Logística Empresarial

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1 Objetivos da aula: Fazer com que o aluno identifique as principais atividades relacionadas à Logística Empresarial: Para atingir os objetivos propostos serão abordados os seguintes tópicos: 1. INTRODUÇÃO À LOGÍSTICA 2. ORIGEM DO NOME 3. HISTÓRIA 4. EVOLUÇÃO 5. SÍNTESE 6. DEFINIÇÕES 7. LOGÍSTICA INTEGRADA 8. SUPPLY CHAIN MANAGEMENT 9. DA LOGÍSTICA AO SUPPLY CHAIN REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DA LOGÍSTICA AO SUPPLY CHAIN MANAGEMENT OBJETIVOS DA AULA: - Conhecer as fases da evolução da Logística, a partir de meados da década de 40 até os dias de hoje e visualizar tendências futuras para a Logística. - Apresentar os conceitos fundamentais da logística integrada bem como a evolução da logística. 1. INTRODUÇÃO Nesta aula, você conhecerá um pouco da fascinante história e das futuras tendências desta poderosa ferramenta utilizada por gestores que fazem questão de conduzir, de maneira eficiente e eficaz, suas empresas no tocante à atividade logística Até meados do século XX, não havia uma filosofia preponderante que conduzisse a atividade logística, e suas atividades principais eram de responsabilidade de diferentes áreas. Devido às necessidades mercadológicas, a logística teve que se aprimorar de maneira muito rápida. Para que se possa compreender sua evolução até os dias atuais, estudaremos suas fases cuidadosamente. 2. ORIGEM DO NOME O termo logística vem mais especificamente da palavra grega logistiki (λογιστική), significando contabilidade e organização financeira. A palavra logística tem a sua origem no verbo francês loger - alojar ou acolher. Foi inicialmente usado para descrever a ciência da movimentação, suprimento e manutenção de forças militares no terreno. Posteriormente foi usado para descrever a gestão do fluxo de materiais numa organização, desde a matéria-prima até aos produtos acabados. 3. HISTÓRIA Desde a antiguidade, os líderes militares já se utilizavam da logística. As guerras eram longas e geralmente distantes e eram necessários grandes e constantes deslocamentos de recursos. Para transportar as tropas, armamentos e carros de guerra pesados aos locais de combate eram necessários o planejamento, organização e execução de tarefas logísticas, que envolviam a definição de uma rota; nem sempre a mais 1

2 curta, pois era necessário ter uma fonte de água potável próxima, transporte, armazenagem e distribuição de equipamentos e suprimentos. Na antiga Grécia, Roma e no Império Bizantino, os militares com o título de Logistikas eram os responsáveis por garantir recursos e suprimentos para a guerra. Carl von Clausewitz dividia a Arte da Guerra em dois ramos: a tática e a estratégia. Não falava especificamente da logística, porém reconheceu que "em nossos dias, existe na guerra um grande número de atividades que a sustentam (...), que devem ser consideradas como uma preparação para esta". É a Antoine-Henri Jomini, ou Jomini, contemporâneo de Clausewitz, que se deve, pela primeira vez, o uso da palavra "logística", definindo-a como "a ação que conduz à preparação e sustentação das campanhas", enquadrando-a como "a ciência dos detalhes dentro dos Estados-Maiores". Em 1888, o Tenente Rogers introduziu a Logística, como matéria, na Escola de Guerra Naval dos Estados Unidos da América. Entretanto, demorou algum tempo para que estes conceitos se desenvolvessem na literatura militar. A realidade é que, até a 1ª Guerra Mundial, raramente aparecia a palavra Logística, empregando-se normalmente termos tais como Administração, Organização e Economia de Guerra. A verdadeira tomada de consciência da logística como ciência teve sua origem nas teorias criadas e desenvolvidas pelo Tenente-Coronel Thorpe, do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos da América que, no ano de 1917, publicou o livro "Logística Pura: a ciência da preparação para a guerra". Segundo Thorpe, a estratégia e a tática proporcionam o esquema da condução das operações militares, enquanto a logística proporciona os meios". Assim, pela primeira vez, a logística situa-se no mesmo nível da estratégia e da tática dentro da Arte da Guerra. O Almirante Henry Eccles em 1945, ao encontrar a obra de Thorpe empoeirada nas estantes da biblioteca da Escola de Guerra Naval, em Newport, comentou que, se os EUA seguissem seus ensinamentos teriam economizado milhões de dólares na condução da 2ª Guerra Mundial. Eccles, Chefe da Divisão de Logística do Almirante Chester Nimitz, na Campanha do Pacífico, foi um dos primeiros estudiosos da Logística Militar, sendo considerado como o "pai da logística moderna". Até o fim da Segunda Guerra Mundial a Logística esteve associada apenas às atividades militares. Após este período, com o avanço tecnológico e a necessidade de suprir os locais destruídos pela guerra, a logística passou também a ser adotada pelas organizações e empresas civis. 4. EVOLUÇÃO DA LOGÍSTICA Primeira Fase antes de 1950 A despeito da inexistência de uma filosofia preponderante que conduzisse a atividade logística e suas atividades principais, muitos conceitos e concepções logísticas utilizadas na Segunda Guerra Mundial, nas atividades militares, serviram como embriões para os conceitos utilizados na atualidade. Mesmo com a atividade logística apresentando um certo grau de ineficiência nessa fase, com o final da Segunda Guerra Mundial, algumas economias apresentaram crescimento, com ênfase para os EUA, devido à demanda reprimida e à prosperidade industrial. Os altos lucros resultantes fizeram com que as empresas se voltassem mais 2

3 para produção e para a venda dos produtos, prejudicando, assim, o desenvolvimento da atividade logística. Desse modo, problemas como atrasos nas entregas, falta de variedade de produtos, entre outros, foram aparecendo e ficando cada vez mais evidentes. Segunda Fase - entre 1950 e 1970 O desejo por produtos diferenciados (cores, modelos, acabamentos e variedades etc.) foi potencializado nos clientes pelo marketing agressivo que incentivou os consumidores a adquirirem, cada vez mais, uma maior diversidade de produtos. Novos hábitos foram sendo incorporados nos lares (televisão, aparelho de som, microondas, consumo de cereais, bebidas, biscoitos etc.). Desse modo, o mercado exigia, a cada dia, uma maior quantidade e variedade de produtos, de diferentes cores, tipos e tamanhos, capazes de satisfazerem a crescente demanda da sociedade. Os estoques foram inchando muito, e a nova realidade começou a exigir uma racionalização na cadeia de suprimento, com o objetivo de aumentar os resultados e reduzir os custos. O combate aos estoques excessivos exigiu aumento das atividades de planejamento, aproximação entre fornecedores e clientes e o envolvimento de outros setores da empresa no planejamento logístico, que, até então, era centralizado na manufatura. Previsões da demanda dos varejistas eram levantadas e convergiam para a sede, que as enviava à manufatura para a elaboração do planejamento da produção. Tudo era programado para o mês seguinte (as compras, os fornecedores, a alocação da mãode-obra, etc.). Nessa época, algumas atividades já podiam ser realizadas de maneira tímida por computadores que surgiram no mercado. Ainda que houvesse essa busca pela racionalização integrada da cadeia de suprimento, essa era feita de maneira rígida, pois não acompanhava as rápidas mudanças do mercado, como no caso de aumento do número de pedidos feitos pelo setor de vendas da empresa. Terceira Fase - entre 1970 e 1990 Neste período, grandes eventos proporcionaram e impulsionaram a logística. Empresas que tinham, como único objetivo, vender em grandes quantidades, sem se preocupar com seus custos, tiveram que se voltar para as questões logísticas de maneira mais especial. Tais eventos foram: O incremento da competição mundial; A falta de matérias-primas; A inflação; A crise do petróleo; O aumento dos custos de transporte e manutenção de estoques; O desenvolvimento da informática; A explosão da tecnologia da informação na década de 80; A formação de Blocos Econômicos; A globalização. Todos esses fatores obrigaram a mudança de postura das empresas e a otimização da gestão de suprimentos no mundo. Quarta Fase - Pós 1990 Nesse período, chega-se ao conceito de que Logística é o somatório das atividades da Administração de Materiais e a distribuição física. Pode-se visualizar que o interesse pela Logística será crescente no futuro e que seus conceitos sempre serão alvo de observação, análise e adaptação às necessidades empresariais para o incremento da eficiência e eficácia das empresas sujeitas às constantes e aceleradas mudanças em razão dos avanços tecnológicos, das mudanças econômicas e das transformações globais. 3

4 5. SÍNTESE As novas exigências para a atividade logística no mundo passam pelo maior controle e identificação de oportunidades de redução de custos, redução nos prazos de entrega e aumento da qualidade no cumprimento do prazo, disponibilidade constante dos produtos, programação das entregas, facilidade na gestão dos pedidos, flexibilização da fabricação, análises de longo prazo com incrementos em inovação tecnológica, novas metodologias de custeio, novas ferramentas para redefinição de processos e adequação dos negócios. Apesar dessa evolução, até a década de 40 havia poucos estudos e publicações sobre o tema. A partir dos anos 50 e 60, as empresas começaram a se preocupar com a satisfação do cliente. Foi então que surgiu o conceito de logística empresarial, motivado por uma nova atitude do consumidor. Os anos 70 assistem à consolidação dos conceitos como o MRP Materials Requirement Planning ou Planejamento das Necessidades de Materiais - técnica que transforma a previsão da demanda de um determinado produto em uma programação das necessidades dos itens para comporem este mesmo produto. O MRP identifica a quantidade de itens necessários para a produção dos produtos ora solicitados, colaborando assim para reduzir a quantidade de estoque disponível, uma vez que automaticamente ele identifica a necessidade existente para compor os produtos bem como a disponibilidade de matéria-prima disponível. Após os anos 80, a logística passa a ter realmente um desenvolvimento revolucionário, empurrado pelas demandas ocasionadas pela globalização, pela alteração da economia mundial e pelo grande uso de computadores na administração. Nesse novo contexto da economia globalizada, as empresas passam a competir em nível mundial, mesmo dentro de seu território local, sendo obrigadas a passar de moldes multinacionais de operações para moldes mundiais de operação. 6. DEFINIÇÕES DE LOGÍSTICA A arte e a ciência de determinação de especificações; realização de aquisições; de efetivação da distribuição e finalmente da manutenção em condições de operacionalidade para a vida útil do bem. (Stone, 1964). - Nesta altura, mais arte que ciência. Muito pouco profissionalizada, muito ligada à vida útil do bem. A gestão de todas as atividades que facilitem o movimento e coordenação de fornecimentos e solicitações considerando restrições de tempo e de espaço. (Hesket,1968). - Visão mais desenvolvida. Gestão não do bem em si, mas da distribuição. Levar os produtos da sua origem ao local certo, da forma correta, no momento adequado e com custo aceitável. - Definição operacional do mercado O movimento eficiente de produtos acabados desde o final da linha de produção até ao consumidor, podendo em alguns casos incluir o movimento de matérias primas desde o fornecedor até à linha de produção. Estas atividades incluem transporte, armazenamento, manipulação de materiais, embalagens de proteção, controle de existências, gestão de espaços em armazém e de produção, processamento de ordens, serviços de marketing e serviço ao cliente. (National Council of Physical Distribution Management) - Conselho Nacional de Gestão da Distribuição Física. 4

5 Área da gestão responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa. É o ramo da ciência militar responsável por obter, dar manutenção, transportar material, pessoas e equipamentos". Processo gerencial de todas as atividades necessárias para movimentar estrategicamente matéria-prima, peças e produto acabado de vendedores, entre instalações de empresas e para consumidores. Todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável. (BALLOU, 1995). Processo de planejar, implementar e controlar, de maneira eficiente, o fluxo e a armazenagem de produtos, bem como os serviços de informação associados, cobrindo desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender aos requisitos do consumidor. (NOVAES, 2001). É a parte do gerenciamento da Cadeia de Abastecimento que planeja, implementa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, materiais semi-acabados e produtos acabados, bem como as informações a eles relativas, desde que o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes. (Carvalho, 2002, p. 31). Fundamentalmente, a logística possui uma visão organizacional holística, onde esta administra os recursos materiais, financeiros e pessoais, onde exista movimento na empresa, gerenciando desde a compra e entrada de materiais, o planejamento de produção, o armazenamento, o transporte e a distribuição dos produtos, monitorando as operações e gerenciando informações. 7. A LOGÍSTICA INTEGRADA Numa época em que a sociedade é cada vez mais competitiva, dinâmica, interativa, instável e evolutiva, a adaptação a essa realidade é, cada vez mais, uma necessidade para que as empresas queiram conquistar e fidelizar os seus clientes. A globalização e o ciclo de vida curto dos produtos obriga as empresas a inovarem rapidamente as suas técnicas de gestão. Os produtos rapidamente se tornam commodities, quer em termos de características intrínsecas do próprio produto, quer pelo preço, pelo que cada vez mais, a aposta na diferenciação deve passar pela otimização dos serviços, superando a expectativa de seus clientes com atendimentos rápidos e eficazes. O tempo em que as empresas apenas se orientavam para vender os seus produtos, sem preocupação com as necessidades e satisfação dos clientes, terminou. Hoje, já não basta satisfazer, é necessário encantar. Os consumidores são cada vez mais exigentes em qualidade, rapidez e sensíveis aos preços, obrigando as empresas a uma eficiente e eficaz gestão de compras, gestão de produção, gestão logística e gestão comercial. 5

6 Tendo consciência desta realidade e dos avanços tecnológicos na área da informação, é necessária uma metodologia que consiga planejar, implementar e controlar da maneira eficiente e eficaz o fluxo de produtos, serviços e informações desde o ponto de origem (fornecedores), com a compra de matérias primas ou produtos acabados, passando pela produção, armazenamento, estocagem, transportes, até o ponto de consumo (cliente) (Alves, Alexandre da Silva; 2008; 14). De forma simplificada podemos identificar este fluxo no conceito de logística. No entanto, o conceito de logística tem evoluído ao longo dos anos. A partir da década de 80 surgiu o conceito de logística integrada impulsionada principalmente pela revolução da tecnologia de informação e pelas exigências crescentes de desempenho em serviços de distribuição. A logística é dividida em dois tipos de atividades - as principais e as secundárias (Carvalho, 2002, p. 37): Principais: Transportes, Gerenciar os Estoques, Processamento de Pedidos. Secundárias: Armazenagem, Manuseio de materiais, Embalagem, Obtenção / Compras, Programação de produtos e Sistema de informação. A logística integrada despontou no começo da década de 80 e evoluiu rapidamente nos 15 anos que se seguiram, impulsionada principalmente pela revolução da tecnologia da informação e pelas exigências crescentes de desempenho em serviços de distribuição, conseqüência principalmente dos movimentos da produção enxuta e JIT. Embora ainda em evolução, o conceito de logística integrada já está bastante consolidado nas organizações produtivas dos países mais desenvolvidos, tanto a nível conceitual quanto de aplicação. A logística integrada é baseada em três visões (Pires, Musetti, 2000): - Visão estratégica, destacando a integração dos processos: abastecimento, produção e distribuição; - Visão gerencial, destacando o comprometimento entre as gerências de logística e de marketing / vendas; - Visão operacional, destacando o negócio logístico, seu relacionamento com a cadeia de suprimentos, o inter-relacionamento entre as áreas operacionais, o estabelecimento de uma missão e suas atividades típicas. Devemos também destacar na logística integrada, o relacionamento entre a gerência logística e a de processos, que orientam as atividades de engenharia da organização produtiva, ligadas ao desenvolvimento de produtos e processos de fabricação. Entretanto, o conceito de custo atrelado à integração das atividades logísticas é o de custo total conforme BOWERSOX. Isto é, o conceito de gerenciar a logística de forma integrada tem como base á análise do custo total, que pode ser definida como a minimização dos diversos custos das atividades logísticas, tais como transporte, armazenagem, inventário e sistemas de processamento de pedido. Assim, com a abordagem de logística integrada, ao invés de encararmos as atividades logísticas como um fim, e tentar reduzir seus custos individualmente, enxergando-as de maneira integrada, objetivando o custo total mínimo para o nível de serviço almejado. 6

7 8. SUPPLY CHAIN MANAGEMENT DEFINIÇÃO: É uma ferramenta que, usando a Tecnologia da Informação (TI) possibilita à empresa gerenciar a cadeia de suprimentos com maior eficácia e eficiência, Nestes tempos modernos em que a exigência de consumo atingiu o limite extremo, o SCM permite às empresas alcançarem melhores padrões de competitividade. O conceito de Supply Chain Management surgiu como uma evolução natural do conceito da Logística Integrada. Enquanto a logística Integrada representa uma integração interna de atividades, o Supply Chain Management representa uma integração externa, pois estende a coordenação dos fluxos de materiais e de informações aos fornecedores e ao cliente final. Na verdade o campo da logística evoluiu de um tratamento mais restrito, voltado para a distribuição física de matérias e bens, para um escopo mais abrangente, em que se considera a cadeia de suprimentos como um todo e as atividades de compras, administração de matérias e distribuição. Assim, não se limita a uma única função como o Marketing ou as operações, mas representa, de fato, uma área de integração desses distintos enfoques. Essa trajetória registrou uma mutação radical na década de 90 com a intensificação articulada dos fenômenos da liberação comercial, da globalização produtiva e financeira em escala mundial. O objetivo principal do Supply Chain Management é criar valor para o consumidor final com variedades de produtos, qualidade, bons serviços e custos adequados com ganhos para os clientes e acionistas. Para que isso aconteça é preciso integrar os processos-chave em toda a cadeia. Do consumidor final até os fornecedores de insumos. O Supply Chain Management (SCM) começou a se desenvolver apenas no início dos anos 90 e, mesmo a nível internacional, são poucas as empresas que já conseguiram implementá-lo com sucesso. A nível acadêmico, o conceito pode ser considerado ainda em construção, sendo que alguns profissionais consideram o SCM como apenas um novo nome, uma simples extensão do conceito de logística integrada, ou seja, uma ampliação da atividade logística para além das fronteiras organizacionais, na direção de clientes e fornecedores na cadeia de suprimentos (Fleury). Em contraposição a esta visão restrita de que o Supply Chain Management é apenas uma extensão da logística integrada, o SCM acrescenta outras atividades de fundo mais gerenciais e estratégicos, como a questão das parcerias e das alianças estratégicas. Assim, as empresas passaram a quebrar suas fronteiras organizacionais, visando, num primeiro momento, a aproximarem-se dos elos vizinhos na cadeia de suprimentos (fornecedores e clientes primários), com o intuito de resolverem problemas de qualidade, fluxo de abastecimento e flexibilidade de pedidos. O nível dos problemas tratados, quanto à complexidade e à importância tende a evoluir com o estreitamento dos relacionamentos, passando de operacionais para estratégicos (Pires, Musetti, 2000). O SCM busca intensificar os benefícios de uma gestão integrada da cadeia de suprimentos. Assim, as estratégias e as decisões deixam de ser formuladas e firmadas sob a perspectiva de uma única empresa, mas sim de uma cadeia produtiva como um todo. O SCM introduz uma mudança no modelo competitivo, à medida que considera que cada vez mais a competição no mercado ocorrerá no nível das cadeias produtivas e não apenas no nível das unidades de negócios isoladamente. Uma empresa pode participar de diversas cadeias de suprimentos, como é o caso, por exemplo, de várias empresas de autopeças que atuam em várias cadeias produtivas 7

8 lideradas pelas montadoras. O modelo de consórcio modular implementado pela VW e sete fornecedores de autopeças na sua fábrica de caminhões e chassis de ônibus em Resende, bem como o modelo implementado pela GM em Gravataí, servem para ilustrar o conceito de integração. Em termos práticos, o modelo enfatiza que cada unidade da cadeia deve se preocupar com a competitividade do produto perante o consumidor final e com o desempenho da cadeia como um todo. Isto requer um estreitamento nas relações e a criação conjunta de competências distintas pelas empresas da cadeia (Pires). 9. DA LOGÍSTICA AO SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Frequentemente nos deparamos com uma confusão a cerca dos termos mais comuns na gestão logística. Talvez a maior delas esteja associada à infraestrutura. É recorrente ouvirmos o termo logística confundido com infraestrutura, isto é, quando temos falta de recurso como no caso de rodovias em condições precárias, filas em portos, aeroportos, e ouvimos alguém dizendo que temos um problema de logística, quando na verdade o que temos é um problema para logística, que é quem tem a responsabilidade por planejar, implementar e controlar o fluxo eficaz e ao menor custo dos materiais de e para uma empresa, incluindo as informações relacionadas, com propósito de atender as necessidades dos clientes. Distinção entre Logística e Supply Chain Management (SCM): Na literatura, logística e Supply Chain Management (SCM) são muitas vezes usados como sinônimos, embora haja uma sutil diferença entre os dois. Supply Chain Management (SCM) é mais estratégica na sua natureza enquanto que a logística é mais orientada para as operações. Enquanto Supply Chain Management (SCM) lida mais com as ligações na cadeia, contratos e relacionamentos, seleção de fornecedores, informações e fluxos financeiros além de fluxos de materiais, criando novas instalações, tais como fábricas, armazéns e centros de distribuição, e questões mais amplas, tais como economia, sociedade, governo e meio ambiente, o escopo da logística é mais ou menos confinado ao trabalho de rotina de transporte e armazenagem de mercadorias. No entanto, pode-se perceber que a logística é o núcleo de Supply Chain Management (SCM), se a logística falhar, toda a cadeia se rompe. A evolução da logística parte dos anos 1970 quando não havia coordenação entre as várias funções entendidas como logística, especificamente com introdução da gestão da distribuição física e transportes, mas ainda com cada função comprometida exclusivamente a atingir sua própria meta organizacional. Nos anos 1980, começa-se a ouvir uma transformação para a integração das funções, o que no Brasil ganhou mais impulso nos anos 1990, já que nos anos 1980 além de uma situação econômica desfavorável a grande preocupação dos empresários estava relacionada com a inflação, então a dedicação maior estava associada aos aspectos econômico-financeiros e não de cunho operacional. No período surge um novo fator no ambiente empresarial, o bug do milênio que motivou as empresas a atualizarem seus sistemas integrados (ERP) para aqueles Y-2000 compatíveis e a possibilidade de integração entre os sistemas empresariais. Resumindo, a logística trata da integração intra-empresarial e o gerenciamento da cadeia de abastecimento (supply chain management SCM) da integração interempresarial. O sistema abrangente da SCM aumenta o âmbito, incluindo fornecedores e clientes, nos diversos níveis (dos fornecedores dos fornecedores até os clientes dos clientes) com 8

9 A coordenação, com vistas a racionalização/otimização, do fluxo de materiais e informações desde a aquisição das matérias-primas até o consumo do produto acabado. Os objetivos do Supply Chain Management (SCM) são para eliminar redundâncias, e reduzir o tempo de ciclo e inventários de forma a fornecer melhores serviços aos clientes ao menor custo. O foco deslocou-se do compartilhamento do paradigma de market share (fatia de mercado) para o paradigma do cliente, onde o objetivo é criar valor do cliente, levando ao aumento da lucratividade das empresas, o valor do acionista, e vantagem competitiva sustentável no longo prazo. Logística envolve a obtenção da fonte certa, do produto certo, na quantidade certa e na qualidade certa, no lugar certo e na hora certa, para o cliente certo ao preço certo. A cadeia de abastecimento consiste dos fornecedores, a varejista e os clientes finais, ou consumidores. O propósito de uma rede integrada em uma cadeia de abastecimento é atender aos pedidos dos clientes através da geração de valor entre as funções, que incluem: - Suprimentos; - PPCP planejamento, programação e controle da produção; - Gestão de estoques; - Processamento de pedidos; - Movimentação e Armazenagem (hoje denominadas intra-logística, termo criado pela Deutsche Messe responsável pela CeMAT); - transporte; - Gestão da informação. Logística é um fator-chave de colaboração e integração da cadeia. Melhorar o desempenho neste campo permite que as cadeias de abastecimento aumentem significativamente a sua eficiência e contribui na criação de valor e inovações em diversas áreas. Neste contexto, uma tarefa importante é encontrar estruturas e abordagens que permitam todos os tipos de gestão de desempenho em logística e cadeias de abastecimento para um melhor atendimento das necessidades do cliente. Gestão da cadeia de abastecimento é uma abordagem inter-função incluindo o gerenciamento do transporte das matérias-primas, aspectos do processamento interno de materiais em produtos acabados, e o movimento das mercadorias até o consumidor final. Como as organizações se esforçam para se concentrarem nas suas competências essenciais (core competences) e buscando maior flexibilidade, reduzem sua propriedade das fontes de matérias-primas e canais de distribuição. Estas funções são cada vez mais terceirizadas para outras entidades que possam desempenhar melhor as atividades ao menor custo ou de forma mais eficaz. O efeito é aumentar o número de organizações envolvidas na satisfação do cliente, reduzindo o poder de gestão das operações logísticas diárias. Menos poder e mais parceiros é o que levou a criação dos conceitos de supply chain management. O propósito da gestão da cadeia de abastecimento é melhorar a confiabilidade e a colaboração entre parceiros da cadeia de abastecimento, melhorando assim a visibilidade dos estoques e da velocidade de movimento dos materiais. 9

10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BALLOU, Ronald H. Logística Empresarial. São Paulo: Atlas, NOVAES, Antonio Galvão N. ; ALVARENGA, Antonio Carlos. Logística Aplicada: suprimento e distribuição física. São Paulo: Pioneira, VALENTE, M. G. Gerenciamento de transportes e frotas. São Paulo: Pioneira, CHING, Hong Yuh. Gestão de estoques na cadeia de logística integrada. São Paulo: Atlas, DIAS, Marco Aurélio P. Transportes e distribuição física. São Paulo: Atlas,

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