SAD da União de Leiria atravessa momentos de aflição

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1 PUB Estrada da Figueira da Foz, Lt 3, Lj 2 D GÂNDARA DOS OLIVAIS (Junto à Pastelaria Xodó) T TM Rua Capitão Mouz, de Albuquerque, N.º 59 LEIRIA (Junto ao Rio dos Frangos) T TM PUB O SEMANÁRIO DA REGIÃO E DO DISTRITO Semanário Regional Director José Ribeiro Vieira Director adjunto João Nazário Ano XXV Edição de Dezembro de 2011 Preço 1 Euro IVA incluído JORLIS-Edições e Publicações, Lda. Parque Movicortes Azoia - Leiria Tel Fax Dificuldades financeiras, rescisões e processos em tribunal SAD da União de Leiria atravessa momentos de aflição A SAD da União de Leiria atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história. O próprio João Bartolomeu já admitiu que a empresa passa por dificuldades financeiras, mas há mais problemas. A saída do director-geral, as rescisões dos jogadores, os processos em tribunais e a falta de organização mancham o nome daquele que será, muito provavelmente, o mais reconhecido embaixador da região no País. PÁGINA 34 Desporto não tem de ser um obstáculo aos estudos Atletas da região são exemplo para os mais jovens ABERTURA PÁGS 4 E 5 RICARDO GRAÇA RICARDO GRAÇA RICARDO GRAÇA Revista Natal. O Natal aos olhos dos artistas. Sugestões para presentes. Ideias para um Ano Novo mais positivo Distrito Seis presidentes de câmara não se poderão recandidatar A lei de limitação de mandatos vai obrigar à renovação da liderança de seis câmaras do distrito. Os presidentes da Batalha, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos, Pombal e Pedrógão Grande não se podem recandidatar, por já terem cumprido, pelo menos, três mandatos. PÁGINA 11 Pombal Câmara vai vender 50% da participação na ETAP A maioria do capital social da PombalProf, sociedade que detém a escola profissional de Pombal, passará para a alçada da Adilpom, associação de desenvolvimento a quem a câmara vai vender 50% da sua participação na ETAP. PÁGINA 9 RICARDO GRAÇA GRANDE ENTREVISTA Ana Cristina Mangas, Especialista da Unidade da Dor É preciso não esquecer as qualidades humanas na medicina PÁGINAS 14 E 15

2 2 15 de Dezembro de 2011 SOCIEDADE JORNAL DE LEIRIA LHO CLÍNICO REGIÃO POSITIVA REGIÃO POSITIVA REGIÃO POSITIVA PEO NEVES O documentário Água Fria, do cineasta nascido em Leiria, é um dos dois filmes portugueses que competem na edição deste ano do Festival de Curta Metragem de Clermont- Ferrand, em França. Em 13 minutos, Neves narra a romaria de São Bartolomeu do Mar, em Esposende, numa película que já tinha sido seleccionada para o Doclisboa. DORA CONDE O Grupo de Teatro Apollo, de Pêras Ruivas, Ourém, liderado por Dora Conde, venceu os prémios para Melhor Interpretação Masculina, Melhor Interpretação Feminina e Melhor Espectáculo 2011 no VI Festival de Teatro de Proença-a-Nova, com a peça Na Terra dos Sonhos. FERNANDO ENCARNAÇÃO O dinheiro não abunda, o espaço não chega para todos treinarem, mas a verdade é que a formação da União de Leiria está a ter um dos melhores anos de sempre. A chamada de sete atletas às selecções nacionais é a prova que até na Federação Portuguesa de Futebol se olha para o clube de outra forma. Fernando Encarnação, vice-presidente para o futebol jovem, é a alma de um projecto cada vez mais forte. VALDEMAR DUARTE É o responsável do Grupo T, que está a construir novas instalações, um investimento na ordem dos cinco milhões de euros. Apesar do contexto adverso, o empresário sabe que parar os investimentos poderia ser o princípio do fim. Com o novo espaço, a empresa melhora a rentabilidade e baixa os custos operacionais. Formatados pelo cérebro multitarefa que já nos comanda, somos levados a construir a realidade com base nos dados coletados em leituras superficiais de leituras, também já elas superficiais, feitas por outros. E, como se isto já não bastasse para crescermos frágeis, ainda nos tornámos céticos perante tudo o que a ciência, irremediavelmente, sempre inacabada, não consegue explicar! Mapeamos o nosso comportamento, pela prevenção dos males que nos são apresentados pelos divulgadores do conhecimento científico e passamos as nossas vidas a ignorar o poder do imprevisto, esquecendo-nos de que é esse imprevisto que, para o bem e para o mal, mais probabilidade tem de marcar a nossa existência. Esquecemos o amor, a fraternidade e o respeito, enquanto ferramentas imprescindíveis para trabalhar o imprevisto e é desta forma, assim tão incompletos, que nos tornamos insensíveis perante as alegrias ou aflições dos outros, pondo-nos de fora de coisas tão nossas, afinal! Dando a exclusividade aos especialistas para tratar dos nossos problemas, esquecemo-nos de acrescentar a essa ação o poder interior, invisível e imaterial que cada um tem para fintar a ciência e encontrar soluções inexplicáveis. Pois não foi muito antes da ciência existir que o Universo se e nos criou? E não somos nós um ínfimo bocadinho dele? Há dias ficámos a saber (dados da OCDE) que os 20% dos portugueses mais ricos têm um rendimento seis vezes superior aos 20% dos portugueses mais pobres e que somos na Europa campeões dessa desigualdade. De imediato nos pusemos a desconfiar dos ricos pondo a nu o nosso conceito de riqueza, cegamente, ligado ao poder material! Ora, eu tenho para mim que é entre os ricos que mais pessoas Mundo rural é qualquer coisa para desaparecer Gonçalo Ribeiro Telles, arquitecto paisagista, Correio da Manhã Ribeiro Telles realizou um dos grandes sonhos dos homens cultos fez jardins António Barreto, sociólogo, Público É de temer que um dia destes a troika apresente um plano de diminuição da população portuguesa Rui Pereira, ex-ministro da Administração Interna, Correio da Manhã FOTOS: Tecfil lança as cordas a novos mercados Depois de um investimento em novas instalações, em 2009, que permitiu aumentar a produção em cerca de 300%, a Tecfil reforçou a exportação para os seus mercados principais (países europeus) e detectou oportunidades em novos mercados, em África e na América do Sul. Exporta agora 75%, contra os anteriores 40%. A empresa da Marinha Grande produz uma larga gama de cordoaria e fios para agricultura e pesca e os seus responsáveis tencionam durante o ano que vem concretizar um investimento que lhe permitirá fabricar um novo produto direccionado para o sector da agricultura. Empregando cerca de 80 pessoas, deverá este ano atingir um volume de negócios de 7 milhões de euros. PÁGINA 23 Impressões Nada tem de continuar assim existem competentes para lidar com o imprevisto. Empreendedores, esses ricos, quando pessoas boas, fazem da sua riqueza, a riqueza de todos nós. Criam os nossos empregos e as ferramentas de trabalho, mostram-nos como se ultrapassam imprevistos, pontapeiam concepções instaladas e o medo do desconhecido não os paralisa! Aliam o seu vasto poder interior aos pequenos poderes exteriores, já organizados e abrem a pulso novos caminhos Confesso que este meu acreditar me faz localizar a minha desconfiança não nos ricos, mas exclusivamente na má formação das pessoas, independentemente dos rótulos de rico ou de pobre que socialmente se lhes cola. Observo com frequência, que à volta dos ricos bem formados apenas os pobres mal formados continuam nesse estado. E é por isso que, com um misto de satisfação e de tristeza, continuo centrada nas conclusões da OCDE: Apesar da diferença entre quem mais tem e quem tem pouco continuar a ser relevante, o relatório da OCDE salienta o facto de não ter existido um aumento do fosso entre ricos e pobres em Portugal. Aliás, entre 1980 e 2000, os rendimentos dos mais pobres subiram 3,6%, um aumento maior em relação aos 1,1% do crescimento dos mais ricos. Nesta evolução vejo claramente a influência da educação escolar centrada, desde 1974, tanto no ensino de matérias, como na formação das pessoas que os alunos são, e na actualidade, o regresso iminente à escola dos anos 60, traz-me preocupada. E eis que, inspirada nas ações dos que na minha cidade nunca desistem de através da sua riqueza me tornarem mais rica, me disponho a lutar contra esta adversidade, confortada pelo saber de que o imprevisto existe e nada, mas mesmo nada, fatalmente, tem de continuar assim! N a p o n t a d a l í n g u a Muitas vezes tenho pena de não ser crente, porque isso dá força interior António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, Notícias TV Não há muitos filmes nos últimos 20 anos que valha a pena ver Steven Spielberg, realizador, Sunday Times Onde estaria a Alemanha sem a Europa, depois de ter provocado duas guerras mundiais? Manuel Alegre, histórico do PS, Diário de Notícias Amélia do Vale Professora Aceitar o insucesso é o que distingue o empreendedor do aventureiro António Araújo, sócio da empresa h3, Revista É Tenho a sorte de não ter de mandar nem ser mandado. Adoro a vida que tenho Miguel Sousa Tavares, escritor, Revista Única A Igreja precisa de estar disponível mais vezes para escutar e aprender José Tolentino de Mendonça, padre, Diário de Notícias O maior problema que existe em Portugal é a classe empresarial. Somos poucos formados e pouco cosmopolitas Filipe de Botton, empresário, i Nunca jogo no Euromilhões. Enriquecer através do jogo é batotice João Miguel Tavares, jornalista, Diário Económico

3 Forum j o r n a l d e l e i r i a Facto da semana Saúde pesará mais no orçamento familiar A saúde será mais cara a partir de Janeiro. A semana passada o ministro Paulo Macedo anunciou que as taxas moderadoras das consultas nos Centros de Saúde aumentarão de 2,25 euros para 5 euros e que as urgências hospitalares, básicas e polivalentes, passarão, respectivamente, de 8,60 e 9,60 euros para valores entre os 15 e 20 euros. Já esta semana o Diário de Notícias noticiou os aumentos de outros serviços de saúde, com alguns deles a triplicarem o seu valor. Depoimentos Fernando Pádua, cardiologista Davide Carvalho, director do Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, Centro Hospitalar de S. João Pontos de vista É mais um ataque aos direitos fundamentais das pessoas. Não podemos esquecer que a Constituição defende que o Serviço Nacional de Saúde deve ser tendencialmente gratuito. Esta medida vai fazer com que algumas pessoas, por incapacidade financeira, não tenham acesso à saúde e vai contribuir para o aparecimento de novas doenças, com mais custos para o Estado, porque deixa de haver uma medicina preventiva. Muitas pessoas deixarão de ter coragem de ir ao hospital. É uma medida estranha, uma vez que se sabe que não há consultas suficientes nos centros de saúde. A opção é recorrer à urgência hospitalar e pagar mais. As pessoas até já nem estão a comprar todos os medicamentos prescritos, devido ao preço da saúde. No Instituto de Cardiologia Preventiva temos consultas a preços mais baixos que as instituições públicas e temos assistido a uma redução de procura porque os centros de saúde não nos mandam pessoas. São coisas que não se compreendem. Acho que as taxas moderadoras poderão moderar o acesso nomeadamente aos serviços de urgência e atendimento permanente, e a exames complementares desnecessários. Discordo da proposta do anterior governo do pagamento de taxas moderadoras pelo internamento, felizmente retirada. Os doentes não são internados porque querem, mas por precisarem, e não têm necessidade de ser moderados. Embora reconhecendo que quem tem maior rendimento já paga mais impostos, acho que dentro de uma justiça distributiva pode colaborar para as despesas de saúde. Luís Guerra Marques, Comissão de Utentes SAP/24 Horas Esse aumento é uma violação do que está na Constituição, que institui o direito à Saúde. Essas subidas foram feitas sem ter em conta a lei fundamental do País. Já há pessoas que estão fora do sistema de saúde, porque não têm médico de família, o que irá agravar-se. As pessoas têm cada vez mais dificuldade em pagar taxas moderadoras, porque o desemprego não pára de aumentar. António José Henriques, empresário Assim, por exemplo, as consultas nos hospitais distritais passarão de 3,10 para 10 euros, enquanto os atendimentos urgentes nos centros de saúde, como os dos Serviços de Atendimentos Permanente, passarão de 3,80 para 10 euros. Isentos destas taxas ficarão, entre outros grupos específicos, pessoas cujo rendimento familiar médio seja igual ou inferior a 628 euros por mês. Que comentários lhe merecem este assunto? José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos Humberto Gameiro, empresário Concordo em parte com o aumento das taxas para a saúde se ele reverter para o investimento na qualidade, quantidade, eficácia e brevidade. Mas penso que tal não acontecerá. O Estado deve providenciar aos utentes um serviço com tais características, sem qualquer custo adicional pois já pagamos um valor exagerado de impostos. Com estes aumentos vou preferir serviços privados de saúde, com melhor qualidade. Atendendo à situação do País, compreende- -se que haja aumentos de bens e serviços, mas numa percentagem tolerável, sobretudo no caso da saúde. Os aumentos previstos para as taxas moderadoras são absolutamente intoleráveis, mesmo que 'temperados' com o alargamento das isenções. Não podemos impedir o acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde, porque não tratar atempadamente agrava a situação clínica e traz prejuízos humanos e económicos. Concordo que as pessoas que têm possibilidades paguem. Porque o que não se paga não se valoriza e é uma forma de mostrar que os serviços custam dinheiro. Mas o Governo está a esquecer a grande falha que há nos cuidados de saúde primários. Muitas vezes as pessoas precisam de ir ao médio de família e não conseguem consulta. Face a isto, não têm alternativa senão ir ao hospital. Falta investimento nos cuidados de saúde primários. Carla Ferreira, designer Tenho alguma dificuldade em comentar. Se aceitar as medidas da Troika e a austeridade como necessidade absoluta, então terei que aceitar os aumentos. Mas na verdade, não aceito a austeridade como a estamos a viver. Penso que continuamos sem fazer o fundamental que será, reforçar a nossa capacidade e competência produtiva, a nossa capacidade exportadora. Estamos a remediar apenas Os grandes males não se resolvem com pequenos remédios. Patrícia Ervilha, socióloga 15 de Dezembro de EDITORIAL Tempos difíceis A última semana foi tornado público que a SAD da União de Leiria atravessa momentos particularmente conturbados, com dificuldades económicas e ordenados em atraso. Em consequência disso, dois dos futebolistas mais influentes no plantel rescindiram unilateralmente, tendo o seu director-geral, Jorge Alexandre, abandonado igualmente a equipa de trabalho. Curiosamente, ou talvez não, apesar da aparente gravidade da situação, estes acontecimentos não têm tido grande repercussão na cidade, que evidencia um quase completo alheamento relativamente ao clube/sad que tem Leiria no nome. Percebe-se, mais uma vez, que o que se passa no interior da SAD liderada por João Bartolomeu diz pouco aos leirienses, ao contrário do que se passa noutras cidades do País, onde as pessoas vivem os problemas dos respectivos clubes como se fossem seus. É pena que assim seja, pois a União de Leiria tem uma história interessante, feita de muitos êxitos e partilha de emoções, tendo passado pela instituição importantes personalidades da região como dirigentes e milhares de jovens como atletas, que fizeram ali parte da sua formação como pessoas. Com a sua história e êxitos desportivos, para os quais João Bartolomeu foi determinante, a União de Leiria poderia ser hoje uma bandeira do concelho e de toda a região, divulgador da sua cultura e economia. Ao invés, com o afastamento que progressivamente assumiu relativamente à cidade que o viu nascer, também obra do seu histórico presidente, o União de Leiria e a sua vida é olhado com indiferença, sendo muito poucos os que sentem as suas vitórias e os momentos mais difíceis. É precisamente um desses momentos de maior dificuldade que atravessa agora, em que todos os apoios que pudessem haver seriam determinantes. No entanto, atendendo ao passado recente e à forma distante como o clube/sad tem sido gerido, não se perspectiva grande mobilização para o ajudar a sair da difícil situação em que se parece encontrar. Terá que ser João Bartolomeu a fazer sozinho pelo seu clube (empresa), tirando mais uma vez um coelho da cartola, se para isso tiver condições e vontade, ou poderemos a curo prazo deixar de ter a União de Leiria a que nos habituámos nos últimos anos. Haverá muita gente a reparar? JN PUB

4 4 15 de Dezembro de 2011 Sociedade Disciplina do desporto ajuda na organização dos estudos Estudantes de alta competição Em Portugal há muito a ideia de que os estudos e o desporto são de alguma forma incompatíveis, pelo tempo e dedicação que as duas actividades exigem. Na cabeça de muitos pais e professores o desporto é frequentemente considerado como a causa de resultados escolares menos positivos, sendo muitas vezes a actividade sacrificada quando se pretende impor um castigo ou aumentar o tempo disponível para estudar. Entre o desporto e a televisão, o computador ou a playstation, raramente a espada não cai sobre a actividade mais física, mesmo sendo conhecidos os benefícios que tem para a saúde. Abílio Figueira, professor de Educação Física e técnico de natação no Bairro dos Anjos, refere a este propósito que é a solução mais fácil, mas pode não resolver o problema. Os pais identificam o desporto como uma forma de os miúdos terem prazer e castigam-nos cortando nessa actividade, esquecendo-se que os benefícios do desporto vão muito além do prazer, que também é muito importante. A felicidade é importantíssima. Um miúdo feliz tem mais probabilidade de ter êxito até na escola. Abílio Figueira diz ainda que também é mais fácil para os pais cortarem no desporto, pois há uma parte da prática que lhes compete, que é levar e buscar os miúdos. Se os castigam aí, os pais acabam por ficar com uma vida mais confortável. Sobre o sucesso escolar, o professor afirma que o que é determinante é que o aluno este- JOÃO SILVA MICKEY VÂNIA SILVA DAV JOÃO SILVA, TRIATLO São os colegas porreiros que me facilitam a vida Aos 21 anos, João Silva é uma das grandes esperanças portuguesas para conquistar uma medalha nos Jogos Olímpicos do próximo ano, em Londres, e é o próprio que não tem dúvidas em reforçar essa ambição. Mas o triatleta da Benedita, concelho de Alcobaça, é muito mais do que isso. É o exemplo acabado de que com esforço e disciplina tudo é possível. É que além de ser um atleta que corre como Carlos Lopes, pedala como Joaquim Agostinho e nada como Alexandre Yokochi, também é um meritório estudante e logo da sempre respeitada e muito complicada Medicina. João Silva tem um problema. Os resultados no triatlo estão a ser cada vez melhores, o que lhe retira muito tempo para estudar o corpo humano. A opção está, contudo, tomada. Está na altura de aproveitar o sucesso no desporto porque, esse, não vai, com certeza, durar para sempre. Decidi tentar fazer um ano do curso em dois anos para poder dar tudo ao triatlo, revelou ao JORNAL DE LEIRIA. O desportista, que representa o Sporting, está no segundo ano de Medicina em Lisboa e agradece aos companheiros de escola por permitirem que o curso, apesar de estar em segundo plano, ir prosseguindo. São os colegas porreiros que me facilitam a vida, garante. Ainda assim, também tem consciência que é ele que tem de se esforçar mais. Mesmo quando temos tempo, esse tempo é depois do treino. Estamos cansados, nem sempre nas melhores condições para estudar. Por isso, sabe que é preciso uma organização muito grande, disciplina e força de vontade para levar o barco a bom porto, sempre sem stress. Não tenho pressa, é sinal que o triatlo está a correr muito bem. MS MICKEY, FUTEBOL Ninguém quer saber de nós quando deixamos de ser figuras públicas Aos 28 anos, Miguel Alegre, mais conhecido por Mickey, abandonou o futebol para se dedicar de corpo e alma à Engenharia Civil. Enquanto jogou na Académica, o ex-futebolista conciliou como pôde os estudos, em Coimbra, e o futebol. Exigiu um esforço adicional e muito espírito de sacrifício, refere. O futebol foi sempre a sua prioridade e acabou por prejudicar mais a parte académica, até porque a determina altura da sua carreira, foram formuladas algumas expectativas em relação ao seu futuro futebolístico. Deixei um pouco para trás a formação e hoje constato que cometi um erro, refere Mickey, actualmente com 39 anos. Quando se apercebeu que as expectativas foram goradas decidiu antecipar o final da carreira no futebol. Acabei por perder muito tempo. Para terminar o curso mais rapidamente inscrevi-me no Instituto Superior de Engenharia e perdi algumas equivalências. Foi quase recomeçar do zero. Mas a minha preocupação passou a ser terminar o curso o quanto antes. Mickey lamenta a atitude de algumas pessoas. Enquanto fui jogador profissional todos parecem nossos amigos e querem ajudar-nos. Quando deixamos de ser figuras públicas, ninguém quer saber de nós. O ex-jogador conta que antes de desistir do futebol algumas pessoas disseram que o ajudariam a abrir portas. Quando deixei de jogar, algumas dessas pessoas nunca mais me atenderam o telefone. Daí, a importância em não esquecer a formação. Preocupo-me ao ver alguns colegas que não tiraram nenhum curso e estão numa situação mais problemática. As coisas não estão fáceis para ninguém, mas eu tenho uma empresa que vai sobrevivendo. EC VÂNIA SILVA, ATLETISMO Levava a mala da roupa e a mala dos cadernos Formada em Ciências do Desporto e Educação Física, Vânia Silva concluiu o curso nos cinco anos previstos, mas com muita dedicação e esforço. Todos os tempos 'mortos' eram aproveitados para estudar. Tenho a vantagem de não gostar de sair à noite, por isso, fora dos treinos, dedicava-me apenas aos estudos, conta a atleta. Nos estágios, Vânia Silva levava a mala da roupa e a mala dos cadernos. No intervalo dos treinos, entre uma garfada de comida, a lançadora do martelo lia e relia os seus apontamentos. Exige um grande esforço porque tem de se ser um bom atleta e ao mesmo tempo tirar o curso o mais rápido possível. Não é fácil. Apesar de atenta à licenciatura, a alta competição sempre esteve em primeiro lugar. Se tivesse de fazer o curso em seis ou sete anos, fazia. Se não fosse a competição também não teria dinheiro para

5 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE 15 de Dezembro de PUB ja disponível para aprender e que a família também seja sensível a essa questão, independentemente da praticarem desporto ou não. Na sua experiência como técnico de natação, Abílio Figueira afirma que de uma maneira geral os atletas são bons alunos. Parece-me que há até uma relação forte entre a disciplina do treino e a organização nos estudos. FUTEBOL É EXCEPÇÃO A reforçar a ideia de incompatibilidade entre os estudos e a alta competição surge o caso do Futebol, onde é raro o futebolista a jogar nas competições profissionais que frequente o ensino superior ou que tenha tido um percurso escolar relevante, sendo mais comuns os que são exímios nos pontapés na gramática e discursos desprovidos de qualquer conteúdo. Em Portugal, nos últimos anos, além de jogadores da Académica, onde conjugar os estudos com a carreira desportiva tem tradição, haverá a referir poucos mais do que o ex-sportinguista Abel como futebolista de topo com formação superior, no caso licenciatura em Educação Física. Sendo a exposição mediática do futebol relativamente a outras modalidades esmagadora, a imagem que passa é, portanto, a de que a generalidade dos desportistas não estuda, concentrando os seus interesses em carros de alta cilindrada, brincos, tatuagens e penteados extravagantes. No entanto, se essa imagem acaba por estar perto da verdade no que diz respeito ao desporto rei, não corresponde à realidade quando se fala de outras modalidades. Têm sido muitos os desportistas de alta competição em Portugal que paralelamente fizeram o seu percurso escolar até ao ensino superior, sendo alguns deles, actualmente, referências nas suas áreas profissionais. António Câmara é um desses casos. Ser jogador profissional de ténis não foi impedimento para levar o seu percurso escolar até ao doutoramento, que realizou nos Estados Unidos, sendo actualmente CEO da YDreams e professor na Universidade Nova de Lisboa. Para António Câmara, o desporto, mais do que conciliável com os estudos, é mesmo essencial na formação, tendo o investigador referido recentemente ao Diário Económico que aprendeu mais com o desporto do que na universidade. No ténis aprendi o valor do trabalho, da persistência, da disciplina, do trabalho em equipa..." Além de António Câmara, muitos outros atletas de alta competição das ditas modalidades amadoras concluíram com êxito os seus estudos ou estão perto de o fazer. O andebolista Eduardo Filipe e o velocista Arnaldo Abrantes em Medicina, Carlos Resende, nome maior do andebol português, em Gestão do Desporto, João Benedito, guarda- -redes de futsal do Sporting e da Selecção, em Gestão de Empresas, Nuno Delgado, judoca olímpico, em Educação Física, são apenas alguns dos muitos exemplos de atletas para quem a dedicação à modalidade que elegeram não atrapalhou o percurso escolar. Também na região há bons exemplos para os mais jovens de que há tempo para tudo, se for essa a vontade. Vânia Silva, João Silva, Miguel Alegre, César Faria e David Rosa são a prova de que o mito da incompatibilidade do desporto com os estudos não passa disso mesmo, de um mito. Naturalmente que a elevada exigência do desporto de alta competição e do percurso escolar, a partir de um certo nível, leva a que a sua conjugação seja uma tarefa que obriga a muito rigor, espírito de sacrifício e organização, aspectos que poderão, no entanto, até ser muito úteis para a vida futura. João Nazário ID ROSA CÉSAR FARIA suportar os custos do curso, revela Vânia Silva, referindo-se às bolsas da Federação Portuguesa de Atletismo e da universidade. Vânia Silva treinava três a quatro horas por dia. Em Coimbra ou em Leiria, sempre que podia. Cheguei a ter treino às 7 horas com o Paulo Reis. Exige bastante sacrifício. Actualmente, divide a profissão de professora na Escola Profissional de Leiria com a alta competição. Defende que os atletas não devem descurar a formação académica. A nossa carreira não dura a vida toda e não sabemos o dia de amanhã. Na Alemanha e Itália os atletas de alta competição integram a força policial no final da carreira. Em Portugal temos de ter uma solução. EC DAVID ROSA, CROSS COUNTRY Cheguei a ganhar depois de duas directas a estudar Aos 25 anos, David Rosa é tri-campeão nacional de cross country no escalão elite. Mestre em Ciências do Desporto, vertente Educação Física, teve de passar por algumas dificuldades para conciliar os estudos e a alta competição, mas nunca desistiu e hoje sente-se recompensado com a opção. Tirando algumas datas mais sensíveis, o biker nem sequer a vida académica se absteve de viver. No entanto, nem tudo foram rosas. Os dois primeiros anos do curso foram de adaptação, confessa. Achava Lisboa perigosa para treinar, sentia dificuldade em conciliar os treinos bi-diários com as aulas e o descanso de que tanto precisava e até a bicicleta acabava por atrapalhar, já que tinha de a levar no Expresso, se os condutores deixassem, de Lisboa para Fátima. Nos anos seguintes, mais adaptado, os resultados reapareceram em força e David Rosa sagrou-se três vezes campeão nacional. Numas semanas era calmo, mas naquelas em que havia exames era tudo mais complicado. Cheguei a vencer uma Taça de Portugal depois de duas directas a estudar, recorda. A gestão de tempo e a definição de prioridades são as principais dificuldades para um atleta de alta competição, sobretudo para aqueles que, como David, o eram sem estatuto. Agora que é professor e sem hipóteses de ter horário completo, o biker lecciona AEC. E neste momento que procura o apuramento para os Jogos Olímpicos mesmo que lhe propusessem um horário completo não aceitava. É a tal questão das prioridades. MS CÉSAR FARIA, NATAÇÃO Quando a engenharia está bem é porque a natação não está Ao contrário de 70% dos seus colegas da Selecção Nacional, César Faria não optou pelo curso de Medicina. Era Engenharia Civil que queria seguir, foi por Engenharia Civil que optou. O nadador do Bairro dos Anjos estuda na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em Leiria, frequentando o segundo ano. Conciliar a natação de alta competição com os estudos nem sempre tem sido fácil, garante o atleta da Boa Vista, Leiria, vice-campeão nacional dos 200 metros livres. Temos de fazer um grande esforço, porque são duas actividades muito intensas. Sobretudo quando vai aos sempre prolongados períodos em que tem de estar fora a representar as cores da nação. O meu problema é quando há estágios da selecção. Não vou às aulas e não é com os apontamentos que consigo, porque é matéria que tenho mesmo de perceber. Agora, que tem tido menos chamadas à selecção, os estudos correm maravilhosamente. Para César Faria, de 21 anos, a explicação é simples. Quando a engenharia está bem é porque a natação não está e quando a natação está bem é porque a engenharia não está. Na verdade, mesmo tendo consciência que a natação era uma modalidade muito exigente, a família sempre apoiou ao máximo as escolhas, até porque nunca teve razões de queixa. Até ao 12º ano sempre tive boas notas, conseguia fazer as duas actividades com sucesso. Com a entrada no ensino superior há períodos mais difíceis, mas como a carreira de atleta tem o seu auge aos 26/27 anos, é uma questão de ir fazendo e depois aplicar-me a 100%. MS

6 6 15 de Dezembro de 2011 SOCIEDADE JORNAL DE LEIRIA BREVES Leiria Iguarias do Tempo oferece abraços A equipa e amigos da Iguarias do Tempo vão oferecer abraços nas ruas de Leiria, no próximo domingo. O encontro está marcado na Confeitaria do Iguarias do Teatro, no Teatro José Lúcio da Silva, às 15 horas. A equipa desafia os leirienses a juntarem-se e a lembrar a importância dos afectos numa sociedade que se quer humana. Considerando a campanha 100% ecológica e sem custos acrescidos, a Iguarias do Tempo lembra que em tempos de menor disponibilidade financeira, aposta pode ser feita numa das maiores riquezas de todos os tempos, oferecendo algo cujo valor não oscila em função de agências financeiras internacionais, ciclos económicos ou forças políticas. Operações urbanísticas regressam aos Paços do Concelho Os serviços do Departamento de Operações Urbanísticas da Câmara de Leiria, actualmente a funcionar em S. Romão, vão ser transferidos para os Paços do Concelho no início do ano, ocupando a parte do edifício que foi ampliada e não está ocupada. Quanto às instalações de S. Romão, a intenção é juntar os arquivos da câmara naquele espaço. Colmeias homenageia ex-autarcas Os ex-presidentes de Junta de Colmeias foram homenageados, no sábado, com a apresentação de um livro, da autoria de Silvino Gaspar, que recorda o percurso ex-autarcas e as principais obras dos seus mandatos. Com esta homenagem, que contemplou ainda a colocação de fotografias dos antigo autarcas no átrio da junta, o actual executivo pretendeu distinguir todos os expresidentes eleitos democraticamente ou por nomeação, além de contribuir para documentar e preservar tudo aquilo qye pode constituir história da freguesia para memória futura. Abertura está prevista para o início de 2012 Atrasos nas obras do Centro Cívico desesperam comerciantes da rua direita Janeiro é a nova data apontada para a conclusão do centro cívico, em construção no centro histórico de Leiria. Inicialmente previa-se que ficasse concluído em Julho, mas o prazo foi prorrogado por mais três meses. Contudo, esse alargamento não foi suficiente e a empresa incorre já em multas. O atraso está a provocar o desespero dos comerciantes da rua direita, que anseiam pelo fim das obras, na esperança que o novo espaço traga alguma dinâmica à zona. Há, no entanto, quem considere que a obra está desenquadrada da envolvente, classificando-a como mamarracho, e quem receie que as pessoas que se afastaram da zona, por força das obras, não regressem ao centro histórico. Manuel Moreira está no grupo dos optimistas. Apesar de apontar os enormes prejuízos provocados pelo arrastar das obras, o comerciante, proprietário de uma loja localizada a escassos metros do centro cívico, acredita o espaço trará um pouco mais de vida à zona, se for devidamente dinamizado. Essa é também a expectativa de José Barra, que anseia pelo fim da obra. O sucesso do centro cívico depende da dinamização que a câmara lhe der, refere este lojista, que lamenta que a construção não tenha ficado concluída antes da quadra natalícia. É mais um somar de prejuízos, afirma. RICARDO GRAÇA/ARQUIVO MARIA ANABELA SILVCA Obra custou cerca de 900 mil euros Lino Pereira, vereador das Obras Municipais, explica que, nesta última fase, a empresa teve dificuldade em conciliar os trabalhos de caixilharia com o que estava previsto no projecto, o que atrasou também a execução de acabamentos interiores. O autarca adianta que a empresa espera concluir a obra em Janeiro. No entanto, a abertura do espaço terá depois de aguardar pelo concurso para o seu apetrechamento e pela definição do modelo de gestão, que, segundo o vereador da Cultura, Gonçalo Lopes, deverá ser entregue a uma associação. O autarca frisa que a cafetaria não tem dimensão suficiente para servir refeições, o que coloca dificuldades à sua exploração comercial através de concessão e consequente pagamento de renda. A solução poderá, então, passar pela cedência a uma associação que, como contrapartida, terá de desenvolver um programa cultural para dinamizar o centro cívico. Com um investimento de 900 mil euros, o espaço contempla dois edifícios destinados a lazer e cultura. Será um sítio onde se privilegiarão actividades que possam cruzar várias gerações, afirma Gonçalo Lopes, adiantando que a sala polivalente virada para a rua direita pode ser usada para formação, conferências ou serões culturais. Maria Anabela Silva Câmara de Leiria aprova proposta que prevê fecho de estabelecimentos à meia-noite Vereadores do PSD contra redução de horário de bares no centro histórico Os vereadores do PSD na Câmara de Leiria estão contra a redução do horário de funcionamento dos bares do centro histórico das duas da manhã para a meianoite. Os sociais-democratas alegam que a restrição não acabará com os desacatos naquela zona e que a medida ataca apenas um agente do problema : os estabelecimentos. Por seu lado, a maioria defende a necessidade de proteger a qualidade de vida de quem reside no centro histórico, moradores esses que têm apresentado inúmeras reclamações. Reduzir os horários é fugir ao problema, afirmou Gastão Neves (PSD), durante a reunião de câmara de terça-feira, onde foi aprovada uma proposta que prevê que os bares passem a fechar à meia-noite, excepto às sextafeiras, sábados e vésperas de feriado. O vereador do PSD defendeu que parte da resolução do problema passa por uma maior intervenção das forças de segurança. A polícia não se pode demitir das suas funções. Tem de intervir e identificar as situações e não andar apenas a multar, criticou Gastão Neves, que confessou também sofrer com os desacatos, uma vez que reside no centro histórico. Os autarcas do PSD advertiram ainda para os impactos económicos da redução de horários, antevendo o fecho de estabelecimentos. Os bares são a actividade económica mais bem implementada no centro histórico, frisou Carlos Vitorino (PSD), que disse não perceber por que é que os proprietários dos bares, que têm licença e pagam os seus impostos, têm de ser responsáveis pelo espaço público. Isabel Gonçalves, responsável pelo pelouro do desenvolvimento económico, reconheceu a importância dos estabelecimentos nocturnos na zona histórica, mas sublinhou também a necessidade de salvaguardar o direito ao descanso dos residentes. A proposta que apresentamos é uma tentativa de equilibrar a actividade económica e a defesa dos direitos dos moradores, defendeu a vereadora. Quem ali reside vive um drama, que obriga quem tem poder de decisão a tomar medidas. Não podemos fechar os olhos ao problema, acrescentou Gonçalo Lopes, vice-presidente da câmara. MAS

7 JORNAL DE LEIRIA PUBLICIDADE 15 de Dezembro de

8 8 15 de Dezembro de 2011 SOCIEDADE JORNAL DE LEIRIA BREVES Leiria Assalto à Cáritas As instalações da Cáritas Diocesana de Leiria foram assaltadas no fim-de-semana. De acordo com a direcção da instituição, os suspeitos terão entrado por uma janela lateral, partindo o vidro. Apenas foi roubada uma calculadora e um livro de recibos e causados pequenos danos. Tendo em conta o desapareciamento do livro de recibos, a instituição alerta para peditórios fraudulentos em nome da Cáritas e reforça que a instituição não faz peditórios porta à porta. O peditório anual a favor das Cáritas é efectuado no início da Quaresma na rua, com caixas e pessoas devidamente identificadas. Bajouca comemora 40 anos A freguesia de Bajouca comemora, no sábado, os 40 anos da sua criação. As comemorações realiza-se no salão paroquial, a partir das 19:30 horas, com uma Assembleia de Freguesia aberta à população, onde serão homenageadas as pessoas que integraram o primeiro executivo da junta e a leitura da primeira acta da junta. Antes, às 18 horas, haverá uma missa solene. A Bajouca é uma das freguesias que não cumpre os critérios definidos no livro verde para a reforma da administração local. PSP alerta cidadãos A PSP lançou um alerta aos cidadãos para os cuidados a ter nas estradas nas residências durante a quadra festiva do Natal. Em comunicado, a polícia refere que os cidadãos podem contar com a PSP até dia 1 de Janeiro de 2012 para combater o crime, relembrando que nesta quadra os acidentes [de trânsito] com vítimas ocorrem 6,1% com mais frequência, e com consequências mais graves, aumentando em cerca de 50% a probabilidade de vítimas mortais. Segundo a PSP, no mês de Dezembro existe uma maior tendência para o cometimento de ilícitos, em especial no que respeita aos crimes de furtos no interior de viaturas e por carteiristas, que representam ocorrências da totalidade dos crimes registados. A polícia vai aumentar a capacidade operacional em todas as áreas de intervenção, através do emprego na rua de polícias normalmente afectos a tarefas administrativas. RICARDO GRAÇA Autarcas da região sensibilizam ministra para preços incomportáveis Custo do tratamento de saneamento pode levar câmaras a deixar de pagar Um homem que se fez passar por médico foi condenado pelo Tribunal de Leiria a 200 dias de multa, a seis euros por dia, pelo crime de falsificação de documentos. A ex-mulher, também arguida no mesmo processo, foi absolvida. O ex-casal estava inicialmente acusado pelo Ministério Público dos crimes de burla qualificada e falsificação de documentos, no valor de 1,3 milhões de euros, de que foi vítima, em 2008, o grupo empresarial Beatriz Godinho. Tendo em conta que os arguidos restituíram aos lesados parte do valor em causa, o crime de burla qualificada e o pedido de indemnização foram extintos. Para o tribunal, ficou provado Joaquim Lopes Francisco não é médico, nunca integrou qualquer missão em organizações médicas nacionais ou internacionais, nem trabalhou para a Cruz Vermelha Internacional. A magistrada referiu ainda que não O custo incomportável das tarifas de saneamento cobradas aos municípios foi uma das principais preocupações que os autarcas da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral transmitiram à ministra do Ambiente, Assunção Cristas, durante uma reunião realizada na terça-feira. É preciso encontrar uma solução rapidamente sob pena de acontecer [na Simlis] o que está a acontecer em vários sistemas do País, em que os municípios deixaram de pagar por falta de condições, afirma o presidente da Câmara da Batalha. António Lucas aponta o exemplo do seu município que, em 2010 gastou 500 mil euros com o tratamento de efluentes e que, no próximo ano, pagará cerca de um milhão de euros à Simlis. Ou seja, 25% das verbas que a câmara recebe do Orçamento do Estado, frisa o autarca, que nota, no entanto, que esse aumento não se deve só à subida das tarifas, mas também ao alargamento da cobertura de saneamento. Para reduzir a factura cobrada aos municípios, António Lucas entende que a Simlis deve aliviar a estrutura de custos. Reconhecendo que a administração tem feito esforços nesse sentido, o autarca defende, por exemplo, que é preciso repensar o funcionamento do tratamento terciário na ETAR Norte, feito apenas em duas ou três ETAR do País e que é caríssimo, e encontrar soluções para que a água da chuva não passe pelas estações de tratamento. Os autarcas sensibilizaram ainda a ministra para a necessidade de agilizar os instrumentos de ordenamento do território e para a urgência de avançar com o cadastro florestal. MAS Tribunal de Leiria considera que homem falsificou documentos Falso médico condenado a 200 dias de multa Leiria Mudança da rodoviária para zona desportiva divide vereadores A deslocalização do terminal da rodoviária para o espaço onde se realiza o mercado semanal, como foi revelado na semana passada pelo JORNAL DE LEIRIA, divide os vereadores da câmara de Leiria. Todos concordam com a necessidade de retirar a central de camionagem da Avenida Heróis de Angola, mas a oposição discorda da solução apresentada pela maioria, sobretudo, devido à falta de estudo dos impactos que o terminal terá na zona desportiva. Não somos contra a deslocalização, mas falta-nos informação que nos permita tomar uma decisão em consciência, afirmou Neusa Magalhães (PSD) na reunião de câmara de terça-feira, onde foi aprovada, com três abstenções e dois votos contra, a desafectação do domínio público para o domínio privado do município de uma parcela com cerca de oito mil metros quadrados no parque de estacionamento do estádio destinada à construção do terminal. Quanto às actuais instalações da rodoviária, ao que JORNAL DE LEIRIA apurou, há um investidor brasileiro de origem árabe interessado na sua aquisição. Parte do edifício seria destinada a área comercial e a restante a um hotel. Marinha Grande Extensões de saúde podem fechar A comissão de utentes SAP/24 horas da Marinha Grande garante que vai lutar para que o encerramento das extensões de saúde da Moita e da Garcia não encerrem. Numa reunião com a directora do Agrupamento de Centros de Saúde, em Leiria, a comissão revela, em comunicado, que foram colocadas algumas reservas, ainda que não definitivas, quanto à sua manutenção no futuro. Em relação à extensão do Centro de Saúde a funcionar na Vieira de Leiria, a ACES referiu que o objectivo é melhorar o seu funcionamento. Quanto ao SAP/24 horas, as dúvidas sobre a sua continuidade permanecem. Apesar de nada nos ter sido dito quanto a uma alteração do seu funcionamento, notámos alguma há qualquer inscrição do seu nome na Ordem dos Médicos nem na ONU (Organização das Nações Unidas). Segundo o tribunal, o documento apresentado pelo arguido para mostrar que tirou o curso na Universidade de Boston, nos Estados Unidos da América, serviu apenas para elaborar um cenário ficcional, de modo a levar o grupo de laboratórios a acreditar que era médico e a entregar valores para serem investidos em projectos que não existiam. Em causa estava a construção de uma farmácia, uma clínica privada e um laboratório na República Dominicana. O tribunal colectivo absolveu Sandra Ferreira por entender que não teve qualquer acto directo ou indirecto na elaboração dos certificados, embora não acredite que a ex-mulher não soubesse que o marido não era médico. EC incomodidade para tratar este assunto, não havendo para o mesmo respostas definitivas, refere a comissão. Os representantes dos utentes salientam que não deixarão de mobilizar as populações na defesa dos serviços de saúde de proximidade e com a qualidade que se exige. Quanto ao Centro de Saúde, o melhoramento da qualidade do serviço passa, segundo a directora do ACES, pela entrada em funcionamento de três Unidades de Saúde Familiar, que irá garantir que não ficará ninguém sem médico e sem atendimento no período das 8 às 20 horas. A comissão vai agora solicitar uma reunião à Administração Regional de Saúde do Centro.

9 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE 15 de Dezembro de Escola profissional passará para a alçada da Adilpom Câmara de Pombal vai alienar 50% da sua participação na ETAP PUB A maioria do capital social da PombalProf, sociedade que detém a Escola Tecnológica, Artística de Profissional de Pombal (ETAP), passará para a alçada da Adilpom (Associação de Desenvolvimento e Iniciativas Locais de Pombal). Esta alteração surgirá na sequência da deliberação da Câmara de Pombal que, na semana passada, aprovou a alienação de 50% da sua quota na PombalProf, por 50 mil euros, àquela associação de direito privado. A decisão contou com o voto contra dos dois vereadores do PS, que lembraram que as receitas da Adilpom são sobretudo os subsídios e o pagamento de serviços por parte do município, levando-os a concluir que a câmara vai alienar de um lado e pagar do outro. De acordo com a proposta, a câmara ficará com 49% do capital social da PombalProf, a Adilpom com 50% e as associações Comercial e Industrial de Pombal dividirão o restante 1%. Micäel António, vereador do PSD, explica que a alteração visa retirar a PombalProf da esfera do Sector Empresarial Local [SEL]. O autarca assegura, no entanto, que a escola não passará a ser RICARDO GRAÇA gerida pela lógica mercantilista, uma vez que a Adilpom, que será o seu principal accionista. é presidida pela câmara. Desta forma, o município terá sempre uma palavra a dizer nos destinos da PombalProf. Os argumentos da maioria não convencem os vereadores do PS que, pela voz de Adelino Mendes, consideram que o município devia aguardar pela nova legislação que está a ser preparada para o SEL, evitando fazer alterações à pressa. O autarca socialista teme ainda que, com a alteração em curso, haja perda de transparência, porque, ficando fora do SEL, a PombalProf deixará de ter a obrigação de prestar contas às Assembleia e Câmara Municipais, como já acontece com a Adilpom. ESCOLA COM PASSIVO DE 3.3 MILHÕES Os vereadores do PS consideram também que a proposta da câmara não trará qualquer mais- -valia à educação e à formação nem qualquer melhoria à gestão e ao funcionamento da ETAP. Os autarcas manifestaram-se, no entanto, disponíveis para viabilizar um segundo aumento de capital social da PombalProf, para equilibrar a sua situação financeira e diminuir a dependência do financiamento bancário. Adelino Mendes lembra que, de acordo com as contas de 2010, a ETAP tem um passivo elevado [3.3 milhões de euros], e fracos resultados líquidos [cerca de dois mil euros], tendo sido forçada a recorrer ao financiamento bancário devido aos atrasos nas comparticipações comunitárias e à diminuição das receitas próprias. Em esclarecimentos recentes prestados ao JORNAL DE LEIRIA, Ana Pedro, directora da ETAP, explicou que o passivo é influenciado pela rubrica dos diferimentos que estão relacionados com a contabilização da aprovação das candidaturas, frisando que existe um desfasamento temporal mínimo de três meses, entre o dia em que uma despesa é paga e o dia em que é reembolsada. Situação que origina repetidas e significativas oscilações nas disponibilidades financeiras da escola, conduzindo a aumentos e diminuições frequentes na rubrica de endividamento bancário. Maria Anabela Silva Crise obriga autarquia a adiar promessas eleitorais Município de Ourém avança com plano de contenção de custos Poupar recursos, reequilibrar as contas da autarquia e permitir ao município sobreviver em tempos difíceis. Estes são os principais objectivos de um plano de contenção de custos que a Câmara de Ourém quer implementar no próximo ano. Ao todo, o executivo propõe 56 medidas, onde se inclui a redução de despesas correntes e o adiamento de obras, nomeadamente de algumas promessas eleitorais, como o Centro Cultural de Ourém e o pavilhão do Olival. Também à espera de melhores dias, fica o festival de cinema, previsto para o próximo ano. Face à conjuntura, é necessário adiar investimentos, mesmo de obras aprovadas, assumiu Paulo Fonseca, presidente da câmara, durante a última reunião de executivo, onde foi aprovado o orçamento para 2012, com o voto contra dos três vereadores do PSD, que se abstiveram nas Grandes Opções do Plano. Os sociais-democratas opuseram-se à proposta de orçamento por entenderem que o executivo poderia efectuar uma maior redução de despesa corrente, considerando que o corte previsto de 2,5% fica muito aquém do que se exigia, atendendo à conjuntura. Os vereadores do PSD propuseram também eles um plano que, segundo as contas que apresentaram, representaria uma poupança de 1.7 milhões de euros e reduziria a aquisição de serviços e 13%. A proposta acabou por aquecer os ânimos entre José Alho, vice-presidente da câmara, e Luís Albuquerque, vereador do PSD, com o primeiro a lembrar que o PSD foi chamado a dar sugestões. Disseram que não tinham contributos e que o fariam em momento próprio. Agora, com o documento fechado, aparecem com a proposta quando já não há tempo para analisar o seu impacto no orçamento, acusou José Alho. O presidente da câmara frisou, no entanto, que as medidas propostas pela oposição estão todas nas 56 apresentadas pela maioria, desafiando, por isso, o PSD a alterar o seu sentido de voto, o que não aconteceu. MAS Antigo presidente da associação dos industriais de Pombal Faleceu António José Rodrigues Antigo candidato do PS à Câmara de Pombal e ex-presidente da Associação dos Industriais do Concelho de Pombal, António José Rodrigues faleceu, no domingo, em Coimbra, vítima de doença prolongada. Natural de Pombal e filho de comerciante, António José Rodrigues começou a sua actividade profissional com uma pequena empresa de contabilidade, licenciando- -se depois em Economia. Em 1989, ingressou na Sumol, onde chegou a director regional do Centro. Em termos políticos, era independente, mas integrou a bancada do PS na Assembleia Municipal de Pombal e, em 2001, liderou a lista socialista à câmara, tendo sofrido uma pesada derrota. Na sequência das eleições, não ocupou o cargo de vereador e afastou-se da vida política. Casado e com um filho, António José Rodrigues foi sepultado no cemitério de Pombal. ARQUIVO/JL

10 10 15 de Dezembro de 2011 SOCIEDADE POLÍTICA JORNAL DE LEIRIA BREVES Batalha Orçamento prevê investimentos de 7.4 milhões O orçamento da Câmara da Batalha, aprovado na sexta-feira pela Assembleia Municipal, totaliza 15 milhões de euros, dos quais 7.4 milhões serão canalizados para despesa de capital (investimento). Nesta rubrica, estão incluídos 26 projectos financiados por fundos comunitários, como a criação de um pólo termal na Unidade de Cuidados Continuados da Misericórdia e a construção de um centro de BTT em S. Mamede e do gimnodesportivo da Golpilheira. Em comunicado, António Lucas, presidente da câmara, frisa que o orçamento reflecte os fortes constrangimentos financeiros previstos para 2012, com a redução de receitas dos municípios que, no caso da Batalha, será na ordem dos 5.1%. O autarca destaca ainda o aumento da despesa corrente, devido a três variáveis não controladas pelos municípios, como o aumento do IVA na electricidade e dos custos com o tratamento de efluentes e com a recolha de resíduos. Pombal Julgados de paz em debate Fernando Negrão, deputado e presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, é um dos oradores de um debate sobre os julgados de paz, a realizar, amanhã, em Pombal. Promovido pela concelhia local da JSD, a tertúlia decorrerá no Teatro Cine, a partir das 21:30 horas. Armindo Monteiro, juiz conselheiro, Hugo Soares, advogado e deputado, e Dionísio Campos, juiz de paz, são os outros dos oradores convidados. Inspecção à Câmara de Pombal recomenda regulamentação de subsídios IGAL determina demolição de casa em Abiul construída em REN A demolição é o caminho apontado pela IGAL (Inspecção-Geral da Administração Local) para uma casa construída em Reserva Ecológica Nacional (REN) na Aldeia do Rio, em Abiul, Pombal. No parecer final da auditoria que fez à câmara, a IGAL defende que o presidente da autarquia deverá decretar a demolição das obras. Apesar de haver um despacho do município, datado de Julho de 2010, no sentido de elaborar uma nova carta da REN, desafectando o lugar da mesma [edificação], para se procurar proceder à legalização, a IGAL entende que a construção não é susceptível de legalização, dado que foi realizada em área de REN e o projecto objecto de indeferimento da câmara. Relativamente a outros processos de obras analisados, a IGAL detectou a existência de irregularidades, nomeadamente ao nível da instrução de processos e da falta de conclusão das contra-ordenações levantadas, com os inspectores a concluírem que a maioria desses procedimentos se encontra pendente de decisão e não foi objecto de legalização materializada no licenciamento. De acordo com o relatório da inspecção, a que o JORNAL DE LEI- RIA teve acesso, é recomendada ainda a elaboração de um regulamento de atribuição de subsídios. RICARDO GRAÇA A auditoria da IGAL visou também o desvio de 541 mil euros de uma conta da câmara, feito por um funcionário da autarquia, entretanto condenado a cinco anos e três meses de prisão. A inspecção detectou algumas deficiências na coordenação da Divisão de Finanças Municipais, algumas regularizadas e outras em vias de regularização, recomendando a correcção de procedimentos ao nível dos pagamentos, acessos a contas online e reconciliações bancárias. IGAL recomendou à câmara correcção de procedimentos Um grupo de cidadãos da Nazaré está a planear a realização de uma manifestação no próximo sábado contra a concessão da água e saneamento a privados, medida prevista pela câmara. A convocatória tem seguido através de , das redes sociais e de mensagens de telemóvel, apelando à concentração dos populares em frente à Capitania, por volta das 15 horas. A contestação ao processo de concessão definido pelo executivo liderado por Jorge Barroso tem tido eco de várias formas. Ainda esta semana, foi afixada uma lona em plena Rua Sub-Vila, uma das mais movimentadas da Nazaré, com a seguinte inscrição: Querem privatizar as águas da Nazaré. Entretanto, a comissão de cidadãos intitulada Defesa da gestão pública das águas da Nazaré continua a realizar sessões de esclarecimento e debate sobre esta questão. O presidente da câmara tem procurado estancar a polémica, Os inspectores entendem ainda que as auditorias semestrais, de âmbito do controlo interno da autarquia, deveriam ter previsto medidas para salvaguardar qualquer desvios e reconhecem que a existência de pouco pessoal na secção de Contabilidade também conduziu à falta de celeridade e rigor nos serviços. Contactado pelo JORNAL DE LEI- RIA, o presidente da câmara diz que só se pronunciará publicamente sobre o teor do parecer final da inspecção depois de cumprida a determinação de informação à IGAL sobre os pontos referidos naquele documento, e de dar conhecimento ao presidente da Assembleia Municipal. Narciso Mota garante, no entanto, que a autarquia, como sempre, colaborará em estrita articulação com a IGAL, respeitando as suas determinações e respondendo aos seus pedidos de informação e actuando em conformidade com as determinações legais vigentes. Maria Anabela Silva Manifestação convocada para sábado Contestação à concessão da água sobe de tom na Nazaré explicando que o que está em causa não é a privatização das águas, nem a entrega dos recursos a privados, mas sim uma oportunidade de negócio, que permitirá manter a qualidade do serviço prestado a preços mais baixos do que seriam praticados pelos Serviços Municipalizados. JP Factura electrónica dá desconto na água Em Pombal, a adesão à facturação electrónica da água permite uma redução de 50 cêntimos no valor a pagar por cada factura (seis euros por ano). Além dos benefícios para o ambiente, os munícipes poderão, assim, diminuir o impacto da actualização dos preços da água e do saneamento, em vigor desde Novembro. O novo tarifário contempla aumentos entre os 51 cêntimos (consumo de 5 metros cúbicos) e os 96 cêntimos (consumo de 20 metros cúbicos). Empresa queima resíduos considerados banais Secil garante que não faz co-incineração de matérias perigosas em Pataias A Fábrica Cibra-Pataias executa acções de co-incineração de resíduos industriais banais, como C ou pneus, e biomassa vegetal, não estando prevista a coincineração de resíduos industriais perigososa, assegura a Secil. A empresa garante ainda que não equaciona iniciar o processo de queima de resíduos perigosos no concelho de Alcobaça, como acontece na unidade do Outão. A Secil lembra também que o processo de consulta pública relativo à co-incineração em Pataias decorreu dentro da legalidade, e com toda a normalidade, não sendo de conhecimento da empresa a existência de qualquer pedido de informação que não tenha sido respondido. Entretanto, o presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio, reuniu esta semana com o advogado Castanheira Barros, representante de uma comissão que inclui várias câmaras municipais, associações ambientais e grupos de cidadãos e que pretende travar a co-incineração de matérias perigosas em alguns locais do País. O encontro surgiu depois de, em notícia publicada na passada semana, Castanheira Barros ter garantido que a Câmara de Alcobaça não tinha respondido aos pedidos de reunião, enquanto Paulo Inácio disse que não recebeu qualquer pedido. Estou contra a queima de resíduos industriais perigosos, mas neste momento não posso estar contra o que não existe, afirmou Paulo Inácio esta segunda-feira na reunião do executivo. Na mesma reunião, os vereadores do PS, Jorge Agostinho, e da CDU, Rogério Raimundo, pediram à maioria social-democrata que, numa acção concertada com a empresa e o Ministério do Ambiente, informe os cidadãos dos níveis de poluição do ar e que transmita dados, de forma periódica, para descansar a população.

11 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE POLÍTICA 15 de Dezembro de Lei da limitação de mandatos renova liderança em cerca de 40% dos municípios no distrito PSD tem seis presidentes de câmara impedidos de se recandidatarem As eleições autárquicas de 2013 vão renovar a liderança de cerca de 40% dos municípios do distrito. Por imposição da lei de limitação de mandatos, seis dos 16 presidentes de câmara não se poderão recandidatar por já terem cumprido, pelo menos, três mandados. Nessas circunstância estão António Lucas (Batalha), Fernando Costa (Caldas da Rainha), Jorge Barroso (Nazaré), Telmo Faria (Óbidos), Narciso Mota (Pombal) e João Marques (Pedrógão Grande), todos eleitos em listas do PSD. Embora várias intervenientes no processo digam que ainda é cedo para falar em nomes, a verdade é que nos concelhos onde, obrigatoriamente, haverá mudança na liderança já se começam a sentir movimentações para a sucessão. Se em alguns municípios a transição se prevê mais ou menos pacífica, como em Óbidos, onde Humberto Marques, vice-presidente da câmara é apontado como o sucessor natural de Telmo Faria, noutras autarquias perspectivam-se processos mais conturbados. Será o caso de Caldas da Rainha, onde haverá três candidatos a candidato do PSD: Fernando Tinta Ferreira, vereador da Educação e Desporto, Hugo Oliveira, vereador que deverá concorrer às eleições para a concelhia a realizar no próximo ano, e Maria da Conceição Pereira, deputada na Assembleia da República que também integra a vereação. A transição não tem de ser tranquila. Tem é de ser democrática. E, em democracia, não se quer paz podre, afirma Fernando Costa, que lidera a Câmara de Caldas da Rainha há 26 anos. O autarca chegou à presidência do município em 1985, tendo sido sucessivamente eleito com maioria absoluta. A menos de dois anos de terminar o seu último mandato, o autarca escusa-se a pronunciar sobre quem gostaria que o substituísse. Não vou designar qualquer sucessor porque não sou monarca nem detentor do poder, diz o social-democrata, que espera que o processo de transição decorra com a vivacidade própria da democracia. Também em Pombal, a sucessão de Narciso Mota não se antevê pacifica. Diogo Mateus, número dois da autarquia, é por muitos apontado como o sucessor natural. No entanto, não é o único candidato a candidato. João Coucelo, que ontem tomou posse como vogal do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Leiria-Pombal, é outra hipótese, a par de Manuel Rodrigues Marques, que lidera a concelhia do PSD, a Junta de Freguesia de Albergaria dos Doze, a associação de industriais e os Bombeiros Voluntários de Pombal. Aparentemente com menos hipóteses, estará José Grilo, médico que preside à Assembleia Municipal. Sobre os efeitos dos processos de transição nos resultados das autárquicas de 2013 no distrito, Fernando Costa, que é também presidente da Comissão Política Distrital do PSD, acredita que a situação política e económica do País, o desgaste do Governo nessa altura e os impactos da reforma da administração local terão mais influência do que a mudança de candidatos. Maria Anabela Silva Impedidos de concorrer por outro concelho... ou não Por esclarecer, está ainda a possibilidade de os autarcas que estejam impedidos de se recandidatar poderem concorrer a outros municípios, uma vez que há quem defenda que a lei não o impede. Em declarações recentes ao Público, o constitucionalista Vital Moreira considera que a actual lei restringe apenas uma candidatura ao mesmo cargo. Ora, se for noutro município já não é o mesmo cargo e logo pode candidatar-se outras vezes seguidas, alega. No entanto, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, já assegurou que a nova lei eleitoral autárquica irá clarificar essa situação, incluindo um artigo que imponha a impossibilidade de os presidentes de câmara e das juntas se recandidatarem após terem cumprido três mandatos consecutivos. BREVES Distrital da JP Diogo Carvalho apresenta candidatura Estudante de Economia e presidente da concelhia de Caldas da Rainha da JP, Diogo Carvalho, 18 anos, vai candidatar-se à liderança da distrital de Leiria da Juventude Popular. As eleições estão marcadas para sábado no decorrer do I Congresso Distrital de Leiria da JP, a realizar no Bombarral. Entre as prioridades da candidatura está a implementação da distrital e o fortalecimento da organização no distrito, de forma a catalogá-la efectivamente como uma alternativa à altura do jovem exigente. Diogo Carvalho quer ainda que a JP distrital se demarque do célebre centrão e que seja uma instituição aberta à sociedade e disposta a colaborar na resolução real dos principais problemas dos jovens. FERNANDO COSTA Função: presidente da câmara de Caldas da Rainha desde 1985 Idade: 59 anos Actividade profissional: advogado Possíveis sucessores: Tinta Ferreira, Hugo Oliveira ou Maria Conceição Brets (todos vereadores) Marinha Grande ANTÓNIO LUCAS Função: presidente da Câmara da Batalha desde 1998 Idade: 53 anos Actividade profissional: bancário Possíveis sucessores: Paulo Batista dos Santos (deputado do PSD), Cíntia Silva (vereadora) JORGE BARROSO Função: presidente da Câmara da Nazaré desde 1993 Idade: 56 anos Actividade profissional: engenheiro electrotécnico Possíveis sucessores: Miguel Sousinha (presidente na Nazaré Qualifica e administrador da Lena Turismo) e António Salvador (vereador e presidente dos TSD Trabalhadores Sociais- Democratas no distrito) José Seguro visitou empresas e FAG O secretário-geral do PS, José António Seguro, esteve, ontem na Marinha Grande, onde visitou as empresas Famolde e Inteplástico e o Centife (Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos). No sábado, o líder socialista passou também pela Marinha Grande, para visitar a Feira do Artesanato e Gastronomia (FAG). António José Seguro jantou com os presidentes das câmaras de Leiria e Marinha Grande, bem como outros militantes e simpatizantes do PS. O arroz de marisco, considerado uma das sete maravilhas da gastronomia, captou a atenção do líder socialista, que deixou para outro dia a prova desta iguaria. TELMO FARIA Função: presidente da Câmara de Óbidos desde 2001 Idade: 40 anos Actividade profissional: professor universitário e investigador Possiveis sucessores: Humberto Marques (vice-presidente da câmara) ANÉ GRANJA NARCISO MOTA Função: presidente da Câmara de Pombal desde 1994 Idade: 65 anos Actividade profissional: engenheiro Possíveis sucessores: Diogo Mateus (vice-presidente da câmara), João Coucelo (médico e vogal do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Leiria- Pombal), Manuel Rodrigues Marques (presidente da concelhia do PSD e da Associação de Industriais do Concelho de Pombal) e José Grilo (médico e presidente da Assembleia Municipal) JOÃO MARQUES Função: presidente da Câmara de Pedrógão Grande desde 1997 Idade: 51 anos Actividade profissional: foi director de estabelecimentos de ensino e empresário Possíveis candidatos: alguém da sua actual equipa, estando também referenciada uma pessoa natural do concelho mas a residir em Lisboa Alcobaça Deputado questiona ministro sobre quartel O deputado do PSD na Assembleia da República Paulo Batista Santos questionou o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, sobre o ponto de situação o projecto para a construção de um novo quartel para instalar o destacamento da GNR de Alcobaça. A obra está prevista no âmbito de um protocolo assinado, em Fevereiro de 2009, entre a Direção-Geral de Infra-Estruturas e Equipamentos (DGIE) do Ministério da Administração Interna, a Câmara de Alcobaça e a GNR, e que previa a construção do quartel num terreno cedido pelo município, junto à Escola Profissional de Agricultura de Alcobaça. De acordo com o protocolo, a câmara custearia a obra, sendo depois ressarcida pela Direção-Geral de Infraestruturas e Equipamentos.

12 12 15 de Dezembro de 2011 SOCIEDADE EDUCAÇÃO JORNAL DE LEIRIA PUB Ministério da Educação reforça História, Geografia e Ciências Inglês obrigatório durante cinco anos Nuno Crato quer um ensino mais baseado no conhecimento científico. O ministro da Educação apresentou a proposta de revisão curricular, que vai estar em discussão pública até 31 de Janeiro. Os principais pontos passam por o ensino do Inglês ser em regime obrigatório por cinco anos a partir do 2º. ciclo e pelo reforço da carga horária das disciplinas de Geografia, História e Ciências Naturais. Curiosamente, registar-se-á uma redução do horário semanal dos alunos na maior parte dos casos, cortando em disciplinas como Formação Cívica e acabando-se com a segunda opção anual no secundário. A História e Geografia nos 7º e 9º anos aumentam uma aula por semana. O mesmo sucede em Ciências Naturais e Fisico-Química, nos 7º, 8º e 9º anos. A disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação passa a ser leccionada no 2º ciclo, deixando de existir no 9º ano. A disciplina de Educação Visual e Tecnológica é substituída pelas disciplinas de Educação Visual e de Educação Tecnológica, no 2º ciclo, cada uma com programa próprio e com um só professor, ao contrário do que sucede actualmente, sendo gerida por dois docentes. O apoio ao estudo passa a ser facultativo no 2º ciclo. A proposta é de cinco tempos por semana para Estou muito satisfeita. Sinto que já começa a haver alguém a pensar que não é importante só saber ler, escrever e contar. Só se falava em reforçar o Português e a Matemática. A História e a Geografia são duas áreas fundamentais na formação dos jovens. São disciplinas muito transversais, que abordam desde questões sociológicas, ambientais, políticas e económicas. Neste momento temos uma carga horária tão diminuta, que não permite abordar as matérias de forma aprofundada. Alguns temas mereciam mais discussão dos alunos. Célia Afra, coordenadora do subdepartamento de Geografia, Agrupamento de Escolas D. Dinis Parece-me uma medida acertada. Com o Tratado de Bolonha e o proseguimento dos estudos universitários com hipótese de estágios no estrangeiro, o inglês permite uma comunicação universal não só a nível dos estudos como a nível empresarial. Esta disciplina dá aos alunos algumas competências que andam um pouco dispersas. Espero que a carga horária não seja apenas de 90 minutos por semana, porque é impensável dotar os alunos com comunicação escrita e oral apenas com esse tempo. Filomena Miranda, professora de Inglês e sub-directora, Escola Secundária de Pombal os alunos do 5º e 6º anos tirarem dúvidas e haver aulas extras das disciplinas que os alunos têm mais dificuldades. Este apoio será fora do horário formal. No 12º ano, os alunos passam a ter menos quatro aulas semanais, passando a ter cerca de três horas por dia. O Ministério da Educação entende que se trata de um ano final com exames, pelo que é preferível focalizar a atenção do aluno no conhecimento fundamental proporcionando uma melhor gestão do tempo de estudo. EC De tudo o que ouvi não há nada que discorde. Parece-me que as medidas propostas irão contribuir para uma melhoria do ensino. Concordo com o reforço do Português, Matemática, História e Geografia e com a eliminação da Informática no 9º. ano, uma vez que, nessa altura, eles já dominam bem os computadores. A obrigatoriedade do Inglês é também positiva porque quando os alunos chegam a uma determinada altura do seu percurso académico há livros que só estão em inglês e é importante terem o domínio da língua. Carlos Gonçalves, elemento da Associação de Pais, Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria Secundária Afonso Lopes Vieira, em Leiria Falta de computadores pode levar ao fecho de cursos A falta de computadores pode levar a Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, em Gândara dos Olivais, Leiria, a encerrar cursos no próximo ano lectivo. Em declarações à Agência Lusa, Pedro Biscaia, director do estabelecimento de ensino, explicou que os computadores têm uma média de seis anos. Ao nível do hardware e da rede o sistema informático está perfeitamente desactualizado. Se não nos for dada uma resposta até ao final de Abril - que é quando definimos a nossa oferta educativa - teremos de fechar cursos que utilizam software mais evoluído, como Design Gráfico e Audiovisuais, lamenta o professor, adiantando que em causa estão cerca de 120 alunos que actualmente frequentam aqueles cursos. O director da escola frisa ainda que o estabelecimento - que possui 960 alunos, 115 professores e 34 funcionários - também necessita de obras urgentes, chovendo dentro do pavilhão gimnodesportivo. O estabelecimento de ensino já não irá beneficiar da intervenção da Parque Escolar - entretanto suspensa pelo Governo - e que estimava um investimento de 12 milhões de euros, nem existe um plano B para reforço das verbas de manutenção e conservação e de reapetrechamento informático, critica Pedro Biscaia. Encontros internacionais ESAD.CR recebe de Estudantes das Artes da Animação Termina hoje a quinta edição dos Encontros Internacionais de Estudantes das Artes da Animação FIRST da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR), do Instituto Politécnico de Leiria (IPL). O tema em destaque na edição deste ano foi Videojogos e animação, contando com a participação de especialistas oriundos de empresas especializadas e instituições de ensino superior nacionais e internacionais. Estes encontros pretendem apresentar e explorar o carácter irreverente, inteligente, artístico e experimental dos estudantes, por um lado, das artes em geral e da animação em particular, despertando todos os sentidos e capacidades criativas dos estudantes, professores e público envolvido. Apoio estende-se a idosos Escolas de Leiria na Missão Sorriso Três escolas do distrito de Leiria participaram no CD duplo da Leopoldina, no âmbito da Missão Sorriso. Os alunos do Colégio Dinis de Melo interpretam o tema Olha a Bola Manel. A Escola Secundária D. Pedro I, de Alcobaça, participou com o clássico O Mar Enrola na Areia, enquanto a Escola Secundária Raul Proença, de Caldas da Rainha, com o tema Fui ao Jardim da Celeste. O CD da Missão Sorriso está disponível em todas as lojas Continente e Continente Online pelo valor de três euros, sendo que por cada CD vendido, o Continente doa um euro para apoiar esta missão, que este ano alargou o apoio aos idosos e aumentou a sua área de influência, passando agora a estar presente em mais localidades, de norte a sul do país. Este ano foram também convidados, pela primeira vez, a apresentar projectos a concurso todos os Hospitais e Agrupamentos de Centros pertencentes ao Serviço Nacional de Saúde e as instituições sem fins lucrativos e de interesse público que actuam nas áreas da saúde maternoinfantil ou da saúde dos idosos.

13 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE 15 de Dezembro de Terminou o Conselho Europeu, suposto ser de todas as decisões, com o resultado de ter criado mais problemas do que aqueles que resolveu. Desde logo a decisão política de oficializar a divisão entre os países supostamente disciplinados e cumpridores e os outros, os incumpridores e os relapsos, entre os quais Portugal. As consequências desta decisão, em conjunto com o limite dos défices orçamentais de meio por centro, limite a ser inscrito nas constituições nacionais, bem como a penalização da fuga às regras estabelecidas por decisão de uma maioria relativa de países membros, terá enormes consequências negativas e só o futuro nos dirá com que efeitos. Entretanto não acredito que estas medidas, ou as outras assumidas no plano financeiro, em particular no plano do Banco Central Europeu, acalmem os financiadores dos países europeus. Bem pelo contrário, a minha expectativa é de que os financiadores continuem a carregar na tecla da subida dos juros, pela razão simples de que acham mole a gestão da crise feita pelas diferentes instituições e dirigentes da Europa e nisso não se enganam. De facto, a cacofonia é de tal ordem que qualquer decisão tomada nestas circunstâncias não é credível. Mas mais espantoso é que os líderes europeus não se preocupem com a verdadeira causa da crise europeia: ser hoje a oferta de bens e de serviços no mundo muito maior do que a procura e que uma grande parte da oferta chega á Europa vinda do Oriente, em particular da China. O que, a manter-se, provoca um desequilíbrio permanente na economia europeia, sem nenhuma hipótese de crescimento económico na Europa e com o desemprego a subir. Ou seja, os dirigentes europeus não tratam, ou tratam bastante mal, os problemas que enfrentam a curtíssimo prazo e esquecem completamente as questões, bem mais importantes, que se avolumam no horizonte previsível. No curto prazo, a questão dos ataques às dívidas dos países não terá solução enquanto o Banco Central Europeu não for dotado da capacidade de um verdadeiro banco central, capacidade idêntica à da Reserva Federal dos Estados Unidos, isto é, com a possibilidade de emitir moeda e acabar com a situação anómala de o euro estar sob ataque e, ao mesmo tempo, se valorizar no Crónicas sobre o futuro A crise europeia Os dirigentes alemães não têm o direito de numa Europa a vinte e sete impor as suas frustrações históricas aos outros povos HENRIQUE NETO empresário mercado relativamente a outras moedas e em particular ao dólar. Sendo que a emissão de moeda teria como consequências naturais a desvalorização do euro (de facto repor o valor com que o euro nasceu em relação ao dólar ) e o crescimento de alguma inflação, que são factores que contribuiriam para penalizar os donos do dinheiro pela especulação feita, melhorar a competitividade das exportações europeias e dificultar as importações, fazendo portanto crescer a economia da Europa. Relativamente ao medo histórico dos alemães do descontrolo da inflação, esta é hoje uma quase impossibilidade, seja porque os instrumentos de controlo dos bancos centrais é muito mais sofisticado do que no passado, seja, principalmente, porque uma parte importante dos consumos europeus são fornecidos a partir do Oriente, o que não deixa grande margem de manobra aos produtores europeus para aumentar os seus preços. Além de que os dirigentes alemães não têm o direito de numa Europa a vinte e sete impor as suas frustrações históricas aos outros povos, para mais em condições totalmente diversas das do passado. É neste contexto absurdo de decisões erradas, ou simplesmente contraditórias, que emerge a questão da qualidade política dos representantes da generalidade dos países membros da União Europeia, que aceitam todos os vexames, prepotências e imposições vindas da do eixo Merkel e Sarkozy, no que podemos considerar uma demissão vergonhosa das responsabilidades que lhes foram confiadas pelos seus eleitores. Portugal não é excepção e envergonha ver o esforço feito pelo primeiro ministro Passos Coelho para justificar o injustificável e ser parte silenciosa dos erros e das omissões que estão a destruir o projecto da União Europeia e do euro. A mera aceitação de incorporar, por imposição externa, na Constituição da República o limite de meio por cento de défice orçamental, é não apenas a aceitação da incapacidade de nos governarmos, mas também um insulto à inteligência dos povos, porque o seu efeito prático no actual contexto é obviamente nulo. Para mais quando nada de inteligente é feito para prever o futuro da economia europeia e de actuar em conformidade. PUB

14 14 15 de Dezembro de 2011 ENTREVISTA SOCIEDADE JORNAL DE LEIRIA Ana Cristina Mangas, especialista da Unidade da Dor Dor crónica custa três mil milhões de euros por ano Fala da profissão com um brilho nos olhos. Defende o reconhecimento da dor crónica como uma doença e considera que o centro- -hospitalar de Leiria tem uma excelente liderança. Concorda com o princípio do utilizador-pagador, mas receia que a triagem não seja bem feita e que o acesso aos cuidados de saúde seja problemático. Afirma que o hospital de Leiria tem condições para ser um grande centro-hospitalar Textos: Elisabete Cruz Fotos: Ricardo Graça A dor é um problema de saúde pública? É um problema de saúde pública que só agora começa a ser reconhecido pelo Ministério da Saúde e dentro do meio médico. Tem custos elevadíssimos e como tal é preciso fazer alguma coisa. A dor mais frequente é a osteoarticular e a dor oncológica. No hospital de Leiria cerca de 60 a 70% são situações de dor crónica não oncológica. Já existem dados epidemiológicos que indicam que quase três milhões de pessoas sofrem de dor crónica moderada a intensa, o que significa que têm um nível de dor com implicação grave ao nível da qualidade de vida. É nesse sentido que é necessário intervir e divulgar a dor crónica mesmo dentro do meio médico, porque a dor está um pouco associada à inflamação, daí que a própria postura do clínico, por vezes, seja a do doente ter que sofrer. Há falta de sensibilidade nos médicos de família? Não diria que há falta de sensibilidade. Os médicos de família têm uma proximidade tal com o utente que os obriga a distinguir o que é que é fundamental. Perceber que a dor é importante é algo para a qual podem não estar tão alertados. São muito sensíveis à tensão arterial, ao aparecimento de outras doenças crónicas e ao seu controlo, mas começa também a haver grande sensibilidade à dor, porque isso tem um componente gravíssimo no dia-a-dia em termos de custos. O estudo epidemiológico que foi feito em Portugal pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto chegou à conclusão que os custos directos associados à dor crónica são de três mil milhões de euros por ano. Está a referir-se ao absentismo ao trabalho? A causa mais frequente é a dor osteoarticular, o que é natural. Temos uma população cada vez mais velha e isso leva a que esses problemas se tornem cada vez mais prevalentes, com tendência a agravar-se. Os custos a que me referi são valores directos, ou seja, custos com medicamentos e exames complementares. O que quer dizer que quando se fala de absentismo os custos são muito maiores. O hospital de Leiria é um exemplo de gestão. Existe muita pressão sobre os médicos na contenção de custos? O hospital de Leiria tem evoluído muitíssimo e num sentido muito positivo. Provavelmente já estamos a trilhar um caminho que o resto do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai ter de fazer. Também existe um esforço grande do ponto de vista clínico, para, cada vez mais, sermos melhores. Temos a noção que é necessário conter os custos e responder ao desafio. Na situação actual, talvez o facto dessa atitude ter sido muito previdente nos permita agora estar numa situação mais confortável do que outros hospitais. Há uma coisa que é notória: trabalha-se muito e isso é compensador quando sabemos que há resposta. O SNS vai ser confrontado com um concorrente directo, o sistema privado, e só pode continuar a subsistir se for sustentável. Mas tem de ter qualidade. Por parte dos profissionais de saúde tem que haver a noção de que é necessário investir mais. Os tempos que se avizinham vão ser difíceis porque vai ter de haver contenções, mas é preciso ter um rumo e uma liderança e em Leiria temos uma excelente liderança. As taxas moderadoras subiram para o dobro. A saúde está a tornar-se inacessível a alguns? É um receio que todos temos. São nestes tempos de grande dificuldade que as mudanças se fazem e podem ser para melhor. Não vai ser fácil. Ao longo destes anos, tenho notado uma noção de desvalorização do hospital público, que era o local para o pobre, para quem ia porque não tinha recursos. As pessoas diferenciavam- -se, muitas vezes, pelo facto de irem ou não ao hospital público, apesar de se saber que os profissionais de saúde são os mesmos que no privado. Acho que a tal factura pro-forma não seria má ideia, porque as pessoas não têm noção de qual é o custo de vir a uma urgência, ter um conjunto de especialistas que estão disponíveis para atender uma determinada situação. Tenho também muito receio em relação à política do medicamento. Obviamente que os genéricos são importantes, mas o processo não foi bem conduzido desde o início. Compreendo e até concordo com o princípio do utilizador-pagador, agora não sei se vai haver uma boa triagem de quem realmente precisa e isso vai ser dramático. Começam já a aparecer pessoas que não compram os medicamentos porque não têm dinheiro. Mesmo dentro da classe médica continuam a esgrimir-se muitos números. Um dado adquirido é que há uma concentração excessiva de médicos em alguns locais em detrimento de outros. E isso sucede em Coimbra, em relação a Leiria. Leiria tem condições para ser um grande centro-hospitalar, pela população que serve, pela implantação e pelas vias rodoviárias que existem Existe lobby? É verdade e é necessário mudar. Tudo isto começa a fazer sentido quando passamos para o papel do contribuinte e aí dá que pensar ter duas urgências abertas na mesma localidade. É paradigmático, por exemplo, não haver neurocirurgia em Leiria e isso tem custos complexos. Há outras especialidades de que estamos carentes. Falo da dificuldade que temos quando necessitamos de uma opinião avalizada de um especialista e ele não está presente, tendo de referenciar o doente para outra unidade hospitalar. Mas acredito que Leiria vai crescer muito e isso é um desafio. Como clínica também é preciso perceber que há um investimento muito grande do ponto de vista médico. É uma carreira longa, muito técnico-científica e necessita de um conjunto de investimentos que, muitas vezes, leva a que as pessoas tendam a ficar em núcleos que lhes garantam a formação. A própria formação diferenciada e pós-graduada é feita em grandes centros e ao tomar-se essa decisão vai fazer com que tudo fique na mesma. Também não somos um país grande e com o conjunto de acessibilidades que existem podem já não se justificar grandes instituições. Para mim, a espiritua Como é a relação do médico com um doente que tem consciência que vai morrer? As experiências menos positivas devem servir como um grande ensinamento. Perceber o que correu menos bem faz-nos pensar de forma diferente, olhar para dentro, o que também tem muitas emoções à mistura. Tento sempre lembrar-me das coisas que correram bem porque nos faz sentir mais completos e úteis. O doente terminal é complicado. Aquilo que os grandes mestres e a experiência nos ensinam é que cada dia é um dia. Não se trata de dar esperança. A morte é inevitável. O profissional que lida com a dor tem de ter sempre em atenção uma coisa que se chama o burnout, que tem a ver com nós identificarmo-nos com o doente e deixarmo-nos levar do ponto de vista psicológico e da emoção. Mas é uma questão de nos focarmos naquilo que é importante. Costumo dizer que as coisas mais pequenas são as mais importantes do nosso dia-a-dia. A esperança de vida que se estabelece numa determinada situação é previsível, mas também é muito imprevisível. Às vezes a diferença está em permitir que os doentes cumpram a sua missão. Temos de ter alguma sensibilidade com esses doentes e depois há muitas técnicas para lidar com a situação. Por exemplo, quando pedem o nosso apoio para ajudar um doente numa fase terminal devido a uma dor crónica e depois nos dizem que conseguiram fazer a higiene sem o doente se queixar e a família conseguiu estar com ele, isso dá-nos tranquilidade. Uma coisa é absolutamente fundamental: a sensação de dever cumprido. É isso que fica. Ser médico tem muitas facetas e essa é uma missão que é importante e para a qual nem todos estão muito vocacionados. Acredita em Deus? Para mim a espiritualidade é muito importante. Naqueles momentos mais difíceis de gerir e em que ficamos mais emocionados é preciso mais qualquer coisa. Existem n exemplos de médicos que do ponto de vista espiritual e filosófico têm esse tipo de preocupações. Há uma coisa que é fundamental e temos de estar muito atentos que é a humanização dos cuidados de saúde. Não é só ter meios que permitam que as pessoas sejam acompanhadas.

15 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE ENTREVISTA 15 de Dezembro de A anestesia tem um bad name A anestesia ainda é algo mítico para os utentes. Anestesia é aquilo que se diz que tem um bad name. As pessoas normalmente interpretam a anestesia como algo entre o mítico e o fantástico, em que o doente apaga, o que é encarado com algum receio. Perante um procedimento cirúrgico programado muitos dos nossos utentes têm receio da anestesia porque acham que depois não acordam. É essencial passar a mensagem de que a anestesia hoje em dia é muito segura. É de 150 mil a probabilidade de haver uma morte. Obviamente estamos a falar em situações em que o risco associado seja baixo. A anestesia é um método absolutamente científico e é muito importante o anestesista ter conhecimentos transversais. O anestesista é ainda perito no doente crítico, mas também é um especialista em reanimação, como tal dá o seu contributo não só nos cuidados intensivos, mas também em termos de reanimação. Já passou por alguma situação complicada na reanimação? Por muitas. Também já são mais de 15 anos ligados a esta profissão. Há sempre muitas histórias que nos tocam. Algumas pelo seu drama associado. Sabemos que a nossa contribuição fará a diferença e isso dá-nos uma sensação de lutar contra a inevitabilidade. Reverter uma situação que era quase inexorável deixa-nos bem. E depois há as outras situações que não correm tão bem... A cara pela dor Anestesiologista de formação, é o rosto de Portugal na campanha Change Pain, que visa aumentar o conhecimento sobre as necessidades dos doentes com dor crónica intensa e desenvolver soluções para melhorar o controlo da dor. Há 12 anos no Hospital de Santo André, em Leiria, Ana Cristina Mangas é uma das especialistas da consulta da Unidade da dor Crónica. Casada com o presidente do Instituto Politécnico de Leiria, Nuno Mangas, tem dois filhos. Viajar é uma paixão que insiste em fazer em família. Nem é tanto como turista, mas no contexto de conhecer um espaço, trocar ideias, perceber por que é que é desta e não daquela maneira. É das coisas mais interessantes e das vivências enquanto família que ficam. Isso é faz a diferença. A leitura e a música são outros dos seus interesses. Não tenho tempo para ler aquilo que gostava. Sou muito musical. Gosto de ter a minha música por perto. Sempre que tenho uma folga vou assistir a espectáculos, seja teatro ou música. Com uma vida tão agitada que lhe rouba muito tempo, Ana Mangas dá importância às coisas pequeninas. Para mim dar uma voltinha aqui ou ali funciona como um balão de oxigénio. lidade é muito importante A humanização deve fazer parte da formação? O aluno que vai para medicina tem notas altíssimas, ou seja, possui capacidade do ponto de vista científico. Mas é preciso, cada vez mais, não esquecer as qualidades humanas. Isso faz-se obviamente dentro da formação. Nas carreiras médicas o exemplo que vem dos nossos mestres é fundamental. É preciso fazer humanização em qualquer das especialidades. Esse é um dos desafios que se colocará quando, devido aos constrangimentos de ordem orçamental, nos pedirem para ver mais doentes. Não podemos esquecer a questão da humanização nessa voragem científica das normas. O objectivo é que o doente tenha o mesmo tipo de cuidados e de oportunidades, mas é necessário ter uma visão personalizada de caso a caso. É por isso que é preciso o médico, senão o médico acabava. Introduziam-se os sintomas num sistema computorizado e saía no outro lado uma receita fantástica. Com tantos afazeres sobra- -lhe disponibilidade para a família? A família está em primeiro lugar, mas tem que ser muito paciente. Sei que percebe o desafio. Às vezes também temos de fazer escolhas. Depois a instituição família é fundamental, nomeadamente os avós. É óptimo ter a sorte de poder contar com eles, porque são ligações que se estabelecem no trajecto daquilo que foi a nossa vivência. Obviamente que há novas formas e que também têm o seu valor, mas os avós são uma contribuição muito grande. É casada com o presidente do IPL, é difícil encontrarem espaço para programas em família? Sendo ocupado tem um conjunto de características para perceber a disponibilidade. Num casal é necessário definir as nossas prioridades e tem de se ceder um pouco. Todos nós cedemos, a grande capacidade é ceder e depois gostarmos das coisas pequenas e aproveitarmos o tempo juntos. Claro que não é tudo perfeito, mas também ninguém quereria uma vida perfeita, no sentido de altamente padronizada. Para quem lida com coisas tão complexas é importante também dar alguma margem para que as coisas aconteçam e investir muito no dia-a-dia. Mas não há receitas milagrosas. Que remédio utiliza para fazer esquecer os dramas que encontra na sua profissão? Gosto muito de cozinhar. Costumo dizer que há daqueles dias em que só me apetece ir para casa e cozinhar. Na cozinha faço coisas simples e gosto de inventar, de fazer comida chinesa à nossa maneira; gosto de inovar e misturar coisas daqui e dali; e gosto de comida tradicional portuguesa. É um desafio fazer uma feijoada ou um bom cozido à portuguesa. Também gosto de fazer doces. É algo que liberta um bocado a cabeça. Mas tenho pena de não ter tempo para outras coisas, por exemplo, uma das coisas que gostava imenso era de aprender canto. Tive algum trajecto de educação musical quando era jovem. O domínio da voz enquanto instrumento é algo que me continua a fascinar, mas vou ter de deixar isso para muito mais tarde. Também gostaria de fazer desporto, embora faça muitas caminhadas. Eu e o meu marido temos investido um bocadinho nessa área. Acho que é importante ter alternativas.

16 16 15 de Dezembro de 2011 SOCIEDADE OPINIÃO JORNAL DE LEIRIA Nos seus 35 anos de democracia, Portugal venceu o desafio da democratização do acesso à educação e aproximou-se dos níveis de qualificação europeus. Ainda que muitas das promessas da escola pública tenham sido apenas parcialmente cumpridas e que o acréscimo das qualificações não tenha sempre vindo acompanhado de maior justiça social e de crescimento, a verdade é que a educação está no centro do aprofundamento da democracia e da possibilidade do desenvolvimento. As perspectivas com que se confronta hoje o campo educativo são, contudo, desoladoras. A situação das finanças públicas reclama um conhecimento e avaliação exigente de todos os compromissos públicos, identificando despesa desnecessária, supérflua e geradora de injustiças sociais e distinguindoa da que é indispensável, que colmata problemas sociais graves e qualifica o país. Por isso mesmo, a fragilização da educação não pode ser o objectivo de uma política que enfrente as dificuldades e o défice económico e social do país. A escola pública de qualidade e a promoção da investigação científica são uma parte fundamental da solução e não uma parte do problema. Corte de 864 milhões de O p i n i ã o Que futuro para a Educação euros em 2012 na educação e ciência atira Portugal para a retaguarda da União Europeia em matéria de investimento no ensino. Em 2010, as despesas do Estado com a educação representavam 5% do PIB; passarão agora a apenas 3,8%. Na UE, a média é de 5,5% e na Eslováquia que estava no final da tabela, rondava os 4%. Esta escolha terá um efeito devastador nas escolas, e portanto, sobre as crianças e os jovens que construirão o futuro do País. Se esta política for avante, as escolas e as universidades perderão milhares de professores necessários, muitos recursos fundamentais e assistiremos inevitavelmente à degradação das condições de aprendizagem, com o aumento do número de alunos por turma e o término de algumas experiências fundamentais de combate ao insucesso escolar. A situação das finanças públicas não pode, portanto, servir de argumento para deteriorar a vida nas escolas, precarizar as relações de trabalho e hipotecar o futuro da educação. Os défices da escola pública não se resolvem, tampouco, com a dualização do sistema educativo nem com a estratificação das vias escolares, abandonando o mandato democrático que estabelece que a escola deve garantir a igualdade, em A limitação do investimento na investigação anuncia a prazo o fim das redes de produção de conhecimento científico que constituem um dos mais preciosos recursos que o país criou nas últimas décadas ORLANDO FERNANDES jornalista lugar de promover a desigualdade como programa de política educativa. O discurso segundo o qual estamos perante um abaixamento generalizado das competências e que isso exige como resposta que a escola volte aos conhecimentos básicos não se fundamenta em nenhum diagnóstico comprovado nem na apresentação de qualquer dado objectivo. Sem base na realidade, o seu efeito é, pelo contrário, expurgar tudo o que na educação escolar possa ter uma relação com a vida quotidiana, com o mundo da vida dos jovens, com as capacidades, competências e conhecimento ligados à cidadania, à promoção do pensamento crítico, da participação ou da curiosidade científica. No Ensino Superior há uma séria limitação da actividade das instituições, rompendo-se metas estabelecidas e compromissos assumidos e agravando-se as condições de desigualdade no acesso e na frequência, seja através da pressão para o encarecimento da formação como forma de recolher receitas próprias, seja na diminuição das verbas disponíveis para a acção social escolar, seja na incapacidade de entender as qualificações produzidas como o principal recurso para um outro modelo económico. A limitação do investimento na investigação anuncia a prazo o fim das redes de produção de conhecimento científico que constituem um dos mais preciosos recursos que o país criou nas últimas décadas. Desperdiçar esse investimento e qualificação é eliminar uma das melhores possibilidades de reconstrução promissora do futuro do País. O nosso País confronta-se hoje com um cenário em que se propõe à escola pública e ao ensino superior que recue décadas, quer na definição do seu papel, quer nas suas formas de organização, quer nas modalidades pedagógicas a que recorre. Pelo contrário, precisamos, em particular em contexto de crise, de um sistema educativo que seja mais democrático, mais respeitador da diversidade e mais promotor da igualdade. A afirmação do conhecimento, da cultura e da cidadania obriga-nos, enquanto agentes da educação e da ciência, a utilizar todas as nossas energias contra o esvaziamento do papel do Estado na educação, o desmantelamento de políticas de combate às desigualdades escolares e contra uma reestruturação curricular cujo sentido seja a recuperação de uma escola conservadora contra a complexidade e a abertura que a sociedade de hoje exige. Ainda sobre Coaching Éimportante salientar que o coaching pode ser também uma boa ferramenta para desenvolver valores humanos como a verdade e a honestidade como por si só é uma filosofia em que o estabelecimento de princípios éticos está bem claro para quem o pratica. Já tive oportunidade de escrever neste espaço sobre valores humanos e considerei muito importante relembrar este tema e propor uma forma prática de os desenvolver nas organizações e na comunidade através desta ferramenta. Um dos âmbitos em que o coaching faz mais sentido é nos temas da ética. A ética é a ciência que estuda a bondade ou a maldade dos comportamentos humanos e como sabemos os seus limites quase nunca estão limitados o que não quer dizer que não existam pelo que necessitamos que alguém nos indique o qualificativo correcto em cada momento se não queremos tomar decisões equivocadas. A prudência é um bom ponto de partida para saber o que convém fazer (o que é bom) e como fazê-lo (quais são os meios mais necessários). Estar perante decisões difíceis, ou seja, sem uma resposta correcta à priori não significa que se tomem decisões ao acaso, podemos sempre recorrer a um coach. Um coach não é um psicólogo, nem um consultor, nem um psiquiatra, nem um curandeiro, nem um amigo, nem um confessor, a cima de tudo, não é um espião industrial de pessoas. A ética foi, durante algum tempo, considerada uma espécie de parente pobre do mundo dos negócios SANINA LEAL Consultora/formadora Para entender o que, é um coach, há que compreende-lo a partir de uma base ética. A ética foi, durante algum tempo, considerada uma espécie de parente pobre do mundo dos negócios. A certo momento, a projecção de mediática de diversos escândalos empresariais lançou o tema para um lugar que assim se pode definir: a ética é necessária para conter e impedir os excessos do mundo empresarial. O que acontece é que esta lógica ainda considera a ética como elemento exterior aos negócios e à gestão. É importante ser considerada como algo intrínseco à própria actividade gestionária, empresarial e económica. Por esta razão a ética faz parte integrante do coaching ou há coaching ético ou, por simplesmente, não há coaching. O processo de coaching envolve normalmente três entidades: o coach, o cliente e a empresa na qual este se insere. As considerações éticas não poderiam deixar de reflectir este triângulo. Deve sempre haver uma carta de direitos do coach, do cliente e da empresa, uma carta de deveres extraída do código de ética para aplicar ao coach e ao cliente. Um profissional de coaching deve ter bem enraizado valores como a verdade, confidencialidade, integridade, privacidade, honestidade, solidariedade, humildade, entre outros. No entanto estes são extremamente importantes para o desempenho da profissão e para conseguir passar esta filosofia nas empresas e na comunidade.

17 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE 15 de Dezembro de Logo que o actual governo foi empossado e que se anunciava a existência de um desvio colossal nas contas públicas, preparei-me para dizer adeus ao subsídio de Natal deste ano. Quando foi estabelecido o imposto extraordinário que me levou apenas 50% desse subsídio senti-me, apesar de tudo, aliviado por só ter perdido metade Agora, com a confiscação aos funcionários públicos e aos pensionistas da totalidade dos subsídios de férias e de Natal relativos a 2012 e 2013, sinto uma frustração profunda, não apenas por razões de eficácia e de equidade (da falta delas, claro), mas por ver que o governo optou por seguir o caminho mais fácil, apesar de claramente errado. É certo que herdou, não apenas um desvio colossal, mas vários e bastante vultosos, resultantes das políticas de rédea solta dos governos anteriores e, sobretudo, da confusão socrática de aspectos muito importantes das dívidas públicas, tomando o gerem- -se pelo geram-se! Foi um gerar vilanagem e o resultado está à vista. A frustração perante estes novos sacrifícios adicionais que agora nos são exigidos resulta, não só de serem profundamente injustos, iníquos, mas também, e sobretudo, pela sensação de que eles vão ser inúteis. Por este caminho, ao fim de dois anos de pesados sacrifícios, vamos ficar na mesma, se não piores do que estamos agora. Estas medidas não passam de paliativos para troika ver e são apenas uma via fácil de ganhar tempo. Não são uma forma sustentável de redução da despesa pública, ao contrário do que se quer fazer crer. O essencial da questão, o emagrecimento do monstro em que se converteu o Estado vai continuar à espera de melhores dias, como se houvesse melhores dias em perspectiva. Citando Mira Amaral (Expresso de 10/12) a reengenharia do sector público e a reforma da Administração pública, sem as quais o reforço de redução da despesa pública não é sustentável ( ) não se fazem com macroeconomistas, mas com gestores ( ) e isso não há no governo. O Estado (o governo) tem diante de si duas tarefas hercúleas, mas perante as quais vem mostrando sinais evidentes de hesitação, pelos mais diversos motivos, alguns mesmo inconfessáveis: a primeira, a de reduzir rapidamente o exorbitante volume de dívida pública que (sobretudo, e repito) o anterior governo deixou irresponsavelmente acumular; além disso, tem que, no prazo mais curto possível e de forma sustentada, reduzir os custos do aparelho do Estado e ao O p i n i ã o O País pode esperar? Quando foi estabelecido o imposto extraordinário que me levou apenas 50% desse subsídio sentime, apesar de tudo, aliviado por só ter perdido metade FRANCISCO J. MAFRA economista mesmo tempo torná-lo moderno e eficaz. Para estas tarefas, que facilmente se adivinhavam, não faltaram promessas eleitorais. Mas, uma vez no poder e tirando o embuste da redução do número de ministros, quase nada foi feito no sentido desejável. Secretários de Estado há-os em barda. Directores e subdirectores gerais, directores de serviços, adjuntos, assessores, consultores, secretárias, motoristas, contínuos, seguranças enfim todo um exército de gente, grande parte dela com mordomias que nos custam rios de dinheiro, em muitos casos fora de impostos, é praticamente o mesmo dia-a-dia de sempre. As economias de pessoal, não obstante a propaganda em contrário, contam-se pelos dedos. E se neste processo mudou alguma coisa, foram apenas as moscas. O resto, tudo como dantes: se os anteriores eram do PS, agora são do PSD ou do CDS. O bom entendedor percebe bem os critérios de recrutamento: se mérito, por acaso, existe é mesmo uma questão de sorte, aliás com muito menor probabilidade do que acertar no pleno do euromilhões. Há dias, um leitor/comentador anónimo de um conhecido diário económico afirmava no seu comentário: Para quê 3 governos e 333 deputados no Continente e ilhas, 308 câmaras, 4259 freguesias, 1770 vereadores, carros ( ) A Madeira, se fosse tratada em igualdade com o Continente teria 6 deputados e não 47. A AR, para ter um número de deputados equivalente ao da Alemanha teria que reduzir 50% ( ) Ocorre-me ainda perguntar, por minha conta e risco, o que é feito dos cerca de organismos mamantes do OE de que falava o Prof. Cantiga Esteves num seminário da Ordem dos Economistas há um ano atrás. Nesse número incluíam-se 639 fundações, 356 institutos públicos e 346 empresas municipais. Passado mais de um ano, o que é feito de todos estes centros de despesa? O País pode continuar a esperar sem que nada seja feito? Até quando? Em entrevista publicada no último número do Expresso (10/2), o PM de facto, o inefável ministro Relvas, afirmava com pompa mas sem circunstância: Temos uma estratégia: reformas. É cumprir ou falhar ( ) Este é o 1.º governo depois do 25 de Abril que não tem plano B. Li e fiquei, obviamente, ainda mais preocupado, mais desesperado, porque me pareceu que também não existe o plano A! Com esperança ou sem ela, desejo aos leitores um feliz Natal e um ano novo o menos adverso possível. Votos que torno extensivos à direcção e a todos aqueles que fazem o Jornal de Leiria. Snta Mónica, mãe de Constantino, terá rezado muito para que seu filho se convertesse ao cristianismo. Antes de uma batalha, no ano de 310, Constantino terá sonhado com a projecção de uma cruz no firmamento: In Hoc Signo Vinces. Por, mais lendário do que histórico, não sabemos se este facto corresponde à verdade; o que sabemos por dedução axiomática, é que Deus terá dotado o imperador com uma inteligência superior que o levou a concluir que só através de um denominador comum unitário, poderia manter estável o seu imenso império que cruzava toda a Europa e Ásia Menor desde a Península ibérica até ao Golfo Pérsico. Percebeu então que o fio condutor, favo unitário de consolidação cultural e dogmática poderia ser o cristianismo, religião que, não obstante ferozmente perseguida, estava já implantada em todo o seu vasto império. Pragmático, não hesitou: Centralizou a sede do império em Constantinopla, actual Istambul e assumiu o cristianismo, como religião oficial, primeiro através da liberdade religiosa, e depois pela imposição generalizada. O problema, é que os Cristãos Constantino e a Europa andavam desavindos com a controvérsia ariana, ou seja, a parte oriental da Igreja, considerava Cristo como Deus e a parte ocidental, entendia que o mesmo era o mais santo e o melhor dos homens, mas não propriamente divino. Constantino deitou as mãos à cabeça: Estão, andei eu a oficializar o Cristianismo, para que uma única identidade cultural e religiosa unisse o meu império e, estes cristãos, andam agora envolvidos numa polémica de lana caprina, uma guerra intestina que vai colocar em causa toda a minha estratégia? E não foi de modos: Meus senhores, decretou para os príncipes da igreja, quero-vos todos em Niceia. Por mim tanto me faz que Cristo seja ou não seja Divino. O que exijo é que se entendam. Ninguém sai do palácio sem que tenham chegado a uma conclusão e passem todos a falar à mesma voz. Estava convocado o primeiro concílio da Igreja. Ano de 325. Concílio de Niceia, na actual Turquia. E foi assim que nasceu a oração fundamental dos cristãos: Creio em Deus Pai, todo Poderoso e em Jesus Cristo seu único Filho Pergunta o leitor: Mas a que propósito vem isto? Pois é, vem a propósito de que a Europa está a precisar de alguém que A Europa tecnológica, recebe o dinheiro das suas vendas em troca dos produtos que deveriam ser produzidos na Europa intermédia ANTÓNIO SOARES leia a história e entenda que a sua unificação é de suma importância para a humanidade. Depois de Constantino foi o que se sabe: Desunião, guerras contínuas, proliferação de línguas múltiplas, milhões de mortos, não somente europeus mas também de outros continentes, arrastados para as nossas imensas trapalhadas. Não é possível, gerir uma moeda comum, com 27 primeiros-ministros e ministros das finanças, 23 línguas oficiais, todos e cada um a olhar para o seu umbigo. É verdade que os anglo-saxónicos, são mais disciplinados do que os latinos, mas também é verdade que, as economias mais fortes da Europa, estão a auto beneficiar-se prejudicando as economias mais frágeis. Quando a Alemanha, a França, a Inglaterra, vendem altas tecnologia aos Chineses, Indianos e outros, trocam as primeiras por produtos de tecnologias intermédias, até aqui produzidos pelos países do sul, abrindo o mercado europeu aos produtos dos segundos. Em troca de airbus, mirages, sistemas de navegação, mercedes, tecnologias hospitalares, microbiologias e outros, recebemos, têxteis, calçado, brinquedos, utilidades e por diante. Ou seja, a Europa tecnológica, recebe o dinheiro das suas vendas em troca dos produtos que deveriam ser produzidos na Europa intermédia. O problema é que com o mesmo dinheiro, uma fábrica de calçado em Portugal com 50 trabalhadores, pode pagar a mil operários na China. Tudo isto não seria problemático se a Europa fosse uma economia única. Troca por troca. Mas não é, e por isso, uns têm os resultados e outros suportam os prejuízos. Entendeu? É por isso, não por qualquer outra razão, que, ou a Europa segue rapidamente para o federalismo económico e depois para o político, como os USA e o Brasil, ou a Europa não terá qualquer futuro como zona económica consolidada. Ao mesmo tempo, deve a Europa obrigar os Ingleses, Dinamarqueses e outros, a definirem-se. Ou entram em pleno, ou saem de vez. Esta história de estar dentro quando nos convém, e fora quando nos apetece, deve acabar rapidamente. Enquanto isso, nós europeus, assemelhamo-nos a uma aristocrática procissão de cadáveres engravatados, a caminho do abismo. Que Santa Mónica reze muito para que Deus nos envie, rapidamente, um novo Constantino.

18 18 15 de Dezembro de 2011 SOCIEDADE JORNAL DE LEIRIA D o s l e i t o r e s Portagens ou situação de doutores e engenheiros? Moro em Leiria e no dia 19 de Novembro tive de me dirigir a Alcobaça. Espanto meu quando, subitamente, estou num dito IC19, o qual é a pagar. O meu carro não possui identificador, mas muito me espanto como fui cair numa armadilha destas, conhecedor desta zona desde que nasci. Onde falhei que não vi a placa indicativa de tal coisa? Mas, enfim, todos os problemas são resolvidos e este vai ser mais um, com certeza. Ora bem...carro sem identificador...e pagar nos correios cinco dias úteis após o dia a seguir da passagem...pois no dia 6 de Dezembro, deslocando-me na minha boa fé aos correios desta cidade, a resposta continuou a ser a mesma: não sabemos de nada. Estamos a aguardar. A minha questão é esta mesma: se tenho cinco dias úteis para pagar, mas se nesse mesmo tempo não estão as condições disponíveis nem reunidas, acho que após esse período não devia ser obrigado a pagar...vivemos numa democracia, acho eu. Se é para mim, também tem de ser para os outros, ninguém é o supra sumo. Acaba por não ser uma questão de valor a pagar, neste caso um euro e quinze cêntimos, mas fossem 50 ou 100 euros...é a incoerência da situação. Acho uma injustiça que passado este tempo ainda não estarem activas as condições de pagamento. Deve ser mais uma situação de doutores ou engenheiros que recebem o que recebem e quanto à sua competência...muito deixam a desejar. Imaginem um hospital estar aberto a cirurgias sem as ditas máquinas que operam...isto cabe na cabeça de alguém? Espero uma resposta de alguém com capacidade para tal. Ricardo Leal, Leiria A enfermagem dá saúde a Portugal Nos tempos actuais, o saber que a enfermagem detém deve ser mobilizado para proporcionar conhecimentos e soluções de cuidados para todos os cidadãos, tendo em vista a equidade. A potenciação de projectos de promoção da saúde que levam a menos gastos, ou seja, tornando a saúde mais eficiente e sustentável, é também uma oportunidade a não perder. Os enfermeiros devem pensar global e agir local, onde a sua motivação é fundamental para mobilizar projectos com pro-actividade e empreendedorismo. Acredito que os enfermeiros não se rendem às dificuldades. É verdade que a profissão não tem sido devidamente respeitada pelos políticos e gestores deste País. No entanto, a maioria dos cidadãos residentes em Portugal, utilizadores dos cuidados de enfermagem, sabem bem qual é o valor destes profissionais, sabem que precisam de nós para terem saúde. Os enfermeiros não irão permanecer passivos a aguardar que os outros façam por si o que desejam; têm e devem ser os enfermeiros, e as suas organizações representativas, onde incluo a Ordem dos Enfermeiros, a dar visibilidade à sua importância e necessidade. É verdade que a maioria dos profissionais não se revêem nesta Ordem. Isto porque existe uma profunda confusão instalada entre o papel regulador da Ordem e o papel de defesa de direitos dos trabalhadores das estruturas sindicais. Sou de opinião que a falta de comunicação interna dos órgãos da Ordem para com os seus membros é potenciador para este não reconhecimento, embora também alguns enfermeiros, penso que devido a desmotivação, não procurem a informação necessária. Por fim, a Ordem nem sempre tem feito as melhores escolhas dos caminhos a percorrer nos momentos correctos, como foi o exemplo do aumento de quotas num momento de crise. Estas situações são incompreensíveis para os enfermeiros! É preciso aproximar a Ordem aos enfermeiros, promover a defesa da sua dignidade e valor social em momentos, como os actuais, em que são constantemente ameaçados e, infelizmente, abusados por pessoas e instituições sem escrúpulos. Lamento ainda que o financiamento das instituições de saúde apenas tenha em consideração os actos médicos. O financiamento institucional está desadequado face à realidade actual. Convém esclarecer que a esmagadora maioria dos cuidados de saúde, prestados nas instituições, é realizado por enfermeiros, sendo que praticamente apenas os cuidados médicos são contabilizados para efeitos de financiamento institucional! A título de exemplo, as consultas médicas, os diagnósticos médicos, as urgências atendidas e as altas dadas, são actos médicos que contribuem para financiar qualquer hospital. Por outro lado, todos os cuidados de enfermagem prestados aos utentes não são considerados nessa contabilização. Ora, sabendo que existem outros cuidados de saúde prestados nas instituições para além dos médicos, é um erro continuar com esta metodologia. Existem diversos países onde as instituições também são financiadas pelas intervenções dos enfermeiros, pelo que não há necessidade de inventar a roda. Porém, também reconheço que esta é uma mudança estrutural, diria mesmo paradigmática, a ser operada. Germano Couto, Presidente da Secção Regional Norte da Ordem dos Enfermeiros Amigos da Cercilei Cerca de 200 amigos da Cercilei abraçaram no passado dia 26 de Novembro, no restaurante Os Morgatões, o Jantar de Solidariedade Social O sabor do seu Sorriso a favor da instituição. Receberam a luz, a cor e a alegria dos nossos jovens, tornando esta noite, especial e mágica no domínio da solidariedade. Uma noite repleta de boa disposição, música e dança, uma noite sem igual nesta quadra natalícia. Só possível com o empenho de todos, a Cercilei agradece ás entidades oficial, nomeadamente Câmara Municipal de Leiria, Governo Civil, Centro Distrital de Segurança Social, à comunicação social, às empresas, particulares, famílias, jovens e colaboradores da instituição, que marcaram presença neste grande evento e que caminham lado a lado com a Cercilei apoiando-a e apadrinhando-a sempre. A todos bem-haja. Cristina Meireles, a presidente da Direcção Travessa dos Poços - Uma ruela amaldiçoada! A travessa dos Poços, no centro histórico de Leiria, é um pequeno percurso para peões, com cerca de 80 metros, entre a Rua dos Poços e a Rua José Estêvão que, em largas dezenas, por ali circulam diariamente! A novela já é antiga. Com um piso escorregadio provocado pelos calhaus de grandes irregularidades, alguns soltos e que já causaram pequenas quedas nos transeuntes, com promessas de substituição de vários executivos autárquicos! Agora, aconteceu um fenómeno! Algo de estranho se passou naquele troço, mas desta vez na iluminação publica!!! É caso para dizer que a Travessa dos Poços está amaldiçoada! Brigadas do sector eléctrico por ali andaram recentemente a substituir os cabos aéreos e a enterrálos no subsolo da calçada! Muito bem! Só que o tal fenómeno de que falo e pode ser observado in loco é outro! Os trabalhos levaram à colocação de várias lanternas, que estão ao longo da travessa prontas a iluminarem melhor aquele beco, iguais às que existem noutros pontos da baixa da cidade! Mas aqui é que está a surpresa, para espanto das pessoas que por ali transitam! Duas das três lanternas foram fixas na parede de uma antiga casa, abandonada há mais de 20 anos, sem telhado e em total ruína, com um beiral de onde vão caindo algumas telhas para a via publica! As lanternas, presas numa parede desventrada, esburacada e em perigo de derrocada, tal como o muro de um pequeno quintal até à Rua José Estêvão, poderão a qualquer momento soltar-se da parede e causar algum acidente grave! Porque é que os técnicos iluminados desta área, não estudaram outro processo para fixarem as lanternas, por exemplo, na moradia que está em frente do tal esqueleto em ruínas? Será proibido? E já agora uma pergunta de um cidadão leigo na matéria: A autarquia e a empresa que fez os trabalhos de electricidade e efectuou a reposição da calçada, não poderiam ter-se entendido para aproveitar o levantamento do empedrado e substituir o velho piso, poupando alguns euros ao erário público e melhorando aquele pequeno percurso pedonal? A Travessa dos Poços é um dos típicos casos de falta de planeamento para a reabilitação urbana do centro histórico e foi pena que não tivesse sido incluída nas recentes obras de remodelaçãom efectuadas em vários pontos da cidade! É que este pequeno problema, com projecto aprovado desde 2003, vai-se arrastando sem solução à vista, quando poderia com poucos custos para o erário municipal já estar resolvido para bem dos utentes e da própria requalificação do centro histórico. Edgar de Carvalho, Rectificação Ao contrário do que é referido no artigo publicado na última edição sobre empresas municipais, a Nazaré Qualifica e a Prazilância obtiveram, nos últimos três anos, resultados positivos. Aos visados e aos leitores apresentamos as nossas desculpas pelo lapso, que se deveu à forma como a informação foi disponibilizada pelas câmaras, que levou a uma leitura errada da mesma. A Direcção do JORNAL DE LEIRIA recebe com agrado para publicação a correspondência dos leitores que tratem questões de interesse público O JORNAL DE LEIRIA reserva-se o direito de seleccionar os trechos mais importantes das Cartas ao Director devidamente identificadas, publicadas nesta secção

19 Economia 15 de Dezembro de PUB Custos logísticos dificultam vendas para fora do País Mais de metade das 250 maiores empresas do distrito não exporta RAQUEL SOUSA SILVA Das 250 maiores empresas do distrito de Leiria no ano passado, 124 (49.6%) não vendeu rigorosamente nada para fora do mercado nacional. Se a estas juntarmos aquelas cujo valor das exportações foi residual (menos de 1% do volume de negócios), temos que 56%, ou seja 140, das empresas que constam entre as maiores do distrito praticamente não exportou naquele ano. Foram apenas 23 (9.2%) as que obtiveram mais de 50% do seu volume de negócios no estrangeiro e 15 (6%) as que conseguiram através da exportação mais de 90% das vendas. Cerca de 29% das empresas obtiveram nos mercados externos menos de 50% do seu volume de negócios. Os números são de 2010 e já este ano terão sofrido melhorias, como foi possível perceber na conversa com vários empresários. A Sirplaste, por exemplo, exportava então 50%, tendo subido para 80% em Ricardo Pereira explica que só à força de muito trabalho, persistência, investimento e parcerias se consegue exportar, até porque as empresas portuguesas enfrentam algumas dificuldades devido à localização do País, que as obriga a suportar maiores custos de transporte rodoviário. Não temos portos nem ferrovia, o que torna difícil sermos competitivos, lamenta. O empresário de Leiria acrescenta que os preços dos portos em Espanha são, por exemplo, metade dos praticados no nosso País. Manuel Portugal, docente do ensino superior na área da estratégia e negócios internacionais, lembra que as empresas do distrito têm exportado relativamente pouco porque os principais destinos são países europeus, a braços também com uma conjuntura difícil. Diz que o peso dos mercados emergentes é ainda baixo e que outro dos problemas das nossas exportações é que a competição tem sido baseada nos custos baixos. O docente frisa ainda que o peso da construção na estrutura produtiva do distrito é grande e este não é um sector exportador. Acredita que as exportações tenderão a aumentar, porque face à retracção do mercado nacional as empresas terão de fazer um esforço adicional para vender lá fora. Manuel Portugal entende que para dinamizar as exportações é necessário, sobretudo, que o Governo deixe as empresas trabalhar, ou seja, que não aplique impostos excessivos e que não haja demasiada legislação que complique a actividade. Quanto às empresas, terão de dotar-se de pessoas capazes, o que às vezes é tão simples como ter alguém que saiba falar inglês. O professor lembra, contudo, que em muitas empresas ainda há uma fortíssima deficiência ao nível das competências de marketing e de gestão virada para a internacionalização. IVA E CUSTO DE TRANSPORTE PREJUDICAM Manuel Sobreira reconhece que são necessárias pessoas com competências adequadas e que algumas empresas, devido à sua dimensão, nem sempre conseguem tê-las. Os custos logísticos são, para o administrador da CAC, um dos principais aspectos a ter em conta por uma empresa que queira exportar. No caso desta sociedade da Bidoeira, Leiria, as vendas para fora de Portugal representam entre 10 a 15%. A empresa exporta há duas décadas, não tanto por uma questão estratégica mas sobretudo para escoar excedentes, embora também lhe surjam boas oportunidades de negócio, que aproveita. Já a Gramperfil, de Pombal, nasceu vocacionada para a exportação, vendendo lá fora praticamente toda a sua produção. José Ribeiro fala em dois constrangimentos principais: o custo do transporte, que já é elevado e deverá subir 15% em Janeiro; e o IVA que a empresa tem de pagar quando descarrega em portos nacionais a matéria-prima de que necessita (que é importada). Victor Borda d Água entende que fazem falta mecanismos operacionais e apoios de natureza oficial, nomeadamente ao nível da informação. Continua a haver dificuldade em obter dados sobre os clientes e os mercados onde queremos actuar. O que existe é vago e não ajuda a tomar decisões, diz o responsável da Barod. Desejável seria ainda uma maior aproximação entre os organismos com competências na área da internacionalização e as pequenas e médias empresas, defende o empresário de Leiria. Raquel de Sousa Silva Assembleia marcada para dia 19 em Ourém Credores avaliam futuro da Aquino Realiza-se na próxima segunda-feira no Tribunal de Ourém a Assembleia de Credores da Aquino, durante a qual deverá ser apreciado o plano de insolvência da empresa de construção e obras públicas. O documento foi elaborado pela administração (que está em funções desde 6 de Outubro) e pelo administrador da insolvência e defende a manutenção da empresa em laboração, com a salvaguarda de mais de uma centena de postos de trabalho e a assumpção de compromissos de pagamento aos credores muito superiores ao que seria expectável num cenário de liquidação. Num comunicado do mês passado, a administração lembra que a empresa, com 34 anos de existência, tem tido uma actuação diversificada que permitiu o acumular de experiência e know-how em diversas áreas. A Aquino encontra-se em laboração com os salários e os impostos em dia, garante a administração.

20 20 15 de Dezembro de 2011 ECONOMIA JORNAL DE LEIRIA LEITURAS RECOMENDADAS LIDERANÇA A Virtude Está no Meio Arménio Rego e Miguel Pina e Cunha Editora: Actual Por todo o lado se ouvem apelos à prática da liderança honesta e virtuosa, que permita pôr cobro aos escândalos da vida empresarial, política e financeira, contribuindo para o bem comum. Num mundo hipercompetitivo, quando a falta de escrúpulos vence, é difícil pregar as virtudes da liderança virtuosa. Este livro destina-se a líderes e chefias de todos os níveis hierárquicos, atuando em qualquer tipo de organizações e sectores, a quem está agora a iniciar a sua vida profissional e a estudantes de todas as áreas. Uma vez que as virtudes são cruciais em casa, na sociedade, entre amigos e no trabalho, todos os leitores beneficiarão com a obra. Maçã de Alcobaça em bolo rei No âmbito de um projecto de promoção do consumo da Maçã de Alcobaça, a associação de produtores (APMA) deste fruto tem desenvolvido várias iniciativas com vista à criação de produtos inovadores, de cariz regional, onde as qualidades daquele fruto possam ser aproveitadas. Nasceu assim o bolo rei de Maçã de Alcobaça, da empresa Atelier do Doce, produto inovador e de excelência, onde aquele fruto ocupa o lugar de quase todos os ingredientes habituais, apresentandose como uma alternativa de sabores e composição de extrema qualidade e diferenciação, aponta a associação. O produto vai estar disponível em vários pontos do País. Com aquele projecto, a APMA pretende estimular a actividade económica e a economia regional, respeitar os valores dos produtos tradicionais e enquadrar a sua promoção numa perspectiva de ruralidade moderna, envolvendo para tal a comunidade regional em hábitos gastronómicos alternativos e diferenciadores para a região. Portugal tem a distribuição de rendimentos mais desigual da União Europeia Portugal continua a ser um dos países mais desiguais do mundo desenvolvido, com um fosso acentuado na distribuição dos rendimentos, e o mais desigual entre as economias europeias, revela um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), citado pela Lusa. O trabalho Divided We Stand: Why Inequality Keeps Rising dá conta que o fosso entre ricos e pobres atingiu o nível mais elevado dos últimos 30 anos. Em Portugal os 20% mais ricos têm rendimentos seis vezes superiores aos dos 20% mais pobres, quando a média da OCDE é de 5,5. O estudo mostra ainda que Portugal é um dos países onde as transferências em dinheiro e em prestação de serviços públicos, como a educação e a saúde, revelam maior capacidade de atenuar o hiato entre os mais pobres e os mais ricos, com reduções superiores a 35%, dez pontos percentuais acima da média do resultado das políticas sociais na OCDE. Nos últimos anos, o fosso entre ricos e pobres também cresceu nos países tradicionalmente mais igualitários, como a Suécia, Alemanha e Dinamarca, realça a organização. Nova tecnologia para arrefecer alimentos Uma tecnologia inovadora de refrigeração, desenvolvida por uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), consegue arrefecer alimentos e bebidas dez vezes mais rapidamente do que os equipamentos tradicionais (frigoríficos, por exemplo), sem interferir na qualidade do produto. A investigação, denominada Super- Cooling, iniciou-se há dois anos em colaboração com a empresa Redutor e sob a orientação dos docentes Adélio Gaspar, José Joaquim Costa e José Baranda Ribeiro e baseia-se na refrigeração por vácuo. Os primeiros resultados são promissores, permitindo, por exemplo, arrefecer uma garrafa de água de 33 centilitros em três minutos, aponta um comunicado da universidade. Esta tecnologia, explorada pela primeira vez em Portugal, encontra-se em fase de protótipo e num futuro próximo terá um forte impacto, não só no sector doméstico, mas também em vários sectores de mercado, nomeadamente na restauração e na hotelaria, porque é uma tecnologia muito rápida e economicamente vantajosa. AS PALAVRAS DE STEVE JOBS Helena Oliveira Editora: Centro Atlântico.PT Responsável por tornar a Apple na empresa mais valiosa do mundo e por ter criado um culto sem paralelo, Steve Jobs imprimiu a marca que pretendia no universo. Conheça a história do génio carismático, através das suas próprias palavras que, ao longo de décadas, têm influenciado amantes da tecnologia, da inovação e do design. A presente obra - ricamente ilustrada com fotografias históricas - pretende mergulhar na extraordinária história do líder da famosa empresa da maçã, sendo que cada uma das suas notáveis citações pode representar, isoladamente, verdadeiras lições de uma vida apaixonante e apaixonada. Livros à venda em Av. Comb. da Grande Guerra,53, Leiria tel Mendes & Silva com novo site A Mendes & Silva Corretores e Consultores de Seguros acaba de renovar o seu site. Agora, na página da empresa do concelho de Leiria, e além das comuns simulações de seguros, é possível aos clientes gerirem toda a sua carteira de seguros, pagamentos e participação de sinistros. Ainda com o objectivo de aproximar a empresa aos clientes, a Mendes & Silva está a apostar na dinamização de uma página no Facebook. Calçado aposta em operação de charme à escala mundial O sector do calçado promete voltar a agitar os mercados no ano que vem, com uma investida promocional de grande envergadura. Esta operação de charme à escala mundial implica um investimento de 11 milhões de euros numa ofensiva promocional que abrange mais de 30 países e que se traduzirá em dezenas de acções de imagem e na presença nos principais fóruns da especialidade, revela a associação sectorial (APICCAPS). O sector exporta sensivelmente 95% da sua produção para mais de 130 países (até Setembro deste ano há a assinalar um aumento das vendas no exterior de 21%, para milhões de euros). São quatro os grandes objectivos desta ofensiva promocional: consolidar a posição relativa do calçado português nos mercados externos; diversificar o destino das exportações; abordar novos mercados e possibilitar que mais empresas iniciem o processo de internacionalização.

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