo 1 1 Centro de Tecnologia da Informação Centro Universitário Luterano de Palmas

Leia mais

Service Oriented Architecture SOA

Service Oriented Architecture SOA Service Oriented Architecture SOA Arquitetura orientada aos serviços Definição: Arquitetura de sistemas distribuídos em que a funcionalidade é disponibilizada sob a forma de serviços (bem definidos e independentes)

Leia mais

Cliente/Servidor. Monitores Transacionais. Graça Bressan. Graça Bressan/LARC 2000 1

Cliente/Servidor. Monitores Transacionais. Graça Bressan. Graça Bressan/LARC 2000 1 Cliente/Servidor Monitores Transacionais Graça Bressan Graça Bressan/LARC 2000 1 Transação Filosofia de projeto de aplicação que garante robustez em sistemas distribuídos. É executada sob o controle de

Leia mais

Sistemas Distribuídos

Sistemas Distribuídos Sistemas Distribuídos Processos I: Threads, virtualização e comunicação via protocolos Prof. MSc. Hugo Souza Nesta primeira parte sobre os Processos Distribuídos iremos abordar: Processos e a comunicação

Leia mais