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1 Parte III A Operacionalização da Ação Com o presente ponto deste documento, pretende-se dar conta de todo o trabalho desenvolvido entre 2007 e , com um forte destaque para a implementação das ações previstas nos planos de cada um dos territórios. Contudo, e porque a Iniciativa Bairros Críticos, pelo seu caráter experimental, a) é mais do que o somatório das intervenções territoriais, b) e não se limita à execução de um plano de ação financiado por fundos comunitários ou outros, mas pelo contrário, visa a concertação de diferentes recursos (financeiros, mas não só) em torno de um plano de intervenção coletivamente construído, nesta terceira parte, tentar-se-á também descrever: a. alguns dos constrangimentos iniciais/aprendizagens, b. mas também explicitar o modelo de financiamento que foi desenhado para acompanhar esta iniciativa de politica interministerial, c. bem como toda a dimensão transversal que foi sendo trabalhada ao longo destes 5 anos de intervenção, ressalvando, desde já, que a mudança de atitudes, de abordagens e de métodos de trabalho subjacentes à IBC, a) dificilmente se conseguem traduzir em dados estatísticos, mensuráveis e rigorosamente verificáveis. b) dificilmente poderão ser corretamente interpretados, numa avaliação de curto prazo, sendo importante assegurar uma avaliação de impacto para entender até que as mudanças introduzidas nas formas de fazer persistirão no tempo após o projeto. c) dificilmente serão mensuráveis, pois tal como as equipas de avaliação externa referiram 87, as baterias de indicadores vulgarmente utilizados e trabalhados têm Considera-se aqui a execução entre 2007 e Dez de 2011, uma vez que o ano de 2012 (até abril, data em que o IHRU deixou de participar na Iniciativa) foi marcado pela alteração das orientações que vinham sendo trabalhadas nos 3 contextos territoriais na perspetiva do prolongamento da IBC até Dezembro de 2013 (RCM n.º 189/2007), o que obrigou à definição de um Plano de Ação de contingência para tentar minimizar os efeitos da saída do IHRU. Esta ideia é clara quando o relatório de avaliação externa intercalar destaca As virtualidades do Modelo em termos de inovação residem na forma como se está a procurar concretizar as ações e não tanto nas ações em si mesmas. (2010:36) 71

2 dificuldade em apreender e objetivar estas dimensões invisíveis da ação, embora a mudança também seja percecionada pelos próprios avaliadores. Tal como os esquemas seguintes procuram traduzir, a mudança nas formas de fazer, nos processos relacionais e a governança territorial constituem uma parte importante e significativa, mas invisível, da intervenção territorial integrada. Figura 16 - Implicações do modelo de governança preconizado Apresentação realizada a 7 de Setembro de 2009, no seminário final do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu

3 III : A AÇÃO NOS TERRITÓRIOS Antes de iniciarmos a apresentação da execução da intervenção em cada um dos territórios da Iniciativa, importa destacar/justificar que apesar dos protocolos da Cova da Moura e do Vale da Amoreira terem sido assinados no final de 2006 (conforme já referido), a constituição do gabinete local só foi possível concretizar no segundo semestre de 2007 (Setembro e Agosto, respetivamente), dado o seu financiamento corresponder a uma das ações inscritas nas candidaturas submetidas ao MFEEE Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (as quais só vieram a ser aprovadas no ultimo trimestre de 2007). Este hiato temporal, bem como as estratégias utilizadas para minimizar o seu impacto na dinâmica criada de trabalho coletivo e as aprendizagens que daqui decorreram, serão abordadas quando se discutir/apresentar as aprendizagens que poderão ser retiradas deste Programa experimental. III.1.1. A Intervenção na Cova da Moura III A estrutura e dinâmica de parceria A operacionalização do Plano de Ação da Cova da Moura iniciou-se em Setembro de 2007, com a nomeação dos representantes de cada entidade, com a constituição das Comissões Executiva e de Acompanhamento previstas no protocolo assinado, e com a elaboração e aprovação do regulamento de funcionamento 88 de ambas as estruturas. A constituição da equipa, iniciou-se em Outubro de 2007 com a contratação da Chefe de Projeto 89 90, tendo o gabinete iniciado funções nesse mesmo mês, num espaço cedido pela Câmara Municipal da Amadora O regulamento de funcionamento encontra-se no arquivo da IBC ver exemplo de regulamento anexo 4 Arq. Helena Mire Dores Apesar dos contratos dos elementos da equipa serem da responsabilidade do IHRU, enquanto entidade coordenadora, a seleção dos técnicos a contratar foi sempre realizada por um júri composto por representantes dos parceiros, com exceção do Chefe de Projeto. A identificação e caracterização do perfil dos técnicos a contratar foi sempre discutida e definida em sede da Comissão Executiva, situação que introduziu uma morosidade adicional ao processo de constituição da equipa, conforme explicitará quando se descreverem os principais constrangimentos com que se deparou a intervenção. Para além da Chefe de Projeto Helena Mire Dores (Arquiteta), a equipa da Cova da Moura foi constituída por: Ermelinda Garcia (Técnica de Serviço Social, cedida pela CMAmadora, e que entrou em Janeiro de 2008 e ainda se mantém no Gabinete); Renata Machado (Apoio administrativo, cedida pelo IHRU e que entrou em Novembro de 2007); Gustavo Brito (Engenheiro, mas responsável pelas questões do empreendedorismo e da empregabilidade, que entrou em Janeiro 2010 e saiu em Novembro do mesmo ano; Maria Emília Gomes (socióloga, responsável pela animação da parceria, que entrou em Fevereiro 2010 e saiu em Setembro 2010); Ana Pato (arquiteta, responsável pelas questões do desporto e do espaço ancora, que entrou em Março 2010 e saiu em Fevereiro 2011) e Jorge Nunes (geógrafo, responsável pelas questões do projeto âncora/dimensão artística, que entrou em Abril de 2010 e ainda se manteve no gabinete até Outubro 2012, cedido pela Associação Al Kantara) 73

4 Tendo presente que todo o projeto da IBC se centra em processos de construção colaborativa da ação, importa acentuar que é a estrutura de parceiros que é responsável pelas opções sobre o modo de operacionalizar as ações, não obstante a equipa assumir as funções de animação desses mesmos parceiros e do(a) Chefe de Projeto ter a responsabilidade de garantir a articulação e coerência entre as diferentes ações em curso, aspeto válido para todos os territórios. Assim, entre Setembro de 2007 e Abril de 2012, foram realizadas: a) 35 reuniões da comissão executiva (primeira reunião a 19 de Setembro de 2007) 92 b) E 22 reuniões da comissão de acompanhamento 93 (primeira reunião a 12 de Dezembro de 2007). c) E criados 5 grupos de trabalho, com uma média de reuniões de 10 reuniões cada Grupo de trabalho para a inserção de ex-reclusos: ACMJ, ASSACM, AMBACM, Centro Paroquial, PSP, SEF, DGSP, JF Buraca, IEFP, Segurança Social, SCMA e GAS da CMA; a JF Damaia, embora convocada, não participou no grupo de trabalho Grupo de trabalho para a plataforma Web do território: ACMJ, ASSACM, IPJ, Agrupamento de Escolas da Damaia e participações pontuais de ACIDI e associação de estudantes do IST Grupo de trabalho para a Prevenção: abordagem em termos globais de questões relacionadas com violência, sexualidade e DST, dependências, do qual resultou um grupo de trabalho mais restrito que aborda casos específicos de jovens em contexto escolar; integra: agrupamentos de escolas, CPCJ, segurança social e associações locais. O grupo de trabalho alargado integra: ACMJ, ASSACM, Agrupamento de Escolas da Damaia, Agrupamento de Escolas D. João V, Agrupamento de Escolas Azevedo Neves, GAS da CMA, Saúde, CPCJ, DGRS (Tutelar Educativa e Penal), Segurança Social/ECJ, JFB, PSP e SEF Grupo de trabalho para o plano do desporto: ASSACM, ACMJ, AJCM, IPJ e CMA com colaboração pontual do IDP Grupo de trabalho sobre Empregabilidade e Empreendedorismo/GIP: ASSACM, AMBACM, ACMJ, Centro Paroquial, IEFP, AERLIS, DREL, IPJ, IDT, Agrupamento de Escolas da Damaia, JFB, SCMA e, numa fase inicial, DGSP; a JFD, embora convocada, não participou no grupo de trabalho A comissão executiva era composta por representantes de 6 entidades: IHRU, CMAmadora, Comissão de Bairro, Segurança Social, Saúde e MAI (PSP), contando sempre com a presença da Chefe de Projeto Inicialmente composta por 26 entidades: em Dezembro de 2011, a Comissão de Acompanhamento contava já com mais 3 entidades. 74

5 COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO COMISSÃO EXECUTIVA GRUPO DE TRABALHO INTER-MINISTERIAL GRUPOS DE TRABALHO CHEFE DE PROJETO GRUPO DE APOIO TÉCNICO GT inserção de ex-reclusos GT plataforma web GT prevenção GT desporto GT emprego e Empreendedorismo Adaptado/atualizado do Relatório de Monitorização (2011) As reuniões da Comissão Executiva tinham uma regularidade mensal (período por vezes dilatado em momentos de maior impasse ou ausência de respostas) e as reuniões da Comissão de Acompanhamento uma regularidade trimestral 94, sendo antecipadamente enviada a agenda da reunião, bem como eventuais documentos de suporte à mesma 95. Tendo presente as dinâmicas da intervenção em curso e as necessidades de negociação e de encontrar consensos face a alguns impasses, entre 2010 e 2011, o espaçamento entre reuniões da Comissão de Acompanhamento foi menor 96 (passando a ter uma regularidade quase que mensal) As atas e listas de presenças das reuniões das Comissões encontram-se no arquivo da IBC. Em anexo (anexo 4) encontra-se um modelo de convocatória e registo das reuniões. Dado que a intervenção da Cova da Moura tinha algumas ações (como a elaboração do Plano de Pormenor e a resolução da questão fundiária) cuja responsabilidade era muito especifica a alguns parceiros (Câmara, Associações locais e IHRU), e cuja implementação era muito morosa pelas características das ações mas também pelas tensões que as mesmas provocavam (provocam) entre os atores locais nos processos de negociação, verificou-se a desmobilização de alguns dos outros parceiros, situação que conduziu a rever as estratégias de trabalho nos restantes eixos de intervenção, procurando desenvolver estratégias que conduzissem a um maior envolvimento dos restantes parceiros (o menor espaçamento entre reuniões da Comissão de Acompanhamento, a dinamização de metodologias ativas de condução de reuniões, um maior envolvimento dos parceiros na preparação e coordenação das reuniões da CA e o reforço dos grupos de trabalho, foram algumas das opções para apoiar a dinamização dos restantes eixos de intervenção). 75

6 Aspeto das reuniões da Comissão de Acompanhamento Importa destacar que a adesão dos parceiros, apesar da grande rotatividade de alguns representantes das entidades da administração pública que ocorreu sobretudo em resultado de re-estruturações dos respetivos organismos, foi significativa: as reuniões da Comissão de Acompanhamento tiveram uma participação média de 21 elementos. III O que foi realizado e os constrangimentos AÇÕES REALIZADAS POR EIXO E MEDIDA Eixo 1. Um bairro legal para todos Medida 1.1. Levantamento e caracterização do edificado e da ocupação: residencial, associativa e comercial/empresarial A operacionalização do Eixo 1 do Plano de Ação da Cova da Moura, iniciou-se com a elaboração, pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) em Novembro de , do levantamento e caracterização do edificado e da ocupação no Bairro da Cova da Moura. Para o efeito, foram constituídas equipas mistas 97 compostas por técnicos do IHRU mas também por alguns técnicos juniores (estudantes universitários de Arquitetura e/ou Engenharia), coordenadas e supervisionadas por técnicos do LNEC 98 (em termos da aplicação dos instrumentos de inquérito e avaliação construídos) e coordenadas (em termos operacionais e de centralização da informação recolhida) por um técnico do IHRU 99 e pela Chefe de Projeto Por parte do IHRU: arqtos Rogério Pampulha, Carlos Travassos, Anouk Costa, Inês Toscano, Margarida Colaço, Teresa Ferreira, Manuel Seleiro, Mª Paula Pereira, Mário Garrido e os engos. Martins do Vale, Carlos Pereira, Rui Estribio, Marcos Maia, Paulo Pinto, Orlando Monteiro e José Rincon. Elementos externos contratados (arquitetos e engenheiros): Tânia Franco, Luísa Menezes, Ana Dias, Sílvia Figueiredo, Rui Grácio, Rui Cação, Diogo Jordão, Ana Soeiro 98 Arqtº António Batista Coelho, Arqtº João Branco Pedro e Engº António Vilhena 99 Arq. Carlos Travassos 100 Arq. Helena Mire Dores. 76

7 O processo decorreu entre Novembro de 2007 e Setembro de 2008, tendo contado (durante a fase de levantamento no terreno) com a colaboração de um elemento da Comissão de Bairro 101 que funcionava como facilitador para a marcação das visitas. Esta ação englobou 5 fases distintas 102 : a) conceção do método: Método de Avaliação das Necessidades de Reabilitação (MANR) b) aplicação experimental da metodologia c) formação para os técnicos envolvidos na aplicação desta metodologia de avaliação (que para além das sessões mais expositivas incluiu o acompanhamento/ /supervisão da aplicação dos instrumentos pelas equipas) d) levantamento no território e, por fim, e) avaliação das necessidades de reabilitação. Importa destacar que tanto a conceção do estudo e construção dos instrumentos de recolha, embora realizados de forma independente, foram precedidos de reuniões e de recolha de elementos junto das entidades parceiras, nomeadamente: Comissão de Bairro e Câmara Municipal da Amadora. Os resultados, para além de serem disponibilizados aos parceiros (relatório síntese), foram também apresentados na reunião da Comissão de Acompanhamento de 26 de Novembro de 2008 (4ª reunião). Salvaguardando a proteção de dados, as bases de dados georreferenciadas 103 construídas relativas a cada fogo em particular, apenas foram disponibilizadas à equipa 101 Dra. Patricia Horta 102 A descrição dos passos consta dos relatórios apresentados pelo LNEC, que integram o arquivo da IBC. 103 Atualização cartográfica e georreferenciação feitas pelo IHRU/DAGP (arqtº Santana Rego) e IHRU/DIBA 77

8 técnica que será responsável pela elaboração do Plano de Pormenor da Cova da Moura, nos termos acordados no Protocolo de Parceria. Destaca-se ainda que a avaliação das necessidades de reabilitação se constitui como uma peça de trabalho essencial, para que exista um diagnóstico independente e mais atualizado sobre o edificado Bairro, que permita o desenvolvimento do posterior trabalho de elaboração do Plano de Pormenor. Importa reter: - o recurso a uma entidade externa, independente e de competência técnica incontestada para a avaliação das condições de habitabilidade no bairro permitiu a aceitação dos resultados (não sem criticas e preocupações) sobre um aspeto que é decisivo para o prosseguimento do processo; o recurso a entidades independentes quando estão em causa questões polémicas mas críticas para os processos deve ser ponderada como solução para ultrapassar bloqueamentos previsíveis; - o enquadramento e acompanhamento técnico das equipas de campo, feito pelos técnicos do LNEC, através da formação e testes iniciais e visitas regulares ao bairro no decorrer do levantamento assim como a validação dos inquéritos, desenvolvida em paralelo, permitiu corrigir e completar a informação em tempo útil e de forma rigorosa; - o papel incontornável desempenhado pelo elemento facilitador (conhecido e reconhecido localmente) sendo dado adquirido que qualquer contacto direto e universal com a população em fases de recolha de dados deve ser acompanhado por elementos locais; - a importância que teve o envolvimento de técnicos do IHRU (voluntariados para o efeito) na apreensão e compreensão do processo e do que estava em jogo permitindo desfazer pré-juizos e pré-conceitos tanto dentro do próprio Instituto como nos círculos de relação próprios. Medida 1.2. desenvolvimento da iniciativa de suspensão e fiscalização de novas construções no bairro, incluindo edifícios novos, ampliações, modificações e ocupação Com o inicio da aplicação, no terreno, dos instrumentos para avaliação das necessidades de reabilitação do Bairro, foi necessário assegurar a suspensão de novas construções e/ou ampliações no Bairro, por forma a que o diagnóstico realizado pelo LNEC se mantivesse válido para os trabalhos que se seguiriam. Para o efeito foi elaborado e distribuído, porta a porta, um folheto alertando para o reforço da fiscalização e apelando para o contacto prévio como o gabinete em caso de haver intenção de realização de alguma obra em edifícios. 78

9 A partir de Janeiro de 2008, passou a funcionar regularmente uma equipa de fiscalização da autarquia, que semanalmente se desloca ao bairro. Para além da fiscalização, foram ainda realizadas ações pedagógicas de informação, junto da população com o objetivo de devolver o ponto de situação da intervenção, mas também sensibilizar para a questão do investimento em novas construções/ampliações de edifícios que poderiam ficar comprometidos (e as pessoas perderem o dinheiro que tinham investido) uma vez que estavam suspensas todas as construções e ampliações, para que a intervenção no Bairro fosse possível. Entre 2008 e 2010 foram realizadas 3 sessões com a população, sendo que na preparação da última foi previamente realizado um levantamento sobre as principais questões que preocupavam os moradores, para que a reunião fosse mais no sentido de responder às dúvidas existentes. Importa reter: - a ação da fiscalização municipal tem de se reger pelas normas e regulamentos em vigor; contudo, num contexto de total ilegalidade perante leis e regulamentos urbanísticos, é importante que a intervenção da fiscalização seja tecnicamente enquadrada no sentido de garantir a imparcialidade e evitar situações de maior rigidez e inflexibilidade que possam comprometer a confiança dos envolvidos no processo - numa situação de previsível prolongamento de um processo de legalização urbanística é importante encontrar soluções alternativas ou soluções de enquadramento de situações mais gravosas existentes na observância de requisitos mínimos (temporários) de manutenção - a atenção especial que deverá ser dada à informação regular a transmitir à população, esclarecendo critérios e razões que conduzem à interdição ou tolerância de certas obras de melhoria - a necessidade de encontrar formas de transmissão de informação que sejam claras e que atinjam o universo de destinatários (aspeto menos bem conseguido na intervenção na Cova da Moura) 79

10 Medida 1.3. estudos urbanísticos (plano de pormenor e estudos técnicos complementares) para a preparação da intervenção Uma das ações chave do Plano de Ação da Cova da Moura, é a elaboração do instrumento urbanístico que permitirá a regularização/legalização do Bairro. No entanto, a dimensão estratégica desta ação, ao definir o que será o desenho futuro do Bairro, assume-se como uma questão fulcral: a) não só por esta capacidade de determinar o futuro da comunidade residente b) mas também por ser uma questão cuja resolução, embora reconhecida por todos os parceiros, assume visões e posições divergentes (e mesmo conflituais) entre as entidades com responsabilidade de gestão do território (autarquia) e as entidades que estão instaladas no Bairro (Comissão de Bairro). Tendo por base o acima enunciado, o que foi possível negociar em sede de concertação para a assinatura do protocolo de parceria, foi a elaboração de um plano de pormenor por uma entidade externa, respeitando os seguintes pressupostos: a) A entidade seria selecionada por meio de concurso público (idealmente concurso público internacional) b) O jurí que analisaria as propostas seria um júri misto que integraria, para além de técnicos da Câmara, 1 técnico da Comissão de Bairro e 1 Técnico do IHRU c) A elaboração dos termos de referência para o procedimento concursal teria de ser consensualizado pelos parceiros, nomeadamente ter a aprovação da Comissão Executiva d) Os termos de referência a elaborar deveriam privilegiar: a. A manutenção no Bairro todos os moradores que lá quisessem continuar a residir (independentemente de terem a sua situação legalizada) b. O respeito pela tipologia de habitação existente por forma a preservar a manutenção dos modos de vida no desenho futuro do Bairro, c. Os dados resultantes do levantamento do LNEC para a fundamentação da solução urbanística e d. A discussão com os parceiros. Com base nos pressupostos acordados entre os parceiros, foram sendo discutidos, entre Novembro de 2007 e Outubro de 2008, os termos de referência do Plano de Pormenor, a partir de uma primeira proposta elaborada pela Comissão de Bairro. A aprovação destes conteúdos pela Comissão Executiva ocorreu em Outubro de , tendo nessa data a autarquia iniciado o processo de preparação das peças concursais que integrariam os termos de referencia aprovados (processo este que só foi finalizado com o lançamento do concurso em 1 de Abril de 2010). O processo de concurso decorreu entre Abril e Outubro de , e os trabalhos iniciaram-se em Novembro de 2010 com a elaboração do inquérito para levantamento das aspirações da população ª reunião da Comissão Executiva: 14 de Outubro de A proposta vencedora foi a do consórcio Vasco da Cunha/TIS. 80

11 Atualmente (2012) o processo de elaboração do Plano de Pormenor, continua em curso, tendo sido já produzidos alguns relatórios preliminares (incluindo o estudo das aspirações da população), com o objetivo de iniciar a discussão com a população a partir de algumas das proposta de cenários 106. Contudo, e apesar do ponto de situação apresentado, é importante destacar que o desenvolvimento desta ação foi pautado por inúmeras situações não controláveis que condicionaram ainda mais um processo de negociação e de concertação de atores já de si extremamente complexo, e tem feito prolongar-se no tempo a execução desta ação. Assim, parece-nos importante destacar os seguintes fatores condicionadores: a) O tempo necessário à consensualização de uma base comum de entendimento, que permitisse avançar com o concurso para a elaboração do PP (Novembro de 2007 a Outubro de 2008); b) O processo de elaboração dos procedimentos concursais (que se arrastou entre Outubro de 2008 e Março de 2010), que foi marcado por: a. Uma alteração profunda e complexificação das regras da contratação pública (em 2009) e de elaboração dos procedimentos concursais o que obrigou à formação dos técnicos da autarquia para a elaboração das peças concursais e reformulação do trabalho entretanto executado b. O processo eleitoral autárquico (em 2009), que conduziu a que o lançamento do concurso público não fosse colocado à aprovação da Câmara Municipal em 2009 e (ver também ponto a. acima) só fosse lançado a 1 de Abril de c. O processo eleitoral legislativo (em 2009), que teve repercussões na alteração de alguns membros do governo, nomeadamente do conceptor politico da IBC 108 c) A coincidência da entidade vencedora do concurso público (face à ponderação das propostas apresentadas) ser a empresa Vasco da Cunha 109, cujo passado de intervenção no Bairro (estudo prévio elaborado em 2003) tinha sido muito contestado; acresce que a proposta apresentada pela Faculdade de Arquitetura, que reunia as preferências da Comissão de Bairro, não ficou bem posicionada na classificação; 106 Os relatórios preliminares elaborados pelo consórcio Vasco da Cunha/TIS, encontram-se no arquivo da IBC 107 Tendo a abertura das propostas ocorrido a 24 de Maio de 2010 e a adjudicação ocorrido a 18 de Outubro de 2010 com a celebração do contrato. 108 Saída do Professor João Ferrão da Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades. 109 Importa destacar que a Vasco da Cunha já tinha anteriormente (em 2000) elaborado uma proposta de PP para a Cova da Moura (a pedido da autarquia), a qual foi alvo de forte contestação e foi abandonada pela Câmara. Contudo, e apesar dos termos de referência para o novo projeto de Plano de Pormenor, serem diferentes dos de 2000, a dimensão subjetiva e o peso emocional do passado entre as associações do Bairro, trouxeram novas tensões ao desenvolvimento do processo. 81

12 d) A morosidade na obtenção da autorização da Comissão de Proteção de Dados para a aplicação do inquérito às expectativas da população, que conduziu a novos atrasos 110 e) A informação sobre a saída do IHRU do processo da IBC (em Fevereiro de 2012) 111 no exato momento em que se ia iniciar a apresentação, fundamentação e discussão dos cenários com os parceiros e se ia definir com a Comissão Executiva a metodologia de apresentação e discussão dos cenários com a população. Na sequência da saída do IHRU da IBC, em Abril de 2012, a situação ganha novos contornos de indefinição uma vez que a legitimidade conferida pelo protocolo de parceria e compromissos aí assumidos fica comprometida e, eventualmente, os parceiros sentem-se desobrigados da observância de consensos sobre aspetos importantes do Plano de Pormenor, sendo que a divergência de visões e de posições tende a agravar-se. O processo sofre novos atrasos dada a necessidade dos parceiros articularem com a nova direção do IHRU os moldes da sua prossecução, nomeadamente no que diz respeito às implicações sobre o futuro do bairro do processo de aquisição dos terrenos e respetivas formas de financiamento. Importa reter: - o processo do Plano de Pormenor é critico para o desenvolvimento do Plano de Ação não só pelas implicações no ordenamento urbanístico do bairro mas, não menos importante, por ser a ação que compreensivelmente motiva e mobiliza a população e as organizações locais - a identificação das ações que condicionam ou mesmo comprometem um processo de intervenção sócio-territorial deverá conduzir a um esforço acrescido de priorização pelas entidades envolvidas, sob pena de desmotivação e descrédito de toda a intervenção - os tempos necessários (previsíveis e imprevisíveis) para o desenrolar de um processo técnico, burocrático ou político e as razões que os fundamentam devem ser explicados claramente aos restantes parceiros sem partir do pressuposto que são do conhecimento comum - também nestes casos, o processo implica a consensualização e transparência irrepreensível de metodologias de desenvolvimento e a constante informação dos pontos de situação, de qualquer eventual desvio e das respetivas razões 110 O processo de autorização por parte da CNPD demorou aproximadamente 6 meses (entre Dezembro 2010 e Junho de 2011). Este hiato temporal, obrigou a empresa a desenvolver outros trabalhos, pelo que só em Outubro de 2011 se voltaram a reunir as condições para retomar os trabalhos de uma forma regular. 111 A alteração da posição do IHRU face à continuidade da IBC até Dezembro de 2013, decorreu da própria alteração do Conselho Diretivo do IHRU e das novas orientações estratégicas assumidas para o Instituto num contexto de crise económica. 82

13 Medida 1.4. desenvolvimento de propostas de soluções residenciais para a população residente e ocupação residencial Apesar do desenvolvimento desta ação implicar que o Plano de Pormenor e algumas das ações do Eixo 2 estejam numa fase mais avançada (nomeadamente a resolução da questão fundiária), durante o ano de 2009 foi sendo desenvolvido algum trabalho no sentido de tipificar/identificar quais as tipologias de situações expectáveis entre os residentes do Bairro, no que concerne: a) À sua situação face à habitação b) Ao enquadramento possível em medidas e programas existentes de apoio à aquisição de habitação ou arrendamento Procurou-se, numa primeira fase, tipificar situações possíveis (casa própria ou arrendada, residente nacional ou estrangeiro, eventual vontade de sair do bairro, etc) com base nos contributos da Comissão de Bairro; foi elaborada uma grelha para validação por parte das associações que integram a Comissão de Bairro. Verificando-se a inconsequência de uma tal análise (também prematura em relação ao andamento da caracterização da população e do processo do Plano de Pormenor) optou-se por desenvolver uma análise dos mecanismos de apoio à habitação e verificação, de forma não territorializada nem personalizada, da sua aplicabilidade à situação presente. Esta análise permitiu concluir que os mecanismos existentes não são aplicáveis às situações previsíveis e existentes devido aos requisitos exigíveis em cada um dos mecanismos. A necessidade de reconfigurar formas de apoio à reconversão do bairro impõe-se como uma tarefa a desenvolver em paralelo com o Plano de Pormenor a fim de ter os instrumentos necessários á intervenção assim que este esteja eficaz. As imagens seguintes ilustram a análise que foi efetuada tendo por base os mecanismos em vigor em

14 Como é sabido, os processos de intervenção/qualificação urbanística implicam, em maior ou menor grau, operações de realojamento; estas operações estão associadas, no senso comum, à criação de áreas urbanas segregadas e urbanisticamente distantes dos centros/com deficientes condições de acesso a transportes sociais e a equipamentos da cidade. Apesar de, desde o início, não ser apontada uma solução deste tipo (garantida a manutenção dos residentes) este fantasma assolou e continua a assolar a população do bairro, de alguma forma avivado pelo discurso das associações locais que não têm total confiança no processo; contrariar esta visão só pode ser conseguido se se avançar mais no estudo, desenho e divulgação de modelos de soluções residenciais. O desenvolvimento da ação, depende agora do cruzamento da informação já disponível 112 com a informação resultante do Estudo do Plano de Pormenor (nomeadamente das expectativas da população sobre querer permanecer ou sair do bairro e dos dados relativos ao número de habitações que poderão existir no Bairro). Contudo a finalização desta ação dependerá sempre do modelo global de financiamento das operações necessárias e apoios a conceder à intervenção pública ou privada, questões a que o Estado Central, através do organismo que detêm ou detiver essas competências, não se poderá furtar. Importa reter: - que fazer depender a abordagem de soluções residenciais, ainda que sem modelos definitivos, da resolução da questão fundiária e respetivo financiamento ou de fases mais adiantadas do Plano de Pormenor, apenas contribuiu para o aumento da desconfiança e descrédito do processo - conseguir ganhar a população para o processo implica ir ao encontro das suas principais preocupações e, ainda que não sejam de resolução imediata, dependam de outros fatores em desenvolvimento ou tenham um tempo de execução muito dilatado, é importante que tenham qualquer tipo de resposta, de esclarecimento e, sobretudo, que não se transmita a ideia de desinteresse - aqui também a informação/comunicação transparente e regular são determinantes. A política de comunicação pode em certos casos ser mesmo a substancia de uma política publica e ter por função principal mostrar que as autoridades publicas se preocupam com um problema. O importante não é tanto o que a ação publica faz mas a demonstração da atenção das autoridades publicas para com o problema (Hassenteufel, 2008) 112 A análise efetuada encontra-se em anexo no presente documento 84

15 No seguimento das diversas reuniões dos parceiros que visavam implementar um plano de pormenor, as posições encontravam-se extremadas: por um lado os representantes dos moradores defendiam a proposta da faculdade de arquitetura que propunha a reabilitação de todo o edificado existente; do outro lado, os representantes da câmara defendiam o estudo encomendado ao gabinete Vasco da Cunha, onde se previa reabilitar trinta por cento do edificado existente. Perante estas duas posições antagónicas era preciso ultrapassar este impasse e foi perante esta situação que foi proposto por mim, como representante do IHRU, admitir uma terceira via. Deveria ser feito o diagnóstico do edificado existente, do ponto de vista regulamentar, de segurança e de salubridade, por uma entidade reconhecida e isenta, e depois lançar um concurso de ideias para encontrar um conceito inovador e descomprometido com as duas abordagens presentes. Para a concretização do concurso de ideias, sugeri recorrer ao EUROPAN, concurso europeu para jovens arquitetos. Posteriormente, o diagnóstico do edificado existente foi elaborado por uma equipa LNEC/IHRU e a CMA promoveu um concurso público para adjudicar o plano de pormenor. O levantamento da situação do edificado existente foi bem aceite pelos moradores e o diagnóstico elaborado pelo LNEC foi um documento muito útil para informar o caderno de encargos do concurso. Quanto ao concurso, penso que enfermou de um erro: permitir que os gabinetes, que subscreveram os estudos existentes, pudessem concorrer. Ganhou a proposta apresentada pelo gabinete Vasco Cunha, a que melhor respondia aos critérios de seleção, o gabinete que à partida tem a desconfiança da população. Assim, perante esta realidade, vamos ver se é possível encontrar uma solução de consenso. Para já, e atendendo ao andamento dos trabalhos, parece-me muito difícil chegar a bom porto. Rogério Pampulha Arquiteto do quadro do IHRU Acompanhou a construção do Plano de Ação Participou no levantamento de campo Representou o IHRU no júri do concurso do Plano de Pormenor 85

16 Eixo 2. Um bairro qualificado e aberto ao exterior O desenvolvimento do eixo 2, encontra-se muito dependente da concretização do Eixo 1 (nomeadamente da eficácia do Plano de Pormenor), especialmente no que concerne as medidas 2.2. (elaboração de projetos), 2.3 (construção/reabilitação de infra-estruturas e espaços públicos); 2.4. (construção/reabilitação de soluções habitacionais); 2.5. (construção/reabilitação de espaços comerciais) e 2.6 (construção/reabilitação de equipamentos sociais, escolares e recreativos). Contudo, algumas ações foram sendo desenvolvidas de forma paralela, não só porque: a) Se previa que o processo de negociação e de construção da solução financeira, fosse moroso (como é o caso da medida 2.1 resolução da questão fundiária e da medida 2.6 em particular a construção/criação do espaço ancora); b) Como pelo próprio reconhecimento de que a morosidade do processo de elaboração do Plano de Pormenor (e da sua posterior implementação) implicava encontrar soluções de curto e médio prazo que permitissem melhorar e qualificar as condições e as respostas que entidades locais prestavam apoio à população. Assim, a apresentação da execução deste eixo fica limitada à descrição do trabalho realizado nas medidas 2.1. e 2.6, uma vez que no âmbito das restantes não foi realizada nenhuma ação. Medida 2.1. resolução da questão fundiária Em 2008, iniciaram-se os processos de negociação dos terrenos da Cova da Moura, entre a Câmara Municipal e o principal proprietário (a família Canas). O processo de negociação, ainda que sem resultados efetivos, ficou suspenso em 2009, data em que se iniciou o ciclo eleitoral já referido [e que também atrasou o lançamento do concurso para a elaboração do Plano de Pormenor] e que, simultaneamente, correspondeu à fase da negociação em que se teriam já de assumir os valores máximos possíveis e assegurar as verbas necessárias para que o passo subsequente da negociação e/ou expropriação pudesse vir a ser desencadeado. Importa destacar que, os dois momentos eleitorais (eleições autárquicas e legislativas) foram determinantes para o impasse no desenvolvimento desta ação, uma vez que as entidades responsáveis pela mesma eram a Câmara Municipal da Amadora e a Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades. Por fim, o contexto de crise, o novo processo eleitoral e constituição do XIX Governo Constitucional (em 2011), tiveram implicações no adiamento, para já sine die, das negociações. Medida 2.6. Construção/reabilitação dos equipamentos sociais, escolares e recreativos As questões associadas à execução desta medida, estavam inicialmente concebidas para serem desenvolvidas em paralelo com o desenvolvimento do Plano de Pormenor uma vez que são ações interdependentes. Esta medida inclui a construção do designado espaço-âncora que, conforme consensualizado entre os parceiros, deveria ser um equipamento multifunções cujo programa definitivo se encontrava ainda em aberto na altura de arranque do processo. Impunha-se: a) clarificar com os parceiros qual o entendimento sobre o que deveria ser o espaçoancora, revisitando e operacionalizando as ideias já discutidas e consensualizadas 86

17 b) equacionar, no quadro do processo de reabilitação do Bairro, qual a localização e dimensão que deveria ter este equipamento coletivo, por forma a garantir não só as funcionalidades de apoio mais direto ao bairro, como também as que possibilitariam a ligação do Bairro à envolvente e à Cidade da Amadora, pressuposto que decorreu da fase de construção do Plano de Ação c) definir e consolidar um modelo de gestão partilhada do equipamento A clarificação das funcionalidades a atribuir ao espaço-âncora acentua as tensões e deixa transparecer as diferentes visões não apenas sobre o espaço-âncora mas, de uma forma mais geral, sobre o futuro do bairro, pese embora o consenso de princípio estabelecido no âmbito do protocolo. A discussão da ação com o grupo de parceiros responsável ou envolvido na sua operacionalização tornou-se palco de discussão de questões mais abrangentes como sejam: i) a integração mantendo a individualidade vs diluição na envolvente; ii) a necessidade de reforço e de apoio financeiro às atividades das organizações locais vs a criação de um equipamento de âmbito municipal; iii) as funcionalidades de apoio direto à população vs atividades associadas aos valores culturais presentes mas com capacidade de atração externa. O processo de operacionalização do espaço-âncora foi, assim, a oportunidade para se debater um conjunto de problemas e preocupações latentes uma vez que não era possível prever os tempos em que a mesma discussão, no âmbito da estratégia de intervenção urbanística via processo do Plano de Pormenor -, pudesse ser desenvolvida com propriedade. O recurso a uma equipa externa 113 tornou-se necessário por forma a facilitar o processo de encontrar consensos face às funcionalidades, mas também para apoiar os parceiros na identificação dos grupos prioritários de intervenção. Em paralelo, procurou-se identificar espaços disponíveis, na envolvente do bairro (uma vez que a construção de um novo equipamento estava condicionada pela conclusão dos estudos do Plano de Pormenor), que pudessem acolher as funcionalidades que foram sendo consensualizadas. Desse trabalho, por aproximações sucessivas resultaram os seguintes conteúdos funcionais (ver esquema): 113 O trabalho de apoio aos parceiros para a elaboração do conteúdo funcional do espaço ancora, foi adjudicada à empresa SUBLIMAPOIO, com uma equipa coordenada pelo Sociólogo Álvaro Cidrais. No entanto, este processo de contratação, apesar de discutido na Comissão Executiva, não foi aceite por todos os parceiros, o que não obstou à participação de todos na posterior construção da solução. O documento produzido encontra-se no arquivo da IBC. 87

18 - uma vertente artística, valorizando o estúdio comunitário existente (ACMJ) e desenvolvendo projetos artísticos ligados á música e à dança; - uma vertente desportiva associada ao polidesportivo existente e reabilitado no âmbito da Iniciativa; - uma vertente de serviços á comunidade: atendimento de proximidade, formação e espaço TIC, estes últimos com utilização articulada com as restantes vertentes Órgãos de gestão PROJECTO ÂNCORA ESTUDIO ACMJ (Vertente comunitária) Vertente prestação de serviços Vertente formativa Apoio a iniciativas comunitárias CASA ROSA Projectos residentes Projectos externos (residências artísticas) Apresentações à comunidade Apoio a iniciativas comunitárias VERTENTE ARTÍSTICA ESPAÇO TIC Acesso público/livre Formação TIC, multimédia Apoio a iniciativas comunitárias Criação artística ATENDIMENTO de PROXIMIDADE CLAII Serviços públicos Apoio às organizações locais LOJA/MONTRA/ESPAÇO MEMÓRIA Apresentação/divulgação de produtos e processos artísticos Venda de produtos artísticos / artesanato Montra de culturas POLIDESPORTIVO Apoio a iniciativas comunitárias VERTENTE DESPORTIVA SALA DE FORMAÇÃO (recurso transversal) (OUTROS ESPAÇOS) Apresentações públicas A dificuldade de encontrar espaços disponíveis adequados na envolvente, condicionou a operacionalização da ação na sua totalidade, tendo sido discutidos vários cenários 114 simultaneamente avaliados em termos de distribuição espacial de funções: a) aquisição parcial do edifcício da Revigrés localizado na Buraca, afastado do bairro mas na envolvente próxima; inviabilizado porque apenas era possível adquirir o espaço (devido ao montante solicitado) em parceria com outra entidade e associando outras funcionalidades; I Hipótese 1 1 recepção/zona utilização comum/espaço-memória Podem 2 cafetaria Área total aprox 450 m2 114 Ao longo do processo foram colocadas várias hipóteses; apresentam-se aqui apenas as que foram consideradas de maior viabilidade 88

19 b) aquisição do edifício da Rodatec (em frente ao Bairro, junto á estação da CP) e requalificação do polidesportivo, solução que reunia o consenso dos vários parceiros, mas que foi inviabilizada pelos montantes financeiros que o proprietário solicitou quando se apercebeu do forte envolvimento politico na sua aquisição 115 ; c) aquisição de 3 lojas em frente ao Bairro e reabilitação do polidesportivo, tendo-se avaliado também a possibilidade de complementar com um edifício comercial vago existente na Buraca, em complementaridade com os espaço das associações locais. Tendo presente as principais dimensões/funções que se considerou que o espaço/projeto âncora deveria comportar, ficou estabilizado (no segundo semestre de 2010) que: a) para responder às necessidades no âmbito do desporto, seria realizada a reabilitação do Polidesportivo existente, passando o mesmo a dispor de cobertura, iluminação, e balneários (a ação de reabilitação ficou concluída em Abril de 2011) b) se iriam adquirir as 3 lojas em frente ao bairro e um espaço comercial autónomo, i) duas das lojas iriam integrar salas de formação adequadas e espaço de informática, passando a incluir também o CIDNET, do programa Escolhas, e a formação informática mais especializada para as questões artísticas; ii) a terceira loja iria integrar um serviço de multi-atendimento por parte das entidades públicas; iii) o espaço comercial autónomo, iria servir para o desenvolvimento do projeto artístico, na sua componente de dança, teatro... iv) ir-se-ia reforçar o equipamento do estúdio comunitário (já existente nas instalações da ACMJ) por forma ao mesmo dar resposta ao desenvolvimento de projetos de música e gravação. Contudo, e contrariamente ao previsto, o Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (entidade responsável, através do IHRU, pelo financiamento do espaço ancora) não aceitou/autorizou a opção de aquisição das lojas inviabilizando a prossecução da ação nos moldes consensualizados. Face a esta decisão, acordou-se entre o IHRU e a Autarquia, ainda que informalmente, a possibilidade desta ultima financiar a aquisição dos espaços numa versão ligeiramente mais reduzida, situação que ficou dependente da definição do modelo de gestão a acordar, nomeadamente ao nível do real envolvimento dos parceiros locais. Tendo presente o desconhecimento em termos jurídicos de todas as implicações e condicionantes dos modelos de gestão possíveis, foi estabelecida uma articulação pro-bono com a Ordem dos Advogados, que disponibilizou 3 juristas da Delegação da Amadora para 115 Importa referir que no inicio de 2010 o edifício chegou a ter as visitas do Sr. Presidente e Vereadora da Câmara da Amadora, Sr. Presidente do IHRU, Sra. Secretária de Estado, Sr. Diretor Geral da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Presidente da Junta de Freguesia da Buraca, para além dos parceiros locais 89

20 acompanharem esta discussão e elaborem modelos possíveis, sendo a figura do consórcio a que foi considerada mais adequada face às questões e expectativas identificadas pelos parceiros. Inseridas na medida 2.6 (construção/reabilitação dos equipamentos sociais, escolares e recreativos), foram desenvolvidas as seguintes intervenções de caráter mais pontual e que foram sendo definidas e lançadas consoante as necessidades e oportunidades de investimento: a) intervenção no exterior das associações, melhorando a imagem e as condições de fruição exterior, com a colocação, sob responsabilidade da DGARTES, de estruturas de ensombramento e algum mobiliário urbano 116 (2009) b) realização de obras de beneficiação na Creche da ACMJ, pela Câmara Municipal da Amadora (sobretudo ao longo dos anos de 2008 e 2009) c) realização de obras de qualificação de espaços existentes de maneira a melhorar as respostas sociais e de apoio direto à população, realizadas com cofinanciamento do MFEEE: a. reabilitação do Espaço da Associação de Moradores (2011) b. qualificação do espaço da ASSACM, no sentido de adaptar as instalações às exigências da Segurança Social para celebração de protocolo de cooperação/financiamento como Centro Comunitário (2011) c. qualificação do espaço do Ninho de Jovens da ACMJ (2011) Face aos condicionalismos já referidos e tendo presente os objetivos desta medida no âmbito do Plano de Ação (melhoria das respostas, dos serviços e das condições da sua prestação), lançou-se, no final de 2011, o processo de instalação (pelo IHRU 117 ) de a) Painéis fotovoltaicos naacmj; ASSACM; Centro Social de S. Gerardo e na Creche e Lar da SCMA, que simultaneamente se constituíram como micro-produtores 116 O projeto foi desenvolvido pelo atelier de arquitetura MOOV. 117 Inicialmente, todas as despesas com a realização destas intervenções foram apresentadas ao MFEEE, contudo as despesas com a aquisição e instalação dos painéis fotovoltaicos não foram aceites, passando as mesmas a ser assumidas pelo IHRU. 90

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