PORTARIA Nº 234, DE 30 DE JULHO DE 2015.

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1 PORTARIA Nº 234, DE 30 DE JULHO DE Define a Política de Segurança da Informação do Instituto de Previdência Social do Município de Betim. O Diretor-Executivo do Instituto de Previdência Social do Município de Betim IPREMB em substituição, no uso de suas atribuições normativas e administrativas que lhe são conferidas pela Lei n , de 28/12/2005 e alterações posteriores, CONSIDERANDO a necessidade de implantação de modelo de governança de Tecnologia da Informação (TI) e que incluam planejamento estratégico institucional, planejamento estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação e Comitê de Informática; CONSIDERANDO a necessidade de estabelecer papéis e responsabilidades que permitam garantir aos Segurados, Beneficiários e Processos Administrativos Previdenciários deste Instituto dentro de um perfil de Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade; CONSIDERANDO que a área de Tecnologia da Informação caminha rumo à Governança de TI, visando se adequar às boas práticas do mercado, especialmente no campo previdenciário municipal próprio, R E S O L V E: Definir a Política de Segurança da Informação do Instituto de Previdência Social do Município de Betim. CAPITULO I DAS DIRETRIZES GERAIS Art. 1º A Política de Segurança da Informação do IPREMB obedecerá às seguintes diretrizes: I. Estabelecer e promover ações para garantir a confidencialidade, integridade, disponibilidade, autenticidade e legalidade das informações previdenciárias em meio computacional; II. Mitigar os riscos associados à dependência da organização em relação ao uso massivo da TI previdenciária; Página 1 de 5

2 III. Definir as atribuições e responsabilidades relativas ao processo de estabelecer e promover a aplicação da Política de Segurança da Informação do IPREMB. Art. 2º A gestão da Política de Segurança da Informação do Instituto contará inicialmente com a instância de um Comitê de Informática. Art. 3º Para fins deste ato considera-se: CAPÍTULO II DAS DEFINIÇÕES I. Confidencialidade: garantia de que o acesso à informação seja obtido apenas por pessoas autorizadas; II. Integridade: salvaguarda de exatidão da informação previdenciária e dos métodos de processamento; III. Disponibilidade: garantia de que os usuários autorizados obtenham acesso à informação previdenciária e aos recursos correspondentes sempre que necessários; IV. Recursos de TI: qualquer equipamento, dispositivo, serviço, infra-estrutura ou sistema de processamento da informação, ou as instalações físicas que os abriguem; V. Usuários de TI: servidores autárquicos e servidores municipais ocupantes de cargo efetivo ou em comissão pertencentes ao Instituto, requisitados e cedidos, desde que previamente autorizados, bem como, estagiários ou outros que se encontrem a serviço do Instituto, utilizando, em caráter temporário, os recursos tecnológicos no âmbito da autarquia previdenciária municipal; VI. Plano de Continuidade do Negócio: conjunto de ações de prevenção e procedimentos de recuperação a serem seguidos para proteger os Processos Administrativos Previdenciários e demais atos previdenciários contra efeitos de falhas de equipamentos, acidentes, ações intencionais ou desastres naturais significativos, assegurando a disponibilidade das informações. VII. Ativos de TI: qualquer mecanismo ou dispositivo de software ou hardware que compõem a infra-estrutura da rede de dados do Instituto e que é utilizado como ferramenta de trabalho para o desempenho funcional dos seus servidores; VIII. Segurança da Informação: conjunto de medidas que tem como objetivo o estabelecimento dos controles necessários à proteção das informações previdenciárias durante sua criação, aquisição, uso, transporte, guarda e descarte, contra destruição, modificação, comercialização ou divulgação indevidas e acessos não autorizados, acidentais ou intencionais, garantindo a continuidade dos serviços e a preservação de seus aspectos básicos de confidencialidade, integridade, disponibilidade, autenticidade e Legalidade; CAPÍTULO III Página 2 de 5

3 DO COMITÊ DE INFORMÁTICA Art. 4º Compete ao Comitê de Informática do IPREMB: I. Promover as ações necessárias a elaboração, aplicação e revisão das normas da presente política. II. Revisar a Política de Segurança da Informação e seus instrumentos normativos sempre que se fizer necessário, ou, no mínimo, a cada ano, mantendo-se os controles de versões e revisões; III. Acompanhar e fiscalizar a aplicação das normas da Política de Segurança da Informação. Art. 5º As ações desenvolvidas no âmbito da Política de Segurança da Informação serão norteadas pelos seguintes princípios: I. Clareza: as responsabilidades pela segurança dos ativos de TI do IPREMB e pelo cumprimento de processos de segurança devem ser claramente definidas; II. Responsabilidade: Os servidores autárquicos e municipais e os estagiários devem ter ciência de todas as normas e procedimentos de Segurança da Tecnologia da Informação; III. Ética: todos os direitos e interesses legítimos dos servidores e estagiários e visitantes devem ser respeitados sem comprometimento da segurança; IV. Proporcionalidade: o nível, a complexidade e os custos das ações de segurança de TI devem ser apropriados e adequados ao valor e à necessidade de confiança nos ativos do IPREMB, considerando os impactos e a probabilidade de ocorrência dos riscos; V. Celeridade: as ações de segurança de TI devem oferecer respostas a incidentes e correções de falhas de segurança o mais rápido possível. CAPÍTULO IV DA SEÇÃO DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO Art.6º Cabe à área de Segurança da Informação: I. Promover as ações necessárias para a disponibilização da infra-estrutura técnica de segurança e aplicação das normas de segurança; II. Prestar contas da execução da Política de Segurança ao Comitê de Informática; III. Promover continuamente iniciativas de capacitação para servidores nos procedimentos de segurança que envolva o uso da Tecnologia da Informação, de forma a minimizar ocorrência de problemas de segurança, sem prejuízo das normas internas específicas sobre capacitação; Página 3 de 5

4 IV. Promover a comunicação e dar publicidade das normas e ações previstas na Política de Segurança da Informação. CAPÍTULO V DO ÂMBITO E DA APLICAÇÃO Art.7º A Política de Segurança da Informação aplica-se a todos aqueles autorizados a fazerem uso dos ativos de TI, no âmbito da rede de computadores do IPREMB. Parágrafo único. Aplica-se ainda esta política, no que couber, ao relacionamento do IPREMB com outros órgãos públicos ou entidades públicas ou privadas. CAPÍTULO VI DOS INSTRUMENTOS NORMATIVOS Art. 8º As ações desenvolvidas no âmbito da Política de Segurança da Informação deverão observar os seguintes instrumentos normativos: I. Plano de Uso de Recursos de TI: Estabelecido pelo conjunto de regras definidas pela Política de Uso dos Recursos de Tecnologia da Informação no âmbito do IPREMB; II. Plano de Controle de Acesso às páginas da Rede Mundial de Computadores: Estabelecido pela política de uso dos Recursos de Internet do IPREMB e o acesso às redes institucionais e externas através da internet. CAPÍTULO VII DAS ATRIBUIÇÕES E RESPONSABILIDADES Art. 9º Cabe a todos os usuários de TI do IPREMB observar e adotar as ações de Política de Segurança da Informação previdenciária municipal; 1º. Os usuários de TI devem utilizar os recursos de Tecnologia da Informação, de propriedade do IPREMB, somente para fins corporativos, no interesse da administração e para as tarefas a que se destinam. 2º. É considerada imprópria a utilização destes recursos para propósitos particulares ou não autorizados. CAPÍTULO VIII DA CAPACITAÇÃO Art.10º A proposta de capacitação dos servidores envolvidos nos procedimentos de segurança deverá ser anualmente encaminhada ao Diretor Executivo. Parágrafo único. A capacitação deverá basear-se nas responsabilidades e papéis previstos na Política de Segurança da Informação, sem prejuízo de conteúdos que estejam fora do escopo da norma, mas podem contribuir para sua melhoria. Página 4 de 5

5 CAPÍTULO IX DA COMUNICAÇÃO Art.11º A Política de Segurança da Informação, seus normativos, alterações, atualizações e quaisquer ações decorrentes da aplicação das normas previstas serão comunicados aos usuários de TI através das ferramentas de correio eletrônico, Malote Digital e site do Instituto (http://www.ipremb.betim.mg.gov.br). CAPÍTULO X CONCLUSÃO Art.12º O descumprimento das normas referentes à política de segurança da informação deste Instituto poderá acarretar, isolada ou cumulativamente, nos termos da legislação vigente, sanções administrativas, civis e penais, assegurada aos envolvidos a ampla defesa. Art. 13 Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Betim, 30 de julho de Raphael Fernandes Rios Prado Diretor Executivo do IPREMB, em substituição Página 5 de 5

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