METEOROLOGIA I ATMOSFERA

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1 METEOROLOGIA A Aeronáutica se desenvolveu e se atualiza objetivando a segurança, a eficácia e a economia das viagens e demais atividades que utilizam o espaço aéreo. Esta publicação visa informar, de modo simplificado, fundamentos de para Comissários de Bordo. INTRODUÇÃO é a ciência que estuda a atmosfera, seus fenômenos e atividades. A se divide em: METEOROLOGIA PURA: é o estudo da meteorologia dirigida ao campo da pesquisa. Ex.: meteorologia sinótica, climática, tropical, polar, etc. METEOROLOGIA APPLICADA: é o estudo da meteorologia dirigida para diversos ramos da atividade humana. Ex.: meteorologia agrícola, marítima, industrial, bioclimatologia, aeronáutica, etc. METEOROLOGIA AERONÁUTICA: estuda os fenômenos meteorológicos que ocorrem na atmosfera, visando a Economia e a Segurança do Vôo. FASES DA METEOROLOGIA AERONÁUTICA Observação: é a verificação visual e instrumental das condições meteorológicas que estejam ocorrendo em uma determinada hora e local. Pode ser na superfície ou em altitude. Divulgação: é a transmissão das observações, para fins de difusão no meio aeronáutico. Coleta: é a coleção das observações feitas e divulgadas. Análise: é o estudo e interpretação das observações coletadas. Exposição: é a entrega das observações, análises e previsões para consulta dos aeronavegantes. I ATMOSFERA Chamamos de atmosfera, a camada gasosa que envolve o globo terrestre, acompanha a Terra em seus movimentos e tem como função principal à filtragem seletiva da radiação eletromagnética solar. A atmosfera mantém-se presa a Terra pela ação da gravidade, que também é responsável pela sua maior concentração junto à superfície da Terra. Podemos definir que cerca de metade da massa gasosa da atmosfera encontra-se concentrada abaixo de 6000mts (500 hectopascoal). Uma grande parte da radiação eletromagnética do sol é absorvida pela atmosfera ou refletida por esta de volta para o espaço. A radiação que atinge a superfície da Terra após o processo de filtragem seletiva da atmosfera, chamamos de INSOLAÇÃO. Grande parte da radiação solar é luz visível, mas o sol também emite outros tipos de radiação eletromagnética como os raios ultravioletas, os raios X, os raios Gama e as ondas de rádio, além da radiação infravermelha (calor). CAMADAS DA ATMOSFERA TROPOSFERA É a primeira camada e está em contato com a superfície da Terra. Também pode ser conhecida como atmosfera baixa. É a camada onde ocorrem os principais fenômenos meteorológicos, tais como: nuvens, nevoeiro, chuva, neve, granizo, relâmpago, etc. A sua principal característica e variação da temperatura com a altitude, de 2º a cada ft (Pés) A Troposfera á mais baixa nos pólos (7 a 9Km) e mais altas no Equador (17 a 19Km). TROPOPAUSA É a camada de transição que separa o topo da Troposfera e a camada Comissário(a) de Vôo Pg 78-1

2 seguinte. Tem de 3 a 5 Km de espessura, sendo caracterizado pela Isotermia, isto é, temperatura não varia. ESTRATOSFERA É a camada seguinte, estendendo a aproximadamente 70 km da superfície da Terra. Tem como principal característica a Difusão da luz, responsável pela luminosidade do dia, que nos permite distinguir objetos à sombra e nos dias escuros, sem a luz direta do sol. Como predomina o comprimento da onda da luz azul, o céu apresenta a cor azul durante o dia. Entre 25 e 50 Km há uma concentração de gás Ozônio (O3), formando a Ozonosfera, que é a região que absorve os raios Ultravioleta. IONOSFERA Nesta camada e onde ocorre a ionização, ela e ótima condutora de eletricidade, e nela que se começa a Radiação Solar e a filtragem desses raios. EXOSFERA É a última camada, e se confunde com o espaço interplanetário. É extremamente rarefeita e não filtra diretamente a radiação eletromagnética solar. ATMOSFERA PADRÃO ISA ICAO Standart Atmosphere Gradiente vertical térmico, isotérmico ou nulo = A temperatura não varia com altitude. GVT negativo ou inversão térmica = A temperatura aumenta com a altitude. QUANTO A PRESSÃO ATMOSFÉRICA Pressão de NMM = hPa(mb), 760 mmhg ou 29,92 POL/Hg Gradiente vertical bárico : 1 hpa = 30ft = 9m (variação da pressão com altitude) ou 1POL = 1000ft = 300m A pressão diminui com a altitude Instrumentos para leitura de pressão: a) Barômetro: leitura momentânea. b) Barógrafo: leitura momentânea e registro RESUMO Para estudos a atmosfera padrão ISA tem Ar seco Sua composição e de 78% N, 21% O e 1% outros gases. Temperatura padrão a nível do mar de NMM=15º C GTV de 0,65ºC/100m ou 2ºC /1000ft Pressão padrão de a NMM= hpa ou 760mm Hg Gradiente de pressão vertical de 1 hpa para 30Ft. Densidade padrão a NMM = g/m³de Ar Velocidade do som a NMM =340m/s É uma atmosfera de referência, que permite o estudo comparativo do comportamento da atmosfera terrestre e seus efeitos. QUANTO A TEMPERATURA (ISA) Temperatura ao nível do mar = 15 C ou 59 F (NMM) Temperatura na Tropopausa = -56,5 C Gradiente vertical térmico positivo ou normal (decréscimo de temperatura com altitude) = 0,65 C/100m ou 2 C/1000ft (pés). OBSERVAÇÃO hpa = hecto Pascal mb = milibar POL = polegada ft = pés m = metro NMM = nível médio do mar GVT = Gradiente vertical térmico Comissário(a) de Vôo Pg 78-2

3 AGUA NA ATMOSFERA A água está presente na atmosfera nos seus três estados físicos: GASOSA (em suspensão no ar) ; LÍQUIDA (nuvens, nevoeiros, etc) ; e SÓLIDO (neve, granizo) Condensação: Vapor para Líquido Sublimação: Vapor para Sólido diretamente. VAPOR D ÁGUA O vapor d água não é elemento integrante da atmosfera(isa). É proveniente da evaporação da água da superfície. O vapor d água absorve parte da radiação infravermelha do Sol, evitando o superaquecimento da Terra. Num dado volume podemos ter: DIREÇÃO DO VENTO A direção é de onde ele vem e não para onde ele vai. A direção é dada de 10 em 10 graus inteiros de 010 a 360 no sentido horário e a partir do Norte verdadeiro. O vento para pouso e decolagem é relativo ao Norte Magnético e é fornecido pelo controlador da Torre de Controle do Aeródromo. Caráter do vento: (regularidade de fluxo) o vento que apresenta variações na sua direção é dito variável (VRL) ou Variable (VRB). VELOCIDADE DO VENTO Ela e medida em Kt (nós). Ar seco = 0% de vapor d água (ar mais pesado) Ar saturado = 4% de vapor d água (ar mais leve) Ar úmido = mais de 0% e menos de 4% de vapor d água no volume de ar. Umidade relativa: pode ser medida diretamente através do higrômetro ou indiretamente através do psicrómetro. FORÇA DE CORIOLISE Desvia a trajetória do vento para a esquerda no hemisfério Sul e para a direita no hemisfério Norte, devido à rotação da Terra. É máximo nos Pólos e nulo no Equador. VENTO DE SUPERFÍCIE II VENTOS O vento é de interesse vital ao navegante. Os ventos superiores afetam o raio da ação do vôo, a velocidade e o rumo do avião. O vento de superfície determina a pista para pouso a decolagem. O vento é o ar em movimento horizontal. Ocorre por diferença horizontal da pressão atmosférica; desloca-se da área de ALTA para a área BAIXA pressão até que haja equilíbrio das pressões, quando, então, teremos o vento CALMO. Ventos fluem na direção das pressões mais baixas por efeito da força de gradiente de pressão (G) que é função da diferença de pressão entre os dois pontos e a distância que separa esses dois pontos. G = diferença de pressão/distância Sopra nos primeiros 100m de altura (do solo até 100m). VENTO BAROSTRÓFICO Sopra do solo até 600m (2000ft) de altura; Não serve para planejar vôo porque sofre atrito (fricção) com prédios e morros, mudando constantemente de direção. VENTO GEOSTRÓFICO Sopra acima da camada de fricção; Serve para planejamento de vôo; É informado nas cartas de ventos. BRISA MARÍTIMA Sopra do mar para a terra durante o dia; É mais intensa nas tardes de verão. Comissário(a) de Vôo Pg 78-3

4 BRISA TERRESTRE Sopra da terra para o mar durante a noite. É mais intensa nas madrugadas de inverno. III NUVENS São condensações ou sublimações de vapor d água em altitude acima de 30m (100ft) de altura. Abaixo desse nível é considerado nevoeiro. Para formar nuvens são necessárias três condições: 1 Umidade (vapor d água) 2 Temperatura favorável (temperatura do ar igual a ponto de orvalho ar saturado) 3 Núcleos de condensação (sais, polens, cinzas, poeira, etc.). Condensação do vapor de água é a passagem do estado gasoso para o estado líquido. Sublimação do vapor de água é a passagem do estado gasoso para o estado sólido. QUANTO AO ASPECTO CIRCULAÇÃO DO AR NA ATMOSFERA A circulação do ar na atmosfera caracteriza-se por dois movimentos básicos, o movimento horizontal e o vertical. Chamamos de vento ao movimento horizontal do ar (movimento advectivo) e correntes ao movimento vertical do ar. As correntes podem ser ascendentes (convectivas) ou descendentes. O ar quando aquecido se expande, e apresenta densidade menor; por ter menor peso o ar menos denso apresenta pressão atmosférica mais baixa. Este ar aquecido tende a se elevar na atmosfera (corrente ascendente, convectiva ou térmica), o ar mais frio das proximidades que apresenta pressão atmosférica maior tende a fluir horizontalmente na direção da região onde o ar está mais aquecido e com pressão mais baixa. Estratiforme: camadas contínuas, grande expansão horizontal, pouca espessura; sem turbulência dentro ou fora da nuvem. Quando precipita é em gotas pequenas. Vôo tranqüilo ar estável. Cumuliforme: camadas descontínuas, em blocos, pouca expansão horizontal; grande expansão vertical; turbulência dentro e fora da nuvem. Quando precipita é em gotas grandes. Vôo turbulento ar instável. Cirriforme: nuvens de aparência fibrosa, estriada, algumas vezes modificada para aparência granulada. Podem indicar ventos fortes em altitude. QUANTO A ESTRUTURA Sólidas: formada por cristais de gelo Líquidas: formada por gotas d água Comissário(a) de Vôo Pg 78-4

5 Mistas: formada por cristais de gelo e gotas d água BASE, TOPO E TETO Base: distância de onde a nuvem começa a se formar até o solo; Topo: distância de onde a nuvem termina até o solo. Teto: é a base da nuvem mais baixa que cobre mais da metade da abobada celeste (mais de 4/8), podendo interferir no pouso e na decolagem das aeronaves. ESTÁGIOS E GÊNEROS 1 Quanto a altura de sua Base Nuvens Baixas Até 2 KM acima da superfície, todas podem produzir precipitações e são de estrutura LIQUIDA Nuvens Médias - Até 2 a 4 KM (nos pólos), de 2 a 7 KM (nas regiões temperadas) e de 2 a 8 KM (nas regiões tropicais e equatoriais). São de Estrutura mista (água e cristais de gelo). Nuvens Altas - Todas as nuvens que se encontram acima das médias. São sempre de estrutura SÓLIDA (cristais de gelo) e não produzem precipitações. 2 Quanto ao Gênero São Nuvens Cumuliformes Todas aquelas que possuem a palavra CUMULUS associada ao seu nome (Cc, Ac, Cu, Cb ) Formam se em equilíbrio instável, sendo portanto turbulentas tanto dentro quando fora delas. São Nuvens Estratiformes Todas aquelas que possuem a palavra ESTRATUS associada ao seu nome (Cs, As, Ns, St ). Formam se em equilíbrio estável, portanto não são turbulentas. OBS O Cu e o Cb também são consideradas nuvens de desenvolvimento VERTICAL. REPRESENTAÇÃO FEW FEW POUCO 1/8 A 2/8 SCT SCARTTERED ESPARÇA 3/8 A 4/8 BKN BROKEN NUBLADO 5/8 A 7/8 OVC OVERCAST ENCOBERTO 8/8 FORMAÇÃO DE NUVENS Convecção: forma nuvens cumuliforme Orográfica: forma nuvens a barlavento das montanhas Dinâmica: forma nuvens nas frentes e linhas de instabilidade; Comissário(a) de Vôo Pg 78-5

6 Radiação: forma nuvens Stratus e nevoeiro pela madrugada; Advecção: forma nuvens causadas pelo fluxo do vento com diferença de temperatura e umidade. PROCESSOS DE FORMAÇÃO DAS NUVENS Convecção: o ar em contato com a superfície aquecida se aquece e se eleva até um nível onde há um resfriamento desse ar, tornando-o saturado (nível de condensação). A partir deste nível verificase a formação de nuvens convectivas do tipo cumulus (de desenvolvimento vertical). Este processo está associado à turbulência térmica, ar instável e formação de nuvens cumuliformes. Advecção: as nuvens advectivas são formadas em áreas onde há fluxos de ar superpostos que apresentam diferenças de temperatura e umidade, e cumuliforme em ar instável. Associado a este processo verificamos a formação de nuvens estratificadas em ar instável. Orográfico: o ar que flui em direção a uma serra ou montanha, se eleva ao longo da encosta, resfria, satura e forma nuvens coladas a encosta que chamamos de orográficas. Forma nuvens a barlaventos das montanhas. Dinâmico: as nuvens dinâmicas são formadas em áreas de convergências de ventos. Formam nuvens nas frentes e linhas de instabilidade. Radiação: a superfície da Terra, aquecida pelo Sol durante o dia, perde rapidamente calor para o espaço por meio da radiação terrestre, que aparece quando cessa a radiação solar (após o pôr-do-sol). A radiação terrestre faz com que o ar em contato com a superfície se resfrie, sature ou condense formando o nevoeiro, colado à superfície ou nuvens stratus. A radiação terrestre é mais intensa com céu claro e é típica das latitudes médias no outono e no inverno. O processo de radiação é exatamente o que ocorre no inverno, quando a formação do nevoeiro de radiação interdita os aeroportos do Galeão, Santos Dumont, Congonhas, Guarulhos, Curitiba, etc. IV NEVOEIRO Quando a condensação do vapor de água ocorre colado à superfície acarretando restrição à visibilidade para menos de 1000m e umidade ainda relativa situa-se entre 97% e 100%, temos caracterizado o nevoeiro. RESTRIÇÃO A VISIBILIDADE HORIZONTAL visibilidade Inferior a 1000m Igual ou superior a 1000m Igual ou superior a 1000m Inferior a 1000m Inferior a 1000m Umid. relativa Fenômeno 97% a 100% Nevoeiro Igual ou supe rior a 80% Inferior a 80% Inferior a 80% Inferior a 80% Névoa Úmida Névoa Seca fumaça poeira Névoa seca: é uma grande concentração de partículas sólidas microscópicas em suspensão na atmosfera (sais, poluição, etc.) provocando restrição à visibilidade. Névoa úmida: o vapor de água presente na atmosfera condensa em torno dessas partículas sólidas em suspensão, acarretando restrição à visibilidade. Tecnicamente caracterizamos como névoa úmida quando a umidade relativa é igual ou superior a 80% e a visibilidade igual ou superior a 1000m. CLASSIFICAÇÃO DOS NEVOEIROS 1. Nevoeiros de massas de ar Nevoeiro de Radiação; Nevoeiro de Advecção (produzido por ventos): de brisa, marítimo, orográfico, de vapor. Comissário(a) de Vôo Pg 78-6

7 2. Nevoeiros frontais Radiação: céu claro, radiação terrestre, vento calmo ou fraco, umidade; Marítimos: superfície d água mais fria, ar acima quente e úmido; Vapor: forma-se em lagos, lagoas e pântanos. Água quente e ar acima frio; Brisa: ar quente e úmido que flui do mar para o litoral frio; Frontais: forma-se nas frentes: Pré-frontal = frente quente Pós-frontal = frente fria Glacial: forma-se nas regiões polares com temperaturas abaixo de 30 C; Orográfica: forma-se quando o ar úmido ao se mover para cima de morros e montanhas, se resfria por expansão; V TURBULÊNCIA Ar estável é aquele que não apresenta movimentações verticais. Ar instável é aquele que apresenta movimentação vertical (instabilidade). As nuvens estratificadas formam-se em ar estável enquanto que as nuvens cumuliformes formam-se em ar instável. A turbulência torna o vôo desagradável e exige esforços estruturais de uma aeronave. A turbulência está normalmente associada às nuvens cumuliformes, mas ocorre também em céu limpo de nuvens, é a chamada turbulência de céu claro (CAT Clear Air Turbulence). Quanto a intensidade da turbulência, podemos classificá-las como: Leve Moderada Forte Severa TIPOS DE TURBULÊNCIA 1. TURBULÊNCIA DE CÉU CLARO OU TURBULÊNCIA EM AR CLARO (CAT CLEAR AIR TURBULENCE): observada em níveis elevados, geralmente acima de ft e associada às correntes de jato (ventos fortes). 2. TURBULÊNCIA DE SOLO OU MECÂNICA: resultado do atrito de ventos fortes com uma superfície irregular, prédios, morros ou outros obstáculos do terreno. 3. TURBULÊNCIA OROGRÁFICA: ocorre junto do vento que flui em direção às mesmas. Associada ao processo orográfico de formação de nuvens. Nuvem lenticular a identifica. A turbulência orográfica é também chamada de: onda orográfica ondas de montanha e ondas semiestacionárias. 4. TÉRMICA OU CONVECTIVA: o solo aquecido provoca a convecção, isto é, correntes ascendentes e descendentes. É mais intensa nas tardes de verão. 5. DINÂMICA: provocada pela variação direção e/ou velocidade do vento. São conhecidas como Wind shear e tesoura de vento e cortante de vento. VI MASSAS DE AR E FRENTES São grandes volumes de ar, que cobrem grandes extensões da superfície do Globo Terrestre; e que apresentam características físicas mais ou menos uniformes no sentido horizontal, principalmente quanto à temperatura, pressão e umidade. QUANTO A UMIDADE Continental(c): quando se forma sobre o continente; Marítima (m): quando se forma sobre o oceano. QUANTO A REGIÃO DE ORIGEM Polar (P): quando se forma próxima dos Pólos; Tropical (T): quando se forma próxima dos Trópicos; Comissário(a) de Vôo Pg 78-7

8 Equatorial (E): quando se forma próxima ao Equador. QUANTO A TEMPERATURA Quente (w): mais estável, tem má visibilidade; Fria (k): mais instável, teto alto, melhor visibilidade. Exemplos: cpk: massa de ar continental, polar e fria; mew: massa de ar marítima, equatorial e quente. As massas de ar frias são instáveis, apresentam boas condições de visibilidade e permitem a formação de nuvens cumuliformes e trovoadas. As massas de ar quentes são, normalmente, mais estáveis que as frias, apresentam maior restrição à visibilidade e nuvens estratiformes. FRENTES Quando uma massa de ar de desloca, seu limite dianteiro é chamado de frente. Quando duas frentes de ar de característica diferentes se encontram, a área de contato ou transição entre essas suas massas é chamada de Superfície Frontal. É nessa área que ocorrem vários fenômenos meteorológicos frontais que, dependendo da heterogeneidade, troca de calor e teor de umidade das massas de ar envolvidas, poderão atingir um alto grau de violência. As frentes ocorrem sempre entre dois centros de Alta Pressão. FRENTE FRIA É quando a massa de ar fria vinda dos Pólos empurra a massa de ar quente para o Equador. As frentes frias são mais rápidas, mais violentas, mais instáveis e com nuvens cumuliformes. São representadas por uma linha contínua azul ou: A frente fria no hemisfério sul, tem o seu deslocamento de sudoeste para nordeste, enquanto que no hemisfério norte a frente fria se desloca de noroeste para sudeste. A principal característica que define a aproximação de uma frente fria é o aumento de temperatura e a diminuição da pressão e nuvens Cirrus e Cirrostratus. Antes da passagem de uma frente fria no hemisfério sul, os ventos predominantes são os de noroeste e os ventos que ocorrem com a passagem da frente (pós-frontais) predominam de sudoeste. FRENTE QUENTE É quando a massa de ar quente empurra a massa de ar fria de volta para os pólos; Comissário(a) de Vôo Pg 78-8

9 As frentes quentes têm deslocamento lento, portanto, são mais estáveis, visibilidade restrita e nebulosidade estratiforme; São representadas por uma linha contínua vermelha FRONTOGÊNESE É uma frente em formação (quente ou fria). Inicio de formação. FRONTÓLISE É uma frente qualquer em dissipação ou enfraquecendo. Final de uma formação FRENTE ESTACIONÁRIA É quando duas massas de ar (quente e fria) se equilibram; As frentes estacionárias ficam paradas; São representadas por uma linha tracejada azul e vermelha FRENTE OCLUSA É quando duas frentes (fria e quente) se superpõem; São representadas por uma linha contínua roxa VII TROVOADAS É um conjunto de fenômenos meteorológicos que se manifestam no interior e ao redor de uma ou mais nuvens CUMULUNIMBUS (CB) agrupados, tais como: relâmpagos, trovões, ventos de rajada, chuva, neve, granizo, etc. Devido a uma forte convecção, ventos ascendentes, que carregam consigo a umidade do ar que se condensa formando nuvens do tipo cumulus que desenvolvem rapidamente em grandes massas de nuvens (cumulus congestus, TCU) e daí num processo evolutivo se transformam em cumulunimbus (CB) que é a nuvem da trovoada, que tem a sua parte superior transformada em uma massa de nuvens cristalizadas com aparência de Cirrus. No interior dessa nuvem, grande quantidade de água, neve e gelo convivem com o ar agitado e úmido e neste núcleo as energias acumuladas transforma-se em energia elétrica de tal ordem que pode Comissário(a) de Vôo Pg 78-9

10 atingir a números inacreditáveis como de volts. Quando as correntes convectivas (ascendentes) não conseguem suportar o peso da quantidade de água, neve e gelo, ocorre a precipitação em forma de chuva, neve ou granizo. A energia elétrica acumulada também começa a se dissipar como faíscas elétricas (raios ou relâmpagos). A violenta amperagem dessa faísca provoca no ar um aquecimento brutal que o inflama, surgindo a manifestação luminosa denominada relâmpago e, ainda, a brusca e explosiva expansão do ar, numa onda de pressão gera o ruído sônico denominado trovão. FASES DA TROVOADA (TRV) 3ª FASE DISSIPAÇÃO Predomínio de correntes descendentes; Expansão lateral; Reduz a precipitação e a rajada. 1ª FASE CUMULUS/FORMAÇÃO OU DESENVOLVIMENTO. Início da formação do CB; Predomínio de corrente ascendente; A nuvem é denominada TCU (Cumulus Congestus) TIPOS DE TROVOADAS Convectiva ou térmica Ocorrem no verão sobre o continente (chuva de verão); Ocorrem no inverno sobre o oceano. 2ª FASE DA MATURIDADE Desenvolvimento máximo do CB; Equilíbrio entre as correntes ascendentes e descendentes; Surge relâmpago; Turbulência forte; Chuva em forma de pancadas e granizo; Ventos de rajadas no solo; Fase mais perigosa para aviação. CUIDADO!!!!!! Orográficas ou mecânicas Forma-se à barlavento das montanhas, quando o ar úmido e instável sobre as encostas; É semi-estacionária. Dinâmicas ou frontais São formadas nas convergências de vento e massas de ar de densidade diferentes; Surge nas frentes, com fluência intertropical (CIT) e linhas de instabilidade; As de frente fria são mais intensas e baixas. Comissário(a) de Vôo Pg 78-10

11 CONDIÇÕES DE TEMPO ASSOCIADAS A TROVOADA TURBULÊNCIA Em todos os níveis. Ar instável; Varia de leve a severa. GRANIZO Precipitação em forma de pedra de gelo; Cor esverdeada da nuvem CB identifica a presença de granizo. GELO Forma sobre a aeronave gelo do tipo claro e escarcha. CHUVA Em forma de pancada; Pode ter chuva e neve misturados acima da isotermia de 0 C. RELÂMPAGOS É uma descarga elétrica; Os verticais predominam na dianteira da TRV; Os horizontais predominam na parte traseira da TRV. RAJADAS Em superfície em todas as direções; É comum ocorrer Wind Shear; Perigoso no pouso e decolagem. TORNADO CONDIÇÕES PARA FORMAÇÃO Umidade (gotas d água); Temperatura da estrutura do avião abaixo de 0 C; Temperatura mais favorável: de 0 C a 10 C; TIPOS DE GELO ESCARCHA OPACO AMORFO Forma-se em ar instável; Nuvens estratiformes; É de fácil remoção; Aspecto granuloso; No CB ocorre com temperatura abaixo de 10 C. CLARO CRISTAL TRANSPARENTE Forma-se em ar instável; Nuvens cumulus e cumulunimbus (CU/CB); Pesado e de difícil remoção; Formado por gotas grandes; É mais perigoso; Temperatura mais favorável entre 0 C e 10 C. GEADA Depósito de cristais de gelo sobre os bordos de ataque, pára-brisa e janela; Reduz a visibilidade. TEMPERATURAS Ar instável ou condicionalmente instável Ar estável ou con dicionalmete estável Até 0 C não forma gelo Não forma gelo Ocorre em trovoadas muito intensas; São nuvens tipo funil com circulação violenta. OBS.: EVITAR VÔO EM TROVOADAS VIII FORMAÇÃO DE GELO EM AERONAVES O gelo diminui a sustentação da aeronave; aumenta o peso e a velocidade de perda; afeta o controle e aumenta o consumo de combustível. 0 C a 10 C formação de gelo claro -10 C a 20 C formação de gelo misto -21 C a 40 C formação de gelo escarcha Formação de gelo Escarcha Formação de gelo escarcha Formação de gelo escarcha Comissário(a) de Vôo Pg 78-11

12 OBERVAÇÕES Ar frio é mais pesado; Ar quente é mais leve; Ar seco é mais pesado; Ar úmido é mais leve; Ar mais quente e menos denso; Ar frio e mais denso (partículas) Céu vermelho: presença de névoa seca Céu amarelo: presença de areia ou poeira; Céu azul-cinza: presença de névoa úmida Hidrometeoro: composto de água Litometeoro: composto de sólidos. RESUMO ATM ISA Para estudos a atmosfera padrão ISA tem: Ar seco Sua composição e de 78% N, 21% O2 e 1% outros gases. Temperatura padrão a nível do mar de NMM=15º C GTV de 0,65ºC/100m ou 2ºC /1000ft Pressão padrão de a NMM= hpa ou 760mm Hg Gradiente de pressão vertical de 1 hpa para 30Ft. Densidade padrão a NMM = g/m³de Ar Velocidade do som a NMM =340m/s OBSERVAÇÕES hpa = hecto Pascal mb = milibar POL = polegada ft = pés m = metro NMM = nível médio do mar GVT = Gradiente vertical térmico Comissário(a) de Vôo Pg 78-12

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