A Reserva Legal no Contexto da Política Nacional de Florestas

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A Reserva Legal no Contexto da Política Nacional de Florestas"

Transcrição

1 V Encontro Nacional da Anppas 4 a 7 de outubro de 2010 Florianópolis - SC Brasil A Reserva Legal no Contexto da Política Nacional de Florestas Paulo Roberto Cunha (PROCAM/USP) Mestrando em Ciência Ambiental e Advogado Especialista em Direito Ambiental Neli Aparecida de Mello-Thery (USP) Professora associada da Escola de Artes, Ciências e Humanidades e dos programas de pós-graduação em Geografia Humana e em Ciência Ambiental (PROCAM) da Universidade de São Paulo Resumo A reserva legal, disciplinada no Código Florestal (Lei Federal nº /1965), é uma importante ferramenta da política ambiental brasileira para a conservação e o uso sustentável dos elementos naturais em terras sob o domínio particular. Por outro lado, é um instrumento que tem gerado intensos embates, sendo que a redução do seu grau de proteção ambiental é objeto de várias proposições legislativas que tramitam no Congresso Nacional. Dentro deste contexto, destaca-se o conflituoso processo político da Comissão Especial da Câmara Federal que discute a substituição do Código Florestal em vigor e que, recentemente, aprovou uma polêmica proposta de substituição desta policy. Assim, se apoiando na literatura de análise de políticas públicas, especialmente em FREY (2000) e THOMAS (2004), e focando nas dimensões polity e politics, o presente artigo se propõe a analisar sucintamente os processos políticos relacionados ao Código Florestal, especialmente com relação à reserva legal, desde a sua edição em 1965 até os trabalhos finais da Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Procura-se traçar um panorama geral da atuação dos principais atores nesta arena de conflitos. A conclusão é que predominam parlamentares com convicções ideológicas favoráveis a diminuição dos espaços especialmente protegidos, notadamente a reserva legal, e que existem indícios empíricos de que as pressões exercidas por grupos e organizações ligadas ao agronegócio têm influenciado na tomada de decisão. Portanto, o cenário atual favorece o desmonte do Código Florestal em vigor e sua substituição por uma legislação caracterizada pelo retrocesso ambiental. Palavras-chave: Código Florestal, reserva legal, análise de políticas públicas, grupos de interesse.

2 1. INTRODUÇÃO: O argumento central do presente trabalho é que o cenário atual favorece o desmonte do Código Florestal em vigor (Lei Federal nº /1965, com modificações introduzidas pela MedProv. nº /2001) e sua substituição por uma lei caracterizada pelo retrocesso ambiental e pela ampliação das áreas destinadas à exploração econômica no meio rural. Defende-se que a pressão de organizações e grupos interessados no aumento de áreas produtivas se intensificou nos últimos anos, ganhando um grande peso na atual arena política que discute mudanças no Código Florestal. Além disso, a maioria dos parlamentares da Comissão Especial instalada na Câmara Federal para elaborar um projeto de lei em substituição a policy em questão possui convicções ideológicas favoráveis a flexibilização das regras alusivas às áreas de reserva legal e de preservação permanente 1. Desta forma, os objetivos deste trabalho são os seguintes: (i) apropriando-se de conceitos da teoria de análise de políticas públicas, busca-se examinar sucintamente os processos políticos ( politics ) envolvendo o Código Florestal (com foco na reserva legal) a partir da sua edição em 1965 até a aprovação do substitutivo adotado pela referida Comissão (julho de 2010); e (ii) dentro deste contexto histórico, propõe-se traçar um panorama geral da atuação dos principais atores. A metodologia empregada foi a busca de subsídios na literatura acadêmica, bem como pesquisas em páginas eletrônicas de organizações específicas, como a Câmara Federal, Transparência Brasil e Receita Federal. 2. REFERENCIAIS TEÓRICOS DO ARTIGO: Política pública é o campo do conhecimento que busca, ao mesmo tempo, colocar o governo em ação e/ou analisar essa ação (variável independente) e, quando necessário, propor mudanças no rumo ou curso dessas ações (variável dependente) (SOUZA 2006:26). LABRA (1999:150), ao estudar os aspectos analíticos da política pública, a define como um aglomerado de atores, instituições, processos de decision-making e resultados, salientando as relações causais entre estes quatro componentes. O campo de análise de políticas públicas é extremamente complexo e são muitos os modelos e enfoques teóricos apresentados pela literatura que tentam entender o que os governos fazem e o porquê (LABRA 1999: ) 2. 1 A Reserva Legal compreende uma fração da área total de uma propriedade ou posse rural, não suscetível de exploração comercial que comprometa sua integridade, cuja existência é obrigatória (art. 1º, 2º, III, do Código Florestal). Sua função ambiental é de garantir o uso sustentável dos recursos naturais em terras rurais sob o domínio particular e ajudar na formação de corredores ecológicos. As Áreas de Preservação Permanente são faixas vegetação estabelecidas em razão da topografia ou do relevo, geralmente ao longo dos cursos d água, nascentes, reservatórios e em topos e encostas de morros, onde o proprietário não pode, via de regra, suprimir a vegetação existente. As APPs tëm a função ambiental de preservar os recursos hídricos, os solos, a estabilidade geológica, à biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora e funcionar como corredores ecológicos. 2 Para uma leitura mais aprofundada sobre o assunto, recomenda-se FREY (2000), LABRA (1999), SOUZA (2006), ARRETCHE (2001) dentre outros. 1

3 Para compreender melhor os processos políticos alusivos à reserva legal no contexto da política florestal e considerando as inúmeras peculiaridades das estruturas e dos processos do sistema político-administrativo no Brasil 3, o presente trabalho procura seguir as orientações de FREY (2000), no sentido de integrar alguns modelos teóricos de análise de políticas públicas. Assim, foca-se nas dimensões polity e politics 4, dando atenção à gênese e ao percurso da política em análise (Código Florestal e reserva legal), procurando investigar os arranjos institucionais 5, as atitudes e objetivos dos atores políticos, os instrumentos de ação e as estratégias políticas 6 (FREY 2000: ). A corrente do neo-institucionalismo histórico 7 é usada para complementar a análise em questão, pois considera a complexidade das situações políticas e entende as instituições não só como modeladoras de estratégias e metas dos atores, mas também elas são resultado de estratégias políticas deliberadas, do conflito político e de escolhas (LABRA 1999:144). E, finalmente, leva-se em consideração que fatores culturais, padrões de comportamento (como clientelismo, patrimonialismo, coronelismo) e atitudes de atores repercutem na qualidade dos programas e dos projetos políticos em estudo (FREY 2000:234). Dentro deste contexto teórico, é pertinente trazer ao debate influência dos chamados grupos de interesse nos processos decisórios relacionados ao Código Florestal e, para tanto, se apóia em THOMAS (2004). Neste particular, salienta-se que a articulação de interesses entre o Estado e a sociedade pode ser feita por intermédio de partidos políticos e de grupos ou organizações que representam anseios específicos da sociedade. Estes últimos não disputam eleições e não visam a gestão do poder público, mas tentam influenciar nos processos de tomada de decisões em proveito próprio. Fazem parte de um cenário político complexo, que os influencia e que também por eles é influenciado. 3 Tais como: a descontinuidade político-administrativa na transição de governos e no decorrer das gestões; a multiplicidade, a volatilidade e a inconstância dos arranjos institucionais e dos processos políticos; as elites políticas e econômicas determinando os rumos do país mais do que quaisquer arranjos; a fragilidade e a precariedade de instituições democráticas; as interferências de padrões de comportamento como o clientelismo, o patrimonialismo e a corrupção na base do agir estatal e administrativo. 4 As dimensões de políticas do modelo tradicional de análise de políticas públicas (a policy analysis ) são: (i) politics, que se refere aos processos políticos, ou seja, os processos de negociação política, freqüentemente conflituosos; (ii) polity, que são as instituições políticas, ou seja, as estruturas que limitam as ações políticas e por onde se movem os atores, sendo que essas instituições não são apenas os entes físicos (como os Ministérios, as Secretarias e outros órgãos), mas se estendem às regras do jogo, ou seja, aos pactos, sanções, definições e marcos institucionais; (iii) policy, que é o conteúdo das políticas, ou seja, o resultado material concreto fruto dos processos que a antecederam. As dimensões policy, politics e polity acontecem simultânea e permanentemente, estão entrelaçadas, inter-relacionadas e são interdependentes, se influenciando de forma mútua (FREY 2000: ). 5 As instituições são corporificações de regras, isto é, as regras do jogo e, neste cenário, as organizações seriam os jogadores e suas estratégias (LABRA, 1999:141). 6 Para tanto, é preciso considerar outras categorias de análise de políticas públicas: policy cycle, policy networks e policy arena (FREY 2000:223), que serão discutidas ao longo do texto. 7 O neo-institucionalismo prioriza o pressuposto político-institucional para explicar os processos decisórios, pois considera que as instituições são produtos de processos políticos de negociação antecedentes (FREY 2000: ). O neo-institucionalismo procura entender como as instituições perfilam as estratégias políticas e influenciam os resultados políticos e comporta 2 vertentes: a rational choice e o institucionalismo histórico. Para a primeira as instituições são importantes enquanto contexto estratégico que impõe constrangimentos na conduta dos indivíduos, enquanto que a segunda se preocupa com o modo pelo qual as instituições histórica e socialmente construídas afetam as estratégicas, as metas e a distribuição do poder entre os atores, bem como as decisões políticas (LABRA 1999:139). 2

4 THOMAS (2004) define grupos de interesses como associações de indivíduos ou organizações, ou então instituições públicas ou privadas que, na base de um ou mais interesses compartilhados tentam influenciar determinada política pública ao seu favor (tradução nossa) 8. Para o mesmo autor, existem três categorias gerais de grupos de interesses, resumidas a seguir: (i) grupos tradicionais de associações: indivíduos como proprietários de armas, fazendeiros, estudantes, sem uma organização formal ou uma associação oficial constituída; (ii) interesses organizacionais - representam um número substancial de grupos, como uma grande área da economia, da agricultura ou atividades sociais; não são indivíduos, mas organizações que podem ser públicas ou privadas, lucrativas ou não, tais como: associações de fabricantes de automóveis, consumidores ou ambientalistas que se juntam em organizações; (iii) interesses institucionais - entidades públicas ou privadas criadas para outros fins e que, eventualmente, têm interesse em influenciar uma política pública, tais como: agências e níveis de governos, municípios, universidades públicas, forças armadas em alguns países, igrejas e outras. Acrescenta-se que os grupos de interesse não participam da arena decisória propriamente dita, ou seja, sua atuação se dá fora do lócus decisório e acontece em diversos patamares e maneiras, tais como: (i) financiamentos de campanhas de candidatos a cargos públicos; (ii) aprovação e reprovação de nomes para disputa eleitoral; (iii) pressões feitas aos políticos eleitos; (iv) mobilização da opinião pública. Para OLSON (1999) grupos menores têm uma capacidade maior de provocar uma ação coletiva em defesa de seus interesses do que os grupos considerados grandes. É por isso, segundo ARAÚJO (2008), que os tomadores de decisão optam por atender as reivindicações dos grupos específicos e menores ao invés de considerar o bem-estar geral, cujos interesses são mais difusos. Além das pressões oriundas de grupos de interesse, as convicções ideológicas dos tomadores de decisão desempenham um papel crucial no processo de policy-making, pois os mesmos valorizam a manutenção do poder e buscam maximizar suas chances de retê-lo, balanceando as concessões a grupos de interesse com considerações relacionadas ao bem-estar geral e a suas próprias convicções ideológicas (ARAUJO 2008). 3. DO CÓDIGO FLORESTAL DE 1965 ÀS MEDIDAS PROVISÓRIAS Neste tópico, contextualizaremos a reserva legal dentro dos ciclos 9 de vida do Código Florestal, considerando sua edição em 1965 até a edição da medida provisória nº /2001, identificando os elementos que influenciaram na gênese e no percurso deste instrumento, os 8 An interest group is an association of individuals or organizations or a public or private institution that, on the basis of one or more shared concerns attemps to influence public policy in its favor (THOMAS 2004:Chapter 1). 9 Pela policy cycle ou ciclo das políticas públicas compreende-se o caráter dinâmico e temporal com que se desenrolam os processos político-administrativos. FREY (2000:226) propõe as seguintes fases para o ciclo das políticas: (i) percepção e definição de problemas, (ii) agenda setting, (iii) elaboração de programas e decisão, (iv) implementação e (v) avaliação e a eventual correção da ação. 3

5 principais atores e suas metas, os conflitos dos processos políticos, as estruturas políticoinstitucionais e a influência de alguns grupos de interesse. Em linhas gerais, o problema que culminou na edição do Código Florestal em 1965 (fase percepção e definição de problemas 10 ) foi a inaplicabilidade e obsolescência do Código Florestal de 1934 (Decreto nº /34), lembrando que a devastação da vegetação brasileira já era um problema relevante sob o ponto de vista político e administrativo, ainda que a preocupação principal fosse reservar matéria prima para atender a produção contínua de madeira para o mercado (AHRENS 2007:702). Em 1961, antes da renúncia do Presidente Jânio Quadros, foi constituído um grupo de trabalho para propor um novo Código Florestal em substituição ao anterior (URBAN 1998:225). Foi quando o problema constatado entrou na pauta política (fase de agenda setting 11 ). O grupo citado, presidido pelo magistrado e profundo conhecedor de Direito Florestal, Dr. Osny Duarte Pereira, contrabalanceou juristas e técnicos vinculados a várias organizações, tais como: Ministérios da Agricultura e Saúde, Centro de Pesquisa Florestal e Conservação da Natureza do Estado da Guanabara, Serviço Florestal do Estado de São Paulo, Conselho Florestal Federal e outros. Depois de pronto o projeto, a comissão se reuniu com várias entidades de classe e setores públicos interessados, oportunidade em que foram feitas várias sugestões, mas somente algumas foram incorporadas ao texto (URBAN 1998: ). Em 1963/1964, a proposta foi enviada ao Congresso Nacional, onde sofreu lobby de madeireiros e grandes proprietários rurais para o desvirtuamento de muitas disposições (URBAN 1998:235). Em de setembro de 1965, em pleno período de ascensão do regime militar e três anos antes de ser dissolvido pelo Ato Institucional nº. 5, o Congresso promulgou a Lei nº e instituiu o novo Código Florestal, concluindo, pois, a fase de policy network e de decisão 12. Originalmente, o Código Florestal de 1965 não usava o termo reserva legal, mas fixava algumas restrições à exploração das florestas de domínio privado, além das áreas de preservação permanente. Em linhas gerais, nas regiões Leste Meridional, Sul e no sul do Centro-Oeste o corte raso era permitido desde que a propriedade rural mantivesse 20% de sua área com cobertura arbórea, sendo que esse limite subia para 50% na região Norte e na parte norte do Centro-Oeste. 10 A fase de percepção e definição de problemas da policy cycle é assim caracterizada: um fato pode ser percebido, pela primeira vez, como um problema político por grupos sociais isolados, mas também por políticos, grupos de políticos ou pela administração pública. Mas os problemas só se transformam em problemas de política pública a partir do momento em que adquirem relevância de ação do ponto de vista político administrativo (FREY 2000:227). 11 Na fase do agenda setting se decide se um tema efetivamente será colocado na pauta política ou se será excluído ou adiado para uma data posterior (FREY 2000:227). 12 Policy networks são interações das diferentes instituições e grupos tanto do executivo, do legislativo como da sociedade na gênese e na implementação de uma determinada policy. Ou seja, são as movimentações dos atores de diversas instituições políticas e administrativas dentro de uma lógica de rede de relações. As policy networks têm grande importância na análise de políticas públicas sobretudo enquanto fatores dos processos de conflito e coalizão na vida político-administrativa FREY (2000: ). O mesmo autor (FREY 2000: ) explica que na fase de elaboração de programas e de decisão ocorrem processos de conflito e de acordo envolvendo alguns atores. Dentre as inúmeras possibilidades de ação, decide-se pela mais apropriada, mas, em geral, é escolhido um programa de compromisso antecipadamente negociado entre os atores mais influentes. Decisões verdadeiras, isto é, escolhas entre várias alternativas de ação, são raras exceções nesta fase do ciclo de político, arremata FREY (2000:228). 4

6 O Brasil de 1965 ainda possuía extensas, contínuas e intocadas áreas representativas de seus ecossistemas, sendo que as regiões ocupadas pela produção agropecuária eram significativamente menores do que as atuais. Assim, mesmo prevendo restrições à plena exploração da propriedade rural, o Código de 1965 ainda concedia aos produtores uma ampla margem para exploração agrária de seus imóveis. Os limites impostos pela nova lei ainda estavam muito longe de serem atingidos, razão pela qual não havia motivos para a oligarquia rural se insurgir diante dessa nova policy (FIGUEIREDO e LEUZINGER 2001:83). O passar dos anos e o avanço da mecanização agrícola, das monoculturas e da pecuária extensiva fizeram com que a produção chegasse naquelas áreas intocáveis. Assim, aos poucos, os limites impostos pelo Código Florestal de 1965 começam a incomodar os proprietários rurais. A efetividade progressiva da Lei 4.771/65 na proteção do meio ambiente é diretamente proporcional às pressões impostas por um modelo de desenvolvimento agro-industrial não sustentado (...) (FIGUEIREDO e LEUZINGER 2001:83). A nova ordem constitucional introduzida no Brasil pela Carta Magna de 1988 trouxe uma nova perspectiva de proteção ao meio ambiente, além de consolidar de uma vez por todas a função social da propriedade, que impõe limites à atividade agrária por intermédio de exigências como o aproveitamento racional e adequado das terras e a utilização apropriada dos recursos naturais disponíveis 13. Com efeito, novas leis 14 tiveram que ser editadas para adequar o Código Florestal à nova realidade constitucional, iniciando-se, pois, um novo ciclo desta policy. Em 1996 a mídia divulgou estatísticas oficiais que indicavam um novo recrudescimento das taxas de desmatamento na Amazônia brasileira 15, o que trouxe uma repercussão negativa tanto no cenário interno, como no externo. Este fato foi considerado um problema de política pública e adquiriu relevância de ação (FREY 2000:227) pela administração pública, tanto é que o então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, recebeu dos Ministérios das Relações Exteriores, da Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente uma série de recomendações objetivando reverter o quadro constado. O problema foi inserido na pauta ( agenda setting ) e a decisão encontrada acabou gerando outro ciclo político para a policy em comento. Com efeito, o Presidente Cardoso editou a Medida Provisória /1996, introduzindo no Código Florestal as seguintes alterações, válidas 13 Artigos 225 (meio ambiente) e 186 e incisos (função social da propriedade rural) da Constituição Federal. 14 A Lei Federal n /89, por exemplo, introduziu uma série de modificações ao Código Florestal, incluindo a adoção do termo reserva legal para a área mínima que cada propriedade deve manter com cobertura vegetal, onde não é permitido o corte raso. Além disso, passou a ser obrigatória a averbação desse espaço protegido à margem da matricula do imóvel, sendo vedada sua a alteração de sua destinação nos casos de transmissão da propriedade a qualquer título ou desmembramento da área. A Lei Federal nº /91 (Política Agrícola) regulamentou um prazo de 30 anos para o proprietário rural recompor a vegetação de sua reserva legal. 15 Em 1995, foram desmatados km2 na Amazônia Legal, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). É a maior taxa anual de desflorestamento na Amazônia Legal desde o início da produção desses dados pelo Inpe, no ano de Fonte: <http://www.inpe.br/noticias/arquivos/pdf/grafico1_prodes2009.pdf> e < 16 Medida Provisória é um diploma legal, de competência privativa do Presidente da República, que tem por finalidade resolver provisoriamente situações sociais de relevância e urgência, até que seja ratificada ou rejeitada em definitivo pelo Congresso Nacional (art. 62 da Constituição Federal). É um ato que tem força de lei, de aplicação imediata, que sucedeu o antigo decreto-lei. 5

7 somente para a Amazônia Legal, a fim de aumentar o grau de proteção ambiental: (i) ampliação da vedação de corte raso de 50% para 80% da propriedade rural (reserva legal); (ii) proibições de novas conversões de florestas para pecuária e agricultura em propriedades com áreas desmatadas pouco aproveitadas; (iii) imposição de manejo florestal sustentável de uso múltiplo. Até pelo instrumento legislativo utilizado (medida provisória), percebe-se que não houve um amadurecimento dessa questão fruto de um movimento considerável de atores oriundos de diversas organizações políticas e administrativas ( policy networks ). Este novo ciclo da policy em análise foi motivado por uma tentativa de acalentar as pressões políticas e, como afirma BENJAMIN (2000:25), minimizar o desgaste do Brasil no exterior. BENJAMIN (2000:27) salienta que a MedProv /1996 provocou imediata indignação do setor do agronegócio e da bancada ruralista no Congresso Nacional. Em verdade foi o estopim que deflagrou um processo extremamente conflituoso que se estende aos dias atuais. A MedProv /1996 sofreu 67 reedições 17 (por vezes só com alteração de sua numeração) sem que fossem apreciadas pelo Congresso Nacional 18. Algumas destas reedições alteraram seu texto original e, com efeito, implicaram em mais mudanças no Código Florestal. Algumas ocorreram em decorrência da influência direta de grupos de interesse, como é o caso da MedProv , de 19/nov./98, que estabeleceu, para as propriedades rurais situadas na Amazônia, a possibilidade de compensar a reserva legal em outra propriedade 19, quando o espaço protegido estivesse comprometido por usos alternativos do solo. Segundo BENJAMIN (2000:31), a mencionada inovação foi fruto de um fortíssimo lobby articulado pela Champion International Corporation (hoje International Paper, do setor de papel e celulose) que havia adquirido a AMCEL (Amapá Florestal e Celulose S/A), no Estado do Amapá, titular de 169 mil hectares de plantados com Pinus sp e eucalipto. Nesta propriedade, a reserva legal correspondia apenas a 39%, portanto muito aquém dos 50% exigidos na época pelo Código Florestal. O mesmo autor destaca o eficiente trabalho da Champion, que contratou um escritório de advocacia em São Paulo para elaborar a minuta do dispositivo a ser incluído no diploma legal e que, poucos dias depois, a MedProv /98 foi editada com idêntica redação. Em dezembro de 1999, o deputado federal Moacir Micheletto (que se autodenomina a voz da agricultura 20 e é representante da bancada ruralista), propôs um projeto de lei que previa 17 As exigências constitucionais da MedProv /96 decorriam do aceleramento do desmatamento na Amazônia Legal e da necessidade de se reforçar os instrumentos de controle do Código Florestal. Assim, ela atendia aos atendia aos requisitos constitucionais de relevância e urgência, ao contrário daquelas que lhe sucederam as demais. 18 Naquela época, as medidas provisórias perdiam eficácia se não fossem apreciadas pelo Congresso Nacional e convertidas em lei num prazo de 30 dias. Se o Congresso não apreciasse a medida provisória naquele lapso temporal, o Executivo usava do estratagema de reeditá-la infinitamente, perpetuando seus efeitos tanto quanto fosse necessário. A Emenda Constitucional 32 acabou com isso. 19 Desde que a área alocada estivesse situada no mesmo Estado e no mesmo ecossistema da área compensada. 20 Fonte: <http://www.deputadomoacirmicheletto.com.br/>. Acesso em 14 mai

8 alterações de grande retrocesso ambiental no Código Florestal 21. Naquela época, o Micheletto já era proprietário rural e tinha exercido cargos em grupos representativos do agronegócio, tais como: presidente da Comissão Nacional de Grãos e Fibras na Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e vice-presidente da FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) 22. De acordo com FIGUEIREDO e LEUZINGER (2001:87), os parlamentares ruralistas pretendiam apoiar a elevação do salário mínimo defendido pelo Governo Federal em troca de apoio dos deputados governistas ao projeto de Micheletto. Mas as atenções da mídia e da população em geral se voltaram para o Código Florestal e houve uma inédita mobilização da sociedade civil, com pressões advindas de inúmeras organizações como as universidades, o IBAP (Instituto Brasileiro de Advocacia Pública), ISA (Instituto Sócio Ambiental), Instituto O Direito por um Planeta Verde, SOBRADIMA (Sociedade Brasileira de Direito do Meio Ambiente) e outras. Com isso, o projeto de Micheletto foi inviabilizado e o Governo Federal determinou que o CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente) elaborasse uma nova proposta. Em março de 2000, o CONAMA apresentou um projeto de medida provisória para a reforma de vários instrumentos do Código Florestal. No que concerne à reserva legal, cabe destacar as seguintes inovações: (i) definições legais e limites mínimos 23 ; (ii) proibição de corte raso da vegetação situada em reserva legal, mas possibilidade de utilização da área sob regime de manejo sustentável; (iii) compensação de reserva legal em outro imóvel rural; (iv) averbação da reserva na matrícula imobiliária; (v) prazos para recomposição de sua vegetação. O texto foi debatido em inúmeras audiências públicas, sendo que as discussões estavam polarizadas em duas correntes principais: uma a favor da proposta do CONAMA e a outra contra, liderada pela CNA e pela bancada ruralista do parlamento (FIGUEIREDO e LEUZINGER 2001:87). Os mesmos autores informam que havia uma terceira corrente composta essencialmente por algumas ONGs ambientalistas, juristas ambientais e por organizações como as Secretarias do Meio Ambiente e de Justiça do Estado de S. Paulo, que não aceitava a medida provisória como instrumento legislativo para alterar o Código Florestal e, portanto, era contra o texto do CONAMA. Esta corrente defendia que eventuais alterações no Código Florestal deveriam ser precedidas de um amplo debate e executadas por intermédio de processo legislativo constitucionalmente previsto. Em maio de 2000, o Presidente Cardoso editou a MedProv , incorporando integralmente a proposta do CONAMA e aumentando o rigor do Código Florestal em relação ao texto original de Por outro lado, como ressaltam GANEM e ARAÚJO (2010:377), algumas 21 Tais como: (i) revogação da proibição de corte raso de 80% para propriedade situada na Amazônia Legal; (ii) a reserva legal seria composta apenas de áreas com solos imprestáveis e sem aptidão para atividade agrícola; (iii) dispensa de reserva legal para propriedades com até 25 hectares; (iv) compensação da reserva legal com APP, exceto na Amazônia, dentre outras medidas. 22 Fonte: Transparência Brasil. Disponível em : php?id=298>. Acesso em 21 jun % para propriedade rural situada na Amazônia Legal; 35% para a propriedade situada em área de cerrado localizada na Amazônia Legal; 20% para áreas de campos gerais localizadas em qualquer parte do país, bem como nas demais regiões do Brasil. 7

9 demandas do setor produtivo foram contempladas, como a compensação de reserva legal e o cômputo das APPs no cálculo da reserva legal (sob determinadas condições), regras que não estavam presentes na primeira das medidas provisórias (a MedProv /1996). A MedProv sofreu novas reedições, mas sem alteração de seu conteúdo original, finalizando na MedProv , de agosto de 2001, que se encontra em vigor em razão da Emenda Constitucional nº Comparando o texto original do Código Florestal de 1965 com as mudanças impostas pelos dois ciclos posteriores (os ciclos motivados pela Constituição de 1988 e pelo alto desmatamento da Amazônia em 1995), conclui-se que houve uma ampliação dos instrumentos de proteção ambiental (APP e reserva legal). Portanto, os grupos e atores ligados ao agronegócio sofreram uma derrota nas arenas citadas, ainda que provisória. 4. O CENÁRIO ATUAL: A COMISSÃO ESPECIAL DO CÓDIGO FLORESTAL. Nos mandatos do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os conflitos desta arena política se intensificaram. O confronto existente na sociedade civil e no parlamento apareceu publicamente no próprio governo, como se viu pelas ríspidas divergências protagonizadas em 2009 pelos então Ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Agricultura, Reinhold Stephanes. No Congresso Nacional, as pressões para o desmantelamento do Código Florestal (atualizado pela MedProv /2001) cresceram, haja vista os inúmeros projetos em tramitação que estão relacionados à esta matéria. Na Câmara dos Deputados, as proposições, podem ser organizadas em três blocos (GANEM e ARAÚJO 2010:378), a saber: (i) Proposições analisadas pela Comissão Especial do Código Florestal, composta pelo PL 1876/1999 e seus apensos: PL 4524/2004, PL 4091/2008, PL 4395/2008, PL 4619/2009, PL 5226/2009, PL 5367/2009, PL 5898/2009, PL 6238/2009, PL 6313/2009 e PL 6732/2010. (ii) PL 6424/2005 e apensos (PL 6840/2006 e PL 1207/2007), que não estão unificados ao grupo anterior por razões regimentais (GANEM e ARAÚJO 2010:386). (iii) Bloco de projetos de lei que não estão apensados entre si e se encontram em diferentes estágios de tramitação: PL 5876/2005, PL 7397/2006, PL 2062/2007, PL 3460/2008, PL 3549/2008, PL 567/2007, PL 648/2007, PL 1999/2007, PL 3003/2008, PL 3134/2008, PL 3168/2008, PL 3170/2008 (apenso ao PL 4842/1998), PL 3235/2008, PL 3342/2008, PL 3480/2008, PL 3517/2008, PL 3517/2008, PL 4006/2008 (e seus apensos PL 4519/2008 e PL 5823/2009), PL 4288/2008 e PL 4653/2009 (GANEM e ARAÚJO 2010: ). Grande parte dos projetos acima citados propõe alguma redução no grau de proteção ambiental do Código Florestal em vigor. 24 A Emenda Constitucional nº 32 estabeleceu que todas as medidas provisórias anteriores continuam em vigor até que haja expressa revogação ulterior ou deliberação do Congresso Nacional. Assim, não há mais necessidade de sucessivas reedições de medidas provisórias. 8

Planejando o Uso da Propriedade Rural I a reserva legal e as áreas de preservação permanente

Planejando o Uso da Propriedade Rural I a reserva legal e as áreas de preservação permanente Planejando o Uso da Propriedade Rural I a reserva legal e as áreas de preservação permanente Ricardo D. Gomes da Costa 1 Marcelo Araujo 2 A rápida destruição de ambientes naturais, juntamente com a redução

Leia mais

NOTA TÉCNICA DA CONTAG SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 4059, DE 2012.

NOTA TÉCNICA DA CONTAG SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 4059, DE 2012. NOTA TÉCNICA DA CONTAG SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 4059, DE 2012. (Da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural) Regulamenta o art. 190, da Constituição Federal, altera o art.

Leia mais

Código Florestal a serviço do latifúndio e do agronegócio

Código Florestal a serviço do latifúndio e do agronegócio Código Florestal a serviço do latifúndio e do agronegócio 10 de novembro de 2011 Por Djoni Roos* A cobertura vegetal brasileira vem desde muito tempo sendo destruída. Desde a invasão portuguesa no século

Leia mais

ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE CONSOLIDADAS:

ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE CONSOLIDADAS: O mais importante Do novo Código Florestal Engª Agrônoma Carla Beck- FAEP/DTE As propriedades rurais ocupadas até 22 de julho de 2008, terão que cumprir as seguintes regras estabelecidas pelo novo Código

Leia mais

Legislação Anterior Novo Código Florestal Avanços

Legislação Anterior Novo Código Florestal Avanços A APP era computada a partir das margens de rio ou cursos d água, pelo nível mais alto do período de cheia. Várzeas eram consideradas parte dos rios ou cursos d água, porque são inundadas durante o período

Leia mais

IMPACTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL EM PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS NO MUNICÍPIO DE ITAPIRANGA

IMPACTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL EM PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS NO MUNICÍPIO DE ITAPIRANGA IMPACTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL EM PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS NO MUNICÍPIO DE ITAPIRANGA Daniel Schull Brandão 1 ; Fabiana Raquel Muhl 2, Anderson Rhoden 3, Neuri Antonio Feldmann 4 Palavras-Chave:

Leia mais

QUESTÕES-CHAVE DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL

QUESTÕES-CHAVE DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL RESUMO PARA POLÍTICA PÚBLICA NOVO CÓDIGO FLORESTAL PARTE I: DECIFRANDO O NOVO CÓDIGO FLORESTAL QUESTÕES-CHAVE DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL O novo Código Florestal dispõe sobre o uso e a proteção da vegetação

Leia mais

Código Florestal Brasileiro Lei Federal 12.651/12. 4º Ecologia 28/09/2015

Código Florestal Brasileiro Lei Federal 12.651/12. 4º Ecologia 28/09/2015 1 Código Florestal Brasileiro Lei Federal 12.651/12 4º Ecologia 28/09/2015 Motivação para criação 2 Conservação de ecossistemas naturais é interessante! Única lei nacional que veta a ocupação urbana ou

Leia mais

LEI Nº 14.675/2009 CÓDIGO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE

LEI Nº 14.675/2009 CÓDIGO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE LEI Nº 14.675/2009 CÓDIGO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE ELABORAÇÃO DO CÓDIGO ESTADUAL 2007: Determinação do Sr. Governador do Estado à FATMA Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina para a elaboração de

Leia mais

PARECER Nº, DE 2013. RELATOR: Senador ARMANDO MONTEIRO

PARECER Nº, DE 2013. RELATOR: Senador ARMANDO MONTEIRO PARECER Nº, DE 2013 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 368, de 2012, da Senadora Ana Amélia, que altera a Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, para dispor

Leia mais

Plataforma Ambiental para o Brasil

Plataforma Ambiental para o Brasil Plataforma Ambiental para o Brasil A Plataforma Ambiental para o Brasil é uma iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e traz os princípios básicos e alguns dos temas que deverão ser enfrentados na próxima

Leia mais

RESERVA LEGAL. Código Florestal: A urgente necessidade de revisão, antes da exigência de sua aplicação. Autora: Mônica Bilibio

RESERVA LEGAL. Código Florestal: A urgente necessidade de revisão, antes da exigência de sua aplicação. Autora: Mônica Bilibio RESERVA LEGAL Código Florestal: A urgente necessidade de revisão, antes da exigência de sua aplicação Autora: Mônica Bilibio INTRODUÇÃO Como acadêmica de Tecnologia em Agronegócios e sabedora da importância

Leia mais

SEMIPRESENCIAL DISCIPLINA: MEIO AMBIENTE E QUALIDADE DE VIDA MATERIAL COMPLEMENTAR UNIDADE I PROFESSOR: EDUARDO PACHECO

SEMIPRESENCIAL DISCIPLINA: MEIO AMBIENTE E QUALIDADE DE VIDA MATERIAL COMPLEMENTAR UNIDADE I PROFESSOR: EDUARDO PACHECO SEMIPRESENCIAL DISCIPLINA: MEIO AMBIENTE E QUALIDADE DE VIDA MATERIAL COMPLEMENTAR UNIDADE I PROFESSOR: EDUARDO PACHECO 2 - Marco político, normativo e de contexto nacional 2.1 - Marco político atual para

Leia mais

Ferramentas de sensoriamento remoto e SIG aplicadas ao novo Código Florestal

Ferramentas de sensoriamento remoto e SIG aplicadas ao novo Código Florestal 1/33 Ferramentas de sensoriamento remoto e SIG aplicadas ao novo Código Florestal Introdução Eng. Allan Saddi Arnesen Eng. Frederico Genofre Eng. Matheus Ferreira Eng. Marcelo Pedroso Curtarelli 2/33 Conteúdo

Leia mais

Comparação entre lei 4771 e PL relatado pelo Dep.Aldo Rebelo preparado por Zeze Zakia Versão preliminar ( APP)

Comparação entre lei 4771 e PL relatado pelo Dep.Aldo Rebelo preparado por Zeze Zakia Versão preliminar ( APP) Lei 4771 versão em vigor II área de preservação permanente: área protegida nos termos dos arts. 2 o e 3 o desta Lei, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos

Leia mais

A N E X O LEGISLAÇÃO AMBIENTAL

A N E X O LEGISLAÇÃO AMBIENTAL A N E X O V LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL REFERENTE AO MANEJO FLORESTAL 1. DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL BRASILEIRA A legislação ambiental traduz um sistema de princípios e normas jurídicas

Leia mais

DO CRITÉRIO DA AUTORIDADE COMPETENTE NA AVERBAÇÃO DA RESERVA LEGAL

DO CRITÉRIO DA AUTORIDADE COMPETENTE NA AVERBAÇÃO DA RESERVA LEGAL DO CRITÉRIO DA AUTORIDADE COMPETENTE NA AVERBAÇÃO DA RESERVA LEGAL RODRIGO ANDREOTTI MUSETTI I-) INTRODUÇAO. A exploração de florestas de domínio privado (não sujeitas ao regime de utilização limitada

Leia mais

www.desmatamentozero.org.br Greenpeace/Daniel Beltra

www.desmatamentozero.org.br Greenpeace/Daniel Beltra Greenpeace/Daniel Beltra www.desmatamentozero.org.br Chega de desmatamento no Brasil As florestas são fundamentais para assegurar o equilíbrio do clima, a conservação da biodiversidade e o sustento de

Leia mais

AS RECENTES MUDANÇAS NAS VAGAS DOS LEGISLATIVOS MUNICIPAIS DO BRASIL

AS RECENTES MUDANÇAS NAS VAGAS DOS LEGISLATIVOS MUNICIPAIS DO BRASIL Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 18 a 22 de outubro, 2010 770 AS RECENTES MUDANÇAS NAS VAGAS DOS LEGISLATIVOS MUNICIPAIS DO BRASIL Tiago Valenciano Mestrando do Programa de

Leia mais

Sra. CRISTINA MARIA DO AMARAL AZEVEDO Coordenadora de Biodiversidade e Recursos Naturais da SMA/SP

Sra. CRISTINA MARIA DO AMARAL AZEVEDO Coordenadora de Biodiversidade e Recursos Naturais da SMA/SP São Paulo, 08 de abril de 2015 Sra. PATRÍCIA FAGA IGLECIAS LEMOS Secretária de Meio Ambiente do Estado de São Paulo SMA/SP Presidente do Conselho Estadual de Meio Ambiente de São Paulo Consema Sra. CRISTINA

Leia mais

BOLETIM DO LEGISLATIVO Nº 19, DE 2012

BOLETIM DO LEGISLATIVO Nº 19, DE 2012 BOLETIM DO LEGISLATIVO Nº 19, DE 2012 Biodiversidade Conservação e Uso Sustentável Carmen Rachel Scavazzini Marcondes Faria O principal instrumento jurídico internacional para a conservação e o uso sustentável

Leia mais

CICLO DE PALESTRAS E DEBATES

CICLO DE PALESTRAS E DEBATES CICLO DE PALESTRAS E DEBATES PLC PROGRAMA Nº 30/11 NOVO PRODUTOR CÓDIGO FLORESTAL DE ÁGUA Ã NO GUARIROBA Á COMISSÃO DE AGRICULTURA E REFORMA AGRÁRIA DO SENADO FEDERAL Devanir Garcia dos Santos Gerente

Leia mais

Lei 12.651/2012. Prof. Dr. Rafaelo Balbinot Departamento. de Eng. Florestal UFSM Frederico Westphalen

Lei 12.651/2012. Prof. Dr. Rafaelo Balbinot Departamento. de Eng. Florestal UFSM Frederico Westphalen Lei 12.651/2012 Prof. Dr. Rafaelo Balbinot Departamento. de Eng. Florestal UFSM Frederico Westphalen Considerações Padrão Legal X Padrão de Qualidade Capacitação para aplicação da lei Análise individual

Leia mais

Minuta de Lei para criação do Sistema Municipal do Meio Ambiente

Minuta de Lei para criação do Sistema Municipal do Meio Ambiente Minuta de Lei para criação do Sistema Municipal do Meio Ambiente Faço saber que a Câmara Municipal de, Estado de Goiás, decreta e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei: Art. 1.º - Esta lei, com

Leia mais

O MATOPIBA e o desenvolvimento "destrutivista" do Cerrado

O MATOPIBA e o desenvolvimento destrutivista do Cerrado O MATOPIBA e o desenvolvimento "destrutivista" do Cerrado Paulo Rogerio Gonçalves* No dia seis de maio de 2015 o decreto n. 8447 cria o Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba e seu comitê gestor.

Leia mais

http://www4.planalto.gov.br/legislacao/resenha-diaria/2012/maio-resenhadiaria#content

http://www4.planalto.gov.br/legislacao/resenha-diaria/2012/maio-resenhadiaria#content http://www4.planalto.gov.br/legislacao/resenha-diaria/2012/maio-resenhadiaria#content Lei nº 12.651, de 25.5.2012 - Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis n os 6.938, de 31 de agosto

Leia mais

O MEIO AMBIENTE E A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA. Restrições x Oportunidades

O MEIO AMBIENTE E A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA. Restrições x Oportunidades O MEIO AMBIENTE E A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA Restrições x Oportunidades Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável SDS Dr. Gilney Amorim Viana ASPECTOS REGULATÓRIOS RELEVANTES Código Florestal:

Leia mais

ALCANCE TERRITORIAL DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E A CONSOLIDAÇÃO DO USO AGROPECUÁRIO DE TERRAS NO BRASIL

ALCANCE TERRITORIAL DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E A CONSOLIDAÇÃO DO USO AGROPECUÁRIO DE TERRAS NO BRASIL Po por Ana_Cotta ALCANCE TERRITORIAL DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E A CONSOLIDAÇÃO DO USO AGROPECUÁRIO DE TERRAS NO BRASIL Alcance territorial da legislação ambiental e a consolidação do uso agropecuário de

Leia mais

MBA em Direito Ambiental e Sustentabilidade

MBA em Direito Ambiental e Sustentabilidade CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO MBA em Direito Ambiental e Sustentabilidade Coordenação Acadêmica - Escola de Direito FGV DIREITO RIO MBA em Direito Ambiental e Sustentabilidade - FGV

Leia mais

POLÍTICA FLORESTAL E O NOVO CÓDIGO

POLÍTICA FLORESTAL E O NOVO CÓDIGO POLÍTICA FLORESTAL E O NOVO CÓDIGO (Lei Federal n. 12.651/12) PROF. DR. RAFAEL COSTA FREIRIA E-MAIL: RAFAELFREIRIA@COM4.COM.BR DISCIPLINA: DIREITO AMBIENTAL Fundamentos e Temas de Trabalho na Questão Florestal

Leia mais

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 368, DE 2012

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 368, DE 2012 SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 368, DE 2012 Altera a Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, para dispor sobre as Áreas de Preservação Permanentes em áreas urbanas. O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Leia mais

Impacto das Alterações do Código Florestal: Quais Políticas de Conservação no Pós Código?

Impacto das Alterações do Código Florestal: Quais Políticas de Conservação no Pós Código? Impacto das Alterações do Código Florestal: Quais Políticas de Conservação no Pós Código? Dr. Sergius Gandolfi IV Simpósio sobre RAD - Ibt 16/11/2011-14h- Capital (SP) Biólogo, Laboratório de Ecologia

Leia mais

Novo Código Florestal: as Falhas do Cadastro Ambiental Rural e os Possíveis Meios de Burla

Novo Código Florestal: as Falhas do Cadastro Ambiental Rural e os Possíveis Meios de Burla Novo Código Florestal: as Falhas do Cadastro Ambiental Rural e os Possíveis Meios de Burla Joelson de Souza Passos Estudante de Graduação Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Brasil Resumo O código

Leia mais

COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL

COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL PROJETO DE LEI N o 3.366, DE 2012 Inclui os 1º e 2º, ao art. 14, da Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009, e dá outras providências.

Leia mais

SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - SNUC

SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - SNUC - SNUC PREVISÃO LEGAL Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e àcoletividade

Leia mais

ESTADO DO ACRE. Estado do Acre estabelece processos de inclusão social e econômica visando ao uso sustentável dos recursos naturais

ESTADO DO ACRE. Estado do Acre estabelece processos de inclusão social e econômica visando ao uso sustentável dos recursos naturais Estado do Acre estabelece processos de inclusão social e econômica visando ao uso sustentável dos recursos naturais Através da Política de Valorização do Ativo Ambiental Florestal e do Zoneamento Ecológico

Leia mais

CÓDIGO FLORESTAL: ANÁLISE DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS DO NOVO RELATÓRIO ALDO REBELO 1

CÓDIGO FLORESTAL: ANÁLISE DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS DO NOVO RELATÓRIO ALDO REBELO 1 CÓDIGO FLORESTAL: ANÁLISE DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS DO NOVO RELATÓRIO ALDO REBELO 1 Na noite da última quarta-feira, dia 11 de maio, pela Câmara dos Deputados de um projeto de lei que revoga o atual Código

Leia mais

NOTA TÉCNICA Nº 004/2012/GT PROJETOS DE LEI E LEGISLAÇÃO AMBIENTAL/COMITE DE MEIO AMBIENTE CMA

NOTA TÉCNICA Nº 004/2012/GT PROJETOS DE LEI E LEGISLAÇÃO AMBIENTAL/COMITE DE MEIO AMBIENTE CMA NOTA TÉCNICA Nº 004/2012/GT PROJETOS DE LEI E LEGISLAÇÃO AMBIENTAL/COMITE DE MEIO AMBIENTE CMA São Paulo, 17 de outubro de 2012. 1. Referência A presente Nota Técnica nº 004/2012/GT tem por objetivo proceder

Leia mais

Código Florestal. Ana Carolina Silva Ana Paula Escobar Diego Nunes Jaqueline França Jean Morais Letícia Souza Lourival Rosa Lucas Soares Sônia Mônica

Código Florestal. Ana Carolina Silva Ana Paula Escobar Diego Nunes Jaqueline França Jean Morais Letícia Souza Lourival Rosa Lucas Soares Sônia Mônica Código Florestal Ana Carolina Silva Ana Paula Escobar Diego Nunes Jaqueline França Jean Morais Letícia Souza Lourival Rosa Lucas Soares Sônia Mônica A reforma da nossa legislação ambiental Pode não parecer,

Leia mais

Novo Código Florestal Lei 12.651/12. Rodrigo Justus de Brito Advogado e Engº Agroº Especialista em Legislação Ambiental

Novo Código Florestal Lei 12.651/12. Rodrigo Justus de Brito Advogado e Engº Agroº Especialista em Legislação Ambiental Novo Código Florestal Lei 12.651/12 Rodrigo Justus de Brito Advogado e Engº Agroº Especialista em Legislação Ambiental Fevereiro - 2013 ROTEIRO 1. HISTORICO DO CODIGO FLORESTAL a. EVOLUCAO DOS CONCEITOS

Leia mais

COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N o 2.602, DE 2010 Susta os efeitos do Decreto nº 7.154, de 9 de abril de 2010. Autora: Deputado SARNEY FILHO Relator:

Leia mais

Posicionamento sobre proposta de novo Código Florestal

Posicionamento sobre proposta de novo Código Florestal Posicionamento sobre proposta de novo Código Florestal A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, Seção São Paulo, entidade sem fins lucrativos de âmbito nacional que preconiza a defesa

Leia mais

Cadastro Ambiental Rural: CAR E OS IMÓVEIS ABAIXO DE 4 MÓDULOS FISCAIS

Cadastro Ambiental Rural: CAR E OS IMÓVEIS ABAIXO DE 4 MÓDULOS FISCAIS Cadastro Ambiental Rural: CAR E OS IMÓVEIS ABAIXO DE 4 MÓDULOS FISCAIS O que é Módulo Fiscal / agricultura familiar Classificação dos imóveis até 4 módulos fiscais Como e onde consultar os módulos fiscais

Leia mais

Entendendo o Código Florestal. II Congresso Brasileiro de Reflorestamento Ambiental Novembro 23 de Outubro de 2012

Entendendo o Código Florestal. II Congresso Brasileiro de Reflorestamento Ambiental Novembro 23 de Outubro de 2012 Entendendo o Código Florestal II Congresso Brasileiro de Reflorestamento Ambiental Novembro 23 de Outubro de 2012 Tópicos abordados hoje: * Florestas no Planejamento Federal; * Lei 12.651/12 Estrutura

Leia mais

ENTREVISTA COLETIVA. Senadora Kátia Abreu Presidente da CNA. 10 de julho de 2013. Compromisso com o Brasil

ENTREVISTA COLETIVA. Senadora Kátia Abreu Presidente da CNA. 10 de julho de 2013. Compromisso com o Brasil ENTREVISTA COLETIVA Senadora Kátia Abreu Presidente da CNA 10 de julho de 2013 Compromisso com o Brasil 1 Uso do Solo no Brasil Cidades e Infraestrutura 0,2% Terras Devolutas do Incra 17,6% Outros Usos:

Leia mais

A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012 e as competências florestais dos entes públicos Roberta Rubim del Giudice ÍNDICE

A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012 e as competências florestais dos entes públicos Roberta Rubim del Giudice ÍNDICE Estrada Dona Castorina, 124 Jardim Botânico Rio de Janeiro RJ CEP: 22460-320 Tel.: 21 35964006 A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012 e as competências florestais dos entes públicos Roberta Rubim del Giudice

Leia mais

O SENADO FEDERAL resolve:

O SENADO FEDERAL resolve: PROJETO DE RESOLUÇÃO DO SENADO Nº 27, DE 2015 Altera o inciso II do caput do art. 383 do Regimento Interno do Senado Federal para disciplinar, no âmbito das comissões, a arguição pública dos indicados

Leia mais

Curso de Especialização de Gestão Pública e Meio Ambiente. Disciplina de Legislação Ambiental. Professora Cibele Rosa Gracioli

Curso de Especialização de Gestão Pública e Meio Ambiente. Disciplina de Legislação Ambiental. Professora Cibele Rosa Gracioli Curso de Especialização de Gestão Pública e Meio Ambiente Disciplina de Legislação Ambiental Professora Cibele Rosa Gracioli LEI 11.284/2006 LEI DA CONCESSÃO DE FLORESTAS SUMÁRIO 1 Introdução 2 Serviço

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Decreto nº 53.939, de 6 de janeiro de 2009 Dispõe sobre a manutenção, recomposição, condução da regeneração natural, compensação e composição da área de Reserva Legal de

Leia mais

RESUMO ESPANDIDO. O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução.

RESUMO ESPANDIDO. O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução. RESUMO ESPANDIDO O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução. Alcione Adame 1 INTRODUÇÃO Ao contrário do que a mídia a muita gente pensa a lei 12.651/12, conhecida como Novo Código Florestal, não

Leia mais

b) cinqüenta hectares, se localizada no polígono das secas ou a leste do Meridiano de 44º W, do Estado do Maranhão; e

b) cinqüenta hectares, se localizada no polígono das secas ou a leste do Meridiano de 44º W, do Estado do Maranhão; e MEDIDA PROVISÓRIA N o 2.166-67, DE 24 DE AGOSTO DE 2001. Altera os arts. 1 o, 4 o, 14, 16 e 44, e acresce dispositivos à Lei n o 4.771, de 15 de setembro de 1965, que institui o Código Florestal, bem como

Leia mais

Mobilização social em defesa dos direitos dos Povos e da conservação do Bioma Cerrado

Mobilização social em defesa dos direitos dos Povos e da conservação do Bioma Cerrado Mobilização social em defesa dos direitos dos Povos e da conservação do Bioma Cerrado Luis Carrazza Apresentação no encontro temático do CONSEA Água, soberania e segurança alimentar e nutricional São Paulo/SP

Leia mais

Saiba mais sobre o Novo Código Florestal Brasileiro e o CAR COLADO NA CAPA

Saiba mais sobre o Novo Código Florestal Brasileiro e o CAR COLADO NA CAPA Saiba mais sobre o Novo Código Florestal Brasileiro e o CAR COLADO NA CAPA Índice O que o agricultor brasileiro deve saber sobre o Novo Código Florestal?...1 Começando a regularizar o imóvel rural...2

Leia mais

Moratória da Soja no. Bioma Amazônia. RELATÓRIO - 1º ANO 24 de julho de 2007. GTS - Grupo de Trabalho da Soja

Moratória da Soja no. Bioma Amazônia. RELATÓRIO - 1º ANO 24 de julho de 2007. GTS - Grupo de Trabalho da Soja Moratória da Soja no Bioma Amazônia RELATÓRIO - 1º ANO 24 de julho de 2007 GTS - Grupo de Trabalho da Soja 02 Moratória da Soja no PRODUÇÃO RESPONSÁVEL: MORATÓRIA DA SOJA NO ABIOVE (Associação Brasileira

Leia mais

Subseção I Disposição Geral

Subseção I Disposição Geral Subseção I Disposição Geral Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de: I - emendas à Constituição; II - leis complementares; III - leis ordinárias; IV - leis delegadas; V - medidas provisórias;

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ PODER EXECUTIVO DECRETO Nº 3.320, DE 12 DE JULHO DE 2004 (D.O.E.PR. Nº 6769 DE 12/07/2004)

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ PODER EXECUTIVO DECRETO Nº 3.320, DE 12 DE JULHO DE 2004 (D.O.E.PR. Nº 6769 DE 12/07/2004) GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ PODER EXECUTIVO DECRETO Nº 3.320, DE 12 DE JULHO DE 2004 (D.O.E.PR. Nº 6769 DE 12/07/2004) Aprova os critérios, normas, procedimentos e conceitos aplicáveis ao SISLEG Sistema

Leia mais

APA da Serra da Meruoca

APA da Serra da Meruoca SENADOR INÁCIO ARRUDA SENADO FEDERAL O Senador Inácio Arruda iniciou sua vida pública ainda na década de 80. Servidor público e eletrotécnico, foi eleito vereador em 1988, deputado estadual em 1990 e deputado

Leia mais

GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais, Decreta:

GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais, Decreta: 1/6 DECRETO Nº 60.521, DE 05 DE JUNHO DE 2014 Institui o Programa de Incentivos à Recuperação de Matas Ciliares e à Recomposição de Vegetação nas Bacias Formadoras de Mananciais de Água, institui a unidade

Leia mais

Pendências fundiárias no Pará

Pendências fundiárias no Pará Pendências fundiárias no Pará Brenda Brito*, Sara Baima, Jamilye Salles No Estado do Pará, a situação fundiária é confusa e associada a conflitos no campo. Apesar de avanços nos últimos anos com a criação

Leia mais

L E I N.º 162/2002, de 28 de janeiro de 2003.

L E I N.º 162/2002, de 28 de janeiro de 2003. 1 L E I N.º 162/2002, de 28 de janeiro de 2003. Dispõe sobre a Organização do Sistema Municipal de Proteção Ambiental, a elaboração, implementação e controle da Política Ambiental do Município de Coqueiro

Leia mais

LEI Nº 4.771, DE 15 DE SETEMBRO DE 1965

LEI Nº 4.771, DE 15 DE SETEMBRO DE 1965 LEI Nº 4.771, DE 15 DE SETEMBRO DE 1965 Institui o Novo Código Florestal.... Art. 3º Consideram-se, ainda, de preservação permanentes, quando assim declaradas por ato do Poder Público, as florestas e demais

Leia mais

Especialização em Direito Ambiental. 3. As principais funções das matas ciliares são:

Especialização em Direito Ambiental. 3. As principais funções das matas ciliares são: Pedro da Cunha Barbosa. Especialização em Direito Ambiental. Área do conhecimento jurídico que estuda as relações entre o homem e a natureza, é um ramo do direito diferenciado em suas especificidades e,

Leia mais

Entendendo o Novo Código Florestal II CBRA 2012. Eduardo Chagas Engº Agrônomo, M.Sc Chefe DRNRE / IDAF

Entendendo o Novo Código Florestal II CBRA 2012. Eduardo Chagas Engº Agrônomo, M.Sc Chefe DRNRE / IDAF Entendendo o Novo Código Florestal II CBRA 2012 Eduardo Chagas Engº Agrônomo, M.Sc Chefe DRNRE / IDAF O Idaf por definição O IDAF, é a entidade responsável pela execução da política, florestal, bem como

Leia mais

Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira

Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira Nota Técnico n.º 08/07 Relações das obras com indícios de irregularidades graves constantes nos anexos às leis orçamentárias para os exercícios de 2002

Leia mais

ICMS ECOLÓGICO, A OPORTUNIDADE DO FINANCIAMENTO DA GESTÃO AMBIENTAL MUNICIPAL NO BRASIL

ICMS ECOLÓGICO, A OPORTUNIDADE DO FINANCIAMENTO DA GESTÃO AMBIENTAL MUNICIPAL NO BRASIL ICMS ECOLÓGICO, A OPORTUNIDADE DO FINANCIAMENTO DA GESTÃO AMBIENTAL MUNICIPAL NO BRASIL Wilson Loureiro 1 O ICMS Ecológico é um mecanismo que possibilita aos municípios acessarem recursos financeiros do

Leia mais

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 327, DE 2006

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 327, DE 2006 MEDIDA PROVISÓRIA Nº 327, DE 2006 NOTA DESCRITIVA NOVEMBRO/2006 Nota Descritiva 2 2006 Câmara dos Deputados. Todos os direitos reservados. Este trabalho poderá ser reproduzido ou transmitido na íntegra,

Leia mais

CONQUISTAS AOS AGRICULTORES NO CÓDIGO FLORESTAL

CONQUISTAS AOS AGRICULTORES NO CÓDIGO FLORESTAL CONQUISTAS AOS AGRICULTORES NO CÓDIGO FLORESTAL 1. DISPENSA AOS PROPRIETÁRIOS DE ÁREAS CONSOLIDADAS DE RECOMPOSIÇÃO DA RESERVA LEGAL Art. 61 a. Área rural consolidada: é a área de imóvel rural com ocupação

Leia mais

1. DOCUMENTOS A SEREM APRESENTADOS

1. DOCUMENTOS A SEREM APRESENTADOS Secretaria de Estado do Meio SEMA-MT Roteiro Básico de Projeto de Compensação de Área de Reserva Legal (ARL) 1. DOCUMENTOS A SEREM APRESENTADOS I T E M N º. D O C U M E N T O S E X I G I D O S O B S E

Leia mais

Cadastro Ambiental Rural

Cadastro Ambiental Rural Cadastro Ambiental Rural E suas possíveis contribuições para a gestão de bacias hidrográficas Botucatu 28/06/2013 Caroline Vigo Cogueto Centro de Monitoramento Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos

Leia mais

Licenciamento Ambiental no Estado de São Paulo

Licenciamento Ambiental no Estado de São Paulo Licenciamento Ambiental no Estado de São Paulo Aspectos relacionados com a Legislação Florestal / Mineração LEI FEDERAL 12651/12 Engª Amb. Adriana Maira Rocha Goulart Divisão de Apoio e Gestão dos Recursos

Leia mais

Diagnóstico Ambiental Município de Apiacás MT

Diagnóstico Ambiental Município de Apiacás MT Diagnóstico Ambiental Município de Apiacás MT 2011 Diagnóstico Ambiental do Município de Apiacás MT Carolina de Oliveira Jordão Vinícius Freitas Silgueiro Leandro Ribeiro Teixeira Ricardo Abad Meireles

Leia mais

CÂMARA DOS DEPUTADOS CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO PROGRAMA DE PÓS - GRADUAÇÃO. Cláudia Cristina Aires Gomes

CÂMARA DOS DEPUTADOS CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO PROGRAMA DE PÓS - GRADUAÇÃO. Cláudia Cristina Aires Gomes CÂMARA DOS DEPUTADOS CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO PROGRAMA DE PÓS - GRADUAÇÃO Cláudia Cristina Aires Gomes Medidas Provisórias e os gastos obrigatórios de caráter continuado Projeto

Leia mais

COMUNICADO LEGISLATIVO Nº 1/2013. Projetos de Lei e Trâmites 1ª quinzena de novembro/2013

COMUNICADO LEGISLATIVO Nº 1/2013. Projetos de Lei e Trâmites 1ª quinzena de novembro/2013 Matérias na Câmara PEC 185/2012 Acrescenta parágrafos ao art. 37 da Constituição Federal para estabelecer data certa para a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos e dá outras providências.

Leia mais

FICHA TÉCNICA PROGRAMA DE DEFESA DA MATA ATLÂNTICA ALINHAMENTO ESTRATÉGICO OBJETIVO ESTRATÉGICO ESTRATÉGIA INICIATIVA ESTRATÉGICA

FICHA TÉCNICA PROGRAMA DE DEFESA DA MATA ATLÂNTICA ALINHAMENTO ESTRATÉGICO OBJETIVO ESTRATÉGICO ESTRATÉGIA INICIATIVA ESTRATÉGICA FICHA TÉCNICA PROGRAMA DE DEFESA DA MATA ATLÂNTICA ALINHAMENTO ESTRATÉGICO OBJETIVO ESTRATÉGICO ESTRATÉGIA INICIATIVA ESTRATÉGICA Promover a Defesa do Meio Ambiente Aperfeiçoar e estruturar a atuação do

Leia mais

COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PROJETO DE LEI N o 2.795, DE 2003 (Apenso PL nº 5.398, de 2005) Dispõe sobre a concessão de terras públicas da Bacia Amazônica para a exploração

Leia mais

Mais informações e a lista completa de signatários estão disponíveis no site da iniciativa, em www.dialogoflorestal.org.br.

Mais informações e a lista completa de signatários estão disponíveis no site da iniciativa, em www.dialogoflorestal.org.br. APRESENTAÇÃO Este documento apresenta em detalhes as propostas consolidadas pelo Diálogo Florestal como contribuição ao debate sobre a revisão do Código Florestal Brasileiro, em curso no Congresso Nacional.

Leia mais

Avanços na proposta do Novo Código Ambiental Brasileiro

Avanços na proposta do Novo Código Ambiental Brasileiro Avanços na proposta do Novo Código Ambiental Brasileiro Projeto de Lei nº 5.367/2009 Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) Sen.Gilberto Goellner (vice-presidente da FPA) O que é o Novo Código Ambiental?

Leia mais

Pagamento por Serviços Ambientais no Brasil. 09.05.2012 Congresso Nacional

Pagamento por Serviços Ambientais no Brasil. 09.05.2012 Congresso Nacional Pagamento por Serviços Ambientais no Brasil 09.05.2012 Congresso Nacional PSA Mercado atual: ausente ou incompleto SA = Externalidade positiva + SA = Bens públicos Mercado falho! Provedores de SA não recebem

Leia mais

Curso Agenda 21. Sugestão de leitura: História das relações internacionais do Brasil

Curso Agenda 21. Sugestão de leitura: História das relações internacionais do Brasil Módulo 3 Gestão ambiental no Brasil 1. Introdução No encontro Rio +10, o Brasil, saiu fortalecido globalmente, assumindo definitivamente um papel de liderança regional dentro da ONU. No plano nacional,

Leia mais

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 446, DE 2008

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 446, DE 2008 MEDIDA PROVISÓRIA Nº 446, DE 2008 (MENSAGEM Nº 865, DE 2009) Dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social, regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade

Leia mais

LEGISLAÇÃO FLORESTAL APLICADA. Docentes Eng. Ftal. Irene Tosi Ahmad Eng. Agr. Renata Inês Ramos

LEGISLAÇÃO FLORESTAL APLICADA. Docentes Eng. Ftal. Irene Tosi Ahmad Eng. Agr. Renata Inês Ramos LEGISLAÇÃO FLORESTAL APLICADA Docentes Eng. Ftal. Irene Tosi Ahmad Eng. Agr. Renata Inês Ramos Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Cerrado no Estado de São Paulo Artigo 1º

Leia mais

- Art. 9º-B da Lei nº 11.350/2006, inserido pelo art. 1º da Lei 12.994/2014;

- Art. 9º-B da Lei nº 11.350/2006, inserido pelo art. 1º da Lei 12.994/2014; PARECER Nº 01/2014 SOLICITANTE: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES DA SEURIDADE SOCIAL CNTSS OBJETO: Vetos Presidenciais à Lei 12.994/2014, que institui piso salarial profissional nacional e diretrizes

Leia mais

MUDANÇA NA LEGISLAÇÃO E OS NEGÓCIOS FLORESTAIS

MUDANÇA NA LEGISLAÇÃO E OS NEGÓCIOS FLORESTAIS MUDANÇA NA LEGISLAÇÃO E OS NEGÓCIOS FLORESTAIS As mudanças na legislação ora em discussão para reforma do código florestal brasileiro trazem uma relativa incerteza ao momento atual em que vive o setor

Leia mais

8º. Curso de Atualização em Eucaliptocultura. Adequação Legal da Propriedade Rural

8º. Curso de Atualização em Eucaliptocultura. Adequação Legal da Propriedade Rural 8º. Curso de Atualização em Eucaliptocultura Adequação Legal da Propriedade Rural Eng o. F tal. Msc. João Carlos Teixeira Mendes jctmende@esalq.usp.br Departamento de Ciências Florestais Estação Experimental

Leia mais

03 de Dezembro de 2015

03 de Dezembro de 2015 Página 1 de 9 Marco Legal pertinente à área florestal no Brasil (1965 ao presente) Data de publicação Ato ou Lei Função 1 1965 Código Florestal Brasileiro Define diretrizes gerais para o uso e conservação

Leia mais

Na definição de área de preservação permanente, na mesma lei, colhemos:

Na definição de área de preservação permanente, na mesma lei, colhemos: Restauração ambiental e o sistema jurídico brasileiro Julis Orácio Felipe Advogado em Santa Catarina Segundo Deisy Trés e Ademir Reis, no livro Perspectivas sistêmicas para a conservação e restauração

Leia mais

DE CARVÃO VEGETAL EM MS. Pedro Mendes Neto Ass. Jurídico Diretoria de Desenvolvimento Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul - IMASUL

DE CARVÃO VEGETAL EM MS. Pedro Mendes Neto Ass. Jurídico Diretoria de Desenvolvimento Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul - IMASUL POLÍTICA E LEGISLAÇÃO DA PRODUÇÃO DE CARVÃO VEGETAL EM MS Pedro Mendes Neto Ass. Jurídico Diretoria de Desenvolvimento Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul - IMASUL Política e Legislação até

Leia mais

MORTE DO ÍNDIO OZIEL GABRIEL: UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA. Senhor Presidente,

MORTE DO ÍNDIO OZIEL GABRIEL: UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA. Senhor Presidente, ** Discurso proferido pelo deputado GERALDO RESENDE (PMDB/MS), em sessão no dia 05/06/2013. MORTE DO ÍNDIO OZIEL GABRIEL: UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, No dia

Leia mais

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL DE INTERFACE COM AS FLORESTAS PLANTADAS EM MS. Política Ambiental para o Setor Florestal

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL DE INTERFACE COM AS FLORESTAS PLANTADAS EM MS. Política Ambiental para o Setor Florestal LEGISLAÇÃO AMBIENTAL DE INTERFACE COM AS FLORESTAS PLANTADAS EM MS Principais Objetivos da Política Ambiental de MS para o Setor Florestal Reduzir a pressão sobre a vegetação nativa, especialmente aquela

Leia mais

ecoturismo ou turismo. As faixas de APP que o proprietário será obrigado a recompor serão definidas de acordo com o tamanho da propriedade.

ecoturismo ou turismo. As faixas de APP que o proprietário será obrigado a recompor serão definidas de acordo com o tamanho da propriedade. São as áreas protegidas da propriedade. Elas não podem ser desmatadas e por isso são consideradas Áreas de Preservação Permanente (APPs). São as faixas nas margens de rios, lagoas, nascentes, encostas

Leia mais

R E S O L U Ç Ã O Nº 1, DE 2002-CN(*)

R E S O L U Ç Ã O Nº 1, DE 2002-CN(*) REPUBLICAÇÃO ATOS DO CONGRESSO NACIONAL R E S O L U Ç Ã O Nº 1, DE 2002-CN(*) Faço saber que o Congresso Nacional aprovou, e eu, Ramez Tebet, Presidente do Senado Federal, nos termos do parágrafo único

Leia mais

Por Dep. Aldo Rebelo*

Por Dep. Aldo Rebelo* 1 Revista LIBERDADE e CIDADANIA Ano III n. 11 janeiro / março, 2011 www.flc.org.br TEMA EM DEBATE As modificações propostas ao código florestal brasileiro Por Dep. Aldo Rebelo* O Código Florestal de 1965,

Leia mais

VII Reunião de Atualização em Eucalitptocultura

VII Reunião de Atualização em Eucalitptocultura VII Reunião de Atualização em Eucalitptocultura Planejamento da Propriedade Agrícola (APP e RL) Eng o. F tal. Msc. João Carlos Teixeira Mendes Dept o. Ciências Florestais ESALQ/USP Estação Experimental

Leia mais

A AGRICULTURA EM MACHADINHO D OESTE & O CÓDIGO FLORESTAL EVARISTO DE MIRANDA

A AGRICULTURA EM MACHADINHO D OESTE & O CÓDIGO FLORESTAL EVARISTO DE MIRANDA A AGRICULTURA EM MACHADINHO D OESTE & O CÓDIGO FLORESTAL EVARISTO DE MIRANDA Coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica GITE da Embrapa TULIO BARBOSA Mineiro de Guidoval TULIO BARBOSA

Leia mais

Novo Código Florestal Orientações Gerais ao Produtor Rural

Novo Código Florestal Orientações Gerais ao Produtor Rural Outubro 2012 Novo Código Florestal Orientações Gerais ao Produtor Rural Mediante a publicação da lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012; da lei nº 12.727, de 17 de outubro de 2012; e do Decreto nº 7.830,

Leia mais

18º Encontro Nacional da ANAMMA

18º Encontro Nacional da ANAMMA 18º Encontro Nacional da ANAMMA Os efeitos do PL de parcelamento do solo no meio ambiente e a gestão de APPs urbanas Cynthia Cardoso Goiânia, agosto/2008 Planejamento? Na perspectiva de planejamento qual

Leia mais

MORATÓRIA DA SOJA: Avanços e Próximos Passos

MORATÓRIA DA SOJA: Avanços e Próximos Passos MORATÓRIA DA SOJA: Avanços e Próximos Passos - Criação e Estruturação da Moratória da Soja - Realizações da Moratória da Soja - A Prorrogação da Moratória - Ações Prioritárias Relatório Apresentado pelo

Leia mais

Síntese da POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO BRASIL RURAL

Síntese da POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO BRASIL RURAL Síntese da POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO BRASIL RURAL Apresenta à sociedade brasileira um conjunto de estratégias e ações capazes de contribuir para a afirmação de um novo papel para o rural na estratégia

Leia mais